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	<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 03:19:31 +0000</pubDate>
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		<title>$ubmidialogia$ - Valadares</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 02:48:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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Festa popular de Nossa Senhora do Rocio em Paranaguá é a situação que deflagrou esse vídeo, chamada para o Submidialogias da Ilha de Valadares - Paranaguá.<br />
<a href="http://www.estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=7539"><br />
http://www.estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=7539</a></p>
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		<title>Trânsitos por Salvador, mensagens e framebuffer de tv analógica. ISCL2009</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 22:22:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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E do seu lugar o que você traz?
Encontro com Eduardo, comerciante de rua em Salvador.
Deixou a mensagem &#8220;Barraca do Eduardo&#8221; na Tv Analógica via programação em um chip atmega 168. (Arduino)
Experimentações urbanas, trânsitos e trocas, Framebuffer de TV analógica, conversas sobre tecnologia e água de coco.
27/julho/2009
ISCL2009.
A Kombi explodiu
Roda de samba no QG do GIA em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>E do seu lugar o que você traz?</strong><br />
Encontro com Eduardo, comerciante de rua em Salvador.<br />
Deixou a mensagem &#8220;Barraca do Eduardo&#8221; na Tv Analógica via programação em um chip atmega 168. (Arduino)<br />
Experimentações urbanas, trânsitos e trocas, Framebuffer de TV analógica, conversas sobre tecnologia e água de coco.<br />
27/julho/2009<br />
ISCL2009.</p>
<p><strong>A Kombi explodiu</strong><br />
Roda de samba no QG do GIA em ocasião do ISCL 2009 em Salvador no dia 30 de julho de 2009.<br />
Composição da música sobre o incêndio da kombi na Praça do Campo Grande.<br />
Mensagens inseridas na TV via programação do Arduino (framebuffer de tv analógica)<br />
A mensagem na tela &#8220;A kombi explodiu&#8221; foi dita por Tininha.</p>
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		<title>Objetos Desejosos: Uma entrevista com o Antropólogo Lawrence Jakimo Pokot</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 04:03:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marcelo Coutinho
Dedico esta entrevista ao raciocínio nômade
e sempre generoso de Clylton Galamba.
Em publicação anterior, meu texto a respeito de Lawrence Jakimo Pokot foi amplamente mutilado e o pouco que sobreviveu dele ainda sofreu sérios erros de editoração[1]. Naquela ocasião, apresentei-o como sendo um “místico”  que muito havia influenciado a construção de minha obra. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Marcelo Coutinho</p>
<p>Dedico esta entrevista ao raciocínio nômade<br />
e sempre generoso de Clylton Galamba.</p>
<p>Em publicação anterior, meu texto a respeito de Lawrence Jakimo Pokot foi amplamente mutilado e o pouco que sobreviveu dele ainda sofreu sérios erros de editoração[1]. Naquela ocasião, apresentei-o como sendo um “místico”  que muito havia influenciado a construção de minha obra. Aplicar a ele tal definição, porém, não tratou-se de qualquer erro editorial: foi de minha inteira responsabilidade.</p>
<p>Não conhecia o suficiente as atividades deste homem, e tentava vê-lo, compreendê-lo sob a curta ótica e o parco instrumental que naturalmente nos caracteriza, nós, cristãos, ocidentais. Para culturas tão estranhas à nossa, tão mais antigas e tradicionais como aquelas que hoje compõem o Quênia, o termo “místico”, tal qual o entendemos, precisaria englobar outras áreas do saber, como a medicina, a química, a psicologia e a filosofia. Levando em conta que este, digamos, sábio, é consultado para aprovar ou vetar o traçado urbano, indicar a cor das portas e a melhor combinação de vizinhos na aldeia, somos levados a pensar que este homem poderia também ser considerado urbanista, arquiteto e assistente social, ao mesmo tempo.</p>
<p>Quando encontrei L.J. Pokot aqui, no Recife, durante o carnaval de 1998, hospedado no Hotel Central, foi este termo, “místico”, indevidamente aplicado à ele, que deu início a nossas conversas. Eu passava por um dos períodos mais difíceis de minha vida. Os ruídos vindos da rua em orgia só tornavam minhas dores mais desproporcionais. Eram dores do espírito, aparentemente imateriais, mas que por vários momentos manifestavam-se nas juntas de meu corpo e em vertigens inauditas.</p>
<p>Foi quando recebi na casa de meu amigo, o crítico literário Anco Márcio Tenório Vieira, o telefonema de um outro velho amigo, o físico Vinícius do Vale Navarro, paraibano de João Pessoa, hoje professor de astrofísica na Universidade de Cambridge: Pokot chegara ao Recife duas semanas antes do início do carnaval.</p>
<p>Nas condições em que me encontrava, mergulhado em uma estranha e macabra euforia, sinal típico de uma vindoura depressão, não seria de espantar que a imagem de Pokot tivesse sido tão recorrente em mim, mesmo que não soubesse deste seu novo arroubo em visitar o Brasil. Afinal, era este homem que tratava em suas palestras da necessidade de voltarmos a ver na dor e na adversidade não o fim, mas a oportunidade de verificar a passagem. Porém, o fato é que quando soube da presença física, real, de L.J. Pokot na cidade, atribuí a isso uma aura mágica. Um doce ditame do acaso. “Deus não joga dados”, pensei.</p>
<p>Pokot já havia estado no Brasil por várias vezes. Por mais que houvesse conhecido figuras ilustres da intelectualidade brasileira e internacional, manteve-se a parte de um conhecimento público mais vasto. Ainda jovem, acompanhou Claude Lévi-Strauss em terras Nambiquaras, como colaborador de língua inglesa à expedição[2].Desta experiência, surgiu sua primeira publicação: Entre os Olhos – O que não foi visto por uma expedição européia entre os Nambiquara da América do Sul[3], datada de 1942,vinda a público antes da publicação de Tristes Trópicos, obra do ilustre antropólogo francês. Nos anos cinqüenta, participou, ao lado dos irmãos Villas-Boas, de outra expedição, esta no Pará, para estudar os Ravé-Potí. Seu interesse era verificar os laços entre os ritos e imagens de passagem dos Ravé-Potí e sua tribo natal, no Quênia. Publicou em 1964 o ensaio O Oriente de Lá – Estudo Comparativo do Devir entre os Ravé-Potí e os Kummah[4].Esta tornou-se sua última publicação e o último registro de seu pensamento naquilo que ele hoje chama de “dialeto acadêmico” ou de “pornografia intelectual”, referindo-se ao gosto universitário em “transmutar todo pensamento, livre e fluxo por natureza, em papel e pedra”. Após a publicação de “O Oriente de Lá”, sentiu-se profundamente cansado em tentar conciliar a natureza “pequena e tribal” de seu raciocínio, gerado no Quênia, com a grandiloqüência da ciência ocidental que havia lhe chegado através dos filtros ingleses de Cambridge.</p>
<p>De volta à África, abandonou seu emprego de professor na Universidade de Nairobi e montou bases em sua terra natal de onde sai periodicamente para divulgar suas idéias na forma de palestras ou de conversas individuais demoradas com “aqueles que detecto como micro-partículas de algumas modificações lentas do que virá”.</p>
<p>Foram ao todo, entre nós, quatro encontros. Sempre na varanda do pequeno restaurante do Hotel Central, na Boa Vista. Eu chegava em torno das três da tarde, como havíamos marcado antecipadamente. Sentado sempre na mesma poltrona de aparência muito confortável, mais assemelhada a um útero, de tão profundo era o seu acomodar, estava Lawrence Jakimo Pokot, fumando lentamente seu já terceiro maço de cigarros com filtro. Afundado nesta poltrona, seu corpo negro e franzino, já enrugado, alternava gestos ágeis e nervosos, com uma calma e silêncio tumulares. Em duas de nossas conversas, instalou-se um silêncio profundo. Silêncio este tão persistente que não o suportando, por duas vezes levantei de minha cadeira e parti. Quando cheguei a calçada do hotel, ouvi sua voz vinda da varanda: “Não foram vocês que criaram o tempo lógico? Por que tanto espanto? Estarei aqui amanhã, na mesma hora”.</p>
<p>Nestes encontros, Pokot falou-me de sua afeição especial por esta região específica do Brasil, o Nordeste, e de seu deleite pelo carnaval negro do Recife. Contou-me ainda de como tomou conhecimento da obra do filósofo Evaldo Coutinho, através de A Visão Existenciadora, que lhe chegara as mãos numa edição pirata impressa na Argélia. Além de ouvir os tambores que rufavam no bairro de São José, Pokot tinha como intenção encontrar-se com este homem que, para ele, tinha construído um dos mais belos sistemas de “para-filosofia” e “para-literatura” da língua portuguesa.</p>
<p>Em seu pensamento, parcialmente expresso aqui, reparam-se traços do que seria para nós uma análise antropológica. Porém, naquilo que a antropologia possui em comum com a filosofia: a busca por uma análise básica do Homem. Cá e acolá etnográfico, Pokot impõe sua noção peculiar de espaço e tempo nos ritos de passagem, francamente baseada na experiência específica de seu povo de origem, os Kummah. Se Van Gennep vê nos ritos de passagem a função de mudança de status social do indivíduo[5]; se a psicóloga Monique Augras, inspirada no próprio Gennep, sugere que na passagem “vai-se de um ponto para outro”, que “é uma imagem altamente espacial”[6], Pokot irá sugerir uma outra visão: “a passagem não é objetual, não é verificável através dos olhos”[7]. Utilizando-se do caso Kummah, nos diz que a passagem desdobraría-se indefinidamente durante todo o correr da vida, entre dois pontos: nascimento e morte.</p>
<p>Já no primeiro de nossos encontros expus-lhe meu projeto, já em andamento, de nomear com palavras criadas por mim, sensações íntimas, complexas que, exatamente por serem absolutamente pessoais, carecem de uma denominação e, por conseqüência, de uma dicionarização. Trata-se de um trabalho lento, disse-lhe. Em um ano de trabalho havia escrito não mais que três verbetes. Falei-lhe da palavra que exporia em breve, em forma de vídeo-instalação, naquela que seria a minha primeira exposição individual. Foi ele que alertou-me do caráter votivo e do desejo de passagem que estavam evidentes em Aveclo.</p>
<p>O que levo a público agora é apenas o conteúdo de nossa primeira tarde juntos. Tendo este encontro versado sobre passagem, sobre o desejo latente que habita objetos e palavras e, por conseqüência, sobre arte, achei conveniente separá-lo dos outros assuntos abordados por ele e por mim em nossos encontros.</p>
<p>Foi ele que deu início a esta nossa primeira conversa, com seu português só não perfeito por ser levemente contaminado por um estranho sotaque, mistura de inglês britânico e tacuch, sua língua natal.              </p>
<p>Pokot: Estou contente que esteja aqui, que tenha me tornado uma referência constitutiva para você. Mas, porquê quis ligar meu nome ao termo “místico”, quando citou-me naquela publicação? Publicação, diga-se de passagem, difícil de dignificar a presença do nome de qualquer indivíduo&#8230;</p>
<p>Marcelo: Ingenuidade minha. Desculpe-me. Não encontrei o termo exato para defini-lo. O senhor bem sabe que entre nós, para nos sentir compreendendo, precisamos isolar os fatos e nomeá-los.</p>
<p>Pokot: Sei, meu amigo. Vocês batizam as coisas se utilizando de nomes velhos, pré-existentes. Nomes firmes perante o texto histórico que vocês aceitam como legitimador. Mas, chamar-me de místico seria reduzir-me a uma nomenclatura que vocês próprios desrespeitam. Trata-se de uma palavra que um dia referiu-se a algo existente. Porém, dela pouco ou nada sobreviveu. Vocês preferiram optar – se é que é dada ao homem qualquer opção – por uma espécie de realismo, que de tão real, tornou-se fantástico. Creio que daí, deste realismo estriônico, podem surgir outros fluxos, ainda inauditos.</p>
<p>Marcelo: O que o senhor quer dizer com “outros fluxos”?</p>
<p>Pokot: Tudo se comporta como sopros que oferecem aos nossos olhos a possibilidade de ver, simultaneamente, a parte de dentro da pele de um leopardo e a parte de fora desta mesma pele felina. Elas não se apresentam como duas superfícies diversas. São uma. O aprimoramento desta vontade de capturar a realidade acabou por levar seu povo para um lugar exatamente oposto a concretude dos fatos e das coisas. E, consequentemente, acabamos por nos encontrar num ponto deveras comum, nós representantes das chamadas “sociedades primitivas” e vocês, mantenedores desta dita “sociedade complexa”: a presença onipresente da imagem. A imagem, como você bem sabe, é o idílio da coisa real. Apoiados na imagem, levados pelas mãos, por seus caminhos, podemos chegar muito longe. Para além daqui. Assim, podemos antever o que virá, caso sejamos sensíveis a tais sopros.</p>
<p>Marcelo: O senhor parece estar sugerindo que é possível antever o futuro&#8230;</p>
<p>Pokot: O que é o futuro?</p>
<p>Marcelo: Bem, aquilo que ocorrerá daqui há, digamos, vinte e quatro horas.</p>
<p>Pokot: E quando não se usa relógio?</p>
<p>Marcelo: Ora&#8230; pode-se usar o sol, a lua ou a alternância das estações do ano.</p>
<p>Pokot: Vocês pensam no tempo como algo que corre e escorre por nossos corpos, meu bom amigo&#8230; Vêem a ilusão do tempo quando os cabelos rareiam, as peles enrugam, os descendentes crescem, morrem, quando algo ou alguém se afasta de vocês. Nestas tipologias de visão, vocês se imaginam como algo pertencente a um lugar anterior ou posterior ao atual. Mas, para nós Kummah, como disse, isto não existe: trata-se de uma ilusão. E, vale a pena dizer: uma ilusão infernal, verdadeiramente o haliob. Em nossa estrutura pessoal e, por extensão cultural, não nos verificamos como uma mesma pessoa durante muito tempo. Podemos ser batizados e ganhar um nome diferente quantas vezes for necessário, neste período que vai do jahamkat ao kathamjah[8].</p>
<p>Marcelo: A mudança de nome representa a finalização de uma passagem&#8230;</p>
<p>Pokot: Sim&#8230; De forma geral podemos pensar em passagem como um movimento, um movimento filiado ao tempo e nada devedor do espaço. Um movimento que leva alguém de um estado temporal a outro. Mas o tempo, como já lhe disse, é uma noção condicionada. Ele não é objetual. Por mais que reparemos nele impresso nas coisas, o que vemos não é o tempo em si, imaterial por essência, mas os rastros de sua ação que já efetuou-se. Assim, ele possuirá as mais variadas conformações. Van Gennep tenta descrever para vocês como a noção de tempo se comporta nos ritos de passagem de alguns lugares da África Ocidental. São ritos de geração e morte. Que duram um período de tempo freqüentemente longo. E que ao fim deles é assegurada a mudança necessária. Mas entre nós, Kummah, a passagem se efetua como sentido desdobrado e perene, não como sentido fixo e temporalmente localizado. Por assim dizer, estamos vivendo um longo e ininterrupto processo de passagem&#8230; A nossa heteronomia ostensiva nos garante a manutenção da situação de mobilidade da passagem. O nome é prescrito por uma autoridade específica, que diagnostica a necessidade do indivíduo livrar-se de um objeto do passado. Prender-se a uma das feições desta ilusão, pode oferecer o haliob ao pobre sofredor.</p>
<p>Marcelo: Eu poderia traduzir haliob como “inferno”?</p>
<p>Pokot: Creio que não.</p>
<p>Marcelo: O senhor poderia me descrever o conceito desta palavra?</p>
<p>Pokot: Nada de conceitos, meu jovem, nada de conceitos&#8230; Você experimentou parte desta visão. Quando se detém a imagem, não necessita-se de conceitos.</p>
<p>Marcelo: Eu experimentei ? Como assim?</p>
<p>Pokot: [ Silêncio]</p>
<p>Marcelo: Quantos nomes uma pessoa pode assumir durante a vida?</p>
<p>Pokot: Quantos se fizerem necessários. Vou lhe relatar um caso desta nossa estrutura de heteronomia ostensiva. Existiu um velho homem entre nós que manteve-se inviolável por boa parte de sua vida. Durante uma noite de inverno teve um sonho pavoroso onde um mensageiro vindo do Katham-huruk[9] lhe avisava dos malefícios de manter-se casto durante muito tempo. Seu pênis iria penetrar-lhe as vísceras e fundir-se numa única estrutura de carne que lhe cobriria inclusive o ânus e nenhuma substância ou produto poderia ser expelido de seu corpo. Enxergou-se como um balão inflado até o limite de estourar e, finalmente, viu-se estourando e de si jorrando grandes quantidades de esperma, fezes, urina e sangue. Acordou naturalmente apavorado com a mensagem de alerta que lhe viera dos céus e resolveu consultar-me.</p>
<p>Marcelo: E como o senhor agiu?</p>
<p>Pokot: Ora, não sou homem diante do qual um sonho passa despercebido&#8230; Prescrevi-lhe um novo nome. Nome este, aliás que, reconheço, já deveria ter-lhe prescrito a muito mais tempo. Eu ainda era um novato na função. O fato é que estruturado pela liberação do nome anterior, que funcionava como um terrível objeto que o ancorava naquilo que vocês chamam de “passado”, o homem floresceu e novamente entrou no fluxo. Passou a experimentar todas as formas possíveis de liberação de seu sêmen. Para aquele homem, nenhuma diferença existia entre uma palmeira, um ser humano e um hou-hou[10].E cada uma destas experiências certamente o modificaria. Iriam torná-lo, de alguma forma, outro, deixando-o com muita rapidez, dono de periódicas novas estruturações e, consequentemente,  detentor de novos nomes. Entrou em kathamjah já muito velho, tendo passado por cerca de cinco mil nomes, com o crânio rachado por um gorila. </p>
<p>Marcelo: Caso eu tenha entendido bem, o senhor está dizendo que vocês Kummah não possuem qualquer marcação cronológica?</p>
<p>Pokot: O tempo para vocês é externo. Ele lhes é ditado a sua revelia, montado sobre esta estranha estrutura que vocês chamam de trabalho e produto. Para nós, o tempo não é linha: é ponto. Não existe a conjugação pretérita do verbo ser, tampouco a futura. Quando nos referimos a idéia de Ser como indivíduo, apenas seria possível aplicarmos a forma de gerúndio. Trata-se de uma estrutura interna, baseada nesta bela palavra de sentido perene: sendo.</p>
<p>Marcelo: Mas o senhor referiu-se a esta figura de autoridade que prescreve os novos nomes para os indivíduos. Esta figura não funcionaria como um marcador de tempo externo, tal qual um relógio?</p>
<p>Pokot: Não. Não quando já se visitou o Haliob. Esta figura de autoridade, o puckotoch, está aqui e acolá. Nesta peculiar situação, vemos tudo. Vê esta marca em minha nuca? [ Pokot vira-se e apresenta uma profunda incisão de forma oval que mesmo os cabelos crespos não conseguiam esconder]</p>
<p>Marcelo: É uma marca muito profunda. O que isto significa?</p>
<p>Pokot: Esta forma amendoada tenta reproduzir a forma de um olho. Esta incisão foi feita com o pucko, instrumento ritual de ferro que penetra e calcina a pele até a estrutura óssea do crânio. Eu ainda era jovem quando foi passada para mim a função de manter fluida e assegurada a nossa heteronomia ostensiva. Foi esta marca que me dotou de um nome fixo, este que ainda hoje carrego e que representa a posição de puckotoch.</p>
<p>Marcelo: Puckotoch seria o homem que, tendo experimentado a visão do Haliob, foi alçado socialmente a esta posição de guardião da mobilidade nominal, estou certo?</p>
<p>Pokot: Quase isto, quase isto. Nasce-se predestinado a tal visão. Esta marca em minha nuca representa a integração das três formas de tempo conjugadas em mim e gravadas em meu corpo. De uma forma ou de outra todo homem possui, por natureza, a inscrição destas três formas na própria configuração de seus corpos. Pense em seu corpo caminhando por uma vereda&#8230; Existe o andar dos pés que experimenta as texturas da areia, as variadas temperaturas que o solo nos oferece, o conforto de pisar a terra fria, que estava à sombra de uma árvore. O corpo instala-se no presente absoluto. Nele, sentimos dores, prazeres, confortos e desconfortos, frios e calores que são manifestações sólidas da mais absoluta presentificação das coisas. Através destas sensações nos é revelado o teor do instante. Já a presença dos olhos, que vara vereda à dentro, nos retira do instante e nos oferece as possibilidades de configuração daquilo que virá: as curvas, a escuridão, o sol que se põe frente aos nossos olhos e nos ofusca, um possível lago a atravessar. Os olhos, sempre mirando para frente, nos oferece o símbolo do futuro, muito longe do agora. Mas ainda temos as costas. E, em especial, a nuca: esta nossa parte tão vulnerável. Este é nosso ponto cego. É o que deixamos para trás. É aquilo que nos permitiu chegar e estar experimentando o instante desta nossa caminhada pela vereda, mas que não mais avistamos. O passado e a configuração frágil e cega da nuca poderiam funcionar como uma boa imagem do Haliob.</p>
<p>Marcelo: O olho gravado na nuca teria o significado de enxergar todo o trajeto da vereda que ficou para trás, ou seja, ver o passado&#8230;</p>
<p>Pokot: É estar instalado todo o tempo, simultaneamente, nos três lugares. Por isso, à mim e a nós puckotoch é vetada a heteronomia. Foi-me reservada esta posição. Não posso experimentar a graça reservada aos comuns. Próximo da morte, quando transferir a chaga para a nuca de meu filho, poderei por fim ganhar outro nome e entrar em kathamjah.</p>
<p>Marcelo: Trata-se de um cargo passado de pai para filho, pelo que o senhor disse. Sempre é escolhido o primogênito para tal responsabilidade?</p>
<p>Pokot: Não. Tudo depende da cor dos ventos que envolveram o momento do nascimento da criança. Só aqueles que nasceram soprados por ventos róseos claros poderão assumir o posto.</p>
<p>Marcelo: O senhor quer dizer que os ventos possuem cores? Trata-se de uma simbologia ou&#8230;</p>
<p>Pokot: &#8230; ou concretude? Veja, meu jovem, é impossível medir ou estabelecer fronteiras firmes entre as duas coisas. Lembre-se de Cassirer, por exemplo, que já há tanto tempo esforçou-se para convencer vocês das incertezas na diferenciação entre estas duas coisas. Mas, o que interessa é que hoje, poucos são capazes de ver este fenômeno das cores do ar. Porém, mesmo entre vocês do mundo ocidental existem aqueles que perseveraram nesta percepção e tentaram defendê-la. Lembra do irlandês De Selby?</p>
<p>Marcelo: Nunca o li diretamente. Sempre através de Le Fournier ou de Hatchjaw &#038; Basset.</p>
<p>Pokot: Em um livro seu intitulado “Álbum de Campo”, De Selby fala da presença de um “ar negro” que envolvia a Europa pouco antes da primeira grande guerra. A princípio, pensou que fosse o acúmulo de poluição das nascentes fábricas e indústrias. Mas logo se deu conta de que só ele vislumbrava tal coloração peculiar. Cor sempre premonitória de alguns eventos que estão por ocorrer a nível do corpo social. Seguindo este raciocínio que, como você vê, também foi percebido por um pensador ocidental, nós observamos a predominância da cor dos ventos que envolvem o recém nascido. Caso sejam róseos, ele terá uma vida longa e a fortaleza necessárias para ocupar o posto de puckotoch. A propósito, o próprio De Selby, em “Horas Douradas”, comenta a variação das cores de nascimento e também aponta para o róseo como a cor da longevidade.</p>
<p>Marcelo: Desviando um pouco o assunto, se o senhor me permitir, gostaria de falar de seus vínculos com nossa cultura. O senhor foi professor na Universidade de Nairobi, possuiu fortes vínculos com a antropologia e especificamente com a etnografia. Estudou em Cambridge, fala diversas línguas e ainda faz questão de viajar freqüentemente pelo mundo&#8230;</p>
<p>Pokot: [ Interrompendo]&#8230;já foi mais freqüente. Hoje prefiro estar entre os meus&#8230;</p>
<p>Marcelo: Mas, de qualquer forma, ainda faz este movimento, de estar lá e cá, não é? Como é possível coligar uma educação formal inglesa com o fato tão fundamental de o senhor ser um  puckotoch?</p>
<p>Pokot: Este é um traço do caráter Kummah. Aos olhos estrangeiros, conciliamos, fundimos. Você deve saber o quanto somos diferentes de nossos vizinhos, os Nuer, descritos pelo meu colega Pritchard. Ao contrário deles, sempre violentos e ariscos com seus visitantes, nós somos receptivos. Não é difícil, para aqueles que possuem olhos argutos, desconfiar de gentileza e receptividade em excesso. Elas contém em si uma voz oposta. A nossa defesa, no que diz respeito a nossas relações com a alteridade, é baseada na mentira. É possível que sejamos o povo mais mentiroso, lúbrico e dissimulado da África Central.</p>
<p>Marcelo: Como aconteceu? Me fale destes primeiros contatos com o ocidente&#8230;</p>
<p>Pokot: Nos apresentamos, a princípio, como um povo mudo. Provavelmente seríamos o primeiro povo geneticamente mudo da face da terra. Éramos, portanto, duplamente interessantes para nossos colonizadores. Assim, sendo uma cultura “só ouvidos”, a palavra de Jesus nos emprenharia com mais voluptuosidade. Durante o primeiro ano de presença dos missionários, nada falávamos. Só ouvíamos. Apenas balançávamos nossas cabeças em sinal negativo, acompanhado de um som gutural assemelhado a um “humrrum”. O gesto era dúbio, não restava dúvida. Mas a ânsia por uma imensa platéia, finalmente só ouvidos para a “palavra”, fez os missionários darem mais atenção ao “humrrum” do que ao negativo pendular de nossas cabeças. Eles se apaixonaram por nossa aparente docilidade. Porém, não estavam satisfeitos com o negativo pendular. Com muito trabalho, tentaram modificar o movimento da esquerda para a direita, indicativo de “não”, e substituí-lo por um mais adequado, que desloca a cabeça de cima para baixo, reforçando o “humrrum”. Quando finalmente o movimento de nossas cabeças aprumou-se, eles choraram de emoção. Mas tal foi a surpresa da missão quando verificou que o som gutural havia se transformado também. Enquanto nossas cabeças balançavam afirmando, das gargantas saía um outro muxoxo, um tanto quanto desalentador, um ruído lingual assemelhado a “tss, tss, tss”.</p>
<p>Marcelo: Povo ardiloso os Kummah&#8230;</p>
<p>Pokot: Trata-se de uma bela tradição. Eles ficaram muito impressionados quando já no segundo ano de mudez, falamos em conjunto a palavra yêh-zhúch. Eles imaginavam que haviam nos curado de nossa mudez orgânica, através da ação da fé e da aceitação de Jesus em nossos corações. O parentesco fonético entre yêh-zchúch e Je-sus, tornou-se um emblema da conversão para eles. O que eles demoraram a descobrir foi que em dialeto tacuch, esta palavra assemelhada ao nome de seu salvador, tinha o significado de “impotência sexual”, ou “homem que não cumpre com seus deveres de marido”.</p>
<p>Marcelo: A estrutura mentirosa de defesa cultural dos Kummah ajudou o senhor em sua carreira universitária em Cambridge?</p>
<p>Pokot: O fato é que a dissimulação e a mentira como traço de defesa cultural nos foi, e ainda é, elemento de grande utilidade. Através dela, passamos a dialogar mais altivamente com quem quer que fosse. Em Cambridge, fui considerado um dos mais próximos seguidores do método de campo do professor Malinowsky. Ele próprio, já um tanto esquecido, imputava a mim o título de herdeiro. Minhas qualidades Kummah qualidades de enorme plasticidade diante da alteridade, me credenciavam a experimentar o método de campo de Malinowsky com mais profundidade. Chamei meu método de “imersão aguda” e freqüentemente o apelidei de “método de compaixão etnográfica”, para me fazer mais claro aos ouvidos ocidentais. Mas, voltando a sua questão primeira, foi a plasticidade Kummah que agiu sobre mim e me dotou da possibilidade de trafegar entre povos os mais díspares. Somos uma cultura plástica, maleável, receptiva, mas a dissimulação e a mentira nos manteve a integridade. Trata-se de pensar a mentira não como traço de mal caratismo, como um lado assombreado da alma humana. Trata-se de reparar que os homens preferem ouvir “sins” do que “nãos”. Pode-se facilmente fazer alguém crer que estamos inteiramente convencidos, ou ainda, convertidos, de seus argumentos repetindo, durante uma conversa,  periódicos “humrrum”, “certamente”, “claro, claro”. Este artifício enche de vaidade aquele que compulsivamente fala e que tenta convencer o mundo de suas magníficas percepções. O lado mal, a deformidade de caráter, sempre será do falador compulsivo, daquele que tenta engendrar a vastidão do mundo em sua teia particular de leituras. Me utilizei da vaidade alheia, do falador compulsivo, através de meus ouvidos bastante generosos. Em  tacuch existe um termo que em muito pode elucidar as relações que travamos com outras tradições culturais. Este termo se aplica às crianças. Chamamos aquelas que desobedecem em silêncio seus pais de tantuo-hou[11]. O meu método de compaixão etnográfica, surpreendeu meu velho professor, que me imaginava um de seus últimos e derradeiros cúmplices absolutos. Ele me aconselhava algo, eu dizia sim, mas continuava trilhando meu próprio caminho.</p>
<p>Marcelo: O fato de descrever os Kummah como o povo mais mentiroso da África Central e sendo o senhor um Kummah, nós poderíamos desconfiar de todas as suas palavras nesta entrevista. Isto não o incomoda?</p>
<p>Pokot: [risos] É temerário, devo admitir. Mas cabe a vocês me julgar, não a mim. Entre</p>
<p>A mentira e a loucura existe uma delicada fronteira. Nós não acreditamos em nossas mentiras e isto nos faz apenas cínicos e gaiatos aos olhos alheios, mas nunca aos nossos próprios olhos. Vocês, ao contrário, acreditam em suas próprias mentiras, se desestruturam quando finalmente elas não podem ir à frente e isso faz de vocês um povo esquizofrênico. Esquizofrênico aos olhos de outros povos e até mesmo aos seus próprios olhos.</p>
<p>Marcelo: Diz um amigo meu, ex-seminarista Hilton Lacerda: “que a platéia acredite na mágica que se efetua no palco, nenhum problema. Porém, o mágico que acredita em sua própria mágica&#8230;”</p>
<p>Pokot: &#8230; existe uma grande diferença. Exatamente. Seu amigo está correto. Além do mais, a dissimulação entre nós é um elemento de defesa cultural.</p>
<p>Marcelo: Mudemos de assunto, senhor Pokot. Em uma de suas palestras, publicadas nos Anais de Psicologia Social da Universidade de Salamanca, tive a oportunidade de tomar contato com suas idéias sobre “objetos desejosos”. Caso eu não esteja enganado, o senhor iniciava falando de objetos simples que seriam presentificações do desejo de vir a ser e, posteriormente, falava de grandes edificações sociais que possuiriam o mesmo princípio desejoso. O senhor poderia expor mais uma vez estas idéias?</p>
<p>Pokot: Sim, claro, com muito prazer. Mas lembre-se que em Salamanca eu tive dois dias para expô-las.</p>
<p>Marcelo: Tenho todo o tempo necessário para o senhor&#8230;</p>
<p>Pokot: Obrigado, obrigado. Sua juventude é benevolente, como toda juventude. Sempre pensam que tem todo o tempo mundo&#8230; Mas, vamos adiante, não é ?</p>
<p>As palavras são a presentificação da ausência, estou certo? Quando eu falo: “ontem eu fui trabalhar”, estou evocando uma situação que já não existe. Estou presentificando uma ausência. Quando digo “gostaria de amar novamente” também estou presentificando o vazio físico de uma dada situação, que não está mais aqui, que apenas poderá vir a estar um dia. Existe uma marca fundamental na linguagem que é a eterna e constante construção e reconstrução daquilo que um dia existiu, e daquilo que um dia existirá. A linguagem se constrói aqui e agora, quando se fala, quando se escreve. Porém aquilo que a move, que a faz efetuar-se, não está aqui nem agora. Está antes ou depois do instante. A linguagem é instrumento desejoso, por tanto. É desejo de presentificação daquilo que, por natureza, é impossível de presentificar. Linguagem é evocação. Evocação e reconstrução. O elemento desejoso da linguagem pode ser verificado quando, periodicamente, olhamos um fato passado de nossas vidas e construímos um discurso qualquer, para nós mesmos, que justifique uma condição presente. Logo mais adiante, nossa vida muda novamente. Então olhamos para o mesmo fato passado e, estranhamente, enxergamos nele outra coisa e recontamos para nós mesmos uma outra história que dote de sentido a condição atual. Por ser desejosa, a condição natural da linguagem e do discurso é de reconstrução e construção. E de clara evocação daquilo que não existe.   </p>
<p>Marcelo: Ludwig Wittgenstein se refere a linguagem como instrumento que tenta expressar aquilo que não é passível de ser expresso. Porém, é exatamente aquilo que não possui possibilidade de ser expresso é o que move, que movimenta a linguagem&#8230;</p>
<p>Pokot: Sim, sim. Gosto da idéia de Wittgenstein sobre o que movimenta a linguagem. Este lugar estranho e inacessível à comunicação. Esta fenda escura, aberta sob nossos pés, que funda todas as narrativas míticas da “origem” e do “sentido”&#8230;o “sentido das coisas”&#8230; o que dá sentido a uma proposição é algo imaterial, que não está na objetividade das palavras, dos fatos e dos objetos. Os fatos representados, os signos, são em si mortos, desprovidos de sentido. O sentido do signo não está no signo, está na imaterialidade da mente. De fato, o que move o dizer da linguagem é sua impossibilidade de tudo dizer.       </p>
<p>Marcelo:  E quanto aos “objetos desejosos”?</p>
<p>Pokot: O que vale para o discurso da palavra, vale para aquele dos objetos. Portanto, nos objetos está contido o desejo de ser. Eles são indicadores da ausência, assim como as palavras. Vê-se isso muito claramente quando pensamos na lógica dos “objetos votivos”, que vocês ocidentais abandonaram quando foram obrigados a escolher a lógica da arte como linguagem autônoma. Mas o que rege o objeto votivo é o mesmo núcleo que rege a obra de arte. E, provavelmente, vocês tenham esquecido disso. Vi aqui, na região Nordeste do Brasil, desde que estive aqui pela primeira vez antes de me juntar a equipe de Lévi-Strauss no mato Grosso, uma forte presença do objeto votivo. São os chamados “ex-votos”, não é?</p>
<p>Quando um homem esculpe em madeira seu tumor na cabeça, ele retira de si o tumor. Ele efetua seu desejo de livrar-se da doença, construindo-a em madeira, ou cera. O objeto não possui nenhuma autonomia lingüística. Ele não é “belo”, não é “feio”. Ele não é equilibrado plasticamente, e isto não é levado em conta como elemento essencial. Ele é desejo. Desejo latente. O objeto, no caso o ex-voto, que é um remanescente do objeto votivo e das estruturas pagãs de religião, é um receptáculo da ligação direta entre o crente e a divindade. Em si, ele nada é. Ele apenas é, para o crente e para a divindade a qual ele travou contato. O ex-voto é um exemplo claro da idéia de um objeto desejoso.</p>
<p>Marcelo: E o que vale para o ex-voto valeria para todo e qualquer objeto?</p>
<p>Pokot: De forma mais ou menos contundente, sim. Porém, para vocês ocidentais isto seria uma idéia difícil de defender e argumentar. Salamanca já aconteceu há muito tempo&#8230;</p>
<p>Quando penso no volume de tempo e dinheiro que o ocidente gasta preocupado com comunicação entre indivíduos, quando vejo a pulverização do corpo geral da sociedade em grupos e subgrupos étnicos, econômicos, religiosos, sexuais, sou levado a crer que a Internet e a informática são objetos desejosos. Eles são indicadores da ausência. E a ausência é a matéria construtora deste sentimento motriz, o desejo. Quando não há ausência, não há desejo.</p>
<p>Marcelo: Lembro-me do senhor se referir a arte ocidental como “um mal necessário”, que poderia alertar para a lógica dos objetos desejosos. O senhor poderia se estender um pouco a este respeito?</p>
<p>Pokot: É um mal necessário. Não gosto do que vocês chamam de arte. De nenhum tipo de arte. O que fazemos em minha aldeia é reverenciar a presença do mundo, não a ausência dele. E o que vocês fazem é um cultivo mórbido da ausência. Vocês perderam o elo com a transcendência e se lastimam disso, construindo uma estética. Estética é a tentativa de construção de um sucedâneo para o sentimento de orfandade que a modernidade lhes impôs. Quem crê não precisa de arte. Vocês estão a deriva. E, se saio do conforto de minha cultura secularmente imóvel, satisfeita, para me encontrar com vocês é por compaixão. É preciso reconstruir esta ponte. E penso que posso ajudar. Mas, quando entro neste lugar que para vocês possui o valor de um templo, o museu, e vejo esta multidão de almas desesperadas jogando grandes quantidades de tinta sobre tecidos e papeis; quando vejo um homem jogar-se no chão e, pateticamente, esfregar a mão em placas de metal em busca de concentração de energia, fico melancólico e penso que ainda levará muito tempo para vocês chegarem a alguma conclusão objetiva sobre o problema do “religare”.</p>
<p>Marcelo: O senhor referia-se ao artista alemão, Joseph Beuys?</p>
<p>Pokot: Sim. Tive a oportunidade de vê-lo efetuando uma solitária manifestação de fé na transcendência, com uma ação física. Ele agia como um pajé. Creio que batizou seu trabalho com um nome em latim, “Vitex Agnus Castus”, se não estou enganado. Mas para que um pajé se justifique, ele precisa de crentes. Por isso este artista agia para platéias, através de aulas, palestras, ou atividades grupais. Mas, confesso, era melancólico ver aquele homenzarrão, prostrado no chão, esfregando a mão besuntada de óleo em barras de ferro, tentando convencer a audiência da necessidade de transcender.</p>
<p>Marcelo: A arte como “mal necessário” possui, portanto, para o senhor, o sentido de que nela, na arte, existiria o princípio do objeto desejoso&#8230;</p>
<p>Pokot: A ação desesperada destes homens de tanta boa vontade indica uma ausência. Uma ausência fundante para seu povo. Quando a função imaginativa cedeu lugar para a função racional, a cultura cristã começou a adoecer. É possível que todo o desenvolvimento da função racional, e da crença absoluta na verdade da matéria, já estivesse contida no nascedouro da ética cristã em seus primórdios. Poucos povos possuíram um deus que efetivamente viveu, que se fez carne, e que deixou rastros concretos de sua vida terrena. Se Deus fez-se homem, naturalmente o passo seguinte seria: Deus não está no além, está entre nós, é o próprio homem, feito de carne e osso. Quando Deus é idéia, imagem inefável, pura transcendência, é provável que a materialidade das coisas continue sendo um dado insignificante da existência. Pois a Verdade estaria sempre para além daqui.</p>
<p>A arte para vocês funcionou e ainda continua funcionando como mecanismo compensatório para o excesso de carne e osso que impregnou suas idéias e seus corações. Se a cultura cristã é insaciavelmente desejosa, esta atividade que vocês crêem ser autônoma, a arte, acabará por catalisar pesadamente a ausência. Através dela, vocês teriam a oportunidade de enxergar seu ruído com a transcendência, seu desejo de escapar deste mundo de carne e osso que criaram para si próprios.</p>
<p>Um dia, é possível que vocês se livrem da estética. Por enquanto, ela é um dos pouquíssimos indícios, um dos raros canais de religare que resta a vocês. Por isso a arte é um mal necessário. Por enquanto, apenas existem pastores sem rebanho. Homens descabelados a beira de uma síncope nervosa.</p>
<p>Marcelo: Poderíamos dizer que todo objeto de arte possuiria algo básico de ex-voto, de objeto votivo. Toda obra de arte seria um objeto desejoso&#8230;</p>
<p>Pokot: Sim. Direta ou indiretamente, todo objeto de arte é desejoso e, portanto, indicador da ausência. Alguns artistas manifestam um tipo de desejo de expurgo. Certa feita, nos anos setenta, em Londres, visitei uma exposição que em muito me nauseou. Era um pintor que lembrava muito o expressionismo do início do século. Porém, concentradamente mais mórbido. Eram figuras humanas despedaçadas, em sangue&#8230;</p>
<p>Marcelo: Era Francis Bacon ?</p>
<p>Pokot: Não sei. Não gravei o nome desta pobre alma. Saí da exposição entre enauseado e preocupado não só com a saúde mental do pintor, porém com a fratura cultural que tinha forjado tal mente e, fundamentalmente, a doença social que ele acusava.</p>
<p>Marcelo: Certamente era Francis Bacon.</p>
<p>Pokot: De qualquer forma, a lógica do objeto desejoso estava lá. Ele retira de si, e por conseqüência, da sociedade, o tumor e materializa-o fora do corpo. Depois ele oferece a imagem materializada deste tumor para o templo sagrado, que no caso de vocês é o museu ou a galeria. Já o tal alemão pensa menos no tumor e mais no sucedâneo, na cura. A ação de esfregar as mãos nas barras de metal tentava divinizar ações as mais banais. Além de criar, obviamente, um cerco energético entre ele, o “pontífice”, a audiência e aquilo que está para além daqui. Creio que era ele que dizia “eu sou uma bateria”, referindo-se a idéia de que continha em si radiador de energia. Chegou-me através de amigos que freqüentaram a Sorbonne informações sobre uma xamã brasileira que trabalhava com um princípio mais propriamente curativo que o deste alemão. Creio que os germânicos tenham uma natural dificuldade de lhe dar com tais idéias&#8230; Para vocês brasileiros, sempre será mais fácil.</p>
<p>Marcelo: Creio que o senhor se refere a Lygia Clark, uma artista brasileira. Ela trabalhou com arte durante boa parte de sua vida, quando então passou a chamar o que fazia de “terapia”.</p>
<p>Pokot: Quem bom que esta senhora tenha tido a lucidez de trocar o nome de sua profissão. Não posso garantir que o novo batismo que ela escolheu seja dos melhores. Normalmente o nome, quando já é muito antigo, carrega muito peso sobre si. Acaba por esvaziar-se, ou ser incapaz de denominar ou conter novos fenômenos. O fato é que existem determinados fenômenos que falam do lado de fora das fronteiras disciplinares, que estão, por assim dizer, fora dos nomes. Sei que vocês costumam chamar de arte até produtos provindos dos manicômios&#8230;</p>
<p>Marcelo: Sempre tive dúvidas sobre a validade de denominar objetos produzidos por doentes mentais utilizando o termo “arte”.</p>
<p>Pokot: O problema nunca será do objeto. Ele precisa existir. Todos os objetos do mundo são necessidades, pois eles são conservadores do desejo de ocupar uma ausência. É claro que uma sociedade que produz objetos em excesso, que se desfaz muito facilmente daquilo que possui para pôr algo aparentemente novo no mesmo lugar, está indicando uma confusão qualquer. Pois esta compulsão pela renovação inscreve, indica, uma ausência, um vazio fundamental, de fato preocupante. Mas retornemos ao problema dos manicômios. Creio que os objetos produzidos por doentes mentais são objetos, tal qual são objetos aquilo produzido pelo pintor sanguinário de Londres. O problema sempre será daquilo que Lévi-Strauss chama de “grade”. Será sempre de disciplina do olhar. A questão sempre será: “o olhar que converge para o objeto vem de qual fronteira?”. Esta “grade”, que no caso do ocidente é uma grade de olhares disciplinados, oferecerá a possibilidade de abordagem e, consequentemente, de nomenclatura dos fatos e das coisas. Os doentes mentais, e seus primos segundos, os artistas e cientistas de fato criadores, estão apenas cumprindo a norma dialética entre ausência e desejo, estão construindo seus objetos. A esquizofrenia é, fundamentalmente, da grade, responsável que é pela possibilidade do olhar e da nomeação das coisas. É até mesmo triste reparar que os objetos sempre estarão no mundo. Basicamente eles sempre serão, se não os mesmos, porém muito próximos da forma que possuem hoje. O que definirá suas nomeações serão as novas conformações da grade. Aqueles, preocupados em nomeá-los, estão empreendendo uma tarefa marcada para morrer. Pois os objetos são sólidos, enquanto os nomeadores terão suas nomeações periodicamente alteradas.</p>
<p>Marcelo: É curioso&#8230; O senhor me falou sobre os objetos votivos e em janeiro deste ano tive acesso a um livro de Walter Burkert onde ele faz uma boa introdução aos credos pessoais, fora das religiões oficiais, existentes no mediterrâneo antes do cristianismo se tornar religião oficial de Roma. Estes credos pessoais tinham representações exatamente nos objetos votivos, nas dádivas oferecidas a certas divindades. Pensei que seriam objetos anti-estéticos, ou melhor dizendo, não-estéticos.</p>
<p>Pokot: Sim, sim. Conheço o livro. “Antigos Cultos de Mistério”. Para maiores aprofundamentos, procure informar-se sobre a obra do monge beneditino português Venâncio Pereira Alçadas. “Voz Votiva”: é este o título de seu livro. Nele, estão descritas grandes construções votivas no sul de Portugal e no norte da África. E uma bela história é lá contada. Existiu uma grande cidade construída para que ninguém morasse. Era absolutamente vazia. Foi destruída pelos mouros em 1350. Conta Pereira Alçadas que a cidade fora construída por um homem de grandes posses, Cabrita Vinhas, em 52 D.C., como oferenda para Afrodite. A dádiva pedida à deusa do amor e da fertilidade em troca da cidade erguida era, sem dúvida, de caráter amoroso. A construção esférica dos ladrilhos que pavimentavam as ruas vazias e os símbolos circulares esculpidos em cada uma das esquinas indicavam isso. Em 1158 um descendente deste mesmo homem teria pedido uma outra graça à mesma divindade, desta vez uma ação votiva e não um objeto. No meio da cidade vazia, construída pelo seu ancestral, ele faria uma longa confissão de seus pecados. Após todo o correr de um dia ter se desenrolado, ele destruiria com as próprias mãos a cidade com o auxílio de um martelo e de um escopo. Tendo em vista que a cidade só foi destruída pelos mouros, devemos concluir que o pobre parente de Vinhas não teve muito sucesso em sua empreitada votiva.</p>
<p>O “taurobóleo”, rito muito difundido no mediterrâneo, que perde-se no passado, que encontramos referências até mesmo no “Katokochimoi”, de Eupalino de Mégara, é especialmente interessante. Neste caso, a vontade votiva desprende-se do objeto e torna-se temporal, rito. O indivíduo que evoca a divindade deveria matar um boi e banhar-se em seu sangue. Num ciclo de vinte anos deveria refazer a ação para, assim, reconstruir a “capa protetora” que precisava renovar-se, desgastada que estava ao fim de cada ciclo. Trata-se de uma constelação de “symbolon eutychies”, presente no taurobóleo. E todos se ligam ao desejo de boa vida terrena. Tanto o sangue quanto o animal, o touro, são elementos característicos das pulsões de terra. </p>
<p>Marcelo: Nos anos sessenta surgiu um grupo de artistas plásticos chamado “O Grupo de Viena”. Eles utilizaram-se de sacrifícios animais, banhos de sangue, auto mutilações&#8230;</p>
<p>Pokot: Nunca ouvi falar. Mas, ao que parece, este grupo era um pouco mais desesperado que o artista estripador de Londres, não? [ risos]</p>
<p>Marcelo: Porém, dentro de seu próprio raciocínio, eles estariam manifestando uma “ausência”, tentando ocupá-la com suas ações físicas. O “Teatro de Orgia e Mistério”, de Herman Nitsch possuiria parentescos com o rito do taurobóleo que o senhor acabou de descrever.</p>
<p>Pokot: Sim, sempre existirão parentescos entre quaisquer que sejam os fatos humanos. Mas, como já disse, tudo variará dependendo da conformação do olhar que se debruça sobre os fatos e as coisas. Pois os fatos e as coisas sempre estarão como sempre foram. É possível que o olhar disciplinar, que caracteriza o ocidente esteja modificando-se. Por conseguinte, traçando novos parentescos entre fatos e coisas. Mas, é bom lembrar: o taurobóleo não possui vontade estética., apenas vontade de fé e diálogo com o divino. Não trata-se de um fetiche-objeto esvaziado, como é o caso da obra de arte. Ele, o taurobóleo, evoca forças reais. O elemento dionisíaco deste tipo de arte que você me descreve esboça um desejo de mistério, mas não creio que seja capaz de provocar o numinoso, esta estreita porta que conduz apenas um homem, individualmente, até a imagem do mistério. Estes fenômenos artísticos lembram os ritos por serem temporais. Por dissolverem o objeto ( por excelência o indicador do espaço) em movimento ( que é em si a representação do correr do tempo). Mas, como disse, ao meu ver, são ritos desapegados. São o desejo de numinoso. Além do mais o rito real possui um, digamos, “roteiro” cuja origem perde-se no passado de pais, avós e bisavós&#8230; Pelo fato do rito não possuir um criador-indivíduo e sim um criador-social, ele possui um caráter agregador. Tratam-se de códigos compartilhados. Não é o caso desse tipo de arte que você me descreve. E especificamente da arte do século XX, que caracteriza-se exatamente por ser desagregadora. Ela cinde a sociedade por criar códigos novos e descartar aqueles secularizados.</p>
<p>Marcelo: Vejo que o senhor está cansado&#8230;</p>
<p>Pokot: É possível. Como lhe disse, arte  me cansa. Gostaria de  preparar-me para o encontro de amanhã com o professor Evaldo Coutinho.</p>
<p>Marcelo: Antes que encerremos este encontro, gostaria que dissesse-me o que o fez visitar o Recife durante o carnaval.</p>
<p>Pokot: Antes de qualquer coisa lembre-se que este é um dos três berços onde nasceu sua nação. Não a toa os três berços tomaram para si a mesma auto-representação: o carnaval, o grito dionisíaco “euhai”. Assim, podemos conhecer um povo. Vai-se em direção à sua auto-imagem. Ela representará seu desejo de ser. Em torno dela, pode-se enxergar as cores do ar. Não vê ? [ Pokot olha em torno de si, mirando o vazio, e inspirando forte] São lilazes.</p>
<p>Marcelo: O que indicam ?</p>
<p>Pokot: [Silêncio] Procure nas “Horas Douradas”, de De Selby. Mas, voltando a falar sobre minha viagem, devo dizer-lhe que a leitura dos escritos solipsistas de Evaldo Coutinho moveram-me em direção ao Recife.</p>
<p>Marcelo: Faz idéia de como seus escritos chegaram à Argélia?</p>
<p>Pokot: Via universidade de Salamanca. “A Visão Existenciadora” foi traduzida por um jovem estudante de filosofia, Xeriar Meursault. Ao que parece, o conceito de “existenciação” do professor Evaldo Coutinho, goza de um prestígio crescente entre os jovens argelinos. No que diz respeito a mim, vejo-o como construtor de um sistema para-filosófico de grande sensibilidade. Sua narrativa não se curva à aridez típica de boa parte da prosa filosófica do século XX. Possui contornos estilísticos visionários, como que assemelhados à aqueles dos grandes místicos do passado cristão, como San Juan de la Cruz que versava sobre o indizível: “deve-se dizer, mas não dizer”. Porém, sua mensagem parece ser inversa. Quando nos diz que por mais resistentes e perpetuáveis que sejam as coisas elas se fatalizam à efêmera duração da vida consciente do indivíduo, ele deposita todo o Ser do mundo no homem. É possível que vejamos no professor Evaldo também algum parentesco com a idéia de Shopenhauer do “mundo como vontade e representação”. Porém seu estilo, sua forma de construção textual indica uma espécie qualquer de intertextualidade. Algo além do que é dito expressamente, habita sua obra. Este algo parece ser uma voz mítica, provavelmente de caráter heróico, como indica a tradição cristã. “Eu fundo o mundo” é uma idéia claramente cristã&#8230; e é esta a idéia base de “A Visão Existenciadora”. Interessa-me muito reparar que, normalmente, quando um homem é acometido por uma imagem mítica primordial e dispõe-se a dar-lhe voz, esta voz toma contornos estilísticos muito rebuscados, como que iluminados, com ares visionários. Veja o estilo apocalíptico, assemelhado a São João, que costura as frases de Nietzsche, no “Zaratustra”. É como se a voz de formas arcaicas de pensamento necessitasse de uma sonoridade sempre curvilínea e nunca retilínea. Muito provavelmente, o professor Evaldo Coutinho não concordará comigo. Porém, devo expor-lhe minhas percepções. Existem outros aspectos muito interessantes na idéia do homem como o existenciador do mundo. A “composição alegórica”, como nos diz o professor, de “rostos e entrechos”, que o Ser do mundo nos oferece é única para cada indivíduo. A idade desta “alegoria” oferecida é a minha idade. Eu morro, o mundo morre. Por conseqüência também somos sujeitos do mundo alheio, do mundo composto, “existenciado”, por cada consciência que nos vislumbrou. Então quando alguém que nos conheceu morre, uma das nossas conformações de existência também morre. Trata-se de uma concepção de existência que levanta várias outras questões: se somos seres de linguagem; se as linguagens criadas são filtros que nos distanciam e nos impossibilitam de tomar contato com a realidade natural; se o nosso universo e nossa única realidade é o símbolo; se o símbolo, base da linguagem, é convencionado socialmente; se lemos o mundo a partir destas convenções, qual seria a medida de nossa individualidade, qual seria a fronteira entre aquilo que é pessoal e intransferível e aquilo que, criado pelos limites impostos pela convenção, é social? Seria possível delimitar uma fronteira? A inflação aparente do ego, representada por “A Visão Existenciadora”, já não denunciaria o esgarçamento desta estrutura, o ego, neste final de  milênio cristão? Inflacionando o ego, estrutura existenciadora do Ser do mundo, o professor Evaldo Coutinho não estaria, num movimento compensatório, alertando para o risco desta dissolução egóica que o ocidente vive? Pense que, mesmo de estilo aparentado ao de San Juan la Cruz, este filósofo brasileiro é contemporâneo da filosofia européia dos anos 60 e 70. Foi esta filosofia que desapropriou as dores do indivíduo, derramando-as no corpo social&#8230;</p>
<p>[1] Jornal que circulou nas cidades de Olinda e Recife, em agosto de 1997, como forma de divulgação do evento multi-mídia “Mônadas”, que teve como local a antiga fábrica de tecelagem Tacaruna.</p>
<p>[2] Em Tristes Trópicos ( São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 1996, pag. 248), Claude Lévi-Strauss não se refere nominalmente aos seus colaboradores na expedição Nambiquara. Apenas indica: “a expedição incluía de início quatro pessoas que formavam o pessoal científico, e sabíamos muito bem que nosso êxito, nossa segurança e até nossas vidas dependeriam da fidelidade e da competência da equipe que eu ia contratar”. O antropólogo Edmund Leach, em seu ensaio Lévi-Strauss ( São Paulo: Ed. Cultrix, 1970, pag. 12), nos diz sobre a expedição Nambiquara: “Os detalhes desta expedição são difíceis de determinar. Inicialmente, Lévi-Strauss teve dois companheiros científicos empenhados em outras espécies de pesquisa. O grupo deixou sua base em Cuiabá, em junho de 1938, e atingiu a confluência do rio Madeira e Machado no fim desse ano. Segundo parece, estiveram em movimento o tempo quase todo”. Não se sabe ao certo o motivo do ilustre antropólogo ter se furtado de dar o nome dos demais cientistas que compuseram esta expedição. </p>
<p>[3] Between the Eyes – What has not been seen by an European expedition among the Nambiquara in the South America (Cambridge Mass, 1942).</p>
<p>[4] The East There – A comparative study of  the becoming between the Ravé-Potí and the Kummah</p>
<p>(Cambridge Mass, 1964).</p>
<p>[5] Ver Les Rites de Passage ( Paris: Nourry, 1909)</p>
<p>[6] Ver Passagem: Morte e Renascimento ( In “O Imaginário e a Simbologia da Passagem”, Danielle Perin Rocha Pitta (org.), 1984, Ed. Massangana Recife, PE, pag. 35).</p>
<p>[7] Em O Oriente de Lá – Estudo Comparativo do Devir Entre os Ravé-Potí e os Kummah (Cambridge, Mass. 1964, pag. 204), Pokot discorre sobre o tema da Passagem como fenômeno de ordem psíquica, individual, processado portanto dentro de uma outra ordem temporal. Diz-nos Pokot: “Passage as a rite is a social aggregator, a permission-obligation of change given to the individual by his group . However, the passage is not always really consolidated. Often, one verifies that the social arrangement was not enthroned at the psychic time of the individual who has been through the rite” E usando o exemplo dos Ravé-Potí, nos diz mais adiante: “In the cases of  bodies emptied from a new order,  that have made use only of the sacred rite’s appearance, the Ravé-Potí usually make the individual in question swallow clay to the point of nearly suffocation with the intention to fulfill his deep emptiness”.</p>
<p>[8] Em idioma tacuch, o equivalente ao termo “nascimento” é “jahamkat”, que se traduzido rigorosamente, significaria “lá vem”. Para nossa “morte”, os Kummah possuem o termo ‘kathamjah”, uma inversão de sílabas que poderia ser traduzido como “evaporou”.</p>
<p>[9] “Katham-huruk”, palavra mista, englobaria em si algo próximo de nosso conceito cristão de “além”, ou seja, o lugar para onde iríamos após-morte e, no caso dos Kummah, entrarem em “kathamjah”. Porém, é importante atentarmos que o termo “huruk”, usado separadamente, pode denominar em tacuch tanto “fezes bovinas”, fertilizantes do solo, quanto “vagina da mulher amada”. Portanto, temos aqui um sentido muito ampliado da idéia de além.  </p>
<p>[10] Espécie de cão do mato, que vive dos restos alimentares apodrecidos deixados por outros animais de maior porte. Parente da hiena, é habitante das margens do  lago Victoria.</p>
<p>[11] Rigorosamente, tantuo-hou significaria “criança cujas orelhas foram comidas por um hou-hou. Em português falado no Nordeste brasileiro, estaria próximo de criança “malouvida”.</p>
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		<title>vício de trabalho</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 05:35:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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noitadas em mimosa
e violas
squirrel smoking a pipe
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.m-pi.com/graf/chipmunk.jpg" alt="carack" /></p>
<p>noitadas em mimosa<br />
e violas</p>
<p><a href="http://www.m-pi.com/puredata.html">squirrel smoking a pipe</a></p>
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		<title>hoje é dia de chamar a polícia</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 02:01:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[novos sons no infinito / infinito.

ha nde?
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			<content:encoded><![CDATA[<p>novos sons no infinito / infinito.<br />
<a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/06/cabichui_1.png"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/06/cabichui_1.png" alt="" title="cabichui_1" width="500" height="720" class="alignnone size-full wp-image-2935" /></a><br />
ha nde?</p>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 18:43:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
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		<title>A obsolescência de nossos backups</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 05:15:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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(11:17:48) lucio: Olás!
(11:21:20) glerm: Olá!
(11:21:26) lucidasans: Aei&#8230;
(11:21:32) lucio: Bom, a Claudia está na escola, mas creio que ela gostaria de participar dessa conversa.
(11:21:49) lucidasans: Acho que a conversa pode ser em etapas, o Octavio também não está online.
(11:22:05) lucio: Podemos repetir a tentativa mais tarde com o Octavio e a Claudia.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.iptvcultura.com.br/sections/ondemand/?id=126"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/05/porta_caverna.png" alt="" title="porta_caverna" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2923" /></a></p>
<p>(11:17:48) lucio: Olás!<br />
(11:21:20) glerm: Olá!<br />
(11:21:26) lucidasans: Aei&#8230;<br />
(11:21:32) lucio: Bom, a Claudia está na escola, mas creio que ela gostaria de participar dessa conversa.<br />
(11:21:49) lucidasans: Acho que a conversa pode ser em etapas, o Octavio também não está online.<br />
(11:22:05) lucio: Podemos repetir a tentativa mais tarde com o Octavio e a Claudia.<br />
(11:22:15) lucidasans: Temos que rever o material.<br />
(11:23:33) lucio: Como passei pra vocês, temos mais alguns cds com algumas especificidades de conteudo para entregar. Mas é tranquilo, pois a base é o cd anterior que já enviamos pra ação educativa. Tem algumas coisas que não cabem pra nós, tipo: foto do grupo.<br />
(11:25:06) lucidasans: Podia ser a foto do depósito da Santa Efigênia?<br />
(11:25:15) lucio: Nem sei se temos uma imagem com todos juntos.<br />
(11:25:25) lucidasans: Acho que não há.<br />
(11:25:31) glerm: Na foto da Santa Efigênia há umas cinco pessoas.<br />
(11:25:32) lucidasans: Tipo banda ou time de futebol.<br />
(11:25:35) glerm: É o grupo, contando o cachorro da seis.<br />
(11:26:09) lucio: Passa essa imagem pra eu ver.<br />
(11:26:12) lucidasans: Não dá, o cabo usb está aí na 818. É uma imagem estranha, tipo um fosso.<br />
(11:26:43) glerm: Cara, é um fosso não dá pra acreditar, parece aquele cofre do tio patinhas cheio de placa de computador. A imagem nem dá conta da vertigem que era o lugar.<br />
(11:27:39) lucidasans: Pena que a câmera não pegou a profundidade de campo.<br />
(11:28:40) glerm: O Octavio está escrevendo todas músicas dele em partitura. Vou passar pra midi.<br />
(11:28:57) lucidasans: Eu estava vendo se convencia o Octavio a escrever pra Guitar Hero.<br />
(11:28:59) glerm: E fazer algo com isso lá.<br />
(11:29:12) lucidasans: De midi vai pra Guitar Hero?<br />
(11:29:17) glerm: Sim.<br />
(11:29:26) lucidasans: E depois pra Frets on fire. Haha, acho que tem a ver com o humor de canções.<br />
(11:30:48) lucio: Vocês vem no 818 a noite?<br />
(11:30:55) lucidasans: Sim, meus arquivos estão aí, tenho quase nada aqui no Eee pra pensar em catálogo.<br />
(11:31:14) lucio: Com relação ao espaço do Solar, pensei em um espaço auto gestionado.<br />
(11:31:38) glerm: Meu relato do Campus Party.<br />
(11:31:49) lucio: De certa forma como o 818 foi.<br />
(11:31:51) lucidasans: Como assim auto gestionado?<br />
(11:32:15) glerm: Vou ter que desabafar aqui. Não consegui a concentração que queria para trabalhar na proposta do &#8220;Bits e Volts na Unha&#8221;. Era necessário uma concentração meditativa para pensar em lógica binária ali na mesa, fazendo uma regressão aos primórdios da eletrônica analógica sendo digitalizada, desmistificando a necessidade do rigor acadêmico para sacar o assunto, mas aprofundando a parte atômica da coisa. Tipo &#8220;da onde vieram os bebês?&#8221;. Pensando bem, é muito triste isso, só falta cortar uma orelha.<br />
(11:33:05) lucio: Sem hierarquias, principalmente com relação a qualquer tipo de dicotomia entre os seres que estiverem no lugar.<br />
(11:33:06) glerm: Não quero expor isso, mas fica aqui registrado.<br />
(11:33:09) lucidasans: A própria orelha ou a do soldado?<br />
(11:33:50) glerm: Lúcio, a gente tem que pensar na problemática de ter que ficar batendo ponto lá.<br />
(11:33:53) lucidasans: Mas são necessários dispositivos bastante ativos para garantir a não hierarquia.<br />
(11:34:25) glerm: Como a gente vai resolver isso? Vai haver datas, horários?<br />
(11:34:37) lucidasans: Não prometemos datas e horários fixos.<br />
(11:35:00) glerm: Sim, mas o papo aqui está em torno de um projeto tipo o Desafiatlux.<br />
(11:35:09) lucio: Entendo Simone, neste caso já existe uma hierarquia, que como o Glerm disse - a  Fundação, mais especificamente o Solar, impõe.<br />
(11:35:29) lucidasans: Oposição público-artista?<br />
(11:36:02) lucio: Desconsiderando essa de público-artista&#8230; No entanto há um exercício.<br />
(11:36:31) lucidasans: Quando eu falei que era preciso ativar a desierarquia é porque também acho que já exista uma hierarquia natural naquele espaço, então estamos de acordo.<br />
(11:36:56) lucio: Como essas etapas de documentação - catálogos oficiais, etc&#8230;  que passam por uma forma de definição de quem são os propositores. Desse modo, a ocupação fala desse embate também.<br />
(11:38:55) lucidasans: Entre propositores, interventores, consumidores?<br />
(11:40:06) lucio: Sim, uma porção de delimitações – edital, espaço pré-demarcado de atuação,  horários, etapas, agendamentos - um jogo.<br />
(11:40:32) glerm: Mas interfaces é o que? Uma interface entre o jogo e o não-jogo?<br />
(11:41:09) lucio: Dentro desse jogo é que se dilui nossa intenção. Esse jogo se chama instituição.<br />
(11:41:53) lucidasans: Eu acho que invariavelmente é um jogo com máquinas, sejam as computacionais, sejam as burocráticas ou as conservas culturais.<br />
(11:42:39) lucio: Como dialogar e diluir em espaços com regras bem definidas?<br />
(11:42:43) glerm: Eu acho que esse jogo se chama retórica, porque não existe a não-instituição, isso seria a não-linguagem.<br />
(11:43:28) lucio: É prática tambám.<br />
(11:44:05) lucidasans: Sim, um jogo entre instituições.<br />
(11:44:25) glerm: O que é o lixo?<br />
(11:44:59) lucidasans: Diluir para neutralizar ou para prevalecer?<br />
(11:45:48) glerm: Vamos pra gaza?<br />
(11:46:20) lucidasans: Gaza está cheia de corpos, você fala ir físico-newtonianamente?<br />
(11:46:46) glerm: Vi a apresentação do Balbino e do Alê no Transmediale09, um grande evento de &#8220;Arte e Tecnologia&#8221;. Um cara de Burkina Faso me chamou atenção. Ele mostrou uma comunidade que fazia suas escolas, desde fazer os tijolos&#8230; Então ele tentava explicar que aquilo era feito pela necessidade, muito mais do que pra mostrar ali, mas as pessoas ainda ficavam perguntando das escolhas arquitetônicas deles, tipo porque teto era alto e uma hora ele falou: &#8220;eu estou aqui sobretudo pra convidar vocês pra irem lá, vamos?&#8221;. Acho que ele vai conseguir um dinheiro pra fazer mais tijolos, mas não sei se estas pessoas irão até lá. Mas já sei o que eles vão ter que ensinar nessas escolas. O que isso tem a ver com o &#8220;Interfaces&#8221;?<br />
(11:49:46) lucidasans: Atá porque dá pra conseguir muito tijolo pelo valor da gasolina azul.<br />
(11:49:47) glerm: Não sei, retórica - &#8220;carnaval malandros e heróis&#8221;.<br />
(11:50:09) lucidasans: Tinha uma inscrição do discurso dele no Transmediale que ele explicou no começo.<br />
(11:50:14) glerm: Alegoria - nota ().<br />
(11:50:20) lucio: No caso – prevalecer/neutralizar/retórica - Quais as alternativas práticas? Continuar, parar, pular, voltar, esquecer, lembrar, rir. Uma lista de ações, quais as regras e antiregras dessa situação?<br />
(11:55:53) gler1 [n=glerm@189.34.70.224] entrou na sala.<br />
(11:55:55) lucio: Em meio a qualquer tipo de tática de objetivação, a um caos pseudo-organizado, como é essa sensação de diluição?<br />
(11:56:04) gler1: Caí, perdi um monte&#8230;<br />
(11:56:26) lucio: Tem dois de Glerms na sala.<br />
(11:56:37) gler1: Um deles eu perdi o link.<br />
(11:57:03) lucio: Os Glerms se multiplicam.<br />
(11:57:30) gler1: É um link perdido, a Simone está fora também. Onde parou a conversa?<br />
(11:58:03) lucidasan1 [n=ieieie@189.34.70.224] entrou na sala.<br />
(11:58:03) gler1: Cola aqui.<br />
(11:58:08) lucio: Também passamos pelo sentimento da perda.<br />
(11:58:11) claudi1 [n=claudia@189.4.43.181] entrou na sala.<br />
(11:58:24) lucio: Oi Claudia!<br />
(11:58:30) lucidasan1: Oi Claudia!<br />
(11:58:33) claudi1: Oi!<br />
(11:58:33) gler1: aqui ta como claud1<br />
(11:58:51) claudi1: Deixa assim.<br />
(11:59:07) lucio: Claudia, estamos conversando sobre multiplicações e diluições.<br />
(11:59:21) gler1 mudou seu apelido para glermglerm<br />
(11:59:58) claudi1: Multiplicações - Questões monetárias?<br />
(12:00:29) lucio: Questões de duplicação de personas.<br />
(12:00:44) lucidasan1: Onde estavam as multiplicações no assunto das intenções mesmo?<br />
(12:00:54) glermglerm: Acho que a gente estava falando sobre &#8220;interfaces&#8221;.<br />
(12:01:09) lucidasan1: Se interfaces era um jogo com máquinas.<br />
(12:01:15) glermglerm: void()<br />
(12:01:31) lucio: Qual era nossa intenção inicial quanto ao Interfaces?<br />
(12:01:39) lucidasan1: E se era possível declarar essas variáveis antes demais nada.<br />
(12:02:27) lucio: Cabe ser fiéis a essas intenções?<br />
(12:02:52) claudi1: Somos o que resta das diluições, multiplicações, intenções.<br />
(12:03:25) glermglerm mudou seu apelido para guilhermerafaels<br />
(12:03:36) lucio: Isso já é um estrago em tanto.<br />
(12:03:40) guilhermerafaels mudou seu apelido para rafaelsoares<br />
(12:03:57) claudi1: O que resta?<br />
(12:04:11) lucio: Um novo nós&#8230;<br />
(12:04:15) rafaelsoares mudou seu apelido para rg60166498<br />
(12:04:52) rg60166498: Eu não acredito em mim, muito menos em vocês.<br />
(12:04:59) lucidasan1: Pra haver um novo nós precisa haver um novo outros, senão não é nós-outros.<br />
(12:05:05) claudi1: Eu também não.<br />
(12:05:34) lucidasan1: Tudo bem Glerm, mim também não acredita em eu.<br />
(12:05:34) rg60166498: Acho que é tudo sobre um dinheiro.<br />
(12:05:35) lucio: Isso não deixa de ser crença.<br />
(12:05:46) rg60166498: Que já foi gasto. O resto é simples, é viver e morrer sem matar. Mas interfaces era o que mesmo? máquinas?<br />
(12:06:22) claudi1: As vezes matar.<br />
(12:06:29) lucio: Pessoas.<br />
(12:06:32) rg60166498: Não estou falando de metáforas,  estou falando de gente que mata e se mata de verdade.<br />
(12:06:45) lucio: O nome já diz.<br />
(12:06:55) claudi1: Pessoas que agem como máquinas que agem como pessoas. Cães que agem como pessoas que agem como cães.<br />
(12:07:28) lucidasan1: Crença = Programa.<br />
(12:07:37) claudi1: Pode cagar na minha calçada.<br />
(12:08:01) rg60166498: Existe uma discussão sobre o que é strictu sensu.<br />
(12:08:02) lucio: Acham isso vertiginoso?<br />
(12:08:17) lucidasan1: Não.<br />
(12:08:20) rg60166498: Acho chato pra caralho, vertiginoso é surtar.<br />
(12:08:51) lucio: &#8220;Vale a pena viver&#8221; - isso é uma conclusão?<br />
(12:09:00) claudi1: Vertiginoso é estar.<br />
(12:09:07) lucidasan1: Acho que até o futuro da internet é mais vertiginoso.<br />
(12:09:09) rg60166498: Estar é fácil, basta ser. Não ser que é a questão.<br />
(12:09:21) claudi1: Qual futuro?<br />
(12:09:25) rg60166498: Vamos pra gaza?<br />
(12:09:35) claudi1: Acho vertiginoso.<br />
(12:09:42) rg60166498: Fazer as mães chorarem?<br />
(12:09:46) lucidasan1: Se há futuro, está conversa estará nos backups.<br />
(12:10:22) rg60166498: Acho tudo irrelevante.<br />
(12:10:24) claudi1: E a seleção natural?<br />
(12:10:33) lucio: Se a obsolescência permitir o resgate a esses dados.<br />
(12:10:39) lucidasan1: O jornalista que jogou o sapato foi severamente torturado.<br />
(12:10:49) rg60166498: Nunca se sabe.<br />
(12:10:56) lucio: Porque errou.<br />
(12:11:04) lucidasan1: Teremos que lutar pela volatilidade das nossas conversas e pela obsolescência dos dados, porque os servidores terão que manter entre aspas dados de três anos, não é?<br />
(12:11:27) lucio: Na guerra o erro é a morte.<br />
(12:11:32) lucidasan1: Pediu abrigo na suíça.<br />
(12:11:37) rg60166498: O que eu faço com todo esse conhecimento, esqueço?<br />
(12:11:45) lucidasan1: Mas está sendo investigado em um espaço que investiga terroristas no Iraque.<br />
(12:12:30) rg60166498: Na sala vazia do museu.<br />
(12:12:58) claudi1: Ocupação de fachada.<br />
(12:13:13) lucidasan1: &#8212;-<br />
(12:13:45) rg60166498: Tem gente que pinta fachadas e é feliz.<br />
(12:14:58) lucidasan1 mudou seu apelido para glerm<br />
(12:15:05) lucio: Existe um argumento: Vocês assinaram um contrato. Querem comentar algo?<br />
(12:15:15) claudi1: Voltando ao dinheiro, e aí quem leva a melhor?<br />
(12:15:36) rg60166498 mudou seu apelido para simone<br />
(12:15:42) claudi1: Assinamos, lemos, erraram nossos nomes.<br />
(12:15:54) glerm: Qual dinheiro?<br />
(12:15:59) lucio: O que gastamos.<br />
(12:16:03) claudi1: Aquele.<br />
(12:16:03) glerm: O que já acabou?<br />
(12:16:07) claudi1: Sim.<br />
(12:16:19) simone: O contrato prevê como contrapartida uma exposição.<br />
(12:16:19) claudi1: Quem levou a melhor?<br />
(12:16:22) simone: Estou de acordo.<br />
(12:16:34) glerm: Quem leva a melhor são os bancos.<br />
(12:16:47) claudi1: Aêê!<br />
(12:16:53) lucio: E como nos manifestamos diante disso?<br />
(12:17:34) glerm: Eu fiz um monte de cacareco, quem quiser achar que vale alguma coisa que leve,   senão talvez esse papo furado aqui valha algo. Os cacarecos não funcionam acho porque ainda não sei pra que servem.<br />
(12:19:00) simone: Seguinte, eu vejo o catálogo como um extrato que não precisa necessariamente corresponder ao conteúdo da exposição.<br />
(12:19:10) lucio: Servem pra ocupar um museu?<br />
(12:19:39) claudi1: Ocupar o museu não é problema.<br />
(12:19:47) glerm: Se servirem só pra isso corto minha orelha.<br />
(12:19:47) simone: Precisamos deste tempo para nos dedicar a configurar e discutir a exposição.<br />
(12:20:33) lucio: Van Gogh mordeu a orelha, hehe.<br />
(12:20:50) claudi1: Mordeu a sua própria orelha.<br />
(12:20:57) glerm: Pixe peixe.<br />
(12:21:04) simone: Tyson, Pedro Simão.<br />
(12:21:30) claudi1: Conhecemos um cara chamado Toto.<br />
(12:21:42) simone: Sem acento?<br />
(12:21:52) claudi1: Sim. Ele disse: Trabalho e produtividade.<br />
(12:22:16) lucio: Como lema da bandeira.<br />
(12:22:20) simone: Onde? Otimização e proatividade.<br />
(12:22:54) simone: Onde vocês o conheceram?<br />
(12:23:01) claudi1: Em Pontal do Sul.<br />
(12:23:06) lucio: No embarque, mas seu afilhado escreveu: Vida e liberdade.<br />
(12:23:31) simone: O que ele faz de tão inspirado?<br />
(12:23:38) claudi1: Ele disse: Quem trabalha não ganha dinheiro.<br />
(12:23:47) simone: Ah!<br />
(12:23:51) lucio: O garoto tinha uns 10 anos e mandou essa.<br />
(12:24:02) claudi1: Você estabelece graus de parentesco absurdos.<br />
(12:24:03) simone: E a Ufpr escreveu: Scientia e labor, he!<br />
(12:24:29) claudi1: Labor.<br />
(12:24:33) glerm: A Ufpr tá certa, ciência e lavoura.<br />
(12:24:56) lucio: E o barão mandou seus escravos construírem o espaço da exposição.<br />
(12:25:05) simone: Ciência e laboratório.<br />
(12:25:06) claudi1: Certo precisamos plantar.<br />
(12:25:09) simone: Acho que eles acham.<br />
(12:25:42) lucio: E os milicos construíram a outra parte.<br />
(12:25:43) glerm: O pior de tudo não é que o barão supostamente morreu por nós, e sim que isso não me diverte.<br />
(12:26:16) claudi1: Diversão, ciência e labor?<br />
(12:26:37) simone: Distração, ciência e lavoura.<br />
(12:26:46) lucio: E quanto aos desvios de conduta, isso existe?<br />
(12:27:00) claudi1: Desvios?<br />
(12:27:06) simone: Desde que não somos mais trens.<br />
(12:27:14) glerm: Matar.<br />
(12:28:01) simone: Pro Freud existem dois tipos, desvios de fins e desvios de meios.<br />
(12:28:41) glerm: isso aqui é o texto do catálogo, ou é desvio?<br />
(12:29:05) lucio: Vai passar antes pela censura.<br />
(12:29:47) simone: E pelo liquidificador.<br />
(12:30:18) claudi1: Claro, para uma mistura homogênea.<br />
(12:31:26) lucio: Ou vai para o desvio do catálogo? Hoje havia de novo um passarinho preso no quarto do vitoriamario.<br />
(12:34:25) simone: Ui!<br />
(12:34:38) lucio: Conversei com ele e abri a janela.<br />
(12:34:53) claudi1: E o que ele disse?<br />
(12:35:18) lucio: Ele saiu e ficou no telhado na minha frente me olhando todo destrambelhado.<br />
(12:35:31) claudi1: Tive uma idéia totalmente revolucionária.<br />
(12:35:34) lucio: Piou e voou.<br />
(12:36:18) simone: Putz, triste&#8230; Diga Claudia.<br />
(12:37:17) lucio: Ou acha pouco seguro por IRC?<br />
(12:37:52) claudi1: Estou esperando que mais pessoas estejam presentes.<br />
(12:38:06) lucio: Como quem? Os revolucionários?</p>
<p>Encontro pelo Irc acontecido no dia 02fev2009.</p>
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		<title>Robótica relação</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2913</link>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 17:43:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
		<category><![CDATA["arte"]]></category>

		<category><![CDATA[álbum de família]]></category>

		<category><![CDATA[call center]]></category>

		<category><![CDATA[robô]]></category>

		<category><![CDATA[telefonista]]></category>

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		<description><![CDATA[
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/05/robo.png"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/05/robo.png" alt="" title="robo" width="500" height="518" class="alignnone size-full wp-image-2914" /></a></p>
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		<title>Hermeto Pascoal = Copyleft Atitude</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2910</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 17:26:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

		<category><![CDATA[atitude]]></category>

		<category><![CDATA[copyleft]]></category>

		<category><![CDATA[hermeto pascoal]]></category>

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		<description><![CDATA[http://br.noticias.yahoo.com/s/01042009/25/tecnologia-hermeto-pascoal-libera-musica-fluir.html
&#8220;E, assim, Hermeto deixou suas pétalas ao vento. Desde novembro, abriu mão das licenças pela internet e liberou para uso de qualquer músico todas as composições registradas em seu nome. Nesta semana, promete disponibilizar parte da imensa e riquíssima discografia (são 34 álbuns) para download gratuito, num processo que chegará em alguns meses à totalidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://br.noticias.yahoo.com/s/01042009/25/tecnologia-hermeto-pascoal-libera-musica-fluir.html" target="_blank">http://br.noticias.yahoo.com/s/01042009/25/tecnologia-hermeto-pascoal-libera-musica-fluir.html</a></p>
<p>&#8220;E, assim, Hermeto deixou suas pétalas ao vento. Desde novembro, abriu mão das licenças pela internet e liberou para uso de qualquer músico todas as composições registradas em seu nome. Nesta semana, promete disponibilizar parte da imensa e riquíssima discografia (são 34 álbuns) para download gratuito, num processo que chegará em alguns meses à totalidade da produção formal.&#8221;(&#8230;)</p>
<p><a href="http://www.hermetopascoal.com.br/licenciamento.asp"><img src="http://www.hermetopascoal.com.br/img/att/licenciamento_declaracao.jpg" width=600 alt="hermeto" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Code Poetry - requiem for peace (jaromil)</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2904</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2904#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 16:54:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

		<category><![CDATA[poetry código]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8212;&#8211;BEGIN PGP SIGNED MESSAGE&#8212;&#8211;
Hash: SHA1
/*
* Requiem for Peace (and one dead man in London.c)
*
* Cycle 78, year 26 (Ji-Chou), month 3 (Wu-Chen), day 7 (Ding-Chou)
*
* (A)m*dam(jrml)
*/
int moment = 0;
int justice = 7;
void *hanger = &#8221;
There was a  pause, and an eerie silence, just before  he did it.  A
green  scarf  masking  his face,  the  man  held [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="im">&#8212;&#8211;BEGIN PGP SIGNED MESSAGE&#8212;&#8211;<br />
Hash: SHA1</div>
<p>/*<br />
* Requiem for Peace (and one dead man in London.c)<br />
*<br />
* Cycle 78, year 26 (Ji-Chou), month 3 (Wu-Chen), day 7 (Ding-Chou)<br />
*<br />
* (A)m*dam(jrml)<br />
*/</p>
<p>int moment = 0;</p>
<p>int justice = 7;</p>
<p>void *hanger = &#8221;<br />
There was a  pause, and an eerie silence, just before  he did it.  A<br />
green  scarf  masking  his face,  the  man  held  a large  piece  of<br />
scaffolding  above  his   head  and,  surrounded  by  photographers,<br />
eyeballed  the unprotected window  of the  Royal Bank  of Scotland&#8217;s<br />
branch on Threadneedle Street.<br />
&#8220;;</p>
<p>void *exception = &#8221;<br />
In that  split second, one voice  amid thousands in  the crowd broke<br />
the silence.  - Don&#8217;t do  it -  she screamed -  He did -  This isn&#8217;t<br />
violence -  retorted another voice in  the crowd - We  paid for this<br />
building.<br />
&#8220;;</p>
<p>unsigned int moment;<br />
unsigned int imacy;<br />
unsigned int cause;<br />
bool represented;</p>
<p>extern void *wave;<br />
extern void *street;<br />
extern void *justice;<br />
extern int death;</p>
<p>while(protest) {</p>
<p>for(moment=0; moment &lt; justice; moment++) {</p>
<p>wave = malloc( sizeof( hanger ) );</p>
<p>// wave is filled with people<br />
democracy[moment] -&gt; reclaim(wave, street);</p>
<p>try {</p>
<p>// check if they smile<br />
// <a href="http://www.repubblica.it/2006/05/gallerie/esteri/berlusconi-obama/1.html" target="_blank">http://www.repubblica.it/2006/05/gallerie/esteri/berlusconi-obama/1.html</a></p>
<p>represented = reality(moment);</p>
<p>if(!represented) throw(exception);</p>
<p>}</p>
<p>if( moment[wave] == death ) {</p>
<p>// One protester at the scene said the man was in his 30s and died<br />
// of natural causes, the  Press Association news agency reported.</p>
<p>imacy  = moment[wave]; // zoom in</p>
<p>cause  = natural(imacy); // the cause is just an index</p>
<p>/* Alok,  currently  in Exchange  Square,  would  like to  thank<br />
Muriel for  lending him  her pen when  his run out.   He says<br />
there are around 150 people  out in sympathy with the man who<br />
died and 70 police. */<br />
imacy -= democracy[cause] -&gt; individual(justice);</p>
<p>rip(imacy); // the man was there to protest, but he is no more</p>
<p>}</p>
<p>// RFC: <a href="http://www.guardian.co.uk/world/gallery/2009/apr/01/g20-protest" target="_blank">www.guardian.co.uk/world/gallery/2009/apr/01/g20-protest</a><br />
if( !listen(moment) ) {<br />
justice&#8211;; // will affect globally<br />
}</p>
<p>}</p>
<p>catch(void *e) {</p>
<p>printf((char*)exception);</p>
<p>// Once they  had broken into the bank,  however, the protesters<br />
// did not quite know what to do.</p>
<p>printf(&#8221;justice is %u&#8221;, justice);<br />
printf(&#8221;hanger address is %p (out of bounds?)&#8221;, hanger);<br />
printf(&#8221;it seems they are still smiling.&#8221;);<br />
// seen before, anyway we send the warning</p>
<p>}</p>
<p>} // street protest ends, but the wave will hit more shores</p>
<p>/* this code won&#8217;t compile alone, it is part of a larger software. */</p>
<div class="im">
<p>- &#8211;</p>
<p>jaromil, <a href="http://dyne.org/" target="_blank">dyne.org</a> developer, <a href="http://jaromil.dyne.org/" target="_blank">http://jaromil.dyne.org</a></p>
<p>GPG: 779F E8B5 47C7 3A89 4112  64D0 7B64 3184 B534 0B5E<br />
&#8212;&#8211;BEGIN PGP SIGNATURE&#8212;&#8211;<br />
Version: GnuPG v1.4.9 (GNU/Linux)</p></div>
<p>iEYEARECAAYFAknUtUcACgkQe2QxhL</p>
<div id=":20b" class="ii gt">U0C17aBgCg5mcB6OgarZ5Z+ebwkNpDSvRK<br />
SfwAnjwpEW2lpECCqCRrlyj95AUC61/t<br />
=RJ+9<br />
&#8212;&#8211;END PGP SIGNATURE&#8212;&#8211;</p>
<div>
<div><span id="q_12066f2bb9d24519_4" class="h4">- Mostrar texto das mensagens anteriores -</span></div>
</div>
</div>
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		<title>Imersões na Caverna</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2897</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2897#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 21:02:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
		<category><![CDATA["arte"]]></category>

		<category><![CDATA[818]]></category>

		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

		<category><![CDATA[artesanado digital]]></category>

		<category><![CDATA[interfaces]]></category>

		<category><![CDATA[caverna kernel]]></category>

		<category><![CDATA[figo]]></category>

		<category><![CDATA[panetone]]></category>

		<category><![CDATA[rituais]]></category>

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		<description><![CDATA[





]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/04/flyer3_500.png"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/04/flyer3_500.png" alt="" title="flyer3_500" width="500" height="354" class="alignnone size-full wp-image-2906" /></a></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1i86mVS2Yr4&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/1i86mVS2Yr4&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rPHiGhKGbm8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/rPHiGhKGbm8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pY7gDhvchTk&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/pY7gDhvchTk&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QH_WuSPHTk4&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/QH_WuSPHTk4&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_Lg9jMJ_4ag&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/_Lg9jMJ_4ag&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>CARTA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DAS AMÉRICAS</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2886</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2886#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 16:53:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[manifesto]]></category>

		<category><![CDATA[movimento social]]></category>

		<category><![CDATA[sociedade organizada]]></category>

		<category><![CDATA[carta]]></category>

		<category><![CDATA[fórum social mundial]]></category>

		<category><![CDATA[fsm]]></category>

		<category><![CDATA[movimentos sociais]]></category>

		<category><![CDATA[social]]></category>

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		<description><![CDATA[CARTA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DAS AMÉRICAS
- Construindo a integração dos povos desde a base
- Impulsionando a Alba e a solidariedade dos povos frente ao projeto do imperialismo 
1. O Capitalismo entrou em uma crise profunda, e tenta descarregá-la sobre nossos povos
O capitalismo central está sendo sacudido por uma crise estrutural que questiona os paradigmas difundidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CARTA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DAS AMÉRICAS<br />
- Construindo a integração dos povos desde a base<br />
- Impulsionando a Alba e a solidariedade dos povos frente ao projeto do imperialismo </p>
<p>1. O Capitalismo entrou em uma crise profunda, e tenta descarregá-la sobre nossos povos</p>
<p>O capitalismo central está sendo sacudido por uma crise estrutural que questiona os paradigmas difundidos pelo neoliberalismo, e que promove sua própria deslegitimação. É uma crise do sistema, que gera super-produção de mercadorias e super-acumulação de capitais, e como conseqüência, o aumento brutal da pobreza, da desigualdade, da exploração e exclusão dos povos, e o saque, contaminação e destruição da natureza.<br />
Os capitalistas pretendem descarregar com maior violência suas crises sobre os trabalhadores e trabalhadoras, sobre os excluídos e excluídas, socializando as perdas, socorrendo aos banqueiros e subsidiando as grandes empresas transnacionais com os fundos públicos. Ao mesmo tempo, se agravam as políticas que, nestes anos de globalização mundial desenvolveram um silencioso genocídio de nossas comunidades originárias; promoveram a precarização de milhares de homens e mulheres -especialmente jovens e idosos- violando os direitos humanos, trabalhistas, sociais; destruindo as possibilidades de acesso à educação, à saúde, à terra, ao trabalho e à moradia.     Não é necessário descrever as múltiplas conseqüências, sobre a vida cotidiana dos povos, da ofensiva das corporações transacionais, que avançaram na recolonização da América Latina, considerada pelas mesmas como um grande canteiro para seus negócios. Denunciamos em diferentes foros internacionais e nacionais que nossas enormes riquezas naturais, e a criatividade cultural de nossas comunidades estão sendo arrasadas em nome do “progresso”, da “civilização”, e do “desenvolvimento” capitalista.<br />
As forças do capital transnacional e dos grandes grupos econômicos locais - expressados, por exemplo, nas denominadas translatinas-, associadas a uma parte considerável dos governos da região, sob o comando da hegemonia estadunidense, desenvolvem sua ofensiva e hoje promovem variações da ALCA através dos TLCs com EUA e Europa. Estas políticas empurraram ao desaparecimento de povoados completos, arrasados pelos megaprojetos das indústrias extrativistas e agroexportadoras, e condenaram os povos a uma difícil sobrevivência, asfixiando-nos com uma dívida externa ilegítima, desconhecendo a soberania popular e a soberania nacional. Projetos e iniciativas como a IIIRSA (Iniciativa de Integração da Infraestrutura Regional Sul-americana), escondem depois do desenvolvimento de interconexões em infraestrutura, a apropriação transnacional dos bens da natureza.<br />
Para impor esta lógica, o capital reforça a violência e o controle militar, promovendo guerras, invasões, agressões, assim como o estabelecimento de bases militares, de exercícios militares conjuntos, e a criminalização dos movimentos populares, a perseguição dos líderes, assim como o desalojamento de povoações completas. Utilizam intensamente os meios de comunicação de massa para manipular o consenso da opinião pública às políticas repressivas, à penalização judicial, e inclusive os assassinatos de lutadores e lutadoras populares. Com conceitos como os de “ordenamento territorial”, ou “segurança democrática”, se utiliza a matriz de pobreza e exclusão de nossas sociedades para o recrutamento de exércitos de civis, e a manipulação das comunidades com um sentido contrainsurgente. É neste contexto que os EUA ativaram a IV Frota, como ameaça para os processos sociais transformadores no continente e que, em muitos de nossos países, os governos e parlamentos copiam e aprovam leis “antiterroristas” que utilizam para combater aos povos.<br />
Esta crise representa uma enorme ameaça para nossos povos, mas, também vemos nela uma nova oportunidade para promover alternativas populares ao sistema, avançando para uma mudança estrutural, cuja vigência e viabilidade se tornam incontestáveis. </p>
<p>2. Um projeto de vida dos povos, frente ao projeto do imperialismo.    Os movimentos populares percebemos que o continente está atravessando um novo momento político e social, o qual se expressou de diferentes atitudes, através de manifestações populares massivas, eleições locais e nacionais, lutas políticas e sociais, o cansaço frente às políticas neoliberais.<br />
Os movimentos sociais estamos em uma nova fase destas lutas, no marco de um longo período de transição, recomposição e acumulação de forças, de confrontações com o capital, de construção de nossas organizações, e de formação de militantes com capacidade para assumir os novos desafios.<br />
Nesta fase vamos intensificando as ações de resistência e também as experiências alternativas de poder popular, de exercício de soberania e, inclusive, de relação com alguns governos que expressam -de maneira contraditória- os interesses das maiorias.    Os movimentos populares enfrentamos as dificuldades que surgem de várias décadas de extermínio de nossa população e de nossas organizações, e as debilidades que surgem da confusão social semeada pelo neoliberalismo, através de seus poderosos meios de in-comunicação e manipulação da opinião pública mundial; de suas políticas  ducativas monitoradas pelo Banco Mundial; de suas políticas de controle social e domesticação,  través do assistencialismo, realizado como forma de reprodução da exclusão; da propagação de formas de religiosidade alienantes; da criminalização da pobreza e da judicialização e repressão do protesto social.<br />
É necessário construir coletivamente um projeto popular de integração latino-americana, que reformule o conceito de “desenvolvimento”, sobre a base da defesa dos bens comuns da natureza e da vida, que avance para a criação de um modelo civilizatório alternativo ao projeto depredador do capitalismo, que assegure a soberania latino-americana frente às políticas de saque do imperialismo e das transnacionais, e que assuma o conjunto das dimensões emancipatórias, enfrentando as múltiplas opressões geradas pela exploração capitalista, pela dominação colonial, e pelo patriarcado que reforça a opressão sobre as mulheres.<br />
Os movimentos populares defendemos um projeto de vida, frente ao projeto de morte, no qual a produção não seja destruição, mas parte de um processo criativo, sustentável e com justiça social. Estamos expondo a necessidade de colocar em debate um novo ideal de vida frente ao neoliberalismo e às ordens do capital transnacional e seu comando único, que semeia a morte em guerras, invasões, e o avassalamento da soberania dos povos e das nações em todos os continentes.</p>
<p>3. Nossos princípios A integração de nossos povos, desde baixo, partindo dos movimentos populares, e inspirados nas batalhas anti-coloniais, anti-capitalistas, anti-patriarcais e anti-imperialistas, que desde mais de 500 anos vêm tomando forma nestas terras, tem como princípios fundamentais:<br />
- A solidariedade permanente entre os povos, através de ações concretas a cada uma das lutas contra a dominação do capital, e contra todas as formas de opressão e dominação.<br />
- O respeito à autodeterminação dos povos, à soberania nacional e popular.<br />
- A defesa irrestrita da soberania em todas as ordens: política, econômica, social, cultural, territorial,<br />
alimentar, energética.<br />
- A integração tecnológica e produtiva, de acordo com um modelo sustentável, a serviço dos povos.<br />
- A soberania das mulheres sobre seus corpos e sobre suas vidas.<br />
- A formação política de nossos movimentos populares e de nossos povos, para tornarmo-nos sujeitos conscientes na criação histórica.<br />
- A unidade dentro da diversidade cultural, social, e o respeito às diferentes opções sexuais que se expressam em nosso continente.<br />
- A defesa dos direitos dos povos indígenas sobre suas terras e territórios. A demanda aos Estados da regularização com base jurídica dessas terras em favor das comunidades e povos indígenas.<br />
- A defesa do reconhecimento por parte dos Estados, de direitos fundamentais dos povos indígenas, como formas de organização própria, estrutura organizacional, autoridades ancestrais, sistemas jurídicos próprios dos povos, etc.<br />
- A defesa dos direitos humanos das e dos migrantes.<br />
- A defesa da identidade, da cultura, e o respeito pelas formas próprias de inclusão da subjetividade dos povos negros das Américas.<br />
- A plena autonomia dos movimentos populares para definir seus objetivos, suas formas de organização e de luta.<br />
- A recriação de um novo internacionalismo dos povos em luta, através de uma autêntica perspectiva de integração popular que seja plural, horizontal, com uma clara definição ideológica antineoliberal, anticapitalista, antipatriarcal e anti-imperialista.</p>
<p>4. Nossos objetivos<br />
Este processo de integração de movimentos e organizações sociais impulsiona os princípios da ALBA e, por sua vez, quer promover diversos mecanismos e potencialidades que oferece a ALBA, para   impulsionar a integração latino-americana desde os povos.<br />
<strong><br />
São nossos objetivos:</strong><br />
- A rejeição às políticas, planos e leis de mineração; de petróleo e gás; do agronegócio; do agrocombustiveis; as iniciativas de infra-estrutura do IIRSA, que destroem as comunidades, desconhecem seus direitos fundamentais, eliminam a diversidade cultural, destroem os ecossistemas e o ambiente.<br />
- A denúncia do modelo de agricultura das transnacionais, que se apropriam da natureza e transformam os alimentos em mercadorias, e a proposta de apoiar um modelo de agricultura p o p u l a r, c a m p o n e s a , i n d í g e n a , p r o m o v e n d o a r e f o r m a a g r á r i a i n t e g r a l .<br />
- O repúdio ao pagamento das dívidas ilegítimas e o apoio à luta continental contra o pagamento da dívida externa.<br />
- A luta pelo cancelamento dos tratados de livre comércio com Estados Unidos e a Europa, como o TLCAN, com a América Central, o Chile, Peru; e pela não aprovação do tratado com a Colômbia.<br />
- A defesa do direito das comunidades e habitantes, à moradia e à terra.<br />
- Toda a propriedade tem que ter uma função social coletiva.<br />
- A defesa dos direitos dos desalojados e desalojadas a retornar a suas terras, e ter acesso a todos os direitos humanos e a condições de vida digna onde se encontrem.<br />
- A denúncia do papel das instituições financeiras internacionais como instrumentos do capital.<br />
- A denúncia do uso que faz o sistema capitalista de situações como a mudança climática, a crise alimentar, energética, para promover a privatização e mercantilização da natureza, e impor a liberação do comércio dando maior poder às transnacionais.<br />
- A defesa de nossos territórios, contra a mercantilização e privatização da natureza.<br />
- A defesa do direito ao trabalho, o enfrentamento a todas as medidas neoliberais de flexibilização e precarização trabalhista, de deterioração do salário.<br />
- A promoção em todos os espaços da paridade de gênero, e a luta contra a violência às mulheres, assim como pela possibilidade de decidirem sobre suas próprias vidas.<br />
- A erradicação das diferentes formas de trabalho escravo.<br />
- A denúncia da exploração do trabalho infantil e a luta pela sua erradicação.</p>
<p>5. Nossas prioridades</p>
<p>Nesta primeira etapa de criação de uma integração popular, analisamos como prioridades:<br />
- Elevar a mobilização de massa contra o capital transnacional e os governos que atuam como cúmplices do saque. É a mobilização de massa que criará a força necessária para promover transformações populares.<br />
- Elevar o nível cultural e educacional, e a consciência da população.<br />
- Avançar na formação política dos e das militantes populares. Promover processos de formação política de massa, e impulsionar o trabalho de educação popular nas bases.<br />
- Promover um debate profundo sobre o modelo de desenvolvimento capitalista e sobre a necessidade de gerar modelos alternativos em todos os planos.<br />
- Promover uma batalha continental pela reforma agrária, contra o uso das sementes transgênicas, os agrocombustiveis industriais e o agronegócio em todas suas fases.<br />
- Viabilizar o aporte do trabalho não remunerado das mulheres à economia, e incorporar esse olhar nas lutas e propostas políticas sobre a migração, a soberania alimentar e o modelo de desenvolvimento.<br />
- Desenvolver ações práticas de solidariedade anti-imperialista: frente à repressão; à militarização, tal como se manifesta em nosso continente, através, por exemplo, da implementação do Plano Colômbia e da ocupação do Haiti por tropas de países latino-americanos; contra as bases militares estadunidenses no continente; contra a criminalização dos movimentos sociais; em favor da luta pela liberdade d@s  pres@s polític@s.<br />
- Impedir e rejeitar os assassinatos e desaparecimentos forçados de líderes sociais e populares e de seus próximos. Que pare o método de impor o lucro do grande capital e do latifúndio com o sangue do povo.<br />
- Defender a livre circulação das pessoas em nosso continente.<br />
- Contribuir com os planos de cooperação que existem entre os governos da ALBA, assegurando que beneficiem aos setores mais injustiçados de nossos povos.<br />
- Apoiar as iniciativas e desenvolver ações próprias dirigidas a erradicar o analfabetismo em nosso continente.<br />
- Potencializar a comunicação entre os povos, articulando suas redes existentes e criando novas redes onde seja necessário.<br />
- Contribuir para que os e as jovens tenham um espaço fundamental neste projeto, participando a partir seus próprios objetivos, interesses, conceitos e metodologia de construção.<br />
- Promover a organização dos/as trabalhadores/as, impulsionando práticas que promovam a democracia de base e uma autêntica democracia sindical.</p>
<p>6. Metodologias</p>
<p>Um tema fundamental, para respeitar os processos coletivos de construção de nossa integração, é definir uma metodologia que nos permita ir avançando para esse objetivo. Em tal sentido, a proposta que colocamos em discussão parte de:<br />
- Promover processos de integração popular em nossos países. Promover reuniões nacionais para construir uma agenda mínima de trabalho com esta Carta. Este processo de integração buscará contar com mecanismos concretos de unificação das lutas que favoreçam a participação dos movimentos e organizações sociais.<br />
- Organizar um grande debate dos movimentos sociais em todos os níveis, partindo e priorizando o trabalho de base.<br />
- Definir planos de ações que apontem soluções concretas para os problemas cotidiano da população.<br />
- Fazer um diagnóstico que nos permita identificar as nossas próprias forças e definir o espaço estratégico necessário para potencializar.<br />
- Criar uma pedagogia de construção do espaço comum.<br />
- Sustentar e reafirmar a autonomia dos movimentos populares em relação aos governos. Desde essa autonomia, estabelecer uma relação entre os movimentos e governos que promovem a ALBA.<br />
- Organizar o intercâmbio e o conhecimento direto de nossas experiências de construção de poder popular, assim como a coordenação continental das reivindicações e demandas de nossos movimentos territoriais, sindicais, culturais, camponeses e de comunicação popular.</p>
<p>7. Avançar agora</p>
<p>No novo contexto latino-americano, há numerosas oportunidades para ir gestando uma nova ofensiva dos povos. Mas existem também muitas ameaças aos processos em andamento. É impossível enfrentar as políticas do grande capital transnacional e do imperialismo desde as resistências dispersas de nossos povos. Não é possível também delegar os processos de integração latino-americana aos governos (por mais que estes tenham uma responsabilidade indiscutível em promovê-la). O que se avançar desde os governos nesta direção, será um estímulo à criação de laços de cooperação solidárias, que apoiaremos e sustentaremos como parte das lutas antiimperialistas. Mas é imprescindível estimular processos de integração baseados em um poder popular, criado desde as raízes mesmas da luta histórica de nosso continente.<br />
E é necessário avançar agora superando sectarismos, cálculos estreitos, mesquinharias. É necessário avançar agora para que preparemos a plataforma de unidade que permita sustentar e defender as lutas, por uma nova independência latino-americana, dos povos e para os povos; por uma integração popular; pela vida; pela justiça; pela paz; pela soberania; pela identidade; pela igualdade; pela liberdade da América Latina; por uma autêntica emancipação que tenha em seu horizonte o socialismo.</p>
<p>CONVOCAÇÃO AOS MOVIMENTOS SOCIAIS DAS AMÉRICAS </p>
<p>Desde Belém, onde nos reunimos centenas de movimentos sociais de todos os países das Américas que nos identificamos com o processo de construção da ALBA, nos convocamos e nos comprometemos a:<br />
1. Em cada país realizar plenárias nacionais que gerem coletivos unitários de construção da ALBA.<br />
2. Promover um grande encontro continental de todos os movimentos para o segundo semestre de 2009, em caminho à articulação dos Movimentos Sociais com a ALBA.<br />
3. Colocar todas as nossas energias para a Mobilização Mundial Contra a Guerra e a Crise, na semana de 28 março a 4 de abril, reforçando o dia 30 de março, como dia de mobilização continental.<br />
4. Participar de forma ativa nas mobilizações e nas jornadas de lutas de 8 de março; 17 de abril; 1 de maio e 12 de outubro, como datas históricas de nossos povos.<br />
5. Seguir impulsionando a solidariedade concreta com os povos em luta contra o império no Haiti, Colômbia, Cuba, Venezuela e Bolívia.<br />
5. Seguir impulsionando as ações concretas de construção da ALBA, como os programas: ELAM, de alfabetização de adultos, os cursos latinos da ENFF, o IALA, a Operação Milagro, etc.<br />
“A unidade e integração de Nossa América está em nosso horizonte e é nosso caminho.”<br />
Belém, 30 de janeiro de 2009</p>
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		<title>Azeredo: mosca da fruta</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 20:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

		<category><![CDATA[azeredo bandido]]></category>

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Eduardo Azeredo é um grande peso político do PSDB e senador por Minas Gerais. É conhecido pelo seu grande apreço pela democracia, que o levou a elaborar em 2006 um AI-5 da Internet projeto de lei visando a segurança do internauta brasileiro, que o obrigaria a se identificar para interagir com a Net.
Quando foi governador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/moscanasopa.jpg" alt="" title="moscanasopa" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2881" /></p>
<p>Eduardo Azeredo é um grande peso político do PSDB e senador por Minas Gerais. É conhecido pelo seu grande apreço pela democracia, que o levou a elaborar em 2006 um <strong>AI-5 da Internet</strong> projeto de lei visando a segurança do internauta brasileiro, que o obrigaria a se identificar para interagir com a Net.</p>
<p>Quando foi governador de Minas Gerais, Azeredo privatizou a CEMIG, companhia elétrica do Estado de Minas , obviamente levou a sua parte e tratou de remeter a um paraíso fiscal qualquer.Azeredo e sua gangue são os pais genéticos de Marcos Valério .</p>
<p>Segundo Azeredo, o projeto de restrição à liberdade da Net citado acima, visava a evitar a ocorrência de crimes online , fraudes e furto de massa cerebral pela cyber-dyne. Uma medida admirável, sem dúvida. <strong>Quanto menos ladrão na praça melhor, enfim a concorrência anda dura!</strong><br />
Eduardo Azevedo hoje em dia trabalha em um programa infantil e ensina as criancinhas a lavar</p>
<p>Recentemente, Azeredo se viu denunciado por desvio de dinheiro público e caixa dois feitos em 1998, com a ajuda de Lex Luthor. As acusações são obivamente falsas, pois, de acordo com as leis fundamentais da física elaboradas pela Veja, a corrupção no Brasil foi implantada pelo governo Lula. Antes disso, vivíamos em uma terra das maravilhas onde a grama era de chocolate e os rios eram de suco de morango. Tal período de nossa história foi esquecido devido à lavagem cerebral promovida pelo PT por meio dos cyber-gremlins. </p>
<p>fonte: <a href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Eduardo_Azeredo">http://desciclo.pedia.ws/wiki/Eduardo_Azeredo</a></p>
<p><a href="http://imaginarios.net/dpadua/"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/yg07fqp8unfbouaphizg.png" alt="" title="yg07fqp8unfbouaphizg" width="340" height="496" class="alignnone size-full wp-image-2878" /></a></p>
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		<title>produção em série: esse som é um mistério</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 01:01:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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Arte e conhecimento tecnológico compartilhados (1)
A coisa
Um poster retrabalhado com pinturas, rabiscos, grafite, escritos, anotações, colagens e agregações de dispositivos eletrônicos e computacionais. Esse som é um mistério: produção em série, um trabalho de Glerm Soares, do coletivo Orquestra Organismo.
As partes mais evidentemente tecnológicas compõem um hardware dedicado a áudio, uma pequena placa com os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/produssaoemserie.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2874" title="produssaoemserie" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/produssaoemserie.jpg" alt="" width="500" height="667" /></a></p>
<p>Arte e conhecimento tecnológico compartilhados (1)</p>
<p>A coisa</p>
<p>Um poster retrabalhado com pinturas, rabiscos, grafite, escritos, anotações, colagens e agregações de dispositivos eletrônicos e computacionais. Esse som é um mistério: produção em série, um trabalho de Glerm Soares, do coletivo Orquestra Organismo.</p>
<p>As partes mais evidentemente tecnológicas compõem um hardware dedicado a áudio, uma pequena placa com os componentes de um microprocessador, ao qual somam-se um alto-falante, uma bateria, um joystick e seus respectivos cabos de conexão. Ligada, a obra repetidamente pronuncia a frase: &#8220;produção em série&#8221;. Uma fala maquinal, soando estranha e indefinida nos primeiros momentos, parecendo também dizer outros enunciados, como: &#8220;começou o ensaio&#8221;. Não há um player onde se acoplaria uma mídia avulsa analógica ou digital. O áudio modulado em números está gravado na memória do próprio hardware.</p>
<p>Aparência; o além da imagem; os layers de conceito; interfaces entre arte e tecnologia.</p>
<p>Na apreensão visual imediata, a plasticidade espontânea, caótica, expressiva e eclética sobreposta à imagem de um poster (2). Aparências e vínculos de conteúdo com a imagética dadaísta, fluxista, psicodélica, cyberpunk.</p>
<p>A rastreabilidade de contextos - lastros interpretativos - com cada elemento visual da colagem e suas interconexões de significados passam longe de uma leitura linear, há tramas de linguagem intencionais, outras casuais, e algumas soldas entre elas (3). Não se trata de uma espontaneidade somente lírica ou gestual: o quadro é o receptáculo de um turbilhão de idéias. É simultaneamente uma crítica cultural aos saberes e fazeres tecnológicos subservientes à indústria capitalista e também uma explícita ironia à arte da pintura, especialmente aquela que quer se restringir, ainda hoje, ao exclusivo jogo da linguagem visual.</p>
<p>As idéias sobrepujam qualquer busca do belo, equilíbrio compositivo, qualquer referência restrita ao campo das artes visuais. O diálogo com a tradição da pintura e/ou da “Arte ocidental” ocorre na freqüência anti-arte. Arte de contra-cultura, subversiva. Há um repertório de anti-arte dentro da história da arte; se buscarmos algum campo de afinidade, esse é um deles.</p>
<p>Outro contexto afim é a arte conceitual, entretanto, num viés diferente da tradição que privilegia a escrita (como Joseph Kosuth), e num caminho também distinto do conceitual que materializa-se organizada e sinteticamente em objetos e instalações, com suas imanências de significados culturais (como Cildo Meireles). O conceitual aqui é de aparência e consistência cumulativa e caótica. Se Catatau é o tupiniquim Finnegans Wake joyciano, leminskiano, imagine Hackeando catatau: “a justa razão aqui delira”, outra vez. Hackear Catatau diz muito sobre a filosofia do proceso em questão. Diz algo, ao menos; e mais pode ser encontrado no site homônimo do coletivo na internet. Uma tendência contemporânea essa, a da aleatória disponibilização de dados, onde os contextos acessados continuam agrupados em camadas entrópicas de informação, num denso subsolo disponível para diferentes percursos a serem trilhados por novos exploradores. Navegação intersemiótica aberta, curadoria do usuário, busca motivada pelo desejo do momento, tendências de afinidade agrupadas por inteligência artificial após uma ignição de escolha humana. Em meio a narrativas, interpretações e contextos que continuam sendo necessários de serem revisitados, reinventados, organizados e produzidos no espaço/tempo contemporâneo, para que a vida não fique confinada nas freqüências dos ventríloquos do discurso oficial, as possibilidades mais anárquicas de comunicação também reinvindicam seu modo de existir. Hackear Catatau, “pois”&#8230;</p>
<p>O ambiente transdiciplinar associado às relações entre arte e ciência evidenciam outra área de interesse. Os antecedentes históricos e possíveis campos relacionais são muitos, entre artistas, acontecimentos e teorias. Leonardo da Vinci, László Moholy-Nagy, Bauhaus, Jean Tinguely, Abraham Palatnik, Waldemar Cordeiro, Eduardo Kac, Corpos Informáticos, Paulo Bruscky, Vilém Flusser, etc. Para Glerm, Lúcio Araújo e Simone Bittencourt, parceiros de mais longa data entre os componentes da Orquestra Organismo (4), talvez parte dessas referências - as mais focadas no campo das artes plásticas - não sejam tão fundamentais em suas trajetórias, visto que o percurso do grupo origina-se na música (Boi Mamão, Estúdio Matema, Vitoriamario, Rádio Macumba e Malditos Ácaros do Microcosmos), caminho ao longo do qual foram incorporando o instrumental e a sonoridade eletrônica (5). Daí para a busca do entendimento das lógicas funcionais e de produção dos instrumentos foi um passo. E uma jornada ainda em curso. Isso sem falar nas investidas de aprendizagem nas áreas da matemática, antropologia e psicologia. Entre referenciais e repertórios de influências musicais do grupo, outros e muitos são os nomes que transitam por suas memórias (ver entrevista abaixo). E no campo das investigações computacionais e da comunicação pela internet, pesquisadores e ativistas como Richard Stallman, Linus Torvalds, Tim Berners são presenças muito mais próximas e intensas que a de artistas visuais. Agora tudo se mistura novamente, a mixagem se amplia: música, ciência da computação, crítica cultural, artes plásticas: Interfaces.</p>
<p>Pensando os pensamentos, ainda: os acumulados, os escritos, e, inclusive, os anunciados através dos objetos e suas imanências de valor cultural, funcionalidades e re-funcionalidades ali na obra aplicadas. Esses pensamentos sobreagregados focam na crítica do establishment da sociedade contemporânea - com sua lógica de produção em massa, mecanicista e alienada, que aniquila as subjetividades dos indivíduos. Esses pensamentos críticos não são colocados somente como tema ou referência, eles são também matéria e linguagem. Eles propõem também uma conduta: o sujeito, além de usuário e consumidor das tecnologias contemporâneas, pode e deveria ser, simultaneamente, um entendedor, experimentador e/ou desenvolvedor criativo da ciência, em seu próprio cotidiano (ao menos na relação com instrumentos tecnológicos dos quais faz uso, o que já não seria pouco). No âmbito da ciência da computação, essa atitude converge para as políticas ciberatisvistas, propagadoras da inclusão digital, da cultura dos códigos livres e da humanização das máquinas, principalmente através das atuações das comunidades de software e hardware livre. A ciência e a tecnologia a serviço de uma vida mais criativa e libertária, ao invés de sua aplicação hegemônica na atualidade, sendo ferramenta para desenvolvimento de produtos para competição capitalista, concentração de poder e riquezas, exclusão social, fomento à guerra. Mesmo sabendo-se uma pequena peça quase imperceptível no meio da grande engrenagem, a obra Esse som é um mistério: produção em série vislumbra uma outra humanidade, não vitimada por uma de suas criações, a tecnologia. Como parte dessa grande engrenagem, a obra é, por um lado, objeto de sabotagem largado em meio à máquina, desejando e incidindo no colapso total do macrossistema. E por outro lado, é proposição recodificante de atuação prática coletiva. Assim, na síntese de desejos, pensamentos e materialidades, a obra é também um manifesto.</p>
<p>Conhecimento tecnológico compartilhado</p>
<p>ou</p>
<p>desalienação do circuito de produção tecnológica</p>
<p>ou</p>
<p>desideologização do capitalismo inserido nos circuitos industriais de produção tecnológica</p>
<p>“Não há um player onde se acoplaria uma mídia avulsa analógica ou digital. O áudio modulado em números está gravado na memória do próprio hardware”. Esse som é um mistério: produção em série é uma obra específica, singular. Condensa conhecimento e é protótipo de um fazer tecnológico. Incidindo sobre si mesmo, como pensamento redundante, autocrítico, e sendo ao mesmo tempo exemplo de artesania computacional e experiência criativa, o trabalho é crítica da cultura contemporânea, conhecimento tecnológico compartilhado, objeto cultural anti-industrial, desalienação do circuito de produção tecnológica, desmistificação da tecnologia. É uma deseideologização do capitalismo inserido nos circuitos industriais de produção tecnológica, fazendo aqui analogia à proposta Insersões em Circuitos Ideológicos - Projeto Coca-cola, de Cildo Meireles (6):</p>
<p>“Por pressuposto, a arte teria uma função social e teria mais meios de ser densamente consciente. Maior densidade de consciência em relação à sociedade da qual emerge. E o papel da indústria é exatamente o contrário disso. Tal qual existe hoje, a força da indústria se baseia no maior coeficiente possível de alienação. Então as anortações sobre o projeto “Inserções em circuitos ideológicos” opunham justamente arte à indústria.”</p>
<p>Se em Cildo o projeto caracteriza-se na identificação de um circuito idustrial (e alienante) no qual a inserção (consciência) age num processo subversivo, em Esse som é um mistério: produção em série, há a tomada de consciência e compartilhamento dos saberes da produção tecnológica, o que, dentro da lógica vigente, já é ação subversiva (bastaria lembrar algumas das práticas das grandes corporaões empresariais: controle de patentes, segredo industrial, domínio de mercado, segmentação alienada das etapas do trabalho, produção e consumo em larga escala, etc). Há ainda o convite à participação, o “insira algo no circuito”. Com essa chamada, a noção de circuito evoca outros dois sentidos: o circuito eletrônico específico do trabalho e o circuito do conhecimento compartilhado, construído nas redes relacionais entre pessoas, na participação, na articulação de circuitos artísticos autodependentes. Em Cildo a participação é também base para a potencializar a ação.</p>
<p>Considerando as questões tocadas pelo trabalho específico, e, genericamente, as produções do coletivo Orquetra Organismo, pontes reflexivas poderiam ser construídas sobre a questão arte e tecnologia, reprodutibilidade técnica, produção em série. Haveria um repertório de negação a ser acessado quando esses conteúdos fossem associados à estratégia pop de Andy Warhol, replicante de imagens da indústria, inclusive da indústria cultural, talvez irônico em algum sentido, certamente bastante condenscendente com o status quo, inclusive pela forma e conteúdos com os quais construía sua própria carreira e imagem pública. Por outro lado, surgiriam afinidades com a teoria de Walter Benjamin, por exemplo, ao aproximarmos as estratégias de veiculação e participação pela internet empreendidas pela Orquestra Organismo a alguns apontamentos de Benjamin em A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica (7), no sentido da potencialização política oportunizada pela maior circulação de uma obra de arte reproduzida tecnicamente. O que também confluiria afirmativamente para ideários comuns é a vontade do envolvimento entre artistas, técnicos e comunidade, num processo coletivo, inclusivo, e focado no compartilhamento de saberes, como nas reflexões do texto O artista como produtor (8). E muitas outras conexões teórico/práticas poderiam ser feitas. Arte, ciência e tecnologia proporcionam um campo transdiciplinar para a investigação contemporânea, seja do presente ou do passado, em seus diferentes contextos.</p>
<p>Os comentários aqui elaborados poderiam estender-se para outras obras realizadas por Glerm Soares, assim como para outros trabalhos do coletivo Orquestra Organismo, o Toscolão, o manto polifônico, o painel eletrônico Não ouse amar o erro&#8230; Tendo a obra a dimensão de um manifesto dentro de si, o reverso de um comentário específico pode também se dar: falar sobre a obra é também falar sobre as produções do grupo, ainda que cada investigação tenha campos específicos de experimento tecnológico.E daí em diante, seria também falar sobre o ideário de outros grupos afins, como o Estúdio Livre, o Descentro, o Ystilingue. E falar de parte de uma cena do ativismo cultural contemporâneo, cujo ambiente de atuação é também uma interface entre grupos de autogestão de artistas e ciberativistas.</p>
<p>Aquele poster que serviu de suporte e base para a apropriação e reciclagem - lixo encontrado numa rua de Curitiba (trash object trouvé) – também pode tornar-se alvo num sentido crítico similar ao dito sobre a alienação dos processos industriais capitalistas, a tal “produção em série”. O referido poster pop serial é imagem esteriotipada reproduzida em série. A própria busca de estilo, no campo da arte, é algo fadado à alienação, à repetição de padronagens de pensamentos e formas, fórmulas, artesanato cerebral: “o estilo, seja das mãos, seja da cabeça (do raciocínio), é uma anomalia” (9). O serial nesse caso seria a estereotipação dos pensamentos e dos sentidos levado à escala de múltiplo; num contexto bastante diverso daqueles desejos libertáros impactantes visualisados por Benjamin ao argumentar sobre a arte reproduzível tecnicamente. O estilo, a subserviência ao mercado de arte e a crença de que arte é produto blindado a seu entorno social formam as bases do trabalho de arte anestesiado e alienado. Muito além da visualidade, o artista opera, através da linguagem, sobre as lógicas dos acontecimentos culturais, sobre o imaginário coletivo. Diferente de atrofiar-se no estilo individual e na podução em série, o artista expande-se no compartilhamento de consciência crítica, sensorial e afetiva. Mais engajamento com a vida e a liberdade, essas são algumas das bases psíquicas e comportamentais do trabalho do artista, alguns de seus desejos, em qualquer época. As utopias continuam a existir. Esse som é um mistério, como a vida.</p>
<p>Mamelucovich, Cachoeira dos Descartógrafos, ano do boi.</p>
<p>NOTAS</p>
<p>1.</p>
<div class="indent">Este texto foi motivado por uma troca simbólica proposta a mim por Glerm Soares, conforme relato que segue: “Recebi de Glerm em novembro de 2007, em mãos, uma obra chamada Esse som é um mistério: produção em série. Eu havia acompanhado alguns momentos da construção do trabalho na casa 818, paragem temporária do coletivo Orquestra Organismo. Ao ver a coisa pronta, se é que chegou ao fim, gostei. Empatia pela aparência/conteúdo/processo. Layers de idéias, fazeres e ironias sobre arte e indústria. Foi uma satisfação receber o presente. Recentemente chegou por email o convite para elaborar um relato da experiência com a obra, alguma troca relacional, perspectiva de participação essa denominada &#8220;insira algo no circuito&#8221;. Isso como uma ação complemetar à montagem da exposição Interfaces, empreendida pelo coletivo no Solar do Barão, resultado de um ano de pesquisa oportunizado pelo projeto Bolsa Produção em Artes Visuais, da Fundação Cultural de Curitiba, edital público do qual o Orquestra Organismo foi um dos contemplados. A exposição abre amanhã&#8230; Optei por escrever um texto para o &#8220;insira algo no circuito&#8221;: Arte e conhecimento tecnológico compartilhados. Com a escrita em curso, surgiu a idéia de fazer também uma pequena inserção no próprio trabalho&#8230; Tá (quase) lá (a obra está na exposição agora). No meio do processo senti ainda a necessidade de elaborar algumas perguntas a Glerm, para tirar certas dúvidas sobre o trabalho e sobre a história do coletivo. Frente às generosas respostas dadas, resolvi incorporar a conversa por email como uma entrevista - Brainstorm sobre terramotors de bits - a qual segue logo após o texto. Aquela vontade de contextualizar os acontecimentos a partir de certa base de valores dos quais também me sinto cúmplice. Goto, Curitiba, 03/03/2009.”</div>
<p>2.</p>
<div class="indent">Em exercício de arqueologia da cultura pop, rastreou-se o poster encontrado na rua que serviu de suporte para as derivações artísticas da obra Esse som é um mistério: produção em série. Trata-se de um desenho da artista (???) estadunidense Sara Moon, Girls by the fontain, de 1985.</div>
<p>3.</p>
<div class="indent">Alguma semântica sobre a imagética do poster: ele comunica pela escrita, através de um pequeno cartaz de divulgação, o horário de atendimento do serviço prestado ao público, somente para dias úteis e sábados; dias inúteis sem previsão. Essa mensagem associada às figuras humanóides ali representadas e demais plasticidades acrescidas levam a algumas dúvidas sobre qual seria, afinal, o tal serviço ofertado: uma clínica de telepatas, de mestres em hipnose, de videntes místicas, de emissárias de abduções, de massagem alucinatória tecno-erótica? Isso porque a clareza e a beleza idealizada (e estereotipada) das representações gráficas femininas que permanecem residuais no desenho evanesceram-se numa atmosfera psíquica e fantasmagórica. Os rostos das garotas estão desfigurados e diluem-se na presentificação da imagem, na des-paisagem, na negação da perspectiva e de representações realistas. Áreas de pintura chapada, escritas, linhas ortogonais grafitadas, sobreposição de colagens e objetos. Cabelos verdes esvoaçantes, desproporcionais, tornados grafismos. Um joystick está cravado na testa de uma das garotas (on/off da terceira visão?), enquanto a outra expande-se em barbas pela face, instanteaneamente congelada na lembrança de um eventual e andrógino ser do Planeta dos Macacos. Há ainda um poético instrumento de solda colado ao lado de um bucólico pincel de pintura. Duas linhas perpendiculares encontram-se na lateral esquerda do quadro, referindo-se às dimensões bidimensionais do próprio suporte da obra, sua altura e comprimento: talvez indício autoreferente de quantos centímetros quadrados de arte há, numa improvável cobiça por alguma cotação monetária avantajada por árrea de trabalho artístico realizado. Há alguns componentes eletrônicos colados também, como dito. E eles funcionam&#8230; Conectando os cabos e mexendo no joystick, um pequeno altofalante emite a frase: “produção em série”. Enfim, loucurada. Além do que a obra está mais para patinho feio e Malasartes que para uma obra de Belas Artes. (Ver Nota (10))</div>
<p>4.</p>
<div class="indent">Além da base estruturante do grupo, formada por Glerm, Simone e Lúcio, também participam do coletivo os artistas Octávio Camargo e Claudia Washington. O grupo está aberto a novas participações.</div>
<p>5.</p>
<div class="indent">Dentre eles, Lúcio é o único com formação específica em artes visuais, mesmo vindo também da música. Claudia, a mais recente colaboradora do grupo, também tem formação em artes visuais.</div>
<p>6.</p>
<div class="indent">MEIRELES, Cildo. Inserções e Circuitos Ideológicos. Rio de Janeiro: Coleção ABC – Funarte, 1970. p.22</div>
<p>7.</p>
<div class="indent">BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In:_. Magia e Técnica, Arte e Política. São Paulo: Brasiliense, 1984.p. 165.</div>
<p>8.</p>
<div class="indent"><span class="underline">. O autor como produtor. In: idem Nota (5). p. 120.</span></div>
<p>9.</p>
<div class="indent">MEIRELES, Cildo. Inserções e Circuitos Ideológicos. Idem Nota (4). p.24</div>
<p>10.</p>
<div class="indent">As Notas (1) e (2) acima escritas, interpretativas sobre a imagética da obra, tornam-se quase desnecessárias ao texto, supérflua busca de contexto na visualidade non-sense, iconoclasta e escrachante. Exercício digressivo de semântica sobre a aparência das coisas, pensamento transcendente. Paradoxal rastreabilidade de significados da imagem num processo de trabalho intencionalmente construído para negar justamente a supremacia da imagem sobre os conteúdos. Ainda assim, quase supérfluas, as notas trazem dados sobre tudo aquilo que não importa e é negado, reforçando talvez as opções escolhidas, aquelas que apontam a articulação de conteúdos, a aplicação de conhecimento e o fazer consciente como fundamentais. Assim colocadas, essas notas esperam ter ganho sua razão de existir.</div>
<div class="indent">Brainstorm sobre terramotors de bits</div>
<div class="indent">(Mamelucovich) No trabalho Esse som é um mistério: produção em série, o que é aquela chapa onde estão fixados alguns componentes eletrônicos do harware de áudio? É o arduíno?</div>
<div class="indent">(Glerm Soares) É uma placa derivada do projeto arduino,mas com projeto minimalista redesenhado a mão e batizado de &#8220;toscolino&#8221;.</div>
<div class="indent">Na exposiçao estamos tentando ao máximo usar placas que foram totalmente projetadas por nós mesmos.</div>
<div class="indent">A chapa daquele quadro específicamente fui eu que fiz, desenhei a trilha a mão e queimei no percloreto.</div>
<div class="indent">Já o projeto arduino pode ser descrito como - um dos primeiros projeto de hardware livre que seguindo os passos do que aconteceu com o software decidiu licenciar todo o projeto de desenho da engenharia de hardware sob licença copyleft, do tipo creative commons. Este projeto ficou conhecido por ter uma abordagem de desmistificar o mundo dos microprocessadores dentro de cenários mais artísticos e hacktivistas.<br />
(<a class="ext" href="http://arduino.cc/">http://arduino.cc</a><span class="exttail">∞</span>)</div>
<div class="indent">Derivando da música, dá para dizer que alguns antecedentes do coletivo Orquestra Organismo foram o Boi Mamão e Estúdio Matema. Que outras configurações ou bandas ou grupos vocẽs formaram?</div>
<div class="indent">Vitoriamario, Rádio Macumba e Malditos Ácaros do Microcosmos.<br />
Este último com incursão pelo terreno dramaturgico com a peça Malditos somos nós tentando ser nós mesmos&#8230;</div>
<div class="indent">Quais músicos de alguma forma podem ter sido influência ou dialogam com o trabalho que vcs fazem?</div>
<div class="indent">essa lista é bem díficil mesmo.</div>
<div class="indent">porque tem aqueles que soam e inexplicavelmente influenciam a audição, diariamente, independente de sua trajetória&#8230; e aqueles que tem uma trajetória as vezes até maior que sua obra musical.</div>
<div class="indent">por mim eu diria que influencia-me toda música que conduz o ouvinte por dentro do inesperado, e pra isso toda tentativa de vencer os canônes da música &#8220;maior-menor&#8221; que foi toda empalada de arestas pelas cruzadas &#8220;civilizatórias&#8221;&#8230; mas de qualquer forma sempre restam bases pros hinos que batizaram-nos com sobrenomes.</div>
<div class="indent">Quem são os caras que criaram, desenvolveram e influenciam as redes de desenvolvimento de software livre e pesquisa em computação?</div>
<div class="indent">acho que você está falando do Richard STALLMAN&#8230; ele é o filósofo por trás da licença GPL -e cunhou a filosofia das 4 liberdades -</div>
<p>1.</p>
<div class="indent">
<div class="indent">A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0)</div>
</div>
<p>2.</p>
<div class="indent">
<div class="indent">A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1). O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.</div>
</div>
<p>3.</p>
<div class="indent">
<div class="indent">A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2).</div>
</div>
<p>4.</p>
<div class="indent">
<div class="indent">A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie deles (liberdade nº 3). O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.</div>
</div>
<div class="indent">Já o linux foi um dos primeiros sistemas operacionais a usar esta licença e alguns aplicativos que foram desenvolvidos a partir dela. O criador da parte central do linux é um finlândes chamado Linus Torvalds.</div>
<div class="indent">Além disso e das licenças,você pode por exemplo lembrar que o cara chamado Tim Berners Lee, que é o cara que inventou a web como conhecemos - aquilo que entendemos por &#8220;html&#8221; - navegadores com links, fotos diagramadas numa página com barra de rolagem e os protocolos, etc&#8230; o fez de uma maneira aberta e foi ali que a internet explodiu&#8230;</div>
<div class="indent">*curiosidade - primeira página web da história: <a class="ext" href="http://www.w3.org/History/19921103-hypertext/hypertext/WWW/News/9201.html">http://www.w3.org/History/19921103-hypertext/hypertext/WWW/News/9201.html</a><span class="exttail">∞</span></div>
<div class="indent">As modulações gráficas que vc fez nas experiências Curadoria e Esse som é um mistério: produção em série são somente numéricas ou há combinações entre números e letras?</div>
<div class="indent">é uma conversão direta de um formato digital usado industrialmente - o wav , um padrão que considera as necessidades da indústria , como o numero de bits que utiliza um CD ou DVD ou a velocidade da placa de som do computador -&gt; para um formato cru, operando em ciclos de 8 bits contendo 8000 amostras em cada segundo (os toscolinos são como computadores pré-históricos de 8 bits, os atuais usam 32 ou 64 e suas placas de som operam a 48mil amostras por segundo)</div>
<div class="indent">Pra isso estamos considerando todos os parametros elétricos possíveis de acontecer com um pequeno auto-falante de 0.5 watt controlado diretamente pelo microprocessador recortando 1 segundo em 8000 frames microsonoros.</div>
<div class="indent">Para entender a técnica é preciso &#8220;fotografar&#8221; os movimentos do autofalante em microsegundos de tempo e considerar essa movimentação derivada do impulso elétrico necessario para movê-lo. Essa &#8220;modulação númerica&#8221; que você se refere, é como pensar em uma palavra como um tipo de &#8220;bólide sonoro&#8221;, recortando 1 segundo com cada vogal e consoante que a palavra pede e fazendo uma escultura perceptível pela audição.</div>
<div class="indent">Além do Esse som é um mistério: produlão em série, Toscolão, Manto polifônico, Curadoria, a TV que o Lúcio estava mexendo (com que nome ficou, mesmo?) e aquele painel eletrõnico, que outros trabalhos vocês estarão exibindo no Solar do Barão?</div>
<div class="indent">os trabalhos estão sempre em processo. chegamos a conclusão que eles nunca estão satisfatóriamente terminados pois são declaradamente experimentos e fazê-los ou consertá-los em frente aos interessados acabou inevitavelmente tornando-se parte do trabalho.</div>
<div class="indent">tem algumas dessas coisas semi-prontas que você citou, mas nao sei se tem títulos e provavelmente tendem a serem acopladas entre si gerando novos derivados.</div>
<div class="indent">o painel eletrônico já está instalado e esta exibindo a seguinte frase: &#8220;Não ouse amar o erro&#8221;&#8230;</div>
<div class="indent">estou terminando também um protótipo de bateria-robô que vai servir de suporte para algum tipo de oferenda percussiva pós-industrial</div>
<div class="indent">também tem um software livre que eu desenvolvi, chamado navalha, que pode ser baixado pelo estudiolivre (onde também tem uma descrição de sua interface):<br />
<a class="ext" href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Navalha">http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Navalha</a><span class="exttail">∞</span></div>
<div class="indent">&#8220;screenshot&#8221; do navalha:<br />
<a class="ext" href="http://www.estudiolivre.org/repo/2794_42-navalha0.333_shot.png">http://www.estudiolivre.org/repo/2794_42-navalha0.333_shot.png</a><span class="exttail">∞</span></div>
<div class="indent">Continuando aqui, na real, tentando entender o que eu entendo sobre o que vcs fazem, contextualizando as coisas&#8230;</div>
<div class="indent">nós também, tentando entender.</div>
<div class="indent">valeu o brainstorm</div>
<p>Mamelucovich</p>
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		<title>Convite Exposição 3a Bolsa Produção Artes Visuais</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 15:03:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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		<title>o Carnaval são os outros - Gilda, rainha da bateria.</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 17:10:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
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<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/L8U1Y9PBfig&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/L8U1Y9PBfig&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>ocupação caverna kernel - solar do empresário - acervo - sala de cursos</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2009 10:01:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/02/motivochamada72.png"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/02/motivochamada72.png" alt="" title="motivochamada72" width="500" height="422" class="alignnone size-full wp-image-2853" /></a></p>
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		<title>Cartaz do Saci</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 23:09:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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		<title>vermelho medula &#038;&#038; deep blue :(){ :&#124;:&#038; };:</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 17:22:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Aqueles que se dizem artistas olham para o meu trabalho e me chamam de técnico.
Os que se dizem técnicos e cientistas me veem como um tosco artesão bradando contra os moinhos.
Circulo por comunidades &#8220;virtuais&#8221; como um pária praguejando visões de vetores e marcando encruzilhadas para encarnação das entidades, certo do quanto elas não são virtuais,
viajando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=":ww" class="ArwC7c ckChnd">Aqueles que se dizem artistas olham para o meu trabalho e me chamam de técnico.</p>
<p>Os que se dizem técnicos e cientistas me veem como um tosco artesão bradando contra os moinhos.</p>
<p>Circulo por comunidades &#8220;virtuais&#8221; como um pária praguejando visões de vetores e marcando encruzilhadas para encarnação das entidades, certo do quanto elas não são virtuais,<br />
viajando quilômetros para encontrar pessoas que eram apenas avatares, apelidos, endereços<br />
numa rede aberta de computadores que desde a infância ajudei a construir manipulado pelos jogos de guerra e paz de um grande leviatã informacional.</p>
<p>Tateio os contornos físicos dessa identidade sem pátria, dessa língua sem regras gramáticais se refazendo por dentro de um frágil léxico de referências culturais globais, instantanêas e ainda não catalogadas pela história da humanidade em pacto.<br />
Justifico uma tradução de protocolos semi-algébricos, olho para essas placas mãe sem metáfora materna, só crendo  no esqueleto tátil daquilo que para os que ignoram meu mundo é um fantasma a lhes puxar o pé, um monstro pós industrial encarnado nestes objetos mortos ressucitados pela captura da luz, barreira intrasponível da velocidade dos corpos.</p>
<p>Seus vírus de laboratório são só uma desculpa para não conhecer nossas entranhas.</p>
<p>Dissecando e amando :<span>(</span><span>)</span><span>{</span> :|:&amp; <span>}</span>;:</p>
<p>O passo pra cima do abismo de calcular todas as possibilidades sintáticas pra acalmar teus sentidos.</p>
<p>Meteorologia na sua dança da chuva. A banal e gloriosa rima perdida em um cheque-mate que já foi vencido, em azul profundo e vermelho medula, por nós, software-hardware encarnados e aceitos como um de vós: Interfaces.</p></div>
<p><img class="INkyme" src="http://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif" alt="" /></p>
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		<title>Conversa com Adilson no Água Verde</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 21:54:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Eram por volta das sete da noite, colocávamos os sacos de lixo à disposição da coleta diária da prefeitura quando ouvimos uma voz atravessando a rua em nossa direção. Era um rapaz por volta de seus 20 a 30 anos. Ao mesmo tempo em que solicitava algum tipo de ajuda contava sua situação e retirava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eram por volta das sete da noite, colocávamos os sacos de lixo à disposição da coleta diária da prefeitura quando ouvimos uma voz atravessando a rua em nossa direção. Era um rapaz por volta de seus 20 a 30 anos. Ao mesmo tempo em que solicitava algum tipo de ajuda contava sua situação e retirava da carteira uma série de papéis afim de comprovar a história. Partia do pressuposto de que nós não acreditávamos em suas palavras, suponho que pelo fato de ser característica dos centros urbanos o distanciamento. Os papéis eram vários, o primeiro emitido pela assistência social dizia ser seu &#8220;atestado de pobreza&#8221;, o que lhe permitiria tirar documentos sem custo algum, em seguida desdobrou um bilhete cujo conteúdo era a anotação de um número de telefone para contato, anotado em grafia um tanto trêmula. Demonstrava ser importante guardá-lo, pois lhe servia como comprovante de residência no município. Completando a série vieram os rubricados pela polícia civil, entre outras instituições do gênero. Todos, além de bastante surrados, quase desmanchando em suas mãos aparentavam ter sido molhados pela chuva. Havia saído da penitenciária de Piraquara a poucos dias, onde ficou retido por seis meses por tentativa de homicídio e por 155.<br />
Havia furtado uma espécie de ventilador de inflar barracas que segundo suas palavras custava em torno de &#8220;um barão&#8221; (mil reais), mas que havia repassado por sete reais e esse montante logo revertido em cachaça. Pelo fato da pessoa que havia registrado a queixa não ter comparecido em três das audiências voltadas ao caso, ele agora havia reconquistado sua &#8220;liberdade&#8221;, sob condição de permanecer em Curitiba e, de tempos em tempos, ter obrigatoriamente que se apresentar no CCC, o que viria a acontecer dentro de dois dias. Sabia que se complicaria se não o fizesse, portanto estava decidido em cumprir com a tarefa. Sobre a tentativa de homicídio, mencionou ter sido briga de bar, apontou para sua cabeça dizendo ter levado uma paulada e que não fez nada além de se defender do agressor. Ao todo somava em seu currículo oitenta e cinco passagens pela polícia, mas somente duas após a maioridade.<br />
Sua forma de falar era um tanto confusa, mencionando nas mesmas frases familiares, conhecidos e um conjunto de lugares: Almirante Tamandaré, Vila Capanema, Trindade, Rio Branco, Matinhos. Uma vez que sua circulação abarcava as principais favelas de Curitiba e região metropolitana, embora não ter mencionado seu destino, deduzi que estava de passagem rumo ao Parolim, não muito distante de onde nos encontrávamos. Disse ter uma filha de treze anos que morava com a mãe mais o padrasto e em seus encontros a menina clamava para que ele vivesse ao seu lado, com ar de descontentamento respondia a ela que era melhor do jeito que estava, pois o padastro proporcionava seu sustento e educação, o que no momento não poderia fazê-lo. Revelou estar complicado entrar na Vila Capanema devido a um desentendimento com outro sujeito, fato que havia culminado em uns &#8220;pipocos&#8221; por lá, o que vinculei a tentativa de homicídio mencionada anteriormente. Mesmo assim, dizia que visitava a filha com certa frequência. Em outro momento da conversa comentou também sobre um outro filho mais novo, por volta dos sete anos, mas sobre o garoto não entrou em maiores detalhes.<br />
Após Adilson ter aceitado como contribuição uma sacola de roupas que havíamos separado para doação, percebi que vestia uma camiseta do pré-vestibular &#8220;Aprovação&#8221; e no fluxo da conversa, não sei bem o porque, acabei mencionando algo sobre caminhos os quais escolhemos seguir, ao ouvir isso imediatamente associou minha fala como sendo de cunho religioso e disse que tempos atrás era adepto assíduo da igreja pentecostal, mas após seus pais e irmão terem &#8220;partido&#8221; tudo aquilo tinha perdido o sentido - &#8220;daí eu virei de vez&#8221;. A conversa toda durou cerca de quinze minutos, embora eu tenha ficado tempos depois com ela na cabeça. Na região em que moramos não são raras pessoas em situações similares a de Adilson.</p>
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		<title>Tarefa: Texto referente à proposta Ocupação, de Newton Goto, idealizada para acontecer na Galeria Ybacatu, Curitiba, em 1999.</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 15:46:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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Apresentado no Curso de Pós – Graduação História da Arte Moderna e Contemporânea
Módulo: Teoria da Arte (Profª Mª José Justino)
por Sergio Moura, dez 2008.
Era pra ser uma exposição de arte com os ajustes corriqueiros que envolvem um espaço convencional e o artista expositor. Os lugares oficiais (museus, galerias, instituições etc), tradicionalmente estão habituados a receber [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-images/09_mst.jpg" alt="ocupação" /></p>
<p>Apresentado no Curso de Pós – Graduação História da Arte Moderna e Contemporânea<br />
Módulo: Teoria da Arte (Profª Mª José Justino)</p>
<p>por Sergio Moura, dez 2008.</p>
<p>Era pra ser uma exposição de arte com os ajustes corriqueiros que envolvem um espaço convencional e o artista expositor. Os lugares oficiais (museus, galerias, instituições etc), tradicionalmente estão habituados a receber objetos de arte formalista (pinturas, esculturas, gravuras etc) para ser contemplados. A arte aqui, e na maioria dos casos pode-se pensar assim, limita-se à retina e a atitude do observador é quase sempre passiva.</p>
<p>Mas não era o que o artista tinha planejado e escrito em seu projeto: (1)</p>
<blockquote><p>“A arte do século XX tornou visível, entre tantas revelações, os espaços artísticos tradicionais do Museu e da Galeria não apenas como locais para se colocar pinturas e esculturas, mas definiu-os também como um lugar para o debate crítico, um ambiente de confluência para idéias conflitantes”. E prossegue: “Um dos mecanismos de atuação utilizados foi a apropriação de produtos com função definida em seu uso social e o deslocamento destes para o ” campo “ de exposições artísticas, acrescentando a eles colagens e outras interferências, reordenamentos disfuncionais, e um discurso invisível – fazendo com que os caminhos percorridos para o entendimento da obra seguissem rotas não só visuais. Duchamp foi o protagonista mais radical dessa nova postura frente a obra de arte. Uma das conseqüências conceituais resultantes deste novo posicionamento foi a percepção de que cabe ao homem dar valor de uso à matéria; o pensamento criativo pode dar novas funções às coisas e então tudo o que existe no mundo pode ser objeto e instrumento de criação artística (recriação, refuncionalização, resignificação)”. </p></blockquote>
<p>Sua intenção tinha origem no ideal por uma arte que pudesse <em>“refletir questões além das específicas ao campo artístico”. </em></p>
<p>Diz o artista: (2)</p>
<blockquote><p>“O social na arte e a arte como objeto social: é a partir desta dupla relação (dialética) que esta proposta manifesta seu intuito construtivo. Dentro dessa abordagem a estruturação da obra se dá através de uma análise da relação entre arte e mídia”. </p></blockquote>
<p>De natureza conceitual, onde o que mais conta é a veiculação da idéia, a obra propunha inúmeras questões para serem pensadas, cobrando do público uma atitude cerebral. O que essa arte tinha a ver com reivindicações política sociais, movimento organizado, problemas, exercício do pensamento e reflexão, exigindo em contrapartida a ação do observador que, na maioria das vezes, sabe apenas contemplar? Que questões eram essas?</p>
<p>O artista antecipa ainda que “a obra é elaborada, a princípio, em dois sentidos processuais”:</p>
<p>– Apropriação da imagem símbolo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, reproduzindo-se a imagem e levando-a para dentro da galeria, concretizando, pela modalidade da instalação, a ocupação do espaço físico arquitetônico do espaço expositivo.</p>
<p>– A imagem do símbolo destinado a galeria é reproduzida e tornada mídia divulgando e registrando o evento. A ocupação se apropria do espaço público de circulação de informações.</p>
<p>Ousadia e radicalidade são atributos favoráveis ao artista que sabe da importância de construir e preservar sua integridade. Mas, pra tomar esse partido, precisa de coragem, desprendimento e liberdade assumida.<br />
Ao pretender discutir em seu trabalho as questões do MST, movimento organizado de forte engajamento político social e que ostenta um retrospecto assumido de ocupação e cidadania em favor da luta pela terra, da conquista de moradia, da autonomia do trabalho pelo cultivo da própria terra, o artista não poderia evitar a abordagem contundente e daí o inevitável conflito com a galeria. E Goto promove a ação ética, atitude que é fundamental e indispensável para a sobrevivência da democracia.<br />
No ofício de artista pensador tenta alterar velhas regras do jogo, mas, o que não sabia era que seria censurado e proibido de mostrar, aquilo que os dominantes não tem vontade de desvelar.<br />
Repensando a verdadeira função da arte quando esta é próxima da ação política, reafirma valores essenciais e exalta a liberdade como premissa inteligente a todas as demais formas de ser, sentir, pensar, agir, atestando, sobretudo seu compromisso com sua verdade e elevando a Arte à sua dimensão monumental. </p>
<p>A arte dita contemporânea, para honrar seu título pomposo, deve antes de tudo lidar com a realidade, e, portanto, em primeiro lugar estar mais relacionada com a vida e com a liberdade. Como enfatiza Gregory Battcock: (3)</p>
<blockquote><p>“A arte ignora a crise e se frauda na busca de irrelevantes estéticas, enquanto o sistema político destrói a vida humana. Esse mesmo sistema político representa interesses de grupos ao invés de servir às necessidades do povo e, portanto, tornou-se uma mentira para a verdadeira democracia. A arte tornou-se um jogo sem sentido para exclusivo benefício dos que estejam engajados na supressão da vida humana e de seus valores, o brinquedo da cultura branca que, neste país, destrói a cultura dos negros e dos índios, a elite que lhes impõe a cultura estrangeira e irrelevante.<br />
A arte é usada para distrair as pessoas da urgência de suas crises. E se você, como artista, aceita a repressão da sociedade e trabalha com o sistema, você pode retardar as transformações. Enquanto o artista lisonjear a elite, ela estará apta a controlar a arte e não permitirá a sua livre expressão. É preciso que seja relevante e antitrivial. É preciso que agite a mente dos que a admiram a fim de que se compenetrem da essência da crise; É preciso que dirija e envolva seus admiradores para a ação; É preciso que questione; É preciso que provoque.”</p></blockquote>
<p>O próprio artista reafirma: <em>“Minha intenção é burlar as especificidades de cada área”. Colagem, reprodução serial, e ainda, visão crítica da sociedade, posicionamento político, provocação às elites dominantes, crítica a hegemonia de mercado, ausência de conscientização sóciopolítica da categoria, e por aí vai.<br />
</em><br />
E Susan Sontag nos faz lembrar: (4)</p>
<blockquote><p>“O que importa agora é recuperarmos nossos sentidos. Devemos aprender a ver mais, ouvir mais, sentir mais”.
</p></blockquote>
<p>Entretanto, uma grande dúvida que fica: porque expor um trabalho de natureza questionadora, crítica e filosófica, explosiva até, dentro de uma galeria que tem total comprometimento com o status quo, que é associada ao mercado e vinculada ao poder econômico, que estimula a competitividade e que como qualquer empresa necessita de lucro para sua manutenção e existência? Onde a ética está submetida por uma estética de aparências e superficialidades camufladas por pseudo-culturalidade? O que tem a ver uma proposta de arte que resolve negar um sistema que, nas palavras de Lebel (5) “produz mais abortos do que partos”, impede a real democracia e a transformação da vida, e ao mesmo tempo procurar nele o suporte de viabilização para a fruição da sensibilidade estética (?). </p>
<p>Aqui a sacada reveladora que atingiu o alvo: A proposta que o artista Newton Goto queria levar para dentro da galeria, continha enorme carga ideológica decorrente de extraordinário poder simbólico a serviço da emancipação, representando por isso séria ameaça com repercussões importantes na vida cotidiana. Daí o medo e a conseqüente autocensura que geralmente encobre a censura disfarçada e não assumida. </p>
<blockquote><p>“É sempre mais fácil a autocensura, pois esta não deixa pistas desagradáveis”. (6)</p></blockquote>
<p>O caminho, de fato então, era totalmente oposto, todavia coerente, justo e, sobretudo, verdadeiro. Nos varais montados pelo artista, no mesmo chão do MST, podemos conferir algumas questões inquietantes e pontuais como:</p>
<p> <strong>“Por que um artista pode se apropriar de uma imagem de refrigerante e não pode fazer o mesmo com o símbolo de um movimento popular?”;</strong></p>
<p><strong>“Por que o senso crítico sobre a sociedade só parece ser válido para a produção artística de outros países?”;</strong></p>
<p><strong>“Por que a censura e a repressão continuam existindo numa sociedade teoricamente sem ditadura e supostamente democrática?”;</strong></p>
<p><strong>“Por que as pessoas haveriam de ter medo de um movimento popular organizado?”;<br />
</strong><br />
 <strong>“Por que o que está próximo nos parece tão proibido e perigoso?”;</strong></p>
<blockquote><p>“Toda arte é um ato político”;</p></blockquote>
<p><strong> “E não seria função da arte criar novos pensamentos, gerar debates críticos, propor novas relações da obra com o público?”.</strong></p>
<p>Rechaçado pela impostura da galeria e pressionado, o artista, solidário à causa dos sem-terra, monta seu barraco no mesmo lugar onde estava o MST, confirmando o ideário projetado e consolidando seu verdadeiro lugar: a obra estava “em casa”. Aí sim, o debate se amplia sem restrições e a proposta encontra seu ponto notável. No cruzamento do contexto arte-política, a rua é o ponto central onde essa discussão deveria confluir, motivada pela presença - envolvimento de seus personagens principais: o cidadão comum e o artista mediador.</p>
<p>Preocupações sociais, sonho da casa própria, liberdade, justiça, saúde, espaço social, necessidades básicas, reforma agrária, enfim cidadania, são questões vitais para o homem comum que se somam às expectativas que desafiam todo artista contemporâneo.<br />
Arte na rua, interferência na cidade, liberdade criativa, provocação estética, autonomia da obra de arte (7), cultura de massa, panfletagem ideológica, inquietações que caracterizam tempos passados onde os cidadãos eram bem mais conscientes e informados, tudo isso pode banhar-se nas mesmas águas, pois apontam para o mesmo alvo – o sonho que todo ser sensível e todo artista devem cultivar – imaginando possibilidades e meios de construção de melhoria da vida em sua comunidade bem como ao mundo global.  </p>
<blockquote><p>“A pergunta pela função da terra traz subjacente a pergunta pela função da arte. E a arte se abre como um sistema de possibilidades” . (8)</p></blockquote>
<blockquote><p>“A função da arte, como questão, foi proposta pela primeira vez por Marcel Duchamp. Realmente é a Duchamp que podemos creditar o fato de ter dado à arte a sua identidade própria. Com o ready-made não-assistido, a arte mudou seu foco da forma da linguagem para o que estava sendo dito. E toda arte (depois de Duchamp) é conceitual (por natureza), porque a arte só existe conceitualmente”.(9)</p></blockquote>
<p>A obra Ocupação reúne um conjunto de instalações que se prolongou por diversos lugares, depois que o artista teve vetado sua exposição no local anteriormente previsto. Ao acampar na Praça Nª Srª de Salette, em maio de 1999 onde ficou durante três (3) semanas, no Centro Cívico e em frente a sede do poder público, o artista obtém relativo apoio da população mas conquista relevo maior quando, pela conjunção de ideais próximos – liberdade, igualdade e solidariedade – em comunhão ideológica com o radical movimento social, restabelece o diálogo há muito perdido da estética com a ética social e isso possibilita inclusive ir mais além, transpondo fronteira para alcançar outro lugar. No Rio de Janeiro, em junho do mesmo ano, o mesmo trabalho se fez ver no chão da Funarte. No ano seguinte, em 2000, recebeu sinal verde da Prof. Mª José Justino e de volta a Curitiba, marcou presença na Sala Arte &#038; Design da Reitoria da UFPR. </p>
<p>Na série de instalações o signo reconfigurado, tornado objeto artístico em diversas abordagens que lembram os ready-mades refuncionalizados. Nelas, o artista se valeu dos panfletos reproduzidos com a emblemática logo e tanto na apropriação como na repetição ou no estratégico deslocamento da imagem circulante, não se pode deixar de reconhecer a herança proporcionada por alguns gigantes da arte pop mundial: M. Duchamp, A. Warhol, J. Kosuth, o brasileiro Cildo Meireles, além do teórico Walter Benjamin e da extraordinária e histórica vanguarda DADÁ.<br />
Estes são alguns dos expoentes referenciais que emprestam significativas contribuições e dá profundidade às muitas reflexões, acompanhadas de surpreendente avaliação que o artista faz tanto do mundo da arte quanto da produção artística.</p>
<blockquote><p>“Por sua vez, a estética do desequilíbrio, a que afeta estruturas, que precisa de total participação ou total rejeição, não dá espaço para o conforto da alienação. Ela leva ao confronto que trará mudança. Ela leva à integração da criatividade estética com todos os sistemas de referências usados na vida cotidiana. Ela leva o indivíduo a ser um criador permanente, a ficar em um estado de percepção constante. Ela o leva a determinar o seu ambiente de acordo com as suas necessidades e a lutar para alcançar as mudanças”. (10)</p></blockquote>
<p><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>
<p>1 GOTO, Newton;Texto – projeto: Ocupação, 1999 </p>
<p>2 Idem;</p>
<p>3 BATTCOCK, Gregory; A Nova Arte, Col. Debates 73, Ed. Perspectiva;</p>
<p>4 SONTAG, Susan; Contra a interpretação, Porto Alegre, 1987;</p>
<p>5 LEBEL, J. J; Happening, Editora Expressão e Cultura, Rio de Janeiro, 1969;</p>
<p>6 BOURDIEU, Pierre e HAACKE, Hans; Livre -Troca, Diálogos entre Ciência e Arte Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1995;</p>
<p>7 “Talvez a característica mais distintiva das atitudes estéticas práticas, hoje em dia, tenha sido a concentração da atenção na obra de arte como coisa independente, artefato de padrões e funções próprias, e não instrumento fabricado no intuito de favorecer propósitos que poderiam ser igualmente favorecidos por outros meios”.</p>
<p>   OSBORNE, Harold; Estética e Teoria da Arte: uma introdução histórica; Editora Cultrix, São Paulo, 1974;</p>
<p>8 JUSTINO, Mª José; Texto: A Pele Social da Arte – O que a arte tem a ver com o MST, 2000;</p>
<p>9 KOSUTH, J.; A arte depois da filosofia, Escritos de Artistas (Glória Ferreira e Cecília Cotrim) anos 60/70 Jorge ZAHAR Editor, Rio de Janeiro, 2006;</p>
<p>10 CAMNITZER, L.; Arte contemporânea colonial, Escritos de Artistas ( Glória Ferreira e Cecília Cotrim) anos 60/70 Jorge ZAHAR Editor, Rio de Janeiro, 2006.</p>
<p><a href="http://www.aartedesergiomoura.com.br">www.aartedesergiomoura.com.br</a></p>
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		<title>Submundixlogix</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 20:45:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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﻿Abordar modos de sobrevivência. Anotações sobre existência. Refletir sobre diferentes exercícios. Identificar e ecoar alerta sobre instâncias opressoras (e o sentido de significá-las), apontar o acesso ao conhecimento não aparente como princípio emancipatório frente a tais estruturas castradoras. Transitar táticas, experiências, circulações, compartilhar procedimentos de não perpetuação dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>QUASE INFINITO E/OU APODRECE E VIRA ADUBO SUBMIDIÁTICO</strong></p>
<p>﻿Abordar modos de sobrevivência. Anotações sobre existência. Refletir sobre diferentes exercícios. Identificar e ecoar alerta sobre instâncias opressoras (e o sentido de significá-las), apontar o acesso ao conhecimento não aparente como princípio emancipatório frente a tais estruturas castradoras. Transitar táticas, experiências, circulações, compartilhar procedimentos de não perpetuação dos modelos inadequáveis, indesejáveis, insustentáveis, insuportáveis&#8230; A liberdade trata também da mobilização e difusão dessas práticas.</p>
<p>O abandono da civilização genocida e o sexo único. No modelo de civilização exploratório, prejudicial, o desperdício esgota recursos naturais em canto de descaso, promovido por um progresso pseudo-ordenado. Incentivo ao consumo é técnica de hipnotismo. Planificação das relações estagnadas em autoritarismo e exclusão. Sua pauta é a ratificação da família nuclear baseada na figura do pai, substanciada em lastros históricos como o domínio por herança. Promove a limitação da existência a condição de atores fixos não humanizados, e explora parcelas da população divididas basicamente em classe e gênero. O que torna impossível o permanecimento nesse sistema segregador, já que optamos pela plena atividade criativa dos seres. Constatando as desorientações dessa existência nos declaramos responsáveis pela não perpetuação das idéias e práticas desse mundo, agimos para seu desmantelamento e nos sentimos satisfeitos com seu aniquilamento não espetacular.</p>
<p>Família como sinônimo de &#8220;idéia de família&#8221;. Diferentemente da noção do remoto sexo único - a considerar mulher como homem atrofiado - dele derivado - reivindicamos o sexo único em respeito as características peculiares dos seres humanos, complexo irredutível a dubiedade mulher/homem. Criticamos a premissa hegemônica de gênero a partir da concepção biológica e natural que desconsidera outros fatores, a exemplo o social, agente de/em construção.</p>
<p>Satélites a deriva, sobrevoam insetos meteoritos. Satélites artificiais - congestionamento espacial, lixo tecnológico paira sobre cabeças - objetos identificados aos monopólios das telecomunicações - projetos militares - abarcam diversos objetivos, entre eles o controle da comunicação, o climático catastrófico, passando do mapeamento à espionagem, voyeurs unioculares voltados ao controle. Rompe o pleroma da estratosfera um mistério de soberania de técnicas espaçocratas. Aparelhos conceituais concretizam-se em projéteis. MSST. Movimento dos sem sátelite. Utopia ou Distopia? Seria delírio a conspiração autônoma em busca do lançamento de satélites? Lixo e mais lixo no espaço. A nova geração fazendo passeatas pela reciclagem dos satélites. Paralelos Epistemológicos. Percepção em hypertexto. Acordo ortográfico. Alfabetizados agora ficcionam a novílingua. Sem trema. O Miguxês. Crianças no Orkut e no Google Docs estão vivendo simulacros reais. Ontologia do voyerismo de scraps. Redes Sociais. Shopping Centers são infovias fechadas em rotas de pacotes precisos de dados. Dinheiro ganho, dinheiro gasto. Dinheiro impresso, empréstimo. Espaço. Jogo de colisões e inércia. Retoma o pleroma para o campo ciência. Sintaxe como álgebra. Metafísica do materialismo dialético em eterno retorno de uma mais valia perdida. Luzes apagadas. Sociedade do audiovisual. Cheiro de banheiro. Fome. Desejo. Não-Fome.</p>
<p>Calendários. Espelhos.<br />
A política do arrebatamento e as negociações para além do humano. Desde antes da prática da venda de terrenos no Céu temos o estabelecimento de um mercado do dogma, hoje estendido a vários outros ramos além do imobiliário; moda, música, atitude, automobilismo, futebol, mídias de massa. Não ter a opção, somente ser aterrado por uma avalanche de simbologias ditas sólidas e milenares para deixar a vida para uma próxima, eternidade muito aquém de ser alcançada. A qualidade de vida e a proporção do medo - contra as ideologias que promovem a insegurança e o temor. Quando se abandona o lamento resta a condição de agentes das ações - transformação, sujeito integrante de um ambiente onde não se está sozinho - dialógico com as comunidades e circuitos pelos quais transita. (contrário da postura heróica) relações interpessoais. Os vegetais e a grande trepadeira do sistema: orgânicos como moda. Agrotóxicos são os temperos de uma dieta alimentar pobre e envenenada. Não se conhece o que se come, nem sequer se sente o gosto. Carne é crime, fome é foda. Não se sabe o que fazer com os entulhantes dejetos. Cachorros e outros estimados animais domésticos são levados todas as tardes para passear, idiotia urbana, cativeiro e escravidão no âmbito animalesco das indústrias de ração e produtos cosméticos veterinários. Sinuca da simulação, sarna, estado de óbito, verticências&#8230;</p>
<p>Sem bússola, mensagem na garrafa, quase uma reza. Cadência no ritmo das frases, mesmo sem rima. 15 sílabas e alguém querendo mais que formas.<br />
Eu penso, tu falas, ele escuta, ela decide. Alem de gêneros e plurais. Um motivo, um avião decola, Itaipú segue imponente sobre as 7 quedas, ali na esquina. Ali na esquina. Um despacho. Mo-ti-vo pra cir-cu-lar por baixo de tudo, força motriz, 7 quedas. impulso; desvios; significados; cruzamentos lingüísticos; mais-valia; ethos; desmontes das bombas; Então responda-nos, em fluxo mais fluído. Léxicos em queda, definindo afluentes: A tríplice fronteira e a aliança neoliberal numa velocidade espiral. Segurança defronte ao labirinto abismo. Extensão das formas fixas, mestiçagem da alucinação contra as forças centripetas de estagnação pela ordem segundo interesses parciais, indiferentes, das suas decisões imposições, efeito dominó: opressão. Espaço de disputa desigual, tédio de inexpressividade e alienação.</p>
<p>Acesso ao sonho crítico. Verdade do planeta. Sânscrito e latim para macacos. Selvageria as avessas. Na entrada e na saída, buraco úmido. A bula do cosmos. Gênese. A E I O U. Escolha suas consoantes. Morda a teta.</p>
<p>1 In nova fert animus mutatas dicere formas<br />
2 corpora; di, coeptis (nam vos mutastis et illas)<br />
3 adspirate meis primaque ab origine mundi<br />
4 ad mea perpetuum deducite tempora carmen!<br />
5 Ante mare et terras et quod tegit omnia caelum<br />
6 unus erat toto naturae vultus in orbe,<br />
7 quem dixere chaos: rudis indigestaque moles<br />
8 nec quicquam nisi pondus iners congestaque eodem<br />
9 non bene iunctarum discordia semina rerum.</p>
<p>Automatismo do mistério. Metamorfosis de Ovídio. Salsa e cebolinha na retórica acadêmica. Declaração da precária condição do sistema artístico e suas trocas. Vamos a pastelaria. Pastel. Pastelaria. Pastelão. Pastiche. cientista: Quem não tem ciência atire a primeira tese.</p>
<p>inconscientista:&#8230;<br />
artista: Faz desfazendo.<br />
anti-artista: Desfaz fazendo.<br />
aartista: preposição.<br />
pasteleiro: O papel da estética na busca por articulação de uma solução<br />
básica para problemas de sobrevivência feito de modo a estimular catarse coletiva por alegorias de uma forma ideal destes objetos que conduzem e satisfazem demandas das mais fisiológicas. Demandas, necessidades pulsionais. A Arte do Pastel desengordurado. Papel Absorve os excessos. Chistes salgam a massa com algum Ethos arbitrário determinado pelos mais escamoteados recalques de algum tipo de desejo por significar. Algo além da fome?</p>
<p>Servidão e/ou processos artísticos. Caleidoscópio, seja qualquer lado que gire novas formas e novas expressões vem à luz. Cubo da mais-valia : apresenta um número finito de superfícies planas, seis quadriláteros, em cada um dos lados do cubo pixa-se: Babel.</p>
<p>Trabalho escravo. Um ônibus na estrada. Tratava-se evidentemente de trabalhadores assalariados, um deles tinha a cabeça encostada na janela e sustentada por uma fralda com a imagem de Dayse Margarida Disney, a namorada do Pato Donald. Plante. Operação vão no vácuo. Olhar sub mundo das coisas. Uma experiência de olhar como se estivesse um passo atrás, como no estranhamento, alguém observa-se em ação. Um olhar sub mundo. Após o encontro aqui - outro lado dali - vem entoar o mantra, grito ao sustento.</p>
<p>Tomada de recisão. Desescalada dos puleiros das instituições que promovem vínculos empregatícios. O líder foi liderado. Os retornos dos trabalhadores para nunca mais voltarem - tempo de extinção dos contratos e vínculos empregatícios - extinção da exploração, da mão de obra.</p>
<p>Quero estudar. Alguém pode me dizer como posso estudar? R.: Ela não fala em Escola. Escola: espaço social ao qual tenho direito assegurado e o dever de usufruí-lo. Quem não tem, sente falta, desvantagem como moral de exclusão. Caminho: para difundir experiências e práticas próprias da comunidade como formas de sabedorias e conhecimentos singulares, valiosos. Conhecimentos institucionalizados, legitimados. Conhecimento informal. Escola problema solução, passar a valorizar a pessoa (por) e suas vivências, princípio dela mesma, nela se encontra. Já era pedagogia do poder, implosão da escola, movimentos de moralização e disciplina militarizante berram, ainda esperam por filas paralelas e carteiras desconfortáveis entulhadas em uma sala controle. Uma educação desvinculada de obrigatoriedade, da formação curricular carreirista. Pós-dia, liberdade para as crianças, adolescentes e jovens enclausurados por meio período (em certos casos período integral) por cerca de 20 anos. Outras formas de acesso ao conhecimento que não impliquem em enclausuramento. Perseguição ao analfabetismo : a moral que a sociedade ejacula sobre si mesma no mundo vazio. Pintar fora das linhas, fora das páginas. Sabedorias, conhecimentos que não são legitimados excêntrificados. Sabedorias, conhecimentos hegemônicos (leitura, escrita) como herança da humanidade, enraizamento em livros sagrados/épicos - erudição secular, dádiva dos deuses.</p>
<p>Empobrecimento : superstição de ficar presx no tempo - cimento sossego (ou seja, a lápide clássica que envolve os corpos cansados demais, pesados demais, leves demais, sujos demais, puros demais, alegres demais, tristes demais, mutantes demais e demais corpos). Instinto : sabedoria vivência virulência afirmação negação justaposição negação afirmação questionamento. Econ0mídia : na hierarquia dos demônios os que tem um chifre são devorados pelos que tem dois ou três chifres. Monstruosos dentes de leão. Criar um sistema economico baseado em trocas mútuas - prática da abundância - atuações compartilhadas.</p>
<p>Ilusão: tomada de recisão. Tudo isso, a idéia e idéia de conhecimento são muito parecidas, a universalidade de conhecimentos amplia os universos. Impossibilidade de mensurar o inconsciente. O pensamento hegemoniza parte do ser, existência subordinada a linguagem. O limite do pensamento, concretude de pensamento, ato de ampliar a história pelo pensamento. Paradoxo - ampliação de algo que não se condiciona a ser mensurado. A racionalidade, a que se auto define como estratégia de sobrevivência pra esse mundo específico, bum.</p>
<p>Perseguição ao escravo hiper-necessário. Capitalismo ecológico. Treinamento. O homem antiautoritário sucumbiu ao tubo de raios catódicos e às várias ondas.</p>
<p>Outras possibilidades além do capitalismo, sem tentativas comparativas: Nenhum tipo de outro capitalismo. Possibilidade de circulação de comunidades móveis, nômades. Nomadismo de idéias, capacidade de se adaptar a qualquer tipo de pensamento. Flutuar por um imenso espaço volátil de idéias ou estabelecer bases para o questionamento do entorno?</p>
<p>Como desmontar as cidades. Destruir as estradas e cemitérios; quebrar os muros; jogar fora todas aschaves e cadeados; fissão nuclear espontânea dos regimes controladores e prefeituras; mas se a fissão for espontânea teremos que ficar esperando? Podemos acelerar o processo &#8220;espontâneo&#8221; provocando modificações climáticas, aplicando fertilizantes, no que poderia acarretar tais acontecimentos para tanto é preciso ainda apontar quais as atitudes para se chegar a isso: fim dos meios de transporte poluentes; busca de moradias que refletem a personalidade e não a classe social; fim da propriedade, do medo das trocas, dos aparatos do poder; neocolonialismo, neocorrupção; de qualquer possibilidade de considerar forças que nos oprimem; da indução que aceitemos os males do mundo e que nos acostumemos a viver com eles; das hierarquias, da repressão sexual, do autoritarismo, da sociedade tecnocrática, competitiva, individualista e consumista, da nação, das olimpíadas, do superhumano, dos recordes, da discriminação e do preconceito; do lucro; da carne; dos conservantes, acidulantes, da química alimentícia, da produção de lixo, da utopia das metrópoles, da crítica inexpressiva, da polícia e do exército, das armas, do estabelecimento da guerra, da sociedade de classes unidimensionais: com sua capacidade de uma classe absorver outras tornando-as não-contestadoras e acomodadas, da alienação; das formas sofisticadas de controle social e repressão (arte, tecnologia,&#8230;); do mercado; das ruas; do anacronismo, da miséria, das especulações; doscontratos, cartórios e burocracias; de rastejar, do mundo;</p>
<p>Continuação dos suicídios;<br />
Retomada do plantio natural;</p>
<p>Início de outras possibilidades; outras trocas; da subsistência; das sociedades solidárias e igualitárias; da construção de jardins; da recuperação dos rios; do estabelecimento de ligações; relações uns entre outros, cooperativas e não-competitivas;</p>
<p>Lago imenso negro de idéias. Lago negro imenso de idéias (in)justiça? exuberância de sensações; não nos responsabilizarmos por quem somos; Respondemos por algumas coisas que fazemos, somos quem somos. E daí? Caralho! nos sentirmos bem em relação a vida; nós: tomando decisões e assumindo as conseqüências. As ações fazem diferença. Observadores passivos.</p>
<p>Educação, mutação de pontos de vista, práxis, idéia de liberdade, experiências sobre liberdade. liberdade é uma construção do pensamento e uma realidade do corpo em situações extremas, idéias, imagine por conta das catástrofes nas contas bancárias dos aristocratas. Quem são os aristocratas no caso de liberdade existem conceitos, os de pensadores sobre liberdade. A nossa liberdade. Desafie o Estado escravo das corporações! A resistência não é fútil!A criatividade e o espírito humano dinâmico que recusa-se a submeter-se! Voto - participação ocasional e puramente simbólica da liberdade. Escolher entre o fantoche A ou o fantoche B. Ostentação, frivolidade, desastre, merda, parasitismo, dominação, moralidade… guerra, predação. Favela, doze horas na rua, exercício de pureza. Moradia em trânsito, pessoas e movimento e probreza e uma forma de organização não nuclear. Inalienável. Sexo e abandono.</p>
<p>Movimento dos Sem-Satélite (msst). Comunidade de artesãos de bits e volts, poetas humanistas, cientistas nômades, para onde estamos indo? Confio no pulso dos seus passos, nossa revolução é o próximo segundo e o desafio constante de não render-se ao conformismo de simplesmente entreter-se ou entreter, distraindo o fato de que vivemos além da história, dos muros, da semelhança dos corpos e suas consagüinidades. Queremos um ecossistema condizente com toda esta pirotecnia prometéica de um suposto ser vivo Sapiens, uma simbiose duradoura e enfim poder pensar em criar e imaginar outros espaços e formas para todo esse conhecimento que mantemos aceso nesta chama. Mas se ainda hoje nossos semelhantes marcham por um pedaço de chão para sobreviver, e alienam seus instintos mais criativos em busca de algum reconhecimento dentro de uma esmagadora cultura de consumo auto destrutivo, nos deparamos com a questão: qual o papel que nós aqui já alimentados e abrigados temos em pensar numa soberania e transmissão de conhecimentos que buscam reverter esta pulsão auto destrutiva da humanidade? A conjectura deste manifesto é em função de apontar uma necessidade pontual no horizonte: Criaremos nosso primeiro satélite feito à mão emandaremos ao espaço sideral entulhado de satélites industriais corporativos e governamentais. Será nosso satélite capaz de tornar nossas redes ainda mais autônomas? Ou o caminho é repensar toda atual estrutura de nossa tecnocracia e ciência a ponto de decidirmos estratégicamente um caminho totalmente diferente? Qual?? Muito mais que cobaias da Tecnocracia!</p>
<p>Sonhando e Dançando: marcham os Sem-Satélite…</p>
<p>Vertigem: diálogos e prospecções a partir da memória do lugar</p>
<p>Ação direta. Pontes. Amizade. Rio. Paraná. Fronteira. Brasil. Paraguai. Fraternidade. Iguaçu. Argentina. Sudoeste. Limite. Natural. Político. Lugares. Experiência. Percepção. Simbólico. Ambiente. Desencadeamento. Situações criativas. Contato. (tempo/espaço). Relação. Pessoas. Encontro. Atitude. Diluir. Reverberar. Troca. Político-geográfico. Sensação/memória. Agora. Lembrança. Prospecção. Diálogo. Cultural. Vizinhos. História. Conexões. Contrastes. Conteúdo. Material. Implicações. Mídia impressa. Audiovisual. Web. Porção de mundo. Demandas identitárias. Fatores externos. Políticas de controle. Exclusão. Dinâmica. Fundamento. Unidade. Transgressão. Norma. Tríplice. Geologia. Intervenção. Humano. Civilizatório. Produto. Engenharia. Estratégia. Ocupação. Entrelaçamento. Trânsito. Sobreposições. Regras. Observação. Exercício. Questionamento. Transitoriedade. Estar. Trabalho. Embate. Imagens mentais. Vivência. Espaço público. Fluxo cotidiano.</p>
<p>ao invés de mas devolvem - dialogam com Sonhos, desejos e projeções calcados em modelos de identidade e felicidade em meio aos confrontos do cotidiano. ilusão/desilusão</p>
<p>Irreversibilidade. Acontecimentos. Inscrições. Reflexão. Concepções. Subjetividades. Expectativa. Respeito. Presente. Futuro. Existência. e/ou. Presença. Outro. Projeções. Códigos. Situações transitórias. Fronteiriças. Propósito. Interligar. Transpor. Transbordar. Materializar. Ultrapassar. Penetrar. Realidade. Marca. Obcessão. Identidade. Estados. Nações. Mercados. Invenção. Passado. Crise. Obstáculos. Princípio. Mundo. Síntese. Social. Disparidades. Manifestações. Entrecruzar. Irrevogável. Subordinação. Projeto. Adaptação. Condição. Comunicação. Alteridade. Camada. Movimento. Vertigem. Ancestral. Águas. Marginal. Deriva. Ambulante. Colaboradas. Coletividade. Autogestão. Autonomia. Descartografia. Registro. Acervo. Circulação. Distribuição.</p>
<p>A ação é baseada no estatuto do lugar: &#8220;A ponte reúne enquanto passagem que atravessa&#8221;, disseram.</p>
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		<title>comece o ano</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 19:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[aforismo]]></category>

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fonte: http://www.drasolt.com/blog/?p=45
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<p><img src="http://www.drasolt.com/imagenes/imagenesblog/office_panel_16.jpg" alt="" /></p>
<p>fonte:<a href=" http://www.drasolt.com/blog/?p=45"> http://www.drasolt.com/blog/?p=45</a></p>
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		<title>Só você não viu, mas ela entrou, entrou com tudo, naquele antro&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 23:34:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[aforismo]]></category>

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		<description><![CDATA[30 anos de diversões eletrônicas&#8230;


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			<content:encoded><![CDATA[<p>30 anos de diversões eletrônicas&#8230;<br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WrfL1ZOjNxM&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/WrfL1ZOjNxM&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ve7jlgt59RM&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Ve7jlgt59RM&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>anotações sobre desgraça</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 20:17:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/01/caderno_calgrafia.png" alt="" title="caderno_calgrafia" width="500" height="348" class="alignnone size-full wp-image-2818" /></p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/01/caderno_calgrafia2.png" alt="" title="caderno_calgrafia2" width="500" height="345" class="alignnone size-full wp-image-2819" /></p>
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		<title>siameses - crack e alegria</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 18:04:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/01/crackealegria.gif" alt="" title="crackealegria" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2815" /></p>
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		<title>l&#8217;essence - um espaço para viver</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2809</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 16:25:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
06dez2008
diálogo com rita (ida) em semáforo
(semáforo vermelho, chega uma pessoa nos oferecendo um panfleto de propaganda)
- posso tirar uma foto sua?
- sim.
- qual é o seu nome?
- Rita.
- Ida?
- é.
- Você trabalha sempre nesse lugar?
- Não, a gente troca de lugar.
- Em volta do centro?
- é.
(pega a propaganda de venda de plantas baixas).
- Prazer em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/01/essence_400.png" alt="" title="essence_400" width="400" height="485" class="alignnone size-full wp-image-2811" /></p>
<p>06dez2008<br />
diálogo com rita (ida) em semáforo</p>
<p>(semáforo vermelho, chega uma pessoa nos oferecendo um panfleto de propaganda)</p>
<p>- posso tirar uma foto sua?<br />
- sim.<br />
- qual é o seu nome?<br />
- Rita.<br />
- Ida?<br />
- é.<br />
- Você trabalha sempre nesse lugar?<br />
- Não, a gente troca de lugar.<br />
- Em volta do centro?<br />
- é.<br />
(pega a propaganda de venda de plantas baixas).<br />
- Prazer em conhecê-la. Tchau.<br />
- Tchau.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Na sala de espera do hospício</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2806</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 02:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[aforismo]]></category>

		<category><![CDATA[tabernaThadeu]]></category>

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		<description><![CDATA[
O que é que há ?

( Reflexões na sala de espera do hospício
cercado de cadernos 2 por todos os lados.)

há os de barbicha de mágico de mafuá
quando entram na entrevista
falando pelos cotovelos
quem lhes decifra os garranchos ?
há os que dão cotoveladas de amor
há os que ajoelhou tem que resenhar
carolas coronários do normal
quem lhes ouve a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p><strong><span style="font-size: 180%; color: #ff0000;">O que é que há ?<br />
</span></strong><br />
<strong><em><span style="font-size: 85%;">( Reflexões na sala de espera do hospício<br />
cercado de cadernos 2 por todos os lados.)<br />
</span></em></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: 130%; color: #000000;">há os de barbicha de mágico de mafuá<br />
quando entram na entrevista<br />
falando pelos cotovelos</p>
<p>quem lhes decifra os garranchos ?</p>
<p>há os que dão cotoveladas de amor<br />
há os que ajoelhou tem que resenhar<br />
carolas coronários do normal</p>
<p>quem lhes ouve a ladainha ?</p>
<p>há os que se escrevem de bruços<br />
pra justificar o dialeto<br />
de seus amigos diletos</p>
<p>quem lhes aplaude a tolice ?</p>
<p>há os que acertaram um dia<br />
ao pegar de susto<br />
e até hoje tiram o sono dos justos</p>
<p>quem lhes publica a insônia ?</p>
<p>há os zagueiros violentos<br />
que levantam sepulturas com seus podres<br />
sem conseguir abrir mão do osso</p>
<p>quem lhes rói os traumas ?</p>
<p>há, principalmente, os impublicáveis,<br />
hienas aplaudindo a volta da carniça<br />
que dá vida e graça às suas claques</p>
<p>quem lhes fareja a sabujice ?</p>
<p>e há ainda, os balões de ensaio,<br />
egos inflados por prisão de ventre,<br />
digerindo os cheiros do passado heróico</p>
<p>quem lhes conta a verdade ?</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #000099;">Thadeu W e Roberto Prado</span></strong></p>
<p>em <a href="http://polacodabarreirinha.blogspot.com/">http://polacodabarreirinha.blogspot.com/</a></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Carnaval Atemporal eternizado</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2800</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2800#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 31 Dec 2008 14:26:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[aforismo]]></category>

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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/da3CdYrXO0s&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/da3CdYrXO0s&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<item>
		<title>Nengara nenjuu yatte kuru - they come alyearound</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2796</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Dec 2008 11:57:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
they come
They come, bringing their friends and effortlessly, effortlessly head out before you know it,
they’re outside your window
before you know it, they’re in your house
they come
in an ordely line
with beautiful, beaming smiles all the time chakapoko, chakalaka, charming, before you know it,
they’re on your shoulder
before you know it, they’re on your plate they come all [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vAtBNOKT8jM&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/vAtBNOKT8jM&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>they come<br />
They come, bringing their friends and effortlessly, effortlessly head out before you know it,</p>
<p>they’re outside your window<br />
before you know it, they’re in your house<br />
they come</p>
<p>in an ordely line<br />
with beautiful, beaming smiles all the time chakapoko, chakalaka, charming, before you know it,</p>
<p>they’re on your shoulder<br />
before you know it, they’re on your plate they come all year round</p>
<p>they come in a matching mass of red<br />
before you know it, they’re in your mouth before you know it, they’re in your dreams</p>
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		<title>Chega de verão e de saudade e de cozinhar a 40 graus</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Dec 2008 11:23:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[na rua o tom de cinza tenta dar um clima
avermelhado pro curitibano se despir do pudor
e a chuva deixa dentro um fogo um cataclisma
pulsando um outro sentimento que nos dá calor


show Casa Gomm, 25/10/2008 - Curitiba
Música: Octávio Camargo
Letra: Alexandre França
Nem toda história de amor acaba em morte, mas
Em Curitiba estes números assustam, pois
Quando o inverno [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>na rua o tom de cinza tenta dar um clima<br />
avermelhado pro curitibano se despir do pudor<br />
e a chuva deixa dentro um fogo um cataclisma<br />
pulsando um outro sentimento que nos dá calor<br />
</em></p>
<p><object width="480" height="295"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/a8KwDTr6g6s&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/a8KwDTr6g6s&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"></embed></object></p>
<blockquote><p>show Casa Gomm, 25/10/2008 - Curitiba</p>
<p>Música: Octávio Camargo<br />
Letra: Alexandre França</p>
<p>Nem toda história de amor acaba em morte, mas</p>
<p>Em Curitiba estes números assustam, pois</p>
<p>Quando o inverno chega por aqui</p>
<p>Os suicidas de amor se multiplicam por dois</p>
<p>Mais um poeta da dor se joga fora do bar</p>
<p>Onde a garoa cai guardando suas palavras</p>
<p>No piso de pedra do Alto da Glória para</p>
<p>Toda a boemia abraçada rir cantando</p>
<p>Nem toda história de amor acaba em morte, mas</p>
<p>Em Curitiba estes números assustam, pois</p>
<p>Quando o inverno chega por aqui</p>
<p>Os suicidas de amor se multiplicam por dois</p>
<p>Esta doença de amor não tem remédio, porém</p>
<p>Em Curitiba no inverno os bares enchem mais</p>
<p>De gente fria esquentando com cachaça</p>
<p>Um desejo que no fundo só faz bem de mais</p>
<p>Eu mesmo largo mão de tanta hipocrisia</p>
<p>Dançando com as mocinhas da cidade</p>
<p>que eu não dava valor</p>
<p>em cada esquina mais um santo se agita</p>
<p>ao ler a missa que Dionísio saberia de cor</p>
<p>na rua o tom de cinza tenta dar um clima</p>
<p>avermelhado pro curitibano se despir do pudor</p>
<p>e a chuva deixa dentro um fogo um cataclisma</p>
<p>pulsando um outro sentimento que nos dá calor</p>
<p>é a polaca do Batel deixando a boca sorrir</p>
<p>falando alto, sem vergonha, pro comboio ouvir</p>
<p>que o esporro vai continuar na sua casa</p>
<p>outra casa cabisbaixa para farra enfeitar</p>
<p>com cores novas a fachada desbotada</p>
<p>cheia de lambrequins</p>
<p>um vinho campo largo pinta os dentes de um infeliz</p>
<p>que agora fala pelos cotovelos que não doem tanto</p>
<p>quanto antes numa época em que o amor doía como</p>
<p>aneurisma ou pontadas na barriga, o amor era uma briga</p>
<p>que batia um coração desajustado, tão cansado de sofrer</p>
<p>por opção</p>
<p>Nem toda história de amor acaba em morte, mas</p>
<p>Em Curitiba estes números assustam, pois</p>
<p>Quando o inverno chega por aqui</p>
<p>Os suicidas de amor se multiplicam por dois</p>
<p>Mas toda noite do mundo que se preze também</p>
<p>Possui no fundo da gaveta um suicida bem do tipo</p>
<p>Que não liga tanto para a vida, mas</p>
<p>Que para morte nunca deu a mínima.</p></blockquote>
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		<title>És tão técnico(a)</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2008 22:36:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<br /><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/35/Tux.svg/334px-Tux.svg.png" alt="media" /><br />
<br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KHZef0a97co&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/KHZef0a97co&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>quanto mais estuda mais cavalo ele fica</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2008 03:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
seu pai gastou tanto dinheiro
para que ele fosse um poliglota
como recompensa foi o primeiro
a sentir o sabor da sua bota
quanto mais estuda
mais cavalo ele fica
estudou teologia e filosofia pura
montando a dialética de sua cavalgadura
absorveu do mestre a suprema sabedoria
pra transformar seu templo em uma estrebaria
quanto mais estuda
mais cavalo ele fica
recebeu do mundo só amor e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>
seu pai gastou tanto dinheiro<br />
para que ele fosse um poliglota<br />
como recompensa foi o primeiro<br />
a sentir o sabor da sua bota</p>
<p>quanto mais estuda<br />
mais cavalo ele fica</p>
<p>estudou teologia e filosofia pura<br />
montando a dialética de sua cavalgadura<br />
absorveu do mestre a suprema sabedoria<br />
pra transformar seu templo em uma estrebaria</p>
<p>quanto mais estuda<br />
mais cavalo ele fica</p>
<p>recebeu do mundo só amor e carinho<br />
sólida cultura, todo o conhecimento<br />
mas a grande eureca ele teve sozinho<br />
burro é mistura de égua com jumento</p>
<p>quanto mais estuda<br />
mais cavalo ele fica</p>
<p><em>Roberto Prado, Marcos Prado, Edilson Del Grossi, Trindade</em></p>
<p><a href="http://polacodabarreirinha.blogspot.com/2008_11_23_archive.html"><br />
http://polacodabarreirinha.blogspot.com/2008_11_23_archive.html</a></p>
</blockquote>
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		<title>Ovo? Saúde.</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 22:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
		
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&#8220;firemen&#8230; are your friend.. firemen are&#8230; big men..strong men&#8230; hairy men&#8230; ham &#038; eggs&#8230;Come and touch&#8230; yer granpa&#8217;s lunch&#8230; &#8217;cause everyday&#8230; is a hollyday, hollandaise, holocaust&#8230; ham &#038; eggs..&#8221;
Alice Donut - Hang the dog - The Untidy Suicides of your Degenerate Children - 1992 - Alternative Tentacles
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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EbVX6WnwfkY&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/EbVX6WnwfkY&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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<blockquote><p>&#8220;firemen&#8230; are your friend.. firemen are&#8230; big men..strong men&#8230; hairy men&#8230; ham &#038; eggs&#8230;Come and touch&#8230; yer granpa&#8217;s lunch&#8230; &#8217;cause everyday&#8230; is a hollyday, hollandaise, holocaust&#8230; ham &#038; eggs..&#8221;</p>
<p><em>Alice Donut - Hang the dog - The Untidy Suicides of your Degenerate Children - 1992 - Alternative Tentacles</em></p></blockquote>
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		<title>Compartilhe suas leituras - Poéticas Visuais - Júlio Plaza</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 03:56:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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sinopse: Poéticas Visuais é um texto de Júlio Plaza escrito em 1977 sobre os fenômenos samizdat para a troca de idéias e informações por parte de alguns grupos de artistas.
palavras-chave: arte, samizdat, mobilização, circuito, anos 60-70, arte brasileira, crítica de arte, manifestações artísticas, história da arte, escrito de artistas. 


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			<content:encoded><![CDATA[<p><object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf" id="audioplayer1" height="50" width="500"><param name="movie" value="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf"></param><param name="FlashVars" value="playerID=1&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http://estudiolivre.org/repo/6545/leituras_poeticasvisuais_julioplaza.mp3"></param><param name="quality" value="high"></param><param name="menu" value="false"></param><param name="wmode" value="transparent"></param></object></p>
<p><a href="http://estudiolivre.org/el-download.php?pub=6545&#038;action=downloadAll">baixar o arquivo</a></p>
<p><strong>sinopse:</strong> Poéticas Visuais é um texto de Júlio Plaza escrito em 1977 sobre os fenômenos samizdat para a troca de idéias e informações por parte de alguns grupos de artistas.<br />
<strong>palavras-chave:</strong> <em>arte, samizdat, mobilização, circuito, anos 60-70, arte brasileira, crítica de arte, manifestações artísticas, história da arte, escrito de artistas. </em></p>


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		<title>Compartilhe suas leituras -  Entrevista especial de Silvia Ribeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 03:42:48 +0000</pubDate>
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sinopse: O consumo excessivo e injusto é intrínseco à lógica capitalista. Leitura do texto da entrevista especial do Instituto Humanitas Unisinos com Silvia Ribeiro - http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&#038;Itemid=18&#038;task=detalhe&#038;id=18754
palavras-chave: transgênicos, capitalismo, indústria alimentícia, alimentação, exploração, terra, multinacionais, ativismo, mobilização, denúncia.


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<p><a href="http://estudiolivre.org/el-download.php?pub=6547&#038;action=downloadAll">baixar o arquivo</a></p>
<p><strong>sinopse:</strong> O consumo excessivo e injusto é intrínseco à lógica capitalista. Leitura do texto da entrevista especial do Instituto Humanitas Unisinos com Silvia Ribeiro -<a href=" http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&#038;Itemid=18&#038;task=detalhe&#038;id=18754"> http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&#038;Itemid=18&#038;task=detalhe&#038;id=18754</a><br />
<strong>palavras-chave:</strong> <em>transgênicos, capitalismo, indústria alimentícia, alimentação, exploração, terra, multinacionais, ativismo, mobilização, denúncia.</em></p>


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		<title>DA PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE¹</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 03:05:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Félix Guattari
O pensamento clássico mantinha a alma afastada da matéria e a essência do sujeito afastada das engrenagens corporais. Os marxistas, por sua vez, opunham as superestruturas subjetivas às relações de produção infra-estruturais. Como falar da produção de subjetividade, hoje? Uma primeira constatação nos leva a reconhecer que os conteúdos da subjetividade dependem, cada vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Félix Guattari</em></p>
<p>O pensamento clássico mantinha a alma afastada da matéria e a essência do sujeito afastada das engrenagens corporais. Os marxistas, por sua vez, opunham as superestruturas subjetivas às relações de produção infra-estruturais. Como falar da produção de subjetividade, hoje? Uma primeira constatação nos leva a reconhecer que os conteúdos da subjetividade dependem, cada vez mais, de uma infinidade de sistemas maquínicos. Nenhum campo de opinião, de pensamento, de imagem, de afetos, de narratividade pode, daqui para a frente, ter a pretensão de escapar à influência invasiva da &#8220;assistência por computador&#8221;, dos bancos de dados, da telemática etc&#8230; Com isso chegamos até a nos indagar se a própria essência do sujeito - essa famosa essência atrás da qual a filosofia ocidental corre há séculos - não estaria ameaçada por essa nova &#8220;máquino-dependência&#8221; da subjetividade. Sabemos da curiosa mistura de enriquecimento e empobrecimento que resultou disso tudo até agora: uma aparente democratização do acesso aos dados e aos saberes, associada a um fechamento segregativo de suas instâncias de elaboração; uma multiplicação dos ângulos de abordagem antropológica e uma mestiçagem planetária das culturas, paradoxalmente. contemporâneas de uma ascensão dos particularismos e dos racismos; uma imensa extensão dos campos de investigação técnico-científicos e estéticos evoluindo num contexto moral de insipidez e desencanto. Mas ao invés de se associar às cruzadas tão em voga contra os malefícios do modernismo, ao invés de pregar a reabilitação dos valores transcendentais em ruína ou de entregar-se como o pós-modernismo às delícias da desilusão, pode-se tentar recusar o dilema de ter que optar entre uma rejeição crispada ou uma aceitação cínica da situação.</p>
<p>Que as máquinas sejam capazes de articular enunciados e registrar estados de fato ao ritmo do nano-segundo², e talvez amanhã do pico-segundo, ou de produzir imagens que não remetem a nenhum real representado, isso não faz delas potências diabólicas que estariam ameaçando dominar o homem. Na verdade, não tem sentido o homem querer desviar-se das máquinas já que, afinal das contas, elas não são nada mais do que formas hiperdesenvolvidas e hiperconcentradas de certos aspectos de sua própria subjetividade - e estes aspectos, diga-se de passagem, justamente não são daqueles que o polarizam em relações de dominação e de poder. Teremos lançado uma dupla ponte, do homem em direção à máquina e da máquina em direção ao homem e, com isso, terá se tornado mais possível esperar que novas e confiantes alianças se façam entre eles, quando tivermos estabelecido o seguinte:</p>
<p>1. que as atuais máquinas informacionais e comunicacionais não se contentem em veicular conteúdos representativos, mas que concorram igualmente para a confecção de novos Agenciamentos de enunciação (individuais e/ou coletivos);</p>
<p>2. que todos os sistemas maquínicos, seja qual foro domínio ao qual pertencem - técnico, biológico, semiótico, lógico, abstrato -, são o suporte, por si mesmos, de processos proto-subjetivos que eu qualificaria de subjetividade modular.</p>
<p>Evocarei aqui apenas o primeiro rol dessas questões, reservando-me para abordar o segundo, que gira em torno dos problemas de auto-referência, de autotranscendência etc., em outras circunstâncias.</p>
<p>Antes de prosseguir temos que nos perguntar se essa &#8220;entrada em máquina&#8221; da subjetividade - como se dizia antigamente &#8220;entrar em religião&#8221; (ordenar-se) - é realmente uma novidade absoluta. As subjetividades &#8220;pré-capitalistas&#8221; ou &#8220;arcaicas&#8221; também não eram engendradas por diversas máquinas iniciáticas, sociais, retóricas, embutidas nas instituições clânicas, religiosas, militares, corporativistas etc., que eu reagruparia aqui sob a denominação geral de &#8220;Equipamentos coletivos de subjetivação&#8221;? É o caso, por exemplo, das máquinas monacais que trouxeram até nós as memórias da antigüidade, fecundando assim nossa modernidade. O que eram estas máquinas monacais senão softwares, &#8220;macroprocessadores&#8221; da Idade Média - os neoplatônicos tendo sido, à sua maneira, os primeiros a conceber uma processualidade capaz de atravessar o tempo e as estases? E a Corte de Versalhes, com sua gestão minuciosa dos fluxos de poder, de dinheiro, de prestígio, de competência e suas etiquetas de alta precisão, o que era ela senão uma máquina deliberadamente concebida para secretar uma subjetividade aristocrática de reposição, muito mais submissa à realeza estatal do que a dos senhorios de tradição feudal e esboçando outras relações de sujeição aos valores e aos costumes das burguesias ascendentes?</p>
<p>Eu não poderia, num abrir e fechar de olhos, retraçar aqui o histórico desses Equipamentos coletivos de subjetivação. Aliás, a meu ver, nem a história, nem a sociologia estariam realmente em condições de nos dar as chaves analítico-políticas dos processos em questão. Eu gostaria apenas de destacar algumas vozes/vias [voi(x)(e)] fundamentais - aqui, o francês permite ligar homofônicamente, o caminho e a enunciação - que esses equipamentos produziram e cujo entrelaçamento permanece na base dos processos de subjetivação das sociedades ocidentais contemporâneas.</p>
<p>Distinguirei três séries destas vozes/vias:</p>
<p>1. as vozes de poder: que circunscrevem e cercam, de fora, os conjuntos humanos, seja por coerção direta e dominação panóptica dos corpos, seja pela captura imaginária das almas;</p>
<p>2. as vozes de saber: que se articulam de dentro da subjetividade às pragmáticas técnico-científicas e econômicas;</p>
<p>3. as vozes de auto-referência: que desenvolvem uma subjetividade processual autofundadora de suas próprias coordenadas, autoconsistencial (que há um tempo atrás eu havia relacionado à categoria de &#8220;grupo sujeito&#8221;), o que não a impede de instalar-se transversalmente às estratificações sociais e mentais.</p>
<p>Poderes sobre as territorialidades exteriores, saberes desterritorializados sobre as atividades humanas e as máquinas e, enfim, criatividade própria às mutações subjetivas: essas três vozes, embora inscritas no coração da diacronia histórica e duramente encarnadas nas clivagens e segregações sociológicas, não param de se entrelaçar em estranhos balés, alternando lutas de morte e a promoção de novas figuras.</p>
<p>Me parece oportuno assinalar, neste momento, que em nossa perspectiva esquizoanalítica de elucidação dos fatos de subjetivação, não faremos senão um uso muito discreto das abordagens dialéticas, estruturalistas, sistêmicas e mesmo genealógicas, no sentido de Michel Foucault. É que, a meu ver, de uma certa maneira todos os sistemas de modelização se valem, todos são aceitáveis, mas somente na medida em que seus princípios de inteligibilidade renunciem a qualquer pretensão universalista e admitam que eles não tem outra missão senão a de concorrer para a cartografia de Territórios existenciais - implicando Universos sensíveis, cognitivos, afetivos, estéticos etc. -, e isto para áreas e períodos de tempo bem delimitados. Esse relativismo, aliás, não tem absolutamente nada de difamatório de um ponto de vista epistemológico; ele se deve ao fato de que as regularidades, as configurações mais ou menos estáveis que as ocorrências subjetivas dão a decifrar, dependem exatamente e antes dê mais nada dos sistemas de auto-modelização acima evocados com a terceira voz de auto-referência. Aqui, os elos discursivos - tanto de expressão, como de conteúdo - não respondem mais senão de tempos a tempos, ou a contra-senso, ou por desfiguração, às lógicas ordinárias dos conjuntos discursivos. O que quer dizer que neste nível tudo é bom! - todas as ideologias, todos os cultos, até os mais arcaicos, podem bastar, pois trata-se de servir-se deles apenas a título de materiais existenciais. A finalidade primeira de suas cadeias expressivas não é mais a de denotar estados de fato ou de engastar estados de sentido em eixos significacionais; sua finalidade, repito, é a de efetuar cristalizações existenciais instaurando-se, de certo modo, aquém dos princípios de base da razão clássica: princípios de identidade, de terceiro excluído, de causalidade, de razão suficiente, de continuidade&#8230; O mais difícil de evidenciar aqui é que esses materiais, a partir dos quais podem se engrenar os processos de auto-referência subjetiva, sejam eles próprios extraídos de elementos radicalmente heterogêneos, para não dizer heteróclitos: ritmos de tempo vividos, ritornelos obsessivos, emblemas identificatórios, objetos transicionais, fetiches de toda espécie &#8230; O que se afirma por ocasião dessa travessia das regiões dos ser e dos modos de semiotização são traços de singularização - espécies de carimbos existenciais - que datam , &#8221; acontecimentalizam&#8221;, &#8220;contingenciam &#8221; os estados de fato, seus correlatos referenciais e os Agenciamentos de enunciação que lhes correspondem . Esta dupla capacidade dos traços intensivos de singularizar e de transversalizar a existência, de lhe conferir , por um lado uma persistência local e, por outro, uma consistência transversalista - uma transistência -, não pode ser plenamente captada pelos modos racionais de conhecimento discursivo . Ela só pode ser dada através de uma apreensão da ordem do afecto, uma captura transferencial global. O mais universal se encontra aqui ligado à facticidade a mais contingente ; a mais solta das amarras ordinárias do sentido se encontra aqui ancorada à finitude do ser-aí. Mas diversas tradições daquilo que podemos chamar de um &#8220;fracionalismo tacanho&#8221; continuam a manter um desconhecimento sistemático , quase militante, em relação a tudo aquilo que, no seio destas metamodelizações , possa referir - se a Universos virtuais e incorporais, a todos os mundos nebulosos da incerteza, do aleatório, do provável&#8230; Este &#8220;racionalismo tacanho&#8221; perseguiu por muito tempo, no seio da antropologia, os modos de categorização que ele qualificava de &#8220;pré-lógicos&#8221;, quando na, verdade estes modos não eram senão metalógicos, paralógicos, sendo seu objetivo essencialmente o de dar consistência a Agenciamentos</p>
<p>de subjetividades individuais e/ou coletivos. Orago que seria preciso conseguir pensar aqui é um continuum que iria das brincadeiras de criança, das ritualizações que se fazem de um jeito ou de outro por ocasião das tentativas de recomposição psicopatológica de mundos &#8220;esquizados &#8220;, até as cartografias complexas dos mitos e das artes para, finalmente , ir de encontro aos suntuosos edifícios especulativos das teologias e das filosofias que buscaram apreender essas mesmas dimensões de criatividade existencial . ( Basta evocar aqui as &#8220;almas esquecedoras &#8221; de Plotino ou o &#8220;motor imóvel&#8221; que, segundo Leibniz, preexiste a toda e qualquer dissipação de potência).</p>
<p>Mas voltemos às nossas três vozes primordiais . A partir de agora, nosso problema será o de posicionar convenientemente a terceira, a da auto- referência , em relação às vozes dos poderes e dos saberes. Eu a defini como sendo a mais singular, a mais contingente , aquela que ancora as realidades humanas na finitude , e também a mais universal , aquela que opera as mais fulgurantes travessias por campos heterogêneos . Seria preciso dizê-lo de outro modo: ela não é universal no sentido, estrito, ela é a mais rica em Universos de virtualidade, a mais provida em linhas de processualidade. E aqui peço ao leitor que não me leve a mal pela utilização de uma pletora de qualificativos, por um transbordamento de sentido de certas expressões e, sem dúvida, por uma certa imprecisão de seu alcance cognitivo: não há, aqui, outros recursos possíveis!</p>
<p>As vozes de poder e de saber se inscreviam em coordenadas de exorreferência que lhes garantiam um uso extensivo e uma circunscrição precisa de sentido. A Terra era o referente de base dos poderes sobre os corpos e as populações, enquanto que o Capital era o referente dos saberes econômicos e do controle dos meios de produção. O Corpo sem órgãos da auto-referência, sem figura nem fundo, nos abre, por sua vez, o horizonte inteiramente diferente de uma processualidade considerada como ponto de emergência contínua de toda forma de criatividade.</p>
<p>Faço questão de frisar que esta tríade - Poder territorializado, Capital de saber desterritorializado e Auto-referência processual - não tem outra ambição senão a de esclarecer certos problemas como, por exemplo, a atual ascensão das ideologias neoliberais ou de outros arcaísmos ainda mais perniciosos. Em todo caso, evidentemente não é a partir de um modelo tão sumário que se poderia pretender abordar as cartografias de processos concretos de subjetivação. Digamos que se trata aí apenas de instrumentos de uma cartografia especulativa, sem qualquer pretensão no que diz respeito a uma fundação estrutural universal, ou a uma eficiência de campo. O que é uma outra maneira de lembrar que estas vozes não existiram desde sempre e que, sem dúvida, tampouco existirão para sempre, em todo caso não sob a mesma forma. A partir daí talvez seja pertinente procurar localizar a emergência histórica destas vozes, as transposições de limiares de consistência que iriam fazer com que elas se colocassem duravelmente na órbita de nossa modernidade.</p>
<p>Pode-se esperar que tal tomada de consistência se apoie em sistemas coletivos de &#8220;memorização&#8221; dos dados e dos saberes, mas igualmente em dispositivos materiais de ordem técnica, científica e estética. Pode-se então tentar datar essas mutações subjetivas fundamentais em função, por um lado, do nascimento de grandes Equipamentos coletivos religiosos e culturais e, por outro, da invenção de novos materiais, de novas energias, de novas máquinas de cristalizar o tempo e, enfim, de novas tecnologias biológicas. Não estou dizendo que trata-se aí de infra-estruturas materiais condicionando diretamente a subjetividade coletiva, mas somente de componentes essenciais para a sua tomada de consistência no espaço e no tempo, em função de transformações técnicas, científicas e artísticas.</p>
<p>Estas considerações me levam então a distinguir três zonas de fraturas históricas a partir das quais, no decorrer do último milênio, surgiram três componentes capitalistas fundamentais:</p>
<p>- a idade da cristandade européia: marcada por uma nova concepção das relações entre a Terra e o Poder;</p>
<p>- a idade da desterritorialização capitalista dos saberés e das técnicas: fundada sobre princípios de equivaler generalizado;</p>
<p>- a idade da informatização planetária: que abre a possibilidade para uma processualidade criativa e singularizante tornar-se a nova referência de base.</p>
<p>No que diz respeito a este último ponto, antes de mais nada é preciso admitir que poucos elementos objetivos nos permitem esperar ainda por uma tal virada da modernidade mass-midiática opressiva em direção a uma era pós-mídia que daria todo seu alcance aos Agenciamentos de auto-referência subjetiva. Parece-me, no entanto, que não é senão no contexto das novas distribuições das cartas da produção da subjetividade informática e telemática que essa voz da auto-referência chegará a conquistar seu pleno regime. É claro que nada disso está ganho! Nada nesse campo poderia substituir as práticas sociais inovadoras. Não se trata aqui senão de constatar que, diferentemente de outras revoluções de emancipação subjetiva - Espartacus, a Revolução francesa, a Comuna de Paris&#8230; -, as práticas individuais e sociais de autovalorização, de auto-organização da subjetividade, hoje ao alcance de nossas mãos, estão em condições, talvez pela primeira vez na história, de desembocar em algo mais durável do que as loucas e efêmeras efervescências espontâneas, ou seja, desembocar num reposicionamento fundamental do homem em relação ao seu meio ambiente maquínico e ao seu meio ambiente natural (que aliás tendem a coincidir).</p>
<p>A IDADE DA CRISTANDADE EUROPÉIA</p>
<p>Sobre as ruínas do Baixo Império e do império carolíngio, ergueu-se na Europa ocidental uma nova figura de subjetividade que podemos caracterizar por uma dupla articulação:</p>
<p>1. com as entidades territoriais de base relativamente autônomas, de caráter étnico, nacional, religioso, que no começo deviam constituir a textura da segmentaridade feudal, mas que foram levadas a manter-se, sob outras formas, até nossos dias;</p>
<p>2. com a entidade desterritorializada de poder subjetivo de que a Igreja católica era portadora e que foi estruturada como Equipamento coletivo em escala européia.</p>
<p>Diferentemente das fórmulas anteriores de poder imperial, a figura central do poder já não tem aqui alcance direto, totalitário/totalizante, sobre os territórios de base do socius e da subjetividade. A cristandade, muito mais precocemente que o Islã, teve que renunciar a constituir uma unidade orgânica. Mas o desaparecimento de um César em carne e osso e a promoção, que se ouse dizer substitutiva, de um Cristo desterritorializado, longe de enfraquecer os processos de integração da subjetividade, ao contrário, os terão reforçado. Parece-me que da conjunção entre a autonomia parcial das esferas política e econômica, própria da segmentaridade feudal, e esse caráter hiperfusional da subjetividade cristã (manifesta com as cruzadas ou a adoção de códigos aristocráticos tais como &#8220;A Paz de Deus&#8221; descrita por Georges Duby), tenha resultado uma espécie de falha, de equilíbrio metaestável, favorável à proliferação de outros processos igualmente parciais de autonomia que reencontraremos nos seguintes fenômenos:</p>
<p>- na vitalidade cismática da sensibilidade e da reflexão religiosa característica desse período;</p>
<p>- na explosão de criatividade estética que, na verdade, desde então nunca mais parou;</p>
<p>- na primeira grande &#8220;decolagem&#8221; das tecnologias e das trocas comerciais, qualificadas pelos historiadores de &#8220;revolução industrial do século XI&#8221;, e que foi correlativa do aparecimento de novas figuras de organização urbana.</p>
<p>O que terá dado a essa fórmula ambígüa, instável, torturada, o aumento de consistência que deveria lhe permitir sobreviver às terríveis provas históricas que a esperavam: as invasões bárbaras, as epidemias, as guerras permanentes? Esquematicamente, seis séries de fatores:</p>
<p>1. a promoção de um monoteísmo que, com o uso, se revelaria bastante flexível, evolutivo, relativamente capaz de se adaptar às posições subjetivas particulares dos bárbaros, dos escravos etc. O fato de que a flexibilidade de um sistema de referência ideológica tenha se tornado um trunfo fundamental para que ele consiga perdurar, constituirá um dado de base que reencontraremos em todas as encruzilhadas importantes da história da subjetividade capitalística. (Que se pense, por exemplo, na surpreendente capacidade de adaptação do capitalismo contemporâneo que lhe permite</p>
<p>fagocitar, literalmente, as economias ditas socialistas). A consolidação dos novos padrões ético-religiosos do Ocidente cristão, desembocará na constituição de um duplo mercado paralelo de subjetivação: um mercado de refundação permanente de territorialidades de base e de redefinição de filiações e de redes de suserania, sejam quais forem seus fracassos; e um outro, de predisposição a uma livre circulação de fluxos de saber, de signos monetários, de figuras estéticas, de tecnologia, de bens, de pessoas etc., abrindo passagem para a assunção da segunda voz capitalística desterritorializada;</p>
<p>2. a instauração de um esquadrinhamento cultural das populações cristãs por um novo tipo de máquina religiosa assentando-se, particularmente, sobre as escolas paroquiais criadas por Carlos Magno e que sobreviveram ao desaparecimento de seu império;</p>
<p>3. a instauração, numa longa duração, de corpos de ofícios, de guildas, de mosteiros, de ordens religiosas&#8230; como outros tantos &#8220;bancos de dados&#8221; de saberes e de técnicas da época;</p>
<p>4. a generalização do uso do ferro e dos moinhos de energia natural;</p>
<p>o desenvolvimento de mentalidades artesanais e urbanas. Mas esse primeiro florescimento do maquinismo, é preciso sublinhar, não se implantou senão de um modo, por assim dizer, parasita, &#8220;enquistado&#8221; no seio dos grandes Agenciamentos humanos sobre os quais continuou a assentar-se o essencial dos grandes sistemas de produção. Em outras palavras, aqui não se sai ainda de uma relação fundamental homem/ferramenta;</p>
<p>5. o aparecimento das primeiras máquinas operando uma integração subjetiva muito mais desenvolvida:</p>
<p>- os relógios que batem as mesmas horas canônicas, em toda a cristandade;</p>
<p>- a invenção, por etapas, de músicas religiosas submetidas a um suporte escritural;</p>
<p>6. as seleções de espécies animais e vegetais que estarão na base desse florescimento quantitativo dos parâmetros demográficos e econômicos e, conseqüentemente, do redimensionamento dos Agenciamentos em questão.</p>
<p>Apesar, ou por causa, das colossais pressões de recalcamento territorial, mas também das aculturações enriquecedoras - exercidas, de um lado, pelo Império bizantino, retomado pelo imperialismo árabe e, de outro, pelas potências bárbaras e nômades, particularmente portadoras de inovações metalúrgicas -, o caldo de cultura da cristandade protocapitalística chegará a uma estabilização relativa (mas de longa duração) de seus três pólos fundamentais de subjetivação, aristocráticos, religiosos e camponeses, que regem suas relações de poder e de saber. Assim, as &#8220;irrupções maquínicas&#8221; ligadas ao desenvolvimento urbano e ao florescimento das tecnologias civis e militares estarão sendo encorajadas e, ao mesmo tempo, refreadas. Essa espécie de estado de natureza das relações entre o homem e a ferramenta continuará assediando até hoje os paradigmas de reterritorialização do tipo &#8220;Trabalho, Família, Pátria&#8221;.</p>
<p>A IDADE DA DESTERRITORIALIZAÇÃO CAPITALÍSTICA DOS SABERES E DAS TÉCNICAS</p>
<p>Este segundo componente da subjetividade capitalística vai se afirmar, principalmente , a partir do século XVIII, qúe será marcado por um desequilíbrio crescente das relações homem /máquina. O homem perderá aí territorialidades sociais que lhe pareciam até então inamovíveis. Com isso, suas referências de corporeidade física e social ficarão profundamente perturbadas . O universo de referência do novo cambismo generalizado, não será mais uma territorialidade segmentária , mas o Capital como modo de reterritorialização semiótica das atividades humanas e das estruturas convulsionadas pelos processos maquínicos . Antes era o Déspota real ou o Deus imaginário que serviam de pedra angular operacional para a recomposição local de Territórios existenciais . Agora será uma capitalização simbólica de valores abstratos de poder, incindindo sobre saberes econômicos e tecnológicos , articulados a duas classes sociais desterritorializadas e conduzindo a uma equivalência generalizada entre todos os modos de valorização dos bens e das atividades humanas. Tal sistema só conseguirá conservar uma consistência histórica na medida em que permanecer engajado numa espécie de eterna corrida desenfreada e ficar retomando suas manobras constantemente . A nova &#8220;paixão capitalística&#8221; varrerá tudo o que encontrar pelo caminho : em especial as culturas e as territorialidades que, bem ou mal, haviam conseguido escapar aos rolos compressores do cristianismo . Os principais fatores de consistência deste componente são:</p>
<p>1. uma penetração geral do texto impresso no conjunto das engrenagens da vida social e cultural, correlativa de um certo enfraquecimento das performances de comunicação oral diretas , mas que em contrapartida autorizará uma capacidade muito maior de acumulação e de tratamento</p>
<p>dos saberes;</p>
<p>2. o primado do aço e das máquinas a vapor que multiplicará a potência de penetração dos vetores maquínicos tanto na terra , no mar e no ar, quanto no conjunto dos espaços tecnológicos , econômicos e urbanísticos;</p>
<p>3. uma manipulação do tempo, que ficará literalmente esvaziado de seus ritmos naturais , promovida por:</p>
<p>- máquinas cronométricas que levarão ao esquadrinhamento tayloriano da força de trabalho;</p>
<p>- técnicas de semiotização econômica , por exemplo , através de moedas de crédito que implicam uma virtualização geral das capacidades de iniciativa humana e um cálculo previsional que incinde sobre os campos de inovação - espécies de notas promissórias para o futuro - que permitem ampliar indefinidamente o império das economias de mercado;</p>
<p>4. as revoluções biológicas a partir das descobertas de Pasteur que vão ligar, cada vez mais, o futuro das espécies vivas ao desenvolvimento das indústrias bioquimícas.</p>
<p>A partir daí, o homem se encontra numa posição de adjacência quase parasitária em relação aos Phylum maquínicos . Em suma, cada um de seus órgãos , de suas relações sociais sofrerá um novo recorte para ser reafetado, sobrecodificado , em função das exigências globais do sistema. (É na obra de Leonardo da Vinci, de Brueghel e sobretudo de Arcimboldo que encontraremos as mais impressionantes e premonitórias representações desses remanejamentos corporais).</p>
<p>O que é paradoxal com esse funcionalismo dos órgãos e das faculdades humanas e seu regime de equivaler generalizado dos sistemas de valorização é que ao mesmo tempo em que se refere obstinadamente a perspectivas universalizantes, historicamente ele nunca pôde chegar a outra coisa senão a um retorno sobre si mesmo, a reterritorializações de ordem nacionalista, classista, racista, corporativista, paternalista&#8230;, que o levaram inexoravelmente, e às vezes caricaturalmente, às vias de poder as mais conservadoras. O &#8220;Espírito das Luzes&#8221; que marcou o advento dessa segunda figura da subjetividade capitalística permaneceria, de fato, acompanhado de um incorrigível fetichismo do lucro - fórmula libidinal de poder especificamente burguesa que, apesar de ter se diferenciado dos antigos sistemas emblemáticos de controle dos territórios, das pessoas e dos bens, recorrendo a mediações mais desterritorializadas, nem por isso deixou de secretar um fundo subjetivo dos mais obtusos, dos mais associais e dos mais infantilizantes. Portanto, sejam quais forem as aparências de liberdade de pensamento com a qual o novo monoteísmo capitalístico sempre gostou de se pavonear, ele sempre pressupôs uma dominação arcaizante e irracional da subjetividade inconsciente, especialmente através de dispositivos de responsabilização e de culpabilização hiperindividualizados que, levados a seu paroxismo, conduzem às compulsões autopunitivas e aos cultos mórbidos do erro, repertoriados com perfeição no universo kafkiano.</p>
<p>A IDADE DA INFORMÁTICA PLANETÁRIA</p>
<p>Aqui, os pseudo-equilíbrios precedentes ficarão rompidos num sentido inteiramente diferente. Agora é a máquina que irá ficar sob o controle da subjetividade, não de uma subjetividade humana reterritorializada, mas de uma subjetividade maquínica de um novo gênero. Algumas características da tomada de consistência dessa nova era:</p>
<p>1. a mídia e as telecomunicações tendem a duplicar as antigas relações orais e escriturais. Cabe notar que a polifonia que resultar disso não irá mais associar apenas vozes humanas, mas também vozes maquínicas com os bancos de dados, a inteligência artificial, as imagens de síntese etc. A opinião e o gosto coletivo, por sua vez, serão trabalhados por dispositivos estatísticos e de modelização como os que são produzidos pela publicidade e a indústria cinematográfica;</p>
<p>2. as matérias-primas naturais vão se apagando aos poucos diante de uma imensidão de novos materiais fabricados por encomenda pela química (materiais plásticos, novas ligas, semicondutores etc.). O desenvolvimento da fissão nuclear e, amanhã, da fusão, nos permite prever uma ampliação considerável dos recursos energéticos, a não ser que este desenvolvimento conduza a desastres irreversíveis causados por poluição! Aqui, como em tudo mais, isto dependerá das capacidades de reapropriação coletiva dos novos Agenciamentos sociais;</p>
<p>3. com a temporalidade introduzida pelos microprocessadores, quantidades enormes de dados e de problemas podem ser tratados em lapsos de tempo `minúsculos, de modo que as novas subjetividades maquínicas não páram de adiantar-se aos desafios e aos problemas com os quais se confrontam;</p>
<p>4. a engenharia biológica, por sua vez, abre caminho para uma remodelação das formas vivas que pode levar a modificações radicais das condições de vida no planeta e, conseqüentemente, de todas as referências etológicas e imaginárias que lhe são aferentes.</p>
<p>A questão que volta aqui, de maneira lancinante, consiste em saber porque as imensas potencialidades processuais trazidas por todas essas revoluções informáticas, telemáticas, robóticas, biotecnológicas, dos escritórios [bureautiques]&#8230; até agora só fizeram levar a um reforço dos sistemas anteriores de alienação, a uma mass-midiatização opressiva e a políticas consensuais infantilizantes. O que irá permitir que estas potencialidades desemboquem enfim numa era pós-mídia, que as livre dos valores capitalísticos segregativos e crie condições para o pleno desabrochar dos esboços atuais de revolução da inteligência, da sensibilidade e da criação? Diversos tipos de dogmatismo pretendem encontrar uma saída para esses problemas, afirmando violentamente uma dessas três vozes capitalísticas, em detrimento das outras duas. Há aqueles que sonham, em matéria de poder, em voltar às legitimidades dos velhos tempos, às circunscrições bem delimitadas de povo, de raça, de religião, de casta, de sexo&#8230; Paradoxalmente, os neo-stalinistas e os social-democratas, que não conseguem pensar o socius senão no quadro de uma inserção rígida no seio das estruturas e das funções estatais, têm que ser classificados nessa categoria. Há aqueles cuja fé no capitalismo leva a justificar todas as devastações da modernidade - no homem, na cultura, no meio ambiente&#8230; - porque estimam que, em última instância, eles serão portadores de benefícios e progressos. Há aqueles, enfim, que por seus fantasmas de liberação radical da criatividade humana acabaram sendo relegados a uma marginalidade crônica, a um mundo de ilusões, ou os que voltaram a buscar refúgio atrás de um socialismo ou de um comunismo de fachada.</p>
<p>Cabe a nós, ao contrário, tentar repensar estas três vozes em sua necessária intricação. Nenhum engajamento nos Phylum criadores da terceira voz é sustentável sem que se criem, ao mesmo tempo, novas territorialidades existenciais que, por não serem mais da alçada de um etos pós- carolíngio, nem por isso deixam de apelar para disposições protetoras em relação à pessoa, ao imaginário e à constituição de um meio ambiente de suavidade e dedicação. Quanto aos megaempreendimentos da segunda voz, as grandes aventuras coletivas industriais e científicas e a gestão dos grandes mercados de saber, é evidente que eles continuam conservando toda sua legitimidade, mas com a condição de que sejam redefinidas suas finalidades, pois eles permanecem desesperadamente surdos e cegos às verdades humanas. É possível pretender ainda que sua finalidade seja somente o lucro? Seja como for, a finalidade da divisão do trabalho, assim como a das práticas sociais emancipadoras, terá que acabar recentrando-se num direito fundamental à singularidade, numa ética da finitude, tanto mais exigente em relação aos indivíduos e às entidades sociais, quanto menos capaz ela for de fundar seus imperativos em princípios transcendentes. Vê- se aqui que os Universos de referência ético-políticos são chamados a se instaurar no prolongamento dos universos estéticos, sem que por isso alguém esteja autorizado a falar aqui em perversão ou sublimação. Pode-se notar que os operadores existenciais que incidem sobre essas matérias ético-políticas, da mesma forma que os operadores estéticos implicam passagens inevitáveis por pontos de ruptura de sentido, por engajamentos processuais irreversíveis, cujos agentes são geralmente incapazes de prestar contas a quem quer que seja, nem mesmo a si próprios, o que inclusive os expõe a riscos de loucura. Só uma tomada de consciência da terceira voz, no sentido da auto-referência - a passagem da era consensual midiática a uma era dissensual pós-midiática - permitirá a cada um assumir plenamente suas potencialidades processuais e fazer, talvez, com que esse planeta, hoje vivido como um inferno por quatro quintos de sua população, transforme-se num universo de encantamentos criadores.</p>
<p>Imagino que esta linguagem possa soar oca a muitos ouvidos blasés, e que os menos mal intencionados podem tachar meus propósitos de utópicos. Sim, a utopia hoje não está bem cotada, mesmo quando ela adquire uma carga de realismo e de eficiência como a que lhe confere os Verdes na Alemanha. Mas não nos enganemos: o interesse por estas questões de produção de subjetividade não se limita mais apenas a um punhado de iluminados. Olhem bem o Japão, modelo dos modelos das novas subjetividades capitalísticas! Ainda não se frisou suficientemente, que um dos ingredientes essenciais do coquetel-milagre que se apresenta aos visitantes no Japão, consiste no fato de que a subjetividade coletiva, que lá é produzida massivamente, associa componentes os mais hi-tech a arcaísmos herdados de tempos imemoriais. Aqui também encontramos a função reterritorializante de um monoteísmo ambígüo - o Xintoísmo, mistura de animismo e de potências universais - que contribui para o estabelecimento de uma fórmula maleável de subjetivação a qual, é verdade, nos leva para bem longe da épura triádica das vias cristãs-capitalísticas. Seria preciso investigar melhor!</p>
<p>Mas consideremos, num outro extremo, o caso do Brasil. Está aí um país onde os fenômenos de reconversão das subjetividades arcaicas tomaram um rumo inteiramente diferente. Sabe-se que considerável parcela da população brasileira vegeta numa tal miséria que escapa, de fato, à economia monetária, o que não impede que sua indústria seja classificada em sexto lugar entre as grandes potências ocidentais. Nessa sociedade dual - e como! -, assistimos a uma subjetividade sendo duplamente varrida: de um lado, por uma onda ianque bastante racista - por mais que isto desagrade a alguns - que é veiculada por uma das mais potentes redes televisivas do mundo e, de um outro lado, por uma onda de caráter animista com religiões sincréticas como o candomblé, mais ou menos herdadas do fundo cultural africano, e que tendem a sair de seu acantonamento originário do seio das populações negras, para contaminar o conjunto da sociedade, inclusive os meios mais abastados do Rio e de São Paulo. É impressionante ver o quanto, nesse contexto, a impregnação mass-midiática precede a aculturação capitalística. E sabem o que aconteceu quando o presidente Sarney quis dar um golpe decisivo na inflação que tinha chegado a 400 % ao ano? Ele foi à televisão, brandiu um papel diante das câmaras e declarou que a partir do instante em que ele assinasse o decreto-lei que tinha em mãos, cada espectador que o assistia naquele momento seria seu representante pessoal e teria o direito de denunciar os comerciantes que remarcassem os preços, o que podia até dar cadeia. Parece que este foi um tempo tremendamente eficaz. Mas a que preço de regressão em matéria de direito!</p>
<p>O impasse subjetivo do capitalismo da crise permanente (o Capitalismo Mundial Integrado) parece total. Ele sabe que as vozes de auto-referência são indispensáveis para sua expansão e portanto para sua sobrevivência; no entanto, tudo o leva a refrear sua proliferação. Uma espécie de Superego - a voz grossa carolíngea - não sonha senão em esmagar essas vozes, reterritorializando-as em suas imagens arcaicas. Mas, para procurar sair desse círculo vicioso, tentemos agora ressituar nossas três vozes capitalistas em relação às coordenadas geopolíticas em uso para hierarquizar os grandes conjuntos subjetivos em primeiro, segundo e terceiro mundo. Para a subjetividade do Ocidente cristão tudo era (e, inconscientemente, continua sendo) simples: ela não sofre nenhum enquadramento, nem de latitude, nem de longitude. Ela é o centro transcendente em torno do qual tudo é suposto girar. As vozes do Capital, por sua vez, não pararam de avançar, primeiro em direção ao Oeste, atrás de inapreensíveis &#8220;novas fronteiras&#8221; e, mais recentemente, em direção ao Leste, na conquista de tudo aquilo em que se transformaram os antigos impérios asiáticos - inclusive a Rússia. Só que essa corrida enlouquecida chega a seu termo com a Califórnia de um lado e o Japão do outro. A segunda voz do Capital está encerrada, o mundo se fechou e o sistema está saturado. (A última potência que irá percebê-lo será sem dúvida a França, agarrada em seu atol de Mururoa!)³. A conseqüência, disto é que talvez seja no eixo Norte-Sul que vai estar em jogo o destino da terceira voz da auto-referência: é o que eu gostaria de chamar de &#8220;compromisso bárbaro&#8221;. O antigo limes de delimitação da barbárie desagregou-se irremediavelmente, desterritorializou- se. Os últimos pastores do monoteísmo perderam seus rebanhos, pois a nova subjetividade não é mais de natureza a poder ser reunida. E, aliás, agora é o Capital que começa a explodir em polivocidade animista e maquínica. Não seria uma virada fabulosa que as velhas subjetividades africanas, pré-colombianas, aborígenes&#8230; se tornassem o recurso último da reapropriação subjetiva da auto-referência maquínica? Aqueles mesmos negros, índios, oceânicos dos quais tantos ancestrais escolheram a morte ao invés da submissão aos ideais de poder, de escravismo e, depois, de cambismo, da cristandade e do capitalismo?</p>
<p>E, para terminar, espero que o leitor não me faça objeções pelo caráter um tanto exótico de meus dois últimos exemplos. Mesmo num país do Velho Continente como a Itália, constata-se que há alguns anos, no seio do triângulo Norte-Leste-Centro, uma imensidão de pequenas empresas familiares começaram a viver em simbiose com os ramos industriais de ponta da eletrônica e da telemática. Isso chega ao ponto de que se uma Silicon Valley à italiana tiver que surgir, será graças à reconversão de arcaismos subjetivos, que têm sua origem nas antigas estruturas patriarcais daquele país. E talvez não seja do desconhecimento do leitor que alguns prospectivistas, que não são absolutamente fantasistas, pretendem que certos países mediterrâneos como a Itália e a Espanha, estão sendo levados a superarem, em alguns decênios, os grandes pólos econômicos da Europa setentrional. Então, vejam, em matéria de sonho e de utopia, o futuro permanece amplamente aberto. Meu anseio é que todos aqueles que continuam ligados à idéia de progresso social - para quem o social não se tornou um engodo, uma &#8220;aparência&#8221; - se debrucem seriamente sobre essas questões de produção da subjetividade. A subjetividade de poder não cai do céu; não está inscrito nos cromossomos que as divisões do saber e do trabalho devem necessariamente levar às terríveis segregações que a humanidade conhece hoje. As figuras inconscientes do poder e do saber não são universais, elas estão,ligadas a mitos de referência profundamente ancorados na psique, mas que também podem ser inflectidos em direção a vias liberadoras. A subjetividade permanece hoje massivamente controlada por dispositivos de poder e de saber que colocam as inovações técnicas, científicas e artísticas a serviço das mais retrógradas figuras da socialidade. E, no entanto, é possível conceber outras modalidades de produção subjetiva - estas processuais e singularizantes. Essas formas alternativas de reapropriação existencial e de autovalorização podem tornar- se, amanhã, a razão de viver de coletividades humanas e de indivíduos que se recusam a entregar-se à entropia mortífera, característica do período que estamos atravessando.</p>
<p><em>Tradução de Suely Rolnik</em></p>
<p><strong>NOTAS<br />
</strong></p>
<p>1. Texto enviado por Guattari ao Colégio Internacional de Estudos Filosóficos Transdisciplinares, para integrar a publicação de um número da revista 34 Letras sobre o tema da Pós-Modernidade. Esta publicação, no entanto, acabou não ocorrendo por conta do desaparecimento da revista. O texto foi editado pela primeira vez na revista Chimères - Revue des Schizoanalyses (n. 4, inverno 1987-1988; pp. 27-44) e reeditado como &#8220;Liminar&#8221;, no livro de Guattari Cartographies Schizoanalytiques ( Galilée, Paris, 1989; pp. 9-25). (N. da Ed.)</p>
<p>2. Nano-segundo: dez elevado a menos nove segundos; pico-segundo: dez elevado a menos doze segundos. Sobre todos os temas prospectivos aqui evocados, cf. &#8220;Rapport sur l&#8217;état de Ia technique&#8221; C.P.E., número especial de Science et téchnique, dirigido por Thierry Gaudin. (N. do A.)</p>
<p>3. Atol no Pacífico que pertence à França e é base de suas experiências nucleares. ( N. da T.)</p>
<p><em><br />
Fonte: GUATTARI, Félix. Da produção da subjetividade. In.: PARENTE, André (Org.). Imagem-máquina: a era das tecnologias do virtual. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1996.</em></p>
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		<title>Muxe: o terceiro sexo.</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 03:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Justo, no México, &#8220;país do machismo&#8221;, há uma localidade que se distingue nitidamente de suas cercanias: é Juchitán, a cidade com mais do que dois sexos.

por Veronika Bennholdt-Thomsen
Juchitán é diferente. Essa cidade no istmo de Tehuantepec, com cerca de 90 mil habitantes, não combina muito com a imagem de um México marcado pelo machismo. No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Justo, no México, &#8220;país do machismo&#8221;, há uma localidade que se distingue nitidamente de suas cercanias: é Juchitán, a cidade com mais do que dois sexos.
</p></blockquote>
<p>por <em>Veronika Bennholdt-Thomsen</em></p>
<p>Juchitán é diferente. Essa cidade no istmo de Tehuantepec, com cerca de 90 mil habitantes, não combina muito com a imagem de um México marcado pelo machismo. No comércio e na vida social, quem manda é a mulher; e qualquer homem que quiser pode se fazer passar abertamente por mulher. Os muxes (termo supostamente derivado do espanhol mujer) não são apenas aceitos, mas também estimados em sua alteridade. São considerados especialmente trabalhadores, o que não é de se admirar, pois demonstram à sociedade seu status de terceiro sexo ao se destacarem de forma especial nos setores de trabalho femininos. Como o trabalho das mulheres é altamente reconhecido em Juchitán, para os muxes é mais fácil deixar para trás sua identidade masculina aqui do que em outros lugares. Mulheres e muxes são comerciantes e artesãos responsáveis sobretudo pelos alimentos e pelos deliciosos pratos, bem como por bordado, artes medicinais, cerâmica e pelas numerosas festas do ciclo anual, para as quais eles fornecem comida e bebida, além da decoração para a praça das festividades.</p>
<p>Os homens são responsáveis pelos bens primários, ou seja, pela lavoura e pela pesca, trabalham como artesãos em ramos masculinos como construção civil, marcenaria, tecelagem de redes e ourivesaria, mas também em âmbitos como música, pintura e poesia. Os homens colocam seus produtos na mão das mulheres e elas os comercializam. A mulher administra todo o dinheiro, inclusive o lucro da venda dos produtos é o salário que os poucos assalariados, desde sempre em minoria nessa comunidade, lhes entregam integralmente. Afinal, os assuntos financeiros fazem parte das incumbências femininas.</p>
<p>E o erotismo, a sexualidade? Os muxes são considerados especialmente eróticos. Quando aparecem nas festas, maquiados, cheios de jóias, flores no cabelo, e se sentam junto às mulheres nas primeiras fileiras em torno do terreiro de dança, todo mundo estica o pescoço, até os homens sentados nas filas de trás, por mais que esses o façam menos ostensivamente, para evitar que seu interesse sexual pelos muxes vire imediatamente alvo de zombarias nada discretas.</p>
<p>Nos últimos anos, os muxes passaram cada vez mais a se vestir para as festas com os trajes típicos das juchitecas, ricamente bordados, em vez de usarem calça preta e camisa branca. Isso não deixa de provocar um certo mau humor entre as mulheres, pois elas já não podem mais se distinguir dessas outras vestidas como rainhas e tidas em similar alta estima. Não é raro ouvir um muxe soltar uma tirada contra alguma difamadora: &#8220;Sou mais mulher do que você!&#8221;. Também se ouve murmurar que certas mulheres se expressam de forma tão crítica por causa da concorrência pela atenção sexual dos homens ou de um determinado homem. Afinal, o parceiro sexual do muxe é o homem, que - por sua vez - não é visto nem como experiência reiteradamente na idade adulta, algo em geral acompanhado por um alto consumo alcoólico. Por mais que seja raro, também há homens que vivem numa relação estável com um muxe, sem que isso altere seu status masculino. Do mesmo modo, também há casos igualmente raros de muxes que vivem numa relação fixa com uma mulher e têm filhos, sem que isso altere em nada seu status de muxe. Em contrapartida, o contato sexual entre muxes é mal visto, considerado uma quebra de tabu no sistema de regras sexuais.</p>
<p>Como é que nós, a partir do sistema de categorias da Europa Central, podemos compreender essa outra forma de lidar com identidades sexuais? Ou melhor, como é que se produz identidade sexual aqui e lá? Muito esclarecedor nesse contexto é o resultado de uma pequena enquete que um austríaco fez entre os muxes de Juchitán em 2004. No estudo de campo &#8220;Transgênero e Normas Sociais&#8221;, Georg Brandenburg indagou pelo que os muxes optariam, se tivessem a possibilidade, já existente na Áustria, de fazer uma operação com o melhor acompanhamento médico e passar a tomar hormônios para se transformar numa mulher. Nenhum dos muxes entrevista dos achou a idéia interessante, mas sim estranha: &#8220;Não, isso não mudaria nada. Nesse caso, eu seria um muxe com corpo de mulher&#8221;, respondeu um deles. Dificilmente se poderia expressar melhor a identidade como terceiro sexo, sim, a existência de um terceiro sexo. Afinal, em Juchitán não se separa a natureza da &#8220;construção&#8221; social dos sexos, ao contrário do que ocorre no conceito de &#8220;gênero&#8221;; a natureza sempre é compreendida como algo socialmente moldado - tanto a do muxe quanto a das mulheres e dos homens. Daria para dizer que não existe biologia pura.</p>
<p>O trabalho tem um papel importante na definição da atribuição sexual. Não embora, mas justamente porque a divisão sexual de trabalho entre homem e mulher é nitidamente marcada em Juchitán, é possível definir um terceiro sexo. Entre nós, pelo contrário, a dissolução de todas as atribuições séxuais biológicas é vista como pressuposto da liberdade de escolha de uma identidade sexual para além da norma heterossexual - algo reforçado nos últimos anos pelo desconstrutivismo e pelo discurso de gêneros. Por trás disso está a noção ocidental da natureza como reino restritivo da necessidade, de modo que a dissolução do contexto natural é entendida como um passo rumo à libertação da heterossexualidade obrigatória.</p>
<p>Por intermédio de uma clara divisão sexual de trabalho, ainda se define um quarto sexo na região do istmo zapoteca: a marimacha. Trata-se da mulher que se identifica como papel social masculino, faz trabalho de homem e geralmente vive em um relacionamento com outra mulher. Ao contrário dos muxes, que costumam dizer que desde crianças se sentiam do lado feminino, não são poucas as que se tornaram marimachas quando adultas, mesmo após o nascimento dos filhos. Ao contrário dos muxes, as marimachas não são facilmente aceitas como um sexo autônomo. Talvez isso se deva ao alto prestígio da mulher na sociedade dos Binnizá, algo a que elas renunciam ao se tornarem homens e que os muxes, por sua vez, conquistam para si. Seja como for, o trabalho define em todos os casos igualmente as atribuições sexuais.</p>
<p>Em Juchitán, trabalho é uma expressão do corpo, é a liga ção da corporalidade humana, da natureza humana com a natureza à volta, com os materiais da natureza, fazendo uma ponte com a comunidade. Através do trabalho, a pessoa como um todo se realiza no mundo-com espírito, alma, corpo, sexualidade e aptidão. Ser comerciante é, portanto, uma capacidade com a qual a mulher juchiteca nasce, uma característica sexual secundária, por assim dizer. É por isso que um homem comerciante também é um muxe. Analogamente, o mercado, isto é, as barracas do mercado e das ruas adjacentes, bem como o comércio exterior e os negócios bancários são de responsabilidade das mulheres. Quando elas aparecem nas festas usando ostensivamente as jóias de ouro que adquiriram através de seu trabalho, quem vê entende intuitivamente o quanto isso está ligado à sua atratividade sexual. Desenvolver seu talento como comerciante é algo que enche a mulher de satisfação e orgulho. 0 mesmo se aplica ao homem e à sua vocação para a lavoura e a pesca. As mulheres, em contrapartida, não são camponesas nem pescadoras, a não ser que sejam marimachas. Como a atividade imediatas ignifica ao mesmo tempo o desenvolvimento da vida, os habitantes de Juchitán não aspiram a fazer trabalho assalariado ou a deixar seu trabalho ser executado por trabalhadores assalariados.</p>
<p>Assim, a economia de Juchitán consiste em inúmeros autônomos, não apenas com uma clara divisão de trabalho entre os sexos, mas também com uma alta divisão de trabalho entre as mulheres. Não há donas-de-casa em Juchitán. Toda atividade é estimada como produtiva e seu produto pode ser negociado como mercadoria. Somente a própria mão-de- obra não se torna mercadoria. Toda mulher e todo muxe são especializados em diferentes âmbitos de produção, que entre nós geralmente contam como trabalho doméstico de responsabilidade de uma única mulher, mas lá são destinados ao mercado: preparar chocolate, fazer compota de frutas, assar pastéis de milho, lavar e engomar a barra rendada do traje de festa etc. Com isso, a cidade inteira se torna um grande domicílio negociado pelo mercado. Em outras palavras, o trabalho de subsistência ligado à natureza, ou seja, o trabalho naquilo que é necessário à subsistência cotidiana não é menosprezado em Juchitán. Ao contrário do que ocorre entre nós, a meta não consiste em se libertar desse trabalho, mas sim em realizá-lo bem.</p>
<p>Será que é essa extraordinária força econômica da mulher que permite ao muxe ser tão bem aceito socialmente, a ponto de as mães ficarem contentes quando um de seus filhos se revela muxe? Essa é uma suposição manifestada com freqüência, embora seja apenas a meia verdade. A verdade inteira é que esse sistema social, econômico e cultural tão distinto se baseia numa compreensão da natureza diferente da nossa. Assim que a mão-de-obra se torna mercadoria e o ser humano deixa de praticar uma atividade concreta cujo sentido seja o aproveitamento imediato do resultado do trabalho, assim que se passa a trabalhar por um salário abstrato, portanto, desaparece o erotismo do fazer e com isso também a possibilidade de realizar a natureza humana através do trabalho.</p>
<p>Sendo assim, os muxes certamente não terão vantagem nenhuma se passarem a se compreender como gays ou, sob estímulo das câmeras dos turistas e das emissoras de televisão internacionais, transformarem sua grande festa do ciclo anual em um show de travestis, ou então passarem a usar o traje feminino de gala nas outras festas da comunidade juchiteca como se fossem drag queens. Que as benevolentes deusas de suas antepassadas os protejam dessa perda de identidade!</p>
<p><em><br />
Tradução do alemão : Simone de Mello</p>
<p>Fonte: revista humboldt número 97/2008</em></p>
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		<title>Musica pra ninar vizinho e a tal da calma&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 23:48:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
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Vídeo gravado por Carlos Kaspchack e postado por Renata Mele.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qXqswEgkU6U&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/qXqswEgkU6U&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<blockquote><p>Vídeo gravado por Carlos Kaspchack e postado por Renata Mele.</p>
<p>Alta madrugada ía na Barreirinha à dentro. Violão, grunhidos, as cordas vocais reverberando. Lá pelas tantas uma voz da parte baixa do morro, sem sabermos precisar de onde, grita de uma só vez: Vizinho Fanfarrããããão!!! No ato eu, pessoalmente, achei de uma educação suprema. Tanto palavrão pra gritar, o vizinho se limitou a um “fanfarrão”. Entramos na casa do Polaco, fechamos portas, janelas e fizemos, Thadeu, Octavio e eu, esta singela canção de ninar vizinho.(&#8230;)<br />
<br />
<em>~ por barbarakirchner em Dezembro 10, 2008.</em><br />
fonte: <a href="http://curitibaneando.wordpress.com/2008/12/10/musica-para-ninar-vizinho/">curitibaneando</a></p></blockquote>
<p>e a tal da calma:</p>
<p><object width="480" height="295"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fPLymzYkNV8&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/fPLymzYkNV8&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"></embed></object></p>
<blockquote><p>
(&#8230;)&#8221;vendo você fazer o SOBROLHO PENSATIVO como se estivesse diante de um morto vivo:<br />
Uma alma penada, sem lembrança do tempo em que foi feliz&#8221;(&#8230;)
</p></blockquote>
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		<title>Para quebrar tudo e sair sorrindo!</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2735</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 16:35:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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En el Acuerdo sobre los ADPIC, uno de los artículos más controvertidos es el 27.3b. Dicho artículo está relacionado con el derecho de los miembros a excluir de la patentabilidad &#8220;las plantas y los animales excepto los microorganismos, y los procedimientos esencialmente biológicos para la producción de plantas o animales, que no sean procedimientos no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.elpais.com/articulo/tecnologia/Asociacion/Internautas/pide/Cultura/retire/campana/antipirateria/elpeputec/20081205elpeputec_1/Tes"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/paraacordarparapensarpararefletir2.png" alt="" title="paraacordarparapensarpararefletir2" width="500" height="341" class="alignnone size-full wp-image-2736" /></a></p>
<p>En el Acuerdo sobre los ADPIC, uno de los artículos más controvertidos es el 27.3b. Dicho artículo está relacionado con el derecho de los miembros a excluir de la patentabilidad &#8220;las plantas y los animales excepto los microorganismos, y los procedimientos esencialmente biológicos para la producción de plantas o animales, que no sean procedimientos no biológicos o microbiológicos&#8221;, pero, a su vez, exige la protección de las variedades de plantas, ya sea mediante patentes o a través de un sistema sui generis eficaz. Según afirmó Shashikant, el artículo favoreció la industria biotecnológica de los países desarrollados al exigir la concesión de patentes de microorganismos, lo que, en el caso de estos países, constituye una ventaja.</p>
<p>&#8220;La cuestión reside en determinar si esto se aplica a los organismos modificados genéticamente y no a los microorganismos naturales&#8221;, expresó, y agregó que la definición de microorganismos no deja en claro a qué se hace referencia.</p>
<p>Actualmente el artículo <a href="http://www.mtschaefer.net/entry/defending-my-bastard-culture/">27.3b</a> se encuentra bajo revisión y algunos países, tales como Brasil, la India y Tailandia, solicitan mayor claridad en éste, sostuvo.</p>
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		<title>A volta da ficção: escolha seu simulacro</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 19:11:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
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Existem nas recordações de todo homem coisas que ele só revela aos seus amigos. Há outras que não revela mesmo aos amigos, mas apenas a si próprio, e assim mesmo em segredo. Mas também há, finalmente, coisas que o homem tem medo de desvendar até a si próprio, e, em cada homem honesto, acumula-se um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="file:///tmp/moz-screenshot.jpg" alt="" /></p>
<blockquote>
<p align="justify">Existem nas recordações de todo homem coisas que ele só revela aos seus amigos. Há outras que não revela mesmo aos amigos, mas apenas a si próprio, e assim mesmo em segredo. Mas também há, finalmente, coisas que o homem tem medo de desvendar até a si próprio, e, em cada homem honesto, acumula-se um número bastante considerável de coisas no gênero. E acontece até o seguinte: quanto mais honesto é o homem, mais coisas assim ele possui (…)</p>
<p align="justify">Agora, quero justamente verificar: é possível ser absolutamente franco, pelo menos consigo mesmo, e não temer a verdade integral?</p>
<p align="justify">Fiódor Dostoiévski, <em>Memórias do Subsolo</em>, pg. 52 - (Editora 34)</p>
<p align="justify"><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/qoringadobaralho.png"><img class="alignnone size-full wp-image-2730" title="qoringadobaralho" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/qoringadobaralho.png" alt="" width="300" height="506" /></a></p>
<p align="justify">
</blockquote>
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		<title>Ciudadesmonte</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 17:42:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
O que estamos realizando?

Qual é o limite?
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/realizar_sonhos.jpg" alt="" title="realizar_sonhos" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2726" /></p>
<p>O que estamos realizando?</p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/fronteiras.jpg" alt="" title="fronteiras" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2727" /></p>
<p>Qual é o limite?</p>
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		<title>Antigüidade Romena</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 04:52:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[fio de ariadne]]></category>

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		<description><![CDATA[O caso genitivo é um caso gramatical que indica uma relação, principalmente de posse, entre o nome no caso genitivo e outro nome. Em um sentido mais geral, pode-se pensar esta relação de genitivo como uma coisa que pertence a algo, que é criada a partir de algo, ou de outra maneira derivando de alguma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>caso genitivo</strong> é um caso gramatical que indica uma relação, principalmente de posse, entre o nome no caso genitivo e outro nome. Em um sentido mais geral, pode-se pensar esta relação de genitivo como uma coisa que pertence a algo, que é criada a partir de algo, ou de outra maneira derivando de alguma outra coisa. (A relação é normalmente expressa pela preposição <em>de</em> em <a title="Língua portuguesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa">português</a>.) Já o termo <em>caso possessivo</em> refere-se a um caso semelhante, embora normalmente de uso mais restrito.</p>
<p>Diversos idiomas têm um caso genitivo, entre os quais o <a title="Língua lituana" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_lituana">lituano</a>, o <a title="Língua árabe" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_%C3%A1rabe">árabe</a>, o <a title="Latim" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Latim">latim</a>, o <a title="Língua irlandesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_irlandesa">irlandês</a>, o <a title="Língua georgiana" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_georgiana">georgiano</a>, o <a title="Língua grega" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_grega">grego</a>, o <a title="Língua alemã" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_alem%C3%A3">alemão</a>, o <a title="Língua neerlandesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_neerlandesa">neerlandês</a>, o <a class="mw-redirect" title="Língua polonesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_polonesa">polonês</a>, o <a title="Língua eslovena" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_eslovena">esloveno</a>, o <a title="Língua croata" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_croata">croata</a>, o <a title="Língua russa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_russa">russo</a>, o <a title="Língua finlandesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_finlandesa">finlandês</a>, o <a title="Língua japonesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_japonesa">japonês</a> e o <a title="Sânscrito" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A2nscrito">sânscrito</a>. O <a title="Língua romena" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_romena">romeno</a> é a única <a class="mw-redirect" title="Língua românica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_rom%C3%A2nica">língua neolatina</a> que ainda faz uso deste <a title="Caso" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso">caso</a>. O <a title="Língua inglesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa">inglês</a> não tem propriamente um caso genitivo, mas uma terminação possessiva, <em>-&#8217;s</em>.</p>
<p>fonte: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Genitivo">http://pt.wikipedia.org/wiki/Genitivo</a></p>
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		<title>Começo do fim do fim do começo da exploração da indústria da alimentação orgânica</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2720</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 18:53:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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entre outras&#8230;
O consumo excessivo e injusto é intrínseco à lógica capitalista. Entrevista especial de Silvia Ribeiro
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://miltontoshiba.blogspot.com/2006/02/livro-india-then-and-now-de-vir.html'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/fimdaexploracao5.gif" alt="" title="fimdaexploracao5" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2721" /></a><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/veneno_bunge.jpg'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/veneno_bunge.jpg" alt="" title="veneno_bunge" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2722" /></a><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/veneno_cargill.jpg'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/veneno_cargill.jpg" alt="" title="veneno_cargill" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2723" /></a><br />
entre outras&#8230;</p>
<p><a href="http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&#038;Itemid=18&#038;task=detalhe&#038;id=18754">O consumo excessivo e injusto é intrínseco à lógica capitalista. Entrevista especial de Silvia Ribeiro</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Garatujas</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 13:20:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pixa.devolts.org/wp-content/uploads/2008/11/sistole500.png" alt="" width="500" height="614" /></p>
<p><img src="http://pixa.devolts.org/wp-content/uploads/2008/11/diastole500.png" alt="" width="500" height="689" /></p>
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		<title>Ração humana para morros desitratados</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2715</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 14:48:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Cachorros e outros estimados animais domésticos são levados para passear. Itaipú segue imponente sobre as 7 quedas. Unus erat toto naturae vultus in orbe.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/eou'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/erosao_curta.gif" alt="" title="erosao_curta" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2716" /></a></p>
<p>Cachorros e outros estimados animais domésticos são levados para passear. Itaipú segue imponente sobre as 7 quedas. Unus erat toto naturae vultus in orbe.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Apoio ao movimento dos sem satelites</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2714</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 02:14:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardo.ruiz</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[glerm: MSST (Movimento dos Sem Satélite): http://pixa.devolts.org/?p=37
Comunidade de artesãos de bits e volts, poetas humanistas, cientistas nômades, para onde estamos indo? Confio no pulso dos seus passos, nossa revolução é o próximo segundo e o desafio constante de não render-se ao conformismo de simplesmente entreter-se ou entreter, distraindo o fato de que vivemos além da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="-1em;"><span><span style="bold;">glerm</span>: MSST (Movimento dos Sem Satélite): <a href="http://pixa.devolts.org/?p=37" target="_blank">http://pixa.devolts.org/?p=37</a></span></span></p>
<p>Comunidade de artesãos de bits e volts, poetas humanistas, cientistas nômades, para onde estamos indo? Confio no pulso dos seus passos, nossa revolução é o próximo segundo e o desafio constante de não render-se ao conformismo de simplesmente entreter-se ou entreter, distraindo o fato de que vivemos além da história, dos muros, dos bancos, da semelhança dos corpos e suas consagüinidades. Queremos um ecossistema condizente com toda esta pirotecnia prometéica de um suposto ser vivo Sapiens, uma simbiose duradoura e enfim poder pensar em criar e imaginar outros espaços e formas para todo esse conhecimento que mantemos aceso nesta chama. Mas se ainda hoje nossos semelhantes marcham por um pedaço de chão para sobreviver, e alienam seus instintos mais criativos em busca de algum reconhecimento dentro de uma esmagadora cultura de consumo auto destrutivo, nos deparamos com a questão: qual o papel que nós aqui já alimentados e abrigados temos em pensar numa soberania e transmissão de conhecimentos que buscam reverter esta pulsão auto destrutiva da humanidade? A conjectura deste manifesto é em função de apontar uma faísca rachando no horizonte: Criaremos nosso primeiro satélite feito à mão e mandaremos ao espaço sideral entulhado de satélites industriais corporativos e governamentais. Será nosso satélite capaz de tornar nossas redes ainda mais autônomas? Ou o caminho é repensar toda atual estrutura de nossa tecnocracia e ciência a ponto de decidirmos estratégicamente um caminho totalmente diferente? Qual??Muito mais que cobaias da Tecnocracia! Sonhando e Dançando: marcham os Sem-Satélite…</p>
<div><span style="#888888;">23:02 </span><span style="-1em;"><span><span style="bold;">me</span>: Só os satélites poderão nos responder!!!!!@!!!!! GLORIA!!!!!!</span></span></div>
<div><span style="#888888;">23:03 </span><span style="6em;"><span>que massa velho</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>caraca que massa</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>caraca</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>caraca</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>porque ai eh o ponto final</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>ou essa porra funciona</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e a gente fica autobnomo na transmissao de conhecimento</span></span></div>
<div><span style="#888888;">23:04 </span><span style="6em;"><span>ou a gente quebra tudo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>cartinha</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>mandar pra museu</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>mandar pra porra toda</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>lancar esse satelite</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e descobrir qual eh a real</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>que tah foda figar devagando em pensamentos</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>argumentos</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e papinhos</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>enquanto o mundo tah desse jeito mesmo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>eh aquilo mesmo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>eu jah esperava</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>eu jah estava esperando</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>acabou o neo liberalismo</span></span></div>
<div><span style="#888888;">23:05 </span><span style="6em;"><span>aquilo neh, foi pro saco, um  onte de teorico se mostrou tonto</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>a direita se viu uma pessima aluna</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e dai o capitalismo retorna</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>de novo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>nesse zigzaag  capital-tempo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>capital-tempo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>porque o neo liberalismo foi o caminho errado, el soh queria se expandir mais</span></span></div>
<div><span style="#888888;">23:06 </span><span style="6em;"><span>ele, o capitalismo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>quer sempre se expandir</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>nao eh?</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>pois eh</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e entao a esquerda</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>masi equivocada que tudo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>ficou boladona</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>agora que caiu o sistema</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e eles nao percebeeram a nao ser no momento que caiu</span></span></div>
<div><span style="#888888;">23:07 </span><span style="6em;"><span>querem tomar o poder</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>acredita?</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>tava lendo cadernos da flacso</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e a esquerda estah preocupada</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>pois o plano deles de contrahegemonia nao estah pronto!</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>huahauhuha</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>eles querem a hegemonia!!!!!!</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e dai sobrou nois</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>o movimento dos sem satelite</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>dos sem terra</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>dos sem beck</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>dos sem tudo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>galera que nao tem nada</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>agora quer ter tudo</span></span></div>
<div><span style="#888888;">23:08 </span><span style="6em;"><span>ou pelo menos alguma coisa que ele acredite ser o tudo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>seu tudo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e dos seus outros todos</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>o satelites para quem eh de sateelites</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>mas se os satelites nao derem conta</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>seremos humildes</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e vamos pro movimento dos sem correiso</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>correios</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>poorque nao esqueca</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>eh o fim do mundo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e o fim do mundo eh isso, a cada retorno que se dajh nesse zigzag</span></span></div>
<div><span style="#888888;">23:09 </span><span style="6em;"><span>milhares de pesoas morrem</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>tah tendo tiroteio na india, terra do respéito à vida!</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>tah tendo temporal devastador em santa catarina, terra de criciuma e figueirense!</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e avai!</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>fico preocupado com essas coisas</span></span></div>
<div><span style="#888888;">23:10 </span><span style="6em;"><span>eh por isso que eu apoio o movimento dos sem satelites.</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>se eles nao funcionarem, que tentemos outras formas de contato e troca de conhecimento, quee, a hora que a geleira derreter, aonde vou pagar a conta da coelba?</span></span></div>
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		</item>
		<item>
		<title>A classe do novo</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2713</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2713#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 23:25:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[mimosa]]></category>

		<category><![CDATA[descentro]]></category>

		<category><![CDATA[fututos imaginários]]></category>

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		<description><![CDATA[Orelha do livro
As profecias novaiorquinas
originalmente em: http://pub.descentro.org/wiki/orelha_do_livro
Já se passavam das nove horas da noite quando o porteiro anunciou no interfone da cozinha a chegada de um homem que não falava português. Pedimos para deixá-lo entrar e corri até a janela para vê-lo. Possuía estatura mediana, andar desengonçado, calças e jaqueta jeans azul escuro e uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Orelha do livro</strong></p>
<p><strong>As profecias novaiorquinas</strong><br />
originalmente em: <a href="http://pub.descentro.org/wiki/orelha_do_livro">http://pub.descentro.org/wiki/orelha_do_livro</a></p>
<p>Já se passavam das nove horas da noite quando o porteiro anunciou no interfone da cozinha a chegada de um homem que não falava português. Pedimos para deixá-lo entrar e corri até a janela para vê-lo. Possuía estatura mediana, andar desengonçado, calças e jaqueta jeans azul escuro e uma boina também azul na cabeça. Arrastava sua valise de rodinhas por entre os mosaicos de pedra portuguesa e a fina chuva que caía durante o período que eu o encarava. Dr. Richard Barbrook chegou às vésperas do festival Mídia Tática Brasil, evento de arte, mídia, política e tecnologia que havia sido, em grande parte, organizado via lista de troca de emails pela internet. Barbrook participaria no debate de abertura do evento juntamente com John Perry Barlow sob a moderação do recém empossado Ministro da Cultura, Sr. Gilberto Passos Gil Moreira. Um dos assessores do ministro, Hermano Vianna, nos confessara em um telefonema prévio que o festival que organizávamos tinha relação íntima com a plataforma de governo a ser proposta no Ministério da Cultura durante a administração por vir, e ofereceu-nos a presença de Gil e Barlow no debate de abertura do festival. Com a presença do Ministro Gilberto Gil, conseguimos espaços para a realização do festival bem como cobertura dos grandes meios de comunicação. Durante o festival, cerca de cinco mil pessoas visitaram as exibições, palestras, debates, oficinas, apresentações musicais, teatrais e performances na Avenida Paulista, coração psico-financeiro da cidade de São Paulo. Era março de 2003 e o que não sabíamos naquele momento era a velocidade com que muitas das idéias e práticas ali desenvolvidas seriam rapidamente incorporadas às agendas políticas e corporativas do país. </p>
<p>Em setembro do mesmo ano voltei a encontrar o Dr. Barbrook, dessa vez em Londres. Ricardo Rosas, Tatiana Wells, Ricardo Ruiz e Mônica Narula foram convidados pelo Cybersalon - evento organizado pelos alunos do curso de mestrado de Richard na Universidade de Westminster – para darem um cenário da arte em rede e do ativismo midiático no Brasil e na Índia. Nessa noite, lembro-me de dividir com Richard boas quantidades de cerveja no balcão da festa que sucedeu a apresentação. Poderia dizer que aí começou a nossa amizade. Durante os anos que se passaram outros encontros aconteceram, em palestras, debates, festivais ou carnavais espalhados pelo mundo. Uma outra centena de emails mantinham as conversas em dia entre os encontros. E então, num desses emails, Richard me dizia que escrevia um novo livro, e que provavelmente aquele seria o primeiro capítulo. Anexado à sua mensagem, um arquivo de texto chamado <em>New York Prophecies</em> (As profecias novaiorquinas). Assim que o terminei de ler, retornei a mensagem para Barbrook dizendo: “Está muito bom. Gostaria de lançar esse livro no Brasil”. Richard, lógico, adorou a idéia.</p>
<p>Após alguns meses, chegou em casa a primeira versão, impressa a partir do computador, de Futuros Imaginários. Richard havia mandado para que ajudássemos a perceber erros ou para dar sugestões no livro. Após algumas lidas do original por várias pessoas, começamos a discutir como poderíamos traduzir o livro para o português e lançá-lo no Brasil. Acontecia que, além da centena de livros que o Dr. Barbrook utilizava como referência e que deveríamos descobrir o nome de todos em suas edições brasileiras, o livro era recheado por conceitos ainda pouco debatidos em português. A solução que chegamos foi desafiadora: montaríamos uma equipe para a tradução do livro, composta de artistas, tecnólogos, cientistas sociais, comunicólogos, jornalistas, historiadores e cientistas da computação. Em conjunto, discutíamos os melhores termos, como eles já haviam sido utilizados no Brasil, e quais termos que nós utilizaríamos. O processo foi longo e os agradecimentos oferecemos para a equipe da Editora Peirópolis, por sua paciência em esperar tantos meses pelo texto final. Esperamos que apreciem o resultado. E que, após ler este livro, vocês nunca mais vejam um computador da mesma maneira.</p>
<p>Vitória Mário, A Classe do Novo, março de 2008</p>
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		</item>
		<item>
		<title>CATACSTROBE - Piksel 2008</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2711</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 15:09:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ieipari]]></category>

		<category><![CDATA[desobediência]]></category>

		<category><![CDATA[fio de ariadne]]></category>

		<category><![CDATA[catactrobe]]></category>

		<category><![CDATA[língua]]></category>

		<category><![CDATA[piksel]]></category>

		<category><![CDATA[pixababel]]></category>

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		<description><![CDATA[
December 7th from midnight to dawn.
(Uncertain time notation, confusion)
Performances, talks, food, music, dance, telepathy!
A night for writers, sorcerers, magicians, bots,
pichadores, psychonauts, sex texters, scientists,
coders, poets and intelligent agents.
Local Sphere
Nina Blondich (aka Gaia Novati) in
Does it really c {o} unt ?
Reflections on mind fucking in a dimension of language and sex atrophy.
The virtuality of the aka- [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://xname.cc/catacstrobe'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/catacstrobe.png" alt="" title="catacstrobe" width="500" height="486" class="alignnone size-full wp-image-2712" /></a></p>
<p>December 7th from midnight to dawn.<br />
(Uncertain time notation, confusion)<br />
Performances, talks, food, music, dance, telepathy!</p>
<p>A night for writers, sorcerers, magicians, bots,<br />
pichadores, psychonauts, sex texters, scientists,<br />
coders, poets and intelligent agents.</p>
<p>Local Sphere</p>
<p>Nina Blondich (aka Gaia Novati) in</p>
<p>Does it really c {o} unt ?<br />
Reflections on mind fucking in a dimension of language and sex atrophy.</p>
<p>The virtuality of the aka- as every masks- requires the undressing of the &#8220;Ego&#8221;<br />
and the perception that the body lives without the body&#8230; everywhere<br />
sex is being made, but where is sexuality? Which<br />
pornoscapes are evoked in a world of disembodied identities? Every<br />
sexual act is the beginning of a ritual code written and daily<br />
unchanged, if the body is defined for something else, sex becomes more<br />
a question of mind fucking where words and letters must<br />
recreate themselves, introducing a change in the form and<br />
in the syntax. The space to play on the prOscenium is enlarged:<br />
desires and obsessions are coming out off the mind, the intention to<br />
excite another mind is a loop frantically repeated, and words appeal.</p>
<p>Xname (aka Eleonora Oreggia) in</p>
<p>A Descent Into the Maelstrom</p>
<p>You suppose me a very old man &#8211;but I am not.<br />
I could not see in the vicinity of the vortex and I became possessed with the keenest curiosity&#8230; I felt a wish to explore, even at the sacrifice I was going to make, hanging, as if by magic, midway down, upon the interior surface of a funnel. I am streamed in a flood far away down, into the inmost recesses of the abyss. It was not terror, but the dawn of a more exciting hope. Emergency admitted no delay, and precipitated myself into the sea, without another moment&#8217;s hesitation.</p>
<p>Sister0 (aka Nancy Mauro-Flude) in</p>
<p>Media divination 2.1.2</p>
<p>If you want to have a media divination by sister0, you need take her an object that you have a personal connection to. Then she can reveal your place in the manifold of time&#8230; YOu also disclose your name, date of birth and give an image or a personal item with which a semiotic analysis is made. Via an interactive shell a networked database is retrieved, transformed and mined for events in the past, present and future. The textual data processed is the year pages available from the English version of Wikipedia, the popular open publishing on-line encyclopedia. From the point of view of the algorithm it retrieves, transform and mine the textual data. This is employed by a set of well known software installed by default on most of the *nix distributions.</p>
<p>GOTO80 in</p>
<p>It&#8217;s All in the Table</p>
<p>Live action in Commodore 64 hex code land. A table of sound chip data provides poetry-codes for machines, music for humans, sense for the senseless, stuff for space.</p>
<p>Pixa Babel in</p>
<p>Utopias da formula secreta</p>
<p>Text operators are injecting their viruses in the interstices of our urban environments. The Babel virus mutating in each reply of those ping requests. How could we compile a language where we could understand each other in almost telepathic touch? Did you recognise my calligraphy on those walls and you can see that it came from yours? Vice-Versa? How urban environment could have a contagious touch with all those silent screaming thoughts, trying to organise a collective symptom that could break some walls, cross some border lines, build fluxus of a continuum and organic movement of the people, not marking territories with flags, but with fluid brain waves and their bodies creating language.<br />
Remote Sphere</p>
<p>Simon Yuill in</p>
<p>*** START ***</p>
<p>Algorithm as Ideological Instrument</p>
<p>&#8230;looking at the use of software in the governance<br />
of real world social infrastructures, drawing on<br />
examples of actual software created for use in<br />
disciplines such as school administration, urban<br />
policing and military training&#8230; the broader<br />
question of to what extent may algorithms<br />
be expressions of ideological models, both as<br />
representations of how social agents might<br />
interact, or in implementing such models<br />
in real world situations.</p>
<p>*** END ***</p>
<p>Isjtar in</p>
<p>Catatonic State Society</p>
<p>In the Catatonic State Society, all members live in a state of<br />
reduced consciousness. Saccading their heads on spastic pulses or just<br />
in plain inertia, they seem indifferent to perception. These<br />
rhythmical units do interact however, they behave in surprising ways<br />
towards one another. They move in and out of sync, form complex<br />
superstructures to shift from texture to crystalline structures,<br />
rhythmic pulses and back again.</p>
<p>Alex McLean in</p>
<p>Speechless</p>
<p>Onomatopoeic words are rendering into sounds, functions are trasfomred into patterns.. Here goes the electronic eefing!</p>
<p>Glerm Soares in</p>
<p>Whatever</p>
<p>Kiki Jaguaribe (aka Cristina Ekman) in</p>
<p>Sea Sound</p>
<p>&#8220;There is a sea inside me&#8221;</p>
<p><a href="http://pixa.devolts.org/">EXISTE<br />
UM MAR<br />
DENTRO<br />
DE MIM</a></p>
<p>Environmental collaborative experimental poetry based on translocal repetition.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>plantações eletroacusticas</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2708</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2708#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 01:15:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ieipari]]></category>

		<category><![CDATA[som]]></category>

		<category><![CDATA[amigos]]></category>

		<category><![CDATA[boteco]]></category>

		<category><![CDATA[eletroacustica]]></category>

		<category><![CDATA[encontro]]></category>

		<category><![CDATA[orquestra organismo]]></category>

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		<description><![CDATA[
corte con el cuchillo de cocina en la última época cultural de barriga cervecera.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/cartaz_pimentato72dpi_500px1.jpg" alt="" title="cartaz_pimentato72dpi_500px1" width="500" height="707" class="alignnone size-full wp-image-2710" /></p>
<p>corte con el cuchillo de cocina en la última época cultural de barriga cervecera.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>preso  o você ai sabe tudo na frente dessa porra de computador levanta daí e sai quebrando tudo</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2707</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2707#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 15:51:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alguém</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[nada]]></category>

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		<description><![CDATA[;
fígado
pâncreas
unidades celulkzllular
dmfio
você
ei
fale
adsmiosadddddddddddddddddddy508 -5wm
-5
-9
-5
-
8
-
7
-
587
segredo né sol
sol pensando e rindo
ra ra
ra
ra
emboiraaaa
instalr o softwaree
mais notícias
+
seu rsssssss né
o  mundo janelinha da tela do combutador
quen que faiz o combutador
é uma televisão?
iifdodfo
trabalha aí
faz mais coisa
vende
vende
comida
carne
doces
sai correndo
pula na água
água gelada
-5 graus
daí um desenho

nadar
e você aí fazendo nada
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>;</p>
<p>fígado</p>
<p>pâncreas</p>
<p>unidades celulkzllular</p>
<p>dmfio</p>
<p>você</p>
<p>ei</p>
<p>fale</p>
<p>adsmiosadddddddddddddddddddy508 -5wm</p>
<p>-5</p>
<p>-9</p>
<p>-5</p>
<p>-</p>
<p>8</p>
<p>-</p>
<p>7</p>
<p>-</p>
<p>587</p>
<p>segredo né sol</p>
<p>sol pensando e rindo</p>
<p>ra ra</p>
<p>ra</p>
<p>ra</p>
<p>emboiraaaa</p>
<p>instalr o softwaree</p>
<p>mais notícias</p>
<p>+</p>
<p>seu rsssssss né</p>
<p>o  mundo janelinha da tela do combutador</p>
<p>quen que faiz o combutador</p>
<p>é uma televisão?</p>
<p>iifdodfo</p>
<p>trabalha aí</p>
<p>faz mais coisa</p>
<p>vende</p>
<p>vende</p>
<p>comida</p>
<p>carne</p>
<p>doces</p>
<p>sai correndo</p>
<p>pula na água</p>
<p>água gelada</p>
<p>-5 graus</p>
<p>daí um desenho</p>
<p><img style="vertical-align: middle;" src="http://www.baraskit.se/random/img/74/cold_water_jumping/18.jpg" alt="" width="463" height="347" /></p>
<p>nadar</p>
<p>e você aí fazendo nada</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Virus Babel</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2702</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2702#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 18:55:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[conSerto]]></category>

		<category><![CDATA[babel]]></category>

		<category><![CDATA[pixababel]]></category>

		<category><![CDATA[vírus]]></category>

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		<description><![CDATA[CONVITE PARA SUBIR SEU BABEL VIRUS:
Operadores de Texto estão injetando seus vírus nas frestas
de nossos ambientes urbanos.
O Babel Virus está mutando a cada resposta destas requisições de ping.
Como poderíamos compilar uma linguagem onde poderíamos entender uns aos outros num tato quase  telepático?
Você reconheceu minha caligrafia naqueles muros e você pode perceber que ela veio da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<br /><img src="http://estudiolivre.org/repo/6393/thumb_vicio.gif" alt="media" /><br />

<h1>CONVITE PARA SUBIR SEU BABEL VIRUS:</h1>
<p>Operadores de Texto estão injetando seus vírus nas frestas<br />
de nossos ambientes urbanos.</p>
<p>O Babel Virus está mutando a cada resposta destas requisições de ping.</p>
<p>Como poderíamos compilar uma linguagem onde poderíamos entender uns aos outros num tato quase  telepático?<br />
Você reconheceu minha caligrafia naqueles muros e você pode perceber que ela veio da sua? Vice-Versa?</p>
<p>Nosso ambiente urbano pode ter um toque de contágio com estes gritantes pensamentos silenciosos, tentando organizar<br />
um sintoma coletivo que poderia quebrar alguns muros, cruzar algumas linhas de fronteira, contruir um fluxo de um<br />
contínuo e orgânico movimento de pessoas, não marcando territórios com bandeiras, mas com ondas cerebrais fluídas<br />
e seus corpos criando linguagem.</p>
<p>Nós tentaremos nos comnicar desta maneira e aprender cada um a língua do outro. Nós vamos tentar dividir alguma &#8220;Criptografia&#8221; de um &#8220;interpretador de linguagem&#8221; passo a passo que &#8220;construiremos&#8221; neste processo.</p>
<p>Este é um convite para um processo de reconhecimento de contornos, para toda a vida. E para além da vida destes muros onde as raízes do matagal estão quebrando o concreto.</p>
<p># As instruções de Booting sugeridas (prontas pra serem também hackeadas)-</p>
<p>0) Entre na mailing-list[1] . Registre-se como usuário do weblog[2] .</p>
<p>1] Nesta situação, você está estimulado a sempre falar a língua que você pensa consigo mesmo durate o dia, talvez a língua que você aprendeu logo após nascer, mas você sabe qual. blz? Pense fluentemente e tente realmente confiar nos seus dons telepáticos. Convide também pessoas que talvez não pensam em sua &#8220;lingua materna&#8221; fluentemente até agora. O assunto é um metaassunto: A linguagem que estamos contruindo juntos. Linguagem de mobilidade, compreensão.</p>
<p>&lt;-2o passo é com as pessoas escolhendo algumas palavras, frases, nesta língua &#8220;dos outros&#8221;. Discutir <em>Déterritorialisation</em>[4] e subjetividade. Neste ponto as pessoas poderiam escrever em algumas linguagens &#8220;que não conhecem realmente&#8221; (mas alguem no grupo conhece, talvez).</p>
<p>-&gt;3o passo - Nós tentaremos imitar uns a caligrafia dos outros. Trocamos alguns scans de textos, numa caligrafia pessoal da sua própria escolha, não importando se de leitura fácil ou díficil, cada um escolhe a sua.</p>
<p>::4o - Escolher algumas frases com quais brincamos no 2o passo e escolhemos caligrafias (tentando não usar a própria) e mandamos novamente para a &#8220;turba&#8221;.</p>
<p>;;5th - Nos vamos pixar/pichar*  frases nas ruas de nossas cidades &#8220;lar&#8221; (onde é isso?). Mande fotos para a turba através de nossas bases na rede.</p>
<p>-&gt; Algumas Imagens serão mostradas durante o Piksel festivel (<a href="http://piksel.no/" target="_blank">http://piksel.no</a>).</p>
<p>Mas de qualquer maneira: <a href="http://pixa.devolts.org/" target="_blank">pixa.devolts.org</a> e podem ser usadas em quaisquer performances, manifestos, e outras exibições de alguém aqui, para manter o movimento destes corpos, e botá-los em contato.</p>
<p>[1]lista de emails - <a href="http://xname.cc/cgi-bin/mailman/listinfo/pixa" target="_blank">http://xname.cc/cgi-bin/mailman/listinfo/pixa</a><br />
[2]para blogar:  <a href="http://pixa.devolts.org/wp-login.php?action=register" target="_blank">http://pixa.devolts.org/wp-login.php?action=register</a><br />
[3]referência rápida e &#8220;barata&#8221; em português - <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_materna" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_materna</a><br />
[4] mesma fonte (&#8221;source&#8221;): <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Deterritorialization" target="_blank">http://en.wikipedia.org/wiki/Deterritorialization</a></p>
<p>weblog link: <a href="http://pixa.devolts.org/" target="_blank">http://pixa.devolts.org</a><br />
weblog RSS: <a href="http://pixa.devolts.org/?feed=rss2" target="_blank">http://pixa.devolts.org/?feed=rss2</a></p>
<p>*(apanhei-te cavaquinho )</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://organismo.art.br/blog/?feed=rss2&amp;p=2702</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Yes, we have bananas!</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2700</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2700#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 02:08:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

		<category><![CDATA[vitoriamario]]></category>

		<category><![CDATA[barbarsmo]]></category>

		<category><![CDATA[condivíduo]]></category>

		<category><![CDATA[drogas pesadas]]></category>

		<category><![CDATA[maçonaria]]></category>

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		<description><![CDATA[
“desenvolvedores de softwares utilizam seus algoritmos para criar a mais nobre e esquecida arte da representação lingüística: a poesia&#8230;” 
Vitória Mário, I Love You, Museum for Applied Arts Frankfurt, 2002
O primeiro condivíduo idealizado por brasileiros de que se tem notícia é “Vitoriamario”.  Segundo  o     site    “ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://imaginarios.net/dpadua/?p=488'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/autodecepanter300.jpg" alt="" title="autodecepanter300" width="311" height="600" class="aligncenter size-full wp-image-2701" /></a></p>
<blockquote><p>“desenvolvedores de softwares utilizam seus algoritmos para criar a mais nobre e esquecida arte da representação lingüística: a poesia&#8230;” </p></blockquote>
<p><em>Vitória Mário, I Love You, Museum for Applied Arts Frankfurt, 2002</em></p>
<p>O primeiro condivíduo idealizado por brasileiros de que se tem notícia é “Vitoriamario”.  Segundo  o     site    “    Apodrece       e    vira    adubo” (www.http://www.organismo.art.br/apodrece/), o nome surgiu em 1985 e cometeu “suicídio” em 1999. Em seus treze anos de existência, os vitoriamarios produziram romances, teses, ensaios e livros-reportagem, grande parte disponível na web, com a popularização do meio. Alguns deles eram mais radicais e defendiam idéias como a depredação da propriedade. Como já explicitamos anteriormente, não há como delinear que tipo de vertente os assinantes de um condivíduos seguirão, visto que estamos diante de uma identidade “aberta”. Assim, mesmo tendo se “suicidado” em 1999, segundo texto do “Apodrece e vira adubo”, podemos encontrar textos do ano em curso assinados por Vitoriamario na rede. </p>
<p>Há dois outros condivíduos famosos, originalmente brasileiros. Embora não haja nenhum estudo a respeito, nossas pesquisas na Internet revelaram vários textos, blogs, publicações sob os condinomes: “Ari de Almeida” e “Timóteo Pinto”. A produção dos dois é bem parecida e segue as estratégias do “condividualismo” às quais nos referimos antes: caráter lúdico, crítica ao capitalismo, ataque à mídia, plágio, ensaios, notícias falsas; enfim, características do ativismo político cultural que encontramos na rede atualmente. </p>
<p>O fato de brasileiros fazerem ativismo utilizando condivíduos como forma de estratégia é a primeira justificativa para o título deste trabalho. Uma vez que o condivíduo é uma identidade e uma estratégia de ação “aberta”, automaticamente a iniciativa é uma ação em escala global, isto é; qualquer cidadão, de qualquer parte do mundo, pode assinar o nome múltiplo. Por outro lado, o fato de brasileiros sentirem necessidade de criar um condivíduo demonstra que o movimento tem um caráter local, isto é, embora esteja engajado em causas inerentes ao ativismo mundial (como o copyleft, o anticapitalismo, o ataque à cultura hegemônica, entre várias outras), os ativistas sentem necessidade de se envolver em questões essencialmente brasileiras, ou seja, locais.</p>
<p>Dessa forma, eis a primeira constatação de que o fenômeno dos nomes múltiplos é uma questão nem tão somente global, nem local; mas sim uma sinergia entre as duas, no que chamamos de glocal. Como concluimos em estudo anterior (VARGES, 2005), neste tipo de sinergia ambas as estãncias, local para o fortalecimento do movimento em escala global e a recíproca é verdadeira. O que acontece localmente serve, entre outras coisas, para dar popularidade à idéia de condivíduo em escala global e; por sua vez, esta projeção global estimula iniciativas locais. Como podemos observar, o processo gera contínuo feeedback. </p>
<p>fonte:<br />
<a href="http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sudeste2007/resumos/R0520-1.pdf">http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sudeste2007/resumos/R0520-1.pdf</a></p>
<p>*******************************************************</p>
<p>Classificação<br />
 1-Palmeiras        28 18  7  3  34-11  43<br />
 2-Grêmio           28 15 10  3  28-13  40<br />
 3-Cruzeiro         28 13 10  5  34-22  36<br />
 4-Santos           28 13  9  6  39-20  35<br />
 5-América-MG       28 11 13  4  30-16  35<br />
 6-São Paulo        28 10 15  3  29-16  35<br />
 7-Fortaleza        28 10 15  3  32-19  35<br />
 8-Goiás            28 12 10  6  32-16  34<br />
 9-Vitória          28 12 10  6  23-14  34<br />
10-Coritiba         28 14  5  9  33-20  33<br />
11-Internacional    28 12  9  7  26-20  33<br />
12-Guarani          28 10 13  5  34-24  33<br />
13-Botafogo         28 10 11  7  29-20  31<br />
14-Vasco da Gama    28 10 11  7  27-20  31<br />
15-Corinthians      28 10 11  7  29-24  31<br />
16-Ceará            28  9 13  6  26-23  31<br />
17-Bahia            28 10 10  8  29-22  30<br />
18-Tiradentes       28 10 10  8  21-19  30<br />
19-Santa Cruz       28  9 12  7  30-33  30<br />
20-Atlético-MG      28 10  9  9  34-29  29<br />
21-Nacional         28  7 14  7  28-30  28<br />
22-Remo             28 11  5 12  25-28  27<br />
23-Fluminense       28  9  9 10  25-25  27<br />
24-Flamengo         28 11  4 13  31-34  26<br />
25-América-RN       28  9  8 11  33-36  26<br />
26-Comercial        28  9  8 11  30-36  26<br />
27-Desportiva       28  8  9 11  20-22  25<br />
28-Atlético-PR      28  8  9 11  20-24  25<br />
29-Portuguesa       28  7 11 10  33-31  25<br />
30-Rio Negro        28  7 10 11  20-21  24<br />
31-Olaria           28  7 10 11  27-29  24<br />
32-Sport            28  7  9 12  24-36  23<br />
33-CEUB             28  8  6 14  23-33  22<br />
34-Náutico          28  7  8 13  20-33  22<br />
35-Figueirense      28  5 12 11  15-29  22<br />
36-CRB              28  6  7 15  23-43  19<br />
37-América-GB       28  5  9 14  22-34  19<br />
38-Paysandu         28  3  8 17  18-42  14<br />
39-Moto Clube       28  1 12 15  11-43  14<br />
40-<strong>Vitoriamario</strong>     0  0  5 50  11  13</p>
<p>Another diverse collective is vitoriamario, presented their work at Submidialogia. Activities include video, web-art, photography, music (among others by the Printer’s Orchestra) and publications, many of which are issued under the names Vitoriamario and Apodrece. Vitoriamario, a collective personality composed of several hundred persons was active during 13 years before he announced his suicide in 1999. In his decomposing state, Vitoriamario, now also called Apodrece, became free for appropriation by the next generation of communications guerilla, issuing manifestos, proposing a new global currency and denouncing all property.</p>
<p>******************************************************</p>
<p>Bilder fuer freies Wissen</p>
<p>Image Banks<br />
Videoarbeiten von Johanna Billing, Nina Fischer / Maroan el Sani, Nate Harrison, Sean Snyder, VitoriaMario, Florian Zeyfang, u.a. Das Programm zeigt künstlerische Reflexionen über die kulturelle und<br />
politische Bedeutung aktueller Bildarchive.</p>
<p>Ab 22 Uhr im Klub: radio cidadao comum: netbatucadabrasileira on free and piracy music</p>
<p>Image Agents<br />
Videoarbeiten von Anna La Chocha, Anja Kirschner, Tobias Werkner, u.a. Gezeigt werden Videoarbeiten, die einen produktiven Umgang mit vorhandenem Bildmaterial pflegen oder neue Konzepte für mediale Wissensproduktion verfolgen.</p>
<p>Ab 22 Uhr im Klub: MyTube &#038; Yourspace<br />
from Dj Hugo Chavez &#038; Vj Ahmedinejad</p>
<p>Als Partner der Konferenz &#8216;Wizards of OS 4 &#8212; Information Freedom Rules&#8217; präsentiert TESLA zwei Videoprogramme, kuratiert von Vera Tollmann. Ausgehend von der Diskussion über Urheberrechte beschäftigt sich ?Bilder für freies Wissen&#8221; mit der Privatisierung großer Mengen von Bildern in Datenbanken und mit den Möglichkeiten alternativer Bildproduktion in den Grauzonen der Copyright-Gesetzgebung, wie z.B. mit dem Handy. Die Ästhetik aktueller Nachrichtenbilder ist von marktkompatiblen Standards bestimmt, komplette Bildarchive, die Jahrhunderte überdauern sollen, werden eingelagert und nur gebührenpflichtig wieder verfügbar gemacht. Welche standardisierten<br />
Bildertypen bestimmen heute die Diskurse der Medien? Für die Besitzer populärer File-Sharing-Netze sind die ausführlichen Nutzerprofile am interessantesten: was sieht sich die Kundschaft von morgen an? Welche Methoden etablieren sich innerhalb der enormen Produktion in online Video-Communities? Wird mehr Wissen verfügbar, oder werden mehr Geheimnisse geschaffen?</p>
<p>Im Programm werden künstlerische Strategien vorgestellt, die in Bildern repräsentierte Machtverhältnisse und mediale Bildpolitiken reflektieren. Für einen Moment wird die Logik des kapitalistischen Wertekreislaufes vorgeführt. Oder die Arbeiten verbinden sich mit aktuellen Forderungen nach einem freieren Umgang mit Bildern. </p>
<p>Qual o seu real valor? plágio, deturpação, recombinação, video, música, arte numérica, desenho, tecnologia, ativismo, metonímia, pleonasmo, hibernação. SANGRE!</p>
<p>*********************************************************</p>
<p>CLIPOEMA No. 6<br />
Título:          DONA MATILDE<br />
Autor (es):      Poema e Clipoema: Vitoriamario<br />
Ficha técnica    Recursos utilizados (tecnologias): Câmera digital e animação Flash<br />
Som              Leitura do texto<br />
Versão impressa:<br />
Dona Matilde</p>
<blockquote><p>&#8220;A hipérbole do cabeleireiro de crocodilo e da bengala&#8230;&#8221;.<br />
nem o postilhãode linguagem nem o hexamêtro nem a gramática<br />
nem a estética nem o Buda nem o sexto mandamenteo deveriam impedí-lo.<br />
o poeta cacareja, xinga, suspira, gagueja canta à tiroleza e ao seu bel-prazer<br />
seus poemas são como a natureza: ninharia.<br />
são tão preciosos para ele como uma retórica sublime.<br />
porque na natureza cada partícula<br />
é tão bela e importante quanto uma estrela<br />
e os homens é que se julgam no direito de determinar<br />
o que é belo e o que é feio &#8220;</p></blockquote>
<p><em>(Vitoriamario)</em></p>
<p>A obra vale-se do uso quase exclusivo da câmera para explorar parodicamente os clichês e os lugares-comuns da linguagem da televisão, efetuando uma crítica de seus efeitos sobre as pessoas simples. Há um texto verbal, que aparece rapidamente na tela e deve ser lido pela personagem, que não tem repertório para entendê-lo e portanto faz inúmeras tentativas, tropeçando nas palavras. O texto é uma espécie de manifesto sobre a poesia, no estilo dadaísta (?) o que permite perceber a concepção metalingüística (metapoética) do clipoema. A leitura desse texto é o fio condutor da narrativa, constituindo-se num fato inusitado naquele ambiente doméstico reduzido, em todos os sentidos. </p>
<p>Percebe-se claramente que é um texto narrativo, principalmente no registro visual. Imagens de uma infância nostálgica no campo efetuam o contraponto entre o real - tecnológico e restrito - e o imaginário, que aparece ligado a uma vida em contato com a natureza. Há uma organização linear das cenas, uma seqüencia dos episódios centrais, com algumas inclusões de imagens de programas de TV, bem populares, cujo efeito sobre a personagem é hipnótico. Ao final, Dona Matilde, uma senhora idosa, que acreditava ser real tudo o que via na telinha, vai ver-se e ouvir-se na TV; e a câmera registra o impacto desse evento sobre ela, com a troca de papéis na subversão da idéia de espetáculo.</p>
<p>Os programas citados visualmente constituem protótipos da representação visual e da imagem da mídia: imagem onipresente e invasora, imediatamente associada à TV de forte apelo popular e conformadora do repertório de Dona Matilde. A heterogeneidade das imagens (os múltiplos materiais que as compõem)  articulam suas significações específicas entre si, para a produção da mensagem<br />
global veiculada.</p>
<p>Como assinalamos anteriormente, consideramos equivocada a classificação dessa obra como clipoema. Por seu teor crítico-social e por seu caráter narrativo, seria mais apropriado inscrevê-la num concurso de curtas-metragem ou algo similar. </p>
<p>fonte: <a href="http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/7412/1/denise.pdf">POESIA VISUAL &#038; MOVIMENTO: DA PÁGINA IMPRESSA AOS MULTIMEIOS - DENISE AZEVEDO DUARTE GUIMARÃES</a></p>
<p>***************************************************************</p>
<p>Vitoriamario é um grupo que atua principalmente pela internet, espalhando e-mails aleatoriamente para o maior número possível de pessoas, em uma espécie de ato terrorista da anti-arte. Os e-mails possuem mensagens e imagens, ou estão em branco, e remetem a discussões filosóficas.<br />
Em seu site o Apodrece Vira Adubo (www.organismo.art.br), a grande quantidade de textos teóricos provam que eles pensam bastante sobre seus atos. E quando mais se lê mais confuso se fica sobre suas origens&#8230; até remetendo a séculos anteriores e a personalidades talvez imaginadas.<br />
Como exemplo o trecho abaixo retirado do texto “Acorde!”, que também comenta alguns dos objetivos do grupo: </p>
<p>“Quando anunciou seu suicídio, em 1999, o perigoso terrorista cultural Vitoriamario era uma rede subversiva (e muito divertida) composta por algumas centenas de pessoas, em sua maioria anarquistas, e isso só no Brasil. Ao esvaziarem o condivíduo - ou nome múltiplo - os veteranos do movimento deixavam uma reputação estabelecida e uma máscara vazia para ser adotada pela nova geração.<br />
“O objetivo desse condivíduo? Além de umas boas risadas, fazer guerrilha psíquica ou, citando o movimento Critical Art Ensemble, criar choques semióticos que contribuam para a negação da cultura autoritária. Em outras palavras, dar às pessoas uma oportunidade de olhar para o mundo com outros<br />
olhos, (&#8230;) O coletivo se pauta por uma série de resoluções. Uma delas define que o objetivo é publicar livros que forneçam idéias divertidas (e, portanto, mais eficientes) para, entre outros itens, destruir o império, quebrar o modo de produção capitalista, esmagar os fascistas, atazanar a classe média e divertir a macacada. Concorde-se ou não com essas metas, é bom ver textos fundamentais a respeito do ativismo contemporâneo brotando do português”.<br />
Mas “Vitoriamario não define nada somente confunde a hipocrisia que carregamos conosco”, comenta o grupo. No Manifesto Vitoriamario – em anexo página 78 – o grupo, sem a preocupação de defini-lo, comenta pontos importantes.</p>
<blockquote><p>da linguagem a muleta<br />
  ossos olhos
 </p></blockquote>
<p>O resultado do envio de e-mails são os mais variados, desde pessoas que não entendem até outras que se sentem invadidas/agredidas e são retiradas das listas de envio de e-mails. Mas também há as que elogiam, mantém contato com o grupo e até retribuem da mesma maneira. Todo este retorno faz o<br />
Vitoriamario ter sentido e anima o grupo para novas empreitadas. “Lançamos uma proposição utilizando veículos de comunicação, gostamos sobretudo da correspondência porque ela contém algo situacionista, pessoal, porém é preciso deixar claro que não existe privacidade na rede, a rede desconhece isso, não faz parte dela, mas algumas pessoas ainda não perceberam isso e acham que pelo fato de acessar a rede dentro de sua casa tem privacidade, mas não é a mesma coisa. Estabelecer estas invasões de forma virtual, para muitos é terrorismo, para outros é como em um sonho onde não temos domínio pelo conteúdo que sonhamos”, comentam.<br />
No site também estão disponíveis uma série de vídeos e também imagens e mensagens que são enviadas por e-mail. Também existe um espaço para postar imagens no site.<br />
Vitoriamario    também     realizou    outros   eventos   como   o  I  Encontro Psicogeográfico. Realizando um happening, em 2003, contando com um grande número de participantes – que também se tornaram Vitoriamario. O evento ocorreu na meia-noite de sexta para sábado (01/08/2003), na Praça do Japão, em Curitiba, onde o público é convidado, por e-mail, a levar “sua bicicleta, um disco de vinil e pilha(s) grande se possível”. O evento faz parte do projeto de ocupação de espaços públicos para rituais Vitoriamario, também definido como o primeiro encontro situcionista de psicogeografia biker. Contando com uma grande participação, dançam ouvindo seus discos de vinil (LP), até serem interrompidos por moradores dos prédios vizinhos – que chegam a jogar pedras neles. Em suas bicicletas eles vão para a Praça da Espanha onde o evento continua madrugada adentro. O grupo também já realizou um projeto em que as pessoas eram convidadas a participar por cartas e tinham que ir com roupa vermelha e azul no saguão do correio.</p>
<p>Vitoriamario é um grupo diferente dos pesquisados neste trabalho. Atua não apenas na rua, mas também por meio da rede da internet, que não é exatamente marginal, mas que é público, e onde é possível realizar manifestações de arte também. Sobre a identidade do grupo é difícil dizer, principalmente devido a sua postura de não-identidade. E as pessoas que sabem sobre o Vitoriamario se tornam um Vitoriamario! Dessa maneira ampliando ainda mais o grupo. Portanto, se você leu esse texto você também se tornou um Vitoriamario. “Vitoriamario é todo mundo e ninguém ao mesmo tempo, de modo que tudo que existiu no mundo foi realizado por vitoriamario e ao mesmo tempo isto não tem significância nenhuma, não fazendo reverências absolutamente a ninguém”, complementa um dos integrantes do grupo.</p>
<p>fonte:  <a href="http://estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=1790">ARTE MARGINAL - A ARTE FORA DOS EIXOS, JULIANO DE PAULA ANTOCEVEIZ</a> </p>
<p>************************************************************</p>
<p>No campo das artes, esse gênero de ações têm sido favorecidas com o relativo barateamento de mídias e tecnologias no exterior e no Brasil, que ajuda a disseminar as produções da chamada “arte midiática” ou “tecnológica”. Algumas vezes, tais produções vão explorar artisticamente as potencialidades dos novos meios. Outras vezes vão adquirir igualmente um cunho político e ganhar uma dimensão coletiva ao se propagarem na Rede. Exemplos locais seriam grupos como o Vitoriamario, de Curitiba, os paulistas do Bijari e os mineiros do Poro, que usam a internet para gerar campanhas de protesto, mobilizar para ações presenciais, veicular trabalhos de vídeo-arte com cunho político e também intervenções e performances em espaços públicos.</p>
<p>fonte: <a href="http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2007/resumos/R0354-2.pdf">    Resistência nômade: arte, colaboração e novas formas de ativismo na Rede -                                  Fernando do Nascimento Gonçalves</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Segurança defronte ao labirinto abismo</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2697</link>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 19:23:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>iawashi</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[apodrece e vira adubo]]></category>

		<category><![CDATA[cade você?]]></category>

		<category><![CDATA[máquina de fazer moedas]]></category>

		<category><![CDATA[outra mesma coisa]]></category>

		<category><![CDATA[álbum de família]]></category>

		<category><![CDATA[abismo]]></category>

		<category><![CDATA[famíla]]></category>

		<category><![CDATA[labirinto]]></category>

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		<description><![CDATA[


Um estudo sueco desenvolvido ao longo de vinte anos demonstrou que a memória humana vem melhorando a cada geração, devido a fatores como níveis mais elevados de instrução e boa nutrição.
Segundo os pesquisadores da Universidade de Estocolmo, os resultados do estudo - o maior já realizado sobre o tema - podem     [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="center;"><img class="alignnone size-full wp-image-2698" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/floresdoamanhaposter.jpg" alt="" width="350" height="462" /></p>
<p class="storytext">
<p class="storytext">
<p class="storytext">Um estudo sueco desenvolvido ao longo de vinte anos demonstrou que a memória humana vem melhorando a cada geração, devido a fatores como níveis mais elevados de instrução e boa nutrição.</p>
<p class="storytext">Segundo os pesquisadores da Universidade de Estocolmo, os resultados do estudo - o maior já realizado sobre o tema - podem                   conduzir à elevação da atual idade de aposentadoria para homens e mulheres.</p>
<p class="storytext">&#8220;Os resultados indicam que a idade de aposentadoria pode ser ajustada para além dos limites atuais, já que estamos retendo melhores funções cognitivas no processo de envelhecimento&#8221;, destacou Lars-Göran Nilsson, professor de Psicologia da Universidade de Estocolmo e líder do projeto, em entrevista ao jornal sueco <em>Svenska Dagbladet</em>.</p>
<p class="storytext">Cientistas chineses já expressaram interesse na pesquisa.</p>
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		<title>caras dessa idade já não lêem manuais</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 14:19:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Polavra]]></category>

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		<description><![CDATA[
Hoje vai rolar um encontro, com música, piano, barulho e lançamento de livro, no seguinte endereço:
Pizza Mais. Rua Itupava, 828. Curitiba - Fone 41 3262 5555.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/poster_livromanuais.jpg'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/poster_livromanuais.jpg" alt="" title="poster_livromanuais" width="400" height="554" class="aligncenter size-full wp-image-2694" /></a></p>
<p>Hoje vai rolar um encontro, com música, piano, barulho e lançamento de livro, no seguinte endereço:</p>
<p>Pizza Mais. Rua Itupava, 828. Curitiba - Fone 41 3262 5555.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Família Bula: Cosmoléxicos.</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 03:49:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[pastel]]></category>

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		<description><![CDATA[Segurança defronte ao labirinto abismo. Extensão das formas fixas, mestiçagem da alucinação contra as forças centripetas de estagnação pela ordem segundo interesses hegemônicos, parciais, que não respeitam as diferenças e fazem das suas desições e imposições a opressão do outro. Espaço de disputa desigual que tende a inexpressividade e alienação do outro.
Acesso ao sonho crítico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segurança defronte ao labirinto abismo. Extensão das formas fixas, mestiçagem da alucinação contra as forças centripetas de estagnação pela ordem segundo interesses hegemônicos, parciais, que não respeitam as diferenças e fazem das suas desições e imposições a opressão do outro. Espaço de disputa desigual que tende a inexpressividade e alienação do outro.</p>
<p>Acesso ao sonho crítico - verdade do planeta. Sânscrito e latim para macacos. Selvageria as avessas. Na entrada e na saída, buraco úmido. A bula do cosmos. Gênese. A E I O U. Escolha suas consoantes. Morda a teta.</p>
<blockquote><p>1 In nova fert animus mutatas dicere formas<br />
2 corpora; di, coeptis (nam vos mutastis et illas)<br />
3 adspirate meis primaque ab origine mundi<br />
4 ad mea perpetuum deducite tempora carmen!<br />
5 Ante mare et terras et quod tegit omnia caelum<br />
6 unus erat toto naturae vultus in orbe,<br />
7 quem dixere chaos: rudis indigestaque moles<br />
8 nec quicquam nisi pondus iners congestaque eodem<br />
9 non bene iunctarum discordia semina rerum.</p></blockquote>
<p>Automatismo do mistério. Salsa e cebolinha na retórica acadêmica. Retorno ao cubo da mais-valia e a declaração da condição precária do sistema artístico e suas trocas. Vamos a pastelaria.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2693" title="familiadeath" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/familiadeath.jpg" alt="" width="500" height="500" /></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Bússola</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2689</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 05:55:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Limite Geopolítico ao Sul, saída da cidade.
Sem Bússola.

Se tanto ajudar o engenho e a arte, cantando espalhar por toda parte:
Limites somente climáticos. Biosistemas. Críticos.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pixa.devolts.org/wp-content/uploads/2008/11/sembussola.gif" alt="sembussola" /></p>
<p>Limite Geopolítico ao Sul, saída da cidade.</p>
<p>Sem Bússola.</p>
<p><img src="http://pixa.devolts.org/wp-content/uploads/2008/11/subtropico.jpg" alt="subtropico.jpg" /></p>
<p>Se tanto ajudar o engenho e a arte, cantando espalhar por toda parte:</p>
<p>Limites somente climáticos. Biosistemas. Críticos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>ação FSM 2009</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 04:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[jornal]]></category>

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		<category><![CDATA[fórum social mundial]]></category>

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		<description><![CDATA[Objetivos da ação  do Fórum Social Mundial 2009
As diversas atividades autogestionadas do FSM serão realizadas em torno de um entre os 10 objetivos a seguir, definidos, após a realização de uma ampla consulta pública às diversas organizações e entidades participantes do processo FSM:
1-Pela construção de um mundo de paz, justiça, ética e respeito pelas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Objetivos da ação  do Fórum Social Mundial 2009</p>
<p>As diversas atividades autogestionadas do FSM serão realizadas em torno de um entre os 10 objetivos a seguir, definidos, após a realização de uma ampla consulta pública às diversas organizações e entidades participantes do processo FSM:</p>
<p>1-Pela construção de um mundo de paz, justiça, ética e respeito pelas espiritualidades diversas, livre de armas, especialmente as nucleares;</p>
<p>2-Pela libertação do mundo do domínio do capital, das multinacionais, da dominação imperialista patriarcal, colonial e neo-colonial e de sistemas desiguais de comércio, com cancelamento da dívida dos países empobrecidos;</p>
<p>3-Pelo acesso universal e sustentável aos bens comuns da humanidade e da natureza, pela preservação de nosso planeta e seus recursos, especialmente da água, das florestas e fontes renováveis de energia;</p>
<p>4-Pela democratização e descolonização do conhecimento, da cultura e da comunicação, pela criação de um sistema compartilhado de conhecimento e saberes, com o desmantelamento dos Direitos de Propriedade Intelectual;</p>
<p>5-Pela dignidade, diversidade, garantia da igualdade de gênero, raça, etnia, geração, orientação sexual e eliminação de todas as formas de discriminação e castas (discriminação baseada na descendência);</p>
<p> 6-Pela garantia (ao longo da vida de todas as pessoas) dos direitos econômicos, sociais, humanos, culturais e ambientais, especialmente os direitos à alimentação (com garantia de segurança e soberania alimentar), saúde, educação, habitação, emprego, trabalho digno e comunicação;</p>
<p>7-Pela construção de uma ordem mundial baseada na soberania, na autodeterminação e nos direitos dos povos, inclusive das minorias e dos migrantes;</p>
<p>8-Pela construção de uma economia democratizada, emancipatória, sustentável e solidária, com comércio ético e justo, centrada em todos os povos;</p>
<p>9-Pela construção e ampliação de estruturas e instituições políticas e econômicas (locais, nacionais e globais) realmente democráticas, com a participação da população nas decisões e controle dos assuntos e recursos públicos.</p>
<p>10-Pela defesa da natureza (Amazônia e outros ecossistemas) como fonte de vida para o Planeta Terra e aos povos originários do mundo (indígenas, afro-descendentes, tribais, ribeirinhos) que exigem seus territórios, línguas, culturas, identidades, justiça ambiental, espiritualidade e bom viver.</p>
<p>Para o FSM 2009, também será possível inscrever atividades de troca de experiências, balanço dos movimentos altermundialistas e do processo Fórum Social Mundial e sobre as perspectivas futuras de ambos, que não se vinculem necessariamente a um desses 10 objetivos específicos.</p>
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		<title>Jornais semeiam o medo em Curitiba</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 03:12:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<category><![CDATA[doutorado pirata]]></category>

		<category><![CDATA[jornal]]></category>

		<category><![CDATA[justa razão aqui delira]]></category>

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		<category><![CDATA[crime]]></category>

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		<description><![CDATA[
Curitiba tem pelo menos 98 jornais de atuação delinqüente, como o GDP e o TDP, que colocaram os leitores no mapa do crime
Eles provocam medo nas ruas e discussões semânticas nas banquinhas. Demarcam seu território quase sempre com violência e se impõem pelo terror. Levantamento inédito realizado pelo HC revela não haver uma só região [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/jornal_crime.jpg" alt="" title="jornal_crime" width="310" height="208" class="alignnone size-full wp-image-2686" /><br />
Curitiba tem pelo menos 98 jornais de atuação delinqüente, como o GDP e o TDP, que colocaram os leitores no mapa do crime</p>
<p>Eles provocam medo nas ruas e discussões semânticas nas banquinhas. Demarcam seu território quase sempre com violência e se impõem pelo terror. Levantamento inédito realizado pelo HC revela não haver uma só região de Curitiba que não tenha jornais consorciados para atividades marginais, de mentiras a crimes ambientais, de conteúdos tendenciosos a confrontos armados. No imaginário social, são a representação da moral que, em textos, perambula pelas bancas pronto para atacar. Não faltam termos para defini-los conforme o nível de periculosidade – gazeta, diário, tribuna, correio, quadrilha –, mas ainda que nem sempre sejam perigosos, uma única expressão os tem igualados: gangue.<br />
Embora nem todas os jornais sejam de áreas ricas ou violentas, as rixas costumam ser mais sérias nos bolsões de política. Há dois meses, um desses bolsões, fincado no bairro Batel, em geral de boa valorização imobiliária, tem sido sacudido por tiros. A sucessão de assassinatos e vinganças revela que a disputa por espaço no submundo de Curitiba já não se dá só no bairro Água Verde e no Jardim Social, redutos dos dois jornais centrais da capital. Informações de setores públicos e privados ligados à segurança pública, em todas as regionais, permitiram à reportagem chegar a um número estimado de 98 jornais de atuação delinqüente em Curitiba.</p>
<p>Conceito de jornal é confuso<br />
Há dez anos, a Unesco patrocinou estudo sobre jornal, violência e cidadania em várias cidades do país. Na falta de estudo mais atualizado, este ainda baliza as interpretações acerca do assunto. Os jornalistas ouvidos à época consideravam atividade jornalistica desde a depredação promovida pelo caderno esportivo até crimes praticados por pequenos classificados. Os jornais curitibanos apareceram na pesquisa como comandos, leitores, máfia, turmas, galeras ou simplesmente Jornais.<br />
Leitores são a reunião de pessoas cuja afinidade é o jornal, enquanto galera é um grupo menor com outras afinidades. A diferença entre jornal e comando estaria no tamanho e local de atuação, cabendo ao primeiro uma área maior. Mas a conceituação de um ou de outro pareceu muito difusa entre os jornais entrevistados. Para alguns, as Jornais são grupos violentos que se reúnem para baderna, &#8220;uma turma de vândalos&#8221;. Alguns procuram diferenciar-se como &#8220;mídia defensiva&#8221;, cuja missão é proteger os seus integrantes.<br />
A maioria está vinculada do crime organizado, transita no limite entre a transgressão das normas sociais e a delinqüência, mas há os que ultrapassam, e muito, essa linha imaginária e vão ao extremo da violência, caso do Jornal GDP e o Comando EDP, arqui-rivais que puseram o até então pacato Centro no mapa do crime. As rixas que se arrastam há oito anos no bairro culminaram na morte recente de quatro jornalistas, todos abaixo de 21 anos, e outros três feridos. Dois integrantes de cada facção estão presos. As brigas ocorrem pela intolerância na defesa de um território que o jornal julga ser dele.<br />
Querelas de infância viraram guerra de jornais também em outros bairros. Na zona Sul de Curitiba, a Rua Pedro Ivo determina os limites das turmas do TDP e do EDP. &#8220;Os jornal do EDP vão dar tiro lá&#8221;, diz Polaco, nome fictício de um &#8220;jornaleiro&#8221; de 15 anos recolhido pela quinta vez à Delegacia do Jornal Infrator, quatro por estelionato e uma por descumprir medida socioeducativa. Pela contas dele, houve 10 mortes no lado do GDP nos últimos cinco anos, enquanto no EDP foram &#8220;só&#8221; duas baixas. Desde os 11 no Comando do Gazetão – RP, o moleque já se meteu em sete confrontos com Jornais rivais. Como ali, em outras regiões o pavor faz parte da rotina dos moradores.</p>
<p>Identificação<br />
Longe de um consenso, o conceito confuso do que vem a ser um jornal dificulta a identificação dos jornais que semeiam o terror nos bairros. Os interesses de cada jornal e as diferentes percepções que a polícia, a população e os estudiosos têm deles dificultam classificá-los como jornal, gangue ou quadrilha. Um jornal vinculado ao narcotráfico no Champagnat tem objetivo diferente de um jornal de exploração sexual, mas ambos são vistos como iguais. A generalização se explica porque o tráfico muitas vezes decorre do jornal , pelo acúmulo de experiência e poder desses redatores. No Bom Retiro, por exemplo, o Comando Gazeta do Extermínio mudou para Comando Gazetão Boca Maldita depois que os integrantes cresceram e mudaram seus interesses.<br />
Calejado nas ruas do Pilarzinho, uma das regiões mais violentas de Curitiba, um policial militar que não quer ser identificado diz que os Jornais geralmente começam como folhetins e com o tempo podem virar jornais criminosos. Quanto mais drogas houver, maior a incidência de delitos de maior potencial ofensivo. &#8220;Quando amadurecem, percebem que o nome (do jornal) pode identificá-los mais facilmente, o que pode vir a ser um problema, e ao se intitular assim também acabam reduzindo o número de interessados em atuar com eles&#8221;, diz o policial. Por isso, muitos desses jornais não se autodenominam gangue.<br />
Com ou sem essa denominação, as Jornais são motivo de queixa até nas reuniões que o Instituto de Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) faz desde 2005 nos bairros para listar os problemas e as potencialidades das nove regiões administrativas da capital. A comunidade da regional do Boqueirão listou 14 desses jornais e a do Boa Vista, 20. Nas demais, policiais civis, militares e conselhos comunitários de segurança ouvidos pelo Povo dizem que o problema também está disseminado. Há jornais que se reúnem para beber e fazer arruaça, mas também os que se juntam para fazer furtos e assaltos à mão armada.<br />
Denominá-los não é tarefa fácil. Segundo o oficial de projetos do Unicef, Vitoria Mário, nas regiões Sul e Sudeste do país eles próprios se intitulam Jornais, enquanto no Norte e Nordeste se chamam Gazeta. Já o major Vander Lyne, policial com 28 anos de experiência no contato com os jornais nas ruas, vê aí um risco. Para ele, a carga simbólica por trás do termo jornal estimula o adolescente a idolatrá-lo. Mas o problema não está na nomenclatura. Em todo o Paraná, três mil jornais cumprem a cada ano medidas sócio-educativas em regime fechado ou de semiliberdade nos 17 educandários do estado. Nem todos chegaram ali por agir em grupo.</p>
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		<title>mivos vortos</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Nov 2008 21:09:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>iawashi</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/dsc06269.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2682" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/dsc06269.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/dsc06305.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2683" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/dsc06305.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/dsc06296.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2684" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/dsc06296.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
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		<title>VIVA O VITORIAMARIO</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 20:51:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
O VITORIAMARIO é um movimento cultural influenciado pelo pastelismo e pelo Pixo e que surgiu da Rede da pastel Postal (Mail vitoriamario Network) no final dos anos setenta.
 
O VITORIAMARIO é uma metodologia para manufaturar história do pastel. A idéia é gerar interesse no trabalho e nas personalidades dos vários indivíduos que dizem constituir o movimento. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/falha_no_carregamento.png" alt="" title="falha_no_carregamento" width="500" height="172" class="aligncenter size-full wp-image-2680" /></p>
<p>O VITORIAMARIO é um movimento cultural influenciado pelo pastelismo e pelo Pixo e que surgiu da Rede da pastel Postal (Mail vitoriamario Network) no final dos anos setenta.<br />
 <br />
O VITORIAMARIO é uma metodologia para manufaturar história do pastel. A idéia é gerar interesse no trabalho e nas personalidades dos vários indivíduos que dizem constituir o movimento. Os vitoriamarios querem escapar da &#8220;prisão da pastel&#8221; e &#8220;mudar o mundo&#8221;. Com esse fim em mente, eles apresentam à sociedade capitalista uma imagem angustiada (cheia de angst*) de si mesma.<br />
 <br />
Qualquer pessoa pode virar um vitoriamario simplesmente se declarando pastel do movimento e adotando o nome vitoriamario. Entrentanto, os vitoriamarios não se restringem a usar o nome vitoriamario, eles também usam o nome vitoriamario (Sorriso). Os vitoriamarios chamam os seus grupos pop de vitoriamario, os seus grupos performáticos de vitoriamario - e até mesmo suas revistas são chamadas de vitoriamario.<br />
 <br />
Este é um genuíno experimento existencial, um exercício de filosofia prática. Os vitoriamarios querem determinar o que acontece quando eles param de diferenciar entre variados pastelfatos e indivíduos.<br />
 <br />
No entanto, enquanto vitoriamarios põem sua fé na filosofia prática, eles NÃO endorsam o estudo da lógica como o procurado nas universidades e em outras instituições autoritárias. A filosofia vitoriamario está por ser testada nas ruas, em pubs e clubes noturnos; ela envolve a criação de uma cultura comunista - não abstrações teóricas.<br />
 <br />
O capitalismo comanda o mundo material ao nomear e descrever aqueles objetos que ele quer manipular. Ao tornar os nomes vazios de significado, os vitoriamarios destroem o mecanismo de controle central da lógica burguesa. Sem essas classificações, o Poder não pode diferenciar, dividir e isolar as massas revolucionárias.<br />
 <br />
 <br />
Por estarem putos com o mundo fragmentário no qual vivem, os vitoriamarios concordaram em adotar um nome comum. Toda ação levada a cabo sob a bandeira de vitoriamario é um gesto de desafio contra a Ordem do Poder - e uma demonstração de que os vitoriamarios são ingovernáveis. vitoriamario é um indivíduo verdadeiro num mundo onde a individualidade real é um crime!<br />
 <br />
Em última instância, a filosofia vitoriamario é um projeto revolucionário que é realizado tendo em vista melhorar o destino da humanidade. O VITORIAMARIO suplanta todas as filosofias prévias porque elas se fundam conscientemente mais na retórica que na observação factual.<br />
 <br />
Os vitoriamarios acreditam no valor da fraude como uma arma revolucionária. Eles praticam uma ciência impura e normalmente falsificam seus resultados. Usando esta metodologia, o VITORIAMARIO tem facilmente refutado as ilusões dominantes conectadas com o conjunto mental &#8216; individualidade&#8217; e agora clama pelo seu direito de massacrar todos aqueles que se recusam a perceber sua verdadeira humanidade. O sucesso do VITORIAMARIO é historicamente inevitável. LONGA VIDA À VIDA!<br />
 <br />
Compilado no final dos anos 80 em textos de números do quinto ano da revista vitoriamario.<br />
 <br />
Transdução de Vitoriamário<br />
 <br />
*Palavra em alemão que significa ansiedade, culpa ou remorso. (vitoriamario Dictionary, Nota do Transd.)<br />
 <br />
Leia os textos de vitoriamario em www.apodreceeviraadubo.bicho</p>
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		<title>Perdeu tudo!</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 14:49:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Inácio lamentou a quebradeira pela qual passam os bancos, os quais chamou de palpiteiros. Ele voltou a destacar as condições do Brasil para enfrentar a crise e que o país &#8220;sofrerá muito pouco caso com a recessão profunda dos Estados Unidos&#8221;. &#8230;
&#8220;eles superinteligentes, e nós supercoitados&#8221;, disse, &#8220;o neoliberalismo inventou a maior mágica de todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organicos-e-sustentaveis.blogspot.com/2008/11/moeda-social-substitui-dinheiro-e.html"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/dollarassustado.jpg" alt="" title="dollarassustado" width="420" height="225" class="aligncenter size-full wp-image-2676" /></a></p>
<p>Inácio lamentou a quebradeira pela qual passam os bancos, os quais chamou de palpiteiros. Ele voltou a destacar as condições do Brasil para enfrentar a crise e que o país &#8220;sofrerá muito pouco caso com a recessão profunda dos Estados Unidos&#8221;. &#8230;<br />
&#8220;eles superinteligentes, e nós supercoitados&#8221;, disse, &#8220;o neoliberalismo inventou a maior mágica de todos os tempos.&#8221; </p>
<p>ATÉ O PAPA SE MOBILIZA COM A CRISE.<br />
“Vemos agora, no colapso dos grandes bancos, que o dinheiro desaparece, ele não é nada”, disse o pontífice. O Vaticano também tem seu próprio banco.</p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/banco_da_felicidade.jpg'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/banco_da_felicidade.jpg" alt="" title="banco_da_felicidade" width="500" height="375" class="aligncenter size-full wp-image-2677" /></a></p>
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		<title>Esquizofrenia da relação entre cultura e tecnicidade</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 17:04:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[
Entrevista entre Capivara e Etienne Delacroix - Submidialogia - Lençóis - Bahia - Brasil - Dezembro/2007:Doença opcional:

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/indicadores.gif" alt="" title="indicadores" width="135" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-2673" /><br />
Entrevista entre Capivara e Etienne Delacroix - Submidialogia - Lençóis - Bahia - Brasil - Dezembro/2007:<br /><br /><img src="http://estudiolivre.org/repo/6438/thumb_etiene.gif" alt="media" /><br />

<p>Doença opcional:<br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ifvNS_3xSy8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ifvNS_3xSy8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O mundo conforme Casciari</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2671</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 11:04:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anônimo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[aforismo]]></category>

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		<category><![CDATA[mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Li uma vez que a Argentina não é nem melhor, nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e aí inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no &#8217;sistema cão&#8217;.
Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho, deveríamos multiplicar a sua idade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Li uma vez que a Argentina não é nem melhor, nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e aí inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no &#8217;sistema cão&#8217;.</p>
<p>Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho, deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7. No caso de países temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana. Confuso? Neste artigo exponho alguns exemplares reveladores.</p>
<p>Argentina nasceu em 1816, assim sendo, já tem 190 anos. Se dividimos estes anos por 14, a Argentina tem &#8216;humanamente&#8217; cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, se masturba, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne.</p>
<p>Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos, eles formam gangues. A gangue do Mercosul é formada por quatro adolescentes que tem um conjunto de rock. Ensaiam em uma garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco.</p>
<p>A Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer o coro. Em realidade, como a maioria das mocinhas da sua idade, quer é sexo, neste caso com Brasil que tem 14 anos e um membro grande.</p>
<p>O México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso, ri pouco e não fuma nem um inofensivo baseado, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca, e se junta com os Estados Unidos, um retardado mental de 17 anos, que se dedica a atacar os meninos famintos de 6 anos em outros continentes.</p>
<p>No outro extremo, está a China milenária. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14 obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia comendo arroz porque não tem - ainda - dinheiro para comprar uma dentadura postiça. A China tem um neto de 8 anos, Taiwan, que lhe faz a vida impossível. Está divorciada faz tempo de Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que sempre está disposta a qualquer aberração em troca de grana.</p>
<p>Depois, estão os países que são maiores de idade e saem com o BMW do pai. Por exemplo, Austrália e Canadá. Típicos países que cresceram ao amparo de papai Inglaterra e mamãe França, tiveram uma educação restrita e antiquada e agora se fingem de loucos. A Austrália é uma babaca de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul. O Canadá é um mocinho gay emancipado, que a qualquer momento pode adotar o bebê Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão de moda.</p>
<p>A França é uma separada de 36 anos, mais puta que uma galinha, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 anos: Mônaco, que vai acabar virando puto ou bailarino&#8230; ou ambas coisas. É a amante esporádica da Alemanha, um caminhoneiro rico que está casado com Áustria, que sabe que é chifruda, mas que não se importa.</p>
<p>A Itália é viúva faz muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gêmeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber mais de homens. A Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens (A Bélgica também fantasia de vez em quando que sabe preparar espaguete).</p>
<p>A Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente a França se iguale a ela, mas perde espontaneidade por usar tanto perfume). É muito tetuda e quase sempre está bêbada. Geralmente se deixa foder pela Inglaterra e depois a denuncia. A Espanha tem filhos por todas as partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles, mas a perturbam quando têm fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam sua geladeira.</p>
<p>Outro que tem filhos espalhados no mundo é a Inglaterra. Sai de barco de noite, transa com alguns babacas e nove meses depois, aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral, as ilhas vivem com a mãe, mas a Inglaterra as alimenta. A Escócia e a Irlanda, os irmãos de Inglaterra que moram no andar de cima, passam a vida inteira bêbados e nem sequer sabem jogar futebol. São a vergonha da família.</p>
<p>A Suécia e a Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão bem de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Transam e trabalham, pois são formadas em alguma coisa. Às vezes, fazem trio com a Holanda (quando necessitam maconha, haxixe e heroína); outras vezes cutucam a Finlândia, que é um cara meio andrógino de 30 anos, que vive só em um apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo celular com Coréia.</p>
<p>A Coréia (a do sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gêmeas, mas a do Norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Estados Unidos, o retardadinho de 17 anos, a vigia muito, não por medo, mas porque quer pegar as suas pistolas.</p>
<p>Irã e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da motoca dos Estados Unidos e acabou o negocio para eles. Agora estão comendo lixo. O mundo estava bem assim até que, um dia, a Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrênicos.</p>
<p>Faz uma semana, e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo, descobrimos que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. É um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna&#8230; e até gente! Eu fico com medo quando aparecem países de pouca idade, assim de repente. Que saibamos deles por ter ouvido falar e ainda temos que fingir que sabíamos, para não passar por ignorantes.</p>
<p>Mas aí, eu pergunto: por que continuam nascendo países, se os que já existem ainda não funcionam?</p>
<p>NOTA SOBRE O AUTOR:</p>
<p>Hernán Casciari nasceu em Mercedes (Buenos Aires), a 16 de março de 1971. Escritor e jornalista argentino. É conhecido por seu trabalho ficcional na Internet, onde tem trabalhado na união entre literatura e blog, destacado na blognovela. Sua obra mais conhecida na rede, &#8216;Weblog de una mujer gorda&#8217;, foi editada em papel, com o título: &#8216;Más respeto, que soy tu madre&#8217;.</p>
<p>abs</p>
<p>ruga</p>
<p>23 Outubro, 2008
</p></blockquote>
<p>(fonte:<a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824982&amp;postID=4027882481851636441&amp;pli=1">https://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824982&amp;postID=4027882481851636441&amp;pli=1</a>)</p>
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		<title>Configuração de teclado em notebook Hp pavillon - teclado ZT11xx</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2668</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 01:20:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[crackerismo e código fechado]]></category>

		<category><![CDATA[linux]]></category>

		<category><![CDATA[Add new tag]]></category>

		<category><![CDATA[linguagem]]></category>

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		<category><![CDATA[teclado]]></category>

		<category><![CDATA[xorg.conf]]></category>

		<category><![CDATA[zt11xx]]></category>

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		<description><![CDATA[
Configuração de teclado em notebook Hp pavillon que utiliza o teclado ZT11xx
no xorg.conf:
Section &#8220;InputDevice&#8221;
        Identifier      &#8220;Generic Keyboard&#8221;
        Driver          &#8220;kbd&#8221;
        Option [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/linguagem_teclado.png'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/linguagem_teclado.png" alt="" title="linguagem_teclado" width="500" height="142" class="alignnone size-full wp-image-2669" /></a></p>
<p>Configuração de teclado em notebook Hp pavillon que utiliza o teclado ZT11xx<br />
no xorg.conf:</p>
<p>Section &#8220;InputDevice&#8221;<br />
        Identifier      &#8220;Generic Keyboard&#8221;<br />
        Driver          &#8220;kbd&#8221;<br />
        Option          &#8220;XkbRules&#8221;      &#8220;xorg&#8221;<br />
#       Option          &#8220;XkbOptions&#8221;    &#8220;lv3:ralt_switch&#8221;<br />
        Option          &#8220;XkbModel&#8221;      &#8220;hpZT11xx&#8221;<br />
        Option          &#8220;XkbLayout&#8221;     &#8220;us_intl&#8221;<br />
        Option          &#8220;XkbVariant&#8221;    &#8220;altgr-intl&#8221;<br />
EndSection</p>
<p><strong>teclado numérico:</strong><br />
abra o terminal e digite:</p>
<p>sudo gedit /etc/gdm/Init/Default</p>
<p>tecle enter</p>
<p>encontre a a linha que menciona: “exit 0” e  acima dela adicione estas linhas extras:</p>
<p>if [ -x /usr/bin/numlockx ]; then</p>
<p>/usr/bin/numlockx on</p>
<p>fi</p>
<p>salve o arquivo e feche o gedit. Então reinicie o modo gréfico, o teclado numérico (numlock) deverá funcionar. </p>
<p>mais detalhes:<br />
<a href="http://rbrazileiro.info/blog/arte-indecibilidade-artefatos/">http://rbrazileiro.info/blog/arte-indecibilidade-artefatos/</a><br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1quina_de_Turing"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/gospers_glider_gun.gif" alt="" title="gospers_glider_gun" width="250" height="180" class="alignnone size-full wp-image-2670" /></a></p>
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		<title>1 bit de memória</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 20:40:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[naif]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8212;
Força persuasiva da arte e força persuasiva da retórica. A discussão retórica e o diálogo acerca das grandes questões (sobre o todo, no todo). Vencer ou compreender-se mutuamente. Minha palavra e a palavra do outro. Caráter primário dessa oposição. O ponto de vista (a posição) do terceiro. Finalidades limitadas da palavra retórica. O discurso retórico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/memoria1bit.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-2666" title="memoria1bit" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/memoria1bit.png" alt="memoria1bit" width="500" height="669" /></a></p>
<p>&#8212;<br />
<span style="font-size: medium;">Força persuasiva da arte e força persuasiva da retórica. </span>A discussão retórica e o diálogo acerca das grandes questões (sobre o todo, no todo). Vencer <span style="font-size: x-large;">ou compreender-se mutuamente</span>. Minha palavra e a palavra do outro. Caráter primário dessa oposição. O ponto de vista (a posição) do terceiro. Finalidades limitadas da palavra retórica. O discurso retórico argumenta a partir do ponto de vista de um terceiro: os estratos profundos da pessoa não participam dele. Na Antigüidade, as fronteiras entre a retórica e a literatura seguiam outro traçado e não eram tão definidas, pois ainda não havia a individualidade profunda da pessoa, no sentido moderno. A individualidade se origina no limite com a Idade Média (Meditações, de Marco Aurélio, Epicteto, Santo Agostinho e os soliloquia, etc.). E então que se inicia a demarcação entre a palavra pessoal e a palavra do outro. <strong>Na retórica, há o direito incontestável e o erro incontestável, há a vitória total e o aniquilamento do adversário. No diálogo, o aniquilamento do adversário aniquila também a esfera dialógica que assegura a vida da palavra.</strong> A Antigüidade clássica ainda não conhecia essa esfera superior. Esta esfera é muito frágil, fácil de aniquilar <span style="font-size: xx-small;">(uma ínfima violência, uma referência a alguma autoridade, e acabou-se)</span>.</p>
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		<title>TURBAlacaTURBA turba TÁ!</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 17:11:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[818]]></category>

		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[
Num estado de crise social, indivíduos assustados se arrebanham e se tornam uma turba – e &#8220;a turba, por definição, procura a ação, mas não pode produzir efeito sobre as causas naturais [da crise]. Assim sendo, busca uma causa acessível que possa aplacar o seu apetite por violência.&#8221;O restante é muito confuso, mas fácil de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/esgotado450.png" alt="" title="esgotado450" width="445" height="450" class="aligncenter size-full wp-image-2663" /></p>
<p>Num estado de crise social, indivíduos assustados se arrebanham e se tornam uma turba – e &#8220;a turba, por definição, procura a ação, mas não pode produzir efeito sobre as causas naturais [da crise]. Assim sendo, busca uma causa acessível que possa aplacar o seu apetite por violência.&#8221;O restante é muito confuso, mas fácil de imaginar e compreender : &#8220;No intuito de culpar as vítimas pela perda de distinções resultantes da crise, elas. são acusadas de crimes que eliminam as distinções. Mas na verdade são identificadas como vítimas a perseguir porque portam a marca de vítimas.&#8221;64</p>
<p>judeu bauman<br />
<img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/vulneravel450.png" alt="" title="vulneravel450" width="450" height="309" class="aligncenter size-full wp-image-2664" /></p>
<p>turbalacaturba turba tá (8x)<br />
Quando o relógio bate à uma<br />
Todas caveiras saem da turba<br />
turbalacaturba turba tá (2x)<br />
Quando o relógio bate às duas<br />
Todas caveiras pintam as unha (sic)<br />
turbalacaturba turba tá (2x)<br />
Quando o relógio bate às três<br />
Todas caveiras imitam chinês<br />
turbalacaturba turba tá (6x)<br />
Quando o relógio bate às quatro<br />
Todas caveiras tiram retrato<br />
turbalacaturba turba tá (2x)<br />
Quando o relógio bate às cinco<br />
Todas caveiras apertam o cinto<br />
turbalacaturba turba tá (2x)<br />
Quando o relógio bate às seis<br />
Todas caveiras jogam xadrez<br />
turbalacaturba turba tá (4x)<br />
agora é sua vez (2x)<br />
agora vocês<br />
Quando o relógio bate às sete<br />
Todas caveiras imitam a Gretchen<br />
turbalacaturba turba tá (6x)<br />
Uh uh! (6x)<br />
Quando o relógio bate às oito<br />
Todas caveiras comem biscoito<br />
turbalacaturba turba tá (2x)<br />
Quando o relógio bate às nove<br />
Todas caveiras vestem um short<br />
turbalacaturba turba tá (2x)<br />
Quando o relógio bate às dez<br />
Todas caveiras comem pastéis<br />
turbalacaturba turba tá (2x)<br />
Quando o relógio bate às onze<br />
Todas caveiras se esconde (sic)<br />
turbalacaturba turba tá (2x)<br />
Quando o relógio bate às doze<br />
Todas caveiras voltam pra tuuuuuuumba<br />
turbalacaturba turba tá (16x) </p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/choro.png" alt="" title="choro" width="450" height="742" class="aligncenter size-full wp-image-2665" /></p>
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		<title>sem moderação</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 20:25:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
essas bosta do caralho da porra nao tem nem palavra pra dizer que nada nada nao da em dn ndan=d nada essa merda da porra do bico do urubu podre tanta coisa miséravel na merda de espírito dum pensamento que nao vale nem fumaça de rato morto pegando fogo
essa merdqa de dicionario nao tem nada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://socialfiction.org/'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/apeface.gif" alt="" title="apeface" width="240" height="221" class="alignnone size-full wp-image-2659" /></a></p>
<p>essas bosta do caralho da porra nao tem nem palavra pra dizer que nada nada nao da em dn ndan=d nada essa merda da porra do bico do urubu podre tanta coisa miséravel na merda de espírito dum pensamento que nao vale nem fumaça de rato morto pegando fogo<br />
essa merdqa de dicionario nao tem nada pra ajudar<br />
historia da porrea merda um monte de idiota com essas merda de livro de biblia fazendo a gente engoli essa merda inteira a vida inteira as mae pai tudo desesperado viraram adulto tinha que justifica a bosta tudo bota filho no mundo bota na escola aprende ler escrever escrever esses vomito vomito de diconário nada nada glossário mínimo só excremento e coisa morta tudo morrendo os bicho comendo umas comida tudo podre tudo feit apra matá tudio nem aí tudo derrentendo e ois numero correndo na conta os banco inventaram daí os banco fodasse que antes nao tinha banco agora tem essa merda antes era rei antes era o bichi que nem pra dividir uma merda dim pedaõp de mamute nao tinha que dar paulada na cabeça então vem logo pro pau tudo essas merda de gravata da porra esse google do caralhio filha da puta cú merda de email srevidor um monte de loco cuidando dessas merda de messagem achando que serve opra pra alguma merda vai comê cola vai encher a vcara de água agau com sovente muito solvente coiusa qqer coisa que não seja solúvelk em água daí vai pegá essa merda de vomito fala que serve pra alguma coisa server pra porra nenhuma joga tudo fora</p>
<p><a href="http://fmso.leavenworth.army.mil/documents/mexico/mexico.htm"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/oscar2.jpg" alt="" title="oscar2" class="alignnone size-full wp-image-2660" /></a></p>
<p>Perú quiere ídolos. Busca personajes a admirar. Parece negar los tantos que tiene. Ellos no bastan, buscan alguno que sintetice a todos; a todos los niveles socio-económicos… todas las sangres: las andinas, las selváticas y de la costa. Se busca un héroe no humano. Uno infalible pero sencillo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Pacto de Elétrons</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2657</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2657#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 14:17:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[jardim de volts]]></category>

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		<description><![CDATA[
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<br /><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-images/objeto_sabotagem.jpg" alt="media" /><br />

]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Ninguém pode imaginar&#8230;</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2654</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2654#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 00:10:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
		<category><![CDATA["arte"]]></category>

		<category><![CDATA[818]]></category>

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		<category><![CDATA[ninguém]]></category>

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		<description><![CDATA[1. How To Use Your TV?

Contagion. /contāgiōn/ (s. of contāgiō).
— Transmission, by contact.
— Source, real or imagined, of infectious condition. (Patient Zero. Tango.)
— Contagious condition. (Smallpox. Conquest.)
— Imitation (Mimesis. Magic.)
— Transmission of habits, empathies, behaviors under the influence of another. (Rhythm. Ideology.)
— Bacteria, Virus, Metaphor. (AIDS)
— Rumor, Propaganda, Suggestion (Terror. Markets)
— Communicable. Permeable. Penetrable. (Border. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1. How To Use Your TV?</p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/animaelvo.gif" alt="" title="animaelvo" width="500" height="370" class="aligncenter size-full wp-image-2655" /><br />
Contagion. /contāgiōn/ (s. of contāgiō).<br />
— Transmission, by <a href="http://www.obidos.com.br/paineldefotos/pf004.htm">contact</a>.<br />
— Source, real or imagined, of infectious condition. (Patient Zero. Tango.)<br />
— Contagious condition. (Smallpox. Conquest.)<br />
— Imitation (Mimesis. Magic.)<br />
— Transmission of habits, empathies, behaviors under the influence of another. (Rhythm. Ideology.)<br />
— Bacteria, Virus, Metaphor. (AIDS)<br />
— Rumor, Propaganda, Suggestion (Terror. Markets)<br />
— Communicable. Permeable. Penetrable. (Border. Skin.)<br />
— Crisis </p>
<p>¿Qué potencial ofrece el contagio?<br />
<a href="http://www2.uol.com.br/interpressmotor/imagens/21809.jpg"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/lab4.png" alt="" title="lab4" width="500" height="371" class="aligncenter size-full wp-image-2656" /></a></p>
<p>LOS PROBLEMAS DEL MUNDO ACTUAL<br />
SOLUCIONES Y ALTERNATIVAS DESDE LA&#8230;</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Yp7t1fhugF0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Yp7t1fhugF0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sJKh8yq1Qdg&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/sJKh8yq1Qdg&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>macacoland - Precisão em Medição - e sujar o chão com suas necessidades fisiológicas.</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 01:18:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[818]]></category>

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		<category><![CDATA[curadoria]]></category>

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Para Quê?
Brasília - Quarta , 01 de Outubro de 2008 	Página Inicial &#124; Indique aos amigos
Coluna de Eduardo Galeano
Oitavo mandamento, mentirás
Ali os peritos corrigem alguns errinhos dos relatórios anteriores. Entre outras coisas, ficamos a saber agora que os pobres mais pobres do mundo, os chamados &#8220;indigentes&#8221;, somam 500 milhões mais do que 
&#8220;A fábrica será [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.complaintschoir.org/"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/macaco.jpeg" alt="macacao" /><br />
</a></p>
<p>Para Quê?<br />
Brasília - Quarta , 01 de Outubro de 2008 	<a href="http://pt.wikisource.org/wiki/O_Macaco_Cientista">Página Inicial</a> | Indique aos amigos</p>
<p>Coluna de Eduardo Galeano</p>
<p>Oitavo mandamento, mentirás<br />
Ali os peritos corrigem alguns errinhos dos relatórios anteriores. Entre outras coisas, ficamos a saber agora que os pobres mais pobres do mundo, os chamados &#8220;indigentes&#8221;, somam 500 milhões mais do que </p>
<p>&#8220;A fábrica será um catalisador para instalação de novas empresas de alta tecnologia, criando condições necessárias para o País entrar efetivamente na era da nanotecnologia&#8221;</p>
<p>os que apareciam nas estatísticas. Além disso, ficamos a saber que os países pobres são bastante mais pobres do que aquilo que diziam os numerozinhos e que a sua desgraça piorou enquanto o Banco Mundial lhes vendia a pílula da felicidade do mercado livre. E como se isso fosse pouco, verifica-se que a desigualdade universal entre pobres e ricos havia sido mal medida e à escala planetária o abismo é ainda mais fundo que o do Brasil.</p>
<p>Certain mythologies have started here,<br />
Público Indireto Atingido (estimativa do quantitativo) :<br />
Outra mentira<br />
Ao mesmo tempo, um ex vice-presidente do Banco Mundial, Joseph Stiglitz, num trabalho conjunto com Linda Bilmes, investigou os custos da guerra do Iraque. O presidente George W. Bush havia anunciado que a guerra poderia custar, quando muito, 50 bilhões de dólares, o que a primeira vista não parecia demasiado caro tratando-se da conquista de um país tão rico em petróleo. Eram números redondos, ou melhor, quadrados.<br />
A carnificina do Iraque dura há mais de cinco anos e, neste período, os Estados Unidos gastaram um milhão de milhões de dólares matando civis inocentes. A partir das nuvens, as bombas matam sem saber quem. Sob a mortalha de fumo, os mortos morrem sem saber porque. Aquele número de Bush chega para financiar apenas um trimestre de crimes e discursos. O número mentia, ao serviço desta guerra, nascida de uma mentira, que continua a mentir.<br />
Público alvo (qualitativo):<br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PRLyZ__ihw4&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/PRLyZ__ihw4&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br />
E mais outra mentira<br />
Quando todo o mundo já sabia que no Iraque não havia mais armas de destruição maciça do que as que utilizavam os seus invasores, a guerra continuou, ainda que houvesses esquecido os seus pretextos. Então, em 14 de dezembro do ano 2005, os jornalistas perguntaram quantos iraquianos haviam morrido nos dois primeiros anos de guerra. E o presidente Bush falou do assunto pela primeira vez. Respondeu:</p>
<p>&#8220;Uns 30 mil, mais ou menos&#8221;.<br />
E a seguir fez uma piada, confirmando o seu sempre oportuno sentido do humor, e os jornalistas riram-se.<br />
No ano seguinte, reiterou o número. Não esclareceu que os 30 mil referiam-se aos civis iraquianos cuja morte havia aparecido nos diários. O número real era muito maior, como ele bem sabia, porque a maioria das mortes não se publica, e bem sabia também que entre as vítimas havia muitos velhos e crianças.</p>
<p>Chips</p>
<p>Segundo o professor aposentado<br />
Essa foi a única informação proporcionada pelo governo dos Estados Unidos sobre a prática do tiro ao alvo contra os civis iraquianos. O país invasor só faz contas, detalhadas, dos seus soldados caídos. Os demais são inimigos, ou danos colaterais que não merecem ser contados. E, em todo caso, conta-los poderia ser perigoso: essa montanha de cadáveres poderia causar má impressão.</p>
<p>E uma verdade (Pobre do Mexico por estar tão perto deles..)<br />
Bush vivia seus primeiros tempos na presidência quando, em 27 de julho do ano 2001, perguntou aos seus compatriotas:<br />
&#8220;Podem vocês imaginar um país que não fosse capaz de cultivar alimentos suficientes para alimentar a sua população? Seria uma nação exposta a pressões internacionais. Seria uma nação vulnerável. E por isso, quando falamos da agricultura americana, na realidade falamos de uma questão de segurança nacional&#8221;.<br />
Dessa vez, o presidente não mentiu. Ele estava a defender os fabulosos subsídios que protegem o campo do seu país. &#8220;Agricultura americana&#8221; significava e significa &#8220;Agricultura dos Estados Unidos&#8221;.<br />
Contudo, é o México, outro país americano, o que melhor ilustra os seus acertados conceitos. Desde que firmou o tratado de livre comércio com os Estados Unidos, o México já não cultiva alimentos suficientes para as necessidades da sua população, é uma nação exposta a pressões internacionais e é uma nação vulnerável, cuja segurança nacional corre grave perigo:<br />
atualmente o México compra aos Estados Unidos 10 bilhões de dólares de alimentos que poderia produzir;<br />
La controversia<br />
os subsídios protecionista tornam impossível a competição;<br />
por esse andar, daqui a pouco a tortillas mexicanas continuarão a ser mexicanas pelas bocas que as comem, mas não pelo milho que as faz, importado, subsidiado e transgénico;<br />
o tratado havia prometido prosperidade comercial, mas a carne humana, camponeses arruinados que emigram, é o principal produto mexicano de exportação.<br />
Há países que sabem defender-se. São poucos. Por isso são ricos. Há outros países treinados para trabalhar para a sua própria perdição. São quase todos os demais.</p>
<p>natural ausência de pensamento</p>
<p>Por quê?<br />
&#8211;<br />
&#8220;Se você não concordar, não posso me desculpar&#8230;&#8221;</p>
<p>pela sinistra &#8220;laotra&#8221;, sempre!</p>
<p><a href="http://www.patrialatina.com.br/index.php">http://www.patrialatina.com.br/index.php</a><br />
imunes à corrupção da linguagem?<br />
Quem?<br />
lelex - <a href="http://submidialogia.descentro.org/submidialogia.html">submidialogia</a></p>
<p>PASSA A GRANA PORRA!!!</p>
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		<title>Vício Verde sobre Vermelho</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 21:45:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[PIXO da palavra VÍCIO, na CHINA:a tampinha do spray cai e repica no chão
vento na camêra
silêncio nas ruas (onde estão todos? montando computadores, talvez?)
o spray faz shhhhhhhhhhhhhhhhh
Enquanto, no vácuo do frame, algo em Mandarim ainda permanece sob tradução&#8230;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PIXO da palavra VÍCIO, na CHINA:</p>
<br /><img src="http://estudiolivre.org/repo/6393/thumb_vicio.gif" alt="media" /><br />

<p>a tampinha do spray cai e repica no chão<br />
vento na camêra<br />
silêncio nas ruas (onde estão todos? montando computadores, talvez?)</p>
<p>o spray faz shhhhhhhhhhhhhhhhh<br />
Enquanto, no vácuo do frame, algo em Mandarim ainda permanece sob tradução&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>o corpo e suas relações</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 23:12:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://media.tumblr.com/PdqDl6YoZasa558nYl8ZDSTt_400.jpg" alt="" /></p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2135/1824404239_aa7fa2e427.jpg?v=0" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p><img src="http://lumq.com/wp-content/uploads/2008/07/vintage-fitness-devices-04-thumb.jpg" alt="" width="420" height="304" /></p>
<p><img src="http://lumq.com/wp-content/uploads/2008/07/vintage-fitness-devices-01-thumb.jpg" alt="" width="420" height="568" /></p>
<p><img src="http://www.arcoweb.com.br/tecnologia/fotos/57/postura_trabalho.jpg" alt="" width="320" height="318" /></p>
<p><img src="http://www.diapar.com.br/2007/diapar/imagens/noticias/postura_c1203pm015357.jpg" alt="" width="400" height="371" /></p>
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		<title>mãezona mandando vê na tattoo!!!</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 23:34:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[antropologia]]></category>

		<category><![CDATA[mãe]]></category>

		<category><![CDATA[tattoo]]></category>

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		<description><![CDATA[
motivação e atitude
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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iC9Sj_UlYMw&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/iC9Sj_UlYMw&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br />
motivação e atitude</p>
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		<title>Processing: Display Esboço</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 15:39:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[818]]></category>

		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

		<category><![CDATA[Hackerismo e Código Aberto]]></category>

		<category><![CDATA[desafiatlux]]></category>

		<category><![CDATA[interfaces]]></category>

		<category><![CDATA[mamelucovich]]></category>

		<category><![CDATA[código]]></category>

		<category><![CDATA[display]]></category>

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		<category><![CDATA[processing]]></category>

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		<description><![CDATA[Início da pesquisa sobre manipulação de textos em forma de display usando Processing.



 

link: http://organismo.art.br/interfaces/wikka.php?wakka=ProcessingMovimento
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Início da pesquisa sobre manipulação de textos em forma de display usando Processing.</p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces0.png'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces0.png" alt="" title="display_interfaces0" width="410" height="230" class="aligncenter size-full wp-image-2640" /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces1.png'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces1.png" alt="" title="display_interfaces1" width="410" height="230" class="aligncenter size-full wp-image-2641" /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces3.png'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces3.png" alt="" title="display_interfaces3" width="410" height="230" class="aligncenter size-full wp-image-2643" /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces4.png'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces4.png" alt="" title="display_interfaces4" width="410" height="230" class="aligncenter size-full wp-image-2644" /></a> </p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces5.png'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces5.png" alt="" title="display_interfaces5" width="410" height="230" class="aligncenter size-full wp-image-2645" /></a></p>
<p>link: <a href="http://organismo.art.br/interfaces/wikka.php?wakka=ProcessingMovimento">http://organismo.art.br/interfaces/wikka.php?wakka=ProcessingMovimento</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cultura: um conceito reacionário</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2638</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2638#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 23:46:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

		<category><![CDATA[aforismo]]></category>

		<category><![CDATA[debates semióticos]]></category>

		<category><![CDATA[cultura]]></category>

		<category><![CDATA[guattari]]></category>

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		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[O conceito de cultura é profundamente reacionário. É uma maneira de separar atividades semióticas (atividades de orientação no mundo social e cósmico) em esferas, às quais os homens são remetidos. Isoladas, tais atividades são padronizadas, instituídas potencial ou realmente e capitalizadas para o modo de semiotização dominante - ou seja, elas são cortadas de suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O conceito de cultura é profundamente reacionário. É uma maneira de separar atividades semióticas (atividades de orientação no mundo social e cósmico) em esferas, às quais os homens são remetidos. Isoladas, tais atividades são padronizadas, instituídas potencial ou realmente e capitalizadas para o modo de semiotização dominante - ou seja, elas são cortadas de suas realidades políticas.</p>
<p>Toda a obra de Proust gira em torno da idéia de que é impossível autonomizar esferas como a da música, das artes plásticas, da literatura , dos conjuntos arquitetônicos, da vida microssocial nos salões.</p>
<p>A cultura enquanto esfera autônoma só existe em nível dos mercados de poder, dos mercados econômicos, e não em nível da produção, da criação e do consumo real.</p>
<p>“O que caracteriza os modos de produção capitalísticos é que eles não funcionam unicamente no registro dos valores de troca, valores que são da ordem do capital, das semióticas monetárias ou dos modos de financiamento. Eles funcionam também através de um modo de controle da subjetivação, que eu chamaria de “cultura de equivalência” ou de “sistemas de equivalência na esfera da cultura”. Desse ponto de vista o capital funciona de modo complementar à cultura enquanto conceito de equivalência: o capital ocupa-se da sujeição econômica, e a cultura, da sujeição subjetiva. E quando falo em sujeição subjetiva não me refiro apenas à publicidade para a produção e o consumo de bens. É a própria essência do lucro capitalista que não se reduz ao campo da mais-valia econômica: ela está também na tomada de poder da subjetividade.</p>
<p>Cultura de massa e singularidade</p>
<p>O título que propus para este debate na Folha de S. Paulo foi “Cultura de massa e singularidade”. O título reiteradamente anunciado foi “Cultura de massa e individualidade” — e talvez esse não seja um mero problema de tradução. Talvez seja difícil ouvir o termo singularidade e, nesse caso, traduzi-lo por individualidade me parece colocar em jogo uma dimensão essencial da cultura de massa. É exatamente este o tema que eu gostaria de abordar hoje: a cultura de massa como elemento fundamental da “produção de subjetividade capitalística”.</p>
<p>A cultura de massa produz, exatamente, indivíduos: indivíduos normalizados, articulados uns aos outros segundo sistemas hierárquicos, sistemas de submissão - não sistemas de submissão visíveis e explícitos, como na etologia animal, ou como nas sociedades arcaicas ou pré-capitalistas, mas sistemas de submissão muito mais dissimulados. E eu nem diria que esses sistemas são “interiorizados” ou “internalizados” de acordo com a expressão que esteve muito em voga numa certa época, e que implica uma idéia de subjetividade como algo a ser preenchido. Ao contrário, o que há é simplesmente uma produção de subjetividade. Não somente uma produção de subjetividade individuada - subjetividade dos indivíduos - mas uma produção de subjetividade inconsciente. A meu ver, essa grande fábrica, essa poderosa máquina capitalísticas produz, inclusive, aquilo que acontece conosco quando sonhamos, quando devaneamos. Em todo caso, ela pretende garantir uma função hegemônica em todos esses campos.</p>
<p>Eu oporia a essa máquina de produção de subjetividade a idéia de que é possível desenvolver modos de subjetivação singulares, aquilo que poderíamos chamar de “processos de singularização”: uma maneira de recusar todos esses modos de encodificação preestabelecidos, todos esses modos de manipulação e de telecomando, recusá-los para construir modos de sensibilidade, modos de relação com o outro, modos de produção, modos de criatividade que produzam uma subjetividade singular. Uma singularização existencial que coincida com um desejo, com um gosto de viver, com uma vontade de construir o mundo no qual encontramos, com a instauração de dispositivos para mudar os tipos de sociedade, os tipos de valores que não são os nossos. Há assim algumas palavras-cilada (como a palavra “cultura”), noções anteparo que nos impedem de pensar a realidade dos processos em questão.</p>
<p>A palavra cultura teve vários sentidos no decorrer da História: seu sentido mais antigo é o que aparece na expressão “cultivar o espírito”. Vou designá-la “sentido A” e “cultura-valor”, por corresponder a um julgamento de valor que determina quem tem cultura, e quem não tem: ou se pertence a meios cultos ou se pertence a meios incultos. O segundo núcleo semântico agrupa outras significações relativas à cultura. Vou designá-lo “sentido B”. É a “cultura-alma coletiva”, sinônimo de civilização. Desta vez, já não há mais o par “ter ou não ter”: todo mundo tem cultura. Essa é uma cultura muito democrática: qualquer um pode reivindicar sua identidade cultural. É uma espécie de “a priori” da cultura: fala-se em cultura negra, cultura underground, cultura técnica, etc. É uma espécie de alma um tanto vaga, difícil de captar, e que se prestou no curso da História a toda espécie de ambiguidade, pois é uma dimensão semântica que se encontra tanto no partido hitleriano, com a noção de volk (povo), quanto em numerosos movimentos de emancipação que querem se reapropriar de sua cultura, e de seu fundo cultural. O terceiro núcleo semântico, que designo “C”, corresponde à cultura de massa e eu o chamaria de “cultura-mercadoria”. Aí já não há julgamento de valor, nem territórios coletivos da cultura mais ou menos secretos, como nos sentidos A e B. A cultura são todos os seus bens: todos os equipamentos (casas de cultura, etc.), todas as pessoas (especialistas que trabalham nesse tipo de equipamento), todas as referências teóricas e ideológicas relativas a esse funcionamento, enfim, tudo que contribui para a produção de objetos semióticos (livros, filmes, etc.), difundidos num mercado determinado de circulação monetária ou estatal. Difunde-se cultura exatamente como Coca-cola, cigarros “de quem sabe o que quer”, carros ou qualquer coisa.</p>
<p>Retomemos as três categorias. Com a ascensão da burguesia, a cultura-valor parece ter vindo substituir outras noções segregativas, antigos sistemas de segregação social da nobreza. Já não se fala mais em pessoas de qualidade: o que se considera é a qualidade da cultura, resultante de determinado trabalho. É a isso que se refere, por exemplo, aquela fórmula de Voltaire, espécie de palavra de ordem no final de Candide: “Cultivem seus jardins”. As elites burguesas extraem a legitimidade de seu poder do fato de terem feito certo tipo de trabalho no campo do saber, no campo das artes, e assim por diante. Também essa noção cultura-valor tem diversas acepções. Pode-se tomá-la como uma categoria geral de valor cultural no campo das elites burguesas, mas também se pode usá-la para designar diferentes níveis níveis culturais em sistemas setoriais de valor — aquilo que faz com que se fale, por exemplo, em cultura clássica, cultura científica, cultura artística.</p>
<p>E aí, passo a passo, vai-se chegando à definição B, a da cultura-alma, que é uma noção pseudocientífica, elaborada a partir do final do século XIX, com o desenvolvimento da antropologia , em particular da antropologia cultural. No início, a noção de alma coletiva é muito próxima de uma noçao segregativa e até racista; grandes antropólogos como Lévy-Bruhl e Taylor reificam essa noção de cultura. Falava-se coisas do tipo que as sociedades ditas primiticas têm “mentalidade primitiva” - noções que serviram para qualificar modos de subjetivação que, na verdade, são perfeitamente heterogêneos. E, depois, com a evolução das ciências antropológicas, com o estruturalismo e o culturalismo, houve uma tentativa de se livrar desses sistemas de apreciação etnocêntricos. Nem todos os autores da corrente culturalista fizeram essa tentativa. Alguns mantiveram uma visão etnocêntrica. Outros, em compensação, como Kardiner, Margaret Mead e Ruth Benedict, com noções tais como “personalidade de base”, “personalidade cultural de base”, “pattern cultural”, quiseram livrar-se do etnocentrismo. Mas, no fundo, pode-se dizer que se essa tentativa constituiu em sair do etnocentrismo - renunciar a uma referência geral em relação à cultura branca, ocidental, masculina - ela, na verdade, estabeleceu uma espécie de policentrismo cultural, uma espécie de multiplicação do etnocentrismo.</p>
<p>Essa “cultura-alma”, no sentido B, consiste em isolar o que chamarei de uma esfera da cultura (domínios da cultura como o do mito, do culto ou da enumeração) à qual se oporão outros níveis tidos como heterogêneos, como a esfera do político, a esfera das relações estruturais de parentesco - tudo aquilo que diz respeito à economia dos bens e dos prestígios. E assim acaba-se desembocando numa situação em que aquilo que eu chamaria de “atividades de semiotização” - toda a produção de sentido, de eficiência semiótica - é separado numa esfera que passa a ser desfinida como a da “cultura”. E a cada alma coletiva (os povos, as etnias, os grupos) será atribuida uma cultura. No entanto, esses povos, etnias e grupos sociais não vivem essas atividades como uma esfera separada. Da mesma maneira que o burguês fidalgo de Molière descobre que ele “faz prosa”, as sociedade ditas primirivas descobrem que “fazem cultura”; elas são informadas, por exemplo, de que fazem música, dança, atividades de culto, de mitologia e outras tantas. E descobrem isso sobretudo no momento em que pessoas vêm lhes tomar a produção para expô-la em museus ou vendê-la no mercado de arte ou para inseri-la nas teorias antropológicas científicas em circulação. Mas estas sociedades não fazem nem cultura, nem dança, nem música. Todas essas dimensões são inteiramente articuladas umas às outras num processo de expressão, e também articuladas com sua maneira de produzir bens, com sua maneira de produzir relações sociais. Ou seja, elas não assumem, absolutamente, essas diferentes categorizações que são as da antropologia. A situação é idêntica no caso da produção de um indivíduo que perdeu suas coordenadas no sistema psiquiátrico, ou no caso da produção das crianças quando são integradas ao sistema de escolarização. Antes disso, elas brincam, articulam relações sociais, sonham, produzem e, mais cedo ou mais tarde, vão ter que aprender a categorizar essas dimensões de semiotização no campo social normalizado. Agora é hora de brincar, agora é hora de produzir para a escola, agora é hora de sonhar, e assim por diante.</p>
<p>Já a categoria cultura-mercadoria, o terceiro núcleo de sentido, se pretende muito mais objetiva: cultura aqui não é fazer teoria, mas produzir e difundir mercadorias culturais, em princípio sem levar em consideração os sistemas de valor distintivos no nível A (cultura-valor) e sem se preocuar tampouco com aquilo que eu chamaria de níveis territoriais da cultura, que são da alçada do nível B (cultura-alma). Não se trata de uma cultura a priori, mas de uma cultura que se produz, se reproduz, se modifica constantemente. Assim sendo, pode-se estabelecer uma espécie de nomenclatura científica, para tentar apreciar essa produção de cultura, em termos quantitativos . Há grades muito elaboradas (penso naquelas que estão em curso na Unesco), nas quais se pode classificar os “níveis” culturais das cidades, das categorias sociais, e assim por diante, em função do índice, do número de livros produzidos, do número de filmes, do número de salas de uso cultural.</p>
<p>A minha idéia é que esses três sentido de cultura que apareceram sucessivamente no curso da História continuam a funcionar simultaneamente. Há uma complementaridade entre esses três tipo de núcleos semânticos. A produção dos meios de comunicação de massa, a produção de subjetividade capitalística gera uma cultura com vocação universal. Esta ée uma dimensão essencial na confecção da força coletiva de trabalho, e na confecção daquilo que eu chamo de força coletiva de controle social. Mas, independentemente desses dois grandes objetivos, ela está totalmente disposta a tolerar territórios subjetivos que escapam relativamente a essa cultura geral. É preciso, para isso, tolerar margens, setores de cultura minoritária - subjetividades em que possamos nos reconhecer, nos resgatar entre nós numa orientação alheia à do Capitalismo Mundial Integrado. Essa atitude, entretanto, não é apenas de tolerância. Nas últimas décadas, essa produção caítalística se empenhou, ela própria, em produzir suas margens, e de algum modo equipou novos territórios subjetivos: os indivíduos, as famílias, os grupos sociais, as minorias, e por aí vai. Tudo isso parece ser muito bem calculado. Poder-se-ia dizer que, neste momento, Ministérios da Cultura estão começando a surgir por toda parte, desenvolvendo uma perspectiva modernista na qual se propõem a incrementar, de maneira aparentemente democrática, uma produção de cultura que lhe permita estar nas sociedades industriais ricas. E também encorajar formas de cultura particulares, a fim de que as pessoas se sintam de algum modo numa espécie de território e não fiquem perdidas num mundo abstrato.</p>
<p>Na verdade, não é bem assim que as coisas acontecem. esse duplo modo de produção da  subjetividade, esssa industrialização da produção de cultura segundo os níveis B e C, não renunciou absolutamente ao sistem ade valorização do nível A. Atrás dessa falsa democracia da cultura continuam a instaurar os mesmos sistemas de segregação a partir de uma categoria geral da cultura, de modo completamente subjacente. Nessa perspectiva  modernista, os Ministros da Cultura e os especialistas dos equipamentos culturais declaram não pretender qualificar socialmente os consumidores dos objetos culturais, mas apenas difundir cultura num determinado campo social, que fuincionaria segundo uma lei de liberdade de trocas. No entanto, o que se omite aqui é que o campo social que recebe a cultura não é homogêneo. A difusão de produtos como um livro ou um disco  bão tem absolutamente a mesma significação quando veiculada nos meios de elites sociais ou nos meios de comunicação de massa, a título de formação ou de animação cultural.</p>
<p>Trabalhos de sociólogos como Bordieu mostram que há grupos que já possuem até um metabolismo de receptividade das produções culturais. É óbvio que uma criança que nunca conviveu num ambiente de leitura, de produção de conhecimento, de fruição de obras plásticas, não tem o mesmo tipo de relação com a cultura que teve alguém como Jean Paul Sartre, que nasceu numa biblioteca literalmente. Ainda assim se quer manter a aparência de igualdade diante das produções culturais. De fato, conservamos o antigo sentido da palavra cultura, a cultura valor, qe se insceve nas tradições aristocráticas de almas bem nascidas, de gente que sabe lidar com as palavras, as atitudes e as etiquetas. A cultura não é apenas uma transmissão  de informação cultural, uma transmissão de sistemas de modelização, mas é também uma maneira de as elites capitalísticas exporem o que eu chamaria de um mercado geral de poder.</p>
<p>Um poder não apenas sobre os objetos culturais, ouy sobre as possibilidade de manipulá-los e ciar algo, mas também um poder  de atribuir a si os objetos culturais como signo distintivo na relação socuak com os outros. O sentido que uma banalidade pode tomar, por exemplo no campo da literatura, varia de acordo com o destinatário. O fato de um aluno ou um professor primário de uma cidadezinha qualquer do interior dizer banalidades sobre Maupassant não altera seu sistema de produção de valor no campo social. Mas se Giscard d’Estaing, num dos grandes programas literários da televisão francesa, falar de Maupassant, ainda que uma banalidade, o fato se contitui imediatamente em um índice, não de seu conhecimento real acerca do escritor, mas de que ele pertence a um campo de poder que é o da cultura.</p>
<p>Tomarei um exemplo mais imediato, situado naquilo que estou considerando como contexto brasileiro. Costuma-se insinuar que Lula e PT são pessoa e empreendimento muito simpáticos, mas que vão sem dúvida se revelar completamente incapazes  de gerir uma sociedade altamente diferenciadaa como é a brasileira, pois ele snão têm competência técnica, não têm níveis de saer suficientes para tanto. Recentemente estive na polônia e constatei que esse mesmo tipo de argumentação é usado contra Walesa. Dirigentes do Partido Comunista Polonês empregam rodos os meios possíveis para tentar desconsiderá-lo. Especificamente um sujeito asqueroso que se chama Racowski, e que declara à imprensa ocidental que simpatiza muito com Walesa, esse personagem sedutor, tão charmoso, mas considera que, separado de seus conselheiros, de se entourage habitual, ele não é nada, é um incapaz.</p>
<p>Na verdade, o que está se colocando em jogo não são esses níveis de competência, mesmo porque, para começo de conversa, é notório o nível de incompetência e corrupção das elites no poder. Aliás, nos agenciamenteos de poder capitalístico em geral são sempre os mais estúpidos que se encontram no alto da pirâmide. Basta considerar os resultadis: a gestão da economia mundial hoje conduz centenas e milhares de pessoas à fome, ao desespero, a um modo de vida inteiramente impossível, apesar dos progressos tecnológicos  e das capacidades produtivas extraordinárias que estão se desencolvendo nas revoluções tecnológicas atuais.</p>
<p>Assim, não podemos aceitar que o que esteja sendo efetivamente visado ou tendo um certo impacto na opinião seja a competência. Além disso, esse argumento promove uma certa função encarnada do saber, como se a inteligência necessária nesta situação de crise que estamos vivendo pudesse encarnar algum suposto talento ou saber transcedental. Esse argumento simplesmente escamoteia o fato de que todos os procedimentos de saber, de efiiência semiótica no mundo atual participam de agenciamentos complexos, que jamais são da alçada de um único especialista . Sabe-se muito vem qye qyalquer sistema de gestão moderna dos grandes processos industriais e sociais implica a articulação de diferentes níveis de competência. Nesse sentido, não vejo em que Lula seria incapaz de fazer tal articulação. E quando eu falo de Lula, na verdade estou falando do PT, de todas as formações democráticas, de todas as corrente minoritárias que estão se agitando neste momento de campanha eleitoral no Brasil. Então, não á para entender por que essas diferentes potencialidade de competência nõ poderiam fazer o que fazem as elites hoje no poder - tão bem quanto ou até melhor. Acho que o ponto-chave dessa questão não está aí, e sim na relação de Lula com a cultura, como quantidade de informação. Não a cultura-alma — pois é óbvio que, nesse sentido, ele tem a cultura de São Bernardo ou a cultura operária, e não vamos tirar isso dele –, mas sim com u certo tipo de cultura capitalística uma das enrgenagens fundamentais do poder. As pessoas do PT, em particular o Lula, não participam de determinada qualidade de cultura dominante. É muito mais uma questão de estilo e de etiqueta. Poder-seia dizer até que é algo que funciona num nível anterior ao término de uma frase, à configuração de um discurso. Tais pessoas não fazem parte da cultura capitalística dominante. A partir daí desenvolve-se  todo um vetor de culpabilização, pois essa concepção de cultura impregna todos os níveis sociais e produtivos. Daí tais pessoas não poderem pretender uma legitimidade para gerir os processos capitalísticos, idéia que elas próprias acabam assumindo.</p>
<p>O que dá então um caráter de estranhamento à ascenção política e social de pessoas como Lula é o fato de sentirmos muito bem que não se trata apenas de um fenômeno de ruptura em relação à gestão dos fluxos sociais e econômicos. Mas sim de colocar em prática um tipo de processo de subjetivação diferente do capitalístico, com seu duplo registro de produção de valores universais por um lado, e de reterritorialização em pequenos guetos subjetivos, por outro lado. Colocar em prática a produção de uma subjetividade que vai ser capaz de gerir processos de singularização subjetiva, que não confinem as diferentes categorias sociais (minorias sexuais, raciais, culturais e quaisquer outras) no esquadrinhamento dominante do poder.</p>
<p>Então a questão que se coloca agora não é mais “quem produz cultura”, “quais vão ser os recipientes dessas produções culturais”, mas como agenciar outros modos de produção semiótica, de maneira a possibilitar a construção de uma sociedade que simplesmente consiga manter-se em pé. Modos de produção semiótica que permitam assegurar uma divião social da produção, sem por isso fechar os indivíduos em sistemas de segregação opressora ou categorizar suas produções semióticas em esferas distintas da cultura. A pintura como esfera cultural refere-se antes de mais nada aos pintores, às pessoas que têm currículo de pintoras e às pessoas que difudem a pintura no comércio ou nos meios de comunicação de massa. Como fazer com que essas categorias ditas “da cultura” possam ser, ao mesmo tempo, altamente especializadas, singularizadas, como é o caso que acabei de mencinar da pintura, sem que haja por isso uma espécie de posse hegemônica pelas elites capitalísticas? Como fazer para que esses diferentes modos de produção cultural não se tornem unicamente especialidades, mas possam articular-se ao conjunto dos outros tipos de produção (o que eu chamo de produções maquínicas: toda essa revolução informática, telemática, dos robôs, etc.)? Como abrir, e até quebrar, essas antigas esferas culturais fechadas sobre si mesmas? Como produzir novos agenciamentos de singularização que trabalhem por uma sensibilidade estética, pela mudança da vida num plano mais cotidiano e, ao mesmo tempo, pelas transformações sociais em nível dos grandes conjuntos econômicos e sociais?</p>
<p>Para concluir, eu diria que os problemas da cultura devem necessariamente sair da articulação entre os três núcleos semânticos que evoquei anteriormente. Quando os meios de comunicação de massa ou os Ministros da Cultura falam de cultura, querem os meios de comunicação de massa nos convencer de que não estão tratando de problemas políticos, e sociais. Distribui-se cultura para o consumo, como se distribui um mínimo vital de alimentos em algumas sociedades. Mas os agenciamentos de toda espécie implicam sempre, correlativamente, dimensões micropolíticas e macropolíticas.</p>
<p>Eu poderia, eventualmente, falar dos efeitos dessa concepção, hoje na França, com o governo Mitterrand, para tentar descrever a maneira pela qual os socialistas estão girando em falso com essa categoria de cultura. E isso porque sua tentativa de democratização da cultura não está realmente conectada com os processos de subjetivação singular, com as minorias culturais ativas, o que faz com que se restabeleça sempre, apesar das boas intenções, uma relação privilegiada entre o Estado e os diferentes sistemas de produção cultural. Neste momento, algumas pessoas na França, entre as quais me incluo, consideram muito importante inventar um modo de produção cultural que quebre radicalmente os esquemas atuais de poder nesse campo, esquemas de que dispõe o Estado atualmente, através de seus equipamentos coletivos e de sua mídia.</p>
<p>Como fazer para que a cultura saia dessas esferas fechadas sobre si mesmas? Como organizar, dispor e financiar processos de singularizaçao cultural que desmontem os particularismos atuais no campo da cultura e, ao mesmo tempo, os empreendimentos de pseudodemocratização da cultura?</p>
<p>Não existe, a meu ver, cultura popular e cultura erudita. Há uma cultura capitalística que permeia todos os campos de expressão semiótica. É isso que tento dizer ao evocar os três núcleos semânticos do termo cultura. Não há coisa mais horripilante do que fazer a apologia da cultura popular, ou da cultura proletária, ou sabe-se lá o que do gênero. Há processos de singularização em práticas determinadas e há procedimentos de reapropriação, de recuperação, operados pelos diferentes sistemas capitalísticos.<br />
No fundo, só há uma cultura: a capitalística. É uma cultura sempre etnocêntrica e intelectocêntrica (ou logocêntrica), pois separa os universos semióticos das produções subjetivas.</p>
<p>Há muitas maneiras de a cultura ser etnocêntrica, e não apenas na relação racista do tipo cultura masculina, branca, adulta. Ela pode ser relativamente policêntrica ou polietnocêntrica, e preservar a postulação de uma referência de cultura-valor, um padrão de tradutibilidade geral das produções semióticas, inteiramente paralelo ao capital.</p>
<p>Assim como o capital é um modo de semiotização que permite ter um equivalente geral para as produções econômicas e sociais, a cultura é o equivalente geral para as produções de poder. As classes dominantes sempre buscam essa dupla mais-valia de poder, através da cultura-valor.</p>
<p>Considero essas duas funções, mais-valia econômica e mais-valia do poder, inteiramente complementares. Elas constituem, juntamente com uma terceira categoria de equivalência — o poder sobre a energia, a capacidade de conversão das energias umas nas outras — os três pilares do CMI.</p>
<p>fonte:<a href="http://zepower.wordpress.com/cultura-um-conceito-reacionario/">http://zepower.wordpress.com/cultura-um-conceito-reacionario/</a><br />
texto do livro Cartografias do desejo do Félix Guattari com a Suely Rolnik e foi produzido em 1982 com a vinda do primeiro.</p>
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		<title>Corépanema</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 21:35:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
		
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As coisas se transformam em conceitos (com um grau variável de abstração); o sujeito não pode tornarse um conceito (ele mesmo fala e responde). O sentido é personalista; sempre comporta uma pergunta — dirige-se a alguém e presume uma resposta, sempre implica que existam dois (o mínimo dialógico). Este personalismo não é um fato de [...]]]></description>
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<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/gemanimacao.gif'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/gemanimacao.gif" alt="" title="gemanimacao" width="500" height="371" class="aligncenter size-full wp-image-2637" /></a></p>
<p>As coisas se transformam em conceitos (com um grau variável de abstração); o sujeito não pode tornarse um conceito (ele mesmo fala e responde). O sentido é personalista; sempre comporta uma pergunta — dirige-se a alguém e presume uma resposta, sempre implica que existam dois (o mínimo dialógico). Este personalismo não é um fato de psicologia, mas um fato de sentido. Não há uma palavra que seja a primeira ou a última, e não há limites para o contexto dialógico (este se perde num passado ilimitado e num futuro ilimitado). Mesmo os sentidos passados, aqueles que nasceram do diálogo com os séculos passados, nunca estão estabilizados (encerrados, acabados de uma vez por todas). Sempre se modificarão (renovando-se) no desenrolar do diálogo subseqüente, futuro. Em cada um dos pontos do diálogo que se desenrola, existe uma multiplicidade inumerável, ilimitada de sentidos esquecidos, porém, num determinado ponto, no desenrolar do diálogo, ao sabor de sua evolução, eles serão rememorados e renascerão numa forma renovada (num contexto novo). Não há nada morto de maneira absoluta. Todo sentido festejará um dia seu renascimento. O problema da grande temporalidade.</p>
<p>→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→nuvem matsura<br />
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		<title>o fim daquele texto</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 20:16:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
		
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&#8220;O que garante a unidade da projetada coletânea de meus artigos é a unidade de tema, tal como ele aparece nas diversas etapas de seu desenvolvimento. A unidade de uma idéia em processo de formação e desenvolvimento acarreta certo inacabamento interno de meu pensamento. Não gostaria entretanto de converter um defeito em virtude. Em meus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/anormal.png"><img class="alignnone size-full wp-image-2635" title="anormal" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/anormal.png" alt="" width="286" height="360" /></a></p>
<p>&#8220;O que garante a unidade da projetada coletânea de meus artigos é a unidade de tema, tal como ele aparece nas diversas etapas de seu desenvolvimento. A unidade de uma idéia em processo de formação e desenvolvimento acarreta certo inacabamento interno de meu pensamento. Não gostaria entretanto de converter um defeito em virtude. Em meus trabalhos, há muito inacabamento externo, um inacabamento que se deve menos ao próprio pensamento do que ao modo de expressão e de exposição. Às vezes é difícil separar estes dois aspectos. Não se pode resumir isso a uma orientação (ao</p>
<p>estruturalismo). Meu fraco pela variação e pela variedade terminológica que abrange um único e mesmo fenômeno. As variedades das sínteses. Aproximações remotas sem indicações dos elos intermediários.</p>
<p>398<br />
399</p>
<p><strong>Observações sobre a epistemologia das ciências humanas</strong><br />
400<br />
— —</p>
<p>Titulo da edição original: A propósito da metodologia das ciências humanas. Texto de 1974. Último escrito do autor, inspirado nas notas de trabalho de um estudo que era dedicado (em 1940) aos &#8220;fundamentos filosóficos das ciências humanas</p>
<p>401<br />
A compreensão. Articulação da compreensão em atos distintos. Na compreensão efetiva, real e concreta, esses atos se fundem indissoluvelmente num único e mesmo processo de compreensão; no entanto, cada ato distinto tem uma autonomia ideal de sentido (de conteúdo) e pode ser isolado do ato empírico concreto. 1) A percepção psicofisiológica do signo físico (palavra, cor, forma espacial). 2) O reconhecimento do signo (como algo conhecido ou desconhecido); a compreensão de sua significação reproduzível (geral) na língua. 3) A compreensão de sua significação em dado contexto (contíguo ou distante). 4) A compreensão dialógica ativa (concordância-discordância); a inserção num contexto dialógico; o juízo de valor, seu grau de profundidade e de universalidade. A passagem da imagem para o símbolo revela-lhe a profundidade e a perspectiva de sentido. Relação dialética entre identidade e não-identidade. A imagem deve ser compreendida pelo que ela é e pelo que significa. O conteúdo do símbolo autêntico aparece através do encadeamento mediador de um sentido que foi correlacionado com a idéia da totalidade universal (do conjunto universal cósmico e humano). O mundo tem um sentido — &#8220;a imagem do mundo manifestada na palavra&#8221; (Pasternak). Todo fenômeno particular está imerso no caos dos princivios primários da existência. Diferentemente do mito, aqui fica-se consciente de sua própria não-coincidência com o sentido. No símbolo, há &#8220;o calor do mistério em fusão&#8221; (Averintsev). Momento da oposição entre o que é pessoal e o que é do</p>
<p>402</p>
<p>outro. Calor do amor e frio da singularidade. Oposição e confrontação. Uma interpretação do símbolo continua sendo ela mesma símbolo, apenas um pouco racionalizada, ou seja, um pouco mais próxima do conceito. Definição do sentido em toda a profundidade e a complexidade de sua essência. O ato de compreensão concebido como descoberta do que existe, mediante o ato da visão (contemplação), e como adjunção, mediante a elaboração criadora a que o submetemos. Presunção do contexto posterior em sua extensibilidade, cotejo com o todo acabado e cotejo com o contexto inacabado. O sentido assim entendido (no contexto inacabado) não é pacífico nem cômodo (não se pode tranqüilizar-se nem morrer nele). Significação e sentido. Preenchimento da rememoração e presunção do possível (a compreensão em contextos distantes). Na rememoração, levamos em conta os acontecimentos que se sucederam (dentro dos limites do passado), ou seja, percebemos e compreendemos o que é rememorado no contexto de um passado inacabado. Em que forma</p>
<p>o todo está presente na consciência? (Platão e Husserl.) Até que ponto é possível descobrir e comentar o sentido (da imagem ou do símbolo) unicamente mediante outro sentido isomorfo (símbolo ou imagem)? O sentido não é solúvel no conceito. Papel do comentário. Teremos quer uma racionalização relativa do sentido (a análise científica habitual), quer um aprofundamento do sentido, com a ajuda dos outros sentidos (a interpretação filosófico-artística). O aprofundamento mediante ampliação das distâncias contextuais. Uma explicação das estruturas simbólicas tem de entranhar-se na infinidade dos sentidos simbólicos; por isso não pode tornar-se urna ciência na acepção desta palavra quando se trata das ciências exatas. Uma interpretação dos sentidos não pode ser de ordem científica, mas mesmo assim conserva seu valor profundamente cognitivo. Pode servir diretamente à prática que concerne às coisas. &#8220;Cumpre reconhecer que a simbologia não é uma forma não-científica do conhecimento, mas uma forma científica-diferente do conhecimento, dotada de suas próprias leis internas e de seus critérios de exatidão&#8221; (Averintsev).</p>
<p>403</p>
<p>O autor de uma obra está presente somente no todo da obra. Não será encontrado em nenhum elemento separado do todo, e menos ainda no conteúdo da obra, se este estiver isolado do todo. O autor se encontra no momento inseparável em que o conteúdo e a forma se fundem, e percebemo-lhe a presença acima de tudo na forma. A crítica costuma procurar o autor no conteúdo separado do todo; conteúdo que é associado naturalmente ao autor, homem de um tempo definido, de uma biografia definida e de uma visão do mundo definida (a imagem do autor fica confundida com a imagem do homem real). O autor, em pessoa, não pode tornar-se uma imagem, pois é o criador das imagens e do sistema de imagens da obra. E por esta razão que a chamada imagem do autor não pode ser uma das imagens da obra (uma imagem muito especial, é verdade). Não é raro que o pintor se represente no quadro (num canto deste), mas ele também faz seu auto-retrato. Ora, no auto-retrato, não vemos o autor como tal (não se pode vê-lo), assim como não o vemos noutra obra do autor. E nos melhores quadros do artista que a imagem do autor melhor se revela. O autor-criador não pode ser criado na esfera em que ele próprio é criador. Trata-se da natura naturans, e não da natura naturata. Vemos o criador apenas em sua criação, jamais fora desta criação. As ciências exatas são uma forma monológica de conhecimento: o intelecto contempla uma coisa e pronuncia-se sobre ela. Há um único sujeito: aquele que pratica o ato de cognição (de contemplação) e fala (pronuncia-se). Diante dele, há a coisa muda. Qualquer objeto do conhecimento (incluindo o homem) pode ser percebido e conhecido a título de coisa. Mas o sujeito como tal não pode ser percebido e estudado a título de coisa porque, como sujeito, não pode, permanecendo sujeito, ficar mudo; conseqüentemente, o conhecimento que se tem dele só pode ser dialógico. Dilthey e o problema da compreensão. Os múltiplos aspectos da eficácia na atividade cognitiva. A atividade eficaz do sujeito na cognição da coisa muda e na cognição de outro sujeito, ou seja, a atividade dialógica do cognoscente. A atividade dialógica (e seus graus) do sujeito submetido ao ato de cognição. A coisa e a pessoa (o sujeito) como</p>
<p>404</p>
<p>limites do conhecimento. Graus de reificação e de personalização. Caráter de acontecimento da cognição dialógica. O encontro. O juízo de valor como elemento necessário da cognição dialógica. Ciências humanas — ciências que tratam do espírito — e ciências das letras (a palavra que é ao mesmo tempo parte constitutiva delas e objeto comum de estudo). Historicidade. Caráter imanente. A análise (a compreensão e a cognição) fechando-se</p>
<p>num dado texto. Problema das fronteiras do texto e do contexto. Toda palavra (todo signo) de um texto conduz para fora dos limites desse texto. A compreensão é o cotejo de um texto com os outros textos. O comentário. Dialogicidade deste cotejo. Lugar da filosofia. Ela começa onde acaba a exatidão da cientificidade e onde começa uma cientificidade diferente. Pode-se defini-la como metalinguagem de todas as ciências (e de todos os modos de cognição e de consciência). Compreender é cotejar com outros textos e pensar num contexto novo (no meu contexto, no contexto contemporâneo, no contexto futuro). Contextos presumidos do futuro: a sensação de que estou dando um novo passo (de que me movimentei). Etapas da progressão dialógica da compreensão; o ponto de partida — o texto dado, para trás — os contextos passados, para frente — a presunção (e o início) do contexto futuro. A dialética nasceu do diálogo para retornar ao diálogo num nível superior (ao diálogo das pessoas). Monologismo hegeliano na Fenomenologia do espírito. Monologismo de Dilthey, não sustentado até o fim. O pensamento sobre o mundo e o pensamento no mundo. O pensamento que tende a abarcar o mundo, e o pensamento que se sente no mundo (parte deste mundo). O acontecimento no mundo, do qual participamos. O mundo como acontecimento (e não como algo que existe já concluído). O texto só vive em contato com outro texto (contexto). Somente em seu ponto de contato é que surge a luz que aclara para trás e para frente, fazendo que o texto participe de um diálogo. Salientamos que se trata do contato dialógico entre os textos (entre os enunciados), e não do contato mecânico &#8220;opositivo&#8221;, possível apenas dentro das fronteiras de um texto (e não entre texto e contextos), entre os elementos abstratos desse</p>
<p>405</p>
<p>texto (entre os signos dentro do texto), e que é indispensável somente para uma primeira etapa da compreensão (compreensão da significação e não do sentido). Por trás desse contato, há o contato de pessoas e não de coisas. Assim que convertermos o diálogo num texto compacto, ou seja, assim que apagarmos a distinção das vozes (a alternância dos sujeitos falantes) — o que é em princípio possível (a dialética monológica de Hegel) - o sentido profundo (infinito) desaparecerá (teremos batido no fundo, ficaremos em ponto morto). A reificação completa, extrema, levaria inevitavelmente ao desaparecimento do que não tem fim nem fundo no sentido (de qualquer sentido). O pensamento que, como o peixe dentro do aquário, toca o fundo e as paredes, e não pode ir mais longe nem mais fundo. O pensamento dogmático. O pensamento só conhece os pontos convencionais; o pensamento dessubstancia todos os pontos colocados com anterioridade. Aclaramento do texto não pelos outros textos (contextos), mas pela realidade das coisas extratextuais. E isso que costuma ocorrer na explicação que opera com uma base sociológica vulgarizada, com uma base biográfica, ou com uma base causal (calcada nas ciências naturais), e também a baseada num historicismo despersonalizado (a história anônima). A compreensão verdadeira nos campos da literatura é sempre histórica e personalizada. Lugar e fronteiras da realidade. As coisas são prenhes da palavra. Unidade do monólogo e unidade particular do diálogo. A epopéia pura e o lirismo puro não conhecem o discurso restritivo. Este só aparece no romance. Influência da realidade extratextual sobre a formação da visão artística e sobre o pensamento artístico do escritor (e do artista em geral no campo da cultura). As influências extratextuais têm uma importância especial nas primeiras fases da evolução do homem. Essas influências se envolvem na palavra (ou noutros signos), e tal palavra é a dos outros, e, acima de tudo, a da mãe. Depois disso, a &#8220;palavra do outro&#8221; se transforma, dialogicamente, para tornar-se &#8220;palavra pessoal-alheia&#8221; com a ajuda de outras &#8220;palavras do outro&#8221;, e depois, palavra pessoal (com, poder-se-ia dizer, a per-</p>
<p>406</p>
<p>da das aspas). A palavra já tem, então, um caráter criativo. Papel do encontro, da visão, da &#8220;iluminação&#8221;, da &#8220;revelação&#8221;, etc. Reflexo desse processo no romance de educação e de formação, na autobiografia, no diário, na confissão, etc. Entre outros: André Remizov, Os olhos tosquiados. Livre dos nós e dos meandros da memória. Papel desempenhado aí pelo desenho como signos que servem à expressão pessoal. A esse respeito, o interesse de Klim Sanguin (o homem concebido como sistema de frases). O &#8220;não-dito&#8221;, seu caráter especial e seu papel. As primeiras fases da consciência verbal. O &#8220;inconsciente&#8221; que se torna fator de criação somente no limiar do consciente e da palavra (consciência constituída meio a meio pela palavra e pelo signo). De que modo minha consciência recebe as impressões da natureza. Estas são prenhes da palavra, da palavra potencial. O &#8220;não-dito&#8221; concebido como limite flutuante, como &#8220;idéia reguladora&#8221; (no sentido kantiano) da consciência criadora. O processo de esquecimento paulatino dos autores, depositários da palavra do outro. A palavra do outro torna-se anônima, familiar (numa forma reestruturada, claro); a consciência se monologiza. Esquece-se completamente a relação dialógica original com a palavra do outro: esta relação parece incorporar-se, assimilar-se à palavra do outro tornada familiar (tendo passado pela fase da palavra &#8220;pessoal-alheia&#8221;). A consciência criadora, durante a monologização, completa-se com palavras anônimas. Este processo de monologização é muito importante. Depois, a consciência monologizada, na sua qualidade de todo único e singular, insere-se num novo diálogo (daí em diante, com novas vozes do outro, externas). Com freqüência, a consciência criadora monologizada unifica e personaliza as palavras do outro, tornadas vozes do outro anônimas, na forma de símbolos especiais: &#8220;voz da própria vida&#8221;, &#8220;voz da natureza&#8221;, &#8220;voz do povo&#8221;, &#8220;voz de Deus&#8221;, etc. Papel da palavra com autoridade cujo portador, via de regra, não se perde, e que não fica anônima. A tendência em reificar os contextos anônimos transverbais (em rodear-se de uma vida não verbal). Sou o único a mostrar-me como pessoa que cria, fala, e tudo o mais é apenas estado das coisas que têm a função de causas, que suscitam e determinam minha fala. Não converso com essas coisas,</p>
<p>407</p>
<p>reajo mecanicamente, como a coisa reage a um estímulo externo. Os fenômenos verbais tais como a ordem, a injunção, a prédica, a proibição, a promessa (a jura), a ameaça, o elogio, a invectiva, a injúria, a maldição, a bênção, etc., constituem uma parte importante da realidade extracontextual. Todos esses fenômenos implicam uma entonação muito marcada, que pode enxertar-se (transferir-se) em palavras e expressões que não significam a ordem, a ameaça, etc. O que conta é o tom, separado dos elementos fônicos e semânticos da palavra (e de outros signos). Estes determinam a complexa tonalidade de nossa consciência, que serve de contexto emocional dos valores para o ato de compreensão (de uma compreensão total do sentido) do texto que estamos lendo (ou ouvindo) e também, numa forma mais complexa, para o ato de criação (de geração) do texto. Trata-se de fazer de tal modo que as coisas, que atuam mecanicamente sobre a pessoa, comecem a falar, em outras palavras, trata-se de descobrir, nesse meio das coisas, a palavra e o tom potencial, de transformá-lo num contexto de sentido para a pessoa — ente pensante, falante e atuante (e criador). É o que sucede com qualquer forma séria e profunda de autobiografia, de introspecção-confissão, de discurso lírico, etc. Entre os escritores, quem conseguiu a maior profundidade nessa transmutação de coisa em sentido foi Dostoievski, ao desvelar os atos e os pensamentos de seus heróis principais. A coisa, que continua sendo coisa, influi somente sobre as coisas. Para influir sobre a pessoa, ela deve revelar seu potencial de sentido, tornar-se palavra, ou seja, participar de um contexto virtual do sentido verbal. Na análise das tragédias de Shakespeare percebemos que toda a realidade que influi sobre seus heróis é sistematicamente transmutada em contexto de sentido para os atos, os pensamentos e as emoções dos heróis: podem ser palavras (palavras das feiticeiras, as</p>
<p>palavras do fantasma, etc.) ou então acontecimentos e circunstâncias traduzidos na linguagem da palavra potencial que os pensa. Cumpre salientar que não se trata de uma redução pura e simples a um denominador comum: a coisa continua a ser coisa e a palavra continua a ser palavra, ambas preservam sua essência e apenas se completam com sentido.</p>
<p>408</p>
<p>Não se deve esquecer que a coisa e a pessoa são apenas extremos, e não substâncias absolutas. O sentido não pode (nem quer) modificar os fenômenos físicos, materiais; o sentido não pode operar como força material. E, aliás, nem precisa: ele é mais forte do que qualquer força, modifica o sentido global do acontecimento e da realidade, sem modificar o mais ínfimo de seus componentes reais (existenciais). Tudo continua a ser como era, adquirindo um sentido absolutamente diferente (transfiguração do sentido na existência). A palavra de um texto se transfigura num contexto novo. Inclusão do ouvinte (do leitor, do contemplador) no sistema (na estrutura) da obra. O autor (depositário da palavra) e o sujeito compreendente. O autor, ao criar uma obra, não a destina aos especialistas de literatura e não pressupõe uma compreensão científica dela, não almeja a criação de uma equipe de pesquisadores. Não convida os teóricos literários ao seu festim. A pesquisa literária contemporânea (essencialmente o estruturalismo) costuma definir o ouvinte imanente à obra como ouvinte ideal, onicompreensivo — o próprio tipo de ouvinte postulado na obra. Está claro que não se trata de um ouvinte empírico, de uma entidade psicológica, é a imagem do ouvinte na alma do autor. Esta é uma construção do espírito, abstrata. Opõe-se-lhe um autor identicamente abstrato, ideal. Assim entendido, o ouvinte ideal será o reflexo do autor num espelho, um reflexo que será sua duplicação; não se poderia introduzir nada de pessoal, nada de novo na obra compreendida de uma maneira ideal, nem no desígnio, idealmente completado, do autor; ele se situa no mesmo espaçotempo que o próprio autor, mais exatamente, ele está, a exemplo do autor, fora do tempo e do espaço (é o caso de qualquer construção do espírito, abstrata); por isso, ele não pode ser o outro (outrem) para o autor, não pode possuir o excedente inerente à sua alteridade. Entre o autor e tal ouvinte, não se estabelece nenhuma interação, nenhuma relação ativa, dramática, pois já não são vozes, mas noções abstratas intra- e inter-iguais. É quando ocorrem abstrações tautológicas, matematizadas ou mecanizadas. Quando ocorre a despersonalização.</p>
<p>409</p>
<p>O conteúdo concebido como algo novo, a forma concebida como conteúdo antigo (conhecido), estratificado, estereotipado. A forma serve de ponte necessária para um conteúdo novo, ainda desconhecido. A forma há pouco tempo era uma visão do mundo estabilizada, conhecida e comumente admitida. Nas épocas pré-capitalistas, a transição entre a forma e o conteúdo era menos abrupta, mais harmoniosa; a forma ainda era um conteúdo não estratificado, não fixado, não trivializado; relacionava-se com as aquisições de uma criação coletiva em comum (tal como a mitologia). A forma era uma espécie de conteúdo implícito; o conteúdo da obra, por exemplo, desenvolvia um conteúdo já envolvido numa forma e não o criava enquanto algo novo, decorrente de uma iniciativa criadora individual. Por conseguinte, o conteúdo em certa medida precedia a obra, o autor não inventava o conteúdo de sua obra, mas apenas desenvolvia o que já estava presente na tradição. Os símbolos são os elementos mais estáveis e, ao mesmo tempo, os mais emocionais; referem-se à forma e não ao conteúdo. O aspecto propriamente semântico da obra, ou seja, a significação de seus elementos (primeira fase da compreensão), é, em princípio, acessível a qualquer consciência individual. Mas o que constitui seus valores e seu sentido (símbolos inclusive) só é</p>
<p>significante para indivíduos ligados por condições comuns de vida, em suma, ligados por laços de fraternidade, num nível superior. É neles, nos estratos superiores, que se efetua a participação, é neles que se participa de um valor superior (no limite, absoluto). Significado da exclamação emocional que assinala os valores na vida verbal dos povos. Há que observar que a expressão emocional dos valores pode não ter um caráter explicitamente verbal e pode estar implícita, manifestar-se pela entonação. As entonações mais substanciais e mais estáveis constituem um fundo entonacional determinado por um grupo social (uma nação, uma classe social, uma classe profissional, um meio, etc.). Em certa medida, pode-se falar apenas por entonações, tornando quase indiferente, relativa e intercambiável, a parte do discurso verbalmente expressa. E freqüente o emprego de palavras inúteis em sua significação verbal, ou então a repetição de uma única e mesma palavra, de uma única e mesma</p>
<p>410</p>
<p>frase, que então servem somente de suporte material para a entonação desejada. Na leitura (na execução) de um dado texto, o contexto extratextual, entonacional, dos valores pode realizar-se apenas parcialmente, ficando em sua maior parte, particularmente em suas camadas mais substanciais e profundas, fora do texto dado para a percepção ao qual ele confere um fundo dialogizante. É a isto que se resume, até certo ponto, o problema do condicionamento social (transverbal) de uma obra. Um texto — impresso, manuscrito ou oral, isto é, atualizado — não é igual à obra em seu todo (ou ao &#8220;objeto estético&#8221;). A obra também engloba necessariamente seu contexto extratextual. A obra parece envolver-se na música entonacional e valorativa do contexto em que é compreendida e julgada (este contexto, claro, varia conforme as épocas da percepção da obra, o que cria sua nova ressonância). A compreensão recíproca dos séculos e dos milênios, dos povos, das nações e das culturas, assegura a complexa unidade de toda a humanidade, de todas as culturas humanas (a complexa unidade da cultura humana), assegura a complexa unidade da literatura da humanidade. Todos esses fatos se desve1am tão-somente na dimensão da grande temporalidade, sendo nela que cada obra deve receber seu sentido e seu valor. As análises costumam escarafunchar no espaço acanhado da pequena temporalidade, ou seja, na contemporaneidade, no passado imediato e no futuro presumido, desejado ou temido. As formas emotivo-valorativas da presunção do futuro tais como se manifestam na língua-fala (a ordem, o desejo, a advertência, o conjuro). Futilidade da atitude do homem para com o futuro (o desejo, a esperança, o medo); fica-se insensível ao inesperado, ao indeciso, à &#8220;surpresa&#8221;, poder-se-ia dizer, à novidade absoluta do milagre, etc. Particularidades da atitude profética para com o futuro. A abstração de si mesmo numa representação do futuro (o futuro sem mim). O tempo do espetáculo teatral e suas leis. Percepção do espetáculo nas épocas em que existiam e predominavam as formas litúrgico-religiosas e oficial-cerimoniosas. A etiqueta dos costumes no teatro.</p>
<p>411</p>
<p>Oposição entre a natureza e o homem. Os sofistas. Sócrates (&#8221;O que me interessa não são as árvores da floresta, mas os homens da cidade&#8221;). Dois extremos: o pensamento e a prática (o ato), ou dois tipos de relação (a coisa e a pessoa). Quanto mais profunda for a pessoa, isto é, quanto mais se aproximar de seu próprio extremo, menos lhe será aplicável um método generalizante, pois a generalização e a formalização apagam as fronteiras entre o homem genial e a mediocridade. Experimentação e tratamento matemático. Formular uma pergunta e receber uma resposta já representa, nas ciências exatas, uma interpretação personalizada do processo cognitivo e do seu sujeito (o experimentador). A história do conhecimento em seus resultados e a história dos homens que se aplicam ao conhecimento (M. Bloch).</p>
<p>Processo de reificação e processo de personalização, mas esta jamais poderá ser uma subjetivação. O limite não é o eu, porém o eu em correlação com outras pessoas, ou seja, eu e o outro, eu e tu. Haverá algo que corresponda ao &#8220;contexto&#8221; nas ciências naturais? O contexto está sempre vinculado à pessoa (diálogo infinito em que não há nem a primeira nem a última palavra); nas ciências naturais, há um sistema objetal (a-sujeital). Nosso pensamento e nossa prática, não a técnica, mas a moral (nossos atos responsáveis), exercem-se entre dois extremos: entre a relação com a coisa e a relação com a pessoa. Reificação e personalização. Dentre os nossos atos, uns (de ordem cognitiva e moral) tendem para o pólo da reificação, sem jamais o atingir, os outros, para o pólo da personalização, sem o atingir plenamente. Perguntas e respostas não pertencem a uma mesma relação (categoria) lógica; não podem ser contidas numa única e mesma consciência (única e fechada em si mesma); toda resposta gera uma nova pergunta. Perguntas e respostas supõem uma exotopia recíproca. Se a resposta não dá origem a uma nova pergunta, separa-se do diálogo e junta-se a um sistema cognitivo, im-pessoal em sua essência. Cronotopos diferentes de quem pergunta e de quem responde e universos diferentes do sentido (eu e o outro). A pergunta e a resposta do ponto de vista da terceira consciência e</p>
<p>412</p>
<p>do seu universo &#8220;neutro&#8221; onde tudo se despersonaliza inevitavelmente, onde tudo é intercambiável. Diferença entre o tolo (ambivalente) e o obtuso (unívoco). As palavras do outro assimiladas (&#8221;pessoal-alheia&#8221;) e que, eternamente vivas, renovam-se criativamente nos novos contextos, e as palavras do outro, inertes, mortas, &#8220;palavras-múmias&#8221;. O problema fundamental de Humboldt: a multiplicidade das línguas (premissa e fundamento da problemática: a unidade da espécie humana). Fica-se na esfera das línguas e de suas estruturas formais (fonéticas e gramaticais). Ora, na esfera da fala (no âmbito de uma única língua — qualquer uma), coloca-se o problema da palavra pessoal e da palavra do outro. 1) Reificação e personalização. Distinção entre a reificação e a &#8220;alienação&#8221;. Os dois extremos do pensamento. Aplicação do princípio de complementaridade. 2) Palavra do outro e palavra pessoal. A compreensão concebida como transmutação em &#8220;alheio-pessoal&#8221;. O princípio de exotopia. A complexa correlação entre o sujeito compreendente e o sujeito compreendido, entre o cronotopo do criado e o cronotopo do compreendente que introduz a renovação. A importância de atingir o núcleo criador da pessoa (é em seu núcleo criador que a pessoa continua a viver, ou seja, é imortal). 3) Exatidão e profundidade nas ciências humanas. O limite da exatidão nas ciências naturais é a identidade (a= a). Nas ciências humanas, a exatidão consiste em superar a alteridade do que é alheio sem o transformar em algo que é pessoal (os substitutos de toda espécie: moderniza-se, não se entende o que é alheio, etc.). A fase antiga da personificação (a personificação mitológica, ingênua). Época da reificação da natureza (e do homem). A fase contemporânea de personificação da natureza (e do homem), sem que haja, porém a perda da reificação. Ver acerca da natureza em Prichvin, segundo o artigo de V. V. Kochinov. Nessa fase, a personificação não tem o caráter do mito, conquanto não lhe seja hostil e utilize habitualmente a sua linguagem (transformada em linguagem de símbolos). 4) Contextos da compreensão. Problema dos contextos distantes. Renovação ilimitada do sentido em qualquer contexto novo. A pequena temporalidade (a contemporaneidade, o passado imediato e o futuro previsível — desejado) e a grande temporalidade: o diálogo infinito e inacabável em que nenhum sentido morre. O vivente na natureza (o orgânico). Tudo o que é inorgânico é trazido, ao longo do processo de um intercâmbio, à vida (a oposição só pode efetuar-se no abstrato, quando essas duas entidades são tiradas da vida). Minha atitude ante o formalismo? Tenho uma compreensão diferente da especificação. Ignorar o conteúdo leva a uma &#8220;estética material&#8221; (a crítica dele que fiz em 1924); não à &#8220;fabricação&#8221;, mas à criação (um material sempre proporciona apenas um &#8220;produto fabricado&#8221;); uma incompreensão da historicidade e da consecução (percepção mecânica da consecução). O valor positivo do formalismo: novos problemas e novos aspectos na arte; o novo, em suas fases iniciais, as mais criativas de seu desenvolvimento, sempre adota formas unilaterais e extremas. Minha atitude ante o estruturalismo? Sou contra o fechamento dentro do texto, contra as categorias mecânicas de &#8220;oposição&#8221; e de &#8220;transcodificação&#8221; (a pluralidade dos estilos em Eugênio Oneguin, tal como a interpreta Lotman e como eu a interpreto), contra uma formalização e uma despersonalização sistemática: todas as relações têm um caráter lógico (no sentido lato do termo). De minha parte, em todas as coisas, ouço as vozes e sua relação dialógica. No tocante ao princípio de complementaridade, também o entendo de maneira dialógica. As altas apreciações do estruturalismo. Problemas da &#8220;exatidão&#8221; e da &#8220;profundidade&#8221;. Profundidade de penetração na coisa (reificação) e profundidade de penetração no sujeito (personalismo). No estruturalismo, existe apenas um único sujeito: o próprio pesquisador. As coisas se transformam em conceitos (com um grau variável de abstração); o sujeito não pode tornarse um conceito (ele mesmo fala e responde). O sentido é personalista; sempre comporta uma pergunta — dirige-se a alguém e presume uma resposta, sempre implica que existam dois (o mínimo dialógico). Este personalismo não é um fato de psicologia, mas um fato de sentido. Não há uma palavra que seja a primeira ou a última, e não há limites para o contexto dialógico (este se perde num passado ilimitado e num futuro ilimitado). Mesmo os sentidos passados, aqueles que nasceram do diálogo com os séculos passados, nunca estão estabilizados (encerrados, acabados de uma vez por todas). Sempre se modificarão (renovando-se) no desenrolar do diálogo subseqüente, futuro. Em cada um dos pontos do diálogo que se desenrola, existe uma multiplicidade inumerável, ilimitada de sentidos esquecidos, porém, num determinado ponto, no desenrolar do diálogo, ao sabor de sua evolução, eles serão rememorados e renascerão numa forma renovada (num contexto novo). Não há nada morto de maneira absoluta. Todo sentido festejará um dia seu renascimento. O problema da grande temporalidade.&#8221;</p>
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		<title>Rituais pós-digitais - dia dos mortos cavando as covas-kernels</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 20:39:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[&#8211; estes Rituais serão telemáticos ou mesmo telepáticos e podem e devem ser acessado de qualquer ponto da Terra &#8211;
Estamos com esta convidando todos amigxs e coletivos ao redor a participar -&#62;
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; estes Rituais serão telemáticos ou mesmo telepáticos e podem e devem ser acessado de qualquer ponto da Terra &#8211;</p>
<p>Estamos com esta convidando todos amigxs e coletivos ao redor a participar -&gt;<br />
Ensaios para uma celebração pós-digital-ritualística da nossa presença como corpo sem orgãos no Dia dos Mortos - 02 de novembro (e outros dias que podem ser sugeridos durante o processo).</p>
<p>este texto esta sendo documentado em processo no wiki:<br />
<a class="ext" href="http://organismo.art.br/interfaces/wikka.php?wakka=CovaKernel/edit&amp;id=181">http://organismo.art.br/interfaces/wikka.php?wakka=CovaKernel/edit&amp;id=181</a><span class="exttail">∞</span></p>
<p>e tdo processo relacionado de constituição das ferramentas para este (Interfaces) estão sendo documentadas em:<br />
<a class="ext" href="http://organismo.art.br/interfaces">http://organismo.art.br/interfaces/</a><span class="exttail">∞</span></p>
<p>Devido a conhecimentos específicos que fazem parte de toda esta celebração, gostaríamos de convidar todos para ensaios que vão iniciar neste domingo dia 21 de setembro depois oficialmente pelas 16 horas - na sagração da primavera - entrem em contato por estes emails com cópia e/ou utilizem a sala de chat IRC no servidor irc.freenode.net no canal #jardimdevolts - quem não sabe o que é irc pergunte por email também ou no su buscador de web favorito)</p>
<p>&#8220;Cavando a própria cova-kernel&#8221;&#8230;</p>
<p>A idéia surgiu a partir da vontade de concretizar um espaço imersivo, onde pudéssemos criar um tipo de Ritual de celebração de todo caos informacional que nos faz presentes para além destas redes telemáticas que ajudamos a contruir e manter. Como dar conta de contar nossas histórias, despertar curiosidade e inspirar com nossas mitologias sem estar preso as aparelhos de espetacularização da realidade que moldam os atuais simulacros do cotidiano (tv?cinema?teatro?galeria de arte? igreja?)? Sabemos que existimos, sabemos que estamos construindo uma realidade através de nossas utopias e que nossa realidade pode parecer fragmentada para quem tenta entender de fora, sobretudo para aqueles que infelizmente entendem como real somente o que é mediado pela comunicação de massas e pelo deus-mercado. Para rasgar este véu de recalque e para cantar o quanto estamos aqui, seja conscientes de nosso papel ou embebidos(as) em nossas próprias dúvidas, entoaremos o mantra de cristalização de nossa presença e imediatamente sentiremos que as faíscas desta sinapse dum cérebro sem bordas do qual fazemos parte tomará conta e nos acompanhará em nossas tateantes buscas.</p>
<p>Como alquimistas proponentes desta liturgia (que proposta em forma de wiki torna este arcano decisório um portal aberto pra todos interessados) queremos sugerir um método para estes Rituais, que vão direto a algumas discussões que são correntes em grupos que participamos, então é determinante para nossa conexão inconsciente o poder de elucidação destas decisões simbólicas&#8230;</p>
<p>Seu enterro vai ter caixão? Você quer desaparecer em cinzas? Sua mãe guardou seu cordão umbilical? Cantam parabéns no seu aniversário? Você se formou numa faculdade e usou uma roupa com chapéuzinho e ganhou um papélzinho dizendo que você sabe tudo do assunto? Fumou um charuto quando nasceu o último bebê?</p>
<p>Imaginamos então um espaço onde estamos tateando e admitimos que JUNTOS estamos tateando. Chamamos de &#8220;nossa própria cova&#8221;. Aquilo que estamos cavando em nossa busca errante. Que ritual celebra este espaço de tanta vertigem mas também de tanta liberdade? Surgiu daí então uma visão:</p>
<p>Com artefatos tecnológicos artesanais, cada vez mais artesanais e autonômos conectamos este espaços por meio da Internet. Uma Internet livre que queremos para nossa soberania de comunicação olho no olho, e por isso é bom lembrar, cantamos também para manter a liberdade de expressão através dela. Os espaços tem escritos por todas as paredes, como em cavernas do paleolítico e os artefatos tecnoartesanais escorrem em fios pelas paredes como veias de uma trepadeira em simbiose espalhando sua seiva.</p>
<p>Aos iniciantes no Ritual serão distribuídas lanternas, velas, artefatos para enxergar no escuro. Desafiatlux. Pontos iluminados das paredes disparam memorias coletivas conectadas das redes. Imagens, Sons, Mensagens instantanêas, Notas musicais, tambores conectados e sem fronteiras.</p>
<p>Aos iniciados convém a liturgia do mantra &#8220;Vire-se&#8221; - o código está aberto. Ars ex Scientia. Deuses e Máquinas estão silentes, quem sabe catalépticos, observando suas criaturas desdobrarem-se em mil espelhos de presença e percebendo sua potencia de continuidade.</p>
<p>O Primeiro Ritual esta marcado para 02 de novembro - Dia dos Mortos<br />
Primeiro ensaio pra dia 21 de Outubro, próximo domingo - Inicio da Primavera.</p>
<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/cavernakernel_5001.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-2625" title="cavernakernel_5001" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/cavernakernel_5001.png" alt="" width="550" /></a></p>
<p>INSIRA AQUI MAIS SUGESTÔES:</p>
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		</item>
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		<title>Orquestra cavando a própria caverna</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 03:53:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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Diletando em memórias, desencapando fios pra costura do manto polifônico, tatuagem das cavernas como seguras documentações - essa vontade urge mesmo como um grito.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://en.flossmanuals.net/PureData/ListofObjects'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/interfaces_818.png" alt="" title="interfaces_818" width="500" height="391" class="alignnone size-full wp-image-2622" /></a></p>
<p>Diletando em memórias, desencapando fios pra costura do manto polifônico, tatuagem das cavernas como seguras documentações - essa vontade urge mesmo como um grito.</p>
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		<title>ruínas vitoriamario</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 02:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[VITORIAMARIO
Ninguém conhece com precisão a verdadeira origem de Vitoriamario, este nome apareceu pela primeira vez no fim do século XIV na Itália e logo depois na França. Em 1781, Court de Gebelin afirmou que Vitoriamario seria um antigo livro egípcio, descobriu-se que se tratava de uma invenção recente para época, misturando desenhos de estilo egípcio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>VITORIAMARIO<br />
Ninguém conhece com precisão a verdadeira origem de Vitoriamario, este nome apareceu pela primeira vez no fim do século XIV na Itália e logo depois na França. Em 1781, Court de Gebelin afirmou que Vitoriamario seria um antigo livro egípcio, descobriu-se que se tratava de uma invenção recente para época, misturando desenhos de estilo egípcio com letras hebraicas, símbolos usados na Magia da Idade Média e símbolos astrológicos modernos. Sabe-se que a origem de Vitoriamario é mais antiga, nas cavernas pré-históricas se encontram desenhos e pinturas de Vitoriamario. Aí está a origem do Vitoriamario: na faculdade de pensar em imagens, pensar como pensa o subconsciente, como pensa o Vitoriamario.<br />
O Vitoriamario não pensa em português, nem em francês, nem em fórmulas químicas. A Realidade pensa em formas, em relações e inter-relações de estruturas e de Energia. Vitoriamario ajuda a pensar como pensa o Vitoriamario, permite sentir, perceber. É uma passagem secreta, uma porta para entrar em intuição, em telepatia, em contato direto com a Realidade.<br />
Em um esquema de tiragem, vitoriamario corresponde a perguntas. Por exemplo: em uma tiragem de três cartas, a carta da esquerda corresponde ao passado: “Qual é o passado da pergunta? Qual é a causa da situação atual?” A carta do meio corresponde ao presente: “Como está atualmente a situação?” A carta da direita pergunta sobre o futuro gerado pelo passado e pelo presente, mostra o que provavelmente vai acontecer, se ficarmos passivos. Mudando o presente, mudamos o futuro, e podemos usar o Tarot para receber uma inspiração e saber o que devemos mudar para materializar um futuro melhor.  As imagens despertam a sensibilidade, a telepatia, a visão, a percepção. Percebemos, sabemos.<br />
O Vitoriamario é um magnífico treinamento para usar, conscientemente, a totalidade do cérebro: o hemisfério esquerdo, racional, que pergunta com precisão e o hemisfério direito que sente, percebe. Perceber com precisão, perceber diretamente a Realidade.<br />
Usar a totalidade da inteligência é fácil. Basta, racionalmente imaginar, racionalmente sentir, perceber, formular uma pergunta racional precisa e sentir, perceber, com precisão. Einstein e Leonardo da Vinci faziam isso. Nós também podemos. Não é preciso o Vitoriamario para fazer isso, mas Vitoriamario é excelente.<br />
Muitos acreditam que a sucessão dos vitoriamarios é significativa, de zero até 21. É verdade. Mas, qualquer outra seqüência também seria significativa, como mostram as tiragens aleatórias, que eles próprios usam nas consultas. Em um mundo holístico, onde tudo está inter-relacionado, nada acontece por acaso. Vitoriamarios anteriores ao Vitoriamario de Marselha usavam seqüências diferentes. Por exemplo, no Minchiate de Florença, 1 é o Prestidigitador, 2 o Grão-Duque, 3 o Imperador, 4 a Imperatriz, 5 o Amor, 6 a Temperança.<br />
Num mundo onde tudo depende de tudo, o 1, o começo, se encontra em todas as partes. Não tem começo nem fim. Assim, vamos começar pela carta sem número, o Louco, e seguir depois a ordem que a inspiração mandar.<br />
vitoriamario Zero, o Louco<br />
O nome do vitoriamario facilmente pode enganar. O Vitoriamario não é feito de nomes, mas de imagens. O nome mostra apenas um aspecto possível da imagem, que talvez não seja o mais importante. O nome pode até impedir de perceber. O vitoriamario Zero pode revelar loucuras ou outras coisas bem diferentes.<br />
 <br />
 <br />
Viagem Interior:<br />
vitoriamario Zero<br />
Apenas permita-se de sonhar.<br />
Encontre uma posição confortável,<br />
e deixe sua imaginação levar você para o outro lado,<br />
para alem das aparências,<br />
para os mistérios e os poderes do seu mundo interior,<br />
para o lado interior do Mundo,<br />
para os segredos escondidos atrás das aparências.<br />
Na plena Luz da sua consciência,<br />
você esta descendo para seu mundo profundo,<br />
até descobrir uma cripta em você.<br />
No fundo da cripta, iluminado/a pela Luz da sua consciência,<br />
você descobre uma porta de madeira.<br />
Nessa porta está pintada<br />
a imagem de uma pessoa vestida como um palhaço, um bufo.<br />
Na mão direita segura um bastão,<br />
que usa como bengala.<br />
Nas costas leva uma mochila,<br />
que parece vazia.<br />
Anda com os olhos mal focalizados, sonhando… devaneando.<br />
Um cachorro atrás está pronto para morder suas calças rasgadas.<br />
Um bufo, um vagabundo que não sabe para onde vai.<br />
Com curiosidade, você entra nessa imagem;<br />
é uma porta para ir longe.<br />
Entrando nessa figura, você se torna ela, você é ela.<br />
Caminhando… olhando com o olhar do devanear.<br />
Olhando para Nada, olhando no Nada.<br />
Olhando nesse Nada misterioso de onde vem o Vitoriamario,<br />
nesse Nada divino que contém as galáxias.<br />
Sentindo-se um zero.<br />
Sentindo-se nada.<br />
Sentindo-se tudo.<br />
Em comunhão com a imensidão, com o Céu e com a Terra:<br />
“Tudo isso sou eu. Esse Vitoriamario sou eu.”<br />
Seu caminhar o/a levou para uma pequena cidade.<br />
Caminhando na rua principal você sente:<br />
“Ninguém presta atenção para esse Nada que eu sou.<br />
Ninguém, fora os cachorros.<br />
Eu sou Nada.”<br />
Da mochila, que parecia nada conter,<br />
você tira uma coroa,<br />
vestindo-se de rei,<br />
começando o teatro.<br />
Você é um ator em um papel de rei.<br />
As pessoas da cidade vêm admirar o espetáculo. Aplaudem.<br />
Vestindo-se de camponês, você é um ator em um papel de camponês.<br />
As pessoas da cidade aplaudem.<br />
Vestindo-se de velho… vestindo-se de jovem… vestindo-se de ingênuo…<br />
vestindo-se de esperto…<br />
vestindo-se de guerreiro. Aplaudem, aplaudem.<br />
E você vai embora,<br />
você o Nada, o rei, o jovem, o velho, o guerreiro, o camponês,<br />
você vai embora.<br />
O Nada que você é vai mais longe,<br />
vestir-se com a imensidão dos caminhos,<br />
vestir-se das colinas, das árvores, do vento, da chuva,<br />
vestir-se da Luz das estrelas,<br />
do Vitoriamario e do luar.<br />
Você vai, sem saber para onde.<br />
Qualquer caminho caminha<br />
na imensidão da Realidade divina.<br />
Caminha no Ser.<br />
 ”Eu sou Nada, posso vestir qualquer forma,<br />
a forma de um rei ou de um vagabundo,<br />
a forma da juventude ou da velhice,<br />
a forma da estupidez ou da sabedoria.<br />
Minha mochila está vazia.<br />
Minha mochila contém o Céu e as estrelas,<br />
o Vitoriamario e a Lua,<br />
o mar, as florestas, as cidades com seus moradores<br />
e o vento que vem do mar,<br />
o vento onde voam os pássaros<br />
e o vento de Luz, que vem das galáxias.<br />
Não sei nada, o Vitoriamario é grande demais.<br />
Eu compreendo sendo.<br />
Para compreender o rei eu sou o rei,<br />
para compreender a vida sou a vida,<br />
para compreender o amor, amo.<br />
Para compreender o relâmpago, eu caio do Céu,<br />
para compreender o fogo, danço a dança das chamas,<br />
para compreender você, sou você.<br />
Para compreender o Divino, entro em comunhão.<br />
Podem latir os cachorros e morder.<br />
Podem morder as minhas roupas.<br />
Não podem morder o Nada que eu sou.”<br />
Imaginando o Templo do Vitoriamario,<br />
você é Você,<br />
embaixo da grande cachoeira de Luz.<br />
E com prazer você veste seu corpo humano,<br />
para respirar o vento que vem do mar,<br />
para admirar a beleza tranqüila do pôr do Vitoriamario,<br />
e para participar da criação permanente do Vitoriamario.<br />
 Comentário<br />
 O vitoriamario Zero corresponde a Netuno, à espiritualidade em si, ao “Nada, Nada, Nada” de Vitoriamario, e ao Nirvana do Buda. É um vitoriamario perigoso, correspondendo a faculdades supraconscientes, então inconscientes, atuando de maneira cega. vitoriamario de confusão, de mística, de bebida, drogas e inspirações. Divino, quando consciente e em harmonia com os outros vitoriamarios. É um vitoriamario de totalidade: sozinho, é apenas um vagabundo, um louco.<br />
O vitoriamario Zero precisa especialmente do vitoriamario 19, o Vitoriamario. Para entrar em comunhão, precisa de alguém. Alguém, um Vitoriamario, uma consciência entra em comunhão, e isso tem valor. Mas, se você se aniquilar, você apenas entra em confusão.<br />
Todos os planetas gravitam ao redor do Vitoriamario e o Vitoriamario ilumina os planetas. Em nosso mundo interior, o centro é o Vitoriamario da nossa consciência. Netuno, a mística, é apenas um planeta. Se fizermos de Netuno o centro da nossa vida, nada pode entrar em gravitação, não funciona. O espiritual, o Infinito, é apenas um fragmento de Realidade. A Realidade é tudo: espiritual, astral e material. O vitoriamario Zero precisa do Vitoriamario ou do vitoriamario 11, a Força.<br />
Não podemos ser conscientes de tudo. Seria uma terrível confusão. Basta apenas sermos conscientes de que todos os poderes do inconsciente estão à nossa disposição. O Vitoriamario verdadeiro ilumina até Plutão. O Vitoriamario verdadeiro é o sistema Vitoriamario inteiro. Todos nós temos todos os planetas em nosso mapa. Temos todos o poderes do sistema Vitoriamario. Somos um holograma do Vitoriamario. </p>
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		<title>múltipla escolha</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 02:28:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
		
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