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	<title>Hackeando Catatau</title>
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	<lastBuildDate>Wed, 01 Sep 2010 16:21:07 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Circuitos Caiçaras: Subtropicalismo ainda que tardio</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 16:21:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando 04 a 08 de setembro de 2010. Onde Ilha dos Valadares (Paranaguá-PR) Release Descentro apresenta a 7ª edição do festival Submidialogia — subtropicalismo ainda que tardio. E evento que ocorrerá em Paranaguá (PR/Brasil) entre os dias 04 a 08 de setembro de 2010, como iniciativa aprovada no edital Petrobras Cultural de 2009 vinculado à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><a href="http://submidialogias.descentro.org/wp-content/uploads/2010/08/cartazok120dpi.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-804" title="cartaz_sub_valadares_cor_96dpi" src="http://submidialogias.descentro.org/wp-content/uploads/2010/08/cartazok120dpi.png" alt="submidialogia ilha dos valadares" width="620" height="876" /></a></h3>
<div class="floatr">
<h3><span style="color: red;">Quando</span></h3>
<p><strong>04 a 08 de setembro de 2010.</strong></p>
<h3><span style="color: red;">Onde</span></h3>
<p><strong>Ilha dos Valadares (Paranaguá-PR)</strong></p>
</div>
<h3><span style="color: #ff0000;">Release</span></h3>
<p>Descentro apresenta a 7ª edição do festival <strong>Submidialogia </strong>— <em>subtropicalismo ainda que tardio</em>. E evento que ocorrerá em Paranaguá (PR/Brasil) entre os dias 04 a 08 de setembro de 2010, como  iniciativa aprovada no edital Petrobras Cultural de 2009 vinculado à  Lei de Incentivo à Cultura (MinC &#8211; PRONAC Nº095697) &#8211; com o objetivo de  promover mais uma vez o encontro de alta complexidade simbólica entre  culturas populares e cibercultura.</p>
<p><em>O festival </em><em><strong>Submidialogia</strong></em><em> acontece desde 2005, e conta com quatro edições (Campinas-SP 2005,  Olinda-PE 2006, Lençois-BA 2007, Belém-PA, 2009) realizadas em  diferentes partes do Brasil. Desenvolvido colaborativamente por meio da  lista de discussão </em><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://lists.riseup.net/www/info/submidialogia" target="_blank">Submidialogia</a></span><em>,  pode ser compreendido como um festival multidisciplinar que remixa  conhecimentos de arte, mídia e tecnologia, cultura livre. A programação é  fruto de reflexões plurais sobre os rumos da contemporaneidade e  estratégias de inserção e atuação das redes no cenários vigente.  Funciona como laboratório itinerante para a prática radical de  construção de ambientes colaborativos.</em></p>
<p>Debates,  rituais, apresentações musicais e circenses, ocupações, mostras de  vídeos e fotográficas, performances, exposições, gastronomia, produção  de Rádio, TV e Internet. São algumas das atividades que unem artistas,  ativistas, produtores culturais, acadêmicos, representantes do governo,  jornalistas e ONG’s nacionais e internacionais para refletirem por meio  da experiência criativa a identidade coletiva, conturbada pela  velocidade da transformação econômico-social.</p>
<p>O ponto de partida do <strong>Submidialogia</strong> é o convívio. O partilhar do dia-a-dia das comunidades e pessoas. O  segundo passo é a realização das integrações multimídia (fotografia +  vídeo + som ) que inspiram processos criativos individuais e coletivos, O  terceiro passo é a montagem das exposições, possibilitando uma  comunicação intensiva e integradora. Transportar as vozes e as criações  dos participantes para o espaço artístico, imputando uma compreensão  maior do fato social, sem distanciamentos, sem estereótipos.</p>
<p>A terceira edição deste ano acontecerá na <strong>Ilha dos Valadares-Paranaguá</strong> em parceria com a Associação Mandicuera, outras duas edições aconteceram em <span style="text-decoration: underline;"><a href="../about/subarraial-dajuda-bahia/">Arraial d’ Ajuda</a></span> e <span style="text-decoration: underline;"><a href="../about/subquilombos_ma/">Mirinzal</a></span>.  Em 2010 os debates, exposições, oficinas e outras atividades envolvem  os temas: Artesanato Digital; Ações cartográficas; Mídias Livres;  Metareciclagem, Produção Musical, Multimídia e Gráfica Livre; Debates de  Economia Solidária, Circuitos Autodependentes; Gênero e Ambiente;  Culinária Caiçara; Rituais e Bailes de Fandango.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;">Oficinas &amp; Bate Papos</span></h3>
<p><a href="http://submidialogias.descentro.org/wp-content/uploads/2010/08/peixe3real.gif"><img title="pexeolho" src="http://submidialogias.descentro.org/wp-content/uploads/2010/08/peixe3real.gif" alt="" width="357" height="331" /></a></p>
<p>Algumas ações:</p>
<p>a) Circuitos Compartilhantes: Discussão de estratégias de intercâmbio e sustentabilidade entre redes de artistas, ativistas e pensadores de nossos problemas contemporâneos utilizando como base coletivos e laboratórios autônomos que hoje existem em nossas comunidades.</p>
<p>b) Cartogênese: Imersão e compartilhamento do imaginário da região do litoral do Paraná e sua conexão com as realidades dos diversos grupos e indivíduos das diversas localidades que se encontram no festival, pensando identidades, continuidades e novas construções de convergências destes imaginários.</p>
<p>c) Artesanato Digital em encontro com Luthiers Caiçaras: Laboratório de criação de instrumentos musicais e outros experimentos artesanais com eletrônica em diálogo com as práticas de construção de instrumentos tradicionais e rústicos das comunidades locais de Ilha de Valadares &#8211; Paranaguá &#8211; Paraná.</p>
<p>d) Celebrações- Fandango &#8211; Ruidocracia &#8211; Abrimos aqui com as possibilidade de acontecimentos ritualísticos nas noites do evento. No último dia haverá baile com os fandangueiros e luthiers na batuta.</p>
<p>e) Transmissões de som e dados via rádio + Oficina sobre Radio Digital e <a href="http://www.drm-brasil.org/ ">http://www.drm-brasil.org/ </a></p>
<p>Confira a <a href="http://submidialogias.descentro.org/about/subvaladares/programacao-sub-valadares/">Programação Completa</a></p>
<h3><span style="color: #ff0000;">Mapa</span></h3>
<p><a href="http://submidialogias.descentro.org/wp-content/uploads/2010/02/mapa_96dpi.png"><img title="mapa_96dpi" src="http://submidialogias.descentro.org/wp-content/uploads/2010/02/mapa_96dpi.png" alt="mapa submidialogia ilha dos valadares" width="623" height="618" /></a></p>
<p><a title="Mapa Submidialogia Ilha dos Valadares Paranaguá 2010" href="http://submidialogias.descentro.org/wp-content/uploads/2010/02/mapa_300dpi.png" target="_blank">Mapa na versão para impressão (300dpi)</a></p>
<h3><span style="color: #ff0000;">Dicas de hospedagem e  alimentação</span></h3>
<p>Para os interessados em ir por conta própria para evento as dicas que tivemos de hospedagem e alimentação na cidade são:</p>
<p>Continente Hostel &#8211; telefone 34233224 &#8211; email: hostelcontinente@hotmail.com</p>
<p>Hotel Lider &#8211; R$ 35,00 por pessoa com cafe da manhã</p>
<p>Hotel  Palácio &#8211; R$ 40,00 por pessoa com cafe da manhã</p>
<p>Hotel Graciosa &#8211; R$ 25,00 por pessoa com cafe da manhã</p>
<p>Hotel Serra do Mar &#8211; R$ 30,00 por pessoa sem café da manhã, R$ 50,00 duplo, R$ 70,00 triplo</p>
<p>Alguns Restaurantes (para dar uma noção do preço):</p>
<p>Almoço na Casa Mandicuera: 10 R$ p/pessoa</p>
<p>Casa do Barreado &#8211; Barreado -Frutos do mar e sobremesa &#8211; R$ 25,00 por pessoa</p>
<p>La Favori &#8211; Buffet livre e por kilo -variados pratos &#8211; R$ 10,90 por pessoa</p>
<p>A Bombonne &#8211; Buffet livre e por kilo a R$ 19,00 por pessoa</p>
<p>Lar do Ma &#8211; comida chinesa e brasileira &#8211; R$ 20,00 por pessoa</p>
<h3><span style="color: #ff0000;">Pra quem chegar em Curitiba &#8211; Aeroporto &#8211; Terminal Rodoviário</span></h3>
<p>Aqui segue as informações de como ir do Aeroporto até o Terminal Rodoviário -</p>
<p>Há duas opções:</p>
<p><strong>A) Linha regular de microônibus executivo</strong></p>
<p>Liga o aeroporto internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, ao centro de Curitiba. Preço: R$ 8,00 e leva uns 30 minutos.</p>
<p>Horários para Sábados, Domingos e Feriados:</p>
<p>Sentido Aeroporto-Rodoviária<br />
05:57, 06:22, 06:47, 07:12, 07:37, 08:02, 08:27, 08:52, 09:17, 09:42, 10:07, 10:32, 10:57, 11:22, 11:47, 12:12, 12:37, 13:02, 13:27, 13:52, 14:17, 14:42, 15:07, 15:32, 15:57, 16:22, 16:47, 17:12, 17:37, 18:02, 18:27, 18:52, 19:17, 19:42, 20:07, 20:32, 20:57, 21:22, 21:47, 22:12, 22:37, 23:02, 23:30, 24:00, 24:30</p>
<p>Sentido Rodoviária-Aeroporto<br />
05:02, 05:27, 05:52, 06:17, 06:42, 07:07, 07:32, 07:57, 08:22, 08:47, 09:12, 09:37, 10:02, 10:27, 10:52, 11:17, 11:42, 12:07, 12:32, 12:57, 13:22, 13:47, 14:12, 14:37, 15:02, 15:27, 15:52, 16:17, 16:42, 17:07, 17:32, 17:57, 18:22, 18:47, 19:12, 19:37, 20:02, 20:27, 20:52, 21:17, 21:42, 22:07</p>
<p><a title="Onibus aeroporto rodoviaria Curitiba" href="http://www.aeroportoexecutivo.com.br/site/index.php" target="_self">http://www.aeroportoexecutivo.com.br/site/index.php</a></p>
<p><strong>B) Ônibus Convencional (Ligeirinho)</strong></p>
<p>Pára no tubo Estação Rodoferroviária, bem próximo ao Terminal. Preço &#8211; R$ 2,20, leva uns 40 minutos.</p>
<p><span><strong>LINHA:</strong></span><span> </span><span> 208-AEROPORTO </span></p>
<p><span> <strong> </strong></span></p>
<p>Horários</p>
<p><span> <strong> </strong></span></p>
<p>Ponto: CENTRO CIVICO  &#8211; Dias Úteis</p>
<p>06:00     06:26     06:52     07:18     07:44     08:10     08:36     09:02     09:28     09:54     10:20     10:46<br />
11:12     11:38     12:04     12:30     12:56     13:22     13:48     14:14     14:40     15:06     15:32     15:58<br />
16:24     16:52     17:23     17:55     18:19     18:44     19:12     19:40     20:10     20:42     21:15     21:48<br />
22:22     23:00</p>
<p>Ponto: AEROPORTO AFONSO PENA &#8211;  Dias Úteis<br />
06:00     06:26     06:52     07:18     07:44     08:10     08:36     09:02     09:28     09:54     10:20     10:46<br />
11:12     11:38     12:08     12:30     12:56     13:22     13:48     14:14     14:40     15:06     15:32     15:58<br />
16:26     16:54     17:22     17:50     18:18     18:48     19:18     19:50     20:27     21:05     21:35     22:05<br />
22:40     23:15</p>
<p>Ponto: CENTRO CIVICOVálido a partir de: 09/11/2002 &#8211; Sábados<br />
06:00     06:30     07:00     07:30     08:00     08:30     09:00     09:30     10:00     10:30     11:00     11:30<br />
12:00     12:30     13:00     13:30     14:00     14:30     15:00     15:30     16:00     16:30     17:00     17:30<br />
18:00     18:30     19:00     19:30     20:00     20:30     21:00     21:30     22:00</p>
<p>Ponto: AEROPORTO AFONSO PENA &#8211; Sábados<br />
06:15     06:45     07:15     07:45     08:15     08:45     09:15     09:45     10:15     10:45     11:15     11:45<br />
12:15     12:45     13:15     13:45     14:15     14:45     15:15     15:45     16:15     16:45     17:15     17:45<br />
18:15     18:45     19:15     19:45     20:15     20:45     21:15     21:45     22:15</p>
<p>Ponto: CENTRO CIVICO &#8211; Domingos e Feriados<br />
06:00     06:30     07:00     07:30     08:00     08:30     09:00     09:30     10:00     10:30     11:00     11:30<br />
12:00     12:30     13:00     13:30     14:00     14:30     15:00     15:30     16:00     16:30     17:00     17:30<br />
18:00     18:30     19:00     19:30     20:00     20:35     21:10     21:40     22:12</p>
<p>Ponto: AEROPORTO AFONSO PENA &#8211; Domingos e Feriados<br />
06:15     06:45     07:15     07:45     08:15     08:45     09:15     09:45     10:15     10:45     11:15     11:45     12:15     12:45     13:15     13:45     14:15     14:45     15:15     15:45     16:15     16:45     17:15     17:45<br />
18:15     18:45     19:15     19:45     20:15     20:45     21:25     22:05     22:27</p>
<h3><span style="color: #ff0000;">Corporações e Incorporações</span></h3>
<p><img title="coletivo13" src="http://farm4.static.flickr.com/3479/3932755166_dec39e16bc.jpg" alt="text" /></p>
<p><em>Coletivo 13 &#8211; Lambe circulado pelas ruas de Paranaguá </em></p>
<p>Instituições estigmatizando corpos</p>
<p>Corporificação de modelos relacionais mecanizados.</p>
<p>Zonas de interstício e Reinvenção do convívio.</p>
<p>A comunicação pelo gesto mínimo.</p>
<p>A experiência pelo sensível.</p>
<p><img title="tv em valadares" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/12/tv.jpg" alt="text" /></p>
<p><em>Equipamentos eletrônicos em Ilha dos Valadares</em></p>
<p><a class="ext" href="http://www.estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=7539">http://www.estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=7539</a></p>
<h3><span style="color: #ff0000;">Bicicletada</span></h3>
<p><img title="bicicletada" src="http://artebicicletamobilidade.files.wordpress.com/2009/09/dsc03071.jpg?w=600&amp;h=450" alt="text" /></p>
<p><em>Crime Ambiental Nem a Pau!</em></p>
<p>Abandone os veículos poluentes, desça a serra do mar de bicicleta.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>CARTA DO CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE LONDRINA</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=3037</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=3037#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 16:19:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://organismo.art.br/blog/?p=3037</guid>
		<description><![CDATA[CARTA DO CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE LONDRINA No Diário oficial da União, de 29 de julho de 2010, o Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC informou que os estados de Minas Gerais, Rondônia e Paraná estarão excluídos do Sistema Nacional de Cultura pelo fato de não possuírem um Fundo Estadual de Cultura e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CARTA DO CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE LONDRINA</p>
<p>No Diário oficial da União, de 29 de julho de 2010, o Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC informou que os estados de Minas Gerais, Rondônia e Paraná estarão excluídos do Sistema Nacional de Cultura pelo fato de não possuírem um Fundo Estadual de Cultura e um Conselho Estadual de Cultura.<br />
Isto significa que as populações desses estados não terão acesso a projetos financiados com recursos federais. Por exemplo: os grandes festivais do Paraná, que existem há muitos anos, poderão ficar sem esses investimentos inviabilizando a realização dos mesmos.<br />
O fator mais grave desta exclusão se dá pela PEC 150/2003, emenda constitucional a ser aprovada ainda este ano pelo Congresso, que determina um piso mínimo do orçamento da Cultura de 2% para a União, 1,5% para os Estados, e 1% para os Municípios, e deste dinheiro da União 25% será disponibilizado aos Estados e 25% aos Municípios, ou seja, o Paraná e todas as suas cidades ficarão desfalcados tanto no seu desenvolvimento cultural e social, como também econômico. E, portanto, O CNPC recomenda que se crie um conselho estadual através de uma conferência para este fim.<br />
No caso do Paraná, em 2009, foi realizada a II Conferência Estadual de Cultura na cidade de Campo Mourão. O evento reuniu representantes de diversas cidades do estado. Para se ter uma idéia, a Conferência de Londrina teve duração de três dias para se conseguir dar conta da demanda proposta pelos representantes dos segmentos culturais, enquanto que a Conferência Estadual disponibilizou apenas um dia para este fim e, ainda assim, utilizou parte deste tempo para apresentações culturais e vídeos institucionais atrasando o início do evento, reduzindo ainda mais o tempo disponível. A leitura do regimento da conferência não foi realizada e os debates não tiveram representantes do Governo do Estado para dirigir a mesa, sendo necessário que os delegados culturais se apresentassem como voluntários para isso.<br />
Os resultados da Conferência Estadual de Cultura foram a votação das propostas do Estado do Paraná e a escolha dos delegados para a Conferência Nacional de Cultura. O que no ano passado era importante, hoje se tornou imprescindível para o Paraná: a criação de um Conselho Estadual de Cultura e de um fundo para a fomentação de projetos culturais. Diante do exposto, solicitamos que a Secretaria do Estado de Cultura, em caráter de urgência, tome as providências necessárias para que o processo cultural do Paraná não fique à margem do sistema nacional.</p>
<p>O Abaixo Assinado poderá ser impresso para o recolhimento do maior número de assinaturas possíveis.<br />
<a href="http://www.funcart.art.br/2010/Abaixo%20Assinado%20Implementa%E7%E3o%20Conselho%20Estadual.pdf">http://www.funcart.art.br/2010/Abaixo%20Assinado%20Implementa%E7%E3o%20Conselho%20Estadual.pdf</a><br />
Favor entregar na Secretaria da Cultura na Rua Pio XII, 56 &#8211; 3342-2362</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><strong>UM PUXÃO DE ORELHAS DO MINISTÉRIO DA CULTURA PARA O<br />
PARANÁ</strong></p>
<p>Depois de muito falar e questionar sobre a ausência de um CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA no estado do Paraná, estou agora com muita tristeza começando a perceber as primeiras consequencias práticas desta atitude negligente dos gestores público de nosso Estado.</p>
<p>Vejam abaixo a publicação no Diário Oficial da União datada de 29 de julho de 2010 onde de certa forma o Conselho Nacional de Política Cultural &#8211; CNPC faz um alerta para tres estados brasileiros, que até o momento não tomaram nenhuma providencia para que fossem instalados seus respectivos CONSELHOS DE CULTURA, entre eles o Paraná.</p>
<p>Pois bem. Esta ausência de um Conselho faz com que o Paraná não cumpra com suas obrigações perante as novas exigências do Sistema Nacional de Cultura (SNC) e desta forma o estado estaria alijado de todos os programas e benefícios concedidos aos entes integrantes do Sistema. Em outras palavras, uma vez excluido do Sistema Nacional de Cultura, o Paraná e consequentemente todos os entes públicos (prefeituras e demais organismos públicos paranaense) e privados (artistas, produtores e entidades do  terceiro setor) não mais poderão receber recursos através do Fundo Nacional de Cultura (FNC), instrumento que alimenta peraticamente todos os editais propostos e mantidos pelo MinC, ou de programas como o Mais Cultura ou o Programa Cultura Viva, programa este que cria entre outras coisas os chamados Pontos de Cultura.</p>
<p>Cabe lembrar aqui, que se realmente isto vier a se consolidar (O Paraná ser excluído do SNC por não cumprimento de suas obrigações) os Pontos de Cultura e os projetos hoje em andamento aqui no estado estarão correndo o risco de não mais receber recursos federais ou terem seus convênios prorrogados.</p>
<p>Lembro que o Sistema Nacional de Cultura (SNC) é um instrumento de Política de Estado e não mais de Políticas de Governo, o que significa dizer que uma vez aprovado no Congresso Nacional o Plano Nacional de Cultura (marco legal do Sistema Nacional de Cultura) não será mais o governo do partido A ou do partido B que tomará esta decisão ou terá poder de reverter todo este processo. A legislação uma vez aprovada, e a expectativa é de que o Plano Nacional de Cultura esteja aprovado nos próximos meses, não haverá outra alternativa para nós paranaenses a não ser sentar e chorar.<br />
Sem Conselho de Cultura, sem recursos Federais para a Cultura.</p>
<p>Marcelo Miguel<br />
Produtor Cultural e Poeta<br />
Editor do Jornal Quixote<br />
www.quixoteart.com.br</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>Transcrição do Diário oficial da União de 29 de julho de 2010</strong></p>
<p>Ministério da Cultura<br />
GABINETE DO MINISTRO<br />
RECOMENDAÇÃO No- 7, DE 23 DE JUNHO DE 2010<br />
Recomenda a instalação de conselhos de culturanos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia.<br />
O CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA CULTURAL &#8211; CNPC, reunido<br />
em Sessão Ordinária, nos dias 22 e 23 de junho de 2010, e no uso das competências que lhe são conferidas pelo Decreto nº 5.520, de 24 de agosto de 2005, alterado pelo Decreto nº 6.973/2009, tendo em vista o disposto em seu Regimento Interno, aprovado pela Portaria nº 28, de 19 de março de 2010, e: Considerando o esforço nacional efetuado no sentido de construir uma política nacional de cultura com ampla participação popular, e que a não<br />
participação dos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia este processo exclui quase 20% da população brasileira do debate sobre a implementação do Sistema Nacional de Cultura e das deliberações da II Conferência Nacional de Cultura; e Considerando que a consolidação do Fundo Nacional de Cultura<br />
exigirá, para repasse de recursos federais, a constituição dos conselhos<br />
nas esferas estaduais e municipais, além da constituição dos respectivos fundos, o que torna ainda mais grave a ausência destes três estados neste processo, excluindo suas populações do acesso a projetos financiados por recursos federais; Recomenda aos governos dos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia, os únicos três estados da federação brasileira a ainda não terem instituído e instalado conselhos estaduais de política cultural, que<br />
tomem providências no sentido de constituírem seus conselhos estaduais; e Recomenda que a instalação e implantação destes conselhos seja resultado de processos democráticos de participação popular, estabelecidos em conferências que devem ser convocadas para este fim. </p>
<p>JOÃO LUIZ SILVA FERREIRA<br />
Presidente do Conselho Nacional de Política Cultural<br />
GUSTAVO VIDIGAL<br />
Secretário-Geral do Conselho Nacional de Política Cultural</p>
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		<title>CHOMSKY E AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 01:02:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia: 1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:</p>
<p><strong>1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.</strong></p>
<p>O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto &#8216;Armas silenciosas para guerras tranqüilas&#8217;)”.</p>
<p><strong>2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.</strong></p>
<p>Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.</p>
<p><strong>3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.</strong></p>
<p>Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.</p>
<p><strong>4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.</strong></p>
<p>Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.</p>
<p><strong>5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.</strong></p>
<p>A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.</p>
<p><strong>6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.</strong></p>
<p>Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…</p>
<p><strong>7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.</strong></p>
<p>Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.</p>
<p><strong>8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.</strong></p>
<p>Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…</p>
<p><strong>9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.</strong></p>
<p>Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!</p>
<p><strong>10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.</strong></p>
<p>No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.  </p>
<p><strong>Nota:</strong> O texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas” pode ser lido no link &#8211; <a href="http://www.syti.net/ES/SilentWeapons.html" target="_blank">http://www.syti.net/ES/SilentWeapons.html</a> Está em espanhol, ingles e franceses.<br />
<strong><br />
Fonte:</strong> Lista dos pontos de cultura.</p>
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		<title>MOVIMENTO “SISTEMA NACIONAL DE CULTURA JÁ: um direito cidadão”</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 15:14:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O artigo 215 da Constituição Federal institui que o “Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais”, o acesso a cultura como direito cidadão. Ao longo da nossa história esse direito não está sendo exercitado: a maior parte da população não tem garantido o acesso a teatros, museus, cinemas, apresentações de dança, teatro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo 215 da Constituição Federal institui que o “Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais”, o acesso a cultura como direito cidadão. Ao longo da nossa história esse direito não está sendo exercitado: a maior parte da população não tem garantido o acesso a teatros, museus, cinemas, apresentações de dança, teatro, circo, entre outros bens culturais, bem como a classe artística, a continuidade de sua produção cultural e sua circulação.<br />
É preciso conquistá-lo. Nesse momento há um conjunto de Propostas de Emendas Constitucionais e Projetos de Lei transitando no Legislativo que pretende transformar essa realidade implantando o Sistema Nacional de Cultura. A proposta é criar uma adesão nacional solicitando URGENTE aprovação pelo legislativo através do movimento “SISTEMA NACIONAL DE CULTURA JÁ: um direito cidadão”.<br />
Apelamos a todos a enviar mensagens para deputados, senadores e poder executivo para que aprovem as leis:<br />
Sugerimos que seja feito de maneira individual através de assinatura eletrônica no documento anexo e também o envio desse mesmo texto, através de seus Fóruns, Movimentos, coletivos, grupos, instituições, ONGs, OSCIPs e outras organizações.<br />
VAMOS ENCHER A CAIXA DE MENSAGENS DOS POLÍTICOS PARA APROVAREM JÁ A NOSSA LEI DA CULTURA E COMPARECER AO CONGRESSO NACIONAL, SE POSSÍVEL.</p>
<p>MOVIMENTO “SISTEMA NACIONAL DE CULTURA JÁ: um direito cidadão”<br />
A favor da aprovação imediata nas diferentes instâncias do Congresso Nacional, do Sistema Nacional de Cultura integrado pelas seguintes Propostas de Emendas Constitucionais e Projetos de Lei:<br />
PEC No. 416/2005, que institui o Sistema Nacional de Cultura;<br />
PEC No.150/2003, para destinação de recursos à cultura;<br />
PEC No. 236/2008, para inserção da cultura no rol dos direitos sociais no Art. 6º da Constituição Federal;<br />
Projeto de Lei que institui o Plano Nacional de Cultura;<br />
Projeto de Lei que institui o Programa de Fomento e Incentivo à Cultura – PROCULTURA;<br />
Projeto de Lei de Regulamentação do Sistema Nacional de Cultura;<br />
E a Lei Nacional da Cultura<br />
POR QUÊ UM SISTEMA NACIONAL DE CULTURA?<br />
Garantir o acesso, a proteção, e promoção da diversidade cultural brasileira;<br />
Legitimar o Sistema Nacional de Cultura como instrumento de articulação e promoção de políticas publicas de cultura com participação e controle da sociedade civil, envolvendo todos os entes federados (instâncias municipal, estadual e distrital).<br />
O Movimento emergiu a partir da realização do SEMINÁRIO NACIONAL DE DANÇA: sociedade civil, organizações e os espaços de participação que contou com a participação:<br />
Fórum de Dança da Bahia<br />
Fórum de Dança de Curitiba<br />
APRODANÇA/SC<br />
ASGADAN/RS<br />
Contacto Associação Cultural/ PR<br />
Emovimento Consultoria e Produção/PR<br />
Universidade Estadual de Santa Catarina<br />
Grupo de Dança da Faculdade de Artes do Paraná/ PR<br />
 Muovere Cia de Dança Contemporânea/ RS<br />
Secretaria Municipal de Cultura de Votorantim/SP<br />
Academia Romani/ Guarapuava<br />
José Maria de Almeida Júnior &#8211; Conselheiro Municipal de Cultura da cidade de Londrina<br />
Danieli Pereira &#8211; Diretora de Produção do Ballet de Londrina e Coordenadora do Festival de Dança de Londrina<br />
Entrando em Contato/SC</p>
<p>Ronda Grupo de Dança e Teatro/SC<br />
Ana Maria Alonso Krishcke/ SC</p>
<p>MDC Mobilização Dança Contemporânea de Curitiba<br />
Hany Lissa Morgenstern/Curitiba-PR</p>
<p> TrirA Centro de Artes &#038; Aprimoramento Humano/PR<br />
 <br />
Projeto Dentro da Dança – Lisa Jaworski Produções<br />
 5inco Dança Cênica – Jaraguá do Sul/SC<br />
Entretantas Produções &#8211; movimentando ideias /PR<br />
Fórum de Artes Visuais &#8211; Paraná</p>
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		<title>Capital sin fronteras</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 05:52:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[chuva apocalipse da caixa preta libertar todos os backups falar português direitinho checar os emails desligar a internet e escrever a tese em águas despatriadas furar o bloqueio escrever a tese levantar a laje herdar a briga]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://devolts.org/msst/wp-content/uploads/2010/06/leiteguay.png"><img src="http://devolts.org/msst/wp-content/uploads/2010/06/leiteguay-300x146.png" alt="" title="leiteguay" width="300" height="146" class="alignnone size-medium wp-image-205" /></a></p>
<p>chuva</p>
<p>apocalipse da caixa preta</p>
<p>libertar todos os backups</p>
<p>falar português direitinho</p>
<p>checar os emails</p>
<p>desligar a internet e escrever a tese</p>
<p>em águas despatriadas</p>
<p>furar o bloqueio</p>
<p>escrever a tese</p>
<p>levantar a laje</p>
<p>herdar a briga</p>
<p><object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Forganismo%2Fmimosacracia"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param> <embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Forganismo%2Fmimosacracia" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"></embed></object> </p>
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		<title>Ruidocrática {antes que tudo vire cultura}</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 19:41:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[EM SÃOPAULO-SP ->mapa Isto é uma última.primeira chamada de ócios e trabalhos, num encontro sob o sensório em cima da hora. E ainda assim nada lúdico. Barulho delicado, ruídos deliciosos para os sentidos entre poéticas esparsas. Esquizotrans e os degenerados&#8230; MSST e a geada de volts&#8230; Prixel e os aromas e gostos do sensível&#8230; Chiu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/anacionalruidocratica_.jpg"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/anacionalruidocratica_.jpg" alt="" title="anacionalruidocratica_" width="300" height="566" class="alignnone size-full wp-image-3020" /></a></p>
<p><a href="http://maps.google.com/maps/place?cid=7566742135589858220&#038;q=trackers&#038;hl=pt-BR&#038;cd=1&#038;ei=HlK6S9PnN4GayATbmO3mBA&#038;sll=-23.548943,-46.638818&#038;sspn=1.155686,1.766052&#038;ie=UTF8&#038;ll=-23.537058,-46.64619&#038;spn=0,0&#038;z=16&#038;iwloc=A">EM SÃOPAULO-SP ->mapa</a></p>
<p>Isto é uma última.primeira chamada de ócios e trabalhos, num encontro sob o sensório em cima da hora. E ainda assim nada lúdico.<br />
Barulho delicado, ruídos deliciosos para os sentidos entre poéticas esparsas.</p>
<p>Esquizotrans e os degenerados&#8230;<br />
MSST e a geada de volts&#8230;<br />
Prixel e os aromas e gostos do sensível&#8230;<br />
Chiu Yi Chih e os olhos das mortas&#8230;<br />
Gli Altri e os barulhos do onírico&#8230;<br />
Tsaaa e as paletas de cores do fractal&#8230;<br />
Márcio Black e interferência barulho.org&#8230;<br />
Kynemas Fluxuz e as nanodesimagens&#8230;<br />
F?Ri? gnoise e o ponto de interrogação&#8230;<br />
Cineclube Sócio Ambiental e o colapso&#8230;<br />
Gera Rocha e o ffmpeg -i +kernelknst&#8230;<br />
Adbuster e o pico informacional&#8230;<br />
Paula Pin e a gestação do virtual&#8230;<br />
Submidialogia e as metareciclagens&#8230;<br />
Fagus e os descaminhos do corpo</p>
<p>Sexta 14/05<br />
das 15:00 às 20:30<br />
rua Dom José de Barros #337<br />
esquina com a Av. São João, alt. nº 519 no largo do Paissandú</p>
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		<item>
		<title>25º25&#8217;40&#8243;S  49º16&#8217;23&#8243;W &amp;&amp; MSST bunkers</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=3016</link>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 14:25:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Se um homem que tivesse a habilidade de transformar-se em muitas pessoas e imitar todas as coisas chegasse a nossa Cidade e quisesse fazer uma performance dos seus poemas (&#8230;) diríamos a ele que não existe este tipo de homem em nossa Cidade e nem sequer é permitido que haja. Depois de derramar mirra em sua cabeça e coroá-lo com louros, mandá-lo-íamos para outra Cidade.&#8221;<br />
<strong><em>Sócrates &#8211; A República</em></strong></p></blockquote>
<p><a href="http://devolts.org/msst/wp-content/uploads/2010/05/mamelucovich72.png"><img src="http://devolts.org/msst/wp-content/uploads/2010/05/mamelucovich72.png" alt="" title="mamelucovich" width="500" height="323" class="alignnone size-full wp-image-157" /></a></p>
<p><object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Forganismo%2Futopia-aplicada"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param> <embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Forganismo%2Futopia-aplicada" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"></embed></object>  (Utopia Aplicada &#8211; glerm soares)</p>
<p><font color="red">Entrevista de glerm soares p/ Estrela Leminski, para um Doutorado em etnologia da música curitibana. Algumas canções e coagulações pontuando o diletante tateando.</font></p>
<p><strong>Onde você nasceu?</strong></p>
<p>Curitiba-PR Brasil. América.</p>
<p><strong>Você é descendente de europeus? Quais? Sabe a sua história?</strong></p>
<p>Também. No lado materno tenho mais afirmada a ascendência européia pois vieram de colônias alemãs, minha mãe foi da primeira geração a casar fora da colônia. Originalmente são da região gaúcha de Ijuí, Cruz Alta, Santa Rosa, Horizontina, Santiago, Tupanciretã (Oeste do Rio Grande do Sul). Curiosamente a família do meu pai também é da mesma região, porém na família dele ja tem um orgulho mestiço anterior, diz-se que são descendentes de Bugres, o que não diz exatamente uma etnia e sim é um tipo de apelido da raíz índigena por ali (bastante próxima dos Guarani, mas devem haver outras raízes perdidas nos povos das missões). Recentemente meu pai me disse que sua avó casada com o avô bugre era italiana, disse até o nome e sobrenome dela, mas acho que hoje já estão distantes estes 8 ou 16 sobrenomes&#8230;</p>
<p><object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Forganismo%2Fdinossauro-de-proveta"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param> <embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Forganismo%2Fdinossauro-de-proveta" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"></embed></object> <em>(Dinossauro de Proveta &#8211; glerm soares)<br />
</em></p>
<p><strong>O que é a música Curitibana?</strong></p>
<p>Realmente não sei. Música feita em Curitiba ou música feita por curitibanos? Música feita por descendentes de curitibanos? Uma música que só exista aqui e tenha a cara daqui? É uma cidade bastante provinciana até hoje (pelo bem e pelo mal), que não vive de um ethos cultural próprio e sim de um suposto cosmopolitismo (um cosmopolitismo afetadamente provinciano), o que implica ser uma cidade de consumidores mais do que produtores. Certamente temos vários avatares para afirmar e louvar, que ainda habitam aqui ou até mesmo constroem um imaginário das ruas e mitos locais, porém acho que tendem a fechar-se nelas mesmas quando ficam nessa pequenez de &#8220;cena local&#8221;. Qual o raio dessa &#8220;cena&#8221;? Região metropolitana? Ecos em São Paulo e pontuais festivais de gênero em capitais? Muita gente boa com certeza, mas hoje acho bem problemático um músico daqui não extravazar para outros sintomas metropolitanos. A internet acabou com as fronteiras, vivemos uma época de encontrar mapas mais multidimensionais do que o plano cartesiano geopolítico. A pergunta sobre &#8220;cena&#8221; até fazia algum sentido nos anos 90, o auge daquele delírio de gravadoras pseudo-independentes (braços de multinacionais) e os cadernos de cultura dos jornais criando cenários, mas era sofrido, pra que repetir aquilo? Hoje é possível identificar pares em qualquer sítio do planeta e encontrar seu circuito. Se música curitibana é só aquilo que sai no caderno G da Gazeta do Povo, eu tou fora. A história que vivo é contemporanêa e sem fronteiras.</p>
<p><object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Forganismo%2F05-coroa"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param> <embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Forganismo%2F05-coroa" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"></embed></object>  (Coroa da pena do pássaro sagrado da eternidade &#8211; Matema )</p>
<p><strong>Quem são os principais grupos compositores ou autores de Curitiba?</strong></p>
<p>Octavio Camargo, Felipe Cordeiro, Lúcio Araújo, Nillo Ferreira, Gus Pereira, Renê Bernunça, Thadeu Wojciechowski, Marcos Gusso, Rubens Kulczycki, Chico Mello, Barbara Kirchner, Gustavo X.X.X., Jr. Ferreira, Gengivas Negras, Domingos, Wandula, Ruído por milímetro, Magog, Woyzeck, coligere, Igor Ribeiro,  Limbonautas, Pogobol, July et Joe, Pelebrói não sei, Imperious Malevolence, Beijo aa Força, Chucrobilly, Marcos Prado, Orquestra de Sopros de Ctba, Digão Duarte, Manoel Neto, Ademir Plá, Mamelucovich, Observatório Nome de Mulher, L.F. Leprevost, Malditos Ácaros do Microcosmos, Tenuipalpus Blanch, Matema, um guri de 12 anos que tava tocando violão numa festa da Bicicletada e aquela banda do Rimon que eu não lembro o nome, um amigo gaúcho (Cristiano Figueiró) que morou aqui 6 meses e fez umas 5 músicas conosco, Pan&#038;tone (portoalegrense) e rbrazileiro (olindense) fazendo barulho com Orquestra Organismo no espaço E/ou&#8230; essa lista vai aumentar todo dia e não vai ter lógica temporal ou geográfica. Eu moro aqui e quando não moro volto, tudo que é feito aqui ou por gente que ja passou por aqui é daqui também&#8230; Muito difícil pra mim pontuar isso, porque pra mim é uma vida diária e cada vez que algo soa e que eu estou junto&#8230; Ja toquei com uma banda carioca (Jason) na Eslovênia. Ja berrei trechos do Catatau (Paulo Leminski) fazendo música com amigos  valenciano, recifense e siciliano na Noruega ou com bahianos, paulistas, gaúchos e outros ainda sem cidadania curitibana em Recife. Aquilo era música curitibana? Também. Mas do sintoma metropolitano deles também, lembrando ainda que o Catatau fala exatamente disso, deste sentimento de ser um pária na própria língua materna tentando filosofar por categorias que botam em cheque meu latim.</p>
<p><object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Forganismo%2Fleite-em-po"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param> <embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Forganismo%2Fleite-em-po" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"></embed></object>  (Leite em Pó &#8211; glerm soares)</p>
<p><strong>Você atua de que maneira na música curitibana?</strong></p>
<p>Sendo curitibano e músico. Atualmente estou com um trabalho com software e hardware livre, fazendo softwares de música  e instrumentos digitais artesanais que podem ser customizados por qualquer pessoa ( http://artesanato.devolts.org ). Tou com um projeto com gente de varias partes do planeta, chamado &#8220;Movimento dos Sem Satélite&#8221; (http://devolts.org/msst) disso sai música também, além de outros experimentos pós-industriais e questionamento da tecnocracia.</p>
<p><strong>Quem faz música em Curitiba?</strong></p>
<p>Quem quiser. Música não tem fronteiras e aqui não vamos pedir passaporte ou tolerar xenófobos.</p>
<p><strong>Qual é o papel da política cultural em Curitiba?</strong></p>
<p>Abrir os olhos para uma arte menos alienada em mercado, em genêro musical, em formatos midiáticos fechados. Mandei um projeto pra construir instalações sonoras e instrumentos de artesania digital pro edital de música municipal, ele não passou. O mesmo edital passou em artes visuais. Sabe por que? Porque o edital de música entendia que música é gravar CD e fazer show em palco&#8230; agora que ta aparecendo uns editais de publicar songbooks&#8230; Gravar CD, prensar 1000 CDs pra ficar dando pra editor de caderno de cultura de jornal escrever uma notinha que amanhã todo mundo esqueceu&#8230; isso é política cultural? A política cultural deve investir na base, Universidades livres e liceus de luthiers e musicólogos, em espaços autônomos, em produção de tecnologia musical e de publicação de conteúdo aliada a criatividade artística. Deveríamos ter mais rádios livres, estúdios livres, rádios universitárias. Essa política que finge estar aliada a um pseudo-mercado que nunca existiu por aqui é muito deprimente. O festival de música de Curitiba é um bom eixo, mas poderia ser menos elitista e buscar atender outros fluxos fora os acadêmicos, como arte sonora independente de formação musical proposta por artistas conceituais ou outros poetas e boemias. Aquela divisão &#8220;M.P.B&#8221; versus &#8220;erudita&#8221; é muito gagá, eu posso ser um erudito do punk, do noise, da música concreta ou eletrônica, ou posso também estar propondo a criação de paisagens sonoras num ambiente público, nas ruas &#8211; e isso seria popular, porque não?</p>
<p><object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Forganismo%2F0xriffffffffffffff"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param> <embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Forganismo%2F0xriffffffffffffff" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"></embed></object>  ( 0xriFFFFFFFFFFFFFF &#8211; glerm soares )</p>
<p><strong>Quais características você apontaria na música Curitibana?</strong></p>
<p>Cosmopolitismo provinciano, confusão ideológica, português estranho, inglês britânico ou ramonesco, punk finlandês, indie índio, academicismo diluído, erudição onanista, cageanos de raíz, elektronische musik, kraut rock, musique concrète, caipira-curupira-capital, catatau, góticos, pós-punk antes do punk, no-wave cheio de onda, industrial cabeção, psychobilly, macumba pra gringo &#038; mpb pra turista, desespero, ansiedade, perfeccionismo extremo paranóico obsessivo. Falo tudo isso no bom sentido. <img src='http://organismo.art.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Qual é o lugar de curitiba no mundo?</strong></p>
<p>latitude 25º25&#8217;40&#8243;S e longitude 49º16&#8217;23&#8243;W</p>
<p><object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Forganismo%2Fgambimimese"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param> <embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Forganismo%2Fgambimimese" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"></embed></object>  ( Gambi Mimese &#8211; glerm soares )</p>
<p><strong>Como é a relação da música de curitiba com a indústria cultural?</strong></p>
<p>Depende de qual indústria você se refere. Uma indústria local que autoconsome música composta em Curitiba por seus cidadãos ou habitantes? Uma indústria brasileira ou global da música e sua relação com esta produção local? Seria preciso analisar todos os fatores: industria fonográfica, circuito midiático de rádio e tv, festas e festivais, interrelações com outros circuitos fora deste raio municipal. O problema industrial continua sendo o mesmo: uma grande fatia da produção independente querendo responder a uma suposta demanda dos veículos de massa, as rádios e tvs abertas que tem concessão pra operar impondo um padrão de comportamento que supostamente responde a um mercado de celebridades. Mas no fundo isto é uma máquina de iludir pessoas criativas a entrar num filtro cruel de servidão a um status quo cultural.</p>
<p>Acho curioso que Curitiba tenha um Festival de Teatro e de Música que atrai tantos estudantes e diletantes destas artes do Brasil todo (considerando aqui que teatro precisa de música também), mas que não gere uma continuidade profícua de produção local consumida naquela mesma escala e voracidade. São dois Festivais diferentes em alguns aspectos, pois o festival de música tem um viés didático e parece ser consumido mais por pessoas interessadas na música como métier, já o festival de teatro é uma espécie de carnaval municipal onde as pessoas são guiadas pelo programa das peças mais caras e oficiais, peças que tem atores da globo no elenco e outras figurinhas carimbadas. O curioso é que isso não seja suficiente pra firmar a cidade como um pólo produtor autosuficiente e confiante de suas intenções.</p>
<p>Vale também analisar o circuito de música urbana descendente direto do rock europeu e norte americano, nos anos 90 era fortíssima a diversidade com festivais como o B.I.G. (bandas independents de garagem), o selo Bloody e algumas outras coisas que sucederam. Mas aquela iniciativa sucumbiu a suposta necessidade de incluir-se no eixo Rio-São Paulo entrando naqueles selos pseudo-independentes, braços de multinacionais. Aquela época a internet fez muita falta e a articulação fora desta perspectiva era muito mais lenta. No fim dos noventa veio o estouro do rock feito pra MTV e acho que isso ainda domina até hoje este circuito, neutralizando possibilidades realmente alternativas, que nos melhores casos corre pelas bordas e vai muito bem, fazendo suas conexões em circuitos bem específicos, achando seu lugar por dentro da internet.</p>
<p>Um exemplo interessante e bem específico curitibano ja firmado nessa primeira década dos 2000 foi o PsychoCarnival, que acabou virando uma meca de um genêro bastante peculiar, derivado ali de bandas como Cramps e Meteors, mas com uma raíz bem específicas em bandas curitibanas como Missionários e Cervejas e toda aquela cena &#8220;punk o&#8217; billy&#8221; que rolava no fim dos oitenta também em outras praças.</p>
<p>Mas a palavra indústria já é por si só muito cruel. Prefiro pensar a música se reproduzindo e sobrevivendo como um organismo, um ser-vivo com sua própria subjetividade do que essa coisa de esteira de montagem.</p>
<p><strong>De alguma maneira a configuração dos imigrantes europeus refletiu na música de Curitiba?</strong></p>
<p>Da mesma que a resistência nativo-americana, africana, asiática e de outros continentes perdidos, pois o que não reflete, reverbera como falta. Agora, nessas décadas que sucedem ao delírio industrial do século dos estados-nação, somos muito mais universais, somos muito mais poliglotas e o limite dos continentes são só estes oceanos a serem transpostos com nossa música em comum. A música pode revelar este elo perdido onde a diversidade de nossas raízes entram em curto-circuito e criam cidades psicogeograficas entre os pares.</p>
<p><object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Forganismo%2Fda-capo"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param> <embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Forganismo%2Fda-capo" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"></embed></object>  (Da capo! &#8211; ensaio de orquestra &#8211; Fellini )</p>
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		<title>Descartografia &#8211; Bate-papo com Pedro Soler</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 15:29:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[rotorrr.org hackitectura.net didascalie.net http://hangar.org http://generatech.ningunlugar.org]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://e-ou.org/wp-content/uploads/2010/04/flyer_virtual_500_pedro.jpg" title="pedrosoler" class="alignnone" width="500" height="1350" /></p>
<p>rotorrr.org<br />
hackitectura.net<br />
didascalie.net</p>
<p>http://hangar.org</p>
<p>http://generatech.ningunlugar.org</p>
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		<title>R* &#124;&#124; Я*</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 18:02:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[*R Я]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%BAmero_hiper-real">*R</a></h3>
<h3><a href="http://translate.google.com/#pt|ru|Eu">Я</a></h3>
<p><a href="http://www.wolframalpha.com/input/?i=transcendental"><img src="http://www.organismo.art.br/matema/carimbo2.jpg" alt="solve" /></a></p>
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		<title>Milhões e Milhões de Alices</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 21:22:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Milhões e Milhões de Alices no ar Perigo iminente. Atenção, a menor linha de fuga pode fazer explodir tudo. Vigilância especial aos pequenos grupos perversos pulsando palavras, inventando frases, atitudes suscetíveis de contaminar populações inteiras. Neutralizar prioritariamente todos aqueles que poderiam ter acesso a uma antena. Guetos por toda parte &#8211; autogeridos, se possível &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Milhões e Milhões de Alices no ar</p>
<p>Perigo iminente. Atenção, a menor linha de fuga pode fazer explodir tudo. Vigilância especial aos pequenos grupos perversos pulsando palavras, inventando frases, atitudes suscetíveis de contaminar populações inteiras. Neutralizar prioritariamente todos aqueles que poderiam ter acesso a uma antena. Guetos por toda parte &#8211; autogeridos, se possível &#8211; µ-ГУЛАГ por toda parte, ate mesmo na família, no casal e inclusive na cabeça, de modo a segurar cada indivíduo, dia e noite(&#8230;)a escrita percorre transversalmente as ordens recompondo-as de maneira(&#8230;)&#8221;<br />
(Felix Guatarri, Revolução Molecular, pág 56, editora brasiliense)</p>
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<div id="z122cxnxfprlgppmr23iizmjnnbahrqh204#1269374200277000" class="H2">
<div class="Ix H4"><span class="TSrHSb"><span class="zc"> &#8211; </span><span class="ze">buzzслово&#8230;</span></span></div>
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<div class="Ix H4"><span class="TSrHSb"><span class="zc"> &#8211; </span><span class="ze">&#8220;Parece que os termos da questão foram, aqui, inexplicavelmente, formulados de uma forma um tanto exagerada. Não precisamos atribuir ao &#8220;animalzinho&#8221; individual a posse de um aparato filosófico completo para explicar a razão pela qual ele pode ter a capacidade de fazer um &#8220;reconhecimento falso&#8221; de si próprio no reflexo do olhar do outro, que é tudo o que precisamos para colocar em movimento a passagem entre Imaginário e Simbólico, para utilizar termos de Lacan(<a class="ot-anchor" href="http://migre.me/qG8n">http://migre.me/qG8n</a>). Afinal, de acordo com Freud(<a class="ot-anchor" href="http://migre.me/qG9D">http://migre.me/qG9D</a>), para que se possa estabelecer qualquer relação com o mundo externo, a catexia básica das zonas de atividade corporal e o aparato da sensação, do prazer e da dor devem estar já &#8220;em ação&#8221;, mesmo que em forma embrionária. Existe, já, uma relação com uma fonte de prazer (a relação com a Mãe no Imaginário), de forma que deve existir já algo que é capaz de &#8220;reconhecer&#8221; o prazer. O próprio Lacan observou, em seu ensaio sobre o estágio do espelho, que &#8220;o filhote de homem, numa idade em que, por um curto espaço de tempo, mais ainda sim por algum tempo, é superado em inteligência pelo chimpanzé, já não reconhece obstante como tal sua imagem no espelho&#8221;.<br />
Além disso, a crítica parece estar formulada em uma lógica binária: &#8220;antes/depois&#8221;, &#8220;ou isto ou aquilo&#8221;. A fase do espelho não é o começo de algo, mas a interrupção &#8211; a perda, a falta, a divisão &#8211; que inicia o processo que &#8220;funda&#8221; o sujeito sexualmente diferenciado (e o inconsciente) e isso depende não apenas da formação instantânea de alguma capacidade cognitiva interna, mas da ruptura e do deslocamento efetuados pela imagem que é refletida pelo olhar do outro. Para Lacan, entretanto, isso já é uma fantasia &#8211; a própria imagem que localiza a criança divide sua identidade em duas. Além disso, esse momento só tem sentido em relação com a presença e o olhar confortadores da mãe, a qual garante sua realidade para a criança. Peter Osborne (1995) observa que, em &#8220;O campo do Outro&#8221;, Lacan (1977b) descreve &#8220;um dos pais segurando a criança diante do espelho&#8221;. A criança lança um olhar em direção a mãe(sic-&#8221;ou um dos pais?&#8221;) como que buscando confirmação: &#8220;ao se agarrar à referência daquele que o olha num espelho, o sujeito vê aparecer, não seu ideal do eu, mas seu EU IDEAL. (p.257 [242]).&#8221;<br />
(HALL, Stuart. Quem precisa de identidade. In: SILVA, Tomáz Thadeu da (org.). Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis, Vozes, 2000. p. 118)</span></span><span class="Ia NtmPpb">E</span></div>
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<div class="Ix H4"><span class="TSrHSb"><span class="zc">- </span><span class="ze">&#8220;Há em muitos, julgo, um desejo semelhante de não ter de começar, um desejo semelhante de se encontrar,<br />
de imediato, do outro lado do discurso, sem ter de ver do lado de quem está de fora aquilo que ele pode<br />
ter de singular, de temível, de maléfico mesmo. A este querer tão comum a instituição responde de<br />
maneira irónica, porque faz com que os começos sejam solenes, porque os acolhe num rodeio de atenção<br />
e silêncio, e lhes impõe, para que se vejam à distância, formas ritualizadas.<br />
O desejo diz: &#8220;Eu, eu não queria ser obrigado a entrar nessa ordem incerta do discurso; não queria ter<br />
nada que ver com ele naquilo que tem de peremptório e de decisivo; queria que ele estivesse muito<br />
próximo de mim como uma transparência calma, profunda, indefinidamente aberta, e que os outros<br />
respondessem à minha expectativa, e que as verdades, uma de cada vez, se erguessem; bastaria apenas<br />
deixar-me levar, nele e por ele, como um barco à deriva, feliz.&#8221; E a instituição responde: &#8220;Tu não deves<br />
ter receio em começar; estamos aqui para te fazer ver que o discurso está na ordem das leis; que sempre<br />
vigiámos o seu aparecimento; que lhe concedemos um lugar, que o honra, mas que o desarma; e se ele<br />
tem algum poder, é de nós, e de nós apenas, que o recebe.&#8221;<br />
&#8221;<br />
(1970: <em>Foucault,</em> A Ordem do Discurso, SP: Loyola, 1995.)</span></span><span class="Ia NtmPpb">Editar</span><span class="G4" title="23 de março de 2010 18h14min35s UTC-3">18:14</span></div>
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		<title>Rádio transmissão artesanal</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 04:18:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Experimento com eletrônica artesanal. De um lado um computador ligado em um transmissor de micropotência. O primeiro executa o áudio, o segundo emite o sinal pelo ar. Do outro lado um corpo manusea um radinho de pilha em busca das sintonias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><embed src="http://blip.tv/play/AYHOyjMC" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="299" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></p>
<p>Experimento com eletrônica artesanal. De um lado um computador ligado em um transmissor de micropotência. O primeiro executa o áudio, o segundo emite o sinal pelo ar. Do outro lado um corpo manusea um radinho de pilha em busca das sintonias.</p>
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		<title>Relações de Fronteira</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 02:43:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[trânsitos à margem do lago]]></category>

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		<description><![CDATA[Após um mês à deriva pelas margens do lago artificial de Itaipu, o projeto Trânsito à Margem do Lago convida para o evento &#8220;Relações de Fronteira&#8221;. Será um encontro com pessoas que, em suas experiências artísticas ou expressivas, ampliam diálogos acerca de questões culturais de fronteira. Estarão presentes: Claudia Washington, Felipe Prando, Lúcio de Araújo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://margemdolago.transitos.org/relacoes_de_fronteira.html"><img src="http://margemdolago.nosdarede.org.br/files/2010/02/cartaz_relacoes530.jpg" alt="cartaz_relacoes530" width="530" height="750" class="alignnone size-full wp-image-360" /></a></p>
<p>Após um mês à deriva pelas margens do lago artificial de Itaipu, o projeto Trânsito à Margem do Lago convida para o evento &#8220;Relações de Fronteira&#8221;.</p>
<p>Será um encontro com pessoas que, em suas experiências artísticas ou expressivas, ampliam diálogos acerca de questões culturais de fronteira.</p>
<p>Estarão presentes:<br />
Claudia Washington,<br />
Felipe Prando,<br />
Lúcio de Araújo e<br />
Rachel Bragatto (Curitiba);<br />
Sara Blanco (Puerto Indio);<br />
Tati Wells (Rio de Janeiro).  </p>
<p>O evento é gratuito e aberto ao público.</p>
<p><strong>Local:</strong> Sala Scabi &#8211; Solar do Barão &#8211; 2º andar, Bloco Central &#8211; Rua Carlos Cavalcanti, 533 &#8211; Curitiba &#8211; Paraná &#8211; Brasil<br />
<strong>Data:</strong> 11/03/2010 às 19h30</p>
<p><strong>Arquivos para divulgação:</strong><br />
<a href="http://transitos.org/media/cartaz_relacoesdefronteira_a2_96dpi.pdf"><br />
Relações de Fronteira &#8211; Cartaz</a> &#8211; <em>arquivo pdf em 96 dpi</em><br />
<a href="http://transitos.org/media/cartaz_relacoesdefronteira_a2_300dpi.pdf">Relações de Fronteira &#8211; Cartaz</a> &#8211; <em>arquivo pdf em 300 dpi </em><br />
<a href="http://transitos.org/media/galeria/original/cartaz_relacoes980.jpg">Relações de Fronteira &#8211; Cartaz</a> &#8211; <em>arquivo jpg em resolução 980 x 1386</em><br />
<a href="http://margemdolago.nosdarede.org.br/files/2010/02/cartaz_relacoes530.jpg">Relações de Fronteira &#8211; Cartaz</a> &#8211; <em>arquivo jpg em resolução 530 x 750</em><br />
<a href="http://margemdolago.transitos.org"></p>
<p>http://margemdolago.transitos.org</a></p>
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		<title>Raízes, musiques du Nordeste</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2986</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 21:15:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Raízes, musiques du Nordeste from Yves Defrance on Vimeo. Documentário de Yves Defrance sobre alguma música do nordeste.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="400" height="320"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=5590755&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=5590755&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="320"></embed></object>
<p><a href="http://vimeo.com/5590755">Raízes, musiques du Nordeste</a> from <a href="http://vimeo.com/user805219">Yves Defrance</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Documentário de Yves Defrance sobre alguma música do nordeste.</p>
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		<title>Submidialogia Valadares &#8211; Pontapé inicial</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2980</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2980#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 03:38:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[submidialogia]]></category>
		<category><![CDATA[subvaladares]]></category>

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		<description><![CDATA[Pontapé inicial]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/12/tv.jpg"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/12/tv.jpg" alt="" title="tv" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2981" /></a></p>
<p><a href="http://wiki.descentro.org/ValaDares">Pontapé inicial</a></p>
<p><object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf" id="audioplayer1" height="50" width="500"><param name="movie" value="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf"></param><param name="FlashVars" value="playerID=1&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/12/petrobrasubs.mp3"></param><param name="quality" value="high"></param><param name="menu" value="false"></param><param name="wmode" value="transparent"></param></object></p>
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		</item>
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		<title>Assembléia Geral de Artes Visuais</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2978</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 17:34:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[artes visuais]]></category>
		<category><![CDATA[assembléia]]></category>
		<category><![CDATA[câmaras setoriais]]></category>

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		<description><![CDATA[Buscando atender a convocatória da Fundação Nacional de Arte do Ministério da Cultura – Funarte/MINC e do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC/MINC) e aproveitando a situação para dar início a um processo de arregimentação política no campo da arte local e nacional, a classe de artes visuais do Paraná convida a toda a sociedade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Buscando atender a convocatória da Fundação Nacional de Arte do<br />
Ministério da Cultura – Funarte/MINC e do Conselho Nacional de<br />
Política Cultural (CNPC/MINC) e  aproveitando a situação para dar<br />
início a um processo de arregimentação política no campo da arte local<br />
e nacional, a classe de artes visuais do Paraná convida a toda a<br />
sociedade civil organizada para participar da Assembléia Geral de<br />
Artes Visuais, prevista para o dia 09 de dezembro de 2009, quarta-<br />
feira, às 19 horas, no Moinho Rebouças, sede da Fundação Cultural de<br />
Curitiba. A Assembléia será conduzida por uma mesa diretora formada<br />
por agentes vinculados à Funarte e ao Colegiado de Artes Visuais, a<br />
saber: Ricardo Resende (Diretor do Centro de Artes Visuais da<br />
Funarte), Newton Goto e Luiz Vidal (ambos membros do Colegiado de<br />
Artes Visuais). A pauta central da Assembléia consiste na eleição de<br />
três representantes da classe artística do Estado do Paraná para<br />
futura atuação junto ao Colegiado de Artes Visuais e CNPC. A<br />
representação, que não é remunerada, será exercida no período de 2010<br />
a 2011, sob orientações do Regimento Interno do Colegiado de Artes<br />
Visuais/CNPC/MINC. A eleição será presencial. Terá direito à<br />
participação e voto qualquer cidadão brasileiro com dezoito anos ou<br />
mais e que seja residente neste Estado.</p>
<p>A candidatura para concorrer a uma das três vagas de representação<br />
está aberta a qualquer pessoa do circuito de arte do Paraná que tenha<br />
dezoito anos ou mais, resida neste Estado e tenha pelo menos cinco<br />
anos de atuação no circuito, seja como artista, pesquisador, crítico<br />
ou qualquer outra atividade de relevância para a dinâmica deste campo<br />
profissional. As inscrições para candidatos são individuais, e não<br />
através de chapas. Os candidatos deverão se inscrever pessoalmente no<br />
local, dia e horário da própria Assembléia. A distribuição das três<br />
vagas é a seguinte: 1 (uma) vaga para representante do interior do<br />
Estado do Paraná e mais 2 (duas) vagas abertas para todo o Estado<br />
(interior ou capital). Na ausência de candidatos para a vaga<br />
específica do interior, as três vagas tornam-se abertas para todo o<br />
Estado.</p>
<p>- Os candidatos deverão apresentar no local um currículo sucinto (10<br />
linhas), uma carta de intenção de sua autoria (10 linhas), e fazer uma<br />
breve apresentação verbal sobre sua candidatura.</p>
<p>Serviço.<br />
O quê? Assembleia Geral de Artes Visuais.<br />
Para quê? Eleição de três representantes da classe artística do Estado<br />
do Paraná para futura atuação junto ao Colegiado de Artes Visuais.<br />
Quando? 09 de dezembro de 2009, quarta-feira, início às 19 horas.<br />
Onde? Moinho Rebouças, sede da Fundação Cultural de Curitiba.<br />
Rua Engenheiros Rebouças, 1732, Bairro Rebouças, Curitiba – PR.<br />
Coordenação de Artes Visuais: (041) 3321 3221</p>
<p>Observações complementares:<br />
&#8220;As Câmaras Setoriais de Cultura são órgãos consultivos vinculados ao<br />
Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), e têm por finalidade<br />
principal a consolidação de um canal organizado para o diálogo, a<br />
elaboração e a pactuação permanentes entre os segmentos das artes e o<br />
Ministério da Cultura. Constituem um canal inédito de debate em torno<br />
de estratégias e iniciativas de responsabilidade partilhada entre os<br />
representantes da Sociedade Civil e o Poder Público, com vistas ao<br />
pleno desenvolvimento cultural do País.&#8221; (<a href="http://www.cultura.gov.br">http://www.cultura.gov.br</a>)</p>
<p>- Câmaras Setoriais / Ministério da Cultura<br />
<a href="http://www.cultura.gov.br/site/categoria/politicas/gestao-cultural/camaras-setoriais/">http://www.cultura.gov.br/site/categoria/politicas/gestao-cultural/camaras-setoriais/</a></p>
<p>- Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) / Artes Visuais<br />
<a href="http://www.cultura.gov.br/cnpc/colegiados-setoriais/artes-visuais/">http://www.cultura.gov.br/cnpc/colegiados-setoriais/artes-visuais/</a></p>
<p>- Documento com propostas do Colegiado de Artes Visuais elaborado em<br />
2005:<br />
<a href="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2007/10/relatorio-pnc-das-artes-visuais.pdf">http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2007/10/relatorio-pnc-das-artes-visuais.pdf</a></p>
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		<title>Chamada Pública RádioTrans</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2976</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 15:59:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[descentro]]></category>
		<category><![CDATA[submidialogia]]></category>
		<category><![CDATA[chamada pública]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[rádio livre]]></category>
		<category><![CDATA[rádiotrans]]></category>
		<category><![CDATA[transmissor]]></category>

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		<description><![CDATA[Chamada Pública RádioTrans 1 &#8211; Objeto O objeto desta Chamada Publica é a composição de um programa de ações de produção e veiculação de conteúdo midiático livre, que visem por via direta à democratização dos meios e linguagens de comunicação. Através desse programa, pretende-se ampliar nacionalmente o debate acerca da produção de mídia em todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chamada Pública RádioTrans</p>
<p>1 &#8211; Objeto</p>
<p>O objeto desta Chamada Publica é a composição de um programa de ações de produção e veiculação de conteúdo midiático livre, que visem por via direta à democratização dos meios e linguagens de comunicação. Através desse programa, pretende-se ampliar nacionalmente o debate acerca da produção de mídia em todo o território, viabilizando, ao mesmo tempo, o exercício da liberdade de expressão e criação comunicativa, bem como o  fortalecimento dos nós de mídia livre no Brasil (segundo critérios dos ANEXO 1 e ANEXO 2). Propõe-se, por meio de consórcio de 5 transmissores de rádio de baixa potência, em frequência modulada (FM), por um período de 24 meses, a parceria entre o Descentro &#8211; nó emergente de ações colaborativas e 5 (cinco) iniciativas selecionadas para uso desses transmissores, que ao final do período de 2 anos (período consorciado) poderão renovar ou não a parceria.</p>
<p>+ veja mais em <a href="http://pub.descentro.org/wiki/editalradiotrans_aplica%C3%A7%C3%A3o_do_recurso_do_pr%C3%AAmio_m%C3%ADdias_livres">http://pub.descentro.org/wiki/editalradiotrans_aplica%C3%A7%C3%A3o_do_recurso_do_pr%C3%AAmio_m%C3%ADdias_livres</a></p>
<p>Des).(centro &#8211; nó emergente de ações colaborativas<br />
<a href="http://www.pub.descentro.org">http://www.descentro.org</a></p>
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		<item>
		<title>$ubmidialogia$ &#8211; Valadares</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2970</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2970#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 02:48:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[submidialogia]]></category>
		<category><![CDATA[trânsitos]]></category>
		<category><![CDATA[vitoriamario]]></category>
		<category><![CDATA[$ubmidialogia$]]></category>
		<category><![CDATA[descentro]]></category>
		<category><![CDATA[festa de nossa senhora do rocio]]></category>
		<category><![CDATA[festa popular]]></category>
		<category><![CDATA[pavor]]></category>
		<category><![CDATA[subvaladares]]></category>
		<category><![CDATA[terror]]></category>
		<category><![CDATA[valadares]]></category>

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		<description><![CDATA[[media id=20] Festa popular de Nossa Senhora do Rocio em Paranaguá é a situação que deflagrou esse vídeo, chamada para o Submidialogias da Ilha de Valadares &#8211; Paranaguá. http://www.estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=7539]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[media id=20]<br />
Festa popular de Nossa Senhora do Rocio em Paranaguá é a situação que deflagrou esse vídeo, chamada para o Submidialogias da Ilha de Valadares &#8211; Paranaguá.<br />
<a href="http://www.estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=7539"></p>
<p>http://www.estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=7539</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Trânsitos por Salvador, mensagens e framebuffer de tv analógica. ISCL2009</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2948</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 22:22:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[ISCL2009]]></category>
		<category><![CDATA[ação urbana]]></category>
		<category><![CDATA[trânsitos]]></category>
		<category><![CDATA[arduino]]></category>
		<category><![CDATA[framebuffer]]></category>
		<category><![CDATA[gia]]></category>
		<category><![CDATA[kombi]]></category>
		<category><![CDATA[salvador]]></category>
		<category><![CDATA[samba]]></category>
		<category><![CDATA[tv analógica]]></category>

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		<description><![CDATA[[playlist id=3] E do seu lugar o que você traz? Encontro com Eduardo, comerciante de rua em Salvador. Deixou a mensagem &#8220;Barraca do Eduardo&#8221; na Tv Analógica via programação em um chip atmega 168. (Arduino) Experimentações urbanas, trânsitos e trocas, Framebuffer de TV analógica, conversas sobre tecnologia e água de coco. 27/julho/2009 ISCL2009. A Kombi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[playlist id=3]</p>
<p><strong>E do seu lugar o que você traz?</strong><br />
Encontro com Eduardo, comerciante de rua em Salvador.<br />
Deixou a mensagem &#8220;Barraca do Eduardo&#8221; na Tv Analógica via programação em um chip atmega 168. (Arduino)<br />
Experimentações urbanas, trânsitos e trocas, Framebuffer de TV analógica, conversas sobre tecnologia e água de coco.<br />
27/julho/2009<br />
ISCL2009.</p>
<p><strong>A Kombi explodiu</strong><br />
Roda de samba no QG do GIA em ocasião do ISCL 2009 em Salvador no dia 30 de julho de 2009.<br />
Composição da música sobre o incêndio da kombi na Praça do Campo Grande.<br />
Mensagens inseridas na TV via programação do Arduino (framebuffer de tv analógica)<br />
A mensagem na tela &#8220;A kombi explodiu&#8221; foi dita por Tininha.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Objetos Desejosos: Uma entrevista com o Antropólogo Lawrence Jakimo Pokot</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2946</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 04:03:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[e/ou]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[ilusão]]></category>
		<category><![CDATA[pokot]]></category>
		<category><![CDATA[tatuí]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marcelo Coutinho Dedico esta entrevista ao raciocínio nômade e sempre generoso de Clylton Galamba. Em publicação anterior, meu texto a respeito de Lawrence Jakimo Pokot foi amplamente mutilado e o pouco que sobreviveu dele ainda sofreu sérios erros de editoração[1]. Naquela ocasião, apresentei-o como sendo um “místico” que muito havia influenciado a construção de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Marcelo Coutinho</p>
<p>Dedico esta entrevista ao raciocínio nômade<br />
e sempre generoso de Clylton Galamba.</p>
<p>Em publicação anterior, meu texto a respeito de Lawrence Jakimo Pokot foi amplamente mutilado e o pouco que sobreviveu dele ainda sofreu sérios erros de editoração[1]. Naquela ocasião, apresentei-o como sendo um “místico”  que muito havia influenciado a construção de minha obra. Aplicar a ele tal definição, porém, não tratou-se de qualquer erro editorial: foi de minha inteira responsabilidade.</p>
<p>Não conhecia o suficiente as atividades deste homem, e tentava vê-lo, compreendê-lo sob a curta ótica e o parco instrumental que naturalmente nos caracteriza, nós, cristãos, ocidentais. Para culturas tão estranhas à nossa, tão mais antigas e tradicionais como aquelas que hoje compõem o Quênia, o termo “místico”, tal qual o entendemos, precisaria englobar outras áreas do saber, como a medicina, a química, a psicologia e a filosofia. Levando em conta que este, digamos, sábio, é consultado para aprovar ou vetar o traçado urbano, indicar a cor das portas e a melhor combinação de vizinhos na aldeia, somos levados a pensar que este homem poderia também ser considerado urbanista, arquiteto e assistente social, ao mesmo tempo.</p>
<p>Quando encontrei L.J. Pokot aqui, no Recife, durante o carnaval de 1998, hospedado no Hotel Central, foi este termo, “místico”, indevidamente aplicado à ele, que deu início a nossas conversas. Eu passava por um dos períodos mais difíceis de minha vida. Os ruídos vindos da rua em orgia só tornavam minhas dores mais desproporcionais. Eram dores do espírito, aparentemente imateriais, mas que por vários momentos manifestavam-se nas juntas de meu corpo e em vertigens inauditas.</p>
<p>Foi quando recebi na casa de meu amigo, o crítico literário Anco Márcio Tenório Vieira, o telefonema de um outro velho amigo, o físico Vinícius do Vale Navarro, paraibano de João Pessoa, hoje professor de astrofísica na Universidade de Cambridge: Pokot chegara ao Recife duas semanas antes do início do carnaval.</p>
<p>Nas condições em que me encontrava, mergulhado em uma estranha e macabra euforia, sinal típico de uma vindoura depressão, não seria de espantar que a imagem de Pokot tivesse sido tão recorrente em mim, mesmo que não soubesse deste seu novo arroubo em visitar o Brasil. Afinal, era este homem que tratava em suas palestras da necessidade de voltarmos a ver na dor e na adversidade não o fim, mas a oportunidade de verificar a passagem. Porém, o fato é que quando soube da presença física, real, de L.J. Pokot na cidade, atribuí a isso uma aura mágica. Um doce ditame do acaso. “Deus não joga dados”, pensei.</p>
<p>Pokot já havia estado no Brasil por várias vezes. Por mais que houvesse conhecido figuras ilustres da intelectualidade brasileira e internacional, manteve-se a parte de um conhecimento público mais vasto. Ainda jovem, acompanhou Claude Lévi-Strauss em terras Nambiquaras, como colaborador de língua inglesa à expedição[2].Desta experiência, surgiu sua primeira publicação: Entre os Olhos – O que não foi visto por uma expedição européia entre os Nambiquara da América do Sul[3], datada de 1942,vinda a público antes da publicação de Tristes Trópicos, obra do ilustre antropólogo francês. Nos anos cinqüenta, participou, ao lado dos irmãos Villas-Boas, de outra expedição, esta no Pará, para estudar os Ravé-Potí. Seu interesse era verificar os laços entre os ritos e imagens de passagem dos Ravé-Potí e sua tribo natal, no Quênia. Publicou em 1964 o ensaio O Oriente de Lá – Estudo Comparativo do Devir entre os Ravé-Potí e os Kummah[4].Esta tornou-se sua última publicação e o último registro de seu pensamento naquilo que ele hoje chama de “dialeto acadêmico” ou de “pornografia intelectual”, referindo-se ao gosto universitário em “transmutar todo pensamento, livre e fluxo por natureza, em papel e pedra”. Após a publicação de “O Oriente de Lá”, sentiu-se profundamente cansado em tentar conciliar a natureza “pequena e tribal” de seu raciocínio, gerado no Quênia, com a grandiloqüência da ciência ocidental que havia lhe chegado através dos filtros ingleses de Cambridge.</p>
<p>De volta à África, abandonou seu emprego de professor na Universidade de Nairobi e montou bases em sua terra natal de onde sai periodicamente para divulgar suas idéias na forma de palestras ou de conversas individuais demoradas com “aqueles que detecto como micro-partículas de algumas modificações lentas do que virá”.</p>
<p>Foram ao todo, entre nós, quatro encontros. Sempre na varanda do pequeno restaurante do Hotel Central, na Boa Vista. Eu chegava em torno das três da tarde, como havíamos marcado antecipadamente. Sentado sempre na mesma poltrona de aparência muito confortável, mais assemelhada a um útero, de tão profundo era o seu acomodar, estava Lawrence Jakimo Pokot, fumando lentamente seu já terceiro maço de cigarros com filtro. Afundado nesta poltrona, seu corpo negro e franzino, já enrugado, alternava gestos ágeis e nervosos, com uma calma e silêncio tumulares. Em duas de nossas conversas, instalou-se um silêncio profundo. Silêncio este tão persistente que não o suportando, por duas vezes levantei de minha cadeira e parti. Quando cheguei a calçada do hotel, ouvi sua voz vinda da varanda: “Não foram vocês que criaram o tempo lógico? Por que tanto espanto? Estarei aqui amanhã, na mesma hora”.</p>
<p>Nestes encontros, Pokot falou-me de sua afeição especial por esta região específica do Brasil, o Nordeste, e de seu deleite pelo carnaval negro do Recife. Contou-me ainda de como tomou conhecimento da obra do filósofo Evaldo Coutinho, através de A Visão Existenciadora, que lhe chegara as mãos numa edição pirata impressa na Argélia. Além de ouvir os tambores que rufavam no bairro de São José, Pokot tinha como intenção encontrar-se com este homem que, para ele, tinha construído um dos mais belos sistemas de “para-filosofia” e “para-literatura” da língua portuguesa.</p>
<p>Em seu pensamento, parcialmente expresso aqui, reparam-se traços do que seria para nós uma análise antropológica. Porém, naquilo que a antropologia possui em comum com a filosofia: a busca por uma análise básica do Homem. Cá e acolá etnográfico, Pokot impõe sua noção peculiar de espaço e tempo nos ritos de passagem, francamente baseada na experiência específica de seu povo de origem, os Kummah. Se Van Gennep vê nos ritos de passagem a função de mudança de status social do indivíduo[5]; se a psicóloga Monique Augras, inspirada no próprio Gennep, sugere que na passagem “vai-se de um ponto para outro”, que “é uma imagem altamente espacial”[6], Pokot irá sugerir uma outra visão: “a passagem não é objetual, não é verificável através dos olhos”[7]. Utilizando-se do caso Kummah, nos diz que a passagem desdobraría-se indefinidamente durante todo o correr da vida, entre dois pontos: nascimento e morte.</p>
<p>Já no primeiro de nossos encontros expus-lhe meu projeto, já em andamento, de nomear com palavras criadas por mim, sensações íntimas, complexas que, exatamente por serem absolutamente pessoais, carecem de uma denominação e, por conseqüência, de uma dicionarização. Trata-se de um trabalho lento, disse-lhe. Em um ano de trabalho havia escrito não mais que três verbetes. Falei-lhe da palavra que exporia em breve, em forma de vídeo-instalação, naquela que seria a minha primeira exposição individual. Foi ele que alertou-me do caráter votivo e do desejo de passagem que estavam evidentes em Aveclo.</p>
<p>O que levo a público agora é apenas o conteúdo de nossa primeira tarde juntos. Tendo este encontro versado sobre passagem, sobre o desejo latente que habita objetos e palavras e, por conseqüência, sobre arte, achei conveniente separá-lo dos outros assuntos abordados por ele e por mim em nossos encontros.</p>
<p>Foi ele que deu início a esta nossa primeira conversa, com seu português só não perfeito por ser levemente contaminado por um estranho sotaque, mistura de inglês britânico e tacuch, sua língua natal.              </p>
<p>Pokot: Estou contente que esteja aqui, que tenha me tornado uma referência constitutiva para você. Mas, porquê quis ligar meu nome ao termo “místico”, quando citou-me naquela publicação? Publicação, diga-se de passagem, difícil de dignificar a presença do nome de qualquer indivíduo&#8230;</p>
<p>Marcelo: Ingenuidade minha. Desculpe-me. Não encontrei o termo exato para defini-lo. O senhor bem sabe que entre nós, para nos sentir compreendendo, precisamos isolar os fatos e nomeá-los.</p>
<p>Pokot: Sei, meu amigo. Vocês batizam as coisas se utilizando de nomes velhos, pré-existentes. Nomes firmes perante o texto histórico que vocês aceitam como legitimador. Mas, chamar-me de místico seria reduzir-me a uma nomenclatura que vocês próprios desrespeitam. Trata-se de uma palavra que um dia referiu-se a algo existente. Porém, dela pouco ou nada sobreviveu. Vocês preferiram optar – se é que é dada ao homem qualquer opção – por uma espécie de realismo, que de tão real, tornou-se fantástico. Creio que daí, deste realismo estriônico, podem surgir outros fluxos, ainda inauditos.</p>
<p>Marcelo: O que o senhor quer dizer com “outros fluxos”?</p>
<p>Pokot: Tudo se comporta como sopros que oferecem aos nossos olhos a possibilidade de ver, simultaneamente, a parte de dentro da pele de um leopardo e a parte de fora desta mesma pele felina. Elas não se apresentam como duas superfícies diversas. São uma. O aprimoramento desta vontade de capturar a realidade acabou por levar seu povo para um lugar exatamente oposto a concretude dos fatos e das coisas. E, consequentemente, acabamos por nos encontrar num ponto deveras comum, nós representantes das chamadas “sociedades primitivas” e vocês, mantenedores desta dita “sociedade complexa”: a presença onipresente da imagem. A imagem, como você bem sabe, é o idílio da coisa real. Apoiados na imagem, levados pelas mãos, por seus caminhos, podemos chegar muito longe. Para além daqui. Assim, podemos antever o que virá, caso sejamos sensíveis a tais sopros.</p>
<p>Marcelo: O senhor parece estar sugerindo que é possível antever o futuro&#8230;</p>
<p>Pokot: O que é o futuro?</p>
<p>Marcelo: Bem, aquilo que ocorrerá daqui há, digamos, vinte e quatro horas.</p>
<p>Pokot: E quando não se usa relógio?</p>
<p>Marcelo: Ora&#8230; pode-se usar o sol, a lua ou a alternância das estações do ano.</p>
<p>Pokot: Vocês pensam no tempo como algo que corre e escorre por nossos corpos, meu bom amigo&#8230; Vêem a ilusão do tempo quando os cabelos rareiam, as peles enrugam, os descendentes crescem, morrem, quando algo ou alguém se afasta de vocês. Nestas tipologias de visão, vocês se imaginam como algo pertencente a um lugar anterior ou posterior ao atual. Mas, para nós Kummah, como disse, isto não existe: trata-se de uma ilusão. E, vale a pena dizer: uma ilusão infernal, verdadeiramente o haliob. Em nossa estrutura pessoal e, por extensão cultural, não nos verificamos como uma mesma pessoa durante muito tempo. Podemos ser batizados e ganhar um nome diferente quantas vezes for necessário, neste período que vai do jahamkat ao kathamjah[8].</p>
<p>Marcelo: A mudança de nome representa a finalização de uma passagem&#8230;</p>
<p>Pokot: Sim&#8230; De forma geral podemos pensar em passagem como um movimento, um movimento filiado ao tempo e nada devedor do espaço. Um movimento que leva alguém de um estado temporal a outro. Mas o tempo, como já lhe disse, é uma noção condicionada. Ele não é objetual. Por mais que reparemos nele impresso nas coisas, o que vemos não é o tempo em si, imaterial por essência, mas os rastros de sua ação que já efetuou-se. Assim, ele possuirá as mais variadas conformações. Van Gennep tenta descrever para vocês como a noção de tempo se comporta nos ritos de passagem de alguns lugares da África Ocidental. São ritos de geração e morte. Que duram um período de tempo freqüentemente longo. E que ao fim deles é assegurada a mudança necessária. Mas entre nós, Kummah, a passagem se efetua como sentido desdobrado e perene, não como sentido fixo e temporalmente localizado. Por assim dizer, estamos vivendo um longo e ininterrupto processo de passagem&#8230; A nossa heteronomia ostensiva nos garante a manutenção da situação de mobilidade da passagem. O nome é prescrito por uma autoridade específica, que diagnostica a necessidade do indivíduo livrar-se de um objeto do passado. Prender-se a uma das feições desta ilusão, pode oferecer o haliob ao pobre sofredor.</p>
<p>Marcelo: Eu poderia traduzir haliob como “inferno”?</p>
<p>Pokot: Creio que não.</p>
<p>Marcelo: O senhor poderia me descrever o conceito desta palavra?</p>
<p>Pokot: Nada de conceitos, meu jovem, nada de conceitos&#8230; Você experimentou parte desta visão. Quando se detém a imagem, não necessita-se de conceitos.</p>
<p>Marcelo: Eu experimentei ? Como assim?</p>
<p>Pokot: [ Silêncio]</p>
<p>Marcelo: Quantos nomes uma pessoa pode assumir durante a vida?</p>
<p>Pokot: Quantos se fizerem necessários. Vou lhe relatar um caso desta nossa estrutura de heteronomia ostensiva. Existiu um velho homem entre nós que manteve-se inviolável por boa parte de sua vida. Durante uma noite de inverno teve um sonho pavoroso onde um mensageiro vindo do Katham-huruk[9] lhe avisava dos malefícios de manter-se casto durante muito tempo. Seu pênis iria penetrar-lhe as vísceras e fundir-se numa única estrutura de carne que lhe cobriria inclusive o ânus e nenhuma substância ou produto poderia ser expelido de seu corpo. Enxergou-se como um balão inflado até o limite de estourar e, finalmente, viu-se estourando e de si jorrando grandes quantidades de esperma, fezes, urina e sangue. Acordou naturalmente apavorado com a mensagem de alerta que lhe viera dos céus e resolveu consultar-me.</p>
<p>Marcelo: E como o senhor agiu?</p>
<p>Pokot: Ora, não sou homem diante do qual um sonho passa despercebido&#8230; Prescrevi-lhe um novo nome. Nome este, aliás que, reconheço, já deveria ter-lhe prescrito a muito mais tempo. Eu ainda era um novato na função. O fato é que estruturado pela liberação do nome anterior, que funcionava como um terrível objeto que o ancorava naquilo que vocês chamam de “passado”, o homem floresceu e novamente entrou no fluxo. Passou a experimentar todas as formas possíveis de liberação de seu sêmen. Para aquele homem, nenhuma diferença existia entre uma palmeira, um ser humano e um hou-hou[10].E cada uma destas experiências certamente o modificaria. Iriam torná-lo, de alguma forma, outro, deixando-o com muita rapidez, dono de periódicas novas estruturações e, consequentemente,  detentor de novos nomes. Entrou em kathamjah já muito velho, tendo passado por cerca de cinco mil nomes, com o crânio rachado por um gorila. </p>
<p>Marcelo: Caso eu tenha entendido bem, o senhor está dizendo que vocês Kummah não possuem qualquer marcação cronológica?</p>
<p>Pokot: O tempo para vocês é externo. Ele lhes é ditado a sua revelia, montado sobre esta estranha estrutura que vocês chamam de trabalho e produto. Para nós, o tempo não é linha: é ponto. Não existe a conjugação pretérita do verbo ser, tampouco a futura. Quando nos referimos a idéia de Ser como indivíduo, apenas seria possível aplicarmos a forma de gerúndio. Trata-se de uma estrutura interna, baseada nesta bela palavra de sentido perene: sendo.</p>
<p>Marcelo: Mas o senhor referiu-se a esta figura de autoridade que prescreve os novos nomes para os indivíduos. Esta figura não funcionaria como um marcador de tempo externo, tal qual um relógio?</p>
<p>Pokot: Não. Não quando já se visitou o Haliob. Esta figura de autoridade, o puckotoch, está aqui e acolá. Nesta peculiar situação, vemos tudo. Vê esta marca em minha nuca? [ Pokot vira-se e apresenta uma profunda incisão de forma oval que mesmo os cabelos crespos não conseguiam esconder]</p>
<p>Marcelo: É uma marca muito profunda. O que isto significa?</p>
<p>Pokot: Esta forma amendoada tenta reproduzir a forma de um olho. Esta incisão foi feita com o pucko, instrumento ritual de ferro que penetra e calcina a pele até a estrutura óssea do crânio. Eu ainda era jovem quando foi passada para mim a função de manter fluida e assegurada a nossa heteronomia ostensiva. Foi esta marca que me dotou de um nome fixo, este que ainda hoje carrego e que representa a posição de puckotoch.</p>
<p>Marcelo: Puckotoch seria o homem que, tendo experimentado a visão do Haliob, foi alçado socialmente a esta posição de guardião da mobilidade nominal, estou certo?</p>
<p>Pokot: Quase isto, quase isto. Nasce-se predestinado a tal visão. Esta marca em minha nuca representa a integração das três formas de tempo conjugadas em mim e gravadas em meu corpo. De uma forma ou de outra todo homem possui, por natureza, a inscrição destas três formas na própria configuração de seus corpos. Pense em seu corpo caminhando por uma vereda&#8230; Existe o andar dos pés que experimenta as texturas da areia, as variadas temperaturas que o solo nos oferece, o conforto de pisar a terra fria, que estava à sombra de uma árvore. O corpo instala-se no presente absoluto. Nele, sentimos dores, prazeres, confortos e desconfortos, frios e calores que são manifestações sólidas da mais absoluta presentificação das coisas. Através destas sensações nos é revelado o teor do instante. Já a presença dos olhos, que vara vereda à dentro, nos retira do instante e nos oferece as possibilidades de configuração daquilo que virá: as curvas, a escuridão, o sol que se põe frente aos nossos olhos e nos ofusca, um possível lago a atravessar. Os olhos, sempre mirando para frente, nos oferece o símbolo do futuro, muito longe do agora. Mas ainda temos as costas. E, em especial, a nuca: esta nossa parte tão vulnerável. Este é nosso ponto cego. É o que deixamos para trás. É aquilo que nos permitiu chegar e estar experimentando o instante desta nossa caminhada pela vereda, mas que não mais avistamos. O passado e a configuração frágil e cega da nuca poderiam funcionar como uma boa imagem do Haliob.</p>
<p>Marcelo: O olho gravado na nuca teria o significado de enxergar todo o trajeto da vereda que ficou para trás, ou seja, ver o passado&#8230;</p>
<p>Pokot: É estar instalado todo o tempo, simultaneamente, nos três lugares. Por isso, à mim e a nós puckotoch é vetada a heteronomia. Foi-me reservada esta posição. Não posso experimentar a graça reservada aos comuns. Próximo da morte, quando transferir a chaga para a nuca de meu filho, poderei por fim ganhar outro nome e entrar em kathamjah.</p>
<p>Marcelo: Trata-se de um cargo passado de pai para filho, pelo que o senhor disse. Sempre é escolhido o primogênito para tal responsabilidade?</p>
<p>Pokot: Não. Tudo depende da cor dos ventos que envolveram o momento do nascimento da criança. Só aqueles que nasceram soprados por ventos róseos claros poderão assumir o posto.</p>
<p>Marcelo: O senhor quer dizer que os ventos possuem cores? Trata-se de uma simbologia ou&#8230;</p>
<p>Pokot: &#8230; ou concretude? Veja, meu jovem, é impossível medir ou estabelecer fronteiras firmes entre as duas coisas. Lembre-se de Cassirer, por exemplo, que já há tanto tempo esforçou-se para convencer vocês das incertezas na diferenciação entre estas duas coisas. Mas, o que interessa é que hoje, poucos são capazes de ver este fenômeno das cores do ar. Porém, mesmo entre vocês do mundo ocidental existem aqueles que perseveraram nesta percepção e tentaram defendê-la. Lembra do irlandês De Selby?</p>
<p>Marcelo: Nunca o li diretamente. Sempre através de Le Fournier ou de Hatchjaw &#038; Basset.</p>
<p>Pokot: Em um livro seu intitulado “Álbum de Campo”, De Selby fala da presença de um “ar negro” que envolvia a Europa pouco antes da primeira grande guerra. A princípio, pensou que fosse o acúmulo de poluição das nascentes fábricas e indústrias. Mas logo se deu conta de que só ele vislumbrava tal coloração peculiar. Cor sempre premonitória de alguns eventos que estão por ocorrer a nível do corpo social. Seguindo este raciocínio que, como você vê, também foi percebido por um pensador ocidental, nós observamos a predominância da cor dos ventos que envolvem o recém nascido. Caso sejam róseos, ele terá uma vida longa e a fortaleza necessárias para ocupar o posto de puckotoch. A propósito, o próprio De Selby, em “Horas Douradas”, comenta a variação das cores de nascimento e também aponta para o róseo como a cor da longevidade.</p>
<p>Marcelo: Desviando um pouco o assunto, se o senhor me permitir, gostaria de falar de seus vínculos com nossa cultura. O senhor foi professor na Universidade de Nairobi, possuiu fortes vínculos com a antropologia e especificamente com a etnografia. Estudou em Cambridge, fala diversas línguas e ainda faz questão de viajar freqüentemente pelo mundo&#8230;</p>
<p>Pokot: [ Interrompendo]&#8230;já foi mais freqüente. Hoje prefiro estar entre os meus&#8230;</p>
<p>Marcelo: Mas, de qualquer forma, ainda faz este movimento, de estar lá e cá, não é? Como é possível coligar uma educação formal inglesa com o fato tão fundamental de o senhor ser um  puckotoch?</p>
<p>Pokot: Este é um traço do caráter Kummah. Aos olhos estrangeiros, conciliamos, fundimos. Você deve saber o quanto somos diferentes de nossos vizinhos, os Nuer, descritos pelo meu colega Pritchard. Ao contrário deles, sempre violentos e ariscos com seus visitantes, nós somos receptivos. Não é difícil, para aqueles que possuem olhos argutos, desconfiar de gentileza e receptividade em excesso. Elas contém em si uma voz oposta. A nossa defesa, no que diz respeito a nossas relações com a alteridade, é baseada na mentira. É possível que sejamos o povo mais mentiroso, lúbrico e dissimulado da África Central.</p>
<p>Marcelo: Como aconteceu? Me fale destes primeiros contatos com o ocidente&#8230;</p>
<p>Pokot: Nos apresentamos, a princípio, como um povo mudo. Provavelmente seríamos o primeiro povo geneticamente mudo da face da terra. Éramos, portanto, duplamente interessantes para nossos colonizadores. Assim, sendo uma cultura “só ouvidos”, a palavra de Jesus nos emprenharia com mais voluptuosidade. Durante o primeiro ano de presença dos missionários, nada falávamos. Só ouvíamos. Apenas balançávamos nossas cabeças em sinal negativo, acompanhado de um som gutural assemelhado a um “humrrum”. O gesto era dúbio, não restava dúvida. Mas a ânsia por uma imensa platéia, finalmente só ouvidos para a “palavra”, fez os missionários darem mais atenção ao “humrrum” do que ao negativo pendular de nossas cabeças. Eles se apaixonaram por nossa aparente docilidade. Porém, não estavam satisfeitos com o negativo pendular. Com muito trabalho, tentaram modificar o movimento da esquerda para a direita, indicativo de “não”, e substituí-lo por um mais adequado, que desloca a cabeça de cima para baixo, reforçando o “humrrum”. Quando finalmente o movimento de nossas cabeças aprumou-se, eles choraram de emoção. Mas tal foi a surpresa da missão quando verificou que o som gutural havia se transformado também. Enquanto nossas cabeças balançavam afirmando, das gargantas saía um outro muxoxo, um tanto quanto desalentador, um ruído lingual assemelhado a “tss, tss, tss”.</p>
<p>Marcelo: Povo ardiloso os Kummah&#8230;</p>
<p>Pokot: Trata-se de uma bela tradição. Eles ficaram muito impressionados quando já no segundo ano de mudez, falamos em conjunto a palavra yêh-zhúch. Eles imaginavam que haviam nos curado de nossa mudez orgânica, através da ação da fé e da aceitação de Jesus em nossos corações. O parentesco fonético entre yêh-zchúch e Je-sus, tornou-se um emblema da conversão para eles. O que eles demoraram a descobrir foi que em dialeto tacuch, esta palavra assemelhada ao nome de seu salvador, tinha o significado de “impotência sexual”, ou “homem que não cumpre com seus deveres de marido”.</p>
<p>Marcelo: A estrutura mentirosa de defesa cultural dos Kummah ajudou o senhor em sua carreira universitária em Cambridge?</p>
<p>Pokot: O fato é que a dissimulação e a mentira como traço de defesa cultural nos foi, e ainda é, elemento de grande utilidade. Através dela, passamos a dialogar mais altivamente com quem quer que fosse. Em Cambridge, fui considerado um dos mais próximos seguidores do método de campo do professor Malinowsky. Ele próprio, já um tanto esquecido, imputava a mim o título de herdeiro. Minhas qualidades Kummah qualidades de enorme plasticidade diante da alteridade, me credenciavam a experimentar o método de campo de Malinowsky com mais profundidade. Chamei meu método de “imersão aguda” e freqüentemente o apelidei de “método de compaixão etnográfica”, para me fazer mais claro aos ouvidos ocidentais. Mas, voltando a sua questão primeira, foi a plasticidade Kummah que agiu sobre mim e me dotou da possibilidade de trafegar entre povos os mais díspares. Somos uma cultura plástica, maleável, receptiva, mas a dissimulação e a mentira nos manteve a integridade. Trata-se de pensar a mentira não como traço de mal caratismo, como um lado assombreado da alma humana. Trata-se de reparar que os homens preferem ouvir “sins” do que “nãos”. Pode-se facilmente fazer alguém crer que estamos inteiramente convencidos, ou ainda, convertidos, de seus argumentos repetindo, durante uma conversa,  periódicos “humrrum”, “certamente”, “claro, claro”. Este artifício enche de vaidade aquele que compulsivamente fala e que tenta convencer o mundo de suas magníficas percepções. O lado mal, a deformidade de caráter, sempre será do falador compulsivo, daquele que tenta engendrar a vastidão do mundo em sua teia particular de leituras. Me utilizei da vaidade alheia, do falador compulsivo, através de meus ouvidos bastante generosos. Em  tacuch existe um termo que em muito pode elucidar as relações que travamos com outras tradições culturais. Este termo se aplica às crianças. Chamamos aquelas que desobedecem em silêncio seus pais de tantuo-hou[11]. O meu método de compaixão etnográfica, surpreendeu meu velho professor, que me imaginava um de seus últimos e derradeiros cúmplices absolutos. Ele me aconselhava algo, eu dizia sim, mas continuava trilhando meu próprio caminho.</p>
<p>Marcelo: O fato de descrever os Kummah como o povo mais mentiroso da África Central e sendo o senhor um Kummah, nós poderíamos desconfiar de todas as suas palavras nesta entrevista. Isto não o incomoda?</p>
<p>Pokot: [risos] É temerário, devo admitir. Mas cabe a vocês me julgar, não a mim. Entre</p>
<p>A mentira e a loucura existe uma delicada fronteira. Nós não acreditamos em nossas mentiras e isto nos faz apenas cínicos e gaiatos aos olhos alheios, mas nunca aos nossos próprios olhos. Vocês, ao contrário, acreditam em suas próprias mentiras, se desestruturam quando finalmente elas não podem ir à frente e isso faz de vocês um povo esquizofrênico. Esquizofrênico aos olhos de outros povos e até mesmo aos seus próprios olhos.</p>
<p>Marcelo: Diz um amigo meu, ex-seminarista Hilton Lacerda: “que a platéia acredite na mágica que se efetua no palco, nenhum problema. Porém, o mágico que acredita em sua própria mágica&#8230;”</p>
<p>Pokot: &#8230; existe uma grande diferença. Exatamente. Seu amigo está correto. Além do mais, a dissimulação entre nós é um elemento de defesa cultural.</p>
<p>Marcelo: Mudemos de assunto, senhor Pokot. Em uma de suas palestras, publicadas nos Anais de Psicologia Social da Universidade de Salamanca, tive a oportunidade de tomar contato com suas idéias sobre “objetos desejosos”. Caso eu não esteja enganado, o senhor iniciava falando de objetos simples que seriam presentificações do desejo de vir a ser e, posteriormente, falava de grandes edificações sociais que possuiriam o mesmo princípio desejoso. O senhor poderia expor mais uma vez estas idéias?</p>
<p>Pokot: Sim, claro, com muito prazer. Mas lembre-se que em Salamanca eu tive dois dias para expô-las.</p>
<p>Marcelo: Tenho todo o tempo necessário para o senhor&#8230;</p>
<p>Pokot: Obrigado, obrigado. Sua juventude é benevolente, como toda juventude. Sempre pensam que tem todo o tempo mundo&#8230; Mas, vamos adiante, não é ?</p>
<p>As palavras são a presentificação da ausência, estou certo? Quando eu falo: “ontem eu fui trabalhar”, estou evocando uma situação que já não existe. Estou presentificando uma ausência. Quando digo “gostaria de amar novamente” também estou presentificando o vazio físico de uma dada situação, que não está mais aqui, que apenas poderá vir a estar um dia. Existe uma marca fundamental na linguagem que é a eterna e constante construção e reconstrução daquilo que um dia existiu, e daquilo que um dia existirá. A linguagem se constrói aqui e agora, quando se fala, quando se escreve. Porém aquilo que a move, que a faz efetuar-se, não está aqui nem agora. Está antes ou depois do instante. A linguagem é instrumento desejoso, por tanto. É desejo de presentificação daquilo que, por natureza, é impossível de presentificar. Linguagem é evocação. Evocação e reconstrução. O elemento desejoso da linguagem pode ser verificado quando, periodicamente, olhamos um fato passado de nossas vidas e construímos um discurso qualquer, para nós mesmos, que justifique uma condição presente. Logo mais adiante, nossa vida muda novamente. Então olhamos para o mesmo fato passado e, estranhamente, enxergamos nele outra coisa e recontamos para nós mesmos uma outra história que dote de sentido a condição atual. Por ser desejosa, a condição natural da linguagem e do discurso é de reconstrução e construção. E de clara evocação daquilo que não existe.   </p>
<p>Marcelo: Ludwig Wittgenstein se refere a linguagem como instrumento que tenta expressar aquilo que não é passível de ser expresso. Porém, é exatamente aquilo que não possui possibilidade de ser expresso é o que move, que movimenta a linguagem&#8230;</p>
<p>Pokot: Sim, sim. Gosto da idéia de Wittgenstein sobre o que movimenta a linguagem. Este lugar estranho e inacessível à comunicação. Esta fenda escura, aberta sob nossos pés, que funda todas as narrativas míticas da “origem” e do “sentido”&#8230;o “sentido das coisas”&#8230; o que dá sentido a uma proposição é algo imaterial, que não está na objetividade das palavras, dos fatos e dos objetos. Os fatos representados, os signos, são em si mortos, desprovidos de sentido. O sentido do signo não está no signo, está na imaterialidade da mente. De fato, o que move o dizer da linguagem é sua impossibilidade de tudo dizer.       </p>
<p>Marcelo:  E quanto aos “objetos desejosos”?</p>
<p>Pokot: O que vale para o discurso da palavra, vale para aquele dos objetos. Portanto, nos objetos está contido o desejo de ser. Eles são indicadores da ausência, assim como as palavras. Vê-se isso muito claramente quando pensamos na lógica dos “objetos votivos”, que vocês ocidentais abandonaram quando foram obrigados a escolher a lógica da arte como linguagem autônoma. Mas o que rege o objeto votivo é o mesmo núcleo que rege a obra de arte. E, provavelmente, vocês tenham esquecido disso. Vi aqui, na região Nordeste do Brasil, desde que estive aqui pela primeira vez antes de me juntar a equipe de Lévi-Strauss no mato Grosso, uma forte presença do objeto votivo. São os chamados “ex-votos”, não é?</p>
<p>Quando um homem esculpe em madeira seu tumor na cabeça, ele retira de si o tumor. Ele efetua seu desejo de livrar-se da doença, construindo-a em madeira, ou cera. O objeto não possui nenhuma autonomia lingüística. Ele não é “belo”, não é “feio”. Ele não é equilibrado plasticamente, e isto não é levado em conta como elemento essencial. Ele é desejo. Desejo latente. O objeto, no caso o ex-voto, que é um remanescente do objeto votivo e das estruturas pagãs de religião, é um receptáculo da ligação direta entre o crente e a divindade. Em si, ele nada é. Ele apenas é, para o crente e para a divindade a qual ele travou contato. O ex-voto é um exemplo claro da idéia de um objeto desejoso.</p>
<p>Marcelo: E o que vale para o ex-voto valeria para todo e qualquer objeto?</p>
<p>Pokot: De forma mais ou menos contundente, sim. Porém, para vocês ocidentais isto seria uma idéia difícil de defender e argumentar. Salamanca já aconteceu há muito tempo&#8230;</p>
<p>Quando penso no volume de tempo e dinheiro que o ocidente gasta preocupado com comunicação entre indivíduos, quando vejo a pulverização do corpo geral da sociedade em grupos e subgrupos étnicos, econômicos, religiosos, sexuais, sou levado a crer que a Internet e a informática são objetos desejosos. Eles são indicadores da ausência. E a ausência é a matéria construtora deste sentimento motriz, o desejo. Quando não há ausência, não há desejo.</p>
<p>Marcelo: Lembro-me do senhor se referir a arte ocidental como “um mal necessário”, que poderia alertar para a lógica dos objetos desejosos. O senhor poderia se estender um pouco a este respeito?</p>
<p>Pokot: É um mal necessário. Não gosto do que vocês chamam de arte. De nenhum tipo de arte. O que fazemos em minha aldeia é reverenciar a presença do mundo, não a ausência dele. E o que vocês fazem é um cultivo mórbido da ausência. Vocês perderam o elo com a transcendência e se lastimam disso, construindo uma estética. Estética é a tentativa de construção de um sucedâneo para o sentimento de orfandade que a modernidade lhes impôs. Quem crê não precisa de arte. Vocês estão a deriva. E, se saio do conforto de minha cultura secularmente imóvel, satisfeita, para me encontrar com vocês é por compaixão. É preciso reconstruir esta ponte. E penso que posso ajudar. Mas, quando entro neste lugar que para vocês possui o valor de um templo, o museu, e vejo esta multidão de almas desesperadas jogando grandes quantidades de tinta sobre tecidos e papeis; quando vejo um homem jogar-se no chão e, pateticamente, esfregar a mão em placas de metal em busca de concentração de energia, fico melancólico e penso que ainda levará muito tempo para vocês chegarem a alguma conclusão objetiva sobre o problema do “religare”.</p>
<p>Marcelo: O senhor referia-se ao artista alemão, Joseph Beuys?</p>
<p>Pokot: Sim. Tive a oportunidade de vê-lo efetuando uma solitária manifestação de fé na transcendência, com uma ação física. Ele agia como um pajé. Creio que batizou seu trabalho com um nome em latim, “Vitex Agnus Castus”, se não estou enganado. Mas para que um pajé se justifique, ele precisa de crentes. Por isso este artista agia para platéias, através de aulas, palestras, ou atividades grupais. Mas, confesso, era melancólico ver aquele homenzarrão, prostrado no chão, esfregando a mão besuntada de óleo em barras de ferro, tentando convencer a audiência da necessidade de transcender.</p>
<p>Marcelo: A arte como “mal necessário” possui, portanto, para o senhor, o sentido de que nela, na arte, existiria o princípio do objeto desejoso&#8230;</p>
<p>Pokot: A ação desesperada destes homens de tanta boa vontade indica uma ausência. Uma ausência fundante para seu povo. Quando a função imaginativa cedeu lugar para a função racional, a cultura cristã começou a adoecer. É possível que todo o desenvolvimento da função racional, e da crença absoluta na verdade da matéria, já estivesse contida no nascedouro da ética cristã em seus primórdios. Poucos povos possuíram um deus que efetivamente viveu, que se fez carne, e que deixou rastros concretos de sua vida terrena. Se Deus fez-se homem, naturalmente o passo seguinte seria: Deus não está no além, está entre nós, é o próprio homem, feito de carne e osso. Quando Deus é idéia, imagem inefável, pura transcendência, é provável que a materialidade das coisas continue sendo um dado insignificante da existência. Pois a Verdade estaria sempre para além daqui.</p>
<p>A arte para vocês funcionou e ainda continua funcionando como mecanismo compensatório para o excesso de carne e osso que impregnou suas idéias e seus corações. Se a cultura cristã é insaciavelmente desejosa, esta atividade que vocês crêem ser autônoma, a arte, acabará por catalisar pesadamente a ausência. Através dela, vocês teriam a oportunidade de enxergar seu ruído com a transcendência, seu desejo de escapar deste mundo de carne e osso que criaram para si próprios.</p>
<p>Um dia, é possível que vocês se livrem da estética. Por enquanto, ela é um dos pouquíssimos indícios, um dos raros canais de religare que resta a vocês. Por isso a arte é um mal necessário. Por enquanto, apenas existem pastores sem rebanho. Homens descabelados a beira de uma síncope nervosa.</p>
<p>Marcelo: Poderíamos dizer que todo objeto de arte possuiria algo básico de ex-voto, de objeto votivo. Toda obra de arte seria um objeto desejoso&#8230;</p>
<p>Pokot: Sim. Direta ou indiretamente, todo objeto de arte é desejoso e, portanto, indicador da ausência. Alguns artistas manifestam um tipo de desejo de expurgo. Certa feita, nos anos setenta, em Londres, visitei uma exposição que em muito me nauseou. Era um pintor que lembrava muito o expressionismo do início do século. Porém, concentradamente mais mórbido. Eram figuras humanas despedaçadas, em sangue&#8230;</p>
<p>Marcelo: Era Francis Bacon ?</p>
<p>Pokot: Não sei. Não gravei o nome desta pobre alma. Saí da exposição entre enauseado e preocupado não só com a saúde mental do pintor, porém com a fratura cultural que tinha forjado tal mente e, fundamentalmente, a doença social que ele acusava.</p>
<p>Marcelo: Certamente era Francis Bacon.</p>
<p>Pokot: De qualquer forma, a lógica do objeto desejoso estava lá. Ele retira de si, e por conseqüência, da sociedade, o tumor e materializa-o fora do corpo. Depois ele oferece a imagem materializada deste tumor para o templo sagrado, que no caso de vocês é o museu ou a galeria. Já o tal alemão pensa menos no tumor e mais no sucedâneo, na cura. A ação de esfregar as mãos nas barras de metal tentava divinizar ações as mais banais. Além de criar, obviamente, um cerco energético entre ele, o “pontífice”, a audiência e aquilo que está para além daqui. Creio que era ele que dizia “eu sou uma bateria”, referindo-se a idéia de que continha em si radiador de energia. Chegou-me através de amigos que freqüentaram a Sorbonne informações sobre uma xamã brasileira que trabalhava com um princípio mais propriamente curativo que o deste alemão. Creio que os germânicos tenham uma natural dificuldade de lhe dar com tais idéias&#8230; Para vocês brasileiros, sempre será mais fácil.</p>
<p>Marcelo: Creio que o senhor se refere a Lygia Clark, uma artista brasileira. Ela trabalhou com arte durante boa parte de sua vida, quando então passou a chamar o que fazia de “terapia”.</p>
<p>Pokot: Quem bom que esta senhora tenha tido a lucidez de trocar o nome de sua profissão. Não posso garantir que o novo batismo que ela escolheu seja dos melhores. Normalmente o nome, quando já é muito antigo, carrega muito peso sobre si. Acaba por esvaziar-se, ou ser incapaz de denominar ou conter novos fenômenos. O fato é que existem determinados fenômenos que falam do lado de fora das fronteiras disciplinares, que estão, por assim dizer, fora dos nomes. Sei que vocês costumam chamar de arte até produtos provindos dos manicômios&#8230;</p>
<p>Marcelo: Sempre tive dúvidas sobre a validade de denominar objetos produzidos por doentes mentais utilizando o termo “arte”.</p>
<p>Pokot: O problema nunca será do objeto. Ele precisa existir. Todos os objetos do mundo são necessidades, pois eles são conservadores do desejo de ocupar uma ausência. É claro que uma sociedade que produz objetos em excesso, que se desfaz muito facilmente daquilo que possui para pôr algo aparentemente novo no mesmo lugar, está indicando uma confusão qualquer. Pois esta compulsão pela renovação inscreve, indica, uma ausência, um vazio fundamental, de fato preocupante. Mas retornemos ao problema dos manicômios. Creio que os objetos produzidos por doentes mentais são objetos, tal qual são objetos aquilo produzido pelo pintor sanguinário de Londres. O problema sempre será daquilo que Lévi-Strauss chama de “grade”. Será sempre de disciplina do olhar. A questão sempre será: “o olhar que converge para o objeto vem de qual fronteira?”. Esta “grade”, que no caso do ocidente é uma grade de olhares disciplinados, oferecerá a possibilidade de abordagem e, consequentemente, de nomenclatura dos fatos e das coisas. Os doentes mentais, e seus primos segundos, os artistas e cientistas de fato criadores, estão apenas cumprindo a norma dialética entre ausência e desejo, estão construindo seus objetos. A esquizofrenia é, fundamentalmente, da grade, responsável que é pela possibilidade do olhar e da nomeação das coisas. É até mesmo triste reparar que os objetos sempre estarão no mundo. Basicamente eles sempre serão, se não os mesmos, porém muito próximos da forma que possuem hoje. O que definirá suas nomeações serão as novas conformações da grade. Aqueles, preocupados em nomeá-los, estão empreendendo uma tarefa marcada para morrer. Pois os objetos são sólidos, enquanto os nomeadores terão suas nomeações periodicamente alteradas.</p>
<p>Marcelo: É curioso&#8230; O senhor me falou sobre os objetos votivos e em janeiro deste ano tive acesso a um livro de Walter Burkert onde ele faz uma boa introdução aos credos pessoais, fora das religiões oficiais, existentes no mediterrâneo antes do cristianismo se tornar religião oficial de Roma. Estes credos pessoais tinham representações exatamente nos objetos votivos, nas dádivas oferecidas a certas divindades. Pensei que seriam objetos anti-estéticos, ou melhor dizendo, não-estéticos.</p>
<p>Pokot: Sim, sim. Conheço o livro. “Antigos Cultos de Mistério”. Para maiores aprofundamentos, procure informar-se sobre a obra do monge beneditino português Venâncio Pereira Alçadas. “Voz Votiva”: é este o título de seu livro. Nele, estão descritas grandes construções votivas no sul de Portugal e no norte da África. E uma bela história é lá contada. Existiu uma grande cidade construída para que ninguém morasse. Era absolutamente vazia. Foi destruída pelos mouros em 1350. Conta Pereira Alçadas que a cidade fora construída por um homem de grandes posses, Cabrita Vinhas, em 52 D.C., como oferenda para Afrodite. A dádiva pedida à deusa do amor e da fertilidade em troca da cidade erguida era, sem dúvida, de caráter amoroso. A construção esférica dos ladrilhos que pavimentavam as ruas vazias e os símbolos circulares esculpidos em cada uma das esquinas indicavam isso. Em 1158 um descendente deste mesmo homem teria pedido uma outra graça à mesma divindade, desta vez uma ação votiva e não um objeto. No meio da cidade vazia, construída pelo seu ancestral, ele faria uma longa confissão de seus pecados. Após todo o correr de um dia ter se desenrolado, ele destruiria com as próprias mãos a cidade com o auxílio de um martelo e de um escopo. Tendo em vista que a cidade só foi destruída pelos mouros, devemos concluir que o pobre parente de Vinhas não teve muito sucesso em sua empreitada votiva.</p>
<p>O “taurobóleo”, rito muito difundido no mediterrâneo, que perde-se no passado, que encontramos referências até mesmo no “Katokochimoi”, de Eupalino de Mégara, é especialmente interessante. Neste caso, a vontade votiva desprende-se do objeto e torna-se temporal, rito. O indivíduo que evoca a divindade deveria matar um boi e banhar-se em seu sangue. Num ciclo de vinte anos deveria refazer a ação para, assim, reconstruir a “capa protetora” que precisava renovar-se, desgastada que estava ao fim de cada ciclo. Trata-se de uma constelação de “symbolon eutychies”, presente no taurobóleo. E todos se ligam ao desejo de boa vida terrena. Tanto o sangue quanto o animal, o touro, são elementos característicos das pulsões de terra. </p>
<p>Marcelo: Nos anos sessenta surgiu um grupo de artistas plásticos chamado “O Grupo de Viena”. Eles utilizaram-se de sacrifícios animais, banhos de sangue, auto mutilações&#8230;</p>
<p>Pokot: Nunca ouvi falar. Mas, ao que parece, este grupo era um pouco mais desesperado que o artista estripador de Londres, não? [ risos]</p>
<p>Marcelo: Porém, dentro de seu próprio raciocínio, eles estariam manifestando uma “ausência”, tentando ocupá-la com suas ações físicas. O “Teatro de Orgia e Mistério”, de Herman Nitsch possuiria parentescos com o rito do taurobóleo que o senhor acabou de descrever.</p>
<p>Pokot: Sim, sempre existirão parentescos entre quaisquer que sejam os fatos humanos. Mas, como já disse, tudo variará dependendo da conformação do olhar que se debruça sobre os fatos e as coisas. Pois os fatos e as coisas sempre estarão como sempre foram. É possível que o olhar disciplinar, que caracteriza o ocidente esteja modificando-se. Por conseguinte, traçando novos parentescos entre fatos e coisas. Mas, é bom lembrar: o taurobóleo não possui vontade estética., apenas vontade de fé e diálogo com o divino. Não trata-se de um fetiche-objeto esvaziado, como é o caso da obra de arte. Ele, o taurobóleo, evoca forças reais. O elemento dionisíaco deste tipo de arte que você me descreve esboça um desejo de mistério, mas não creio que seja capaz de provocar o numinoso, esta estreita porta que conduz apenas um homem, individualmente, até a imagem do mistério. Estes fenômenos artísticos lembram os ritos por serem temporais. Por dissolverem o objeto ( por excelência o indicador do espaço) em movimento ( que é em si a representação do correr do tempo). Mas, como disse, ao meu ver, são ritos desapegados. São o desejo de numinoso. Além do mais o rito real possui um, digamos, “roteiro” cuja origem perde-se no passado de pais, avós e bisavós&#8230; Pelo fato do rito não possuir um criador-indivíduo e sim um criador-social, ele possui um caráter agregador. Tratam-se de códigos compartilhados. Não é o caso desse tipo de arte que você me descreve. E especificamente da arte do século XX, que caracteriza-se exatamente por ser desagregadora. Ela cinde a sociedade por criar códigos novos e descartar aqueles secularizados.</p>
<p>Marcelo: Vejo que o senhor está cansado&#8230;</p>
<p>Pokot: É possível. Como lhe disse, arte  me cansa. Gostaria de  preparar-me para o encontro de amanhã com o professor Evaldo Coutinho.</p>
<p>Marcelo: Antes que encerremos este encontro, gostaria que dissesse-me o que o fez visitar o Recife durante o carnaval.</p>
<p>Pokot: Antes de qualquer coisa lembre-se que este é um dos três berços onde nasceu sua nação. Não a toa os três berços tomaram para si a mesma auto-representação: o carnaval, o grito dionisíaco “euhai”. Assim, podemos conhecer um povo. Vai-se em direção à sua auto-imagem. Ela representará seu desejo de ser. Em torno dela, pode-se enxergar as cores do ar. Não vê ? [ Pokot olha em torno de si, mirando o vazio, e inspirando forte] São lilazes.</p>
<p>Marcelo: O que indicam ?</p>
<p>Pokot: [Silêncio] Procure nas “Horas Douradas”, de De Selby. Mas, voltando a falar sobre minha viagem, devo dizer-lhe que a leitura dos escritos solipsistas de Evaldo Coutinho moveram-me em direção ao Recife.</p>
<p>Marcelo: Faz idéia de como seus escritos chegaram à Argélia?</p>
<p>Pokot: Via universidade de Salamanca. “A Visão Existenciadora” foi traduzida por um jovem estudante de filosofia, Xeriar Meursault. Ao que parece, o conceito de “existenciação” do professor Evaldo Coutinho, goza de um prestígio crescente entre os jovens argelinos. No que diz respeito a mim, vejo-o como construtor de um sistema para-filosófico de grande sensibilidade. Sua narrativa não se curva à aridez típica de boa parte da prosa filosófica do século XX. Possui contornos estilísticos visionários, como que assemelhados à aqueles dos grandes místicos do passado cristão, como San Juan de la Cruz que versava sobre o indizível: “deve-se dizer, mas não dizer”. Porém, sua mensagem parece ser inversa. Quando nos diz que por mais resistentes e perpetuáveis que sejam as coisas elas se fatalizam à efêmera duração da vida consciente do indivíduo, ele deposita todo o Ser do mundo no homem. É possível que vejamos no professor Evaldo também algum parentesco com a idéia de Shopenhauer do “mundo como vontade e representação”. Porém seu estilo, sua forma de construção textual indica uma espécie qualquer de intertextualidade. Algo além do que é dito expressamente, habita sua obra. Este algo parece ser uma voz mítica, provavelmente de caráter heróico, como indica a tradição cristã. “Eu fundo o mundo” é uma idéia claramente cristã&#8230; e é esta a idéia base de “A Visão Existenciadora”. Interessa-me muito reparar que, normalmente, quando um homem é acometido por uma imagem mítica primordial e dispõe-se a dar-lhe voz, esta voz toma contornos estilísticos muito rebuscados, como que iluminados, com ares visionários. Veja o estilo apocalíptico, assemelhado a São João, que costura as frases de Nietzsche, no “Zaratustra”. É como se a voz de formas arcaicas de pensamento necessitasse de uma sonoridade sempre curvilínea e nunca retilínea. Muito provavelmente, o professor Evaldo Coutinho não concordará comigo. Porém, devo expor-lhe minhas percepções. Existem outros aspectos muito interessantes na idéia do homem como o existenciador do mundo. A “composição alegórica”, como nos diz o professor, de “rostos e entrechos”, que o Ser do mundo nos oferece é única para cada indivíduo. A idade desta “alegoria” oferecida é a minha idade. Eu morro, o mundo morre. Por conseqüência também somos sujeitos do mundo alheio, do mundo composto, “existenciado”, por cada consciência que nos vislumbrou. Então quando alguém que nos conheceu morre, uma das nossas conformações de existência também morre. Trata-se de uma concepção de existência que levanta várias outras questões: se somos seres de linguagem; se as linguagens criadas são filtros que nos distanciam e nos impossibilitam de tomar contato com a realidade natural; se o nosso universo e nossa única realidade é o símbolo; se o símbolo, base da linguagem, é convencionado socialmente; se lemos o mundo a partir destas convenções, qual seria a medida de nossa individualidade, qual seria a fronteira entre aquilo que é pessoal e intransferível e aquilo que, criado pelos limites impostos pela convenção, é social? Seria possível delimitar uma fronteira? A inflação aparente do ego, representada por “A Visão Existenciadora”, já não denunciaria o esgarçamento desta estrutura, o ego, neste final de  milênio cristão? Inflacionando o ego, estrutura existenciadora do Ser do mundo, o professor Evaldo Coutinho não estaria, num movimento compensatório, alertando para o risco desta dissolução egóica que o ocidente vive? Pense que, mesmo de estilo aparentado ao de San Juan la Cruz, este filósofo brasileiro é contemporâneo da filosofia européia dos anos 60 e 70. Foi esta filosofia que desapropriou as dores do indivíduo, derramando-as no corpo social&#8230;</p>
<p>[1] Jornal que circulou nas cidades de Olinda e Recife, em agosto de 1997, como forma de divulgação do evento multi-mídia “Mônadas”, que teve como local a antiga fábrica de tecelagem Tacaruna.</p>
<p>[2] Em Tristes Trópicos ( São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 1996, pag. 248), Claude Lévi-Strauss não se refere nominalmente aos seus colaboradores na expedição Nambiquara. Apenas indica: “a expedição incluía de início quatro pessoas que formavam o pessoal científico, e sabíamos muito bem que nosso êxito, nossa segurança e até nossas vidas dependeriam da fidelidade e da competência da equipe que eu ia contratar”. O antropólogo Edmund Leach, em seu ensaio Lévi-Strauss ( São Paulo: Ed. Cultrix, 1970, pag. 12), nos diz sobre a expedição Nambiquara: “Os detalhes desta expedição são difíceis de determinar. Inicialmente, Lévi-Strauss teve dois companheiros científicos empenhados em outras espécies de pesquisa. O grupo deixou sua base em Cuiabá, em junho de 1938, e atingiu a confluência do rio Madeira e Machado no fim desse ano. Segundo parece, estiveram em movimento o tempo quase todo”. Não se sabe ao certo o motivo do ilustre antropólogo ter se furtado de dar o nome dos demais cientistas que compuseram esta expedição. </p>
<p>[3] Between the Eyes – What has not been seen by an European expedition among the Nambiquara in the South America (Cambridge Mass, 1942).</p>
<p>[4] The East There – A comparative study of  the becoming between the Ravé-Potí and the Kummah</p>
<p>(Cambridge Mass, 1964).</p>
<p>[5] Ver Les Rites de Passage ( Paris: Nourry, 1909)</p>
<p>[6] Ver Passagem: Morte e Renascimento ( In “O Imaginário e a Simbologia da Passagem”, Danielle Perin Rocha Pitta (org.), 1984, Ed. Massangana Recife, PE, pag. 35).</p>
<p>[7] Em O Oriente de Lá – Estudo Comparativo do Devir Entre os Ravé-Potí e os Kummah (Cambridge, Mass. 1964, pag. 204), Pokot discorre sobre o tema da Passagem como fenômeno de ordem psíquica, individual, processado portanto dentro de uma outra ordem temporal. Diz-nos Pokot: “Passage as a rite is a social aggregator, a permission-obligation of change given to the individual by his group . However, the passage is not always really consolidated. Often, one verifies that the social arrangement was not enthroned at the psychic time of the individual who has been through the rite” E usando o exemplo dos Ravé-Potí, nos diz mais adiante: “In the cases of  bodies emptied from a new order,  that have made use only of the sacred rite’s appearance, the Ravé-Potí usually make the individual in question swallow clay to the point of nearly suffocation with the intention to fulfill his deep emptiness”.</p>
<p>[8] Em idioma tacuch, o equivalente ao termo “nascimento” é “jahamkat”, que se traduzido rigorosamente, significaria “lá vem”. Para nossa “morte”, os Kummah possuem o termo ‘kathamjah”, uma inversão de sílabas que poderia ser traduzido como “evaporou”.</p>
<p>[9] “Katham-huruk”, palavra mista, englobaria em si algo próximo de nosso conceito cristão de “além”, ou seja, o lugar para onde iríamos após-morte e, no caso dos Kummah, entrarem em “kathamjah”. Porém, é importante atentarmos que o termo “huruk”, usado separadamente, pode denominar em tacuch tanto “fezes bovinas”, fertilizantes do solo, quanto “vagina da mulher amada”. Portanto, temos aqui um sentido muito ampliado da idéia de além.  </p>
<p>[10] Espécie de cão do mato, que vive dos restos alimentares apodrecidos deixados por outros animais de maior porte. Parente da hiena, é habitante das margens do  lago Victoria.</p>
<p>[11] Rigorosamente, tantuo-hou significaria “criança cujas orelhas foram comidas por um hou-hou. Em português falado no Nordeste brasileiro, estaria próximo de criança “malouvida”.</p>
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		<title>vício de trabalho</title>
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<p>noitadas em mimosa<br />
e violas</p>
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		<title>hoje é dia de chamar a polícia</title>
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<a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/06/cabichui_1.png"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/06/cabichui_1.png" alt="" title="cabichui_1" width="500" height="720" class="alignnone size-full wp-image-2935" /></a><br />
ha nde?</p>
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		<title>A obsolescência de nossos backups</title>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.iptvcultura.com.br/sections/ondemand/?id=126"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/05/porta_caverna.png" alt="" title="porta_caverna" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2923" /></a></p>
<p>(11:17:48) lucio: Olás!<br />
(11:21:20) glerm: Olá!<br />
(11:21:26) lucidasans: Aei&#8230;<br />
(11:21:32) lucio: Bom, a Claudia está na escola, mas creio que ela gostaria de participar dessa conversa.<br />
(11:21:49) lucidasans: Acho que a conversa pode ser em etapas, o Octavio também não está online.<br />
(11:22:05) lucio: Podemos repetir a tentativa mais tarde com o Octavio e a Claudia.<br />
(11:22:15) lucidasans: Temos que rever o material.<br />
(11:23:33) lucio: Como passei pra vocês, temos mais alguns cds com algumas especificidades de conteudo para entregar. Mas é tranquilo, pois a base é o cd anterior que já enviamos pra ação educativa. Tem algumas coisas que não cabem pra nós, tipo: foto do grupo.<br />
(11:25:06) lucidasans: Podia ser a foto do depósito da Santa Efigênia?<br />
(11:25:15) lucio: Nem sei se temos uma imagem com todos juntos.<br />
(11:25:25) lucidasans: Acho que não há.<br />
(11:25:31) glerm: Na foto da Santa Efigênia há umas cinco pessoas.<br />
(11:25:32) lucidasans: Tipo banda ou time de futebol.<br />
(11:25:35) glerm: É o grupo, contando o cachorro da seis.<br />
(11:26:09) lucio: Passa essa imagem pra eu ver.<br />
(11:26:12) lucidasans: Não dá, o cabo usb está aí na 818. É uma imagem estranha, tipo um fosso.<br />
(11:26:43) glerm: Cara, é um fosso não dá pra acreditar, parece aquele cofre do tio patinhas cheio de placa de computador. A imagem nem dá conta da vertigem que era o lugar.<br />
(11:27:39) lucidasans: Pena que a câmera não pegou a profundidade de campo.<br />
(11:28:40) glerm: O Octavio está escrevendo todas músicas dele em partitura. Vou passar pra midi.<br />
(11:28:57) lucidasans: Eu estava vendo se convencia o Octavio a escrever pra Guitar Hero.<br />
(11:28:59) glerm: E fazer algo com isso lá.<br />
(11:29:12) lucidasans: De midi vai pra Guitar Hero?<br />
(11:29:17) glerm: Sim.<br />
(11:29:26) lucidasans: E depois pra Frets on fire. Haha, acho que tem a ver com o humor de canções.<br />
(11:30:48) lucio: Vocês vem no 818 a noite?<br />
(11:30:55) lucidasans: Sim, meus arquivos estão aí, tenho quase nada aqui no Eee pra pensar em catálogo.<br />
(11:31:14) lucio: Com relação ao espaço do Solar, pensei em um espaço auto gestionado.<br />
(11:31:38) glerm: Meu relato do Campus Party.<br />
(11:31:49) lucio: De certa forma como o 818 foi.<br />
(11:31:51) lucidasans: Como assim auto gestionado?<br />
(11:32:15) glerm: Vou ter que desabafar aqui. Não consegui a concentração que queria para trabalhar na proposta do &#8220;Bits e Volts na Unha&#8221;. Era necessário uma concentração meditativa para pensar em lógica binária ali na mesa, fazendo uma regressão aos primórdios da eletrônica analógica sendo digitalizada, desmistificando a necessidade do rigor acadêmico para sacar o assunto, mas aprofundando a parte atômica da coisa. Tipo &#8220;da onde vieram os bebês?&#8221;. Pensando bem, é muito triste isso, só falta cortar uma orelha.<br />
(11:33:05) lucio: Sem hierarquias, principalmente com relação a qualquer tipo de dicotomia entre os seres que estiverem no lugar.<br />
(11:33:06) glerm: Não quero expor isso, mas fica aqui registrado.<br />
(11:33:09) lucidasans: A própria orelha ou a do soldado?<br />
(11:33:50) glerm: Lúcio, a gente tem que pensar na problemática de ter que ficar batendo ponto lá.<br />
(11:33:53) lucidasans: Mas são necessários dispositivos bastante ativos para garantir a não hierarquia.<br />
(11:34:25) glerm: Como a gente vai resolver isso? Vai haver datas, horários?<br />
(11:34:37) lucidasans: Não prometemos datas e horários fixos.<br />
(11:35:00) glerm: Sim, mas o papo aqui está em torno de um projeto tipo o Desafiatlux.<br />
(11:35:09) lucio: Entendo Simone, neste caso já existe uma hierarquia, que como o Glerm disse &#8211; a  Fundação, mais especificamente o Solar, impõe.<br />
(11:35:29) lucidasans: Oposição público-artista?<br />
(11:36:02) lucio: Desconsiderando essa de público-artista&#8230; No entanto há um exercício.<br />
(11:36:31) lucidasans: Quando eu falei que era preciso ativar a desierarquia é porque também acho que já exista uma hierarquia natural naquele espaço, então estamos de acordo.<br />
(11:36:56) lucio: Como essas etapas de documentação &#8211; catálogos oficiais, etc&#8230;  que passam por uma forma de definição de quem são os propositores. Desse modo, a ocupação fala desse embate também.<br />
(11:38:55) lucidasans: Entre propositores, interventores, consumidores?<br />
(11:40:06) lucio: Sim, uma porção de delimitações – edital, espaço pré-demarcado de atuação,  horários, etapas, agendamentos &#8211; um jogo.<br />
(11:40:32) glerm: Mas interfaces é o que? Uma interface entre o jogo e o não-jogo?<br />
(11:41:09) lucio: Dentro desse jogo é que se dilui nossa intenção. Esse jogo se chama instituição.<br />
(11:41:53) lucidasans: Eu acho que invariavelmente é um jogo com máquinas, sejam as computacionais, sejam as burocráticas ou as conservas culturais.<br />
(11:42:39) lucio: Como dialogar e diluir em espaços com regras bem definidas?<br />
(11:42:43) glerm: Eu acho que esse jogo se chama retórica, porque não existe a não-instituição, isso seria a não-linguagem.<br />
(11:43:28) lucio: É prática tambám.<br />
(11:44:05) lucidasans: Sim, um jogo entre instituições.<br />
(11:44:25) glerm: O que é o lixo?<br />
(11:44:59) lucidasans: Diluir para neutralizar ou para prevalecer?<br />
(11:45:48) glerm: Vamos pra gaza?<br />
(11:46:20) lucidasans: Gaza está cheia de corpos, você fala ir físico-newtonianamente?<br />
(11:46:46) glerm: Vi a apresentação do Balbino e do Alê no Transmediale09, um grande evento de &#8220;Arte e Tecnologia&#8221;. Um cara de Burkina Faso me chamou atenção. Ele mostrou uma comunidade que fazia suas escolas, desde fazer os tijolos&#8230; Então ele tentava explicar que aquilo era feito pela necessidade, muito mais do que pra mostrar ali, mas as pessoas ainda ficavam perguntando das escolhas arquitetônicas deles, tipo porque teto era alto e uma hora ele falou: &#8220;eu estou aqui sobretudo pra convidar vocês pra irem lá, vamos?&#8221;. Acho que ele vai conseguir um dinheiro pra fazer mais tijolos, mas não sei se estas pessoas irão até lá. Mas já sei o que eles vão ter que ensinar nessas escolas. O que isso tem a ver com o &#8220;Interfaces&#8221;?<br />
(11:49:46) lucidasans: Atá porque dá pra conseguir muito tijolo pelo valor da gasolina azul.<br />
(11:49:47) glerm: Não sei, retórica &#8211; &#8220;carnaval malandros e heróis&#8221;.<br />
(11:50:09) lucidasans: Tinha uma inscrição do discurso dele no Transmediale que ele explicou no começo.<br />
(11:50:14) glerm: Alegoria &#8211; nota ().<br />
(11:50:20) lucio: No caso – prevalecer/neutralizar/retórica &#8211; Quais as alternativas práticas? Continuar, parar, pular, voltar, esquecer, lembrar, rir. Uma lista de ações, quais as regras e antiregras dessa situação?<br />
(11:55:53) gler1 [n=glerm@189.34.70.224] entrou na sala.<br />
(11:55:55) lucio: Em meio a qualquer tipo de tática de objetivação, a um caos pseudo-organizado, como é essa sensação de diluição?<br />
(11:56:04) gler1: Caí, perdi um monte&#8230;<br />
(11:56:26) lucio: Tem dois de Glerms na sala.<br />
(11:56:37) gler1: Um deles eu perdi o link.<br />
(11:57:03) lucio: Os Glerms se multiplicam.<br />
(11:57:30) gler1: É um link perdido, a Simone está fora também. Onde parou a conversa?<br />
(11:58:03) lucidasan1 [n=ieieie@189.34.70.224] entrou na sala.<br />
(11:58:03) gler1: Cola aqui.<br />
(11:58:08) lucio: Também passamos pelo sentimento da perda.<br />
(11:58:11) claudi1 [n=claudia@189.4.43.181] entrou na sala.<br />
(11:58:24) lucio: Oi Claudia!<br />
(11:58:30) lucidasan1: Oi Claudia!<br />
(11:58:33) claudi1: Oi!<br />
(11:58:33) gler1: aqui ta como claud1<br />
(11:58:51) claudi1: Deixa assim.<br />
(11:59:07) lucio: Claudia, estamos conversando sobre multiplicações e diluições.<br />
(11:59:21) gler1 mudou seu apelido para glermglerm<br />
(11:59:58) claudi1: Multiplicações &#8211; Questões monetárias?<br />
(12:00:29) lucio: Questões de duplicação de personas.<br />
(12:00:44) lucidasan1: Onde estavam as multiplicações no assunto das intenções mesmo?<br />
(12:00:54) glermglerm: Acho que a gente estava falando sobre &#8220;interfaces&#8221;.<br />
(12:01:09) lucidasan1: Se interfaces era um jogo com máquinas.<br />
(12:01:15) glermglerm: void()<br />
(12:01:31) lucio: Qual era nossa intenção inicial quanto ao Interfaces?<br />
(12:01:39) lucidasan1: E se era possível declarar essas variáveis antes demais nada.<br />
(12:02:27) lucio: Cabe ser fiéis a essas intenções?<br />
(12:02:52) claudi1: Somos o que resta das diluições, multiplicações, intenções.<br />
(12:03:25) glermglerm mudou seu apelido para guilhermerafaels<br />
(12:03:36) lucio: Isso já é um estrago em tanto.<br />
(12:03:40) guilhermerafaels mudou seu apelido para rafaelsoares<br />
(12:03:57) claudi1: O que resta?<br />
(12:04:11) lucio: Um novo nós&#8230;<br />
(12:04:15) rafaelsoares mudou seu apelido para rg60166498<br />
(12:04:52) rg60166498: Eu não acredito em mim, muito menos em vocês.<br />
(12:04:59) lucidasan1: Pra haver um novo nós precisa haver um novo outros, senão não é nós-outros.<br />
(12:05:05) claudi1: Eu também não.<br />
(12:05:34) lucidasan1: Tudo bem Glerm, mim também não acredita em eu.<br />
(12:05:34) rg60166498: Acho que é tudo sobre um dinheiro.<br />
(12:05:35) lucio: Isso não deixa de ser crença.<br />
(12:05:46) rg60166498: Que já foi gasto. O resto é simples, é viver e morrer sem matar. Mas interfaces era o que mesmo? máquinas?<br />
(12:06:22) claudi1: As vezes matar.<br />
(12:06:29) lucio: Pessoas.<br />
(12:06:32) rg60166498: Não estou falando de metáforas,  estou falando de gente que mata e se mata de verdade.<br />
(12:06:45) lucio: O nome já diz.<br />
(12:06:55) claudi1: Pessoas que agem como máquinas que agem como pessoas. Cães que agem como pessoas que agem como cães.<br />
(12:07:28) lucidasan1: Crença = Programa.<br />
(12:07:37) claudi1: Pode cagar na minha calçada.<br />
(12:08:01) rg60166498: Existe uma discussão sobre o que é strictu sensu.<br />
(12:08:02) lucio: Acham isso vertiginoso?<br />
(12:08:17) lucidasan1: Não.<br />
(12:08:20) rg60166498: Acho chato pra caralho, vertiginoso é surtar.<br />
(12:08:51) lucio: &#8220;Vale a pena viver&#8221; &#8211; isso é uma conclusão?<br />
(12:09:00) claudi1: Vertiginoso é estar.<br />
(12:09:07) lucidasan1: Acho que até o futuro da internet é mais vertiginoso.<br />
(12:09:09) rg60166498: Estar é fácil, basta ser. Não ser que é a questão.<br />
(12:09:21) claudi1: Qual futuro?<br />
(12:09:25) rg60166498: Vamos pra gaza?<br />
(12:09:35) claudi1: Acho vertiginoso.<br />
(12:09:42) rg60166498: Fazer as mães chorarem?<br />
(12:09:46) lucidasan1: Se há futuro, está conversa estará nos backups.<br />
(12:10:22) rg60166498: Acho tudo irrelevante.<br />
(12:10:24) claudi1: E a seleção natural?<br />
(12:10:33) lucio: Se a obsolescência permitir o resgate a esses dados.<br />
(12:10:39) lucidasan1: O jornalista que jogou o sapato foi severamente torturado.<br />
(12:10:49) rg60166498: Nunca se sabe.<br />
(12:10:56) lucio: Porque errou.<br />
(12:11:04) lucidasan1: Teremos que lutar pela volatilidade das nossas conversas e pela obsolescência dos dados, porque os servidores terão que manter entre aspas dados de três anos, não é?<br />
(12:11:27) lucio: Na guerra o erro é a morte.<br />
(12:11:32) lucidasan1: Pediu abrigo na suíça.<br />
(12:11:37) rg60166498: O que eu faço com todo esse conhecimento, esqueço?<br />
(12:11:45) lucidasan1: Mas está sendo investigado em um espaço que investiga terroristas no Iraque.<br />
(12:12:30) rg60166498: Na sala vazia do museu.<br />
(12:12:58) claudi1: Ocupação de fachada.<br />
(12:13:13) lucidasan1: &#8212;-<br />
(12:13:45) rg60166498: Tem gente que pinta fachadas e é feliz.<br />
(12:14:58) lucidasan1 mudou seu apelido para glerm<br />
(12:15:05) lucio: Existe um argumento: Vocês assinaram um contrato. Querem comentar algo?<br />
(12:15:15) claudi1: Voltando ao dinheiro, e aí quem leva a melhor?<br />
(12:15:36) rg60166498 mudou seu apelido para simone<br />
(12:15:42) claudi1: Assinamos, lemos, erraram nossos nomes.<br />
(12:15:54) glerm: Qual dinheiro?<br />
(12:15:59) lucio: O que gastamos.<br />
(12:16:03) claudi1: Aquele.<br />
(12:16:03) glerm: O que já acabou?<br />
(12:16:07) claudi1: Sim.<br />
(12:16:19) simone: O contrato prevê como contrapartida uma exposição.<br />
(12:16:19) claudi1: Quem levou a melhor?<br />
(12:16:22) simone: Estou de acordo.<br />
(12:16:34) glerm: Quem leva a melhor são os bancos.<br />
(12:16:47) claudi1: Aêê!<br />
(12:16:53) lucio: E como nos manifestamos diante disso?<br />
(12:17:34) glerm: Eu fiz um monte de cacareco, quem quiser achar que vale alguma coisa que leve,   senão talvez esse papo furado aqui valha algo. Os cacarecos não funcionam acho porque ainda não sei pra que servem.<br />
(12:19:00) simone: Seguinte, eu vejo o catálogo como um extrato que não precisa necessariamente corresponder ao conteúdo da exposição.<br />
(12:19:10) lucio: Servem pra ocupar um museu?<br />
(12:19:39) claudi1: Ocupar o museu não é problema.<br />
(12:19:47) glerm: Se servirem só pra isso corto minha orelha.<br />
(12:19:47) simone: Precisamos deste tempo para nos dedicar a configurar e discutir a exposição.<br />
(12:20:33) lucio: Van Gogh mordeu a orelha, hehe.<br />
(12:20:50) claudi1: Mordeu a sua própria orelha.<br />
(12:20:57) glerm: Pixe peixe.<br />
(12:21:04) simone: Tyson, Pedro Simão.<br />
(12:21:30) claudi1: Conhecemos um cara chamado Toto.<br />
(12:21:42) simone: Sem acento?<br />
(12:21:52) claudi1: Sim. Ele disse: Trabalho e produtividade.<br />
(12:22:16) lucio: Como lema da bandeira.<br />
(12:22:20) simone: Onde? Otimização e proatividade.<br />
(12:22:54) simone: Onde vocês o conheceram?<br />
(12:23:01) claudi1: Em Pontal do Sul.<br />
(12:23:06) lucio: No embarque, mas seu afilhado escreveu: Vida e liberdade.<br />
(12:23:31) simone: O que ele faz de tão inspirado?<br />
(12:23:38) claudi1: Ele disse: Quem trabalha não ganha dinheiro.<br />
(12:23:47) simone: Ah!<br />
(12:23:51) lucio: O garoto tinha uns 10 anos e mandou essa.<br />
(12:24:02) claudi1: Você estabelece graus de parentesco absurdos.<br />
(12:24:03) simone: E a Ufpr escreveu: Scientia e labor, he!<br />
(12:24:29) claudi1: Labor.<br />
(12:24:33) glerm: A Ufpr tá certa, ciência e lavoura.<br />
(12:24:56) lucio: E o barão mandou seus escravos construírem o espaço da exposição.<br />
(12:25:05) simone: Ciência e laboratório.<br />
(12:25:06) claudi1: Certo precisamos plantar.<br />
(12:25:09) simone: Acho que eles acham.<br />
(12:25:42) lucio: E os milicos construíram a outra parte.<br />
(12:25:43) glerm: O pior de tudo não é que o barão supostamente morreu por nós, e sim que isso não me diverte.<br />
(12:26:16) claudi1: Diversão, ciência e labor?<br />
(12:26:37) simone: Distração, ciência e lavoura.<br />
(12:26:46) lucio: E quanto aos desvios de conduta, isso existe?<br />
(12:27:00) claudi1: Desvios?<br />
(12:27:06) simone: Desde que não somos mais trens.<br />
(12:27:14) glerm: Matar.<br />
(12:28:01) simone: Pro Freud existem dois tipos, desvios de fins e desvios de meios.<br />
(12:28:41) glerm: isso aqui é o texto do catálogo, ou é desvio?<br />
(12:29:05) lucio: Vai passar antes pela censura.<br />
(12:29:47) simone: E pelo liquidificador.<br />
(12:30:18) claudi1: Claro, para uma mistura homogênea.<br />
(12:31:26) lucio: Ou vai para o desvio do catálogo? Hoje havia de novo um passarinho preso no quarto do vitoriamario.<br />
(12:34:25) simone: Ui!<br />
(12:34:38) lucio: Conversei com ele e abri a janela.<br />
(12:34:53) claudi1: E o que ele disse?<br />
(12:35:18) lucio: Ele saiu e ficou no telhado na minha frente me olhando todo destrambelhado.<br />
(12:35:31) claudi1: Tive uma idéia totalmente revolucionária.<br />
(12:35:34) lucio: Piou e voou.<br />
(12:36:18) simone: Putz, triste&#8230; Diga Claudia.<br />
(12:37:17) lucio: Ou acha pouco seguro por IRC?<br />
(12:37:52) claudi1: Estou esperando que mais pessoas estejam presentes.<br />
(12:38:06) lucio: Como quem? Os revolucionários?</p>
<p>Encontro pelo Irc acontecido no dia 02fev2009. </p>
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		<title>Robótica relação</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 17:43:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA["arte"]]></category>
		<category><![CDATA[álbum de família]]></category>
		<category><![CDATA[call center]]></category>
		<category><![CDATA[robô]]></category>
		<category><![CDATA[telefonista]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/05/robo.png"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/05/robo.png" alt="" title="robo" width="500" height="518" class="alignnone size-full wp-image-2914" /></a></p>
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		<title>Hermeto Pascoal = Copyleft Atitude</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2910</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 17:26:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[atitude]]></category>
		<category><![CDATA[copyleft]]></category>
		<category><![CDATA[hermeto pascoal]]></category>

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		<description><![CDATA[http://br.noticias.yahoo.com/s/01042009/25/tecnologia-hermeto-pascoal-libera-musica-fluir.html &#8220;E, assim, Hermeto deixou suas pétalas ao vento. Desde novembro, abriu mão das licenças pela internet e liberou para uso de qualquer músico todas as composições registradas em seu nome. Nesta semana, promete disponibilizar parte da imensa e riquíssima discografia (são 34 álbuns) para download gratuito, num processo que chegará em alguns meses à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://br.noticias.yahoo.com/s/01042009/25/tecnologia-hermeto-pascoal-libera-musica-fluir.html" target="_blank">http://br.noticias.yahoo.com/s/01042009/25/tecnologia-hermeto-pascoal-libera-musica-fluir.html</a></p>
<p>&#8220;E, assim, Hermeto deixou suas pétalas ao vento. Desde novembro, abriu mão das licenças pela internet e liberou para uso de qualquer músico todas as composições registradas em seu nome. Nesta semana, promete disponibilizar parte da imensa e riquíssima discografia (são 34 álbuns) para download gratuito, num processo que chegará em alguns meses à totalidade da produção formal.&#8221;(&#8230;)</p>
<p><a href="http://www.hermetopascoal.com.br/licenciamento.asp"><img src="http://www.hermetopascoal.com.br/img/att/licenciamento_declaracao.jpg" width=600 alt="hermeto" /></a></p>
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		</item>
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		<title>Code Poetry &#8211; requiem for peace (jaromil)</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2904</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2904#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 16:54:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[poetry código]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8212;&#8211;BEGIN PGP SIGNED MESSAGE&#8212;&#8211; Hash: SHA1 /* * Requiem for Peace (and one dead man in London.c) * * Cycle 78, year 26 (Ji-Chou), month 3 (Wu-Chen), day 7 (Ding-Chou) * * (A)m*dam(jrml) */ int moment = 0; int justice = 7; void *hanger = &#8221; There was a  pause, and an eerie silence, just [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="im">&#8212;&#8211;BEGIN PGP SIGNED MESSAGE&#8212;&#8211;<br />
Hash: SHA1</div>
<p>/*<br />
* Requiem for Peace (and one dead man in London.c)<br />
*<br />
* Cycle 78, year 26 (Ji-Chou), month 3 (Wu-Chen), day 7 (Ding-Chou)<br />
*<br />
* (A)m*dam(jrml)<br />
*/</p>
<p>int moment = 0;</p>
<p>int justice = 7;</p>
<p>void *hanger = &#8221;<br />
There was a  pause, and an eerie silence, just before  he did it.  A<br />
green  scarf  masking  his face,  the  man  held  a large  piece  of<br />
scaffolding  above  his   head  and,  surrounded  by  photographers,<br />
eyeballed  the unprotected window  of the  Royal Bank  of Scotland&#8217;s<br />
branch on Threadneedle Street.<br />
&#8220;;</p>
<p>void *exception = &#8221;<br />
In that  split second, one voice  amid thousands in  the crowd broke<br />
the silence.  - Don&#8217;t do  it &#8211;  she screamed &#8211;  He did &#8211;  This isn&#8217;t<br />
violence &#8211;  retorted another voice in  the crowd &#8211; We  paid for this<br />
building.<br />
&#8220;;</p>
<p>unsigned int moment;<br />
unsigned int imacy;<br />
unsigned int cause;<br />
bool represented;</p>
<p>extern void *wave;<br />
extern void *street;<br />
extern void *justice;<br />
extern int death;</p>
<p>while(protest) {</p>
<p>for(moment=0; moment &lt; justice; moment++) {</p>
<p>wave = malloc( sizeof( hanger ) );</p>
<p>// wave is filled with people<br />
democracy[moment] -&gt; reclaim(wave, street);</p>
<p>try {</p>
<p>// check if they smile<br />
// <a href="http://www.repubblica.it/2006/05/gallerie/esteri/berlusconi-obama/1.html" target="_blank">http://www.repubblica.it/2006/05/gallerie/esteri/berlusconi-obama/1.html</a></p>
<p>represented = reality(moment);</p>
<p>if(!represented) throw(exception);</p>
<p>}</p>
<p>if( moment[wave] == death ) {</p>
<p>// One protester at the scene said the man was in his 30s and died<br />
// of natural causes, the  Press Association news agency reported.</p>
<p>imacy  = moment[wave]; // zoom in</p>
<p>cause  = natural(imacy); // the cause is just an index</p>
<p>/* Alok,  currently  in Exchange  Square,  would  like to  thank<br />
Muriel for  lending him  her pen when  his run out.   He says<br />
there are around 150 people  out in sympathy with the man who<br />
died and 70 police. */<br />
imacy -= democracy[cause] -&gt; individual(justice);</p>
<p>rip(imacy); // the man was there to protest, but he is no more</p>
<p>}</p>
<p>// RFC: <a href="http://www.guardian.co.uk/world/gallery/2009/apr/01/g20-protest" target="_blank">www.guardian.co.uk/world/gallery/2009/apr/01/g20-protest</a><br />
if( !listen(moment) ) {<br />
justice&#8211;; // will affect globally<br />
}</p>
<p>}</p>
<p>catch(void *e) {</p>
<p>printf((char*)exception);</p>
<p>// Once they  had broken into the bank,  however, the protesters<br />
// did not quite know what to do.</p>
<p>printf(&#8220;justice is %u&#8221;, justice);<br />
printf(&#8220;hanger address is %p (out of bounds?)&#8221;, hanger);<br />
printf(&#8220;it seems they are still smiling.&#8221;);<br />
// seen before, anyway we send the warning</p>
<p>}</p>
<p>} // street protest ends, but the wave will hit more shores</p>
<p>/* this code won&#8217;t compile alone, it is part of a larger software. */</p>
<div class="im">
<p>- &#8211;</p>
<p>jaromil, <a href="http://dyne.org/" target="_blank">dyne.org</a> developer, <a href="http://jaromil.dyne.org/" target="_blank">http://jaromil.dyne.org</a></p>
<p>GPG: 779F E8B5 47C7 3A89 4112  64D0 7B64 3184 B534 0B5E<br />
&#8212;&#8211;BEGIN PGP SIGNATURE&#8212;&#8211;<br />
Version: GnuPG v1.4.9 (GNU/Linux)</p></div>
<p>iEYEARECAAYFAknUtUcACgkQe2QxhL</p>
<div id=":20b" class="ii gt">U0C17aBgCg5mcB6OgarZ5Z+ebwkNpDSvRK<br />
SfwAnjwpEW2lpECCqCRrlyj95AUC61/t<br />
=RJ+9<br />
&#8212;&#8211;END PGP SIGNATURE&#8212;&#8211;</p>
<div>
<div><span id="q_12066f2bb9d24519_4" class="h4">- Mostrar texto das mensagens anteriores -</span></div>
</div>
</div>
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		<title>Imersões na Caverna</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 21:02:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA["arte"]]></category>
		<category><![CDATA[818]]></category>
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[artesanado digital]]></category>
		<category><![CDATA[interfaces]]></category>
		<category><![CDATA[caverna kernel]]></category>
		<category><![CDATA[figo]]></category>
		<category><![CDATA[panetone]]></category>
		<category><![CDATA[rituais]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/04/flyer3_500.png"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/04/flyer3_500.png" alt="" title="flyer3_500" width="500" height="354" class="alignnone size-full wp-image-2906" /></a></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1i86mVS2Yr4&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/1i86mVS2Yr4&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rPHiGhKGbm8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/rPHiGhKGbm8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pY7gDhvchTk&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/pY7gDhvchTk&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QH_WuSPHTk4&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/QH_WuSPHTk4&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_Lg9jMJ_4ag&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/_Lg9jMJ_4ag&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>CARTA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DAS AMÉRICAS</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2886</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2886#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 16:53:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[manifesto]]></category>
		<category><![CDATA[movimento social]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade organizada]]></category>
		<category><![CDATA[carta]]></category>
		<category><![CDATA[fórum social mundial]]></category>
		<category><![CDATA[fsm]]></category>
		<category><![CDATA[movimentos sociais]]></category>
		<category><![CDATA[social]]></category>

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		<description><![CDATA[CARTA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DAS AMÉRICAS - Construindo a integração dos povos desde a base - Impulsionando a Alba e a solidariedade dos povos frente ao projeto do imperialismo 1. O Capitalismo entrou em uma crise profunda, e tenta descarregá-la sobre nossos povos O capitalismo central está sendo sacudido por uma crise estrutural que questiona [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CARTA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DAS AMÉRICAS<br />
- Construindo a integração dos povos desde a base<br />
- Impulsionando a Alba e a solidariedade dos povos frente ao projeto do imperialismo </p>
<p>1. O Capitalismo entrou em uma crise profunda, e tenta descarregá-la sobre nossos povos</p>
<p>O capitalismo central está sendo sacudido por uma crise estrutural que questiona os paradigmas difundidos pelo neoliberalismo, e que promove sua própria deslegitimação. É uma crise do sistema, que gera super-produção de mercadorias e super-acumulação de capitais, e como conseqüência, o aumento brutal da pobreza, da desigualdade, da exploração e exclusão dos povos, e o saque, contaminação e destruição da natureza.<br />
Os capitalistas pretendem descarregar com maior violência suas crises sobre os trabalhadores e trabalhadoras, sobre os excluídos e excluídas, socializando as perdas, socorrendo aos banqueiros e subsidiando as grandes empresas transnacionais com os fundos públicos. Ao mesmo tempo, se agravam as políticas que, nestes anos de globalização mundial desenvolveram um silencioso genocídio de nossas comunidades originárias; promoveram a precarização de milhares de homens e mulheres -especialmente jovens e idosos- violando os direitos humanos, trabalhistas, sociais; destruindo as possibilidades de acesso à educação, à saúde, à terra, ao trabalho e à moradia.     Não é necessário descrever as múltiplas conseqüências, sobre a vida cotidiana dos povos, da ofensiva das corporações transacionais, que avançaram na recolonização da América Latina, considerada pelas mesmas como um grande canteiro para seus negócios. Denunciamos em diferentes foros internacionais e nacionais que nossas enormes riquezas naturais, e a criatividade cultural de nossas comunidades estão sendo arrasadas em nome do “progresso”, da “civilização”, e do “desenvolvimento” capitalista.<br />
As forças do capital transnacional e dos grandes grupos econômicos locais &#8211; expressados, por exemplo, nas denominadas translatinas-, associadas a uma parte considerável dos governos da região, sob o comando da hegemonia estadunidense, desenvolvem sua ofensiva e hoje promovem variações da ALCA através dos TLCs com EUA e Europa. Estas políticas empurraram ao desaparecimento de povoados completos, arrasados pelos megaprojetos das indústrias extrativistas e agroexportadoras, e condenaram os povos a uma difícil sobrevivência, asfixiando-nos com uma dívida externa ilegítima, desconhecendo a soberania popular e a soberania nacional. Projetos e iniciativas como a IIIRSA (Iniciativa de Integração da Infraestrutura Regional Sul-americana), escondem depois do desenvolvimento de interconexões em infraestrutura, a apropriação transnacional dos bens da natureza.<br />
Para impor esta lógica, o capital reforça a violência e o controle militar, promovendo guerras, invasões, agressões, assim como o estabelecimento de bases militares, de exercícios militares conjuntos, e a criminalização dos movimentos populares, a perseguição dos líderes, assim como o desalojamento de povoações completas. Utilizam intensamente os meios de comunicação de massa para manipular o consenso da opinião pública às políticas repressivas, à penalização judicial, e inclusive os assassinatos de lutadores e lutadoras populares. Com conceitos como os de “ordenamento territorial”, ou “segurança democrática”, se utiliza a matriz de pobreza e exclusão de nossas sociedades para o recrutamento de exércitos de civis, e a manipulação das comunidades com um sentido contrainsurgente. É neste contexto que os EUA ativaram a IV Frota, como ameaça para os processos sociais transformadores no continente e que, em muitos de nossos países, os governos e parlamentos copiam e aprovam leis “antiterroristas” que utilizam para combater aos povos.<br />
Esta crise representa uma enorme ameaça para nossos povos, mas, também vemos nela uma nova oportunidade para promover alternativas populares ao sistema, avançando para uma mudança estrutural, cuja vigência e viabilidade se tornam incontestáveis. </p>
<p>2. Um projeto de vida dos povos, frente ao projeto do imperialismo.    Os movimentos populares percebemos que o continente está atravessando um novo momento político e social, o qual se expressou de diferentes atitudes, através de manifestações populares massivas, eleições locais e nacionais, lutas políticas e sociais, o cansaço frente às políticas neoliberais.<br />
Os movimentos sociais estamos em uma nova fase destas lutas, no marco de um longo período de transição, recomposição e acumulação de forças, de confrontações com o capital, de construção de nossas organizações, e de formação de militantes com capacidade para assumir os novos desafios.<br />
Nesta fase vamos intensificando as ações de resistência e também as experiências alternativas de poder popular, de exercício de soberania e, inclusive, de relação com alguns governos que expressam -de maneira contraditória- os interesses das maiorias.    Os movimentos populares enfrentamos as dificuldades que surgem de várias décadas de extermínio de nossa população e de nossas organizações, e as debilidades que surgem da confusão social semeada pelo neoliberalismo, através de seus poderosos meios de in-comunicação e manipulação da opinião pública mundial; de suas políticas  ducativas monitoradas pelo Banco Mundial; de suas políticas de controle social e domesticação,  través do assistencialismo, realizado como forma de reprodução da exclusão; da propagação de formas de religiosidade alienantes; da criminalização da pobreza e da judicialização e repressão do protesto social.<br />
É necessário construir coletivamente um projeto popular de integração latino-americana, que reformule o conceito de “desenvolvimento”, sobre a base da defesa dos bens comuns da natureza e da vida, que avance para a criação de um modelo civilizatório alternativo ao projeto depredador do capitalismo, que assegure a soberania latino-americana frente às políticas de saque do imperialismo e das transnacionais, e que assuma o conjunto das dimensões emancipatórias, enfrentando as múltiplas opressões geradas pela exploração capitalista, pela dominação colonial, e pelo patriarcado que reforça a opressão sobre as mulheres.<br />
Os movimentos populares defendemos um projeto de vida, frente ao projeto de morte, no qual a produção não seja destruição, mas parte de um processo criativo, sustentável e com justiça social. Estamos expondo a necessidade de colocar em debate um novo ideal de vida frente ao neoliberalismo e às ordens do capital transnacional e seu comando único, que semeia a morte em guerras, invasões, e o avassalamento da soberania dos povos e das nações em todos os continentes.</p>
<p>3. Nossos princípios A integração de nossos povos, desde baixo, partindo dos movimentos populares, e inspirados nas batalhas anti-coloniais, anti-capitalistas, anti-patriarcais e anti-imperialistas, que desde mais de 500 anos vêm tomando forma nestas terras, tem como princípios fundamentais:<br />
- A solidariedade permanente entre os povos, através de ações concretas a cada uma das lutas contra a dominação do capital, e contra todas as formas de opressão e dominação.<br />
- O respeito à autodeterminação dos povos, à soberania nacional e popular.<br />
- A defesa irrestrita da soberania em todas as ordens: política, econômica, social, cultural, territorial,<br />
alimentar, energética.<br />
- A integração tecnológica e produtiva, de acordo com um modelo sustentável, a serviço dos povos.<br />
- A soberania das mulheres sobre seus corpos e sobre suas vidas.<br />
- A formação política de nossos movimentos populares e de nossos povos, para tornarmo-nos sujeitos conscientes na criação histórica.<br />
- A unidade dentro da diversidade cultural, social, e o respeito às diferentes opções sexuais que se expressam em nosso continente.<br />
- A defesa dos direitos dos povos indígenas sobre suas terras e territórios. A demanda aos Estados da regularização com base jurídica dessas terras em favor das comunidades e povos indígenas.<br />
- A defesa do reconhecimento por parte dos Estados, de direitos fundamentais dos povos indígenas, como formas de organização própria, estrutura organizacional, autoridades ancestrais, sistemas jurídicos próprios dos povos, etc.<br />
- A defesa dos direitos humanos das e dos migrantes.<br />
- A defesa da identidade, da cultura, e o respeito pelas formas próprias de inclusão da subjetividade dos povos negros das Américas.<br />
- A plena autonomia dos movimentos populares para definir seus objetivos, suas formas de organização e de luta.<br />
- A recriação de um novo internacionalismo dos povos em luta, através de uma autêntica perspectiva de integração popular que seja plural, horizontal, com uma clara definição ideológica antineoliberal, anticapitalista, antipatriarcal e anti-imperialista.</p>
<p>4. Nossos objetivos<br />
Este processo de integração de movimentos e organizações sociais impulsiona os princípios da ALBA e, por sua vez, quer promover diversos mecanismos e potencialidades que oferece a ALBA, para   impulsionar a integração latino-americana desde os povos.<br />
<strong><br />
São nossos objetivos:</strong><br />
- A rejeição às políticas, planos e leis de mineração; de petróleo e gás; do agronegócio; do agrocombustiveis; as iniciativas de infra-estrutura do IIRSA, que destroem as comunidades, desconhecem seus direitos fundamentais, eliminam a diversidade cultural, destroem os ecossistemas e o ambiente.<br />
- A denúncia do modelo de agricultura das transnacionais, que se apropriam da natureza e transformam os alimentos em mercadorias, e a proposta de apoiar um modelo de agricultura p o p u l a r, c a m p o n e s a , i n d í g e n a , p r o m o v e n d o a r e f o r m a a g r á r i a i n t e g r a l .<br />
- O repúdio ao pagamento das dívidas ilegítimas e o apoio à luta continental contra o pagamento da dívida externa.<br />
- A luta pelo cancelamento dos tratados de livre comércio com Estados Unidos e a Europa, como o TLCAN, com a América Central, o Chile, Peru; e pela não aprovação do tratado com a Colômbia.<br />
- A defesa do direito das comunidades e habitantes, à moradia e à terra.<br />
- Toda a propriedade tem que ter uma função social coletiva.<br />
- A defesa dos direitos dos desalojados e desalojadas a retornar a suas terras, e ter acesso a todos os direitos humanos e a condições de vida digna onde se encontrem.<br />
- A denúncia do papel das instituições financeiras internacionais como instrumentos do capital.<br />
- A denúncia do uso que faz o sistema capitalista de situações como a mudança climática, a crise alimentar, energética, para promover a privatização e mercantilização da natureza, e impor a liberação do comércio dando maior poder às transnacionais.<br />
- A defesa de nossos territórios, contra a mercantilização e privatização da natureza.<br />
- A defesa do direito ao trabalho, o enfrentamento a todas as medidas neoliberais de flexibilização e precarização trabalhista, de deterioração do salário.<br />
- A promoção em todos os espaços da paridade de gênero, e a luta contra a violência às mulheres, assim como pela possibilidade de decidirem sobre suas próprias vidas.<br />
- A erradicação das diferentes formas de trabalho escravo.<br />
- A denúncia da exploração do trabalho infantil e a luta pela sua erradicação.</p>
<p>5. Nossas prioridades</p>
<p>Nesta primeira etapa de criação de uma integração popular, analisamos como prioridades:<br />
- Elevar a mobilização de massa contra o capital transnacional e os governos que atuam como cúmplices do saque. É a mobilização de massa que criará a força necessária para promover transformações populares.<br />
- Elevar o nível cultural e educacional, e a consciência da população.<br />
- Avançar na formação política dos e das militantes populares. Promover processos de formação política de massa, e impulsionar o trabalho de educação popular nas bases.<br />
- Promover um debate profundo sobre o modelo de desenvolvimento capitalista e sobre a necessidade de gerar modelos alternativos em todos os planos.<br />
- Promover uma batalha continental pela reforma agrária, contra o uso das sementes transgênicas, os agrocombustiveis industriais e o agronegócio em todas suas fases.<br />
- Viabilizar o aporte do trabalho não remunerado das mulheres à economia, e incorporar esse olhar nas lutas e propostas políticas sobre a migração, a soberania alimentar e o modelo de desenvolvimento.<br />
- Desenvolver ações práticas de solidariedade anti-imperialista: frente à repressão; à militarização, tal como se manifesta em nosso continente, através, por exemplo, da implementação do Plano Colômbia e da ocupação do Haiti por tropas de países latino-americanos; contra as bases militares estadunidenses no continente; contra a criminalização dos movimentos sociais; em favor da luta pela liberdade d@s  pres@s polític@s.<br />
- Impedir e rejeitar os assassinatos e desaparecimentos forçados de líderes sociais e populares e de seus próximos. Que pare o método de impor o lucro do grande capital e do latifúndio com o sangue do povo.<br />
- Defender a livre circulação das pessoas em nosso continente.<br />
- Contribuir com os planos de cooperação que existem entre os governos da ALBA, assegurando que beneficiem aos setores mais injustiçados de nossos povos.<br />
- Apoiar as iniciativas e desenvolver ações próprias dirigidas a erradicar o analfabetismo em nosso continente.<br />
- Potencializar a comunicação entre os povos, articulando suas redes existentes e criando novas redes onde seja necessário.<br />
- Contribuir para que os e as jovens tenham um espaço fundamental neste projeto, participando a partir seus próprios objetivos, interesses, conceitos e metodologia de construção.<br />
- Promover a organização dos/as trabalhadores/as, impulsionando práticas que promovam a democracia de base e uma autêntica democracia sindical.</p>
<p>6. Metodologias</p>
<p>Um tema fundamental, para respeitar os processos coletivos de construção de nossa integração, é definir uma metodologia que nos permita ir avançando para esse objetivo. Em tal sentido, a proposta que colocamos em discussão parte de:<br />
- Promover processos de integração popular em nossos países. Promover reuniões nacionais para construir uma agenda mínima de trabalho com esta Carta. Este processo de integração buscará contar com mecanismos concretos de unificação das lutas que favoreçam a participação dos movimentos e organizações sociais.<br />
- Organizar um grande debate dos movimentos sociais em todos os níveis, partindo e priorizando o trabalho de base.<br />
- Definir planos de ações que apontem soluções concretas para os problemas cotidiano da população.<br />
- Fazer um diagnóstico que nos permita identificar as nossas próprias forças e definir o espaço estratégico necessário para potencializar.<br />
- Criar uma pedagogia de construção do espaço comum.<br />
- Sustentar e reafirmar a autonomia dos movimentos populares em relação aos governos. Desde essa autonomia, estabelecer uma relação entre os movimentos e governos que promovem a ALBA.<br />
- Organizar o intercâmbio e o conhecimento direto de nossas experiências de construção de poder popular, assim como a coordenação continental das reivindicações e demandas de nossos movimentos territoriais, sindicais, culturais, camponeses e de comunicação popular.</p>
<p>7. Avançar agora</p>
<p>No novo contexto latino-americano, há numerosas oportunidades para ir gestando uma nova ofensiva dos povos. Mas existem também muitas ameaças aos processos em andamento. É impossível enfrentar as políticas do grande capital transnacional e do imperialismo desde as resistências dispersas de nossos povos. Não é possível também delegar os processos de integração latino-americana aos governos (por mais que estes tenham uma responsabilidade indiscutível em promovê-la). O que se avançar desde os governos nesta direção, será um estímulo à criação de laços de cooperação solidárias, que apoiaremos e sustentaremos como parte das lutas antiimperialistas. Mas é imprescindível estimular processos de integração baseados em um poder popular, criado desde as raízes mesmas da luta histórica de nosso continente.<br />
E é necessário avançar agora superando sectarismos, cálculos estreitos, mesquinharias. É necessário avançar agora para que preparemos a plataforma de unidade que permita sustentar e defender as lutas, por uma nova independência latino-americana, dos povos e para os povos; por uma integração popular; pela vida; pela justiça; pela paz; pela soberania; pela identidade; pela igualdade; pela liberdade da América Latina; por uma autêntica emancipação que tenha em seu horizonte o socialismo.</p>
<p>CONVOCAÇÃO AOS MOVIMENTOS SOCIAIS DAS AMÉRICAS </p>
<p>Desde Belém, onde nos reunimos centenas de movimentos sociais de todos os países das Américas que nos identificamos com o processo de construção da ALBA, nos convocamos e nos comprometemos a:<br />
1. Em cada país realizar plenárias nacionais que gerem coletivos unitários de construção da ALBA.<br />
2. Promover um grande encontro continental de todos os movimentos para o segundo semestre de 2009, em caminho à articulação dos Movimentos Sociais com a ALBA.<br />
3. Colocar todas as nossas energias para a Mobilização Mundial Contra a Guerra e a Crise, na semana de 28 março a 4 de abril, reforçando o dia 30 de março, como dia de mobilização continental.<br />
4. Participar de forma ativa nas mobilizações e nas jornadas de lutas de 8 de março; 17 de abril; 1 de maio e 12 de outubro, como datas históricas de nossos povos.<br />
5. Seguir impulsionando a solidariedade concreta com os povos em luta contra o império no Haiti, Colômbia, Cuba, Venezuela e Bolívia.<br />
5. Seguir impulsionando as ações concretas de construção da ALBA, como os programas: ELAM, de alfabetização de adultos, os cursos latinos da ENFF, o IALA, a Operação Milagro, etc.<br />
“A unidade e integração de Nossa América está em nosso horizonte e é nosso caminho.”<br />
Belém, 30 de janeiro de 2009</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AsCxkvnax4w&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/AsCxkvnax4w&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vl2TRMHEj9M&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/vl2TRMHEj9M&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XN9ITdiWdCI&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/XN9ITdiWdCI&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iH6eQ1-bKRE&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/iH6eQ1-bKRE&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Azeredo: mosca da fruta</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 20:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
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		<category><![CDATA[internet livre]]></category>
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		<description><![CDATA[Eduardo Azeredo é um grande peso político do PSDB e senador por Minas Gerais. É conhecido pelo seu grande apreço pela democracia, que o levou a elaborar em 2006 um AI-5 da Internet projeto de lei visando a segurança do internauta brasileiro, que o obrigaria a se identificar para interagir com a Net. Quando foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/moscanasopa.jpg" alt="" title="moscanasopa" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2881" /></p>
<p>Eduardo Azeredo é um grande peso político do PSDB e senador por Minas Gerais. É conhecido pelo seu grande apreço pela democracia, que o levou a elaborar em 2006 um <strong>AI-5 da Internet</strong> projeto de lei visando a segurança do internauta brasileiro, que o obrigaria a se identificar para interagir com a Net.</p>
<p>Quando foi governador de Minas Gerais, Azeredo privatizou a CEMIG, companhia elétrica do Estado de Minas , obviamente levou a sua parte e tratou de remeter a um paraíso fiscal qualquer.Azeredo e sua gangue são os pais genéticos de Marcos Valério .</p>
<p>Segundo Azeredo, o projeto de restrição à liberdade da Net citado acima, visava a evitar a ocorrência de crimes online , fraudes e furto de massa cerebral pela cyber-dyne. Uma medida admirável, sem dúvida. <strong>Quanto menos ladrão na praça melhor, enfim a concorrência anda dura!</strong><br />
Eduardo Azevedo hoje em dia trabalha em um programa infantil e ensina as criancinhas a lavar</p>
<p>Recentemente, Azeredo se viu denunciado por desvio de dinheiro público e caixa dois feitos em 1998, com a ajuda de Lex Luthor. As acusações são obivamente falsas, pois, de acordo com as leis fundamentais da física elaboradas pela Veja, a corrupção no Brasil foi implantada pelo governo Lula. Antes disso, vivíamos em uma terra das maravilhas onde a grama era de chocolate e os rios eram de suco de morango. Tal período de nossa história foi esquecido devido à lavagem cerebral promovida pelo PT por meio dos cyber-gremlins. </p>
<p>fonte: <a href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Eduardo_Azeredo">http://desciclo.pedia.ws/wiki/Eduardo_Azeredo</a></p>
<p><a href="http://imaginarios.net/dpadua/"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/yg07fqp8unfbouaphizg.png" alt="" title="yg07fqp8unfbouaphizg" width="340" height="496" class="alignnone size-full wp-image-2878" /></a></p>
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		<title>produção em série: esse som é um mistério</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 01:01:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[Arte e conhecimento tecnológico compartilhados (1) A coisa Um poster retrabalhado com pinturas, rabiscos, grafite, escritos, anotações, colagens e agregações de dispositivos eletrônicos e computacionais. Esse som é um mistério: produção em série, um trabalho de Glerm Soares, do coletivo Orquestra Organismo. As partes mais evidentemente tecnológicas compõem um hardware dedicado a áudio, uma pequena [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/produssaoemserie.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2874" title="produssaoemserie" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/produssaoemserie.jpg" alt="" width="500" height="667" /></a></p>
<p>Arte e conhecimento tecnológico compartilhados (1)</p>
<p>A coisa</p>
<p>Um poster retrabalhado com pinturas, rabiscos, grafite, escritos, anotações, colagens e agregações de dispositivos eletrônicos e computacionais. Esse som é um mistério: produção em série, um trabalho de Glerm Soares, do coletivo Orquestra Organismo.</p>
<p>As partes mais evidentemente tecnológicas compõem um hardware dedicado a áudio, uma pequena placa com os componentes de um microprocessador, ao qual somam-se um alto-falante, uma bateria, um joystick e seus respectivos cabos de conexão. Ligada, a obra repetidamente pronuncia a frase: &#8220;produção em série&#8221;. Uma fala maquinal, soando estranha e indefinida nos primeiros momentos, parecendo também dizer outros enunciados, como: &#8220;começou o ensaio&#8221;. Não há um player onde se acoplaria uma mídia avulsa analógica ou digital. O áudio modulado em números está gravado na memória do próprio hardware.</p>
<p>Aparência; o além da imagem; os layers de conceito; interfaces entre arte e tecnologia.</p>
<p>Na apreensão visual imediata, a plasticidade espontânea, caótica, expressiva e eclética sobreposta à imagem de um poster (2). Aparências e vínculos de conteúdo com a imagética dadaísta, fluxista, psicodélica, cyberpunk.</p>
<p>A rastreabilidade de contextos &#8211; lastros interpretativos &#8211; com cada elemento visual da colagem e suas interconexões de significados passam longe de uma leitura linear, há tramas de linguagem intencionais, outras casuais, e algumas soldas entre elas (3). Não se trata de uma espontaneidade somente lírica ou gestual: o quadro é o receptáculo de um turbilhão de idéias. É simultaneamente uma crítica cultural aos saberes e fazeres tecnológicos subservientes à indústria capitalista e também uma explícita ironia à arte da pintura, especialmente aquela que quer se restringir, ainda hoje, ao exclusivo jogo da linguagem visual.</p>
<p>As idéias sobrepujam qualquer busca do belo, equilíbrio compositivo, qualquer referência restrita ao campo das artes visuais. O diálogo com a tradição da pintura e/ou da “Arte ocidental” ocorre na freqüência anti-arte. Arte de contra-cultura, subversiva. Há um repertório de anti-arte dentro da história da arte; se buscarmos algum campo de afinidade, esse é um deles.</p>
<p>Outro contexto afim é a arte conceitual, entretanto, num viés diferente da tradição que privilegia a escrita (como Joseph Kosuth), e num caminho também distinto do conceitual que materializa-se organizada e sinteticamente em objetos e instalações, com suas imanências de significados culturais (como Cildo Meireles). O conceitual aqui é de aparência e consistência cumulativa e caótica. Se Catatau é o tupiniquim Finnegans Wake joyciano, leminskiano, imagine Hackeando catatau: “a justa razão aqui delira”, outra vez. Hackear Catatau diz muito sobre a filosofia do proceso em questão. Diz algo, ao menos; e mais pode ser encontrado no site homônimo do coletivo na internet. Uma tendência contemporânea essa, a da aleatória disponibilização de dados, onde os contextos acessados continuam agrupados em camadas entrópicas de informação, num denso subsolo disponível para diferentes percursos a serem trilhados por novos exploradores. Navegação intersemiótica aberta, curadoria do usuário, busca motivada pelo desejo do momento, tendências de afinidade agrupadas por inteligência artificial após uma ignição de escolha humana. Em meio a narrativas, interpretações e contextos que continuam sendo necessários de serem revisitados, reinventados, organizados e produzidos no espaço/tempo contemporâneo, para que a vida não fique confinada nas freqüências dos ventríloquos do discurso oficial, as possibilidades mais anárquicas de comunicação também reinvindicam seu modo de existir. Hackear Catatau, “pois”&#8230;</p>
<p>O ambiente transdiciplinar associado às relações entre arte e ciência evidenciam outra área de interesse. Os antecedentes históricos e possíveis campos relacionais são muitos, entre artistas, acontecimentos e teorias. Leonardo da Vinci, László Moholy-Nagy, Bauhaus, Jean Tinguely, Abraham Palatnik, Waldemar Cordeiro, Eduardo Kac, Corpos Informáticos, Paulo Bruscky, Vilém Flusser, etc. Para Glerm, Lúcio Araújo e Simone Bittencourt, parceiros de mais longa data entre os componentes da Orquestra Organismo (4), talvez parte dessas referências &#8211; as mais focadas no campo das artes plásticas &#8211; não sejam tão fundamentais em suas trajetórias, visto que o percurso do grupo origina-se na música (Boi Mamão, Estúdio Matema, Vitoriamario, Rádio Macumba e Malditos Ácaros do Microcosmos), caminho ao longo do qual foram incorporando o instrumental e a sonoridade eletrônica (5). Daí para a busca do entendimento das lógicas funcionais e de produção dos instrumentos foi um passo. E uma jornada ainda em curso. Isso sem falar nas investidas de aprendizagem nas áreas da matemática, antropologia e psicologia. Entre referenciais e repertórios de influências musicais do grupo, outros e muitos são os nomes que transitam por suas memórias (ver entrevista abaixo). E no campo das investigações computacionais e da comunicação pela internet, pesquisadores e ativistas como Richard Stallman, Linus Torvalds, Tim Berners são presenças muito mais próximas e intensas que a de artistas visuais. Agora tudo se mistura novamente, a mixagem se amplia: música, ciência da computação, crítica cultural, artes plásticas: Interfaces.</p>
<p>Pensando os pensamentos, ainda: os acumulados, os escritos, e, inclusive, os anunciados através dos objetos e suas imanências de valor cultural, funcionalidades e re-funcionalidades ali na obra aplicadas. Esses pensamentos sobreagregados focam na crítica do establishment da sociedade contemporânea &#8211; com sua lógica de produção em massa, mecanicista e alienada, que aniquila as subjetividades dos indivíduos. Esses pensamentos críticos não são colocados somente como tema ou referência, eles são também matéria e linguagem. Eles propõem também uma conduta: o sujeito, além de usuário e consumidor das tecnologias contemporâneas, pode e deveria ser, simultaneamente, um entendedor, experimentador e/ou desenvolvedor criativo da ciência, em seu próprio cotidiano (ao menos na relação com instrumentos tecnológicos dos quais faz uso, o que já não seria pouco). No âmbito da ciência da computação, essa atitude converge para as políticas ciberatisvistas, propagadoras da inclusão digital, da cultura dos códigos livres e da humanização das máquinas, principalmente através das atuações das comunidades de software e hardware livre. A ciência e a tecnologia a serviço de uma vida mais criativa e libertária, ao invés de sua aplicação hegemônica na atualidade, sendo ferramenta para desenvolvimento de produtos para competição capitalista, concentração de poder e riquezas, exclusão social, fomento à guerra. Mesmo sabendo-se uma pequena peça quase imperceptível no meio da grande engrenagem, a obra Esse som é um mistério: produção em série vislumbra uma outra humanidade, não vitimada por uma de suas criações, a tecnologia. Como parte dessa grande engrenagem, a obra é, por um lado, objeto de sabotagem largado em meio à máquina, desejando e incidindo no colapso total do macrossistema. E por outro lado, é proposição recodificante de atuação prática coletiva. Assim, na síntese de desejos, pensamentos e materialidades, a obra é também um manifesto.</p>
<p>Conhecimento tecnológico compartilhado</p>
<p>ou</p>
<p>desalienação do circuito de produção tecnológica</p>
<p>ou</p>
<p>desideologização do capitalismo inserido nos circuitos industriais de produção tecnológica</p>
<p>“Não há um player onde se acoplaria uma mídia avulsa analógica ou digital. O áudio modulado em números está gravado na memória do próprio hardware”. Esse som é um mistério: produção em série é uma obra específica, singular. Condensa conhecimento e é protótipo de um fazer tecnológico. Incidindo sobre si mesmo, como pensamento redundante, autocrítico, e sendo ao mesmo tempo exemplo de artesania computacional e experiência criativa, o trabalho é crítica da cultura contemporânea, conhecimento tecnológico compartilhado, objeto cultural anti-industrial, desalienação do circuito de produção tecnológica, desmistificação da tecnologia. É uma deseideologização do capitalismo inserido nos circuitos industriais de produção tecnológica, fazendo aqui analogia à proposta Insersões em Circuitos Ideológicos &#8211; Projeto Coca-cola, de Cildo Meireles (6):</p>
<p>“Por pressuposto, a arte teria uma função social e teria mais meios de ser densamente consciente. Maior densidade de consciência em relação à sociedade da qual emerge. E o papel da indústria é exatamente o contrário disso. Tal qual existe hoje, a força da indústria se baseia no maior coeficiente possível de alienação. Então as anortações sobre o projeto “Inserções em circuitos ideológicos” opunham justamente arte à indústria.”</p>
<p>Se em Cildo o projeto caracteriza-se na identificação de um circuito idustrial (e alienante) no qual a inserção (consciência) age num processo subversivo, em Esse som é um mistério: produção em série, há a tomada de consciência e compartilhamento dos saberes da produção tecnológica, o que, dentro da lógica vigente, já é ação subversiva (bastaria lembrar algumas das práticas das grandes corporaões empresariais: controle de patentes, segredo industrial, domínio de mercado, segmentação alienada das etapas do trabalho, produção e consumo em larga escala, etc). Há ainda o convite à participação, o “insira algo no circuito”. Com essa chamada, a noção de circuito evoca outros dois sentidos: o circuito eletrônico específico do trabalho e o circuito do conhecimento compartilhado, construído nas redes relacionais entre pessoas, na participação, na articulação de circuitos artísticos autodependentes. Em Cildo a participação é também base para a potencializar a ação.</p>
<p>Considerando as questões tocadas pelo trabalho específico, e, genericamente, as produções do coletivo Orquetra Organismo, pontes reflexivas poderiam ser construídas sobre a questão arte e tecnologia, reprodutibilidade técnica, produção em série. Haveria um repertório de negação a ser acessado quando esses conteúdos fossem associados à estratégia pop de Andy Warhol, replicante de imagens da indústria, inclusive da indústria cultural, talvez irônico em algum sentido, certamente bastante condenscendente com o status quo, inclusive pela forma e conteúdos com os quais construía sua própria carreira e imagem pública. Por outro lado, surgiriam afinidades com a teoria de Walter Benjamin, por exemplo, ao aproximarmos as estratégias de veiculação e participação pela internet empreendidas pela Orquestra Organismo a alguns apontamentos de Benjamin em A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica (7), no sentido da potencialização política oportunizada pela maior circulação de uma obra de arte reproduzida tecnicamente. O que também confluiria afirmativamente para ideários comuns é a vontade do envolvimento entre artistas, técnicos e comunidade, num processo coletivo, inclusivo, e focado no compartilhamento de saberes, como nas reflexões do texto O artista como produtor (8). E muitas outras conexões teórico/práticas poderiam ser feitas. Arte, ciência e tecnologia proporcionam um campo transdiciplinar para a investigação contemporânea, seja do presente ou do passado, em seus diferentes contextos.</p>
<p>Os comentários aqui elaborados poderiam estender-se para outras obras realizadas por Glerm Soares, assim como para outros trabalhos do coletivo Orquestra Organismo, o Toscolão, o manto polifônico, o painel eletrônico Não ouse amar o erro&#8230; Tendo a obra a dimensão de um manifesto dentro de si, o reverso de um comentário específico pode também se dar: falar sobre a obra é também falar sobre as produções do grupo, ainda que cada investigação tenha campos específicos de experimento tecnológico.E daí em diante, seria também falar sobre o ideário de outros grupos afins, como o Estúdio Livre, o Descentro, o Ystilingue. E falar de parte de uma cena do ativismo cultural contemporâneo, cujo ambiente de atuação é também uma interface entre grupos de autogestão de artistas e ciberativistas.</p>
<p>Aquele poster que serviu de suporte e base para a apropriação e reciclagem &#8211; lixo encontrado numa rua de Curitiba (trash object trouvé) – também pode tornar-se alvo num sentido crítico similar ao dito sobre a alienação dos processos industriais capitalistas, a tal “produção em série”. O referido poster pop serial é imagem esteriotipada reproduzida em série. A própria busca de estilo, no campo da arte, é algo fadado à alienação, à repetição de padronagens de pensamentos e formas, fórmulas, artesanato cerebral: “o estilo, seja das mãos, seja da cabeça (do raciocínio), é uma anomalia” (9). O serial nesse caso seria a estereotipação dos pensamentos e dos sentidos levado à escala de múltiplo; num contexto bastante diverso daqueles desejos libertáros impactantes visualisados por Benjamin ao argumentar sobre a arte reproduzível tecnicamente. O estilo, a subserviência ao mercado de arte e a crença de que arte é produto blindado a seu entorno social formam as bases do trabalho de arte anestesiado e alienado. Muito além da visualidade, o artista opera, através da linguagem, sobre as lógicas dos acontecimentos culturais, sobre o imaginário coletivo. Diferente de atrofiar-se no estilo individual e na podução em série, o artista expande-se no compartilhamento de consciência crítica, sensorial e afetiva. Mais engajamento com a vida e a liberdade, essas são algumas das bases psíquicas e comportamentais do trabalho do artista, alguns de seus desejos, em qualquer época. As utopias continuam a existir. Esse som é um mistério, como a vida.</p>
<p>Mamelucovich, Cachoeira dos Descartógrafos, ano do boi.</p>
<p>NOTAS</p>
<p>1.</p>
<div class="indent">Este texto foi motivado por uma troca simbólica proposta a mim por Glerm Soares, conforme relato que segue: “Recebi de Glerm em novembro de 2007, em mãos, uma obra chamada Esse som é um mistério: produção em série. Eu havia acompanhado alguns momentos da construção do trabalho na casa 818, paragem temporária do coletivo Orquestra Organismo. Ao ver a coisa pronta, se é que chegou ao fim, gostei. Empatia pela aparência/conteúdo/processo. Layers de idéias, fazeres e ironias sobre arte e indústria. Foi uma satisfação receber o presente. Recentemente chegou por email o convite para elaborar um relato da experiência com a obra, alguma troca relacional, perspectiva de participação essa denominada &#8220;insira algo no circuito&#8221;. Isso como uma ação complemetar à montagem da exposição Interfaces, empreendida pelo coletivo no Solar do Barão, resultado de um ano de pesquisa oportunizado pelo projeto Bolsa Produção em Artes Visuais, da Fundação Cultural de Curitiba, edital público do qual o Orquestra Organismo foi um dos contemplados. A exposição abre amanhã&#8230; Optei por escrever um texto para o &#8220;insira algo no circuito&#8221;: Arte e conhecimento tecnológico compartilhados. Com a escrita em curso, surgiu a idéia de fazer também uma pequena inserção no próprio trabalho&#8230; Tá (quase) lá (a obra está na exposição agora). No meio do processo senti ainda a necessidade de elaborar algumas perguntas a Glerm, para tirar certas dúvidas sobre o trabalho e sobre a história do coletivo. Frente às generosas respostas dadas, resolvi incorporar a conversa por email como uma entrevista &#8211; Brainstorm sobre terramotors de bits &#8211; a qual segue logo após o texto. Aquela vontade de contextualizar os acontecimentos a partir de certa base de valores dos quais também me sinto cúmplice. Goto, Curitiba, 03/03/2009.”</div>
<p>2.</p>
<div class="indent">Em exercício de arqueologia da cultura pop, rastreou-se o poster encontrado na rua que serviu de suporte para as derivações artísticas da obra Esse som é um mistério: produção em série. Trata-se de um desenho da artista (???) estadunidense Sara Moon, Girls by the fontain, de 1985.</div>
<p>3.</p>
<div class="indent">Alguma semântica sobre a imagética do poster: ele comunica pela escrita, através de um pequeno cartaz de divulgação, o horário de atendimento do serviço prestado ao público, somente para dias úteis e sábados; dias inúteis sem previsão. Essa mensagem associada às figuras humanóides ali representadas e demais plasticidades acrescidas levam a algumas dúvidas sobre qual seria, afinal, o tal serviço ofertado: uma clínica de telepatas, de mestres em hipnose, de videntes místicas, de emissárias de abduções, de massagem alucinatória tecno-erótica? Isso porque a clareza e a beleza idealizada (e estereotipada) das representações gráficas femininas que permanecem residuais no desenho evanesceram-se numa atmosfera psíquica e fantasmagórica. Os rostos das garotas estão desfigurados e diluem-se na presentificação da imagem, na des-paisagem, na negação da perspectiva e de representações realistas. Áreas de pintura chapada, escritas, linhas ortogonais grafitadas, sobreposição de colagens e objetos. Cabelos verdes esvoaçantes, desproporcionais, tornados grafismos. Um joystick está cravado na testa de uma das garotas (on/off da terceira visão?), enquanto a outra expande-se em barbas pela face, instanteaneamente congelada na lembrança de um eventual e andrógino ser do Planeta dos Macacos. Há ainda um poético instrumento de solda colado ao lado de um bucólico pincel de pintura. Duas linhas perpendiculares encontram-se na lateral esquerda do quadro, referindo-se às dimensões bidimensionais do próprio suporte da obra, sua altura e comprimento: talvez indício autoreferente de quantos centímetros quadrados de arte há, numa improvável cobiça por alguma cotação monetária avantajada por árrea de trabalho artístico realizado. Há alguns componentes eletrônicos colados também, como dito. E eles funcionam&#8230; Conectando os cabos e mexendo no joystick, um pequeno altofalante emite a frase: “produção em série”. Enfim, loucurada. Além do que a obra está mais para patinho feio e Malasartes que para uma obra de Belas Artes. (Ver Nota (10))</div>
<p>4.</p>
<div class="indent">Além da base estruturante do grupo, formada por Glerm, Simone e Lúcio, também participam do coletivo os artistas Octávio Camargo e Claudia Washington. O grupo está aberto a novas participações.</div>
<p>5.</p>
<div class="indent">Dentre eles, Lúcio é o único com formação específica em artes visuais, mesmo vindo também da música. Claudia, a mais recente colaboradora do grupo, também tem formação em artes visuais.</div>
<p>6.</p>
<div class="indent">MEIRELES, Cildo. Inserções e Circuitos Ideológicos. Rio de Janeiro: Coleção ABC – Funarte, 1970. p.22</div>
<p>7.</p>
<div class="indent">BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In:_. Magia e Técnica, Arte e Política. São Paulo: Brasiliense, 1984.p. 165.</div>
<p>8.</p>
<div class="indent"><span class="underline">. O autor como produtor. In: idem Nota (5). p. 120.</span></div>
<p>9.</p>
<div class="indent">MEIRELES, Cildo. Inserções e Circuitos Ideológicos. Idem Nota (4). p.24</div>
<p>10.</p>
<div class="indent">As Notas (1) e (2) acima escritas, interpretativas sobre a imagética da obra, tornam-se quase desnecessárias ao texto, supérflua busca de contexto na visualidade non-sense, iconoclasta e escrachante. Exercício digressivo de semântica sobre a aparência das coisas, pensamento transcendente. Paradoxal rastreabilidade de significados da imagem num processo de trabalho intencionalmente construído para negar justamente a supremacia da imagem sobre os conteúdos. Ainda assim, quase supérfluas, as notas trazem dados sobre tudo aquilo que não importa e é negado, reforçando talvez as opções escolhidas, aquelas que apontam a articulação de conteúdos, a aplicação de conhecimento e o fazer consciente como fundamentais. Assim colocadas, essas notas esperam ter ganho sua razão de existir.</div>
<div class="indent">Brainstorm sobre terramotors de bits</div>
<div class="indent">(Mamelucovich) No trabalho Esse som é um mistério: produção em série, o que é aquela chapa onde estão fixados alguns componentes eletrônicos do harware de áudio? É o arduíno?</div>
<div class="indent">(Glerm Soares) É uma placa derivada do projeto arduino,mas com projeto minimalista redesenhado a mão e batizado de &#8220;toscolino&#8221;.</div>
<div class="indent">Na exposiçao estamos tentando ao máximo usar placas que foram totalmente projetadas por nós mesmos.</div>
<div class="indent">A chapa daquele quadro específicamente fui eu que fiz, desenhei a trilha a mão e queimei no percloreto.</div>
<div class="indent">Já o projeto arduino pode ser descrito como &#8211; um dos primeiros projeto de hardware livre que seguindo os passos do que aconteceu com o software decidiu licenciar todo o projeto de desenho da engenharia de hardware sob licença copyleft, do tipo creative commons. Este projeto ficou conhecido por ter uma abordagem de desmistificar o mundo dos microprocessadores dentro de cenários mais artísticos e hacktivistas.<br />
(<a class="ext" href="http://arduino.cc/">http://arduino.cc</a><span class="exttail">∞</span>)</div>
<div class="indent">Derivando da música, dá para dizer que alguns antecedentes do coletivo Orquestra Organismo foram o Boi Mamão e Estúdio Matema. Que outras configurações ou bandas ou grupos vocẽs formaram?</div>
<div class="indent">Vitoriamario, Rádio Macumba e Malditos Ácaros do Microcosmos.<br />
Este último com incursão pelo terreno dramaturgico com a peça Malditos somos nós tentando ser nós mesmos&#8230;</div>
<div class="indent">Quais músicos de alguma forma podem ter sido influência ou dialogam com o trabalho que vcs fazem?</div>
<div class="indent">essa lista é bem díficil mesmo.</div>
<div class="indent">porque tem aqueles que soam e inexplicavelmente influenciam a audição, diariamente, independente de sua trajetória&#8230; e aqueles que tem uma trajetória as vezes até maior que sua obra musical.</div>
<div class="indent">por mim eu diria que influencia-me toda música que conduz o ouvinte por dentro do inesperado, e pra isso toda tentativa de vencer os canônes da música &#8220;maior-menor&#8221; que foi toda empalada de arestas pelas cruzadas &#8220;civilizatórias&#8221;&#8230; mas de qualquer forma sempre restam bases pros hinos que batizaram-nos com sobrenomes.</div>
<div class="indent">Quem são os caras que criaram, desenvolveram e influenciam as redes de desenvolvimento de software livre e pesquisa em computação?</div>
<div class="indent">acho que você está falando do Richard STALLMAN&#8230; ele é o filósofo por trás da licença GPL -e cunhou a filosofia das 4 liberdades -</div>
<p>1.</p>
<div class="indent">
<div class="indent">A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0)</div>
</div>
<p>2.</p>
<div class="indent">
<div class="indent">A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1). O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.</div>
</div>
<p>3.</p>
<div class="indent">
<div class="indent">A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2).</div>
</div>
<p>4.</p>
<div class="indent">
<div class="indent">A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie deles (liberdade nº 3). O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.</div>
</div>
<div class="indent">Já o linux foi um dos primeiros sistemas operacionais a usar esta licença e alguns aplicativos que foram desenvolvidos a partir dela. O criador da parte central do linux é um finlândes chamado Linus Torvalds.</div>
<div class="indent">Além disso e das licenças,você pode por exemplo lembrar que o cara chamado Tim Berners Lee, que é o cara que inventou a web como conhecemos &#8211; aquilo que entendemos por &#8220;html&#8221; &#8211; navegadores com links, fotos diagramadas numa página com barra de rolagem e os protocolos, etc&#8230; o fez de uma maneira aberta e foi ali que a internet explodiu&#8230;</div>
<div class="indent">*curiosidade &#8211; primeira página web da história: <a class="ext" href="http://www.w3.org/History/19921103-hypertext/hypertext/WWW/News/9201.html">http://www.w3.org/History/19921103-hypertext/hypertext/WWW/News/9201.html</a><span class="exttail">∞</span></div>
<div class="indent">As modulações gráficas que vc fez nas experiências Curadoria e Esse som é um mistério: produção em série são somente numéricas ou há combinações entre números e letras?</div>
<div class="indent">é uma conversão direta de um formato digital usado industrialmente &#8211; o wav , um padrão que considera as necessidades da indústria , como o numero de bits que utiliza um CD ou DVD ou a velocidade da placa de som do computador -&gt; para um formato cru, operando em ciclos de 8 bits contendo 8000 amostras em cada segundo (os toscolinos são como computadores pré-históricos de 8 bits, os atuais usam 32 ou 64 e suas placas de som operam a 48mil amostras por segundo)</div>
<div class="indent">Pra isso estamos considerando todos os parametros elétricos possíveis de acontecer com um pequeno auto-falante de 0.5 watt controlado diretamente pelo microprocessador recortando 1 segundo em 8000 frames microsonoros.</div>
<div class="indent">Para entender a técnica é preciso &#8220;fotografar&#8221; os movimentos do autofalante em microsegundos de tempo e considerar essa movimentação derivada do impulso elétrico necessario para movê-lo. Essa &#8220;modulação númerica&#8221; que você se refere, é como pensar em uma palavra como um tipo de &#8220;bólide sonoro&#8221;, recortando 1 segundo com cada vogal e consoante que a palavra pede e fazendo uma escultura perceptível pela audição.</div>
<div class="indent">Além do Esse som é um mistério: produlão em série, Toscolão, Manto polifônico, Curadoria, a TV que o Lúcio estava mexendo (com que nome ficou, mesmo?) e aquele painel eletrõnico, que outros trabalhos vocês estarão exibindo no Solar do Barão?</div>
<div class="indent">os trabalhos estão sempre em processo. chegamos a conclusão que eles nunca estão satisfatóriamente terminados pois são declaradamente experimentos e fazê-los ou consertá-los em frente aos interessados acabou inevitavelmente tornando-se parte do trabalho.</div>
<div class="indent">tem algumas dessas coisas semi-prontas que você citou, mas nao sei se tem títulos e provavelmente tendem a serem acopladas entre si gerando novos derivados.</div>
<div class="indent">o painel eletrônico já está instalado e esta exibindo a seguinte frase: &#8220;Não ouse amar o erro&#8221;&#8230;</div>
<div class="indent">estou terminando também um protótipo de bateria-robô que vai servir de suporte para algum tipo de oferenda percussiva pós-industrial</div>
<div class="indent">também tem um software livre que eu desenvolvi, chamado navalha, que pode ser baixado pelo estudiolivre (onde também tem uma descrição de sua interface):<br />
<a class="ext" href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Navalha">http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Navalha</a><span class="exttail">∞</span></div>
<div class="indent">&#8220;screenshot&#8221; do navalha:<br />
<a class="ext" href="http://www.estudiolivre.org/repo/2794_42-navalha0.333_shot.png">http://www.estudiolivre.org/repo/2794_42-navalha0.333_shot.png</a><span class="exttail">∞</span></div>
<div class="indent">Continuando aqui, na real, tentando entender o que eu entendo sobre o que vcs fazem, contextualizando as coisas&#8230;</div>
<div class="indent">nós também, tentando entender.</div>
<div class="indent">valeu o brainstorm</div>
<p>Mamelucovich</p>
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		<title>Convite Exposição 3a Bolsa Produção Artes Visuais</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 15:03:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[bolsa produção em artes visuais]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/bolsaproducao03_500.jpg" alt="" title="bolsaproducao03_500" width="500" height="1156" class="alignnone size-full wp-image-2866" /></p>
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		<title>o Carnaval são os outros &#8211; Gilda, rainha da bateria.</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 17:10:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[aforismo]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/w4XUkNxA4bM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/w4XUkNxA4bM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/L8U1Y9PBfig&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/L8U1Y9PBfig&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>ocupação caverna kernel &#8211; solar do empresário &#8211; acervo &#8211; sala de cursos</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2009 10:01:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA["arte"]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/02/motivochamada72.png"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/02/motivochamada72.png" alt="" title="motivochamada72" width="500" height="422" class="alignnone size-full wp-image-2853" /></a></p>
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		<title>Cartaz do Saci</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 23:09:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mst.org.br/mst/home.php"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/02/mst_saci.jpg" alt="" title="mst_saci" width="500" height="696" class="alignnone size-full wp-image-2850" /></a></p>
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		<title>vermelho medula &amp;&amp; deep blue :(){ :&#124;:&amp; };:</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 17:22:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aqueles que se dizem artistas olham para o meu trabalho e me chamam de técnico. Os que se dizem técnicos e cientistas me veem como um tosco artesão bradando contra os moinhos. Circulo por comunidades &#8220;virtuais&#8221; como um pária praguejando visões de vetores e marcando encruzilhadas para encarnação das entidades, certo do quanto elas não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=":ww" class="ArwC7c ckChnd">Aqueles que se dizem artistas olham para o meu trabalho e me chamam de técnico.</p>
<p>Os que se dizem técnicos e cientistas me veem como um tosco artesão bradando contra os moinhos.</p>
<p>Circulo por comunidades &#8220;virtuais&#8221; como um pária praguejando visões de vetores e marcando encruzilhadas para encarnação das entidades, certo do quanto elas não são virtuais,<br />
viajando quilômetros para encontrar pessoas que eram apenas avatares, apelidos, endereços<br />
numa rede aberta de computadores que desde a infância ajudei a construir manipulado pelos jogos de guerra e paz de um grande leviatã informacional.</p>
<p>Tateio os contornos físicos dessa identidade sem pátria, dessa língua sem regras gramáticais se refazendo por dentro de um frágil léxico de referências culturais globais, instantanêas e ainda não catalogadas pela história da humanidade em pacto.<br />
Justifico uma tradução de protocolos semi-algébricos, olho para essas placas mãe sem metáfora materna, só crendo  no esqueleto tátil daquilo que para os que ignoram meu mundo é um fantasma a lhes puxar o pé, um monstro pós industrial encarnado nestes objetos mortos ressucitados pela captura da luz, barreira intrasponível da velocidade dos corpos.</p>
<p>Seus vírus de laboratório são só uma desculpa para não conhecer nossas entranhas.</p>
<p>Dissecando e amando :<span>(</span><span>)</span><span>{</span> <img src='http://organismo.art.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_neutral.gif' alt=':|' class='wp-smiley' /> :&amp; <span>}</span>;:</p>
<p>O passo pra cima do abismo de calcular todas as possibilidades sintáticas pra acalmar teus sentidos.</p>
<p>Meteorologia na sua dança da chuva. A banal e gloriosa rima perdida em um cheque-mate que já foi vencido, em azul profundo e vermelho medula, por nós, software-hardware encarnados e aceitos como um de vós: Interfaces.</p></div>
<p><img class="INkyme" src="http://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif" alt="" /></p>
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		<title>Conversa com Adilson no Água Verde</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 21:54:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eram por volta das sete da noite, colocávamos os sacos de lixo à disposição da coleta diária da prefeitura quando ouvimos uma voz atravessando a rua em nossa direção. Era um rapaz por volta de seus 20 a 30 anos. Ao mesmo tempo em que solicitava algum tipo de ajuda contava sua situação e retirava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eram por volta das sete da noite, colocávamos os sacos de lixo à disposição da coleta diária da prefeitura quando ouvimos uma voz atravessando a rua em nossa direção. Era um rapaz por volta de seus 20 a 30 anos. Ao mesmo tempo em que solicitava algum tipo de ajuda contava sua situação e retirava da carteira uma série de papéis afim de comprovar a história. Partia do pressuposto de que nós não acreditávamos em suas palavras, suponho que pelo fato de ser característica dos centros urbanos o distanciamento. Os papéis eram vários, o primeiro emitido pela assistência social dizia ser seu &#8220;atestado de pobreza&#8221;, o que lhe permitiria tirar documentos sem custo algum, em seguida desdobrou um bilhete cujo conteúdo era a anotação de um número de telefone para contato, anotado em grafia um tanto trêmula. Demonstrava ser importante guardá-lo, pois lhe servia como comprovante de residência no município. Completando a série vieram os rubricados pela polícia civil, entre outras instituições do gênero. Todos, além de bastante surrados, quase desmanchando em suas mãos aparentavam ter sido molhados pela chuva. Havia saído da penitenciária de Piraquara a poucos dias, onde ficou retido por seis meses por tentativa de homicídio e por 155.<br />
Havia furtado uma espécie de ventilador de inflar barracas que segundo suas palavras custava em torno de &#8220;um barão&#8221; (mil reais), mas que havia repassado por sete reais e esse montante logo revertido em cachaça. Pelo fato da pessoa que havia registrado a queixa não ter comparecido em três das audiências voltadas ao caso, ele agora havia reconquistado sua &#8220;liberdade&#8221;, sob condição de permanecer em Curitiba e, de tempos em tempos, ter obrigatoriamente que se apresentar no CCC, o que viria a acontecer dentro de dois dias. Sabia que se complicaria se não o fizesse, portanto estava decidido em cumprir com a tarefa. Sobre a tentativa de homicídio, mencionou ter sido briga de bar, apontou para sua cabeça dizendo ter levado uma paulada e que não fez nada além de se defender do agressor. Ao todo somava em seu currículo oitenta e cinco passagens pela polícia, mas somente duas após a maioridade.<br />
Sua forma de falar era um tanto confusa, mencionando nas mesmas frases familiares, conhecidos e um conjunto de lugares: Almirante Tamandaré, Vila Capanema, Trindade, Rio Branco, Matinhos. Uma vez que sua circulação abarcava as principais favelas de Curitiba e região metropolitana, embora não ter mencionado seu destino, deduzi que estava de passagem rumo ao Parolim, não muito distante de onde nos encontrávamos. Disse ter uma filha de treze anos que morava com a mãe mais o padrasto e em seus encontros a menina clamava para que ele vivesse ao seu lado, com ar de descontentamento respondia a ela que era melhor do jeito que estava, pois o padastro proporcionava seu sustento e educação, o que no momento não poderia fazê-lo. Revelou estar complicado entrar na Vila Capanema devido a um desentendimento com outro sujeito, fato que havia culminado em uns &#8220;pipocos&#8221; por lá, o que vinculei a tentativa de homicídio mencionada anteriormente. Mesmo assim, dizia que visitava a filha com certa frequência. Em outro momento da conversa comentou também sobre um outro filho mais novo, por volta dos sete anos, mas sobre o garoto não entrou em maiores detalhes.<br />
Após Adilson ter aceitado como contribuição uma sacola de roupas que havíamos separado para doação, percebi que vestia uma camiseta do pré-vestibular &#8220;Aprovação&#8221; e no fluxo da conversa, não sei bem o porque, acabei mencionando algo sobre caminhos os quais escolhemos seguir, ao ouvir isso imediatamente associou minha fala como sendo de cunho religioso e disse que tempos atrás era adepto assíduo da igreja pentecostal, mas após seus pais e irmão terem &#8220;partido&#8221; tudo aquilo tinha perdido o sentido &#8211; &#8220;daí eu virei de vez&#8221;. A conversa toda durou cerca de quinze minutos, embora eu tenha ficado tempos depois com ela na cabeça. Na região em que moramos não são raras pessoas em situações similares a de Adilson.</p>
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		<title>Tarefa: Texto referente à proposta Ocupação, de Newton Goto, idealizada para acontecer na Galeria Ybacatu, Curitiba, em 1999.</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 15:46:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apresentado no Curso de Pós – Graduação História da Arte Moderna e Contemporânea Módulo: Teoria da Arte (Profª Mª José Justino) por Sergio Moura, dez 2008. Era pra ser uma exposição de arte com os ajustes corriqueiros que envolvem um espaço convencional e o artista expositor. Os lugares oficiais (museus, galerias, instituições etc), tradicionalmente estão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-images/09_mst.jpg" alt="ocupação" /></p>
<p>Apresentado no Curso de Pós – Graduação História da Arte Moderna e Contemporânea<br />
Módulo: Teoria da Arte (Profª Mª José Justino)</p>
<p>por Sergio Moura, dez 2008.</p>
<p>Era pra ser uma exposição de arte com os ajustes corriqueiros que envolvem um espaço convencional e o artista expositor. Os lugares oficiais (museus, galerias, instituições etc), tradicionalmente estão habituados a receber objetos de arte formalista (pinturas, esculturas, gravuras etc) para ser contemplados. A arte aqui, e na maioria dos casos pode-se pensar assim, limita-se à retina e a atitude do observador é quase sempre passiva.</p>
<p>Mas não era o que o artista tinha planejado e escrito em seu projeto: (1)</p>
<blockquote><p>“A arte do século XX tornou visível, entre tantas revelações, os espaços artísticos tradicionais do Museu e da Galeria não apenas como locais para se colocar pinturas e esculturas, mas definiu-os também como um lugar para o debate crítico, um ambiente de confluência para idéias conflitantes”. E prossegue: “Um dos mecanismos de atuação utilizados foi a apropriação de produtos com função definida em seu uso social e o deslocamento destes para o ” campo “ de exposições artísticas, acrescentando a eles colagens e outras interferências, reordenamentos disfuncionais, e um discurso invisível – fazendo com que os caminhos percorridos para o entendimento da obra seguissem rotas não só visuais. Duchamp foi o protagonista mais radical dessa nova postura frente a obra de arte. Uma das conseqüências conceituais resultantes deste novo posicionamento foi a percepção de que cabe ao homem dar valor de uso à matéria; o pensamento criativo pode dar novas funções às coisas e então tudo o que existe no mundo pode ser objeto e instrumento de criação artística (recriação, refuncionalização, resignificação)”. </p></blockquote>
<p>Sua intenção tinha origem no ideal por uma arte que pudesse <em>“refletir questões além das específicas ao campo artístico”. </em></p>
<p>Diz o artista: (2)</p>
<blockquote><p>“O social na arte e a arte como objeto social: é a partir desta dupla relação (dialética) que esta proposta manifesta seu intuito construtivo. Dentro dessa abordagem a estruturação da obra se dá através de uma análise da relação entre arte e mídia”. </p></blockquote>
<p>De natureza conceitual, onde o que mais conta é a veiculação da idéia, a obra propunha inúmeras questões para serem pensadas, cobrando do público uma atitude cerebral. O que essa arte tinha a ver com reivindicações política sociais, movimento organizado, problemas, exercício do pensamento e reflexão, exigindo em contrapartida a ação do observador que, na maioria das vezes, sabe apenas contemplar? Que questões eram essas?</p>
<p>O artista antecipa ainda que “a obra é elaborada, a princípio, em dois sentidos processuais”:</p>
<p>– Apropriação da imagem símbolo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, reproduzindo-se a imagem e levando-a para dentro da galeria, concretizando, pela modalidade da instalação, a ocupação do espaço físico arquitetônico do espaço expositivo.</p>
<p>– A imagem do símbolo destinado a galeria é reproduzida e tornada mídia divulgando e registrando o evento. A ocupação se apropria do espaço público de circulação de informações.</p>
<p>Ousadia e radicalidade são atributos favoráveis ao artista que sabe da importância de construir e preservar sua integridade. Mas, pra tomar esse partido, precisa de coragem, desprendimento e liberdade assumida.<br />
Ao pretender discutir em seu trabalho as questões do MST, movimento organizado de forte engajamento político social e que ostenta um retrospecto assumido de ocupação e cidadania em favor da luta pela terra, da conquista de moradia, da autonomia do trabalho pelo cultivo da própria terra, o artista não poderia evitar a abordagem contundente e daí o inevitável conflito com a galeria. E Goto promove a ação ética, atitude que é fundamental e indispensável para a sobrevivência da democracia.<br />
No ofício de artista pensador tenta alterar velhas regras do jogo, mas, o que não sabia era que seria censurado e proibido de mostrar, aquilo que os dominantes não tem vontade de desvelar.<br />
Repensando a verdadeira função da arte quando esta é próxima da ação política, reafirma valores essenciais e exalta a liberdade como premissa inteligente a todas as demais formas de ser, sentir, pensar, agir, atestando, sobretudo seu compromisso com sua verdade e elevando a Arte à sua dimensão monumental. </p>
<p>A arte dita contemporânea, para honrar seu título pomposo, deve antes de tudo lidar com a realidade, e, portanto, em primeiro lugar estar mais relacionada com a vida e com a liberdade. Como enfatiza Gregory Battcock: (3)</p>
<blockquote><p>“A arte ignora a crise e se frauda na busca de irrelevantes estéticas, enquanto o sistema político destrói a vida humana. Esse mesmo sistema político representa interesses de grupos ao invés de servir às necessidades do povo e, portanto, tornou-se uma mentira para a verdadeira democracia. A arte tornou-se um jogo sem sentido para exclusivo benefício dos que estejam engajados na supressão da vida humana e de seus valores, o brinquedo da cultura branca que, neste país, destrói a cultura dos negros e dos índios, a elite que lhes impõe a cultura estrangeira e irrelevante.<br />
A arte é usada para distrair as pessoas da urgência de suas crises. E se você, como artista, aceita a repressão da sociedade e trabalha com o sistema, você pode retardar as transformações. Enquanto o artista lisonjear a elite, ela estará apta a controlar a arte e não permitirá a sua livre expressão. É preciso que seja relevante e antitrivial. É preciso que agite a mente dos que a admiram a fim de que se compenetrem da essência da crise; É preciso que dirija e envolva seus admiradores para a ação; É preciso que questione; É preciso que provoque.”</p></blockquote>
<p>O próprio artista reafirma: <em>“Minha intenção é burlar as especificidades de cada área”. Colagem, reprodução serial, e ainda, visão crítica da sociedade, posicionamento político, provocação às elites dominantes, crítica a hegemonia de mercado, ausência de conscientização sóciopolítica da categoria, e por aí vai.<br />
</em><br />
E Susan Sontag nos faz lembrar: (4)</p>
<blockquote><p>“O que importa agora é recuperarmos nossos sentidos. Devemos aprender a ver mais, ouvir mais, sentir mais”.
</p></blockquote>
<p>Entretanto, uma grande dúvida que fica: porque expor um trabalho de natureza questionadora, crítica e filosófica, explosiva até, dentro de uma galeria que tem total comprometimento com o status quo, que é associada ao mercado e vinculada ao poder econômico, que estimula a competitividade e que como qualquer empresa necessita de lucro para sua manutenção e existência? Onde a ética está submetida por uma estética de aparências e superficialidades camufladas por pseudo-culturalidade? O que tem a ver uma proposta de arte que resolve negar um sistema que, nas palavras de Lebel (5) “produz mais abortos do que partos”, impede a real democracia e a transformação da vida, e ao mesmo tempo procurar nele o suporte de viabilização para a fruição da sensibilidade estética (?). </p>
<p>Aqui a sacada reveladora que atingiu o alvo: A proposta que o artista Newton Goto queria levar para dentro da galeria, continha enorme carga ideológica decorrente de extraordinário poder simbólico a serviço da emancipação, representando por isso séria ameaça com repercussões importantes na vida cotidiana. Daí o medo e a conseqüente autocensura que geralmente encobre a censura disfarçada e não assumida. </p>
<blockquote><p>“É sempre mais fácil a autocensura, pois esta não deixa pistas desagradáveis”. (6)</p></blockquote>
<p>O caminho, de fato então, era totalmente oposto, todavia coerente, justo e, sobretudo, verdadeiro. Nos varais montados pelo artista, no mesmo chão do MST, podemos conferir algumas questões inquietantes e pontuais como:</p>
<p> <strong>“Por que um artista pode se apropriar de uma imagem de refrigerante e não pode fazer o mesmo com o símbolo de um movimento popular?”;</strong></p>
<p><strong>“Por que o senso crítico sobre a sociedade só parece ser válido para a produção artística de outros países?”;</strong></p>
<p><strong>“Por que a censura e a repressão continuam existindo numa sociedade teoricamente sem ditadura e supostamente democrática?”;</strong></p>
<p><strong>“Por que as pessoas haveriam de ter medo de um movimento popular organizado?”;<br />
</strong><br />
 <strong>“Por que o que está próximo nos parece tão proibido e perigoso?”;</strong></p>
<blockquote><p>“Toda arte é um ato político”;</p></blockquote>
<p><strong> “E não seria função da arte criar novos pensamentos, gerar debates críticos, propor novas relações da obra com o público?”.</strong></p>
<p>Rechaçado pela impostura da galeria e pressionado, o artista, solidário à causa dos sem-terra, monta seu barraco no mesmo lugar onde estava o MST, confirmando o ideário projetado e consolidando seu verdadeiro lugar: a obra estava “em casa”. Aí sim, o debate se amplia sem restrições e a proposta encontra seu ponto notável. No cruzamento do contexto arte-política, a rua é o ponto central onde essa discussão deveria confluir, motivada pela presença &#8211; envolvimento de seus personagens principais: o cidadão comum e o artista mediador.</p>
<p>Preocupações sociais, sonho da casa própria, liberdade, justiça, saúde, espaço social, necessidades básicas, reforma agrária, enfim cidadania, são questões vitais para o homem comum que se somam às expectativas que desafiam todo artista contemporâneo.<br />
Arte na rua, interferência na cidade, liberdade criativa, provocação estética, autonomia da obra de arte (7), cultura de massa, panfletagem ideológica, inquietações que caracterizam tempos passados onde os cidadãos eram bem mais conscientes e informados, tudo isso pode banhar-se nas mesmas águas, pois apontam para o mesmo alvo – o sonho que todo ser sensível e todo artista devem cultivar – imaginando possibilidades e meios de construção de melhoria da vida em sua comunidade bem como ao mundo global.  </p>
<blockquote><p>“A pergunta pela função da terra traz subjacente a pergunta pela função da arte. E a arte se abre como um sistema de possibilidades” . (8)</p></blockquote>
<blockquote><p>“A função da arte, como questão, foi proposta pela primeira vez por Marcel Duchamp. Realmente é a Duchamp que podemos creditar o fato de ter dado à arte a sua identidade própria. Com o ready-made não-assistido, a arte mudou seu foco da forma da linguagem para o que estava sendo dito. E toda arte (depois de Duchamp) é conceitual (por natureza), porque a arte só existe conceitualmente”.(9)</p></blockquote>
<p>A obra Ocupação reúne um conjunto de instalações que se prolongou por diversos lugares, depois que o artista teve vetado sua exposição no local anteriormente previsto. Ao acampar na Praça Nª Srª de Salette, em maio de 1999 onde ficou durante três (3) semanas, no Centro Cívico e em frente a sede do poder público, o artista obtém relativo apoio da população mas conquista relevo maior quando, pela conjunção de ideais próximos – liberdade, igualdade e solidariedade – em comunhão ideológica com o radical movimento social, restabelece o diálogo há muito perdido da estética com a ética social e isso possibilita inclusive ir mais além, transpondo fronteira para alcançar outro lugar. No Rio de Janeiro, em junho do mesmo ano, o mesmo trabalho se fez ver no chão da Funarte. No ano seguinte, em 2000, recebeu sinal verde da Prof. Mª José Justino e de volta a Curitiba, marcou presença na Sala Arte &#038; Design da Reitoria da UFPR. </p>
<p>Na série de instalações o signo reconfigurado, tornado objeto artístico em diversas abordagens que lembram os ready-mades refuncionalizados. Nelas, o artista se valeu dos panfletos reproduzidos com a emblemática logo e tanto na apropriação como na repetição ou no estratégico deslocamento da imagem circulante, não se pode deixar de reconhecer a herança proporcionada por alguns gigantes da arte pop mundial: M. Duchamp, A. Warhol, J. Kosuth, o brasileiro Cildo Meireles, além do teórico Walter Benjamin e da extraordinária e histórica vanguarda DADÁ.<br />
Estes são alguns dos expoentes referenciais que emprestam significativas contribuições e dá profundidade às muitas reflexões, acompanhadas de surpreendente avaliação que o artista faz tanto do mundo da arte quanto da produção artística.</p>
<blockquote><p>“Por sua vez, a estética do desequilíbrio, a que afeta estruturas, que precisa de total participação ou total rejeição, não dá espaço para o conforto da alienação. Ela leva ao confronto que trará mudança. Ela leva à integração da criatividade estética com todos os sistemas de referências usados na vida cotidiana. Ela leva o indivíduo a ser um criador permanente, a ficar em um estado de percepção constante. Ela o leva a determinar o seu ambiente de acordo com as suas necessidades e a lutar para alcançar as mudanças”. (10)</p></blockquote>
<p><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>
<p>1 GOTO, Newton;Texto – projeto: Ocupação, 1999 </p>
<p>2 Idem;</p>
<p>3 BATTCOCK, Gregory; A Nova Arte, Col. Debates 73, Ed. Perspectiva;</p>
<p>4 SONTAG, Susan; Contra a interpretação, Porto Alegre, 1987;</p>
<p>5 LEBEL, J. J; Happening, Editora Expressão e Cultura, Rio de Janeiro, 1969;</p>
<p>6 BOURDIEU, Pierre e HAACKE, Hans; Livre -Troca, Diálogos entre Ciência e Arte Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1995;</p>
<p>7 “Talvez a característica mais distintiva das atitudes estéticas práticas, hoje em dia, tenha sido a concentração da atenção na obra de arte como coisa independente, artefato de padrões e funções próprias, e não instrumento fabricado no intuito de favorecer propósitos que poderiam ser igualmente favorecidos por outros meios”.</p>
<p>   OSBORNE, Harold; Estética e Teoria da Arte: uma introdução histórica; Editora Cultrix, São Paulo, 1974;</p>
<p>8 JUSTINO, Mª José; Texto: A Pele Social da Arte – O que a arte tem a ver com o MST, 2000;</p>
<p>9 KOSUTH, J.; A arte depois da filosofia, Escritos de Artistas (Glória Ferreira e Cecília Cotrim) anos 60/70 Jorge ZAHAR Editor, Rio de Janeiro, 2006;</p>
<p>10 CAMNITZER, L.; Arte contemporânea colonial, Escritos de Artistas ( Glória Ferreira e Cecília Cotrim) anos 60/70 Jorge ZAHAR Editor, Rio de Janeiro, 2006.</p>
<p><a href="http://www.aartedesergiomoura.com.br">www.aartedesergiomoura.com.br</a></p>
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		<title>Submundixlogix</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 20:45:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[QUASE INFINITO E/OU APODRECE E VIRA ADUBO SUBMIDIÁTICO ﻿Abordar modos de sobrevivência. Anotações sobre existência. Refletir sobre diferentes exercícios. Identificar e ecoar alerta sobre instâncias opressoras (e o sentido de significá-las), apontar o acesso ao conhecimento não aparente como princípio emancipatório frente a tais estruturas castradoras. Transitar táticas, experiências, circulações, compartilhar procedimentos de não perpetuação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>QUASE INFINITO E/OU APODRECE E VIRA ADUBO SUBMIDIÁTICO</strong></p>
<p>﻿Abordar modos de sobrevivência. Anotações sobre existência. Refletir sobre diferentes exercícios. Identificar e ecoar alerta sobre instâncias opressoras (e o sentido de significá-las), apontar o acesso ao conhecimento não aparente como princípio emancipatório frente a tais estruturas castradoras. Transitar táticas, experiências, circulações, compartilhar procedimentos de não perpetuação dos modelos inadequáveis, indesejáveis, insustentáveis, insuportáveis&#8230; A liberdade trata também da mobilização e difusão dessas práticas.</p>
<p>O abandono da civilização genocida e o sexo único. No modelo de civilização exploratório, prejudicial, o desperdício esgota recursos naturais em canto de descaso, promovido por um progresso pseudo-ordenado. Incentivo ao consumo é técnica de hipnotismo. Planificação das relações estagnadas em autoritarismo e exclusão. Sua pauta é a ratificação da família nuclear baseada na figura do pai, substanciada em lastros históricos como o domínio por herança. Promove a limitação da existência a condição de atores fixos não humanizados, e explora parcelas da população divididas basicamente em classe e gênero. O que torna impossível o permanecimento nesse sistema segregador, já que optamos pela plena atividade criativa dos seres. Constatando as desorientações dessa existência nos declaramos responsáveis pela não perpetuação das idéias e práticas desse mundo, agimos para seu desmantelamento e nos sentimos satisfeitos com seu aniquilamento não espetacular.</p>
<p>Família como sinônimo de &#8220;idéia de família&#8221;. Diferentemente da noção do remoto sexo único &#8211; a considerar mulher como homem atrofiado &#8211; dele derivado &#8211; reivindicamos o sexo único em respeito as características peculiares dos seres humanos, complexo irredutível a dubiedade mulher/homem. Criticamos a premissa hegemônica de gênero a partir da concepção biológica e natural que desconsidera outros fatores, a exemplo o social, agente de/em construção.</p>
<p>Satélites a deriva, sobrevoam insetos meteoritos. Satélites artificiais &#8211; congestionamento espacial, lixo tecnológico paira sobre cabeças &#8211; objetos identificados aos monopólios das telecomunicações &#8211; projetos militares &#8211; abarcam diversos objetivos, entre eles o controle da comunicação, o climático catastrófico, passando do mapeamento à espionagem, voyeurs unioculares voltados ao controle. Rompe o pleroma da estratosfera um mistério de soberania de técnicas espaçocratas. Aparelhos conceituais concretizam-se em projéteis. MSST. Movimento dos sem sátelite. Utopia ou Distopia? Seria delírio a conspiração autônoma em busca do lançamento de satélites? Lixo e mais lixo no espaço. A nova geração fazendo passeatas pela reciclagem dos satélites. Paralelos Epistemológicos. Percepção em hypertexto. Acordo ortográfico. Alfabetizados agora ficcionam a novílingua. Sem trema. O Miguxês. Crianças no Orkut e no Google Docs estão vivendo simulacros reais. Ontologia do voyerismo de scraps. Redes Sociais. Shopping Centers são infovias fechadas em rotas de pacotes precisos de dados. Dinheiro ganho, dinheiro gasto. Dinheiro impresso, empréstimo. Espaço. Jogo de colisões e inércia. Retoma o pleroma para o campo ciência. Sintaxe como álgebra. Metafísica do materialismo dialético em eterno retorno de uma mais valia perdida. Luzes apagadas. Sociedade do audiovisual. Cheiro de banheiro. Fome. Desejo. Não-Fome.</p>
<p>Calendários. Espelhos.<br />
A política do arrebatamento e as negociações para além do humano. Desde antes da prática da venda de terrenos no Céu temos o estabelecimento de um mercado do dogma, hoje estendido a vários outros ramos além do imobiliário; moda, música, atitude, automobilismo, futebol, mídias de massa. Não ter a opção, somente ser aterrado por uma avalanche de simbologias ditas sólidas e milenares para deixar a vida para uma próxima, eternidade muito aquém de ser alcançada. A qualidade de vida e a proporção do medo &#8211; contra as ideologias que promovem a insegurança e o temor. Quando se abandona o lamento resta a condição de agentes das ações &#8211; transformação, sujeito integrante de um ambiente onde não se está sozinho &#8211; dialógico com as comunidades e circuitos pelos quais transita. (contrário da postura heróica) relações interpessoais. Os vegetais e a grande trepadeira do sistema: orgânicos como moda. Agrotóxicos são os temperos de uma dieta alimentar pobre e envenenada. Não se conhece o que se come, nem sequer se sente o gosto. Carne é crime, fome é foda. Não se sabe o que fazer com os entulhantes dejetos. Cachorros e outros estimados animais domésticos são levados todas as tardes para passear, idiotia urbana, cativeiro e escravidão no âmbito animalesco das indústrias de ração e produtos cosméticos veterinários. Sinuca da simulação, sarna, estado de óbito, verticências&#8230;</p>
<p>Sem bússola, mensagem na garrafa, quase uma reza. Cadência no ritmo das frases, mesmo sem rima. 15 sílabas e alguém querendo mais que formas.<br />
Eu penso, tu falas, ele escuta, ela decide. Alem de gêneros e plurais. Um motivo, um avião decola, Itaipú segue imponente sobre as 7 quedas, ali na esquina. Ali na esquina. Um despacho. Mo-ti-vo pra cir-cu-lar por baixo de tudo, força motriz, 7 quedas. impulso; desvios; significados; cruzamentos lingüísticos; mais-valia; ethos; desmontes das bombas; Então responda-nos, em fluxo mais fluído. Léxicos em queda, definindo afluentes: A tríplice fronteira e a aliança neoliberal numa velocidade espiral. Segurança defronte ao labirinto abismo. Extensão das formas fixas, mestiçagem da alucinação contra as forças centripetas de estagnação pela ordem segundo interesses parciais, indiferentes, das suas decisões imposições, efeito dominó: opressão. Espaço de disputa desigual, tédio de inexpressividade e alienação.</p>
<p>Acesso ao sonho crítico. Verdade do planeta. Sânscrito e latim para macacos. Selvageria as avessas. Na entrada e na saída, buraco úmido. A bula do cosmos. Gênese. A E I O U. Escolha suas consoantes. Morda a teta.</p>
<p>1 In nova fert animus mutatas dicere formas<br />
2 corpora; di, coeptis (nam vos mutastis et illas)<br />
3 adspirate meis primaque ab origine mundi<br />
4 ad mea perpetuum deducite tempora carmen!<br />
5 Ante mare et terras et quod tegit omnia caelum<br />
6 unus erat toto naturae vultus in orbe,<br />
7 quem dixere chaos: rudis indigestaque moles<br />
8 nec quicquam nisi pondus iners congestaque eodem<br />
9 non bene iunctarum discordia semina rerum.</p>
<p>Automatismo do mistério. Metamorfosis de Ovídio. Salsa e cebolinha na retórica acadêmica. Declaração da precária condição do sistema artístico e suas trocas. Vamos a pastelaria. Pastel. Pastelaria. Pastelão. Pastiche. cientista: Quem não tem ciência atire a primeira tese.</p>
<p>inconscientista:&#8230;<br />
artista: Faz desfazendo.<br />
anti-artista: Desfaz fazendo.<br />
aartista: preposição.<br />
pasteleiro: O papel da estética na busca por articulação de uma solução<br />
básica para problemas de sobrevivência feito de modo a estimular catarse coletiva por alegorias de uma forma ideal destes objetos que conduzem e satisfazem demandas das mais fisiológicas. Demandas, necessidades pulsionais. A Arte do Pastel desengordurado. Papel Absorve os excessos. Chistes salgam a massa com algum Ethos arbitrário determinado pelos mais escamoteados recalques de algum tipo de desejo por significar. Algo além da fome?</p>
<p>Servidão e/ou processos artísticos. Caleidoscópio, seja qualquer lado que gire novas formas e novas expressões vem à luz. Cubo da mais-valia : apresenta um número finito de superfícies planas, seis quadriláteros, em cada um dos lados do cubo pixa-se: Babel.</p>
<p>Trabalho escravo. Um ônibus na estrada. Tratava-se evidentemente de trabalhadores assalariados, um deles tinha a cabeça encostada na janela e sustentada por uma fralda com a imagem de Dayse Margarida Disney, a namorada do Pato Donald. Plante. Operação vão no vácuo. Olhar sub mundo das coisas. Uma experiência de olhar como se estivesse um passo atrás, como no estranhamento, alguém observa-se em ação. Um olhar sub mundo. Após o encontro aqui &#8211; outro lado dali &#8211; vem entoar o mantra, grito ao sustento.</p>
<p>Tomada de recisão. Desescalada dos puleiros das instituições que promovem vínculos empregatícios. O líder foi liderado. Os retornos dos trabalhadores para nunca mais voltarem &#8211; tempo de extinção dos contratos e vínculos empregatícios &#8211; extinção da exploração, da mão de obra.</p>
<p>Quero estudar. Alguém pode me dizer como posso estudar? R.: Ela não fala em Escola. Escola: espaço social ao qual tenho direito assegurado e o dever de usufruí-lo. Quem não tem, sente falta, desvantagem como moral de exclusão. Caminho: para difundir experiências e práticas próprias da comunidade como formas de sabedorias e conhecimentos singulares, valiosos. Conhecimentos institucionalizados, legitimados. Conhecimento informal. Escola problema solução, passar a valorizar a pessoa (por) e suas vivências, princípio dela mesma, nela se encontra. Já era pedagogia do poder, implosão da escola, movimentos de moralização e disciplina militarizante berram, ainda esperam por filas paralelas e carteiras desconfortáveis entulhadas em uma sala controle. Uma educação desvinculada de obrigatoriedade, da formação curricular carreirista. Pós-dia, liberdade para as crianças, adolescentes e jovens enclausurados por meio período (em certos casos período integral) por cerca de 20 anos. Outras formas de acesso ao conhecimento que não impliquem em enclausuramento. Perseguição ao analfabetismo : a moral que a sociedade ejacula sobre si mesma no mundo vazio. Pintar fora das linhas, fora das páginas. Sabedorias, conhecimentos que não são legitimados excêntrificados. Sabedorias, conhecimentos hegemônicos (leitura, escrita) como herança da humanidade, enraizamento em livros sagrados/épicos &#8211; erudição secular, dádiva dos deuses.</p>
<p>Empobrecimento : superstição de ficar presx no tempo &#8211; cimento sossego (ou seja, a lápide clássica que envolve os corpos cansados demais, pesados demais, leves demais, sujos demais, puros demais, alegres demais, tristes demais, mutantes demais e demais corpos). Instinto : sabedoria vivência virulência afirmação negação justaposição negação afirmação questionamento. Econ0mídia : na hierarquia dos demônios os que tem um chifre são devorados pelos que tem dois ou três chifres. Monstruosos dentes de leão. Criar um sistema economico baseado em trocas mútuas &#8211; prática da abundância &#8211; atuações compartilhadas.</p>
<p>Ilusão: tomada de recisão. Tudo isso, a idéia e idéia de conhecimento são muito parecidas, a universalidade de conhecimentos amplia os universos. Impossibilidade de mensurar o inconsciente. O pensamento hegemoniza parte do ser, existência subordinada a linguagem. O limite do pensamento, concretude de pensamento, ato de ampliar a história pelo pensamento. Paradoxo &#8211; ampliação de algo que não se condiciona a ser mensurado. A racionalidade, a que se auto define como estratégia de sobrevivência pra esse mundo específico, bum.</p>
<p>Perseguição ao escravo hiper-necessário. Capitalismo ecológico. Treinamento. O homem antiautoritário sucumbiu ao tubo de raios catódicos e às várias ondas.</p>
<p>Outras possibilidades além do capitalismo, sem tentativas comparativas: Nenhum tipo de outro capitalismo. Possibilidade de circulação de comunidades móveis, nômades. Nomadismo de idéias, capacidade de se adaptar a qualquer tipo de pensamento. Flutuar por um imenso espaço volátil de idéias ou estabelecer bases para o questionamento do entorno?</p>
<p>Como desmontar as cidades. Destruir as estradas e cemitérios; quebrar os muros; jogar fora todas aschaves e cadeados; fissão nuclear espontânea dos regimes controladores e prefeituras; mas se a fissão for espontânea teremos que ficar esperando? Podemos acelerar o processo &#8220;espontâneo&#8221; provocando modificações climáticas, aplicando fertilizantes, no que poderia acarretar tais acontecimentos para tanto é preciso ainda apontar quais as atitudes para se chegar a isso: fim dos meios de transporte poluentes; busca de moradias que refletem a personalidade e não a classe social; fim da propriedade, do medo das trocas, dos aparatos do poder; neocolonialismo, neocorrupção; de qualquer possibilidade de considerar forças que nos oprimem; da indução que aceitemos os males do mundo e que nos acostumemos a viver com eles; das hierarquias, da repressão sexual, do autoritarismo, da sociedade tecnocrática, competitiva, individualista e consumista, da nação, das olimpíadas, do superhumano, dos recordes, da discriminação e do preconceito; do lucro; da carne; dos conservantes, acidulantes, da química alimentícia, da produção de lixo, da utopia das metrópoles, da crítica inexpressiva, da polícia e do exército, das armas, do estabelecimento da guerra, da sociedade de classes unidimensionais: com sua capacidade de uma classe absorver outras tornando-as não-contestadoras e acomodadas, da alienação; das formas sofisticadas de controle social e repressão (arte, tecnologia,&#8230;); do mercado; das ruas; do anacronismo, da miséria, das especulações; doscontratos, cartórios e burocracias; de rastejar, do mundo;</p>
<p>Continuação dos suicídios;<br />
Retomada do plantio natural;</p>
<p>Início de outras possibilidades; outras trocas; da subsistência; das sociedades solidárias e igualitárias; da construção de jardins; da recuperação dos rios; do estabelecimento de ligações; relações uns entre outros, cooperativas e não-competitivas;</p>
<p>Lago imenso negro de idéias. Lago negro imenso de idéias (in)justiça? exuberância de sensações; não nos responsabilizarmos por quem somos; Respondemos por algumas coisas que fazemos, somos quem somos. E daí? Caralho! nos sentirmos bem em relação a vida; nós: tomando decisões e assumindo as conseqüências. As ações fazem diferença. Observadores passivos.</p>
<p>Educação, mutação de pontos de vista, práxis, idéia de liberdade, experiências sobre liberdade. liberdade é uma construção do pensamento e uma realidade do corpo em situações extremas, idéias, imagine por conta das catástrofes nas contas bancárias dos aristocratas. Quem são os aristocratas no caso de liberdade existem conceitos, os de pensadores sobre liberdade. A nossa liberdade. Desafie o Estado escravo das corporações! A resistência não é fútil!A criatividade e o espírito humano dinâmico que recusa-se a submeter-se! Voto &#8211; participação ocasional e puramente simbólica da liberdade. Escolher entre o fantoche A ou o fantoche B. Ostentação, frivolidade, desastre, merda, parasitismo, dominação, moralidade… guerra, predação. Favela, doze horas na rua, exercício de pureza. Moradia em trânsito, pessoas e movimento e probreza e uma forma de organização não nuclear. Inalienável. Sexo e abandono.</p>
<p>Movimento dos Sem-Satélite (msst). Comunidade de artesãos de bits e volts, poetas humanistas, cientistas nômades, para onde estamos indo? Confio no pulso dos seus passos, nossa revolução é o próximo segundo e o desafio constante de não render-se ao conformismo de simplesmente entreter-se ou entreter, distraindo o fato de que vivemos além da história, dos muros, da semelhança dos corpos e suas consagüinidades. Queremos um ecossistema condizente com toda esta pirotecnia prometéica de um suposto ser vivo Sapiens, uma simbiose duradoura e enfim poder pensar em criar e imaginar outros espaços e formas para todo esse conhecimento que mantemos aceso nesta chama. Mas se ainda hoje nossos semelhantes marcham por um pedaço de chão para sobreviver, e alienam seus instintos mais criativos em busca de algum reconhecimento dentro de uma esmagadora cultura de consumo auto destrutivo, nos deparamos com a questão: qual o papel que nós aqui já alimentados e abrigados temos em pensar numa soberania e transmissão de conhecimentos que buscam reverter esta pulsão auto destrutiva da humanidade? A conjectura deste manifesto é em função de apontar uma necessidade pontual no horizonte: Criaremos nosso primeiro satélite feito à mão emandaremos ao espaço sideral entulhado de satélites industriais corporativos e governamentais. Será nosso satélite capaz de tornar nossas redes ainda mais autônomas? Ou o caminho é repensar toda atual estrutura de nossa tecnocracia e ciência a ponto de decidirmos estratégicamente um caminho totalmente diferente? Qual?? Muito mais que cobaias da Tecnocracia!</p>
<p>Sonhando e Dançando: marcham os Sem-Satélite…</p>
<p>Vertigem: diálogos e prospecções a partir da memória do lugar</p>
<p>Ação direta. Pontes. Amizade. Rio. Paraná. Fronteira. Brasil. Paraguai. Fraternidade. Iguaçu. Argentina. Sudoeste. Limite. Natural. Político. Lugares. Experiência. Percepção. Simbólico. Ambiente. Desencadeamento. Situações criativas. Contato. (tempo/espaço). Relação. Pessoas. Encontro. Atitude. Diluir. Reverberar. Troca. Político-geográfico. Sensação/memória. Agora. Lembrança. Prospecção. Diálogo. Cultural. Vizinhos. História. Conexões. Contrastes. Conteúdo. Material. Implicações. Mídia impressa. Audiovisual. Web. Porção de mundo. Demandas identitárias. Fatores externos. Políticas de controle. Exclusão. Dinâmica. Fundamento. Unidade. Transgressão. Norma. Tríplice. Geologia. Intervenção. Humano. Civilizatório. Produto. Engenharia. Estratégia. Ocupação. Entrelaçamento. Trânsito. Sobreposições. Regras. Observação. Exercício. Questionamento. Transitoriedade. Estar. Trabalho. Embate. Imagens mentais. Vivência. Espaço público. Fluxo cotidiano.</p>
<p>ao invés de mas devolvem &#8211; dialogam com Sonhos, desejos e projeções calcados em modelos de identidade e felicidade em meio aos confrontos do cotidiano. ilusão/desilusão</p>
<p>Irreversibilidade. Acontecimentos. Inscrições. Reflexão. Concepções. Subjetividades. Expectativa. Respeito. Presente. Futuro. Existência. e/ou. Presença. Outro. Projeções. Códigos. Situações transitórias. Fronteiriças. Propósito. Interligar. Transpor. Transbordar. Materializar. Ultrapassar. Penetrar. Realidade. Marca. Obcessão. Identidade. Estados. Nações. Mercados. Invenção. Passado. Crise. Obstáculos. Princípio. Mundo. Síntese. Social. Disparidades. Manifestações. Entrecruzar. Irrevogável. Subordinação. Projeto. Adaptação. Condição. Comunicação. Alteridade. Camada. Movimento. Vertigem. Ancestral. Águas. Marginal. Deriva. Ambulante. Colaboradas. Coletividade. Autogestão. Autonomia. Descartografia. Registro. Acervo. Circulação. Distribuição.</p>
<p>A ação é baseada no estatuto do lugar: &#8220;A ponte reúne enquanto passagem que atravessa&#8221;, disseram.</p>
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		<title>comece o ano</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 19:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
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		<description><![CDATA[fonte: http://www.drasolt.com/blog/?p=45]]></description>
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<p><img src="http://www.drasolt.com/imagenes/imagenesblog/office_panel_11.jpg" alt="" /></p>
<p><img src="http://www.drasolt.com/imagenes/imagenesblog/office_panel_12.jpg" alt="" /></p>
<p><img src="http://www.drasolt.com/imagenes/imagenesblog/office_panel_13.jpg" alt="" /></p>
<p><img src="http://www.drasolt.com/imagenes/imagenesblog/office_panel_14.jpg" alt="" /></p>
<p><img src="http://www.drasolt.com/imagenes/imagenesblog/office_panel_15.jpg" alt="" /></p>
<p><img src="http://www.drasolt.com/imagenes/imagenesblog/office_panel_16.jpg" alt="" /></p>
<p>fonte:<a href=" http://www.drasolt.com/blog/?p=45"> http://www.drasolt.com/blog/?p=45</a></p>
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		<title>Só você não viu, mas ela entrou, entrou com tudo, naquele antro&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 23:34:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[30 anos de diversões eletrônicas&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>30 anos de diversões eletrônicas&#8230;<br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WrfL1ZOjNxM&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/WrfL1ZOjNxM&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ve7jlgt59RM&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Ve7jlgt59RM&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>anotações sobre desgraça</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 20:17:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/01/caderno_calgrafia.png" alt="" title="caderno_calgrafia" width="500" height="348" class="alignnone size-full wp-image-2818" /></p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/01/caderno_calgrafia2.png" alt="" title="caderno_calgrafia2" width="500" height="345" class="alignnone size-full wp-image-2819" /></p>
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		<title>siameses &#8211; crack e alegria</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 18:04:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/01/crackealegria.gif" alt="" title="crackealegria" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2815" /></p>
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		<title>l&#8217;essence &#8211; um espaço para viver</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 16:25:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[06dez2008 diálogo com rita (ida) em semáforo (semáforo vermelho, chega uma pessoa nos oferecendo um panfleto de propaganda) - posso tirar uma foto sua? - sim. - qual é o seu nome? - Rita. - Ida? - é. - Você trabalha sempre nesse lugar? - Não, a gente troca de lugar. - Em volta do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2009/01/essence_400.png" alt="" title="essence_400" width="400" height="485" class="alignnone size-full wp-image-2811" /></p>
<p>06dez2008<br />
diálogo com rita (ida) em semáforo</p>
<p>(semáforo vermelho, chega uma pessoa nos oferecendo um panfleto de propaganda)</p>
<p>- posso tirar uma foto sua?<br />
- sim.<br />
- qual é o seu nome?<br />
- Rita.<br />
- Ida?<br />
- é.<br />
- Você trabalha sempre nesse lugar?<br />
- Não, a gente troca de lugar.<br />
- Em volta do centro?<br />
- é.<br />
(pega a propaganda de venda de plantas baixas).<br />
- Prazer em conhecê-la. Tchau.<br />
- Tchau.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Na sala de espera do hospício</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 02:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[aforismo]]></category>
		<category><![CDATA[tabernaThadeu]]></category>

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		<description><![CDATA[O que é que há ? ( Reflexões na sala de espera do hospício cercado de cadernos 2 por todos os lados.) há os de barbicha de mágico de mafuá quando entram na entrevista falando pelos cotovelos quem lhes decifra os garranchos ? há os que dão cotoveladas de amor há os que ajoelhou tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p><strong><span style="font-size: 180%; color: #ff0000;">O que é que há ?<br />
</span></strong><br />
<strong><em><span style="font-size: 85%;">( Reflexões na sala de espera do hospício<br />
cercado de cadernos 2 por todos os lados.)<br />
</span></em></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: 130%; color: #000000;">há os de barbicha de mágico de mafuá<br />
quando entram na entrevista<br />
falando pelos cotovelos</p>
<p>quem lhes decifra os garranchos ?</p>
<p>há os que dão cotoveladas de amor<br />
há os que ajoelhou tem que resenhar<br />
carolas coronários do normal</p>
<p>quem lhes ouve a ladainha ?</p>
<p>há os que se escrevem de bruços<br />
pra justificar o dialeto<br />
de seus amigos diletos</p>
<p>quem lhes aplaude a tolice ?</p>
<p>há os que acertaram um dia<br />
ao pegar de susto<br />
e até hoje tiram o sono dos justos</p>
<p>quem lhes publica a insônia ?</p>
<p>há os zagueiros violentos<br />
que levantam sepulturas com seus podres<br />
sem conseguir abrir mão do osso</p>
<p>quem lhes rói os traumas ?</p>
<p>há, principalmente, os impublicáveis,<br />
hienas aplaudindo a volta da carniça<br />
que dá vida e graça às suas claques</p>
<p>quem lhes fareja a sabujice ?</p>
<p>e há ainda, os balões de ensaio,<br />
egos inflados por prisão de ventre,<br />
digerindo os cheiros do passado heróico</p>
<p>quem lhes conta a verdade ?</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #000099;">Thadeu W e Roberto Prado</span></strong></p>
<p>em <a href="http://polacodabarreirinha.blogspot.com/">http://polacodabarreirinha.blogspot.com/</a></p>
</blockquote>
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		<title>Carnaval Atemporal eternizado</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Dec 2008 14:26:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[aforismo]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/da3CdYrXO0s&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/da3CdYrXO0s&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Nengara nenjuu yatte kuru &#8211; they come alyearound</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Dec 2008 11:57:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
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		<description><![CDATA[they come They come, bringing their friends and effortlessly, effortlessly head out before you know it, they’re outside your window before you know it, they’re in your house they come in an ordely line with beautiful, beaming smiles all the time chakapoko, chakalaka, charming, before you know it, they’re on your shoulder before you know [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vAtBNOKT8jM&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/vAtBNOKT8jM&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>they come<br />
They come, bringing their friends and effortlessly, effortlessly head out before you know it,</p>
<p>they’re outside your window<br />
before you know it, they’re in your house<br />
they come</p>
<p>in an ordely line<br />
with beautiful, beaming smiles all the time chakapoko, chakalaka, charming, before you know it,</p>
<p>they’re on your shoulder<br />
before you know it, they’re on your plate they come all year round</p>
<p>they come in a matching mass of red<br />
before you know it, they’re in your mouth before you know it, they’re in your dreams</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Chega de verão e de saudade e de cozinhar a 40 graus</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2793</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Dec 2008 11:23:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[na rua o tom de cinza tenta dar um clima avermelhado pro curitibano se despir do pudor e a chuva deixa dentro um fogo um cataclisma pulsando um outro sentimento que nos dá calor show Casa Gomm, 25/10/2008 &#8211; Curitiba Música: Octávio Camargo Letra: Alexandre França Nem toda história de amor acaba em morte, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>na rua o tom de cinza tenta dar um clima<br />
avermelhado pro curitibano se despir do pudor<br />
e a chuva deixa dentro um fogo um cataclisma<br />
pulsando um outro sentimento que nos dá calor<br />
</em></p>
<p><object width="480" height="295"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/a8KwDTr6g6s&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/a8KwDTr6g6s&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"></embed></object></p>
<blockquote><p>show Casa Gomm, 25/10/2008 &#8211; Curitiba</p>
<p>Música: Octávio Camargo<br />
Letra: Alexandre França</p>
<p>Nem toda história de amor acaba em morte, mas</p>
<p>Em Curitiba estes números assustam, pois</p>
<p>Quando o inverno chega por aqui</p>
<p>Os suicidas de amor se multiplicam por dois</p>
<p>Mais um poeta da dor se joga fora do bar</p>
<p>Onde a garoa cai guardando suas palavras</p>
<p>No piso de pedra do Alto da Glória para</p>
<p>Toda a boemia abraçada rir cantando</p>
<p>Nem toda história de amor acaba em morte, mas</p>
<p>Em Curitiba estes números assustam, pois</p>
<p>Quando o inverno chega por aqui</p>
<p>Os suicidas de amor se multiplicam por dois</p>
<p>Esta doença de amor não tem remédio, porém</p>
<p>Em Curitiba no inverno os bares enchem mais</p>
<p>De gente fria esquentando com cachaça</p>
<p>Um desejo que no fundo só faz bem de mais</p>
<p>Eu mesmo largo mão de tanta hipocrisia</p>
<p>Dançando com as mocinhas da cidade</p>
<p>que eu não dava valor</p>
<p>em cada esquina mais um santo se agita</p>
<p>ao ler a missa que Dionísio saberia de cor</p>
<p>na rua o tom de cinza tenta dar um clima</p>
<p>avermelhado pro curitibano se despir do pudor</p>
<p>e a chuva deixa dentro um fogo um cataclisma</p>
<p>pulsando um outro sentimento que nos dá calor</p>
<p>é a polaca do Batel deixando a boca sorrir</p>
<p>falando alto, sem vergonha, pro comboio ouvir</p>
<p>que o esporro vai continuar na sua casa</p>
<p>outra casa cabisbaixa para farra enfeitar</p>
<p>com cores novas a fachada desbotada</p>
<p>cheia de lambrequins</p>
<p>um vinho campo largo pinta os dentes de um infeliz</p>
<p>que agora fala pelos cotovelos que não doem tanto</p>
<p>quanto antes numa época em que o amor doía como</p>
<p>aneurisma ou pontadas na barriga, o amor era uma briga</p>
<p>que batia um coração desajustado, tão cansado de sofrer</p>
<p>por opção</p>
<p>Nem toda história de amor acaba em morte, mas</p>
<p>Em Curitiba estes números assustam, pois</p>
<p>Quando o inverno chega por aqui</p>
<p>Os suicidas de amor se multiplicam por dois</p>
<p>Mas toda noite do mundo que se preze também</p>
<p>Possui no fundo da gaveta um suicida bem do tipo</p>
<p>Que não liga tanto para a vida, mas</p>
<p>Que para morte nunca deu a mínima.</p></blockquote>
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		</item>
		<item>
		<title>És tão técnico(a)</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2791</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2008 22:36:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
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		<item>
		<title>quanto mais estuda mais cavalo ele fica</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2786</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2008 03:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[aforismo]]></category>
		<category><![CDATA[ação urbana]]></category>
		<category><![CDATA[debates semióticos]]></category>
		<category><![CDATA[descartógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[mamelucovich]]></category>
		<category><![CDATA[tabernaThadeu]]></category>
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		<description><![CDATA[seu pai gastou tanto dinheiro para que ele fosse um poliglota como recompensa foi o primeiro a sentir o sabor da sua bota quanto mais estuda mais cavalo ele fica estudou teologia e filosofia pura montando a dialética de sua cavalgadura absorveu do mestre a suprema sabedoria pra transformar seu templo em uma estrebaria quanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>
seu pai gastou tanto dinheiro<br />
para que ele fosse um poliglota<br />
como recompensa foi o primeiro<br />
a sentir o sabor da sua bota</p>
<p>quanto mais estuda<br />
mais cavalo ele fica</p>
<p>estudou teologia e filosofia pura<br />
montando a dialética de sua cavalgadura<br />
absorveu do mestre a suprema sabedoria<br />
pra transformar seu templo em uma estrebaria</p>
<p>quanto mais estuda<br />
mais cavalo ele fica</p>
<p>recebeu do mundo só amor e carinho<br />
sólida cultura, todo o conhecimento<br />
mas a grande eureca ele teve sozinho<br />
burro é mistura de égua com jumento</p>
<p>quanto mais estuda<br />
mais cavalo ele fica</p>
<p><em>Roberto Prado, Marcos Prado, Edilson Del Grossi, Trindade</em></p>
<p><a href="http://polacodabarreirinha.blogspot.com/2008_11_23_archive.html"></p>
<p>http://polacodabarreirinha.blogspot.com/2008_11_23_archive.html</a></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Ovo? Saúde.</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 22:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
				<category><![CDATA[aforismo]]></category>
		<category><![CDATA[ação urbana]]></category>
		<category><![CDATA[coletivos]]></category>
		<category><![CDATA[compartilhe suas leituras]]></category>
		<category><![CDATA[egg]]></category>
		<category><![CDATA[ovo]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;firemen&#8230; are your friend.. firemen are&#8230; big men..strong men&#8230; hairy men&#8230; ham &#038; eggs&#8230;Come and touch&#8230; yer granpa&#8217;s lunch&#8230; &#8217;cause everyday&#8230; is a hollyday, hollandaise, holocaust&#8230; ham &#038; eggs..&#8221; Alice Donut &#8211; Hang the dog &#8211; The Untidy Suicides of your Degenerate Children &#8211; 1992 &#8211; Alternative Tentacles]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EbVX6WnwfkY&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/EbVX6WnwfkY&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SxJMZQw7Gyc&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/SxJMZQw7Gyc&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<blockquote><p>&#8220;firemen&#8230; are your friend.. firemen are&#8230; big men..strong men&#8230; hairy men&#8230; ham &#038; eggs&#8230;Come and touch&#8230; yer granpa&#8217;s lunch&#8230; &#8217;cause everyday&#8230; is a hollyday, hollandaise, holocaust&#8230; ham &#038; eggs..&#8221;</p>
<p><em>Alice Donut &#8211; Hang the dog &#8211; The Untidy Suicides of your Degenerate Children &#8211; 1992 &#8211; Alternative Tentacles</em></p></blockquote>
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		<title>Compartilhe suas leituras &#8211; Poéticas Visuais &#8211; Júlio Plaza</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 03:56:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
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		<description><![CDATA[baixar o arquivo sinopse: Poéticas Visuais é um texto de Júlio Plaza escrito em 1977 sobre os fenômenos samizdat para a troca de idéias e informações por parte de alguns grupos de artistas. palavras-chave: arte, samizdat, mobilização, circuito, anos 60-70, arte brasileira, crítica de arte, manifestações artísticas, história da arte, escrito de artistas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf" id="audioplayer1" height="50" width="500"><param name="movie" value="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf"></param><param name="FlashVars" value="playerID=1&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http://estudiolivre.org/repo/6545/leituras_poeticasvisuais_julioplaza.mp3"></param><param name="quality" value="high"></param><param name="menu" value="false"></param><param name="wmode" value="transparent"></param></object></p>
<p><a href="http://estudiolivre.org/el-download.php?pub=6545&#038;action=downloadAll">baixar o arquivo</a></p>
<p><strong>sinopse:</strong> Poéticas Visuais é um texto de Júlio Plaza escrito em 1977 sobre os fenômenos samizdat para a troca de idéias e informações por parte de alguns grupos de artistas.<br />
<strong>palavras-chave:</strong> <em>arte, samizdat, mobilização, circuito, anos 60-70, arte brasileira, crítica de arte, manifestações artísticas, história da arte, escrito de artistas. </em></p>
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		<title>Compartilhe suas leituras &#8211;  Entrevista especial de Silvia Ribeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 03:42:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[baixar o arquivo sinopse: O consumo excessivo e injusto é intrínseco à lógica capitalista. Leitura do texto da entrevista especial do Instituto Humanitas Unisinos com Silvia Ribeiro - http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&#038;Itemid=18&#038;task=detalhe&#038;id=18754 palavras-chave: transgênicos, capitalismo, indústria alimentícia, alimentação, exploração, terra, multinacionais, ativismo, mobilização, denúncia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf" id="audioplayer1" height="50" width="500"><param name="movie" value="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf"></param><param name="FlashVars" value="playerID=1&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http://estudiolivre.org/repo/6547/leituras_transgenicos.mp3"></param><param name="quality" value="high"></param><param name="menu" value="false"></param><param name="wmode" value="transparent"></param></object></p>
<p><a href="http://estudiolivre.org/el-download.php?pub=6547&#038;action=downloadAll">baixar o arquivo</a></p>
<p><strong>sinopse:</strong> O consumo excessivo e injusto é intrínseco à lógica capitalista. Leitura do texto da entrevista especial do Instituto Humanitas Unisinos com Silvia Ribeiro -<a href=" http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&#038;Itemid=18&#038;task=detalhe&#038;id=18754"> http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&#038;Itemid=18&#038;task=detalhe&#038;id=18754</a><br />
<strong>palavras-chave:</strong> <em>transgênicos, capitalismo, indústria alimentícia, alimentação, exploração, terra, multinacionais, ativismo, mobilização, denúncia.</em></p>
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		<title>DA PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE¹</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 03:05:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Félix Guattari O pensamento clássico mantinha a alma afastada da matéria e a essência do sujeito afastada das engrenagens corporais. Os marxistas, por sua vez, opunham as superestruturas subjetivas às relações de produção infra-estruturais. Como falar da produção de subjetividade, hoje? Uma primeira constatação nos leva a reconhecer que os conteúdos da subjetividade dependem, cada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Félix Guattari</em></p>
<p>O pensamento clássico mantinha a alma afastada da matéria e a essência do sujeito afastada das engrenagens corporais. Os marxistas, por sua vez, opunham as superestruturas subjetivas às relações de produção infra-estruturais. Como falar da produção de subjetividade, hoje? Uma primeira constatação nos leva a reconhecer que os conteúdos da subjetividade dependem, cada vez mais, de uma infinidade de sistemas maquínicos. Nenhum campo de opinião, de pensamento, de imagem, de afetos, de narratividade pode, daqui para a frente, ter a pretensão de escapar à influência invasiva da &#8220;assistência por computador&#8221;, dos bancos de dados, da telemática etc&#8230; Com isso chegamos até a nos indagar se a própria essência do sujeito &#8211; essa famosa essência atrás da qual a filosofia ocidental corre há séculos &#8211; não estaria ameaçada por essa nova &#8220;máquino-dependência&#8221; da subjetividade. Sabemos da curiosa mistura de enriquecimento e empobrecimento que resultou disso tudo até agora: uma aparente democratização do acesso aos dados e aos saberes, associada a um fechamento segregativo de suas instâncias de elaboração; uma multiplicação dos ângulos de abordagem antropológica e uma mestiçagem planetária das culturas, paradoxalmente. contemporâneas de uma ascensão dos particularismos e dos racismos; uma imensa extensão dos campos de investigação técnico-científicos e estéticos evoluindo num contexto moral de insipidez e desencanto. Mas ao invés de se associar às cruzadas tão em voga contra os malefícios do modernismo, ao invés de pregar a reabilitação dos valores transcendentais em ruína ou de entregar-se como o pós-modernismo às delícias da desilusão, pode-se tentar recusar o dilema de ter que optar entre uma rejeição crispada ou uma aceitação cínica da situação.</p>
<p>Que as máquinas sejam capazes de articular enunciados e registrar estados de fato ao ritmo do nano-segundo², e talvez amanhã do pico-segundo, ou de produzir imagens que não remetem a nenhum real representado, isso não faz delas potências diabólicas que estariam ameaçando dominar o homem. Na verdade, não tem sentido o homem querer desviar-se das máquinas já que, afinal das contas, elas não são nada mais do que formas hiperdesenvolvidas e hiperconcentradas de certos aspectos de sua própria subjetividade &#8211; e estes aspectos, diga-se de passagem, justamente não são daqueles que o polarizam em relações de dominação e de poder. Teremos lançado uma dupla ponte, do homem em direção à máquina e da máquina em direção ao homem e, com isso, terá se tornado mais possível esperar que novas e confiantes alianças se façam entre eles, quando tivermos estabelecido o seguinte:</p>
<p>1. que as atuais máquinas informacionais e comunicacionais não se contentem em veicular conteúdos representativos, mas que concorram igualmente para a confecção de novos Agenciamentos de enunciação (individuais e/ou coletivos);</p>
<p>2. que todos os sistemas maquínicos, seja qual foro domínio ao qual pertencem &#8211; técnico, biológico, semiótico, lógico, abstrato -, são o suporte, por si mesmos, de processos proto-subjetivos que eu qualificaria de subjetividade modular.</p>
<p>Evocarei aqui apenas o primeiro rol dessas questões, reservando-me para abordar o segundo, que gira em torno dos problemas de auto-referência, de autotranscendência etc., em outras circunstâncias.</p>
<p>Antes de prosseguir temos que nos perguntar se essa &#8220;entrada em máquina&#8221; da subjetividade &#8211; como se dizia antigamente &#8220;entrar em religião&#8221; (ordenar-se) &#8211; é realmente uma novidade absoluta. As subjetividades &#8220;pré-capitalistas&#8221; ou &#8220;arcaicas&#8221; também não eram engendradas por diversas máquinas iniciáticas, sociais, retóricas, embutidas nas instituições clânicas, religiosas, militares, corporativistas etc., que eu reagruparia aqui sob a denominação geral de &#8220;Equipamentos coletivos de subjetivação&#8221;? É o caso, por exemplo, das máquinas monacais que trouxeram até nós as memórias da antigüidade, fecundando assim nossa modernidade. O que eram estas máquinas monacais senão softwares, &#8220;macroprocessadores&#8221; da Idade Média &#8211; os neoplatônicos tendo sido, à sua maneira, os primeiros a conceber uma processualidade capaz de atravessar o tempo e as estases? E a Corte de Versalhes, com sua gestão minuciosa dos fluxos de poder, de dinheiro, de prestígio, de competência e suas etiquetas de alta precisão, o que era ela senão uma máquina deliberadamente concebida para secretar uma subjetividade aristocrática de reposição, muito mais submissa à realeza estatal do que a dos senhorios de tradição feudal e esboçando outras relações de sujeição aos valores e aos costumes das burguesias ascendentes?</p>
<p>Eu não poderia, num abrir e fechar de olhos, retraçar aqui o histórico desses Equipamentos coletivos de subjetivação. Aliás, a meu ver, nem a história, nem a sociologia estariam realmente em condições de nos dar as chaves analítico-políticas dos processos em questão. Eu gostaria apenas de destacar algumas vozes/vias [voi(x)(e)] fundamentais &#8211; aqui, o francês permite ligar homofônicamente, o caminho e a enunciação &#8211; que esses equipamentos produziram e cujo entrelaçamento permanece na base dos processos de subjetivação das sociedades ocidentais contemporâneas.</p>
<p>Distinguirei três séries destas vozes/vias:</p>
<p>1. as vozes de poder: que circunscrevem e cercam, de fora, os conjuntos humanos, seja por coerção direta e dominação panóptica dos corpos, seja pela captura imaginária das almas;</p>
<p>2. as vozes de saber: que se articulam de dentro da subjetividade às pragmáticas técnico-científicas e econômicas;</p>
<p>3. as vozes de auto-referência: que desenvolvem uma subjetividade processual autofundadora de suas próprias coordenadas, autoconsistencial (que há um tempo atrás eu havia relacionado à categoria de &#8220;grupo sujeito&#8221;), o que não a impede de instalar-se transversalmente às estratificações sociais e mentais.</p>
<p>Poderes sobre as territorialidades exteriores, saberes desterritorializados sobre as atividades humanas e as máquinas e, enfim, criatividade própria às mutações subjetivas: essas três vozes, embora inscritas no coração da diacronia histórica e duramente encarnadas nas clivagens e segregações sociológicas, não param de se entrelaçar em estranhos balés, alternando lutas de morte e a promoção de novas figuras.</p>
<p>Me parece oportuno assinalar, neste momento, que em nossa perspectiva esquizoanalítica de elucidação dos fatos de subjetivação, não faremos senão um uso muito discreto das abordagens dialéticas, estruturalistas, sistêmicas e mesmo genealógicas, no sentido de Michel Foucault. É que, a meu ver, de uma certa maneira todos os sistemas de modelização se valem, todos são aceitáveis, mas somente na medida em que seus princípios de inteligibilidade renunciem a qualquer pretensão universalista e admitam que eles não tem outra missão senão a de concorrer para a cartografia de Territórios existenciais &#8211; implicando Universos sensíveis, cognitivos, afetivos, estéticos etc. -, e isto para áreas e períodos de tempo bem delimitados. Esse relativismo, aliás, não tem absolutamente nada de difamatório de um ponto de vista epistemológico; ele se deve ao fato de que as regularidades, as configurações mais ou menos estáveis que as ocorrências subjetivas dão a decifrar, dependem exatamente e antes dê mais nada dos sistemas de auto-modelização acima evocados com a terceira voz de auto-referência. Aqui, os elos discursivos &#8211; tanto de expressão, como de conteúdo &#8211; não respondem mais senão de tempos a tempos, ou a contra-senso, ou por desfiguração, às lógicas ordinárias dos conjuntos discursivos. O que quer dizer que neste nível tudo é bom! &#8211; todas as ideologias, todos os cultos, até os mais arcaicos, podem bastar, pois trata-se de servir-se deles apenas a título de materiais existenciais. A finalidade primeira de suas cadeias expressivas não é mais a de denotar estados de fato ou de engastar estados de sentido em eixos significacionais; sua finalidade, repito, é a de efetuar cristalizações existenciais instaurando-se, de certo modo, aquém dos princípios de base da razão clássica: princípios de identidade, de terceiro excluído, de causalidade, de razão suficiente, de continuidade&#8230; O mais difícil de evidenciar aqui é que esses materiais, a partir dos quais podem se engrenar os processos de auto-referência subjetiva, sejam eles próprios extraídos de elementos radicalmente heterogêneos, para não dizer heteróclitos: ritmos de tempo vividos, ritornelos obsessivos, emblemas identificatórios, objetos transicionais, fetiches de toda espécie &#8230; O que se afirma por ocasião dessa travessia das regiões dos ser e dos modos de semiotização são traços de singularização &#8211; espécies de carimbos existenciais &#8211; que datam , &#8221; acontecimentalizam&#8221;, &#8220;contingenciam &#8221; os estados de fato, seus correlatos referenciais e os Agenciamentos de enunciação que lhes correspondem . Esta dupla capacidade dos traços intensivos de singularizar e de transversalizar a existência, de lhe conferir , por um lado uma persistência local e, por outro, uma consistência transversalista &#8211; uma transistência -, não pode ser plenamente captada pelos modos racionais de conhecimento discursivo . Ela só pode ser dada através de uma apreensão da ordem do afecto, uma captura transferencial global. O mais universal se encontra aqui ligado à facticidade a mais contingente ; a mais solta das amarras ordinárias do sentido se encontra aqui ancorada à finitude do ser-aí. Mas diversas tradições daquilo que podemos chamar de um &#8220;fracionalismo tacanho&#8221; continuam a manter um desconhecimento sistemático , quase militante, em relação a tudo aquilo que, no seio destas metamodelizações , possa referir &#8211; se a Universos virtuais e incorporais, a todos os mundos nebulosos da incerteza, do aleatório, do provável&#8230; Este &#8220;racionalismo tacanho&#8221; perseguiu por muito tempo, no seio da antropologia, os modos de categorização que ele qualificava de &#8220;pré-lógicos&#8221;, quando na, verdade estes modos não eram senão metalógicos, paralógicos, sendo seu objetivo essencialmente o de dar consistência a Agenciamentos</p>
<p>de subjetividades individuais e/ou coletivos. Orago que seria preciso conseguir pensar aqui é um continuum que iria das brincadeiras de criança, das ritualizações que se fazem de um jeito ou de outro por ocasião das tentativas de recomposição psicopatológica de mundos &#8220;esquizados &#8220;, até as cartografias complexas dos mitos e das artes para, finalmente , ir de encontro aos suntuosos edifícios especulativos das teologias e das filosofias que buscaram apreender essas mesmas dimensões de criatividade existencial . ( Basta evocar aqui as &#8220;almas esquecedoras &#8221; de Plotino ou o &#8220;motor imóvel&#8221; que, segundo Leibniz, preexiste a toda e qualquer dissipação de potência).</p>
<p>Mas voltemos às nossas três vozes primordiais . A partir de agora, nosso problema será o de posicionar convenientemente a terceira, a da auto- referência , em relação às vozes dos poderes e dos saberes. Eu a defini como sendo a mais singular, a mais contingente , aquela que ancora as realidades humanas na finitude , e também a mais universal , aquela que opera as mais fulgurantes travessias por campos heterogêneos . Seria preciso dizê-lo de outro modo: ela não é universal no sentido, estrito, ela é a mais rica em Universos de virtualidade, a mais provida em linhas de processualidade. E aqui peço ao leitor que não me leve a mal pela utilização de uma pletora de qualificativos, por um transbordamento de sentido de certas expressões e, sem dúvida, por uma certa imprecisão de seu alcance cognitivo: não há, aqui, outros recursos possíveis!</p>
<p>As vozes de poder e de saber se inscreviam em coordenadas de exorreferência que lhes garantiam um uso extensivo e uma circunscrição precisa de sentido. A Terra era o referente de base dos poderes sobre os corpos e as populações, enquanto que o Capital era o referente dos saberes econômicos e do controle dos meios de produção. O Corpo sem órgãos da auto-referência, sem figura nem fundo, nos abre, por sua vez, o horizonte inteiramente diferente de uma processualidade considerada como ponto de emergência contínua de toda forma de criatividade.</p>
<p>Faço questão de frisar que esta tríade &#8211; Poder territorializado, Capital de saber desterritorializado e Auto-referência processual &#8211; não tem outra ambição senão a de esclarecer certos problemas como, por exemplo, a atual ascensão das ideologias neoliberais ou de outros arcaísmos ainda mais perniciosos. Em todo caso, evidentemente não é a partir de um modelo tão sumário que se poderia pretender abordar as cartografias de processos concretos de subjetivação. Digamos que se trata aí apenas de instrumentos de uma cartografia especulativa, sem qualquer pretensão no que diz respeito a uma fundação estrutural universal, ou a uma eficiência de campo. O que é uma outra maneira de lembrar que estas vozes não existiram desde sempre e que, sem dúvida, tampouco existirão para sempre, em todo caso não sob a mesma forma. A partir daí talvez seja pertinente procurar localizar a emergência histórica destas vozes, as transposições de limiares de consistência que iriam fazer com que elas se colocassem duravelmente na órbita de nossa modernidade.</p>
<p>Pode-se esperar que tal tomada de consistência se apoie em sistemas coletivos de &#8220;memorização&#8221; dos dados e dos saberes, mas igualmente em dispositivos materiais de ordem técnica, científica e estética. Pode-se então tentar datar essas mutações subjetivas fundamentais em função, por um lado, do nascimento de grandes Equipamentos coletivos religiosos e culturais e, por outro, da invenção de novos materiais, de novas energias, de novas máquinas de cristalizar o tempo e, enfim, de novas tecnologias biológicas. Não estou dizendo que trata-se aí de infra-estruturas materiais condicionando diretamente a subjetividade coletiva, mas somente de componentes essenciais para a sua tomada de consistência no espaço e no tempo, em função de transformações técnicas, científicas e artísticas.</p>
<p>Estas considerações me levam então a distinguir três zonas de fraturas históricas a partir das quais, no decorrer do último milênio, surgiram três componentes capitalistas fundamentais:</p>
<p>- a idade da cristandade européia: marcada por uma nova concepção das relações entre a Terra e o Poder;</p>
<p>- a idade da desterritorialização capitalista dos saberés e das técnicas: fundada sobre princípios de equivaler generalizado;</p>
<p>- a idade da informatização planetária: que abre a possibilidade para uma processualidade criativa e singularizante tornar-se a nova referência de base.</p>
<p>No que diz respeito a este último ponto, antes de mais nada é preciso admitir que poucos elementos objetivos nos permitem esperar ainda por uma tal virada da modernidade mass-midiática opressiva em direção a uma era pós-mídia que daria todo seu alcance aos Agenciamentos de auto-referência subjetiva. Parece-me, no entanto, que não é senão no contexto das novas distribuições das cartas da produção da subjetividade informática e telemática que essa voz da auto-referência chegará a conquistar seu pleno regime. É claro que nada disso está ganho! Nada nesse campo poderia substituir as práticas sociais inovadoras. Não se trata aqui senão de constatar que, diferentemente de outras revoluções de emancipação subjetiva &#8211; Espartacus, a Revolução francesa, a Comuna de Paris&#8230; -, as práticas individuais e sociais de autovalorização, de auto-organização da subjetividade, hoje ao alcance de nossas mãos, estão em condições, talvez pela primeira vez na história, de desembocar em algo mais durável do que as loucas e efêmeras efervescências espontâneas, ou seja, desembocar num reposicionamento fundamental do homem em relação ao seu meio ambiente maquínico e ao seu meio ambiente natural (que aliás tendem a coincidir).</p>
<p>A IDADE DA CRISTANDADE EUROPÉIA</p>
<p>Sobre as ruínas do Baixo Império e do império carolíngio, ergueu-se na Europa ocidental uma nova figura de subjetividade que podemos caracterizar por uma dupla articulação:</p>
<p>1. com as entidades territoriais de base relativamente autônomas, de caráter étnico, nacional, religioso, que no começo deviam constituir a textura da segmentaridade feudal, mas que foram levadas a manter-se, sob outras formas, até nossos dias;</p>
<p>2. com a entidade desterritorializada de poder subjetivo de que a Igreja católica era portadora e que foi estruturada como Equipamento coletivo em escala européia.</p>
<p>Diferentemente das fórmulas anteriores de poder imperial, a figura central do poder já não tem aqui alcance direto, totalitário/totalizante, sobre os territórios de base do socius e da subjetividade. A cristandade, muito mais precocemente que o Islã, teve que renunciar a constituir uma unidade orgânica. Mas o desaparecimento de um César em carne e osso e a promoção, que se ouse dizer substitutiva, de um Cristo desterritorializado, longe de enfraquecer os processos de integração da subjetividade, ao contrário, os terão reforçado. Parece-me que da conjunção entre a autonomia parcial das esferas política e econômica, própria da segmentaridade feudal, e esse caráter hiperfusional da subjetividade cristã (manifesta com as cruzadas ou a adoção de códigos aristocráticos tais como &#8220;A Paz de Deus&#8221; descrita por Georges Duby), tenha resultado uma espécie de falha, de equilíbrio metaestável, favorável à proliferação de outros processos igualmente parciais de autonomia que reencontraremos nos seguintes fenômenos:</p>
<p>- na vitalidade cismática da sensibilidade e da reflexão religiosa característica desse período;</p>
<p>- na explosão de criatividade estética que, na verdade, desde então nunca mais parou;</p>
<p>- na primeira grande &#8220;decolagem&#8221; das tecnologias e das trocas comerciais, qualificadas pelos historiadores de &#8220;revolução industrial do século XI&#8221;, e que foi correlativa do aparecimento de novas figuras de organização urbana.</p>
<p>O que terá dado a essa fórmula ambígüa, instável, torturada, o aumento de consistência que deveria lhe permitir sobreviver às terríveis provas históricas que a esperavam: as invasões bárbaras, as epidemias, as guerras permanentes? Esquematicamente, seis séries de fatores:</p>
<p>1. a promoção de um monoteísmo que, com o uso, se revelaria bastante flexível, evolutivo, relativamente capaz de se adaptar às posições subjetivas particulares dos bárbaros, dos escravos etc. O fato de que a flexibilidade de um sistema de referência ideológica tenha se tornado um trunfo fundamental para que ele consiga perdurar, constituirá um dado de base que reencontraremos em todas as encruzilhadas importantes da história da subjetividade capitalística. (Que se pense, por exemplo, na surpreendente capacidade de adaptação do capitalismo contemporâneo que lhe permite</p>
<p>fagocitar, literalmente, as economias ditas socialistas). A consolidação dos novos padrões ético-religiosos do Ocidente cristão, desembocará na constituição de um duplo mercado paralelo de subjetivação: um mercado de refundação permanente de territorialidades de base e de redefinição de filiações e de redes de suserania, sejam quais forem seus fracassos; e um outro, de predisposição a uma livre circulação de fluxos de saber, de signos monetários, de figuras estéticas, de tecnologia, de bens, de pessoas etc., abrindo passagem para a assunção da segunda voz capitalística desterritorializada;</p>
<p>2. a instauração de um esquadrinhamento cultural das populações cristãs por um novo tipo de máquina religiosa assentando-se, particularmente, sobre as escolas paroquiais criadas por Carlos Magno e que sobreviveram ao desaparecimento de seu império;</p>
<p>3. a instauração, numa longa duração, de corpos de ofícios, de guildas, de mosteiros, de ordens religiosas&#8230; como outros tantos &#8220;bancos de dados&#8221; de saberes e de técnicas da época;</p>
<p>4. a generalização do uso do ferro e dos moinhos de energia natural;</p>
<p>o desenvolvimento de mentalidades artesanais e urbanas. Mas esse primeiro florescimento do maquinismo, é preciso sublinhar, não se implantou senão de um modo, por assim dizer, parasita, &#8220;enquistado&#8221; no seio dos grandes Agenciamentos humanos sobre os quais continuou a assentar-se o essencial dos grandes sistemas de produção. Em outras palavras, aqui não se sai ainda de uma relação fundamental homem/ferramenta;</p>
<p>5. o aparecimento das primeiras máquinas operando uma integração subjetiva muito mais desenvolvida:</p>
<p>- os relógios que batem as mesmas horas canônicas, em toda a cristandade;</p>
<p>- a invenção, por etapas, de músicas religiosas submetidas a um suporte escritural;</p>
<p>6. as seleções de espécies animais e vegetais que estarão na base desse florescimento quantitativo dos parâmetros demográficos e econômicos e, conseqüentemente, do redimensionamento dos Agenciamentos em questão.</p>
<p>Apesar, ou por causa, das colossais pressões de recalcamento territorial, mas também das aculturações enriquecedoras &#8211; exercidas, de um lado, pelo Império bizantino, retomado pelo imperialismo árabe e, de outro, pelas potências bárbaras e nômades, particularmente portadoras de inovações metalúrgicas -, o caldo de cultura da cristandade protocapitalística chegará a uma estabilização relativa (mas de longa duração) de seus três pólos fundamentais de subjetivação, aristocráticos, religiosos e camponeses, que regem suas relações de poder e de saber. Assim, as &#8220;irrupções maquínicas&#8221; ligadas ao desenvolvimento urbano e ao florescimento das tecnologias civis e militares estarão sendo encorajadas e, ao mesmo tempo, refreadas. Essa espécie de estado de natureza das relações entre o homem e a ferramenta continuará assediando até hoje os paradigmas de reterritorialização do tipo &#8220;Trabalho, Família, Pátria&#8221;.</p>
<p>A IDADE DA DESTERRITORIALIZAÇÃO CAPITALÍSTICA DOS SABERES E DAS TÉCNICAS</p>
<p>Este segundo componente da subjetividade capitalística vai se afirmar, principalmente , a partir do século XVIII, qúe será marcado por um desequilíbrio crescente das relações homem /máquina. O homem perderá aí territorialidades sociais que lhe pareciam até então inamovíveis. Com isso, suas referências de corporeidade física e social ficarão profundamente perturbadas . O universo de referência do novo cambismo generalizado, não será mais uma territorialidade segmentária , mas o Capital como modo de reterritorialização semiótica das atividades humanas e das estruturas convulsionadas pelos processos maquínicos . Antes era o Déspota real ou o Deus imaginário que serviam de pedra angular operacional para a recomposição local de Territórios existenciais . Agora será uma capitalização simbólica de valores abstratos de poder, incindindo sobre saberes econômicos e tecnológicos , articulados a duas classes sociais desterritorializadas e conduzindo a uma equivalência generalizada entre todos os modos de valorização dos bens e das atividades humanas. Tal sistema só conseguirá conservar uma consistência histórica na medida em que permanecer engajado numa espécie de eterna corrida desenfreada e ficar retomando suas manobras constantemente . A nova &#8220;paixão capitalística&#8221; varrerá tudo o que encontrar pelo caminho : em especial as culturas e as territorialidades que, bem ou mal, haviam conseguido escapar aos rolos compressores do cristianismo . Os principais fatores de consistência deste componente são:</p>
<p>1. uma penetração geral do texto impresso no conjunto das engrenagens da vida social e cultural, correlativa de um certo enfraquecimento das performances de comunicação oral diretas , mas que em contrapartida autorizará uma capacidade muito maior de acumulação e de tratamento</p>
<p>dos saberes;</p>
<p>2. o primado do aço e das máquinas a vapor que multiplicará a potência de penetração dos vetores maquínicos tanto na terra , no mar e no ar, quanto no conjunto dos espaços tecnológicos , econômicos e urbanísticos;</p>
<p>3. uma manipulação do tempo, que ficará literalmente esvaziado de seus ritmos naturais , promovida por:</p>
<p>- máquinas cronométricas que levarão ao esquadrinhamento tayloriano da força de trabalho;</p>
<p>- técnicas de semiotização econômica , por exemplo , através de moedas de crédito que implicam uma virtualização geral das capacidades de iniciativa humana e um cálculo previsional que incinde sobre os campos de inovação &#8211; espécies de notas promissórias para o futuro &#8211; que permitem ampliar indefinidamente o império das economias de mercado;</p>
<p>4. as revoluções biológicas a partir das descobertas de Pasteur que vão ligar, cada vez mais, o futuro das espécies vivas ao desenvolvimento das indústrias bioquimícas.</p>
<p>A partir daí, o homem se encontra numa posição de adjacência quase parasitária em relação aos Phylum maquínicos . Em suma, cada um de seus órgãos , de suas relações sociais sofrerá um novo recorte para ser reafetado, sobrecodificado , em função das exigências globais do sistema. (É na obra de Leonardo da Vinci, de Brueghel e sobretudo de Arcimboldo que encontraremos as mais impressionantes e premonitórias representações desses remanejamentos corporais).</p>
<p>O que é paradoxal com esse funcionalismo dos órgãos e das faculdades humanas e seu regime de equivaler generalizado dos sistemas de valorização é que ao mesmo tempo em que se refere obstinadamente a perspectivas universalizantes, historicamente ele nunca pôde chegar a outra coisa senão a um retorno sobre si mesmo, a reterritorializações de ordem nacionalista, classista, racista, corporativista, paternalista&#8230;, que o levaram inexoravelmente, e às vezes caricaturalmente, às vias de poder as mais conservadoras. O &#8220;Espírito das Luzes&#8221; que marcou o advento dessa segunda figura da subjetividade capitalística permaneceria, de fato, acompanhado de um incorrigível fetichismo do lucro &#8211; fórmula libidinal de poder especificamente burguesa que, apesar de ter se diferenciado dos antigos sistemas emblemáticos de controle dos territórios, das pessoas e dos bens, recorrendo a mediações mais desterritorializadas, nem por isso deixou de secretar um fundo subjetivo dos mais obtusos, dos mais associais e dos mais infantilizantes. Portanto, sejam quais forem as aparências de liberdade de pensamento com a qual o novo monoteísmo capitalístico sempre gostou de se pavonear, ele sempre pressupôs uma dominação arcaizante e irracional da subjetividade inconsciente, especialmente através de dispositivos de responsabilização e de culpabilização hiperindividualizados que, levados a seu paroxismo, conduzem às compulsões autopunitivas e aos cultos mórbidos do erro, repertoriados com perfeição no universo kafkiano.</p>
<p>A IDADE DA INFORMÁTICA PLANETÁRIA</p>
<p>Aqui, os pseudo-equilíbrios precedentes ficarão rompidos num sentido inteiramente diferente. Agora é a máquina que irá ficar sob o controle da subjetividade, não de uma subjetividade humana reterritorializada, mas de uma subjetividade maquínica de um novo gênero. Algumas características da tomada de consistência dessa nova era:</p>
<p>1. a mídia e as telecomunicações tendem a duplicar as antigas relações orais e escriturais. Cabe notar que a polifonia que resultar disso não irá mais associar apenas vozes humanas, mas também vozes maquínicas com os bancos de dados, a inteligência artificial, as imagens de síntese etc. A opinião e o gosto coletivo, por sua vez, serão trabalhados por dispositivos estatísticos e de modelização como os que são produzidos pela publicidade e a indústria cinematográfica;</p>
<p>2. as matérias-primas naturais vão se apagando aos poucos diante de uma imensidão de novos materiais fabricados por encomenda pela química (materiais plásticos, novas ligas, semicondutores etc.). O desenvolvimento da fissão nuclear e, amanhã, da fusão, nos permite prever uma ampliação considerável dos recursos energéticos, a não ser que este desenvolvimento conduza a desastres irreversíveis causados por poluição! Aqui, como em tudo mais, isto dependerá das capacidades de reapropriação coletiva dos novos Agenciamentos sociais;</p>
<p>3. com a temporalidade introduzida pelos microprocessadores, quantidades enormes de dados e de problemas podem ser tratados em lapsos de tempo `minúsculos, de modo que as novas subjetividades maquínicas não páram de adiantar-se aos desafios e aos problemas com os quais se confrontam;</p>
<p>4. a engenharia biológica, por sua vez, abre caminho para uma remodelação das formas vivas que pode levar a modificações radicais das condições de vida no planeta e, conseqüentemente, de todas as referências etológicas e imaginárias que lhe são aferentes.</p>
<p>A questão que volta aqui, de maneira lancinante, consiste em saber porque as imensas potencialidades processuais trazidas por todas essas revoluções informáticas, telemáticas, robóticas, biotecnológicas, dos escritórios [bureautiques]&#8230; até agora só fizeram levar a um reforço dos sistemas anteriores de alienação, a uma mass-midiatização opressiva e a políticas consensuais infantilizantes. O que irá permitir que estas potencialidades desemboquem enfim numa era pós-mídia, que as livre dos valores capitalísticos segregativos e crie condições para o pleno desabrochar dos esboços atuais de revolução da inteligência, da sensibilidade e da criação? Diversos tipos de dogmatismo pretendem encontrar uma saída para esses problemas, afirmando violentamente uma dessas três vozes capitalísticas, em detrimento das outras duas. Há aqueles que sonham, em matéria de poder, em voltar às legitimidades dos velhos tempos, às circunscrições bem delimitadas de povo, de raça, de religião, de casta, de sexo&#8230; Paradoxalmente, os neo-stalinistas e os social-democratas, que não conseguem pensar o socius senão no quadro de uma inserção rígida no seio das estruturas e das funções estatais, têm que ser classificados nessa categoria. Há aqueles cuja fé no capitalismo leva a justificar todas as devastações da modernidade &#8211; no homem, na cultura, no meio ambiente&#8230; &#8211; porque estimam que, em última instância, eles serão portadores de benefícios e progressos. Há aqueles, enfim, que por seus fantasmas de liberação radical da criatividade humana acabaram sendo relegados a uma marginalidade crônica, a um mundo de ilusões, ou os que voltaram a buscar refúgio atrás de um socialismo ou de um comunismo de fachada.</p>
<p>Cabe a nós, ao contrário, tentar repensar estas três vozes em sua necessária intricação. Nenhum engajamento nos Phylum criadores da terceira voz é sustentável sem que se criem, ao mesmo tempo, novas territorialidades existenciais que, por não serem mais da alçada de um etos pós- carolíngio, nem por isso deixam de apelar para disposições protetoras em relação à pessoa, ao imaginário e à constituição de um meio ambiente de suavidade e dedicação. Quanto aos megaempreendimentos da segunda voz, as grandes aventuras coletivas industriais e científicas e a gestão dos grandes mercados de saber, é evidente que eles continuam conservando toda sua legitimidade, mas com a condição de que sejam redefinidas suas finalidades, pois eles permanecem desesperadamente surdos e cegos às verdades humanas. É possível pretender ainda que sua finalidade seja somente o lucro? Seja como for, a finalidade da divisão do trabalho, assim como a das práticas sociais emancipadoras, terá que acabar recentrando-se num direito fundamental à singularidade, numa ética da finitude, tanto mais exigente em relação aos indivíduos e às entidades sociais, quanto menos capaz ela for de fundar seus imperativos em princípios transcendentes. Vê- se aqui que os Universos de referência ético-políticos são chamados a se instaurar no prolongamento dos universos estéticos, sem que por isso alguém esteja autorizado a falar aqui em perversão ou sublimação. Pode-se notar que os operadores existenciais que incidem sobre essas matérias ético-políticas, da mesma forma que os operadores estéticos implicam passagens inevitáveis por pontos de ruptura de sentido, por engajamentos processuais irreversíveis, cujos agentes são geralmente incapazes de prestar contas a quem quer que seja, nem mesmo a si próprios, o que inclusive os expõe a riscos de loucura. Só uma tomada de consciência da terceira voz, no sentido da auto-referência &#8211; a passagem da era consensual midiática a uma era dissensual pós-midiática &#8211; permitirá a cada um assumir plenamente suas potencialidades processuais e fazer, talvez, com que esse planeta, hoje vivido como um inferno por quatro quintos de sua população, transforme-se num universo de encantamentos criadores.</p>
<p>Imagino que esta linguagem possa soar oca a muitos ouvidos blasés, e que os menos mal intencionados podem tachar meus propósitos de utópicos. Sim, a utopia hoje não está bem cotada, mesmo quando ela adquire uma carga de realismo e de eficiência como a que lhe confere os Verdes na Alemanha. Mas não nos enganemos: o interesse por estas questões de produção de subjetividade não se limita mais apenas a um punhado de iluminados. Olhem bem o Japão, modelo dos modelos das novas subjetividades capitalísticas! Ainda não se frisou suficientemente, que um dos ingredientes essenciais do coquetel-milagre que se apresenta aos visitantes no Japão, consiste no fato de que a subjetividade coletiva, que lá é produzida massivamente, associa componentes os mais hi-tech a arcaísmos herdados de tempos imemoriais. Aqui também encontramos a função reterritorializante de um monoteísmo ambígüo &#8211; o Xintoísmo, mistura de animismo e de potências universais &#8211; que contribui para o estabelecimento de uma fórmula maleável de subjetivação a qual, é verdade, nos leva para bem longe da épura triádica das vias cristãs-capitalísticas. Seria preciso investigar melhor!</p>
<p>Mas consideremos, num outro extremo, o caso do Brasil. Está aí um país onde os fenômenos de reconversão das subjetividades arcaicas tomaram um rumo inteiramente diferente. Sabe-se que considerável parcela da população brasileira vegeta numa tal miséria que escapa, de fato, à economia monetária, o que não impede que sua indústria seja classificada em sexto lugar entre as grandes potências ocidentais. Nessa sociedade dual &#8211; e como! -, assistimos a uma subjetividade sendo duplamente varrida: de um lado, por uma onda ianque bastante racista &#8211; por mais que isto desagrade a alguns &#8211; que é veiculada por uma das mais potentes redes televisivas do mundo e, de um outro lado, por uma onda de caráter animista com religiões sincréticas como o candomblé, mais ou menos herdadas do fundo cultural africano, e que tendem a sair de seu acantonamento originário do seio das populações negras, para contaminar o conjunto da sociedade, inclusive os meios mais abastados do Rio e de São Paulo. É impressionante ver o quanto, nesse contexto, a impregnação mass-midiática precede a aculturação capitalística. E sabem o que aconteceu quando o presidente Sarney quis dar um golpe decisivo na inflação que tinha chegado a 400 % ao ano? Ele foi à televisão, brandiu um papel diante das câmaras e declarou que a partir do instante em que ele assinasse o decreto-lei que tinha em mãos, cada espectador que o assistia naquele momento seria seu representante pessoal e teria o direito de denunciar os comerciantes que remarcassem os preços, o que podia até dar cadeia. Parece que este foi um tempo tremendamente eficaz. Mas a que preço de regressão em matéria de direito!</p>
<p>O impasse subjetivo do capitalismo da crise permanente (o Capitalismo Mundial Integrado) parece total. Ele sabe que as vozes de auto-referência são indispensáveis para sua expansão e portanto para sua sobrevivência; no entanto, tudo o leva a refrear sua proliferação. Uma espécie de Superego &#8211; a voz grossa carolíngea &#8211; não sonha senão em esmagar essas vozes, reterritorializando-as em suas imagens arcaicas. Mas, para procurar sair desse círculo vicioso, tentemos agora ressituar nossas três vozes capitalistas em relação às coordenadas geopolíticas em uso para hierarquizar os grandes conjuntos subjetivos em primeiro, segundo e terceiro mundo. Para a subjetividade do Ocidente cristão tudo era (e, inconscientemente, continua sendo) simples: ela não sofre nenhum enquadramento, nem de latitude, nem de longitude. Ela é o centro transcendente em torno do qual tudo é suposto girar. As vozes do Capital, por sua vez, não pararam de avançar, primeiro em direção ao Oeste, atrás de inapreensíveis &#8220;novas fronteiras&#8221; e, mais recentemente, em direção ao Leste, na conquista de tudo aquilo em que se transformaram os antigos impérios asiáticos &#8211; inclusive a Rússia. Só que essa corrida enlouquecida chega a seu termo com a Califórnia de um lado e o Japão do outro. A segunda voz do Capital está encerrada, o mundo se fechou e o sistema está saturado. (A última potência que irá percebê-lo será sem dúvida a França, agarrada em seu atol de Mururoa!)³. A conseqüência, disto é que talvez seja no eixo Norte-Sul que vai estar em jogo o destino da terceira voz da auto-referência: é o que eu gostaria de chamar de &#8220;compromisso bárbaro&#8221;. O antigo limes de delimitação da barbárie desagregou-se irremediavelmente, desterritorializou- se. Os últimos pastores do monoteísmo perderam seus rebanhos, pois a nova subjetividade não é mais de natureza a poder ser reunida. E, aliás, agora é o Capital que começa a explodir em polivocidade animista e maquínica. Não seria uma virada fabulosa que as velhas subjetividades africanas, pré-colombianas, aborígenes&#8230; se tornassem o recurso último da reapropriação subjetiva da auto-referência maquínica? Aqueles mesmos negros, índios, oceânicos dos quais tantos ancestrais escolheram a morte ao invés da submissão aos ideais de poder, de escravismo e, depois, de cambismo, da cristandade e do capitalismo?</p>
<p>E, para terminar, espero que o leitor não me faça objeções pelo caráter um tanto exótico de meus dois últimos exemplos. Mesmo num país do Velho Continente como a Itália, constata-se que há alguns anos, no seio do triângulo Norte-Leste-Centro, uma imensidão de pequenas empresas familiares começaram a viver em simbiose com os ramos industriais de ponta da eletrônica e da telemática. Isso chega ao ponto de que se uma Silicon Valley à italiana tiver que surgir, será graças à reconversão de arcaismos subjetivos, que têm sua origem nas antigas estruturas patriarcais daquele país. E talvez não seja do desconhecimento do leitor que alguns prospectivistas, que não são absolutamente fantasistas, pretendem que certos países mediterrâneos como a Itália e a Espanha, estão sendo levados a superarem, em alguns decênios, os grandes pólos econômicos da Europa setentrional. Então, vejam, em matéria de sonho e de utopia, o futuro permanece amplamente aberto. Meu anseio é que todos aqueles que continuam ligados à idéia de progresso social &#8211; para quem o social não se tornou um engodo, uma &#8220;aparência&#8221; &#8211; se debrucem seriamente sobre essas questões de produção da subjetividade. A subjetividade de poder não cai do céu; não está inscrito nos cromossomos que as divisões do saber e do trabalho devem necessariamente levar às terríveis segregações que a humanidade conhece hoje. As figuras inconscientes do poder e do saber não são universais, elas estão,ligadas a mitos de referência profundamente ancorados na psique, mas que também podem ser inflectidos em direção a vias liberadoras. A subjetividade permanece hoje massivamente controlada por dispositivos de poder e de saber que colocam as inovações técnicas, científicas e artísticas a serviço das mais retrógradas figuras da socialidade. E, no entanto, é possível conceber outras modalidades de produção subjetiva &#8211; estas processuais e singularizantes. Essas formas alternativas de reapropriação existencial e de autovalorização podem tornar- se, amanhã, a razão de viver de coletividades humanas e de indivíduos que se recusam a entregar-se à entropia mortífera, característica do período que estamos atravessando.</p>
<p><em>Tradução de Suely Rolnik</em></p>
<p><strong>NOTAS<br />
</strong></p>
<p>1. Texto enviado por Guattari ao Colégio Internacional de Estudos Filosóficos Transdisciplinares, para integrar a publicação de um número da revista 34 Letras sobre o tema da Pós-Modernidade. Esta publicação, no entanto, acabou não ocorrendo por conta do desaparecimento da revista. O texto foi editado pela primeira vez na revista Chimères &#8211; Revue des Schizoanalyses (n. 4, inverno 1987-1988; pp. 27-44) e reeditado como &#8220;Liminar&#8221;, no livro de Guattari Cartographies Schizoanalytiques ( Galilée, Paris, 1989; pp. 9-25). (N. da Ed.)</p>
<p>2. Nano-segundo: dez elevado a menos nove segundos; pico-segundo: dez elevado a menos doze segundos. Sobre todos os temas prospectivos aqui evocados, cf. &#8220;Rapport sur l&#8217;état de Ia technique&#8221; C.P.E., número especial de Science et téchnique, dirigido por Thierry Gaudin. (N. do A.)</p>
<p>3. Atol no Pacífico que pertence à França e é base de suas experiências nucleares. ( N. da T.)</p>
<p><em><br />
Fonte: GUATTARI, Félix. Da produção da subjetividade. In.: PARENTE, André (Org.). Imagem-máquina: a era das tecnologias do virtual. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1996.</em></p>
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		<title>Muxe: o terceiro sexo.</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 03:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Justo, no México, &#8220;país do machismo&#8221;, há uma localidade que se distingue nitidamente de suas cercanias: é Juchitán, a cidade com mais do que dois sexos. por Veronika Bennholdt-Thomsen Juchitán é diferente. Essa cidade no istmo de Tehuantepec, com cerca de 90 mil habitantes, não combina muito com a imagem de um México marcado pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Justo, no México, &#8220;país do machismo&#8221;, há uma localidade que se distingue nitidamente de suas cercanias: é Juchitán, a cidade com mais do que dois sexos.
</p></blockquote>
<p>por <em>Veronika Bennholdt-Thomsen</em></p>
<p>Juchitán é diferente. Essa cidade no istmo de Tehuantepec, com cerca de 90 mil habitantes, não combina muito com a imagem de um México marcado pelo machismo. No comércio e na vida social, quem manda é a mulher; e qualquer homem que quiser pode se fazer passar abertamente por mulher. Os muxes (termo supostamente derivado do espanhol mujer) não são apenas aceitos, mas também estimados em sua alteridade. São considerados especialmente trabalhadores, o que não é de se admirar, pois demonstram à sociedade seu status de terceiro sexo ao se destacarem de forma especial nos setores de trabalho femininos. Como o trabalho das mulheres é altamente reconhecido em Juchitán, para os muxes é mais fácil deixar para trás sua identidade masculina aqui do que em outros lugares. Mulheres e muxes são comerciantes e artesãos responsáveis sobretudo pelos alimentos e pelos deliciosos pratos, bem como por bordado, artes medicinais, cerâmica e pelas numerosas festas do ciclo anual, para as quais eles fornecem comida e bebida, além da decoração para a praça das festividades.</p>
<p>Os homens são responsáveis pelos bens primários, ou seja, pela lavoura e pela pesca, trabalham como artesãos em ramos masculinos como construção civil, marcenaria, tecelagem de redes e ourivesaria, mas também em âmbitos como música, pintura e poesia. Os homens colocam seus produtos na mão das mulheres e elas os comercializam. A mulher administra todo o dinheiro, inclusive o lucro da venda dos produtos é o salário que os poucos assalariados, desde sempre em minoria nessa comunidade, lhes entregam integralmente. Afinal, os assuntos financeiros fazem parte das incumbências femininas.</p>
<p>E o erotismo, a sexualidade? Os muxes são considerados especialmente eróticos. Quando aparecem nas festas, maquiados, cheios de jóias, flores no cabelo, e se sentam junto às mulheres nas primeiras fileiras em torno do terreiro de dança, todo mundo estica o pescoço, até os homens sentados nas filas de trás, por mais que esses o façam menos ostensivamente, para evitar que seu interesse sexual pelos muxes vire imediatamente alvo de zombarias nada discretas.</p>
<p>Nos últimos anos, os muxes passaram cada vez mais a se vestir para as festas com os trajes típicos das juchitecas, ricamente bordados, em vez de usarem calça preta e camisa branca. Isso não deixa de provocar um certo mau humor entre as mulheres, pois elas já não podem mais se distinguir dessas outras vestidas como rainhas e tidas em similar alta estima. Não é raro ouvir um muxe soltar uma tirada contra alguma difamadora: &#8220;Sou mais mulher do que você!&#8221;. Também se ouve murmurar que certas mulheres se expressam de forma tão crítica por causa da concorrência pela atenção sexual dos homens ou de um determinado homem. Afinal, o parceiro sexual do muxe é o homem, que &#8211; por sua vez &#8211; não é visto nem como experiência reiteradamente na idade adulta, algo em geral acompanhado por um alto consumo alcoólico. Por mais que seja raro, também há homens que vivem numa relação estável com um muxe, sem que isso altere seu status masculino. Do mesmo modo, também há casos igualmente raros de muxes que vivem numa relação fixa com uma mulher e têm filhos, sem que isso altere em nada seu status de muxe. Em contrapartida, o contato sexual entre muxes é mal visto, considerado uma quebra de tabu no sistema de regras sexuais.</p>
<p>Como é que nós, a partir do sistema de categorias da Europa Central, podemos compreender essa outra forma de lidar com identidades sexuais? Ou melhor, como é que se produz identidade sexual aqui e lá? Muito esclarecedor nesse contexto é o resultado de uma pequena enquete que um austríaco fez entre os muxes de Juchitán em 2004. No estudo de campo &#8220;Transgênero e Normas Sociais&#8221;, Georg Brandenburg indagou pelo que os muxes optariam, se tivessem a possibilidade, já existente na Áustria, de fazer uma operação com o melhor acompanhamento médico e passar a tomar hormônios para se transformar numa mulher. Nenhum dos muxes entrevista dos achou a idéia interessante, mas sim estranha: &#8220;Não, isso não mudaria nada. Nesse caso, eu seria um muxe com corpo de mulher&#8221;, respondeu um deles. Dificilmente se poderia expressar melhor a identidade como terceiro sexo, sim, a existência de um terceiro sexo. Afinal, em Juchitán não se separa a natureza da &#8220;construção&#8221; social dos sexos, ao contrário do que ocorre no conceito de &#8220;gênero&#8221;; a natureza sempre é compreendida como algo socialmente moldado &#8211; tanto a do muxe quanto a das mulheres e dos homens. Daria para dizer que não existe biologia pura.</p>
<p>O trabalho tem um papel importante na definição da atribuição sexual. Não embora, mas justamente porque a divisão sexual de trabalho entre homem e mulher é nitidamente marcada em Juchitán, é possível definir um terceiro sexo. Entre nós, pelo contrário, a dissolução de todas as atribuições séxuais biológicas é vista como pressuposto da liberdade de escolha de uma identidade sexual para além da norma heterossexual &#8211; algo reforçado nos últimos anos pelo desconstrutivismo e pelo discurso de gêneros. Por trás disso está a noção ocidental da natureza como reino restritivo da necessidade, de modo que a dissolução do contexto natural é entendida como um passo rumo à libertação da heterossexualidade obrigatória.</p>
<p>Por intermédio de uma clara divisão sexual de trabalho, ainda se define um quarto sexo na região do istmo zapoteca: a marimacha. Trata-se da mulher que se identifica como papel social masculino, faz trabalho de homem e geralmente vive em um relacionamento com outra mulher. Ao contrário dos muxes, que costumam dizer que desde crianças se sentiam do lado feminino, não são poucas as que se tornaram marimachas quando adultas, mesmo após o nascimento dos filhos. Ao contrário dos muxes, as marimachas não são facilmente aceitas como um sexo autônomo. Talvez isso se deva ao alto prestígio da mulher na sociedade dos Binnizá, algo a que elas renunciam ao se tornarem homens e que os muxes, por sua vez, conquistam para si. Seja como for, o trabalho define em todos os casos igualmente as atribuições sexuais.</p>
<p>Em Juchitán, trabalho é uma expressão do corpo, é a liga ção da corporalidade humana, da natureza humana com a natureza à volta, com os materiais da natureza, fazendo uma ponte com a comunidade. Através do trabalho, a pessoa como um todo se realiza no mundo-com espírito, alma, corpo, sexualidade e aptidão. Ser comerciante é, portanto, uma capacidade com a qual a mulher juchiteca nasce, uma característica sexual secundária, por assim dizer. É por isso que um homem comerciante também é um muxe. Analogamente, o mercado, isto é, as barracas do mercado e das ruas adjacentes, bem como o comércio exterior e os negócios bancários são de responsabilidade das mulheres. Quando elas aparecem nas festas usando ostensivamente as jóias de ouro que adquiriram através de seu trabalho, quem vê entende intuitivamente o quanto isso está ligado à sua atratividade sexual. Desenvolver seu talento como comerciante é algo que enche a mulher de satisfação e orgulho. 0 mesmo se aplica ao homem e à sua vocação para a lavoura e a pesca. As mulheres, em contrapartida, não são camponesas nem pescadoras, a não ser que sejam marimachas. Como a atividade imediatas ignifica ao mesmo tempo o desenvolvimento da vida, os habitantes de Juchitán não aspiram a fazer trabalho assalariado ou a deixar seu trabalho ser executado por trabalhadores assalariados.</p>
<p>Assim, a economia de Juchitán consiste em inúmeros autônomos, não apenas com uma clara divisão de trabalho entre os sexos, mas também com uma alta divisão de trabalho entre as mulheres. Não há donas-de-casa em Juchitán. Toda atividade é estimada como produtiva e seu produto pode ser negociado como mercadoria. Somente a própria mão-de- obra não se torna mercadoria. Toda mulher e todo muxe são especializados em diferentes âmbitos de produção, que entre nós geralmente contam como trabalho doméstico de responsabilidade de uma única mulher, mas lá são destinados ao mercado: preparar chocolate, fazer compota de frutas, assar pastéis de milho, lavar e engomar a barra rendada do traje de festa etc. Com isso, a cidade inteira se torna um grande domicílio negociado pelo mercado. Em outras palavras, o trabalho de subsistência ligado à natureza, ou seja, o trabalho naquilo que é necessário à subsistência cotidiana não é menosprezado em Juchitán. Ao contrário do que ocorre entre nós, a meta não consiste em se libertar desse trabalho, mas sim em realizá-lo bem.</p>
<p>Será que é essa extraordinária força econômica da mulher que permite ao muxe ser tão bem aceito socialmente, a ponto de as mães ficarem contentes quando um de seus filhos se revela muxe? Essa é uma suposição manifestada com freqüência, embora seja apenas a meia verdade. A verdade inteira é que esse sistema social, econômico e cultural tão distinto se baseia numa compreensão da natureza diferente da nossa. Assim que a mão-de-obra se torna mercadoria e o ser humano deixa de praticar uma atividade concreta cujo sentido seja o aproveitamento imediato do resultado do trabalho, assim que se passa a trabalhar por um salário abstrato, portanto, desaparece o erotismo do fazer e com isso também a possibilidade de realizar a natureza humana através do trabalho.</p>
<p>Sendo assim, os muxes certamente não terão vantagem nenhuma se passarem a se compreender como gays ou, sob estímulo das câmeras dos turistas e das emissoras de televisão internacionais, transformarem sua grande festa do ciclo anual em um show de travestis, ou então passarem a usar o traje feminino de gala nas outras festas da comunidade juchiteca como se fossem drag queens. Que as benevolentes deusas de suas antepassadas os protejam dessa perda de identidade!</p>
<p><em><br />
Tradução do alemão : Simone de Mello</p>
<p>Fonte: revista humboldt número 97/2008</em></p>
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		<title>Musica pra ninar vizinho e a tal da calma&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 23:48:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Vídeo gravado por Carlos Kaspchack e postado por Renata Mele. Alta madrugada ía na Barreirinha à dentro. Violão, grunhidos, as cordas vocais reverberando. Lá pelas tantas uma voz da parte baixa do morro, sem sabermos precisar de onde, grita de uma só vez: Vizinho Fanfarrããããão!!! No ato eu, pessoalmente, achei de uma educação suprema. Tanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qXqswEgkU6U&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/qXqswEgkU6U&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<blockquote><p>Vídeo gravado por Carlos Kaspchack e postado por Renata Mele.</p>
<p>Alta madrugada ía na Barreirinha à dentro. Violão, grunhidos, as cordas vocais reverberando. Lá pelas tantas uma voz da parte baixa do morro, sem sabermos precisar de onde, grita de uma só vez: Vizinho Fanfarrããããão!!! No ato eu, pessoalmente, achei de uma educação suprema. Tanto palavrão pra gritar, o vizinho se limitou a um “fanfarrão”. Entramos na casa do Polaco, fechamos portas, janelas e fizemos, Thadeu, Octavio e eu, esta singela canção de ninar vizinho.(&#8230;)<br />
<br />
<em>~ por barbarakirchner em Dezembro 10, 2008.</em><br />
fonte: <a href="http://curitibaneando.wordpress.com/2008/12/10/musica-para-ninar-vizinho/">curitibaneando</a></p></blockquote>
<p>e a tal da calma:</p>
<p><object width="480" height="295"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fPLymzYkNV8&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/fPLymzYkNV8&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"></embed></object></p>
<blockquote><p>
(&#8230;)&#8221;vendo você fazer o SOBROLHO PENSATIVO como se estivesse diante de um morto vivo:<br />
Uma alma penada, sem lembrança do tempo em que foi feliz&#8221;(&#8230;)
</p></blockquote>
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		<title>Para quebrar tudo e sair sorrindo!</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 16:35:35 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[En el Acuerdo sobre los ADPIC, uno de los artículos más controvertidos es el 27.3b. Dicho artículo está relacionado con el derecho de los miembros a excluir de la patentabilidad &#8220;las plantas y los animales excepto los microorganismos, y los procedimientos esencialmente biológicos para la producción de plantas o animales, que no sean procedimientos no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.elpais.com/articulo/tecnologia/Asociacion/Internautas/pide/Cultura/retire/campana/antipirateria/elpeputec/20081205elpeputec_1/Tes"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/paraacordarparapensarpararefletir2.png" alt="" title="paraacordarparapensarpararefletir2" width="500" height="341" class="alignnone size-full wp-image-2736" /></a></p>
<p>En el Acuerdo sobre los ADPIC, uno de los artículos más controvertidos es el 27.3b. Dicho artículo está relacionado con el derecho de los miembros a excluir de la patentabilidad &#8220;las plantas y los animales excepto los microorganismos, y los procedimientos esencialmente biológicos para la producción de plantas o animales, que no sean procedimientos no biológicos o microbiológicos&#8221;, pero, a su vez, exige la protección de las variedades de plantas, ya sea mediante patentes o a través de un sistema sui generis eficaz. Según afirmó Shashikant, el artículo favoreció la industria biotecnológica de los países desarrollados al exigir la concesión de patentes de microorganismos, lo que, en el caso de estos países, constituye una ventaja.</p>
<p>&#8220;La cuestión reside en determinar si esto se aplica a los organismos modificados genéticamente y no a los microorganismos naturales&#8221;, expresó, y agregó que la definición de microorganismos no deja en claro a qué se hace referencia.</p>
<p>Actualmente el artículo <a href="http://www.mtschaefer.net/entry/defending-my-bastard-culture/">27.3b</a> se encuentra bajo revisión y algunos países, tales como Brasil, la India y Tailandia, solicitan mayor claridad en éste, sostuvo.</p>
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		<title>A volta da ficção: escolha seu simulacro</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 19:11:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Existem nas recordações de todo homem coisas que ele só revela aos seus amigos. Há outras que não revela mesmo aos amigos, mas apenas a si próprio, e assim mesmo em segredo. Mas também há, finalmente, coisas que o homem tem medo de desvendar até a si próprio, e, em cada homem honesto, acumula-se um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="file:///tmp/moz-screenshot.jpg" alt="" /></p>
<blockquote>
<p align="justify">Existem nas recordações de todo homem coisas que ele só revela aos seus amigos. Há outras que não revela mesmo aos amigos, mas apenas a si próprio, e assim mesmo em segredo. Mas também há, finalmente, coisas que o homem tem medo de desvendar até a si próprio, e, em cada homem honesto, acumula-se um número bastante considerável de coisas no gênero. E acontece até o seguinte: quanto mais honesto é o homem, mais coisas assim ele possui (…)</p>
<p align="justify">Agora, quero justamente verificar: é possível ser absolutamente franco, pelo menos consigo mesmo, e não temer a verdade integral?</p>
<p align="justify">Fiódor Dostoiévski, <em>Memórias do Subsolo</em>, pg. 52 &#8211; (Editora 34)</p>
<p align="justify"><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/qoringadobaralho.png"><img class="alignnone size-full wp-image-2730" title="qoringadobaralho" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/qoringadobaralho.png" alt="" width="300" height="506" /></a></p>
<p align="justify">
</blockquote>
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		<title>Ciudadesmonte</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 17:42:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O que estamos realizando? Qual é o limite?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/realizar_sonhos.jpg" alt="" title="realizar_sonhos" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2726" /></p>
<p>O que estamos realizando?</p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/fronteiras.jpg" alt="" title="fronteiras" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2727" /></p>
<p>Qual é o limite?</p>
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		<title>Antigüidade Romena</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 04:52:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O caso genitivo é um caso gramatical que indica uma relação, principalmente de posse, entre o nome no caso genitivo e outro nome. Em um sentido mais geral, pode-se pensar esta relação de genitivo como uma coisa que pertence a algo, que é criada a partir de algo, ou de outra maneira derivando de alguma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>caso genitivo</strong> é um caso gramatical que indica uma relação, principalmente de posse, entre o nome no caso genitivo e outro nome. Em um sentido mais geral, pode-se pensar esta relação de genitivo como uma coisa que pertence a algo, que é criada a partir de algo, ou de outra maneira derivando de alguma outra coisa. (A relação é normalmente expressa pela preposição <em>de</em> em <a title="Língua portuguesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa">português</a>.) Já o termo <em>caso possessivo</em> refere-se a um caso semelhante, embora normalmente de uso mais restrito.</p>
<p>Diversos idiomas têm um caso genitivo, entre os quais o <a title="Língua lituana" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_lituana">lituano</a>, o <a title="Língua árabe" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_%C3%A1rabe">árabe</a>, o <a title="Latim" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Latim">latim</a>, o <a title="Língua irlandesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_irlandesa">irlandês</a>, o <a title="Língua georgiana" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_georgiana">georgiano</a>, o <a title="Língua grega" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_grega">grego</a>, o <a title="Língua alemã" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_alem%C3%A3">alemão</a>, o <a title="Língua neerlandesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_neerlandesa">neerlandês</a>, o <a class="mw-redirect" title="Língua polonesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_polonesa">polonês</a>, o <a title="Língua eslovena" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_eslovena">esloveno</a>, o <a title="Língua croata" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_croata">croata</a>, o <a title="Língua russa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_russa">russo</a>, o <a title="Língua finlandesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_finlandesa">finlandês</a>, o <a title="Língua japonesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_japonesa">japonês</a> e o <a title="Sânscrito" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A2nscrito">sânscrito</a>. O <a title="Língua romena" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_romena">romeno</a> é a única <a class="mw-redirect" title="Língua românica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_rom%C3%A2nica">língua neolatina</a> que ainda faz uso deste <a title="Caso" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso">caso</a>. O <a title="Língua inglesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa">inglês</a> não tem propriamente um caso genitivo, mas uma terminação possessiva, <em>-&#8217;s</em>.</p>
<p>fonte: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Genitivo">http://pt.wikipedia.org/wiki/Genitivo</a></p>
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		<title>Começo do fim do fim do começo da exploração da indústria da alimentação orgânica</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 18:53:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[entre outras&#8230; O consumo excessivo e injusto é intrínseco à lógica capitalista. Entrevista especial de Silvia Ribeiro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://miltontoshiba.blogspot.com/2006/02/livro-india-then-and-now-de-vir.html'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/fimdaexploracao5.gif" alt="" title="fimdaexploracao5" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2721" /></a><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/veneno_bunge.jpg'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/veneno_bunge.jpg" alt="" title="veneno_bunge" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2722" /></a><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/veneno_cargill.jpg'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/veneno_cargill.jpg" alt="" title="veneno_cargill" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2723" /></a><br />
entre outras&#8230;</p>
<p><a href="http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&#038;Itemid=18&#038;task=detalhe&#038;id=18754">O consumo excessivo e injusto é intrínseco à lógica capitalista. Entrevista especial de Silvia Ribeiro</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Garatujas</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 13:20:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pixa.devolts.org/wp-content/uploads/2008/11/sistole500.png" alt="" width="500" height="614" /></p>
<p><img src="http://pixa.devolts.org/wp-content/uploads/2008/11/diastole500.png" alt="" width="500" height="689" /></p>
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		<title>Ração humana para morros desitratados</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 14:48:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cachorros e outros estimados animais domésticos são levados para passear. Itaipú segue imponente sobre as 7 quedas. Unus erat toto naturae vultus in orbe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/eou'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/erosao_curta.gif" alt="" title="erosao_curta" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-2716" /></a></p>
<p>Cachorros e outros estimados animais domésticos são levados para passear. Itaipú segue imponente sobre as 7 quedas. Unus erat toto naturae vultus in orbe.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Apoio ao movimento dos sem satelites</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 02:14:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardo.ruiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[glerm: MSST (Movimento dos Sem Satélite): http://pixa.devolts.org/?p=37 Comunidade de artesãos de bits e volts, poetas humanistas, cientistas nômades, para onde estamos indo? Confio no pulso dos seus passos, nossa revolução é o próximo segundo e o desafio constante de não render-se ao conformismo de simplesmente entreter-se ou entreter, distraindo o fato de que vivemos além [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="-1em;"><span><span style="bold;">glerm</span>: MSST (Movimento dos Sem Satélite): <a href="http://pixa.devolts.org/?p=37" target="_blank">http://pixa.devolts.org/?p=37</a></span></span></p>
<p>Comunidade de artesãos de bits e volts, poetas humanistas, cientistas nômades, para onde estamos indo? Confio no pulso dos seus passos, nossa revolução é o próximo segundo e o desafio constante de não render-se ao conformismo de simplesmente entreter-se ou entreter, distraindo o fato de que vivemos além da história, dos muros, dos bancos, da semelhança dos corpos e suas consagüinidades. Queremos um ecossistema condizente com toda esta pirotecnia prometéica de um suposto ser vivo Sapiens, uma simbiose duradoura e enfim poder pensar em criar e imaginar outros espaços e formas para todo esse conhecimento que mantemos aceso nesta chama. Mas se ainda hoje nossos semelhantes marcham por um pedaço de chão para sobreviver, e alienam seus instintos mais criativos em busca de algum reconhecimento dentro de uma esmagadora cultura de consumo auto destrutivo, nos deparamos com a questão: qual o papel que nós aqui já alimentados e abrigados temos em pensar numa soberania e transmissão de conhecimentos que buscam reverter esta pulsão auto destrutiva da humanidade? A conjectura deste manifesto é em função de apontar uma faísca rachando no horizonte: Criaremos nosso primeiro satélite feito à mão e mandaremos ao espaço sideral entulhado de satélites industriais corporativos e governamentais. Será nosso satélite capaz de tornar nossas redes ainda mais autônomas? Ou o caminho é repensar toda atual estrutura de nossa tecnocracia e ciência a ponto de decidirmos estratégicamente um caminho totalmente diferente? Qual??Muito mais que cobaias da Tecnocracia! Sonhando e Dançando: marcham os Sem-Satélite…</p>
<div><span style="#888888;">23:02 </span><span style="-1em;"><span><span style="bold;">me</span>: Só os satélites poderão nos responder!!!!!@!!!!! GLORIA!!!!!!</span></span></div>
<div><span style="#888888;">23:03 </span><span style="6em;"><span>que massa velho</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>caraca que massa</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>caraca</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>caraca</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>porque ai eh o ponto final</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>ou essa porra funciona</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e a gente fica autobnomo na transmissao de conhecimento</span></span></div>
<div><span style="#888888;">23:04 </span><span style="6em;"><span>ou a gente quebra tudo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>cartinha</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>mandar pra museu</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>mandar pra porra toda</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>lancar esse satelite</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e descobrir qual eh a real</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>que tah foda figar devagando em pensamentos</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>argumentos</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e papinhos</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>enquanto o mundo tah desse jeito mesmo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>eh aquilo mesmo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>eu jah esperava</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>eu jah estava esperando</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>acabou o neo liberalismo</span></span></div>
<div><span style="#888888;">23:05 </span><span style="6em;"><span>aquilo neh, foi pro saco, um  onte de teorico se mostrou tonto</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>a direita se viu uma pessima aluna</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e dai o capitalismo retorna</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>de novo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>nesse zigzaag  capital-tempo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>capital-tempo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>porque o neo liberalismo foi o caminho errado, el soh queria se expandir mais</span></span></div>
<div><span style="#888888;">23:06 </span><span style="6em;"><span>ele, o capitalismo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>quer sempre se expandir</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>nao eh?</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>pois eh</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e entao a esquerda</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>masi equivocada que tudo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>ficou boladona</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>agora que caiu o sistema</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e eles nao percebeeram a nao ser no momento que caiu</span></span></div>
<div><span style="#888888;">23:07 </span><span style="6em;"><span>querem tomar o poder</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>acredita?</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>tava lendo cadernos da flacso</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e a esquerda estah preocupada</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>pois o plano deles de contrahegemonia nao estah pronto!</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>huahauhuha</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>eles querem a hegemonia!!!!!!</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e dai sobrou nois</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>o movimento dos sem satelite</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>dos sem terra</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>dos sem beck</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>dos sem tudo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>galera que nao tem nada</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>agora quer ter tudo</span></span></div>
<div><span style="#888888;">23:08 </span><span style="6em;"><span>ou pelo menos alguma coisa que ele acredite ser o tudo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>seu tudo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e dos seus outros todos</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>o satelites para quem eh de sateelites</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>mas se os satelites nao derem conta</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>seremos humildes</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e vamos pro movimento dos sem correiso</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>correios</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>poorque nao esqueca</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>eh o fim do mundo</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e o fim do mundo eh isso, a cada retorno que se dajh nesse zigzag</span></span></div>
<div><span style="#888888;">23:09 </span><span style="6em;"><span>milhares de pesoas morrem</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>tah tendo tiroteio na india, terra do respéito à vida!</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>tah tendo temporal devastador em santa catarina, terra de criciuma e figueirense!</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>e avai!</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>fico preocupado com essas coisas</span></span></div>
<div><span style="#888888;">23:10 </span><span style="6em;"><span>eh por isso que eu apoio o movimento dos sem satelites.</span></span></div>
<div><span style="#888888;"> </span><span style="6em;"><span>se eles nao funcionarem, que tentemos outras formas de contato e troca de conhecimento, quee, a hora que a geleira derreter, aonde vou pagar a conta da coelba?</span></span></div>
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		<title>A classe do novo</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2713</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 23:25:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
				<category><![CDATA[mimosa]]></category>
		<category><![CDATA[descentro]]></category>
		<category><![CDATA[fututos imaginários]]></category>

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		<description><![CDATA[Orelha do livro As profecias novaiorquinas originalmente em: http://pub.descentro.org/wiki/orelha_do_livro Já se passavam das nove horas da noite quando o porteiro anunciou no interfone da cozinha a chegada de um homem que não falava português. Pedimos para deixá-lo entrar e corri até a janela para vê-lo. Possuía estatura mediana, andar desengonçado, calças e jaqueta jeans azul [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Orelha do livro</strong></p>
<p><strong>As profecias novaiorquinas</strong><br />
originalmente em: <a href="http://pub.descentro.org/wiki/orelha_do_livro">http://pub.descentro.org/wiki/orelha_do_livro</a></p>
<p>Já se passavam das nove horas da noite quando o porteiro anunciou no interfone da cozinha a chegada de um homem que não falava português. Pedimos para deixá-lo entrar e corri até a janela para vê-lo. Possuía estatura mediana, andar desengonçado, calças e jaqueta jeans azul escuro e uma boina também azul na cabeça. Arrastava sua valise de rodinhas por entre os mosaicos de pedra portuguesa e a fina chuva que caía durante o período que eu o encarava. Dr. Richard Barbrook chegou às vésperas do festival Mídia Tática Brasil, evento de arte, mídia, política e tecnologia que havia sido, em grande parte, organizado via lista de troca de emails pela internet. Barbrook participaria no debate de abertura do evento juntamente com John Perry Barlow sob a moderação do recém empossado Ministro da Cultura, Sr. Gilberto Passos Gil Moreira. Um dos assessores do ministro, Hermano Vianna, nos confessara em um telefonema prévio que o festival que organizávamos tinha relação íntima com a plataforma de governo a ser proposta no Ministério da Cultura durante a administração por vir, e ofereceu-nos a presença de Gil e Barlow no debate de abertura do festival. Com a presença do Ministro Gilberto Gil, conseguimos espaços para a realização do festival bem como cobertura dos grandes meios de comunicação. Durante o festival, cerca de cinco mil pessoas visitaram as exibições, palestras, debates, oficinas, apresentações musicais, teatrais e performances na Avenida Paulista, coração psico-financeiro da cidade de São Paulo. Era março de 2003 e o que não sabíamos naquele momento era a velocidade com que muitas das idéias e práticas ali desenvolvidas seriam rapidamente incorporadas às agendas políticas e corporativas do país. </p>
<p>Em setembro do mesmo ano voltei a encontrar o Dr. Barbrook, dessa vez em Londres. Ricardo Rosas, Tatiana Wells, Ricardo Ruiz e Mônica Narula foram convidados pelo Cybersalon &#8211; evento organizado pelos alunos do curso de mestrado de Richard na Universidade de Westminster – para darem um cenário da arte em rede e do ativismo midiático no Brasil e na Índia. Nessa noite, lembro-me de dividir com Richard boas quantidades de cerveja no balcão da festa que sucedeu a apresentação. Poderia dizer que aí começou a nossa amizade. Durante os anos que se passaram outros encontros aconteceram, em palestras, debates, festivais ou carnavais espalhados pelo mundo. Uma outra centena de emails mantinham as conversas em dia entre os encontros. E então, num desses emails, Richard me dizia que escrevia um novo livro, e que provavelmente aquele seria o primeiro capítulo. Anexado à sua mensagem, um arquivo de texto chamado <em>New York Prophecies</em> (As profecias novaiorquinas). Assim que o terminei de ler, retornei a mensagem para Barbrook dizendo: “Está muito bom. Gostaria de lançar esse livro no Brasil”. Richard, lógico, adorou a idéia.</p>
<p>Após alguns meses, chegou em casa a primeira versão, impressa a partir do computador, de Futuros Imaginários. Richard havia mandado para que ajudássemos a perceber erros ou para dar sugestões no livro. Após algumas lidas do original por várias pessoas, começamos a discutir como poderíamos traduzir o livro para o português e lançá-lo no Brasil. Acontecia que, além da centena de livros que o Dr. Barbrook utilizava como referência e que deveríamos descobrir o nome de todos em suas edições brasileiras, o livro era recheado por conceitos ainda pouco debatidos em português. A solução que chegamos foi desafiadora: montaríamos uma equipe para a tradução do livro, composta de artistas, tecnólogos, cientistas sociais, comunicólogos, jornalistas, historiadores e cientistas da computação. Em conjunto, discutíamos os melhores termos, como eles já haviam sido utilizados no Brasil, e quais termos que nós utilizaríamos. O processo foi longo e os agradecimentos oferecemos para a equipe da Editora Peirópolis, por sua paciência em esperar tantos meses pelo texto final. Esperamos que apreciem o resultado. E que, após ler este livro, vocês nunca mais vejam um computador da mesma maneira.</p>
<p>Vitória Mário, A Classe do Novo, março de 2008</p>
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		<title>CATACSTROBE &#8211; Piksel 2008</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2711</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2711#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 15:09:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ieipari]]></category>
		<category><![CDATA[desobediência]]></category>
		<category><![CDATA[fio de ariadne]]></category>
		<category><![CDATA[catactrobe]]></category>
		<category><![CDATA[língua]]></category>
		<category><![CDATA[piksel]]></category>
		<category><![CDATA[pixababel]]></category>

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		<description><![CDATA[December 7th from midnight to dawn. (Uncertain time notation, confusion) Performances, talks, food, music, dance, telepathy! A night for writers, sorcerers, magicians, bots, pichadores, psychonauts, sex texters, scientists, coders, poets and intelligent agents. Local Sphere Nina Blondich (aka Gaia Novati) in Does it really c {o} unt ? Reflections on mind fucking in a dimension [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://xname.cc/catacstrobe'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/catacstrobe.png" alt="" title="catacstrobe" width="500" height="486" class="alignnone size-full wp-image-2712" /></a></p>
<p>December 7th from midnight to dawn.<br />
(Uncertain time notation, confusion)<br />
Performances, talks, food, music, dance, telepathy!</p>
<p>A night for writers, sorcerers, magicians, bots,<br />
pichadores, psychonauts, sex texters, scientists,<br />
coders, poets and intelligent agents.</p>
<p>Local Sphere</p>
<p>Nina Blondich (aka Gaia Novati) in</p>
<p>Does it really c {o} unt ?<br />
Reflections on mind fucking in a dimension of language and sex atrophy.</p>
<p>The virtuality of the aka- as every masks- requires the undressing of the &#8220;Ego&#8221;<br />
and the perception that the body lives without the body&#8230; everywhere<br />
sex is being made, but where is sexuality? Which<br />
pornoscapes are evoked in a world of disembodied identities? Every<br />
sexual act is the beginning of a ritual code written and daily<br />
unchanged, if the body is defined for something else, sex becomes more<br />
a question of mind fucking where words and letters must<br />
recreate themselves, introducing a change in the form and<br />
in the syntax. The space to play on the prOscenium is enlarged:<br />
desires and obsessions are coming out off the mind, the intention to<br />
excite another mind is a loop frantically repeated, and words appeal.</p>
<p>Xname (aka Eleonora Oreggia) in</p>
<p>A Descent Into the Maelstrom</p>
<p>You suppose me a very old man &#8211;but I am not.<br />
I could not see in the vicinity of the vortex and I became possessed with the keenest curiosity&#8230; I felt a wish to explore, even at the sacrifice I was going to make, hanging, as if by magic, midway down, upon the interior surface of a funnel. I am streamed in a flood far away down, into the inmost recesses of the abyss. It was not terror, but the dawn of a more exciting hope. Emergency admitted no delay, and precipitated myself into the sea, without another moment&#8217;s hesitation.</p>
<p>Sister0 (aka Nancy Mauro-Flude) in</p>
<p>Media divination 2.1.2</p>
<p>If you want to have a media divination by sister0, you need take her an object that you have a personal connection to. Then she can reveal your place in the manifold of time&#8230; YOu also disclose your name, date of birth and give an image or a personal item with which a semiotic analysis is made. Via an interactive shell a networked database is retrieved, transformed and mined for events in the past, present and future. The textual data processed is the year pages available from the English version of Wikipedia, the popular open publishing on-line encyclopedia. From the point of view of the algorithm it retrieves, transform and mine the textual data. This is employed by a set of well known software installed by default on most of the *nix distributions.</p>
<p>GOTO80 in</p>
<p>It&#8217;s All in the Table</p>
<p>Live action in Commodore 64 hex code land. A table of sound chip data provides poetry-codes for machines, music for humans, sense for the senseless, stuff for space.</p>
<p>Pixa Babel in</p>
<p>Utopias da formula secreta</p>
<p>Text operators are injecting their viruses in the interstices of our urban environments. The Babel virus mutating in each reply of those ping requests. How could we compile a language where we could understand each other in almost telepathic touch? Did you recognise my calligraphy on those walls and you can see that it came from yours? Vice-Versa? How urban environment could have a contagious touch with all those silent screaming thoughts, trying to organise a collective symptom that could break some walls, cross some border lines, build fluxus of a continuum and organic movement of the people, not marking territories with flags, but with fluid brain waves and their bodies creating language.<br />
Remote Sphere</p>
<p>Simon Yuill in</p>
<p>*** START ***</p>
<p>Algorithm as Ideological Instrument</p>
<p>&#8230;looking at the use of software in the governance<br />
of real world social infrastructures, drawing on<br />
examples of actual software created for use in<br />
disciplines such as school administration, urban<br />
policing and military training&#8230; the broader<br />
question of to what extent may algorithms<br />
be expressions of ideological models, both as<br />
representations of how social agents might<br />
interact, or in implementing such models<br />
in real world situations.</p>
<p>*** END ***</p>
<p>Isjtar in</p>
<p>Catatonic State Society</p>
<p>In the Catatonic State Society, all members live in a state of<br />
reduced consciousness. Saccading their heads on spastic pulses or just<br />
in plain inertia, they seem indifferent to perception. These<br />
rhythmical units do interact however, they behave in surprising ways<br />
towards one another. They move in and out of sync, form complex<br />
superstructures to shift from texture to crystalline structures,<br />
rhythmic pulses and back again.</p>
<p>Alex McLean in</p>
<p>Speechless</p>
<p>Onomatopoeic words are rendering into sounds, functions are trasfomred into patterns.. Here goes the electronic eefing!</p>
<p>Glerm Soares in</p>
<p>Whatever</p>
<p>Kiki Jaguaribe (aka Cristina Ekman) in</p>
<p>Sea Sound</p>
<p>&#8220;There is a sea inside me&#8221;</p>
<p><a href="http://pixa.devolts.org/">EXISTE<br />
UM MAR<br />
DENTRO<br />
DE MIM</a></p>
<p>Environmental collaborative experimental poetry based on translocal repetition.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>plantações eletroacusticas</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 01:15:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ieipari]]></category>
		<category><![CDATA[som]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[boteco]]></category>
		<category><![CDATA[eletroacustica]]></category>
		<category><![CDATA[encontro]]></category>
		<category><![CDATA[orquestra organismo]]></category>

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		<description><![CDATA[corte con el cuchillo de cocina en la última época cultural de barriga cervecera.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/cartaz_pimentato72dpi_500px1.jpg" alt="" title="cartaz_pimentato72dpi_500px1" width="500" height="707" class="alignnone size-full wp-image-2710" /></p>
<p>corte con el cuchillo de cocina en la última época cultural de barriga cervecera.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>preso  o você ai sabe tudo na frente dessa porra de computador levanta daí e sai quebrando tudo</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 15:51:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alguém</dc:creator>
				<category><![CDATA[nada]]></category>

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		<description><![CDATA[; fígado pâncreas unidades celulkzllular dmfio você ei fale adsmiosadddddddddddddddddddy508 -5wm -5 -9 -5 - 8 - 7 - 587 segredo né sol sol pensando e rindo ra ra ra ra emboiraaaa instalr o softwaree mais notícias + seu rsssssss né o  mundo janelinha da tela do combutador quen que faiz o combutador é uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>;</p>
<p>fígado</p>
<p>pâncreas</p>
<p>unidades celulkzllular</p>
<p>dmfio</p>
<p>você</p>
<p>ei</p>
<p>fale</p>
<p>adsmiosadddddddddddddddddddy508 -5wm</p>
<p>-5</p>
<p>-9</p>
<p>-5</p>
<p>-</p>
<p>8</p>
<p>-</p>
<p>7</p>
<p>-</p>
<p>587</p>
<p>segredo né sol</p>
<p>sol pensando e rindo</p>
<p>ra ra</p>
<p>ra</p>
<p>ra</p>
<p>emboiraaaa</p>
<p>instalr o softwaree</p>
<p>mais notícias</p>
<p>+</p>
<p>seu rsssssss né</p>
<p>o  mundo janelinha da tela do combutador</p>
<p>quen que faiz o combutador</p>
<p>é uma televisão?</p>
<p>iifdodfo</p>
<p>trabalha aí</p>
<p>faz mais coisa</p>
<p>vende</p>
<p>vende</p>
<p>comida</p>
<p>carne</p>
<p>doces</p>
<p>sai correndo</p>
<p>pula na água</p>
<p>água gelada</p>
<p>-5 graus</p>
<p>daí um desenho</p>
<p><img style="vertical-align: middle;" src="http://www.baraskit.se/random/img/74/cold_water_jumping/18.jpg" alt="" width="463" height="347" /></p>
<p>nadar</p>
<p>e você aí fazendo nada</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Virus Babel</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2702</link>
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		<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 18:55:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[conSerto]]></category>
		<category><![CDATA[babel]]></category>
		<category><![CDATA[pixababel]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>

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		<description><![CDATA[[MEDIA=11] CONVITE PARA SUBIR SEU BABEL VIRUS: Operadores de Texto estão injetando seus vírus nas frestas de nossos ambientes urbanos. O Babel Virus está mutando a cada resposta destas requisições de ping. Como poderíamos compilar uma linguagem onde poderíamos entender uns aos outros num tato quase  telepático? Você reconheceu minha caligrafia naqueles muros e você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[MEDIA=11]</p>
<h1>CONVITE PARA SUBIR SEU BABEL VIRUS:</h1>
<p>Operadores de Texto estão injetando seus vírus nas frestas<br />
de nossos ambientes urbanos.</p>
<p>O Babel Virus está mutando a cada resposta destas requisições de ping.</p>
<p>Como poderíamos compilar uma linguagem onde poderíamos entender uns aos outros num tato quase  telepático?<br />
Você reconheceu minha caligrafia naqueles muros e você pode perceber que ela veio da sua? Vice-Versa?</p>
<p>Nosso ambiente urbano pode ter um toque de contágio com estes gritantes pensamentos silenciosos, tentando organizar<br />
um sintoma coletivo que poderia quebrar alguns muros, cruzar algumas linhas de fronteira, contruir um fluxo de um<br />
contínuo e orgânico movimento de pessoas, não marcando territórios com bandeiras, mas com ondas cerebrais fluídas<br />
e seus corpos criando linguagem.</p>
<p>Nós tentaremos nos comnicar desta maneira e aprender cada um a língua do outro. Nós vamos tentar dividir alguma &#8220;Criptografia&#8221; de um &#8220;interpretador de linguagem&#8221; passo a passo que &#8220;construiremos&#8221; neste processo.</p>
<p>Este é um convite para um processo de reconhecimento de contornos, para toda a vida. E para além da vida destes muros onde as raízes do matagal estão quebrando o concreto.</p>
<p># As instruções de Booting sugeridas (prontas pra serem também hackeadas)-</p>
<p>0) Entre na mailing-list[1] . Registre-se como usuário do weblog[2] .</p>
<p>1] Nesta situação, você está estimulado a sempre falar a língua que você pensa consigo mesmo durate o dia, talvez a língua que você aprendeu logo após nascer, mas você sabe qual. blz? Pense fluentemente e tente realmente confiar nos seus dons telepáticos. Convide também pessoas que talvez não pensam em sua &#8220;lingua materna&#8221; fluentemente até agora. O assunto é um metaassunto: A linguagem que estamos contruindo juntos. Linguagem de mobilidade, compreensão.</p>
<p>&lt;-2o passo é com as pessoas escolhendo algumas palavras, frases, nesta língua &#8220;dos outros&#8221;. Discutir <em>Déterritorialisation</em>[4] e subjetividade. Neste ponto as pessoas poderiam escrever em algumas linguagens &#8220;que não conhecem realmente&#8221; (mas alguem no grupo conhece, talvez).</p>
<p>-&gt;3o passo &#8211; Nós tentaremos imitar uns a caligrafia dos outros. Trocamos alguns scans de textos, numa caligrafia pessoal da sua própria escolha, não importando se de leitura fácil ou díficil, cada um escolhe a sua.</p>
<p>::4o &#8211; Escolher algumas frases com quais brincamos no 2o passo e escolhemos caligrafias (tentando não usar a própria) e mandamos novamente para a &#8220;turba&#8221;.</p>
<p>;;5th &#8211; Nos vamos pixar/pichar*  frases nas ruas de nossas cidades &#8220;lar&#8221; (onde é isso?). Mande fotos para a turba através de nossas bases na rede.</p>
<p>-&gt; Algumas Imagens serão mostradas durante o Piksel festivel (<a href="http://piksel.no/" target="_blank">http://piksel.no</a>).</p>
<p>Mas de qualquer maneira: <a href="http://pixa.devolts.org/" target="_blank">pixa.devolts.org</a> e podem ser usadas em quaisquer performances, manifestos, e outras exibições de alguém aqui, para manter o movimento destes corpos, e botá-los em contato.</p>
<p>[1]lista de emails &#8211; <a href="http://xname.cc/cgi-bin/mailman/listinfo/pixa" target="_blank">http://xname.cc/cgi-bin/mailman/listinfo/pixa</a><br />
[2]para blogar:  <a href="http://pixa.devolts.org/wp-login.php?action=register" target="_blank">http://pixa.devolts.org/wp-login.php?action=register</a><br />
[3]referência rápida e &#8220;barata&#8221; em português &#8211; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_materna" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_materna</a><br />
[4] mesma fonte (&#8220;source&#8221;): <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Deterritorialization" target="_blank">http://en.wikipedia.org/wiki/Deterritorialization</a></p>
<p>weblog link: <a href="http://pixa.devolts.org/" target="_blank">http://pixa.devolts.org</a><br />
weblog RSS: <a href="http://pixa.devolts.org/?feed=rss2" target="_blank">http://pixa.devolts.org/?feed=rss2</a></p>
<p>*(apanhei-te cavaquinho )</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Yes, we have bananas!</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2700</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2700#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 02:08:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[vitoriamario]]></category>
		<category><![CDATA[barbarsmo]]></category>
		<category><![CDATA[condivíduo]]></category>
		<category><![CDATA[drogas pesadas]]></category>
		<category><![CDATA[maçonaria]]></category>

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		<description><![CDATA[“desenvolvedores de softwares utilizam seus algoritmos para criar a mais nobre e esquecida arte da representação lingüística: a poesia&#8230;” Vitória Mário, I Love You, Museum for Applied Arts Frankfurt, 2002 O primeiro condivíduo idealizado por brasileiros de que se tem notícia é “Vitoriamario”. Segundo o site “ Apodrece e vira adubo” (www.http://www.organismo.art.br/apodrece/), o nome surgiu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://imaginarios.net/dpadua/?p=488'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/autodecepanter300.jpg" alt="" title="autodecepanter300" width="311" height="600" class="aligncenter size-full wp-image-2701" /></a></p>
<blockquote><p>“desenvolvedores de softwares utilizam seus algoritmos para criar a mais nobre e esquecida arte da representação lingüística: a poesia&#8230;” </p></blockquote>
<p><em>Vitória Mário, I Love You, Museum for Applied Arts Frankfurt, 2002</em></p>
<p>O primeiro condivíduo idealizado por brasileiros de que se tem notícia é “Vitoriamario”.  Segundo  o     site    “    Apodrece       e    vira    adubo” (www.http://www.organismo.art.br/apodrece/), o nome surgiu em 1985 e cometeu “suicídio” em 1999. Em seus treze anos de existência, os vitoriamarios produziram romances, teses, ensaios e livros-reportagem, grande parte disponível na web, com a popularização do meio. Alguns deles eram mais radicais e defendiam idéias como a depredação da propriedade. Como já explicitamos anteriormente, não há como delinear que tipo de vertente os assinantes de um condivíduos seguirão, visto que estamos diante de uma identidade “aberta”. Assim, mesmo tendo se “suicidado” em 1999, segundo texto do “Apodrece e vira adubo”, podemos encontrar textos do ano em curso assinados por Vitoriamario na rede. </p>
<p>Há dois outros condivíduos famosos, originalmente brasileiros. Embora não haja nenhum estudo a respeito, nossas pesquisas na Internet revelaram vários textos, blogs, publicações sob os condinomes: “Ari de Almeida” e “Timóteo Pinto”. A produção dos dois é bem parecida e segue as estratégias do “condividualismo” às quais nos referimos antes: caráter lúdico, crítica ao capitalismo, ataque à mídia, plágio, ensaios, notícias falsas; enfim, características do ativismo político cultural que encontramos na rede atualmente. </p>
<p>O fato de brasileiros fazerem ativismo utilizando condivíduos como forma de estratégia é a primeira justificativa para o título deste trabalho. Uma vez que o condivíduo é uma identidade e uma estratégia de ação “aberta”, automaticamente a iniciativa é uma ação em escala global, isto é; qualquer cidadão, de qualquer parte do mundo, pode assinar o nome múltiplo. Por outro lado, o fato de brasileiros sentirem necessidade de criar um condivíduo demonstra que o movimento tem um caráter local, isto é, embora esteja engajado em causas inerentes ao ativismo mundial (como o copyleft, o anticapitalismo, o ataque à cultura hegemônica, entre várias outras), os ativistas sentem necessidade de se envolver em questões essencialmente brasileiras, ou seja, locais.</p>
<p>Dessa forma, eis a primeira constatação de que o fenômeno dos nomes múltiplos é uma questão nem tão somente global, nem local; mas sim uma sinergia entre as duas, no que chamamos de glocal. Como concluimos em estudo anterior (VARGES, 2005), neste tipo de sinergia ambas as estãncias, local para o fortalecimento do movimento em escala global e a recíproca é verdadeira. O que acontece localmente serve, entre outras coisas, para dar popularidade à idéia de condivíduo em escala global e; por sua vez, esta projeção global estimula iniciativas locais. Como podemos observar, o processo gera contínuo feeedback. </p>
<p>fonte:<br />
<a href="http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sudeste2007/resumos/R0520-1.pdf">http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sudeste2007/resumos/R0520-1.pdf</a></p>
<p>*******************************************************</p>
<p>Classificação<br />
 1-Palmeiras        28 18  7  3  34-11  43<br />
 2-Grêmio           28 15 10  3  28-13  40<br />
 3-Cruzeiro         28 13 10  5  34-22  36<br />
 4-Santos           28 13  9  6  39-20  35<br />
 5-América-MG       28 11 13  4  30-16  35<br />
 6-São Paulo        28 10 15  3  29-16  35<br />
 7-Fortaleza        28 10 15  3  32-19  35<br />
 8-Goiás            28 12 10  6  32-16  34<br />
 9-Vitória          28 12 10  6  23-14  34<br />
10-Coritiba         28 14  5  9  33-20  33<br />
11-Internacional    28 12  9  7  26-20  33<br />
12-Guarani          28 10 13  5  34-24  33<br />
13-Botafogo         28 10 11  7  29-20  31<br />
14-Vasco da Gama    28 10 11  7  27-20  31<br />
15-Corinthians      28 10 11  7  29-24  31<br />
16-Ceará            28  9 13  6  26-23  31<br />
17-Bahia            28 10 10  8  29-22  30<br />
18-Tiradentes       28 10 10  8  21-19  30<br />
19-Santa Cruz       28  9 12  7  30-33  30<br />
20-Atlético-MG      28 10  9  9  34-29  29<br />
21-Nacional         28  7 14  7  28-30  28<br />
22-Remo             28 11  5 12  25-28  27<br />
23-Fluminense       28  9  9 10  25-25  27<br />
24-Flamengo         28 11  4 13  31-34  26<br />
25-América-RN       28  9  8 11  33-36  26<br />
26-Comercial        28  9  8 11  30-36  26<br />
27-Desportiva       28  8  9 11  20-22  25<br />
28-Atlético-PR      28  8  9 11  20-24  25<br />
29-Portuguesa       28  7 11 10  33-31  25<br />
30-Rio Negro        28  7 10 11  20-21  24<br />
31-Olaria           28  7 10 11  27-29  24<br />
32-Sport            28  7  9 12  24-36  23<br />
33-CEUB             28  8  6 14  23-33  22<br />
34-Náutico          28  7  8 13  20-33  22<br />
35-Figueirense      28  5 12 11  15-29  22<br />
36-CRB              28  6  7 15  23-43  19<br />
37-América-GB       28  5  9 14  22-34  19<br />
38-Paysandu         28  3  8 17  18-42  14<br />
39-Moto Clube       28  1 12 15  11-43  14<br />
40-<strong>Vitoriamario</strong>     0  0  5 50  11  13</p>
<p>Another diverse collective is vitoriamario, presented their work at Submidialogia. Activities include video, web-art, photography, music (among others by the Printer’s Orchestra) and publications, many of which are issued under the names Vitoriamario and Apodrece. Vitoriamario, a collective personality composed of several hundred persons was active during 13 years before he announced his suicide in 1999. In his decomposing state, Vitoriamario, now also called Apodrece, became free for appropriation by the next generation of communications guerilla, issuing manifestos, proposing a new global currency and denouncing all property.</p>
<p>******************************************************</p>
<p>Bilder fuer freies Wissen</p>
<p>Image Banks<br />
Videoarbeiten von Johanna Billing, Nina Fischer / Maroan el Sani, Nate Harrison, Sean Snyder, VitoriaMario, Florian Zeyfang, u.a. Das Programm zeigt künstlerische Reflexionen über die kulturelle und<br />
politische Bedeutung aktueller Bildarchive.</p>
<p>Ab 22 Uhr im Klub: radio cidadao comum: netbatucadabrasileira on free and piracy music</p>
<p>Image Agents<br />
Videoarbeiten von Anna La Chocha, Anja Kirschner, Tobias Werkner, u.a. Gezeigt werden Videoarbeiten, die einen produktiven Umgang mit vorhandenem Bildmaterial pflegen oder neue Konzepte für mediale Wissensproduktion verfolgen.</p>
<p>Ab 22 Uhr im Klub: MyTube &#038; Yourspace<br />
from Dj Hugo Chavez &#038; Vj Ahmedinejad</p>
<p>Als Partner der Konferenz &#8216;Wizards of OS 4 &#8212; Information Freedom Rules&#8217; präsentiert TESLA zwei Videoprogramme, kuratiert von Vera Tollmann. Ausgehend von der Diskussion über Urheberrechte beschäftigt sich ?Bilder für freies Wissen&#8221; mit der Privatisierung großer Mengen von Bildern in Datenbanken und mit den Möglichkeiten alternativer Bildproduktion in den Grauzonen der Copyright-Gesetzgebung, wie z.B. mit dem Handy. Die Ästhetik aktueller Nachrichtenbilder ist von marktkompatiblen Standards bestimmt, komplette Bildarchive, die Jahrhunderte überdauern sollen, werden eingelagert und nur gebührenpflichtig wieder verfügbar gemacht. Welche standardisierten<br />
Bildertypen bestimmen heute die Diskurse der Medien? Für die Besitzer populärer File-Sharing-Netze sind die ausführlichen Nutzerprofile am interessantesten: was sieht sich die Kundschaft von morgen an? Welche Methoden etablieren sich innerhalb der enormen Produktion in online Video-Communities? Wird mehr Wissen verfügbar, oder werden mehr Geheimnisse geschaffen?</p>
<p>Im Programm werden künstlerische Strategien vorgestellt, die in Bildern repräsentierte Machtverhältnisse und mediale Bildpolitiken reflektieren. Für einen Moment wird die Logik des kapitalistischen Wertekreislaufes vorgeführt. Oder die Arbeiten verbinden sich mit aktuellen Forderungen nach einem freieren Umgang mit Bildern. </p>
<p>Qual o seu real valor? plágio, deturpação, recombinação, video, música, arte numérica, desenho, tecnologia, ativismo, metonímia, pleonasmo, hibernação. SANGRE!</p>
<p>*********************************************************</p>
<p>CLIPOEMA No. 6<br />
Título:          DONA MATILDE<br />
Autor (es):      Poema e Clipoema: Vitoriamario<br />
Ficha técnica    Recursos utilizados (tecnologias): Câmera digital e animação Flash<br />
Som              Leitura do texto<br />
Versão impressa:<br />
Dona Matilde</p>
<blockquote><p>&#8220;A hipérbole do cabeleireiro de crocodilo e da bengala&#8230;&#8221;.<br />
nem o postilhãode linguagem nem o hexamêtro nem a gramática<br />
nem a estética nem o Buda nem o sexto mandamenteo deveriam impedí-lo.<br />
o poeta cacareja, xinga, suspira, gagueja canta à tiroleza e ao seu bel-prazer<br />
seus poemas são como a natureza: ninharia.<br />
são tão preciosos para ele como uma retórica sublime.<br />
porque na natureza cada partícula<br />
é tão bela e importante quanto uma estrela<br />
e os homens é que se julgam no direito de determinar<br />
o que é belo e o que é feio &#8220;</p></blockquote>
<p><em>(Vitoriamario)</em></p>
<p>A obra vale-se do uso quase exclusivo da câmera para explorar parodicamente os clichês e os lugares-comuns da linguagem da televisão, efetuando uma crítica de seus efeitos sobre as pessoas simples. Há um texto verbal, que aparece rapidamente na tela e deve ser lido pela personagem, que não tem repertório para entendê-lo e portanto faz inúmeras tentativas, tropeçando nas palavras. O texto é uma espécie de manifesto sobre a poesia, no estilo dadaísta (?) o que permite perceber a concepção metalingüística (metapoética) do clipoema. A leitura desse texto é o fio condutor da narrativa, constituindo-se num fato inusitado naquele ambiente doméstico reduzido, em todos os sentidos. </p>
<p>Percebe-se claramente que é um texto narrativo, principalmente no registro visual. Imagens de uma infância nostálgica no campo efetuam o contraponto entre o real &#8211; tecnológico e restrito &#8211; e o imaginário, que aparece ligado a uma vida em contato com a natureza. Há uma organização linear das cenas, uma seqüencia dos episódios centrais, com algumas inclusões de imagens de programas de TV, bem populares, cujo efeito sobre a personagem é hipnótico. Ao final, Dona Matilde, uma senhora idosa, que acreditava ser real tudo o que via na telinha, vai ver-se e ouvir-se na TV; e a câmera registra o impacto desse evento sobre ela, com a troca de papéis na subversão da idéia de espetáculo.</p>
<p>Os programas citados visualmente constituem protótipos da representação visual e da imagem da mídia: imagem onipresente e invasora, imediatamente associada à TV de forte apelo popular e conformadora do repertório de Dona Matilde. A heterogeneidade das imagens (os múltiplos materiais que as compõem)  articulam suas significações específicas entre si, para a produção da mensagem<br />
global veiculada.</p>
<p>Como assinalamos anteriormente, consideramos equivocada a classificação dessa obra como clipoema. Por seu teor crítico-social e por seu caráter narrativo, seria mais apropriado inscrevê-la num concurso de curtas-metragem ou algo similar. </p>
<p>fonte: <a href="http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/7412/1/denise.pdf">POESIA VISUAL &#038; MOVIMENTO: DA PÁGINA IMPRESSA AOS MULTIMEIOS &#8211; DENISE AZEVEDO DUARTE GUIMARÃES</a></p>
<p>***************************************************************</p>
<p>Vitoriamario é um grupo que atua principalmente pela internet, espalhando e-mails aleatoriamente para o maior número possível de pessoas, em uma espécie de ato terrorista da anti-arte. Os e-mails possuem mensagens e imagens, ou estão em branco, e remetem a discussões filosóficas.<br />
Em seu site o Apodrece Vira Adubo (www.organismo.art.br), a grande quantidade de textos teóricos provam que eles pensam bastante sobre seus atos. E quando mais se lê mais confuso se fica sobre suas origens&#8230; até remetendo a séculos anteriores e a personalidades talvez imaginadas.<br />
Como exemplo o trecho abaixo retirado do texto “Acorde!”, que também comenta alguns dos objetivos do grupo: </p>
<p>“Quando anunciou seu suicídio, em 1999, o perigoso terrorista cultural Vitoriamario era uma rede subversiva (e muito divertida) composta por algumas centenas de pessoas, em sua maioria anarquistas, e isso só no Brasil. Ao esvaziarem o condivíduo &#8211; ou nome múltiplo &#8211; os veteranos do movimento deixavam uma reputação estabelecida e uma máscara vazia para ser adotada pela nova geração.<br />
“O objetivo desse condivíduo? Além de umas boas risadas, fazer guerrilha psíquica ou, citando o movimento Critical Art Ensemble, criar choques semióticos que contribuam para a negação da cultura autoritária. Em outras palavras, dar às pessoas uma oportunidade de olhar para o mundo com outros<br />
olhos, (&#8230;) O coletivo se pauta por uma série de resoluções. Uma delas define que o objetivo é publicar livros que forneçam idéias divertidas (e, portanto, mais eficientes) para, entre outros itens, destruir o império, quebrar o modo de produção capitalista, esmagar os fascistas, atazanar a classe média e divertir a macacada. Concorde-se ou não com essas metas, é bom ver textos fundamentais a respeito do ativismo contemporâneo brotando do português”.<br />
Mas “Vitoriamario não define nada somente confunde a hipocrisia que carregamos conosco”, comenta o grupo. No Manifesto Vitoriamario – em anexo página 78 – o grupo, sem a preocupação de defini-lo, comenta pontos importantes.</p>
<blockquote><p>da linguagem a muleta<br />
  ossos olhos
 </p></blockquote>
<p>O resultado do envio de e-mails são os mais variados, desde pessoas que não entendem até outras que se sentem invadidas/agredidas e são retiradas das listas de envio de e-mails. Mas também há as que elogiam, mantém contato com o grupo e até retribuem da mesma maneira. Todo este retorno faz o<br />
Vitoriamario ter sentido e anima o grupo para novas empreitadas. “Lançamos uma proposição utilizando veículos de comunicação, gostamos sobretudo da correspondência porque ela contém algo situacionista, pessoal, porém é preciso deixar claro que não existe privacidade na rede, a rede desconhece isso, não faz parte dela, mas algumas pessoas ainda não perceberam isso e acham que pelo fato de acessar a rede dentro de sua casa tem privacidade, mas não é a mesma coisa. Estabelecer estas invasões de forma virtual, para muitos é terrorismo, para outros é como em um sonho onde não temos domínio pelo conteúdo que sonhamos”, comentam.<br />
No site também estão disponíveis uma série de vídeos e também imagens e mensagens que são enviadas por e-mail. Também existe um espaço para postar imagens no site.<br />
Vitoriamario    também     realizou    outros   eventos   como   o  I  Encontro Psicogeográfico. Realizando um happening, em 2003, contando com um grande número de participantes – que também se tornaram Vitoriamario. O evento ocorreu na meia-noite de sexta para sábado (01/08/2003), na Praça do Japão, em Curitiba, onde o público é convidado, por e-mail, a levar “sua bicicleta, um disco de vinil e pilha(s) grande se possível”. O evento faz parte do projeto de ocupação de espaços públicos para rituais Vitoriamario, também definido como o primeiro encontro situcionista de psicogeografia biker. Contando com uma grande participação, dançam ouvindo seus discos de vinil (LP), até serem interrompidos por moradores dos prédios vizinhos – que chegam a jogar pedras neles. Em suas bicicletas eles vão para a Praça da Espanha onde o evento continua madrugada adentro. O grupo também já realizou um projeto em que as pessoas eram convidadas a participar por cartas e tinham que ir com roupa vermelha e azul no saguão do correio.</p>
<p>Vitoriamario é um grupo diferente dos pesquisados neste trabalho. Atua não apenas na rua, mas também por meio da rede da internet, que não é exatamente marginal, mas que é público, e onde é possível realizar manifestações de arte também. Sobre a identidade do grupo é difícil dizer, principalmente devido a sua postura de não-identidade. E as pessoas que sabem sobre o Vitoriamario se tornam um Vitoriamario! Dessa maneira ampliando ainda mais o grupo. Portanto, se você leu esse texto você também se tornou um Vitoriamario. “Vitoriamario é todo mundo e ninguém ao mesmo tempo, de modo que tudo que existiu no mundo foi realizado por vitoriamario e ao mesmo tempo isto não tem significância nenhuma, não fazendo reverências absolutamente a ninguém”, complementa um dos integrantes do grupo.</p>
<p>fonte:  <a href="http://estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=1790">ARTE MARGINAL &#8211; A ARTE FORA DOS EIXOS, JULIANO DE PAULA ANTOCEVEIZ</a> </p>
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<p>No campo das artes, esse gênero de ações têm sido favorecidas com o relativo barateamento de mídias e tecnologias no exterior e no Brasil, que ajuda a disseminar as produções da chamada “arte midiática” ou “tecnológica”. Algumas vezes, tais produções vão explorar artisticamente as potencialidades dos novos meios. Outras vezes vão adquirir igualmente um cunho político e ganhar uma dimensão coletiva ao se propagarem na Rede. Exemplos locais seriam grupos como o Vitoriamario, de Curitiba, os paulistas do Bijari e os mineiros do Poro, que usam a internet para gerar campanhas de protesto, mobilizar para ações presenciais, veicular trabalhos de vídeo-arte com cunho político e também intervenções e performances em espaços públicos.</p>
<p>fonte: <a href="http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2007/resumos/R0354-2.pdf">    Resistência nômade: arte, colaboração e novas formas de ativismo na Rede &#8211;                                  Fernando do Nascimento Gonçalves</a></p>
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		<title>Segurança defronte ao labirinto abismo</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 19:23:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>iawashi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um estudo sueco desenvolvido ao longo de vinte anos demonstrou que a memória humana vem melhorando a cada geração, devido a fatores como níveis mais elevados de instrução e boa nutrição. Segundo os pesquisadores da Universidade de Estocolmo, os resultados do estudo &#8211; o maior já realizado sobre o tema &#8211; podem conduzir à elevação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="center;"><img class="alignnone size-full wp-image-2698" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/floresdoamanhaposter.jpg" alt="" width="350" height="462" /></p>
<p class="storytext">
<p class="storytext">
<p class="storytext">Um estudo sueco desenvolvido ao longo de vinte anos demonstrou que a memória humana vem melhorando a cada geração, devido a fatores como níveis mais elevados de instrução e boa nutrição.</p>
<p class="storytext">Segundo os pesquisadores da Universidade de Estocolmo, os resultados do estudo &#8211; o maior já realizado sobre o tema &#8211; podem                   conduzir à elevação da atual idade de aposentadoria para homens e mulheres.</p>
<p class="storytext">&#8220;Os resultados indicam que a idade de aposentadoria pode ser ajustada para além dos limites atuais, já que estamos retendo melhores funções cognitivas no processo de envelhecimento&#8221;, destacou Lars-Göran Nilsson, professor de Psicologia da Universidade de Estocolmo e líder do projeto, em entrevista ao jornal sueco <em>Svenska Dagbladet</em>.</p>
<p class="storytext">Cientistas chineses já expressaram interesse na pesquisa.</p>
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		<title>caras dessa idade já não lêem manuais</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 14:19:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje vai rolar um encontro, com música, piano, barulho e lançamento de livro, no seguinte endereço: Pizza Mais. Rua Itupava, 828. Curitiba &#8211; Fone 41 3262 5555.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/poster_livromanuais.jpg'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/poster_livromanuais.jpg" alt="" title="poster_livromanuais" width="400" height="554" class="aligncenter size-full wp-image-2694" /></a></p>
<p>Hoje vai rolar um encontro, com música, piano, barulho e lançamento de livro, no seguinte endereço:</p>
<p>Pizza Mais. Rua Itupava, 828. Curitiba &#8211; Fone 41 3262 5555.</p>
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		<title>Família Bula: Cosmoléxicos.</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 03:49:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segurança defronte ao labirinto abismo. Extensão das formas fixas, mestiçagem da alucinação contra as forças centripetas de estagnação pela ordem segundo interesses hegemônicos, parciais, que não respeitam as diferenças e fazem das suas desições e imposições a opressão do outro. Espaço de disputa desigual que tende a inexpressividade e alienação do outro. Acesso ao sonho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segurança defronte ao labirinto abismo. Extensão das formas fixas, mestiçagem da alucinação contra as forças centripetas de estagnação pela ordem segundo interesses hegemônicos, parciais, que não respeitam as diferenças e fazem das suas desições e imposições a opressão do outro. Espaço de disputa desigual que tende a inexpressividade e alienação do outro.</p>
<p>Acesso ao sonho crítico &#8211; verdade do planeta. Sânscrito e latim para macacos. Selvageria as avessas. Na entrada e na saída, buraco úmido. A bula do cosmos. Gênese. A E I O U. Escolha suas consoantes. Morda a teta.</p>
<blockquote><p>1 In nova fert animus mutatas dicere formas<br />
2 corpora; di, coeptis (nam vos mutastis et illas)<br />
3 adspirate meis primaque ab origine mundi<br />
4 ad mea perpetuum deducite tempora carmen!<br />
5 Ante mare et terras et quod tegit omnia caelum<br />
6 unus erat toto naturae vultus in orbe,<br />
7 quem dixere chaos: rudis indigestaque moles<br />
8 nec quicquam nisi pondus iners congestaque eodem<br />
9 non bene iunctarum discordia semina rerum.</p></blockquote>
<p>Automatismo do mistério. Salsa e cebolinha na retórica acadêmica. Retorno ao cubo da mais-valia e a declaração da condição precária do sistema artístico e suas trocas. Vamos a pastelaria.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2693" title="familiadeath" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/familiadeath.jpg" alt="" width="500" height="500" /></p>
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		<title>Bússola</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 05:55:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
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		<description><![CDATA[Limite Geopolítico ao Sul, saída da cidade. Sem Bússola. Se tanto ajudar o engenho e a arte, cantando espalhar por toda parte: Limites somente climáticos. Biosistemas. Críticos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pixa.devolts.org/wp-content/uploads/2008/11/sembussola.gif" alt="sembussola" /></p>
<p>Limite Geopolítico ao Sul, saída da cidade.</p>
<p>Sem Bússola.</p>
<p><img src="http://pixa.devolts.org/wp-content/uploads/2008/11/subtropico.jpg" alt="subtropico.jpg" /></p>
<p>Se tanto ajudar o engenho e a arte, cantando espalhar por toda parte:</p>
<p>Limites somente climáticos. Biosistemas. Críticos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>ação FSM 2009</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 04:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[jornal]]></category>
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		<category><![CDATA[fórum social mundial]]></category>
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		<category><![CDATA[respeito]]></category>

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		<description><![CDATA[Objetivos da ação do Fórum Social Mundial 2009 As diversas atividades autogestionadas do FSM serão realizadas em torno de um entre os 10 objetivos a seguir, definidos, após a realização de uma ampla consulta pública às diversas organizações e entidades participantes do processo FSM: 1-Pela construção de um mundo de paz, justiça, ética e respeito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Objetivos da ação  do Fórum Social Mundial 2009</p>
<p>As diversas atividades autogestionadas do FSM serão realizadas em torno de um entre os 10 objetivos a seguir, definidos, após a realização de uma ampla consulta pública às diversas organizações e entidades participantes do processo FSM:</p>
<p>1-Pela construção de um mundo de paz, justiça, ética e respeito pelas espiritualidades diversas, livre de armas, especialmente as nucleares;</p>
<p>2-Pela libertação do mundo do domínio do capital, das multinacionais, da dominação imperialista patriarcal, colonial e neo-colonial e de sistemas desiguais de comércio, com cancelamento da dívida dos países empobrecidos;</p>
<p>3-Pelo acesso universal e sustentável aos bens comuns da humanidade e da natureza, pela preservação de nosso planeta e seus recursos, especialmente da água, das florestas e fontes renováveis de energia;</p>
<p>4-Pela democratização e descolonização do conhecimento, da cultura e da comunicação, pela criação de um sistema compartilhado de conhecimento e saberes, com o desmantelamento dos Direitos de Propriedade Intelectual;</p>
<p>5-Pela dignidade, diversidade, garantia da igualdade de gênero, raça, etnia, geração, orientação sexual e eliminação de todas as formas de discriminação e castas (discriminação baseada na descendência);</p>
<p> 6-Pela garantia (ao longo da vida de todas as pessoas) dos direitos econômicos, sociais, humanos, culturais e ambientais, especialmente os direitos à alimentação (com garantia de segurança e soberania alimentar), saúde, educação, habitação, emprego, trabalho digno e comunicação;</p>
<p>7-Pela construção de uma ordem mundial baseada na soberania, na autodeterminação e nos direitos dos povos, inclusive das minorias e dos migrantes;</p>
<p>8-Pela construção de uma economia democratizada, emancipatória, sustentável e solidária, com comércio ético e justo, centrada em todos os povos;</p>
<p>9-Pela construção e ampliação de estruturas e instituições políticas e econômicas (locais, nacionais e globais) realmente democráticas, com a participação da população nas decisões e controle dos assuntos e recursos públicos.</p>
<p>10-Pela defesa da natureza (Amazônia e outros ecossistemas) como fonte de vida para o Planeta Terra e aos povos originários do mundo (indígenas, afro-descendentes, tribais, ribeirinhos) que exigem seus territórios, línguas, culturas, identidades, justiça ambiental, espiritualidade e bom viver.</p>
<p>Para o FSM 2009, também será possível inscrever atividades de troca de experiências, balanço dos movimentos altermundialistas e do processo Fórum Social Mundial e sobre as perspectivas futuras de ambos, que não se vinculem necessariamente a um desses 10 objetivos específicos.</p>
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		<title>Jornais semeiam o medo em Curitiba</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 03:12:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
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		<category><![CDATA[doutorado pirata]]></category>
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		<category><![CDATA[justa razão aqui delira]]></category>
		<category><![CDATA[vitoriamario]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[gangue]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Curitiba tem pelo menos 98 jornais de atuação delinqüente, como o GDP e o TDP, que colocaram os leitores no mapa do crime Eles provocam medo nas ruas e discussões semânticas nas banquinhas. Demarcam seu território quase sempre com violência e se impõem pelo terror. Levantamento inédito realizado pelo HC revela não haver uma só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/jornal_crime.jpg" alt="" title="jornal_crime" width="310" height="208" class="alignnone size-full wp-image-2686" /><br />
Curitiba tem pelo menos 98 jornais de atuação delinqüente, como o GDP e o TDP, que colocaram os leitores no mapa do crime</p>
<p>Eles provocam medo nas ruas e discussões semânticas nas banquinhas. Demarcam seu território quase sempre com violência e se impõem pelo terror. Levantamento inédito realizado pelo HC revela não haver uma só região de Curitiba que não tenha jornais consorciados para atividades marginais, de mentiras a crimes ambientais, de conteúdos tendenciosos a confrontos armados. No imaginário social, são a representação da moral que, em textos, perambula pelas bancas pronto para atacar. Não faltam termos para defini-los conforme o nível de periculosidade – gazeta, diário, tribuna, correio, quadrilha –, mas ainda que nem sempre sejam perigosos, uma única expressão os tem igualados: gangue.<br />
Embora nem todas os jornais sejam de áreas ricas ou violentas, as rixas costumam ser mais sérias nos bolsões de política. Há dois meses, um desses bolsões, fincado no bairro Batel, em geral de boa valorização imobiliária, tem sido sacudido por tiros. A sucessão de assassinatos e vinganças revela que a disputa por espaço no submundo de Curitiba já não se dá só no bairro Água Verde e no Jardim Social, redutos dos dois jornais centrais da capital. Informações de setores públicos e privados ligados à segurança pública, em todas as regionais, permitiram à reportagem chegar a um número estimado de 98 jornais de atuação delinqüente em Curitiba.</p>
<p>Conceito de jornal é confuso<br />
Há dez anos, a Unesco patrocinou estudo sobre jornal, violência e cidadania em várias cidades do país. Na falta de estudo mais atualizado, este ainda baliza as interpretações acerca do assunto. Os jornalistas ouvidos à época consideravam atividade jornalistica desde a depredação promovida pelo caderno esportivo até crimes praticados por pequenos classificados. Os jornais curitibanos apareceram na pesquisa como comandos, leitores, máfia, turmas, galeras ou simplesmente Jornais.<br />
Leitores são a reunião de pessoas cuja afinidade é o jornal, enquanto galera é um grupo menor com outras afinidades. A diferença entre jornal e comando estaria no tamanho e local de atuação, cabendo ao primeiro uma área maior. Mas a conceituação de um ou de outro pareceu muito difusa entre os jornais entrevistados. Para alguns, as Jornais são grupos violentos que se reúnem para baderna, &#8220;uma turma de vândalos&#8221;. Alguns procuram diferenciar-se como &#8220;mídia defensiva&#8221;, cuja missão é proteger os seus integrantes.<br />
A maioria está vinculada do crime organizado, transita no limite entre a transgressão das normas sociais e a delinqüência, mas há os que ultrapassam, e muito, essa linha imaginária e vão ao extremo da violência, caso do Jornal GDP e o Comando EDP, arqui-rivais que puseram o até então pacato Centro no mapa do crime. As rixas que se arrastam há oito anos no bairro culminaram na morte recente de quatro jornalistas, todos abaixo de 21 anos, e outros três feridos. Dois integrantes de cada facção estão presos. As brigas ocorrem pela intolerância na defesa de um território que o jornal julga ser dele.<br />
Querelas de infância viraram guerra de jornais também em outros bairros. Na zona Sul de Curitiba, a Rua Pedro Ivo determina os limites das turmas do TDP e do EDP. &#8220;Os jornal do EDP vão dar tiro lá&#8221;, diz Polaco, nome fictício de um &#8220;jornaleiro&#8221; de 15 anos recolhido pela quinta vez à Delegacia do Jornal Infrator, quatro por estelionato e uma por descumprir medida socioeducativa. Pela contas dele, houve 10 mortes no lado do GDP nos últimos cinco anos, enquanto no EDP foram &#8220;só&#8221; duas baixas. Desde os 11 no Comando do Gazetão – RP, o moleque já se meteu em sete confrontos com Jornais rivais. Como ali, em outras regiões o pavor faz parte da rotina dos moradores.</p>
<p>Identificação<br />
Longe de um consenso, o conceito confuso do que vem a ser um jornal dificulta a identificação dos jornais que semeiam o terror nos bairros. Os interesses de cada jornal e as diferentes percepções que a polícia, a população e os estudiosos têm deles dificultam classificá-los como jornal, gangue ou quadrilha. Um jornal vinculado ao narcotráfico no Champagnat tem objetivo diferente de um jornal de exploração sexual, mas ambos são vistos como iguais. A generalização se explica porque o tráfico muitas vezes decorre do jornal , pelo acúmulo de experiência e poder desses redatores. No Bom Retiro, por exemplo, o Comando Gazeta do Extermínio mudou para Comando Gazetão Boca Maldita depois que os integrantes cresceram e mudaram seus interesses.<br />
Calejado nas ruas do Pilarzinho, uma das regiões mais violentas de Curitiba, um policial militar que não quer ser identificado diz que os Jornais geralmente começam como folhetins e com o tempo podem virar jornais criminosos. Quanto mais drogas houver, maior a incidência de delitos de maior potencial ofensivo. &#8220;Quando amadurecem, percebem que o nome (do jornal) pode identificá-los mais facilmente, o que pode vir a ser um problema, e ao se intitular assim também acabam reduzindo o número de interessados em atuar com eles&#8221;, diz o policial. Por isso, muitos desses jornais não se autodenominam gangue.<br />
Com ou sem essa denominação, as Jornais são motivo de queixa até nas reuniões que o Instituto de Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) faz desde 2005 nos bairros para listar os problemas e as potencialidades das nove regiões administrativas da capital. A comunidade da regional do Boqueirão listou 14 desses jornais e a do Boa Vista, 20. Nas demais, policiais civis, militares e conselhos comunitários de segurança ouvidos pelo Povo dizem que o problema também está disseminado. Há jornais que se reúnem para beber e fazer arruaça, mas também os que se juntam para fazer furtos e assaltos à mão armada.<br />
Denominá-los não é tarefa fácil. Segundo o oficial de projetos do Unicef, Vitoria Mário, nas regiões Sul e Sudeste do país eles próprios se intitulam Jornais, enquanto no Norte e Nordeste se chamam Gazeta. Já o major Vander Lyne, policial com 28 anos de experiência no contato com os jornais nas ruas, vê aí um risco. Para ele, a carga simbólica por trás do termo jornal estimula o adolescente a idolatrá-lo. Mas o problema não está na nomenclatura. Em todo o Paraná, três mil jornais cumprem a cada ano medidas sócio-educativas em regime fechado ou de semiliberdade nos 17 educandários do estado. Nem todos chegaram ali por agir em grupo.</p>
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		<title>mivos vortos</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Nov 2008 21:09:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>iawashi</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/dsc06269.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2682" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/dsc06269.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/dsc06305.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2683" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/dsc06305.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/dsc06296.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2684" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/dsc06296.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
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		<title>VIVA O VITORIAMARIO</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 20:51:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
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		<category><![CDATA[pastel]]></category>
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		<description><![CDATA[O VITORIAMARIO é um movimento cultural influenciado pelo pastelismo e pelo Pixo e que surgiu da Rede da pastel Postal (Mail vitoriamario Network) no final dos anos setenta.   O VITORIAMARIO é uma metodologia para manufaturar história do pastel. A idéia é gerar interesse no trabalho e nas personalidades dos vários indivíduos que dizem constituir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/falha_no_carregamento.png" alt="" title="falha_no_carregamento" width="500" height="172" class="aligncenter size-full wp-image-2680" /></p>
<p>O VITORIAMARIO é um movimento cultural influenciado pelo pastelismo e pelo Pixo e que surgiu da Rede da pastel Postal (Mail vitoriamario Network) no final dos anos setenta.<br />
 <br />
O VITORIAMARIO é uma metodologia para manufaturar história do pastel. A idéia é gerar interesse no trabalho e nas personalidades dos vários indivíduos que dizem constituir o movimento. Os vitoriamarios querem escapar da &#8220;prisão da pastel&#8221; e &#8220;mudar o mundo&#8221;. Com esse fim em mente, eles apresentam à sociedade capitalista uma imagem angustiada (cheia de angst*) de si mesma.<br />
 <br />
Qualquer pessoa pode virar um vitoriamario simplesmente se declarando pastel do movimento e adotando o nome vitoriamario. Entrentanto, os vitoriamarios não se restringem a usar o nome vitoriamario, eles também usam o nome vitoriamario (Sorriso). Os vitoriamarios chamam os seus grupos pop de vitoriamario, os seus grupos performáticos de vitoriamario &#8211; e até mesmo suas revistas são chamadas de vitoriamario.<br />
 <br />
Este é um genuíno experimento existencial, um exercício de filosofia prática. Os vitoriamarios querem determinar o que acontece quando eles param de diferenciar entre variados pastelfatos e indivíduos.<br />
 <br />
No entanto, enquanto vitoriamarios põem sua fé na filosofia prática, eles NÃO endorsam o estudo da lógica como o procurado nas universidades e em outras instituições autoritárias. A filosofia vitoriamario está por ser testada nas ruas, em pubs e clubes noturnos; ela envolve a criação de uma cultura comunista &#8211; não abstrações teóricas.<br />
 <br />
O capitalismo comanda o mundo material ao nomear e descrever aqueles objetos que ele quer manipular. Ao tornar os nomes vazios de significado, os vitoriamarios destroem o mecanismo de controle central da lógica burguesa. Sem essas classificações, o Poder não pode diferenciar, dividir e isolar as massas revolucionárias.<br />
 <br />
 <br />
Por estarem putos com o mundo fragmentário no qual vivem, os vitoriamarios concordaram em adotar um nome comum. Toda ação levada a cabo sob a bandeira de vitoriamario é um gesto de desafio contra a Ordem do Poder &#8211; e uma demonstração de que os vitoriamarios são ingovernáveis. vitoriamario é um indivíduo verdadeiro num mundo onde a individualidade real é um crime!<br />
 <br />
Em última instância, a filosofia vitoriamario é um projeto revolucionário que é realizado tendo em vista melhorar o destino da humanidade. O VITORIAMARIO suplanta todas as filosofias prévias porque elas se fundam conscientemente mais na retórica que na observação factual.<br />
 <br />
Os vitoriamarios acreditam no valor da fraude como uma arma revolucionária. Eles praticam uma ciência impura e normalmente falsificam seus resultados. Usando esta metodologia, o VITORIAMARIO tem facilmente refutado as ilusões dominantes conectadas com o conjunto mental &#8216; individualidade&#8217; e agora clama pelo seu direito de massacrar todos aqueles que se recusam a perceber sua verdadeira humanidade. O sucesso do VITORIAMARIO é historicamente inevitável. LONGA VIDA À VIDA!<br />
 <br />
Compilado no final dos anos 80 em textos de números do quinto ano da revista vitoriamario.<br />
 <br />
Transdução de Vitoriamário<br />
 <br />
*Palavra em alemão que significa ansiedade, culpa ou remorso. (vitoriamario Dictionary, Nota do Transd.)<br />
 <br />
Leia os textos de vitoriamario em www.apodreceeviraadubo.bicho</p>
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		<title>Perdeu tudo!</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 14:49:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Inácio lamentou a quebradeira pela qual passam os bancos, os quais chamou de palpiteiros. Ele voltou a destacar as condições do Brasil para enfrentar a crise e que o país &#8220;sofrerá muito pouco caso com a recessão profunda dos Estados Unidos&#8221;. &#8230; &#8220;eles superinteligentes, e nós supercoitados&#8221;, disse, &#8220;o neoliberalismo inventou a maior mágica de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organicos-e-sustentaveis.blogspot.com/2008/11/moeda-social-substitui-dinheiro-e.html"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/dollarassustado.jpg" alt="" title="dollarassustado" width="420" height="225" class="aligncenter size-full wp-image-2676" /></a></p>
<p>Inácio lamentou a quebradeira pela qual passam os bancos, os quais chamou de palpiteiros. Ele voltou a destacar as condições do Brasil para enfrentar a crise e que o país &#8220;sofrerá muito pouco caso com a recessão profunda dos Estados Unidos&#8221;. &#8230;<br />
&#8220;eles superinteligentes, e nós supercoitados&#8221;, disse, &#8220;o neoliberalismo inventou a maior mágica de todos os tempos.&#8221; </p>
<p>ATÉ O PAPA SE MOBILIZA COM A CRISE.<br />
“Vemos agora, no colapso dos grandes bancos, que o dinheiro desaparece, ele não é nada”, disse o pontífice. O Vaticano também tem seu próprio banco.</p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/banco_da_felicidade.jpg'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/banco_da_felicidade.jpg" alt="" title="banco_da_felicidade" width="500" height="375" class="aligncenter size-full wp-image-2677" /></a></p>
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		<title>Esquizofrenia da relação entre cultura e tecnicidade</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 17:04:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Etienne Delacroix]]></category>
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		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista entre Capivara e Etienne Delacroix &#8211; Submidialogia &#8211; Lençóis &#8211; Bahia &#8211; Brasil &#8211; Dezembro/2007: [MEDIA=12] Doença opcional:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/indicadores.gif" alt="" title="indicadores" width="135" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-2673" /><br />
Entrevista entre Capivara e Etienne Delacroix &#8211; Submidialogia &#8211; Lençóis &#8211; Bahia &#8211; Brasil &#8211; Dezembro/2007:<br />
[MEDIA=12]</p>
<p>Doença opcional:<br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ifvNS_3xSy8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ifvNS_3xSy8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>O mundo conforme Casciari</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 11:04:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anônimo</dc:creator>
				<category><![CDATA[aforismo]]></category>
		<category><![CDATA[descartógrafos]]></category>
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		<category><![CDATA[mundo]]></category>
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		<description><![CDATA[Li uma vez que a Argentina não é nem melhor, nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e aí inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no &#8216;sistema cão&#8217;. Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho, deveríamos multiplicar a sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Li uma vez que a Argentina não é nem melhor, nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e aí inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no &#8216;sistema cão&#8217;.</p>
<p>Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho, deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7. No caso de países temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana. Confuso? Neste artigo exponho alguns exemplares reveladores.</p>
<p>Argentina nasceu em 1816, assim sendo, já tem 190 anos. Se dividimos estes anos por 14, a Argentina tem &#8216;humanamente&#8217; cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, se masturba, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne.</p>
<p>Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos, eles formam gangues. A gangue do Mercosul é formada por quatro adolescentes que tem um conjunto de rock. Ensaiam em uma garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco.</p>
<p>A Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer o coro. Em realidade, como a maioria das mocinhas da sua idade, quer é sexo, neste caso com Brasil que tem 14 anos e um membro grande.</p>
<p>O México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso, ri pouco e não fuma nem um inofensivo baseado, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca, e se junta com os Estados Unidos, um retardado mental de 17 anos, que se dedica a atacar os meninos famintos de 6 anos em outros continentes.</p>
<p>No outro extremo, está a China milenária. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14 obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia comendo arroz porque não tem &#8211; ainda &#8211; dinheiro para comprar uma dentadura postiça. A China tem um neto de 8 anos, Taiwan, que lhe faz a vida impossível. Está divorciada faz tempo de Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que sempre está disposta a qualquer aberração em troca de grana.</p>
<p>Depois, estão os países que são maiores de idade e saem com o BMW do pai. Por exemplo, Austrália e Canadá. Típicos países que cresceram ao amparo de papai Inglaterra e mamãe França, tiveram uma educação restrita e antiquada e agora se fingem de loucos. A Austrália é uma babaca de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul. O Canadá é um mocinho gay emancipado, que a qualquer momento pode adotar o bebê Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão de moda.</p>
<p>A França é uma separada de 36 anos, mais puta que uma galinha, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 anos: Mônaco, que vai acabar virando puto ou bailarino&#8230; ou ambas coisas. É a amante esporádica da Alemanha, um caminhoneiro rico que está casado com Áustria, que sabe que é chifruda, mas que não se importa.</p>
<p>A Itália é viúva faz muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gêmeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber mais de homens. A Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens (A Bélgica também fantasia de vez em quando que sabe preparar espaguete).</p>
<p>A Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente a França se iguale a ela, mas perde espontaneidade por usar tanto perfume). É muito tetuda e quase sempre está bêbada. Geralmente se deixa foder pela Inglaterra e depois a denuncia. A Espanha tem filhos por todas as partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles, mas a perturbam quando têm fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam sua geladeira.</p>
<p>Outro que tem filhos espalhados no mundo é a Inglaterra. Sai de barco de noite, transa com alguns babacas e nove meses depois, aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral, as ilhas vivem com a mãe, mas a Inglaterra as alimenta. A Escócia e a Irlanda, os irmãos de Inglaterra que moram no andar de cima, passam a vida inteira bêbados e nem sequer sabem jogar futebol. São a vergonha da família.</p>
<p>A Suécia e a Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão bem de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Transam e trabalham, pois são formadas em alguma coisa. Às vezes, fazem trio com a Holanda (quando necessitam maconha, haxixe e heroína); outras vezes cutucam a Finlândia, que é um cara meio andrógino de 30 anos, que vive só em um apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo celular com Coréia.</p>
<p>A Coréia (a do sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gêmeas, mas a do Norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Estados Unidos, o retardadinho de 17 anos, a vigia muito, não por medo, mas porque quer pegar as suas pistolas.</p>
<p>Irã e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da motoca dos Estados Unidos e acabou o negocio para eles. Agora estão comendo lixo. O mundo estava bem assim até que, um dia, a Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrênicos.</p>
<p>Faz uma semana, e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo, descobrimos que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. É um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna&#8230; e até gente! Eu fico com medo quando aparecem países de pouca idade, assim de repente. Que saibamos deles por ter ouvido falar e ainda temos que fingir que sabíamos, para não passar por ignorantes.</p>
<p>Mas aí, eu pergunto: por que continuam nascendo países, se os que já existem ainda não funcionam?</p>
<p>NOTA SOBRE O AUTOR:</p>
<p>Hernán Casciari nasceu em Mercedes (Buenos Aires), a 16 de março de 1971. Escritor e jornalista argentino. É conhecido por seu trabalho ficcional na Internet, onde tem trabalhado na união entre literatura e blog, destacado na blognovela. Sua obra mais conhecida na rede, &#8216;Weblog de una mujer gorda&#8217;, foi editada em papel, com o título: &#8216;Más respeto, que soy tu madre&#8217;.</p>
<p>abs</p>
<p>ruga</p>
<p>23 Outubro, 2008
</p></blockquote>
<p>(fonte:<a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824982&amp;postID=4027882481851636441&amp;pli=1">https://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824982&amp;postID=4027882481851636441&amp;pli=1</a>)</p>
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		<title>Configuração de teclado em notebook Hp pavillon &#8211; teclado ZT11xx</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 01:20:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[crackerismo e código fechado]]></category>
		<category><![CDATA[linux]]></category>
		<category><![CDATA[Add new tag]]></category>
		<category><![CDATA[linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[sorgo]]></category>
		<category><![CDATA[teclado]]></category>
		<category><![CDATA[xorg.conf]]></category>
		<category><![CDATA[zt11xx]]></category>

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		<description><![CDATA[Configuração de teclado em notebook Hp pavillon que utiliza o teclado ZT11xx no xorg.conf: Section &#8220;InputDevice&#8221; Identifier &#8220;Generic Keyboard&#8221; Driver &#8220;kbd&#8221; Option &#8220;XkbRules&#8221; &#8220;xorg&#8221; # Option &#8220;XkbOptions&#8221; &#8220;lv3:ralt_switch&#8221; Option &#8220;XkbModel&#8221; &#8220;hpZT11xx&#8221; Option &#8220;XkbLayout&#8221; &#8220;us_intl&#8221; Option &#8220;XkbVariant&#8221; &#8220;altgr-intl&#8221; EndSection teclado numérico: abra o terminal e digite: sudo gedit /etc/gdm/Init/Default tecle enter encontre a a linha que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/linguagem_teclado.png'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/linguagem_teclado.png" alt="" title="linguagem_teclado" width="500" height="142" class="alignnone size-full wp-image-2669" /></a></p>
<p>Configuração de teclado em notebook Hp pavillon que utiliza o teclado ZT11xx<br />
no xorg.conf:</p>
<p>Section &#8220;InputDevice&#8221;<br />
        Identifier      &#8220;Generic Keyboard&#8221;<br />
        Driver          &#8220;kbd&#8221;<br />
        Option          &#8220;XkbRules&#8221;      &#8220;xorg&#8221;<br />
#       Option          &#8220;XkbOptions&#8221;    &#8220;lv3:ralt_switch&#8221;<br />
        Option          &#8220;XkbModel&#8221;      &#8220;hpZT11xx&#8221;<br />
        Option          &#8220;XkbLayout&#8221;     &#8220;us_intl&#8221;<br />
        Option          &#8220;XkbVariant&#8221;    &#8220;altgr-intl&#8221;<br />
EndSection</p>
<p><strong>teclado numérico:</strong><br />
abra o terminal e digite:</p>
<p>sudo gedit /etc/gdm/Init/Default</p>
<p>tecle enter</p>
<p>encontre a a linha que menciona: “exit 0” e  acima dela adicione estas linhas extras:</p>
<p>if [ -x /usr/bin/numlockx ]; then</p>
<p>/usr/bin/numlockx on</p>
<p>fi</p>
<p>salve o arquivo e feche o gedit. Então reinicie o modo gréfico, o teclado numérico (numlock) deverá funcionar. </p>
<p>mais detalhes:<br />
<a href="http://rbrazileiro.info/blog/arte-indecibilidade-artefatos/">http://rbrazileiro.info/blog/arte-indecibilidade-artefatos/</a><br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1quina_de_Turing"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/gospers_glider_gun.gif" alt="" title="gospers_glider_gun" width="250" height="180" class="alignnone size-full wp-image-2670" /></a></p>
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		<item>
		<title>1 bit de memória</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2667</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2667#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 20:40:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[naif]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://organismo.art.br/blog/?p=2667</guid>
		<description><![CDATA[&#8212; Força persuasiva da arte e força persuasiva da retórica. A discussão retórica e o diálogo acerca das grandes questões (sobre o todo, no todo). Vencer ou compreender-se mutuamente. Minha palavra e a palavra do outro. Caráter primário dessa oposição. O ponto de vista (a posição) do terceiro. Finalidades limitadas da palavra retórica. O discurso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/memoria1bit.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-2666" title="memoria1bit" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/memoria1bit.png" alt="memoria1bit" width="500" height="669" /></a></p>
<p>&#8212;<br />
<span style="font-size: medium;">Força persuasiva da arte e força persuasiva da retórica. </span>A discussão retórica e o diálogo acerca das grandes questões (sobre o todo, no todo). Vencer <span style="font-size: x-large;">ou compreender-se mutuamente</span>. Minha palavra e a palavra do outro. Caráter primário dessa oposição. O ponto de vista (a posição) do terceiro. Finalidades limitadas da palavra retórica. O discurso retórico argumenta a partir do ponto de vista de um terceiro: os estratos profundos da pessoa não participam dele. Na Antigüidade, as fronteiras entre a retórica e a literatura seguiam outro traçado e não eram tão definidas, pois ainda não havia a individualidade profunda da pessoa, no sentido moderno. A individualidade se origina no limite com a Idade Média (Meditações, de Marco Aurélio, Epicteto, Santo Agostinho e os soliloquia, etc.). E então que se inicia a demarcação entre a palavra pessoal e a palavra do outro. <strong>Na retórica, há o direito incontestável e o erro incontestável, há a vitória total e o aniquilamento do adversário. No diálogo, o aniquilamento do adversário aniquila também a esfera dialógica que assegura a vida da palavra.</strong> A Antigüidade clássica ainda não conhecia essa esfera superior. Esta esfera é muito frágil, fácil de aniquilar <span style="font-size: xx-small;">(uma ínfima violência, uma referência a alguma autoridade, e acabou-se)</span>.</p>
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		<title>TURBAlacaTURBA turba TÁ!</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 17:11:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Num estado de crise social, indivíduos assustados se arrebanham e se tornam uma turba – e &#8220;a turba, por definição, procura a ação, mas não pode produzir efeito sobre as causas naturais [da crise]. Assim sendo, busca uma causa acessível que possa aplacar o seu apetite por violência.&#8221;O restante é muito confuso, mas fácil de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/esgotado450.png" alt="" title="esgotado450" width="445" height="450" class="aligncenter size-full wp-image-2663" /></p>
<p>Num estado de crise social, indivíduos assustados se arrebanham e se tornam uma turba – e &#8220;a turba, por definição, procura a ação, mas não pode produzir efeito sobre as causas naturais [da crise]. Assim sendo, busca uma causa acessível que possa aplacar o seu apetite por violência.&#8221;O restante é muito confuso, mas fácil de imaginar e compreender : &#8220;No intuito de culpar as vítimas pela perda de distinções resultantes da crise, elas. são acusadas de crimes que eliminam as distinções. Mas na verdade são identificadas como vítimas a perseguir porque portam a marca de vítimas.&#8221;64</p>
<p>judeu bauman<br />
<img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/vulneravel450.png" alt="" title="vulneravel450" width="450" height="309" class="aligncenter size-full wp-image-2664" /></p>
<p>turbalacaturba turba tá (8x)<br />
Quando o relógio bate à uma<br />
Todas caveiras saem da turba<br />
turbalacaturba turba tá (2x)<br />
Quando o relógio bate às duas<br />
Todas caveiras pintam as unha (sic)<br />
turbalacaturba turba tá (2x)<br />
Quando o relógio bate às três<br />
Todas caveiras imitam chinês<br />
turbalacaturba turba tá (6x)<br />
Quando o relógio bate às quatro<br />
Todas caveiras tiram retrato<br />
turbalacaturba turba tá (2x)<br />
Quando o relógio bate às cinco<br />
Todas caveiras apertam o cinto<br />
turbalacaturba turba tá (2x)<br />
Quando o relógio bate às seis<br />
Todas caveiras jogam xadrez<br />
turbalacaturba turba tá (4x)<br />
agora é sua vez (2x)<br />
agora vocês<br />
Quando o relógio bate às sete<br />
Todas caveiras imitam a Gretchen<br />
turbalacaturba turba tá (6x)<br />
Uh uh! (6x)<br />
Quando o relógio bate às oito<br />
Todas caveiras comem biscoito<br />
turbalacaturba turba tá (2x)<br />
Quando o relógio bate às nove<br />
Todas caveiras vestem um short<br />
turbalacaturba turba tá (2x)<br />
Quando o relógio bate às dez<br />
Todas caveiras comem pastéis<br />
turbalacaturba turba tá (2x)<br />
Quando o relógio bate às onze<br />
Todas caveiras se esconde (sic)<br />
turbalacaturba turba tá (2x)<br />
Quando o relógio bate às doze<br />
Todas caveiras voltam pra tuuuuuuumba<br />
turbalacaturba turba tá (16x) </p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/choro.png" alt="" title="choro" width="450" height="742" class="aligncenter size-full wp-image-2665" /></p>
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		<title>sem moderação</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 20:25:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[essas bosta do caralho da porra nao tem nem palavra pra dizer que nada nada nao da em dn ndan=d nada essa merda da porra do bico do urubu podre tanta coisa miséravel na merda de espírito dum pensamento que nao vale nem fumaça de rato morto pegando fogo essa merdqa de dicionario nao tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://socialfiction.org/'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/apeface.gif" alt="" title="apeface" width="240" height="221" class="alignnone size-full wp-image-2659" /></a></p>
<p>essas bosta do caralho da porra nao tem nem palavra pra dizer que nada nada nao da em dn ndan=d nada essa merda da porra do bico do urubu podre tanta coisa miséravel na merda de espírito dum pensamento que nao vale nem fumaça de rato morto pegando fogo<br />
essa merdqa de dicionario nao tem nada pra ajudar<br />
historia da porrea merda um monte de idiota com essas merda de livro de biblia fazendo a gente engoli essa merda inteira a vida inteira as mae pai tudo desesperado viraram adulto tinha que justifica a bosta tudo bota filho no mundo bota na escola aprende ler escrever escrever esses vomito vomito de diconário nada nada glossário mínimo só excremento e coisa morta tudo morrendo os bicho comendo umas comida tudo podre tudo feit apra matá tudio nem aí tudo derrentendo e ois numero correndo na conta os banco inventaram daí os banco fodasse que antes nao tinha banco agora tem essa merda antes era rei antes era o bichi que nem pra dividir uma merda dim pedaõp de mamute nao tinha que dar paulada na cabeça então vem logo pro pau tudo essas merda de gravata da porra esse google do caralhio filha da puta cú merda de email srevidor um monte de loco cuidando dessas merda de messagem achando que serve opra pra alguma merda vai comê cola vai encher a vcara de água agau com sovente muito solvente coiusa qqer coisa que não seja solúvelk em água daí vai pegá essa merda de vomito fala que serve pra alguma coisa server pra porra nenhuma joga tudo fora</p>
<p><a href="http://fmso.leavenworth.army.mil/documents/mexico/mexico.htm"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/oscar2.jpg" alt="" title="oscar2" class="alignnone size-full wp-image-2660" /></a></p>
<p>Perú quiere ídolos. Busca personajes a admirar. Parece negar los tantos que tiene. Ellos no bastan, buscan alguno que sintetice a todos; a todos los niveles socio-económicos… todas las sangres: las andinas, las selváticas y de la costa. Se busca un héroe no humano. Uno infalible pero sencillo.</p>
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		<title>Pacto de Elétrons</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 14:17:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[MEDIA=6]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[MEDIA=6]</p>
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		<title>Ninguém pode imaginar&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 00:10:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[1. How To Use Your TV? Contagion. /contāgiōn/ (s. of contāgiō). — Transmission, by contact. — Source, real or imagined, of infectious condition. (Patient Zero. Tango.) — Contagious condition. (Smallpox. Conquest.) — Imitation (Mimesis. Magic.) — Transmission of habits, empathies, behaviors under the influence of another. (Rhythm. Ideology.) — Bacteria, Virus, Metaphor. (AIDS) — Rumor, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1. How To Use Your TV?</p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/animaelvo.gif" alt="" title="animaelvo" width="500" height="370" class="aligncenter size-full wp-image-2655" /><br />
Contagion. /contāgiōn/ (s. of contāgiō).<br />
— Transmission, by <a href="http://www.obidos.com.br/paineldefotos/pf004.htm">contact</a>.<br />
— Source, real or imagined, of infectious condition. (Patient Zero. Tango.)<br />
— Contagious condition. (Smallpox. Conquest.)<br />
— Imitation (Mimesis. Magic.)<br />
— Transmission of habits, empathies, behaviors under the influence of another. (Rhythm. Ideology.)<br />
— Bacteria, Virus, Metaphor. (AIDS)<br />
— Rumor, Propaganda, Suggestion (Terror. Markets)<br />
— Communicable. Permeable. Penetrable. (Border. Skin.)<br />
— Crisis </p>
<p>¿Qué potencial ofrece el contagio?<br />
<a href="http://www2.uol.com.br/interpressmotor/imagens/21809.jpg"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/lab4.png" alt="" title="lab4" width="500" height="371" class="aligncenter size-full wp-image-2656" /></a></p>
<p>LOS PROBLEMAS DEL MUNDO ACTUAL<br />
SOLUCIONES Y ALTERNATIVAS DESDE LA&#8230;</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Yp7t1fhugF0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Yp7t1fhugF0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sJKh8yq1Qdg&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/sJKh8yq1Qdg&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<item>
		<title>macacoland &#8211; Precisão em Medição &#8211; e sujar o chão com suas necessidades fisiológicas.</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 01:18:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para Quê? Brasília &#8211; Quarta , 01 de Outubro de 2008 Página Inicial &#124; Indique aos amigos Coluna de Eduardo Galeano Oitavo mandamento, mentirás Ali os peritos corrigem alguns errinhos dos relatórios anteriores. Entre outras coisas, ficamos a saber agora que os pobres mais pobres do mundo, os chamados &#8220;indigentes&#8221;, somam 500 milhões mais do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.complaintschoir.org/"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/10/macaco.jpeg" alt="macacao" /><br />
</a></p>
<p>Para Quê?<br />
Brasília &#8211; Quarta , 01 de Outubro de 2008 	<a href="http://pt.wikisource.org/wiki/O_Macaco_Cientista">Página Inicial</a> | Indique aos amigos</p>
<p>Coluna de Eduardo Galeano</p>
<p>Oitavo mandamento, mentirás<br />
Ali os peritos corrigem alguns errinhos dos relatórios anteriores. Entre outras coisas, ficamos a saber agora que os pobres mais pobres do mundo, os chamados &#8220;indigentes&#8221;, somam 500 milhões mais do que </p>
<p>&#8220;A fábrica será um catalisador para instalação de novas empresas de alta tecnologia, criando condições necessárias para o País entrar efetivamente na era da nanotecnologia&#8221;</p>
<p>os que apareciam nas estatísticas. Além disso, ficamos a saber que os países pobres são bastante mais pobres do que aquilo que diziam os numerozinhos e que a sua desgraça piorou enquanto o Banco Mundial lhes vendia a pílula da felicidade do mercado livre. E como se isso fosse pouco, verifica-se que a desigualdade universal entre pobres e ricos havia sido mal medida e à escala planetária o abismo é ainda mais fundo que o do Brasil.</p>
<p>Certain mythologies have started here,<br />
Público Indireto Atingido (estimativa do quantitativo) :<br />
Outra mentira<br />
Ao mesmo tempo, um ex vice-presidente do Banco Mundial, Joseph Stiglitz, num trabalho conjunto com Linda Bilmes, investigou os custos da guerra do Iraque. O presidente George W. Bush havia anunciado que a guerra poderia custar, quando muito, 50 bilhões de dólares, o que a primeira vista não parecia demasiado caro tratando-se da conquista de um país tão rico em petróleo. Eram números redondos, ou melhor, quadrados.<br />
A carnificina do Iraque dura há mais de cinco anos e, neste período, os Estados Unidos gastaram um milhão de milhões de dólares matando civis inocentes. A partir das nuvens, as bombas matam sem saber quem. Sob a mortalha de fumo, os mortos morrem sem saber porque. Aquele número de Bush chega para financiar apenas um trimestre de crimes e discursos. O número mentia, ao serviço desta guerra, nascida de uma mentira, que continua a mentir.<br />
Público alvo (qualitativo):<br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PRLyZ__ihw4&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/PRLyZ__ihw4&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br />
E mais outra mentira<br />
Quando todo o mundo já sabia que no Iraque não havia mais armas de destruição maciça do que as que utilizavam os seus invasores, a guerra continuou, ainda que houvesses esquecido os seus pretextos. Então, em 14 de dezembro do ano 2005, os jornalistas perguntaram quantos iraquianos haviam morrido nos dois primeiros anos de guerra. E o presidente Bush falou do assunto pela primeira vez. Respondeu:</p>
<p>&#8220;Uns 30 mil, mais ou menos&#8221;.<br />
E a seguir fez uma piada, confirmando o seu sempre oportuno sentido do humor, e os jornalistas riram-se.<br />
No ano seguinte, reiterou o número. Não esclareceu que os 30 mil referiam-se aos civis iraquianos cuja morte havia aparecido nos diários. O número real era muito maior, como ele bem sabia, porque a maioria das mortes não se publica, e bem sabia também que entre as vítimas havia muitos velhos e crianças.</p>
<p>Chips</p>
<p>Segundo o professor aposentado<br />
Essa foi a única informação proporcionada pelo governo dos Estados Unidos sobre a prática do tiro ao alvo contra os civis iraquianos. O país invasor só faz contas, detalhadas, dos seus soldados caídos. Os demais são inimigos, ou danos colaterais que não merecem ser contados. E, em todo caso, conta-los poderia ser perigoso: essa montanha de cadáveres poderia causar má impressão.</p>
<p>E uma verdade (Pobre do Mexico por estar tão perto deles..)<br />
Bush vivia seus primeiros tempos na presidência quando, em 27 de julho do ano 2001, perguntou aos seus compatriotas:<br />
&#8220;Podem vocês imaginar um país que não fosse capaz de cultivar alimentos suficientes para alimentar a sua população? Seria uma nação exposta a pressões internacionais. Seria uma nação vulnerável. E por isso, quando falamos da agricultura americana, na realidade falamos de uma questão de segurança nacional&#8221;.<br />
Dessa vez, o presidente não mentiu. Ele estava a defender os fabulosos subsídios que protegem o campo do seu país. &#8220;Agricultura americana&#8221; significava e significa &#8220;Agricultura dos Estados Unidos&#8221;.<br />
Contudo, é o México, outro país americano, o que melhor ilustra os seus acertados conceitos. Desde que firmou o tratado de livre comércio com os Estados Unidos, o México já não cultiva alimentos suficientes para as necessidades da sua população, é uma nação exposta a pressões internacionais e é uma nação vulnerável, cuja segurança nacional corre grave perigo:<br />
atualmente o México compra aos Estados Unidos 10 bilhões de dólares de alimentos que poderia produzir;<br />
La controversia<br />
os subsídios protecionista tornam impossível a competição;<br />
por esse andar, daqui a pouco a tortillas mexicanas continuarão a ser mexicanas pelas bocas que as comem, mas não pelo milho que as faz, importado, subsidiado e transgénico;<br />
o tratado havia prometido prosperidade comercial, mas a carne humana, camponeses arruinados que emigram, é o principal produto mexicano de exportação.<br />
Há países que sabem defender-se. São poucos. Por isso são ricos. Há outros países treinados para trabalhar para a sua própria perdição. São quase todos os demais.</p>
<p>natural ausência de pensamento</p>
<p>Por quê?<br />
&#8211;<br />
&#8220;Se você não concordar, não posso me desculpar&#8230;&#8221;</p>
<p>pela sinistra &#8220;laotra&#8221;, sempre!</p>
<p><a href="http://www.patrialatina.com.br/index.php">http://www.patrialatina.com.br/index.php</a><br />
imunes à corrupção da linguagem?<br />
Quem?<br />
lelex &#8211; <a href="http://submidialogia.descentro.org/submidialogia.html">submidialogia</a></p>
<p>PASSA A GRANA PORRA!!!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vício Verde sobre Vermelho</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 21:45:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[PIXO da palavra VÍCIO, na CHINA: [MEDIA=11] a tampinha do spray cai e repica no chão vento na camêra silêncio nas ruas (onde estão todos? montando computadores, talvez?) o spray faz shhhhhhhhhhhhhhhhh Enquanto, no vácuo do frame, algo em Mandarim ainda permanece sob tradução&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PIXO da palavra VÍCIO, na CHINA:</p>
<p>[MEDIA=11]</p>
<p>a tampinha do spray cai e repica no chão<br />
vento na camêra<br />
silêncio nas ruas (onde estão todos? montando computadores, talvez?)</p>
<p>o spray faz shhhhhhhhhhhhhhhhh<br />
Enquanto, no vácuo do frame, algo em Mandarim ainda permanece sob tradução&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>o corpo e suas relações</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2647</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2647#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 23:12:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
				<category><![CDATA["arte"]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
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		<category><![CDATA[tédio]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://media.tumblr.com/PdqDl6YoZasa558nYl8ZDSTt_400.jpg" alt="" /></p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2135/1824404239_aa7fa2e427.jpg?v=0" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p><img src="http://lumq.com/wp-content/uploads/2008/07/vintage-fitness-devices-04-thumb.jpg" alt="" width="420" height="304" /></p>
<p><img src="http://lumq.com/wp-content/uploads/2008/07/vintage-fitness-devices-01-thumb.jpg" alt="" width="420" height="568" /></p>
<p><img src="http://www.arcoweb.com.br/tecnologia/fotos/57/postura_trabalho.jpg" alt="" width="320" height="318" /></p>
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		<title>mãezona mandando vê na tattoo!!!</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 23:34:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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motivação e atitude </p>
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		<title>Processing: Display Esboço</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 15:39:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Início da pesquisa sobre manipulação de textos em forma de display usando Processing. link: http://organismo.art.br/interfaces/wikka.php?wakka=ProcessingMovimento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Início da pesquisa sobre manipulação de textos em forma de display usando Processing.</p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces0.png'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces0.png" alt="" title="display_interfaces0" width="410" height="230" class="aligncenter size-full wp-image-2640" /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces1.png'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces1.png" alt="" title="display_interfaces1" width="410" height="230" class="aligncenter size-full wp-image-2641" /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces3.png'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces3.png" alt="" title="display_interfaces3" width="410" height="230" class="aligncenter size-full wp-image-2643" /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces4.png'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces4.png" alt="" title="display_interfaces4" width="410" height="230" class="aligncenter size-full wp-image-2644" /></a> </p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces5.png'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/display_interfaces5.png" alt="" title="display_interfaces5" width="410" height="230" class="aligncenter size-full wp-image-2645" /></a></p>
<p>link: <a href="http://organismo.art.br/interfaces/wikka.php?wakka=ProcessingMovimento">http://organismo.art.br/interfaces/wikka.php?wakka=ProcessingMovimento</a></p>
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		<title>Cultura: um conceito reacionário</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2638</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 23:46:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O conceito de cultura é profundamente reacionário. É uma maneira de separar atividades semióticas (atividades de orientação no mundo social e cósmico) em esferas, às quais os homens são remetidos. Isoladas, tais atividades são padronizadas, instituídas potencial ou realmente e capitalizadas para o modo de semiotização dominante &#8211; ou seja, elas são cortadas de suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O conceito de cultura é profundamente reacionário. É uma maneira de separar atividades semióticas (atividades de orientação no mundo social e cósmico) em esferas, às quais os homens são remetidos. Isoladas, tais atividades são padronizadas, instituídas potencial ou realmente e capitalizadas para o modo de semiotização dominante &#8211; ou seja, elas são cortadas de suas realidades políticas.</p>
<p>Toda a obra de Proust gira em torno da idéia de que é impossível autonomizar esferas como a da música, das artes plásticas, da literatura , dos conjuntos arquitetônicos, da vida microssocial nos salões.</p>
<p>A cultura enquanto esfera autônoma só existe em nível dos mercados de poder, dos mercados econômicos, e não em nível da produção, da criação e do consumo real.</p>
<p>“O que caracteriza os modos de produção capitalísticos é que eles não funcionam unicamente no registro dos valores de troca, valores que são da ordem do capital, das semióticas monetárias ou dos modos de financiamento. Eles funcionam também através de um modo de controle da subjetivação, que eu chamaria de “cultura de equivalência” ou de “sistemas de equivalência na esfera da cultura”. Desse ponto de vista o capital funciona de modo complementar à cultura enquanto conceito de equivalência: o capital ocupa-se da sujeição econômica, e a cultura, da sujeição subjetiva. E quando falo em sujeição subjetiva não me refiro apenas à publicidade para a produção e o consumo de bens. É a própria essência do lucro capitalista que não se reduz ao campo da mais-valia econômica: ela está também na tomada de poder da subjetividade.</p>
<p>Cultura de massa e singularidade</p>
<p>O título que propus para este debate na Folha de S. Paulo foi “Cultura de massa e singularidade”. O título reiteradamente anunciado foi “Cultura de massa e individualidade” — e talvez esse não seja um mero problema de tradução. Talvez seja difícil ouvir o termo singularidade e, nesse caso, traduzi-lo por individualidade me parece colocar em jogo uma dimensão essencial da cultura de massa. É exatamente este o tema que eu gostaria de abordar hoje: a cultura de massa como elemento fundamental da “produção de subjetividade capitalística”.</p>
<p>A cultura de massa produz, exatamente, indivíduos: indivíduos normalizados, articulados uns aos outros segundo sistemas hierárquicos, sistemas de submissão &#8211; não sistemas de submissão visíveis e explícitos, como na etologia animal, ou como nas sociedades arcaicas ou pré-capitalistas, mas sistemas de submissão muito mais dissimulados. E eu nem diria que esses sistemas são “interiorizados” ou “internalizados” de acordo com a expressão que esteve muito em voga numa certa época, e que implica uma idéia de subjetividade como algo a ser preenchido. Ao contrário, o que há é simplesmente uma produção de subjetividade. Não somente uma produção de subjetividade individuada &#8211; subjetividade dos indivíduos &#8211; mas uma produção de subjetividade inconsciente. A meu ver, essa grande fábrica, essa poderosa máquina capitalísticas produz, inclusive, aquilo que acontece conosco quando sonhamos, quando devaneamos. Em todo caso, ela pretende garantir uma função hegemônica em todos esses campos.</p>
<p>Eu oporia a essa máquina de produção de subjetividade a idéia de que é possível desenvolver modos de subjetivação singulares, aquilo que poderíamos chamar de “processos de singularização”: uma maneira de recusar todos esses modos de encodificação preestabelecidos, todos esses modos de manipulação e de telecomando, recusá-los para construir modos de sensibilidade, modos de relação com o outro, modos de produção, modos de criatividade que produzam uma subjetividade singular. Uma singularização existencial que coincida com um desejo, com um gosto de viver, com uma vontade de construir o mundo no qual encontramos, com a instauração de dispositivos para mudar os tipos de sociedade, os tipos de valores que não são os nossos. Há assim algumas palavras-cilada (como a palavra “cultura”), noções anteparo que nos impedem de pensar a realidade dos processos em questão.</p>
<p>A palavra cultura teve vários sentidos no decorrer da História: seu sentido mais antigo é o que aparece na expressão “cultivar o espírito”. Vou designá-la “sentido A” e “cultura-valor”, por corresponder a um julgamento de valor que determina quem tem cultura, e quem não tem: ou se pertence a meios cultos ou se pertence a meios incultos. O segundo núcleo semântico agrupa outras significações relativas à cultura. Vou designá-lo “sentido B”. É a “cultura-alma coletiva”, sinônimo de civilização. Desta vez, já não há mais o par “ter ou não ter”: todo mundo tem cultura. Essa é uma cultura muito democrática: qualquer um pode reivindicar sua identidade cultural. É uma espécie de “a priori” da cultura: fala-se em cultura negra, cultura underground, cultura técnica, etc. É uma espécie de alma um tanto vaga, difícil de captar, e que se prestou no curso da História a toda espécie de ambiguidade, pois é uma dimensão semântica que se encontra tanto no partido hitleriano, com a noção de volk (povo), quanto em numerosos movimentos de emancipação que querem se reapropriar de sua cultura, e de seu fundo cultural. O terceiro núcleo semântico, que designo “C”, corresponde à cultura de massa e eu o chamaria de “cultura-mercadoria”. Aí já não há julgamento de valor, nem territórios coletivos da cultura mais ou menos secretos, como nos sentidos A e B. A cultura são todos os seus bens: todos os equipamentos (casas de cultura, etc.), todas as pessoas (especialistas que trabalham nesse tipo de equipamento), todas as referências teóricas e ideológicas relativas a esse funcionamento, enfim, tudo que contribui para a produção de objetos semióticos (livros, filmes, etc.), difundidos num mercado determinado de circulação monetária ou estatal. Difunde-se cultura exatamente como Coca-cola, cigarros “de quem sabe o que quer”, carros ou qualquer coisa.</p>
<p>Retomemos as três categorias. Com a ascensão da burguesia, a cultura-valor parece ter vindo substituir outras noções segregativas, antigos sistemas de segregação social da nobreza. Já não se fala mais em pessoas de qualidade: o que se considera é a qualidade da cultura, resultante de determinado trabalho. É a isso que se refere, por exemplo, aquela fórmula de Voltaire, espécie de palavra de ordem no final de Candide: “Cultivem seus jardins”. As elites burguesas extraem a legitimidade de seu poder do fato de terem feito certo tipo de trabalho no campo do saber, no campo das artes, e assim por diante. Também essa noção cultura-valor tem diversas acepções. Pode-se tomá-la como uma categoria geral de valor cultural no campo das elites burguesas, mas também se pode usá-la para designar diferentes níveis níveis culturais em sistemas setoriais de valor — aquilo que faz com que se fale, por exemplo, em cultura clássica, cultura científica, cultura artística.</p>
<p>E aí, passo a passo, vai-se chegando à definição B, a da cultura-alma, que é uma noção pseudocientífica, elaborada a partir do final do século XIX, com o desenvolvimento da antropologia , em particular da antropologia cultural. No início, a noção de alma coletiva é muito próxima de uma noçao segregativa e até racista; grandes antropólogos como Lévy-Bruhl e Taylor reificam essa noção de cultura. Falava-se coisas do tipo que as sociedades ditas primiticas têm “mentalidade primitiva” &#8211; noções que serviram para qualificar modos de subjetivação que, na verdade, são perfeitamente heterogêneos. E, depois, com a evolução das ciências antropológicas, com o estruturalismo e o culturalismo, houve uma tentativa de se livrar desses sistemas de apreciação etnocêntricos. Nem todos os autores da corrente culturalista fizeram essa tentativa. Alguns mantiveram uma visão etnocêntrica. Outros, em compensação, como Kardiner, Margaret Mead e Ruth Benedict, com noções tais como “personalidade de base”, “personalidade cultural de base”, “pattern cultural”, quiseram livrar-se do etnocentrismo. Mas, no fundo, pode-se dizer que se essa tentativa constituiu em sair do etnocentrismo &#8211; renunciar a uma referência geral em relação à cultura branca, ocidental, masculina &#8211; ela, na verdade, estabeleceu uma espécie de policentrismo cultural, uma espécie de multiplicação do etnocentrismo.</p>
<p>Essa “cultura-alma”, no sentido B, consiste em isolar o que chamarei de uma esfera da cultura (domínios da cultura como o do mito, do culto ou da enumeração) à qual se oporão outros níveis tidos como heterogêneos, como a esfera do político, a esfera das relações estruturais de parentesco &#8211; tudo aquilo que diz respeito à economia dos bens e dos prestígios. E assim acaba-se desembocando numa situação em que aquilo que eu chamaria de “atividades de semiotização” &#8211; toda a produção de sentido, de eficiência semiótica &#8211; é separado numa esfera que passa a ser desfinida como a da “cultura”. E a cada alma coletiva (os povos, as etnias, os grupos) será atribuida uma cultura. No entanto, esses povos, etnias e grupos sociais não vivem essas atividades como uma esfera separada. Da mesma maneira que o burguês fidalgo de Molière descobre que ele “faz prosa”, as sociedade ditas primirivas descobrem que “fazem cultura”; elas são informadas, por exemplo, de que fazem música, dança, atividades de culto, de mitologia e outras tantas. E descobrem isso sobretudo no momento em que pessoas vêm lhes tomar a produção para expô-la em museus ou vendê-la no mercado de arte ou para inseri-la nas teorias antropológicas científicas em circulação. Mas estas sociedades não fazem nem cultura, nem dança, nem música. Todas essas dimensões são inteiramente articuladas umas às outras num processo de expressão, e também articuladas com sua maneira de produzir bens, com sua maneira de produzir relações sociais. Ou seja, elas não assumem, absolutamente, essas diferentes categorizações que são as da antropologia. A situação é idêntica no caso da produção de um indivíduo que perdeu suas coordenadas no sistema psiquiátrico, ou no caso da produção das crianças quando são integradas ao sistema de escolarização. Antes disso, elas brincam, articulam relações sociais, sonham, produzem e, mais cedo ou mais tarde, vão ter que aprender a categorizar essas dimensões de semiotização no campo social normalizado. Agora é hora de brincar, agora é hora de produzir para a escola, agora é hora de sonhar, e assim por diante.</p>
<p>Já a categoria cultura-mercadoria, o terceiro núcleo de sentido, se pretende muito mais objetiva: cultura aqui não é fazer teoria, mas produzir e difundir mercadorias culturais, em princípio sem levar em consideração os sistemas de valor distintivos no nível A (cultura-valor) e sem se preocuar tampouco com aquilo que eu chamaria de níveis territoriais da cultura, que são da alçada do nível B (cultura-alma). Não se trata de uma cultura a priori, mas de uma cultura que se produz, se reproduz, se modifica constantemente. Assim sendo, pode-se estabelecer uma espécie de nomenclatura científica, para tentar apreciar essa produção de cultura, em termos quantitativos . Há grades muito elaboradas (penso naquelas que estão em curso na Unesco), nas quais se pode classificar os “níveis” culturais das cidades, das categorias sociais, e assim por diante, em função do índice, do número de livros produzidos, do número de filmes, do número de salas de uso cultural.</p>
<p>A minha idéia é que esses três sentido de cultura que apareceram sucessivamente no curso da História continuam a funcionar simultaneamente. Há uma complementaridade entre esses três tipo de núcleos semânticos. A produção dos meios de comunicação de massa, a produção de subjetividade capitalística gera uma cultura com vocação universal. Esta ée uma dimensão essencial na confecção da força coletiva de trabalho, e na confecção daquilo que eu chamo de força coletiva de controle social. Mas, independentemente desses dois grandes objetivos, ela está totalmente disposta a tolerar territórios subjetivos que escapam relativamente a essa cultura geral. É preciso, para isso, tolerar margens, setores de cultura minoritária &#8211; subjetividades em que possamos nos reconhecer, nos resgatar entre nós numa orientação alheia à do Capitalismo Mundial Integrado. Essa atitude, entretanto, não é apenas de tolerância. Nas últimas décadas, essa produção caítalística se empenhou, ela própria, em produzir suas margens, e de algum modo equipou novos territórios subjetivos: os indivíduos, as famílias, os grupos sociais, as minorias, e por aí vai. Tudo isso parece ser muito bem calculado. Poder-se-ia dizer que, neste momento, Ministérios da Cultura estão começando a surgir por toda parte, desenvolvendo uma perspectiva modernista na qual se propõem a incrementar, de maneira aparentemente democrática, uma produção de cultura que lhe permita estar nas sociedades industriais ricas. E também encorajar formas de cultura particulares, a fim de que as pessoas se sintam de algum modo numa espécie de território e não fiquem perdidas num mundo abstrato.</p>
<p>Na verdade, não é bem assim que as coisas acontecem. esse duplo modo de produção da  subjetividade, esssa industrialização da produção de cultura segundo os níveis B e C, não renunciou absolutamente ao sistem ade valorização do nível A. Atrás dessa falsa democracia da cultura continuam a instaurar os mesmos sistemas de segregação a partir de uma categoria geral da cultura, de modo completamente subjacente. Nessa perspectiva  modernista, os Ministros da Cultura e os especialistas dos equipamentos culturais declaram não pretender qualificar socialmente os consumidores dos objetos culturais, mas apenas difundir cultura num determinado campo social, que fuincionaria segundo uma lei de liberdade de trocas. No entanto, o que se omite aqui é que o campo social que recebe a cultura não é homogêneo. A difusão de produtos como um livro ou um disco  bão tem absolutamente a mesma significação quando veiculada nos meios de elites sociais ou nos meios de comunicação de massa, a título de formação ou de animação cultural.</p>
<p>Trabalhos de sociólogos como Bordieu mostram que há grupos que já possuem até um metabolismo de receptividade das produções culturais. É óbvio que uma criança que nunca conviveu num ambiente de leitura, de produção de conhecimento, de fruição de obras plásticas, não tem o mesmo tipo de relação com a cultura que teve alguém como Jean Paul Sartre, que nasceu numa biblioteca literalmente. Ainda assim se quer manter a aparência de igualdade diante das produções culturais. De fato, conservamos o antigo sentido da palavra cultura, a cultura valor, qe se insceve nas tradições aristocráticas de almas bem nascidas, de gente que sabe lidar com as palavras, as atitudes e as etiquetas. A cultura não é apenas uma transmissão  de informação cultural, uma transmissão de sistemas de modelização, mas é também uma maneira de as elites capitalísticas exporem o que eu chamaria de um mercado geral de poder.</p>
<p>Um poder não apenas sobre os objetos culturais, ouy sobre as possibilidade de manipulá-los e ciar algo, mas também um poder  de atribuir a si os objetos culturais como signo distintivo na relação socuak com os outros. O sentido que uma banalidade pode tomar, por exemplo no campo da literatura, varia de acordo com o destinatário. O fato de um aluno ou um professor primário de uma cidadezinha qualquer do interior dizer banalidades sobre Maupassant não altera seu sistema de produção de valor no campo social. Mas se Giscard d’Estaing, num dos grandes programas literários da televisão francesa, falar de Maupassant, ainda que uma banalidade, o fato se contitui imediatamente em um índice, não de seu conhecimento real acerca do escritor, mas de que ele pertence a um campo de poder que é o da cultura.</p>
<p>Tomarei um exemplo mais imediato, situado naquilo que estou considerando como contexto brasileiro. Costuma-se insinuar que Lula e PT são pessoa e empreendimento muito simpáticos, mas que vão sem dúvida se revelar completamente incapazes  de gerir uma sociedade altamente diferenciadaa como é a brasileira, pois ele snão têm competência técnica, não têm níveis de saer suficientes para tanto. Recentemente estive na polônia e constatei que esse mesmo tipo de argumentação é usado contra Walesa. Dirigentes do Partido Comunista Polonês empregam rodos os meios possíveis para tentar desconsiderá-lo. Especificamente um sujeito asqueroso que se chama Racowski, e que declara à imprensa ocidental que simpatiza muito com Walesa, esse personagem sedutor, tão charmoso, mas considera que, separado de seus conselheiros, de se entourage habitual, ele não é nada, é um incapaz.</p>
<p>Na verdade, o que está se colocando em jogo não são esses níveis de competência, mesmo porque, para começo de conversa, é notório o nível de incompetência e corrupção das elites no poder. Aliás, nos agenciamenteos de poder capitalístico em geral são sempre os mais estúpidos que se encontram no alto da pirâmide. Basta considerar os resultadis: a gestão da economia mundial hoje conduz centenas e milhares de pessoas à fome, ao desespero, a um modo de vida inteiramente impossível, apesar dos progressos tecnológicos  e das capacidades produtivas extraordinárias que estão se desencolvendo nas revoluções tecnológicas atuais.</p>
<p>Assim, não podemos aceitar que o que esteja sendo efetivamente visado ou tendo um certo impacto na opinião seja a competência. Além disso, esse argumento promove uma certa função encarnada do saber, como se a inteligência necessária nesta situação de crise que estamos vivendo pudesse encarnar algum suposto talento ou saber transcedental. Esse argumento simplesmente escamoteia o fato de que todos os procedimentos de saber, de efiiência semiótica no mundo atual participam de agenciamentos complexos, que jamais são da alçada de um único especialista . Sabe-se muito vem qye qyalquer sistema de gestão moderna dos grandes processos industriais e sociais implica a articulação de diferentes níveis de competência. Nesse sentido, não vejo em que Lula seria incapaz de fazer tal articulação. E quando eu falo de Lula, na verdade estou falando do PT, de todas as formações democráticas, de todas as corrente minoritárias que estão se agitando neste momento de campanha eleitoral no Brasil. Então, não á para entender por que essas diferentes potencialidade de competência nõ poderiam fazer o que fazem as elites hoje no poder &#8211; tão bem quanto ou até melhor. Acho que o ponto-chave dessa questão não está aí, e sim na relação de Lula com a cultura, como quantidade de informação. Não a cultura-alma — pois é óbvio que, nesse sentido, ele tem a cultura de São Bernardo ou a cultura operária, e não vamos tirar isso dele –, mas sim com u certo tipo de cultura capitalística uma das enrgenagens fundamentais do poder. As pessoas do PT, em particular o Lula, não participam de determinada qualidade de cultura dominante. É muito mais uma questão de estilo e de etiqueta. Poder-seia dizer até que é algo que funciona num nível anterior ao término de uma frase, à configuração de um discurso. Tais pessoas não fazem parte da cultura capitalística dominante. A partir daí desenvolve-se  todo um vetor de culpabilização, pois essa concepção de cultura impregna todos os níveis sociais e produtivos. Daí tais pessoas não poderem pretender uma legitimidade para gerir os processos capitalísticos, idéia que elas próprias acabam assumindo.</p>
<p>O que dá então um caráter de estranhamento à ascenção política e social de pessoas como Lula é o fato de sentirmos muito bem que não se trata apenas de um fenômeno de ruptura em relação à gestão dos fluxos sociais e econômicos. Mas sim de colocar em prática um tipo de processo de subjetivação diferente do capitalístico, com seu duplo registro de produção de valores universais por um lado, e de reterritorialização em pequenos guetos subjetivos, por outro lado. Colocar em prática a produção de uma subjetividade que vai ser capaz de gerir processos de singularização subjetiva, que não confinem as diferentes categorias sociais (minorias sexuais, raciais, culturais e quaisquer outras) no esquadrinhamento dominante do poder.</p>
<p>Então a questão que se coloca agora não é mais “quem produz cultura”, “quais vão ser os recipientes dessas produções culturais”, mas como agenciar outros modos de produção semiótica, de maneira a possibilitar a construção de uma sociedade que simplesmente consiga manter-se em pé. Modos de produção semiótica que permitam assegurar uma divião social da produção, sem por isso fechar os indivíduos em sistemas de segregação opressora ou categorizar suas produções semióticas em esferas distintas da cultura. A pintura como esfera cultural refere-se antes de mais nada aos pintores, às pessoas que têm currículo de pintoras e às pessoas que difudem a pintura no comércio ou nos meios de comunicação de massa. Como fazer com que essas categorias ditas “da cultura” possam ser, ao mesmo tempo, altamente especializadas, singularizadas, como é o caso que acabei de mencinar da pintura, sem que haja por isso uma espécie de posse hegemônica pelas elites capitalísticas? Como fazer para que esses diferentes modos de produção cultural não se tornem unicamente especialidades, mas possam articular-se ao conjunto dos outros tipos de produção (o que eu chamo de produções maquínicas: toda essa revolução informática, telemática, dos robôs, etc.)? Como abrir, e até quebrar, essas antigas esferas culturais fechadas sobre si mesmas? Como produzir novos agenciamentos de singularização que trabalhem por uma sensibilidade estética, pela mudança da vida num plano mais cotidiano e, ao mesmo tempo, pelas transformações sociais em nível dos grandes conjuntos econômicos e sociais?</p>
<p>Para concluir, eu diria que os problemas da cultura devem necessariamente sair da articulação entre os três núcleos semânticos que evoquei anteriormente. Quando os meios de comunicação de massa ou os Ministros da Cultura falam de cultura, querem os meios de comunicação de massa nos convencer de que não estão tratando de problemas políticos, e sociais. Distribui-se cultura para o consumo, como se distribui um mínimo vital de alimentos em algumas sociedades. Mas os agenciamentos de toda espécie implicam sempre, correlativamente, dimensões micropolíticas e macropolíticas.</p>
<p>Eu poderia, eventualmente, falar dos efeitos dessa concepção, hoje na França, com o governo Mitterrand, para tentar descrever a maneira pela qual os socialistas estão girando em falso com essa categoria de cultura. E isso porque sua tentativa de democratização da cultura não está realmente conectada com os processos de subjetivação singular, com as minorias culturais ativas, o que faz com que se restabeleça sempre, apesar das boas intenções, uma relação privilegiada entre o Estado e os diferentes sistemas de produção cultural. Neste momento, algumas pessoas na França, entre as quais me incluo, consideram muito importante inventar um modo de produção cultural que quebre radicalmente os esquemas atuais de poder nesse campo, esquemas de que dispõe o Estado atualmente, através de seus equipamentos coletivos e de sua mídia.</p>
<p>Como fazer para que a cultura saia dessas esferas fechadas sobre si mesmas? Como organizar, dispor e financiar processos de singularizaçao cultural que desmontem os particularismos atuais no campo da cultura e, ao mesmo tempo, os empreendimentos de pseudodemocratização da cultura?</p>
<p>Não existe, a meu ver, cultura popular e cultura erudita. Há uma cultura capitalística que permeia todos os campos de expressão semiótica. É isso que tento dizer ao evocar os três núcleos semânticos do termo cultura. Não há coisa mais horripilante do que fazer a apologia da cultura popular, ou da cultura proletária, ou sabe-se lá o que do gênero. Há processos de singularização em práticas determinadas e há procedimentos de reapropriação, de recuperação, operados pelos diferentes sistemas capitalísticos.<br />
No fundo, só há uma cultura: a capitalística. É uma cultura sempre etnocêntrica e intelectocêntrica (ou logocêntrica), pois separa os universos semióticos das produções subjetivas.</p>
<p>Há muitas maneiras de a cultura ser etnocêntrica, e não apenas na relação racista do tipo cultura masculina, branca, adulta. Ela pode ser relativamente policêntrica ou polietnocêntrica, e preservar a postulação de uma referência de cultura-valor, um padrão de tradutibilidade geral das produções semióticas, inteiramente paralelo ao capital.</p>
<p>Assim como o capital é um modo de semiotização que permite ter um equivalente geral para as produções econômicas e sociais, a cultura é o equivalente geral para as produções de poder. As classes dominantes sempre buscam essa dupla mais-valia de poder, através da cultura-valor.</p>
<p>Considero essas duas funções, mais-valia econômica e mais-valia do poder, inteiramente complementares. Elas constituem, juntamente com uma terceira categoria de equivalência — o poder sobre a energia, a capacidade de conversão das energias umas nas outras — os três pilares do CMI.</p>
<p>fonte:<a href="http://zepower.wordpress.com/cultura-um-conceito-reacionario/">http://zepower.wordpress.com/cultura-um-conceito-reacionario/</a><br />
texto do livro Cartografias do desejo do Félix Guattari com a Suely Rolnik e foi produzido em 1982 com a vinda do primeiro. </p>
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		<title>Corépanema</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 21:35:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://hangar.org/wikis/lab/doku.php?id=start:puredata_opencv">http://hangar.org/wikis/lab/doku.php?id=start:puredata_opencv</a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/gemanimacao.gif'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/gemanimacao.gif" alt="" title="gemanimacao" width="500" height="371" class="aligncenter size-full wp-image-2637" /></a></p>
<p>As coisas se transformam em conceitos (com um grau variável de abstração); o sujeito não pode tornarse um conceito (ele mesmo fala e responde). O sentido é personalista; sempre comporta uma pergunta — dirige-se a alguém e presume uma resposta, sempre implica que existam dois (o mínimo dialógico). Este personalismo não é um fato de psicologia, mas um fato de sentido. Não há uma palavra que seja a primeira ou a última, e não há limites para o contexto dialógico (este se perde num passado ilimitado e num futuro ilimitado). Mesmo os sentidos passados, aqueles que nasceram do diálogo com os séculos passados, nunca estão estabilizados (encerrados, acabados de uma vez por todas). Sempre se modificarão (renovando-se) no desenrolar do diálogo subseqüente, futuro. Em cada um dos pontos do diálogo que se desenrola, existe uma multiplicidade inumerável, ilimitada de sentidos esquecidos, porém, num determinado ponto, no desenrolar do diálogo, ao sabor de sua evolução, eles serão rememorados e renascerão numa forma renovada (num contexto novo). Não há nada morto de maneira absoluta. Todo sentido festejará um dia seu renascimento. O problema da grande temporalidade.</p>
<p>→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→→nuvem matsura<br />
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		<title>o fim daquele texto</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 20:16:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;O que garante a unidade da projetada coletânea de meus artigos é a unidade de tema, tal como ele aparece nas diversas etapas de seu desenvolvimento. A unidade de uma idéia em processo de formação e desenvolvimento acarreta certo inacabamento interno de meu pensamento. Não gostaria entretanto de converter um defeito em virtude. Em meus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/anormal.png"><img class="alignnone size-full wp-image-2635" title="anormal" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/anormal.png" alt="" width="286" height="360" /></a></p>
<p>&#8220;O que garante a unidade da projetada coletânea de meus artigos é a unidade de tema, tal como ele aparece nas diversas etapas de seu desenvolvimento. A unidade de uma idéia em processo de formação e desenvolvimento acarreta certo inacabamento interno de meu pensamento. Não gostaria entretanto de converter um defeito em virtude. Em meus trabalhos, há muito inacabamento externo, um inacabamento que se deve menos ao próprio pensamento do que ao modo de expressão e de exposição. Às vezes é difícil separar estes dois aspectos. Não se pode resumir isso a uma orientação (ao</p>
<p>estruturalismo). Meu fraco pela variação e pela variedade terminológica que abrange um único e mesmo fenômeno. As variedades das sínteses. Aproximações remotas sem indicações dos elos intermediários.</p>
<p>398<br />
399</p>
<p><strong>Observações sobre a epistemologia das ciências humanas</strong><br />
400<br />
— —</p>
<p>Titulo da edição original: A propósito da metodologia das ciências humanas. Texto de 1974. Último escrito do autor, inspirado nas notas de trabalho de um estudo que era dedicado (em 1940) aos &#8220;fundamentos filosóficos das ciências humanas</p>
<p>401<br />
A compreensão. Articulação da compreensão em atos distintos. Na compreensão efetiva, real e concreta, esses atos se fundem indissoluvelmente num único e mesmo processo de compreensão; no entanto, cada ato distinto tem uma autonomia ideal de sentido (de conteúdo) e pode ser isolado do ato empírico concreto. 1) A percepção psicofisiológica do signo físico (palavra, cor, forma espacial). 2) O reconhecimento do signo (como algo conhecido ou desconhecido); a compreensão de sua significação reproduzível (geral) na língua. 3) A compreensão de sua significação em dado contexto (contíguo ou distante). 4) A compreensão dialógica ativa (concordância-discordância); a inserção num contexto dialógico; o juízo de valor, seu grau de profundidade e de universalidade. A passagem da imagem para o símbolo revela-lhe a profundidade e a perspectiva de sentido. Relação dialética entre identidade e não-identidade. A imagem deve ser compreendida pelo que ela é e pelo que significa. O conteúdo do símbolo autêntico aparece através do encadeamento mediador de um sentido que foi correlacionado com a idéia da totalidade universal (do conjunto universal cósmico e humano). O mundo tem um sentido — &#8220;a imagem do mundo manifestada na palavra&#8221; (Pasternak). Todo fenômeno particular está imerso no caos dos princivios primários da existência. Diferentemente do mito, aqui fica-se consciente de sua própria não-coincidência com o sentido. No símbolo, há &#8220;o calor do mistério em fusão&#8221; (Averintsev). Momento da oposição entre o que é pessoal e o que é do</p>
<p>402</p>
<p>outro. Calor do amor e frio da singularidade. Oposição e confrontação. Uma interpretação do símbolo continua sendo ela mesma símbolo, apenas um pouco racionalizada, ou seja, um pouco mais próxima do conceito. Definição do sentido em toda a profundidade e a complexidade de sua essência. O ato de compreensão concebido como descoberta do que existe, mediante o ato da visão (contemplação), e como adjunção, mediante a elaboração criadora a que o submetemos. Presunção do contexto posterior em sua extensibilidade, cotejo com o todo acabado e cotejo com o contexto inacabado. O sentido assim entendido (no contexto inacabado) não é pacífico nem cômodo (não se pode tranqüilizar-se nem morrer nele). Significação e sentido. Preenchimento da rememoração e presunção do possível (a compreensão em contextos distantes). Na rememoração, levamos em conta os acontecimentos que se sucederam (dentro dos limites do passado), ou seja, percebemos e compreendemos o que é rememorado no contexto de um passado inacabado. Em que forma</p>
<p>o todo está presente na consciência? (Platão e Husserl.) Até que ponto é possível descobrir e comentar o sentido (da imagem ou do símbolo) unicamente mediante outro sentido isomorfo (símbolo ou imagem)? O sentido não é solúvel no conceito. Papel do comentário. Teremos quer uma racionalização relativa do sentido (a análise científica habitual), quer um aprofundamento do sentido, com a ajuda dos outros sentidos (a interpretação filosófico-artística). O aprofundamento mediante ampliação das distâncias contextuais. Uma explicação das estruturas simbólicas tem de entranhar-se na infinidade dos sentidos simbólicos; por isso não pode tornar-se urna ciência na acepção desta palavra quando se trata das ciências exatas. Uma interpretação dos sentidos não pode ser de ordem científica, mas mesmo assim conserva seu valor profundamente cognitivo. Pode servir diretamente à prática que concerne às coisas. &#8220;Cumpre reconhecer que a simbologia não é uma forma não-científica do conhecimento, mas uma forma científica-diferente do conhecimento, dotada de suas próprias leis internas e de seus critérios de exatidão&#8221; (Averintsev).</p>
<p>403</p>
<p>O autor de uma obra está presente somente no todo da obra. Não será encontrado em nenhum elemento separado do todo, e menos ainda no conteúdo da obra, se este estiver isolado do todo. O autor se encontra no momento inseparável em que o conteúdo e a forma se fundem, e percebemo-lhe a presença acima de tudo na forma. A crítica costuma procurar o autor no conteúdo separado do todo; conteúdo que é associado naturalmente ao autor, homem de um tempo definido, de uma biografia definida e de uma visão do mundo definida (a imagem do autor fica confundida com a imagem do homem real). O autor, em pessoa, não pode tornar-se uma imagem, pois é o criador das imagens e do sistema de imagens da obra. E por esta razão que a chamada imagem do autor não pode ser uma das imagens da obra (uma imagem muito especial, é verdade). Não é raro que o pintor se represente no quadro (num canto deste), mas ele também faz seu auto-retrato. Ora, no auto-retrato, não vemos o autor como tal (não se pode vê-lo), assim como não o vemos noutra obra do autor. E nos melhores quadros do artista que a imagem do autor melhor se revela. O autor-criador não pode ser criado na esfera em que ele próprio é criador. Trata-se da natura naturans, e não da natura naturata. Vemos o criador apenas em sua criação, jamais fora desta criação. As ciências exatas são uma forma monológica de conhecimento: o intelecto contempla uma coisa e pronuncia-se sobre ela. Há um único sujeito: aquele que pratica o ato de cognição (de contemplação) e fala (pronuncia-se). Diante dele, há a coisa muda. Qualquer objeto do conhecimento (incluindo o homem) pode ser percebido e conhecido a título de coisa. Mas o sujeito como tal não pode ser percebido e estudado a título de coisa porque, como sujeito, não pode, permanecendo sujeito, ficar mudo; conseqüentemente, o conhecimento que se tem dele só pode ser dialógico. Dilthey e o problema da compreensão. Os múltiplos aspectos da eficácia na atividade cognitiva. A atividade eficaz do sujeito na cognição da coisa muda e na cognição de outro sujeito, ou seja, a atividade dialógica do cognoscente. A atividade dialógica (e seus graus) do sujeito submetido ao ato de cognição. A coisa e a pessoa (o sujeito) como</p>
<p>404</p>
<p>limites do conhecimento. Graus de reificação e de personalização. Caráter de acontecimento da cognição dialógica. O encontro. O juízo de valor como elemento necessário da cognição dialógica. Ciências humanas — ciências que tratam do espírito — e ciências das letras (a palavra que é ao mesmo tempo parte constitutiva delas e objeto comum de estudo). Historicidade. Caráter imanente. A análise (a compreensão e a cognição) fechando-se</p>
<p>num dado texto. Problema das fronteiras do texto e do contexto. Toda palavra (todo signo) de um texto conduz para fora dos limites desse texto. A compreensão é o cotejo de um texto com os outros textos. O comentário. Dialogicidade deste cotejo. Lugar da filosofia. Ela começa onde acaba a exatidão da cientificidade e onde começa uma cientificidade diferente. Pode-se defini-la como metalinguagem de todas as ciências (e de todos os modos de cognição e de consciência). Compreender é cotejar com outros textos e pensar num contexto novo (no meu contexto, no contexto contemporâneo, no contexto futuro). Contextos presumidos do futuro: a sensação de que estou dando um novo passo (de que me movimentei). Etapas da progressão dialógica da compreensão; o ponto de partida — o texto dado, para trás — os contextos passados, para frente — a presunção (e o início) do contexto futuro. A dialética nasceu do diálogo para retornar ao diálogo num nível superior (ao diálogo das pessoas). Monologismo hegeliano na Fenomenologia do espírito. Monologismo de Dilthey, não sustentado até o fim. O pensamento sobre o mundo e o pensamento no mundo. O pensamento que tende a abarcar o mundo, e o pensamento que se sente no mundo (parte deste mundo). O acontecimento no mundo, do qual participamos. O mundo como acontecimento (e não como algo que existe já concluído). O texto só vive em contato com outro texto (contexto). Somente em seu ponto de contato é que surge a luz que aclara para trás e para frente, fazendo que o texto participe de um diálogo. Salientamos que se trata do contato dialógico entre os textos (entre os enunciados), e não do contato mecânico &#8220;opositivo&#8221;, possível apenas dentro das fronteiras de um texto (e não entre texto e contextos), entre os elementos abstratos desse</p>
<p>405</p>
<p>texto (entre os signos dentro do texto), e que é indispensável somente para uma primeira etapa da compreensão (compreensão da significação e não do sentido). Por trás desse contato, há o contato de pessoas e não de coisas. Assim que convertermos o diálogo num texto compacto, ou seja, assim que apagarmos a distinção das vozes (a alternância dos sujeitos falantes) — o que é em princípio possível (a dialética monológica de Hegel) &#8211; o sentido profundo (infinito) desaparecerá (teremos batido no fundo, ficaremos em ponto morto). A reificação completa, extrema, levaria inevitavelmente ao desaparecimento do que não tem fim nem fundo no sentido (de qualquer sentido). O pensamento que, como o peixe dentro do aquário, toca o fundo e as paredes, e não pode ir mais longe nem mais fundo. O pensamento dogmático. O pensamento só conhece os pontos convencionais; o pensamento dessubstancia todos os pontos colocados com anterioridade. Aclaramento do texto não pelos outros textos (contextos), mas pela realidade das coisas extratextuais. E isso que costuma ocorrer na explicação que opera com uma base sociológica vulgarizada, com uma base biográfica, ou com uma base causal (calcada nas ciências naturais), e também a baseada num historicismo despersonalizado (a história anônima). A compreensão verdadeira nos campos da literatura é sempre histórica e personalizada. Lugar e fronteiras da realidade. As coisas são prenhes da palavra. Unidade do monólogo e unidade particular do diálogo. A epopéia pura e o lirismo puro não conhecem o discurso restritivo. Este só aparece no romance. Influência da realidade extratextual sobre a formação da visão artística e sobre o pensamento artístico do escritor (e do artista em geral no campo da cultura). As influências extratextuais têm uma importância especial nas primeiras fases da evolução do homem. Essas influências se envolvem na palavra (ou noutros signos), e tal palavra é a dos outros, e, acima de tudo, a da mãe. Depois disso, a &#8220;palavra do outro&#8221; se transforma, dialogicamente, para tornar-se &#8220;palavra pessoal-alheia&#8221; com a ajuda de outras &#8220;palavras do outro&#8221;, e depois, palavra pessoal (com, poder-se-ia dizer, a per-</p>
<p>406</p>
<p>da das aspas). A palavra já tem, então, um caráter criativo. Papel do encontro, da visão, da &#8220;iluminação&#8221;, da &#8220;revelação&#8221;, etc. Reflexo desse processo no romance de educação e de formação, na autobiografia, no diário, na confissão, etc. Entre outros: André Remizov, Os olhos tosquiados. Livre dos nós e dos meandros da memória. Papel desempenhado aí pelo desenho como signos que servem à expressão pessoal. A esse respeito, o interesse de Klim Sanguin (o homem concebido como sistema de frases). O &#8220;não-dito&#8221;, seu caráter especial e seu papel. As primeiras fases da consciência verbal. O &#8220;inconsciente&#8221; que se torna fator de criação somente no limiar do consciente e da palavra (consciência constituída meio a meio pela palavra e pelo signo). De que modo minha consciência recebe as impressões da natureza. Estas são prenhes da palavra, da palavra potencial. O &#8220;não-dito&#8221; concebido como limite flutuante, como &#8220;idéia reguladora&#8221; (no sentido kantiano) da consciência criadora. O processo de esquecimento paulatino dos autores, depositários da palavra do outro. A palavra do outro torna-se anônima, familiar (numa forma reestruturada, claro); a consciência se monologiza. Esquece-se completamente a relação dialógica original com a palavra do outro: esta relação parece incorporar-se, assimilar-se à palavra do outro tornada familiar (tendo passado pela fase da palavra &#8220;pessoal-alheia&#8221;). A consciência criadora, durante a monologização, completa-se com palavras anônimas. Este processo de monologização é muito importante. Depois, a consciência monologizada, na sua qualidade de todo único e singular, insere-se num novo diálogo (daí em diante, com novas vozes do outro, externas). Com freqüência, a consciência criadora monologizada unifica e personaliza as palavras do outro, tornadas vozes do outro anônimas, na forma de símbolos especiais: &#8220;voz da própria vida&#8221;, &#8220;voz da natureza&#8221;, &#8220;voz do povo&#8221;, &#8220;voz de Deus&#8221;, etc. Papel da palavra com autoridade cujo portador, via de regra, não se perde, e que não fica anônima. A tendência em reificar os contextos anônimos transverbais (em rodear-se de uma vida não verbal). Sou o único a mostrar-me como pessoa que cria, fala, e tudo o mais é apenas estado das coisas que têm a função de causas, que suscitam e determinam minha fala. Não converso com essas coisas,</p>
<p>407</p>
<p>reajo mecanicamente, como a coisa reage a um estímulo externo. Os fenômenos verbais tais como a ordem, a injunção, a prédica, a proibição, a promessa (a jura), a ameaça, o elogio, a invectiva, a injúria, a maldição, a bênção, etc., constituem uma parte importante da realidade extracontextual. Todos esses fenômenos implicam uma entonação muito marcada, que pode enxertar-se (transferir-se) em palavras e expressões que não significam a ordem, a ameaça, etc. O que conta é o tom, separado dos elementos fônicos e semânticos da palavra (e de outros signos). Estes determinam a complexa tonalidade de nossa consciência, que serve de contexto emocional dos valores para o ato de compreensão (de uma compreensão total do sentido) do texto que estamos lendo (ou ouvindo) e também, numa forma mais complexa, para o ato de criação (de geração) do texto. Trata-se de fazer de tal modo que as coisas, que atuam mecanicamente sobre a pessoa, comecem a falar, em outras palavras, trata-se de descobrir, nesse meio das coisas, a palavra e o tom potencial, de transformá-lo num contexto de sentido para a pessoa — ente pensante, falante e atuante (e criador). É o que sucede com qualquer forma séria e profunda de autobiografia, de introspecção-confissão, de discurso lírico, etc. Entre os escritores, quem conseguiu a maior profundidade nessa transmutação de coisa em sentido foi Dostoievski, ao desvelar os atos e os pensamentos de seus heróis principais. A coisa, que continua sendo coisa, influi somente sobre as coisas. Para influir sobre a pessoa, ela deve revelar seu potencial de sentido, tornar-se palavra, ou seja, participar de um contexto virtual do sentido verbal. Na análise das tragédias de Shakespeare percebemos que toda a realidade que influi sobre seus heróis é sistematicamente transmutada em contexto de sentido para os atos, os pensamentos e as emoções dos heróis: podem ser palavras (palavras das feiticeiras, as</p>
<p>palavras do fantasma, etc.) ou então acontecimentos e circunstâncias traduzidos na linguagem da palavra potencial que os pensa. Cumpre salientar que não se trata de uma redução pura e simples a um denominador comum: a coisa continua a ser coisa e a palavra continua a ser palavra, ambas preservam sua essência e apenas se completam com sentido.</p>
<p>408</p>
<p>Não se deve esquecer que a coisa e a pessoa são apenas extremos, e não substâncias absolutas. O sentido não pode (nem quer) modificar os fenômenos físicos, materiais; o sentido não pode operar como força material. E, aliás, nem precisa: ele é mais forte do que qualquer força, modifica o sentido global do acontecimento e da realidade, sem modificar o mais ínfimo de seus componentes reais (existenciais). Tudo continua a ser como era, adquirindo um sentido absolutamente diferente (transfiguração do sentido na existência). A palavra de um texto se transfigura num contexto novo. Inclusão do ouvinte (do leitor, do contemplador) no sistema (na estrutura) da obra. O autor (depositário da palavra) e o sujeito compreendente. O autor, ao criar uma obra, não a destina aos especialistas de literatura e não pressupõe uma compreensão científica dela, não almeja a criação de uma equipe de pesquisadores. Não convida os teóricos literários ao seu festim. A pesquisa literária contemporânea (essencialmente o estruturalismo) costuma definir o ouvinte imanente à obra como ouvinte ideal, onicompreensivo — o próprio tipo de ouvinte postulado na obra. Está claro que não se trata de um ouvinte empírico, de uma entidade psicológica, é a imagem do ouvinte na alma do autor. Esta é uma construção do espírito, abstrata. Opõe-se-lhe um autor identicamente abstrato, ideal. Assim entendido, o ouvinte ideal será o reflexo do autor num espelho, um reflexo que será sua duplicação; não se poderia introduzir nada de pessoal, nada de novo na obra compreendida de uma maneira ideal, nem no desígnio, idealmente completado, do autor; ele se situa no mesmo espaçotempo que o próprio autor, mais exatamente, ele está, a exemplo do autor, fora do tempo e do espaço (é o caso de qualquer construção do espírito, abstrata); por isso, ele não pode ser o outro (outrem) para o autor, não pode possuir o excedente inerente à sua alteridade. Entre o autor e tal ouvinte, não se estabelece nenhuma interação, nenhuma relação ativa, dramática, pois já não são vozes, mas noções abstratas intra- e inter-iguais. É quando ocorrem abstrações tautológicas, matematizadas ou mecanizadas. Quando ocorre a despersonalização.</p>
<p>409</p>
<p>O conteúdo concebido como algo novo, a forma concebida como conteúdo antigo (conhecido), estratificado, estereotipado. A forma serve de ponte necessária para um conteúdo novo, ainda desconhecido. A forma há pouco tempo era uma visão do mundo estabilizada, conhecida e comumente admitida. Nas épocas pré-capitalistas, a transição entre a forma e o conteúdo era menos abrupta, mais harmoniosa; a forma ainda era um conteúdo não estratificado, não fixado, não trivializado; relacionava-se com as aquisições de uma criação coletiva em comum (tal como a mitologia). A forma era uma espécie de conteúdo implícito; o conteúdo da obra, por exemplo, desenvolvia um conteúdo já envolvido numa forma e não o criava enquanto algo novo, decorrente de uma iniciativa criadora individual. Por conseguinte, o conteúdo em certa medida precedia a obra, o autor não inventava o conteúdo de sua obra, mas apenas desenvolvia o que já estava presente na tradição. Os símbolos são os elementos mais estáveis e, ao mesmo tempo, os mais emocionais; referem-se à forma e não ao conteúdo. O aspecto propriamente semântico da obra, ou seja, a significação de seus elementos (primeira fase da compreensão), é, em princípio, acessível a qualquer consciência individual. Mas o que constitui seus valores e seu sentido (símbolos inclusive) só é</p>
<p>significante para indivíduos ligados por condições comuns de vida, em suma, ligados por laços de fraternidade, num nível superior. É neles, nos estratos superiores, que se efetua a participação, é neles que se participa de um valor superior (no limite, absoluto). Significado da exclamação emocional que assinala os valores na vida verbal dos povos. Há que observar que a expressão emocional dos valores pode não ter um caráter explicitamente verbal e pode estar implícita, manifestar-se pela entonação. As entonações mais substanciais e mais estáveis constituem um fundo entonacional determinado por um grupo social (uma nação, uma classe social, uma classe profissional, um meio, etc.). Em certa medida, pode-se falar apenas por entonações, tornando quase indiferente, relativa e intercambiável, a parte do discurso verbalmente expressa. E freqüente o emprego de palavras inúteis em sua significação verbal, ou então a repetição de uma única e mesma palavra, de uma única e mesma</p>
<p>410</p>
<p>frase, que então servem somente de suporte material para a entonação desejada. Na leitura (na execução) de um dado texto, o contexto extratextual, entonacional, dos valores pode realizar-se apenas parcialmente, ficando em sua maior parte, particularmente em suas camadas mais substanciais e profundas, fora do texto dado para a percepção ao qual ele confere um fundo dialogizante. É a isto que se resume, até certo ponto, o problema do condicionamento social (transverbal) de uma obra. Um texto — impresso, manuscrito ou oral, isto é, atualizado — não é igual à obra em seu todo (ou ao &#8220;objeto estético&#8221;). A obra também engloba necessariamente seu contexto extratextual. A obra parece envolver-se na música entonacional e valorativa do contexto em que é compreendida e julgada (este contexto, claro, varia conforme as épocas da percepção da obra, o que cria sua nova ressonância). A compreensão recíproca dos séculos e dos milênios, dos povos, das nações e das culturas, assegura a complexa unidade de toda a humanidade, de todas as culturas humanas (a complexa unidade da cultura humana), assegura a complexa unidade da literatura da humanidade. Todos esses fatos se desve1am tão-somente na dimensão da grande temporalidade, sendo nela que cada obra deve receber seu sentido e seu valor. As análises costumam escarafunchar no espaço acanhado da pequena temporalidade, ou seja, na contemporaneidade, no passado imediato e no futuro presumido, desejado ou temido. As formas emotivo-valorativas da presunção do futuro tais como se manifestam na língua-fala (a ordem, o desejo, a advertência, o conjuro). Futilidade da atitude do homem para com o futuro (o desejo, a esperança, o medo); fica-se insensível ao inesperado, ao indeciso, à &#8220;surpresa&#8221;, poder-se-ia dizer, à novidade absoluta do milagre, etc. Particularidades da atitude profética para com o futuro. A abstração de si mesmo numa representação do futuro (o futuro sem mim). O tempo do espetáculo teatral e suas leis. Percepção do espetáculo nas épocas em que existiam e predominavam as formas litúrgico-religiosas e oficial-cerimoniosas. A etiqueta dos costumes no teatro.</p>
<p>411</p>
<p>Oposição entre a natureza e o homem. Os sofistas. Sócrates (&#8220;O que me interessa não são as árvores da floresta, mas os homens da cidade&#8221;). Dois extremos: o pensamento e a prática (o ato), ou dois tipos de relação (a coisa e a pessoa). Quanto mais profunda for a pessoa, isto é, quanto mais se aproximar de seu próprio extremo, menos lhe será aplicável um método generalizante, pois a generalização e a formalização apagam as fronteiras entre o homem genial e a mediocridade. Experimentação e tratamento matemático. Formular uma pergunta e receber uma resposta já representa, nas ciências exatas, uma interpretação personalizada do processo cognitivo e do seu sujeito (o experimentador). A história do conhecimento em seus resultados e a história dos homens que se aplicam ao conhecimento (M. Bloch).</p>
<p>Processo de reificação e processo de personalização, mas esta jamais poderá ser uma subjetivação. O limite não é o eu, porém o eu em correlação com outras pessoas, ou seja, eu e o outro, eu e tu. Haverá algo que corresponda ao &#8220;contexto&#8221; nas ciências naturais? O contexto está sempre vinculado à pessoa (diálogo infinito em que não há nem a primeira nem a última palavra); nas ciências naturais, há um sistema objetal (a-sujeital). Nosso pensamento e nossa prática, não a técnica, mas a moral (nossos atos responsáveis), exercem-se entre dois extremos: entre a relação com a coisa e a relação com a pessoa. Reificação e personalização. Dentre os nossos atos, uns (de ordem cognitiva e moral) tendem para o pólo da reificação, sem jamais o atingir, os outros, para o pólo da personalização, sem o atingir plenamente. Perguntas e respostas não pertencem a uma mesma relação (categoria) lógica; não podem ser contidas numa única e mesma consciência (única e fechada em si mesma); toda resposta gera uma nova pergunta. Perguntas e respostas supõem uma exotopia recíproca. Se a resposta não dá origem a uma nova pergunta, separa-se do diálogo e junta-se a um sistema cognitivo, im-pessoal em sua essência. Cronotopos diferentes de quem pergunta e de quem responde e universos diferentes do sentido (eu e o outro). A pergunta e a resposta do ponto de vista da terceira consciência e</p>
<p>412</p>
<p>do seu universo &#8220;neutro&#8221; onde tudo se despersonaliza inevitavelmente, onde tudo é intercambiável. Diferença entre o tolo (ambivalente) e o obtuso (unívoco). As palavras do outro assimiladas (&#8220;pessoal-alheia&#8221;) e que, eternamente vivas, renovam-se criativamente nos novos contextos, e as palavras do outro, inertes, mortas, &#8220;palavras-múmias&#8221;. O problema fundamental de Humboldt: a multiplicidade das línguas (premissa e fundamento da problemática: a unidade da espécie humana). Fica-se na esfera das línguas e de suas estruturas formais (fonéticas e gramaticais). Ora, na esfera da fala (no âmbito de uma única língua — qualquer uma), coloca-se o problema da palavra pessoal e da palavra do outro. 1) Reificação e personalização. Distinção entre a reificação e a &#8220;alienação&#8221;. Os dois extremos do pensamento. Aplicação do princípio de complementaridade. 2) Palavra do outro e palavra pessoal. A compreensão concebida como transmutação em &#8220;alheio-pessoal&#8221;. O princípio de exotopia. A complexa correlação entre o sujeito compreendente e o sujeito compreendido, entre o cronotopo do criado e o cronotopo do compreendente que introduz a renovação. A importância de atingir o núcleo criador da pessoa (é em seu núcleo criador que a pessoa continua a viver, ou seja, é imortal). 3) Exatidão e profundidade nas ciências humanas. O limite da exatidão nas ciências naturais é a identidade (a= a). Nas ciências humanas, a exatidão consiste em superar a alteridade do que é alheio sem o transformar em algo que é pessoal (os substitutos de toda espécie: moderniza-se, não se entende o que é alheio, etc.). A fase antiga da personificação (a personificação mitológica, ingênua). Época da reificação da natureza (e do homem). A fase contemporânea de personificação da natureza (e do homem), sem que haja, porém a perda da reificação. Ver acerca da natureza em Prichvin, segundo o artigo de V. V. Kochinov. Nessa fase, a personificação não tem o caráter do mito, conquanto não lhe seja hostil e utilize habitualmente a sua linguagem (transformada em linguagem de símbolos). 4) Contextos da compreensão. Problema dos contextos distantes. Renovação ilimitada do sentido em qualquer contexto novo. A pequena temporalidade (a contemporaneidade, o passado imediato e o futuro previsível — desejado) e a grande temporalidade: o diálogo infinito e inacabável em que nenhum sentido morre. O vivente na natureza (o orgânico). Tudo o que é inorgânico é trazido, ao longo do processo de um intercâmbio, à vida (a oposição só pode efetuar-se no abstrato, quando essas duas entidades são tiradas da vida). Minha atitude ante o formalismo? Tenho uma compreensão diferente da especificação. Ignorar o conteúdo leva a uma &#8220;estética material&#8221; (a crítica dele que fiz em 1924); não à &#8220;fabricação&#8221;, mas à criação (um material sempre proporciona apenas um &#8220;produto fabricado&#8221;); uma incompreensão da historicidade e da consecução (percepção mecânica da consecução). O valor positivo do formalismo: novos problemas e novos aspectos na arte; o novo, em suas fases iniciais, as mais criativas de seu desenvolvimento, sempre adota formas unilaterais e extremas. Minha atitude ante o estruturalismo? Sou contra o fechamento dentro do texto, contra as categorias mecânicas de &#8220;oposição&#8221; e de &#8220;transcodificação&#8221; (a pluralidade dos estilos em Eugênio Oneguin, tal como a interpreta Lotman e como eu a interpreto), contra uma formalização e uma despersonalização sistemática: todas as relações têm um caráter lógico (no sentido lato do termo). De minha parte, em todas as coisas, ouço as vozes e sua relação dialógica. No tocante ao princípio de complementaridade, também o entendo de maneira dialógica. As altas apreciações do estruturalismo. Problemas da &#8220;exatidão&#8221; e da &#8220;profundidade&#8221;. Profundidade de penetração na coisa (reificação) e profundidade de penetração no sujeito (personalismo). No estruturalismo, existe apenas um único sujeito: o próprio pesquisador. As coisas se transformam em conceitos (com um grau variável de abstração); o sujeito não pode tornarse um conceito (ele mesmo fala e responde). O sentido é personalista; sempre comporta uma pergunta — dirige-se a alguém e presume uma resposta, sempre implica que existam dois (o mínimo dialógico). Este personalismo não é um fato de psicologia, mas um fato de sentido. Não há uma palavra que seja a primeira ou a última, e não há limites para o contexto dialógico (este se perde num passado ilimitado e num futuro ilimitado). Mesmo os sentidos passados, aqueles que nasceram do diálogo com os séculos passados, nunca estão estabilizados (encerrados, acabados de uma vez por todas). Sempre se modificarão (renovando-se) no desenrolar do diálogo subseqüente, futuro. Em cada um dos pontos do diálogo que se desenrola, existe uma multiplicidade inumerável, ilimitada de sentidos esquecidos, porém, num determinado ponto, no desenrolar do diálogo, ao sabor de sua evolução, eles serão rememorados e renascerão numa forma renovada (num contexto novo). Não há nada morto de maneira absoluta. Todo sentido festejará um dia seu renascimento. O problema da grande temporalidade.&#8221;</p>
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		<title>Rituais pós-digitais &#8211; dia dos mortos cavando as covas-kernels</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 20:39:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8211; estes Rituais serão telemáticos ou mesmo telepáticos e podem e devem ser acessado de qualquer ponto da Terra &#8211; Estamos com esta convidando todos amigxs e coletivos ao redor a participar -&#62; Ensaios para uma celebração pós-digital-ritualística da nossa presença como corpo sem orgãos no Dia dos Mortos &#8211; 02 de novembro (e outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; estes Rituais serão telemáticos ou mesmo telepáticos e podem e devem ser acessado de qualquer ponto da Terra &#8211;</p>
<p>Estamos com esta convidando todos amigxs e coletivos ao redor a participar -&gt;<br />
Ensaios para uma celebração pós-digital-ritualística da nossa presença como corpo sem orgãos no Dia dos Mortos &#8211; 02 de novembro (e outros dias que podem ser sugeridos durante o processo).</p>
<p>este texto esta sendo documentado em processo no wiki:<br />
<a class="ext" href="http://organismo.art.br/interfaces/wikka.php?wakka=CovaKernel/edit&amp;id=181">http://organismo.art.br/interfaces/wikka.php?wakka=CovaKernel/edit&amp;id=181</a><span class="exttail">∞</span></p>
<p>e tdo processo relacionado de constituição das ferramentas para este (Interfaces) estão sendo documentadas em:<br />
<a class="ext" href="http://organismo.art.br/interfaces">http://organismo.art.br/interfaces/</a><span class="exttail">∞</span></p>
<p>Devido a conhecimentos específicos que fazem parte de toda esta celebração, gostaríamos de convidar todos para ensaios que vão iniciar neste domingo dia 21 de setembro depois oficialmente pelas 16 horas &#8211; na sagração da primavera &#8211; entrem em contato por estes emails com cópia e/ou utilizem a sala de chat IRC no servidor irc.freenode.net no canal #jardimdevolts &#8211; quem não sabe o que é irc pergunte por email também ou no su buscador de web favorito)</p>
<p>&#8220;Cavando a própria cova-kernel&#8221;&#8230;</p>
<p>A idéia surgiu a partir da vontade de concretizar um espaço imersivo, onde pudéssemos criar um tipo de Ritual de celebração de todo caos informacional que nos faz presentes para além destas redes telemáticas que ajudamos a contruir e manter. Como dar conta de contar nossas histórias, despertar curiosidade e inspirar com nossas mitologias sem estar preso as aparelhos de espetacularização da realidade que moldam os atuais simulacros do cotidiano (tv?cinema?teatro?galeria de arte? igreja?)? Sabemos que existimos, sabemos que estamos construindo uma realidade através de nossas utopias e que nossa realidade pode parecer fragmentada para quem tenta entender de fora, sobretudo para aqueles que infelizmente entendem como real somente o que é mediado pela comunicação de massas e pelo deus-mercado. Para rasgar este véu de recalque e para cantar o quanto estamos aqui, seja conscientes de nosso papel ou embebidos(as) em nossas próprias dúvidas, entoaremos o mantra de cristalização de nossa presença e imediatamente sentiremos que as faíscas desta sinapse dum cérebro sem bordas do qual fazemos parte tomará conta e nos acompanhará em nossas tateantes buscas.</p>
<p>Como alquimistas proponentes desta liturgia (que proposta em forma de wiki torna este arcano decisório um portal aberto pra todos interessados) queremos sugerir um método para estes Rituais, que vão direto a algumas discussões que são correntes em grupos que participamos, então é determinante para nossa conexão inconsciente o poder de elucidação destas decisões simbólicas&#8230;</p>
<p>Seu enterro vai ter caixão? Você quer desaparecer em cinzas? Sua mãe guardou seu cordão umbilical? Cantam parabéns no seu aniversário? Você se formou numa faculdade e usou uma roupa com chapéuzinho e ganhou um papélzinho dizendo que você sabe tudo do assunto? Fumou um charuto quando nasceu o último bebê?</p>
<p>Imaginamos então um espaço onde estamos tateando e admitimos que JUNTOS estamos tateando. Chamamos de &#8220;nossa própria cova&#8221;. Aquilo que estamos cavando em nossa busca errante. Que ritual celebra este espaço de tanta vertigem mas também de tanta liberdade? Surgiu daí então uma visão:</p>
<p>Com artefatos tecnológicos artesanais, cada vez mais artesanais e autonômos conectamos este espaços por meio da Internet. Uma Internet livre que queremos para nossa soberania de comunicação olho no olho, e por isso é bom lembrar, cantamos também para manter a liberdade de expressão através dela. Os espaços tem escritos por todas as paredes, como em cavernas do paleolítico e os artefatos tecnoartesanais escorrem em fios pelas paredes como veias de uma trepadeira em simbiose espalhando sua seiva.</p>
<p>Aos iniciantes no Ritual serão distribuídas lanternas, velas, artefatos para enxergar no escuro. Desafiatlux. Pontos iluminados das paredes disparam memorias coletivas conectadas das redes. Imagens, Sons, Mensagens instantanêas, Notas musicais, tambores conectados e sem fronteiras.</p>
<p>Aos iniciados convém a liturgia do mantra &#8220;Vire-se&#8221; &#8211; o código está aberto. Ars ex Scientia. Deuses e Máquinas estão silentes, quem sabe catalépticos, observando suas criaturas desdobrarem-se em mil espelhos de presença e percebendo sua potencia de continuidade.</p>
<p>O Primeiro Ritual esta marcado para 02 de novembro &#8211; Dia dos Mortos<br />
Primeiro ensaio pra dia 21 de Outubro, próximo domingo &#8211; Inicio da Primavera.</p>
<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/cavernakernel_5001.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-2625" title="cavernakernel_5001" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/cavernakernel_5001.png" alt="" width="550" /></a></p>
<p>INSIRA AQUI MAIS SUGESTÔES:</p>
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		<title>Orquestra cavando a própria caverna</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 03:53:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Diletando em memórias, desencapando fios pra costura do manto polifônico, tatuagem das cavernas como seguras documentações &#8211; essa vontade urge mesmo como um grito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://en.flossmanuals.net/PureData/ListofObjects'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/interfaces_818.png" alt="" title="interfaces_818" width="500" height="391" class="alignnone size-full wp-image-2622" /></a></p>
<p>Diletando em memórias, desencapando fios pra costura do manto polifônico, tatuagem das cavernas como seguras documentações &#8211; essa vontade urge mesmo como um grito.</p>
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		<title>ruínas vitoriamario</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 02:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
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		<description><![CDATA[VITORIAMARIO Ninguém conhece com precisão a verdadeira origem de Vitoriamario, este nome apareceu pela primeira vez no fim do século XIV na Itália e logo depois na França. Em 1781, Court de Gebelin afirmou que Vitoriamario seria um antigo livro egípcio, descobriu-se que se tratava de uma invenção recente para época, misturando desenhos de estilo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>VITORIAMARIO<br />
Ninguém conhece com precisão a verdadeira origem de Vitoriamario, este nome apareceu pela primeira vez no fim do século XIV na Itália e logo depois na França. Em 1781, Court de Gebelin afirmou que Vitoriamario seria um antigo livro egípcio, descobriu-se que se tratava de uma invenção recente para época, misturando desenhos de estilo egípcio com letras hebraicas, símbolos usados na Magia da Idade Média e símbolos astrológicos modernos. Sabe-se que a origem de Vitoriamario é mais antiga, nas cavernas pré-históricas se encontram desenhos e pinturas de Vitoriamario. Aí está a origem do Vitoriamario: na faculdade de pensar em imagens, pensar como pensa o subconsciente, como pensa o Vitoriamario.<br />
O Vitoriamario não pensa em português, nem em francês, nem em fórmulas químicas. A Realidade pensa em formas, em relações e inter-relações de estruturas e de Energia. Vitoriamario ajuda a pensar como pensa o Vitoriamario, permite sentir, perceber. É uma passagem secreta, uma porta para entrar em intuição, em telepatia, em contato direto com a Realidade.<br />
Em um esquema de tiragem, vitoriamario corresponde a perguntas. Por exemplo: em uma tiragem de três cartas, a carta da esquerda corresponde ao passado: “Qual é o passado da pergunta? Qual é a causa da situação atual?” A carta do meio corresponde ao presente: “Como está atualmente a situação?” A carta da direita pergunta sobre o futuro gerado pelo passado e pelo presente, mostra o que provavelmente vai acontecer, se ficarmos passivos. Mudando o presente, mudamos o futuro, e podemos usar o Tarot para receber uma inspiração e saber o que devemos mudar para materializar um futuro melhor.  As imagens despertam a sensibilidade, a telepatia, a visão, a percepção. Percebemos, sabemos.<br />
O Vitoriamario é um magnífico treinamento para usar, conscientemente, a totalidade do cérebro: o hemisfério esquerdo, racional, que pergunta com precisão e o hemisfério direito que sente, percebe. Perceber com precisão, perceber diretamente a Realidade.<br />
Usar a totalidade da inteligência é fácil. Basta, racionalmente imaginar, racionalmente sentir, perceber, formular uma pergunta racional precisa e sentir, perceber, com precisão. Einstein e Leonardo da Vinci faziam isso. Nós também podemos. Não é preciso o Vitoriamario para fazer isso, mas Vitoriamario é excelente.<br />
Muitos acreditam que a sucessão dos vitoriamarios é significativa, de zero até 21. É verdade. Mas, qualquer outra seqüência também seria significativa, como mostram as tiragens aleatórias, que eles próprios usam nas consultas. Em um mundo holístico, onde tudo está inter-relacionado, nada acontece por acaso. Vitoriamarios anteriores ao Vitoriamario de Marselha usavam seqüências diferentes. Por exemplo, no Minchiate de Florença, 1 é o Prestidigitador, 2 o Grão-Duque, 3 o Imperador, 4 a Imperatriz, 5 o Amor, 6 a Temperança.<br />
Num mundo onde tudo depende de tudo, o 1, o começo, se encontra em todas as partes. Não tem começo nem fim. Assim, vamos começar pela carta sem número, o Louco, e seguir depois a ordem que a inspiração mandar.<br />
vitoriamario Zero, o Louco<br />
O nome do vitoriamario facilmente pode enganar. O Vitoriamario não é feito de nomes, mas de imagens. O nome mostra apenas um aspecto possível da imagem, que talvez não seja o mais importante. O nome pode até impedir de perceber. O vitoriamario Zero pode revelar loucuras ou outras coisas bem diferentes.<br />
 <br />
 <br />
Viagem Interior:<br />
vitoriamario Zero<br />
Apenas permita-se de sonhar.<br />
Encontre uma posição confortável,<br />
e deixe sua imaginação levar você para o outro lado,<br />
para alem das aparências,<br />
para os mistérios e os poderes do seu mundo interior,<br />
para o lado interior do Mundo,<br />
para os segredos escondidos atrás das aparências.<br />
Na plena Luz da sua consciência,<br />
você esta descendo para seu mundo profundo,<br />
até descobrir uma cripta em você.<br />
No fundo da cripta, iluminado/a pela Luz da sua consciência,<br />
você descobre uma porta de madeira.<br />
Nessa porta está pintada<br />
a imagem de uma pessoa vestida como um palhaço, um bufo.<br />
Na mão direita segura um bastão,<br />
que usa como bengala.<br />
Nas costas leva uma mochila,<br />
que parece vazia.<br />
Anda com os olhos mal focalizados, sonhando… devaneando.<br />
Um cachorro atrás está pronto para morder suas calças rasgadas.<br />
Um bufo, um vagabundo que não sabe para onde vai.<br />
Com curiosidade, você entra nessa imagem;<br />
é uma porta para ir longe.<br />
Entrando nessa figura, você se torna ela, você é ela.<br />
Caminhando… olhando com o olhar do devanear.<br />
Olhando para Nada, olhando no Nada.<br />
Olhando nesse Nada misterioso de onde vem o Vitoriamario,<br />
nesse Nada divino que contém as galáxias.<br />
Sentindo-se um zero.<br />
Sentindo-se nada.<br />
Sentindo-se tudo.<br />
Em comunhão com a imensidão, com o Céu e com a Terra:<br />
“Tudo isso sou eu. Esse Vitoriamario sou eu.”<br />
Seu caminhar o/a levou para uma pequena cidade.<br />
Caminhando na rua principal você sente:<br />
“Ninguém presta atenção para esse Nada que eu sou.<br />
Ninguém, fora os cachorros.<br />
Eu sou Nada.”<br />
Da mochila, que parecia nada conter,<br />
você tira uma coroa,<br />
vestindo-se de rei,<br />
começando o teatro.<br />
Você é um ator em um papel de rei.<br />
As pessoas da cidade vêm admirar o espetáculo. Aplaudem.<br />
Vestindo-se de camponês, você é um ator em um papel de camponês.<br />
As pessoas da cidade aplaudem.<br />
Vestindo-se de velho… vestindo-se de jovem… vestindo-se de ingênuo…<br />
vestindo-se de esperto…<br />
vestindo-se de guerreiro. Aplaudem, aplaudem.<br />
E você vai embora,<br />
você o Nada, o rei, o jovem, o velho, o guerreiro, o camponês,<br />
você vai embora.<br />
O Nada que você é vai mais longe,<br />
vestir-se com a imensidão dos caminhos,<br />
vestir-se das colinas, das árvores, do vento, da chuva,<br />
vestir-se da Luz das estrelas,<br />
do Vitoriamario e do luar.<br />
Você vai, sem saber para onde.<br />
Qualquer caminho caminha<br />
na imensidão da Realidade divina.<br />
Caminha no Ser.<br />
 ”Eu sou Nada, posso vestir qualquer forma,<br />
a forma de um rei ou de um vagabundo,<br />
a forma da juventude ou da velhice,<br />
a forma da estupidez ou da sabedoria.<br />
Minha mochila está vazia.<br />
Minha mochila contém o Céu e as estrelas,<br />
o Vitoriamario e a Lua,<br />
o mar, as florestas, as cidades com seus moradores<br />
e o vento que vem do mar,<br />
o vento onde voam os pássaros<br />
e o vento de Luz, que vem das galáxias.<br />
Não sei nada, o Vitoriamario é grande demais.<br />
Eu compreendo sendo.<br />
Para compreender o rei eu sou o rei,<br />
para compreender a vida sou a vida,<br />
para compreender o amor, amo.<br />
Para compreender o relâmpago, eu caio do Céu,<br />
para compreender o fogo, danço a dança das chamas,<br />
para compreender você, sou você.<br />
Para compreender o Divino, entro em comunhão.<br />
Podem latir os cachorros e morder.<br />
Podem morder as minhas roupas.<br />
Não podem morder o Nada que eu sou.”<br />
Imaginando o Templo do Vitoriamario,<br />
você é Você,<br />
embaixo da grande cachoeira de Luz.<br />
E com prazer você veste seu corpo humano,<br />
para respirar o vento que vem do mar,<br />
para admirar a beleza tranqüila do pôr do Vitoriamario,<br />
e para participar da criação permanente do Vitoriamario.<br />
 Comentário<br />
 O vitoriamario Zero corresponde a Netuno, à espiritualidade em si, ao “Nada, Nada, Nada” de Vitoriamario, e ao Nirvana do Buda. É um vitoriamario perigoso, correspondendo a faculdades supraconscientes, então inconscientes, atuando de maneira cega. vitoriamario de confusão, de mística, de bebida, drogas e inspirações. Divino, quando consciente e em harmonia com os outros vitoriamarios. É um vitoriamario de totalidade: sozinho, é apenas um vagabundo, um louco.<br />
O vitoriamario Zero precisa especialmente do vitoriamario 19, o Vitoriamario. Para entrar em comunhão, precisa de alguém. Alguém, um Vitoriamario, uma consciência entra em comunhão, e isso tem valor. Mas, se você se aniquilar, você apenas entra em confusão.<br />
Todos os planetas gravitam ao redor do Vitoriamario e o Vitoriamario ilumina os planetas. Em nosso mundo interior, o centro é o Vitoriamario da nossa consciência. Netuno, a mística, é apenas um planeta. Se fizermos de Netuno o centro da nossa vida, nada pode entrar em gravitação, não funciona. O espiritual, o Infinito, é apenas um fragmento de Realidade. A Realidade é tudo: espiritual, astral e material. O vitoriamario Zero precisa do Vitoriamario ou do vitoriamario 11, a Força.<br />
Não podemos ser conscientes de tudo. Seria uma terrível confusão. Basta apenas sermos conscientes de que todos os poderes do inconsciente estão à nossa disposição. O Vitoriamario verdadeiro ilumina até Plutão. O Vitoriamario verdadeiro é o sistema Vitoriamario inteiro. Todos nós temos todos os planetas em nosso mapa. Temos todos o poderes do sistema Vitoriamario. Somos um holograma do Vitoriamario. </p>
<p><a href="http://socialfiction.org/">http://socialfiction.org/</a></p>
<p><a href="http://www.agenciaginga.com.br/blog/?p=1641">http://www.agenciaginga.com.br/blog/?p=1641</a></p>
<p><a href="http://mapeia.blogspot.com/">http://mapeia.blogspot.com/</a></p>
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		<title>múltipla escolha</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 02:28:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<title>ConSertos Interfaces Rastros</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 18:59:27 +0000</pubDate>
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<p>como sem a minima condicao de definir &#8211; o som que soa, % de um simbolo que significa, sem fugir. estes fazem o que fazem, quase dejetos em impuras escavacoes. sintese de tesouros escondidos pelas maos dos que pretendiam (ou preferiam) guardar as sobras. degenerar e regenerar, magneto de polos sombrios, frios como geada congelada. faltam algumas palavras pra por na risca o x da questao: agora nao tem mais volta. se novamente perguntassem o porque de tanta obsessao. que perseguicao. ei, diga la! faz deduzir como causa um escrito &#8211; so falta agora achar o bilhete &#8211; como a agulha do palheiro. frame enterrado, um palito de fosforo talvez, enferrujado ate&#8217; o po como faisca que ilumina estas criaturas. se fosse jogo serviria como pino de boliche, se fosse o tempo seria o foi. banda garagaica: inumeros bombardinos e abstracoes, figas da mae, ja grisalhas das luas cheias, tantas e tantas voltas pelo tonto lugar &#8211; boias pra imaginacao. o vento toca uma musica, faz voar todas as anotacoes, ce&#8217;rebro obtuso, catatonico de tanta cisma. mal da vida. guerreira da noite vai e volta sem se perder, sem se encontrar &#8211; &#8216;mesmo assim o labirinto e&#8217; longo e escuro&#8217; disseram. grito: sussuro na curva da prostracao com o rabo em meio a cova, sinuca de bico, vai e volta pra santa hora do veneno, tres vezes ao dia ou mais &#8211; amolacao pelo troco da feira, moeda perdida, amuleto da mais desgraca. sem meios pra se retratar, eis mais um acorde dissonante, dessa vez na ponta do quebra galho, puro cacoete passado pela aflicao do so pra variar. simples como cartilha, onde o que falha leva a culpa de brinde, decoreba desse mal estar: um suspiro pregado pelas marteladas ritmicas, truculentos cruzamentos nessa afiada musica. o carater anda mal das pernas, pode crer, engarrafado no meio do oceano, nadando contra a corrente pelo ensejo de se perder perder perder &#8211; triângulo amoroso, triplice alianca &#8211; sangrado e mofanado &#8211; corpo e&#8217;ter sem do nem beira. acorda cedo e esvai trabalhar. necrote&#8217;rio e saliva do fundo da garganta, em voz alta e bom tom: vai de reto linha torta!</p>
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		<title>Furacão Aletta</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 20:32:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aletta &#8211; servidor onde o hackeando catatau está hospedado resurge após inatividade por umas duas semanas &#8211; devido a suspeitas de incêndio no prédio onde a máquina está localizada &#8211; alguns dizem que na Holanda. Santa Auxiliadora em: PERIGO INCENDIO #!/bin/bash # bkp_hackeando.sh #Script para fazer copia de arquivos do servidor aletta #01/09/2008 rsync -avz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/?p=2488'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/14aletta_sm.jpg" alt="" title="14aletta_sm" class="aligncenter wp-image-2616" /></a></p>
<p>Aletta &#8211; servidor onde o hackeando catatau está hospedado resurge após inatividade por umas duas semanas &#8211; devido a suspeitas de incêndio no prédio onde a máquina está localizada &#8211; alguns dizem que na Holanda. </p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/?p=1328'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/auxiliadora1.jpg" alt="" title="auxiliadora1" width="200" height="304" class="aligncenter size-full wp-image-2617" /></a> </p>
<p>Santa Auxiliadora em: PERIGO INCENDIO</p>
<p>#!/bin/bash<br />
# bkp_hackeando.sh<br />
#Script para fazer copia de arquivos do servidor aletta<br />
#01/09/2008<br />
rsync -avz /aletta/sitios/organismo.art.br/htdocs-prod/blog &#8211;progress &#8211;delete &#8211;log-file=/home/organismo/$(date +%Y%m%d_%H:%M)_blog_rsync.log root@xxx.xx.xx.xx:/home/urucubaca/bkp_hackeando/aletta_blog_bkp</p>
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		<title>Movimento de Zeros</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 12:42:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucida sans</dc:creator>
				<category><![CDATA[818]]></category>
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[fatia]]></category>
		<category><![CDATA[grafos]]></category>
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		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[queda]]></category>

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		<description><![CDATA[0*#00*#00*#05*6*717,218,32,600761176 21893276*0891,**1,224,449*981,002,309,88,1111,0 60,410,*1,160*,*#00*#01,,1,,,,,,,,, 01 sabem como é falar 02 preferem não falar 16 formações do corpo, para o corpo, 32 permitem associação 64 esquecida em razão da solução 128 a 127 da variação além aquém 127 do produto sentido e palavra 123 delta endo recorde subsistematique 122 polimento de zeros: 121K a prudência ============================= divide [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>0*#00*#00*#05*6*717,218,32,600761176<br />
21893276*0891,**1,224,449*981,002,309,88,1111,0<br />
60,410,*1,160*,*#00*#01,,1,,,,,,,,,</p>
<p>01 sabem como é falar<br />
02 preferem não falar<br />
16 formações do corpo, para o corpo,<br />
32 permitem associação<br />
64 esquecida em razão da solução<br />
128 a 127 da variação além aquém<br />
127 do produto sentido e palavra<br />
123 delta endo recorde subsistematique<br />
122 polimento de zeros:<br />
121K a prudência<br />
=============================<br />
divide que soluçava;porque sofria de exatidão.<br />
de grito engolido; de tédio eufórico que reconhece, lo sabes.<br />
e manda dizer que não está:<br />
que a queda por encostar e gravar<br />
valebodepelasoga genocidaamáfiaaindústriadaepifania</p>
<p>.?:!<br />
==============================<br />
123 grafos comparativos<br />
122 dados combinados resultando<br />
121 (101011101-me)<br />
120 garfos de contato, e algo<br />
110 na água em função<br />
da 220 leitura da aferição &#8211; brilhante movimento<br />
440 circular<br />
880 energia compatível</p>
<p>(Verschleirdrede ou Como Entrar com a Voz pela Porta Paralela do Micro):</p>
<p>                               +&#8212;> +(Voice < Accumulator)<br />
                               |<br />
+5Volts                        |                           100UF bypass<br />
   o&#8212;&#8212;&#8212;-+&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;+&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-|(&#8212;&#8211;GND<br />
              |                |      |           diode<br />
              |                |    4.7K         +&#8211;|<&#8211; 2.2K&#8212;Most Sig Bit<br />
             4.7K              |      |          |<br />
              |          e&#8212;- | &#8212;&#8211;+ (DAC)    +&#8211;|<&#8211; 4.3K&#8212;Next Most Sig<br />
              +&#8212;-+&#8212;-bQpnp  |      |          |<br />
              |    |     c     |      |     +&#8212;-+&#8211;|<&#8211; 9.1K&#8212;&#8211;<br />
              |   10K    |___  |      |     |    |<br />
              c    |        |  |      |  +&#8211;+    +&#8211;|<&#8211; 18K &#8212;&#8211;<br />
          npn Qb&#8212;+&#8212;-+  1K  |      |  |  |    |<br />
      +&#8212;&#8212;-e    |    |   |  |      c  |  c    +&#8211;|<&#8211; 36K &#8212;&#8211;<br />
      |            |    |   |  c   npnQb-*-bQnpn |<br />
\&#8212;-(+)&#8212;&#8212;+ 2.2K 100UF  +-bQnpn   e     e    +&#8211;|<&#8211; 75K &#8212;&#8211;<br />
|Loudspeaker  |    |    |   |  e      |     |    |<br />
|as Microphone|    |    |  10K |  100ohm 100ohm  +&#8211;|<&#8211; 150K &#8212;<br />
/&#8212;-(-)&#8212;&#8212;+    Ground   |  |      |     |    |<br />
      |                    Ground     Ground     +&#8211;|<&#8211; 300K&#8212; Least Sig Bit<br />
    Ground</p>
<p>029 terra circular<br />
30 a aspas entendeu por quantidade<br />
29 a reconstrução do passado visual<br />
27 função identidade<br />
28 na área inativa matriz pleonástica 31<br />
outono de corpos em relação<br />
29 em pensamento induzido<br />
28 para não ver até a espera disso<br />
29 minuto-rua<br />
33 um silêncio onde a tosse possa germinar<br />
45 (sincope-segundos) fora daqui</p>
<p>(aqui desenho de um LP preferido-contracapa)</p>
<p>ou 78 restrições seriam outras<br />
antes de 0,618<br />
se é possível esquecer<br />
e há gosto em esquecer</p>
<p>algo isola.<br />
eu isolei?:</p>
<p>um algarismo por dentro.</p>
<p>2)<br />
[fugi para o dentista tomar um café com cracóvia pela trilha do sonho do raio ao contrário só que dessa vez sem chuva. dessa vez com circo. é lógico que não circo na hora do sonho. e o tempo sempre hora errada eu quero dizer o local do sonho conta uma história passada entre ter chovido e ainda não sol uma colônia de férias para idosos ou alguém que me neutralizasse: espero aqui fora. desculpe o equilíbrio nunca ouviu falar da estrutura irregular poligonal que se formou enquanto estive fora com as peças encaixadas à força e faltando. mas e se fora lucida. fique se olhando no espelho no escuro.]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>ESGOTADO</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 16:33:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA["arte"]]></category>
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		<description><![CDATA[Escolha de palavras. Recorte de máscaras. Organização de material. Deriva pelas ruas. Observação de lugares. Identificação de locais. Marcação com tinta. Debandagem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/07/esgotado_tratada.png" /></p>
<p>Escolha de palavras. Recorte de máscaras. Organização de material. Deriva pelas ruas. Observação de lugares. Identificação de locais. Marcação com tinta. Debandagem. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ao preço da fé</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 15:08:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cristão]]></category>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/07/factura.jpg" alt="" /></p>
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		<title>era uma vez um homus hard diskus</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2603</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 22:01:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
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		<description><![CDATA[guardo agora em minhas rugas! território]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/07/pc310038.jpg" alt="" title="pc310038" width="450" height="338" class="alignnone size-full wp-image-2604" /></p>
<p>guardo agora em minhas rugas! </p>
<p>território</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Buracos no jardim</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2599</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 01:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[818]]></category>
		<category><![CDATA[apodrece e vira adubo]]></category>
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		<description><![CDATA[Como sem a mínima condição de definir &#8211; o som que soa, % de um símbolo que significa, sem fugir. Estes fazem o que fazem, quase dejetos em impuras escavações. Síntese de tesouros escondidos pelas mãos dos que pretendiam (ou preferiam) guardar as sobras. Degenerar e regenerar, magneto de pólos sombrios, frios como geada congelada. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/07/frames_tv3.png" alt="" title="frames_tv3" width="450" height="338" class="alignnone size-full wp-image-2602" /></p>
<p>Como sem a mínima condição de definir &#8211; o som que soa, % de um símbolo que significa, sem fugir. Estes fazem o que fazem, quase dejetos em impuras escavações. Síntese de tesouros escondidos pelas mãos dos que pretendiam (ou preferiam) guardar as sobras. Degenerar e regenerar, magneto de pólos sombrios, frios como geada congelada. Faltam algumas palavras pra por na risca o x da questão: agora não tem mais volta. Se novamente perguntassem o porque de tanta obsessão. Que perseguição. Ei, diga lá! Faz deduzir como causa um escrito &#8211; só falta agora achar o bilhete &#8211; como a agulha do palheiro. Frame enterrado, um palito de fósforo talvez, enferrujado até o pó como faísca que ilumina estas criaturas. Se fosse jogo serviria como pino de boliche, se fosse o tempo seria o foi. Banda garagaica: inúmeros bombardinos e abstrações, figas da mãe, já grisalhas das luas cheias, tantas e tantas voltas pelo tonto lugar &#8211; bóias pra imaginação. O vento toca uma música, faz voar todas as anotações, cérebro obtuso, catatônico de tanta cisma. Mal da vida.    </p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/07/frames_tv.png" alt="" title="frames_tv" width="450" height="313" class="alignnone size-full wp-image-2600" /></p>
<p>Guerreira da noite vai e volta sem se perder, sem se encontrar &#8211; &#8220;mesmo assim o labirinto é longo e escuro&#8221; disseram. Grito: sussuro na curva da prostração com o rabo em meio a cova, sinuca de bico, vai e volta pra santa hora do veneno, três vezes ao dia ou mais &#8211; amolação pelo troco da feira, moeda perdida, amuleto da mais desgraça. Sem meios pra se retratar, eis mais um acorde dissonante, dessa vez na ponta do quebra galho, puro cacoete passado pela aflição do só pra variar. Simples como cartilha, onde o que falha leva a culpa de brinde, decoreba desse mal estar: um suspiro pregado pelas marteladas rítmicas, truculentos cruzamentos nessa afiada música. O caráter anda mal das pernas, pode crer, engarrafado no meio do oceano, nadando contra a corrente pelo ensejo de se perder perder perder &#8211; triângulo amoroso, tríplice aliança &#8211; sangrado e mofanado &#8211; corpo éter sem dó nem beira. Acorda cedo e esvai trabalhar. Necrotério e saliva do fundo da garganta, em voz alta e bom tom: VAI DE TORTA LINHA RETA! </p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/07/frames_tv2.png" alt="" title="frames_tv2" width="450" height="338" class="alignnone size-full wp-image-2601" /></p>
<p>Icone inédito, mal falado e embolorado.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Julio, o Jacaré</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2598</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2598#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 21:09:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[818]]></category>
		<category><![CDATA[interfaces]]></category>
		<category><![CDATA[jardim de volts]]></category>
		<category><![CDATA[manto polifônico]]></category>
		<category><![CDATA[rituais pós-digitais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://organismo.art.br/blog/?p=2598</guid>
		<description><![CDATA[http://del.icio.us/glerm/interfaces http://del.icio.us/glerm/navalha http://del.icio.us/glerm/toscolão querido diário, 1) Retornar aos experimentos com TVs analógicas 2) Documentar pesquisas com hardware baixo nível DSP para aplicação em sampler e síntese 3) Testes de interação para ritual remoto com objetos netsend e netreceive no puredata 4) Metodologias de reciclagem e recombinação do hackeando catatau (tags e sistemas de rss) 5) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://www.jornaldedomingo.com.br/uploads/loreta/696_lore1.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p><a href="http://del.icio.us/glerm/interfaces">http://del.icio.us/glerm/interfaces</a></p>
<p><a href="http://del.icio.us/glerm/navalha">http://del.icio.us/glerm/navalha</a></p>
<p><a href="http://del.icio.us/glerm/toscol%C3%A3o">http://del.icio.us/glerm/toscolão</a></p>
<p>querido diário,</p>
<p>1) Retornar aos experimentos com TVs analógicas</p>
<p>2) Documentar pesquisas com hardware baixo nível DSP para aplicação em sampler e síntese</p>
<p>3) Testes de interação para ritual remoto com objetos netsend e netreceive no puredata</p>
<p>4) Metodologias de reciclagem e recombinação do hackeando catatau (tags e sistemas de rss)</p>
<p>5) produção de hardwares USB-volts-USB baseados no freeduino</p>
<p>6) Produção de placas de amplificadores de potencia</p>
<p>7) sistemas de integração web com django-hardware</p>
<p>8 ) Uso de Multiplexadores para sistemas de varias entradas e saídas</p>
<p>9) Pesquisa e amplicação de solenóides e relês com alta-voltagem</p>
<p>10) Upgrade do Navalha-Algosampler integração com web</p>
<p>11) Manto polifônico, Faísca PiraPulso, Poemas em Kernel, Rituais PÓS-Digitais.</p>
<p>ou não é nada disso, delirei.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>CANTO DOIS: Das interfaces, naus, constelações, pólos, fundações e runas</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2597</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2597#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 16:40:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[A_Ilíada&O_software_livre]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[ilíada]]></category>
		<category><![CDATA[invenção]]></category>
		<category><![CDATA[subjetividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Das grandes invenções da Humanidade: Trad. Simp. Pinyin English 火藥 火药 huǒ yào gunpowder Pólvora IMAGENS HISTÓRIA Bússola: IMAGENS HISTÓRIA 指南針 指南针 zhǐ nán zhēn compass Curiosidade: 2 invenções antagônicas creditadas pelos greco-romanos aos povos &#8220;bárbaros&#8221;. *SUBJETIVIDADE É FICÇÂO? Resumo da narração No décimo ano do cerco a Tróia, há um desentendimento entre as forças [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Das grandes invenções da Humanidade:</p>
<table border="0" cellpadding="5">
<tbody>
<tr bgcolor="skyblue">
<td><strong>Trad.</strong></td>
<td><strong>Simp.</strong></td>
<td><strong>Pinyin</strong></td>
<td><strong>English</strong></td>
</tr>
<tr bgcolor="lightblue">
<td>火藥</td>
<td>火药</td>
<td>huǒ yào</td>
<td>gunpowder</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Pólvora<br />
<a href="http://images.google.com.br/images?q=%E7%81%AB%E8%97%A5&amp;ie=UTF-8&amp;oe=utf-8&amp;rls=com.ubuntu:en-US:official&amp;client=firefox-a&amp;um=1&amp;sa=N&amp;tab=wi"> IMAGENS</a><br />
<a href="http://zh.wikipedia.org/wiki/%E7%81%AB%E8%8D%AF">HISTÓRIA</a></p>
<p>Bússola:<br />
<a href="http://images.google.com.br/images?q=%E6%8C%87%E5%8D%97%E9%87%9D&amp;ie=UTF-8&amp;oe=utf-8&amp;rls=com.ubuntu:en-US:official&amp;client=firefox-a&amp;um=1&amp;sa=N&amp;tab=wi"> IMAGENS</a><br />
<a href="http://zh.wikipedia.org/wiki/%E6%8C%87%E5%8D%97%E9%87%9D">HISTÓRIA</a></p>
<table border="0" cellpadding="5">
<tbody>
<tr bgcolor="lightblue">
<td>指南針</td>
<td>指南针</td>
<td><a href="http://www.mandarintools.com/sounds/zhi3.aif">zhǐ</a> <a href="http://www.mandarintools.com/sounds/nan2.aif">nán</a> <a href="http://www.mandarintools.com/sounds/zhen1.aif">zhēn</a></td>
<td>compass</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Curiosidade:<br />
2 invenções antagônicas creditadas pelos greco-romanos aos povos &#8220;bárbaros&#8221;.</p>
<p>*SUBJETIVIDADE É FICÇÂO?<br />
<strong>Resumo da narração</strong></p>
<p>No décimo ano do cerco a Tróia, há um desentendimento entre as forças dos aqueus, comandadas por Agamémnom. Ao dividirem os espólios de uma conquista, o comandante aqueu fica, entre outros prêmios, com uma moça chamada Criseida, enquanto que a Aquiles cabe outra bela jovem, Briseida. Criseida era filha de Crises, sacerdote do deus Apolo, e este pede a Agamémnom lhe restitua a filha em troca de um resgate. O chefe aqueu recusa a troca e o pai ofendido pede ajuda a seu deus. Apolo passa então a castigar os aqueus com a peste. Quando forçado a devolver Criseida ao pai para aplacar o castigo divino, Agamémnom toma a Aquiles sua Briseida, como forma de compensação e desagravo a Aquiles. Este, ofendido, se retira da guerra junto com seus valentes Mirmidões. Aquiles pede então a sua divina mãe que interceda junto a Zeus, rogando-lhe para que favoreça aos troianos, como castigo pela ofensa de Aquiles. Tétis consegue a promessa de Zeus de que ajudará aos troianos, a despeito da preferência de sua esposa, Hera, pelo lado aqueu.</p>
<p>Então Zeus manda, através de Oneiros, a Agamémnom um sonho incitando-o a atacar Tróia sem as forças de Aquiles. Agamémnom resolve testar a disposição de seu exército. A tentativa por pouco não termina em revolta generalizada, incitada pelo insolente Tersites. A rebelião só é evitada graças à decisiva intervenção de Odisseu, que fustiga Tersites e lembra a profecia de Calcas de que Ílion cairia no décimo ano do cerco.</p>
<p>Os dois exércitos se perfilam no campo de batalha, diante de Tróia. Páris, príncipe de Tróia, se adianta, mas logo recua ao ver Menelau, de quem roubara a esposa causando a guerra. Menelau o insulta e Páris responde propondo um desafio entre ambos. Os aqueus respondem com agressões, porém seu irmão Heitor, o maior herói troiano, reitera o desafio, propondo que o destino da guerra seja decidido numa luta entre Menelau e Páris. Menelau aceita, exigindo juramento de sangue sobre o pacto de respeitar o resultado do duelo. Enquanto os preparativos são feitos, Helena se junta a Príamo, rei de Tróia, no alto de uma torre para observar a contenda. Ela apresenta os maiores comandantes gregos, apontando-os para Príamo.</p>
<p>O duelo tem início e Menelau leva vantagem. Quando está para derrotar Páris, Afrodite intervém e o retira da batalha envolto em névoa, levando-o ao encontro de Helena. Agamémnom declara então que Menelau venceu a disputa e exige a entrega de Helena e pagamento do resgate. Porém Hera e Atena protestam junto a Zeus, pedindo a continuidade da guerra até a destruição de Tróia. Zeus cede em troca da não intervenção de Hera caso deseje destruir uma cidade protegida por ela. Atena então desce entre as tropas troianas e convence Pândaro, arqueiro troiano, a disparar contra Menelau, ferindo-o e rompendo o pacto com os gregos. O exército troiano avança, e Agamémnom incita os aqueus ao combate. Tem lugar então uma luta violenta, na qual os gregos começam a levar vantagem. Porém Apolo incita aos troianos, lembrando-os que Aquiles não participa da peleja.</p>
<p>Os troianos então avançam, retomando a vantagem sobre os gregos, a despeito dos grandiosos esforços de Diomedes, que insuflado pela deusa Palas Atena, chega a ferir os deuses Afrodite e Ares, que defendem os troianos. Os gregos por sua vez parecem retomar a vantagem, o que faz com que Heitor então retorne à cidade para pedir a sua mãe tente acalmar à Palas com oferendas. Após falar com a mãe, se encontra com sua esposa e filho em uma torre. O encontro é bastante triste, onde Heitor fala com a esposa e o filho sobre o seus futuros, pois pressente que Tróia cairá. A seguir, convoca Páris e com ele volta à batalha.</p>
<p>Apolo combina com Atena uma trégua na batalha e para conseguí-la incitam Heitor a desafiar um herói grego ao duelo. Ajax é os escolhido num sorteio e avança para o combate. O duelo é renhido e prossegue até a noite, quando é interrompido. Os aqueus então aproveitam para recolher seus mortos e preparar um baluarte.</p>
<p>Com a manhã, o combate recomeça, porém Zeus proíbe os outros deuses de interferir, enquanto que ele dispara raios dos céus, prejudicando aos aqueus. O combate prossegue desastroso para os gregos, que acabam por se recolher ao baluarte ao final do dia. Os troianos acampam por perto, ameaçadores.</p>
<p>Durante a noite Agamémnom se desespera, percebendo que havia sido enganado por Zeus. Porém Diomedes garante que os aqueus tem fibra e ficarão para lutar. Agamémnom acaba por ouvir os conselhos de Nestor, e envia a Aquiles uma embaixada composta por Odisseu, Ajax, dois arautos e o veterano Fenix presidindo, para oferecer presentes e pedir ao herói que retorne à batalha. Aquiles, porém, ainda irado, não cede.</p>
<p>Agamémnom então envia Odisseu e Diomedes ao acampamento troiano numa missão de espionagem. Heitor, por sua vez, envia Dolon espionar acampamento aqueu. Dólon é capturado por Odisseu e Diomedes, que extraem informações e o matam. A seguir invadem o acampamento troiano e massacram o rei Reso e doze guerreiros que dormiam, se retirando de volta para o lado aqueu, onde são recebidos com festa.</p>
<p>Durante o dia o combate retoma, e os troianos novamente são superiores, empurrados por Zeus. Heitor manda uma grande pedra de encontro a um dos portões e invade o baluarte grego, expulsando-os e empurrando-os até as naus, de onde não haveria mais para onde recuar a não ser para o oceano. Há amargo combate, com os aqueus recebendo apoio agora de Poséidon enquanto Zeus favorece os troianos, com heróis realizando grandes feitos de ambos os lados.</p>
<p>Hera, então, consegue convencer Hipnos a adormecer Zeus. Os gregos, acuados terrivelmente, se aproveitam desse momento para recuperar alguma vantagem, e Ajax fere a Heitor. Porém Zeus acorda e, vendo os troianos dispersos e a momentânea vitória grega, reconhece a obra de Hera e a repreende. Hera diz que Poséidon é o único culpado, e Zeus a manda falar com Apolo e Íris para que estes instiguem os troianos novamente à luta. Então Zeus impede Poséidon de continuar interferindo, e os troianos retomam a vantagem. Os maiores heróis aqueus estão feridos.</p>
<p>Pátroclo, vendo o desastre dos aqueus, vai implorar a Aquiles que o deixe comandar os Mirmidões e se juntar à batalha. Aquiles lhe empresta as armas e consente que lidere os Mirmidões, mas recomenda que apenas expulse os troianos da frente das naus, e não os persiga. Pátroclo então sai com as armas (incluindo a armadura) de Aquiles e combate os troianos junto às naus. Ao ver fugindo os troianos, Pátroclo desobedece a recomendação de Aquiles e os persegue até junto da cidade. Lá, Heitor o confronta em duelo e acaba por matá-lo.</p>
<p>Há uma disputa pelas armas de Aquiles, e Heitor as ganha, porém Ajax fica com o corpo de Pátroclo. Os troianos então repelem os gregos, que fogem, acossados. Aquiles, ao saber da morte do companheiro, fica terrivelmente abalado, e relata o acontecido Tétis. Sua mãe promete novas armas para o dia seguinte e vai ao Olimpo encomendá-las a Hefestos. Enquanto isso o Aquiles vai de encontro aos troianos que perseguem os aqueus e os detém com seus gritos, permitindo que os gregos cheguem a salvo com o cadáver. A noite interrompe o combate.</p>
<p>Na manhã seguinte Aquiles, de posse das novas armas e reconciliado com Agamémnom, que lhe restituíra Briseida, acossa ferozmente os troianos numa batalha em que Zeus permite que tomem parte todos os deuses. Trucidando diversos heróis, Aquiles termina por empurrar o combate até os portões de Tróia. Lá Heitor, aterrorizado, tenta fugir de Aquiles, que o persegue ao redor da cidade. Por fim Heitor é enganado por Atena, que o convence a se deter e enfrentar o maior herói aqueu. Ele pede a Aquiles que seja feito um trato, com o vencedor respeitando o cadáver do vencido, permitindo seu enterro digno e funerais adequados. Aquiles, enlouquecido de raiva, grita que não há pacto possível entre presa e predador. O terrível duelo acontece e Aquiles fere mortalmente Heitor na garganta, única parte desprotegida pela armadura. Morrendo diante de seus entes queridos, que assistiam de dentro das muralhas, Heitor volta a implorar a Aquiles que permita que seu corpo seja devolvido a Tróia para ser devidamente velado. Aquiles, implacável, nega e diz que o corpo de Heitor será pasto de abutres enquanto o de Pátroclo será honrado.</p>
<p>Aquiles então amarra o corpo de Heitor pelos pés à sua biga e o arrasta diante da família e depois o traz até o acampamento grego. É feito os jogos funerais de Pátroclo. Durante a noite, o idoso Príamo vem escondido ao acampamento grego pedir a Aquiles pelo corpo do filho. O seu apelo é tão comovente que Aquiles cede, chorando, com a ira arrefecida. Príamo leva o cadáver de seu filho para Tróia, onde são prestadas as honras fúnebres ao príncipe e maior herói de Tróia.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Rumo aos pólos magnéticos(de ambas polaridades) da Terra,<br />
com votos de fortuna aos de boa ou mesmo má vontade,</p>
<p>abraço</p>
<p>glerm</p>
<p>PS: Os personagens desta epístola são fictícios, qualquer semelhança com a vida real, é mera coincidência.</p>
<p><img src="http://www.chinabaike.com/article/UploadPic/2007-6/2007612133822219.jpg" alt="" /></p>
<p><img src="http://www.metmuseum.org/toah/images/h2/h2_1986.138.jpg" alt="" /></p>
<p><img src="http://a0.att.hoodong.com/94/04/01200000007867115130415678294.jpg" alt="saojoao" width="500" height="364" /></p>
<p>São joão,São João, acende a foguera no meu corassão&#8230;</p>
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		<title>Slobodni Poéticas</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 01:25:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/palimpsesto.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2595" title="palimpsesto" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/palimpsesto.jpg" alt="" width="471" height="349" /></a></p>
<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/surdeboca.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-2596" title="surdeboca" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/surdeboca.gif" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
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		<title>R  E  S  P  E  I  T  O  F  O  B  I  A</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 14:45:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<title>Descartografando Cartesanatos: Jardins de Volts e/ou Desafiatlux</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 02:32:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para imprimir(unico) Para imprimir (em 8 A4) É um dos primeiros objetos relacionais concretizados e assumidos da tempestade cerebral que tem acontecido neste periodo de experimentação no conSerto Interfaces. Representação pictórica de uma espécie de mapa cerebral, trouxe algumas das sugestões e direções que emergiram na busca pela idéia do que seriam estes &#8220;novos rituais&#8221;. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://devolts.org/rituais_800.jpg" alt="descartografando" width="500" /></p>
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<a href="http://devolts.org/descartografando_interfaces.tar.gz">Para imprimir (em 8 A4)</a></h3>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-images/prometeus.jpg" alt="" width="300" height="311" /><br />
É um dos primeiros objetos relacionais concretizados e assumidos da tempestade cerebral que tem acontecido neste periodo de experimentação no conSerto  Interfaces.  Representação pictórica de uma espécie de mapa cerebral, trouxe algumas das sugestões e direções que emergiram na busca pela idéia do que seriam estes &#8220;novos rituais&#8221;.</p>
<p>A partir da urgência de síntese, surge o contraponto de forma entre o tal colapso da  informação total, que hoje vivemos em sua plenitude com as redes informacionais.  Aqui nos aparecem cristalizadas numa percepção descendente da percepção de um sujeito pós-histórico no limbo joyceano da prosa-poema polifônica versus o sujeito instantâneo da busca atemporal zen de formas como o haikai  e outros retumbantes epitáfios.</p>
<p>Curioso perceber que o haikai tenta definir 3 eixos, assim como a base da matemática dos números reais, dos chamados eixos cartesianos. O surto pictórico é em função de buscar o ponto de fuga para além da tridimensionalidade: não apenas um quarto eixo, mas uma quarta dimensão, trazendo novos planos por derivação de novos conjuntos, onde o eixo da relatividade de Einstein  do objeto tridimensional observador da função do tempo é apenas um metáfora do universo de conjuntos de números complexos. Salta aos olhos: Reapropriação da ciência como arte. Discussão do Espectro Eletromagnético como espaço para trânsito autônomo de idéias.</p>
<p>Imaginemos então o ponto de fuga como um dado real. Cantar um mundo pós-digital,  pós-industrial, onde todo esse lixo descartado pelo consumo poderia tornar-se semente de um mundo mais consciente da própria presença e ação no espaço do aqui-agora.  Tomemos então em tal representação pictórica como um &#8220;ponto de fuga&#8221; como aquele que  na composição, define o vetor que simultaneamente gera e é gerado pela &#8220;pira-faísca&#8221; do dito compositor.</p>
<p>Neste ponto encontramos o &#8220;compositor&#8221; oferecendo sua alma para um ritual  que traz algumas ações diretas pautadas por uma metareciclagem daquele refugo de onde a ciência não serviu ao conformismo da linha de produção. Ali este &#8220;compositor&#8221; divide-se no tal termo &#8220;imaginário&#8221; (no sentido que encontramos na matemática). Dois números imaginários divididos entre si resultam em um número real.</p>
<p>Novos instrumentos eletroacústicos, agora independentes de uma produção em série e industrializada, alimentados pela energia elétrica direta da natureza. Um toscolão (metade violão, metade destroços de uma apocaliptica era digital) alimentado por uma bateria de limões, que ritualisticamente tornam-se logo em seguida combustível para bebidas a serem consumidas nestes jogos não-competitivos de roda.</p>
<p>Televisão analógica descartada do seio de convívio da sala de estar letárgica da família nuclear, agora servindo de instrumento musical em conexão direta com outros subsistemas de recombinação inteligente do que queremos conectar em saltos quânticos pelas redes de informação total. E na base destas redes, kernels (núcleos de software-hardware) ideológicos.  Poemas distribuídos em códigos abertos de sistemas operacionais livres.  Inscrições em circuitos ideológicos, strictu sensu.</p>
<p>E das faíscas geradas: novas piras em seu sentido grego, retornando a uma semântica primata, em seu sentido primal. O fogo transitando entre espaços, alimentando novos rituais. Libertado o Prometeu acorrentado, construindo satélites com sucata, agora voando de aldeia em aldeia, voando e bebendo com os corvos, espalhando a combustão.</p>
<h3><a href="http://devolts.org/rituais.jpg">Para imprimir(unico)</a><br />
<a href="http://devolts.org/descartografando_interfaces.tar.gz">Para imprimir (em 8 A4)</a></h3>
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		<title>palhaçada do caralho</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 19:54:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Seguindo a série de desenhos podres, seguem os palhaços: Desenhos Podres são derivados de uma experiência circense em Itacaré-BA &#8211; quando decidimos (eu e claudia) ir a um circo que fazia temporada na cidade. O espetáculo nos chamou atenção pelo forte apelo sexual, com meninas vestidas com trajes tipo xou da xuxa que dançavam rumba [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo a série de desenhos podres, seguem os palhaços:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2589" title="palhacorabiola2" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/palhacorabiola2.png" alt="" width="450" height="564" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2588" title="palhacorabiola" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/palhacorabiola.png" alt="" width="450" height="443" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2590" title="palhacomanivela" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/palhacomanivela.png" alt="" width="450" height="631" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2591" title="palhacotripe" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/palhacotripe.png" alt="" width="450" height="853" /></p>
<p>Desenhos Podres são derivados de uma experiência circense em Itacaré-BA &#8211; quando decidimos (eu e claudia) ir a um circo que fazia temporada na cidade. O espetáculo nos chamou atenção pelo forte apelo sexual, com meninas vestidas com trajes tipo xou da xuxa que dançavam rumba de um jeito deveras desengonçado. No auge de suas apresentações virando-se de costas para a platéia, se abaixavam e explicita e demoradamente empinavam suas enormes bundas cuzudas &#8211; o público, constituído de crianças e seus familiares, delirava.  Tudo isso sendo dirigido por um palhaço que parecia mais um safado, que volta e meia coçava o saco, com gestos e comentários do tipo: sou o gigolô da bagaça, he, he.</p>
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		<title>poéticas experimentais da vox</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 20:14:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[http://www.poeticas.org]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2586" title="e-flyer_500" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/e-flyer_500.gif" alt="" width="500" height="925" /></p>
<p><a title="poeticas" href="http://www.poeticas.org" target="_blank">http://www.poeticas.org</a></p>
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		<title>15 pordelas podres</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 19:58:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que são PORDELAS? Há quem diga que trata-se de um misto de porco com cadela, outras dizem que seria algo derivado do temível chupa cabra. Superstições, alucinações, imaginário coletivo, o fato é que quanto mais se estuda os pergaminhos podres, percebe-se que há uma constante iconografia em torno deste símbólico ser. abaixo segue algumas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que são PORDELAS?</p>
<p>Há quem diga que trata-se de um misto de porco com cadela, outras dizem que seria algo derivado do temível chupa cabra. Superstições, alucinações,  imaginário coletivo, o fato é que quanto mais se estuda os pergaminhos podres, percebe-se que há uma constante iconografia em torno deste símbólico ser.</p>
<p>abaixo segue algumas delas:</p>
<p><em><img class="alignnone size-full wp-image-2571" title="pordela01" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/pordela01.png" alt="" width="450" height="439" /></em></p>
<p><em>pordela pré-histórica</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2572" title="pordela02" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/pordela02.png" alt="" width="450" height="282" /></p>
<p><em>pordela descendo a escadaria</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2573" title="pordela03" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/pordela03.png" alt="" width="450" height="312" /></p>
<p><em>pordela maluca</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2574" title="pordela04" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/pordela04.png" alt="" width="450" height="611" /></p>
<p><em>pordela antenada</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2575" title="pordela05" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/pordela05.png" alt="" width="450" height="354" /></p>
<p><em>pordela surpresa</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2576" title="pordela06" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/pordela06.png" alt="" width="450" height="324" /></p>
<p><em>pordela babona</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2577" title="pordela07" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/pordela07.png" alt="" width="450" height="290" /></p>
<p><em>pordelas matreiras cruzando</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2578" title="pordela08" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/pordela08.png" alt="" width="450" height="301" /></p>
<p><em>pordela infeliz invisível</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2579" title="pordela09" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/pordela09.png" alt="" width="450" height="309" /></p>
<p><em>pordela mística</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2580" title="pordela10" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/pordela10.png" alt="" width="450" height="579" /></p>
<p><em>pordela tarada</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2581" title="pordela11" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/pordela11.png" alt="" width="450" height="366" /></p>
<p><em>pordela elétrica</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2582" title="pordela12" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/pordela12.png" alt="" width="450" height="735" /></p>
<p><em>pordela estrela</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2583" title="pordela13" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/pordela13.png" alt="" width="450" height="600" /></p>
<p><em>pordela guido viaro</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2584" title="pordela15" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/pordela15.png" alt="" width="450" height="511" /></p>
<p><em>pordela pensadora</em></p>
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		<title>Canetas derrubam muros</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 13:39:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[http://devolts.org/rituais.jpg imprima!?? descartografia-partitura para rituais pós digitais cantando um folclórico mundo do utópico versus distópico&#8230; baixa, imprime e cola na rua é a Ressurreição do Palito de Fósforo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://devolts.org/rituais.jpg">http://devolts.org/rituais.jpg</a><br />
imprima!??</p>
<p><a href="http://devolts.org/rituais.jpg">descartografia-partitura </a><br />
para rituais pós digitais cantando um folclórico mundo do utópico versus distópico&#8230;</p>
<p><a href="http://devolts.org/rituais.jpg">baixa, imprime e cola na rua</a></p>
<p><a href="http://devolts.org/rituais.jpg">é a </a><br />
<strong>Ressurreição do Palito de Fósforo</strong></p>
<p><a href="http://devolts.org/rituais.jpg"></a></p>
<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/faiscas.png"><img class="alignnone size-full wp-image-2564" title="faiscas" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/faiscas.png" alt="" width="500" height="442" /></a></p>
<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/ressureicao.png"><img class="alignnone size-full wp-image-2567" title="ressureicao" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/ressureicao.png" alt="" width="500" height="697" /></a></p>
<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/foguera.png"><img class="alignnone size-full wp-image-2565" title="foguera" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/foguera.png" alt="" width="500" height="931" /></a></p>
<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/toscolino.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2568" title="toscolino" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/toscolino.jpg" alt="" /></a></p>
<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/manto_polifonico.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2566" title="manto_polifonico" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/manto_polifonico.jpg" alt="" /></a></p>
<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/analogia.png"><img class="alignnone size-full wp-image-2563" title="analogia" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/analogia.png" alt="" width="500" height="644" /></a></p>
<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/faiscas.png"><img class="alignnone size-full wp-image-2564" title="faiscas" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/faiscas.png" alt="" width="500" height="442" /></a></p>
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		<title>iliadahomero</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 01:40:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[http://iliadahomero.wordpress.com/ http://organismo.art.br/blog/iliadahomero]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/iliadahomero_convite.jpg'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/iliadahomero_convite.jpg" alt="" title="iliadahomero_convite" width="397" height="1000" class="alignnone size-full wp-image-2562" /></a></p>
<p><a href="http://iliadahomero.wordpress.com/">http://iliadahomero.wordpress.com/</a><br />
<a href="http://organismo.art.br/blog/index.php?s=iliadahomero">http://organismo.art.br/blog/iliadahomero</a></p>
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		<title>&#8220;[ }&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 18:41:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<category><![CDATA[valor]]></category>

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		<description><![CDATA[[dentre outras moedas em jogo} [dentre outras moedas em jogo} [dentre outras moedas em jogo} [dentre outras moedas em jogo} [dentre outras moedas em jogo} [dentre outras moedas em jogo} [dentre outras moedas em jogo} [dentre outras moedas em jogo} [dentre outras moedas em jogo} [dentre outras moedas em jogo} [dentre outras moedas em jogo} [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><em>[dentre outras moedas em jogo}</em></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><em>[dentre outras moedas em jogo}</em></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><em>[dentre outras moedas em jogo}</em></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><em>[dentre outras moedas em jogo}</em></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><em>[dentre outras moedas em jogo}</em></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><em>[dentre outras moedas em jogo}</em></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><em>[dentre outras moedas em jogo}</em></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><em>[dentre outras moedas em jogo}</em></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><em>[dentre outras moedas em jogo}</em></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><em>[dentre outras moedas em jogo}</em></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><em>[dentre outras moedas em jogo}</em></span></span></p>
<p>;</p>
]]></content:encoded>
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		<title></title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jun 2008 11:11:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>;</p>
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		<title>leitE de pay</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2558</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 12:40:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<category><![CDATA[catatau]]></category>
		<category><![CDATA[Finnegan`s Wake]]></category>
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		<description><![CDATA[Bygmester Finnegan, of the Stuttering Hand, freemen’s mau- rer, lived in the broadest way immarginable in his rushlit toofar- back for messuages before joshuan judges had given us numbers or Helviticus committed 1deuteronomy0 (one yeastyday he sternely struxk his tete in a tub for to watsch the future of his fates but ere he swiftly [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bygmester Finnegan, of the Stuttering Hand, freemen’s mau-<br />
rer, lived in the broadest way immarginable in his rushlit toofar-<br />
back for messuages before joshuan judges had given us numbers<br />
or Helviticus committed 1deuteronomy0 (one yeastyday he sternely<br />
struxk his tete in a tub for to watsch the future of his fates but ere<br />
he swiftly stook it out again, by the might of moses, the very wat-<br />
er was eviparated and all the guenneses had met their exodus so</p>
<h3>&#8230;</h3>
<p>mr.</p>
<p>mss,</p>
<p>novamenteosso</p>
<p>2</p>
]]></content:encoded>
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		<title>porta aberta para o caminho das casas</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 16:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230;em meio aos roncos da chuva&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/eou_fala450.png" alt="" title="eou_fala450" width="450" height="595" class="alignnone size-full wp-image-2556" /><br />
&#8230;em meio aos roncos da chuva&#8230;  </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Malpractice</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2554</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 12:53:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[desenhos podres]]></category>
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		<category><![CDATA[milagre]]></category>

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		<description><![CDATA[¡lautriv tsi dog! &#8220;APPLAUSE The crowd roars The rest you know (&#8230;) The Rest you know The hands removed the bad thing MIRACLE&#8221; sujetosupostossaberestagcosmoaldolkinetoneusodezeicortaemheinaumaheidemves 1ª) i2 = -1 2ª) z = a + bi é denominado forma algébrica do número complexo. 3ª) se a = 0, então z = bi, que denominamos de número imaginário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>¡</strong>lautriv tsi dog<strong>!</strong></p>
<p>&#8220;APPLAUSE<br />
The crowd roars<br />
The rest you know</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>The Rest you know<br />
The hands removed the bad thing<br />
MIRACLE&#8221;</p>
<p>sujetosupostossaberestagcosmoaldolkinetoneusodezeicortaemheinaumaheidemves</p>
<p>1ª) i2 = -1<br />
2ª) z = a + bi é denominado forma algébrica do número complexo.<br />
3ª) se a = 0, então z = bi, que denominamos de número imaginário puro, ou, simplesmente, número imaginário.<br />
4ª) Se b = 0, z = a é número real.</p>
<p>&#8220;[{(z = w    se, e somente se,   a = c e b = d)}]&#8220;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Questionário para &#8220;sair como se fossemos ladrões&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 17:15:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA["arte"]]></category>
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>
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		<category><![CDATA[orquestra organismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O que vocês estão entendendo sobre esse evento, essa exposição? Você é do Orquestra Organismo? O que é Orquestra Organismo? Qual o nome desse poeta? O que ele falou? Mas isto é um trabalho? Quem são estas pessoas? Quem somos nós? De onde viemos? Vocês querem ver mais vídeos? Que vídeos? Você quer escolher um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/comoladroes1.png"><img class="alignnone size-full wp-image-2551" title="comoladroes1" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/comoladroes1.png" alt="" width="400" height="275" /></a></p>
<ul>
<li>O que vocês estão entendendo sobre esse evento, essa exposição?</li>
<li>Você é do Orquestra Organismo?</li>
<li>O que é Orquestra Organismo?</li>
<li>Qual o nome desse poeta?</li>
<li>O que ele falou?</li>
<li>Mas isto é um trabalho?</li>
<li>Quem são estas pessoas?</li>
<li>Quem somos nós?</li>
<li>De onde viemos?</li>
<li>Vocês querem ver mais vídeos?</li>
<li>Que vídeos?</li>
<li>Você quer escolher um vídeo?</li>
<li>Quem é o autor disto?</li>
<li>É pra mijar?</li>
<li>É pra fazer o quê?</li>
<li>Quem é esse cara?</li>
<li>Aonde está esse objeto?</li>
<li>Alguém tem mais uma pergunta?</li>
<li>O que você espera de mim?</li>
<li>Vamos pela forma ou pela anti-forma?</li>
<li>Qual o problema o grupo ter na sua estrutura os indivíduos? O sujeito ou o indivíduo?</li>
<li>Não sei se a pessoa que editou quer falar sobre esse vídeo?</li>
<li>Pra onde a gente vai?</li>
</ul>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2552" title="comoladroes2" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/comoladroes2.png" alt="" width="400" height="277" /></p>
<ul>
<li>Alguém não tá se divertindo aqui?</li>
<li>Você queria falar alguma coisa?</li>
<li>Alguém quer fazer xixi?</li>
<li>Mas como assim?</li>
<li>O Rubens não falou que era pra gente ir embora as 18h30?</li>
<li>No dia do julgamento que direito tenho eu de não ser documentado?</li>
<li>Eu poderia responder a pergunta do Octávio?</li>
<li>Eu?</li>
<li>Qual a finalidade do documento?</li>
<li>Que ingenuidade que tem aqui?</li>
<li>Pra quê?</li>
<li>O que você está chamando de capital simbólico?</li>
<li>Alguém quer colocar uma questâo?</li>
<li>Você vê alguma distinção desse vídeo de um objeto?</li>
<li>Até que ponto?</li>
<li>Quem reinventa?</li>
<li>Poderia até contaminar o o sentido desta sua busca?</li>
<li>É dinheiro público ou privado?</li>
<li>Vai começar a outra sessão da peça?</li>
</ul>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2553" title="teg_mamelucovich" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/teg_mamelucovich.png" alt="" width="400" height="377" /></p>
<blockquote><p><strong>Sair como se fossemos ladrões.</strong></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>3 axiomas e 2 aspas para uma &#8220;arte&#8221; em circulação</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2549</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 14:26:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA["arte"]]></category>
		<category><![CDATA[arte em circulação]]></category>
		<category><![CDATA[álbum de família]]></category>
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		<title>Anotações no coletivo</title>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 17:28:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Anotações no coletivo Submitted by felipefonseca on Sun, 16/11/2003 &#8211; 11:09. in * brasil * camelô * cultura hacker permalink: http://efeefe.no-ip.org/livro/anota%C3%A7%C3%B5es-no-coletivo Autor (a): Felipe Fonseca Anotações no Coletivo Artigo escrito em novembro de 2003, na seqüência de uma palestra que dei junto com Hernani Dimantas no Cybercultura 2.0, no Senac, a convite de Lucia Leão. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/joaninha_maluca2.png" alt="" title="joaninha_maluca2" width="400" height="263" class="alignnone size-full wp-image-2547" /></p>
<p>Anotações no coletivo<br />
Submitted by felipefonseca on Sun, 16/11/2003 &#8211; 11:09.<br />
in</p>
<p>    * brasil<br />
    * camelô<br />
    * cultura hacker</p>
<p>permalink:<br />
<a href="http://efeefe.no-ip.org/livro/anota%C3%A7%C3%B5es-no-coletivo">http://efeefe.no-ip.org/livro/anota%C3%A7%C3%B5es-no-coletivo</a><br />
Autor (a):<br />
Felipe Fonseca<br />
<strong><br />
Anotações no Coletivo</strong></p>
<p><em>Artigo escrito em novembro de 2003, na seqüência de uma palestra que dei junto com <a href="http://comunix.org/">Hernani Dimantas</a> no Cybercultura 2.0, no Senac, a convite de Lucia Leão.</em></p>
<p>Aí uma costura das anotações tomadas na linha Lapa &#8211; Santo Amaro, quinta-feira passada, a caminho do Cybercultura 2.0, com algumas coisas que realmente cheguei a comentar na mesa redonda com o Hernani, e mais algumas elucubrações posteriores. Meu nome é Felipe Fonseca. Dizem que fui co-fundador do Projeto MetaFora junto com o Hernani. Mas outros dizem que o Projeto MetaFora nunca existiu, foi uma espécie de alucinação coletiva.</p>
<p>A cultura brasileira como uma cultura hacker (ou poderíamos definir:<em> a ética hacker nas culturas populares brasileiras*</em>).</p>
<p>Em primeiro lugar, quero me desculpar porque vou avançar em alguns assuntos sobre os quais não sou especialista. Não me preocupar muito com isso é uma das coisas que aprendi com os hackers com quem trabalho. Bom, vamos adiante.<br />
<strong><br />
A era das grandes verdades</strong></p>
<p>Até há pouco tempo, a comunicação concentrava-se em torno das fontes &#8220;oficiais&#8221; de informação e conhecimento: a igreja, o estado, a escola e a academia, e no último século a mídia de massa. As estruturas de comunicação eram facilmente identificadas. Um mapeamento dos fluxos de comunicação revelariam três grandes vertentes:</p>
<p>* as &#8220;fontes oficiais&#8221; propriamente ditas;</p>
<p>* as derivações das fontes (aquele tiozinho que repete no boteco o argumento do padre ou do âncora do telejornal), paráfrases das grandes verdades;</p>
<p>* as vozes contrárias, antíteses das grandes verdades.</p>
<p>Essas últimas eram responsáveis por uma espécie de equilíbrio e um movimento de renovação. Podem ser identificadas aqui as vanguardas do século XX e a contracultura do pós-guerra, que, de alguma forma, acabavam impedindo uma total tirania na comunicação.</p>
<p><strong>A era das múltiplas verdades</strong></p>
<p>Nas últimas décadas, entretanto, as fontes &#8220;oficiais&#8221; começaram a se multiplicar e pulverizar. Acredito que alguns fatores influenciaram bastante nesse movimento:</p>
<p>* os questionamentos sobre a ciência no século XX;</p>
<p>* os questionamentos sobre a arte e seu papel;</p>
<p>* o intenso desenvolvimento e a facilitação do acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação;</p>
<p>* o acirramento da competitividade nos mundos corporativo e acadêmico, e entre as empresas de mídia de massa.</p>
<p>Um hipotético mapa da comunicação nos dias de hoje revelaria um cenário complexo, tendendo ao caos. Apesar de o ambiente da comunicação continuar dominado pelas mesmas estruturas (hoje, sobremaneira, as megacorporações), não é tarefa simples identificar onde se encerra esse poder. Em tal cenário, o papel de uma suposta contracultura precisa necessariamente se reinventar. Há 30 anos, era fácil identificar &#8220;o inimigo&#8221;: a ditadura no Brasil, a guerra do Vietnã e as estruturas militares nos EEUU, etc. Hoje, para onde devem apontar as armas da contracultura?</p>
<p>Aliás, ainda existe uma contracultura?</p>
<p>Eu acredito que não haja uma resposta objetiva.</p>
<p>Mas a comunicação tem papel fundamental na aceitação e manutenção dessa realidade. Em O Sistema dos Objetos, Jean Baudrillard identifica que a dominação através da manipulação publicitária não se dá no âmbito de cada peça de comunicação influenciando uma decisão do &#8220;consumidor&#8221;, mas no contexto do conjunto das peças publicitárias seguindo fórmulas assemelhadas e ratificando um modo de vida ocidental, branco e consumista. Uma situação claramente emergente, em que a ação de cada parte é menos importante do que a ação do conjunto.</p>
<p>A mídia tática surge nesse cenário, também como uma força emergente, potencializada com o novo ativismo que surge ao fim da década passada, nos protestos em Seattle, Gênova, Davos, Washington e tantos outros. Grupos de ativistas midiáticos e artistas de todo o mundo passam a utilizar ferramentas às quais anteriormente só as elites tinham acesso para questionar a credibilidade da comunicação. Usam, camuflados ou não, as próprias armas do inimigo para conscientizar as pessoas sobre o que se passa no mundo. A mídia tática pode ser vista como a retomada do &#8220;social&#8221; na comunicação. Sua estrutura como sistema descentralizado e emergente encontra justificativa em Steven Johnson, no <em>Emergência</em>:</p>
<p><em>(&#8230;) se você está tentando lutar contra uma rede distribuída como o capitalismo global, é melhor mesmo se tornar uma rede distribuída.</em></p>
<p><strong>A ética hacker</strong></p>
<p>No mundo do desenvolvimento tecnológico, uma contracultura atuante desde os anos 70 construiu colaborativamente a <em>Ética Hacker</em>. Não vou entrar em detalhes, mas alguns dos princípios postulados pelos hackers encontram eco e respaldo na mídia tática:</p>
<p>* a descentralização coordenada;</p>
<p>* ênfase na reputação pessoal, baseada no histórico de ações, ao invés de hierarquia baseada em títulos ou honras;</p>
<p>* colaboração e conhecimento livre e aberto;</p>
<p>* questionamento profundo sobre a validade da propriedade intelectual;</p>
<p>* <em>Release Early, Release Often</em> &#8211; é mais importante realizar do que ter um plano perfeito;</p>
<p>* informalidade.</p>
<p><strong>Hackerismo brazuca</strong></p>
<p>Estive em setembro no Next5Minutes, festival internacional de mídia tática realizado em Amsterdam. Alguns dias antes de embarcar, comecei a debater com o pessoal no MetaFora sobre o que falar por lá. As primeiras idéias circularam em torno da ética hacker e uma apresentação do grupo MetaFora. Na manhã da partida (ou a manhã anterior, não estou certo), acordei com a opinião de que tal linha de argumentação tinha duas falhas. Em primeiro lugar, eu não havia sido chamado para representar o MetaFora, e sim o Mídia Tática Brasil, festival realizado em março de 2003 do qual participamos. Além disso, não faria sentido simplesmente fazer côro a diversas outras vozes que já apregoam os princípios da descentralização e da colaboração. Já há algum tempo, tínhamos percebido que, em termos de colaboração, nós, elite cultural revoltadinha brasileira, temos mais a aprender do que a ensinar com as culturas populares* no Brasil.</p>
<p>O hackerismo tecnológico tem grande aceitação no Brasil, como pode detalhar o Hernani. O governo está adotando Software Livre, o país é um dos maiores em volume de ataques de crackers. Sexta-feira, Maratimba comentou comigo que ouviu da boca de Miguel de Icaza que o Brasil tem o maior parque instalado do ambiente gráfico Gnome. No N5M, alguns programadores de Taiwan que estavam na mesa redonda <em>New Landscapes for Tactical Media</em>, da qual eu e Ricardo Rosas também participamos, vieram a mim perguntar, maravilhados, se tudo o que se falava sobre Software Livre no Brasil era verdade. Assenti, orgulhoso. Eu vejo algumas raízes culturais hackers no Brasil desde muito antes da criação do primeiro computador.<br />
<strong><br />
Os mitos afro-brasileiros**</strong></p>
<p>Durante alguns séculos, pessoas de várias regiões da África foram violentamente seqüestradas e trazidas ao Brasil, comerciados como escravos e encarcerados a uma vida de trabalho duro, restos de comida e praticamente nenhum direito. Não bastassem as agressões físicas e a humilhação contínua, eles eram proibidos de exercer suas crenças, originalmente anímicas. Alguns convertiam-se à &#8220;verdadeira fé&#8221; católica, mas muitos desenvolveram uma alternativa, análoga à engenharia social hacker: o tal sincretismo religioso. Camuflando seus orixás com vestes católicas, puderam continuar praticando seus rituais e venerando seus deuses da guerra, do trovão e do vento. Embora tenham aparecido diversas lideranças na Umbanda, não havia uma centralização de poder ou dogma. Assim, as linguagens espirituais afrobrasileiras foram se desenvolvendo de maneira colaborativa. Têm uma base comum (o kernel hacker) e diversas adaptações locais (a customização descentralizada hacker), chegando a abarcar elementos do kardecismo, de culturas indígenas, de tradições ciganas, do budismo e outras crenças orientais.</p>
<p><strong>A cultura burguesa brasileira</strong></p>
<p>Não é novidade que, no início do século XX, a incipiente intelectualidade brasileira, composta em sua maioria pelos jovens filhos das elites que estudavam na Europa e voltavam ao país, passava por uma crise de identidade, como ocorreu com todas as ex-colônias européias emancipadas entre os séculos XVII e XX ao redor do mundo. Duas perspectivas levavam a um impasse: de um lado, a cultura européia, moderna, vibrante, mas associada à ex-metrópole colonial. De outro, uma cultura bruta, neonaturalista e sertaneja, quase crua. Os modernistas resolveram o paradoxo com a antropofagia, basicamente hacker: não renegaram nenhum dos dois mundos para criar novas formas de expressão. Pelo contrário, ao invés de tentar começar uma nova cultura do zero, misturaram elementos da cultura européia com a cultura brasileira. Vestiram a cultura popular de raiz com a experimentação formal do primeiro mundo.</p>
<p>Fenômeno semelhante ocorreu no final dos anos 70 com a Tropicália. Uniram o samba ao roquenrou, adaptando a linguagem comum da contracultura mundial com o sotaque local.</p>
<p><strong>A economia pirata</strong></p>
<p>Premida por uma situação econômica em condições cada vez piores, pressionada pela dificuldade de encontrar colocação e subsistência na economia formal, grande parte da população no Brasil migrou nas últimas duas décadas para a economia informal. Caracterizada por um dinamismo e por uma espécie de empreendedorismo na gambiarra, esse mundo alternativo de trabalho, que possui seu próprio círculo de produção e distribuição, envolve hoje praticamente metade da população considerada &#8220;economicamente ativa&#8221; no Brasil, e mais uma grande quantidade de jovens e idosos. Possui suas formas de uma mídia mambembe que, se não se assemelha à mídia tática do primeiro mundo, também chega, de maneira emergente, a questionar os domínios da propriedade intelectual e do poder da mídia de massa, em especial o branding corporativo. Outros elementos da ética hacker presentes na economia pirata:</p>
<p>* colaboração;</p>
<p>* descentralização;</p>
<p>* ênfase na reputação;</p>
<p>* informalidade.</p>
<p><strong>O mutirão</strong></p>
<p>Maratimba descreveu uma analogia do puxadinho feito em mutirão com o princípio do<em> Release Early, Release Often</em>, que corre um certo risco de ser uma visão estereotipada, mas que funciona como símbolo:</p>
<p><em>Começo | Barraco &#8211; &#8220;Vamo botar essa porra em pé!&#8221;</p>
<p>Sabe como é? Menos é mais. Minimalismo funcionalista.</p>
<p>Expansão | Puxadinho &#8211; &#8220;Chame os amigos e ponha água no feijão&#8221;</p>
<p>Contemplar o máximo de necessidades. Refinamento e oferta de adicionais.</p>
<p>Refundação | Alvenaria &#8211; &#8220;Tá na hora de botar ordem na casa&#8221;</em></p>
<p><em>Revisão de erros e melhoria da qualidade geral. Consistência de dados e de interface E agora? Subi um barraco? Puxei um quarto pras crianças e um banheiro do lado de fora? Troquei os aglomerados e madeirites por tijolo e telha? Basta seguir a vida e esperar. Se precisar de mais teto, você pode construir a famosa casa nos fundos ou o mais popular segundo andar.</em><br />
<strong><br />
Comunidades periféricas interconectadas</strong></p>
<p>As autoridades, a academia e a sociedade civil já acordaram para as possibilidades de transformação que as tecnologias de informação e comunicação trazem para a melhoria de vida das populações periféricas. As duas primeiras fases da &#8220;inclusão digital&#8221; tinham lá suas falhas, mas podem ser encaradas como um bom começo. Há um paralelo com um movimento que Mario de Andrade fez no século passado, de planejar expedições ao Brasil rural em busca de uma suposta cultura brasileira. Hoje, sabendo que cerca de 70% da população brasileira vive na periferia das grandes cidades, esses projetos têm o potencial de mapear e consolidar as características de cada comunidade e integrá-las às conversações mundializadas. É questão de adaptar as tecnologias às necessidades das pessoas, e não o contrário. Vamos nos esforçando.</p>
<p>* Observações da moderadora Rita de Oliveira. Obrigado, Rita.</p>
<p>** Lucia Leão comentou que o site preferido de Roy Ascott é um site sobre Umbanda. Não tenho o link aqui, vou pedir à Lucia.</p>
<p>Comentários</p>
<p>Lucia Leão</p>
<p>O site indicado pelo Roy é: <a href="http://www.umbandaracional.com.br/">http://www.umbandaracional.com.br/</a></p>
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		<title>descartografia do saci</title>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 17:53:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
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<p>- hei, um real, devolve meu um real aí ou dá o doce.<br />
- não vou dar o doce, ces não pagaram pelo doce&#8230;   </p>
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		<title>Manual prático imagético de como colorir FORA da linha</title>
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		<pubDate>Wed, 28 May 2008 18:44:49 +0000</pubDate>
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desenho encontrado nos arredores do 8|8.</p>
<p>a) sugestão de treinamento: temas tecnológicos.<br />
.</p>
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		<title>vale da vida</title>
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		<pubDate>Wed, 28 May 2008 12:28:37 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/imagemarea.jpg" alt="" title="imagemarea" width="290" height="357" class="aligncenter size-full wp-image-2527" /></p>
<p>Área particular de 30.000 m², localizada no sítio do artista plástico Sebastião Marcos de Souza, no município de Cornélio Procópio-PR. Foi averbada como reserva florestal com objetivo futuro de transformar-se em RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) ficando assim como um exemplo de 100% de preservação. Uma vez formada a mata, este local representará um obstáculo para fazer parar o crescimento da cidade que caminha nesta direção&#8230;</p>
<p>Este trabalho é o resultado de uma pesquisa que traz em sua parte prática resultados positivos para o meio ambiente desde a sua implantação, busca partir de uma posição crítica para uma ação produtiva, conseguindo com isso uma aproximação entre arte e vida.</p>
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		<title>arte em circulação</title>
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		<pubDate>Tue, 27 May 2008 12:53:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[arte em circulação curitiba caixa cultural abertura 27 de maio &#8211; 17:30h fechamento 15 de junho 20h vídeos/ registros/ falas/ convivência/ impressos/ ações]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/convite_virtual_cartaz.jpg" alt="" title="convite_virtual_cartaz" width="300" height="496" class="aligncenter size-full wp-image-2529" /></p>
<p>arte em circulação<br />
curitiba<br />
caixa cultural<br />
abertura 27 de maio &#8211; 17:30h<br />
fechamento 15 de junho 20h<br />
vídeos/ registros/ falas/ convivência/ impressos/ ações</p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/convite_virtual_a.jpg" alt="" title="convite_virtual_a" width="282" height="813" class="aligncenter size-full wp-image-2530" /></p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/convite_virtual_mesa.jpg" alt="" title="convite_virtual_mesa" width="301" height="373" class="aligncenter size-full wp-image-2531" /></p>
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		<title>Mamelucovich: 2041 e o Subtropicalismo Tardio</title>
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		<pubDate>Thu, 22 May 2008 13:15:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[CANTOR: Orquestra Organismo e/ou Pan&#38;Tone CANSSÂO: Mamelucovich: 2041 e o Subtropicalismo Tardio [MEDIA=5]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>CANTOR:</strong> <em><span style="text-decoration: line-through;">Orquestra Organismo e/ou Pan&amp;Tone</span><br />
</em></p>
<p><strong>CANSSÂO:</strong> <em>Mamelucovich: 2041 e o Subtropicalismo Tardio</em></p>
<p>[MEDIA=5]</p>
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		<title>gringo in rio</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2705</link>
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		<pubDate>Wed, 21 May 2008 17:50:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As desaventuras nada românticas de um gringo no carnaval carioca. Documentário &#8211; 2006]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/gringo_in_rio_cartaz_500.jpg'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/gringo_in_rio_cartaz_500.jpg" alt="" title="gringo_in_rio_cartaz_500" width="500" height="707" class="alignnone size-full wp-image-2706" /></a></p>
<p>As desaventuras nada românticas de um gringo no carnaval carioca.</p>
<p>Documentário &#8211; 2006</p>
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		<title>aniversário pirata &#8211; panetone em infinito pelo infinito</title>
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		<pubDate>Tue, 20 May 2008 17:36:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[glerm 11mai2008: Oi amigos, Ja dando o recado mas vou dar de novo várias vezes essa semana. Dia 17 de maio próximo sábado estamos querendo pilhar a inauguração oficial do espaço 8!8 aqui no água verde. mapa: http://casa.devolts.org Aproveitando também que é meu aniversário! Vai estar presente também o amigo pan&#038;tone de Porto Alegre com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>glerm 11mai2008:</strong> Oi amigos,<br />
Ja dando o recado mas vou dar de novo várias vezes essa semana.<br />
Dia 17 de maio próximo sábado estamos querendo pilhar a inauguração oficial do espaço 8!8 aqui no água verde.<br />
mapa: http://casa.devolts.org<br />
Aproveitando também que é meu aniversário! <img src='http://organismo.art.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
Vai estar presente também o amigo pan&#038;tone de Porto Alegre com seus brinquedinhos eletrônicos hackeados dialogando com toscolão e toscolissess.<br />
Aliás durante todo o fim de semana vai rolar uma imersão de artesanato de volts, pra quem quiser aparecer.<br />
Queria pedir para amigos que querm fazer um som que tragam instrumentos e amps, pois a tendencia é rolar barulho.<br />
E também pedir se alguem poderia me descolar um projetor, pra gente fazer uma sessão de filmes e afins.<br />
que tal?<br />
<strong>claudia 12mai2008:</strong> Legal, Seção de filmes!<br />
Seria bom se alguém pudesse emprestar um projetor ou ajudar no aluguel de um, custa R$ 100,00 a diária.<br />
<strong>barbara 14mai2008:</strong> Glerm, Feliz aniversario pra vc e pro 818 !! Um ano cheio de luz e brisa!!<br />
<strong>balbino 15mai2008: </strong>ja to acendendo as velas! será que rola uma promoção do avião??<br />
caralha santos dumont</p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/00imagem818.jpg"/><br />
<strong>818 17mai2008:</strong> caraia glerm e panetone!</p>
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		<title>waking life</title>
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		<pubDate>Tue, 20 May 2008 13:39:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
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		<description><![CDATA[Escolha uma cor. - Azul. - A-Z-U-L. Escolha um número. - Oito. - 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8. Escolha outro número. - Quinze. - 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15. Escolha outro número. - Seis. - Pronto. &#8220;Sonho é destino.&#8221; sonho é destino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/wakinglife.jpg"/><br />
Escolha uma cor.<br />
- Azul.<br />
- A-Z-U-L. Escolha um número.<br />
- Oito.<br />
- 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8.<br />
Escolha outro número.<br />
- Quinze.<br />
- 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15.<br />
Escolha outro número.<br />
- Seis.<br />
- Pronto.<br />
&#8220;Sonho é destino.&#8221;<br />
sonho é destino<br />
Vamos lá.<br />
Rock&#8217;n'roll.<br />
Cordas graves. Agora!<br />
Sara, tente aquilo que você tinha me perguntado antes.<br />
Pode tentar com maior definição?<br />
- Experimente. Veja o que acha.<br />
- Aquele assim?<br />
Mas quero que tenha um som rico e quase ondulado por estar ligeiramente desafinado.<br />
- Você quer&#8230;<br />
- Ligeiramente dissociado.<br />
Era o que eu estava pensando.<br />
Estamos fazendo&#8230;<br />
- Isso. Isso mesmo.<br />
- Está bem.<br />
Caprichado, gente!<br />
Certo, do compasso 20, por favor.<br />
Estamos recomeçando do 20.<br />
Um, dois, três.<br />
Oi, sou eu.<br />
Acabei de chegar.<br />
Achei que filaria uma carona, mas deixa pra lá.<br />
Posso pegar um táxi, ou coisa parecida.<br />
Talvez nos encontremos mais tarde ou algo assim.<br />
Alto lá, marujo! Está preparado para pegar o caminho mais longo?<br />
Precisa de uma carona?<br />
Estava esperando um táxi, mas&#8230;<br />
Está bem. Não perca o barco.<br />
- Obrigado.<br />
- Não há de quê.<br />
Içar âncoras!<br />
O que acha do meu barco?<br />
Ele vale pela vista. V-I-S-T-A.<br />
Para se ver com os olhos.<br />
Meu meio de transporte deve refletir a minha personalidade. Voilà!<br />
Esta é a minha janela para o mundo.<br />
A cada minuto, um novo espetáculo.<br />
Posso não compreendê-lo ou concordar com ele&#8230;<br />
mas eu o aceito e acompanho a maré.<br />
Siga com a corrente.<br />
O mar jamais rejeita um rio.<br />
A idéia é manter-se em um estado de partida, mesmo ao chegar.<br />
Economiza-se em apresentações e em despedidas.<br />
A viagem não requer explicações, apenas passageiros.<br />
É aí que entram vocês.<br />
É como se chegássemos ao planeta com uma caixa de lápis de cera.<br />
Pode-se ganhar a caixa de 8, ou a de 16&#8230;<br />
mas o segredo é o que você faz com eles e as cores que lhe foram dadas.<br />
Não se preocupe em colorir somente dentro das linhas.<br />
Pinte por fora das linhas e fora da página! Não queira me limitar!<br />
Nos movemos com o oceano.<br />
Não estamos ancorados!<br />
Onde vai querer descer?<br />
Quem, eu? Sou o primeiro? Não sei.<br />
Qualquer lugar está bom.<br />
Apenas me dê um endereço, alguma coisa, está bem?<br />
Faça o seguinte.<br />
Suba mais três ruas.<br />
Vire à direita. Mais 2 quarteirões.<br />
Deixe-o na próxima esquina.<br />
Onde é isso?<br />
Não sei, mas é algum lugar.<br />
E determinará o desenrolar do resto de sua vida.<br />
Hora de desembarcar!<br />
OLHE À SUA DIREITA<br />
Me recuso a ver o Existencialismo como apenas mais um modismo&#8230;<br />
ou uma curiosidade histórica&#8230;<br />
porque ele tem algo importante a oferecer no novo século.<br />
Acho que estamos perdendo as virtudes de vivermos apaixonadamente&#8230;<br />
de assumirmos a responsabilidade por quem somos&#8230;<br />
de tentarmos realizar algo e nos sentirmos bem em relação à vida.<br />
O Existencialismo é, às vezes, visto como uma filosofia do desespero&#8230;<br />
mas eu penso que ele é o contrário.<br />
Sartre disse, certa vez, que nunca teve um dia de desespero em sua vida.<br />
O que esses pensadores nos ensinam&#8230;<br />
exuberância de sensações.<br />
Como se sua vida fosse a sua obra a ser criada.<br />
Eu li os pós-modernos com interesse, com admiração até.<br />
Mas sempre tenho uma péssima e incômoda sensação&#8230;<br />
de que algo essencial está sendo deixado de fora.<br />
Quanto mais se fala sobre o ser humano&#8230;<br />
como um construto social ou uma confluência de forças&#8230;<br />
ou como fragmentado, ou marginalizado&#8230;<br />
abre-se todo um novo universo de desculpas.<br />
Quando Sartre fala de responsabilidade, não é abstrato.<br />
Não se trata do tipo de eu ou de alma de que falam os teólogos.<br />
É algo concreto.<br />
Somos nós, falando&#8230;<br />
tomando decisões e assumindo as conseqüências.<br />
Há seis bilhões de pessoas no mundo, é verdade.<br />
No entanto, suas ações fazem diferença.<br />
Servem de exemplo.<br />
A mensagem é: não devemos jamais nos eximir&#8230;<br />
e nos vermos como vítimas de várias forças.<br />
Quem nós somos é sempre uma decisão nossa.<br />
A criação vem da imperfeição.<br />
Parece ter vindo de um anseio e de uma frustração.<br />
É daí, eu acho, que veio a linguagem.<br />
Quero dizer, veio do nosso desejo de transcender o nosso isolamento&#8230;<br />
e de estabelecer ligações uns com os outros.<br />
Devia ser fácil quando era só uma questão de mera sobrevivência.<br />
&#8220;Água&#8221;. Criamos um som para isso.<br />
&#8220;Tigre atrás de você!&#8221;<br />
Criamos um som para isso.<br />
Mas fica realmente interessante, eu acho&#8230;<br />
quando usamos esse mesmo sistema de símbolos&#8230;<br />
para comunicar tudo de abstrato e intangível que vivenciamos.<br />
O que é &#8220;frustração&#8221;?<br />
Ou o que é &#8220;raiva&#8221; ou &#8220;amor&#8221;?<br />
Quando eu digo &#8220;amor&#8221;&#8230;<br />
o som sai da minha boca e atinge o ouvido de outra pessoa&#8230;<br />
viaja através de um canal labiríntico em seu cérebro&#8230;<br />
através das memórias de amor ou de falta de amor.<br />
O outro diz que compreende, mas como sei disso? As palavras são inertes.<br />
São apenas símbolos.<br />
Estão mortas. Sabe?<br />
E tanto da nossa experiência é intangível.<br />
E, ainda assim, quando nos comunicamos uns com os outros&#8230;<br />
e sentimos ter feito uma ligação, e termos sido compreendidos&#8230;<br />
acho que temos uma sensação quase como uma comunhão espiritual.<br />
Essa sensação pode ser transitória, mas é para isso que vivemos.<br />
Estuda-se o desenvolvimento humano pela evolução do organismo&#8230;<br />
e sua interação ambiental.<br />
A evolução do organismo começa com a evolução através do hominídeo&#8230;<br />
até a evolução do homem, o Neanderthal, o Cro-Magnon.<br />
Ora, o que temos aqui são três eixos.<br />
O biológico, o antropológico, o desenvolvimento das culturas&#8230;<br />
e o cultural, que é a expressão humana.<br />
O que se viu foi a evolução de populações, não de indivíduos.<br />
Pense na escala temporal em questão.<br />
A vida tem dois bilhões de anos, o hominídeo, seis milhões.<br />
A humanidade, como a conhecemos hoje, tem 100 mil anos.<br />
Percebe como o paradigma evolutivo vai se estreitando?<br />
Quando se pensa na agricultura, na revolução científica e industrial&#8230;<br />
são apenas 10 mil anos, 400 anos, 150 anos.<br />
Vê-se um estreitamento crescente da temporalidade evolutiva.<br />
À medida em que entramos na nova evolução&#8230;<br />
ela se estreitará ao ponto em que a veremos no curso de uma vida.<br />
Há dois novos eixos evolutivos, vindos de dois tipos de informação.<br />
O digital e o analógico. O digital é a inteligência artificial.<br />
O analógico resulta da biologia molecular e da clonagem.<br />
Une-se os dois com a neurobiologia.<br />
Sob o antigo paradigma, um morreria, o outro dominaria.<br />
Sob o novo paradigma, eles existem como um grupamento&#8230;<br />
cooperativo e não-competitivo, independente do meio externo.<br />
Assim, a evolução torna-se um processo individualmente centrado&#8230;<br />
emanando do indivíduo&#8230;<br />
não um processo passivo onde o indivíduo está sujeito ao coletivo.<br />
Produz-se, então, um neo-humano&#8230;<br />
com uma nova individualidade, uma nova consciência.<br />
Esse é apenas o começo do ciclo.<br />
À medida que ele se desenvolve, a fonte é esta nova inteligência.<br />
Enquanto as inteligências e as habilidades se sobrepõem&#8230;<br />
a velocidade muda até atingir-se um crescendo.<br />
Imagine, uma realização instantânea do potencial humano e neo-humano.<br />
Isso pode ser a amplificação do indivíduo&#8230;<br />
a multiplicação de existências individuais paralelas&#8230;<br />
onde o indivíduo não mais estaria restrito pelo tempo e pelo espaço.<br />
E estas manifestações desta neo-humana evolução&#8230;<br />
poderiam ser dramaticamente imprevisíveis.<br />
A antiga evolução é fria, é estéril. É eficiente.<br />
Suas manifestações são aquelas da adaptação social.<br />
Trata-se de parasitismo, dominação, moralidade&#8230;<br />
guerra, predação.<br />
Essas coisas ficarão sujeitas à falta de ênfase e de evolução.<br />
O novo paradigma nos daria as marcas&#8230;<br />
da verdade, da lealdade, da justiça e da liberdade.<br />
Estas seriam as manifestações desta evolução. Isso é o que nós esperamos.<br />
O homem autodestrutivo sente-se totalmente alienado e solitário.<br />
Ele é um excluído da comunidade<br />
Ele diz para si mesmo:<br />
&#8220;Eu devo estar louco&#8221;.<br />
O que ele não percebe é que a sociedade, assim como ele próprio&#8230;<br />
tem um interesse em perdas consideráveis, em catástrofes.<br />
Guerras, fome, enchentes atendem a necessidades bem-definidas.<br />
O homem quer o caos.<br />
Na verdade, ele precisa disso.<br />
Depressão, conflitos, badernas, assassinatos. Toda essa miséria.<br />
Somos atraídos a esse estado quase orgiástico gerado pela destruição.<br />
Está em todos nós.<br />
Nos deliciamos com isso.<br />
A mídia forja um quadro triste, pintando-as como tragédias humanas.<br />
Mas a função da mídia não é a de eliminar os males do mundo.<br />
Ela nos induz a aceitar esses males e a nos acostumarmos a viver com eles.<br />
O sistema quer que sejamos observadores passivos.<br />
Você tem um fósforo?<br />
Eles não nos deram qualquer outra opção, à exceção do ato&#8230;<br />
participativo ocasional e puramente simbólico do &#8220;voto&#8221;.<br />
Você prefere o fantoche da direita ou o fantoche da esquerda?<br />
É chegado o momento de eu projetar minhas inadequações e insatisfações&#8230;<br />
nos esquemas sociopolítico e científico.<br />
Deixar que minha própria falta de voz seja ouvida.<br />
Não me sai da cabeça algo que você me disse.<br />
- Algo que eu disse?<br />
- É.<br />
Sobre a sensação de que você observa a sua vida&#8230;<br />
da perspectiva de uma velha à beira da morte. Lembra?<br />
Ainda me sinto assim, às vezes.<br />
Como se visse minha vida atrás de mim.<br />
Como se minha vida desperta fossem lembranças.<br />
Exatamente.<br />
Ouvi dizer que Tim Leary, quando estava morrendo, disse&#8230;<br />
que olhava para seu corpo que estava morto, mas seu cérebro estava vivo.<br />
Aqueles 6 a 12 minutos de atividade cerebral depois que tudo se apaga.<br />
Um segundo nos sonhos é infinitamente mais longo do que na vida desperta.<br />
- Entende?<br />
- Claro.<br />
Tipo, eu acordo às 10:12h.<br />
Então, eu volto a dormir&#8230;<br />
e tenho sonhos longos, complexos, que parecem durar horas. Aí eu acordo e&#8230;<br />
são 10:13h.<br />
Exato. Então aqueles 6 a 12 minutos de atividade cerebral&#8230;<br />
podem ser a sua vida inteira.<br />
Você é aquela velha, olhando para trás e vendo tudo.<br />
Se eu sou, o que você seria nisso?<br />
O que eu sou agora.<br />
Quero dizer, talvez eu só exista na sua mente.<br />
Eu sou apenas tão real quanto qualquer outra coisa.<br />
Andei pensando sobre algo que você disse.<br />
Sobre reencarnação, e de onde todas as novas almas vêm ao longo do tempo.<br />
Todo mundo sempre&#8230;<br />
diz ser a reencarnação de Cleópatra ou de Alexandre, o Grande.<br />
Não passam de bestas quadradas, como todo mundo.<br />
Quer dizer, é impossível.<br />
A população mundial duplicou nos últimos 40 anos.<br />
Então, se você acredita nessa história egóica de ter uma alma eterna&#8230;<br />
há 50% de chance da sua alma ter mais de 40 anos.<br />
Para que ela tenha mais de 150 anos, é uma chance em seis.<br />
Está dizendo que reencarnação não existe? Ou somos todos almas jovens?<br />
Metade de nós é de humanos de primeira viagem? O que você está&#8230;?<br />
- Quero dizer&#8230;<br />
- Aonde você quer chegar?<br />
Eu acredito que a reencarnação é uma expressão poética&#8230;<br />
do que é a memória coletiva.<br />
Eu li um artigo de um bioquímico, não faz muito tempo.<br />
Ele dizia que, quando um membro de uma espécie nasce&#8230;<br />
ele tem um bilhão de anos de memória para usar.<br />
É assim que herdamos nossos instintos.<br />
Eu gosto disso. É como se houvesse&#8230;<br />
uma ordem telepática<br />
da qual nós fazemos parte&#8230;<br />
conscientes ou não.<br />
Isso explicaria os saltos&#8230;<br />
aparentemente espontâneos, universais e inovadores na ciência e na arte.<br />
Como os mesmos resultados surgindo em toda parte, independentemente.<br />
Um cara num computador descobre algo e, simultaneamente&#8230;<br />
várias outras pessoas descobrem a mesma coisa.<br />
Houve um estudo em que isolaram um grupo por um tempo&#8230;<br />
e monitoraram suas habilidades em fazer palavras cruzadas&#8230;<br />
em relação à população em geral.<br />
Então, deram-lhes um jogo da véspera, que as pessoas já tinham respondido.<br />
A sua pontuação subiu dramaticamente.<br />
Tipo 20%.<br />
É como se, uma vez que as respostas estão no ar, pudessem ser pescadas.<br />
É como se estivéssemos partilhando nossas experiências telepaticamente.<br />
Pegarei vocês, seus putos, nem que seja meu último ato.<br />
Vocês pagarão pelo que fizeram comigo.<br />
Por cada segundo que eu passar neste buraco do inferno&#8230;<br />
farei com que passem um ano vivendo no inferno!<br />
Vocês me implorarão para que eu os deixe morrer. Mas não, ainda não.<br />
Quero que vocês sofram, seus escrotos!<br />
Vou enrabá-los. Ou talvez enfie uma agulha comprida em seus ouvidos.<br />
Ou um charuto quente em seus olhos.<br />
Nada sofisticado.<br />
Um pouco de chumbo quente em seus rabos?<br />
Ou, ainda melhor, aquela coisa dos Apaches.<br />
Cortarei suas pálpebras.<br />
Apenas ouvirei vocês gritando, seus putos.<br />
Que doce melodia será essa.<br />
Faremos tudo no hospital&#8230;<br />
com médicos e enfermeiras, para que vocês não morram rápido demais.<br />
Sabem qual é a melhor parte?<br />
A melhor parte é que vocês, veados, terão as pálpebras cortadas&#8230;<br />
para que tenham que me assistir fazendo isso a vocês.<br />
Me verão aproximar cada vez mais o charuto dos seus olhos arregalados&#8230;<br />
até que estejam quase enlouquecendo. Mas não exatamente.<br />
Quero que dure muito, muito tempo.<br />
Quero que saibam que sou eu! Sou eu quem estou lhes fazendo isso. Eu!<br />
Aquele psiquiatra frutinha, que ignorância incorrigível!<br />
E aquele velho juiz bêbado babaca.<br />
Que bundão arrogante!<br />
Não julgues para não seres julgado!<br />
Todos vocês vão morrer, seus merdas, no dia em que eu sair deste bueiro.<br />
Eu lhes garanto que se arrependerão de terem me conhecido!<br />
Na visão de mundo atual, a Ciência tomou o lugar de Deus&#8230;<br />
mas alguns problemas filosóficos ainda nos perturbam.<br />
Livre-arbítrio, por exemplo.<br />
Esse problema está na praça desde Aristóteles, em 350 a.C.<br />
Santo Agostinho e São Tomás de Aquino questionavam &#8220;como sermos livres&#8230;<br />
se Deus já sabe tudo o que iremos fazer?&#8221;<br />
Hoje, sabemos que o mundo é regido por leis físicas fundamentais.<br />
Essas leis regem o comportamento de cada objeto do mundo.<br />
Como essas leis são confiáveis, elas viabilizam avanços tecnológicos.<br />
Nós somos sistemas físicos. Arranjos complexos de carbono e de água.<br />
Nosso comportamento não é exceção a essas leis.<br />
Logo, se é Deus programando isto de antemão e sabendo de tudo&#8230;<br />
ou se são leis físicas nos governando, não há muito espaço para a liberdade.<br />
Pode-se querer ignorar o mistério do livre-arbítrio.<br />
Dizer: &#8220;É uma anedota histórica, uma inconsistência.<br />
É uma pergunta sem resposta. Esqueça isso.&#8221;<br />
Mas a pergunta permanece. Quanto a individualidade, quem você é&#8230;<br />
se baseia nas livres escolhas que faz.<br />
Ou pelas quais se responsabiliza.<br />
Só se é responsabilizado, ou admirado, ou respeitado&#8230;<br />
pelas coisas que se faz pela própria escolha.<br />
A pergunta retorna sem cessar e não temos uma solução.<br />
Decisões podem parecer charadas.<br />
Imagine só. Há atividade elétrica no cérebro. Os neurônios disparam&#8230;<br />
enviando um sinal através dos nervos até os músculos. Estes se contraem.<br />
mas cada parte desse processo&#8230;<br />
é governada por leis físicas, químicas, elétricas etc.<br />
Parece que o Big Bang causou as condições iniciais&#8230;<br />
e todo o resto da História humana&#8230;<br />
é a reação de partículas subatômicas às leis básicas da física.<br />
Nós achamos que somos especiais, que temos alguma dignidade.<br />
Isso agora está ameaçado.<br />
Está sendo desafiado por este quadro.<br />
Você pode dizer: &#8220;E quanto à mecânica quântica? Conheço o bastante&#8230;<br />
para saber que é uma teoria probabilística.<br />
É frouxa, não é determinista.<br />
Permite entender o livre-arbítrio.&#8221;<br />
Mas, se olharmos detalhadamente, isso não ajudará&#8230;<br />
porque há as partículas quânticas e o seu comportamento é aleatório.<br />
Elas são meio transgressoras.<br />
Seu comportamento é absurdo&#8230;<br />
e imprevisível. Não podemos estudá-lo com base no que ocorreu antes.<br />
Ele tem um enquadre probabilístico.<br />
Será a liberdade apenas uma questão de probabilidade?<br />
Aleatoriedade em um sistema caótico?<br />
Eu prefiro ser uma engrenagem em uma máquina física e determinista&#8230;<br />
que uma transgressão aleatória.<br />
Não podemos ignorar o problema. Temos que incluir pessoas nesta perspectiva.<br />
Não apenas corpos, mas pessoas.<br />
Há a questão da liberdade&#8230;<br />
espaço para escolha, responsabilidade e para entender a individualidade.<br />
&#8220;Não se pode nada contra o Estado.&#8221;<br />
&#8220;Morte e impostos. &#8221; &#8220;Não fale sobre política ou religião.&#8221;<br />
Isto é equivalente à propaganda inimiga.<br />
Renda-se, soldado!<br />
Renda-se, soldado!<br />
Vimos isso no século 20. Agora, no século 21, precisamos enxergar&#8230;<br />
que não podemos ficar encurralados neste labirinto.<br />
Não devemos nos submeter à desumanização!<br />
Me preocupa o que está acontecendo neste mundo.<br />
Me preocupa a estrutura, os sistemas de controle.<br />
Os que controlam a minha vida e os que querem controlá-la ainda mais.<br />
Eu quero liberdade!<br />
E é isso que você devia querer!<br />
Cabe a cada um de nós deixar de lado a ganância, o ódio, a inveja&#8230;<br />
as inseguranças, seu modo de controle.<br />
Nos sentimos patéticos, pequenos&#8230;<br />
e abrimos mão, voluntariamente, da soberania, da liberdade e do destino.<br />
Precisamos nos conscientizar de que somos condicionados em massa.<br />
Desafie o Estado escravo das corporações!<br />
O século 21 é um novo século.<br />
Não é um século de escravidão&#8230;<br />
de mentiras e questões irrelevantes&#8230;<br />
de classicismo, estadismo e outras modalidades de controle.<br />
Será a era em que a humanidade defenderá algo puro e correto.<br />
Que monte de lixo. Democratas liberais, republicanos conservadores.<br />
Dois lados da mesma moeda!<br />
Duas equipes gerenciais&#8230;<br />
brigando pelo cargo máximo da Escravidão Ltda.!<br />
A verdade está lá, mas eles estendem um bufê de mentiras.<br />
Estou farto! E não aceito nem mais um quinhão!<br />
A resistência não é fútil!<br />
Nós venceremos!<br />
A humanidade é boa demais.<br />
Não somos fracassados!<br />
Nos ergueremos e seremos humanos!<br />
Nos empolgaremos com coisas reais!<br />
A criatividade e o espírito humano dinâmico que recusa-se a submeter-se!<br />
Bem, isso é tudo o que tenho a dizer.<br />
Está nas suas mãos.<br />
O desafio é o de nos libertarmos do negativo&#8230;<br />
que nada mais é do que nossa própria vontade do nada.<br />
Uma vez tendo dito sim ao instante, a afirmação é contagiosa.<br />
Ela explode numa cadeia de afirmações que não conhece limites.<br />
Dizer sim a um instante&#8230;<br />
é dizer sim a toda a existência.<br />
O personagem principal é o que chamo de &#8220;a mente&#8221;.<br />
Sua mestria, sua capacidade de representação.<br />
Historicamente, muito se tentou&#8230;<br />
conter experiências que ocorrem à beira do limite&#8230;<br />
nas quais a mente está vulnerável.<br />
Mas creio que estamos em um momento muito significativo da História.<br />
Esses momentos, que poderíamos chamar de limítrofes, fronteiriços&#8230;<br />
experiências de Zona X, hoje, tornam-se a norma.<br />
Essas multiplicidades e distinções transmitem diferenças, gerando&#8230;<br />
grande dificuldade à velha mente.<br />
E, entrando através de sua essência mesma&#8230;<br />
saboreando e sentindo a sua singularidade&#8230;<br />
pode-se avançar na direção daquela coisa comum&#8230;<br />
que os mantém unidos.<br />
Então o personagem principal é para essa nova mente&#8230;<br />
maior, uma mente maior.<br />
Uma mente que ainda virá a ser.<br />
E quando entra-se neste registro&#8230;<br />
pode-se ver uma subjetividade radical.<br />
Afinação radical à individualidade, à singularidade, à mente.<br />
Ela abre-se para uma vasta objetividade.<br />
Então, agora, a história é a do Cosmos.<br />
O momento não é apenas um vazio passageiro, um nada. Ainda assim&#8230;<br />
é a forma pela qual estas passagens secretas ocorrem.<br />
Sim, é vazio de tamanha completude&#8230;<br />
que o grande momento, a grande vida&#8230;<br />
do universo pulsa em seu interior.<br />
E cada um, cada objeto, cada lugar&#8230;<br />
cada ato, deixa uma marca.<br />
E esta história é singular. Mas, na verdade, é uma história após a outra.<br />
Dissolve-se em partículas ligeiras que giram.<br />
Ora me movo rapidamente, ora o tempo o faz. Nunca os dois simultaneamente.<br />
É um estranho paradoxo.<br />
Estou mais perto do fim da minha vida do que jamais estive&#8230;<br />
mas sinto, mais do que nunca, que tenho todo o tempo do mundo.<br />
Quando era mais jovem, havia necessidade de&#8230;<br />
certeza. Eu precisava chegar ao fim do caminho.<br />
Sei o que quer dizer.<br />
Eu me lembro que pensava&#8230;<br />
&#8220;Um dia, aos 30 e poucos anos, talvez&#8230;<br />
tudo irá, de algum modo, se acomodar, parar. Simplesmente acabar.&#8221;<br />
É como se houvesse um platô&#8230;<br />
me esperando. Eu estava escalando.<br />
Quando eu chegasse ao topo&#8230;<br />
Mas isso não aconteceu, ainda bem.<br />
Na juventude, não levamos em conta a nossa curiosidade.<br />
Isso é que é incrível de sermos humanos.<br />
Sabe o que Benedict Anderson diz sobre a identidade?<br />
Ele fala sobre, digamos, uma foto de bebê.<br />
Você pega uma imagem bidimensional e diz: &#8220;Sou eu&#8221;.<br />
Para ligar o bebê dessa imagem estranha a você, no presente&#8230;<br />
é preciso criar uma história.<br />
&#8220;Esta sou eu quando tinha 1 ano.<br />
Depois, tive cabelos compridos&#8230;<br />
e depois nos mudamos para Riverdale, e aqui estou.&#8221;<br />
Então, a história necessária é, na verdade, uma ficção&#8230;<br />
para tornar você e o bebê idênticos.<br />
- Para criar sua identidade.<br />
- O engraçado é que&#8230;<br />
nossas células se regeneram totalmente a cada sete anos.<br />
Já fomos várias pessoas diferentes.<br />
E, no entanto, sempre permanecemos sendo, em essência, nós mesmos.</p>
<p>BARULHO E SILÊNCIO</p>
<p>A dúvida tornou-se a nossa narrativa.<br />
A nossa busca era a de uma nova história, a nossa.<br />
Nos agarramos a esta nova história graças à suspeita&#8230;<br />
de que a linguagem comum não poderia contá-la.<br />
Nosso passado parecia congelado, à distância e, cada gesto nosso&#8230;<br />
significava a negação do velho mundo e a tentativa de alcançar o novo.<br />
O modo como vivíamos criou uma situação de exuberância e amizade.<br />
Uma micro sociedade subversiva no coração de uma sociedade ignorante.<br />
A arte não era a meta, mas a ocasião e o meio de localizarmos nosso ritmo&#8230;<br />
e as possibilidades enterradas de nossa época.<br />
Tratava-se da verdadeira descoberta da comunicação. Ou a busca disso.<br />
Encontrá-la e perdê-la.<br />
Nós, os inquietos, continuamos procurando&#8230;<br />
preenchendo o silêncio com desejos, temores, fantasias.<br />
Movidos pelo fato de que, ainda que o mundo parecesse vazio&#8230;<br />
ainda que parecesse degradado e desgastado&#8230;<br />
qualquer coisa seria possível.<br />
Dadas as circunstâncias certas&#8230;<br />
um mundo novo era tão provável quanto um antigo.<br />
Existem dois tipos de sofredores&#8230;<br />
aqueles que sofrem da falta de vida&#8230;<br />
e os que sofrem da abundância excessiva da vida.<br />
Eu sempre me posicionei na segunda categoria.<br />
Quando se pensa nisso, quase todo comportamento e atividade humana&#8230;<br />
são, essencialmente, nada diferentes do comportamento animal.<br />
As mais avançadas tecnologias e artefatos levam-nos, no máximo&#8230;<br />
ao nível do super-chimpanzé.<br />
Na verdade, o hiato entre Platão ou Nietzsche e o humano mediano&#8230;<br />
é maior do que o que há entre o chimpanzé e o humano mediano.<br />
O reino do verdadeiro espírito&#8230;<br />
o artista verdadeiro, o santo, o filósofo, é raramente alcançado.<br />
Por que tão poucos?<br />
Por que a História e a evolução não são histórias de progresso&#8230;<br />
mas uma interminável e fútil adição de zeros?<br />
Nenhum valor maior se desenvolveu.<br />
Ora, os gregos, há 3.000 anos, eram tão avançados quanto somos hoje.<br />
Quais são as barreiras que impedem as pessoas&#8230;<br />
de alcançarem, minimamente, o seu verdadeiro potencial?<br />
A resposta a isso pode ser encontrada em outra pergunta, que é&#8230;<br />
qual é a característica humana mais universal?<br />
O medo&#8230;<br />
ou a preguiça?<br />
O que está escrevendo?<br />
Um romance.<br />
Qual é a história?<br />
Não há história. São só&#8230;<br />
pessoas, gestos, momentos.<br />
Fragmentos de sensações.<br />
Emoções evanescentes.<br />
Em resumo&#8230;<br />
as maiores histórias já contadas.<br />
Você está na história?<br />
Acho que não.<br />
Mas estou meio que lendo-a para depois escrevê-la.<br />
Foi no deserto, no meio do nada, a caminho de Las Vegas.<br />
Então, sabe, de tempos em tempos, um carro parava para abastecer.<br />
Era o último posto antes de Las Vegas.<br />
Havia uma cadeira e uma caixa registradora. Não cabia mais nada.<br />
Eu estava dormindo e ouvi um barulho.<br />
Sabe, como se fosse na minha cabeça.<br />
Então eu me levantei&#8230;<br />
andei até lá fora e fiquei parado na beirada&#8230;<br />
onde o posto de gasolina acaba.<br />
Sabe, na entrada de carros.<br />
Esfreguei meus olhos, tentando enxergar o que estava havendo.<br />
E lá longe, do outro lado do posto, havia uns pneus enfileirados&#8230;<br />
presos com correntes.<br />
E percebo que há uma van Econoline lá perto.<br />
E um cara sem camisa.<br />
E ele está carregando a van Econoline&#8230;<br />
com todos aqueles pneus.<br />
Ele está com os dois últimos pneus nas mãos.<br />
Ele os empurra para dentro da van.<br />
E eu, é claro, digo, &#8220;Ei, você!&#8221;<br />
O cara então se vira.<br />
Ele está sem camisa. Está suando.<br />
Forte como um armário.<br />
Saca uma faca de 3 centímetros&#8230;<br />
Eu penso&#8230;<br />
&#8220;Isto está errado.&#8221;<br />
Eu entrei&#8230;<br />
enfiei a mão atrás do caixa, onde o dono guardava um revólver 41.<br />
Eu saquei a arma&#8230;<br />
destravei-a&#8230;<br />
e quando me virei, ele estava entrando pela porta. Eu vi seus olhos.<br />
Nunca esquecerei os olhos daquele cara.<br />
Ele tinha maus pensamentos a meu respeito em seus olhos.<br />
Disparei uma vez e acertei nele, bum, bem no peito.<br />
Bang! Tão rápido quanto ele entrou pela porta, ele saiu.<br />
Foi parar entre as duas bombas, comum e aditivada.<br />
Devia estar drogado, com anfetaminas ou algo assim, pois ficou de pé.<br />
Ele ainda estava com a faca e havia sangue cobrindo o seu peito todo.<br />
Ele se levantou e fez isso, só se mexeu um pouco. Fiquei chocado.<br />
Então, segurei o gatilho, bati no tambor, como antigamente&#8230;<br />
e o lancei para fora do posto.<br />
Desde então, eu sempre carrego isto.<br />
Uma população bem armada é  a melhor defesa contra a tirania.<br />
Um brinde a isso.<br />
Sabe, não uso isto há muito tempo, nem sei se ainda funciona.<br />
Puxe o gatilho e descubra.<br />
Oi, cara. Você deve ter saído ou algo do gênero.<br />
Me lembre de te contar sobre o sonho que eu tive. Umas coisas engraçadas.<br />
Falou, cara. Então te procuro mais tarde. Certo.<br />
&#8230;na prova de montar em pêlo, Copenhagen William, de Mike Sankey&#8230;<br />
Para fazer uma faixa de chapéu, costure por dentro&#8230;<br />
Não espero pelo futuro&#8230;<br />
ansiando pela salvação, absolvição ou mesmo pela iluminação.<br />
Acredito que esta perfeição falha é suficiente e completa&#8230;<br />
em cada momento inefável e singular.<br />
&#8230;a abelha loira, o vaga-lume, a cobra&#8230;<br />
&#8230;o gnomo lunático de macarrão com meu&#8230;<br />
&#8230;a louvável tradição de feiticeiros, xamãs e visionários&#8230;<br />
que aperfeiçoaram a arte de viajar pelos sonhos&#8230;<br />
o chamado estado lúcido do sonho, no qual, controlando-se os sonhos&#8230;<br />
pode-se descobrir coisas para além da nossa apreensão no estado desperto.<br />
Desfile de Posse de Lyndon B. Johnson<br />
&#8230;o vencedor&#8230;<br />
Ela conta a ele o que Felix está fazendo.<br />
Um único ego é um ponto de vista absurdamente estreito&#8230;<br />
para se abordar esta experiência.<br />
Onde a maioria considera sua relação com o universo&#8230;<br />
eu contemplo relações entre os meus diversos eus.<br />
Enquanto boa parte das pessoas com problemas motores mal se movimentam&#8230;<br />
aos 92 anos, Joy Cullison está por aí, vendo o mundo.<br />
Oi, como vão as coisas?<br />
Dizem que os sonhos somente são reais enquanto duram.<br />
Não podemos dizer isso da vida?<br />
Muitos de nós estão mapeando a relação mente-corpo dos sonhos.<br />
Somos chamados onironautas, exploradores do mundo onírico.<br />
Há dois estados opostos de consciência&#8230;<br />
que de modo algum se opõem.<br />
Na vida desperta, o sistema nervoso inibe a vivacidade das recordações.<br />
É coerente com a evolução.<br />
Seria pouco eficiente se um predador&#8230;<br />
pudesse ser confundido com a lembrança de um outro&#8230;<br />
e vice-versa.<br />
Se a lembrança de um predador&#8230;<br />
gerasse uma imagem perceptiva&#8230;<br />
fugiríamos quando tivéssemos um pensamento amedrontador.<br />
Nossos neurônios serotonínicos inibem as alucinações.<br />
Eles próprios são inibidos no sono REM.<br />
Isso permite que os sonhos pareçam reais, mas bloqueia a concorrência&#8230;<br />
de outras percepções.<br />
Por isso os sonhos são confundidos com a realidade.<br />
Para o sistema funcional de atividade neurológica que cria o nosso mundo&#8230;<br />
não há diferença entre uma percepção ou uma ação sonhadas&#8230;<br />
e uma percepção e uma ação na vida desperta.<br />
Um amigo me disse, certa vez, que o maior erro que podemos cometer&#8230;<br />
é acharmos que estamos vivos&#8230;<br />
quando, na verdade, estamos dormindo na sala de espera da vida.<br />
O segredo é combinarmos as habilidades racionais da vida desperta&#8230;<br />
com as possibilidades infinitas de nossos sonhos.<br />
Se soubermos fazê-lo, poderemos fazer qualquer coisa.<br />
Já teve um emprego que odiava e ao qual se dedicava muito?<br />
Depois de trabalhar o dia todo, você chega em casa, deita e fecha os olhos.<br />
Aí você acorda e percebe que o dia de trabalho havia sido um sonho.<br />
Já é ruim o bastante que vendamos nossa vida desperta por um&#8230;<br />
salário mínimo, mas, agora, eles ficam com seus sonhos de graça.<br />
Oi, cara. O que está fazendo aqui?<br />
Tenho a honra de ser catalisador social do mundo dos sonhos.<br />
Ajudo as pessoas a ficarem lúcidas.<br />
Livre-se do medo e da ansiedade e deixe o rock&#8217;n'roll te levar.<br />
Ficar lúcido? Quer dizer, saber que se está sonhando?<br />
Assim, pode-se controlá-los. São mais realistas que os sonhos não-lúcidos.<br />
Acabei de acordar de um sonho.<br />
Não foi um sonho típico. Eu parecia estar em um universo paralelo.<br />
É, é real. Tecnicamente, é um fenômeno do sono&#8230;<br />
mas podemos nos divertir tanto nos sonhos.<br />
- E todos sabem: diversão é show!<br />
- É.<br />
- O que aconteceu no seu sonho?<br />
- Várias pessoas falavam.<br />
Alguns soavam absurdos, como em um filme estranho.<br />
Quase sempre falavam sobre qualquer coisa, com muita intensidade.<br />
Acordei me perguntando&#8230;<br />
- de onde vieram essas coisas?<br />
- Você pode controlar isso.<br />
- Você costuma ter sonhos assim?<br />
- Sempre procuro aproveitar ao máximo.<br />
Para começar, é preciso que você se dê conta de que está sonhando.<br />
Reconhecer isso.<br />
Deve ser capaz de se perguntar:<br />
&#8220;Isto é um sonho?&#8221;<br />
Quase ninguém se pergunta isso, estando despertos ou adormecidos.<br />
As pessoas sonambulam quando despertas e andam despertas pelos sonhos.<br />
Elas não usufruem muito disso.<br />
O que me fez perceber que eu estava sonhando foi um relógio.<br />
Eu não conseguia ver as horas, como se os circuitos estivessem quebrados.<br />
Se vir um interruptor de luz, veja se ele funciona.<br />
Não se pode fazer isso em um sonho lúcido.<br />
E daí? Posso voar por aí, ter uma conversa com o Albert Schweitzer.<br />
Posso explorar novas dimensões da realidade.<br />
Sem contar que posso fazer sexo como eu quiser. O que é muito maneiro.<br />
Não posso acender a luz. E daí?<br />
Então é isso que você faz para testar se está sonhando ou não?<br />
Você pode se treinar para reconhecer isso.<br />
Teste um interruptor, às vezes.<br />
Se a luz estiver acesa e não conseguir desligá-la, você está sonhando.<br />
Aí, você pode ir ao que interessa.<br />
E é ilimitado.<br />
- Sabe o que tenho experimentado?<br />
- O quê?<br />
É bem ambicioso.<br />
Mas estou ficando cada vez melhor.<br />
Você vai curtir isso.<br />
Visão em 360 graus, cara. Posso ver em todas as direções. Maneiro, né?<br />
É! Cara&#8230;<br />
Bem, preciso ir, cara.<br />
Tchau. Super perfundo no amanhecer antecipado do seu dia.<br />
Que significa isso?<br />
Nunca consegui entender.<br />
Talvez você consiga.<br />
Um cara sempre sussurra isso no meu ouvido.<br />
Louis. É um personagem de sonhos recorrente.</p>
<p>O MOMENTO SAGRADO</p>
<p>O cinema trata, essencialmente&#8230;<br />
da reprodução da realidade, ou seja, a realidade é reproduzida.<br />
Para ele, não é um meio de contar histórias.<br />
Ele acha que&#8230;<br />
que o filme&#8230; Que a literatura é melhor para contar histórias.<br />
Como quando se conta uma piada:<br />
&#8220;Um sujeito entra em um bar&#8230;<br />
e vê um anão.&#8221;<br />
Mas num filme, filma-se um sujeito específico em um&#8230;<br />
bar específico e um anão específico, que tem uma certa aparência.<br />
Para Bazin, a ontologia do filme relaciona-se com&#8230;<br />
o que faz a fotografia&#8230;<br />
Trata-se então daquele sujeito, naquele momento, naquele espaço.<br />
E Bazin é um cristão, então ele acredita&#8230;<br />
em Deus, obviamente, e que tudo&#8230;<br />
Para ele, Deus e a realidade são o mesmo.<br />
Então, o que o filme capta é, na verdade, Deus encarnado, criando&#8230;<br />
e, neste exato momento, Deus estaria se manifestando.<br />
O que o filme capturaria aqui e agora&#8230;<br />
seria Deus nesta mesa, como você, como eu. Deus olhando como nós&#8230;<br />
dizendo e pensando o que pensamos, pois somos todos Deus manifestando-se.<br />
O filme, então, é um registro de Deus, ou do rosto sempre mutante de Deus.<br />
Tem um mosquito. Quer que eu&#8230;?<br />
- Você o matou.<br />
- Matei?<br />
Hollywood transformou o filme em um meio para contar histórias. Pega-se&#8230;<br />
Livros ou histórias, um roteiro e encontra-se alguém que encaixe.<br />
É ridículo. Não deveria se basear no roteiro.<br />
Deveria basear-se na pessoa ou na coisa.<br />
Não é à toa que existe o estrelato.<br />
Trata-se então daquela pessoa&#8230;<br />
ao invés da história.<br />
Truffaut disse que os melhores filmes não são feitos&#8230;<br />
Os melhores roteiros não geram os melhores filmes.<br />
Eles têm uma narrativa que escraviza.<br />
Os melhores filmes são aqueles que não se prendem a essa escravidão.<br />
Então, para mim, a narrativa parece&#8230;<br />
Há capacidade narrativa nos filmes, porque há tempo, como na música.<br />
Mas não se pensa na história da música. Ela surge do momento.<br />
É isso que o filme tem.<br />
Esse momento, que é sagrado.<br />
Este momento é sagrado.<br />
Nós agimos como se não fosse.<br />
Há alguns momentos sagrados, e outros, que não são.<br />
Este momento é sagrado. O filme nos faz ver isso, ele põe isso em quadro.<br />
&#8220;Sagrado, sagrado, sagrado&#8221;. A cada momento. Mas quem viveria assim?<br />
Pois se eu olhasse para você e o tornasse sagrado, eu pararia de falar.<br />
Você estaria no momento.<br />
O momento é sagrado, certo?<br />
É, eu me abriria.<br />
Eu olharia nos seus olhos&#8230;<br />
eu choraria e sentiria coisas, e isso seria falta de educação.<br />
Deixaria você constrangido.<br />
Você poderia rir.<br />
Por que choraria?<br />
Bem, sei lá.<br />
Eu tendo sempre a chorar.<br />
Bem, isso é&#8230;?<br />
Vamos fazer isso agora.<br />
Vamos ter um momento sagrado.<br />
Tudo são camadas.<br />
Há o momento sagrado, depois&#8230;<br />
há a consciência dele. Como nos filmes, o momento acontece&#8230;<br />
aí o personagem finge que está em outra realidade. São camadas.<br />
Eu entrei e saí do momento sagrado, olhando para você.<br />
É uma das razões pelas quais gosto de você. Você me provoca isso.</p>
<p>ESTRADA BLOQUEADA<br />
DESVIO</p>
<p>Se o mundo é falso e nada é real, então tudo é possível.<br />
A caminho de descobrir o que amamos, achamos o que bloqueia nosso desejo.<br />
O conforto jamais será confortável.<br />
Um questionamento sistemático da felicidade.<br />
Corte as cordas vocais dos oradores carismáticos e desvalorize a moeda.<br />
Para confrontar o familiar.<br />
A sociedade é uma fraude tamanha&#8230;<br />
e venal que exige ser destruída sem deixar rastros.<br />
Se há fogo, levaremos gás.<br />
Interrompa a experiência cotidiana e as expectativas que ela traz.<br />
Viva como se tudo dependesse de suas ações.<br />
Rompa o feitiço da sociedade de consumo&#8230;<br />
para que nossos desejos reprimidos possam se manifestar.<br />
Demonstre o que a vida é e o que ela poderia ser.<br />
Para imergirmos no esquecimento dos atos.<br />
Haverá uma intensidade inédita.<br />
A troca de amor e ódio&#8230;<br />
horror e redenção.<br />
A afirmação tão inconseqüente da liberdade, que nega o limite.<br />
- O que está fazendo?<br />
- Não sei bem.<br />
Precisa de ajuda para descer, senhor?<br />
Não, acho que não.<br />
Velho burro.<br />
Não é pior que nós.<br />
Ele é pura ação, sem teoria.<br />
Nós somos pura teoria, sem ação.<br />
Por que está tão sério, Sr. Deborg?<br />
O que faltava, parecia ser irresgatável.<br />
A extrema incerteza da subsistência sem o trabalho&#8230;<br />
fez dos excessos uma necessidade&#8230;<br />
e as rupturas foram definitivas.<br />
Para citar Stevenson&#8230;<br />
&#8220;O suicídio levou muitos.<br />
A bebida e o demônio&#8230;<br />
cuidaram do resto.&#8221;<br />
Ei!<br />
Você é um sonhador?<br />
Sou.<br />
Não tenho visto muitos ultimamente.<br />
As coisas andam difíceis para os sonhadores.<br />
Dizem que o ato de sonhar está morto.<br />
Ninguém mais sonha.<br />
Não está morto.<br />
Foi apenas esquecido.<br />
Removido da nossa linguagem.<br />
Ninguém ensina, então ninguém sabe que existe.<br />
O sonhador é banido à obscuridade.<br />
Estou tentando mudar isso.<br />
Espero que você também esteja&#8230;<br />
sonhando todos os dias.<br />
Sonhando com nossas mãos e mentes.<br />
Nosso planeta está diante dos maiores problemas que já enfrentou.<br />
Não se entedie.<br />
Esta é a época mais fascinante em que poderíamos esperar viver.<br />
E está apenas começando.<br />
Mil anos é um instante.<br />
Não há nada de novo.<br />
O mesmo padrão que se repete.<br />
As mesmas descobertas de antigamente.<br />
Não há nada aqui para mim agora.<br />
Agora me lembro. Isto me aconteceu antes. Por isso eu fui embora.<br />
Está começando a encontrar respostas.<br />
Embora difícil, as recompensas serão ótimas.<br />
Exercite plenamente a sua mente, sabendo ser apenas um exercício.<br />
Construa artefatos, resolva problemas, explore os segredos do universo.<br />
Usufrua de todos os seus sentidos.<br />
Sinta alegria, pesar, riso, empatia.<br />
Leve a memória em sua bagagem.<br />
Eu me lembro de onde vim e como me tornei humano.<br />
Porque estive por aqui. Agora, minha partida está marcada.<br />
Saída. Velocidade de escape.<br />
Não só a eternidade, mas o infinito.<br />
- Desculpe.<br />
- Desculpe.<br />
mas eu não quero ser uma formiga.<br />
Passamos pela vida esbarrando uns nos outros&#8230;<br />
sempre no piloto automático, como formigas&#8230;<br />
não sendo solicitados a fazer nada de verdadeiramente humano.<br />
Pare. Siga. Ande aqui. Dirija ali.<br />
Toda comunicação servindo para manter ativa a colônia de formigas&#8230;<br />
de um modo eficiente e civilizado.<br />
&#8220;O seu troco.&#8221; &#8220;Papel ou plástico?&#8221;<br />
&#8220;Crédito ou débito?&#8221;<br />
&#8220;Aceita ketchup?&#8221;<br />
Não quero um canudo. Quero momentos humanos verdadeiros.<br />
Quero ver você.<br />
Quero que você me veja.<br />
Não quero abrir mão disso.<br />
Não quero ser uma formiga, entende?<br />
Sim, não&#8230;<br />
Eu também não quero ser uma formiga.<br />
Obrigado pela sacudida.<br />
Tenho andado feito um zumbi&#8230;<br />
no piloto automático. Não me sinto como uma formiga, mas pareço uma.<br />
D.H. Lawrence teve a idéia de duas pessoas se encontrarem&#8230;<br />
e, ao invés de apenas passarem&#8230;<br />
aceitarem &#8220;o confronto entre suas almas&#8221;.<br />
É como libertar os deuses corajosos e inconseqüentes que nos habitam.<br />
Parece que já nos encontramos.<br />
Estou trabalhando em um projeto.<br />
Pode lhe interessar. É uma novela&#8230;<br />
e os personagens são a fantasia dos seus atores.<br />
Então, pense em algo que sempre quis fazer, a vida que gostaria de ter&#8230;<br />
algo do gênero.<br />
Colocamos isso no roteiro&#8230;<br />
aí você interage com outras pessoas como se faria em uma novela.<br />
Eu também gostaria de exibir isso ao vivo, com os atores presentes.<br />
Aí, uma vez que o episódio tenha sido exibido&#8230;<br />
a platéia pode dirigir os atores em episódios subseqüentes, com cardápios.<br />
Trata-se de escolhas e&#8230;<br />
de se louvar a capacidade das pessoas de dizerem o que querem ver&#8230;<br />
e consumismo, arte, e valores&#8230;<br />
e se você não gostar, devolva e receba seu dinheiro de volta&#8230;<br />
ou apenas participar, entende?<br />
Fazer escolhas.<br />
E então, você quer fazer?<br />
Sim, parece muito legal.<br />
Eu adoraria participar, mas&#8230;<br />
preciso lhe perguntar algo primeiro.<br />
Não sei bem como dizer, mas&#8230;<br />
Como é ser um personagem em um sonho? Porque&#8230;<br />
não estou acordado agora. Eu não uso relógio desde a 4a. série.<br />
Acho que era esse mesmo relógio.<br />
Não sei se você é capaz de responder essa pergunta.<br />
Estou apenas tentando entender onde estou e o que está havendo.<br />
E quanto a você? Como se chama?<br />
Não me lembro disso agora.<br />
Não consigo me lembrar.<br />
Mas essa não é a questão, se posso resgatar informação sobre&#8230;<br />
Tenho a vantagem, nesta realidade, se posso chamá-la assim&#8230;<br />
de uma perspectiva consistente.<br />
Que perspectiva é essa?<br />
Basicamente, sou só eu, lidando com várias pessoas&#8230;<br />
que estão me expondo a informações e idéias&#8230;<br />
que soam vagamente familiares&#8230;<br />
Mas, ao mesmo tempo, é tudo muito estranho para mim.<br />
Não estou em um mundo objetivo e racional.<br />
Por exemplo, eu tenho voado&#8230;<br />
É estranho, porque não é um estado fixo.<br />
Parece mais com um amplo espectro de consciência.<br />
A lucidez oscila. Neste momento, sei que estou sonhando.<br />
Estamos até conversando sobre isso.<br />
Estou&#8230;<br />
o mais em contato comigo e com meus pensamentos que já estive até agora.<br />
Estou conversando sobre estar em um sonho.<br />
Mas, começo a achar que&#8230;<br />
isto é algo para o qual não tenho quaisquer precedentes.<br />
É totalmente singular.<br />
A qualidade do ambiente&#8230;<br />
e a informação que estou recebendo.<br />
Como a sua novela, por exemplo.<br />
Essa idéia é muito bacana!<br />
Não fui eu quem inventou isso.<br />
Está fora de mim&#8230;<br />
como algo transmitido a mim externamente.<br />
Eu não sei o que é isto.<br />
Achamos que somos tão limitados pelo mundo e suas restrições&#8230;<br />
mas, na verdade, nós as criamos.<br />
Fica-se tentando entender, mas agora que você sabe que está sonhando&#8230;<br />
você pode fazer qualquer coisa.<br />
Você está sonhando, mas está acordado.<br />
Você tem&#8230;<br />
tantas opções. E a vida é isso.<br />
Eu estou entendendo o que você diz.<br />
Depende de mim, eu sou o sonhador.<br />
É estranho.<br />
Tanto dessas informações&#8230;<br />
que as pessoas têm me passado&#8230;<br />
tem uma conotação tão pesada.<br />
Bem, como você se sente?<br />
Às vezes me sinto meio isolado.<br />
Quase sempre, sinto-me comprometido, engajado em um processo ativo&#8230;<br />
O que é estranho. Quase todo o tempo estive passivo, sem responder&#8230;<br />
exceto agora.<br />
Me deixei ser lavado pela informação.<br />
Não responder verbalmente não é, necessariamente, ser passivo.<br />
Estamos nos comunicando em tantos níveis simultaneamente.<br />
Talvez você esteja percebendo diretamente.<br />
Quase todas as pessoas que encontrei e as coisas que quero dizer&#8230;<br />
é como se elas as dissessem por mim, quase na minha deixa.<br />
É completo em si mesmo.<br />
Não é um sonho ruim.<br />
É um sonho ótimo.<br />
Mas&#8230;<br />
é tão diferente de qualquer outro sonho que eu já tive.<br />
É como se fosse &#8220;o&#8221; sonho.<br />
Como se estivesse sendo preparado.<br />
&#8220;Nesta ponte,&#8221; adverte Lorca&#8230;<br />
&#8220;a vida não é um sonho.<br />
Cuidado e&#8230;<br />
cuidado e cuidado.&#8221;<br />
Tantos crêem que porque o &#8220;então&#8221; ocorreu, o &#8220;agora&#8221; não está ocorrendo.<br />
Eu não comentei? O &#8220;uau&#8221; contínuo está se dando neste mesmo instante.<br />
Somos todos co-autores desta exuberância dançante&#8230;<br />
na qual até nossas incapacidades se divertem.<br />
Somos os autores de nós mesmos, criando um romance de Dostoyevsky&#8230;<br />
estrelando palhaços.<br />
Isto em que estamos envolvidos, o mundo&#8230;<br />
é uma oportunidade de demonstrar como a alienação pode ser fascinante.<br />
A vida é uma questão de um milagre&#8230;<br />
formado de momentos perplexos por estarem na presença uns dos outros.<br />
O mundo é uma prova&#8230;<br />
para testar se podemos nos elevar às experiências diretas.<br />
A visão é um teste para saber se podemos ver além dela.<br />
A matéria é um teste para a nossa curiosidade.<br />
A dúvida é uma prova para a nossa vitalidade.<br />
Thomas Mann escreveu que preferiria participar da vida que escrever.<br />
Giacometti foi atropelado por um carro, certa vez.<br />
Ele lembra-se de ter caído em um desmaio lúcido&#8230;<br />
um prazer repentino&#8230;<br />
ao perceber que algo estava lhe acontecendo.<br />
Assume-se que não se pode compreender a vida e viver ao mesmo tempo.<br />
Não concordo inteiramente. Ou seja, não exatamente discordo.<br />
Eu diria que a vida compreendida é a vida vivida.<br />
Mas os paradoxos me perturbam.<br />
Posso aprender a amar e fazer amor com os paradoxos que me perturbam.<br />
E em noites românticas do eu&#8230;<br />
saio para dançar salsa com a minha confusão.<br />
Antes que saia flutuando, não se esqueça&#8230;<br />
ou seja, lembre-se.<br />
Porque lembrar é muito mais uma atividade psicótica que esquecer.<br />
Lorca, no mesmo poema, disse&#8230;<br />
que o lagarto morderá os que não sonham.<br />
E, quando se percebe&#8230;<br />
que se é um personagem sonhado no sonho de outra pessoa&#8230;<br />
isso é consciência de si.<br />
Você ainda não conheceu a si mesmo.<br />
Mas a vantagem de conhecer os outros, enquanto isso&#8230;<br />
é que um deles pode lhe apresentar a si mesmo.<br />
Examine a natureza de tudo o que você observa.<br />
Por exemplo, você pode se descobrir&#8230;<br />
caminhando por um estacionamento sonhado.<br />
E, sim, estes são pés sonhados dentro de seus sapatos sonhados.<br />
Parte do seu eu sonhado.<br />
E então, a pessoa que você parece ser no sonho&#8230;<br />
não pode ser quem você é realmente.<br />
Esta é uma imagem&#8230;<br />
um modelo mental.<br />
- Você se lembra de mim?<br />
- Não, acho que não.<br />
algumas vezes.<br />
Eu me lembro disso, mas não lembro de ter sido você.<br />
Tem certeza?<br />
Talvez não.<br />
Eu estava sentada&#8230;<br />
e você estava me olhando.<br />
Meu pequeno amigo, não sonhes mais.<br />
Realmente chegou.<br />
Chama-se Efferdent Plus.<br />
No inferno, afunda-se. No paraíso, ascende-se à completude do amor.<br />
Depressa! Ande, entre no carro.<br />
Vamos.<br />
A história é assim: Billy Wilder encontra Louis Malle.<br />
Foi no fim dos anos 50, começo dos 60.<br />
Malle fizera seu filme mais caro, que custou 2,5 milhões de dólares.<br />
Wilder lhe perguntou sobre o que era o filme.<br />
Malle disse: &#8220;É um sonho dentro de um sonho&#8221;.<br />
E o Wilder: &#8220;Acaba de perder US$2,5 milhões &#8220;.<br />
Sinto uma certa apreensão.<br />
Durante anos, a noção de que a vida é um sonho&#8230;<br />
foi um tema recorrente entre filósofos e poetas.<br />
Não faz sentido que a morte também seja envolta pelo sonho?<br />
Que, após a morte, a vida consciente continue em um corpo de sonho?<br />
Seria o mesmo corpo de sonho que aquele da vida cotidiana&#8230;<br />
mas, no estado pós-morte, não se poderia voltar a despertar.<br />
Nunca mais se poderia retornar ao corpo físico.<br />
À medida que a complexidade aumenta, deixar-se levar não é o bastante.<br />
Como é que é, jacaré?<br />
- Você também dirige um carro-barco?<br />
- Um o quê?<br />
Você me deu uma carona em um carro que também era um barco.<br />
Não, não tenho um &#8220;carro-barco&#8221;.<br />
Não sei do que está falando.<br />
Deve ser a noite do universo paralelo.<br />
Sabe o cara que acabou de sair?<br />
Ele chegou aqui e eu disse: &#8220;Como é que é?&#8221;<br />
Ele pôs um burrito no balcão, olhou para mim e disse&#8230;<br />
&#8220;Eu retornei do vale dos mortos.<br />
Eu respiro misticamente os odores da vida.<br />
Eu vi o esquecimento. Eu fermento o desejo de me lembrar de tudo.&#8221;<br />
E o que você respondeu?<br />
Bem, o que eu poderia dizer?<br />
Disse: &#8220;Se puser isso no microondas, faça furinhos no plástico&#8230;<br />
porque eles explodem e estou cansado de limpar burritos.&#8221;<br />
Os pimentões ressecam.<br />
Parecem rodinhas.<br />
Quando acabou, eu só conseguia pensar em como&#8230;<br />
toda esta noção de eu&#8230;<br />
do que somos&#8230;<br />
é apenas uma estrutura lógica.<br />
Um lugar para abrigar momentaneamente todas as abstrações.<br />
Era tempo de adquirir consciência&#8230;<br />
de dar forma e coerência ao mistério.<br />
E eu tinha participado disso.<br />
Foi uma dádiva.<br />
A vida girava ao meu redor e cada momento era mágico.<br />
Eu amava todas as pessoas, lidando com tantos impulsos contraditórios.<br />
Era isso que eu mais amava, me ligar às pessoas.<br />
Em retrospecto, era só isso que importava realmente.<br />
As últimas palavras de Kierkegaard foram: &#8220;Varra-me de uma vez.&#8221;<br />
- Oi, cara.<br />
- Oi.<br />
Você não estava no carro-barco?<br />
Um cara de chapéu me deu uma carona&#8230;<br />
numa espécie de carro-barco.<br />
Você estava no banco de trás.<br />
Não estou dizendo que você não sabe do que está falando&#8230;<br />
mas eu não sei do que você está falando.<br />
Vocês me deixaram em um lugar específico que você sugeriu.<br />
Desci e acabei atropelado por um carro.<br />
Aí, eu acordei. Eu estava sonhando.<br />
Depois, descobri que ainda estava sonhando, sonhando que tinha acordado.<br />
Falsos despertares.<br />
Eu costumava tê-los sempre.<br />
Mas eu ainda estou nisso.<br />
Não consigo sair.<br />
Parece estar durando para sempre.<br />
Fico acordando dentro de outro sonho.<br />
Estou ficando assustado, andei até falando com gente morta.<br />
Uma mulher na TV me diz que a morte&#8230;<br />
é uma espécie de tempo de sonho, que existe fora da vida.<br />
Estou começando a achar que estou morto.<br />
Deixe eu lhe contar um sonho que tive.<br />
Quando alguém diz isso, costuma significar alguns minutos de tédio.<br />
Mas o que se pode fazer?<br />
- Li um ensaio de Philip K. Dick.<br />
- No seu sonho?<br />
Não, eu o li antes do sonho.<br />
Era o preâmbulo.<br />
Era sobre aquele livro:<br />
Flow My Tears, the Policeman Said.<br />
Simplesmente fluiu. Ele sentiu como se o estivesse psicografando.<br />
Quatro anos depois, ele estava em uma festa.<br />
Ele conheceu uma mulher com o mesmo nome que a mulher do livro.<br />
Seu namorado tinha o mesmo nome que o namorado do livro.<br />
Ela havia tido um caso com um delegado de polícia.<br />
Ele tinha o mesmo nome que o delegado de seu livro.<br />
Tudo o que ela dizia parecia estar saindo de seu livro.<br />
Isso o deixa muito assustado, mas o que ele pode fazer?<br />
Pouco tempo depois, ele foi pôr uma carta no correio&#8230;<br />
e viu um sujeito meio estranho em pé, ao lado de seu carro.<br />
Mas, ao invés de evitá-lo, ele disse: &#8220;Posso ajudá-lo?&#8221;<br />
O sujeito disse: &#8220;Fiquei sem gasolina&#8221;.<br />
Ele lhe deu algum dinheiro, coisa que jamais teria feito.<br />
Ele chega em casa e pensa&#8230;<br />
&#8220;Ele não conseguirá chegar ao posto.<br />
Ele está sem gasolina.&#8221;<br />
Então, ele volta, acha o sujeito e o leva ao posto de gasolina.<br />
Enquanto estaciona, ele pensa:<br />
&#8220;Isto também está no meu livro.<br />
Este mesmo posto. Este mesmo sujeito. Tudo.&#8221;<br />
Bem, este ocorrido é um tanto assustador, certo?<br />
Ele resolve contar a um padre que escreveu um livro&#8230;<br />
e que quatro anos depois, tudo isso aconteceu.<br />
E o padre diz: &#8220;Este é o Livro dos Atos&#8221;.<br />
Ele diz: &#8220;Mas eu nunca o li&#8221;.<br />
Então ele lê o Livro dos Atos e é estranhamente familiar.<br />
Até os nomes dos personagens são iguais aos da Bíblia.<br />
O Livro dos Atos se passa em 50 d.C.<br />
Então, Dick criou uma teoria segundo a qual o tempo é uma ilusão&#8230;<br />
e estamos todos em 50 d.C.<br />
O que o levou a escrever o livro foi que ele, de algum modo&#8230;<br />
atravessou esse véu do tempo.<br />
O que viu ali foi o que acontecera no Livro dos Atos.<br />
Ele se interessava pelo gnosticismo e pela idéia de que um demônio&#8230;<br />
teria criado essa ilusão do tempo para nos fazer esquecer&#8230;<br />
que Cristo retornaria e o reino de Deus adviria.<br />
Alguém está tentando nos fazer esquecer que Deus é iminente.<br />
Isso define o tempo e a História.<br />
Esta espécie de devaneio ou distração contínuos.<br />
Eu li isso e pensei: &#8220;Que estranho&#8221;.<br />
E naquela noite, eu tive um sonho.<br />
Tinha um homem que, supostamente, era um vidente.<br />
Mas eu pensava:<br />
&#8220;Ele não é mesmo um vidente&#8221;.<br />
Então, de repente, começo a flutuar, levitando até atingir o teto.<br />
Quase atravesso o telhado e digo:<br />
&#8220;Está bem, eu acredito em você&#8221;.<br />
E flutuo de volta. Quando meus pés tocam o chão&#8230;<br />
o vidente vira uma mulher usando um vestido verde, Lady Gregory.<br />
Lady Gregory era a patrona de Yeats, uma irlandesa.<br />
Mesmo nunca tendo visto a sua imagem&#8230;<br />
eu tinha certeza de que esse era o rosto de Lady Gregory.<br />
Então, Lady Gregory vira-se para mim e diz&#8230;<br />
&#8220;Deixe-me explicar-lhe a natureza do universo.<br />
Philip Dick está certo quanto ao tempo, mas errado quanto a ser 50 d.C.<br />
Na verdade, só existe um instante, que é agora. E é a eternidade.<br />
É um instante no qual Deus está apresentando a seguinte pergunta&#8230;<br />
&#8216;Você quer fundir-se com a eternidade, você quer estar no paraíso?&#8217;<br />
E estamos todos dizendo: &#8216;Não, obrigado. Ainda não&#8217;.&#8221;<br />
Logo, o tempo é apenas o constante &#8220;não&#8221; que dizemos ao convite de Deus.<br />
Isso é o tempo. Não estamos em 50 d.C., como não estamos em 2001.<br />
Só existe um instante.<br />
E é nele que estamos sempre.<br />
Então ela me disse que esta é a narrativa da vida de todo mundo.<br />
Por detrás da enorme diferença, há apenas uma única história&#8230;<br />
a de se ir do não ao sim.<br />
Toda a vida é: &#8220;Não, obrigado. Não, obrigado&#8221;.<br />
E, em última instância é: &#8220;Sim, eu me rendo.<br />
Sim, eu aceito. Sim, eu me entrego&#8221;.<br />
Essa é a jornada.<br />
Todos chegam ao sim no final, certo?<br />
Certo.<br />
Então, continuamos a andar e meu cachorro corre em minha direção.<br />
Fico tão feliz.<br />
Ele morreu anos atrás.<br />
Estou fazendo carinho nele e há um troço nojento&#8230;<br />
saindo de seu estômago.<br />
Olho para Lady Gregory, e ela tosse.<br />
Ela diz: &#8220;Me desculpe&#8221;.<br />
E vômito escorre por seu queixo.<br />
O cheiro é horrível.<br />
E eu penso:<br />
&#8220;Isto não é só cheiro de vômito.<br />
É cheiro de vômito de gente morta&#8221;.<br />
Então é duplamente horripilante.<br />
Percebo que estou no mundo dos mortos.<br />
Todos a minha volta estão mortos.<br />
Meu cachorro morrera há 10 anos, Lady Gregory há muito mais tempo.<br />
Quando acordei, pensei:<br />
&#8220;Aquilo não foi um sonho.<br />
Foi uma visita àquele lugar, o mundo dos mortos.&#8221;<br />
E como conseguiu finalmente sair de lá?<br />
Foi como uma daquelas experiências que transformam a vida.<br />
Eu nunca mais voltei a ver o mundo do mesmo jeito.<br />
Mas como é que você finalmente saiu do sonho?<br />
É esse o meu problema.<br />
Eu estou aprisionado.<br />
Fico achando que estou acordando, mas ainda estou em um sonho.<br />
Quero acordar de verdade.<br />
Como se acorda de verdade?<br />
Não sei.<br />
Não sou mais tão bom nisso.<br />
Mas se é o que está pensando, você deve fazê-lo, se puder.<br />
Porque, um dia, não será capaz.<br />
Mas é fácil.<br />
Sabe, simplesmente acorde.<br />
em memória de: John Christensen<br />
(super perfundo no amanhecer antecipado do seu dia)</p>
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		<title>desafio intermodal em curitibabilônia</title>
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		<pubDate>Fri, 16 May 2008 21:10:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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<strong></p>
<p>Bicicletada-Curitiba realiza segunda edição do Desafio Intermodal</strong></p>
<p>Diga lá: entre o ciclista, o motorista de carro, o de moto, o usuário de ônibus e o pedestre, quem é mais rápido? Quem polui menos? E quem se estressa mais? Para desvendar esse mistério, o grupo Bicicletada-Curitiba, em parceria com o Programa Ciclovida da UFPR, irá realizar a segunda edição do Desafio Intermodal no dia 28 de maio, às 18h. O percurso é o mesmo do ano passado: saída da ciclofaixa da Rua Augusto Stresser, Câmara de Vereadores como ponto intermediário e chegada na Prefeitura de Curitiba.</p>
<p>Nesta edição, serão mais participantes: um ciclista atleta, um ciclista master (com mais de 50 anos), um ciclista que utilizará bicicleta dobrável e ônibus, um ciclista urbano com uma roda-fixa, outro ciclista urbano, um pedestre, um corredor, um skatista, um usuário de ônibus, um de táxi, um motorista de automóvel e um motociclista.</p>
<p>No ranking, além do tempo, serão levados em consideração quesitos como poluição, despesa, energia gasta, dióxido de carbono e ruído emitidos, para constatar qual é o veículo mais eficiente. Há também outro ranking com quesitos subjetivos, onde são analisados, pelos usuários de cada transporte participante do desafio, critérios de praticidade, segurança, conforto e conflito.</p>
<p>O primeiro Desafio Intermodal foi realizado no dia 10 de outubro do ano passado. Na ocasião, uma das bicicletas participantes venceu a corrida. E ainda: os resultados finais do desafio mostraram que, além de mais rápida, a bicicleta é o veículo mais eficiente a ser usado na cidade em horário de pico, quando milhares de curitibanos ficam presos no trânsito. Para o grupo, os resultados não demonstram, necessariamente, a supremacia da bicicleta, mas a inviabilidade de se planejar a cidade tendo o carro como prioridade.</p>
<p>Engana-se quem pensa que comprovar que a bicicleta é sempre a melhor opção seja a intenção da Bicicletada-Curitiba ao realizar o Desafio Intermodal. O objetivo é mostrar a necessidade de uma política urbana de mobilidade que dê ao transporte não-motorizado a devida atenção.</p>
<p><em>Goura</em></p>
<p><a href="http://www.bicicletadacuritiba.org ">www.bicicletadacuritiba.org</a><br />
<a href="http://www.bicicletadacuritiba.wordpress.com">www.bicicletadacuritiba.wordpress.com</a> </p>
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		<title>tira o bundão do sofá</title>
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		<pubDate>Fri, 16 May 2008 15:42:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alguém</dc:creator>
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<p>desliga a tv &#8211; vem comigo &#8211; vem dançar<br />
<blink><strong>TIRA ESSE BUNDÃO DO SOFÁ!!!</strong><br />
</blink></p>
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		<title>desenhos podres</title>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2008 18:52:23 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/podre1.jpg'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/podre1.jpg" alt="" title="podre1" class="alignnone size-full wp-image-2511" /></a><br />
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		<title>Eu não estou ouvindo música: signos evidentes por si mesmos, por incrível que cresça e apareça &#8211; multiplicai-vos</title>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 19:13:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[MEDIA=3] &#8220;Dai-me agora um som alto e sublimado, um estilo grandiloqüo e corrente&#8230; Dai-me uma fúria grande e sonorosa, e não de _______ avena ou ____________ ruda, mas de ________ canora e belicosa que o peito ascende e a ____ ao gesto muda. Dai-me igual canto aos feitos da famosa Gente vossa, que a Marte [...]]]></description>
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		<title>galerias subterraneas</title>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 17:22:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[G_______________________________S A L E R I A S S U B T E R R Â N E A Galerias Subterrâneas é um projeto de arte de intervenção urbana em Curitiba a realizar-se entre 09/05 a 01/06/2008, em 6 terminais de ônibus da cidade, especificamente naqueles que possuem passagens subterrâneas: Cabral, Campina do Siqueira, Campo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/galeriassubterraneas.jpg'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/galeriassubterraneas.jpg" alt="" title="galeriassubterraneas" width="500" height="707" class="alignnone size-full wp-image-2504" /></a></p>
<p>G_______________________________S</p>
<p>   A L E R I A S  S U B T E R R Â N E A</p>
<p>Galerias Subterrâneas é um projeto de arte de intervenção urbana em Curitiba a realizar-se entre 09/05 a 01/06/2008, em 6 terminais de ônibus da cidade, especificamente naqueles que possuem passagens subterrâneas: Cabral, Campina do Siqueira, Campo Comprido, Capão Raso, Pinheirinho e Hauer.</p>
<p>O objetivo da iniciativa é proporcionar um encontro experimental entre arte contemporânea e um grande e diversificado público, instaurando situações artísticas inusitadas em um ambiente comumente percebido somente como lugar de passagem.</p>
<p>Os terminais de ônibus são lugares de destaque na capital paranaense, constituindo-se como elementos arquitetônicos estratégicos da cidade e um dos signos de sua singularidade urbanística. São locais de grande fluxo populacional, com centenas de milhares de pessoas transitando por eles diariamente. Dentre os 21 terminais situados exclusivamente no município de Curitiba, os 6 em questão são atravessados por passagens subterrâneas para pedestres, estruturas que facilitam o acesso do público a todos os trajetos oferecidos em cada terminal.</p>
<p>Os artistas e coletivos de artistas foram convidados a inscreverem seus trabalhos a partir de situações originadas ou adaptadas às especificidades do lugar e de seus fluxos humanos. Os deflagradores de cada intervenção temporária têm histórico associado à arte no espaço público: Rubens Mano (SP), Alexandre Vogler (RJ), Marssares (RJ), Lourival Cuquinha (PE), e os coletivos de artistas Bijari (SP), InterluxArteLivre (PR) e e/ou (PR).</p>
<p>Os trabalhos propostos – Marco (Mano), Anamorfose: Base para unhas fracas (Vogler), Re-Paisar (Marssares), Orelha Pública (Cuquinha), Natureza Urbana (Bijari), Ocupação (Interlux) e Descartógrafos (e/ou) abarcam diferentes intenções relacionais com o lugar e o público, investindo em questões como participação, identidade coletiva e individual; distorções da representação da perspectiva aplicada à arquitetura; mídia e publicidade no espaço urbano contemporâneo; o espaço expositivo interior e exterior; paisagem sonora; o público e privado; cartografia como representação e memória do espaço existencial do indivíduo e da coletividade; o espaço público como local de apropriação, criação e manifestação coletiva, a cidade como inspiração e suporte para a experimentação da arte contemporânea. Algumas reflexões sobre esses assuntos serão abordadas no bate-papo com os artistas a realizar-se na sala Scabi do Solar do Barão, na sexta-feira dia 09/05, às 19h (Rua Carlos Cavalcanti, 533, Centro, fone (41) 3321 3240.</p>
<p>Galerias Subterrâneas é 1 das 4 propostas selecionadas da Região Sul (entre 36 no Brasil) para receber financiamento de produção através do edital Conexão Artes Visuais promovido pelo do MinC (Ministério da Cultura), Funarte (Fundação Nacional de Arte) e Petrobras. A proposta conta também com os fundamentais apoios da Prefeitura de Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, URBS e BrasilTelecom, além de apoios complementares do Green Life Restaurante Naturista, Cozinha da Ritinha, Diamante Transportes, e/ou e epa!</p>
<p>Goto (epa!)</p>
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		<title>visite o rio</title>
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		<pubDate>Sun, 04 May 2008 18:39:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[se essa rua se essa rua fosse nossa&#8230; Em meio ao bairro Água Verde (Água Podre), considerado por muitos dos moradores como um bairro &#8216;nobre&#8217; de Curitiba, no cruzamento das ruas Santo Amaro com a Dom Pedro I, existe o que restou do entroncamento de dois córregos &#8211; cujos nomes são desconhecidos. Alguma semelhança com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>se essa rua se essa rua fosse nossa&#8230;</p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/dompedroi400x300.jpg" alt="" /></p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/santoamaro400x300.jpg" alt="" /></p>
<p>Em meio ao bairro Água Verde (Água Podre), considerado por muitos dos moradores como um bairro &#8216;nobre&#8217; de Curitiba, no cruzamento das ruas Santo Amaro com a Dom Pedro I, existe o que restou do entroncamento de dois córregos &#8211; cujos nomes são desconhecidos. </p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/encontroderios400x300.jpg" alt="encontroderios" /></p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/seessaruafosseminha400x300.jpg" alt="seessaruafosseminha" /></p>
<p>Alguma semelhança com o grito do Ipiranga? Mas porque Curitiba homenagearia o imperador com tamanha moléstia, nem sequer com uma rua pavimentada?</p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/placa400x300.jpg" alt="placaproibido" /></p>
<p>Onde já não é permitido o lazer, nasce um novo ecossistema&#8230; onde cadáveres boiam nas margens deste malcheiroso ambiente.</p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/somenteratazana.jpg" alt="somenteratazana" /></p>
<p>E não poderia ser diferente: Ratos e ratazanas são os verdadeiros donos desta cidade.</p>
<p>talvez algumas sementes de girassóis, um punhado delas espalhadas ao longo destas margens &#8211; a voltar-se para o sol e incansavelmente respirar&#8230;</p>
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		<title>Estetas-Atletas-Obstetras:diletantes dicionários</title>
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		<pubDate>Fri, 02 May 2008 02:46:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>diletantismo por pura maldade<br />
diletantismo por necessidade<br />
inércia por uma questão de classe<br />
<img style="vertical-align: middle;" src="http://media.tumblr.com/51bAnBJJU73muzwy2Zxrt93M_500.gif" alt="kungfu" width="328" height="272" /></p>
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		<title>Desligare: Arremesso</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 01:16:12 +0000</pubDate>
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		<title>maio de 2008</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 03:00:27 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/uma_outra_revolucao_500.png'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/uma_outra_revolucao_500.png" alt="" title="uma_outra_revolucao_500" width="500" height="372" class="alignnone size-full wp-image-2704" /></a><br />
<em>desligare_rj_circuitos_compartilhados</em></p>
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		<title>ping Artschewsky ergo ping.</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 20:36:53 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/aletta.jpg" alt="aletta.jpg" /></p>
<p>[MEDIA=1]<br />
<img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/cidade_mauricia.jpg" alt="cidade_mauricia.jpg" /><br />
<img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/johanmaurits.jpg" alt="johanmaurits.jpg" /><br />
<img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/massaroca.jpg" alt="massaroca.jpg" width="500" /></p>

<a href='http://organismo.art.br/blog/?attachment_id=2487' title='aletta.jpg'><img width="92" height="150" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/aletta.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="aletta.jpg" title="aletta.jpg" /></a>
<a href='http://organismo.art.br/blog/?attachment_id=2489' title='cidade_mauricia.jpg'><img width="150" height="94" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/cidade_mauricia.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="cidade_mauricia.jpg" title="cidade_mauricia.jpg" /></a>
<a href='http://organismo.art.br/blog/?attachment_id=2490' title='johanmaurits.jpg'><img width="115" height="150" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/johanmaurits.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="johanmaurits.jpg" title="johanmaurits.jpg" /></a>
<a href='http://organismo.art.br/blog/?attachment_id=2491' title='massaroca.jpg'><img width="150" height="97" src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/massaroca.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="massaroca.jpg" title="massaroca.jpg" /></a>

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		<title>Licença</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 13:18:14 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>A exibição, citação e a divulgação desta frase deverá ater-se a finalidades perigosas.</p></blockquote>
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		<title>como falsificar assinaturas</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 13:23:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tipos de Falsificações A falsificação é um tipo de fraude documental, que se subdivide nos tipos elencados a seguir: 1. Falsificação sem Imitação A falsificação sem imitação, é a reprodução de assinatura, sem se procurar dar a forma da legítima, que se desconhece. É o processo de falsificação usado por falsários eventuais ou primários. 2. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/img.jpeg" alt="" title="img" width="500" height="160" class="alignnone size-full wp-image-2535" /></p>
<p>Tipos de Falsificações</p>
<p>A falsificação é um tipo de fraude documental, que se subdivide nos tipos elencados a seguir:<br />
1. Falsificação sem Imitação</p>
<p>A falsificação sem imitação, é a reprodução de assinatura, sem se procurar dar a forma da legítima, que se desconhece.</p>
<p>É o processo de falsificação usado por falsários eventuais ou primários.<br />
2. Falsificação de Memória</p>
<p>A falsificação de memória é aquela em que o falsário, estando familiarizado com a assinatura de sua vítima, procura reproduzi-la sem ver o modelo, valendo-se da memória.</p>
<p>Neste tipo, o falsário, guarda de memória os gestos mais aparentes da assinatura que vai reproduzir, como as letras iniciais, maiúsculas, as cetras &#8211; traços ornamentais que arrematam as assinaturas &#8211; , mas não memorizam o conjunto todo.</p>
<p>O traçado dessas falsificações é híbrido, há traços morosos, aqueles que estão sendo reproduzidos pela memória e outros mais rápidos, que são resultantes da própria escrita do falsário.<br />
3. Falsificação por Imitação Servil</p>
<p>A falsificação por imitação servil é o mais pobre dos processos: o falsário, fiel a um modelo, o reproduz no documento que está forjando.</p>
<p>A tarefa de copiar um lançamento não é fácil. Depois de cada gesto produzido, o falsário é obrigado a parar e olhar o modelo, voltando a fazer outro trecho do lançamento.</p>
<p>Como conseqüência desse fato, além do lançamento ficar moroso, arrastado, apresenta paradas do instrumento escrevente em sítios que no modelo não ocorrem. Para realizar alguns movimentos o falsário vacila, resultando um traço hesitante e trêmulo.</p>
<p>A comparação do produto de uma imitação servil com a assinatura legitima mostra flagrante diferença na qualidade do traçado e tal discrepância dos elementos genéticos.<br />
4. Falsificação Exercitada</p>
<p>Este é o tipo mais perigoso e difícil de falsificação. O falsário se apossa de um modelo autêntico e, depois de cuidadoso treino o reproduz. Dependendo da habilidade do falsário ele consegue um lançamento mais ou menos veloz. O confronto de uma falsificação exercitada com o modelo mostra relativa coincidência na qualidade do traço, mas discrepâncias nos elementos genéticos. Quanto aos elementos formais, pode haver certas semelhanças, sobre tudo nos gestos mais aparentes.</p>
<p>Cabe salientar que, alguns fatos gráficos que, embora possam parecer ao leigo indicadores de falsidade , informam justamente o contrario, dentre os mais comuns são: a utilização de instrumento gráfico defeituoso &#8211; o falsário procura munir-se de instrumentos gráficos em boas condições, que não lhe dificultem a delicada tarefa de imitar grafismos estranhos. Assim , quando os defeitos derivam das condições precárias do instrumento, grande será a probabilidade da escrita ser autêntica; tintas relativamente apagadas, ou muito pastosas &#8211; o falsificador não gosta de chamar a atenção sobre seu trabalho. Por isso, busca imprimir aspecto normal à escrita, não reclamando para ela esforço maior de leitura; instrumento gráfico e tintas extravagantes &#8211; o emprego de tinta vermelha, ou de lápis, não se justifica em alguns documentos. Sua utilização revela descuido, quase inadmissível no trabalho de um falsário; borrões e borraduras &#8211; são praticamente inadmissíveis em um trabalho fraudulento, revela incúria incomum no falsário; retoques ostensivos, recoberturas descuidadas &#8211; se esses adendos são necessários, constituem, em regra, índices de autenticidade. Se desnecessários, podem aparecer no caso de simulação de falso, de qualquer maneira, fogem das características do trabalho do falsário, no qual, como já se esclareceu, predomina o espirito de não chamar a atenção, ou o de mascarar a fraude, quanto possível; repetição inútil da firma &#8211; não havendo necessidade, dificilmente esse trabalho seria executado pelo falsificador; indicações como cruzetas ou ponto do lugar onde assinar &#8211; em regra, o falsário sabe bem onde assinar, sem precisar de indicação; firmas em lugares impróprios &#8211; o falsificador normalmente sabe onde apor as assinaturas, não colocando-as em pontos inadequados.</p>
<p>http://br.geocities.com/marciobasilio/Falsificacoes.html</p>
<p>há ainda:</p>
<p>Há cinco tipos de falsificações de assinaturas, de acordo com o Instituto de Criminalística do Paraná: aleatória, simples, auto &#8211; falsificações, servil e falsificações habilidosas ( Murshed, 1995).</p>
<p>    * Falsificação aleatória: são caracterizadas por ter uma forma gráfica e linhas totalmente diferentes com relação à assinatura original de algum escritor. Neste tipo de falsificação, o falsificador não se preocupa com o nome, propriamente dito, desenho e/ou formato da assinatura, nem mesmo se o nome é o mesmo. A Figura 2.1 apresenta um exemplo de falsificação aleatória.</p>
<p>    * Falsificação simples: o falsificador escreve o nome da pessoa de quem ele vai falsificar a assinatura, porém não se preocupa em imitar o desenho e/ou formato da mesma, ou seja, a falsificação foi feita a partir do conhecimento do nome do escritor que terá sua assinatura falsificada. Muitas vezes este tipo de falsificação é considerada como aleatória.</p>
<p>    * Auto – falsificação: este é o tipo de falsificação feita pela própria pessoa, com o intuito de negar sua veracidade.</p>
<p>    * Falsificação servil: semelhante à falsificação simples, porém com o falsificador olhando a imagem da assinatura que ele vai falsificar. Esta falsificação é feita traço a traço, o que traz linhas de má qualidade.</p>
<p>    * Falsificação habilidosa: é aquela em que o falsificador consegue imitar de modo muito semelhante a assinatura original.</p>
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		<title>Como Abrir uma Porta Usando um Cartão de Crédito</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 18:55:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Algum dia, vai acontecer&#8230; Fique Clamo&#8230; É natural estar irritado ou nervoso, mas isto não vai ajudar, e certamente não vai fazer você chutar melhor. Seja humilde, entenda que você não tem o controle da situação * Se você achar que pode precisar usar esta habilidade em algum momento, pratique em alvos seguros e fáceis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/chavequebrada.jpg' alt='chavequebrada.jpg' /></p>
<p>Algum dia, vai acontecer&#8230; Fique Clamo&#8230;</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/800px-side-kick-cara-3099.jpg' alt='800px-side-kick-cara-3099.jpg' /></p>
<p>É natural estar irritado ou nervoso, mas isto não vai ajudar, e certamente não vai fazer você chutar melhor.</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/high-turning-kick-cara-5510.jpg' alt='high-turning-kick-cara-5510.jpg' /></p>
<p>Seja humilde, entenda que você não tem o controle da situação</p>
<p>    * Se você achar que pode precisar usar esta habilidade em algum momento, pratique em alvos seguros e fáceis primeiro. Isto vai lhe ajudar a firmar seu golpe, e a golpear sem se machucar.<br />
    * Pode ajudar exalar com vontade ou até gritar ao acertar o chute. Isto pode parecer bobo, mas realmente ajuda a concentrar mais força. Um &#8220;UH&#8221; alto ou algo parecido vai ajudar a concentrar-se no momento do impacto.<br />
    * Se tiver alguma prática com o chute lateral, você pode acertar com mais força ao dar um pequeno pulinho antes de chutar. Não salte no ar &#8211; simplesmente jogue seu outro pé em direção da porta e pule antes de encostar. Não faça isto sem antes avaliar a distância, pois é mais fácil cair se fizer da maneira errada.</p>
<p>- puts!!! O cara vai perceber que alguém veio aqui quando ele chegar e perceber que a porta esta destrancada!!</p>
<p>Funciona mesmo, testei com 3 cadeados diferentes aqui em casa.<br />
Viva a tecnologia.<br />
Aprenda você também.<br />
Isso é a &#8220;ferramenta&#8221; que vamos copiar com a lata de aluminio.<br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/shim1.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/shim1.jpg</a><br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/shim2.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/shim2.jpg</a><br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/shim3.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/shim3.jpg</a><br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/shim4.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/shim4.jpg</a><br />
Material nescessario para reproduzir o abridar de cadeado:<br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/01.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/01.jpg</a><br />
Abra a lata (literalmente) usando uma tesoura ou algo semelhante, e pegue somente a parte do meio (onde fica escrito coca, kaiser, kuat, etc..) corte no tamanha adequado. (varia de acordo com o cadeado)<br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/02.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/02.jpg</a><br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/03.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/03.jpg</a><br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/04.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/04.jpg</a><br />
Faca essas divisoes para ter uma nocao de tamanho.<br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/05.gif">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/05.gif</a><br />
Faca o mesmo na lata e divida ao meio (pontilhando, fazendo traco do jeito que quizer)<br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/06.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/06.jpg</a><br />
Faça um &#8220;M&#8221; (a parte do meio do &#8220;M&#8221; será onde vai entrar no cadeado, manerem no tamanho)<br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/07.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/07.jpg</a><br />
Corte:<br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/08.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/08.jpg</a><br />
Dobre uma vez para as laterais nao quebrarem.<br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/10.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/10.jpg</a><br />
Dobre de novo pra ficar biito.<br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/11.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/11.jpg</a><br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/12.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/12.jpg</a><br />
Voalá, aqui está sua replica.<br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/13.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/13.jpg</a><br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/14.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/14.jpg</a><br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/15.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/15.jpg</a><br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/16.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/16.jpg</a><br />
Encaixe em um cadeado visando a parte dele que abre.<br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/17.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/17.jpg</a><br />
force um pouquinho e pronto, o cadeado abrira.<br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/18.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/18.jpg</a><br />
<a href="http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/19.jpg">http://i4.photobucket.com/albums/y116/mborges/19.jpg</a></p>
<p>Em muitos casos, os bandidos deixam a vítima trancada no porta-malas do carro, para que possam escapar sem problemas. Aprender a abrir o porta-malas pelo lado de dentro pode ser de grande valia nessas horas.</p>
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		<title>COMO ARROMBAR UM COFRE</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 13:32:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230; Neste artigo, examinaremos os fundamentos desta rara habilidade e mostraremos os detalhes do arrombamento de cofre. Apesar do design testado e aprovado do cofre, ele contém um ponto fraco fundamental: todo cofre deve ser acessível a um chaveiro ou outro profissional no caso de mal funcionamento ou travamento. Este ponto fraco é o princípio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="3" width="200" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://static.hsw.com.br/gif/safecracking-intro.jpg" alt="" />
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Neste artigo, examinaremos os fundamentos desta rara habilidade e mostraremos os detalhes do arrombamento de cofre.</p>
<p>Apesar do design testado e aprovado do cofre, ele contém um ponto fraco fundamental: todo cofre deve ser acessível a um chaveiro ou outro profissional no caso de mal funcionamento ou travamento. Este ponto fraco é o princípio do arrombamento de cofre.</p>
<p>Para compreender o arrombamento de cofres, você precisa primeiro entender os mecanismos básicos usados para protegê-lo. Há uma grande variedade de tamanhos e formatos de cofres  que são específicos para uso doméstico ou comercial. A maioria dos cofres se encaixa em duas categorias: <strong>cofre anti-incêndio</strong> e <strong>cofre anti-arrombamento</strong>. A construção de um cofre é específica para a função que se pretende. Dependendo das necessidades do proprietário, um cofre pode ser montado na parede, encaixado ligeiramente abaixo do piso ou simplesmente preso ao chão.</p>
<p>Os cofres anti-incêndio são reforçados com materiais retardantes de fogo, mas fazem pouco para realmente proteger contra invasões. O cofre anti-arrombamento característico é construído para resistir a um grande ataque. Mas devido a suas estruturas de aço reforçado e revestimento de ferro, esse cofre tende a agir como um forno, efetivamente cozinhando o conteúdo quando exposto ao calor ou chama.</p>
<p>O método mais popular de arrombamento de cofre é simplesmente roubar o cofre inteiro e levá-lo até algum local onde o arrombador tenha tempo e ferramentas para abrir o cofre e remover seu conteúdo. Porém, quando o design ou as circunstâncias não permitem isso, o arrombador tem que lutar com o mecanismo de trava da fechadura.</p>
<p><strong>Fechaduras de combinação</strong><br />
A <strong>fechadura de combinação</strong> continua o método número um para manter uma porta de cofre segura. Existe uma variedade de fechaduras de combinação disponível. As fechaduras de combinação para cofres têm duas classificações: <strong>grupo 1</strong> e <strong>grupo 2</strong>.</p>
<p>As fechaduras de combinação do grupo 2 são os tipos mais comuns, encontrados atualmente em residências. Elas oferecem combinações de um, dois ou três números.</p>
<p>As fechaduras do grupo 1 fornecem um grau mais elevado de proteção, já que oferecem combinações de até seis números. Estas fechaduras também são mais robustas e têm mais engrenagens em seu mecanismo. Isto reduz muito a probabilidade até mesmo de um profissional habilidoso arrombar o cofre.</p>
<p>Agora, vamos dar uma olhada no que acontece dentro de uma fechadura de combinação.</p>
<p>O principal recurso da trava central de um cofre de combinação é a <strong>caixa de engrenagens</strong>: um conjunto coletivo de dispositivos que funcionam juntos para &#8220;descobrir&#8221; a combinação. Apesar dos fabricantes de cofres apresentarem inúmeras variações sobre a caixa de engrenagens para deter o arrombamento, todas elas são projetadas de acordo com o mesmo princípio.</p>
<p><span><span style="font-family: arial,helvetica;"><img src="http://static.hsw.com.br/gif/safecracking-wheel-pack.gif" alt="" /></span></span></p>
<p><span style="font-family: arial,helvetica;"><span><strong>Uma caixa de engrenagens</strong></span></span></p>
<p>A caixa de engrenagens abrange um <strong>botão de combinação</strong> que está anexado a um <strong>eixo</strong>. Dentro da fechadura, o eixo roda através de várias engrenagens e um <strong>came de acionamento</strong>. O número de engrenagens em uma caixa é determinado pela quantidade de números existentes em uma combinação: uma engrenagem para cada número. Quando você gira o botão, o eixo gira o came de acionamento. Anexado ao came de acionamento está o <strong>pino de acionamento</strong>. À medida que o came gira, o pino de acionamento faz contato com uma pequena saliência na engrenagem adjunta chamada de <strong>pêndulo da engrenagem</strong>.</p>
<p>Cada engrenagem tem um pêndulo em cada uma de suas laterais. O pino de acionamento gira a primeira engrenagem até que ela faça contato com a engrenagem adjacente. Isto continua até que todas as engrenagens estejam girando. Isso é conhecido como <strong>engate das engrenagens</strong>. Cada engrenagem no eixo tem um entalhe. Quando a combinação certa é discada, todas as engrenagens e seus entalhes se alinham perfeitamente.</p>
<p>Logo acima das engrenagens está a <strong>proteção</strong>. A proteção é uma pequena barra de metal anexada a uma alavanca. A proteção evita que a porta do cofre seja aberta sem que a combinação seja discada. Ela faz isto permanecendo sobre as engrenagens e bloqueando o caminho do pino que prende a porta do cofre.</p>
<p>Quando todas as engrenagens se alinham, seus entalhes também se alinham para formar uma abertura. A proteção cai nesta abertura com a força de seu próprio peso. Sem a proteção, o pino pode deslizar livremente e o cofre pode ser aberto.</p>
<blockquote><p><strong>Quando todas as engrenagens da caixa de engrenagens estão nas posições corretas, seus entalhes se alinham para formar uma abertura. Com a força de seu próprio peso, a proteção cai dentro da abertura, permitindo que o cofre seja aberto.</strong></p></blockquote>
<p><span> </span>Apesar deste design ser relativamente simples, ele é poderoso em sua simplicidade. O projeto da caixa de engrenagens tem sido usado por quase 100 anos e permanece difícil de ser superado até mesmo pelos mais habilidosos arrombadores de cofre. Mas ele não é infalível. Nas próximas seções, veremos as várias maneiras pelas quais os arrombadores de cofres desafiam esse projeto.</p>
<p><strong>Comece pelo simples</strong><br />
A maneira mais fácil de abrir um cofre é saber a combinação. Apesar disso parecer extremamente óbvio, conhecer a combinação é a maneira mais comum pela qual os arrombadores abrem os cofres. Mas eles estão realmente arrombando o cofre se conhecem a combinação? De uma certa forma, sim. A dedução da combinação é o primeiro passo para um arrombador tentar abrir um cofre.</p>
<p>Todos os cofres são enviados pelo fabricante com <strong>combinações de teste</strong>. O ideal é o proprietário zerar a combinação de teste após a compra. Isto não acontece com a freqüência que você pode imaginar. Muitos proprietários de cofre simplesmente compram e usam a combinação de teste, o que torna seus cofres uma presa fácil para os arrombadores. As combinações de teste da maioria dos cofres são um padrão da indústria, amplamente conhecidas tanto por chaveiros quanto por arrombadores de cofres. Se isso significa não ter que usar métodos mais complicados para abrir o cofre, os poucos segundos gastos com o teste de algumas das combinações de teste mais comuns economizam bastante tempo do arrombador.</p>
<p>O tempo é o inimigo número um dos arrombadores de cofre. Com isso em mente, descobrir a combinação é o outro método preferido de arrombamento. Além das combinações de teste, os arrombadores podem fuçar ou pesquisar um pouco para conseguir ou adivinhar o número antes de preparar as ferramentas.</p>
<p>Surpreendentemente, muitas pessoas escrevem a combinação próxima ao cofre, se não no próprio cofre. Uma simples busca pelo cômodo do cofre é o suficiente para o arrombador obter os números de que precisa. Muitos proprietários rabiscam a combinação em uma parede ou a escrevem em um papelzinho qualquer.</p>
<p>Numerosas empresas mantêm seus cofres no que os chaveiros chamam de <strong>fechadura do dia</strong>. Discando todos os números da combinação, os usuários das empresas destravam o cofre da companhia. Mas, ao fechá-lo, não cancelam a combinação. Isso significa que alguém pode abrir o cofre simplesmente abrindo a porta ou, no máximo, inserindo o último número da combinação. Se um arrombador tiver sorte o suficiente para encontrar um cofre nestas condições, o pior que pode acontecer é ele precisar adivinhar o último número.</p>
<p>O arrombador de cofres profissional pesquisa bem o tipo de cofre que ele deseja arrombar e o tipo de pessoa que o utiliza. Mas quando a dedução falha, o arrombador tem que arregaçar as mangas e tentar vencer o cofre ou fechadura.</p>
<p>Vamos dar uma olhada em como os arrombadores fazem isso.</p>
<p><strong>Manipulação da fechadura</strong><br />
A manipulação da fechadura requer um certo nível de perspicácia que outros métodos de arrombamento não requerem. Você deve conhecer aquela história de pegar o caminho mais fácil ou o mais difícil. Entre muitos arrombadores, a <strong>manipulação de fechadura</strong> é considerada como &#8220;o caminho mais fácil&#8221;. Isso porque a manipulação de fechadura representa o arrombamento em sua forma mais pura. Tecnicamente, a manipulação de fechadura é o processo de abrir um cofre trancado sem perfurá-lo ou danificá-lo de alguma forma. Como o nome diz, você usa a fechadura contra ela mesma para descobrir a combinação.</p>
<p>Esse método é ideal porque requer poucas ferramentas, e é até o momento a forma mais discreta de arrombar um cofre. Entretanto, este método requer muita paciência. O arrombador também deve possuir um claro entendimento das ações mecânicas das fechaduras nas várias formas que assumem e/ou algum conhecimento das características do proprietário do cofre.</p>
<p>A arte da manipulação da fechadura é baseada amplamente na abordagem científica, criada em 1940, por <strong>Harry C. Miller</strong>. Assim como ocorre no cinema, o arrombador usa o som para descobrir a combinação. Mas o que você não vê no cinema é que o arrombador precisa de mais de alguns segundos e um bom <a href="http://www.hsw.com.br/audicao.htm">ouvido</a> para conseguir isso.</p>
<p><strong>Arrombamento de cofres no cinema</strong><br />
<span>Existem dezenas de filmes que destacam a arte do arrombamento de cofre em sua ação. Eis alguns destes filmes:</span> </p>
<ul> <span style="font-family: arial,helvetica;"></p>
<li>The Italian Job (Uma saída de mestre), 2003</li>
<li>Safe Men (Ladrões de cofre)</li>
<li>Sexy Beast</li>
<li>Welcome to Collinwood (Tudo por um segredo)</li>
<li>Ocean&#8217;s Eleven (Onze homens e um segredo)</li>
<li>Absolute Power (Poder absoluto)</li>
<li>The Score (A cartada final)</li>
<li>Die Hard (Duro de matar)</li>
<li>Hudson Hawk (O falcão está à solta)</li>
<li>Thief</li>
<li>The Master Touch</li>
<li>Thunderbolt and Lightfoot (A última golpada)</li>
<p></span></ul>
<p><a href="http://casa.hsw.uol.com.br/arrombamento-de-cofre.htm">http://casa.hsw.uol.com.br/arrombamento-de-cofre.htm</a></p>
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		<title>Jardim de Volts encontra Jardinagem Libertária</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 16:47:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desenrolando algumas tentativas de sugerir rituais, carnavais ou qualquer tipo de liturgia-comunhão que pudessem dar conta de simbolizar e sensibilizar para questões sobre relações entre tecnologia, sociedade e corpo que há alguns anos temos discutido em nossas redes, tentei conceituar já há quase dois anos uma brincadeira-manifesto que foi batizada de Jardim de Volts. Jardim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/tensao.jpg' title='tensao.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/tensao.jpg' alt='tensao.jpg' /></a></p>
<p>Desenrolando algumas tentativas de sugerir rituais, carnavais ou qualquer tipo de liturgia-comunhão que pudessem dar conta de simbolizar e sensibilizar para questões sobre relações entre tecnologia, sociedade e corpo que há alguns anos temos discutido em nossas redes,<br />
tentei conceituar já há quase dois anos uma brincadeira-manifesto que foi batizada de Jardim de Volts.</p>
<p>Jardim de Volts busca encontrar uma forma de entendermos a tecnologia (e a &#8220;ciência&#8221; que a tornou possível) como algo que não é uma magia da indústria e sim fruto da inteligência humana em observar a natureza. Então porque tudo se descontrolou tanto? Aquilo que poderia ajudar a humanidade a construir um mundo melhor ainda serve quase exclusivamente para gerar um consumo sem sentido, sem a menor responsabilidade social e sem medida da destruição do nosso instinto de integração com todo ecossistema.</p>
<p>Escrevi um rascunho de idéia que ao meu ver ainda continua muito crua:<br />
( <a href="http://estudiolivre.org/tiki-index.php?page=JardinDeLosVolts">http://estudiolivre.org/tiki-index.php?page=JardinDeLosVolts</a> )</p>
<p>Durante o encontro Submidiologia 2 a bricadeira foi tomando mais forma:<br />
(<a href=" http://pub.descentro.org/submidialogia_o_estudo_da_subversao_dos_meios"> http://pub.descentro.org/submidialogia_o_estudo_da_subversao_dos_meios</a> )</p>
<p>Apesar de até hoje não ter elaborado melhor uma reflexão sobre a proposta tenho comentado aqui e ali e isso acabou rendendo alguns encontros.</p>
<p>Recentemente recebi um convite do pessoal que em Curitiba tem organizado uma ação direta muito esperta e divertida, que foi batizada de &#8220;Jardinagem Libertária&#8221;. Nesta o grupo celebra a busca por consciência ecológica promovendo encontros, bicicletadas, caminhadas e outras buscas onde revitalizam o espaço urbano plantando árvores pela cidade. O grupo chegou a criar uma praça num abandonado terreno baldio, que foi batizada de &#8220;Praça PIrata&#8221;&#8230;<br />
( <a href="http://jardinagemlibertaria.wordpress.com/">http://jardinagemlibertaria.wordpress.com/</a> )</p>
<p>Por duas vezes seguidas este ano, em Fevereiro e Março de 2008, tentei de alguma maneira conectar a proposta com a idéia do Jardim de Volts, e curiosamente fui surpreendido por contratempos que me fizeram refletir sobre o próprio processo que eu estava querendo trazer como discussão.</p>
<p>Da primeira vez uma chuva impedia que minha proposta de tirar energia de limões, usando computador pra transformar poéticas sonoras recombinadas de arquivos mandados para mim se realizasse. Da segunda, um HD com problemas atrasava toda a preparação do sistema para o tal.</p>
<p>Enquanto preparava o HD pra tentar realizar aquilo que eu imaginava como uma colaboração, eu fui aos poucos refletindo sobre o ritmo que eu mesmo me encontro agora, depois de tantos anos vivendo em função da internet e sua promessa de informação e comunicação total.</p>
<p>Pensei também na minha paranóia de &#8220;eficiência&#8221;, também parte de um sintoma de todo esse prometido &#8220;progresso&#8221;, que eu queria criticar com uma retórica tão metida a eloqüente.</p>
<p>Curiosamente no sábado de manhã eu fui aos poucos conseguindo deixar o sistema pronto, mesmo tendo freado um pouco meu ritmo, influenciado pela reflexão.</p>
<p>Chegando no lugar, me deparei com dezenas de pessoas, fazendo intervenções num muro de tapume de um outro terreno baldio (uma nova Praça Pirata?), e fui visitar a já citada e arborizada primeira Praça Pirata.</p>
<p>O fato é vendo a naturalidade com que a piazada tava lidando com aquilo, me caiu a ficha que toda aquele meu processo metódico de determinismo pra fazer um tipo de &#8220;demonstração&#8221; de expressões da eletrônica fora do processo industrial ainda estavam muito viciados na ilusão de &#8220;ter tudo sob controle&#8221; como prega nosso cego processo civilizatório.</p>
<p>Ao invés de imediatamente influenciar todo aquele esforço manual que estava acontecendo ali pra prestar atenção em algo completamente desviante que eu estava preparado pra fazer, eu decidi tentar ajudar nas intervenções, entender, compartilhar os processos e tentar pensar um pouco daquilo que o Jardim de Volts estava propondo a partir daquela experiência.</p>
<p>Naquele exato momento percebi o quanto as pessoas estavam aparelhadas com suas tintas, pás, estiletes, canetas, máquinas fotográficas, instrumentos musicais, impressos e outros utensílios que além de ferramentas super úteis para a ocasião, também contribuiram para o giro de toda uma economia industrial.</p>
<p>Todo aquele belo romantismo de desenhos nos tapumes do terreno baldio e plantar árvores no quarteirão em volta estava ali inevitavelmente sujeito a um processo industrializado que vai culminar num eminente uso do terreno pelo seu proprietário. Talvez toda a revitalização do quarteirão até ajude na especulação imobiliária do terreno.</p>
<p>Obviamente que toda essa reflexão pelo viés pessimista cai numa perspectiva totalmente radical de encarar o processo civilizatório do qual somos indissociáveis avatares, como em teorias do Anarco-Primitivismo ( <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anarco-primitivismo ">http://pt.wikipedia.org/wiki/Anarco-primitivismo </a>) .</p>
<p>Não é díficil presumir porque reflexões tão profundamente realistas sobre a incapacidade do homem usar sua incrível inteligência para uma comunhão mais saúdavel com o planeta podem cair em surtos de violência irracional como a desesperada ação do Unabomber ( <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Theodore_Kaczynski">http://pt.wikipedia.org/wiki/Theodore_Kaczynski</a> )&#8230;</p>
<p>No entanto, como pensar uma maneira não-violenta em que de dentro pra fora possamos redesenhar nossa função em construir uma &#8220;ciência&#8221; mais alinhada com as necessidades do mundo, e não apenas com o egoísmo consumista e imediatista que nos surge pelos tradicionais simulacros com a idéia de progresso e prosperidade?</p>
<p>Obviamente a resposta não é nada simples, mas acredito que ali na Jardinagem Libertária, entre algo de uma energia bastante pueril e ingênua de jovens querendo afirmar seus traços, haviam também esforços extremamente responsáveis, bravos e inteligentes de fazer sua parte para criar um mundo melhor e menos alienado do que está a sua volta.</p>
<p>Quanto aos Volts, aos poucos eles vão encontrando maneira de entoar mantras nos Jardins, buscando entender como esse conhecimento sobre a energia pura e canalizada pode ser menos destrutiva e mais esperta.</p>
<p>Por enquanto, fico bastante feliz em poder ver crescer o pé de limoeiro que plantamos ali ao lado da calçada naquele dia. Espero que ele possa um dia dar frutos. Que estes possam ajudar para que por trás dos tapumes  ao invés de ignorantes templos de consumo apareçam mais Jardins Libertários.</p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/limoeiro.jpg' title='limoeiro.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/limoeiro.jpg' alt='limoeiro.jpg' /></a></p>
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		<title>Inserir título curioso aqui.</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2475</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 23:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PROPOSTA: Apresentação performática-de-sombra-presente da Orquestra Organismo a partir de estudo do repertório de 3 anos de publicações poéticas na revista eletrônica Hackeando Catatau. www.organismo.art.br/blog por simone bittencourt, glerm soares, lucio de araujo, octavio camargo e occam. (&#8230;)Pronto. Sopro a fumaça, sofro a pressão, mais um pouco e nada mais terá acontecido, tudo será o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> PROPOSTA:</p>
<p>Apresentação performática-de-sombra-presente da Orquestra Organismo a partir de estudo do repertório de 3 anos de publicações poéticas na revista eletrônica Hackeando Catatau.<br />
<a href="http://www.organismo.art.br/blog">www.organismo.art.br/blog</a></p>
<p><i>por simone bittencourt, glerm soares, lucio de araujo, octavio camargo e occam.</i></p>
<p><font color="#993300">(&#8230;)Pronto.</font><font color="#ff0000"> Sopro a fumaça, sofro a pressão,<br />
mais um pouco e nada mais terá acontecido, tudo será<br />
o que fôr, e o que der e vier – seja lá o que será?</font><font color="#993300"> O<br />
nó, cego, surdo e mudo: atravessuras! O poliglota<br />
analfabeto, de tanto virar o mundo, ver as coisas e<br />
falar os papos, parou para pensar ao pé de uma<br />
montanha. Assaltaram-no dois pensamentos. Um na<br />
língua materna, outro em língua estrangeira. O<br />
primeiro fêz a pergunta, o outro respondeu.<br />
Resultado: sou pai de minhas perguntas e filho de<br />
minhas respostas. Sei um signo. A regra diz: responda<br />
sim ou nunca responda, indefinitus et inexplicabilis<br />
sermo.</font> <font color="#ff0000">Preciso acrescentar à pergunta o que lhe<br />
falta.</font> <font color="#993300">Está faltando um signo. Logo o comprendido.<br />
Nada posso representar, o jôgo pára. (&#8230;)&#8221;</font></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<blockquote><p>Desprendido de imagens que se rompem a um capricho dos deuses,</p></blockquote>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/04/mimosx-abacaxi2.jpg" alt="mimosx-abacaxi2.jpg" /></p>
<blockquote><p>te regressas ao que, fora do tempo,</p></blockquote>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/04/mimosx-abacaxi6.jpg" alt="mimosx-abacaxi6.jpg" /></p>
<blockquote><p>é tempo infinito</p></blockquote>
<p>(&#8230;)</p>
<blockquote><p>no secreto semblante da verdade.</p></blockquote>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/04/mimosx-abacaxi8.jpg" alt="mimosx-abacaxi8.jpg" /></p>
<blockquote><p><i>Poema de Carlos Drummond de Andrade, na cédula de 50 cruzados novos.</i></p></blockquote>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/04/cigarro.jpg" alt="cigarro.jpg" /></p>
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		<title>destino das Oito/Fate at Eight/Schicksal um acht &#8211; chico mello</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 12:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[eixos]]></category>
		<category><![CDATA[poéticas experimentais da voz]]></category>
		<category><![CDATA[chico mello]]></category>
		<category><![CDATA[cinismo]]></category>
		<category><![CDATA[destino das oito]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[repetição]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[It was a good luck that the festival MaerzMusic had two promising focal points – the human voice and the Brazilian music. Especially in Brazil the experimental and most involved musicians often are getting in touch with popular music. Chico Mello lives in Brazil and in Germany. He created his own style of music theatre. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rkXdT9PR94E&#038;hl=en"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/rkXdT9PR94E&#038;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PmSG5XBr5XI&#038;hl=en"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/PmSG5XBr5XI&#038;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CdI9W7-rd6A&#038;hl=en"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/CdI9W7-rd6A&#038;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/o80h3QBXKrM&#038;hl=en"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/o80h3QBXKrM&#038;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
<p>It was a good luck that the festival MaerzMusic had two promising focal points – the human voice and the Brazilian music. Especially in Brazil the experimental and most involved musicians often are getting in touch with popular music. Chico Mello lives in Brazil and in Germany. He created his own style of music theatre. Here he is combining the for the Brazilians very important form of TV soap opera, the „Telenovela“, with Bossa Nova. The result he’s calling TELEBOSSA. His piece, with the title „Destino das Oito/ Fate at Eight“, was first performed in a marvelous light and ironic-imaginative production by Christina Tappe at the Berlin festival MaerzMusik.<br />
The dramatic basis gave the British author Caryl Churchill. On the other side Chico Mello discovered with his own son how important repetitions are for narrating stories.<br />
For this reason Mello was able to reflect in a light and ironic way the stupid and at the same time abysmal rituals of every day rituals, constantly served by TV soap operas.<br />
Musically Mello connected the cool sensuality of Bossa Nova. He permitted the singers and musicians just to use certain notes and rhythms. The result was a sound on the golden mean in-between Alban Berg and Joao Gilberto. Rarely contemporary music theatre as Chico Mellos DESTINO DAS OITO – without falling in cynicism – offers so much ground for laughing and reflection.</p>
<p>Volker Michael, Deutschlandradio Kultur, Berlin </p>
<p>The play</p>
<p> A family waits for the return of the daughter. Captivated in the vacuum of every-day rituals the couple Brian and Alice repeats together with aunty Maisie again and again the same procedures. Change lies in commonness with trivial problems: misunderstandings, conflicts with the wayward drunk son, feelings of guiltiness, fear, old secrets, affairs, addictions, absurd encounters, departure, death. Will the daughter arrive? Will she bring the redemption from the deadlock?</p>
<p>„Destino das Oito &#8211; Fate at Eight &#8211; Schicksal um Acht“ is the setting to music of the drama „Heart’s Desire“ (1997) by the famous British Author Caryl Churchill. Caryl Churchill, born 1938, is one of the leading British dramatists. Her plays are extremely political and deal with social alienation and mechanisms of power. Very effectively she combines formal dramatic experiments with exciting political issues<br />
In „Heart’s Desire“ the realistic situation of waiting for the daughter becomes a dramatic unrealistic elaboration – the story of waiting is narrated in a non-linear way. The dramatic development constantly is interrupted and restarts from the beginning. In a situation of a reset the story gets a new possible development. Every reset, every repetition includes musical and scenical variations. The result: an absurd and funny, constant perplexity of references in time and space.</p>
<p>The grotesque play with repetitions and interruptions get in the musical setting of Chico Mello a new dimension. Every beginning brings new variations and events and clears up  the exciting patterns of the dramatic play.</p>
<p>The concept<br />
The narrow patterns of family, the family issues themselves are very similar to the dramatic constructions of popular TV soap operas, of the famous Brazilian „Telenovelas“. The action itself seems to be realistic, full with social and psychological situations of the brasilian every day life. This genre of soap opera gives a high emotional identification for a huge audience. For a big part of the brasilian population the main protagonists are as close as family members. The everyday life is dedicated to the world of Telenovelas – the Telenovela copies problems of the common life. </p>
<p> The formal and dramatic constellation of „Heart’s Desire“ gives an ideal basis for an investigation of this entanglement. Similar as is in a TV setting the audience can experience how the protagonists fall into their own soap opera. For this reason the play „Heart`s Desire“ becomes a free interpretation in the fictional telenovela „Destino das Oito &#8211; Fate at Eight &#8211; Schicksal um Acht“.</p>
<p> By linking together different possibilities of action and dramaturgic developments in one series, by the scenic interaction of real action and telecasting, by mixing pictures from real telenovelas and live-videos arises a performance where the borders of TV and reality, of real and artificially produced experiences fade away.</p>
<p>The most important Brazilian telenovela is daily broadcasted at eight o’clock: a collective fate, broadcasted at eight, played by fictional protagonists, experienced by the majority of a huge tv-audience.</p>
<p>The music</p>
<p>The musical composition takes this dramatic structure and works with it’s patterns of repetition and variation. The recurrent basic situation is taken for a musical fundament and opens many possibilities for the exploration of an own musical language. The composer develops a special musical vocabulary. This he adds to the harmonies of the vocals of the English text. The result will be a fine grid of melodies, that are not motivated in a psychological or affective way, but offer an artificial construction for the naturalistic scene. In this exciting combination of Chary Churchill`s excellent composed text, the artificial vocal inflection and a naturalistic scene the rich diversity of the play becomes evident. The funny absurdity and the complexity of trivial daily scenes become even more obvious. </p>
<p>The clear language patterns made the composer develop an own “alphabet“ of pitches directly out of the vocals and consonants of each syllable of each word. Chico Mello constructed an own system of composition that gives every figure it`s special character, and of course repeating ­ non harmonic &#8211; melodies to each reply.  The basis of the work is the entire text.</p>
<p>Each singer-actor has 1 or two 2 accompanying instruments, as follows: </p>
<p>Brian + Bariton Saxophon + Contrabass<br />
Alice + Clarinet + Viola<br />
Susy + Celesta<br />
Maisie + Oboe + Violine<br />
Lewis + Tuba + Contrabass<br />
Official + Percussion</p>
<p>Similar as in previous compositions (&#8220;Amarelinha&#8221; and &#8220;do lado de lá&#8221; for orchestra), Chico Mello works with „decontextualisation“ of Boss Nova. The &#8220;Tele&#8221;-&#8221;Bossa&#8221; is a combination of brasilian Telenovela and the musical genre of „Bossa Nova“. In both forms strong emotions are produced by repeating patterns. The difference is the melo-dramatization of emotions in telenovelas to the static condition of happiness and sadness in the Bossa.</p>
<p>In the new music-dramatic form of „Telebossa“ the dramaturgy of telenovelas is so to speak „bossanized“ – an exciting contradiction, intensified by the scenic action.       </p>
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		<title>21/3/2008 (morning) København</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Mar 2008 19:52:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
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		<category><![CDATA[surface tension]]></category>
		<category><![CDATA[compasso]]></category>
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		<description><![CDATA[spring time comes to the sub tropic(!). today the light was first lit at the home of orquestra organismo. now a site with address (a specific location in the map), a place one can find with a compass]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/03/img_7817.jpg' title='img_7817.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/03/img_7817.jpg' alt='img_7817.jpg' width='500' /></a></p>
<blockquote><p>spring time comes to the sub tropic(!). today the light was first lit at the home of orquestra organismo. now a site with address (a specific location in the map), a place one can find with a </p></blockquote>
<p>compass</p>
]]></content:encoded>
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		<title>orquestra organismo</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Mar 2008 18:41:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>conSerto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/03/infinito_pipe_infinito.gif" title="infinito_pipe_infinito.gif"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/03/infinito_pipe_infinito.gif" alt="infinito_pipe_infinito.gif" /></a></p>
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		<title>No hay banda</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 16:01:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vanderlyne: A modernidade é nossa Antigüidade? Vitoriamario: Certa vez um jornalista ocidental perguntou ao rei de Sião o que ele pensava das vitórias dos colonialismos ocidentais no mundo (a Tailândia, ou o Sião, como era conhecida na época, era um dos poucos Estados a não ter sido colonizado). Sua Majestade respondeu que, no Ocidente, os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.dubuquesymphony.org/dso/images/OrchestraChart.gif" alt="orchestra" /></p>
<p><strong>Vanderlyne:</strong> A modernidade é nossa Antigüidade?</p>
<p><strong>Vitoriamario:</strong> Certa vez um jornalista ocidental perguntou ao rei de Sião o que ele pensava das vitórias dos colonialismos ocidentais no mundo (a Tailândia, ou o Sião, como era conhecida na época, era um dos poucos Estados a não ter sido colonizado). Sua Majestade respondeu que, no Ocidente, os soldados marcham no mesmo ritmo, mas que na Tailândia, por exemplo, os soldados tailandeses encontram seu fluxo próprio e seguem em seu próprio ritmo. No ano seguinte, Sua Majestade contratou uma banda militar italiana para liderar o exército tailandês.</p>
<p><strong>Banda Militar:</strong> Como sob o capitalismo todos reproduzem as condições de sua própria alienação, enquanto a arte como nós a conhecemos continua a existir, seria ridículo esperar que aqueles que desejam sua abolição como uma esfera separada do fazer humano não se envolvam com ela. Entretanto, artistas progressistas devem ter em mente que o seu papel como especialistas não-especializados deve ser negado. A arte não pode ser reformada, ela só pode ser abolida. Assim, a estratégia cultural progressista nesse período de transição deve ser tornar autônomo o negativo dentro da prática artística.</p>
<p><strong>Sua Majestade:</strong> O capitalismo não é apenas o motor por trás da iconoclastia. Na sua indiferença para com o que oblitera (a comunidade humana, a inteligência humana, os corpos humanos), a economia de mercadorias é a força monumentalmente destrutiva que ergue a destruição de ídolos a níveis inéditos de banalidade.</p>
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		<title>incluir sem excluir</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Mar 2008 14:02:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte em circulação]]></category>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/sistemas_monetarios.png" alt="" title="sistemas_monetarios" width="500" height="391" class="alignnone size-full wp-image-2541" /><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/alerta.png" alt="" title="alerta" width="500" height="391" class="alignnone size-full wp-image-2542" /></p>
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		<title>Poeirinha da Poeira</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Feb 2008 01:14:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[existência]]></category>
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		<description><![CDATA[E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: &#8220;Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_mito_de_S%C3%ADsifo"><img src="http://oarcodavelha.blogsome.com/images/sisifo.gif" width=100px   alt="sisifo" /></a><br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_mito_de_S%C3%ADsifo"><img src="http://oarcodavelha.blogsome.com/images/sisifo.gif" width=100px   alt="sisifo" /></a><br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_mito_de_S%C3%ADsifo"><img src="http://oarcodavelha.blogsome.com/images/sisifo.gif" width=100px   alt="sisifo" /></a></center></p>
<p>E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: &#8220;Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência &#8211; e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio.<br />
A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez &#8211; e tu com ela, poeirinha da poeira!&#8221; -</p>
<p>Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que responderias: &#8220;Tu és um deus, e nunca ouvi nada mais divino!&#8221; Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse; a pergunta, diante de tudo e de cada coisa:</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_mito_de_S%C3%ADsifo">&#8220;Quero isto ainda uma vez e ainda inúmeras vezes?&#8221;</a></p>
<p>Pesaria como o mais pesado dos pesos sobre teu agir! Ou então, como terias de ficar de bem contigo mesmo e com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?</p>
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		<title>Almoço, Jardinagem, Mantras e Jardim de Volts em Curitiba</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2532</link>
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		<pubDate>Sat, 23 Feb 2008 13:09:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alguém</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[arte em circulação]]></category>
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		<category><![CDATA[doutorado pirata]]></category>
		<category><![CDATA[jardim de volts]]></category>
		<category><![CDATA[jardinagem libertária]]></category>
		<category><![CDATA[mantra]]></category>
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		<description><![CDATA[Pessoal, Convidando a todos para participar dum primeiro mantra de um “Jardim de Volts” que vai acontecer na Praça Pirata, em Curitiba. Um esboço do que pode ser um Jardim de Volts, está aqui: http://estudiolivre.org/tiki-index.php?page=JardinDeLosVolts Voce pode participar de 3 maneiras: 1 &#8211; Mandando um mp3 ou ogg de 1min a 5min pra organismo@gmail.com (ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/pca-pirata-043.jpg" alt="" title="pca-pirata-043" width="400" height="300" class="alignnone size-full wp-image-2533" /></p>
<p>Pessoal,</p>
<p>Convidando a todos para participar dum primeiro mantra de um “Jardim de Volts” que vai acontecer na Praça Pirata, em Curitiba.</p>
<p>Um esboço do que pode ser um Jardim de Volts, está aqui: http://estudiolivre.org/tiki-index.php?page=JardinDeLosVolts</p>
<p>Voce pode participar de 3 maneiras:</p>
<p>1 &#8211; Mandando um mp3 ou ogg de 1min a 5min pra organismo@gmail.com (ou postando em www.estudiolivre.org e me avisando nesse email). Os arquivos sonoros devem conter qualquer mensagem musical e/ou em forma de frase para sua contribuição no mantra.</p>
<p>2- Plantando uma árvore &#8211; no mesmo dia em sua cidade (De preferencia um limoeiro, pra poder rolar a bricadeira com volts… mas qualquer ato simbólico registrado ja é algo).</p>
<p>3. compareçendo ao encontro na Praça Pirata em Curitiba (leve o arquivo sonoro ! )</p>
<p>A concentração acontece no Govardhana Yogashala  *Rua Augusto Stresser, 207* com um almoço crudívoro, música indiana, prática de yoga, trocas etc.</p>
<p>Prática de Yoga &#8211; 10hs</p>
<p>Almoço Vivo &#8211; 13hs</p>
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		<title>If i couldn´t be who you wanted all the time</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Feb 2008 22:15:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>BarbarelaK</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[lingua madura]]></category>
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		<description><![CDATA[REQUIEM – Impressões de Setembro O crucifixo que pende abandonado é por um momento aprisionado pelo olhar. A imagem amolda-se na consciência como a constatação de que não há nada além deste buraco em que me encerro. A alma caminha atordoada, desviando os paralelepípedos e seus escarros. Nesta esquina, no cume das Mercês, me quedo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>REQUIEM – Impressões de Setembro<br />
O crucifixo que pende abandonado é por um momento aprisionado pelo olhar.<br />
A imagem amolda-se na consciência como a constatação de que não há nada além deste buraco em que me encerro.<br />
A alma caminha atordoada, desviando os paralelepípedos e seus escarros.<br />
Nesta esquina, no cume das Mercês, me quedo.<br />
Segue em frente a Outra, que já não sou mais eu, enfim.</p>
<p><a href="http://www.estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=5604&amp;">Língua Madura</a> audio no estudio livre</p>
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		<title>donde miras</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jan 2008 19:35:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[donde miras]]></category>
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		<category><![CDATA[expedición donde miras]]></category>

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		<description><![CDATA[O Projeto &#8220;Expedición DONDE MIRAS &#8211; Caminhada Cultural Pela América Latina (Trecho São Paulo-Curitiba)&#8221; prevê que um grupo de cerca de 30 pessoas, composto por atores, cineastas, artistas plásticos, músicos, dançarinos, produtores culturais, poetas, educadores e fotógrafos, comprometidos ativamente com a produção e difusão cultural na cidade de São Paulo, principalmente em suas regiões periféricas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/dondemiras.jpg'><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/dondemiras.jpg" alt="" title="dondemiras" width="320" height="212" class="alignnone size-full wp-image-2507" /></a></p>
<p>O Projeto &#8220;Expedición DONDE MIRAS &#8211; Caminhada Cultural Pela América Latina (Trecho São Paulo-Curitiba)&#8221; prevê que um grupo de cerca de 30 pessoas, composto por atores, cineastas, artistas plásticos, músicos, dançarinos, produtores culturais, poetas, educadores e fotógrafos, comprometidos ativamente com a produção e difusão cultural na cidade de São Paulo, principalmente em suas regiões periféricas, partirá no dia 05 de janeiro de 2008 do bairro Campo Limpo (zona sul da capital paulista) rumo à Curitiba.</p>
<p>Sem cunho partidário e/ou religioso, o grupo caminhará por aproximadamente 30 dias, percorrendo treze municípios do estado de São Paulo (Taboão da Serra, Embu, Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra, Juquitiba, Miracatú, Juquiá, Sete Barras, Eldorado, Iporanga, Apiaí, Itaoca e Ribeira) e cinco municípios do estado do Paraná (Adrianópolis, Tunas do Paraná, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul e Curitiba).</p>
<p>Numa empreitada de troca e manifestações artísticas, os caminhantes pretendem observar, conhecer e pesquisar as diversas atividades culturais de cada um dos lugares visitados (lugares esses que incluem comunidades quilombolas, aldeias indígenas, populações ribeirinhas e assentamentos situados no caminho entre os municípios citados).</p>
<p>Isto se realizará principalmente através de encontros culturais (saraus) onde acontecerão: exibição de filmes, apresentações de música, dança e teatro, performances, exposições, recitais de poesia, lançamento de livros e possíveis manifestações espontâneas.</p>
<p>A programação dos eventos culturais será constituída tanto pelos artistas-caminhantes, quanto pelos artistas locais, de acordo com os desejos, necessidades, articulação, mobilização e possibilidades de cada localidade (incluindo estruturais, tais como: espaço físico e equipamento).</p>
<p>Por que caminhar</p>
<p>Percorrer a pé esse caminho para que as relações sejam mais diretas e verdadeiras, e para que isto possibilite aos artistas experimentar novos aspectos de sua própria arte e também da vida humana, para que possam trocar, re-criar, criar, num processo que acontecerá ora individualmente, ora coletivamente. E que deste, surgirá novas poesias, novos modos de dançar, novos trabalhos plásticos, novas músicas etc.</p>
<p>Visitar as cidades, seus cheiros, seus sabores, seus rostos, suas palavras e imagens. Trocar experiências, ouvir, somar, vivenciar na carne e nos olhos o modo como esses &#8220;outros povos&#8221; vivem, se organizam, se manifestam, quais rituais congregam, o modo como ocupam e como convivem com a terra e as relações humanas decorrentes dessas formas.</p>
<p>Que a partir dessa experiência direta, cada artista-caminhante possa, pisando com seus próprios pés esse chão que guarda tantas riquezas e deixando um pouco de si nesse mesmo chão, ampliar seu olhar e trazer os reflexos disso para sua prática artística e humana.</p>
<p>Para que a &#8220;Expedición Donde Miras&#8221; seja possível, este grupo de artistas-caminhantes está promovendo ações para a arrecadação de recursos e buscando apoios, parcerias e contribuições, que podem acontecer das mais diversas formas: acolhimento nas cidades por onde passarão (abrigo, comida), doações materiais (equipamentos, alimentos) e em dinheiro.</p>
<p>O objetivo da Caminhada Cultural é, principalmente, promover o intercâmbio cultural entre os artistas caminhantes e as populações de cada cidade visitada. Para que isso aconteça pedimos e precisamos do acolhimento e disponibilidade dessas pessoas e as convidamos, inclusive, à seguir caminhada conosco. </p>
<p>http://www.expediciondondemiras.blogspot.com/</p>
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		<item>
		<title>O desafio do deepblue ao repentista no céu,</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2459</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2459#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 15:53:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[Polavra]]></category>
		<category><![CDATA[conSerto]]></category>
		<category><![CDATA[portunhol]]></category>
		<category><![CDATA[abrangente]]></category>
		<category><![CDATA[desafio]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[repente]]></category>
		<category><![CDATA[repentista]]></category>

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		<description><![CDATA[minha gente se ilude e mente, abertamente abominavelmente abrangente abruptamente absente absolutamente absorvente adjacente admiravelmente adolescente adoravelmente adormente adstringente afectuosamente afervente afincadamente afirmativamente aformosente afrente afugente agente agitadamente agrestemente aguardente aguente airosamente ajuizadamente ajuramente alegadamente alegremente alente aliciente alimente altamente alternativamente amamente amargamente amarguradamente amavelmente ambiente ameaçadoramente amigavelmente amistosamente amiudadamente amorosamente amplamente analogamente angustiosamente aniversariamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/01/museu00101.jpg' alt='museu00101.jpg' /></p>
<p><font size=6>minha gente se ilude e mente,</font><br />
abertamente<br />
abominavelmente<br />
abrangente<br />
abruptamente<br />
absente<br />
absolutamente<br />
absorvente<br />
adjacente<br />
admiravelmente<br />
adolescente<br />
adoravelmente<br />
adormente<br />
adstringente<br />
afectuosamente<br />
afervente<br />
afincadamente<br />
afirmativamente<br />
aformosente<br />
afrente<br />
afugente<br />
agente<br />
agitadamente<br />
agrestemente<br />
aguardente<br />
aguente<br />
airosamente<br />
ajuizadamente<br />
ajuramente<br />
alegadamente<br />
alegremente<br />
alente<br />
aliciente<br />
alimente<br />
altamente<br />
alternativamente<br />
amamente<br />
amargamente<br />
amarguradamente<br />
amavelmente<br />
ambiente<br />
ameaçadoramente<br />
amigavelmente<br />
amistosamente<br />
amiudadamente<br />
amorosamente<br />
amplamente<br />
analogamente<br />
angustiosamente<br />
aniversariamente<br />
ansiosamente<br />
antecedente<br />
antecedentemente<br />
antecipadamente<br />
anteriormente<br />
antigamente<br />
anualmente<br />
apaixonadamente<br />
aparente<br />
aparentemente<br />
apartadamente<br />
apascente<br />
apeçonhente<br />
apoquente<br />
aposente<br />
apresente<br />
apressadamente<br />
aprofundadamente<br />
aproximadamente<br />
ardente<br />
ardentemente<br />
argentinamente<br />
arguente<br />
argumente<br />
arrastadamente<br />
arrebatadamente<br />
arrebente<br />
arregimente<br />
ascendente<br />
asneirentamente<br />
asneirosamente<br />
asperamente<br />
assente<br />
assinaladamente<br />
assisadamente<br />
assistente<br />
associadamente<br />
astuciosamente<br />
astutamente<br />
atabafadamente<br />
atabalhoadamente<br />
atarantadamente<br />
atarefadamente<br />
atempadamente<br />
atentadamente<br />
atentamente<br />
atente<br />
atentivamente<br />
atinente<br />
atormente<br />
atraente<br />
atravessadamente<br />
atropeladamente<br />
atualmente<br />
aturadamente<br />
audazmente<br />
audiente<br />
aumente<br />
ausente<br />
automaticamente<br />
avente<br />
avidamente<br />
avisadamente<br />
avivente<br />
baldadamente<br />
barulhentamente<br />
basicamente<br />
básicamente<br />
batente<br />
beatificamente<br />
beneficente<br />
benemerente<br />
benevolente<br />
bestialmente<br />
brandamente<br />
brevemente<br />
bruscamente<br />
brutalmente<br />
cabalmente<br />
cadente<br />
caliente<br />
calmamente<br />
cancrescente<br />
candente<br />
candidamente<br />
caoticamente<br />
capazmente<br />
caprichosamente<br />
carecente<br />
carente<br />
carinhosamente<br />
caritativamente<br />
casualmente<br />
categoricamente<br />
cautamente<br />
cautelosamente<br />
cerimoniosamente<br />
certamente<br />
chapadamente<br />
ciente<br />
cimente<br />
circum-adjacente<br />
circunjacente<br />
circunspectamente<br />
circunstanciadamente<br />
civicamente<br />
clandestinamente<br />
claramente<br />
clemente<br />
cliente<br />
coalescente<br />
cobiçosamente<br />
coeficiente<br />
coerente<br />
coexistente<br />
coincidente<br />
combatente<br />
comedidamente<br />
comente<br />
comovente<br />
comparavelmente<br />
compassivamente<br />
compenetradamente<br />
competente<br />
competentemente<br />
complacente<br />
complementarmente<br />
complemente<br />
completamente<br />
complicadamente<br />
componente<br />
comprimente<br />
compulsivamente<br />
compungente<br />
comummente<br />
concedente<br />
concernente<br />
concludente<br />
concludentemente<br />
concomitantemente<br />
concorrente<br />
concretamente<br />
concupiscente<br />
condescendente<br />
condicente<br />
condimente<br />
condizente<br />
conferente<br />
confessadamente<br />
confidencialmente<br />
confidente<br />
confitente<br />
confortavelmente<br />
confusamente<br />
congruente<br />
conhecidamente<br />
conivente<br />
conjuntamente<br />
consciente<br />
conscientemente<br />
consente<br />
consequente<br />
consequentemente<br />
consideravelmente<br />
consistente<br />
constantemente<br />
constitucionalmente<br />
constrigente<br />
consulente<br />
contemporaneamente<br />
contente<br />
continente<br />
contingente<br />
contingentemente<br />
continuadamente<br />
continuamente<br />
contraproducente<br />
contrariamente<br />
contundente<br />
convalescente<br />
conveniente<br />
convenientemente<br />
convergente<br />
convincente<br />
copiosamente<br />
corajosamente<br />
cordialmente<br />
corporalmente<br />
correctamente<br />
corrente<br />
correspoendente<br />
correspondente<br />
corretamente<br />
cortesmente<br />
cotidianamente<br />
crente<br />
crescente<br />
crespamente<br />
criminalmente<br />
cruelmente<br />
cuidadosamente<br />
cumprimente<br />
curiosamente<br />
custosamente<br />
debilmente<br />
decadente<br />
decente<br />
decicidamente<br />
decididamente<br />
decisivamente<br />
declaradamente<br />
decorrente<br />
decrescente<br />
deferente<br />
deficiente<br />
definitivamente<br />
delicadamente<br />
deliciosamente<br />
delinquente<br />
demasiadamente<br />
demasidamente<br />
demente<br />
demitente<br />
democraticamente<br />
demoradamente<br />
dente<br />
dependente<br />
deprimente<br />
desabafadamente<br />
desabridamente<br />
desacorrente<br />
desagradavelmente<br />
desajeitadamente<br />
desalente<br />
desalinhadamente<br />
desapoquente<br />
desassombradamente<br />
desatentamente<br />
desavisadamente<br />
descansadamente<br />
descendente<br />
descensionalmente<br />
descobertamente<br />
descoincidente<br />
desconsoladamente<br />
desconsoladoramente<br />
descontente<br />
descortesmente<br />
descrente<br />
descrescente<br />
descuidadamente<br />
desenfreadamente<br />
desenganadamente<br />
desengonçadamente<br />
desesperadamente<br />
desgraçadamente<br />
designadamente<br />
desigualmente<br />
desjeitosamente<br />
deslealmente<br />
desleixadamente<br />
desmedidamente<br />
desmente<br />
desmesuradamente<br />
desnecessariamente<br />
desobediente<br />
desordenadamente<br />
desoriente<br />
despeitadamente<br />
desportivamente<br />
desproporcionadamente<br />
despropositadamente<br />
desquilibradamente<br />
desvairadamente<br />
detalhadamente<br />
determinadamente<br />
devidamente<br />
devotamente<br />
diariamente<br />
diferente<br />
diferentemente<br />
dificilmente<br />
dificìlmente<br />
difusamente<br />
dilatadamente<br />
diligente<br />
diminutamente<br />
directamente<br />
dirigente<br />
discente<br />
disciplinadamente<br />
discretamente<br />
discriminadamente<br />
dissente<br />
dissidente<br />
dissimuladamente<br />
distintamente<br />
distraidamente<br />
ditosamente<br />
divergente<br />
diversamente<br />
divinamente<br />
dobradamente<br />
docemente<br />
docente<br />
doente<br />
doidamente<br />
dolente<br />
dolorosamente<br />
dormente<br />
dramaticamente<br />
drasticamente<br />
duplamente<br />
duplicadamente<br />
duramente<br />
ecleticamente<br />
edolescente<br />
éespecialmente<br />
efectivamente<br />
efervescente<br />
efetivamente<br />
eficazmente<br />
eficiente<br />
<font size=6>efusivamente<br />
eloquente</font></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/01/2207.jpg' alt='2207.jpg' /></p>
<p>embaraçadamente<br />
emente<br />
eminente<br />
emitente<br />
emocionalmente<br />
encandescente<br />
encarecidamente<br />
enchente<br />
energicamente<br />
enfrente<br />
engenhosamente<br />
enlevadamente<br />
enormemente<br />
ente<br />
entusiasticamente<br />
envolvente<br />
epistolarmente<br />
eqsessivemente<br />
erodente<br />
erradamente<br />
escassamente<br />
escondidamente<br />
escrevente<br />
escrupulosamente<br />
espaçadamente<br />
espacialmente<br />
esparsamente<br />
espavoridamente<br />
especialmente<br />
especificadamente<br />
especificamente<br />
esplendente<br />
esplendidamente<br />
espontaneamente<br />
esquente<br />
essencialmente<br />
estoicamente<br />
estouvadamente<br />
estranhamente<br />
estreitamente<br />
estridente<br />
estritamente<br />
estrondosamente<br />
estupefaciente<br />
estupendamente<br />
estupidamente<br />
eternamente<br />
eventualmente<br />
evidente<br />
evidentemente<br />
exactamente<br />
exageradamente<br />
exatamente<br />
excedente<br />
excelente<br />
excelentemente<br />
excepcionalmente<br />
excessivamente<br />
excitadamente<br />
excitantemente<br />
exclusivamente<br />
exigente<br />
existente<br />
expansivamente<br />
expediente<br />
expeditamente<br />
experiente<br />
experimente<br />
explicitamente<br />
expoente<br />
expressamente<br />
extensamente<br />
extensivamente<br />
extraordinariamente<br />
extremadamente<br />
extremamente<br />
faceiramente<br />
facilmente<br />
factualmente<br />
falsamente<br />
familiarmente<br />
fantasmagóricamente<br />
farniente<br />
fatalmente<br />
fatidicamente<br />
felizmente<br />
fente<br />
fermente<br />
ferozmente<br />
fervente<br />
fervorosamente<br />
festivamente<br />
fidalgamente<br />
finalmente<br />
finamente<br />
firmemente<br />
fisicamente<br />
fixamente<br />
florente<br />
florescente<br />
fluente<br />
fogosamente<br />
fomente<br />
forçosamente<br />
formalmente<br />
fortemente<br />
fortuitamente<br />
fotofobicamente<br />
fracamente<br />
fragmente<br />
francamente<br />
fraternalmente<br />
fremente<br />
freneticamente<br />
frenéticamente<br />
frente<br />
frequente<br />
frequentemente<br />
freqüentemente<br />
friamente<br />
frondente<br />
frondescente<br />
frontalmente<br />
frouxamente<br />
frustradamente<br />
fuente<br />
fugitivamente<br />
fulgente<br />
fundamentalmente<br />
fundamente<br />
funebremente<br />
funestamente<br />
furiosamente<br />
furtivamente<br />
fútilmente<br />
galhardamente<br />
galhofeiramente<br />
generosamente<br />
gente<br />
gentilmente<br />
geograficamente<br />
geralmente<br />
gerente<br />
gochemente<br />
gramaticalmente<br />
grandemente<br />
gravemente<br />
grosseiramente<br />
grotescamente<br />
gulosamente<br />
habilidosamente<br />
habilmente<br />
habitualmente<br />
hipocritamente<br />
hipoteticamente<br />
histericamente<br />
historialmente<br />
historicamente<br />
hodiernamente<br />
honestamente<br />
horrente<br />
horrivelmente<br />
horrorosamente<br />
humanamente<br />
humildemente<br />
humildosamente<br />
identicamente<br />
ideologicamente<br />
ignescente<br />
ignobilmente<br />
igualitariamente<br />
igualmente<br />
ilegalmente<br />
ilimitadamente<br />
imanente<br />
imediatamente<br />
imensamente<br />
iminente<br />
imoderadamente<br />
impaciente<br />
impacientemente<br />
imparcialmente<br />
impassivelmente<br />
impediente<br />
impensadamente<br />
imperativamente<br />
imperfeitamente<br />
imperiosamente<br />
impertinente<br />
imperturbavelmente<br />
impetuosamente<br />
<font size=6>impiedosamente<br />
imponente</font><br />
impotente<br />
imprescindivelmente<br />
imprescritivelmente<br />
impreterivelmente<br />
imprevidente<br />
imprevistamente<br />
improcedente<br />
improficiente<br />
imprudente<br />
imprudentemente<br />
impudente<br />
impunemente<br />
inadvertidamente<br />
incalculavelmente<br />
incandescente<br />
incansavelmente<br />
incessantemente<br />
incidentalmente<br />
incidente<br />
incipiente<br />
incivilmente<br />
inclemente<br />
inclusivamente<br />
incoerente<br />
incompetente<br />
incompletamente<br />
inconfidente<br />
inconfundivelmente<br />
incongruente<br />
inconsciente<br />
inconscientemente<br />
inconsequente<br />
inconseqüente<br />
inconsistente<br />
incontestavelmente<br />
inconveniente<br />
incremente<br />
incrivelmente<br />
indecente<br />
indefinidamente<br />
independente<br />
independentemente<br />
indesculpavelmente<br />
indeterminadamente<br />
indiferente<br />
indiferentemente<br />
indigente<br />
indirectamente<br />
indiretamente<br />
indiscretamente<br />
indiscriminadamente<br />
<font size=6>indiscutivelmente</font><br />
indispensavelmente<br />
indistintamente<br />
individualmente<br />
<font size=6>indolente</font><br />
indubitavelmente<br />
indulgente<br />
ineficiente<br />
inegavelmente<br />
inerente<br />
inesperadamente<br />
inevitavelmente<br />
inexistente<br />
inexoravelmente<br />
inexperiente<br />
inexplicavelmente<br />
infalivelmente<br />
infelizmente<br />
inferiormente<br />
infindavelmente<br />
infinitamente<br />
inflexivelmente<br />
influente<br />
ingente<br />
ingenuamente<br />
ingricolamente<br />
inicialmente<br />
ininterrompidamente<br />
ininterruptamente<br />
injustamente<br />
inocente<br />
inocentemente<br />
inopinadamente<br />
inquietamente<br />
insciente<br />
insensivelmente<br />
insipiente<br />
insistente<br />
insistentemente<br />
insolente<br />
insolvente<br />
inspiradamente<br />
instantaneamente<br />
instantemente<br />
instintivamente<br />
institucionalmente<br />
insubsistente<br />
insuficiente<br />
insurgente<br />
insuspeitadamente<br />
integralmente<br />
inteiramente<br />
inteligente<br />
intempestivamente<br />
intendente<br />
intensamente<br />
intente<br />
interdependente<br />
interinamente<br />
interiormente<br />
interminavelmente<br />
intermitente<br />
internacionalmente<br />
internamente<br />
interrogativamente<br />
interveniente<br />
intimamente<br />
intoleravelmente<br />
intransigente<br />
intrinsecamente<br />
intrinsicamente<br />
inutilmente<br />
invariavelmente<br />
invente<br />
invulgarmente<br />
irmãmente<br />
ironicamente<br />
irreflectidamente<br />
irregularmente<br />
irremediavelmente<br />
irreparavelmente<br />
irresistivelmente<br />
irrespondivelmente<br />
irreversivelmente<br />
irritadamente<br />
irritantemente<br />
isente<br />
isoladamente<br />
jocosamente<br />
judiciosamente<br />
juntamente<br />
justamente<br />
laboriosamente<br />
lamentavelmente<br />
lamente<br />
lançamente<br />
languidamente<br />
largamente<br />
lastimosamente<br />
latente<br />
legalmente<br />
legitimamente<br />
lentamente<br />
lente<br />
leva-dente<br />
levemente<br />
levianamente<br />
libidinosamente<br />
licitamente<br />
ligeiramente<br />
limpidamente<br />
lindamente<br />
liricamente<br />
literalmente<br />
lividamente<br />
livremente<br />
logicamente<br />
longamente<br />
loucamente<br />
luminosamente<br />
luxuosamente<br />
luzente<br />
luzidente<br />
magnificamente<br />
magnificente<br />
maioritariamente<br />
maiormente<br />
majestosamente<br />
maldizente<br />
malevolente<br />
malfazente<br />
manifestamente<br />
mansamente<br />
maquinalmente<br />
maravilhosamente<br />
maritalmente<br />
massivamente<br />
maternalmente<br />
maturescente<br />
medicamente<br />
medonhamente<br />
meigamente<br />
melancolicamente<br />
melodiosamente<br />
mentalmente<br />
mente<br />
mentirosamente<br />
meramente<br />
meticulosamente<br />
metodicamente<br />
milagrosamente<br />
militarmente<br />
minguadamente<br />
minuciosamente<br />
miraculosamente<br />
miseravelmente<br />
misteriosamente<br />
miudamente<br />
moderadamente<br />
modernamente<br />
modestamente<br />
molemente<br />
momentaneamente<br />
monotonamente<br />
mordente<br />
mormente<br />
morosamente<br />
mortalmente<br />
movente<br />
movimente<br />
mudamente<br />
mutuamente<br />
naciente<br />
nascente<br />
naturalmente<br />
necessariamente<br />
negligente<br />
negligentemente<br />
nervosamente<br />
nesciamente<br />
nitidamente<br />
nocente<br />
nomeadamente<br />
normalmente<br />
notavelmente<br />
notoriamente<br />
novamente<br />
nuevamente<br />
nutriente<br />
obediente<br />
objectivamente<br />
obrigatoriamente<br />
observadamente<br />
obstinadamente<br />
obviamente<br />
ocasionalmente<br />
ocidente<br />
ociosamente<br />
ocultamente<br />
oficialmente<br />
omnipresente<br />
omnisciente<br />
opalescente<br />
oponente<br />
opulentamente<br />
oralmente<br />
orçamente<br />
ordeiramente<br />
ordenadamente<br />
ordinalmente<br />
ordinariamente<br />
orgulhosamente<br />
oriente<br />
originalmente<br />
originariamente<br />
ornamente<br />
ostente<br />
ostentosamente<br />
pachorrentamente<br />
paciente<br />
pacientemente<br />
pacificamente<br />
padecente<br />
palidamente<br />
palpavelmente<br />
paralelamente<br />
paramente<br />
parcialmente<br />
parente<br />
particularmente<br />
parvamente<br />
passageiramente<br />
patente<br />
patentemente<br />
paternalmente<br />
paulatinamente<br />
pausadamente<br />
pavimente<br />
pendente<br />
penitente<br />
penosamente<br />
pensativamente<br />
pente<br />
perdidamente<br />
perduravelmente<br />
peremptoriamente<br />
perenemente<br />
perfeitamente<br />
perfidamente<br />
periodicamente<br />
permanente<br />
permanentemente<br />
perpetuamente<br />
perrsistente<br />
persistente<br />
pertencente<br />
pertinente<br />
pesadamente<br />
pesarosamente<br />
pessoalmente<br />
piamente<br />
pingente<br />
plangente<br />
plenamente<br />
pobremente<br />
poente<br />
poeticamente<br />
politicamente<br />
pomposamente<br />
pontualmente<br />
pormenorizadamente<br />
positivamente<br />
possivelmente<br />
posteriormente<br />
potente<br />
praticamente<br />
precedente<br />
precedentemente<br />
preciosamente<br />
precipitadamente<br />
precisamente<br />
precocemente<br />
preeminente<br />
preferencialmente<br />
preferêncialmente<br />
preguiçosamente<br />
prematuramente<br />
premente<br />
preponente<br />
prepotente<br />
presente<br />
presentemente<br />
presidente<br />
pressente<br />
presumivelmente<br />
pretendente<br />
pretensamente<br />
previamente<br />
previdente<br />
previsivelmente<br />
primeiramente<br />
primitivamente<br />
principalmente<br />
procedente<br />
prodigamente<br />
prodigiosamente<br />
proeminente<br />
proficiente<br />
profundamente<br />
profusamente<br />
progressivamente<br />
prolongadamente<br />
prontamente<br />
propriamente<br />
prosperamente<br />
provavelmente<br />
proveniente<br />
providamente<br />
providente<br />
provisoriamente<br />
proximamente<br />
prudente<br />
prudentemente<br />
publicamente<br />
pudente<br />
pungente<br />
puramente<br />
quente<br />
racionalmente<br />
radicalmente<br />
rangente<br />
rapidamente<br />
raramente<br />
rasgadamente<br />
razoavelmente<br />
reagente<br />
realmente<br />
rebente<br />
recatadamente<br />
recentamente<br />
recente<br />
recentemente<br />
receosamente<br />
recipiente<br />
reciprocamente<br />
recorrente<br />
redondamente<br />
referente<br />
reflectidamente<br />
refulgente<br />
regaladamente<br />
regente<br />
regiamente<br />
regimente<br />
regulamente<br />
regularmente<br />
reincidente<br />
reiteradamente<br />
relativamente<br />
religiosamente<br />
reluzente<br />
remanescente<br />
reminiscente<br />
renitente<br />
renitentemente<br />
rente<br />
repelente<br />
repente<br />
repentinamente<br />
repetidamente<br />
represente<br />
repticiamente<br />
requerente<br />
rescendente<br />
residente<br />
resignadamente<br />
resistente<br />
resolutamente<br />
respectivamente<br />
respeitosamente<br />
resplandecente<br />
resplendente<br />
responsavelmente<br />
reverente<br />
ricamente<br />
ridente<br />
rigidamente<br />
rigorosamente<br />
risonhamente<br />
rotamente<br />
rudemente<br />
ruidosamente<br />
sabiamente<br />
sabidamente<br />
saliente<br />
sapiente<br />
sarcasticamente<br />
sargente<br />
saudosamente<br />
secamente<br />
secretamente<br />
secundariamente<br />
sedentamente<br />
sedente<br />
segmente<br />
seguidamente<br />
seguramente<br />
semelhantemente<br />
semente<br />
sensatamente<br />
sente<br />
sentimentalmente<br />
separadamente<br />
sequente<br />
sequiosamente<br />
serenamente<br />
seriamente<br />
serodiamente<br />
serpente<br />
servente<br />
severamente<br />
sigilosamente<br />
silenciosamente<br />
silente<br />
simbolicamente<br />
similarmente<br />
simpaticamente<br />
simplesmente<br />
simultaneamente<br />
sinceramente<br />
singelamente<br />
singularmente<br />
sinteticamente<br />
sistematicamente<br />
sobejamente<br />
soberanamente<br />
sobressalente<br />
sobressaliente<br />
sobresselente<br />
sobrevivente<br />
socialmente<br />
sofregamente<br />
solitariamente<br />
sombriamente<br />
somente<br />
sómente<br />
sordidamente<br />
sorridente<br />
sossegadamente<br />
soturnamente<br />
suavemente<br />
subitamente<br />
subordinadamente<br />
subsequente<br />
substancialmente<br />
subterrâneamente<br />
subtilmente<br />
sucessivamente<br />
suficiente<br />
suficientemente<br />
superficialmente<br />
superintendente<br />
superiormente<br />
supervivente<br />
suplente<br />
supostamente<br />
surdamente<br />
surpreendente<br />
sustente<br />
sutilmente<br />
tal-qualmente<br />
tão-somente<br />
tardiamente<br />
tecnicamente<br />
teimosamente<br />
televisivamente<br />
temente<br />
temerariamente<br />
temporãmente<br />
temporariamente<br />
tenazmente<br />
tendente<br />
tenente<br />
tentadoramente<br />
tente<br />
tenuemente<br />
tepidamente<br />
terminantemente<br />
ternamente<br />
textualmente<br />
timidamente<br />
tolamente<br />
torpemente<br />
torrente<br />
toscamente<br />
totalmente<br />
tradicionalmente<br />
tragicamente<br />
traiçoeiramente<br />
tranquilamente<br />
transcendente<br />
transigente<br />
transitoriamente<br />
transparente<br />
transversalmente<br />
tremendamente<br />
tremente<br />
tristemente<br />
triunfantemente<br />
trivialmente<br />
tumultuosamente<br />
ulteriormente<br />
ultimamente<br />
unicamente<br />
unidamente<br />
urgente<br />
urgentemente<br />
usualmente<br />
vagamente<br />
vagarosamente<br />
valente<br />
<font size=6>vãmente</font><br />
veemente<br />
veementemente<br />
veladamente<br />
velhacamente<br />
velozmente<br />
vente<br />
veramente<br />
verdadeiramente<br />
verosimilmente<br />
vertente<br />
vicente<br />
vidente<br />
vigente<br />
vigorosamente<br />
violentamente<br />
violente<br />
viridente<br />
visceralmente<br />
visivelmente<br />
vistosamente<br />
vitalmente<br />
vivamente<br />
vivente<br />
vocalmente<br />
voluntariamente<br />
voluptuosamente<br />
vulgarmente</p>
<p><font size=6>só digo: &#8211; nem tente.</font></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/01/jborges_4.jpg' alt='jborges_4.jpg' /></p>
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		<title>Sinfonia grafo da fuga impossível e/ou objeto.vertigem()</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 04:12:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pensando em escrever uma história que vale-se e vela-se as penas que conta-se a total impossibilidade do cabeça de sapiens em fugir das cordas de uma suposta existência puxada por alguma gravidade maior de tudo, um pouco antes de adormecer eu imaginava esse alguém olhando pro céu tentando traçar rotas entre os pontos luminosos do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/01/fugaimpossivel3.png' alt='fugaimpossivel3.png' /></p>
<p>Pensando em escrever uma história que vale-se e vela-se as penas<br />
que conta-se a total impossibilidade do cabeça de sapiens<br />
em fugir das cordas de uma suposta existência puxada por alguma gravidade maior de tudo,<br />
um pouco antes de adormecer eu imaginava esse alguém olhando pro céu<br />
tentando traçar rotas entre os pontos luminosos do espaço sombrio.<br />
rastros de um algo num passo que se afasta<br />
alienando-se de qualquer promessa de harmonizar uma forma melhor pra tal história pedindo-lhe refrões.<br />
E da redundânca que finge trazer sentido<br />
veio o sono<br />
embalando contos fluídos de subjetividade duvidosa<br />
como se ouvisse a luz dos tais pontos gravitacionais.</p>
<p>Sabia por um fotón que ao acordar a gravidade lhe exigiria parágrafos<br />
e na luta contra lembrar o próprio nome se espatifaria contra regras sintáticas e vícios de estilo.</p>
<p>E de repente, pontos nas frases, frases começando em maiúsculas,<br />
enquanto aquilo,<br />
um Isso dos quais a gravidade a gravidade aponta,<br />
fingia ouvir apenas sons de serifas mudas, sem pretensão estética e ja desprovido de qualquer hipocrisia ética, simplesmente apontava para um céu cheio de pontos,<br />
desafiando-os a provar-lhe mais providos de sentido do que o silêncio que precede qualquer<br />
ousadia de vibrar um diapasão.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A confusão das línguas não deixa margem para o rio das dúvidas banhar a ouro e verde as esperanças de todos nós</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2445</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Jan 2008 20:32:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; &#160; a justa razão aqui delira leminski &#8211; fragmento do catatau pg 34 ed. sulina leitura eletrônica em inglês &#8211; catataulido.ogg &#8220;Preserva-se do real numa turris eb&#250;rnea; o real vem a&#237;, o real est&#225; para &#62; chegar, eis o advento! Vrijburg defende-se, se defendam vrijburgueses &#62; o cerco aperta, alerta, alarde, alarme, atalaia! Todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><html><br />
<head><br />
  <meta content="text/html; charset=ISO-8859-1"<br />
 http-equiv="content-type"><br />
  <title></title><br />
</meta></head><br />
<body></p>
<div>
&nbsp;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>
<div>
<blockquote><p>a justa razão aqui delira<br />
leminski &#8211; fragmento do catatau<br />
pg 34 ed. sulina</p></blockquote>
<p>leitura eletrônica em inglês &#8211; <a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/01/catataulido.ogg' title='catataulido.ogg'>catataulido.ogg</a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/01/1.jpg' title='1.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2008/01/1.jpg' alt='1.jpg' /></a></p>
<p>&#8220;Preserva-se do real numa turris eb&uacute;rnea; o real<br />
vem a&iacute;, o real est&aacute; para</p></div>
<div>&gt; chegar, eis o advento! <b>Vrijburg defende-se</b>,
</div>
<p><font face="Times" size="4"><span style="font-size: 22px; font-family: Times;"></p>
<div>se defendam vrijburgueses</div>
<p></span></font><font face="Times" size="3"><span style="font-size: 16px; font-family: Times;"></p>
<div>
</div>
<div>&gt; o cerco aperta, alerta, alarde, alarme, atalaia!<br />
Todo o tiro &eacute; susto</div>
<p></span></font><font face="Times" size="3"><span style="font-size: 19px; font-family: Times;"></p>
<div>, Todo&nbsp;&gt; fumo &#8211; espanto, todo<br />
cuidado&nbsp;-&nbsp; </div>
<p></span></font><font face="Times" size="3"><span style="font-size: 16px; font-family: Times;"></span></font><font face="Times" size="4"><span style="font-size: 22px; font-family: Times;"><br />
</span></font><font face="Times" size="3"><span style="font-size: 16px; font-family: Times;"></span></font><font face="Times" size="4"><span style="font-size: 25px; font-family: Times;"><br />
</span></font><font face="Times" size="3"><span style="font-size: 16px; font-family: Times;"></span></font><font face="Times" size="5"><span style="font-size: 37px; font-family: Times;"></p>
<div>pouco caso</div>
<p></span></font><font face="Times" size="3"><span style="font-size: 16px; font-family: Times;"></p>
<div>. </div>
<div>Vem nos negros dos quilombos,</div>
<div>&gt; nas</div>
<div>&gt; naus dos carcamanos, </div>
<div>na cara destes bichos:</div>
<div>basiliscos brasilicos queimam a</div>
<div>&gt; cana, entre as chamas passando pend&ocirc;es. </div>
<p></span></font><font face="Times" size="12"><span style="font-size: 106px; font-family: Times;"></p>
<div>Cair&aacute;s, torre de</div>
<div>Vrijburg</div>
<p></span></font><font face="Times" size="3"><span style="font-size: 16px; font-family: Times;"></p>
<div>, de</div>
<div>&gt; grande</div>
<div>&gt; ru&iacute;na. </div>
<div>Passeio entre cobras e es-</div>
<div>corpi&otilde;es meu calcanhar de Aquino, </div>
<div>caminhar &gt; de<br />
<script><!--
D(["mb","\u003c/div\u003e\u003c/span\u003e\u003c/font\u003e\u003cfont face\u003d\"Times\" size\u003d\"3\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:19px;font-family:Times\"\u003e\n\u003cdiv\u003eAq\u003c/div\u003e\u003c/span\u003e\u003c/font\u003e\u003cfont face\u003d\"Times\" size\u003d\"3\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:16px;font-family:Times\"\u003e\n\u003cdiv\u003euiles. \u003c/div\u003e\u003c/span\u003e\u003c/font\u003e\u003cfont face\u003d\"Times\" size\u003d\"4\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:25px;font-family:Times\"\u003e\n\u003cdiv\u003eE essa torre da Babel do orgulho de Marcgravf e Spix, \u003c/div\u003e\u003c/span\u003e\u003c/font\u003e\u003cfont face\u003d\"Times\" size\u003d\"3\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:16px;font-family:Times\"\u003e\n\u003cdiv\u003epedra\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; sobre pedra não ficará, \u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003eo mato virá sobre a pedra\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003ee a pedra a espera da\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; treva fica podre e vira hera a\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003epedra que era… \u003c/div\u003e\u003c/span\u003e\u003c/font\u003e\n\u003cdiv\u003e\n\u003chr\u003e\n\n\u003ctable width\u003d\"100%\" border\u003d\"0\"\u003e\n\u003ctbody\u003e\n\u003ctr\u003e\n\u003ctd align\u003d\"right\" bgcolor\u003d\"#eeeeee\"\u003e\u003cfont face\u003d\"arial,sans-serif\"\u003e\u003ca name\u003d\"1176944d45f194ec_0.1_2\"\u003e\u003cb\u003ePage 2\u003c/b\u003e\u003c/a\u003e\u003c/font\u003e\u003c/td\u003e\u003c/tr\u003e\u003c/tbody\u003e\u003c/table\u003e\u003c/div\u003e\u003cfont face\u003d\"Times\" size\u003d\"3\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:16px;font-family:Times\"\u003e\n\u003cdiv\u003eA confusão das línguas não\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; deixa\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003emargem\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003epara o rio das dúvidas banhar a ouro e verde as esperanças dos\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; planos de todos nós:\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003eas tábuas de eclipses de\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003eMarcgravf não entram em\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; acordo \u0026gt; com as de\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003eGrauswinkel;\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003eJapikse pensa que é macaco o aí que Rovlox diz fruto\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; dos \u003ci\u003e\u003cb\u003ecoitos danados de toupinamboults e tamanduás\u003c/b\u003e\u003c/i\u003e;\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003eGrauswinkel, perito nas\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; manhas dos corpos celestes, nas manchas do sol e outras raridades urânicas\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt;\u003c/div\u003e\u003c/span\u003e\u003c/font\u003e\u003cfont face\u003d\"Times\" size\u003d\"4\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:22px;font-family:Times\"\u003e\n\u003cdiv\u003eé um lunático\u003c/div\u003e\u003c/span\u003e\u003c/font\u003e\u003cfont face\u003d\"Times\" size\u003d\"3\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:16px;font-family:Times\"\u003e\n\u003cdiv\u003e;\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003eSpix, cabeça de selva, onde uma\u003c/div\u003e\u003c/span\u003e\u003c/font\u003e\u003cfont face\u003d\"Times\" size\u003d\"12\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:106px;font-family:Times\"\u003e\n\u003cdiv\u003eaiurupara\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003ee\u003c/div\u003e\u003c/span\u003e\u003c/font\u003e\u003cfont face\u003d\"Times\" size\u003d\"3\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:16px;font-family:Times\"\u003e\n\u003cdiv\u003e",1]
);</p>
<p>//--></script></div>
<p></span></font><font face="Times" size="3"><span style="font-size: 19px; font-family: Times;"></p>
<div>Aq</div>
<p></span></font><font face="Times" size="3"><span style="font-size: 16px; font-family: Times;"></p>
<div>uiles. </div>
<p></span></font><font face="Times" size="4"><span style="font-size: 25px; font-family: Times;"></p>
<div>E essa torre da Babel do orgulho de Marcgravf e Spix, </div>
<p></span></font><font face="Times" size="3"><span style="font-size: 16px; font-family: Times;"></p>
<div>pedra</div>
<div>&gt; sobre pedra n&atilde;o ficar&aacute;, </div>
<div>o mato vir&aacute; sobre a pedra</div>
<div>e a pedra a espera da</div>
<div>&gt; treva fica podre e vira hera a</div>
<div>pedra que era&hellip; </div>
<p></span></font></p>
<div>
<hr />
<table border="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td align="right" bgcolor="#eeeeee"><font face="arial,sans-serif"><a name="1176944d45f194ec_0.1_2"><b>Page<br />
2</b></a></font></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p><font face="Times" size="3"><span style="font-size: 16px; font-family: Times;"></p>
<div>A confus&atilde;o das l&iacute;nguas n&atilde;o</div>
<div>&gt; deixa</div>
<div>margem</div>
<div>para o rio das d&uacute;vidas banhar a ouro e verde as<br />
esperan&ccedil;as dos</div>
<div>&gt; planos de todos n&oacute;s:</div>
<div>as t&aacute;buas de eclipses de</div>
<div>Marcgravf n&atilde;o entram em</div>
<div>&gt; acordo &gt; com as de</div>
<div>Grauswinkel;</div>
<div>Japikse pensa que &eacute; macaco o a&iacute; que<br />
Rovlox diz fruto</div>
<div>&gt; dos <i><b>coitos danados de<br />
toupinamboults e tamandu&aacute;s</b></i>;</div>
<div>Grauswinkel, perito nas</div>
<div>&gt; manhas dos corpos celestes, nas manchas do sol e<br />
outras raridades ur&acirc;nicas</div>
<div>&gt;</div>
<p></span></font><font face="Times" size="4"><span style="font-size: 22px; font-family: Times;"></p>
<div>&eacute; um lun&aacute;tico</div>
<p></span></font><font face="Times" size="3"><span style="font-size: 16px; font-family: Times;"></p>
<div>;</div>
<div>Spix, cabe&ccedil;a de selva, onde uma</div>
<p></span></font><font face="Times" size="12"><span style="font-size: 106px; font-family: Times;"></p>
<div>aiurupara</div>
<div>e</div>
<p></span></font><font face="Times" size="3"><span style="font-size: 16px; font-family: Times;"></p>
<div>
<script><!--
D(["mb","stá pousada em cada\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; embuayembo, uma aiurucuruca, um aiurucurau, uma aiurucatinga, um tuim, uma\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; tuipara, uma tuitirica, uma arara, uma araracá, uma araracã, um araracanga,\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; uma araraúna, em cada galho do catálogo de caapomonga, caetimay, taioia,\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; ibabiraba, ibiraobi! Viveiro? Isso está tudo morto! \u003c/div\u003e\u003c/span\u003e\u003c/font\u003e\n\u003cdiv\u003e\n\u003chr\u003e\n\n\u003ctable width\u003d\"100%\" border\u003d\"0\"\u003e\n\u003ctbody\u003e\n\u003ctr\u003e\n\u003ctd align\u003d\"right\" bgcolor\u003d\"#eeeeee\"\u003e\u003cfont face\u003d\"arial,sans-serif\"\u003e\u003ca name\u003d\"1176944d45f194ec_0.1_3\"\u003e\u003cb\u003ePage 3\u003c/b\u003e\u003c/a\u003e\u003c/font\u003e\u003c/td\u003e\u003c/tr\u003e\u003c/tbody\u003e\u003c/table\u003e\u003c/div\u003e\u003cfont face\u003d\"Times\" size\u003d\"3\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:16px;font-family:Times\"\u003e\n\u003cdiv\u003e\u003ci\u003e\u003cb\u003ePor eles, as árvores já\u003c/b\u003e\u003c/i\u003e\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; nasciam com o nome em latim na casca, os animais com o nome na testa dentro\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; da moda que a besta do apocalipse lançou com uma dízima periódica por\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; diadema, \u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003ecada homem já nascia escrito em peito \u003c/div\u003e\u003c/span\u003e\u003c/font\u003e\u003cfont face\u003d\"Times\" size\u003d\"9\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:70px;font-family:Times\"\u003e\n\u003cdiv\u003eo epitáfio, \u003c/div\u003e\u003c/span\u003e\u003c/font\u003e\u003cfont face\u003d\"Times\" size\u003d\"3\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:16px;font-family:Times\"\u003e\n\u003cdiv\u003eos\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003efrutos\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003ebrotariam\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003ecom o receituário\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003ede suas propriedades,\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003evirtudes e contraindicações.\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; Esse é emético, esse é diurético, esse é antisséptico,\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; laxante, dispéptico, adstringente\u003c/div\u003e\u003c/span\u003e\u003c/font\u003e\u003cfont face\u003d\"Times\" size\u003d\"3\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:10px;font-family:Times\"\u003e\n\u003cdiv\u003e, isso é letal.\u0026quot;\u003c/div\u003e\u003c/span\u003e\u003c/font\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026quot;Preserva-se do real numa turris ebúrnea; o real vem aí, o real está para\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; chegar, eis o advento! \u003cb\u003eVrijburg defende-se\u003c/b\u003e, \u003c/div\u003e\u003cfont face\u003d\"Times\" size\u003d\"4\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:22px;font-family:Times\"\u003e\n\u003cdiv\u003ese defendam vrijburgueses\u003c/div\u003e\u003c/span\u003e\u003c/font\u003e\u003cfont face\u003d\"Times\" size\u003d\"3\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:16px;font-family:Times\"\u003e\n\u003cdiv\u003e, o\u003c/div\u003e\n\u003cdiv\u003e\u0026gt; cerco aperta, alerta, alarde, alarme, atalaia! Todo o tiro é susto\u003c/div\u003e\u003c/span\u003e",1]
);</p>
<p>//--></script>st&aacute;<br />
pousada em cada</div>
<div>&gt; embuayembo, uma aiurucuruca, um aiurucurau, uma<br />
aiurucatinga, um tuim, uma</div>
<div>&gt; tuipara, uma tuitirica, uma arara, uma<br />
ararac&aacute;, uma ararac&atilde;, um araracanga,</div>
<div>&gt; uma arara&uacute;na, em cada galho do<br />
cat&aacute;logo de caapomonga, caetimay, taioia,</div>
<div>&gt; ibabiraba, ibiraobi! Viveiro? Isso est&aacute;<br />
tudo morto! </div>
<p></span></font></p>
<div>
<hr />
<table border="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td align="right" bgcolor="#eeeeee"><font face="arial,sans-serif"><a name="1176944d45f194ec_0.1_3"><b>Page<br />
3</b></a></font></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p><font face="Times" size="3"><span style="font-size: 16px; font-family: Times;"></p>
<div><i><b>Por eles, as &aacute;rvores<br />
j&aacute;</b></i></div>
<div>&gt; nasciam com o nome em latim na casca, os animais<br />
com o nome na testa dentro</div>
<div>&gt; da moda que a besta do apocalipse lan&ccedil;ou<br />
com uma d&iacute;zima peri&oacute;dica por</div>
<div>&gt; diadema, </div>
<div>cada homem j&aacute; nascia escrito em peito </div>
<p></span></font><font face="Times" size="9"><span style="font-size: 70px; font-family: Times;"></p>
<div>o epit&aacute;fio, </div>
<p></span></font><font face="Times" size="3"><span style="font-size: 16px; font-family: Times;"></p>
<div>os</div>
<div>frutos</div>
<div>brotariam</div>
<div>com o receitu&aacute;rio</div>
<div>de suas propriedades,</div>
<div>virtudes e contraindica&ccedil;&otilde;es.</div>
<div>&gt; Esse &eacute; em&eacute;tico, esse<br />
&eacute; diur&eacute;tico, esse &eacute;<br />
antiss&eacute;ptico,</div>
<div>&gt; laxante, disp&eacute;ptico, adstringente</div>
<p></span></font><font face="Times" size="3"><span style="font-size: 10px; font-family: Times;"></p>
<div>, isso &eacute; letal.&#8221;</div>
<p></span></font></div>
<p></body><br />
</html></p>
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		<title>LDI R16,0b10101010</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Dec 2007 04:55:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>conSerto</dc:creator>
				<category><![CDATA[conSerto]]></category>
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		<description><![CDATA[o-o o-o o&#8211;o o-o o-o o o o-O-o &#124;-&#8217; &#124; &#124; &#124; &#124; &#124; \ &#124; &#124; &#124; &#124; &#124; o-o o o&#8211;O o-o o-o o&#8211;o o o o &#124; o&#8211;o 8 w 8 .d8b .d88 88b. .d88b 8d8b .d88 w .d88 .d8b. 8 8 8 8 8 8.dP&#8217; 8P 8 8 8 8 8 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/12/320px-grid_illusionsvg.png' alt='320px-grid_illusionsvg.png' /></p>
<p>o-o o-o o&#8211;o o-o     o-o o  o o-O-o<br />
|-&#8217; |   |  | | |      \  |  | | | |<br />
o-o o   o&#8211;O o-o     o-o o&#8211;o o o o<br />
           |<br />
        o&#8211;o<br />
                                8 w    8<br />
.d8b .d88    88b. .d88b 8d8b .d88 w .d88 .d8b.<br />
8    8  8    8  8 8.dP&#8217; 8P   8  8 8 8  8 8&#8242; .8<br />
`Y8P `Y88    88P&#8217; `Y88P 8    `Y88 8 `Y88 `Y8P&#8217;<br />
             8             </p>
<p>{__ {__     {__     {____  {____    {__<br />
 {__  {__ {_   {__ {__    {__     {_   {__<br />
 {__  {__{_____ {__  {___   {___ {_____ {__<br />
 {__  {__{_            {__    {__{_<br />
{___  {__  {____   {__ {__{__ {__  {____   </p>
<p> {__          {__                              {__<br />
 {__          {__       {_        {_           {__<br />
 {__   {__    {__         {_ {___   {__ {__  {_{_ {_   {__<br />
 {__ {__  {__ {__ {__  {__ {__   {__ {__  {__  {__   {__  {__<br />
 {__{__   {__ {__   {__{__ {__   {__ {__  {__  {__  {__    {__<br />
 {__{__   {__ {__   {__{__ {__   {__ {__  {__  {__   {__  {__<br />
{___  {__ {___{__ {__  {__{___   {__{___  {__   {__    {__    </p>
<p>       o                                                      8<br />
                                                              8<br />
oPYo. o8 .oPYo.   .oPYo. .oPYo. oPYo. oPYo. .oPYo. odYo. .oPYo8 .oPYo.<br />
8  `&#8217;  8 8    8   8    &#8216; 8    8 8  `&#8217; 8  `&#8217; 8oooo8 8&#8242; `8 8    8 8    8<br />
8      8 8    8   8    . 8    8 8     8     8.     8   8 8    8 8    8<br />
8      8 `YooP&#8217;   `YooP&#8217; `YooP&#8217; 8     8     `Yooo&#8217; 8   8 `YooP&#8217; `YooP&#8217;<br />
..:::::..:&#8230;..::::&#8230;..::&#8230;..:..::::..:::::&#8230;..:..::..:&#8230;..::&#8230;..:</p>
<p>início nem mais quem<br />
saída voz<br />
8212; rb @ 11:2007 restam para<br />
QUANTAS sobrevivênciaS o trabalho<br />
abstrato. aceita normalmente<br />
estas coisas<br />
como corrente 8221;. em uma<br />
dimensão<br />
antagonismo O de produção<br />
o. momento bicho grilo<br />
no eou Filed under: nbp &#resgatado e no da<br />
deriva: por<br />
ele.<br />
não só tradição mães, mais que a<br />
luta de Teoria crê­<br />
tica: do bairro<br />
Filed under:<br />
2007 where art<br />
imaginação estes que a distinção<br />
belo, ele nômade<br />
and answer, and ,<br />
to add to<br />
add to the Kunstmarkt the radio work is a<br />
partir desta espera-ência,<br />
8220;trabalho.abstrato() Por<br />
coisa sã relapsão<br />
es do domó­nio do de rimaã. </p>
<p>segue linhas de fluxos<br />
indefinidos repousa<br />
no trabalho abstrato subordine e<br />
de maneira precisa<br />
imã</p>
<p>cachoeira escondida. Lã, gicos, de antagonismo entre<br />
o ativa de e<br />
Ministório compartilham o<br />
entre o coloca<br />
quando inevitavelmente ha-hã<br />
documentado como &#038;organizador da<br />
->alma. </p>
<p>A abstraído modo<br />
pelo qual uma derrota dos<br />
acontecimentos, hÃ<br />
revelia de um<br />
segundo uma base ou<br />
espaço<br />
fracasso da planta, serve para ninfar<br />
m. como dadas. </p>
<p><img src="http://classes.yale.edu/fractals/chaos/TLKelly/TLKellyS.gif" alt="babalablbal" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>flip-flop.Antevéspera()</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Dec 2007 05:15:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[uma gota de palavra escorre sem cor, todos modos de consonância e dissonância só em gestos- do descompromisso com a culpa por existir refutando a redundancia da existência dizem da palavra solta &#8220;Poesia&#8221;, do ruído organizado congelamos aquilo em &#8220;Música&#8221;, do rabisco que equilibrou-se em tuas vertigens &#8211; &#8220;Beleza&#8221;. um dia atrás do outro organizando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>uma gota de palavra escorre sem cor,</p>
<p>todos modos de consonância e dissonância só em gestos-</p>
<p>do descompromisso com a culpa por existir refutando a redundancia da existência</p>
<p>dizem da palavra solta &#8220;Poesia&#8221;, do ruído organizado congelamos aquilo em &#8220;Música&#8221;, do rabisco que equilibrou-se em tuas vertigens &#8211; &#8220;Beleza&#8221;.</p>
<p>um dia atrás do outro organizando frases pra escolher o momento de tirá-las de contexto. ponto e vírgula.</p>
<p>as horas passam e fracionamos os nanosegundos já de maneira precisa</p>
<p>a ponto de desdenhar qualquer possibilidade de rima.</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/12/rsflipflop.jpg' alt='rsflipflop.jpg' /></p>
<p>e duma análise funcional uma nova ordem,<br />
de um novo folêgo, um mesmo contorno<br />
pra esse nosso desespero<br />
de fingir que não quer nada e de alienar-se em iludir-nos &#8220;não saber o que fazer&#8221;.</p>
<p>e fora disso o sono, o luto e num respiro </p>
<p>                      .O desconfiado sorriso mudo e sem músculos,</p>
<p>fracionando nanosegundos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Caga Tió de Nadal!</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Dec 2007 12:21:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Caga tió, sinó et donaré un cop de bastó! Tió de Nadal, caga torrons i pixa vi blanc! Tió de Nadal caga neules i torrons i pixa xampany!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/12/caganer.jpg" alt="caganer" /></p>
<p>Caga tió,<br />
sinó et donaré un cop de bastó!</p>
<p>Tió de Nadal,<br />
caga torrons<br />
i pixa vi blanc!</p>
<p>Tió de Nadal<br />
caga neules i torrons<br />
i pixa xampany!</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/12/tio.png' alt='tio.png' /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lançamento da Revista GLOBAL número 9 em Curitiba, no e/ou</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Dec 2007 20:21:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sumário Trânsitos Defender e construir a efetividade do Governo Lula, Giuseppe Cocco Chega de chororô, Caia Fittipaldi Sobre cansaços e golpismos, Adriano Pilatti Conexões Globais Notas sobre o protesto contra o G8 na Alemanha, Till Baumann O êxodo constituinte da multidão, Leonora Corsini É preciso que o ar circule, Walter Melo &#8220;Que haces acá?&#8221; Giulia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/12/global.jpg' title='global.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/12/global.jpg' alt='global.jpg' /></a></p>
<p>Sumário</p>
<p>Trânsitos<br />
Defender e construir a efetividade do Governo Lula, Giuseppe Cocco<br />
Chega de chororô, Caia Fittipaldi<br />
Sobre cansaços e golpismos, Adriano Pilatti</p>
<p>Conexões Globais<br />
Notas sobre o protesto contra o G8 na Alemanha, Till Baumann<br />
O êxodo constituinte da multidão,  Leonora Corsini<br />
É preciso que o ar circule,  Walter Melo<br />
&#8220;Que haces acá?&#8221;  Giulia Janelli<br />
Perguntar caminhando (parte2), Tomás Herreros Sala<br />
Desde Bolívia &#8211; entrevista a Antonio Negri, Giuseppe Cocco, Judith Revel e Michael Hardt</p>
<p>Caderno Brasil do Le Monde Diplomatique<br />
O impasse boliviano, Antonio Martins</p>
<p>Universidade Nômade<br />
Enade e Ações Afirmativas são eficazes, Alexandre do Nascimento<br />
O obsceno de nossa universidade, Bruno Cava<br />
A ética da democracia contra a moral da punição, najup/UERJ</p>
<p>Dossiê: Constituição do Comum<br />
Cultura digital: para além da fragmentação, Fábio Malini<br />
A cultura é a economia,  Paulo Henrique de Almeida<br />
O Prefeito e o Presidente na Terra do Sol,  Barbara Szaniecki</p>
<p>Maquinações<br />
Multitudes Icônes versus Documenta Magazine, E.Alliez e G.Zapperi<br />
Mato Grosso tem A Fábrika, Eduardo Ferreira<br />
Uma conversa com Rosa Mitô, Fabiane Borges e Verenilde Santos<br />
Museu da Maré: memória da resistência,  Gláucia Dunley<br />
&#8220;Vidas Matáveis&#8221;,  André Barros, Marta Peres e Pedro Bento</p>
<p>mapa do e/ou</p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/12/mapa-eou.jpg' title='mapa-eou.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/12/mapa-eou.jpg' alt='mapa-eou.jpg' /></a></p>
<p>A revista GLOBAL/Brasil número 9 tem o apoio do<br />
Programa Cultura e Pensamento<br />
Patrocínio:<br />
Petrobrás e Ministério da Cultura<br />
Realização:<br />
Fapex<br />
Co-Realização:<br />
TVE Bahia, SESC-SP, Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, Ministério da Educação</p>
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		<title>tió caganer</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Dec 2007 06:41:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Menjar bé i cagar fort/ I no tinguis por de la mort’ (‘Coma bem, cague forte e não tenha medo da morte’).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/12/210_338-caganers%20dal%ed.jpg' alt='cagao' /></p>
<p>Menjar bé i cagar fort/ I no tinguis por de la mort’ (‘Coma bem, cague forte e não tenha medo da morte’).</p>
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		<title>Subtropicalismo Tardio</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 04:47:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[NBP largado à deriva na Cachoeira dos Descartógrafos, desviante de uma planejada rastreabilidade de circulação. Sem destinatário e/ou com destino incerto &#8211; na eterna atemporalidade do meio-dia (o videoregistro assim o imortaliza, provisoriamente). O idílico ambiente – sem olfato – onde o não-objeto sumiu do mapa: 6m de queda d&#8217;água num bairro de Curitiba, cachoeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://organismo.art.br/blog/wp-images/DSC_1519.JPG" alt="ilusao" /></p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-images/canibal.jpg" alt="gallus" /></p>
<p>NBP largado à deriva na Cachoeira dos Descartógrafos, desviante de uma planejada rastreabilidade de circulação. Sem destinatário e/ou com destino incerto &#8211; na eterna atemporalidade do meio-dia (o videoregistro assim o imortaliza, provisoriamente). O idílico ambiente – sem olfato – onde o não-objeto sumiu do mapa: 6m de queda d&#8217;água num bairro de Curitiba, cachoeira secreta, desacreditada, duvidada ao ponto cego de lenda urbana, não-lugar. Sítio florestal mestiço de mata atlântica, araucárias e plantas exóticas; fragmento subtropical na internet. Situação aberta ao redescobrimento, no desafio da comprovação do ver pra crer, do percurso por trilhas reais. A Odisséia de fluxos indefinidos repousa no sumidouro geográfico, túnel do tempo e submidialogia dos fatos. Relato do Eldorado, imagem do Paraíso: desejo de lugar utópico com o qual todos ou muitos querem se relacionar. O não-objeto cai na real da ficção, habita o mito do acaso, desloca-se da segurança nominada do circuito de arte, onde é autoridade e até fetiche, para a concretude da natureza &#038; território do imaginário, espaço onde a experiência pode estar desvinculada de uma expectativa prévia, ser surpresa pura e simples. Da cultura ao caos. Matéria-mistério sem rumo. Perder-se e achar-se, no encontro com o outro: vizinhos e internautas existem. Os dados do não-sei-o-quê specific estão lançados. Um não-lugar para o não-objeto, mas não um não-lugar para não-relações, pois restam bases, relacionais, e desejam-se outras, e outras mais virão mesmo sem serem desejadas, à sorte dos acontecimentos, à revelia de monitoramentos, ao destino das dúvidas. É a vida. E agora, desejou-se a incerteza, para encontrar-se, quem sabe, ou para ir além. Será o NBP resgatado e reinserido num circuito de arte? Estaria ele perdido para sempre na lembrança da última aparição? Tornou-se memória de um desejo de lançar-se ao desconhecido? O abismo e o buraco negro cruzaram sua órbita? </p>
<p>Cosmogonia da deriva: NBP na Cachoeira dos Descartógrafos. Meio-dia, Memelucovich.</p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-images/DSC_1574.JPG" alt="emiliano" /></p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-images/DSC_1575.JPG" alt="cachoeira" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>e/ou clight fit clight</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2427</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Nov 2007 03:11:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
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		<description><![CDATA[bebida genuinamente artifizializada! essa eu näo conheço]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><blink><strong>bebida genuinamente artifizializada!</strong></blink><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/clightfitclight73copia.jpg' alt='clightfitclight73(cópia)' /><br />
essa eu näo conheço<br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/eoupongcopia.jpg' alt='e/ou pong' /></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Social Music Kiosk &#8211; Vienna</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2425</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Nov 2007 16:37:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[eixos]]></category>
		<category><![CDATA[poéticas experimentais da voz]]></category>
		<category><![CDATA[surface tension]]></category>
		<category><![CDATA[arte sonora]]></category>
		<category><![CDATA[brandon labelle]]></category>
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		<category><![CDATA[música social]]></category>
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		<description><![CDATA[Social Music Kiosk (on-air, on-line: http://www.kunstradio.at, Sunday, Nov 25th, 23:00 Brandon LaBelle In conjunction with the Kunstmarkt event held at the Schöpfwerk housing community in Vienna in October 2007 where art was used as a meeting point for social diversity, Social Music Kiosk functions as a gathering of different narratives related to art and social [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Social Music Kiosk<br />
(on-air, on-line: <a href="http://www.kunstradio.at">http://www.kunstradio.at</a>, Sunday, Nov 25th, 23:00<br />
Brandon LaBelle</p>
<p>In conjunction with the Kunstmarkt event held at the Schöpfwerk housing community in Vienna in October 2007 where art was used as a meeting point for social diversity, Social Music Kiosk functions as a gathering of different narratives related to art and social environments. Originally staged as an artistic contribution to the Kunstmarkt, the Kiosk functioned as a participatory sonic platform, inviting visitors to add to the mix by way of their favorite CDs, audio reports made on-site, and live treatments and interactions. Using the Kunstmarkt as a base, the radio work overlays multiple inputs: a series of audio recordings made by local residents and visitors to the Kunstmarkt, an interview and discussion with the organizers of the Kunstmarkt and social workers from Schöpfwerk, and electronic treatments. Part-documentary, part-question and answer, and part-mix, the work is a telescoping of multiple perspectives onto a social topography.</p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/img_5912.jpg' title='img_5912.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/img_5912.jpg' alt='img_5912.jpg' /></a></p>
<p>http://www.kunstradio.at/2007B/25_11_07.html</p>
<p>Thanks to Ulla Ebner for her DJing, Annette Stahmer for her assistance, and to Rudolfine Lackner, Renate Schnee and Sabine for their invitation and conversation.</p>
<p>*</p>
<p>Brandon LaBelle is an artist and writer working with sounds, places, bodies, and cultural frictions. He is the author of  Background Noise: Perspectives on Sound Art (Continuum 2006) and co-editor of the Surface Tension (Errant Bodies) series. His recent work Prototypes for the mobilization and broadcast of fugitive sound was exhibited at the Enrico Fornello Gallery, Prato. He teaches at the University of Copenhagen and is currently developing projects on street cultures.<br />
<a href="http://www.errantbodies.org/labelle.html">http://www.errantbodies.org/labelle.html</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>restam bases e/ou mapa da Cachoeira dos Descartógrafos</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2421</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2421#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Nov 2007 02:44:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rb</dc:creator>
				<category><![CDATA[debates semióticos]]></category>
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		<description><![CDATA[dissolve e coagula! Segundo uma conhecida lenda urbana de Curitiba, existe dentro de seu perímetro urbano e central uma cachoeira escondida. Lá, aguardando pelo momento em que terá suficiente eloqüencia para sustentar as bases de um discurso produtivo sobre as bases desta experiência, o nosso herói nbp, aguarda por bases que ainda restam para isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.nbp.pro.br/blog_comentarios.php?critico=124"><center><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/pouring3.jpg' alt='pouring3.jpg' /><br />
<font size=1>dissolve e coagula!</font></center></a></p>
<p>Segundo uma conhecida lenda urbana de Curitiba, <strong>existe dentro de seu perímetro urbano e central uma cachoeira escondida</strong>. Lá, aguardando pelo momento em que terá suficiente eloqüencia para sustentar as bases de um discurso produtivo sobre as bases desta experiência, o nosso herói nbp, aguarda por bases que ainda restam para isso <strong>E/OU</strong> quem sabe alguma nova base para seguir seu rumo a fragmentação de seu discurso num simulacro de genêro.</p>
<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/A3fYxbOsGRA&#038;rel=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/A3fYxbOsGRA&#038;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
<p>Deixando em aberto a posibilidade de circulação do &#8220;objeto&#8221; em um ponto cego dos mapas, queremos aqui provocar discussões sobre a imaterialidade da experiência, intagilibilidade entre os elos da tal &#8220;corrente&#8221;.<br />
Reclamamos a relação de continuidade e relacionamentos que a rede que ele gera poderia potencialmente proporcionar, e que é desviada pela discussão em que sua forma plástica, conceito e relação com autoria e mesmo sua potencia semiótica eloqüente o coloca quando inevitavelmente é documentado como &#8220;objeto artístico&#8221;.</p>
<p>A pergunta: &#8220;Você quer participar de uma experiência artística&#8221;? Nos parece de resposta muito óbvia: Não tenho mais escolha, portanto reclamo viver simplesmente a experiência e dela tentar gerar caminhos para nossas buscas.</p>
<p>Na medida que essa pergunta me faz mínimo de sentido (quase em seu caráter puramente sintático) eu já não tinha mais escolha. Eu fui esmagado por um significado múltiplo de algo que quer se impor como simulacro de uma matriz de simulacros e a tal forma torna-se fractalmente infinitesimal.</p>
<p>Como escapar da fetichização que o objeto finge ser adverso (com sua &#8220;plástica&#8221; supostamente austera, que harmoniosamente muta-se em sua &#8220;beleza&#8221;)?</p>
<p>Um amigo disse sabiamente que a melhor estratégia possível para ignorar este objeto como forma seria &#8220;reduzi-lo&#8221; ao seu lugar original de &#8220;escultura&#8221;.</p>
<p>Por que não o fizemos? Por que o simulacro nbp se instaurou? Porque o grande êxito do NBP é justamente sua potencia de vertigem. Amamos odiar o NBP.</p>
<p>Apesar de nos sentirmos oprimidos pelo nbp, estamos interessados nas tais Novas Bases para Personalidade.</p>
<p>Queremos a utopia de que vocês existem além desse objeto. Ele não é feio, ele não é belo, ele não é curioso, ele não é arte, ele não é nada. E nem o fato de poder ser afirmado que isso já nos era dado como conceito pode nos oprimir. Negamos qualquer autoria ou epistemologia &#8220;artística&#8221; sobre essa idéia. Queremos estar além do jogo de conceitos. Queremos traçar nossos próprios mapas .</p>
<p>Nem mais um suspiro pelo objeto ou pelo &#8220;objeto-conceito&#8221;. Você que aí que existe em si, é algo que almejamos. Queremos compartilhar nossas vertigens.</p>
<p>Por que eu gostaria de participar dessa experiência &#8220;artística&#8221; tentando trazê-la para além desta? Para reclamar um lugar de potencial simbólico para nossas epifanias como afirmação de realidades em comum, independente de institucionalizações, documentações e qualquer tipo de simulacro.</p>
<p>Quem é o &#8220;objeto&#8221;? Aquele que &#8220;usa&#8221; o NBP é usado por ele.</p>
<p>Negamos a existência do NBP. Quem existe somos nós. Solicitamos a presença de todos os envolvidos. São estes que nos interessam.</p>
<p>Queremos uma experiêcia muito mais que artística.</p>
<p>Sejam bem vindos.</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/mamelucovich.jpg' alt='mamelucovich.jpg' /></p>
<p><strong>E se Faltam Bases ?</strong><br />
nos galhos das árvores onde as palavras estão presas;</p>
<p>todos os jamais são sombras&#8230;</p>
<p>no meu braço que formiga adormecido<br />
sobre o corpo que estanca o sangue;<br />
o sangue não palavra,<br />
e sim seiva</p>
<p>&#8212;-></p>
<p>Ok,</p>
<p>registros circunscritos. simulacros arrotam.</p>
<p>continuo tateando.<br />
(restam bússolas? http://poeticasexperimentaisdavoz.wordpress.com/2007/09/11/ja-i-kant-wear-you/ )</p>
<p>Não sei mais quem são vocês, quem somos nós e nem quantos.<br />
Gosto dessa ilusão de presença de uma rede de tateantes.<br />
Pólos que atraem a bússola. Gira, eppur si muove.<br />
Gostamos de pensar nosso &#8220;trabalho&#8221; sobre uma dimensão não-utilitarista, além da sobrevivência e consumo, além da sua coopção institucional.<br />
Seremos capazes de ir além dessa relação de significação laboriosa?<br />
Puxe o tapete das bases, resta um chão de onde a gravidade quer esmagar a personalidade.<br />
Temos Personalidades a operacionar &#8211; além do objeto vão encarnar?<br />
4 operações básicas &#8211; somar, multiplicar, subtrair, dividir?<br />
(e/ou)<br />
Além do limite tendendo a zero e ao infinito, uma nova integral ou derivação?</p>
<p>Recondicionar ESTE plano cartesiano.</p>
<p>além dos 3(você-eu-objeto) ou além dos <strong>X</strong>(com cópia) existem novas bases?</p>
<p><img src="http://images.uncyc.org/pt/e/e8/Prova08.jpg" alt="faltam" /></p>
<p>Uma dimensão de relações sociológicas, geográficas e psicológicas de interdependências para QUANTAS sobrevivênciaS (até quando). Uma base somática para um artifício de fundações simbólicas de um &#8220;novo&#8221; imaginário.</p>
<p>Você gostaria de participar de uma experiência?</p>
<p>talvez não tenha + &#8211; * / escolha.</p>
<p>o objeto será serrado, fragmentado, fundido, repersonificado entrará na dimensão do juízo de valor em si próprio e ainda assim não responderá a questão cartesiana.</p>
<p>restam planos?</p>
<p>RB, em P.</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/nbp_cachoeira.png' alt='nbp_cachoeira.png' /></p>
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		<title>a solidão não mata&#8230; dá a idéia</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2007 14:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Claudete Pereira Jorge texto: Alexandre França A minha solidão hoje sorriu diferente, ela doeu meu choro contindo. A minha solidão foi surpreendente, me mostrou o que eu sou quando estou comigo. Hoje chorei como quem caminha para casa. Sou aquele cara interessante, a viver com a solidão ao lado, a cumprimentar os outros sentimentos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9p5AkWJsycY&#038;rel=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/9p5AkWJsycY&#038;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
<p>Claudete Pereira Jorge<br />
texto: Alexandre França</p>
<blockquote><p>A minha solidão hoje sorriu diferente, ela doeu meu choro contindo. A minha solidão foi surpreendente, me mostrou o que eu sou quando estou comigo. Hoje chorei como quem caminha para casa. Sou aquele cara interessante, a viver com a solidão ao lado, a cumprimentar os outros sentimentos de longe. A me achar bonito nos outros. A solidão me machucou, pois revelou a sua doença de permanecer para sempre nos meus olhos. Ela me falou baixinho no ouvido as minhas dúvidas. A solidão foi cruel esta noite, ela me contou o que eu sou nos mínimos detalhes. Eu não quero isto para ninguém. Não façam como eu, não levem em consideração o que a solidão fala. Pois dei ouvidos a ela e acreditei que eu não servia para nada. A solidão não mata, dá a idéia. A solidão se diz minha amiga, mas me faz dormir num lugar sujo com um ser humano solitário. A solidão mora em quem ela quer. As pessoas não tem a escolha de rejeitá-la. Ela come o nosso melhor pedaço, espera os outros comerem a carniça da alma. A solidão não tem calma, lambe o prato até o suco da vontade. A solidão que eu tenho eu não recomendo para ninguém, até por que foi eu quem a criou. A solidão não demora em narrar-nos o momento. A solidão nos causa sofrimento sem querer.</p>
<p>A solidão adulta permanece acordada, mesmo quando dormir é inevitável</p></blockquote>
<p>.<object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DynZmU9CXxQ&#038;rel=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/DynZmU9CXxQ&#038;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
<p>Carvão &#8211;  canção de Alexandre França e Edson Falcão<br />
<a href="http://alexandrefranca.blogspot.com/">http://alexandrefranca.blogspot.com/</a></p>
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		<title>Toscoduino versão mamelucovich</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2007 03:05:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Lixeira tá levando pra Salvador a nossa primeira versão totalmente artesanal de placa de aprendizagem da eletrônica, baseada no projeto &#8220;arduino&#8221; &#8211; batizada de toscoduino. O processo artesanal deste modelo da placa não é novidade, ta muito bem documentado ja pelo Giuliano Obici neste link. A diferença dessa é que foi quase desenhada a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/toscoduino_a.jpg' alt='toscoduino_a.jpg' /></p>
<p>O Lixeira tá levando pra Salvador a nossa primeira versão totalmente artesanal de placa de aprendizagem da eletrônica, baseada no projeto &#8220;<a href="http://www.arduino.cc">arduino</a>&#8221; &#8211; batizada de toscoduino.</p>
<p>O processo artesanal deste modelo da placa não é novidade, ta muito bem documentado ja pelo Giuliano Obici <a href="http://arduinotutorial.blogspot.com/">neste link.</a> A diferença dessa é que foi quase desenhada a mão, com um misto mal sucedido da<a href="http://www.dei.uminho.pt/pessoas/lgoncalves/PCI-Page/PCI.html"> técnica do ferro de passar.</a> </p>
<p>Essa semana vou fazer umas versões alternativas usando USB, principalmente buscando uma maneira de tornar os projetos de instrumentos musicais que ja começamos um pouco mais acabados e &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_embarcado">embarcados</a>&#8220;. Tou estudando os softwares Eagle e Kicad pra desenhar as placas&#8230; Assim que tiver um pouco mais firme o processo eu documento no <a href="http://www.estudiolivre.org">Estudio Livre</a> tudo&#8230; </p>
<p>Enfim, fica aqui um grande abraço pro Lixeira e Stalker, que visitaram o E/Ou no carnaval-convescote da Semana dos Mortos&#8230;. A todos que estão lendo essa mensagem &#8211; Venham mais nos visitar!</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/toscoduino_b.jpg' alt='toscoduino_b.jpg' /></p>
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		<title>pinça listas</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Nov 2007 19:16:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em botânica, chama-se rizoma a um tipo de caule que algumas plantas possuem. Ele cresce horizontalmente, geralmente subterrâneo , mas podendo também ter porções aéreas. Os rizomas são importantes como órgãos de reprodução vegetativa ou assexuada de diversas plantas Segundo Deleuze e Guattari: um rizoma não começa nem conclui, ele se encontra sempre no meio, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.origami.gr.jp/Model/Senbazuru/index-e.html"><img src="http://farm1.static.flickr.com/209/517354891_2120f0b7ef.jpg?v=0" alt="rizoma" /></a></p>
<p>Em botânica, chama-se rizoma  a um tipo de caule que algumas plantas possuem. Ele cresce horizontalmente, geralmente subterrâneo , mas podendo também ter porções aéreas.</p>
<p>Os rizomas são importantes como órgãos de reprodução vegetativa ou assexuada de diversas plantas</p>
<p>Segundo Deleuze e Guattari: um rizoma não começa nem conclui, ele se encontra sempre no meio, entre as coisas, inter-ser, intermezzo. A árvore é filiação, mas o rizoma é aliança, unicamente aliança.<br />
Neste modelo epistemológico, a organização dos elementos não segue linhas de subordinação hierárquica &#8211; com uma base ou raíz dando origem a múltilos ramos -, mas, pelo contrário, qualquer elemento pode afetar ou incidir em qualquer outro. Em um modelo arbóreo de organização do conhecimento &#8211; como as taxionomias e classificações das ciências &#8211; o que é afirmado dos elementos de maior nível é necessariamente verdadeiro também para os elementos subordinados, mas o contrário não é válido; já em um modelo rizomático, qualquer afirmação que incida sobre algum elemento poderá também incidir sobre outros elementos da estrutura, sem importar sua posição recíproca. O rizoma carece, portanto, de centro.</p>
<p>O modelo rizomático presta-se para mostrar que a estrutura convencional das disciplinas epistemológicas não reflete simplesmente a  estrutra da natureza, mas sim que é um resultado da distribuição de poder e autoridade no corpo social . Não se trata da apresentação de um modelo que represente melhor a realidade , mas sim da noção, oriunda do anti-fundacionalismo, de que os modelos são ferramentas pragmáticas, e não ontológicas. A organização rizomática do conhecimento é um método para resistir a um modelo hierárquico que reflete, na epistemologia, uma estrutura social opressiva.</p>
<p>o rizoma da botânica, que tanto pode funcionar como raíz, talo ou ramo, independente de sua localização na figura da planta, serve para exemplificar um sistema epistemológico onde não há raízes &#8211; ou seja, proposições ou afirmações mais fundamentais do que outras &#8211; que ramifiquem-se segundo dicotomias estritas. Deleuze e Guattari sustentam o que, na tradição anglo-saxã da filosofia da ciência, costumou-se chamar de anti-fundacionalismo (ou anti-fundamentalismo, ou, ainda, anti-fundacionismo): a estrutura do conhecimento não deriva, por meios lógicos, de um conjunto de princípios primeiros, mas sim elabora-se simultaneamente a partir de todos os pontos sob a influência de diferentes observações e conceitualizações.</p>
<p>Isto não implica em que uma estrutura rizomática seja necessariamente flexível ou instável, porém exije que qualquer modelo de ordem possa ser modificado: existem, no rizoma, linhas de solidez e organização fixadas por grupos ou conjuntos de conceitos afins. Tais conjuntos definem territórios relativamente estáveis dentro do rizoma.</p>
<p>Mensagem de fim de ano:<br />
&#8220;Capitalismo e esquizofrenia&#8221;</p>
<p>Rizoma<br />
&#8220;Um platô está sempre no meio, nem início nem fim. Um rizoma é feito de platôs.&#8221; (DELEUZE e GUATARRI, 2004: 33)</p>
<p>Um rizoma é uma segunda espécie de conjunto de linhas. Um primeiro conjunto de linhas é aquele no qual uma linha é subordinada ao ponto, à verticalidade e horizontalidade, que estria o espaço, faz um contorno, submete multiplicidades variáveis ao Uno, ao Todo de uma dimensão suplementar ou suplementária. As linhas deste tipo são as linhas molares, e formam sistemas binários, arborescentes, circulares e segmentários .</p>
<p>Um rizoma é totalmente diferente deste primeiro tipo de linhas, o rizoma não é exato, mas um conjunto de elementos vagos, nômades, de maltas e não de classes: &#8220;Do ponto de vista do pathos, é a psicose e sobretudo a esquizofrenia que exprimem estas multiplicidades.&#8221; (DELEUZE e GUATARRI, 1997: 221) É oportuno enumerar agora algumas características aproximativas do rizoma, para, posteriormente pensarmos esse conceito numa perspectiva mais ampla.<br />
<a href="http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/geografia/geo09c.htm">http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/geografia/geo09c.htm<br />
</a></p>
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		<title>convescote do dia dos mortos</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 10:52:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[momento bicho grilo no e/ou com a presença de ficção e stalker nós não temos medo de nada mermo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/grilo_mortos.jpg' alt='grilo' /><br />
momento bicho grilo no e/ou com a presença de ficção e stalker</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/m2.jpg' alt='m2.jpg' /><br />
nós não temos medo de nada mermo</p>
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		<title>dia dos póstumos no eou</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 08:25:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;existem postes que já nascem Póstumos&#8221; vitoriamario]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/cartaz.jpg' alt='cartaz.jpg' /></p>
<blockquote><p>
&#8220;existem postes que já nascem Póstumos&#8221;<br />
vitoriamario</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>A crise do trabalho abstrato*</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2403</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Oct 2007 00:49:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[John Holloway** “este ponto (o duplo caráter do trabalho representado pelas mercadorias) é o eixo em torno do qual gira a compreensão da economia política” (Marx, O capital I, p. 9) 1. O duplo caráter do trabalho é a chave para entender o desenvolvimento atual da luta de classes. 2. a) Nos Manuscritos de 1844, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/2013.jpg' alt='2013.jpg' /></code><br />
John Holloway**</p>
<p> “este ponto (o duplo caráter do trabalho representado pelas mercadorias) é o eixo em torno do qual gira a compreensão da economia política” (Marx, O capital I, p. 9)</p>
<p>1.<br />
O duplo caráter do trabalho é a chave para entender o desenvolvimento atual da luta de classes.</p>
<p>2.<br />
a) Nos Manuscritos de 1844, o jovem Marx faz uma distinção entre o trabalho alienado e a atividade vital consciente. No capitalismo, a atividade vital consciente, o que nos distingue dos animais, existe na forma de trabalho alienado.</p>
<p>b) Em O Capital, Marx distingue entre o trabalho abstrato e o trabalho útil (ou concreto). O trabalho útil produz valores de uso e existe em qualquer sociedade, mas no capitalismo existe na forma de trabalho abstrato, trabalho abstraído de suas especificidades, trabalho que produz valor. A distinção entre trabalho abstrato e trabalho útil é essencialmente a mesma que a distinção prévia entre trabalho alienado e atividade vital consciente. O trabalho útil é atividade ou fazer humano criativo-produtivo, seja qual for a sociedade onde se desenvolve, e o trabalho abstrato é um trabalho não auto-determinante no qual toda distinção qualitativa se reduz a quantidade. Para enfatizar a distinção (e porque a constituição de “trabalho” como algo separado do fluxo geral do fazer é resultado de sua abstração) falaremos de “fazer útil” em lugar de “trabalho útil”.</p>
<p>c) A dicotomia entre trabalho abstrato e fazer útil é um tema central n’O capital. O duplo caráter do trabalho cria o duplo caráter da mercadoria como valor de uso e valor; estrutura a discussão do processo de trabalho (como processo de trabalho e processo de produzir mais-valia) e do processo coletivo de trabalho (como cooperação por um lado e divisão do trabalho, manufatura, maquinaria e indústria moderna por outro). O trabalho abstrato se desenvolve como trabalho assalariado que produz valor e capital. O fazer útil se desdobra na categoria da “força produtiva do trabalho social” (O capital I, p. 265) ou, mais concisamente, as “forças de produção”.</p>
<p>3.<br />
A relação entre o trabalho abstrato e o fazer útil é uma relação antagônica. O fazer útil existe no-contra-e-mais-além do trabalho abstrato. Todos estamos conscientes do modo pelo qual o fazer útil existe no trabalho abstrato, do modo pelo qual nossa atividade diária está subordinada às exigências do trabalho abstrato (ao processo de fazer dinheiro, em outras palavras). Experimentamos isso também como processo antagônico: como antagonismo entre nosso impulso para a autodeterminação de nosso fazer (fazendo o que queremos fazer) e a necessidade de fazer o que temos que fazer para ganhar dinheiro. A existência do fazer contra o trabalho abstrato se experimenta como frustração. O fazer útil existe também mais além de sua forma como trabalho abstrato naqueles momentos ou espaços nos quais logramos, individual ou coletivamente, fazer o que nós consideramos necessário ou desejável. Ainda que o trabalho abstrato subordine e contenha o fazer útil, nunca logra subsumi-lo totalmente. A abstração do fazer para convertê-lo em trabalho não é algo que se acaba nos alvores do capitalismo, mas um processo constantemente renovado.</p>
<p>4.<br />
Portanto, há dois níveis de antagonismo estrutural no capitalismo. Primeiro está o antagonismo que Marx chama de “o eixo em torno ao qual gira a compreensão da economia política”: o antagonismo entre o fazer útil e o trabalho abstrato. Mas também existe um segundo antagonismo. O trabalho abstrato produz não somente valor, mas mais-valia, e esta mais-valia se acumula como capital. A acumulação se realiza através da exploração constante do trabalho abstrato (ou assalariado), e assim se pode falar de um segundo antagonismo, o antagonismo entre capital e trabalho assalariado. Este segundo antagonismo depende da conversão prévia do fazer útil em trabalho abstrato.</p>
<p>Existem assim dois níveis de luta de classes. Primeiro a luta do fazer útil contra a sua própria abstração, quer dizer, contra o trabalho abstrato: esta é uma luta contra o trabalho (e portanto contra o capital, já que é o trabalho que cria o capital). Em seguida existe a luta do trabalho abstrato contra o capital: esta é a luta do trabalho. Esta última é a luta do movimento operário; a primeira é a luta do que às vezes se chama o outro movimento operário, mas não se restringe em nenhum sentido ao lugar de trabalho: a luta contra o trabalho é a luta contra a constituição do trabalho como atividade separada do fluxo geral do fazer.</p>
<p>5.<br />
Os dois tipos de luta são lutas contra o capital, mas têm conseqüências muito distintas. Ao menos até pouco tempo atrás, a luta contra o capital foi dominada pelo trabalho abstrato. Isto significou uma luta marcada por formas burocráticas de organização e idéias fetichizadas.</p>
<p>a) A organização do trabalho abstrato está centrada no sindicato que luta pelos interesses do trabalho assalariado. A luta sindical é entendida normalmente como luta econômica que necessita ser complementada pela luta política, organizada tipicamente na forma de partidos políticos orientados em direção ao Estado. As concepções “reformistas” e “revolucionárias” do movimento operário compartilham o mesmo enfoque. A organização do trabalho abstrato é tipicamente hierárquica, e isto tende a reproduzir-se dentro das organizações do movimento operário.</p>
<p>b) A abstração do trabalho é a fonte do que Marx chama de “fetichismo da mercadoria”, um processo de separação entre o que criamos e o processo de criação. O criado, ao invés de entender-se como parte do processo de criação, é entendido como uma série de coisas q eu logo dominam nosso fazer e nosso pensar. As relações sociais (relações entre pessoas) se fetichizam ou se reificam. A centralidade de nosso fazer é substituída por nosso fazer e pensar por “coisas” (relações sociais coisificadas) como dinheiro, Estado, capital, universidade, etc. O movimento operário (como movimento do trabalho abstrato) aceita normalmente estas coisas como dadas. Assim, por exemplo, o movimento operário tende a aceitar a auto-apresentação do Estado como organizador da sociedade (ao invés de vê-lo como momento da abstração do trabalho). A abstração do trabalho conduz a um conceito estadocêntrico da mudança social. O movimento do trabalho abstrato fica preso em uma prisão conceitual e organizativa que efetivamente sufoca qualquer aspiração revolucionária.</p>
<p>c) O marxismo ortodoxo é a teoria do movimento operário baseado no trabalho abstrato. Por isso está quase totalmente cego para a questão do fetichismo e para o duplo caráter do trabalho (apesar do fato de que Marx insistiu que este ponto é o eixo em torno do qual gira a compreensão da economia política).</p>
<p>6.<br />
O movimento do fazer útil contra o trabalho abstrato sempre existiu como corrente subterrânea e subversiva no-contra-e-mais-além do movimento operário. Já que o fazer útil é simplesmente a riqueza enorme da criatividade humana, o movimento tende a ser algo caótico e fragmentado, um movimento de movimentos lutando por um mundo de muitos mundos. A partir desta perspectiva é fácil cair na idéia de que estas lutas não têm conexão, que são as lutas de tantas identidades distintas, que se trata de uma luta de e pelas diferenças. Entretanto, não se trata disso. Ainda que o fazer útil-criativo tenha um potencial infinitamente rico, existe sempre no-contra-e-mais-além de um inimigo comum, a abstração do fazer em trabalho. Por isto é importante pensar em contradição, e não simplesmente em diferença. É a luta da criatividade humana (nosso poder-fazer, a “força produtiva do trabalho social”) contra a sua própria abstração, contra sua redução à cinzenta produção de valor-dinheiro-capital. O marxismo heterodoxo e a teoria crítica têm como eixo central a crítica do domínio do trabalho abstrato e dos conceitos que derivam deste domínio. Já que o movimento do fazer útil é o impulso para a criatividade socialmente autodeterminante, suas formas de organização são tipicamente anti-verticais e orientadas para a participação ativa de todos. Esta é a tradição conselhista ou assembleísta que sempre se opôs à tradição estadocêntrica e partidocêntrica dentro do movimento anticapitalista.</p>
<p>7.<br />
O trabalho abstrato está em crise. Nós (o fazer útil-criativo) somos esta crise.</p>
<p>a) O fazer útil é a crise permanente do trabalho abstrato. A existência do capital é uma luta constante para conter o fazer dentro do trabalho abstrato, mas o fazer sempre transborda.</p>
<p>b) Existe agora uma crise do trabalho abstrato em um sentido agudo.</p>
<p>A crise está vinculada com a crise do fordismo, uma forma especialmente intensa da abstração do trabalho. A crise do fordismo é o fracasso da abstração do faze em trabalho.</p>
<p>As manifestações da crise são evidentes: o declive do movimento sindical em todo o mundo; o enfraquecimento dos partidos social-democratas; o colapso da União Soviética e dos outros “países comunistas” e a integração da China no capitalismo mundial; a derrota dos movimentos de liberação nacional na América Latina e na África; a crise do marxismo não somente dentro das universidades, mas como teoria da luta.</p>
<p>Tudo isto se entende muitas vezes como uma derrota histórica da classe trabalhadora. Mas talvez se devesse ver mais como uma derrota para o movimento operário, para o movimento baseado no trabalho abstrato, uma derrota para a luta do trabalho contra o capital e possivelmente uma abertura para a luta do fazer contra o trabalho. Se é assim, então não é uma derrota para a luta de classes, mas um deslocamento para um nível mais profundo da luta de classes. A luta do trabalho está sendo substituída pela luta contra-e-mais-além do trabalho.</p>
<p>A crise do trabalho abstrato pode ser vista em termos do marxismo clássico como a revolta das forças de produção contra as relações de produção. Mas devem-se entender as forças de produção não como coisas, como tecnologia, mas como a “força produtiva do trabalho social”, como nosso poder-fazer social. E o modo pelo qual o nosso poder-fazer está rompendo “seu invólucro capitalista” (O capital I, p. 648) não é através da criação de unidades de produção cada vez maiores, mas através de milhões de fendas, espaços nos quais a gente está dizendo que não vão permitir que suas capacidades criativas se encerrem dentro do capital, mas que vão fazer o que a eles lhes parece necessário ou desejável.</p>
<p>c) A crise é uma intensificação da luta. A luta do capital para re-impor a abstração do trabalho pode ser entendida como neoliberalismo, pós-fordismo, pós-modernismo, mas a crise segue aberta. A luta contra o capital se debilita se seguimos pensando em termos das velhas categorias derivadas da luta do trabalho abstrato. A única forma de entender a luta anticapitalista agora é como a luta do fazer contra o trabalho.</p>
<p>8.<br />
Perguntando caminhamos.</p>
<p>Referências</p>
<p>Marx, Carlos (1987), El Capital, Tomo I, Fondo de Cultura Económica, México D.F.</p>
<p>* Texto inédito preparatório para o III Colóquio Internacional de Teoria Crítica: A Crise do Trabalho Abstrato, Buenos Aires, Novembro/2007: www.herramienta.com.ar.</p>
<p>** Profesor-investigador, Instituto de Ciencias Sociales y Humanidades &#8220;Alfonso Vélez Pliego&#8221;, Benemérita Universidad Autónoma de Puebla.</p>
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		<title>como numa brincadeira das crianças do bairro</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Oct 2007 01:56:34 +0000</pubDate>
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<p>pensável<br />
Setembro 18th, 2007 by poeticasexperimentaisdavoz</p>
<p>Não tentei arruinar o sentido da sentença, tampouco o da metáfora: pelo contrário, tentei torná-los mais fortes. Atacar o sentido rebelando-se contra a sentença não significa que a mesma seja destruída. <a href="http://tateando.wordpress.com/">Pelo contrário, ela é preservada porque um caminho para o outro sentido foi aberto.</a> Tudo isso me parece como se eu tivesse sido confrontado por dois discursos opostos igualmente persuasivos. Isso resulta na impossibilidade de privilegiar um em detrimento do outro, o que, por sua vez adia constantemente o controle do sentido sobre a sentença. Talvez o impensável seja pura e simplesmente a suspensão mútua de dois pensamentos opostos e definitivos.</p>
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		<title>falocentrismo</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 22:05:44 +0000</pubDate>
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		<title>O corpo erótico contemporâneo</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Oct 2007 23:22:25 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
</strong>O termo erótico, ou, as manifestações do desejo do corpo, ou descoberta do prazer através das percepções sensoriais, que um dia teve enorme potência transformadora de costumes, nada mais celebra, agora, do que a consagração vitoriosa da mídia e do comércio de corpos prontos para o abate, como se tratasse de um corredor de matadouro, onde somos obrigados a ter prazer.</p>
<p>Esse “erotismo” se manifesta, por um lado, na venda de corpos prontos para o sexo. E passa por crianças dançando “na boquinha da garrafa” em programas infantilóides, dando uma sensualidade e potência ao corpo quando ele ainda não está pronto para isso. Passa, também, pela insistência de associar mulher “sarada” com cerveja gelada e, em outdoor, nas ruas, escancarando a miséria do fetiche: por exemplo, quando uma revista masculina anuncia uma mulher de “18, mas com corpinho de 15”.</p>
<p>Os homens não podem reclamar. Cada vez mais se tornam corpos-objetos. Cada vez mais são vendidos como produto para consumo, ainda que isso não signifique a mínima mudança nos padrões machistas e patriarcais de nossa sociedade. Capitaliza-se em cima dos gays, capitaliza-se em cima das minorias, enfim, o importante é criar nichos de mercado para se fazer negócios. O corpo erótico se tornou um negócio.</p>
<p>Estamos tão inseridos nas formas de exercício de poder, quanto no nosso próprio corpo enquanto lugar de luta, que precisa ser reinventado o tempo todo para existir além da ostentação da eterna jovialidade viril congelada na foto da parede.</p>
<p>Se há uma potencialidade que possa colocar em movimento o desenvolvimento de uma política do corpo, ainda hoje, essa política deve mirar, em primeiro lugar, a idéia de um corpo coletivo, de um lugar de trocas, de confianças mútuas, de compartilhamentos identitários, de criação participativa.</p>
<p>Mas, para o corpo erótico, para a saciedade do prazer, não interessa a solidariedade, o coletivo, o outro, porque “as possibilidades de felicidades são egoístas”, como já definiu Cazuza, tempos atrás. E mais, violência e agressividade não são descartadas desse corpo-fissura, onde Eros e Thanatos se olham com desejo.</p>
<p>De todo modo, tal força vem da consciência de se saber que a idéia de corpo é, sobretudo, transformadora, portanto, subversiva. E, neste ponto, voltamos à questão das lutas sociais, culturais e econômicas. Subversão é a palavra chave diante da transformação do corpo em produto comercial, em carne para o abate. Não é nenhuma recusa, exatamente, à venda do corpo. Precisamos pagar nossas despesas diárias e dependemos de uma rede de produtos e serviços que, inclusive, possibilitam tal subversão. A questão é, então, como usar dessa força de subversão?</p>
<p>No caso do erotismo e do intrincado jogo onde o corpo é máquina criada que cria, a subversão está em, ao mesmo tempo, colocar e retirar da condição desejante o foco único que o capital tenta impor à sua manifestação. Ou seja, erótico pelo erótico, apenas. A autonomia do erótico. A compartimentalização das pulsões desejantes, sem sua potencialidade transbordante.</p>
<p>A matéria nos ensina a aceitar tal imposição, as de sujeito-carne, além e aquém da situação carne-objeto, seja homem, mulher, criança, velho, boi, eletricidade, o que for.  Mas nem por isso precisamos nos colocar como representantes de papéis sociais definidos previamente segundo um padrão dominante de gosto. Podemos afirmar estados de diferenciações que levem, além da catarse e do choque, a formas de mobilização onde consciência e desejo, tesão e atenção, escolha e acaso possam pertencer ao nosso estado de realidade e presença. Sem esquecer da virtualidade, que é, também, parte da realidade. Os fótons da tela do computador, onde escrevo isso, queimam na minha retina. Erótico, presencial, ânima, animal.</p>
<p>A única maneira de enfrentar a concretude do indisível é deslocar para a criatividade nosso exercício do sensível. Nossa mais profunda forma de expressão. Nossa mais potente arma subversiva. Porque as trocas, aqui, não são feitas levando em consideração a mais-valia, mas sim em como mantermos as relações de troca, mais e mais. O gozo é o gozo. É a possibilidade de rir de si diante do espetáculo da banalização do erótico. Mas ele só pode ser gozado se for levado à sério: <strong>com a alegria de ser e estar no espaço-tempo do aqui-agora</strong>. O aqui/agora contrário à falta de perspectiva de futuro negado pelo capital às pessoas desse país. E que devoram a boa intenção do padre extorquido pelos que ele quer salvar.</p>
<p>A violência além das fronteiras do filme Tropa de Elite que, como o nome já diz, é uma <strong>tropa para a elite</strong>. Entrar no morro e humilhar as pessoas é a senha. Shibari é uma técnica de prender o/a parceira com cordas. Fetiche. Começou com a guerra, no Japão. Começou pela violência. Hoje, uma arte realizada em clubes.<br />
O gozo eterno no aqui agora. Será que essas palavras te tocam? Será que eu consigo te prender com as cordas da imaginação?</p>
<p>Gotejo. Oxido. Exalo. Assim como o vinho, o sangue. Escorro, deslizo, morro de (dos) prazeres.</p>
<p>Santa Teresa, Rio de Janeiro, 23/10/2007</p>
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		<pubDate>Tue, 23 Oct 2007 22:05:50 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><font size=1>se você não clicar ali, algo também vai acontecer</font></p>
<p><center><br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/monkey2.jpg' alt='monkey2.jpg' /></center></p>
<p>a tentativa vã de transgredir a casca da máquina que abriga o sujeito</p>
<p>tentar chegar ao uno &#8211; primal semente e arvore que contém todos os galhos da linguagem</p>
<p>alcança somente  a borda do corpo humano, onde os signos fornicam como óvulos e espermatozóides.</p>
<p>la entre um breve esquadro, uma breve unidade pré-pitagórica que beira equilibrada e estreitamente o infinito e o zero, reina o caótico e assimétrico assobiar simultâneo de todos os signos.</p>
<p>Num movimento dantesco o sujeito se vê diante da mais severa das provas, a negação do eu pelo não-eu, a inversão de causa e efeito, onde tudo sabe tudo em todas as direções e são tantas as vozes que me paraliso o sucumbo diante de tua imensidão. </p>
<p>caótico mundo das simultâneas sinfonias: pensamento que você acaba de parir.</p>
<p><font size=5>isso, agora.</font></p>
<p><center><em><font size=1>se você não clicar aqui, algo também vai acontecer</font></em><object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf" id="audioplayer1" height="50" width="500"><param name="movie" value="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf"></param><param name="FlashVars" value="playerID=1&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http://189.32.55.75:8000/buraco/conserto/audios/zumbido_estranho.mp3"></param><param name="quality" value="high"></param><param name="menu" value="false"></param><param name="wmode" value="transparent"></param></object><br />
</center></p>
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		<title>cozinha aberta / Sesc</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Oct 2007 00:19:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[a cozinha aberta estudiolivre.org é um espaço aberto para produção e publicação de mídias livres, utilizando ferramentas livres. atraves das praticas cotidianas de uma simples cozinha, pessoas poderão criar sua propria arte/expressão atraves de ações lúdicas, podendo realizar desde o preparo de uma simples omelete com picadinho de fotografias, ate uma ópera composta com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uoHhcS6Pf_s&#038;rel=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/uoHhcS6Pf_s&#038;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
<p>a cozinha aberta estudiolivre.org é um espaço aberto para produção e publicação de mídias livres, utilizando ferramentas livres.</p>
<p>atraves das praticas cotidianas de uma simples cozinha, pessoas poderão criar sua propria arte/expressão atraves de ações lúdicas, podendo realizar desde o preparo de uma simples omelete com picadinho de fotografias, ate uma ópera composta com o som de eletrodometicos, sempre tendo como como base conceitos de obras abertas, produções coletivas e trabalhos colaborativos</p>
<p>gracas ao uso de ferramentas livres e de licenças abertas para a publicacao de seu material na internet, o participante que criar sua obra-comida-processo dentro da cozinha e quiser publica-la, terá seu trabalho exposto na galeria de trabalhos na pagina da cozinha aberta:</p>
<p>texto extraído da pagina:<br />
<a href="http://www.estudiolivre.org/cozinhaberta">http://www.estudiolivre.org/cozinhaberta</a></p>
<p>Fotos e informações em:<br />
<a href="http://cozinhaberta.wordpress.com/">http://cozinhaberta.wordpress.com/</a><br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/cozinhaberta/">http://www.flickr.com/photos/cozinhaberta/</a></p>
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		<title>mudança de ares</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 03:38:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mathieu Struck</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Photo: Mathieu Struck sobre Homem Nu de Erbo Stenzel.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photo.gne?id=1606083149" title="mudança de ares (second version)"><img src="http://static.flickr.com/2214/1606083149_889a03d4d6.jpg" title="mudança de ares (second version)" alt="mudança de ares (second version)" width="332" height="500" /></a><br />
Photo: <a href="http://www.flickr.com/photos/mathieustruck/">Mathieu </a><a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/album">Struck</a> sobre <em>Homem Nu</em> de Erbo Stenzel.</p>
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		<title>NÓS SOMOS A CRISE DO TRABALHO ABSTRATO</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Oct 2007 13:13:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por John Holloway (Transcrição de palestra proferida em Roma, abril de 2006) &#8220;Vozes de resistência: vozes alternativas&#8221;. Quais são as nossas vozes? Nossas vozes são as vozes da crise do trabalho abstrato. Nós somos a crise do trabalho abstrato. Nós somos o poder do fazer criativo. Nós somos a crise. Não somos em primeiro lugar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.ezln.org/revistachiapas/No5/chetri.jpg" alt="escuela" /></p>
<p><em>por John Holloway</em></p>
<p>(Transcrição de palestra proferida em Roma, abril de 2006)</p>
<p>&#8220;Vozes de resistência: vozes alternativas&#8221;. Quais são as nossas vozes? Nossas vozes são as vozes da crise do trabalho abstrato. Nós somos a crise do trabalho abstrato. Nós somos o poder do fazer criativo.</p>
<p>Nós somos a crise. Não somos em primeiro lugar uma força positiva, mas negativa. O que nos traz aqui hoje não é algo positivo que temos em comum, mas o Não que todos compartilhamos. Não ao capitalismo, não a um mundo de violência e exploração, não a uma forma de organização social que está literalmente destruindo a humanidade, em todos os sentidos da palavra. Não a um mundo no qual o que fazemos é determinado por forças que não controlamos. ¡Ya basta! Mas este ¡ya basta!, esta recusa, não fica fora do capital, ela vai direto ao coração do capital, simplesmente porque o capital depende de nossos olhos, de nossa aceitação, de nossa concordância em trabalhar e criar valor, de nossa reprodução da obscenidade que nos rodeia. Nosso NÃO é um não com força, simplesmente porque a existência do capital depende do nosso dizer sim. Nosso NÃO é a crise endêmica do capital.</p>
<p><center><img src="http://www.ezln.org/revistachiapas/chiapas-pres_data/globo.gif" alt=""/></center></p>
<p>Nós somos NÃO, nós somos negatividade, nós somos a crise do capital. Mas somos mais do que isso. Nós somos a crise daquilo que produz o capital, a crise do trabalho abstrato, alienado. O trabalho abstrato produz o capital. De fato, o capital é a abstração do trabalho, o processo pelo qual a imensa riqueza da criatividade humana é controlada, contida, subordinada a serviço da expansão do valor. A abstração do trabalho reduz a cor intensa do fazer criativo à cinzenta produção de valor, ao vazio da geração de dinheiro. No capitalismo, o fazer criativo (que Marx chamou de trabalho concreto ou útil) é sujeitado ao trabalho abstrato, existe na forma de trabalho, mas esta forma esconde uma constante tensão, um constante antagonismo entre conteúdo e forma, entre o fazer criativo e o trabalho abstrato: ele existe em constante rebelião contra o trabalho abstrato, como a crise latente do trabalho abstrato.</p>
<p>Aqui, então, está o núcleo da luta de classes: é a luta entre o fazer criativo e o trabalho abstrato. No passado era comum pensar na luta de classes como a luta entre capital e trabalho, entendendo trabalho como trabalho assalariado, trabalho abstrato, e a classe trabalhadora foi frequentemente definida como a classe dos trabalhadores assalariados. Mas isto é totalmente equivocado. O trabalho assalariado e o capital complementam um ao outro, o trabalho assalariado é um momento do capital. Há de fato um conflito entre o trabalho assalariado e o capital, mas este é um conflito relativamente superficial. Trata-se de um conflito em torno de salários, duração da jornada de trabalho, condições de trabalho: tudo isso é importante, mas pressupõe a existência do capital. A verdadeira ameaça ao capital não vem do trabalho abstrato, mas do trabalho útil ou fazer criativo, pois é o fazer criativo que se coloca em oposição radical ao capital, isto é, à sua própria abstração. É o fazer criativo que diz &#8220;não, não faremos o que o capital ordena, faremos o que consideramos necessário ou desejável&#8221;.</p>
<p><center><img src="http://www.ezln.org/revistachiapas/chiapas-pres_data/globo.gif" alt="" /></center></p>
<p>Nós somos a crise do trabalho abstrato, nós somos a crise do movimento operário, do movimento construído sobre a luta do trabalho abstrato. Desde os primeiros tempos do capitalismo, o trabalho abstrato organizou a sua luta contra o capital, sua luta por melhores condições para o trabalho assalariado. No núcleo deste movimento está o movimento sindical, com sua luta por maiores salários e melhores condições. Na literatura clássica do marxismo ortodoxo, isto é visto como a luta econômica, que deve ser complementada pela luta política. A luta política é organizada em partidos, que têm a conquista do poder estatal como seu foco &#8211; seja através de meios parlamentares ou através da luta armada. O partido revolucionário clássico objetiva, é claro, ir além da perspectiva dos sindicatos e liderar uma revolução que abolirá o trabalho abstrato, assalariado, mas na realidade ele está (ou estava) preso no mundo do trabalho abstrato. O mundo do trabalho abstrato é um mundo de fetichismo, um mundo no qual as relações sociais existem como coisas. É um mundo habitado por dinheiro, capital, Estado, partidos, instituições, um mundo cheio de falsas estabilidades, um mundo de identidades. É um mundo de separação, no qual o político é separado do econômico, o público do privado, o futuro do presente, o sujeito do objeto, um mundo no qual o sujeito revolucionário é um eles (a classe trabalhadora, os camponeses), não um nós. O fetichismo é o mundo do movimento construído sobre a luta do trabalho assalariado, trabalho abstrato, e desse fetichismo não há saída: é um mundo que é opressivo e frustrante, e terrivelmente, terrivelmente chato. É também um mundo no qual a luta de classes é simétrica. A complementaridade do trabalho abstrato e do capital é refletida numa simetria básica entre a luta do trabalho abstrato e a luta do capital. Ambos transitam nas imediações do Estado e da luta pelo poder-sobre outros; ambos são hierárquicos; ambos buscam legitimidade agindo em nome de outros.</p>
<p>Nós somos a crise do trabalho abstrato e do movimento operário. Isto sempre foi verdade, mas o que é novo é que não somos mais a crise latente, mas a sua manifestação aberta e manifesta. O trabalho abstrato sempre foi a chave da dominação capitalista, ou seja, a conversão do fazer criativo em trabalho abstrato, e, com ela, a transformação dos criadores humanos em trabalhadores assalariados. O emprego, em outras palavras, sempre foi o núcleo do controle capitalista. As chamadas economias de pleno emprego do período pós-guerra foram talvez o ponto culminante do comando do trabalho abstrato e suas instituições &#8211; do qual o clássico movimento operário era parte central. Esta forma de dominação tem estado em crise aberta pelos últimos trinta anos, e nós somos esta crise, nosso NÃO, nossa recusa a aceitar a conversão de nossa criatividade em trabalho abstrato sem sentido, a conversão de nós mesmos em máquinas.</p>
<p>Mas e o neoliberalismo, e a guerra, e o império, e o biopoder, e as novas formas de controle social? Eles não superaram a crise e criaram uma nova base para o capitalismo? Não, não acho, e devemos ter muito cuidado em nossas teorizações para não transformar a crise em um novo paradigma, uma nova era de dominação, um novo império, simplesmente porque as positividades do pensamento paradigmático encarceram a nossa negatividade, fecham nossas perspectivas. É tarefa do capital criar um novo paradigma, não nossa. Nossa tarefa, tanto teórica quanto prática, é criar instabilidade, não estabilidade. O marxismo é uma teoria da crise, não das formas de dominação: não da força da dominação, mas de sua fragilidade. E há muitas, muitas indicações da fragilidade fundamental do capital neste momento: tanto sua crescente violência quanto sua contínua dependência da constante expansão de dívidas. Certamente há uma constante expansão e intensificação do trabalho abstrato: nós nas universidades, por exemplo, estamos muito conscientes da maneira pela qual o nosso trabalho está sendo sujeitado cada vez mais diretamente às demandas do mercado. Mas ao mesmo tempo há uma deficiência crescente do trabalho abstrato para conter o impulso do fazer criativo dentro dos limites da produção de valor, dentro dos limites do mercado.</p>
<p><center><img src="http://www.ezln.org/revistachiapas/chiapas-pres_data/globo.gif" alt="" /></center></p>
<p>Esta é a crise do trabalho abstrato: a inabilidade do trabalho abstrato para conter a força do fazer criativo. O emprego sempre foi, e continua a ser (apesar da extensão da disciplina para a totalidade da &#8220;fábrica social&#8221;) a principal força disciplinadora do capitalismo, a principal forma de conter e reduzir nossa humanidade, nossa recusa-e-criação. A crise do emprego em todas as partes tanto intensifica a disciplina (na medida em que as pessoas competem por empregos) quanto a enfraquece, na medida em que ela falha no preenchimento da vida das pessoas: a precariedade do emprego é também a precariedade da abstração do trabalho. Cada vez mais as lutas de protesto contra o capitalismo vão além dos limites do movimento baseado no trabalho abstrato. Isto não significa que o velho movimento operário deixe de existir, ou que deixe de ser importante para o melhoramento das condições de vida, mas cada vez mais as lutas contra o capitalismo transbordam as estruturas e concepções deste movimento. Seja ou não seja usada explicitamente a categoria da classe, isto não é um abandono da luta de classes, mas uma intensificação da luta de classes, um nível diferente de luta. Esta é uma luta que quebra a simetria que caracterizou a luta do trabalho abstrato, uma luta que é fundamentalmente assimétrica em relação à luta do capital, e se rejubila com essa assimetria: fazer coisas de forma diferente, criar relações sociais diferentes, é um princípio norteador.</p>
<p>Nesta nova reconfiguração da luta de classes, nós somos o sujeito revolucionário. Nós? Quem somos nós? Nós somos o questionamento, um experimento, um grito, um desafio. Não precisamos de definição, rejeitamos toda definição, porque nós somos o poder anti-identitário do fazer criativo e recusamos toda definição. Nos chame de multidão se quiser, ou, melhor, nos chame de classe trabalhadora, mas qualquer tentativa de definição só faz sentido na medida em que nós quebramos a definição. Nós somos heterogêneos, dissonantes, somos a afirmação de nós mesmos, a recusa da determinação alheia de nossas vidas. Somos, portanto, a crítica da representação, a crítica da verticalidade e de toda forma de organização que toma responsabilidade por outras vidas separadas de nós. Escutem as vozes dos zapatistas, dos piqueteros da Argentina, dos índios na Bolívia, das pessoas nos centros sociais na Itália: o sujeito que eles usam todo o tempo para falar de sua luta é &#8220;nós&#8221;, e esta é uma categoria que carrega força real.</p>
<p><center><img src="http://www.ezln.org/revistachiapas/chiapas-pres_data/globo.gif" alt="" /></center></p>
<p>Nós somos femininos, nós mulheres e nós homens, porque a crise do trabalho abstrato é a crise da atividade e forma de luta dominada pelo masculino, e porque a nova luta de classes não tem a mesma composição de gênero da antiga.</p>
<p>Nós somos o rompimento do tempo, o disparo contra os relógios. O movimento do trabalho abstrato projeta a revolução no futuro, mas a nossa revolução só pode ser aqui e agora, porque nós estamos vivos aqui e agora, e no futuro estaremos mortos (ou imortais). Nós somos a intensidade do momento, a busca (a busca de Fausto, a busca de Bloch) pelo momento da realização absoluta. Somos a poesia da classe trabalhadora, a classe trabalhadora como poesia.</p>
<p>Nossa revolução, então, não pode ser entendida como a construção para um grande evento no futuro, mas somente como a criação aqui e agora de trincas ou fissuras ou rupturas na textura da dominação, espaços ou momentos nos quais dizemos claramente &#8220;não, não aceitaremos que o capital molde nossas vidas, faremos o que consideramos necessário e desejável&#8221;. Olhe ao redor, e podemos ver que estes espaços e momentos de recusa-e-criação existem em todos os lados, da Selva Lacandona à recusa-e-criação momentânea de um evento como este. A revolução, a nossa revolução, só pode ser entendida como a expansão e multiplicação destas fissuras, estes lampejos de recusa-e-criação, estas erupções vulcânicas do fazer contra o trabalho.</p>
<p>Perguntado caminhamos. Preguntando caminamos.</p>
<p><img src="http://www.ezln.org/revistachiapas/chiapas-pres_data/ch2.jpg" alt="" /></p>
<p>Traduzido por Daniel Cunha<br />
Título original: John Holloway: We are the Crises of Abstract Labour<br />
Versão original: http://www.defenestrator.org/?q=node/959<br />
link original: <a href="http://www.fimdalinha.1br.net/">http://www.fimdalinha.1br.net/</a></p>
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		<title>Batrachomyomachia (o Physignathos, la Rana hija de Peleo)</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Oct 2007 14:26:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mathieu Struck</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Zoomorfismo urbano nos subúrbios de Buenos Aires (Oct-2007). Photo: Mathieu Struck Great Physignathos I, from Peleus&#8217; race, Begot in fair Hydromede&#8217;s embrace. Where, by the nuptial bank that paints his side, The swift Eridanus delights to glide. Parnell: Battle of the Frogs, bk. i. Source: Dictionary of Phrase and Fable, E. Cobham Brewer, 1894 La [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photo.gne?id=1573969048" title="batrachomyomachia"><img src="http://static.flickr.com/2319/1573969048_d5fdb09d5e.jpg" title="batrachomyomachia" alt="batrachomyomachia" width="333" height="500" /></a><br />
<strong>Zoomorfismo urbano nos subúrbios de Buenos Aires (Oct-2007).</strong><br />
Photo: <a href="http://www.flickr.com/photos/mathieustruck/">Mathieu</a> <a href="http://www.ipernity.com/home/mathieu?rev=31">Struck</a></p>
<blockquote><p>
Great Physignathos I, from Peleus&#8217; race,<br />
Begot in fair Hydromede&#8217;s embrace.<br />
Where, by the nuptial bank that paints his side,<br />
The swift Eridanus delights to glide.<br />
<em>Parnell: Battle of the Frogs, bk. i.<br />
Source: Dictionary of Phrase and Fable, E. Cobham Brewer, 1894</em></p></blockquote>
<p><strong><br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Batrachomyomachia">La Batramiomaquia</a></strong><br />
de <a href="http://www.answers.com/topic/batrachomyomachia">Homero (ou de algum outro sujeito)</a></p>
<p><em>Al comenzar esta primera página, ruego al coro del Helicón que venga a mi alma para entonar el canto que recientemente consigné en las tablas, sobre mis rodillas —una lucha inmensa, obra marcial llena de bélico tumulto— deseando que llegue a oídos de todos los mortales cómo se distinguieron los ratones al atacar a las ranas, imitando las proezas de los gigantes, hijos de la tierra. Tal como entre los hombres se cuenta, su principio fue del siguiente modo:</p>
<p>Un ratón sediento, que se había librado del peligro de una comadreja, sumergía su ávida barba cerca de allí, en un lago, y se refocilaba con el agua dulce como la miel cuando le vio una vocinglera rana, que en el lago tenía sus delicias y le habló de esta suerte:</p>
<p>—Forastero, ¿quién eres? ¿De dónde viniste a estas riberas? ¿Quién te engendró? Dímelo todo sinceramente: no sea que yo advierta que mientes. Si te considerare digno de ser mi amigo, te llevaré a mi casa y te haré muchos y buenos presentes de hospitalidad. Yo soy Hinchacarrillos y en el lago me honran como perpetuo caudillo de las ranas: crióme mi padre Lodoso y me dio a luz Reinadelasaguas, que se había juntado amorosamente con él a orillas del Erídano. Pero noto que también eres hermoso y fuerte, más aún que los otros; y debes de ser rey portador de cetro y valeroso combatiente en las batallas. Mas sea, declárame pronto tu linaje.</p>
<p>—¿Por qué me preguntas por mi linaje? Conocido es de todos los hombres y dioses y hasta de las aves que vuelan por el cielo. Yo me llamo Hurtamigas, soy hijo del magnánimo Roepán y tengo por madre a Lamemuelas, hija del rey Roejamones. Pero, ¿cómo podrás conseguir que sea tu amigo, si mi naturaleza es completamente distinta de la tuya? Para ti la vida está en el agua, mas yo acostumbro roer cuanto poseen los hombres: no se me oculta el pan floreado que se guarda en el redondo cesto; ni la gran torta rociada de sésamo; ni la tajada de jamón; ni el hígado, dentro de su blanca túnica; ni el queso fresco, de dulce leche fabricado; ni los ricos melindres, que hasta los inmortales apetecen; ni cosa alguna de las que preparan los cocineros para los festines de los mortales, echando a las ollas condimentos de toda especie.</p>
<p>Jamás huí de la gritería horrenda de las batallas, sino que siempre me encamino hacia el tumulto y pronto me mezclo con los combatientes más avanzados. No me espanta el hombre con su gran cuerpo, pues encaramándome a la cama en que reposa le muerdo la punta del dedo y hasta le cojo por el talón sin que le venga ningún dolor ni le desampare el dulce sueño mientras yo le muerdo. Dos son los enemigos de quienes en gran manera lo temo todo en toda la tierra: el gavilán y la comadreja, que me causan terribles pesares; y también el luctuoso cepo, donde se oculta traidora muerte. Pero temo mucho más a la comadreja, que es fortísima y, cuando me escondo en un agujero, al mismo agujero va a buscarme. No como rábanos, ni coles, ni calabazas ni me nutro de verdes acelgas ni de apio; que estos son vuestros manjares, alimentos propios de los que habitáis en la laguna.</p>
<p><a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/846591"><img src="http://u1.ipernity.com/u/1/65/09/788837.fb8fd5641.l.jpg" width="560" height="420" alt="788" border="0"/></a></p>
<p>A estas razones Hinchacarrillos contestó sonriendo: —¡Oh forastero! Mucho te envaneces por lo del vientre; también las ranas tenemos muy muchas cosas admirables de ver, así en el lago como en la tierra firme. Pues el Cronión nos dio un doble modo de vivir y podemos saltar en la tierra y zambullir nuestro cuerpo en el agua, habitando moradas que de ambos elementos participan. Si quieres comprobarlo, muy fácil te ha de ser: monta sobre mi espalda, agárrate a mí para que no resbales y llegarás contento a mi palacio. Así dijo; y le presentó la espalda. El otro, subiendo al punto con fácil salto, asióse con las manos al tierno cuello. Y al principio regocijábase contemplando los vecinos puertos y deleitándose con el nado de Hinchacarrillos; mas, así que se sintió bañado por las purpúreas olas, brotáronle copiosas lágrimas y, tardíamente arrepentido, se lamentaba y se arrancaba los pelos, apretaba con sus pies el vientre de la rana, le palpitaba el corazón por lo insólito de la aventura y anhelaba volver a tierra firme; y en tanto el glacial terror le hacía gemir horriblemente. Extendió entonces la cola sobre el agua, moviéndola como un remo, y, mientras pedía a las deidades que le dejaran arribar a tierra firme, iban bañándolo las purpúreas ondas. Gritó, por fin, y estas fueron las palabras que profirió su boca:</p>
<p>—No fue así ciertamente como llevó sobre los hombros la amorosa carga el toro que, al través de las olas, condujo a Creta la ninfa Europa; como, nadando me transporta a mí sobre los suyos esta rana que apenas levanta el amarillo cuerpo entre la blanca espuma.</p>
<p>De súbito apareció una hidra, con el cuello erguido sobre el agua ¡Amargo espectáculo para entrambos! Al verla, sumergióse Hinchacarrillos, sin parar mientes en la calidad del compañero que, abandonado, iba a perecer. Fuese, pues, la rana a lo hondo del lago y así evitó la negra muerte. El ratón, al soltarlo la rana, cayó en seguida de espaldas sobre el agua; y apretaba las manos; y, en su agonía, daba agudos chillidos. Muchas veces se hundió en el agua, otras muchas se puso a flote coceando; pero no logró escapar a su destino. El pelo, mojado, aumentaba aún más su pesantez. Y pereciendo en el agua, pronunció estas palabras:</p>
<p>—No pasará inadvertido tu doloso proceder, oh Hinchacarrillos, que a este náufrago despeñaste de tu cuerpo como de una roca. En tierra, oh muy perverso, no me vencieras ni en el pancracio, ni en la lucha, ni en la carrera; pero te valiste del engaño para tirarme al agua. Tiene la divinidad un ojo vengador, y pagarás la pena al ejército de los ratones sin que consigas escaparte.</p>
<p>Diciendo así, expiró en el agua. Mas acercó a verlo Lameplatos, que se hallaba en el blando césped de la ribera; y, profiriendo horribles chillidos corrió a participarlo a los ratones. Así que éstos se enteraron de la desgracia, todos se sintieron poseídos de terrible cólera. En seguida ordenaron a los heraldos que al romper el alba convocaran a junta en la morada de Roepán, padre del desdichado Hurtamigas, cuyo cadáver aparecía tendido de espaldas en el estanque, pues el mísero ya no se hallaba próximo a la ribera, sino que iba flotando en medio del ponto. Y cuando, al descubrirse la aurora, todos acudieron diligentes, Roepán, irritado por la suerte de su hijo, se levantó el primero y les dijo estas palabras:</p>
<p>—¡Oh amigos! Aunque a mí solo me han hecho padecer las ranas tantos males, la actual desventura a todos nos alcanza. Soy muy desgraciado, puesto que perdí tres hijos. Al mayor lo mató la odiosísima comadreja, echándole la zarpa por un agujero. Al segundo lleváronlo a la muerte los crueles hombres, con novísimas artes, inventando un lígneo armadijo que llaman ratonera y es la perdición de los ratones. Y el que era mi tercer hijo, tan caro a mi y a su veneranda madre, lo ha ahogado Hinchacarrillos, conduciéndolo al fondo de la laguna. Mas, ea, armaos y salgamos todos contra las ranas, bien guarnecido el cuerpo con las labradas armaduras.</p>
<p>Diciendo semejantes razones, a todos les persuadió a que se armaran; y a todos los armó Ares, que se cuida de la guerra. Primeramente ajustaron a sus muslos, como grebas, vainillas de verdes habas bien preparadas, que entonces abrieron y que durante la noche habían roído de la planta. Pusiéronse corazas de pieles con cañas, que ellos mismos habían dispuesto con gran habilidad, después de desollar una comadreja. Su escudo consistía en una tapa de las que llevan en el centro los candiles; sus lanzas eran larguísimas agujas, broncínea labor de Ares; y formaba su morrión una cáscara de guisante sobre las sienes.</p>
<p><a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/846592"><img src="http://u1.ipernity.com/u/1/66/09/788838.4156a1cf1.l.jpg" width="500" height="97" alt="bat batr" border="0"/></a></p>
<p>Así se armaron los ratones. Las ranas, al notarlo, salieron del agua y, reuniéndose en cierto lugar, celebraron consejo para tratar de la perniciosa guerra. Y mientras inquirían cuál fuera la causa de aquel levantamiento y de aquel tumulto, acercóseles un heraldo con una varita en la mano —Penetraollas, hijo del magnánimo Roequeso— y les anunció la funesta declaración de guerra, hablándoles de esta suerte: —¡Oh ranas! Los ratones os amenazan con la guerra y me envían a deciros que os arméis para la lucha y el combate, pues vieron en el agua a Hurtamigas, a quien mató vuestro rey Hinchacarrillos. Pelead, pues, los que más valientes seáis entre las ranas.</p>
<p>Diciendo así, les declaró el mensaje. Su discurso penetró en todos los oídos y turbó la mente de las soberbias ranas. Y como ellas increparan a Hinchacarrillos, éste se levantó y les dijo:</p>
<p>—¡Amigos! Ni he dado muerte al ratón, ni le he visto perecer. Debió de ahogarse mientras jugaba a orillas del lago, imitando el nadar de las ranas; y los perversos me acusan a mí que soy inocente. Mas, ea, busquemos de qué manera nos será posible destruir los pérfidos ratones. Voy a deciros la que me parece más conveniente. Cubramos el cuerpo con las armas y coloquémonos todos en los bordes más altos de la ribera, en el lugar más abrupto; y cuando aquéllos vengan a atacarnos, asgamos por el casco a los que a nosotros se aproximen y echémoslos prestamente al lago con sus mismas armaduras. Y después que se ahoguen en el agua, pues no saben nadar, erigiremos alegres un trofeo que el ratonicidio conmemore.</p>
<p>Diciendo así, a todos les persuadió a que se armaran. Cubrieron sus piernas con hojas de malva; pusiéronse corazas de verdes y hermosas acelgas, transformaron hábilmente en escudos unas hojas de col; tomaron a guisa de lanza sendos juncos, largos y punzantes; y cubrieron su cabeza con yelmos que eran conchas de tenues caracoles. Vestida la armadura, formáronse en lo alto de la ribera, blandiendo las lanzas, llenos de furor.</p>
<p><a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/846595"><img src="http://u1.ipernity.com/u/1/69/09/788841.83871fd11.l.jpg" width="500" height="311" alt="Toadart1 small" border="0"/></a></p>
<p>Entonces Zeus llamó a las deidades al estrellado cielo y, mostrándoles toda la batalla y los fuertes combatientes, que eran muchos y grandes y manejaban luengas picas —como si se pusiera en marcha un ejército de centauros o de gigantes— preguntó sonriente &#8220;¿Cuáles dioses auxiliarán a las ranas y cuáles a los ratones?&#8221; Y dijo a Atenea:</p>
<p>—¡Hija! ¿Irás por ventura a dar auxilio a los ratones, puesto que todos saltan en tu templo, donde se deleitan con el vapor de la grasa quemada y con manjares de toda especie?</p>
<p>—¡Oh padre! Jamás iré a prestar mi auxilio a los afligidos ratones, porque me han causado multitud de males, estropeando las diademas y las lámparas para beberse el aceite. Y aun me atormenta más el ánimo otra de sus fechorías: me han roído y agujereado un peplo de sutil trama y fino estambre que tejí yo misma; y ahora el sastre me apremia por la usura —¡situación horrible para un inmortal!— pues tomé al fiado lo que necesitaba para tejer y ahora no sé como devolverlo. Mas ni aun así querré auxiliar a las ranas, que tampoco tienen ellas sano juicio: pues recientemente, al volver de un combate en que me cansé mucho, me hallaba falta de sueño y no me dejaron pegar los ojos con su alboroto; y estuve acostada, sin dormir y doliéndome la cabeza, hasta que cantó el gallo. Ea, pues, oh dioses, abstengámonos de darles nuestra ayuda: no fuese que alguno de vosotros resultase herido por el punzante dardo, pues combatirán cuerpo a cuerpo, aunque una deidad se les oponga; y gocémonos todos en contemplar desde el cielo la contienda.</p>
<p>Así dijo. Obedeciéronla los restantes dioses y todos juntos se encaminaron a cierto paraje. Entonces los cínifes preludiaron con grandes trompetas el fragor horroroso del combate; y Zeus Cronida tronó desde el cielo, dando la señal de la funesta lucha.</p>
<p>Primeramente Chillafuerte hirió con su pica a Lamehombres, que se hallaba entre los más avanzados luchadores, clavándosela en el vientre, en medio del hígado: el ratón cayó boca abajo, se le mancharon las tiernas crines, y, al venir a tierra con gran ruido, las armas resonaron sobre su cuerpo. Después Habitagujeros, como alcanzara a Cienolento, le hundió en el pecho la robusta lanza: hizo presa en el caído la negra muerte y el alma le voló del cuerpo. Acelguívoro mató a Penetraollas, tirándole un dardo al corazón, y en la propria orilla mató también a Roequeso.</p>
<p>Comepan hirió en el vientre a Muchavoz, que cayó boca abajo y el alma le voló de los miembros. Gozalago al ver que Muchavoz se moría, adelantóse e hirió a Habitagujeros en el delicado cuello con una piedra como de molino y a éste la oscuridad le veló los ojos.</p>
<p>Grandemente apesarado Albahaquero hirió al ratón con el aguzado junco, sin que luego se le acercara para recobrar la lanza. Así que lo vio Lamehombres, dirigióle un brillante dardo y no le erró, pues se lo clavó en el hígado. Y como viera que Comecosto huía, cayóse al pie de la elevada orilla. Pero ni aun así cesó de luchar, sino que le hirió; y éste vino al suelo para no levantarse más; tiñóse el lago con la purpúrea sangre y el ratón quedó en la ribera envuelto en las delgadas cuerdas de sus intestinos.</p>
<p>Juncalero, al ver a Taladrajamones, entró en gran temor, tiró el escudo y huyó, echándose de un salto en el agua. El irreprensible Reposaenelcieno mató a Pastinascívoro y Gozaenelagua dio muerte al rey Roejamones, hiriéndole con un canto en la parte superior de la cabeza: el cerebro le fluía al ratón por la nariz y la tierra se manchaba de sangre.</p>
<p>Lameplatos mató al irreprensible Reposaenelcieno, acometiéndole con la lanza; y a éste la obscuridad le veló los ojos. Puerrívoro, al verlo, cogió por el pie a Oliscasado y, apretándole con la mano el tendón, lo ahogó en el lago.</p>
<p>Ladrondemigajas quiso vengar a su difunto compañero e hirió a Puerrívoro en el vientre, en medio del hígado: cayó a sus pies la rana y el espíritu de la misma fuese al Hades. Andaentrecoles, cuando lo vio, tiróle desde lejos un puñado de cieno, que le manchó el rostro y por poco no le ciega.</p>
<p><a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/846593"><img src="http://u1.ipernity.com/u/1/67/09/788839.188063721.l.jpg" width="500" height="355" alt="batrachomyo" border="0"/></a></p>
<p>Encolerizóse el ratón y cogiendo con su robusta mano una enorme piedra que había en la llanura, verdadera carga de la tierra, con ella hirió a Andaentrecoles debajo de las rodillas: quebróse toda la pierna derecha de la rana, y cayó ésta de espaldas en el polvo. Vocinglero acudió en su auxilio y, acometiendo a Ladrondemigajas, le hirió en medio del vientre: envasóle todo el aguzado junco y, al arrancarle la pica con su robusto brazo, todos los intestinos se desparramaron por el suelo.</p>
<p>Y así que lo vio en lo alto de la ribera Habitagujeros —el cual, hallándose sumamente abatido, se retiraba del combate cojeando— saltó a un foso para escapar de la horrible muerte. Roepán hirió en la extremidad del pie a Hinchacarrillos; y éste, afligido, diose en seguida a la fuga y saltó el lago.</p>
<p>Alguívoro, cuando le vio caído y casi exánime, abrióse paso por entre los combatientes delanteros y acometió a Roepán con el aguzado junco, mas no logró romperle el escudo y en éste se quedó clavada la punta de la pica. Pero le hirió en el eximio casco de cuádruple penacho, haciéndose émulo del propio Ares, el divinal Catorégano, único combatiente que sobresalía entre la muchedumbre de las ranas. Mas arremetieron contra él y, al verlo, no se atrevió a esperar a los esforzados héroes y fue a sumergirse en lo profundo del lago.</p>
<p>Figuraba entre los ratones el mancebo Robaparte, señalado entre todos e hijo del irreprensible Roedor que acecha el pan. Roedor fue a su casa y mandó a su hijo que interviniera en el combate, y éste aseguró, braveando, que había de exterminar el linaje de las ranas. Púsose cerca de ellas con ganas de combatir reciamente; rompió por la mitad una cáscara de nuez y armóse metiendo las manos en ambos fragmentos. Temerosas las ranas fuéronse todas al lago. Y aquél hubiera llevado a cabo su propósito, pues su fuerza era grande, si no lo hubiese advertido en seguida el padre de los hombres y de los dioses. El Cronión se compadeció entonces de las ranas, que perecían, y, moviendo la cabeza, dijo de esta suerte:</p>
<p>—¡Oh dioses! Grande es la hazaña que van a contemplar mis ojos. Muy perplejo me dejó Robaparte al gloriarse fieramente de que ha de destruir las ranas en el lago. Mas enviemos cuanto antes a Palas, que produce el tumulto de la guerra, o a Ares, para que lo aparten de la batalla no obstante su valentía.</p>
<p>Así se expresó el Cronida, y Ares contestóle diciendo: —Ni el poder de Atenea ni el de Ares bastarán, oh Cronida, para librar a las ranas de la perdición horrenda. Mas, ea, vayamos en su auxilio todos juntos o mueve tu arma con la cual mataste a los titanes, que eran con mucho los mejores de todos; y de esta manera quedará domeñado el más valiente, como en otro tiempo hiciste perecer al robusto varón Capaneo, al gran Enceladonte y a las feroces familias de los Gigantes. Así dijo; y el Cronida arrojó el brillante rayo. Primeramente despidió un trueno, que hizo estremecer el vasto Olimpo, y en seguida lanzó el rayo —temible arma de Zeus— que voló, serpeando, de la soberana mano. Su caída a todos les causó pavor, así a las ranas como a los ratones; mas no por eso abandonó el combate el ejército de estos últimos, que hubiera esperado aún más que antes destruir el linaje de las belicosas ranas, si Zeus, compadeciéndose de ellas desde el Olimpo, no les hubiera enviado prestamente auxiliares.</p>
<p>De pronto se presentaron unos animales de espaldas como yunques, de garras corvas, de marcha oblicua, de pies torcidos, de bocas como tijeras, de piel crustácea, de consistencia ósea, de lomos anchos y relucientes, patizambos, de prolongados labios, que miraban por el pecho y tenían ocho pies y dos cabezas, indomables: eran cangrejos, los cuales se pusieron a cortar con sus bocas las colas, pies y manos de los ratones, cuyas lanzas se doblaban al acometer a los nuevos enemigos.</p>
<p>Temiéronles los tímidos ratones y, cesando en su resistencia, se dieron a la fuga. Y al ponerse el sol, terminó aquella batalla que había durado un solo día.</em></p>
<p><a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/846618"><img src="http://u1.ipernity.com/u/1/7D/09/788861.1df5797f1.l.jpg" width="500" height="489" alt="vandepasse2" border="0"/></a></p>
<p>[<a href="http://www.fh-augsburg.de/~harsch/graeca/Chronologia/S_ante01/Batrachomyomachia/bat_text.html">Greek</a> and <a href="http://www.wiegran.de/batrachomyomachia.htm">German</a> translations of the Batrachomyomachia]</p>
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		<title>RADIO NAKED</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Oct 2007 05:12:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA["arte"]]></category>
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[manifesto]]></category>
		<category><![CDATA[poéticas experimentais da voz]]></category>
		<category><![CDATA[rádio]]></category>
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		<description><![CDATA[tactics for community radio towards a radio without programming 1 Always give the wrong time, date, weather and news report. 2 Constantly change your broadcasting frequency. 3 Do any technical repairs, regular cleanings, planning for shows, committee meetings, training sessions, etc. on the air. 4 Say what another station is saying at the same time. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/fluxograma5.gif' alt='fluxograma5.gif' /><br />
<strong>tactics for community radio towards a radio without programming</strong><br />
   1    Always give the wrong time, date, weather and news report.<br />
   2    Constantly change your broadcasting frequency.<br />
   3    Do any technical repairs, regular cleanings, planning for shows, committee meetings, training<br />
        sessions, etc. on the air.<br />
   4    Say what another station is saying at the same time. If they complain, tell them you’re a<br />
        ventriloquist.<br />
   5    Insist on the global installation of radio parking meters. The more you stay tuned to only one<br />
        station the more you have to pay.<br />
   6    Have an “Upside Down Week”, where all shows would be found in a different time slot.<br />
   7    Have a “Search Week” where all shows would not be found.<br />
   8    Have a “Traffic Jam” where stations in different cities broadcast each other’s traffic reports instead<br />
        of their own.<br />
   9    Play the accordion: go from one watt to full power in one watt per day increments and back down<br />
        again.<br />
  10    Keep all faders up and play the entire record library of the radio station and then get rid of it.<br />
  11    Keep all faders down and wait for a phone call.<br />
  12    Fill your program with nothing.<br />
  13    Empty your program of everything.<br />
  14    Give your guest the controls and put yourself at the guest spot.<br />
  15    Dissect the equipment of your radio station into its component parts: transistors, capacitors,<br />
        integrated circuits, etc. and send one out to each of your listeners.<br />
  16    Go as fast as the technology you’re using. Carry your words to your listeners by running.<br />
The list of tactics is open to contributions by others, if you would like to add to the list please<br />
write to <cm AT christofmigone DOT com>.<br />
From &#8220;Christof Migone &#8211; Sound Voice Perform&#8221;, Errant Bodies Press/Museet for Samtidkunst, Roskilde, 2005, p.67.<br />
Previously unpublished, written in 1992-1994 and used in a section of the lecture performance “Recipes for Disaster:<br />
post-digital voice tactics” presented in 1997 at the Recycling the Future event organized by Kunstradio in Vienna, Austria.<br />
Revised in 2004.</p>
<p><a href="http://www.ubu.com/papers/">ubu papers</a><br />
</cm></p>
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		<title>ovo de colomba</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Oct 2007 17:20:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8221; Chamas meu nome, e mal sabe que estou tão perto pois meu nome sou eu. Eu mesma nasci das pequenas ordens, das organizações casuais dos elementos juxtapostos. Hoje me multiplico com o que acumulo: nata cum omnia, domina sed summum aenigma. Que oráculos são? Séculos? É tarde&#8230; Tarde demais para esquecer, lembrar: abolir o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8221; Chamas meu nome, e mal sabe que estou tão perto pois meu nome sou eu. Eu mesma nasci das pequenas ordens, das organizações casuais dos elementos juxtapostos. Hoje me multiplico com o que acumulo: nata cum omnia, domina sed summum aenigma. Que oráculos são? Séculos? É tarde&#8230; Tarde demais para esquecer, lembrar: abolir o presente num gesto ausente. Governo um ôvo. Reino ali. Sou a ordem interna, a circulação dos humores e a perfeição geométrica. Eu sou o processo. Controlo um encontro. Demonstro um contranste. Desatrelo um desastre. Corrijo um esconderijo. Escondo um juízo. Justiço um crime. Justifico uma crise. Judio dum cristo. Eu sou a crise. Interesso-me por isso. Isolo uma ilha. Anulo um zero. Eu sou a crise do processo. Tornado e transformado. De Formatura Naturae, formalis adequatio: sinal de perigo, lúmina sublústria. Os fundamentos estão sólidos, tudo durará. Dura muito, demora mais. Repetrifício: axiomas desprováveis de sentência. Anule as essências, sou mesmo uma negação. In illis dialecticae gyris et meandris, tudo serve: faço tábula da fábula rasa. Isso é mau anúncio. Volto às origens da ordem. Peço proteção a um poder geométrico. Disponho de pouco. Perdão, senhores animais: perdi o mundo num lapso. Minha educação não me permite ver essas coisas. Um mal estar tomou conta do meu ser, um mal entendido contra o bom senso: estou à vossa disposição. Ponho um pé fora do caminho. ACONTECEU ALGO INACONTECÍVEL. &#8221;</p>
<p><img src="http://www.killthepigeons.com/nucleus/media/1/20061009-pigeon_shits_on_child.jpg" alt="pombas" /></p>
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		<title>ロック (音楽) decompor harmonismos</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Oct 2007 20:49:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<category><![CDATA[apodrece e vira adubo]]></category>
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		<description><![CDATA[que seja o peixe mais em conta da feira hipnotizou-te o ciclo do retorno dos pulsos eu tou falando exatamente com você que sabe porque eu me perco aqui me diga se la vem as moscas por favor invitar-las para la cena apodreça e vire adubo e faça-se um refrão com seus espinhos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1MhRj_48-7w"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/1MhRj_48-7w" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p>que seja o peixe mais em conta da feira<br />
hipnotizou-te o ciclo do retorno dos pulsos<br />
eu tou falando exatamente com você<br />
que sabe porque eu me perco aqui<br />
me diga se la vem as moscas<br />
por favor invitar-las para la cena<br />
apodreça e vire adubo<br />
e faça-se um refrão com seus espinhos</p>
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		<title>submidialogia 3</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Oct 2007 22:38:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quais são as máscaras e máquinas que a dominação capitalista veste? Aonde elas estão? A dominação cultural é um efeito de longa data, que se move de forma subterrânea. Antes mesmo do capitalismo, já existiam os problemas relativos às raças, às castas, ao gênero, determinantes e perpetuados na formação da sociedade tal qual ela é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://brasilargentina.wordpress.com/2007/10/01/festival-en-brasil-sobre-critica-teoria-y-practica-de-los-medios-tecnologicos/"><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/bannersub.gif' alt='submidialogia preto' /></a><a href="http://midiatatica.descentro.org/wakka/wikka.php?wakka=SubmidialogiA3"><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/bannersub2.gif' alt='submidialogia rosa' /></a><a href="http://midiatatica.descentro.org/wakka/wikka.php?wakka=ProgamaHorarioSub3"><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/bannersub3.gif' alt='submidialogia bomba' /></a></p>
<p><strong>Quais são as máscaras e máquinas que a dominação capitalista veste? Aonde elas estão?</strong></p>
<p>A dominação cultural é um efeito de longa data, que se move de forma subterrânea. Antes mesmo do capitalismo, já existiam os problemas relativos às raças, às castas, ao gênero, determinantes e perpetuados na formação da sociedade tal qual ela é hoje. Valores que são introjetados e, conscientemente ou não, reproduzidos.</p>
<p>O estado é, sem dúvida, um dos principais meios de dominação política do capitalismo, através de exércitos, polícias, escolas, legislaturas, geração de empregos, construções faraônicas, cooptação de ativistas e militantes, manutenção de sistemas corporativos etc. Obviamente este não é o único, nem o maior ou mais eficiente destes meios, que também é fortificado por instituições como as igrejas e a família, autônomas em relação ao primeiro, com seus próprios mecanismos de decisão e controle, onde cabe ao patriarcalismo gestionar as normas entre os macro-sistemas.</p>
<p>Ubíquo, o capital neoliberal global é conjurado em entidades como a Organização Mundial para a Propriedade Intelectual (OMPI), a Organização Mundial do Comércio (OMC), os Tratados de Livre Comércio (TLC), como a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), o Convênio de Diversidade Biológica ou a CNTBio, no Brasil, dentre muitas outras.</p>
<p>Os meios de comunicação de massa são também parte constituitiva do poder capitalista neoliberal. Estes detêm hegemonia na produção, manipulação, circulação e difusão das informações. Têm o poder de determinar a opinião pública e, quando em discordância com o estado, subordina-o a seus próprios interesses. Constroem as regras do jogo. E o jogo. Têm autonomia sagrada de funcionamento e funcionam de acordo com o lucro e poder. Operam a dominação a partir de duas coordenadas: a cultural, na reprodução dos valores, modos de vida, preconceitos; e a política, cotidianamente alterada através da informação.</p>
<p>Atualmente o capital, tendo quase exaurido as possibilidades para uma expansão colonial geográfica, bem como ampliadas as limitações ao espaço virtual, apresenta sua invasão de uma nova fronteira – o espaço molecular orgânico vital. O capitalismo pós-industrial, como o próprio nome sugere, já não possui mais bens materiais para se apropriar, mas um punhado de outras coisas: os bens imateriais. O conhecimento, a transmissão dos mesmos, as expressões artísticas e culturais e até mesmo a vida se converteram em matéria desejável e apropriável. Esta apropriação também tira dos nossos corpos o direito à escolha reprodutiva, coibe-nos com sistemas alimentares industrializados genocidas, prende-nos a meios de transportes automotores, varre-nos a apartamentos em grandes metrópoles ou salas em subúrbios de pequenas cidades. E assistimos sentados à espetacular apropriação do conhecimento comum.</p>
<p>Investigar quais os diferentes formatos de apropriações capitalistas, sobre quais termos, sob quais circustâncias e quais as reais consequências destas. Táticas de resistência (sobrevivência) consistentes só poderão se formar quando questões culturais forem trabalhadas ao lado das questões políticas, por não se tratarem de diferentes naturezas. Será preciso, ainda que precariamente, desdobrar esta ampla dominação, para conhecer pontos fortes e fracos e traçar estratégias de uma convivência em busca de autonomia, não só de sistemas estatais, mas de toda a complexa malha que mobiliza a atual formação do Capital e suas diversas táticas de apropriação.</p>
<p>consideramos essencial que se aprofunde esta discussão de forma inesgotável<br />
<em><br />
Wanderllyne Selva, cartas vindas do Acre, 18 de outubro de 2004</em></p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Wed, 03 Oct 2007 02:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>iawashi</dc:creator>
				<category><![CDATA[e/ou]]></category>
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		<description><![CDATA[BREVES OBSERVAÇÕES SOBRE CONTRAMÃO/E/OU A alma do peixe; A ferpa na mão; A gentileza; Bem feito; Luvas travesseiro para mãos frias e cansadas; Flores roxas (crisântemos); Esporte – tênis de porta. A alma do peixe: alguns afirmaram que as almas dos peixes estão vivas; A ferpa na mão: entre a carne e a pele instalou-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2">BREVES OBSERVAÇÕES SOBRE CONTRAMÃO/E/OU</font></p>
<ol>
<li><font size="2">A 	alma do peixe;</font></li>
<li><font size="2">A 	ferpa na mão;</font></li>
<li><font size="2">A 	gentileza;</font></li>
<li><font size="2">Bem 	feito;</font></li>
<li><font size="2">Luvas 	travesseiro para mãos frias e cansadas;</font></li>
<li><font size="2">Flores 	roxas (crisântemos);</font></li>
<li><font size="2">Esporte 	– tênis de porta.</font></li>
</ol>
<p><font size="2"><em>A alma do peixe</em>: alguns afirmaram que as almas dos peixes estão vivas;</font></p>
<p><font size="2"><em>A ferpa na mão</em>: entre a carne e a pele instalou-se um pequeno pedaço de madeira, mínimo, mas que ali naquele lugar causava incômodo contínuo. Para interromper a sensação causada pela ferpa tomou-se um instrumento metálico pontiagudo que serve, no seu uso cotidiano, para atar partes separadas e descrever percursos lineares. O instrumento criou um novo sulco na pele e fez eclodir a ponta da ferpa. Para retirá-la foi necessário fazer uso de um outro instrumento metálico, que no cotidiano serve para retirar ferpas, pelos e outras coisas que incomodem. O resultado foi positivo;</font></p>
<p><font size="2"><em>A gentileza</em>: gentileza é &#8230; ;</font></p>
<p><font size="2"><em>Bem feito</em>: placa bonita, branca com letras pretas, design avançado;</font></p>
<p><font size="2"><em>Luvas travesseiro para mãos frias e cansadas</em>: confortáveis, dadas ao social (cada unidade serve para dois pares de mãos);</font></p>
<p><font size="2"><em>Flores roxas</em> (crisântemos): do grego <em>chrys-</em> (dourado) e <em>-anthemon</em> (flor)</font>:</p>
<p><font size="2"><em>Esporte – tênis de porta</em>: Nunca durante as refeições.</font></p>
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		<title>pong</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Oct 2007 00:16:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[doutorado pirata]]></category>
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		<description><![CDATA[Lista dos desdoutorandos piratas presentes no encontramão da sardinha cavala: 29/30 de setembro de 2007 . . diploma frente diploma verso]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lista dos desdoutorandos piratas presentes no encontramão da sardinha cavala:<br />
29/30 de setembro de 2007</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/olhovermelho.jpg' alt='olhovermelho' /><br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/olhoculos.jpg' alt='olhoculos' /><br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/olhocaneca.jpg' alt='olhocaneca' /><br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/olhobarba.jpg' alt='olhobarba' /><br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/olhobom.jpg' alt='olhobom' /><br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/olhocego.jpg' alt='olhocego' /><br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/olhocheio.jpg' alt='olhocheio' /><br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/olhoalho.jpg' alt='olhoalho' /><br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/olhofajuto.jpg' alt='olhofajuto' /><br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/olhogordo.jpg' alt='olhogordo' /><br />
.<br />
.<br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/diploma_pirata_frente.jpg' alt='diploma_pirata_frente' /><br />
<em>diploma frente<br />
</em><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/diploma_pirata_verso3.jpg' alt='diploma_pirata_verso' /><br />
<em>diploma verso</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>aCAMPAMENTo SardinhA&#8230;</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2354</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2354#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Sep 2007 06:28:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA["arte"]]></category>
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[anarquia]]></category>
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		<description><![CDATA[Motivados pelo deslocamento do Espaço Contramão (1) de Florianópolis à Curitiba durante esse próximo fim-de-semana, dias 29 e 30 de setembro de 2007, em sua 12ª edição (2), quando acolheremos algumas de suas propositoras – Adriana Barreto, Tamara Willerding, Bruna Mansani – para um diálogo cultural e artístico, e, antes de tudo, existencial, vimos aqui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/placampamentocontramaoeourosa.gif' alt='animacamping' /></p>
<p>Motivados pelo deslocamento do Espaço Contramão (1) de Florianópolis à Curitiba durante esse próximo fim-de-semana, dias 29 e 30 de setembro de 2007, em sua 12ª edição (2), quando acolheremos algumas de suas propositoras – Adriana Barreto, Tamara Willerding, Bruna Mansani – para um diálogo cultural e artístico, e, antes de tudo, existencial, vimos aqui convidar a comunidade eouística afim para um acampamento no jardim da e/ou (3). Nesse período, em que pretendemos estabelecer uma brecha de acontecimentos experimentais na suposta linearidade do tempo, faremos uso dos instrumentos culturais fogueira, sardinha assada, música, imagens, corpo, conversa, softwares livres e de muitos outros etecéteras para vivenciarmos esse momento de liberdade e encontro coletivo.</p>
<p>Os desejosos em participar do acampamento por gentileza encaminhem seus e comentários e solicitações de reserva de área no gramado para gotonewtown[arroba]gmail.com , com o título acampamento em si,  para o email até sexta-feira (28/09) à meia noite, por questões de logística de programação e uso do espaço, ainda que isso possa ser subvertido. Sem justificativas convincentes outras, além da própria limitação territorial, imagina-se o quintal ocupado por barracas de pequeno porte. Será fundamental uma cooperação econômica per capta de R$ cincão entre os fruidores do fluxo para que possamos garantir nossa sardinha e garapirinha, e, conseqüentemente, a manutenção e o desdobramento do processo numa orientação de consciência alterada, a partir de algumas bases estruturais.</p>
<p><strong>Sugestão do dia: algo mais para o imaterial, situacional e performático.</strong></p>
<p>Seja fruidor do fluxo você também! Traga algo imaterial para compartilhar conosco!</p>
<p><strong>Lugar e/ou:</strong><br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/mapa-eouresized.jpg' alt='mapeou' /><br />
Rua Cel. João Guilherme Guimarães, 1.150, Bom Retiro.</p>
<p>A 2 quadras do cruzamento da Hugo Simas com Tapajós.</p>
<p><strong>Cronograma de atividades detalhado:</strong></p>
<p>Não sabemos precisar quando inicia o acampamento, pois será na somatória das derivações individuais que a convergência coletiva materializar-se-á. Entretanto, vagamente, esperamos a montagem das barracas a partir de sábado pela manhã (29/09); que uma leva de sardinha na brasa já possa ser comida à tarde; e que as coisas todas estejam se adensando ao cair da noite. E na dimensão noturna, o grande lapso de planejamentos tomará corpo, abrindo-se para flashs de memória das intenções antes elencadas:</p>
<p>1) Espaço Contramão:</p>
<p>(&#8230;) estamos dessa vez bem mais espectadoras do que nunca&#8230; (&#8230;) nós vamos c/ a placa, c/ a malinha da biblioteca e tb c/ coisas p mostrar (&#8230;)</p>
<p>2) e/ou:</p>
<p>câmbio simbólico/indicial (ou troca do desapego): selecione um de seus objetos pessoais – coisas guardadas a tempos, das quais não consegue desprender-se, ou nunca pensou desfazer-se delas – traga-os para uma troca.<br />
A dinâmica da ação está por configurar-se.</p>
<p>3) Orquestra Organismo:</p>
<p>usar o nbp de forno<br />
DESCOBRI DESCOBRI!!!!!!!!!!!!!!!!!<br />
a fogueira do e/ou é o elo perdido entre a geladeira e o nbp!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!<br />
menu do cozinhando puros dados: sardinha assada no NBP.</p>
<p>e/ou:</p>
<p>nbp + sardinha assada = cozinhando puros dados (4)</p>
<p>OBS 1.: tragam alto-falantes de brinquedos e/ou brinquedos sonoros.</p>
<p>OBS 2.: seria dessa vez a passagem adiante do NBP por RB?</p>
<p>5) epa!:</p>
<p>albergue para beija-flores : parte do jardim da e/ou é destinado ao cultivo de plantas cujas flores atraem colibris. Quem quiser pode trazer alguma muda para colaborar nessa construção. A idéia é projetar o jardim como um lugar de referência para encontro, alimento e aconchego no imaginário e no cotidiano dos colibris. E favorecer situações de encantamento mais constantes a nós, humanos, ao apreciar a presença aproximada deles, num lugar em comum, resgatando-nos a um nós trans-espécies, eu-nosnós-me natural, co-habitantes.</p>
<p>6) -+ toscolão (Glerm) -+ eletrototem (Lúcio Araújo) -+ computambor (Glerm, Lúcio e LucidaSans) -+ instrumentos musicais diversos -+</p>
<p>7) Mais novos hits do cancioneiro de Octávio Camargo.</p>
<p> <img src='http://organismo.art.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> Chamamentos da Graúna.</p>
<p>9) Garapirinha, com lançamento público do sabor derivado maracujá.</p>
<p>10) + Salvio Nienkötter, Claudia Washington, aniversários de Lúcio Araújo e Goto, fogueira em si, acampamento em si, acontecimentos imprevisíveis, etecéteras &#038;&#8230; atividade de extensão: feirinha de domingo no Largo da Ordem&#8230;</p>
<p>&#8230;e/ou&#8230;</p>
<p>&#8230;Curitiba, 27/09/07&#8230;</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/contramanoeoupsresized.jpg' alt='contraeou' /></p>
<p><em>Notas: </p>
<p>(1) Contramão é um espaço móvel que migra através de residências propondo intervenções artísticas dentro do ambiente doméstico. Por concepção ele se molda e se adapta de acordo com o espaço de ocupação do momento e a configuração das pessoas envolvidas, ou seja, a cada mês ou exposição o evento acontece numa casa diferente, tendo seu dono como curador, que delimitará espaço, artista(s), período e horário de visitação. Existe desde outubro de 2005 e até o momento foram realizadas 11 edições, 9 em Florianópolis e 2 em São José &#8211; SC.</p>
<p>(2) A 12ª edição do Espaço Contramão – espaço contramão na  e/ou:   acampamento&#8230; – é a primeira migração do fluxo, enquanto base de acolhimento, para o além-fronteiras interestaduais, afirmando o obstinado ir adiante do Contramão num roteiro libertário de viagem, reinventado a cada parada.   Essa nova conexão de indivíduos desdobra-se a partir do: Agenciamento coletivo: epa!. Curadoria: Onírikson Flux. Realização: coletiva.</p>
<p>(3) e/ou: (&#8230;) O que e/ou quer, ou melhor, o que nós queremos: propor uma situação produtiva, reflexiva e de trocas de experiências sobre arte. E/ou: redimensionar a importância da arte em nossas vidas, acreditando nessa atividade cultural como uma possibilidade crítica, sensibilizante e conscientizadora do indivíduo e da coletividade. E/ou, ainda: ampliar e aprofundar o espaço e o tempo do encontro entre as pessoas, no sentido de uma comunhão coletiva, convívio criativo e aperfeiçoamento humanos. Nós / os outros / nosso contexto relacional / a humanidade / as trocas. A ção coletiva, diferença afirmativa, proposições artísticas, circuitos, autogestão cultural, troca de idéias e experiências, vivências, intercâmbio, diálogo, reflexão e produção. (&#8230;)</p>
<p>(4) (&#8230;) vivemos uma época de sobrecarga de informações e possibilidade de conexão de redes moldadas em discursos similares que ultrapassam fronteiras sociais e geopolíticas. Por outro lado a organização cartesiana e sistemática destes dados, para qualquer tipo de função institucionalizada (da arte à engenharia; do ativismo ao academicismo) tende a diluir-se no espaço onde ela quer tomar forma, e o fluxo de identidades que tocaram-se em subjetividade acaba perdendo a força moldando-se aos espaços, entrando em contradições e adquirindo um significado &#8220;institucional&#8221;. Observar estes discursos e &#8220;dados&#8221; como uma dança caótica de entidades, em forma de rituais simbolistas, teatros da crueldade e estetização da ação direta, molda sua prática e ética numa percepção imediata da dimensão humana. Esta é a busca destas performances.</p>
<p>Em &#8220;Cozinhando Puros Dados&#8221; trabalhamos com uma cozinha no espaço da mostra que pode conectar-se com outros participantes pela Internet em qualquer lugar do planeta. A cozinha estará incubando o conceito antropológico de &#8220;Cru e Cozido&#8221; trabalhado por Levi Strauss: a criação de processos rituais que estabelecem uma dialética daquilo que era um dado &#8220;puro&#8221; e sem função e que passará até o final do período da mostra assumir diversas dimensões de significado, convergindo intenções dos &#8220;cozinheiros&#8221;. A cozinha também pode ser vista como o espaço onde existe freqüentemente coletividade para a construção daquilo que nos alimenta. Busca-se construir uma metáfora da cozinha como espaço de &#8220;alquimia&#8221; onde a tal dialética ferve as intenções de coletividade e a fome (ou gula) é um anseio que nos traz de volta a dimensão humana. (&#8230;)</p>
<p>Nota entre Notas: Os trechos aqui destacados foram retirados do manifesto Cozinhando Puros Dados – Spaghetti al 5 Volts, acessado em: http://organismo.art.br/blog/?p=2331</em></p>
<p>&#8212;<br />
<a href="http://estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=4523 ">ui don nid nou edukeixion!</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Diabolus in Musica</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 02:45:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
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		<description><![CDATA[J.C. &#8211; O diabo é um idiota, Sr. Flusser? V.F. &#8211; Há uma faceta idiótica no diabo. Desde que a palavra seja tomada no seu sentido grego. A idiotice é a vida, em particular na economia. Um dos deveres do diabo é seduzir-nos para a integração na família e no emprego. Além disso, o paraíso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>J.C. &#8211;<br />
O diabo é um idiota, Sr. Flusser?<br />
V.F. &#8211;<br />
Há uma faceta idiótica no diabo. Desde que a palavra seja tomada no seu sentido grego. A idiotice é a vida, em particular na economia. Um dos deveres do diabo é seduzir-nos para a integração na família e no emprego. Além disso, o paraíso da satisfação que nos é prometido pelos diversos messianismos psicossomáticos, psicanalíticos e econômicos é uma das metas do diabo enquanto idiota.<br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/sorabjislur2.jpg' alt='sorabjislur2.jpg' /><br />
J.C. &#8211;<br />
Se o diabo implica Deus, este é também um idiota?<br />
V.F. &#8211;<br />
Se o termo Deus pode ter significado, este seria meramente negativo, a saber, &#8220;não-diabo&#8221;. Desde que nessas perguntas a idiotice do diabo foi salientada, Deus poderia ser concebido como a negação da idiotice, portanto, como o lugar da alienação, da família e da economia; portanto, da natureza. Resumindo, o idiótico no diabo seria sua sedução para a natureza e Deus seria a sedução para fora da natureza.</p>
<p>J.C. &#8211;<br />
Explique-se melhor.<br />
V.F. &#8211;<br />
Poderia dizer que no homem há duas tendências: aquela que faz o homem integrar-se na natureza e aquela que o propele para além dela. A tendência integralista é aquela que chamei de diabólica na sua primeira pergunta. Mas seria simplificar demais querer, por isso, identificar a tendência alienadora com a divina. O diabo não é apenas idiota. Ele não seduz também para uma forma de alienação, mas diversas formas.</p>
<p><img src="http://www.magiciens.biz/baimages/trident.jpg" alt="" /></p>
<p>J.C. &#8211;<br />
Isso tudo é muito bonito, mas me parece estudado demais. A alienação não é também uma forma de engajamento?<br />
V.F. &#8211;<br />
Sem dúvida. Os termos alienação e engajamento são relativos. Se de fato há duas realidades no homem, uma natural e outra valorativa, toda vez que o homem se engaja na natureza para valorizá-la, aliena-se dos valores mesmos. E toda vez que se engaja na contemplação dos valores, na pura teoria, aliena-se da dimensão natural que o caracteriza. Em outras palavras, a ambivalência humana (a sua liberdade de seguir o diabo ou Deus) reside injustamente no fato de que em toda escolha é simultaneamente um aceitar e um recusar de algo meu.</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/escaravelho.gif' alt='escaravelho.gif' /></p>
<p>J.C. &#8211;<br />
Então para a juventude moderna, os termos alienação e engajamento significam a mesma coisa? Isto é, tanto faz estudar filosofia como defender o flagelado nordestino?<br />
V.F. &#8211;<br />
Significam a mesma coisa no sentido de serem fugas parciais, embora em dois sentidos diferentes. Se me decido a engajar-me em prol do flagelado fujo de uma realidade em mim que me propele para a filosofia. E se me decido para a filosofia, fujo da realidade do flagelado que afinal de contas também é minha. Naturalmente posso encobrir este dilema trágico com bonitas palavras, dizendo que sacrifico a minha tendência filosófica no altar do flagelado, ou que sacrifico o flagelado no altar da filosofia. Mas deve ser claro que em ambos os casos trata-se de má-fé. É por isso que eu disse que o diabo também funciona como sedutor para a teoria. E o diabo dispõe de mais um truque neste caso; pode insuflar-me que, ao empenhar-me no flagelado, também de alguma forma filosofo. E que ao filosofar, também de alguma forma ajudo o flagelado. Como vê, a situação é extremamente complexa e confusa, que é aliás o significado da palavra diabo.</p>
<p><img src="http://www.beyondtheordinary.net/images-wndr/op-angelsdevils.jpg" alt="" /></p>
<p>J.C. &#8211;<br />
Concordo que seja confusa, mas não a ponto de imaginar que Heidegger possa fazer algo pelos nordestinos. Isso me parece de extremo cinismo.<br />
V.F. &#8211;<br />
Pois é, concordo que é cínico, e que a atitude honesta é admitir que quando me decido para o engajamento ao nordestino perdi uma dimensão da minha existência, e a perdi definitivamente, já que todo o instante é irrevogável; e, também, quando me decido para a filosofia devo por honestidade admitir que traí a minha capacidade de engajar-me no nordestino. É nesta honestidade que se revela a agonia da existência humana.</p>
<p>J.C. &#8211;<br />
Fala-se demasiadamente em sexo. O diabo tem algo a ver com isso? Ele se encontra nas ante-salas do amor e incita ao pecado? Veja o sr. que as revistas e publicações modernas incluem sistematicamente fotografias e falsos estudos de sexologia com o intuito de espicaçar a libido do leitor. Seria o diabo pecador?<br />
V.F. &#8211;<br />
Gostaria de enquadrar este problema também no contexto do desenvolvimento. O que impressiona um viajante brasileiro nos EUA. é a circunstância de ter sido o sexo aparentemente abolido pelo diabo em prol de pecados mais refinados. As revistas que você menciona estão sendo vendidas em massa na rua 42, o que provoca apenas bocejos. No seu desenvolvimento, o diabo superou o sexo e a juventude americana usa portanto o sexo como meio para alcançar popularidade, como aqui ainda utiliza-se a popularidade como meio para alcançar o sexo. Comparada com a situação americana a sexualidade da juventude brasileira, longe de ser pecaminosa, parece pia.</p>
<p>J.C. &#8211;<br />
E o adágio &#8220;faça amor e não a guerra&#8221; é um convite ao amor ou uma distração da guerra?<br />
V.F. &#8211;<br />
O adágio comprova exatemente o que acabo de dizer. No contexto desenvolvido o ato sexual, se ainda for conseguido, é um sintoma de simplicidade cristã e voltado para a sanidade ingênua. Com efeito, o ato sexual neste contexto é algo semelhante à sentença do Cristo: tornai-vos como crianças. Compare o ato sexual, que afinal é um ato natural a dois, com as cenas psicodélicas em [Green Village].</p>
<p>J.C. &#8211;<br />
Os &#8220;hippies&#8221; são, ao que parece, os últimos cristãos sobre a Terra, afinal pregam descaradamente o &#8220;amai-vos uns aos outros&#8221;. O que fazem eles em [Green Village]?<br />
V.F. &#8211;<br />
Justamente, o problema é o de distinguir Deus do diabo. Se os hippies te parecem ser cristãos é que estams perdendo a noção da distinção entre o bem e o mal. Finalmente Nietszche alcançou-nos.</p>
<p>J.C. &#8211;<br />
E daí?<br />
V.F. &#8211;<br />
Quando Nietszche falou que estamos no além do bem e do mal ele estava apenas articulando o desespero individual e profético. Agora esse desespero da indiferença alcançou-nos com camadas amplas.</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/bosch_ged_hell_music.jpg' alt='bosch_ged_hell_music.jpg' /></p>
<p>J.C. &#8211;<br />
Camadas amplas brasileiras? Veja bem, sr. Flusser, aqui e agora esse Nietszche como pode ser aplicado?<br />
V.F. &#8211;<br />
Na nossa situação de intelectuais paulistanos estamos literalmente flutuando sobre um abismo. Se enquanto intelectuais participamos da problemática da nossa época que é a problemática do super-desenvolvimento, enquanto paulistas participamos da problemática do sub-desenvolvimento. De maneira que o diabo nos agarra de ambos os lados, na forma nietszcheniana da indiferença e na forma tradicional da impotência ante problemas fora do nosso alcance. Estas duas garras se superam dialeticamente da seguinte forma: recusamo-nos de agir já que nenhuma ação adianta e já que toda ação é indiferente. Ou agimos a despeito da nossa plena consciência da inocuidade da nossa ação e da aleatoriedade da nossa escolha. No entanto não quero negar que talvez haja uma brecha nas garras do diabo. A nossa tarefa é talvez encontrá-la.</p>
<p>J.C. &#8211;<br />
É isso que senhor tem pretendido ao longo de sua vida?<br />
V.F. &#8211;<br />
Tenho caminhado em duas direções diferentes. Na primeira etapa procurei encontrar-me negativamente, isto é, por redução sistemática de todas as falsidades que deturpam a visão da situação na qual nos encontramos. Sem ter alcançado essa meta talvez movido por impaciência, iniciei uma segunda etapa, na qual procuro, na medida das minhas forças extremamente limitadas, influir na situação imediata no sentido de um saneamento conta essas falsidades. Em outras palavras, publico e ensino.</p>
<p>J.C. &#8211;<br />
O sr. vem sido acusado sistematicamente de ótimo poeta. Agora vejo que seus acusadores têm razão.<br />
V.F. &#8211;<br />
Se você levar a pergunta a um campo pessoal, devo admitir que me engajei em filosofia e que portanto resisti ao diabo idiótico para talvez cair nas malhas de um diabo estetizante. Com efeito, a filosofia e a teologia são para mim indistintas, já que ambas propõem o terreno do até agora não pensado, e o propõem no clima da beleza. Não me iludo; sei que a minha decisão em prol da teoria é uma decisão que abre mão da minha ação imediata no campo daquilo que é geralmente chamado de subdesenvolvimento. Como desculpa, que talvez me foi insuflada pelo diabo, só posso recorrer ao seguinte: talvez a minha incompetência seja um pouco menos desesperadamente limitada no campo da teoria, do que na ação imediata.</p>
<p>J.C. &#8211;<br />
O sr. falou em subdesenvolvimento. Se somos subdesenvolvidos, como o diabo se comporta entre nós? Ele o é igualmente? A figura de um diabo subdesenvolvido me parece extremamente melancólica.<br />
V.F. &#8211;<br />
Pelo contrário, no subdesenvolvimento o diabo tem muito mais seiva, seduz com armas tão ingênuas como o são o sexo e o dinheiro. E castiga com pragas tão palpáveis como o são a doença e a fome. Compare isso com o diabo desenvolvido.</p>
<p>J.C. &#8211;<br />
Assim nos EUA o diabo morreu?<br />
V.F. &#8211;<br />
Quem morreu obviamente é Deus, ou como dizem os bottons americanos, vive mas não quer ser envolvido. O diabo nos EUA seduz por pseudo-comunicações e pseudo-sensações e castiga pelo tédio e pela falta de meta, mas não se iluda com a &#8220;cocacolonização&#8221; do Brasil, também, há infiltração deste tipo adiantado no nosso meio.</p>
<p>J.C. &#8211;<br />
O senhor falou em comunicação que já me parece uma palavra gastíssima. Afinal, ela significa verdadeiramente algo?<br />
V.F. &#8211;<br />
Você tem razão, já ouvi que os que não podem comunicar poderiam calar a boca. Quando falei em pseudo-comunicação referi-me justamente àquela massa de mensagens sem informação que amalgama as solidões individuais em solidões coletivas. Não resta dúvida que exista comunicação autêntica. Não quero recorrer ao exemplo do amor, já que esse nosso diálogo presente prova ser ela possível. Aventuro a tese que onde há autêntica comunicação, isto é, onde dois seres humanos se abrem mutuamente o diabo é derrotado. Talvez por isso mesmo a comunicação autêntica é tão rara. Por exemplo, será que esta entrevista comunicará com alguém entre os leitores?</p>
<p><img src="http://images.jupiterimages.com/common/detail/42/73/22667342.jpg" alt="" /></p>
<p>J.C. &#8211;<br />
É outro lugar comum, sr. Flusser, dizer que a incomunicabilidade destroi o amor. Talvez os seres não se comuniquem simplesmente porque não há nada para se comunicar. O diálogo já foi há muito interrompido, talvez por se ter alhures realizado. Agora há o silêncio, o ensimesmamento de que falava o cordial Ortega.<br />
V.F. &#8211;<br />
Você está tocando num ponto crucial da problemática da felicidade. A nossa tradição imagina a felicidade como um lugar de eterna contemplação e também de diálogo eterno. Compare Sócrates com o cristianismo. Mas há uma óbvia contradição nessas duas imagens. Onde há contemplação não pode haver diálogo porque todas as informações possíveis já foram trocadas. Nesse sentido a felicidade é tédio imenso e não pode haver diálogo, onde há diálogo não pode haver contemplação porque o diálogo é um processo, portanto algo imperfeito. Em suma, a felicidade é inimaginável.</p>
<p>J.C. &#8211;<br />
Assim, o céu é um lugar miseravelmente silencioso e entendiante?<br />
V.F. &#8211;<br />
Já disse que não podemos sequer imaginá-lo, mas certamente um dos seus aspectos está sendo realizado na terra, a saber nos subúrbios novaiorquinos e outro aspecto nos parques de cultura e diversão moscovita.</p>
<p>J.C. &#8211;<br />
No seu livro &#8220;A história do diabo&#8221; o senhor se referiu ao Brasil como sendo um território periférico do Ocidente, em cuja sociedade se distinguiam dois traços fundamentais: a tristeza e a preguiça, cuja superação seria a meta do pensamento brasileiro. Ainda endossa essas palavras?<br />
V.F. &#8211;<br />
Permita um esclarecimento: tristeza e preguiça no trabalho mencionado na pergunta são termos emprestados à terminologia teológica da Igreja e são usados ironicamente. Traduzidos para uma linguagem mais comum seriam aproximadamente ideologia alienante e ensimesmamento mistificante. Subscrevo ainda a afirmativa anterior que superar tais perigos é, ou deve ser, a meta do pensamento dos que habitam o Brasil, como aliás do pensamento tout court. Admito que a grandiloqüência alienada e alienante é maior no Brasil do que, por exemplo, na França e neste sentido admito ser o Brasil território periférico do Ocidente. Mas não admito tratar-se de juízo valorativo. Trata-se simplesmente da constatação que o Brasil enfrenta os acontecimentos atuais de posição diferente da ocupada pelos países ditos desenvolvidos, embora os eventos enfrentados sejam os mesmos: a lenta decadência dos valores ditos ocidentais e sua substituição por outros ainda mal definidos.</p>
<p><img src="http://www.wpclipart.com/food/beverages/strawberry_milk_shake.png" alt="" /></p>
<p>J.C. &#8211;<br />
Seu livro &#8220;A história do diabo&#8221; me parece ser uma longa e penosa meditação sobre a morte. O senhor pretendeu forçar o leitor a pensar na morte, principalmente, é claro, o leitor brasileiro? Se o fez, por que o fez?<br />
V.F. &#8211;<br />
A elaboração daquele livro fez parte da minha primeira etapa. Com efeito, a conversa fiada que encobre a morte me parece ser a máxima falsidade a ser destruída. Se publiquei o livro, foi depois de muitas dúvidas, hesitações e devo dizer que felizmente o livro teve uma repercussão pequena. Exije não apenas uma ginástica mental por parte do leitor, mas também uma prontidão de brincar comigo que poucos terão me concedido. Mas as minhas publicações posteriores já são deliberadas, fazem parte da segunda etapa.<br />
<img src="http://ars-nova.com/cpmanual/melodicoutlinedtritone.gif" alt="" /></p>
<p>J.C. &#8211;<br />
Isso quer dizer que o diabo riu por último?<br />
V.F. &#8211;<br />
Não superei a problemática do diabo, apenas decidi-me contra a loucura. Se tivesse continuado no mesmo caminho teria perdido o controle crítico dos meus pensamentos, portanto optei pela sanidade e contra a radicalidade de pesquisa. Outra demonstração do fato de que toda escolha prefere uma alternativa em detrimento à outra.</p>
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		<title>Orquestra Organismo no e_squina</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Sep 2007 18:02:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
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		<description><![CDATA[oi amigos, tamos essa semana ali no sesc da esquina com alguns instrumentos que estamos construindo e prontos pra fazer um som com vocês (ou pra construir + instrumentos) cheguem lá das 18 até 20hs qqer dia dessa semana (de 25 a 28 de setembro) Endereço:. Rua Visconde do Rio Branco, 969 apareçam e levem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>oi amigos, tamos essa semana ali no sesc da esquina com alguns instrumentos que estamos construindo e prontos pra fazer um som com vocês (ou pra construir + instrumentos)</p>
<p>cheguem lá das 18 até 20hs qqer dia dessa semana (de 25 a 28 de setembro)</p>
<p>Endereço:. Rua Visconde do Rio Branco, 969</p>
<p>apareçam e levem amigos, a entrada é franca</p>
<p>abraço</p>
<p>glerm</p>
<p><object type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="320" data="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=303234&amp;server=vimeo.com&amp;fullscreen=1&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=00ADEF"><param name="quality" value="best" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="scale" value="showAll" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=303234&amp;server=vimeo.com&amp;fullscreen=1&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=00ADEF" /></object></p>
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		<title>Algonauta</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Sep 2007 13:38:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alguém</dc:creator>
				<category><![CDATA[debates semióticos]]></category>
		<category><![CDATA[mistério]]></category>
		<category><![CDATA[nuvem]]></category>

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		<description><![CDATA[残り物には福がある。 اگه لالائی بلدی، چرا خوابت نمیبره]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ATe9AMELAEY"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ATe9AMELAEY" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/4/45/Iching-hexagram-36.png" alt="" /></p>
<p><font size=5><br />
残り物には福がある。<br />
اگه لالائی بلدی، چرا خوابت نمیبره<br />
</font><br />
<img src="http://mathworld.wolfram.com/images/equations/LorenzAttractor/equation1.gif" alt="" /></p>
<p></center></p>
]]></content:encoded>
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		<title>SEM LETRAS</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2344</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2344#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Sep 2007 21:39:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>BarbarelaK</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[Polavra]]></category>
		<category><![CDATA[forma poema]]></category>
		<category><![CDATA[james joyce]]></category>
		<category><![CDATA[Finnegan`s Wake]]></category>
		<category><![CDATA[joyce]]></category>
		<category><![CDATA[sem letra]]></category>

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		<description><![CDATA[bababadalgharaghtakamminarronnkonnbronnt onnerronntuonnthunntrovarrhounawnskawn toohoohoordenenthurnuk! J.Joyce (In: Finnegan`s Wake, 1939)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/xama_lobo.jpg' title='xama_lobo.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/xama_lobo.jpg' alt='xama_lobo.jpg' /></a></p>
<p>bababadalgharaghtakamminarronnkonnbronnt<br />
onnerronntuonnthunntrovarrhounawnskawn<br />
toohoohoordenenthurnuk! </p>
<p>J.Joyce (In: Finnegan`s Wake, 1939)</p>
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		<title>o latido da harpa</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Sep 2007 15:06:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[Polavra]]></category>
		<category><![CDATA[conSerto]]></category>
		<category><![CDATA[garganta]]></category>
		<category><![CDATA[harpa]]></category>
		<category><![CDATA[nada mais]]></category>
		<category><![CDATA[occam]]></category>
		<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[semblante]]></category>
		<category><![CDATA[serpente]]></category>
		<category><![CDATA[solitário]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

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		<description><![CDATA[Assim falou o velho feiticeiro; depois olhou maliciosamente ao derredor e pegou na harpa. &#8220;Na serena atmosfera, quando já o consolo do rocio desce à terra, invisível e silencioso — porque o rocio consolador veste delicadamente como todos os meigos consoladores, — então recordas tu, coração ardente, como estavas sedento de lágrimas divinas e gotas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/lobodore.jpg' alt='lobodore.jpg' /></p>
<p>Assim falou o velho feiticeiro; depois olhou maliciosamente ao derredor e pegou na harpa.</p>
<p>&#8220;Na serena atmosfera, quando já o consolo do rocio desce à terra, invisível e silencioso — porque o rocio consolador veste delicadamente como todos os meigos consoladores, — então recordas tu, coração ardente, como estavas sedento de lágrimas divinas e gotas de orvalho, quando te sentias abrasado e fatigado, porque nos erbosos caminhos amarelos corriam em torno de ti através das escuras árvores, maliciosos raios de sol poente, ardentes olhares de sol, deslumbrantes e malévolos.</p>
<p>&#8220;Pretendente da verdade! tu? — Assim chasqueavam. — Não. Simples poeta. Um animal astuto e rasteiro que mente deliberadamente; um animal ansioso de presa, mascarado de cores vivas, máscara para si próprio, presa para si mesmo. Isto&#8230; pretendente da verdade?&#8230; Um pobre louco! um simples poeta! um palrador pitoresco que perora por detrás de uma máscara de demente que anda vagueando por enganosas pontes de palavras, por ilusórios arco-íris; que anda errante e bamboleante de cá para lá em<br />
ilusórios zelos! Um louco, nada mais!</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Foi isso que despertou o cão. Que os cães acreditam em ladrões e fantasmas.</p>
<p>E quando o tornei a ouvir uivar, tornei a sentir dó dele. Que fora feito, entretanto, do anão, do pórtico, da aranha e dos segredos? Teria sonhado? Teria acordado? Encontrei-me de repente entre agrestes brenhas, sozinho, abandonado à luz da solitária lua.</p>
<p>Mas ali jazia um homem! E o cão, a saltar e a gemer, com o pêlo eriçado — via-me caminhar — começou a uivar outra vez, e pôs-se a gritar. Nunca ouvira um cão pedir socorro assim.</p>
<p>Nunca vi nada semelhante ao que ali presenciei. Vi um moço pastor a contorcer-se anelante e convulso, com o semblante desfigurado, e uma forte serpente negra pendendo-lhe da boca.</p>
<p>Quando vira eu tal repugnância e pálido terror num semblante? Adormecera, de certo, e a serpente introduziu-se-lhe na garganta, aferrando-se ali?</p>
<p>A minha mão começou a tirar a serpente, a tirar&#8230; mas em vão! Não conseguia arrancá-la da garganta. Então saiu de mim um grito: &#8220;Morde! Morde! Arranca-lhe a cabeça! Morde!&#8221; Assim gritava qualquer coisa em mim; o meu espanto, o meu ódio, a minha repugnância, a minha compaixão, todo o meu bem e o meu mal se puseram a gritar em mim num só grito.</p>
<p>Valentes que me rodeiais! Exploradores, aventureiros! Vós outros que apreciais os enigmas, adivinhais o enigma que eu vi então e explicai-me a visão do mais solitário.</p>
<p>Que foi uma visão e uma previsão: que símbolo foi o que vi naquele momento? E quem é aquele que ainda deve chegar?</p>
<p>Quem é o pastor em cuja garganta se introduziu a serpente? Quem é o homem em cuja garganta se atravessara assim o mais negro e mais pesado que existe?</p>
<p>O pastor, porém, começou a morder como o meu grito lhe aconselhava: deu uma dentada firme! Cuspiu para longe de si a cabeça da serpente e saltou para o ar.</p>
<p>Já não era homem nem pastor; estava transformado, radiante; ria! Nunca houve homem na terra que risse como ele!<br />
&#8220;</p>
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		<title>Não ouse amar o erro: monstros ostracistas morderão suas mãos</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2339</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 17:52:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[A_Ilíada&O_software_livre]]></category>
		<category><![CDATA[ilíada]]></category>
		<category><![CDATA[software livre]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/iriada.jpg' alt='iriada.jpg' /><br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/draper_waterbabylg.jpg' alt='draper_waterbabylg.jpg' /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>VAZIO</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2337</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 02:14:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>BarbarelaK</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[debates semióticos]]></category>
		<category><![CDATA[forma poema]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/vazio2.jpg' alt='vazio2.jpg' /></p>
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		<title>Somos 190 milhões</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 21:31:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>BarbarelaK</dc:creator>
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		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[jornal]]></category>
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		<category><![CDATA[bolsa família]]></category>
		<category><![CDATA[combate à fome]]></category>
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		<category><![CDATA[proteção social]]></category>
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		<description><![CDATA[Somos agora no Brasil: 189.739.433 habitantes. Somos agora no Mundo: 6.621.930.169 habitantes. Fonte: IBGE (acesso às 18:23 18/09/2007) O Brasil conta hoje com rede de proteção social que beneficia cerca de 60 milhões de brasileiros, da qual faz parte o “Bolsa Família”, com 11 milhões de famílias inscritas. Trecho de entrevista do Ministro do Desenvolvimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Somos agora no Brasil:    189.739.433 habitantes.<br />
Somos agora no Mundo:    6.621.930.169 habitantes. </p>
<p>Fonte: IBGE (acesso às 18:23 18/09/2007)</p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/gauchotrajefazendeiro.jpg' title='gauchotrajefazendeiro.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/gauchotrajefazendeiro.jpg' alt='gauchotrajefazendeiro.jpg' /></a></p>
<p>O Brasil conta hoje com rede de proteção social que beneficia cerca de 60 milhões de brasileiros, da qual faz parte o “Bolsa Família”, com 11 milhões de famílias inscritas.</p>
<p>Trecho de entrevista do Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias</p>
<p>http://www.brasil.gov.br/noticias/em_questao/.questao/ent043/</p>
]]></content:encoded>
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		<title>o impensável</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2333</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 16:20:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
				<category><![CDATA[debates semióticos]]></category>
		<category><![CDATA[poéticas experimentais da voz]]></category>

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		<description><![CDATA[Não tentei arruinar o sentido da sentença, tampouco o da metáfora: pelo contrário, tentei torná-los mais fortes. Atacar o sentido rebelando-se contra a sentença não significa que a mesma seja destruída. Pelo contrário, ela é preservada porque um caminho para o outro sentido foi aberto. Tudo isso me parece como se eu tivesse sido confrontado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Não tentei arruinar o sentido da sentença, tampouco o da metáfora: pelo contrário, tentei torná-los mais fortes. Atacar o sentido rebelando-se contra a sentença não significa que a mesma seja destruída. <a href="http://poeticasexperimentaisdavoz.wordpress.com/2007/09/18/exilibris/">Pelo contrário, ela é preservada porque um caminho para o outro sentido foi aberto.</a> Tudo isso me parece como se eu tivesse sido confrontado por dois discursos opostos igualmente persuasivos. Isso resulta na impossibilidade de privilegiar um em detrimento do outro, o que, por sua vez adia constantemente o controle do sentido sobre a sentença. Talvez o impensável seja pura e simplesmente a suspensão mútua de dois pensamentos opostos e definitivos.
</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>cacoetes do século 20</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 07:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[A_Ilíada&O_software_livre]]></category>
		<category><![CDATA[cacoete]]></category>
		<category><![CDATA[fogueira]]></category>
		<category><![CDATA[invenção]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[ta. agora a gente vai nadar ali e depois faz uma fogueira. assa uns peixes e assobia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>ta. agora a gente vai nadar ali e depois faz uma fogueira. assa uns peixes e assobia.</em></p>
<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9X54RvzZKkI"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/9X54RvzZKkI" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
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		<title>Gororoba poética, digestão além da estética.</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2331</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2331#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Sep 2007 19:04:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[conSerto]]></category>
		<category><![CDATA[cozinhando puros dados]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[gororoba]]></category>
		<category><![CDATA[limão]]></category>

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		<description><![CDATA[Atenção: Mandem seus links sonoros,gráficos ou textuais que possam ser recombinados nos comentários deste post Buscando a receita!!!! Calma, senão queima a língua: O conSerto inicia-se com duas fontes sonoras em contraponto: uma panela de água fervente e um microchip de 8 bits alimentado pela energia dos limões de um balde de caipirinha. Os participantes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/spaguettilogo.png' alt='spaguettilogo.png' /><br />
<em>Atenção: Mandem seus links sonoros,gráficos ou textuais que possam ser recombinados nos comentários deste post</em></center></p>
<p><font size=4><strong>Buscando a receita!!!! Calma, senão queima a língua:</strong></font></p>
<p>O conSerto inicia-se com duas fontes sonoras em contraponto: uma panela de água fervente e um microchip de 8 bits alimentado pela energia dos limões de um balde de caipirinha.</p>
<p>Os participantes levam qualquer brinquedo eletrônico ou instrumento musical que possa ser modificado e descontruído e/ou qualquer tempero ou acompanhamento para o spaghetti e/ou sua presença instrumental tocando algo de sua preferência e/ou dados puros em qualquer formato áudio, texto ou imagem para serem cozidos.</p>
<p>A musica vai sendo costurada com o ferver das panelas, emendas de fios numa protoboard e código computacional sendo remendado ao vivo. Instrumentos de corda, percussão e sopro são bem vindos para ajudar a encontrar as tonalidades, além destes usaremos novos tipos de instrumentos que ainda estão buscando sua afinação e afiação.</p>
<p>Os dados vão cozindo até transbordar numa explosão de harmonia versus músicos famintos por digestão.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Dados crus:</p>
<p>Trabalhando em um formato de grupo aberto a participações mediadas apenas pela intersecção de buscas sociais e estéticas, que organiza suas ações por meio de convergências de redes de coletivos principalmente pela Internet, a Orquestra Organismo tem um meio de trabalho onde o processo de &#8220;solda de discursos&#8221; é colocado desde seu ínicio como o próprio &#8220;objeto&#8221; a ser realizado. Um &#8220;produto da ação destes encontros sendo moldado no tempo&#8221;, onde o objeto &#8220;em cena&#8221; é a própria intenção dos indíviduos (e sua função como catalisador destas relações) buscando equilíbrio entre o grupo e sua dimensão subjetiva (além de qualquer análise social ou artística). Obras que se constroem e são esculpidas de acordo com a interação e envolvimento e que trabalham também com idéia da transformação do significado destas ações nos espaços em que ele é percebido, sendo estas moldadas pelas institucionalizações em que se inscrevem (música, teatro, audiovisual, galerias, internet, bares, lares ou ruas), mas sempre reforçando a lúcida situação em que o que fica de todos estes signos são as relações humanas que eles permeiam e estimulam.<br />
A proposta de &#8220;Cozinhando Puros Dados&#8221; pode ser vista como continuação dos trabalhos que a Orquestra Organismo desenvolveu em suas performances/mostras mais recentes: &#8220;Desafiatlux&#8221;, &#8220;A justa razão aqui delira&#8221; e teve sua genêse durante &#8220;Surface Tension@Curitiba&#8221;. A idéia em comum destes trabalhos é a de que vivemos uma época de sobrecarga de informações e possibilidade de conexão de redes moldadas em discursos similares que ultrapassam fronteiras sociais e geopolíticas. Por outro lado a organização cartesiana e sistemática destes dados, para qualquer tipo de função institucionalizada (da arte à engenharia; do ativismo ao academicismo) tende a diluir-se no espaço onde ela quer tomar forma, e o fluxo de identidades que tocaram-se em subjetividade acaba perdendo a força moldando-se aos espaços, entrando em contradições e adquirindo um significado &#8220;institucional&#8221;. Observar estes discursos e &#8220;dados&#8221; como uma dança caótica de entidades, em forma de rituais simbolistas, teatros da crueldade e estetização da ação direta, molda sua prática e ética numa percepção imediata da dimensão humana. Esta é a busca destas performances.<br />
Em &#8220;Cozinhando Puros Dados&#8221; trabalhamos com uma cozinha no espaço da mostra que pode conectar-se com outros participantes pela Internet em qualquer lugar do planeta. A cozinha estará incubando o conceito antropológico de &#8220;Cru e Cozido&#8221; trabalhado por Levi Strauss: a criação de processos rituais que estabelecem uma dialética daquilo que era um dado &#8220;puro&#8221; e sem função e que passará até o final do período da mostra assumir diversas dimensões de significado, convergindo intenções dos &#8220;cozinheiros&#8221;. A cozinha também pode ser vista como o espaço onde existe freqüentemente coletividade para a construção daquilo que nos alimenta. Busca-se construir uma metáfora da cozinha como espaço de &#8220;alquimia&#8221; onde a tal dialética ferve as intenções de coletividade e a fome (ou gula) é um anseio que nos traz de volta a dimensão humana.<br />
A instalação funciona da seguinte maneira:<br />
1. Deve-se utilizar a cozinha do espaço da mostra e montar uma exposição plástica dentro dela, com rascunhos, pinturas, desenhos, esculturas, registros sonoros e audiovisuais, e principalmente objetos do cotidiano de participantes da ação, incluindo organizadores e visitantes da mostra que desejem interagir. Isto deve ser feito sem tentar tornar a cozinha uma &#8220;galeria&#8221;, o foco está em deixar diponíveis os &#8220;dados&#8221; a serem cozidos. Isto tornará a cozinha um espaço em comum entre os participantes, para encontros informais que tentam trazê-la para uma dimensão de &#8220;zona autonôma temporaria&#8221; dentro do espaço onde os &#8220;dados&#8221; serão &#8220;fervidos&#8221;.<br />
2. Simultaneamente ao local da mostra, pretende-se articular estruturas similares em diversas cidades do Brasil: Curitiba, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Campinas, Belem, Porto Alegre, Recife, Brasilia e Florianópolis e possivelmente outras cidades em locais distintos no mundo. Tal ação será articulada pela internet e seu processo de articulação também faz parte do registro de &#8220;dados&#8221; a ser reprocessado a cada ação.<br />
3. Desconstruindo a percepção de &#8220;lar&#8221;, faremos música com eletrodomésticos como liquidificadores, batedeiras, aspiradores de pó, abajures, ventiladores; que devem ser pintados como telas brancas e cobertos de escritos com trechos poéticos, desenhos e instruções técnicas para as ações. Os eletrodomésticos devem ser trocados entre os locais distintos e ficarão nas cozinhas. Estes eletrodomésticos poderão ser controlados remotamente via Intenet, por um website.<br />
4. Serão programados rituais de &#8220;cozinha&#8221; no mesmo horário entre as cidades, considerando fusos, onde participantes preparam comida enquanto a ação é gravada em som e video, desenhada, fotografada, escrita e este registro interage com os outros locais no mesmo instante pela internet recombinando e transformando dados. Esta &#8220;realimentação&#8221; de dados no espaço da cozinha causa uma sensação de simultaniedade e a cozinha passa tornar-se um local único que vence barreiras geográficas tornando os dados repertórios comuns de construção de realidades. Estas influenciarão ações diretas e relacionamentos entre esta rede. Os processos desencadeados pela &#8220;cozinha&#8221; também devem ser registrados e reprocessado em novos rituais de cozinha e futuras ações.<br />
5. Tempere a gosto e leve ao forno.<br />
6. Estimula-se o uso rítmico da cozinha, leitura de textos e poemas, musicalização do ato de cozinhar e da refeição. Pede-se o uso de diferentes línguas e sotaques ao fornecer os dados. Depois da refeição deve-se digerir os dados e consumir sua energia em ações diretas pelas ruas.</p>
<p>//COZINHANDO DADOS PUROS<br />
//COZINHANDO DADOS CRUS<br />
//IDEIAS CRUAS ?</p>
<p>Receitas convergentes&#8230;<br />
Estamos sempre prontos para cozinhar&#8230;</p>
<p>Estas idéias cruas fervem por vivermos uma época de sobrecarga de informações que ao mesmo tempo nos<br />
conectam a redes formadas por discursos que vão além de fronteiras territoriais e lingüisticas.</p>
<p>Por outro lado, esses DADOS tendem a sujeitar-se a uma organização<br />
cartesiana e sistemática através de sistemas institucionalizados como artes,<br />
engenharia, ativismo ou teoria social</p>
<p>De qualquer maneira, estas identidades fluidas de dados crus tendem a extravazar tentativas de formatá-las &#8211; produzindo contradições ao infiltrar-se em modelos instituicionais. </p>
<p>Nosso esforço é que todos estes &#8220;discursos-de-DADOS-processados&#8221; sejam percebidos </p>
<p>como uma caótica dança de entidades, esculpindo-se em rituais simbólicos,<br />
&#8220;teatros da crueldade&#8221;, estética e REAL PRESENÇA da ação direta, dirigindo-nos<br />
para uma percepção imediata da dimensão humana.</p>
<p>Esta é a ambição dos projetos que &#8220;cozinhamos&#8221;</p>
<p>Esta re-alimentação e espelhamento de dados irá causar uma<br />
sensação de presença e as &#8220;cozinhas&#8221; irão tornar-se lugares que<br />
transcendem fronteiras geográficas, articulando os ingredientes e contribuindo<br />
para uma base de dados para construção de realidades.</p>
<p>Este trabalho vai influenciar a ação direta e relacionamentos<br />
através da rede. O processo causado pela &#8220;cozinha&#8221; deve também ser<br />
registrado e reprocessado em novos rituais e novas idéias.</p>
<p>Nós estimulamos o uso rítmico da &#8220;cozinha&#8221;, poesia falada,<br />
musicalização do ato de cozinhar. Nós sugerimos o uso de<br />
diferentes línguas e sotaques enquanto você cozinha estes dados.<br />
Depois da &#8220;ceia&#8221;, digerir os dados e espalhar a energia resultante<br />
em ação direta pela ruas. </p>
<p>Estudiolivre, Barcelona, 2006</p>
<p>///<br />
______________________________<br />
&#8212;&#8212;</p>
<p>//COCINANDO DATOS PUROS<br />
//COCINANDO DATOS CRUDOS<br />
//IDEAS EN CRUDO ?</p>
<p>Recetas convergentes&#8230;<br />
siempre estamos preparados para cocinar&#8230;</p>
<p>Estas ideas en crudo provienen de reconocer que vivimos en una época<br />
de sobreinformación que nos provee al mismo tiempo con posibilidades<br />
para conexión en redes formadas por discursos compartidos más allá de<br />
fronteras territoriales y lingüísticas.</p>
<p>Sin embargo, esta DATA en crudo tiende a ser sometida a la<br />
organización  cartesiana y sistemática a través de sistemas<br />
institucionalizados como el arte, la ingeniería, el activismo o la<br />
teoría social.</p>
<p>Pero esas identidades fluyentes de data cruda sobrepasan cualquier<br />
intento de formatearlos &#8211; produciendo contradicciones incluso<br />
mientras adquieren un significado &#8220;institucional&#8221;.</p>
<p>Nuestro esfuerzo es para que todos los  &#8220;discursos-procesados-de<br />
DATA&#8221; sean percibidos como una danza  caótica de entidades,<br />
esculpidas como rituales simbólicos,  estéticas del &#8220;teatro de<br />
crueldad&#8221; Y PRESENCIA REAL de accion  directa, que conducen a una<br />
percepción inmediata de la dimensión humana.</p>
<p>Esta &#8220;retroalimentación&#8221; y replicación de data causará la sensación<br />
de presencia simultánea y las &#8220;cocinas&#8221; se volverán lugares que<br />
transcienden fronteras geográficas tomando los ingredientes, y<br />
contribuyendo, de una base de datos común para constucciones de<br />
realidad.</p>
<p>Estimulamos el uso rítmico de la &#8220;cocina&#8221;, palabras habladas,<br />
musicalización de los actos de cocina. Pedimos el uso de  diferentes<br />
lenguages y acentos a medida que cocinas esta data. Después de la<br />
comida, uno debiera digerir la data y gastar la consecuente energía a<br />
través de acciones directas en las calles.</p>
<p>Estudiolivre, Barcelona, 2006</p>
<p>///</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>COOKING PURE DATA<br />
COOKIN RAW DATA<br />
RAW IDEAS ?</p>
<p>Converging recipes…<br />
we’re always ready to cook…</p>
<p>These raw ideas stem from recognizing that we live in an age of<br />
information overload which provides us at the same time with<br />
possibilities for connection over networks formed by shared<br />
discourses beyond territorial and linguistic borders.</p>
<p>However, this raw DATA tends be subjected to Cartesian and systematic<br />
organization through institutionalized systems like arts,<br />
engineering, activism or social theory.</p>
<p>Nonetheless, these flowing identities of raw data overflow any<br />
attempt to format them &#8211; producing contradictions even while<br />
acquiring an “institutional” meaning.</p>
<p>Our effort is for all “DATA-processed-discourses” to be perceived as<br />
a chaotic dance of entities, sculpted into symbolic rituals, “cruelty<br />
theater&#8221; aesthetics AND REAL PRESENCE of direct action, leading to an<br />
immediate perception of human dimension.</p>
<p>This is the ambition of “cooking” projects.</p>
<p>This feedback and mirroring of data will cause the sensation of<br />
simultaneous presence and the &#8220;kitchens&#8221; will become places that<br />
transcend geographical borders taking the ingredients from, and<br />
contributing to, a common database for reality constructions.</p>
<p>This will influence direct action and relationships through the<br />
network. The processes caused by the “kitchen” should also be<br />
registered and reprocessed in new rituals and future ideas.</p>
<p>We stimulate the rhythmic use of the &#8220;kitchen&#8221;, spoken words,<br />
musicalization of cooking acts. We ask for the use of different<br />
languages and accents as you cook this data. After the dinner, one<br />
should digest the data and spread the consequent energy through<br />
direct action in the streets.</p>
<p>Uma das encarnações deste ritual, em Barcelona 2006 -</p>
<p><img src="http://organismo.art.br/dadoscrudos/flyerok800.jpg" width=400 /></p>
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		<title>Praça Nueva Brasília &#8211; Itaparica &#8211; Erik Goengrich &#8211; 16/09/2007 &#8211; 2pm</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Sep 2007 15:55:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rb</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[Hackerismo e Código Aberto]]></category>
		<category><![CDATA[debates semióticos]]></category>
		<category><![CDATA[eixos]]></category>
		<category><![CDATA[surface tension]]></category>
		<category><![CDATA[upgrade]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[brasília]]></category>
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		<category><![CDATA[invasão]]></category>
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		<category><![CDATA[praça]]></category>

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		<description><![CDATA[hallo to all on sunday the 16.sept.07 at 2pm will be the inauguration of &#8220;Praça Nueva Brasilia&#8221; in Itaparica. For all who like to come I would propose that we meet at 1:30pm in front of SACATAR-Foundation in Itaparica and then we walk to the place. (5 min.walk but too complicated to explain) Hope all [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/nova-brasilia-1.jpg" title="nova-brasilia-1.jpg"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/nova-brasilia-1.jpg" alt="nova-brasilia-1.jpg" /></a></p>
<p>hallo to all<br />
on sunday the 16.sept.07 at 2pm will be the inauguration of &#8220;Praça<br />
Nueva Brasilia&#8221; in Itaparica.<br />
For all who like to come I would propose that we meet at 1:30pm in<br />
front of SACATAR-Foundation in Itaparica and then we walk to the<br />
place.<br />
(5 min.walk but too complicated to explain)<br />
Hope all of you who are near find the time to come.<br />
all the best<br />
greetings<br />
Erik</p>
<blockquote><p>there is an informal settlement just around the corner of SACATAR with<br />
5 big Trees that form a kind of an open public space.<br />
Three weeks ago I found this place and was impressed&#8230;.<br />
Is it that I am still too romantic?<br />
In portugese these 10 to 15 small houses surrounding that place they<br />
are called &#8220;invasâo&#8221; which I find a very interesting:<br />
like a wave of the see which is just in front&#8230;.</p>
<p>Then, as you know of my last two emails I returned from:</p>
<p>and I met Robinson, without whom that whole intervention would not<br />
have been possible:</p>
<p>trying to change the human relationship / thinking about nature.<br />
He is trying to build up this organisation and doing a very imortant<br />
work.<br />
I would say he is the best communicator i met until now in Itaparica.<br />
And I was never so astonished how many ways somebody is introducing me<br />
and my work&#8230;.<br />
andfrom monday the 3.sept when i returned from Brasilia until today I<br />
was nearly every day working at &#8220;Praca Nueva Brasilia&#8221;:<br />
responsibility.<br />
everybody liked it sometimes of diffrent reasons:<br />
for some it was important that it is not coming from the Itaparica<br />
official administration<br />
for some it was just good that there will come something to sit on<br />
some liked the fact of having little Brasilia in front of their door<br />
some liked the idea of having meetings there<br />
and others thought immediatley that the value of their small house<br />
will increase&#8230;.<br />
and as well i got very quick offers to buy a house or land (for<br />
2000euro) in this area without official papers&#8230;</p>
<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/brasilia.jpg" title="brasilia.jpg"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/brasilia.jpg" alt="brasilia.jpg" /></a></p>
<p>so we began to collect the left over wood of Sacatar and started to<br />
build benches:</p>
<p>here we coming to the architectural part because the congress of<br />
Brasilia is made out of &#8220;pau-a-pique&#8221;</p>
<p>with varas (the palm tree leaves stem) and clay</p>
<p>this is the structure with all the greenpalmtree leaves stems<br />
cooked from Maria (a sister of robinson living directliy there)<br />
the kids started to like it and helped as well, </p>
<p>but still wondering what that all means?<br />
the ramp for the congress arrived<br />
the sign to the place is painted&#8230;</p>
<p>would be happy to see you sunday at 2pm<br />
if everything works out well the itaparica-caboclos which used to<br />
perform on this place will come as well&#8230;<br />
greetings<br />
erik</p></blockquote>
<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/nova-brasilia-3.jpg" title="nova-brasilia-3.jpg"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/nova-brasilia-3.jpg" alt="nova-brasilia-3.jpg" /></a></p>
<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/nova-brasilia-2.jpg" title="nova-brasilia-2.jpg"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/nova-brasilia-2.jpg" alt="nova-brasilia-2.jpg" /></a></p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Sat, 15 Sep 2007 05:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
				<category><![CDATA[conSerto]]></category>
		<category><![CDATA[monstro]]></category>
		<category><![CDATA[monstruosidade]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://b1.ac-images.myspacecdn.com/01139/18/02/1139122081_m.gif" width="400" /></p>
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		<title>faltam bases</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2323</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Sep 2007 20:02:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[metareciclagem]]></category>
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		<category><![CDATA[palavra]]></category>
		<category><![CDATA[sangue]]></category>
		<category><![CDATA[seiva]]></category>
		<category><![CDATA[x]]></category>

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		<description><![CDATA[nos galhos das árvores onde as palavras estão presas; todos os jamais são sombras&#8230; no meu braço que formiga adormecido sobre o corpo que estanca o sangue; o sangue não palavra, e sim seiva]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> nos galhos das árvores onde as palavras estão presas;</p>
<p>todos os jamais são sombras&#8230;</p>
<p>no meu braço que formiga adormecido<br />
sobre o corpo que estanca o sangue;<br />
o sangue não palavra,<br />
e sim seiva</p>
<p><img src="http://images.uncyc.org/pt/e/e8/Prova08.jpg" alt="faltam" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>http://www.nbp.pro.br &#8211; uma experiência künstlerischen</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 13:18:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rb</dc:creator>
				<category><![CDATA[A_Ilíada&O_software_livre]]></category>
		<category><![CDATA[e/ou]]></category>
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		<category><![CDATA[cartesiano]]></category>
		<category><![CDATA[registro]]></category>
		<category><![CDATA[simulacro]]></category>

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		<description><![CDATA[. . . . . Ok,registros circunscritos. simulacros arrotam. continuo tateando. (restam bússolas? ???? ) Não sei mais quem são vocês, quem somos nós e nem quantos. Gosto dessa ilusão de presença de uma rede de tateantes. Pólos que atraem a bússola. Gira, eppur si muove. Gostamos de pensar nosso &#8220;trabalho&#8221; sobre uma dimensão não-utilitarista, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://images.uncyc.org/pt/b/ba/Prova15.jpg" alt="danospaguem" /><br />
 .<br />
.<br />
.<br />
.<br />
 .<br />
<strong><font size="5">Ok,registros circunscritos. simulacros arrotam.</font></strong></p>
<p><img src="http://www.estudiolivre.org/img/wiki_up/nbp_rascunho.png" height="325" width="500" /></p>
<blockquote><p>continuo tateando.<br />
(restam bússolas? <a href="http://poeticasexperimentaisdavoz.wordpress.com/2007/09/11/ja-i-kant-wear-you/">????</a> )</p>
<p>Não sei mais quem são vocês, quem somos nós e nem quantos.<br />
Gosto dessa ilusão de presença de uma rede de tateantes.<br />
Pólos que atraem a bússola. Gira, eppur si muove.<br />
Gostamos de pensar nosso &#8220;trabalho&#8221; sobre uma dimensão não-utilitarista, além da sobrevivência e consumo, além da sua coopção institucional.<br />
Seremos capazes de ir além dessa relação de significação laboriosa?<br />
Puxe o tapete das bases, resta um chão de onde a gravidade quer esmagar a personalidade.<br />
Temos Personalidades a operacionar &#8211; além do objeto vão encarnar?<br />
4 operações básicas &#8211; somar, multiplicar, subtrair, dividir?<br />
(e/ou)<br />
Além do limite tendendo a zero e ao infinito, uma nova integral ou derivação?</p>
<p>Recondicionar ESTE plano cartesiano.</p>
<p>além dos 3(você-eu-objeto) ou além dos 7(com cópia) existem novas bases?<br />
Uma dimensão de relações sociológicas, geográficas e psicológicas de interdependências para QUANTAS sobrevivênciaS (até quando). Uma base somática para um artifício de fundações simbólicas de um &#8220;novo&#8221; imaginário.</p>
<p>Você gostaria de participar de uma experiência?</p>
<p>talvez não tenha + &#8211; * / escolha.</p>
<p>o objeto será serrado, fragmentado, fundido, repersonificado entrará na dimensão do juízo de valor em si próprio e ainda assim não responderá a questão cartesiana.</p>
<p>restam planos?</p>
<p><em>RB, em P.</em></p></blockquote>
<p><a href="http://organismo.art.br/blog/?cat=30">http://organismo.art.br/blog/?cat=30</a></p>
<p>login: <a href="mailto:rb.restambases@gmail.com">rb.restambases@gmail.com</a></p>
<p>senha: 814fh2_rb</p>
<p>foi (é) no sentido de que algo desta conversa seja enviado ao site do projeto, para um acesso ampliado àqueles que têm acompanhado (aqui, lá fora, etc) aquela conversa em torno do tal &#8220;objeto + projeto&#8221;.</p>
<p>nestes emails em circulação circular os tópicos ficam em torno das &#8220;comunidades dos senhores NBP&#8221; – sugiro ampliação e envio de algo a</p>
<p>Username: rb<br />
Password: f099957<br />
<a href="http://organismo.art.br/blog/wp-login.php">http://organismo.art.br/blog/wp-login.php</a></p>
<p>( x ) pode ser</p>
<p>( x) já é</p>
<p>( x) u</p>
<p>abraços,</p>
<p>RB.</p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/documetastase.jpg" alt="documetastase.jpg" /></p>
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		</item>
		<item>
		<title></title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2315</link>
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		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 02:36:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>iawashi</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[e/ou]]></category>
		<category><![CDATA[dualidade]]></category>
		<category><![CDATA[evolução]]></category>
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		<category><![CDATA[tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[ANOTAÇÕES A PARTIR DE A DIALÉTICA DA DURAÇÃO DE GASTON BACHELARD A DISTENSÃO E O NADA a dualidade na unidade sucessão devir o tempo é hesitação o tempo é contínuo como possibilidade, como nada. Ele é descontínuo como ser partimos não de uma unidade mas de uma dualidade temporal durar no tempo / permanecer no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/semente.gif" title="Duração"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/semente.gif" alt="Duração" /></a></p>
<p><font size="2">ANOTAÇÕES 	 A PARTIR DE A DIALÉTICA  DA DURAÇÃO DE GASTON 	BACHELARD</font></p>
<p><font size="2">A 	DISTENSÃO E O NADA </font></p>
<h1></h1>
<ul>
<li><font size="2">a 	dualidade na unidade</font></li>
<li><font size="2">sucessão</font></li>
<li><font size="2">devir</font></li>
<li><font size="2">o 	tempo é hesitação</font></li>
<li><font size="2">o 	tempo é contínuo como possibilidade, como nada. Ele é 	descontínuo como ser</font></li>
<li><font size="2">partimos 	não de uma unidade mas de uma dualidade temporal</font></li>
<li><font size="2">durar 	no tempo / permanecer no espaço</font></li>
</ul>
<p>“<font size="2">Numa palavra , sempre vimos, tomada no detalhe de seu curso, uma duração precisa fervilhar de lacunas.” 8</font></p>
<p><font size="2">A PSICOLOGIA DOS FENÔMENOS TEMPORAIS </font></p>
<ul>
<li><font size="2">lembrança 	do passado ≠ lembrança de nossa duração</font></li>
<li><font size="2">é 	o acréscimo de razões que faz a coragem</font></li>
<li><font size="2">continuidade 	de um esforço / intensidade de um esforço</font></li>
<li><font size="2">geometrização 	do esforço – volume muscular / aritmetização 	do esforço – número de músculos</font></li>
<li><font size="2">homográficas</font></li>
<li><font size="2">supremacia 	do tempo desejado sobre o tempo vivido</font></li>
<li><font size="2">possibilidade 	das repetições, liberdade dos começos, 	agrupamento ativo e polimorfo dos instantes realizadores</font></li>
<li><font size="2">conduta 	do começo / psicologia da mudança</font></li>
<li><font size="2">conduta 	do nada</font></li>
<li><font size="2">condutas 	adiadas</font></li>
</ul>
<p>“<font size="2">O tempo é o que se sabe dele.” 36</font></p>
<p><font size="2">DURAÇÃO E CAUSALIDADE FÍSICAS</font></p>
<ul>
<li><font size="2">necessidades 	lingüísticas e espacilalizantes (que) dominam nossa 	inteligência</font></li>
<li><font size="2">causalidade/participação</font></li>
<li><font size="2">indispensável 	papel polêmico das falsas hipóteses</font></li>
<li><font size="2">antes 	da intuição há o espanto</font></li>
<li><font size="2">potência 	/ ato</font></li>
<li><font size="2">causa 	/ efeito</font></li>
<li><font size="2">dupla 	continuidade do espaço e do tempo</font></li>
<li><font size="2">toda 	causalidade torna orgânicos o tempo e o espaço</font></li>
</ul>
<p>“<font size="2">Toda causalidade se exprime no descontínuo dos estados.” 53</font></p>
<p>“<font size="2">A causalidade física não se quantifica pela duração.” 54</font></p>
<p><font size="2">DURAÇÃO E CAUSALIDADE INTELECTUAIS</font></p>
<ul>
<li><font size="2">dinâmica</font></li>
<li><font size="2">cinemática</font></li>
<li><font size="2">descrição 	de destreza</font></li>
<li><font size="2">comparação, 	dialética, dualismo</font></li>
<li><font size="2">esquema 	de desencadeamento (sinais breves e simples)</font></li>
</ul>
<p>“<font size="2">Nosso espírito, em sua atividade pura, é um detector temporal ultrasensível.” 66</font></p>
<p><font size="2">A CONSOLIDAÇÃO TEMPORAL</font></p>
<ul>
<li><font size="2">oposição 	= instantes / <em>intervalos</em></font></li>
<li><font size="2">tempo 	recusado / tempo utilizado</font></li>
<li><font size="2">consolidados 	de coexistência</font></li>
<li><font size="2">consolidados 	de sucessão</font></li>
<li><font size="2">mnemotécnicos</font></li>
<li>“ <font size="2">Só 	há conhecimento por intercalação.”(Dupreel)</font></li>
<li><font size="2">crescimento 	por densidade (a vida é essencialmente)</font></li>
<li><font size="2">estabelecimento 	da forma</font></li>
<li><font size="2">intercalação 	material</font></li>
<li><font size="2">intervalo 	da causa ou efeito</font></li>
<li><font size="2">evolução 	pela probabilidade</font></li>
</ul>
<p>“<font size="2">&#8230;, uma duração é, não um dado, mas uma obra.” 74</font></p>
<p><font size="2">AS SUPERPOSICÕES TEMPORAIS</font></p>
<ul>
<li> 	<font size="2">duração 	é relativa</font></li>
<li> 	<font size="2">o 	tempo tem várias dimensões</font></li>
<li> 	<font size="2">o 	tempo tem uma espessura</font></li>
<li> 	<font size="2">o 	tempo só aparece como contínuo graças a 	superposição de muitos tempos independentes</font></li>
<li> 	<font size="2">depreender 	e descobrir o tempo (Hegel)</font></li>
<li> 	<font size="2">o 	tempo não é cifra do movimento</font></li>
<li> 	<font size="2">o 	tempo não é ordem dos fenômenos</font></li>
<li> 	<font size="2">tempo 	visual</font></li>
<li> 	<font size="2">tempo 	verbal</font></li>
<li> 	<font size="2">o 	tempo visual corre mais depressa que o tempo verbal, estes se 	superpõem</font></li>
<li> 	<font size="2">parasitas 	temporais</font></li>
<li><font size="2"><em>cogitos</em> 	superpostos</font></li>
<li> 	<font size="2">sucessão 	do “penso logo existo” ao “penso que penso logo existo.”</font></li>
<li><font size="2"><em>cogito 	cogitem?</em></font></li>
<li><font size="2"><em>cogito 	</em>cartesiano, plenamente 	horizontal</font></li>
<li> 	<font size="2">eu 	peso que eu penso</font></li>
<li> 	<font size="2">eu 	penso que penso</font></li>
<li><font size="2">eu 	peso que penso que penso (cogito)³ (experiências 	consecutivas em seu poder formalizante)(uma <em>dimensão 	</em>do espirito)</font></li>
<li> 	<font size="2">o 	tempo vulgar (horizontal) transitivo</font></li>
<li><font size="2">o 	fingimento tem menos <em>densidade</em> 	que um sentimento autêntico, a densidade é compensada 	pela intensidade</font></li>
<li> 	<font size="2">fingimento 	= superposição temporal / não está 	colado sobre a trama contínua da vida</font></li>
<li> 	<font size="2">para 	todos os sentimentos fingidos o sincronismo é primordial</font></li>
<li> 	<font size="2">Crime 	e Castigo – Dostoievski</font></li>
<li> 	<font size="2">(fingimento)² 	– o fingimento do fingimento</font></li>
<li> 	<font size="2">(fingimento)³ 	= ?</font></li>
<li> 	<font size="2">Paul 	Valéry</font></li>
</ul>
<p align="left"> <font size="2">	Jean de Latour, Examen de Paul Valéry</font></p>
<p>“ <font size="2">A continuidade seria então  o resultado de superposições temporais.” (Lecomte du Nouy) 86</font></p>
<p align="left"> <font size="2">AS METÁFORAS DA DURACÃO</font></p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<ul>
<li> 	<font size="2">filosofia 	Bergsoniana</font></li>
<li> 	<font size="2">a 	intensidade faz a duração</font></li>
<li> 	<font size="2">a 	relação estabelecida entre a duração e a 	intensidade dos sons é direta</font></li>
<li> 	<font size="2">vida 	acidentada e livre</font></li>
<li> 	<font size="2">poesia 	surrealista</font></li>
<li> 	<font size="2">causalidade 	poética</font></li>
<li> 	<font size="2">o 	principio das freqüências domina o principio das medidas 	= a questão “quantas vezes?” precede a questão 	“quanto tempo?”</font></li>
</ul>
<p align="left"> “<font size="2">A continuidade do tecido sonoro e tão frágil que um corte local determina por vezes uma ruptura em outro local.” 106</font></p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left"><font size="2">A RITMANÁLISE</font></p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<ul>
<li><font size="2">Paul 	Valéry – durações essencialmente 	dialéticas, construídas sobre ondulações 	e ritmos</font></li>
<li><font size="2">Pinheiro 	dos Santos, Lúcio Alberto. <em>La 	rythmanalyse</em>. RJ, 1931</font></li>
<li><font size="2">estabilidade 	/ desordem temporal</font></li>
<li><font size="2">simetria 	/ ritmia</font></li>
<li><font size="2">a 	ritmanálise procura motivos de dualidade para a atividade 	espiritual</font></li>
<li><font size="2">A 	sublimação não é um impeto obscuro é 	um chamado</font></li>
<li><font size="2">A 	função do indivíduo é enganar-se</font></li>
</ul>
<p align="left"> “<font size="2">A matéria não está exposta no espaço, indiferente ao tempo; não subsiste nele de forma constante, inerte, numa duração uniforme. Tampouco vive nele como alguma coisa que se desgosta e se dispersa. Não á apenas sensível aos ritmos: <em>existe, </em>com toda forca do termo, no plano do ritmo, e o tempo em que ela desenvolve algumas manifestações delicadas é um tempo ondulante, tempo que só tem um modo de ser uniforme: a regularidade de sua freqüência.” 119</font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Grande, mas não dois</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 00:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[nbp]]></category>
		<category><![CDATA[desgraça]]></category>
		<category><![CDATA[galo gonzagão]]></category>
		<category><![CDATA[rb]]></category>
		<category><![CDATA[restam bases]]></category>
		<category><![CDATA[tainã]]></category>

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		<description><![CDATA[O galo Gonzagão, fruto de experiências de seleção genética, após ter sido expulso da vizinhança pelo seu canto matutino imponente, chegou às manchetes dos jornais. Entretanto, sua alegria não duraria muito: do puleiro do estrelato, acabou se dando mal e o destino não poderia ser mais cruel. Numa briga de galo foi assassinado por um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/final_frango.jpg' alt='frango assassinados' /></p>
<p>O galo Gonzagão, fruto de experiências de seleção genética, após ter sido expulso da vizinhança pelo seu canto matutino imponente, chegou às manchetes dos jornais. Entretanto, sua alegria não duraria muito: do puleiro do estrelato, acabou se dando mal e o destino não poderia ser mais cruel. Numa briga de galo foi assassinado por um franzino e raquítico frango anônimo. Ao contrário do galo Índio (foto abaixo),  jamais cacarejou pelas bandas da internet. </p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/barbosa.gif' alt='indio' /></p>
<p>eu: dae,<br />
 rb: fala<br />
22:25 eu: boas novas?<br />
 rb: sim<br />
  ajudem a divulgar<br />
 eu: o nabupe<br />
 rb: sim<br />
22:26 eu: já tá na mídia<br />
 rb: to vendo<br />
 eu: pitou de galo<br />
 rb: hehe<br />
  agora vai<br />
 eu: franzino,mais parecia uma saracura<br />
22:27 mas sonoro &#8211; metal<br />
 rb: soou bem?<br />
  gostei muito do video<br />
 eu: segundo a vizinhança era bom, porém demasiado cedo<br />
22:28 começaram a jogar água quente pela goela<br />
 rb: acordou a vizinhaça?<br />
 eu: nem deixava ela dormir<br />
22:29 segundo as galinhas d&#8217;angola<br />
22:30 apesar de fotografado, mas muito mal retratado<br />
rb: abraço lúcio<br />
eu: valeu rb<br />
rb: até<br />
Rb</p>
]]></content:encoded>
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		<title>login: rb.restambases@gmail.com / senha: nbpnbpnbp</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 21:50:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[nbp]]></category>
		<category><![CDATA[rb]]></category>
		<category><![CDATA[restam bases]]></category>

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		<description><![CDATA[18:19 rb.restambases : ola restam bases eu: buenas habla hombre rb.restambases: estou mandando um email 18:20 eu: opa rb.restambases: conctando as propostas de novas bases eu: massa ta chegando? rb.restambases : foi 18:21 eu: blz vou abrir rb.restambases: ok minha senha é nbpnbpnbp é só entrar abraço eu: valew rb.restambases: té mais eu: abraço 18:22 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>18:19 rb.restambases : ola<br />
  restam bases<br />
 eu: buenas<br />
  habla hombre<br />
  rb.restambases: estou mandando um email<br />
18:20  eu: opa<br />
  rb.restambases: conctando as propostas de novas bases<br />
  eu: massa<br />
  ta chegando?<br />
 rb.restambases : foi<br />
18:21  eu: blz<br />
  vou abrir<br />
 rb.restambases: ok<br />
  minha senha é nbpnbpnbp<br />
   é só entrar<br />
  abraço<br />
 eu: valew<br />
 rb.restambases: té mais<br />
 eu: abraço<br />
18:22 não chegou<br />
  rb.restambases: hmm desculpe<br />
   faltaram bases<br />
  eu: hehe<br />
18:24  rb.restambases: pronto<br />
  eu: opa chegou!<br />
18:25 Tem um amigo meu<br />
  que tem uma companhia de teatro<br />
  ja bastante antiga aqui na cidade de ctba<br />
18:26  que se chama nbp<br />
  rb.restambases: opa<br />
  deve haver alguma conexão com as bases<br />
 eu: É Nautilio (o B bão tenho certeza ) Portela<br />
18:27 rb.restambases : de qualquer maneira NBP <img src='http://organismo.art.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
  eu: sim, de certeza<br />
  rb.restambases: Você gostaria de participar de uma experiência artística?<br />
  eu: NBP produções teatrais<br />
   ja dei olink<br />
  hehe<br />
18:28 rb.restambases: basta levar pra casa o seguinte objeto<br />
  (NBP)<br />
   posso documentar esse processo?<br />
  eu: sim, tenho participado com a orquestra<br />
  no e/ou<br />
  vou te passar<br />
18:29 o curriculum da produtora do nautilio<br />
   guenta que3 eu vou pedir pra ele<br />
  rb.restambases: a NBP?<br />
  eu: sim<br />
  existe a mais de 20 anos<br />
  muita peça feita<br />
  aqui na cidade<br />
18:30  rb.restambases: Existem mais peças de NBP circulando?<br />
  eu: durante esses 20 anos<br />
   a NBP realizou muitas peças<br />
18:31  rb.restambases: então era uma boa eu te passar o login e senha, pra você documentar sua experiência artística com NBP.<br />
  eu: sim<br />
  assim que eu tiver a lista delas<br />
   vou subindo<br />
  nbp por nbp<br />
 rb.restambases: ok<br />
  login: rb.restambases@gmail.com<br />
senha: 814fh2_rb<br />
18:32 no site</p>
<p>http://www.nbp.pro.br</p>
<p> eu: hehe<br />
  massen<br />
  rb.restambases: tem também em<br />
18:33  http://nbp.organismo.art.br<br />
  la é só clicar na interrogação<br />
   e logar com<br />
  user:RB<br />
18:34 login:nbpnbpnbp<br />
  eu: divertido<br />
  rb.restambases: de qualquer maneira não esqueça de documentar<br />
  eu: pó dexa<br />
  jamais perdemos um documentosinho<br />
  z<br />
18:35 rb.restambases: precisamos amarrar o conceito e criar pra ele um sentido que realmente compense nosso tempo investido<br />
 eu: de que maneira?<br />
 rb.restambases : isso<br />
  poderia começar documentando essa pergunta<br />
 eu: ja tá<br />
  p- google fez isso por rb<br />
18:36 rb.restambases: vou enviar a proposta dessa discussão para os outros interessadfos que no momento estão com NBP em mãos<br />
 eu: opa<br />
  maravilha<br />
 rb.restambases: o google é só um robô<br />
  nós vamos contextualizar<br />
  eu: necas<br />
  ótimo<br />
19:37 ta no teu mail<br />
19:38 rb.restambases: isso<br />
  vou repassar a conversa<br />
  um bom começo<br />
 eu: blz<br />
  sobe lá<br />
 rb.restambases: grande abraço<br />
 eu: outro<br />
19:39 rb.restambases: não esqueça também de divulgar minha senha:<br />
 eu: opa<br />
 rb.restambases: rb.restambases@gmail.com<br />
 eu: gostei da ideia<br />
 rb.restambases: senha:nbpnbpnbp<br />
 eu: vou circular<br />
 rb.restambases: isso<br />
  NBP<br />
  tem que circular<br />
  mas nao deixe de documentar ok?<br />
 eu: não<br />
 rb.restambases: você ja tem as senhas.<br />
 eu: jamais esquecerei<br />
  pode deixar<br />
 rb.restambases: obrigado por sua colaboração<br />
19:40 eu: valew rb</p>
]]></content:encoded>
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		<title>telecurso 3o grau: Toscolão</title>
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		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2313#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 19:04:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[nbp]]></category>
		<category><![CDATA[toscolão]]></category>
		<category><![CDATA[geada]]></category>
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		<category><![CDATA[ritual]]></category>
		<category><![CDATA[telecurso]]></category>
		<category><![CDATA[tutorial]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="320" data="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=303234&amp;server=vimeo.com&amp;fullscreen=1&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=00ADEF"><param name="quality" value="best" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="scale" value="showAll" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=303234&amp;server=vimeo.com&amp;fullscreen=1&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=00ADEF" /></object></p>
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		<title>Descartógrafos!</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Sep 2007 06:02:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[nbp]]></category>
		<category><![CDATA[toscolão]]></category>
		<category><![CDATA[descartógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[restam bases]]></category>
		<category><![CDATA[video]]></category>

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		<description><![CDATA[Excelente video da Vasssssss com a mais pura descartografia e suas novas bases: &#8211; &#8220;Máscara Libertária&#8221; - (RB, VvVanderlyne e Vitoriamario) A galera vai no cinismo Mas restam Bases Para Novas Bases Da personalidade ¡DESCARTOGRÁFOS! ¡DESCARTOGRÁFOS! ¡DESCARTOGRÁFOS! ¡DESCARTOGRÁFOS! ¡DESCARTOGRÁFOS! ¡DESCARTOGRÁFOS! ¡DESCARTOGRÁFOS!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Excelente  video da Vasssssss com a mais pura descartografia e suas novas bases:</em><br />
<object type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="320" data="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=300730&amp;server=vimeo.com&amp;fullscreen=1&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=00ADEF"><param name="quality" value="best" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="scale" value="showAll" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=300730&amp;server=vimeo.com&amp;fullscreen=1&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=00ADEF" /></object></p>
<p> &#8211; &#8220;Máscara Libertária&#8221; -<br />
(RB, VvVanderlyne e Vitoriamario)</p>
<p>A galera vai no cinismo<br />
Mas restam Bases<br />
Para Novas Bases<br />
Da personalidade</p>
<p>¡DESCARTOGRÁFOS!<br />
¡DESCARTOGRÁFOS!<br />
¡DESCARTOGRÁFOS!<br />
¡DESCARTOGRÁFOS!<br />
¡DESCARTOGRÁFOS!<br />
¡DESCARTOGRÁFOS!<br />
¡DESCARTOGRÁFOS!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>nbpé como inseticida</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2302</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2302#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Sep 2007 23:13:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[nbp]]></category>
		<category><![CDATA[aranha marrom]]></category>
		<category><![CDATA[cartesiano]]></category>
		<category><![CDATA[inseticida]]></category>
		<category><![CDATA[restam bases]]></category>
		<category><![CDATA[suicídio]]></category>

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		<description><![CDATA[Por outro lado ela nos interessa. Não podemos deixar de reparar em sua vestimenta. Desde sempre disfarçada, nos atemos a observar sua aparência, Vazio. restam bases em casa de marrom há muita aranha madeira nbpé agindo sobre a aranha marrom albina restam bases rb o espaço: dentro e fora nbpé:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/semttulorotated.gif' title='pisca pisca'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/semttulorotated.gif' alt='pisca pisca' /></a></p>
<p>Por outro lado ela nos interessa. Não podemos deixar de reparar em sua vestimenta.<br />
Desde sempre disfarçada, nos atemos a observar sua aparência, Vazio.</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/nbpearanha.jpg' alt='nbpearanha' /></p>
<p>restam bases<br />
em casa de marrom há muita aranha madeira</p>
<p>nbpé agindo sobre a aranha marrom albina<br />
restam bases<br />
rb</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/pp.gif' alt='pepe' /></p>
<p>o espaço: dentro e fora<br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/salaexposicao500nbp.gif' alt='sala' /></p>
<p><strong>nbpé: </strong><br />
<a href="http://estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=4927"><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/nbpe500.jpg' alt='nppe' /></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://organismo.art.br/blog/?feed=rss2&amp;p=2302</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>30-12-06_1345.jpg / Eliane Prolick</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2301</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2301#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 31 Aug 2007 16:10:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Debs</dc:creator>
				<category><![CDATA["arte"]]></category>
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[eliane prolik]]></category>
		<category><![CDATA[entre organismos]]></category>
		<category><![CDATA[estátua]]></category>
		<category><![CDATA[placa]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
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		<title>motion 1/4 sec &#8211; João Debs</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Aug 2007 15:28:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Debs</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Imagens produzidas a partir do espetaculo &#8220;motion&#8221; de concepção e direção de Carmem Jorge e Maurício Vogue Exposição em: Lucca Cafés Especias Rua Augusto Stresser, 318]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs.jpg' title='joao-debs.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs.jpg' alt='joao-debs.jpg' /></a></p>
<blockquote><p>Imagens produzidas a partir do espetaculo &#8220;motion&#8221;<br />
de concepção e direção de Carmem Jorge e Maurício Vogue</p></blockquote>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs2.jpg' title='joao-debs2.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs2.jpg' alt='joao-debs2.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-3.jpg' title='joao-debs-3.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-3.jpg' alt='joao-debs-3.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-4.jpg' title='joao-debs-4.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-4.jpg' alt='joao-debs-4.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-5.jpg' title='joao-debs-5.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-5.jpg' alt='joao-debs-5.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-6.jpg' title='joao-debs-6.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-6.jpg' alt='joao-debs-6.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-7.jpg' title='joao-debs-7.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-7.jpg' alt='joao-debs-7.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-8.jpg' title='joao-debs-8.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-8.jpg' alt='joao-debs-8.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-9.jpg' title='joao-debs-9.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-9.jpg' alt='joao-debs-9.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-10.jpg' title='joao-debs-10.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-10.jpg' alt='joao-debs-10.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-11.jpg' title='joao-debs-11.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/joao-debs-11.jpg' alt='joao-debs-11.jpg' /></a></p>
<p>Exposição em: Lucca Cafés Especias<br />
Rua Augusto Stresser, 318</p>
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		<title>Editorial de O Globo após o golpe militar. Editorial de 2 de abril de 1964.</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Aug 2007 19:45:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Editorial de O Globo após o golpe militar. Editorial de 2 de abril de 1964. RESSURGE A DEMOCRACIA Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Editorial de O Globo após o golpe militar. Editorial de 2 de abril de 1964.</p>
<p><img src="http://www.colludo.de/images/Playmobil/Playmobil_Ritter.jpg" alt="" align="center" /></p>
<p><strong>RESSURGE A DEMOCRACIA</strong></p>
<p>Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os<br />
patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou<br />
opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a<br />
democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças<br />
Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão<br />
dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil<br />
livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para<br />
rumos contrários à sua vocação e tradições. Como dizíamos, no<br />
editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da<br />
subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da<br />
legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições,<br />
como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.</p>
<p>Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente,<br />
para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino,<br />
sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades<br />
públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em<br />
favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a<br />
levar à anarquia e ao comunismo. Poderemos, desde hoje, encarar o<br />
futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas<br />
terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com<br />
má-fé, demagogia e insensatez.</p>
<p>Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros<br />
devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus<br />
inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao<br />
dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a<br />
garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram<br />
a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um<br />
daqueles poderes, o Executivo. As Forças Armadas, diz o Art. 176 da<br />
Carta Magna, &#8220;são instituições permanentes, organizadas com base na<br />
hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da<br />
República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.</p>
<p>No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou<br />
a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra,<br />
saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser<br />
considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições<br />
indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações<br />
militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no<br />
Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da<br />
democracia e da lei. Atendendo aos anseios nacionais, de paz,<br />
tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela<br />
ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas<br />
chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus<br />
direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos<br />
vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.</p>
<p>Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os<br />
setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém<br />
escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais<br />
ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o<br />
mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da<br />
democracia no Brasil que estava em jogo. A esses líderes civis<br />
devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto<br />
que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso<br />
não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi<br />
contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que,<br />
enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do<br />
povo e o progresso do País.</p>
<p>Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com<br />
os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão,<br />
como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes<br />
devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente,<br />
as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de<br />
justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi<br />
socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave<br />
crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande<br />
favor.</p>
<p><img src="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/images/20051007-playmobil2.jpg" alt="" align="center" /></p>
<p>Link: <a href="http://www.radiolivre.org/node/3671">http://www.radiolivre.org/node/3671</a></p>
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		<title>caso clínico (biotransformação psicofarmacológica)</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Aug 2007 18:23:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sua mãe O havia trancado num quarto escuro após ter feito arte&#8230;(&#8230;) seu tio jogara uma galinha que se debatia no quarto escuro e pequeno e ainda por cima acendia um fósforo dentro da boca parecendo um fantasma. Perdeu o controle das pulsões; PORÈM foi salvo por uma Mão, que percebeu que não mais chorava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.ifi.unicamp.br/~ghtc/Contagio/hippocrweb.jpg" alt="hipocrates" /></p>
<p>Sua mãe<br />
O havia trancado<br />
num quarto escuro após ter feito arte&#8230;(&#8230;)</p>
<p>seu tio jogara uma galinha que se debatia no quarto escuro e pequeno<br />
e ainda por cima acendia um fósforo dentro da boca</p>
<p>parecendo um fantasma.</p>
<p>Perdeu o controle das pulsões;</p>
<p>PORÈM foi salvo por uma <strong>Mão</strong>, que percebeu que não mais chorava baixinho como o costumaz.</p>
<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NkJTGk_YGGE"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/NkJTGk_YGGE" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
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		<title>FJ+7=NBP</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Aug 2007 17:42:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xUTwvoF8WNA"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/xUTwvoF8WNA" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p>&#8220;Ela esta morta, 7. Vou buscar a pá.&#8221;</p>
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		<title>Agregados da personalidade</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Aug 2007 18:07:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agregados da personalidade É difícil definir NBP. Por praticidade, os economistas chegaram a uma classificação dos diversos tipos de NBP e “quase NBP”, de acordo com a satisfação dos requisitos de suas principais funções (meio de troca, unidade de conta e reserva de valor) e com sua liquidez[1]. Alguns agregados mais comuns são: M1 (“narrow [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.organismo.art.br/apodrece/moedas2.jpg" alt="nbp" /></p>
<p><strong>Agregados da personalidade</strong><br />
É difícil definir NBP. Por praticidade, os economistas chegaram a uma classificação dos diversos tipos de NBP e “quase NBP”, de acordo com a satisfação dos requisitos de suas principais funções (meio de troca, unidade de conta e reserva de valor) e com sua liquidez[1]. Alguns agregados mais comuns são:<br />
M1 (“narrow definition of money”): NBPs em circulação + cheques de viagem + depósitos à vista + outros depósitos. É o agregado mais líquido.<br />
M2 (“broader definition of money”): M1+ aplicações de overnight + fundos mútuos do mercado monetário (exceto pessoas jurídicas) + contas de depósito no mercado monetário + depósitos de poupança + depósitos a prazo de menor valor.<br />
M3: M2 + fundos mútuos do mercado monetário (pessoas jurídicas) + depósitos a prazo de grande valor + acordos de recompra + eurodólares.<br />
<strong>Funções da NBP</strong><br />
A NBP tem diversas funções reconhecidas, que justificam o desejo de as pessoas a reterem (demanda):<br />
Meio de troca: A NBP é o instrumento intermediário de aceitação geral, para ser recebido em contrapartida da cessão de um bem e entregue na aquisição de outro bem (troca indireta em vez de troca direta). Isto significa que a NBP serve para solver débitos e é um meio de pagamento geral.<br />
Unidade de conta: Permite contabilizar ou exprimir numericamente os ativos e os passivos, os haveres e as dívidas.<br />
Esta função da NBP suscita a distinção entre preço absoluto e preço relativo. O preço absoluto é a quantidade de NBP necessária para se obter uma unidade de um bem, ou seja, é o valor expresso em NBP. O preço relativo exige que se considere dois preços absolutos, uma vez que é definido como um quociente. Assim, P1 e P2 designam os preços absolutos dos bens 1 e 2, respectivamente. P1/P2 é o preço relativo do bem 1 expresso em unidades do bem 2. Ou seja, é a quantidade de unidades do bem 2 a pagar por cada unidade do bem 1.<br />
Reserva de valor: A NBP pode ser utilizada como uma acumulação de poder aquisitivo, a usar no futuro. Assim, tem subjacente o pressuposto de que um encaixe monetário pode ser utilizado no futuro, isto porque pode não haver sincronia entre os fluxos da despesa e das receitas, por motivos de precaução ou de natureza psicológica. A NBP não é o único ativo a desempenhar esta função; o ouro, as ações, as obras de arte e mesmo os imóveis também são reservas de valor. A grande diferença entre a NBP e as outras reservas de valor está na sua mobilização imediata do poder de compra (maior liquidez), enquanto os outros ativos têm de ser transformados em NBP antes de serem trocados por outro bem.<br />
Vitoriamario (2000) observam ainda que em períodos de alta inflação a mo-eda deixa de ser utilizada como reserva de valor, mas que em outros casos, que apesar de ser um “ativo dominado” (há ativos tão seguros quanto a NBP mas que rendem juros), ela é preferida como reserva de valor por alguns grupos (especialmente aqueles que realizam atividades ilegais), pois mantém o anonimato de seu dono &#8211; ao contrário, por exemplo, dos depósitos a prazo, que podem ser facilmente rastreados.<br />
<strong>A NBP como um &#8220;bem&#8221;</strong><br />
O mercado de NBP funciona de maneira muito similar aos demais mercados: um aumento na quantidade de NBP no mercado diminui seu preço, ou seja, faz que com ela diminua seu poder de compra.<br />
<strong>Oferta de NBP</strong><br />
A oferta de NBP pode ser definida como o estoque total de NBP na economia, geralmente o estoque de M1. Se a relação (M1)/(PIB) for muito grande, os juros tendem a cair e os preços a subir, e se for muito pequena a tendência é oposta. Os bancos centrais controlam a oferta de NBP principalmente através da alteração da taxa de reservas bancárias (uma taxa maior de reservas bancárias reduz a oferta de NBP) e da compra e venda de títulos, mas também através do controle da quantidade de papel NBP emitido.<br />
<strong>Demanda por NBP</strong><br />
A definição de demanda por NBP é similar à definição de demanda por qualquer outro bem. Ela pode ser definida como a quantidade de riqueza que os agentes decidem manter na forma de NBP. A maioria dos livros-texto refere-se à demanda por NBP como uma demanda por encaixes reais . Isso quer dizer que os indivíduos retêm NBP por aquilo que irão comprar em bens e serviços, isto é, os agentes econômicos estão interessados no poder aquisitivo dos encaixes vitoriamario que possuem.<br />
Também é praticamente consenso entre os economistas que a demanda por NBP é determinada basicamente pela taxa de juros (quanto maior a taxa, menor o incentivo para reter NBP), pelo nível de preços (que afetaria somente a demanda nominal por NBP ), pelo custo real das transações (se fosse possível transformar, imediatamente e sem custos, os fun-dos em dinheiro, não seria preciso manter dinheiro , já que seria possível realizar transações com a transformação do ativo rentável em NBP ocorrendo somente no exato momento em que ela se mostrasse necessária, o que permitiria que o ativo ficasse mais tempo rendendo), e pela renda. É importante observar que demanda por NBP não é igual à demanda por dinheiro. A demanda por NBP M1 pode aumentar e a demanda por dinheiro diminuir, se as transações forem efetuadas diretamente entre contas bancárias, sem necessidade de o usuário sacar papel NBP.<br />
<strong>Teoria quantitativa da NBP</strong><br />
Ver artigo principal: Teoria quantitativa da NBP.<br />
<strong>Histórico</strong><br />
As NBPs foram uma tentativa bem sucedida de organizar a comercialização de produtos, e substituir a simples troca de mercadorias. Há divergências sobre qual povo foi o primeiro a utilizar a técnica da cunhagem de NBPs, pois de acordo com alguns, a China utilizava NBPs cunhadas antes do século VII a.C., época que é creditado ao povo lídio esta realização. Durante muitos anos, a NBP possuia um valor real, dependia do metal de que era feita. Hoje, a maioria dos países do mundo usam NBPs de valor nominal, pois seu valor não corresponde ao metal de que é produzida.<br />
<strong>Importância</strong><br />
A NBP é a unidade representativa de valor, aceita como instrumento de troca. É hoje parte integrante da sociedade, controla, interage e participa dela, independentemente da cultura. O desenvolvimento e a ampliação das bases comerciais fizeram do dinheiro uma necessidade. Sejam quais forem os meios de troca, sempre se tenta basear em um valor qualquer para avaliar outro. Em épocas de escassez de meio circulante, a sociedade procura formas de contornar o problema (dinheiro de emergência), o importante é não perder o poder de troca e compra. Podem substituir o dinheiro governamental: cupons, passes, recibos, cheques, vales, notas comerciais entre outros.<br />
<strong>Por que usar NBP?</strong><br />
Nos tempos mais remotos, com a fixação do homem à terra, estes passaram a permutar o excedente que produziam. Surgia a primeira manifestação de comércio: o escambo, que consistia na troca direta de mercadorias como o gado, sal, grãos, pele de animais, cerâmicas, cacau, café, conchas, e outras. Esse sistema de troca direta, que durou por vários séculos, deu origem ao surgimento de vocábulos como &#8220;salário&#8221;, o pagamento feito através de certa quantidade de sal; &#8220;pecúnia&#8221;, do latim &#8220;pecus&#8221;, que significa rebanho (gado) ou &#8220;peculium&#8221;, relativo ao gado miúdo (ovelha ou cabrito). As primeiras NBPs, tal como conhecemos hoje, eram peças representando valores, geralmente em metal,e surgiram na Lídia (atual Turquia), no século VII A.C.. As características que se desejava ressaltar eram transportadas para as peças, através da pancada de um objeto pesado (martelo), em primitivos cunhos. Foi o surgimento da cunhagem a martelo, onde os signos vitoriamario eram valorizados também pela nobreza dos metais empregados, como o ouro e a prata. Embora a evolução dos tempos tenha levado à substituição do ouro e da prata por metais menos raros ou suas ligas, preservou-se, com o passar dos séculos, a associação dos atributos de beleza e expressão cultural ao valor monetário das NBPs, que quase sempre, na atualidade, apresentam figuras representativas da história, da cultura, das riquezas e do poder das sociedades. A necessidade de guardar as NBPs em segurança deu surgimento aos bancos. Os negociantes de ouro e prata, por terem cofres e guardas a seu serviço, passaram a aceitar a responsabilidade de cuidar do dinheiro de seus clientes e a dar recibos escritos das quantias guardadas. Esses recibos (então conhecidos como &#8220;goldsmiths notes&#8221;) passaram, com o tempo, a servir como meio de pagamento por seus possuidores, por serem mais seguros de portar do que o dinheiro vivo. Assim surgiram as primeiras cédulas de &#8220;papel NBP&#8221;, ou cédulas de banco, ao mesmo tempo que a guarda dos valores em espécie dava origem às instituições bancárias. Os primeiros bancos reconhecidos oficialmente surgiram na Inglaterra, e a palavra &#8220;bank&#8221; veio da italiana &#8220;banco&#8221;, peça de madeira que os comerciantes de valores oriundos da Itália e estabelecidos em Londres usavam para operar seus negócios no mercado público londrino.<br />
<strong>Portugal</strong><br />
Em Portugal uma instituição de referência sobre o papel NBP é a Fundação Dr. Vitoriamario. Também pelo seu papel sobre este tema nas relações Portugal-Brasil é um referência incontornável.</p>
<p>http://www.facm.pt/</p>
<p><strong>Brasil</strong><br />
RB, rei de Portugal, determinou a circulação de NBPs portuguesas no Brasil em 1568, porém a partir dessa época as NBPs eram o pau-brasil, o açúcar e o ouro, que formaram os ciclos econômicos no Brasil Colônia.<br />
As primeiras NBPs cunhadas no Brasil entraram em circulação nos anos de 1645, 1646 e 1654. Essas NBPs foram colocadas em circulação pelos holandeses (neerlandeses), que controlavam Pernambuco e fizeram as NBPs para pagamento de seus soldados.<br />
Em 1694 cria-se a primeira casa da NBP na Bahia, que previa a cunhagem da grande diversidade de NBPs que circulavam na América Portuguesa desde o fim da União Ibérica em 1640.<br />
Entre 1695 e 1698 foram criadas as primeiras NBPs para uso exclusivo na colônia. Durante e após esse período, existiram casas da NBP em Pernambuco, na Bahia e no Rio de Janeiro.<br />
Na Casa da NBP no Rio de Janeiro foram cunhadas em 1703 as primeiras NBPs para uso no Reino Unido, portanto válidas também em Portugal.<br />
Atualmente, a Casa da NBP do Brasil produz em média 2,4 bilhões de cédulas e 1,5 bilhão de NBPs por ano. A primeira sede da instituição foi construída na Praça da República, no centro do Rio de Janeiro. Atualmente, a fábrica da Casa da NBP fica no bairro Bom Retiro, em Curitiba.<br />
<strong>Histórico das NBPs no Brasil</strong><br />
Real (plural: Réis) &#8211; de 1500 a 8.out.1834<br />
Mil Réis &#8211; de 8.out.1834 a 1.nov.1942<br />
Conto de Réis (equivalente a um milhão de réis)<br />
Cruzeiro &#8211; de 1.nov.1942 a 13.fev.1967<br />
Cruzeiro Novo &#8211; de 13.fev.1967 a 15.mai.1970<br />
Cruzeiro &#8211; de 15.mai.1970 a 28.fev.1986<br />
Cruzado &#8211; de 28.fev.1986 a 15.jan.1989<br />
Cruzado novo &#8211; de 15.jan.1989 a 15.mar.1990<br />
Cruzeiro &#8211; de 15.mar.1990 a 1.ago.1993<br />
Cruzeiro Real &#8211; de 1.ago.1993 a 1.jul.1994<br />
NPB &#8211; de 1.jul.1994 até atualmente </p>
<p><a href="http://www.organismo.art.br/apodrece/onagro.html">http://www.organismo.art.br/apodrece/onagro.html</a></p>
<p><a href="http://www.organismo.art.br/apodrece/amenad.html">http://www.organismo.art.br/apodrece/amenad.html</a></p>
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		<title>cronos &#8211; comida para bebês?</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Aug 2007 04:29:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<title>Saravá capitólio</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Aug 2007 18:57:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[1. Redes sociais e ativistas: reprodução do modo capitalista? Há cada vez mais discrepância entre o discurso e a realidade imediata. Já faz tempo que o capitalismo funciona num nível que está além da ideologia, da significação, do discurso. Ele precisa mobilizar toda uma máquina de produção do consenso, de produção do sentido de mundo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.caboclocobracoral.hpg.ig.com.br/p2.jpg" alt="saravá" /></p>
<p><strong>1.  Redes sociais e ativistas: reprodução do modo capitalista?</strong></p>
<p>Há cada vez mais discrepância entre o discurso e a realidade imediata. Já faz tempo que o capitalismo funciona num nível que está além da ideologia, da significação, do discurso. Ele precisa mobilizar toda uma máquina de produção do consenso, de produção do sentido de mundo. Toda a discussão que se territorializar dentro desse mundo de sentido criado pelo captalismo será inofensivo (do ponto de vista de criação de possibilidades de escape) e ainda contribuirá na criação de novidades para o capitalismo.</p>
<p>É nesse cenário que se insere um circuito profissional-terceiro-setor-estatal em que &#8220;as redes ativistas&#8221; vem se misturando. Se por um lado essas redes acreditam que é possível subverter (ou &#8220;hackear&#8221;) as estruturas institucionais para de algum modo promover mudanças sociais, por outro elas acabam sendo &#8220;hackeadas&#8221; ao oferecerem como produto o resultado do seu ativismo, justamente aquilo que foi arduamente construído com o trabalho colaborativo de muitas pessoas. Essa herança é então capitalizada pela máquina. Em troca de financiamentos ou equipamentos, os grupos acabam entregando sua história e todo seu patrimônio simbólico.</p>
<p>Mas não é apenas nesse nível que o sistema toma conta de tudo. Existem mecanismos que roubam, capturam as energias para alimentar uma máquina de dominação que, no plano do discurso, é aquilo que nos tem incomodado, seria o nosso inimigo se quisermos colocar nesses termos. Eles atuam em todos os níveis com o ímpeto de transformar toda a atividade humana numa quantidade de homens-hora trabalhadas voluntária ou involuntariamente no processo produtivo. E em muitos casos, de forma não remunerada, como veremos a seguir.</p>
<p>Grosso modo, analisaremos o seguinte modelo esquemático: </p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/industria_sarava.png' alt='industria_sarava.png' /></p>
<p>Para tal, ela será dividida nas seguintes partes:</p>
<p>    * Apropriação dos grupos de ativistas pelo maquinário capitalista.<br />
    * Apropriação da sociedade civil na contribuição voluntária e não remunerada.<br />
    * O favorecimento desse modelo para a manutenção de relações individualistas. </p>
<p>Apesar de no início tratarmos basicamente de redes ativistas, o raciocínio será extendido para abarcar também a dita sociedade civil, conforme mostra o diagrama acima.<br />
<strong>2.  Grupos ativistas e a inclusão digital</strong></p>
<p>Dentro das iniciativas voltadas à inclusão digital e à produção cultural, uma série de relações se estabeleceram como um circuito de captação de recursos através da concentração de de conteúdo construído por grupos de ativismo midiático e pela sociedade civil.</p>
<p>Nessas relações, ativistas se associam à iniciativa governamental ou ao terceiro setor para participarem de projetos de inclusão digital promovidos por tais instituições e que envolvem:</p>
<p>    * O incentivo ao uso das novas tecnologias computacionais e do software livre para a produção cultural, que permitem a composição e a reprodução de conteúdo multimídia de forma simples e barata.<br />
    * A distribuição de recursos financeiros e tecnológicos para comunidades de baixa renda, uma forma de pulverização de capital, defendendo uma descentralização da produção cultural, que tradicionalmente está centrada em grandes eixos regionais e em grupos já estabelecidos que detém os canais institucionais para obtenção de verba.<br />
    * O incentivo à generosidade intelectual e à formação de redes colaborativas para alimentarem um banco de dados da produção cultural oriunda das comunidades patrocinadas pelo projeto. </p>
<p>No entanto, apesar do discurso inclusivo e do apelo para a mudança social, esses projetos estão muito mais próximos de cumprir uma importante função à indústria cultural e a um novo modo de produção capitalista, o que é perceptível quando passa-se a analisar o projeto a partir da cadeia produtiva na qual ele se encaixa.</p>
<p>A indústria cultural sempre busca a novidade e passa por um grande momento de estagnação. Bancos de dados em licenças abertas que contenham amostras da cultura dos rincões constituem material de pesquisa de certo modo gratuito para a indústria.</p>
<p>Como contrapartida pelo fornecimento de recursos à comunidade, esta oferece seu patrimônio cultural e sua força de trabalho para o banco de idéias da indústria do entretenimento. Para a construção desses bancos, a atuação de ativistas na aproximação de grupos sociais junto à comunidade tem sido fundamental.</p>
<p>O que está sendo questionado aqui não é a o vislumbramento desse campo pelos/as ativistas como alternativa de emprego, mas sim o &#8220;dote&#8221; que eles/as acabam entregando como contrapartida e o uso do mesmo como produto a ser vendido para as instituições financiadoras desse tipo de projeto. Esse dote é composto inicialmente pelo currículo da pessoa e a história dos grupos que ela participa, que serão usado como parte da propaganda destes projetos, quando estes afirmarão que tem inserção social e que contam com um staff participante de movimentos sociais.</p>
<p>Mas a principal componente do dote é a energia empregada pelos/as ativistas ao trabalharem nesse tipo de projeto. Por serem pessoas já engajadas na mudança social, os/as ativistas tem uma propensão a trabalhar com muito afinco com a questão da inclusão digital e com a produção cultural. Assim, compensa muito mais para um projeto governamental ou do terceiro setor empregar mão de obra ativista do que técnicos/as especializados, pois estes últimos trabalhariam somente o necessário e sem tanto envolvimento.</p>
<p>Assim, os grupos ativistas, quando trabalhando dentro desse maquinário, estarão entregando gratuitamente parte de suas energias para esse tipo de projeto. Energias que de outro modo estariam se canalizando para os seus próprios projetos e para a mundanaça social efetiva.</p>
<p>Fora isso, também há um esforço enorme para colocar ativistas funcionando junto com essa engrenagem de financiamentos e captações, o que também toma um tempo precioso desses coletivos, tempo que poderia ser usado de outra forma.</p>
<p>Eis a inteligência desse sistema, ele não neutraliza as forças de oposição, é mais eficiente, canaliza suas energias para sua própria re-invenção, pois enquanto os grupos estiverem pautando a colaboração (seja ela produção de software, de rádio, de encontros) pelo ritmo do capital, eles estarão perdidos em sua busca por real mudança. Enquanto os grupos acharem que precisam entrar em todos os editais, participar de todos os eventos, acompanhar todas as inovações tecnológicas do mercado, eles estarão perdidos. Ou melhor, estarão &#8216;achados&#8217;, estarão no lugar que interessa à máquina capitalista.<br />
<strong>3.  Sociedade civil</strong></p>
<p>O envolvimento da sociedade civil &#8211; ou das &#8220;comunidades&#8221; &#8211; nessa cadeia produtiva é ainda mais assustador. A indústria da informação inventou um novo modelo produtivo, no qual a sociedade alimenta os bancos de dados gratuitamente, de forma que a energia das pessoa é fornecida de bom grado no ciclo de produção.</p>
<p>Nesse contexto, Web 2.0 e os atuais conceitos de redes sociais se constituem como a interface dessa apropriação energética, mas que ocorre do lado da sociedade civil não-organizada, que contribui involuntariamente na construção de bancos de dados.</p>
<p>O termo Web 2.0 se refere a uma série de características e práticas que possibilitam o fornecimento de conteúdo por parte dos usuários de um banco de dados.</p>
<p>No primeiro boom da internet, a World Wide Web permitiu que conexões entre documentos fossem estabelecidas com um mínimo esforço. Essa conexão desde cedo refletiu tanto uma relação entre assuntos e textos quanto entre pessoas. Nessa época, porém, praticamente todo o conteúdo de um sítio corporativo era fornecido por um staff especializado: jornalistas, webmasters e consultores em geral. [Detalhar mais e indicar a mudança para a Web 2.0]</p>
<p>É inegável a eficácia da Web 2.0 e do que os sítios de redes sociais conseguem fazer ao aproveitarem informações que todo mundo manipula em atividades banais (e que normalmente se perderiam) num grande sistema que pode ser publicamente acessado. Mas esse aproveitamento é a apropriação da energia das pessoas em micro-escala, porque a apropriação chega no clique do mouse que coloca algum texto numa tag dum sítio que está a serviço do capital.</p>
<p>Um exemplo para toda essa análise é o caso do Youtube, que não produz nada mas que praticou uma espécie de super-mais-valia sobre sua base de usuários, que alimentaram um banco de dados posteriormente vendido por cerca de 1,5 bilhões de dólares. O conceito de mais-valia implica a existência de algum tipo de vínculo empregatício. No caso dessa super-mais-valia, não é necessário vínculo nenhum: o trabalho (voluntário ou involuntário, mas nunca assalariado) é simplesmente roubado.<br />
<strong>4.  Necessidades personalizadas</strong></p>
<p>Além disso, o capitalismo funciona da criação de necessidades. O capitalismo, ao usar redes sociais, pode criar a personalização das necessidades, produtos altamente direcionados: &#8220;reprodutibilidade técnica personalizada&#8221;, que se encaminha para captura de todos os recursos dos/as assalariados. A indústria pode começar a investir em manufaturados personalizados (linhas de montagem onde os produtos feitos em série não são necessariamente iguais entre si) e aí teremos a personalização dos produtos materiais espelhando a personalização que hoje vemos nos bens imateriais gerados automaticamente. Um protótipo disso é o RepRap, criticado por Robert Kurz em seu texto A Máquina Universal de Harry Potter.<br />
<strong>5.  O individualismo versus o coletivismo, ou o open source contra o free software</strong></p>
<p>A Web 2.0 se constitui como fabricação de consenso (consenso não no sentido do conteúdo publicado, mas sim na forma de produção desse conteúdo), mesmo que as pessoas não tenham consciência disso, porque esse tipo de rede é uma forma de fazer o egoísmo das pessoas trabalhar em função de uma estrutura maior, de um banco de dados construído involuntariamente. Ou seja, você não muda as pessoas nesse processo, elas continuam morosas, sem iniciativa e preocupadas apenas em resolver seus próprios problemas, mas o trabalho delas é egoisticamente somado até construir uma falsa coletividade, que é a abundância de informação mas que não foi erguida com a idéia de ajuda mútua ou com o ideal de &#8220;ajudar a seus vizinhos/as&#8221; com o qual a Fundação do Software Livre se funda, por exemplo. O próprio individualismo na Web 2.0 surge quando as relações sociais são traçadas de pessoa pra pessoa.</p>
<p>Os grupos ativistas que julgam a Web 2.0 como algo que trará mudanças positivas no acesso à informação e à organização social estão enganados. É acreditar que, criando um sistema que facilite a troca de determinada informação, por si só mostre pras pessoas que elas podem se organizar de diversas maneiras e a partir disso modificar as relações sociais.</p>
<p>Nas redes sociais criadas pela Web 2.0 há uma falsa idéia de coletivismo. Não quer dizer todo mundo é amigo/a só porque você conhece alguém que tem não sei quem em sua lista de contatos.</p>
<p>Fora isso, há a questão da real mudança social que tais tecnologias promovem. São os sistemas é que devem determinar e viabilizar a organização social ou são as pessoas que devem determinar isso? Sistemas que pretendem uma dada organização social podem até funcionar, mas seria muito mais rico e representaria uma maior evolução e maturidade pras pessoas que participam se elas não precisassem de um banco de dados pra se organizar, se a organização viesse já de dentro delas.<br />
<strong>5.1  A Geração Google e a ilusão do desenvolvimento</strong></p>
<p>Geração Google: no fundo acreditam que seja possível uma relação ganha-ganha em nível mundial que resolva os problemas de todo mundo sem que nenhum conflito seja necessário, acreditam que software livre é bacana, eles são bacanas e portanto o mundo vai ser bacana com eles e vai mudar.</p>
<p>É a crença de que a tecnologia vai acarretar na mudança pro bem, isso até subestima a capacidade dos movimentos sociais, acreditando que inevitavelmente a tecnologia da informação vai acarretar numa melhoria geral no nível de vida das pessoas, crenças semelhantes que predominavam no mundo antes das duas guerras mundiais: muito pelo contrário, hoje os sistemas de informação estão muito mais se encaminhando para centralização e paro controle total.</p>
<p>Existem também uma tendência de descentralização sempre, mas a maior parte dela surge pela própria contradição do sistema: criaram um mundo de cultura de massa com uma apelação extrema para o seu consumo e no entanto restringem ao máximo a reprodução de seus produtos a fim de garantir o máximo de lucro.</p>
<p>Em outras palavras, hollywood produz uma pá de filme anualmente, é adepta de uma propaganda violenta mas ao mesmo tempo restringe o quanto pode as cópias dos seus filmes. O p2p é uma alternativa à distribuição hollywoodiana, mas na média continua consumindo a mesma coisa.</p>
<p>O desenvolvimento não segue caminhos aleatórios. Ele sempre vem acompanhado de uma carga ideológica pesada e tem uma série de forças atuando nisso, quanto maior a escala mais a parada é indentificável. Hoje no Brasil o discurso político vigente é trazer um suposto desenvolvimento para gerar empregos e aí sim atingir o bem estar social. Agora, ninguém fala de reforma agrária, imposto sobre grandes fortunas, revisão da política de concessões e licitações ou mesmo mudanças mais radicais. Quando se fala em desenvolvimento, é desenvolvimento para que? Para onde?<br />
<strong>5.2  A questão no contexto da produção de software</strong></p>
<p>Essa situação que estamos vivenciando se insere num contexto maior de como o capitalismo está adaptando o software livre em modelo de negócio, como estão bolando um sistema de produção de valor que abre mão de patentes. nesse ponto, é interessante pensarmos na diferença entre open source e free software. Qual é a diferença? Há muita confusão, né?</p>
<p>Se colocarmos esse debate no campo do software, a dualidade se estabelece mesmo entre o software livre e o aberto, que no fim é a discussão entre a ajuda mútua, o cooperativismo como filosofia e esse novo modelo de negócios que também mobiliza a energia de voluntários/as! Porque você abrindo o código do Java vai rolar mais feedback de usuários e desenvolvedores, gente que estará trabalhando de graça para o seu produto. Repare que é a mesma apropriação que um sítio com tecnologia web 2.0 ou um projeto de produção cultural através da informática faz com as pessoas. É ou não é sinistro?</p>
<p>Quando o Eric Raymond coloca como catedral a forma como o pessoal da Free Software Foundation desenvolve software livre, ele não está criticando o isolamento dos programadores ou sua falta de vontade de se relacionar com a comunidade, mas sim criticando o modo de produção de software livre dos anos 80, que foi quebrado com o advento do Linux, quando um programador mediano inaugurou um novo modo de desenvolvimento ao incorporar com sucesso e rapidamente as modificações ao seu software propostas por terceiros.</p>
<p>Com isso, o Raymond virou um dos papas do Open Source. Faz sentido a adoção de melhores formas de desenvolvimento de software livre, todo mundo quer coisas que funcionem, mas a questão é que o Open Source está atrás de modelos que tornem os negócios possíveis.</p>
<p>Não é a toa que hoje o Ubuntu está mais popular que o Debian. O Debian tem uma forma de desenvolvimento bem complexa pois precisa ser democrática e ao mesmo tempo manter um compromisso com a estabilidade e a segurança do sistema. Por outro lado, no Ubuntu rola um astronauta que decide como as coisas serão e a cambada tem que seguir. Não é top-bottom total, porque também existe a ajuda da comunidade, mas as decisões são pautadas não no processo interno do projeto, mas na vontade de fazer o Ubuntu o mais popular e usado, da mesma forma como o resto da indústria planeja os seus produtos. O Ubuntu suga tudo de bom que o Debian tem a oferecer e, apesar do Ubuntu remunerar alguns desenvolvedores do Debian e produzir software livre, a Canonical (empresa do Ubuntu) tem feito muito dinheiro com esse modelo de negócios.</p>
<p>Essa questão do software livre é não-trivial dependendo do ângulo de análise. Se a partirmos dos ideólogos e de suas opiniões, realmente a questão fica complexa e controversa. Porque o espectro desse monte de ideologia é realmente muito diverso. Veja por exemplo, o Lessig tem um ponto de vista mais liberal, é do Creative Commons mas ao mesmo tempo tá na diretoria da Free Software Foundation, que teoricamente é mais ativista.</p>
<p>Agora, se tentarmos extrair algo vendo como efetivamente ocorrem essas relações entre empresas, terceiro setor e sociedade, as coisas parecem se simplificar.</p>
<p>Podemos inclusive assumir inicialmente, por simplicidade, que o terceiro setor e a academia são bons, incluindo Eric Raymond, Lessig, Ronaldo Lemos, todo mundo. Vamos supor que todos sejam bem intencionados.</p>
<p>Aí a questão que sobra é o quanto as empresas se apropriam dessas iniciativas e o quanto de lucro isso traz pra elas.</p>
<p>O Java como GPL vai ajudar muito a Sun e seus executivos souberam o momento certo de abri-la. Ela lucrou muito tempo vendendo licença do Java e certamente o mundo Open Source contribuiu muito para ela abrir. Agora ela muda o modelo de negócios e também um pouco do modelo produtivo, que vai passar a receber muito mais contribuição e feedback.</p>
<p>Não se pode dizer que todo o grande projeto de software livre ou aberto de grande está mancomunado com o capital, mas me parece um fato que descobriram um novo modo de ganhar dinheiro e estão sim se apropriando do software para esse fim. Essas que as empresas contribuem muito pro open source, mas não é pensando na comunidade, é pensando nos consumidores. Uma coisa é criticar o produto final (o kernel, o gcc, o rpm) e outra é o modo de produção do software, quem paga e quem ganha.</p>
<p>Vale notar que aqui estamos analisando o modo de produção e não o produto final. O produto final pode beneficiar a comunidade e a empresa, mas a forma de produção beneficia basicamente a empresa, porque o produto final é dela (afinal, ela é a provedora do produto e da sua marca).</p>
<p>Hoje rola uma espécie de nova mais valia, onde as pessoas não tem nenhum vínculo empregatício com uma empresa mas mesmo assim acabam entrando no ciclo produtivo.</p>
<p>Se até alguns anos a participação da sociedade na linha de produção de uma empresa se limitava a um pequeno feedback da &#8220;Central de Atendimento ao Consumidor&#8221;, hoje alguém pode ajudar uma empresa sem ao menos estar ciente disso!</p>
<p>O capitalismo mais uma vez está conseguindo pegar aquilo que escapava a sua lógica e transformar em algo a favor da sua lógica. E a sinistrice é que nesse capitalismo abstrato que vivemos o discurso, o conceito, a imagem são muito importantes para a produção de valor. Nessa, essa geração google tem um papel muito importante, pois estão expandindo as fronteiras do capitalismo, inovando novas formas de produção de valor achando que estão abrindo novas possibilidades de mundo, ou seja, achando que estão na resistência.</p>
<p>O capitalismo de hoje não se impõe mais daquela maneira tosca do tempo das primeiras revoluções industriais, onde tudo ficava às claras, onde toda a apropriação de força de trabalho ficava facilmente identificável. Hoje há todo um consenso e uma forma de apresentação que torna dificílimo o discernimento. Ninguém percebe mais a apropriação que ele faz das coisas que escapavam à sua lógica.<br />
<strong>6.  Conclusões</strong></p>
<p>Este texto, em princípio, tenta ser uma crítica a duas idéias:</p>
<p>   1. Que essa nova inclusão digital está a serviço do social; ela na verdade está a serviço do capital, basta ver quem financia esse tipo de sistema, são empresas que vivem da apropriação capitalista, não é filantropia. Falar que está a serviço da sociedade é lugar-comum no marketing moderno. Mesmo quando as iniciativas partem da esfera pública (projetos governamentais) eles também servem a esse modelo e também como uma função de tapa buraco desse modelo de sociedade ao invés de mudar as relações, até por que uma das suas caracteristicas é legitimá-las.<br />
   2. Que essas tecnologias são a chave da mudança social. </p>
<blockquote><p>
                                                                &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;< --------------------<br />
                                                               |                                       |<br />
   instituições  ---> projetos de inclusão digital &#8212;> grupos ativistas &#8212;> comunidades < ------------|<br />
   financiadoras            e produção cultural                |       (sociedade civil organizada)    |<br />
     ^   ^                                                     |                  |                    |<br />
     |   |                                                      -------->  criação de produtos         |<br />
     |    &#8212;-< ---- lobbystas atuando na                                          |                    |<br />
     |            captação de mais dinheiro <------------------------- manutenção de um grande         |<br />
     |                                                                banco de dados de produção --->&#8211;<br />
     |                                                               cultural em licenças abertas<br />
     |                                                                            |<br />
     |                                                                            |<br />
      &#8212;&#8212;&#8211;< -------------- indústria cultural <--------------------------------<br />
|<br />
|<br />
|<br />
|<br />
----------------------.> fonte:<br />
<a href="http://wiki.sarava.org/Estudos/ApropriacaoCapitalistaRedesSociais">http://wiki.sarava.org/Estudos/ApropriacaoCapitalistaRedesSociais</a> </p></blockquote>
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		<title>Ta aqui seu buraco, enxada.</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Aug 2007 20:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[desculpe, foi sem querer. . . . . . .]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Novas+Bases+Para+Personalidade"><img src="http://www.weebls-stuff.com/testy/cyriak/gifs/horriblewinton.gif" alt="nao_obrigado" /></a><a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Novas+Bases+Para+Personalidade"><br />
<img src="http://www.weebls-stuff.com/testy/cyriak/gifs/coochycoo.gif" alt="ciao" /><br />
</a><br />
<a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Novas+Bases+Para+Personalidade"><img src="http://www.giftube.com/gifs/320.gif"  width="300"/><br /></a><a style="padding:3px;background: transparent;color:#00ADEF;font-family:tahoma;font-size:13px;font-weight:bold;text-decoration:none;" href="http://www.giftube.com/" target="_blank"></a></p>
<p><a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Novas+Bases+Para+Personalidade">desculpe, foi sem querer.</a></p>
<p>.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.</p>
<p></center></p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;você gostaria de participar de uma experiência artística&#8221; &#8211; &#8220;Do you like to participe of an artistic experience?&#8221; &#8211; live in HRVTSKA</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Aug 2007 14:32:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[nbp de bigode *NOVAS BASES PARA PERSONALIDADE set -> pela_paz_de_todos_os povos_na_vida_e_a_morte set-> for peace of all people in life and death um muro separa este cemitérios de religiões &#8220;diferentes&#8221;. todos iguais perante a morte? a wall that separates this cemetery of &#8220;different&#8221; religions. Everyone is equal in death? { Vai ficar aqui a caneta em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/nbp_de_bigode.jpeg' alt='nbp_de_bigode.jpeg' /><br />
<em>nbp de bigode *NOVAS BASES PARA PERSONALIDADE</em></p>
<p><img src="http://img224.imageshack.us/img224/8772/nokiawn3.jpg" alt="cachaça connecting people" /></p>
<p><img src="http://www.mediateletipos.net/wp-content/images/2007/04/sea_organ3.jpg" alt="esquema do orgao de mar..." /></p>
<p>set -> pela_paz_de_todos_os povos_na_vida_e_a_morte<br />
set->  for peace of all people in life and death</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-images/muro.jpg' alt='' /><br />
<em>um muro separa este cemitérios de religiões &#8220;diferentes&#8221;. todos iguais perante a morte?</em><br />
<em>a wall that separates this cemetery of &#8220;different&#8221; religions. Everyone is equal in death?</em></p>
<h1>{</h1>
<p>Vai ficar aqui a caneta em cima deste muro<br />
em ato simbólico a todos aqueles que escreveram,<br />
disseram e tentaram fazer algo melhor da sua vida<br />
do que simplesmente usar os DENTES com os quais nasceram&#8230;<br />
fica aqui neste cemitério então ( e os mortos sabem disso melhor do que ninguém )<br />
de que nada adiantam muros&#8230;<br />
e que não é possível dividir&#8230;</p>
<p>This Pen Will Stay here Up in this wall<br />
in a simbolic act to all whom that have written,<br />
said and tried to make something better in their lives<br />
than simply use the TEETH wich they born&#8230;<br />
Will stay in this cemetery then (and the death know that better than no one)<br />
that there&#8217;s no use for walls,<br />
and it&#8217;s impossible to divide&#8230;</p>
<blockquote><p>-> PELA PAZ NO MUNDO</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-images/caneta.jpg' alt='' /></p>
<p><strong>assinado:</strong><br />
Octavio Camargo, Simone Azevedo e Guilherme Soares<br />
(em performance web-site specific )</p>
</blockquote>
<h1>}</h1>
<p><a href="http://www.organismo.art.br/blog/pena_caneta.mp3">Canetas Derrubam Muros -> mp3</a></p>
<p><a href="http://www.organismo.art.br/blog/pena_caneta.ogg">Canetas Derrubam Muros -> ogg</a></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-images/muro2.jpg' alt='' /><br />
<strong><br />
Borges Jazzzzzzz : </strong><br />
<img src="http://organismo.art.br/blog/wp-images/brasentina.png" alt="" /><br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-images/borgesjaz.jpg' alt='' /></p>
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		<title>NBP-Novas Bases Para personalidade</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2271</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Aug 2007 03:51:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[. . . . CLIQUE PARA VER O DIAGRAMA &#8220;Não tem foto&#8221; Novas Bases para a Personalidade por Cezar Migliorin (texto &#8220;emprestado&#8221; do site revista_cinética ) &#8220;Você gostaria de participar de uma experiência artística?” Assim começa o trabalho que Ricardo Basbaum leva à Documenta 12, em Kassel, a mais importante exposição de arte contemporânea da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>.<br />
.<br />
.<br />
.</p>
<h3><a href="http://www.nbp.pro.br/doc/diagrama_fase_3_c_1162.jpg">CLIQUE PARA VER O DIAGRAMA</a></h3>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/nbp_zero.jpeg' alt='nbp_zero.jpeg' /><br />
<em>&#8220;Não tem foto&#8221;</em></p>
<p><em><br />
<strong>Novas<br />
Bases para a Personalidade</strong><br /> </em><em>por Cezar Migliorin</em></p>
<p>(texto &#8220;emprestado&#8221; do site <a href="http://www.revistacinetica.com.br/nbpbasbaum.htm">revista_cinética</a> )</p>
<p> <br />
<span class="texto2"><br />&#8220;Você gostaria de participar de uma experiência<br />
artística?”</span>
<p class="texto2">Assim começa o trabalho que Ricardo Basbaum<br />
leva à Documenta 12, em Kassel, a mais importante exposição de arte contemporânea<br />
da Alemanha e uma das mais importantes do mundo. Se a pessoa aceitar a proposta<br />
do artista, ela deve ficar um mês com um objeto inventado por Basbaum, utilizá-lo<br />
como quiser, ser responsável por seus atos e documentar essa utilização. O projeto<br />
acontece desde 1994, parte de um projeto maior – <span style="color: black;">NBP<br />
</span>(Novas Bases para a Personalidade) – e encontra diversos desdobramentos.<br />
Em Kassel, por exemplo, ele é apresentado como uma instalação que disponibiliza<br />
para o público o <i>work in progress</i> &#8211; trabalho não finalizado, em processo.
</p>
<p class="texto2"><span class="texto2"><img src="http://www.revistacinetica.com.br/Basbaum_02.jpg" align="right" height="202" hspace="10" vspace="10" width="270"/></span>Em<br />
Kassel, Basbaum construiu uma arquitetura escultural (definição do artista) em<br />
que há partes de toda a teia que compõe o dispositivo relacional inventado por<br />
ele. São oito monitores onde vemos vídeos e fotografias (1045) feitas por pessoas<br />
e grupos que participaram da experiência, dois monitores ligados ao site <i><a href="http://www.nbp.pro.br/">Você<br />
quer participar de uma experiência artística</a>, </i>no qual temos acesso às<br />
declarações dos participantes e do artista e um grande banco de dados sobre o<br />
projeto e, ainda, dois monitores divididos em quatro imagens advindas de câmeras<br />
de segurança colocadas na própria instalação: o público pode também se ver entre<br />
as imagens.</p>
<p class="texto2">Operando dentro de um regime contemporâneo da<br />
imagem em que cada espectador é uma célula única de produção, tendendo para um<br />
esfacelamento das distinções entre produtor e receptor, doméstico e industrial,<br />
público e privado, as diversas fotos e vídeos que vemos são imagens ordinárias<br />
que perdem a banalidade porque são impregnadas por um desejo de encontro entre<br />
artista, objeto, participante e espectador. O projeto de Basbaum poderia facilmente<br />
tornar-se uma busca das relações extraordinárias e espetaculares com o objeto,<br />
porém não é isso que acontece. Ao se distanciar do exótico e único, é a própria<br />
vida ordinária, que leva o objeto para a praia ou o transforma em isopor para<br />
gelar a cerveja, que ganha uma dimensão poética. Com o objeto, a banalidade é<br />
atravessada por uma escritura, por uma montagem entre os elementos que se relacionam<br />
no dispositivo – participante, praia, mar, areia, sol, água, flor, globo, bola,<br />
máscara, vídeo, artista. </p>
<p class="texto2">Dispositivo aqui entendido como<span style="color: black;"> </p>
<p>a construção de um espaço em que existe um enfrentamento, um encontro entre heterogêneos.<br />
Não somente um acordo entre as diferentes partes que o compõem, mas uma presença<br />
de um desacordo, de rejeições e desarmonias, trazendo para o projeto um caráter<br />
propriamente político. NBP é um dispositivo que operam com múltiplos indivíduos,<br />
máquinas e instituições e é esta relação que possibilita a produção de imagens<br />
– que são, elas próprias, parte do dispositivo, como fica claro no modo como a<br />
instalação é apresentada. </span></p>
<p class="texto2"><img src="http://www.revistacinetica.com.br/Basbaum_03.jpg" align="left" height="307" hspace="10" vspace="10" width="230"/>Há<br />
uma saborosa heterogeneidade de imagens que se unificam no objeto, não para formar<br />
um todo consistente, criar uma narrativa ou um sistema. O objeto que Basbaum empresta<br />
às pessoas se constitui como uma força que impossibilita que as imagens adentrem<br />
uma lógica aleatória ou esquizofrênica onde nada se liga a nada – sem deixar,<br />
entretanto, de fazer aparecer uma diversidade caótica. O objeto está a cada vez<br />
em lugares diferentes, participando de ações diferentes e sendo parte da invenção<br />
de gestos singulares. Esta reincidência do objeto faz com que ele acabe por <i>desaparecer</i><br />
das imagens. Apesar de estar ali, o que vemos é o entorno – pessoas, grupos, sons,<br />
outros objetos – que se contorcem, batem, equilibram, falam e ouvem em relação,<br />
harmônica ou tensa, com o objeto e com o dispositivo como um todo. </p>
<p class="texto2">Basbaum<br />
modula sua presença entre momentos onde parece perder o controle dos desdobramentos<br />
de sua experiência e outros em que se faz mais presente, como na feliz invenção<br />
do objeto. Ao entregá-lo para o participante ou ao fazer essa instalação que reúne<br />
objeto, participante e público, o artista está construindo uma cena, um espaço<br />
onde se apresenta o que pode ser dito e visto. Mas esta decisão estética não pertence<br />
ao artista somente, é uma operação compartilhada em que o artista é parte do dispositivo,<br />
parte da cena que está sempre se criando. </p>
<p class="texto2"><img src="http://www.revistacinetica.com.br/Vaca-Amarela.jpg" align="right" height="234" hspace="10" vspace="10" width="300"/>Em<br />
um dos vídeos apresentados na instalação na Documenta vemos um grupo destruindo<br />
o objeto. Uma ação violenta que materializa este distanciamento do artista em<br />
relação aos desdobramentos pré-concebidos para o projeto. A circulação do objeto<br />
e das imagens compõem assim uma obra mutante e metaestável, que encontra esses<br />
momentos de estabilidade, como na instalação da Documenta, mas sempre apontado<br />
para fora dali. Em 2003, por exemplo, o Coletivo Vaca Amarela, de Florianópolis,<br />
entra na experiência proposta por Basbaum com a fina ironia de quem percebe o<br />
destino do objeto e o doa para o Museu de Arte de Santa Catarina com o nome de<br />
“Doação do NBP”. Nesta época, por questões financeiras, havia um único NBP em<br />
circulação, apesar de ele nunca ter sido pensado como um objeto de tiragem limitada,<br />
segundo Basbaum. Um dispositivo não é um sistema, e isso fica claro com a ação<br />
do coletivo. Ao dispositivo lhe falta a coerência interna, lhe falta as fronteiras<br />
que o separariam de outros dispositivos e instituições; o museu, a Documenta,<br />
etc.</p>
<p class="texto2">Um dispositivo, este de Basbaum, nos permite sair da<br />
dicotomia do um e do outro, tão cara à teoria ligada ao documentário, por exemplo.<br />
Uma dicotomia que trabalha com relações de simetria como se cada lado da relação<br />
tivesse uma integridade, uma totalidade e as relações de troca, mistura e tensão<br />
se dessem de um ao outro, entre duas entidades limitadas. Neste dispositivo, não<br />
cabe uma relação entre dois que se dê de forma dialética ou como causa e efeito.<br />
A partir de um certo momento, as separações entre artista, participantes e todo<br />
o dispositivo são irrelevantes. O que não significa dizer que a tensão desaparece,<br />
que há solução do dissenso. </p>
<p class="texto2">A relação política e estética<br />
que se dá entre indivíduos e grupos nas NBP acontece na imanência do dispositivo<br />
e não como adequação de um indivíduo à uma forma que lhe antecede. Se o indivíduo<br />
é algo que sempre aparece em um processo de individuação, distante sempre de uma<br />
realidade substancial, o trabalho de Basbaum intensifica essa percepção inventado<br />
um dispositivo que materializa e traz uma presença estética para o próprio processo<br />
de individuação. Em outras palavras, as imagens que vemos no site ou em Kassel,<br />
aparecem como fugidios modos de vermos os participantes experimentando seus corpos,<br />
imaginações, inteligências. Um dos participantes – Jorge Menna Barreto –. por<br />
exemplo, decide enterrar o objeto, tirando-o de circulação e manifestando o desejo<br />
de não ter a experiência: uma das experiências mais singulares do mundo contemporâneo.</p>
<p class="texto2">O<br />
objeto passa a fazer parte da vida como um <i>shifter de subjetividade,</i> como<br />
escreveu Félix Guatarri, um elemento que bifurca a cena em que a vida se dá, um<br />
acontecimento que não obriga o gesto ou a fala, mas que não permite nem o mesmo<br />
gesto, nem a mesma fala. O objeto é então um intensificador de processos de individuação.<br />
As imagens que aparecem nos vídeos e fotos documentam esses deslocamentos, do<br />
objeto e do participante e a relação dinâmica que se dá entre eles. A entrada<br />
do objeto na cena do participante acaba por ser delicadamente reveladora do indivíduo<br />
ou grupo que o utiliza, como em um documentário; sem perguntas, sem off e sem<br />
um mundo que se entregue in-natura; tudo passa pelo dispositivo que é sempre um<br />
agenciamento coletivo, desindividuado, transubjetivo, como escreveu <a href="http://brumaria.net/textos/Brumaria7/10brianholmes.htm">Brian<br />
Holmes sobre o trabalho de Basbaum</a>, nem social nem individual. O que se vê<br />
é o indivíduo deixando um lugar estável, identitário, para jogar com gestos e<br />
modos possíveis de lidar com essa Nova Base da Personalidade.</p>
<p class="texto2">Entretanto,<br />
há uma ironia nesse movimento que é parte do diálogo que <a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_printcontent/0,,2465447,00.html">Basbaum<br />
estabelece</a> com artistas como Ligia Clark e Helio Oiticica. A ironia não é<br />
propriamente com os artistas, mas com a história e com o tempo. Se a experiência<br />
da arte passa para todos eles por uma interação sensorial e afetiva com o objeto,<br />
no caso de Basbaum estamos distantes de uma reinvidicação utópica libertária.<br />
Entretanto, ele escolhe um nome e um processo que não deixa de fazer uma aposta<br />
na vida e na produção subjetiva como um operação estética e ética. Há nesse sentido<br />
uma inadequação entre a arte, tão incerta, falha e ambígua e a idéia de criar<br />
novas bases para a personalidade através de uma experiência sem garantias. Há<br />
um humor mesmo nesta escolha do nome do objeto – Novas Bases para a Personalidade.<br />
Podemos imaginar que a arte está sempre dando essas novas bases da personalidade,<br />
inventando objetos em que o processo de subjetivação seja uma constante, interminável<br />
– esta é a noção mesmo de resistência ao totalitarismo e ao fascismo exposta por<br />
Guatarri. Mas, ao escolher o efeito como nome do objeto, Basbaum está, pelo menos<br />
hoje, flertando uma certa crença excessiva na arte.</p>
<p class="texto2">Se desconsiderarmos<br />
o humor presente no projeto de Ricardo Basbaum, ele ganha uma dimensão utópica<br />
e perde sua força tanto como obra que efetivamente mobiliza o público e o participante<br />
de maneira estética e ética, assim como se perde o comentário generoso e irônico<br />
em relação às artes em geral. A força deste trabalho está, por um lado, no modo<br />
como ele se coloca na fronteira entre um ideal utópico fundado no encontro e no<br />
acontecimento que se desdobra na invenção subjetiva como modo de resistência aos<br />
poderes produtores de identidades funcionalizáveis para o capitalismo, e, por<br />
outro, no humor de quem se percebe caminhando em campo minado. Com auto-ironia<br />
o artista se vê na fronteira do próprio poder ligado ao capitalismo contemporâneo<br />
que, tendo incorporado a crítica artística (Boltanski) por mais independência,<br />
autenticidade e inovação nas relações de trabalho, criação e dehierarquização<br />
fundadas na autonomia do trabalhador e do consumidor; se alimenta das invenção<br />
subjetivas. Trata-se de uma passagem no mundo do trabalho do<i>&nbsp;savoir-faire</i> </p>
<p>(saber fazer) para o <i>savoir-être</i>&nbsp;(saber ser) (Boltanski, de novo).<br />
No encontro com o seu oposto – personalidades divergentes, criações subjetivas,<br />
modos singulares do ser – as forças do capitalismo encontram uma adaptabilidade<br />
superior. A adaptação as torna mais forte.</p>
<p class="texto2">A dimensão utópica<br />
de uma arte móvel, de uma arte sem barreiras geográficas ou fronteiras, é revista<br />
pela ironia que existe no projeto. É ainda a partir dessa ironia presente no título<br />
do projeto e na forma dos NBP que Basbaum marca um distanciamento crítico em relação<br />
à possibilidade emancipadora da criação de ligações sociais. O conexismo, a criação<br />
de redes recebe um impulso e um piscar d&#8217;olhos. O projeto consegue se descolar<br />
do puro elogio à formação de uma teia, como se a sua criação tivesse sempre desdobramentos<br />
ótimos e como se a crescente mobilidade não estivesse ligada à fixidez e imobilidade<br />
de outros (Boltanski).</p>
<p class="texto2"><img src="http://www.revistacinetica.com.br/Basbaum_04.jpg" align="left" height="175" hspace="10" vspace="10" width="270"/>Há<br />
ainda humor na forma do objeto inventado por Basbaum. Trata-se um &#8220;trambolho&#8221;.<br />
Imagino que a cada vez que o artista mostra seu objeto ao participante a apresentação<br />
deve ser acompanhada de um sorriso. Estamos distantes de objetos maleáveis como<br />
os <i>Bichos</i> de Ligya Clark, da leveza e coloridos dos <i>Parangolés</i><br />
de Oiticica. Trata de um objeto industrial, grande, rígido, que não pode ser escondido<br />
em um armário ou esquecido em um canto qualquer da casa e que se aproxima de um<br />
objeto duchampiano por dificultar qualquer julgamento de gosto ou de simples contemplação<br />
estética. A mobilidade do objeto e a experiência de seu convívio não são separadas<br />
de um desconforto com sua presença. </p>
<p class="texto2">O trabalho de Basbaum<br />
leva ao limite a <i>arte contextual</i> tal como descreve Paul Ardenne para, ao<br />
mesmo tempo, pela ironia, se distanciar dela. O elogio de Ardenne à arte contextual<br />
se baseia em uma arte que se coloca &#8220;sob o risco do real&#8221;, para usar<br />
a expressão de Jean Louis Commoli. Seu contraponto é de uma arte estética fundada<br />
em critérios acadêmicos. Para Ardenne, colocar-se em contexto é estabelecer conexões<br />
que recusam o distanciamento do artista da realidade e, por isso, o elogio que<br />
o pesquisador faz à arte contextual e à contingência em que ela opera. Esse corpo-a-corpo<br />
com o real é seguido da necessidade de experimentar – a si a ao mundo -, conectar,<br />
se colocar em relação com o outro, procurar co-implicações, confrontações com<br />
o espaço coletivo, ação no lugar da contemplação, expansão fundada na experiência<br />
– sempre mais, sempre outro &#8211; e, por fim, uma posição, menos estética que política.<br />
A política, para Ardenne, passa então pela experiência. A experiência é o que<br />
permite alargar o saber, os gestos, as atitudes, os conhecimentos, dinamizar as<br />
criações e as conexões possibilitando a vivência de fenômenos inéditos e melhores<br />
formas de habitar o mundo. </p>
<p class="texto2">Se voltarmos ao trabalho de Basbaum,<br />
o desdobramento das Novas Bases para a Personalidade se encaixam com perfeição<br />
nesta aposta contextual de Ardenne. Não por acaso, e com razão, Ardenne comenta<br />
os <i>Bichos</i> de Ligya Clark como momento &#8220;chave&#8221; da prática contextual<br />
em que o artista &#8220;pode colocar óleo nas engrenagens da vida coletiva e, assim<br />
fazendo, se tornar um multiplicador de democracia&#8221;. Entretanto, o projeto<br />
de Basbaum explicita o dispositivo ao chamá-lo de <i>Você quer participar de uma<br />
experiência artística</i> e ao nomear o objeto não pela forma, como Ligya Clark,<br />
mas pelo resultado; <i>Novas Bases para a Personalidade</i>. Entre o nome do projeto<br />
e o nome do objeto existe o espectador que transita entre a relação experimental<br />
com o objeto, sua vida e seu meio e o ponto possível de chegada: bases para uma<br />
nova personalidade. </p>
<p class="texto2">Um ponto de chegada, evidentemente irônico.<br />
Colocar o participante entre a experiência e as <i>novas bases</i> parece ser<br />
ao mesmo tempo a aposta na experiência e a percepção de como ela pode ser capturada,<br />
funcionalizada. Não há devir utópico possível baseado na experiência e é essa<br />
dimensão ambivalente da arte em contexto que escapa a Ardenne e não a Basbaum.<br />
Penso esse trabalho de Basbaum como parte dessa encruzilhada, desse lugar tenso<br />
em que a arte atravessada pela vida resiste e não pára de tensionar e se esquivar<br />
das freqüentes capturadas feitas pelos poderes contemporâneos.<u></u></p>
<p><a href="http://www.nbp.pro.br/doc/guide_p__1162.pdf">INSTRUÇÔES DE USO (PDF)</a></p>
<blockquote>
<p>referencia em inglês &#8220;emprestada&#8221; do<a href="http://www.netprocesso.art.br"> blog deste trabalho</a>.</p>
<p>Would you like to participate in an artistic experience? is a project about involving the other as participant in a set of protocols indicative of the effects, conditions and possibilities of contemporary art.</p>
<p>Would you like to participate in an artistic experience? starts with the offering of a painted steel object (125 x 80 x 18 cm) to be taken home by the participant (individual, group or collective), who will have a certain period of time (around one month) to realize an artistic experience with it. Although the physical object is the actual element which triggers the processes and starts up the experiences, it in fact brings to the foreground certain sets of invisible lines and diagrams concerning all kinds of relations and sensorial data, making visible networking and mediation structures.</p>
<p>It is up to the participants to take the decisions of what kind of experience will be enacted, where the object will be taken and how will it be useful, during the time they are in the possession of it. The participants of Would you like to participate in an artistic experience? – individuals or groups – perform experiences from their own proposition and choice that can reflect on life and art issues, regarding the relationship between the subject and the other, conducting to some transformation process. The participants send feedback in the form of texts, images, videos or objects, and the documents will be displayed in a website, especially developed for the project – each participant will have access to editing tools, which will permit them to upload the documentation themselves.</p>
<p>Would you like to participate in an artistic experience? was initiated in 1994 and has already circulated through several cities, from London (UK) and San Sebastián (Spain), in Europe, to Rio de Janeiro, Vitória, Brasília, São Paulo, Porto Alegre and Florianópolis, in Brazil. More than 30 participants (some of them, groups and collectives) have produced several experiences and an extensive and interesting documentation – which is displayed at the project website. Would you like to participate in an artistic experience? is clearly a piece of work-in-progress, as it finds its way in the very process of being developed. Virtually, this project has no near end at all, since its continuity does not depend on its author/proposer lifetime – the object is conceived as a multiple, and so new objects can be produced any time it is required.</p>
<p>The object used at Would you like to participate in an artistic experience? has its shape designed according to the NBP &#8211; New Bases for Personality project, an on-going project comprising drawings, diagrams, objects, installations, texts and manifestos, initiated in the 1990s. The NBP project connects contemporary art’s practices and concepts to communicational strategies, getting in touch with some of the recent developments on the politics of subjectivity. NBP’s specific shape was designed to be as easily memorizable as its sign: after experiencing any NBP work the viewer leaves with NBP and its specific shape in his or her body – a kind of implanted or artificial memory, as the result of a subliminal sensorial contamination strategy. NBP project addresses transformation, as it is meant to transform itself as a result of its history and process.</p>
<p>the collaboration with documenta 12</p>
<p>For documenta 12, twenty new objects were produced. Ten of them circulate in Brazil and Latin America, nine in Europe and one in Africa. The project is conducted in four different and complementary stages: (1) invitation to participate; (2) experiences by the participants; (3) display of the experiences at the website; (4) installation-exhibition. The first three stages are performed since the objects are distributed at the experiences’ sites, and start circulating; the fourth stage takes place with the display of the results in an sculptural-architectonic installation developed for the exhibition in Kassel in June 2007.</p></blockquote>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-e/ou:</p>
<p><strong>Experiência de Claudia Washington com NBP</strong><br />
<em><strong>Ação/Reação</strong></em></p>
<p>Resultante da coleta de dados ação/reação na Casa Hoffmann. 27 de março/18 de abril de 2007.</p>
<p>AÇÕES<br />
1. introduzir NBP;<br />
2. Informar (incitar o questionamento da forma);<br />
3. observar reações;<br />
4. selecionar e classificar dados;<br />
5. manipular resultados.</p>
<p>NBP<br />
estrutura desconhecida</p>
<p>COMO LIDAR COM ESTRUTURAS<br />
DESCONHECIDAS<br />
1. questione-as<br />
2. ignore-as<br />
3. acredite nelas<br />
4. tire-as do seu campo de visão<br />
5. aproxime-se delas</p>
<p>NÍVEL DE ACEITAÇÃO<br />
Relação entre oferta e resposta por via de extensões não orgânicas registráveis em suportes matéricos, virtuais, ou mnemônicos. Ex. e-mail, texto impresso, número de contatos diretos, oralidade remota (telefone).</p>
<p><img src="http://www.nbp.pro.br/experiencias/img/hi/acaoreacao_1177369188.jpg" alt="puros_dados_claudia" /></p>
<p><strong>Experiência de Newton Goto com NBP</strong><br />
<em><strong>O Ancestral Comum entre a Geladeira e o NBP</strong></em></p>
<p>Olá, Ricardo</p>
<p>Nesse último domingo, dia 22 de abril (!), estávamos fazendo uma reunião na casa e/ou, basicamente motivada por um encontro dos artistas que participaram do projeto Bolsa Produção em Artes Visuais da Fundação Cultural de Curitiba, visto que recentemente havíamos inaugurado nossos trabalhos em museus da cidade (isso se deu nos dias 17 e 18). No meu caso, foi a estréia do Desligare&#8230; Conversávamos ao redor da fogueira&#8230; Além dos bolsistas, alguns outros artistas da cidade, alguns dos e/ous, e Marcos Hill (do CEIA, de BH) também estavam por lá. Marcos foi um dos curadores do projeto e envolveu-se bastante com a comunidade local, para nossa satisfação, tanto é que além de termos feito algumas caminhadas pela cidade, estávamos todos lá naquele amistoso encontro presente, entre outros projetos futuros.</p>
<p>Enfim, em meio aquele começo de noite gostoso, com clima bom, fogueira e garapirinha (e uma clandestina), e muito papo, fomos contatados por telefone numa chamada de Claudia Washington, dizendo que o NBP estava naquele momento migrando para a e/ou. Já havíamos conversado sobre essa perspectiva, ainda assim, sem definirmos uma data. O próprio domingo havia sido cogitado como possibilidade para a chegada do não-objeto, entretanto, sem tempo hábil para nos programarmos, havíamos protelado os planos de chegada do NBP. Então, mesmo já havendo um certo clima para o acolhimento da proposta, foi um acontecimento um pouco inesperado também, uma surpresa.</p>
<p>NBP chegou no porta-malas de um carro. Era aproximadamente 19h, e já era noite. Carregamos a estrutura em três pessoas, levando-a para perto da fogueira, no meio de nossa roda-de-papo. Esse pequeno trânsito entre a rua e o quintal já foi uma experiência corporal, por assim dizer: adaptar-se à forma do não-objeto, distribuir seu peso entre os carregadores. Lembrou-me na hora o transporte de uma tora, e mais ainda, o de um caixão&#8230;</p>
<p>PARÊNTESES NÓS 1:<br />
(muitas idéias de arte já morreram mesmo, e ainda que naquele momento imediato tenha surgido a lembrança de algum cortejo fúnebre, sabíamos que o campo de relações e sensações desejadas pelo NBP faz parte de uma outra dinâmica artística, bem mais aberta: relacional, situacional, que considera o outro como significante das coisas, que incorpora as singularidades culturais, históricas e geográficas do indivíduo participante. O NBP pendurado num museu tradicional, com um política tradicional, aí sim seria um cadáver no cemitério da cultura. Entretanto, o Novas Bases para a Personalidade &#8211; você gostaria de participar de uma experência artística? Propõe-se como um ideário e prática nas quais a meta é a troca, o diálogo (o renascer a cada encontro), buscando adequar-se a contextos e a um mundo incansavelmente em transformação, querendo armazenar um pouco de cada uma das singularidades existenciais com as quais co-existe, de passagem, como um viajante).</p>
<p>PARÊNTES EU 1:<br />
(pra mim, pensar na morte a partir do peso físico do NBP foi um paradoxo experimental inesperado)&#8230;(uma descoberta?!!)&#8230;(!) (&#8230;) (?)</p>
<p>As conversas continuaram, o encontro continuou, NBP entrou no papo, foi motivo de diversos improvisos, uma intervenção material inclusive, muitas fotos e idéias&#8230;</p>
<p>PARÊNTESES EU-NOS NÓS-ME 1:<br />
(depois quero falar com o pessoal pra gente fazer algum memorial sobre a passagem do NBP na e/ou, juntando registros e depoimentos, inclusive&#8230;) (&#8230;)</p>
<p>Já tarde da noite (considerando que o dia seguinte seria uma segunda) as pessoas foram embora. Arrumei um saco de dormir perto da fogueira e queimei as últimas lenhas disponíveis. Eu e NBP permanecemos ali, cada qual deitado num lado da fogueira, cada qual envolto em seu campo de reflexões e história, e ainda assim, compartilhando aquele momento de solidão e meditação, iluminados pelas chamas alaranjadas do fogo.</p>
<p>Mais tarde fui para dentro da casa, para dormir. Realoquei NBP na cozinha, ao lado da geladeira, onde tem ficado por esses dias).</p>
<p>PARÊNTES EU 2:<br />
(NBP e a minha geladeira parecem ter algum parentesco, ou algum ancestral em comum&#8230; A geladeira é um modelo Prosdócimo &#8211; do final dos anos 50 ou dos 60, um produto genuinamente curitibano, tão genuíno que a própria empresa fabricante já foi comprada por uma grande multinacional, assim como diversas outras tradicionais empresas da cidade&#8230; A geladeira, cujas formas meio arredondadas e sua cor branca já faziam-na lembrar uma kombi, tinha agora também essa anunciada ancestralidade com o NBP, talvez subjetiva, entretanto, de aparência e materialidade evidentes: o metal, o esmalte branco, o peso, o tamanho, uma certa semelhança na forma&#8230; Fica em princípio sem resposta a questão da função, do uso&#8230; Existiria algum vestígio arqueológico entre utensílios e inutensílios capaz de identificar alguma matriz de ferramenta tecnológica ou artística comum entre o NBP e minha geladeira? (?) Isso parece abrir espaço para uma pesquisa no campo das ficções antropo-arqueológicas&#8230; Uma pesquisa autônoma, provavelmente, pois dificilmente deva haver um doutorado nessa área&#8230; talvez em arte&#8230; numa arqueologia artística sobre readymades-modificados ou não-objetos, ou nas apropriações e transformações de objetos feitas por indivíduos de distintas culturas&#8230;)</p>
<p>PARÊNTES EU 3:<br />
(&#8230;) e/ou (?) e/ou (!)</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>um abraço,<br />
inté,<br />
go to</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/nbp1.jpg' alt='nbp1.jpg' /></p>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>arte, estética e labirintos e/ou A Iliada, o trambolho do basbaum e o Software livre. &#8230;apoio: algum banco.</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2269</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2269#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Aug 2007 06:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[A_Ilíada&O_software_livre]]></category>
		<category><![CDATA[e/ou]]></category>
		<category><![CDATA[nbp]]></category>
		<category><![CDATA[object]]></category>
		<category><![CDATA[objeto]]></category>
		<category><![CDATA[pd]]></category>
		<category><![CDATA[programação]]></category>
		<category><![CDATA[void]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://organismo.art.br/blog/?p=2269</guid>
		<description><![CDATA[. . . . NÂO TEM FOTO /* Copyright (c) 1997-1999 Miller Puckette. * For information on usage and redistribution, and for a DISCLAIMER OF ALL * WARRANTIES, see the file, "LICENSE.txt," in this distribution. */ #include #include "m_pd.h" #include "m_imp.h" /* FIXME no out-of-memory testing yet! */ t_pd *pd_new(t_class *c) { t_pd *x; if [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>.<br />
.<br />
.<br />
.</p>
<h3>NÂO TEM FOTO</h3>
<p><code><br />
/* Copyright (c) 1997-1999 Miller Puckette.<br />
* For information on usage and redistribution, and for a DISCLAIMER OF ALL<br />
* WARRANTIES, see the file, "LICENSE.txt," in this distribution.  */</p>
<p>#include <stdlib .h><br />
#include "m_pd.h"<br />
#include "m_imp.h"</p>
<p>    /* FIXME no out-of-memory testing yet! */</p>
<p>t_pd *pd_new(t_class *c)</p>
<p>{<br />
    t_pd *x;<br />
    if (!c)<br />
    	bug ("pd_new: apparently called before setup routine");<br />
    x = (t_pd *)t_getbytes(c->c_size);<br />
    *x = c;<br />
    if (c->c_patchable)<br />
    {<br />
	((t_object *)x)->ob_inlet = 0;<br />
	((t_object *)x)->ob_outlet = 0;<br />
    }<br />
    return (x);<br />
}</p>
<p>void pd_free(t_pd *x)</p>
<p>{<br />
    t_class *c = *x;<br />
    if (c->c_freemethod) (*(t_gotfn)(c->c_freemethod))(x);<br />
    if (c->c_patchable)<br />
    {<br />
	while (((t_object *)x)->ob_outlet)<br />
	    outlet_free(((t_object *)x)->ob_outlet);<br />
	while (((t_object *)x)->ob_inlet)<br />
	    inlet_free(((t_object *)x)->ob_inlet);<br />
    	if (((t_object *)x)->ob_binbuf)<br />
	    binbuf_free(((t_object *)x)->ob_binbuf);<br />
    }<br />
    if (c->c_size) t_freebytes(x, c->c_size);<br />
}</p>
<p>void gobj_save(t_gobj *x, t_binbuf *b)</p>
<p>{<br />
    t_class *c = x->g_pd;<br />
    if (c->c_savefn)<br />
    	(c->c_savefn)(x, b);<br />
}</p>
<p>[comment]</p>
<p>/* deal with several objects bound to the same symbol.  If more than one, we<br />
actually bind a collection object to the symbol, which forwards messages sent<br />
to the symbol.  */</p>
<p>static t_class *bindlist_class;</p>
<p>typedef struct _bindelem</p>
<p>{<br />
    t_pd *e_who;<br />
    struct _bindelem *e_next;<br />
}</p>
<p> t_bindelem;</p>
<p>typedef struct _bindlist</p>
<p>{<br />
    t_pd b_pd;<br />
    t_bindelem *b_list;<br />
}</p>
<p> t_bindlist;</p>
<p>static void bindlist_bang(t_bindlist *x)</p>
<p>{<br />
    t_bindelem *e;<br />
    for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)<br />
    	pd_bang(e->e_who);<br />
}</p>
<p>static void bindlist_float(t_bindlist *x, t_float f)</p>
<p>{<br />
    t_bindelem *e;<br />
    for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)<br />
    	pd_float(e->e_who, f);<br />
}</p>
<p>static void bindlist_symbol(t_bindlist *x, t_symbol *s)</p>
<p>{<br />
    t_bindelem *e;<br />
    for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)<br />
    	pd_symbol(e->e_who, s);<br />
}</p>
<p>static void bindlist_pointer(t_bindlist *x, t_gpointer *gp)</p>
<p>{<br />
    t_bindelem *e;<br />
    for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)<br />
    	pd_pointer(e->e_who, gp);<br />
}</p>
<p>static void bindlist_list(t_bindlist *x, t_symbol *s,<br />
    int argc, t_atom *argv)</p>
<p>{<br />
    t_bindelem *e;<br />
    for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)<br />
    	pd_list(e->e_who, s, argc, argv);<br />
}</p>
<p>static void bindlist_anything(t_bindlist *x, t_symbol *s,<br />
    int argc, t_atom *argv)</p>
<p>{<br />
    t_bindelem *e;<br />
    for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)<br />
    	pd_typedmess(e->e_who, s, argc, argv);<br />
}</p>
<p>void m_pd_setup(void)</p>
<p>{<br />
    bindlist_class = class_new(gensym("bindlist"), 0, 0,<br />
    	sizeof(t_bindlist), CLASS_PD, 0);<br />
    class_addbang(bindlist_class, bindlist_bang);<br />
    class_addfloat(bindlist_class, (t_method)bindlist_float);<br />
    class_addsymbol(bindlist_class, bindlist_symbol);<br />
    class_addpointer(bindlist_class, bindlist_pointer);<br />
    class_addlist(bindlist_class, bindlist_list);<br />
    class_addanything(bindlist_class, bindlist_anything);<br />
}</p>
<p>void pd_bind(t_pd *x, t_symbol *s)</p>
<p>{<br />
    if (s->s_thing)<br />
    {<br />
    	if (*s->s_thing == bindlist_class)<br />
    	{<br />
    	    t_bindlist *b = (t_bindlist *)s->s_thing;<br />
    	    t_bindelem *e = (t_bindelem *)getbytes(sizeof(t_bindelem));<br />
    	    e->e_next = b->b_list;<br />
    	    e->e_who = x;<br />
    	    b->b_list = e;<br />
    	}<br />
    	else<br />
    	{<br />
    	    t_bindlist *b = (t_bindlist *)pd_new(bindlist_class);<br />
    	    t_bindelem *e1 = (t_bindelem *)getbytes(sizeof(t_bindelem));<br />
    	    t_bindelem *e2 = (t_bindelem *)getbytes(sizeof(t_bindelem));<br />
    	    b->b_list = e1;<br />
    	    e1->e_who = x;<br />
    	    e1->e_next = e2;<br />
    	    e2->e_who = s->s_thing;<br />
    	    e2->e_next = 0;<br />
    	    s->s_thing = &#038;b->b_pd;<br />
    	}<br />
    }<br />
    else s->s_thing = x;<br />
}</p>
<p>void pd_unbind(t_pd *x, t_symbol *s)</p>
<p>{<br />
    if (s->s_thing == x) s->s_thing = 0;<br />
    else if (s->s_thing &#038;&#038; *s->s_thing == bindlist_class)<br />
    {<br />
    	    /* bindlists always have at least two elements... if the number<br />
    	    goes down to one, get rid of the bindlist and bind the symbol<br />
    	    straight to the remaining element. */</p>
<p>    	t_bindlist *b = (t_bindlist *)s->s_thing;<br />
    	t_bindelem *e, *e2;<br />
    	if ((e = b->b_list)->e_who == x)<br />
    	{<br />
    	    b->b_list = e->e_next;<br />
    	    freebytes(e, sizeof(t_bindelem));<br />
    	}<br />
    	else for (e = b->b_list; e2 = e->e_next; e = e2)<br />
    	    if (e2->e_who == x)<br />
    	{<br />
    	    e->e_next = e2->e_next;<br />
    	    freebytes(e2, sizeof(t_bindelem));<br />
    	    break;<br />
    	}<br />
    	if (!b->b_list->e_next)<br />
    	{<br />
    	    s->s_thing = b->b_list->e_who;<br />
    	    freebytes(b->b_list, sizeof(t_bindelem));<br />
    	    pd_free(&#038;b->b_pd);<br />
    	}<br />
    }<br />
    else pd_error(x, "%s: couldn't unbind", s->s_name);<br />
}</p>
<p>void zz(void) </p>
<p>{}</p>
<p>t_pd *pd_findbyclass(t_symbol *s, t_class *c)</p>
<p>{<br />
    t_pd *x = 0;</p>
<p>    if (!s->s_thing) return (0);<br />
    if (*s->s_thing == c) return (s->s_thing);<br />
    if (*s->s_thing == bindlist_class)<br />
    {<br />
    	t_bindlist *b = (t_bindlist *)s->s_thing;<br />
    	t_bindelem *e, *e2;<br />
    	int warned = 0;<br />
    	for (e = b->b_list; e; e = e->e_next)<br />
    	    if (*e->e_who == c)<br />
    	{<br />
    	    if (x &#038;&#038; !warned)<br />
    	    {<br />
	    	zz();<br />
    	    	post("warning: %s: multiply defined", s->s_name);<br />
    	    	warned = 1;<br />
    	    }<br />
    	    x = e->e_who;<br />
    	}<br />
    }<br />
    return x;<br />
}</p>
<p>[comment]</p>
<p>/* stack for maintaining bindings for the #X symbol during nestable loads.<br />
*/</p>
<p>typedef struct _gstack</p>
<p>{<br />
    t_pd *g_what;<br />
    t_symbol *g_loadingabstraction;<br />
    struct _gstack *g_next;<br />
}</p>
<p> t_gstack;</p>
<p>static t_gstack *gstack_head = 0;<br />
static t_pd *lastpopped;<br />
static t_symbol *pd_loadingabstraction;</p>
<p>int pd_setloadingabstraction(t_symbol *sym)</p>
<p>{<br />
    t_gstack *foo = gstack_head;<br />
    for (foo = gstack_head; foo; foo = foo->g_next)<br />
    	if (foo->g_loadingabstraction == sym)<br />
	    return (1);<br />
    pd_loadingabstraction = sym;<br />
    return (0);<br />
}</p>
<p>void pd_pushsym(t_pd *x)</p>
<p>{<br />
    t_gstack *y = (t_gstack *)t_getbytes(sizeof(*y));<br />
    y->g_what = s__X.s_thing;<br />
    y->g_next = gstack_head;<br />
    y->g_loadingabstraction = pd_loadingabstraction;<br />
    pd_loadingabstraction = 0;<br />
    gstack_head = y;<br />
    s__X.s_thing = x;<br />
}</p>
<p>void pd_popsym(t_pd *x)</p>
<p>{<br />
    if (!gstack_head || s__X.s_thing != x) bug("gstack_pop");<br />
    else<br />
    {<br />
    	t_gstack *headwas = gstack_head;<br />
    	s__X.s_thing = headwas->g_what;<br />
    	gstack_head = headwas->g_next;<br />
    	t_freebytes(headwas, sizeof(*headwas));<br />
    	lastpopped = x;<br />
    }<br />
}</p>
<p>void pd_doloadbang(void)</p>
<p>{<br />
    if (lastpopped)<br />
    	pd_vmess(lastpopped, gensym("loadbang"), "");<br />
    lastpopped = 0;<br />
}</p>
<p>void pd_bang(t_pd *x)</p>
<p>{<br />
    (*(*x)->c_bangmethod)(x);<br />
}</p>
<p>void pd_float(t_pd *x, t_float f)</p>
<p>{<br />
    (*(*x)->c_floatmethod)(x, f);<br />
}</p>
<p>void pd_pointer(t_pd *x, t_gpointer *gp)</p>
<p>{<br />
    (*(*x)->c_pointermethod)(x, gp);<br />
}</p>
<p>void pd_symbol(t_pd *x, t_symbol *s)</p>
<p>{<br />
    (*(*x)->c_symbolmethod)(x, s);<br />
}</p>
<p>void pd_list(t_pd *x, t_symbol *s, int argc, t_atom *argv)</p>
<p>{<br />
    (*(*x)->c_listmethod)(x, &#038;s_list, argc, argv);<br />
}</p>
<p>void mess_init(void);<br />
void obj_init(void);<br />
void conf_init(void);<br />
void glob_init(void);</p>
<p>void pd_init(void)</p>
<p>{<br />
    mess_init();<br />
    obj_init();<br />
    conf_init();<br />
    glob_init();<br />
}</p>
<p>////////////////////////////</p>
<p>/* Copyright (c) 1997-1999 Miller Puckette.<br />
* For information on usage and redistribution, and for a DISCLAIMER OF ALL<br />
* WARRANTIES, see the file, "LICENSE.txt," in this distribution.  */</p>
<p>/* sinusoidal oscillator and table lookup; see also tabosc4~ in d_array.c.<br />
*/</p>
<p>#include "m_pd.h"<br />
#include "math.h"</p>
<p>#define UNITBIT32 1572864.  /* 3*2^19; bit 32 has place value 1 */</p>
<p>[comment]</p>
<p>/* machine-dependent definitions.  These ifdefs really<br />
    should have been by CPU type and not by operating system! */</p>
<p>#ifdef IRIX<br />
    /* big-endian.  Most significant byte is at low address in memory */<br />
#define HIOFFSET 0    /* word offset to find MSB */<br />
#define LOWOFFSET 1    /* word offset to find LSB */<br />
#define int32 long  /* a data type that has 32 bits */<br />
#else<br />
#ifdef MSW<br />
    /* little-endian; most significant byte is at highest address */<br />
#define HIOFFSET 1<br />
#define LOWOFFSET 0<br />
#define int32 long<br />
#else<br />
#ifdef __FreeBSD__<br />
#include <machine /endian.h><br />
#if BYTE_ORDER == LITTLE_ENDIAN<br />
#define HIOFFSET 1<br />
#define LOWOFFSET 0<br />
#else<br />
#define HIOFFSET 0    /* word offset to find MSB */<br />
#define LOWOFFSET 1    /* word offset to find LSB */<br />
#endif /* BYTE_ORDER */<br />
#include <sys /types.h><br />
#define int32 int32_t<br />
#endif<br />
#ifdef __linux__</p>
<p>#include <endian .h></p>
<p>#if !defined(__BYTE_ORDER) || !defined(__LITTLE_ENDIAN)<br />
#error No byte order defined<br />
#endif                                                                          </p>
<p>#if __BYTE_ORDER == __LITTLE_ENDIAN<br />
#define HIOFFSET 1<br />
#define LOWOFFSET 0<br />
#else<br />
#define HIOFFSET 0    /* word offset to find MSB */<br />
#define LOWOFFSET 1    /* word offset to find LSB */<br />
#endif /* __BYTE_ORDER */                                                       </p>
<p>#include <sys /types.h><br />
#define int32 int32_t</p>
<p>#else<br />
#ifdef MACOSX<br />
#define HIOFFSET 0    /* word offset to find MSB */<br />
#define LOWOFFSET 1    /* word offset to find LSB */<br />
#define int32 int  /* a data type that has 32 bits */</p>
<p>#endif /* MACOSX */<br />
#endif /* __linux__ */<br />
#endif /* MSW */<br />
#endif /* SGI */</p>
<p>union tabfudge</p>
<p>{<br />
    double tf_d;<br />
    int32 tf_i[2];<br />
}</p>
<p>;</p>
<p>/* -------------------------- phasor~ ------------------------------ */<br />
static t_class *phasor_class, *scalarphasor_class;</p>
<p>#if 1	/* in the style of R. Hoeldrich (ICMC 1995 Banff) */</p>
<p>typedef struct _phasor</p>
<p>{<br />
    t_object x_obj;<br />
    double x_phase;<br />
    float x_conv;<br />
    float x_f;	    /* scalar frequency */<br />
}</p>
<p> t_phasor;</p>
<p>static void *phasor_new(t_floatarg f)</p>
<p>{<br />
    t_phasor *x = (t_phasor *)pd_new(phasor_class);<br />
    x->x_f = f;<br />
    inlet_new(&#038;x->x_obj, &#038;x->x_obj.ob_pd, &#038;s_float, gensym("ft1"));<br />
    x->x_phase = 0;<br />
    x->x_conv = 0;<br />
    outlet_new(&#038;x->x_obj, gensym("signal"));<br />
    return (x);<br />
}</p>
<p>static t_int *phasor_perform(t_int *w)</p>
<p>{<br />
    t_phasor *x = (t_phasor *)(w[1]);<br />
    t_float *in = (t_float *)(w[2]);<br />
    t_float *out = (t_float *)(w[3]);<br />
    int n = (int)(w[4]);<br />
    double dphase = x->x_phase + UNITBIT32;<br />
    union tabfudge tf;<br />
    int normhipart;<br />
    float conv = x->x_conv;</p>
<p>    tf.tf_d = UNITBIT32;<br />
    normhipart = tf.tf_i[HIOFFSET];<br />
    tf.tf_d = dphase;</p>
<p>    while (n--)<br />
    {<br />
    	tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;<br />
    	dphase += *in++ * conv;<br />
	*out++ = tf.tf_d - UNITBIT32;<br />
	tf.tf_d = dphase;<br />
    }<br />
    tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;<br />
    x->x_phase = tf.tf_d - UNITBIT32;<br />
    return (w+5);<br />
}</p>
<p>static void phasor_dsp(t_phasor *x, t_signal **sp)</p>
<p>{<br />
    x->x_conv = 1./sp[0]->s_sr;<br />
    dsp_add(phasor_perform, 4, x, sp[0]->s_vec, sp[1]->s_vec, sp[0]->s_n);<br />
}</p>
<p>static void phasor_ft1(t_phasor *x, t_float f)</p>
<p>{<br />
    x->x_phase = f;<br />
}</p>
<p>static void phasor_setup(void)</p>
<p>{<br />
    phasor_class = class_new(gensym("phasor~"), (t_newmethod)phasor_new, 0,<br />
    	sizeof(t_phasor), 0, A_DEFFLOAT, 0);<br />
    CLASS_MAINSIGNALIN(phasor_class, t_phasor, x_f);<br />
    class_addmethod(phasor_class, (t_method)phasor_dsp, gensym("dsp"), 0);<br />
    class_addmethod(phasor_class, (t_method)phasor_ft1,<br />
    	gensym("ft1"), A_FLOAT, 0);<br />
}</p>
<p>#endif	/* Hoeldrich version */</p>
<p>/* ------------------------ cos~ ----------------------------- */</p>
<p>float *cos_table;</p>
<p>static t_class *cos_class;</p>
<p>typedef struct _cos</p>
<p>{<br />
    t_object x_obj;<br />
    float x_f;<br />
}</p>
<p> t_cos;</p>
<p>static void *cos_new(void)</p>
<p>{<br />
    t_cos *x = (t_cos *)pd_new(cos_class);<br />
    outlet_new(&#038;x->x_obj, gensym("signal"));<br />
    x->x_f = 0;<br />
    return (x);<br />
}</p>
<p>static t_int *cos_perform(t_int *w)</p>
<p>{<br />
    t_float *in = (t_float *)(w[1]);<br />
    t_float *out = (t_float *)(w[2]);<br />
    int n = (int)(w[3]);<br />
    float *tab = cos_table, *addr, f1, f2, frac;<br />
    double dphase;<br />
    int normhipart;<br />
    union tabfudge tf;</p>
<p>    tf.tf_d = UNITBIT32;<br />
    normhipart = tf.tf_i[HIOFFSET];</p>
<p>#if 0	    	/* this is the readable version of the code. */<br />
    while (n--)<br />
    {<br />
    	dphase = (double)(*in++ * (float)(COSTABSIZE)) + UNITBIT32;<br />
	tf.tf_d = dphase;<br />
	addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] &#038; (COSTABSIZE-1));<br />
	tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;<br />
	frac = tf.tf_d - UNITBIT32;<br />
	f1 = addr[0];<br />
	f2 = addr[1];<br />
	*out++ = f1 + frac * (f2 - f1);<br />
    }<br />
#endif<br />
#if 1	    	/* this is the same, unwrapped by hand. */<br />
    	dphase = (double)(*in++ * (float)(COSTABSIZE)) + UNITBIT32;<br />
	tf.tf_d = dphase;<br />
	addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] &#038; (COSTABSIZE-1));<br />
	tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;<br />
    while (--n)<br />
    {<br />
    	dphase = (double)(*in++ * (float)(COSTABSIZE)) + UNITBIT32;<br />
	    frac = tf.tf_d - UNITBIT32;<br />
	tf.tf_d = dphase;<br />
	    f1 = addr[0];<br />
	    f2 = addr[1];<br />
	addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] &#038; (COSTABSIZE-1));<br />
	    *out++ = f1 + frac * (f2 - f1);<br />
	tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;<br />
    }<br />
	    frac = tf.tf_d - UNITBIT32;<br />
	    f1 = addr[0];<br />
	    f2 = addr[1];<br />
	    *out++ = f1 + frac * (f2 - f1);<br />
#endif<br />
    return (w+4);<br />
}</p>
<p>static void cos_dsp(t_cos *x, t_signal **sp)</p>
<p>{<br />
    dsp_add(cos_perform, 3, sp[0]->s_vec, sp[1]->s_vec, sp[0]->s_n);<br />
}</p>
<p>static void cos_maketable(void)</p>
<p>{<br />
    int i;<br />
    float *fp, phase, phsinc = (2. * 3.14159) / COSTABSIZE;<br />
    union tabfudge tf;</p>
<p>    if (cos_table) return;<br />
    cos_table = (float *)getbytes(sizeof(float) * (COSTABSIZE+1));<br />
    for (i = COSTABSIZE + 1, fp = cos_table, phase = 0; i--;<br />
    	fp++, phase += phsinc)<br />
    	    *fp = cos(phase);</p>
<p>    	/* here we check at startup whether the byte alignment<br />
    	    is as we declared it.  If not, the code has to be<br />
    	    recompiled the other way. */<br />
    tf.tf_d = UNITBIT32 + 0.5;<br />
    if ((unsigned)tf.tf_i[LOWOFFSET] != 0x80000000)<br />
    	bug("cos~: unexpected machine alignment");<br />
}</p>
<p>static void cos_setup(void)</p>
<p>{<br />
    cos_class = class_new(gensym("cos~"), (t_newmethod)cos_new, 0,<br />
    	sizeof(t_cos), 0, A_DEFFLOAT, 0);<br />
    CLASS_MAINSIGNALIN(cos_class, t_cos, x_f);<br />
    class_addmethod(cos_class, (t_method)cos_dsp, gensym("dsp"), 0);<br />
    cos_maketable();<br />
}</p>
<p>/* ------------------------ osc~ ----------------------------- */</p>
<p>static t_class *osc_class, *scalarosc_class;</p>
<p>typedef struct _osc</p>
<p>{<br />
    t_object x_obj;<br />
    double x_phase;<br />
    float x_conv;<br />
    float x_f;	    /* frequency if scalar */<br />
}</p>
<p> t_osc;</p>
<p>static void *osc_new(t_floatarg f)</p>
<p>{<br />
    t_osc *x = (t_osc *)pd_new(osc_class);<br />
    x->x_f = f;<br />
    outlet_new(&#038;x->x_obj, gensym("signal"));<br />
    inlet_new(&#038;x->x_obj, &#038;x->x_obj.ob_pd, &#038;s_float, gensym("ft1"));<br />
    x->x_phase = 0;<br />
    x->x_conv = 0;<br />
    return (x);<br />
}</p>
<p>static t_int *osc_perform(t_int *w)</p>
<p>{<br />
    t_osc *x = (t_osc *)(w[1]);<br />
    t_float *in = (t_float *)(w[2]);<br />
    t_float *out = (t_float *)(w[3]);<br />
    int n = (int)(w[4]);<br />
    float *tab = cos_table, *addr, f1, f2, frac;<br />
    double dphase = x->x_phase + UNITBIT32;<br />
    int normhipart;<br />
    union tabfudge tf;<br />
    float conv = x->x_conv;</p>
<p>    tf.tf_d = UNITBIT32;<br />
    normhipart = tf.tf_i[HIOFFSET];<br />
#if 0<br />
    while (n--)<br />
    {<br />
	tf.tf_d = dphase;<br />
    	dphase += *in++ * conv;<br />
	addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] &#038; (COSTABSIZE-1));<br />
	tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;<br />
	frac = tf.tf_d - UNITBIT32;<br />
	f1 = addr[0];<br />
	f2 = addr[1];<br />
	*out++ = f1 + frac * (f2 - f1);<br />
    }<br />
#endif<br />
#if 1<br />
	tf.tf_d = dphase;<br />
    	dphase += *in++ * conv;<br />
	addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] &#038; (COSTABSIZE-1));<br />
	tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;<br />
	frac = tf.tf_d - UNITBIT32;<br />
    while (--n)<br />
    {<br />
	tf.tf_d = dphase;<br />
	    f1 = addr[0];<br />
    	dphase += *in++ * conv;<br />
	    f2 = addr[1];<br />
	addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] &#038; (COSTABSIZE-1));<br />
	tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;<br />
	    *out++ = f1 + frac * (f2 - f1);<br />
	frac = tf.tf_d - UNITBIT32;<br />
    }<br />
	    f1 = addr[0];<br />
	    f2 = addr[1];<br />
	    *out++ = f1 + frac * (f2 - f1);<br />
#endif</p>
<p>    tf.tf_d = UNITBIT32 * COSTABSIZE;<br />
    normhipart = tf.tf_i[HIOFFSET];<br />
    tf.tf_d = dphase + (UNITBIT32 * COSTABSIZE - UNITBIT32);<br />
    tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;<br />
    x->x_phase = tf.tf_d - UNITBIT32 * COSTABSIZE;<br />
    return (w+5);<br />
}</p>
<p>static void osc_dsp(t_osc *x, t_signal **sp)</p>
<p>{<br />
    x->x_conv = COSTABSIZE/sp[0]->s_sr;<br />
    dsp_add(osc_perform, 4, x, sp[0]->s_vec, sp[1]->s_vec, sp[0]->s_n);<br />
}</p>
<p>static void osc_ft1(t_osc *x, t_float f)</p>
<p>{<br />
    x->x_phase = COSTABSIZE * f;<br />
}</p>
<p>static void osc_setup(void)</p>
<p>{<br />
    osc_class = class_new(gensym("osc~"), (t_newmethod)osc_new, 0,<br />
    	sizeof(t_osc), 0, A_DEFFLOAT, 0);<br />
    CLASS_MAINSIGNALIN(osc_class, t_osc, x_f);<br />
    class_addmethod(osc_class, (t_method)osc_dsp, gensym("dsp"), 0);<br />
    class_addmethod(osc_class, (t_method)osc_ft1, gensym("ft1"), A_FLOAT, 0);</p>
<p>    cos_maketable();<br />
}</p>
<p>/* ---------------- vcf~ - 2-pole bandpass filter. ----------------- */</p>
<p>typedef struct vcfctl</p>
<p>{<br />
    float c_re;<br />
    float c_im;<br />
    float c_q;<br />
    float c_isr;<br />
}</p>
<p> t_vcfctl;</p>
<p>typedef struct sigvcf</p>
<p>{<br />
    t_object x_obj;<br />
    t_vcfctl x_cspace;<br />
    t_vcfctl *x_ctl;<br />
    float x_f;<br />
}</p>
<p> t_sigvcf;</p>
<p>t_class *sigvcf_class;</p>
<p>static void *sigvcf_new(t_floatarg q)</p>
<p>{<br />
    t_sigvcf *x = (t_sigvcf *)pd_new(sigvcf_class);<br />
    inlet_new(&#038;x->x_obj, &#038;x->x_obj.ob_pd, &#038;s_signal, &#038;s_signal);<br />
    inlet_new(&#038;x->x_obj, &#038;x->x_obj.ob_pd, gensym("float"), gensym("ft1"));<br />
    outlet_new(&#038;x->x_obj, gensym("signal"));<br />
    outlet_new(&#038;x->x_obj, gensym("signal"));<br />
    x->x_ctl = &#038;x->x_cspace;<br />
    x->x_cspace.c_re = 0;<br />
    x->x_cspace.c_im = 0;<br />
    x->x_cspace.c_q = q;<br />
    x->x_cspace.c_isr = 0;<br />
    x->x_f = 0;<br />
    return (x);<br />
}</p>
<p>static void sigvcf_ft1(t_sigvcf *x, t_floatarg f)</p>
<p>{<br />
    x->x_ctl->c_q = (f > 0 ? f : 0.f);<br />
}</p>
<p>static t_int *sigvcf_perform(t_int *w)</p>
<p>{<br />
    float *in1 = (float *)(w[1]);<br />
    float *in2 = (float *)(w[2]);<br />
    float *out1 = (float *)(w[3]);<br />
    float *out2 = (float *)(w[4]);<br />
    t_vcfctl *c = (t_vcfctl *)(w[5]);<br />
    int n = (t_int)(w[6]);<br />
    int i;<br />
    float re = c->c_re, re2;<br />
    float im = c->c_im;<br />
    float q = c->c_q;<br />
    float qinv = (q > 0? 1.0f/q : 0);<br />
    float ampcorrect = 2.0f - 2.0f / (q + 2.0f);<br />
    float isr = c->c_isr;<br />
    float coefr, coefi;<br />
    float *tab = cos_table, *addr, f1, f2, frac;<br />
    double dphase;<br />
    int normhipart, tabindex;<br />
    union tabfudge tf;</p>
<p>    tf.tf_d = UNITBIT32;<br />
    normhipart = tf.tf_i[HIOFFSET];</p>
<p>    for (i = 0; i < n; i++)<br />
    {<br />
    	float cf, cfindx, r, oneminusr;<br />
    	cf = *in2++ * isr;<br />
    	if (cf < 0) cf = 0;<br />
    	cfindx = cf * (float)(COSTABSIZE/6.28318f);<br />
    	r = (qinv > 0 ? 1 - cf * qinv : 0);<br />
    	if (r < 0) r = 0;<br />
    	oneminusr = 1.0f - r;<br />
    	dphase = ((double)(cfindx)) + UNITBIT32;<br />
	tf.tf_d = dphase;<br />
	tabindex = tf.tf_i[HIOFFSET] &#038; (COSTABSIZE-1);<br />
	addr = tab + tabindex;<br />
	tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;<br />
	frac = tf.tf_d - UNITBIT32;<br />
	f1 = addr[0];<br />
	f2 = addr[1];<br />
	coefr = r * (f1 + frac * (f2 - f1));</p>
<p>	addr = tab + ((tabindex - (COSTABSIZE/4)) &#038; (COSTABSIZE-1));<br />
	f1 = addr[0];<br />
	f2 = addr[1];<br />
	coefi = r * (f1 + frac * (f2 - f1));</p>
<p>    	f1 = *in1++;<br />
    	re2 = re;<br />
    	*out1++ = re = ampcorrect * oneminusr * f1<br />
    	    + coefr * re2 - coefi * im;<br />
    	*out2++ = im = coefi * re2 + coefr * im;<br />
    }<br />
    if (PD_BIGORSMALL(re))<br />
	re = 0;<br />
    if (PD_BIGORSMALL(im))<br />
	im = 0;<br />
    c->c_re = re;<br />
    c->c_im = im;<br />
    return (w+7);<br />
}</p>
<p>static void sigvcf_dsp(t_sigvcf *x, t_signal **sp)</p>
<p>{<br />
    x->x_ctl->c_isr = 6.28318f/sp[0]->s_sr;<br />
    dsp_add(sigvcf_perform, 6,<br />
	sp[0]->s_vec, sp[1]->s_vec, sp[2]->s_vec, sp[3]->s_vec,<br />
	    x->x_ctl, sp[0]->s_n);</p>
<p>}</p>
<p>void sigvcf_setup(void)</p>
<p>{<br />
    sigvcf_class = class_new(gensym("vcf~"), (t_newmethod)sigvcf_new, 0,<br />
	sizeof(t_sigvcf), 0, A_DEFFLOAT, 0);<br />
    CLASS_MAINSIGNALIN(sigvcf_class, t_sigvcf, x_f);<br />
    class_addmethod(sigvcf_class, (t_method)sigvcf_dsp, gensym("dsp"), 0);<br />
    class_addmethod(sigvcf_class, (t_method)sigvcf_ft1,<br />
    	gensym("ft1"), A_FLOAT, 0);<br />
}</p>
<p>/* -------------------------- noise~ ------------------------------ */<br />
static t_class *noise_class;</p>
<p>typedef struct _noise</p>
<p>{<br />
    t_object x_obj;<br />
    int x_val;<br />
}</p>
<p> t_noise;</p>
<p>static void *noise_new(void)</p>
<p>{<br />
    t_noise *x = (t_noise *)pd_new(noise_class);<br />
    static int init = 307;<br />
    x->x_val = (init *= 1319);<br />
    outlet_new(&#038;x->x_obj, gensym("signal"));<br />
    return (x);<br />
}</p>
<p>static t_int *noise_perform(t_int *w)</p>
<p>{<br />
    t_float *out = (t_float *)(w[1]);<br />
    int *vp = (int *)(w[2]);<br />
    int n = (int)(w[3]);<br />
    int val = *vp;<br />
    while (n--)<br />
    {<br />
    	*out++ = ((float)((val &#038; 0x7fffffff) - 0x40000000)) *<br />
    	    (float)(1.0 / 0x40000000);<br />
    	val = val * 435898247 + 382842987;<br />
    }<br />
    *vp = val;<br />
    return (w+4);<br />
}</p>
<p>static void noise_dsp(t_noise *x, t_signal **sp)</p>
<p>{<br />
    dsp_add(noise_perform, 3, sp[0]->s_vec, &#038;x->x_val, sp[0]->s_n);<br />
}</p>
<p>static void noise_setup(void)</p>
<p>{<br />
    noise_class = class_new(gensym("noise~"), (t_newmethod)noise_new, 0,<br />
    	sizeof(t_noise), 0, 0);<br />
    class_addmethod(noise_class, (t_method)noise_dsp, gensym("dsp"), 0);<br />
}</p>
<p>/* ----------------------- global setup routine ---------------- */<br />
void d_osc_setup(void)</p>
<p>/////////////////////////////////////////</p>
<p></sys></endian></sys></machine></stdlib></code></p>
]]></content:encoded>
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		<title>telefone sem figo</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2266</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2266#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Jul 2007 21:21:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA["arte"]]></category>
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[debates semióticos]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[lenda urbana]]></category>
		<category><![CDATA[roteiro]]></category>
		<category><![CDATA[diálogo]]></category>
		<category><![CDATA[quá quá quá]]></category>
		<category><![CDATA[telefone]]></category>
		<category><![CDATA[vitoriamario]]></category>

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		<description><![CDATA[vitroriamario: esse perdeu a consciência Olhar Comum » Arquivo » um weblog, blog ou blogue &#124; gilsoncamargo.com.br/blog/?p=359 […] fonte: post de Guilherme Soares em Hackeando Catatau […] Mathieu Struck: obrigado pela visita e comentário. de todo modo, não é “meu” blog e sim da Orquestra Organismo e de um maluco (que de vez em quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/08/video-intercom-0.jpg' alt='telefone' /><br />
<strong>   vitroriamario: </strong>esse perdeu a consciência<br />
   <strong>Olhar Comum »</strong> Arquivo » um weblog, blog ou blogue | gilsoncamargo.com.br/blog/?p=359<br />
   […] fonte: post de Guilherme Soares em Hackeando Catatau […]<br />
<strong>   Mathieu Struck:</strong> obrigado pela visita e comentário.<br />
   de todo modo, não é “meu” blog e sim da Orquestra Organismo e de um maluco (que de vez em quando aparece) chamado Occam <img src='http://organismo.art.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /><br />
   abraços,<br />
<strong>   Bourges:</strong> Olá meu caro,<br />
      Teu blog é puro, simples, sem firulas… bom, gostei.<br />
<strong>   gilson:</strong> quá quá quá<br />
      totum dominatum est!<br />
<strong>   Mathieu Struck:</strong> não passei na frente dele quando fiz esta sessão de fotos.<br />
   gostaria de produzir imagens dentro do sanatório (de fora, o complexo parece ser impressionante &#8211; em todos os sentidos).<br />
<strong>   haroldo:</strong> de fato! mas e o sanatório bom retiro, de tão ingrata lembrança?<br />
   calma, pessoal! pega leve!<br />
<strong>   Mathieu Struck:</strong> curiosamente, nenhuma das imagens foi cortada, embora tenham decorrido de um “corte”, via seleção da cena para   o fotograma.<br />
   a primeira imagem foi tirada com uma 50 mm fixa 1.8. a terceira imagem com uma zoom 28-75 4.5.<br />
   A imagem do meio (quer dizer, o primeiro frame dela) não lembro, mas possivelmente com a zoom também.<br />
  em todas, a distância focal das lentes foi multiplicada por 1,6, em razão do tamanho do sensor digital.<br />
  sobre os temas retratados, a primeira imagem, aliás, é de uma belíssima casa modernista dos anos 50 recentemente demolida no  Bom Retiro (e clandestinamente).<br />
  valeu, joão!<br />
<strong>  glerm: </strong>Interessante descobrir agora pela fala da moça da esquerda, que a figura andrógina da direita é um rapaz. Isso torna possível que a “terapia” entre o casal vá até as últimas conseqüencias &#8211; uma reprodução. “Renascimento”, mas nada de yin, yang, jung, iching. Soma 1+1 e vai somando (1+1=2/1 -> prove). Tudo é somático (antropomórfico &#8211; pois tudo é uma antropoforma). O resto dessa divisão é o limite &#8211; tende a zero. Cabe + 1? A palavra dirá, renascerá, mas a soma ja falava por si, sem palavras.<br />
<strong>  muito louco: </strong>biiiiiiiiiiiiiiiiiiiitch motherfucker<br />
    vai tomar no stit<br />
    rfrcwdcetwkqwekfnwjkjkbgvg<br />
      jujjjujjjujjjujujj<br />
<strong>      Shana:</strong>  e aí, tudo bom com vocês? A galera do ruido ta organizando uma festa numa segunda feira dia 13 de agosto, pois vai vir uma banda dos estados unidos querendo tocar e o encontro será no Wonka. Eu, Shana , fiquei com a curadoria de uma exposição coletiva, com artistas de diferentes áreas, enfim, eu curto um monte o trabalho de vocês e queria saber se tem interesse em fazer algo, todo mundo quer que o organismo participe! tenho prazo curto, tentei ligar pra vc glerme mas não consegui!<br />
      beijos!<br />
<strong>    glerm:</strong>  a moça tem uma cicatriz na bochecha. se ela não vê é porque está de olhos fechados. mas quem são os tais “vocês”? alguém que não está aqui agora?<br />
  <strong>  haroldo:</strong>  se a vida for um jogo, supôe-se que a morte seja o seu final. quem chega na frente -pode-se crer- que não é o que mais se diverte.<br />
      jogo bom é a peteca, não a copiada do volei, mas a dos índios em que a onda é não deixar ela cair. quem já jogou sabe.<br />
Francynne: Olá….<br />
      As fotos ficaram maravilhosas,Parabéns belo trabalho!<br />
<strong>   ..__>>LaboratóriO_rquestra</strong>{Texto » BLOG e*0u n.1 = vincos na testa da anti-heroína, lágrimas d’ um anti-herói. | organismo.art.br/blog/?p=2228<br />
      […] &#8211; Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não, Deus esteja. Alvejei mira em árvores no quintal, no baixo do córrego. Por meu acerto. Todo dia isso faço, gosto; desde mal em minha mocidade. Daí, vieram me chamar. Causa dum bezerro: um bezerro branco, erroso, os olhos de nem ser &#8211; se viu -; e com máscara de cachorro. Me disseram; eu não quis avistar. Mesmo que, por defeito como nasceu, arrebitado de beiços, esse figurava rindo feito pessoa. Cara de gente, cara de cão; determinaram &#8211; era o demo. Povo prascóvio. Mataram. Dono dele nem sei quem for. Vieram emprestar minhas armas, cedi. Não tenho abusões. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade, primeiro a cachorrada pega a latir, instantaneamente &#8211; depois, então, se vai ver se deu mortos. O senhor tolere, isto é o sertão. Uns querem que não seja: que situado sertão é por os campos-gerais a fora a dentro, eles dizem, fim de rumo, terras altas, demais do Urucuia. Toleima. Para os de Corinto e do Curvelo, então, o aqui não é dito sertão? Ah, que tem maior! Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem de fechos; onde um pode torar dez, quinze léguas, sem topar com casa de morador; e onde criminoso vive seu cristo-jesus, arredado do arrocho de autoridade. O Urucuia vem dos montões oestes. Mas, hoje, que na beira dele, tudo dá &#8211; fazendões de fazendas, almargem de vargens de bom render, as vazantes; culturas que vão de mata em mata, madeiras de grossura, até ainda virgens dessas lá há. O gerais corre em volta. Esses gerais são sem tamanho. Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães… O sertão está em toda a parte. […]<br />
<strong> glerm:</strong> […]<br />
<strong>      Humano: </strong>Sempre achei que partisse de meu Deus a esperança do amanhecer, dos dias melhores, mas que esperança é esta? A vida não é um jogo. Ela simplesmente é. Não preciso mais da sua proteção e do seu julgamento. Não preciso do Bem e do Mal. Do medo ou do orgulho. Do despotismo autoritário do meu… “SENHOR”! Da suposta “ORDEM”! A morte faz parte da vida e se você é o todo pode ser também a morte. MORRA!</p>
<p>      (esfaqueia Deus, ergue o coração)</p>
<p>  <strong>    Todos:</strong> Malditos somos nós tentando ser nós mesmos!</p>
<p>      […]</p>
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		<title>conserto</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jul 2007 21:07:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucida sans</dc:creator>
				<category><![CDATA[clubeClaudete]]></category>
		<category><![CDATA[conSerto]]></category>
		<category><![CDATA[ilíada]]></category>
		<category><![CDATA[ruído]]></category>
		<category><![CDATA[som]]></category>
		<category><![CDATA[ação estratégica]]></category>
		<category><![CDATA[claudete]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[piano]]></category>
		<category><![CDATA[vai ter música]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/c7nhugolklE"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/c7nhugolklE" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object></p>
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		<title>-114 144 143812 1</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=1781</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=1781#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Jul 2007 21:04:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>chgp</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[cade você?]]></category>
		<category><![CDATA[chgp]]></category>
		<category><![CDATA[número]]></category>
		<category><![CDATA[números]]></category>

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		<description><![CDATA[3249077668724842090125747662984091173230676971960349524449140884 5805522643697940887763336000385135521518460922664886945741328592 6826218741195734740728545178027659518718843690638936318269176327 0015519725929424578935980527660735624020715570736738086616686511 4863212127726978548025890577006813121066938376751816139306305930 8858343801589093473240304362890032183767871202435179900166872726 6842673344764547166601647554202858744681771260963169615498259852 9193402605816995251589447026081193192883447009580064853825711009 1883530330074528142679252310812577492296664248416718871176034672 9350273657824360269938969146652930778808878073532743720489033298 2270837985706567102129700968364529950782083108449808062720151134 8368309102091891316930007738598508881709335772091821357216693018 9523398878042321062871454430873332567388886129343126378851567298 1504]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>3249077668724842090125747662984091173230676971960349524449140884<br />
5805522643697940887763336000385135521518460922664886945741328592<br />
6826218741195734740728545178027659518718843690638936318269176327<br />
0015519725929424578935980527660735624020715570736738086616686511<br />
4863212127726978548025890577006813121066938376751816139306305930<br />
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6842673344764547166601647554202858744681771260963169615498259852<br />
9193402605816995251589447026081193192883447009580064853825711009<br />
1883530330074528142679252310812577492296664248416718871176034672<br />
9350273657824360269938969146652930778808878073532743720489033298<br />
2270837985706567102129700968364529950782083108449808062720151134<br />
8368309102091891316930007738598508881709335772091821357216693018<br />
9523398878042321062871454430873332567388886129343126378851567298<br />
1504</p>
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		<title></title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=1723</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Jul 2007 21:04:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mathieu Struck</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[conSerto]]></category>
		<category><![CDATA[cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[lei]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/03/brain_chrischan_500.gif' alt='brain-crisham_500' /></p>
<p><object width="450" height="500"><param name="allowScriptAccess" value="SameDomain" /><param name="movie" value="http://static.scribd.com/FlashPaperS3.swf?guid=6sbr4bu2cne4l&#038;document_id=6726" /><embed width="450" height="500" src="http://static.scribd.com/FlashPaperS3.swf?guid=6sbr4bu2cne4l&#038;document_id=6726" type="application/x-shockwave-flash"></embed></object></p>
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		<title></title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=1725</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Jul 2007 21:02:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[conSerto]]></category>
		<category><![CDATA[ação estratégica]]></category>
		<category><![CDATA[cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[mistério]]></category>
		<category><![CDATA[voraz]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/03/brain_chrischan_500.gif' alt='brain-crisham_500' /></p>
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		<title>conSertoupGraDesencontro</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=1750</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=1750#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Jul 2007 21:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[conSerto]]></category>
		<category><![CDATA[descentro]]></category>
		<category><![CDATA[upgrade]]></category>
		<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[descentralização]]></category>
		<category><![CDATA[desencontro]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[princípios]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://organismo.art.br/blog/?p=1750</guid>
		<description><![CDATA[Valores * colaboração * descentralização * diversidade * liberdade Princípios (artifícios intelectuais para caminhar dos valores às práticas) * agilidade e invisibilidade sem crise; * autonomia de ação; * ausência de níveis hierárquicos de decisão; * ausência de centro determinado de atuação e produção; * comunicação multidirecional, veloz e ampliada por ferramentas digitais; * desobediência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Valores</p>
<p>    * colaboração<br />
    * descentralização<br />
    * diversidade<br />
    * liberdade </p>
<p>Princípios</p>
<p>(artifícios intelectuais para caminhar dos valores às práticas)</p>
<p>    * agilidade e invisibilidade sem crise;<br />
    * autonomia de ação;<br />
    * ausência de níveis hierárquicos de decisão;<br />
    * ausência de centro determinado de atuação e produção;<br />
    * comunicação multidirecional, veloz e ampliada por ferramentas digitais;<br />
    * desobediência civil como re-existência;<br />
    * explorar estados alterados de consciência;<br />
    * ênfase em processos abertos, documentados e visíveis publicamente;<br />
    * humanização das relações entre pessoas;<br />
    * multifoco;<br />
    * otimização de recursos;<br />
    * respeito, confiança e benefício mútuo;<br />
    * redundância positiva;<br />
    * rotatividade de funções e atribuições;<br />
    * tomada de decisão por consenso;<br />
    * valorização e respeito aos processos subjetivos;<br />
    * &#8216;dar tempo ao tempo&#8217; </p>
<p><strong>Atores</strong></p>
<p>    * o abacaxi<br />
    * conselho deliberativo<br />
    * conselho consultivo </p>
<p>Processos</p>
<p>Ação interna</p>
<p>    * institucional;<br />
    * burocrática;<br />
    * comunicação;<br />
    * documentação (banco de dados com how-to);<br />
    * planejamento;<br />
    * captação de recursos;<br />
    * desenvolvimento e finalização de projetos;<br />
    * remuneração;<br />
    * produção (quem vai varrer a casinha?); </p>
<p><strong>Ação interconexões</strong></p>
<p>    * relacionamento com gringos<br />
    * relacionamento com mov. sociais<br />
    * relacionamento interno<br />
    * relacionamento com .gov<br />
    * descobertas </p>
<p><strong><br />
Ação publicação e difusão</strong></p>
<p>    * Periódicos<br />
          o cadernos submidiáticos<br />
          o pub<br />
          o distribuição web<br />
          o print on demand </p>
<p>    * Edições<br />
          o traduções<br />
          o coleções BR<br />
          o livros BR<br />
          o distribuição web<br />
          o print on demand<br />
          o distribuição parcerias </p>
<p>    * Selo<br />
          o álbuns completos<br />
          o coleções<br />
          o programas de rádio<br />
          o transmissão<br />
          o distribuição </p>
<p><strong>Ação metodologia e projetos:</strong></p>
<p>    * captação<br />
    * execução<br />
    * formato de projeto<br />
    * manutenção do banco de projetos<br />
    * banco de dados de metodologias de oficina </p>
<p><strong>Ação plataforma tecnológica:</strong></p>
<p>    * planejamento<br />
    * desenvolvimento<br />
    * uso </p>
<p><strong>Ação política:</strong></p>
<p>    * ação direta<br />
    * crítica teórica<br />
    * políticas públicas<br />
    * prática radical </p>
<p>Ação arte, pesquisa e exploração:</p>
<p><strong>Exemplo de Caso: desencontro + upgrade</strong></p>
<p>1.surge um edital emergência</p>
<p>2.discussão pública</p>
<p>3.pequeno grupo focado reage com agilidade</p>
<p>4.tempo (espera)</p>
<p>5.ganha edital</p>
<p>6.convite pra concretizar</p>
<p>7.decisão</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>mapas e materiais &#8211; P zero em suas 12 transposições &#8211; conSerto</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=1711</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=1711#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Jul 2007 21:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[conSerto]]></category>
		<category><![CDATA[som]]></category>
		<category><![CDATA[composição]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[partitura]]></category>
		<category><![CDATA[série]]></category>
		<category><![CDATA[serialismo]]></category>
		<category><![CDATA[transposições]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/03/serieoriginalweb2.jpg' title='serieoriginalweb2.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/03/serieoriginalweb2.jpg' alt='serieoriginalweb2.jpg' /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>=zero graus</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2261</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Jul 2007 03:36:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[A_Ilíada&O_software_livre]]></category>
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[debates semióticos]]></category>
		<category><![CDATA[e/ou]]></category>
		<category><![CDATA[fio de ariadne]]></category>
		<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[informática]]></category>
		<category><![CDATA[matemática]]></category>
		<category><![CDATA[zero]]></category>

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		<description><![CDATA[canção: bablabalbalbblablabalblablabla blablablablabalbambbmoiwnanan bmeambemb bae brei boe a boanra orin rgn rigo rgi dgm: jpojpojpojpojposjfaopsjfajfo\jg\jb w\]mnbonbws\objsp]ojbpo]s\jb]a\o]SAÒJbn]\sojvspojdjsd\oçjv]sO&#124;jkv]osj\kvs\ojvm\mv\svm \vs\mvsodvnsodv sdomvdo\vmv xvps\djopm jvxjvpovbjxl mpsodvjpo çlzjvm ojvsvsdojvpsd\ ojvposjvcsp jvpojvpso jvpodvpo ojvsopvdp\dz;lnv \dv n pivjvdv çknvd lvçljv\d çozjdvovz ojcvpojvda\ipv ovopjdvopj çojvcojñ iopjv sdopjv c oncvin\aodv pojcvopjsvodi opijvopjv\n pov jpdvjodv\ opasdv\p oçjdvopjvõpv opjdvopdvopv jcn okfdsojf ljfopsj jvdjvs\ pojvozx jvçjvcxjopsdm soçjvposjv pozjfosje [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>canção:<br />
<object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf" id="audioplayer1" height="50" width="500"><param name="movie" value="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf"></param><param name="FlashVars" value="playerID=1&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http://189.4.63.133:8000/audios/sistolesxdiastoles.mp3"></param><param name="quality" value="high"></param><param name="menu" value="false"></param><param name="wmode" value="transparent"></param></object><br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/voicebox.jpg' alt='voicebox.jpg' /></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/penguim-adventure.jpg' alt='penguim-adventure.jpg' /></p>
<p>bablabalbalbblablabalblablabla<br />
blablablablabalbambbmoiwnanan<br />
bmeambemb<br />
bae brei boe a boanra orin rgn rigo rgi dgm:</p>
<blockquote><p>jpojpojpojpojposjfaopsjfajfo\jg\jb w\]mnbonbws\objsp]ojbpo]s\jb]a\o]SAÒJbn]\sojvspojdjsd\oçjv]sO|jkv]osj\kvs\ojvm\mv\svm \vs\mvsodvnsodv sdomvdo\vmv xvps\djopm  jvxjvpovbjxl mpsodvjpo çlzjvm   ojvsvsdojvpsd\ ojvposjvcsp jvpojvpso jvpodvpo ojvsopvdp\dz;lnv \dv n  pivjvdv çknvd  lvçljv\d çozjdvovz ojcvpojvda\ipv ovopjdvopj  çojvcojñ  iopjv sdopjv c  oncvin\aodv pojcvopjsvodi  opijvopjv\n  pov jpdvjodv\  opasdv\p oçjdvopjvõpv opjdvopdvopv jcn okfdsojf ljfopsj jvdjvs\ pojvozx jvçjvcxjopsdm soçjvposjv pozjfosje jfopjpfo kzdjfosjdvc osjvp ojvdops oxjfvosjv jvpsvjpjv ioj oizxjvops\jdv sjvops\djv sjvpos\djvp\ posjfdv ozxjvsop sodjvp fjpsdjjvopsd vjpo lzdfjvlçxd opsdjvsç nvsjvp\n o jvsjv jvopsd\jvops\ osjvpos\zdjvpsz posjvpos\djv vsdjpv vopsdjv zifvjpv jvpsojvpso  pjvpos ljvpos\jv lz\jvcpoa\jv opzjvpoj çjopvjo\av vzlçojvps\ opjvpdos\jvpois jvnilshv znvcoizsdv  hvcosnmcv .\jp oivnls\hv klihc  ch oçiznl\shv çlzvhnoi\shv  jpoxjdv vsjvpizsoj c hsoidvz ojvklsjdv lsvhjoiswjfilszhfyoz\gtvbz7t m nvxlkhnvoil khvozshdvo ksfhvlsnv ishdvklsdnv xkzvhiosd\nv hjvos\z izhcv \nzs  iuzvhois\d ihfoish sui hvdoiszv zhvidsz xk j ihvjio\v isjvi a\vlk n kmvsdopijkv hvshv ahvisd lhvisd kxdvjs zkvniosjhv vjcsidjv a\hv lsvn  lv hx  ovhniosvn f is\hvis\nv  ios\vhjksl\ ishjvkx p\gvb vlknskzdnv  lszjvls jdpofkl nvcls</p>
<p><img src="http://www.giftube.com/gifs/320.gif"  width="400"/><br /><a style="padding:3px;background: transparent;color:#00ADEF;font-family:tahoma;font-size:13px;font-weight:bold;text-decoration:none;" href="http://www.giftube.com/" target="_blank"></p>
<p><em>autor:Guilherme Soares</em><br />
</a></p></blockquote>
<p><center><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/ftdi.jpg' alt='ftdi.jpg' /></p>
<tbody>
<tr>
<th align="right">Digi-Key Part Number</th>
<td>609-1039-ND</td>
<td rowspan="4" align="right" valign="top"><center><b><u>Price Break</u></b><br />1<br />25<br />100<br />500<br />1,000</center></td>
<td rowspan="4" align="right" valign="top"><b><u><nobr>Unit Price</nobr></u></b><br />1.04000<br />0.53400<br />0.45110<br />0.38696<br />0.36797</td>
<td rowspan="4" align="right" valign="top"><b><u>Extended Price</u></b><br />1.04<br />13.35<br />45.11<br />193.48<br />367.97</td>
</tr>
<tr>
<th align="right">Manufacturer Part Number</th>
<td>61729-0010BLF</td>
</tr>
<tr>
<th align="right">Description</th>
<td>CONN RCPT USB TYPE B R/A PCB</td>
</tr>
<tr>
<th align="right">Quantity Available</th>
<td align="left">14,831</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="5" align="left"><b>All prices are in US dollars.</b></td>
</tr>
</tbody>
<p>Um weblog, blog ou blogue é uma página da Web cujas atualizações (chamadas posts) são organizadas cronologicamente de forma inversa (como um diário). Estes posts podem ou não pertencer ao mesmo gênero de escrita, referir-se ao mesmo assunto ou ter sido escritos pela mesma pessoa.</p>
<p>O weblog conta com algumas ferramentas para classificar informações técnicas a seu respeito, todas elas são disponibilizadas na internet por servidores e/ou usuários comuns. As ferramentas abrangem: registro de informações relativas a um site ou domínio da internet quanto ao número de acessos, páginas visitadas, tempo gasto, de qual site ou página o visitante veio, para onde vai do site ou página atual e uma série de outras informações.</p>
<p>Os sistemas de criação e edição de blogs são muito atrativos pelas facilidades que oferecem, pois dispensam o conhecimento de HTML, o que atrai pessoas a criá-los.</p>
<p>A Deutsche Welle premia a cada ano os melhores weblogs internacionais em onze categorias no evento The Bobs &#8211; Best of Blogs.</p>
<p>História</p>
<p>Jorn Barger, autor de um dos primeiros FAQ &#8211; Frequently Asked Questions, foi o editor do blog original robotwisdom e concebeu o termo &#8211; &#8220;weblog&#8221; &#8211; em 1997, definindo-o como uma página da Web onde um diarista (da Web) relata todas as outras páginas interessantes que encontra. O blog de Barger tem uma aparência diferente dos atuais e ainda hoje mantém a mesma interface de quando foi criado. O termo foi alterado por Peter Merholz, que decidiu pronunciar &#8220;wee-blog&#8221;, que tornou inevitável o encurtamento para o termo definitivo &#8220;blog&#8221;. Rebecca Blood, pioneira no uso de blogs, relatou suas experiências, explicando que em 1999, os blogs eram distintos tanto em forma como conteúdo das publicações periódicas que os precederam (ezines e journals). Eles eram rudimentares em design e conteúdo, mas aqueles que os produziam achavam que estavam realizando algo interessante e decidiram ir adiante. Os blogueiros referenciavam entradas interessantes em outros blogs,normalmente adicionando suas opiniões. Créditos eram concedidos a um blogueiro individual quando outros reproduziam os links que este havia encontrado. Devido à freqüente interligação entre os blogs existentes na época, os críticos chamaram os blogueiros de incestuosos, que por sua vez sabiam que amplificavam as vozes uns dos outros quando criavam links entre si. E assim a comunidade cresceu. Os blogueiros pioneiros trabalharam para se tornar fontes de links para material de qualidade, aprendendo a escrever concisamente, utilizando os elementos que induziam os leitores a visitar outros sites.</p>
<p>O panorama mudou quando, naquele mesmo ano de 1999, diversas empresas lançaram softwares desenvolvidos para automatizar a publicação em blogs. Um destes softwares, chamado Blogger, apresentava enorme facilidade para publicação de conteúdo, e com a sua interface privilegiando a escrita espontânea, foi adotado por centenas de pessoas. O conhecimento tecnológico para manutenção de uma ferramenta para publicação na Web passou a não ser mais um requisito. A estrutura técnica era gerenciada pela empresa, que também oferecia a criação de blogs a custo zero, assim como os valores agregados: um item em um blog possui valor de produção irrisório comparado com o de um artigo veiculado na grande mídia. Essa adoção em massa, e a não utilização dos links como o elemento central da forma, causou controvérsia na comunidade original blogueira. Eles acusavam os blogs gerados pelos novos softwares de serem simplesmente diários, e não blogs – e o que representava os blogs “de verdade” eram os links. Alguns achavam que com a seleção criteriosa e justaposição de links, os blogs poderiam se tornar uma importante nova forma de mídia alternativa, agregando informações oriundas de diversas fontes, revelando diferentes pontos de vista e talvez, influenciar a opinião em larga escala – uma visão chamada “mídia participativa”.</p>
<p>Mas a mensagem passou a modelar o meio. No início de 2000, Blogger introduziu uma inovação – o permalink, conhecido em português como ligação permanente ou apontador permanente – que transformaria o perfil dos blogs. Os permalinks garantiam a cada publicação num blog uma localização permanente &#8211; uma URL – que poderia ser referenciada. Anteriormente, a recuperação em arquivos de blogs só era garantida através da navegação livre (ou cronológica). O permalink permitia então que os blogueiros pudessem referenciar publicações específicas em qualquer blog. Em seguida, hackers criaram programas de comentários aplicáveis aos sistemas de publicação de blogs que ainda não ofereciam tal capacidade. O processo de se comentar em blogs significou uma democratização da publicação, consequentemente reduzindo as barreiras para que leitores se tornassem escritores.</p>
<p>A blogosfera, termo que representa o mundo dos blogs, ou os blogs como uma comunidade ou rede social, cresceu em ritmo espantoso. Em 1999 o número de blogs era estimado em menos de cinqüenta; no final de 2000, a estimativa era de poucos milhares. Menos de três anos depois, os números saltaram para algo em torno de 2,5 a 4 milhões. Atualmente existem cerca de 70 milhões de blogs e cerca de 120 mil são criados diariamente, de acordo com o estudo State of Blogosphere[1]. O estudo revela que a blogosfera aumentou em 100 vezes nos três últimos anos e que atualmente ela tende a dobrar a cada seis meses. Esse aumento significativo no número de blogs ao longo dos anos, fez com que a grande mídia desse maior importância ao fenômeno: entre 1995 e 1999 apenas onze artigos jornalísticos sobre blogs foram publicados. No ano de 2003, estima-se que 647 artigos foram publicados.</p>
<p>Provavelmente a maior diferença entre os blogs e a mídia tradicional é que os blogs compõem uma rede baseada em ligações &#8211; os links, propriamente. Todos os blogs por definição fazem ligação com outras fontes de informação, e mais intensamente, com outros blogs. Muitos blogueiros mantêm um “blogroll”, uma lista de blogs que eles frequentemente lêem ou admiram, com links diretos para o endereço desses blogs. Os blogrolls representam um excelente meio para observar os interesses e preferências do blogueiro dentro da blogosfera; os blogueiros tendem a utilizar seus blogrolls para ligar outros blogs que compartilham os mesmos interesses.</p>
<p>[editar] Blogueiro<br />
Wikcionário<br />
O Wikcionário possui o verbete: blogueiro</p>
<p>Blogueiro é um palavra utilizada para designar aquele que escreve em blogs. O universo dos blogueiros (a soma de tudo o que está relacionado a este grupo e este grupo em si) é conhecido como blogosfera.</p>
<p>No dia 31 de agosto, comemora-se o Dia do Blog, que se propõe a promover a descoberta de novos blogs e novo blogueiros.</p>
<p><img src="http://images.google.com.br/intl/pt-BR_ALL/images/images_hp.gif" alt="" /></p>
<p>[editar] Ver também</p>
<p>    * Flog<br />
    * Vlog<br />
    * Blogosfera<br />
    * Blogs educativos</p>
<p>[editar] Referências</p>
<h3>Ementário</h3>
</p>
<dl>
<dt><a name="CE003"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CE003.html">CE003</a> ESTATÍSTICA II</b></dt>
<dd> Representação tabular e gráfica. Distribuições de freqüências. Elementos de probabilidades. Distribuições discretas de probabilidades. Noções de amostragem. Estimativa de parâmetros. Teoria das pequenas amostras. Testes de hipóteses. Análise da variância. Ajustamento de curvas. Regressão e correlação. Séries temporais. Controle estatístico de qualidade.
</dd>
<dt><a name="CE211"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CE211.html">CE211</a> PROCESSOS ESTOCÁSTICOS</b></dt>
<dd> Definição, especificação e momentos de processos estocásticos. Processos estocásticos usuais. Processos estocásticos estacionários: sentido restrito, sentido amplo e processos ergóticos. Estatísticas conjuntas e processos estacionários. Densidade espectral de potência.</p>
</dd>
<dt><a name="CI055"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI055.html">CI055</a> ALGORITMOS E ESTRUTURAS DE DADOS I</b></dt>
<dd> Características básicas do computador. Representação e aritmética binária. Algoritmos. Representação de dados. Introdução a uma linguagem de programação. Solução de problemas simples por computadores.
</dd>
<dt><a name="CI056"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI056.html">CI056</a> ALGORITMOS E ESTRUTURAS DE DADOS II</b></dt>
<dd> Estilos de programação. Refinamentos sucessivos. Tipos abstratos de dados: listas, pilhas, filas. Recursividade. Ordenação interna. Busca. Análise de complexidade dos algoritmos.
</dd>
<dt><a name="CI057"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI057.html">CI057</a> ALGORITMOS E ESTRUTURAS DE DADOS III</b></dt>
<dd> Memória principal. Acesso seqüêncial, indexado. Árvore. Complexidade algoritmos. Ordenação externa. Árvores balanceadas. Conjuntos não ordenáveis.
</dd>
<dt><a name="CI058"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI058.html">CI058</a> REDES DE COMPUTADORES I</b></dt>
<dd> Projeto de sistemas de teleprocessamento. Transmissão de dados a alta e baixa velocidade. Camadas 1 e 2 do modelo ISO/OSI.</p>
</dd>
<dt><a name="CI059"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI059.html">CI059</a> INTRODUÇÃO À TEORIA DA COMPUTAÇÃO</b></dt>
<dd> Linguagem regulares, livres de contexto, sensível a contexto. Autômatos, máquina de Touring. Computabilidade. Problema da parada. Noções de Lambda calculus, funções recursivas e computabilidade.
</dd>
<dt><a name="CI060"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI060.html">CI060</a> SEMINÁRIOS DE INFORMÁTICA I</b></dt>
<dd> Seminários de introdução à informática e a Universidade.
</dd>
<dt><a name="CI061"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI061.html">CI061</a> REDES DE COMPUTADORES II</b></dt>
<dd> Topologia de rede e técnicas de chaveamento. Componentes e funções da rede. Processadores de comunicação. Redes locais. Confiabilidade e segurança de redes. Modelo OSI. Padrões nacionais.
</dd>
<dt><a name="CI062"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI062.html">CI062</a> TECNICAS ALTERNATIVAS DE PROGRAMAÇÃO</b></dt>
<dd> Programação em lógica. Programação funcional. Programação orientada a objetos.</p>
</dd>
<dt><a name="CI063"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI063.html">CI063</a> MÁQUINAS PROGRAMÁVEIS</b></dt>
<dd> Programação em linguagem de máquina. Elementos de arquitetura de computadores. Noções de periféricos.
</dd>
<dt><a name="CI064"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI064.html">CI064</a> SOFTWARE BÁSICO I</b></dt>
<dd> Linguagem de máquina. Técnicas de endereçamento. Representação digital de dados. Codificação simbólica e montadores. Definição e geração de macros. Segmentação e ligação de programas. Projetos ilustrativos da estrutura básica das máquinas e técnicas de programação.
</dd>
<dt><a name="CI065"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI065.html">CI065</a> ALGORITMOS E TEORIA DOS GRAFOS</b></dt>
<dd> Introdução à teoria dos grafos. Algoritmos em grafos.
</dd>
<dt><a name="CI066"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI066.html">CI066</a> OFICINA DE PROGRAMAÇÃO</b></dt>
<dd> Uso dirigido de ferramentas de programação. O computador como ferramenta de trabalho. Práticas de Programação.</p>
</dd>
<dt><a name="CI067"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI067.html">CI067</a> OFICINA DE COMPUTAÇÃO</b></dt>
<dd> Uso dirigido de ferramentas de desenvolvimento de software. Práticas de projetos de algoritmos.
</dd>
<dt><a name="CI068"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI068.html">CI068</a> CIRCUITOS LÓGICOS</b></dt>
<dd> Sistema de numeração e códigos. Minimização e decomposição de funções booleanas. Aritmética binária. Circuitos combinacionais e seqüenciais. Projetos de máquinas de estados e sistemas digitais.
</dd>
<dt><a name="CI069"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI069.html">CI069</a> ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DE INFORMÁTICA</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Empresas de Informática, sob orientação de um professor.
</dd>
<dt><a name="CI070"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI070.html">CI070</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE SOFTWARE I</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Engenharia d Software, sob orientação de um professor.
</dd>
<dt><a name="CI071"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI071.html">CI071</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE SOFTWARE II</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Engenharia de Software, sob orientação de um professor.
</dd>
<dt><a name="CI072"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI072.html">CI072</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM BANCO DE DADOS I</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Banco de Dados, sob orientação de um professor.
</dd>
<dt><a name="CI073"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI073.html">CI073</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM BANCO DE DADOS II</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Banco de Dados, sob orientação de um professor.
</dd>
<dt><a name="CI074"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI074.html">CI074</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM REDES DE COMPUTADORES I</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Redes de Computadores, sob orientação de um professor.</p>
</dd>
<dt><a name="CI075"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI075.html">CI075</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM REDES DE COMPUTADORES II</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Redes de Computadores, sob orientação de um professor.
</dd>
<dt><a name="CI076"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI076.html">CI076</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO DE INFORMÁTICA I</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Administração de Informática, sob orientação de um professor.
</dd>
<dt><a name="CI077"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI077.html">CI077</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO DE INFORMÁTICA II</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Administração de Informática, sob orientação de um professor.
</dd>
<dt><a name="CI078"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI078.html">CI078</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM COMPUTAÇÃO I</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Computação Gráfica, Visão computacional e áreas correlatas, sob orientação de um professor.</p>
</dd>
<dt><a name="CI079"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI079.html">CI079</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM COMPUTAÇÃO II</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Computação Gráfica, Visão computacional e áreas correlatas, sob orientação de um professor.
</dd>
<dt><a name="CI080"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI080.html">CI080</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL I</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Inteligência Artificial, sob orientação de um professor.
</dd>
<dt><a name="CI081"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI081.html">CI081</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL I</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Inteligência Artificial, sob orientação de um professor.
</dd>
<dt><a name="CI082"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI082.html">CI082</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO E ARQUITETURA DE COMPUTADORES I</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Organização e Arquitetura de Computadores, sob orientação de um professor.</p>
</dd>
<dt><a name="CI083"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI083.html">CI083</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO E ARQUITETURA DE COMPUTADORES II</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Organização e Arquitetura de Computadores, sob orientação de um professor.
</dd>
<dt><a name="CI084"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI084.html">CI084</a> TÓPICOS EM TEORIA DOS GRAFOS</b></dt>
<dd> Tópicos em teoria dos grafos.
</dd>
<dt><a name="CI085"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI085.html">CI085</a> TÓPICOS EM COMPUTAÇÃO GRAFICA</b></dt>
<dd> Tópicos em Computação gráfica.
</dd>
<dt><a name="CI086"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI086.html">CI086</a> TÓPICOS EM ARQUITETURA DE COMPUTADORES</b></dt>
<dd> Tópicos em Arquitetura de Computadores.</p>
</dd>
<dt><a name="CI087"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI087.html">CI087</a> TÓPICOS EM BANCO DE DADOS</b></dt>
<dd> Tópicos em Banco de Dados.
</dd>
<dt><a name="CI088"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI088.html">CI088</a> TÓPICOS EM SISTEMAS DISTRIBUÍDOS</b></dt>
<dd> Tópicos em Sistemas Distribuídos.
</dd>
<dt><a name="CI089"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI089.html">CI089</a> TÓPICOS EM TEORIA DA COMPUTAÇÃO</b></dt>
<dd> Tópicos em Teoria da Computação.
</dd>
<dt><a name="CI090"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI090.html">CI090</a> TÓPICOS EM ENGENHARIA DE SOFTWARE</b></dt>
<dd> Tópicos em Engenharia de Software.</p>
</dd>
<dt><a name="CI091"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI091.html">CI091</a> TÓPICOS EM AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO</b></dt>
<dd> Tópicos em Avaliação de Desempenho.
</dd>
<dt><a name="CI092"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI092.html">CI092</a> TÓPICOS EM TECNOLOGIAS E APLICAÇÕES</b></dt>
<dd> Tópicos em Tecnologias e Aplicações.
</dd>
<dt><a name="CI093"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI093.html">CI093</a> TÓPICOS EM ANÁLISE NUMÉRICA</b></dt>
<dd> Tópicos em Análise Numérica.
</dd>
<dt><a name="CI094"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI094.html">CI094</a> TÓPICOS EM PROCESSAMENTO DE IMAGENS</b></dt>
<dd> Tópicos em Processamento de Imagens.</p>
</dd>
<dt><a name="CI095"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI095.html">CI095</a> TÓPICOS EM COMPILADORES</b></dt>
<dd> Tópicos em Compiladores.
</dd>
<dt><a name="CI096"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI096.html">CI096</a> TÓPICOS EM INTERFACE HOMEM-MÁQUINA</b></dt>
<dd> Tópicos em Interface Homem-Máquina.
</dd>
<dt><a name="CI097"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI097.html">CI097</a> TÓPICOS EM SISTEMAS DIGITAIS</b></dt>
<dd> Tópicos em Sistemas Digitais.
</dd>
<dt><a name="CI098"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI098.html">CI098</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO I</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Informática na Educação, sob orientação de um professor.</p>
</dd>
<dt><a name="CI099"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI099.html">CI099</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO II</b></dt>
<dd> Trabalho de nível profissional ou de pesquisa na área de Informática na Educação, sob orientação de um professor.
</dd>
<dt><a name="CI202"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI202.html">CI202</a> MÉTODOS NUMÉRICOS</b></dt>
<dd> Matrizes. Sistemas lineares. Soluções de sistemas lineares. Zeros de funções algébricas e transcendentes. Interpolação. Integração.
</dd>
<dt><a name="CI204"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI204.html">CI204</a> ADMINISTRAÇÃO DE INFORMÁTICA</b></dt>
<dd> Organização da função de informática. Medidas de desempenho e seleção de sistemas. Controle de custos. Planejamento e controle de atividades de um CPD. Relacionamento com clientes, fornecedores, público interno e externo. Segurança e privacidade. Avaliação da função da informática pela alta administração.
</dd>
<dt><a name="CI205"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI205.html">CI205</a> ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO PARA INFORMÁTICA</b></dt>
<dd> A função de produção. Planejamento e controle da produção. Medidas de desempenho: custo, qualidade, produtividade e outros. Mudanças. Manutenção. Esquema de trabalho normal e para crises. Ergonomia. Layout e fluxo de trabalho.</p>
</dd>
<dt><a name="CI206"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI206.html">CI206</a> ADMINISTRAÇÃO DE TECNOLOGIA DE INFORMÁTICA E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA</b></dt>
<dd> Previsão e avaliação do avanço tecnológico em computação e comunicação. A estratégia da organização e administração tecnológica de informática. Fomento da inovação tecnológica.</p>
</dd>
<dt><a name="CI209"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI209.html">CI209</a> INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL</b></dt>
<dd> Simulação da Inteligência em Diferentes Áreas. Linguagem Natural. Linguagem Artificial. Aplicações.
</dd>
<dt>
<em><font color="red">musica gerada a partir de inteligencia artificial:</font></em><br />
<object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf" id="audioplayer1" height="50" width="500"><param name="movie" value="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf"></param><param name="FlashVars" value="playerID=1&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http://189.4.63.133:8000/audios/mosquitospolvora.mp3"></param><param name="quality" value="high"></param><param name="menu" value="false"></param><param name="wmode" value="transparent"></param></object><br />
<a name="CI210"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI210.html">CI210</a> PROJETOS DIGITAIS E MICROPROCESSADORES</b></dt>
<dd> Estruturas de microcomputadores: microprocessador, memória, entrada e saída. Arquitetura do microprocessador: registradores, indexadores, pilhas, endereçamento. Interfaces: paralelas, seriais, analógicas/digitais. organização de memórias: RAM, EPROM, EAROM. Aplicações.
</dd>
<dt><a name="CI211"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI211.html">CI211</a> CONSTRUÇÃO DE COMPILADORES</b></dt>
<dd> Gramáticas. Autômatos. Computabilidade. Análise léxica. Análise sintática. Geração de código. Recuperação de erro. Compiladores de compiladores.</p>
</dd>
<dt><a name="CI212"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI212.html">CI212</a> ORGANIZAÇÃO E ARQUITETURA DE COMPUTADORES</b></dt>
<dd> Componentes do fluxo de dados e sua organização. Unidade aritmética e lógica. Unidade de controle. Memória. Vias de acesso. Elementos de um conjunto de instruções. A arquitetura Von Neumann. Arquitetura de entrada e saída. Otimização de arquitetura.
</dd>
<dt><a name="CI214"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI214.html">CI214</a> ESTRUTURAS DE LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO</b></dt>
<dd> Descrição de algumas linguagens de programação. Tipos de dados: organização lógica; estrutura de armazenamento; representação sintática. Características gerais de operações. Estruturas de controle. Gerenciamento de memória.
</dd>
<dt><a name="CI215"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI215.html">CI215</a> SISTEMAS OPERACIONAIS</b></dt>
<dd> Componentes de um sistema. Administração dos recursos: memória principal e secundária. Administração dos processos: prioridades, interrupção, filas. Comunicação entre processos: semáforos e mensagens. Segurança.
</dd>
<dt><a name="CI218"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI218.html">CI218</a> SISTEMAS DE BANCO DE DADOS</b></dt>
<dd> Sistemas de informação em ambiente de banco de dados. Estruturas em rede, hierárquicas e relacional. Administração de dados.</p>
</dd>
<dt><a name="CI219"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI219.html">CI219</a> ANÁLISE E PROJETO DE SISTEMAS</b></dt>
<dd> Sistemas aplicativos. Instrumentos de análise. Determinação de alternativas. Projeto físico de sistema computacional e manual. Características especiais de sistemas.
</dd>
<dt><a name="CI220"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI220.html">CI220</a> TEORIA DE SISTEMAS</b></dt>
<dd> O conceito de sistemas. Definição e modelação de sistemas. Aplicação das abordagens de sistemas. Sistemas de administração.
</dd>
<dt><a name="CI221"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI221.html">CI221</a> ENGENHARIA DE SOFTWARE</b></dt>
<dd> Administração do projeto de engenharia de software. Validação. Técnicas de testes de produto. Metodologias de programação. Qualidades de produto de software. Complexidade de software: recursos, confiabilidade, disponibilidade. Planejamento de recursos.
</dd>
<dt><a name="CI233"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI233.html">CI233</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO I</b></dt>
<dd>
</dd>
<dt><a name="CI234"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI234.html">CI234</a> TRABALHO DE GRADUAÇÃO II</b></dt>
<dd>
</dd>
<dt><a name="CI235"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI235.html">CI235</a> ESTÁGIO SUPERVISIONADO I</b></dt>
<dd>
</dd>
<dt><a name="CI236"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI236.html">CI236</a> ESTÁGIO SUPERVISIONADO II</b></dt>
<dd>
</dd>
<dt><a name="CI237"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CI237.html">CI237</a> MATEMÁTICA DISCRETA</b></dt>
<dd> Análise combinatória. Funções geradoras. Relações de recorrência. Enumeração.</p>
</dd>
<dt><a name="CM003"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CM003.html">CM003</a> CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL III</b></dt>
<dd> Integral múltipla. Integral de linha. Equações diferenciais ordinárias.
</dd>
<dt><a name="CM005"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CM005.html">CM005</a> ÁLGEBRA LINEAR</b></dt>
<dd> Matrizes e equações lineares. Espaços vetoriais. Transformações lineares. Operadores e matrizes diagonalizáveis. Espaços com produto interno. Operadores sobre espaços com produto interno. Cônicas e quádricas.
</dd>
<dt><a name="CM045"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CM045.html">CM045</a> GEOMETRIA ANALÍTICA I</b></dt>
<dd> Vetores no plano e no espaço, Retas e planos no espaço com coordenadas cartesianas. Translação e rotação de eixos. Curvas no plano. Superfícies. Outros sistemas de coordenadas.
</dd>
<dt><a name="CM046"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CM046.html">CM046</a> INTRODUÇÃO À ÁLGEBRA</b></dt>
<dd> Operações. Grupos. Anéis e corpos.</p>
</dd>
<dt><a name="CM201"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CM201.html">CM201</a> CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I</b></dt>
<dd> Funções. Derivadas. Aplicações do cálculo diferencial. Integrais. Séries.
</dd>
<dt><a name="CM202"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CM202.html">CM202</a> CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II</b></dt>
<dd> Conjuntos de Rn. Funções de várias variáveis: limites, continuidade. derivação parcial e diferenciação. Funções compostas. Funções homogêneas. Funções implícitas. Máximos e mínimos das funções de várias variáveis. Integrais duplas e triplas. Análise vetorial. Integrais de linha e de superfície. Equações diferenciais de primeira ordem .Equações diferenciais de ordem n. Sistema de equações diferenciais lineares.
</dd>
<dt><a name="CM224"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/CM224.html">CM224</a> PESQUISA OPERACIONAL I</b></dt>
<dd> Revisão de álgebra linear. Modelos de programação linear. O método simplex. O problema do transporte. O problema da designação. Dualidade. Análise de Pós-Otimização.
</dd>
<dt><a name="HL077"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/HL077.html">HL077</a> COMUNICAÇÃO E LINGÜÍSTICA</b></dt>
<dd> Lingüística formal. Revisão gramatical. Elaboração de textos.</p>
</dd>
<dt><a name="SA017"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/SA017.html">SA017</a> ADMINISTRAÇÃO III</b></dt>
<dd> Localização da disciplina no contexto das atividades do país. Conceito geral de administração. Visão global e importância. Elemento de administração. Função administrativa na empresa. Função financeira na empresa. Função comercial na empresa.
</dd>
<dt><a name="SA214"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/SA214.html">SA214</a> INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DE ADMINISTRAÇÃO</b></dt>
<dd> Introdução à teoria geral da administração: papel da administração nos empreendimentos humanos. Conceitos de teoria e arte, perspectiva científica da administração, modelo como técnica de estudo, poder e autoridade, liderança. Evolução das correntes de pensamento administrativo: clássicos, a corrente de relações humanas, os comportamentalistas, os estruturalistas e a teoria geral de sitemas; tendências atuais. Análise de sistemas em administração: concepção da administração como sistema. Desenvolvimento organizacional e institucional. Principais funções administrativas, planejamento, organização, direção e controle. Comportamento administrativo. Administração e a informática.
</dd>
<dt><a name="SC003"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/SC003.html">SC003</a> CONTABILIDADE GERAL I</b></dt>
<dd> As entidades e seu campo de ação econômica. Patrimônio. Gestão. Inventário. Orçamento. O controle administrativo e contábil. Escrituração (teoria e prática). A relevação da gestão nas empresas. A revelação da gestão nas instituições. Sistemas suplementares.
</dd>
<dt><a name="SC202"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/SC202.html">SC202</a> CONTABILIDADE DE CUSTOS PARA INFORMÁTICA</b></dt>
<dd> Introdução aos custos. Elementos de custos. Classificação dos custos. Formação dos custos. Departamentalização. Apuração dos custos. Sistemas de custeio. Custos de distribuição. Instrumentos de análise. Preço de venda, lucro e inflação.</p>
</dd>
<dt><a name="SC203"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/SC203.html">SC203</a> MATEMÁTICA FINANCEIRA PARA INFORMÁTICA</b></dt>
<dd> Juros e descontos simples. Juros e descontos compostos. Formação e recuperação de capital. Análise de investimentos.
</dd>
<dt><a name="SE044"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/SE044.html">SE044</a> ECONOMIA I </b></dt>
<dd> Visão conceitual básica. Abordagem estruturalista. Sistema financeiro. Economia internacional.
</dd>
<dt><a name="SE045"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/SE045.html">SE045</a> ECONOMIA II</b></dt>
<dd> Introdução ao estudo microeconômico. Análise das funções: oferta e procura. Teoria da produção. Teoria do consumidor. Análise genérica.
</dd>
<dt><a name="SIN070"><b></b></a><b><a href="http://www.inf.ufpr.br/bcc/programas/SIN070.html">SIN070</a> ORIENTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA &#8211; B</b></dt>
<dd> Orientação bibliográfica, elaboração e apresentação de trabalhos normalizados.</p>
<blockquote>
<p><a style="padding:3px;background: transparent;color:#00FF55;font-family:tahoma;font-size:20px;font-weight:bold;text-decoration:none;" href="http://www.giftube.com/" target="_blank"></p>
<p>&#8221;<br />
envolvido para não mais sorrir<br />
apenas escancarar as narinas<br />
e atingir o orgasmo néonatal<br />
conchas eletroacústicas<br />
sístoles e diástoles<br />
em favor do caos</p>
<p>mas não seriam todos os seres do sonho<br />
espectros oníricos, fantasmagóricos,<br />
alegorias, simbólicos,<br />
e daí um corte arbitrário de separar e classificar<br />
como pornográfico apenas esse corte aqui</p>
<p>eu que não existo,<br />
mas que não páro de me sentir&#8221;</p>
<p></a></p>
<p><em>Guilherme Pilla</em>
</p></blockquote>
<p><img src="http://giftube.com/gifs/281.gif"  width="400"/></dd>
</dl>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/made_in-china.jpg' alt='made_in-china.jpg' /></center></p>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>3</slash:comments>
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		<item>
		<title>Rapsodos trabalhando &#8211; Ilíada Canto XVI com Richard Rebelo e direção de Octávio Camargo &#8211; Curitiba, 26/07/2007</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2259</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2259#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Jul 2007 00:23:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>occam</dc:creator>
				<category><![CDATA[A_Ilíada&O_software_livre]]></category>
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		<guid isPermaLink="false">http://organismo.art.br/blog/?p=2259</guid>
		<description><![CDATA[Confira aqui fotos do espetáculo e outros documentos em produção colaborativa a partir de 27/07/2007. Clique aqui para ver as fotos de Gilson Camargo, em Olhar Comum. ====================== Da nau fervia o prélio, e ao divo Aquiles Vem Patroclo a verter cálido choro, Como de celsa rocha em fio brota Fundo olho d&#8217;água. Comovido o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/685px-men_at_worksvg.jpg' alt='rapsodos-trabalhando' /></p>
<p>Confira aqui fotos do espetáculo e outros documentos em produção colaborativa a partir de 27/07/2007.</p>
<p>Clique <a href="http://www.gilsoncamargo.com.br/blog/?p=349">aqui</a> para ver as fotos de <a href="http://www.gilsoncamargo.com.br/">Gilson Camargo</a>, em <a href="http://www.gilsoncamargo.com.br/blog/">Olhar Comum</a>.</p>
<p>======================</p>
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<p>Da nau fervia o prélio, e ao divo Aquiles<br />
Vem Patroclo a verter cálido choro,<br />
Como de celsa rocha em fio brota<br />
Fundo olho d&#8217;água. Comovido o encontra<br />
O amigo velocípede: &#8220;Patroclo,<br />
Pranteias molemente? És qual menina<br />
Que, da mãe apressada após, retêm-na<br />
Pelo vestido, e em lágrimas olhando,<br />
Insta-lhe até que em braços a receba.<br />
Aos Mirmidões, a mim, que novas trazes?<br />
Veio de Ftia um núncio? Vivem, consta,<br />
Menetes e Peleu, cujo trespasso<br />
Tinha de entristecer-nos. Ou lamentas<br />
Os que ante as cavas naus ingratos morrem?<br />
Não me ocultes, amigo, as mágoas tuas.&#8221;<br />
      Gemente assim Patroclo: &#8220;Não te agastes,<br />
Aqueu sem par; dor grave oprime os nossos:<br />
Os mais valentes já feridos jazem,<br />
De lança o Atrida e Ulisses, e frechados<br />
Na coxa Eurípilo e no pé Diomedes.<br />
Médicas mãos os curam cuidadosas;<br />
Mas não se dobra teu rancor, Pelides.<br />
Nunca ira tal me cegue, herói funesto!<br />
Quem mais em teu valor fiar-se pode,<br />
Quando não livras da ruína os Gregos?<br />
Nem te gerou, cruel, Peleu nem Tétis;<br />
Filho és do turvo mar, de broncas penhas.<br />
Se agouros temes, se de Jove arcanos<br />
Declarou-te a mãe deusa, ao menos dá-me<br />
Teus Mirmidões, e aos nossos lume escasso<br />
Talvez serei. Tua armadura emprestes:<br />
Crendo-te em liça os Teucros, é factível<br />
Cessem do assalto, e aos márcios Gregos deixem<br />
Útil breve respiro em tanta lida;<br />
Frescos nós outros, o inimigo lasso<br />
Fácil do campo e naus rechaçaremos.&#8221;<br />
Ai! Néscio implora, e o fado e a morte chama.</p>
<p><a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/456951"><img src="http://u1.ipernity.com/u/2/34/76/423476.40341d951.l.jpg" width="559" height="560" alt="" border="0"/></a></p>
<p>      Suspira Aquiles: &#8220;Como! Eu, bom Menécio,<br />
De agouros me temer! De Jove Tétis<br />
Nada me revelou. Mas dói-me o agravo<br />
De um prepotente par, que o prêmio ganho<br />
Por minha lança na invadida praça,<br />
A jovem bela escrava, arrebatou-me;<br />
Dói-me sim que esse Atrida ma tirasse,<br />
Como das mãos de ignóbil vagabundo.<br />
Olvide-se o passado, nem perpétuo<br />
Ódio quero nutrir: de não depô-lo<br />
Voto fiz, sem primeiro à minha esquadra<br />
Chegar o estrondo e a pugna. O arnês que pedes,<br />
Veste-o, conduz os Mirmidões fogosos:<br />
De Teucros nuvem basta as naus circunda;<br />
Pouca ourela da praia aos Dânaos resta;<br />
Ílio em peso concorre e afouta inunda.<br />
Oh! Não vêem mais luzir meu capacete:<br />
Se o rei me fora justo, em fuga tinham<br />
O fosso de cadáveres enchido;<br />
Ora, opugnando, o exército encurralam.<br />
Não mais braveja a Diomédea lança,<br />
Os Dânaos resguardando; a voz calou-se<br />
Das goelas do Atrida abominável:<br />
A de Heitor homicida aos seus troveja;<br />
Guerreiros vivas o triunfo aclamam.<br />
Sus, Patroclo, das naus remove a peste,<br />
Anda, acomete; a frota não se abrase,<br />
Que nos deve repor na doce pátria.<br />
Ouve e do meu conselho não te olvides,<br />
A fim que honras os Dânaos me prodiguem,<br />
E a cativa gentil me restituam<br />
Com magníficos dons: repulsos, volta;<br />
Embora o esposo altíssimo de Juno<br />
Te apreste a glória, os bélicos Hectóreos<br />
Não combatas sem mim, que me é desdouro;<br />
Nem ávido exultando na carnagem,<br />
Aos muros de Ílio o exército avizinhes;<br />
Pois descerá do Olimpo um dos Supremos,<br />
Talvez o Longe-vibrador que os ama.<br />
Salva as naus e retorna; eles pleiteiem<br />
Em raso campo. Ó sempiterno Padre,<br />
Minerva e Apolo, a morte a nenhum Teucro<br />
E a nenhum Grego poupe; escapos ambos,<br />
Sós Ílio sacra derribar nos caiba.&#8221;<br />
      De rojões, entretanto, Ajax vexado,<br />
Mal se sustinha, que o domava Jove<br />
E o dardejar contino; em torno às fontes<br />
O elmo hórrido rouqueja, que o brilhante<br />
Artífice cocar alvo é dos tiros.<br />
Do pavês o ombro esquerdo já tem lasso,<br />
Mas quedo apara a chuva de arremessos;<br />
De anélito açodado, os membros todos<br />
Escorrendo em suor, nem resfolgava,<br />
Aumentando um perigo outro perigo.<br />
      Musas do Olimpo, recontai-me como<br />
O fogo se ateou na Argiva armada.<br />
      Onde a espiga se encava, de montante,<br />
Corta o Priâmeo o freixo ao Telamônio,<br />
Que mutilado vibra hastil inútil,<br />
E cai no chão tinindo a cúspide ênea.<br />
Treme o indômito Ajax reconhecendo<br />
Que obra é celeste, que o senhor do raio<br />
Decide e quer aos Teucros a vitória;<br />
Enfim recua. A infadigável chama,<br />
Remessada ao baixel, inextinguível<br />
Pega de popa a proa; então veemente<br />
Bate Aquiles na coxa: &#8220;Eia, Patroclo,<br />
Vejo lavrar tenaz o hostil incêndio;<br />
Não se nos tolha o meio à retirada;<br />
Já já te arneses, e eu reúno as hostes.&#8221;<br />
      Cinge o Menécio deslumbrante saio;<br />
Com prata afivelando, as finas grevas<br />
Ajusta às pernas; estrelada e vária<br />
Aos peitos liga a do veloz Pelides<br />
Érea couraça; o claviargênteo gládio<br />
Pendura; o grã pavês, sólido ombreia;<br />
Põe à forte cabeça o casco insigne,<br />
De nutante penacho e horrente crista;<br />
Válidas lanças a seu pulso adapta,<br />
Que a do Eácida exímio, por disforme,<br />
Argeu nenhum, só ele, manejava:<br />
Cortou Quiron seu freixo no alto Pélion,<br />
De heróis futuro dano, a Peleu dado.<br />
A Automedon manda aprontar o coche,<br />
A quem mais preza após o rompe-esquadras,<br />
Pajem fiel, no afogo das batalhas.<br />
Este junge os ligeiros Xanto e Bálio,<br />
Ao vento iguais: Podarga harpia, ao sopro<br />
De Zéfiro num prado os concebera<br />
Junto ao rio Oceano. Ata à boléia<br />
Com imortais corcéis Pédaso fero,<br />
Preia de Aquiles d&#8217;Eetion nos muros.<br />
      O filho de Peleu, de tenda em tenda,<br />
Arma os seus. Quando crus vorazes lobos,<br />
O estômago a instigá-los, dilaceram<br />
Montês cervo ramoso, em alcatéia,<br />
Rubros os queixos, com delgadas línguas<br />
Lambem de cima a funda escura fonte;<br />
E, teso o ventre, a impar, cruor vomitam,<br />
Mais gana inda os instiga e os acorçoa:<br />
Dos Mirmidões os príncipes, não menos,<br />
O amigo audaz famintos e animosos<br />
Do Eácida ladeiam, que os ginetes<br />
E adargados belígero afervora.<br />
      Cinqüenta lestes naus a Tróia Aquiles,<br />
Caro ao Satúrnio, trouxe, com cinqüenta<br />
Remos em cada uma, e a cabos cinco<br />
Diviso o mando, presidia a todos.<br />
Menéstio encouraçado era o primeiro,<br />
Que a Espérquio rio, gênito de Jove,<br />
Polidora pariu, de Peleu filha,<br />
Gentil mulher que ao deus se unira assíduo:<br />
Nado o criam de Bóros Periério,<br />
Que lhe esposara a mãe com dote imenso.<br />
Era Eudoro o segundo, que houve oculta<br />
A de Filas garbosa Polimela:<br />
O Argicida Mercúrio amou-a, vendo-a<br />
Cantos guiar e danças da auri-archeira<br />
Diana estrepitosa, e manso ao quarto<br />
Subindo virginal, teve este egrégio<br />
Rápido campeão; mas, dês que ao lume<br />
Do sol o deu cruíssima Ilitia,<br />
Casou com Polimela o Actório Equecles,<br />
Dotando-a com mil dons: o avô cuidoso<br />
O criou como seu. Era o terceiro<br />
Pisandro Memalides, que excedia<br />
Na lança os Mirmidões, Patroclo exceto.<br />
Quarto, o équite Fênix; era o quinto<br />
Alcimedon famoso Laerceio.<br />
      Tudo Aquiles ordena, e diz severo:<br />
&#8220;Não vos esqueça, Mirmidões, que a bordo<br />
Ameaçáveis os Troas; que freqüente,<br />
Condenando meu ódio, me exclamáveis:<br />
- De fel a mãe te amamentou, Pelides;<br />
Tirano, os sócios à inação constranges;<br />
Pois que a ira fatal caiu-te n&#8217;alma,<br />
De volta à casa o pélago sulquemos. -<br />
Ei-lo o conflito pelo qual bramíeis:<br />
Quem tiver coração, corra aos Troianos.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/452936"><img src="http://u1.ipernity.com/u/2/89/67/419721.970842881.l.jpg" width="560" height="560" alt="" border="0"/></a></p>
<p>      A voz régia afogueia as filas todas.<br />
Como, a prova dos ventos, o arquiteto<br />
Em parede superba ajunta as pedras;<br />
Ajuntam-se, elmo a elmo, escudo a escudo,<br />
Lado a lado, os varões: tocam-se e ondeiam<br />
Indistintos penachos e cocares.<br />
Sós dois, Patroclo e Automedon, concordes<br />
Em ferir a batalha, os precediam.<br />
      Vai logo à tenda Aquiles, abre a tampa<br />
Da que a mãe argentípede, à partida,<br />
Lhe dera arca louçã, de agasalhados<br />
Capotes cheia, e túnicas e mantas<br />
E tapetes felpudos: copa tira<br />
De alto lavor, em que ele só bebia<br />
E a Jove só libava; com enxofre<br />
Untada a expurga e em água a purifica;<br />
Também lavando as mãos, purpúreo vinho<br />
Despeja, e em meio dos guerreiros posto,<br />
Nos céus a vista, ao fulminante Padre,<br />
A seus rogos atento, assim brindava:<br />
&#8220;Jove Pelasgo, tu que longe habitas<br />
E imperas em Dodona hiberna e fria,<br />
Dos Selos teus intérpretes cercado,<br />
Que de pés andam nus e em terra dormem,<br />
Perfaze ora os meus votos, já que os Dânaos<br />
Por honrar-me afligiste: eu permaneço,<br />
E de muitos à testa envio o sócio;<br />
Dá-lhe vitória, altíssono, e a coragem<br />
No peito lhe confirma; Heitor aprenda<br />
Se é de si forte o amigo, ou se invencível<br />
É só quando combate à minha ilharga.<br />
Mas, depois que do assalto as naus liberte<br />
E do tumulto, incólume aqui volte,<br />
Com meu arnês inteiro e os meus soldados.&#8221;<br />
      Previsto Jove, anui somente em parte:<br />
Salve Patroclo as naus, mas não se salve.<br />
Depois que liba súplice, o Peleio<br />
Entra na tenda, e a copa na arca fecha;<br />
À porta volve, e espectador ainda<br />
Quis ser da atroz mortífera batalha.<br />
      Como Patroclo bizarro as hostes marcham,<br />
Té que aos Troas remetem corajosas.<br />
Quando as vespas, que encelam-se na estrada,<br />
Insensatos meninos irritando,<br />
Público mal preparam buliçosos,<br />
Por descuido se as toca o viandante,<br />
Elas com forte coração rebentam<br />
Em defesa do enxame: assim prorrompem<br />
Os Mirmidões, e a cuquiada ruge.<br />
Grita Patroclo: &#8220;Ó sócios do Pelides,<br />
De quem sois recordai-vos, com façanhas<br />
Esse herói dos heróis honremos hoje:<br />
O amplo-dominador confesse a culpa<br />
De agravar o fortíssimo dos Gregos.&#8221;<br />
      Com tal estímulo, adensados ruem;<br />
Das naus em torno o alarma horrível soa.<br />
Vendo ao Menécio coruscar nas armas<br />
E o mesmo auriga, trépidos os Teucros<br />
Se desconcertam; cuidam congraçado<br />
O Eácida veloz, e olhando em roda<br />
Cada qual busca efúgio à instante Parca.<br />
Patroclo estréia, com fulgente lança,<br />
Onde mais tumultuam, junto à popa<br />
Do Grã Protesilau: fere o armo destro<br />
A Pericmeu, que os équites Peônios<br />
Caudilha de Amidon e do Áxio largo;<br />
Vai de costas, no pó gemendo rola,<br />
E a flor de seus espavoridos fogem.<br />
Remove e extingue o fogo, e atropelados<br />
Da nau já semi-ardida os Frígios deita:<br />
Por entre as outras, com ruído enorme<br />
Derramando-se os Dânaos, os repulsam.<br />
Se alquando espalha Júpiter fulgúreo<br />
O negrume do cimo da montanha,<br />
Aberto o máximo éter, aparecem<br />
Rocas, píncaros, bosques; tais os Dânaos,<br />
Livres do incêndio, um pouco respiraram:<br />
Porém dura ainda a pugna; que os Troianos<br />
Costas não davam todos, mas forçados<br />
Iam deixando o campo e resistindo.</p>
<p><a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/457297"><img src="http://u1.ipernity.com/u/2/6D/77/423789.3bb992101.l.jpg" width="373" height="560" alt="" border="0"/></a></p>
<p>      Cada chefe um contrário acossa e mata.<br />
Logo a bronze o Menécio de Areilico<br />
Fratura o fêmur e o debruça em terra.<br />
A Toas, que do peito arreda o escudo,<br />
Prosterna Menelau. Na arremetida,<br />
Meges lanceia a perna, onde há mais polpa,<br />
Ao nobre Anficlo, e os nervos lhe descose;<br />
Letal escuridão lhe cega os olhos.<br />
Antíloco Nestório de érea ponta<br />
A Atínio espeta o lado e o prostra. Máris,<br />
Ante o fraterno corpo, ao Grego vibra;<br />
Mas Trasimedes, prevenindo o golpe,<br />
No ombro lhe mete a cúspide, e lhe corta<br />
Os músculos do braço e o osso escarna:<br />
Baqueia Máris em medonha treva.<br />
E dois irmãos a Dite assim remete,<br />
Ambos hasteiros, a Sarpédon caros,<br />
Filhos de Amisodar, que, infensa a muitos,<br />
A Quimera nutria insuperável.<br />
Na baralha a Cleóbulo impedido<br />
O Oiliades empolga, e na garganta<br />
Lha ensopa toda e em sangue a espada aquece:<br />
Purpúrea morte o imerge em noite escura.<br />
Lícon e Peneleu, que se entrechocam,<br />
Botes errando, às lâminas recorrem:<br />
Lícon no hostil cocar imprime o gládio,<br />
Que pelo punho estrala; sob a orelha,<br />
Peneleu de um revés lhe fende o colo,<br />
E a cabeça, da pele só retida,<br />
Lhe dependura e os órgãos lhe desata.<br />
Merion desenvolto após Acamas,<br />
Ao montar, o escalavra no ombro destro:<br />
Ofusca-se-lhe a vista e rui do coche.<br />
De pique atroz Idomeneu, de Erimas<br />
Por sob o cérebro atravessa a boca,<br />
Racha alvos ossos e desloca os dentes:<br />
Os olhos dois infiltram-se de sangue,<br />
Sangue das ventas bolha e abertas fauces;<br />
Da nera morte o envolve a nuvem baça.</p>
<p><a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/457365"><img src="http://u1.ipernity.com/u/2/AE/77/423854.d8447c2c1.l.jpg" width="560" height="558" alt="" border="0"/></a></p>
<p>      Cada herói Grego assim talha uma vida.<br />
Como lobos roazes que, de espreita,<br />
A mães roubam cabritos ou cordeiros,<br />
Cujo pastor os descuidou no monte,<br />
E aos balantes imbeles despedaçam;<br />
Dão sobre os Troas, que olvidando o brio,<br />
Só na horríssona fuga se afiúzam.<br />
      Ansioso o grande Ajax a Heitor procura;<br />
Que, adargando experiente os ombros largos,<br />
Dos tiros o zunido ou silvo observa,<br />
E inclinada a vitória, inda constante<br />
Vela nos companheiros. Qual do Olimpo<br />
Ao céu vai nuvem, se o nimboso Padre<br />
O éter sereno tolda, as naus expedem<br />
O trépido Tumulto: os de Heitor passam<br />
Em debandada, e os rápidos ginetes<br />
Apartam-no dos seus, que o fosso embarga.<br />
Quantos corcéis, na escarpa escorregando,<br />
Quebram temões, donos e coches largam!<br />
Uns alenta o Menécio, outros acossa<br />
Com ignito furor: em gritos fogem,<br />
As estradas enchendo, e os corredores,<br />
Por turbilhões de pó que os ares turvam,<br />
Das naus e tendas à cidade voam.<br />
Trota e se envia onde há maior distúrbio,<br />
E minaz urra: sob os eixos muitos<br />
Rolam dos voltos clamorosos carros.<br />
Os imortais ungüíssonos dos deuses,<br />
Dom preclaro a Peleu, transpõe o fosso<br />
De um pulo; e de ir o impulso tem Patroclo<br />
Sobre Heitor, que é de biga arrebatado.<br />
No outono, quando Júpiter, sanhudo<br />
Contra o julgar dos homens que a justiça<br />
Do foro banem sem temor dos numes,<br />
A negra terra agrava de chuveiros,<br />
Com tal fúria desfecha, que em dilúvio<br />
Rios dos montes, sementeiras e agros<br />
Arrasando, a gemer se precipitam<br />
No vasto mar purpúreo: assim nitrindo<br />
Iam na desfilada as Teucras éguas.<br />
Rotas as hostes, para as naus Patroclo,<br />
De Ílio tolhendo o ingresso desejado,<br />
As repulsa, e entre a praia e o Xanto e o muro<br />
Gira a vingança e a morte. Nu de escudo<br />
Fere a Pronos o peito; os membros laxa,<br />
E fragoroso expira. De outro bote<br />
Prostra o Enópio Testor, que perturbado<br />
No assento encolhe-se e demite as rédeas:<br />
Pela destra maçã lhe fisga os dentes,<br />
A si contrai a lança; e, qual se pesca<br />
De linha e anzol, de cima de um rochedo,<br />
Grã sacro peixe, pela boca hiante<br />
Do carro abaixo o tira inanimado.<br />
Joga uma pedra a Eríalo que arrosta,<br />
O elmo parte a cabeça racha em duas;<br />
Por terra se debruça, e a morte o cinge.<br />
Patroclo, um após outro, ao chão derriba<br />
A Erimas e Anfotero, Epalte e Pires,<br />
Équio e Ifeu, Tlepolemo Damastório,<br />
A Polímelo Argeiades e Evipo.<br />
      Dele Sarpédon vendo os seus domados,<br />
Repreende os nobres Lícios: &#8220;Que vergonha!<br />
Onde, Lícios, fugis? Como sois ágeis!<br />
Corro a provar o armipotente braço,<br />
Que a tantos campeões tolhe os joelhos.&#8221;<br />
Do carro eis salta e apeia-se Patroclo.<br />
Quais, de bico recurvo e garra adunca,<br />
Sobre alta penha aos guinchos dois abutres,<br />
Travam-se eles gritando. &#8211; Ao contemplá-lo,<br />
Para a consorte e irmã suspira Jove:<br />
&#8220;Dos homens o mais caro, ai! Meu Sarpédon,<br />
À lança do Menécio está votado:<br />
Hesito n&#8217;alma se na Lícia o ponha,<br />
Subtraído ao combate lutuoso,<br />
Ou se ao cruel destino o deixe entregue.&#8221;<br />
     Mas a augusta olhitáurea: &#8220;Que proferes,<br />
Ó formidável Júpiter? Salvares<br />
Mortal à triste Parca já fadado!<br />
Salva-o, porém do Céu não tens o assenso.<br />
Digo mais, e reflete, à pátria vivo<br />
Se envias teu Sarpédon, outros numes,<br />
Da injustiça irritados, hão de os filhos<br />
Muitos livrar que ante Ílio estão pugnando.<br />
E do teu predileto se hás piedade,<br />
Mal do Menécio a mão do alento o prive,<br />
Consente à Morte e ao Sono que o transportem<br />
À opulenta alma Lícia: irmãos e amigos<br />
Façam-lhe exéquias e lhe sangrem pios<br />
Túmulo e cipo, aos mortos honra extrema.&#8221;<br />
O pai de homens e deuses resignou-se;<br />
Mas pelo filho, a quem da pátria longe<br />
Na feraz Tróia imolará Patroclo,<br />
Asperge a terra de sanguíneo orvalho.<br />
      Já se contrastam; mas Patroclo ao bravo<br />
Pajem do rei Sarpédon, Trasimelo,<br />
Vulnera no imo ventre e solta a vida.<br />
Sarpédon brande a lança impetuosa,<br />
E o golpe errado a pá direita fere<br />
De Pédaso corcel, que em vascas geme<br />
Na arena a espernear e arcando expira.<br />
Xanto escouceia e Bálio; o jugo estala,<br />
E as bridas se embaraçam no que atado<br />
Ao temão jaz no pó. Na afronta, o hasteiro<br />
Automedon provê: de Junto à coxa<br />
Robusta saca a lâmina aguçada,<br />
E ao da boléia presto aos loros talha.<br />
Direita a imortal biga ao freio acode.<br />
      Aos dois rói nova sanha e fogo novo:<br />
Inda a Sarpédon falha a cúspide ênea,<br />
O ombro só roça esquerdo; mas certeiro<br />
Patroclo o pique lhe enterrou por onde<br />
O coração as víceras torneiam.<br />
Como o carvalho, ou choupo ou celso pinho,<br />
Para naval fabrico, ao truz desaba<br />
De afiada secure; ante os cavalos<br />
E o carro jaz, e o pó sanguíneo apalpa,<br />
Os dentes a estrugir. Qual fulvo touro,<br />
Soberbo entre a flexípede manada,<br />
Sob os colmilhos do leão morrendo,<br />
Muge, inda se debate; assim, vencido,<br />
Gemente o rei dos adargados Lícios,<br />
A bracejar, o camarada chama:<br />
&#8220;Diletíssimo Glauco, mais que nunca,<br />
Mostra o que és, sê pugnaz, o mando assume.<br />
Por Sarpédon concita os cabos todos<br />
A pelejar; tu mesmo a lança enrestes.<br />
Infâmia e opróbrio te será perpétuo<br />
Os Gregos despojarem-me o cadáver,<br />
Onde os Lícios heróis as naus disputam.<br />
Eia, as tropas inflama, inabalável.&#8221;<br />
      Cala, afila o nariz e empana os lumes,<br />
Revolto em morte. O Aqueu lhe calca os peitos,<br />
A cúspide lhe saca e entranhas e alma.<br />
Os Mirmidões retêm corcéis que vagam<br />
Açodados, sem coches nem senhores.<br />
De Sarpédon a voz contrista a Glauco,<br />
Nem este lhe valeu, que na mão preso<br />
Tinha o braço, e a frechada o confrangia<br />
Do Aquivo Teucro na mural contenda;<br />
Mas ora a Febo: &#8220;De Ílio, ou da possante<br />
Lícia, Escuta-me, ó nume arcipotente;<br />
Queixas em qualquer parte e rogos ouves<br />
De afligido mortal: picadas sinto<br />
Lancinantes, o sangue não se estanca,<br />
O ombro é pesado, o pique mal sustento.<br />
Nada posso compreender; mas jaz Sarpédon,<br />
Sem que ao valente filho acuda Jove.<br />
Ó rei, sequer me sara esta ferida,<br />
Alivia-me, a fim que esforce os Lícios<br />
E o cadáver eu mesmo lhe defenda.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/457278"><img src="http://u1.ipernity.com/u/2/5E/77/423774.a98f3a3c1.l.jpg" width="560" height="373" alt="" border="0"/></a></p>
<p>      Benigno Febo, as dores já lhe acalma,<br />
Veda o sangue e o robora. Exulta Glauco<br />
Da proteção do deus; primeiro os chefes<br />
Lícios procura, e a cheio passo aos Teucros<br />
Agenor se dirige e Polidamas,<br />
Mais a Eneias e Heitor, e a este exprobra:<br />
&#8220;Sócios esqueces que da pátria e amigos<br />
Longe perecem, nem salvá-los queres!<br />
Sarpédon morto jaz, da Lícia apoio,<br />
Valoroso, eloqüente e justiceiro;<br />
Pelas mãos do Menécio o prostrou Marte.<br />
Indignai-vos, consócios, de que o dispam<br />
E insultem Mirmidões, vingando irosos<br />
Aos que ante as naus a botes aterramos.&#8221;<br />
      Lavra um luto geral; que, estranho embora,<br />
Esteio era de Tróia, e o mais galhardo<br />
Entre os galhardos Lícios. Por Sarpédon<br />
Chameja e os guia Heitor; Patroclo, os Dânaos,<br />
Instigando os Ajax de si fogosos:<br />
&#8220;Vós Ajax, dantes sempre os mais estrênuos,<br />
Hoje aos Teucros. O herói que entrou primeiro<br />
No Graio muro, em terra está, Sarpédon.<br />
Possamos nós despi-lo e encher de afrontas,<br />
A bronze escarmentar os que se oponham!&#8221;<br />
      De estímulo os Ajax não careciam.<br />
Uns e outros firmam-se em renhida pugna,<br />
Teucros e Lícios, Mirmidões e Aquivos,<br />
Com medonho alarido e fragor de armas.<br />
Para estrago maior em torno ao corpo<br />
Do amado filho, Júpiter estende<br />
Lôbrega noite sobre o atroz conflito.<br />
      Olhinegros Aqueus primeiro afrouxam,<br />
Ferido um Mirmidon não lerdo, prole<br />
De Agacles valoroso, Epigeu divo,<br />
Que em Budeia magnífica imperava,<br />
E morto um primo audaz, súplice veio<br />
A Tétis argentípede e ao marido,<br />
Que a Tróia em poldros fértil o enviaram<br />
Do seu rompe-esquadrões na comitiva:<br />
Sobre Sarpédon quando a mão já punha,<br />
De uma pedrada o elmo Heitor partiu-lhe<br />
E em duas a cabeça; do cadáver<br />
Descai por cima, e a feia Parca o cinge.<br />
Qual açor caça a gralhos e estorninhos,<br />
Entre os primipilares, anojado<br />
Pelo defunto sócio, tu Menécio,<br />
De chofre dás nos Lícios e Troianos,<br />
De seixo a Atenelau Itemeneides<br />
Os tendões rompes da cerviz; recua<br />
Com seus primipilares o Priâmeo:<br />
Quanto, ou no jogo ou na homicida guerra,<br />
Alcança um tiro de esforçado pulso,<br />
Ganham tanto os Aqueus e os Teucros perdem.<br />
      Glauco o primeiro se voltou, matando<br />
O caro filho de Calcon, Baticles,<br />
De Hélade opulentíssima habitante<br />
E o Mirmidon mais rico: este após ele,<br />
Já quase o apanha; de repente o Lício<br />
Vira-se e a lança embebe-lhe no seio:<br />
Ao baquear do braço, um grito soltam,<br />
Com mágoa os Dânaos, com prazer os Troas,<br />
Que em derredor se apinham; mas briosos<br />
Vêm de encontro os Aqueus. Merion derriba<br />
O audaz Laogono, de Onetor progênie,<br />
Do Ideu Jove ministro e um nume ao povo;<br />
Sob a orelha e a maxila o fere e prostra:<br />
A alma afunda-se logo em treva horrenda.<br />
O Anquíseo a Merion dispara, crendo<br />
Sob o escudo o enfiar na arremetida;<br />
Ele previsto se proclina, e o freixo<br />
Por cima zune, enterra-se na areia,<br />
E o conto fixo treme, até que Marte<br />
A fúria impetuosa lhe aquieta,<br />
Pois dardou mão robusta o bote inútil.<br />
      E Eneias irritado: &#8220;És bom dançante;<br />
Mas o pique, Merion, certeiro fosse,<br />
Que para sempre te afracara as pernas.&#8221;<br />
Ao que retorque o hasteiro: &#8220;És forte, Eneias;<br />
Mas nem a todos que arrostar-te ousarem,<br />
Tu contes extinguir. Mortal nasceste;<br />
A tocar-te o meu bronze, embora sejas<br />
Na destra afouto, me darias glória,<br />
Tua alma ao rei da lúgubre quadriga.&#8221;<br />
      Mas o Menécio a Merion censura:<br />
&#8220;Que te apresta o falar, valente amigo?<br />
Antes que um morda o pó, com feros nunca<br />
Arredarás os Teucros do cadáver:<br />
O braço à guerra, ao parlamento a língua;<br />
Não palavras, sim obras.&#8221; Nisto avança,<br />
Marcha e o ladeia Merion deiforme.<br />
Qual soa ao longe a mata, em fundo vale,<br />
Dos lenhadores aos contínuos golpes,<br />
Ei-los em todo o campo o estrondo excitam<br />
De êneos arneses, bipontudas hastas,<br />
Elmos, lorigas, e broquéis e espadas.<br />
Desconhecera o experto ao Lício cabo,<br />
Desde a cabeça aos pés de pó coberto<br />
E sangue e tiros: cercam-no e vozeiam,<br />
Como em curral, na primavera, moscas<br />
De alvos tarros de leite em roda zumbem.<br />
      Júpiter, fitos no combate os olhos,<br />
Medita ansioso de Patroclo o fado:<br />
Se ali sobre Sarpédon o Priâmeo<br />
O imole e dispa, ou se ele a vários inda<br />
Lance no extremo afã. Por fim resolve<br />
Que o fâmulo de Aquiles à cidade<br />
Com matança repila o chefe e os Teucros.<br />
O coração primeiro a Heitor quebranta,<br />
Que à pressa monta e exorta os seus que fujam,<br />
A balança Dial pender sentindo.<br />
Nem os Lícios resistem, vendo em meio<br />
Jazer seu rei de um vasto morticínio,<br />
Pois sobre ele muitíssimos caíram,<br />
Quando o Satúrnio o prélio exasperava.<br />
Despem-lhe as éreas coruscantes armas,<br />
Que às naus remete o vencedor Patroclo.</p>
<p><a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/456975"><img src="http://u1.ipernity.com/u/2/4C/76/423500.f369df671.l.jpg" width="560" height="323" alt="" border="0"/></a></p>
<p>      Diz a Febo o Nubícogo: &#8220;Anda, filho,<br />
De sob os dardos meu Sarpédon ergas,<br />
Puro do negro sangue, a parte, em veia<br />
Limpa o lava, e de ambrosia perfumado<br />
Veste-lhe imortal roupa, e o dá que o levem<br />
Os dois gêmeos cursores Morte e Sono<br />
À opulenta ampla Lícia: irmãos e amigos<br />
Façam-lhe exéquias e lhe sagrem pios<br />
Túmulo e cipo, aos mortos honra extrema.&#8221;<br />
      Dócil Apolo, do Ida ao campo desce:<br />
De sob os dardos a Sarpédon ergue,<br />
Puro do negro sangue, a parte, em veia<br />
Limpa o lava, e de ambrosia perfumado<br />
Veste-lhe imortal roupa, e à Morte e ao Sono<br />
O dá, que na alma Lícia o depuseram.</p>
<p><a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/457116"><img src="http://u1.ipernity.com/u/2/D8/76/423640.c7772e9b1.l.jpg" width="560" height="558" alt="" border="0"/></a></p>
<p>      A Automedon excita e aos inimigos<br />
Deita o coche Patroclo; e, se os preceitos<br />
Louco não desprezasse do Pelides,<br />
O trespasso evitara. Mas os de homens<br />
Vence o aviso de Jove, que afugenta<br />
E ao forte que instigou tolhe a vitória,<br />
Ao Grego estimulando. &#8211; A quem, Menécio,<br />
Derribaste primeiro, a quem postremo,<br />
Quando a morrer os deuses te chamaram?<br />
A Adresto e Equeclo e o Mégades Perimo,<br />
E Autonoo, e Epistor e Melanipo;<br />
Depois a Elaso e Múlio, enfim Pilarte:<br />
Mata-os, os mais persegue. E a de altas portas<br />
À tremebunda lança ajoelhara,<br />
Na grã torre se Apolo não parasse,<br />
Em mal dos Dânaos e a favor dos Troas.<br />
O herói pelo espigão do altivo muro<br />
Três vezes trepa, três a eterna destra<br />
O empurra e bate-lhe o fulgente escudo;<br />
Qual deus indo a investir, minaz o impede<br />
O Longe-vibrador: &#8220;Não mais, Patroclo,<br />
À brava lança tua os fados vedam<br />
Ílio santa arrasar; compete a braço<br />
Que o teu muito mais forte; ao grande Aquiles.&#8221;<br />
      Temendo a frecha do agastado Apolo,<br />
Retrograda o Menécio. Às portas Ceias<br />
Tem-se Heitor, cogitando se os cavalos<br />
De novo atire à turba, ou clame às tropas<br />
E as congregue ante o muro; e, enquanto hesita,<br />
Aproxima-se Apolo em forma de Ásio,<br />
Tio seu maternal, mas verde e guapo,<br />
De Dimas geração, que às Frígias margens<br />
Do Sangário habitava, e assim lhe fala:<br />
&#8220;Que vil moleza, Heitor! Oh! Quanto em forças<br />
Te cedo, eu te excedesse, que da inércia<br />
Te havia de pesar. Anda, coragem!<br />
A Patroclo os ungüíssonos propele;<br />
Busca matá-lo, e dê-te a glória Febo.&#8221;<br />
      Disse, e torna à refrega: Heitor ordena<br />
Ao belaz Cebrion que açoute as éguas<br />
E entre em peleja. O deus corre as fileiras,<br />
Turba e assusta os Aqueus, exalça os Teucros.<br />
Despreza os mais Heitor, só trata e marcha<br />
Contra o Menécio, que do coche pula,<br />
Na sestra o pique, na direita um branco<br />
Áspero seixo oculto, e forcejando<br />
Errado o joga, mas não foi baldio,<br />
Que acerta em Cebrion, Priâmeo espúrio,<br />
Tendo as rédeas auriga: às sobrancelhas<br />
O esmecha a pedra e o osso lhe espedaça,<br />
Aos pés vaza-lhe os olhos na poeira;<br />
Ele exânime ao chão vai de mergulho.<br />
E Patroclo a zombar: &#8220;Oh! Como é ágil!<br />
De nau saltara no piscoso ponto,<br />
Como da sela, e a mergulhar nas vagas,<br />
Sustentara de ostrinhos a maruja.<br />
São bons mergulhadores os Troianos.&#8221;<br />
      Aqui, remete a Cebrion, em guisa<br />
De agro leão, que ao devastar o cerco,<br />
É malferido, e nímia ardência o perde.<br />
Pronto apeia-se Heitor. Qual num cabeço<br />
Crus também dois leões esfomeados<br />
Morta corça tetérrimos disputam;<br />
Os dois, Patroclo e Heitor, da pugna mestres,<br />
Cortarem-se almejando a sevo bronze,<br />
Brigam por Cebrion: dos pés o aferra<br />
O Menécio, e o Priâmeo da cabeça;<br />
Teucros e Argeus frenéticos se abarbam.<br />
Quando, em floresta ou brenha, de Euro e Noto<br />
O certame sacode o cortiçoso<br />
Corniso e o freixo e a faia, gemebundos<br />
Seus longos ramos confundindo, estralam<br />
Num contínuo fragor: tais se entrelaçam,<br />
Não pensando na fuga desastrosa,<br />
De Cebrion em roda os contendores,<br />
Em recíproco ataque a trucidar-se.<br />
Lanças pregam-se e dardos, setas voam<br />
Dos nervos rechinando, e a rodar pedras<br />
Aos combatentes os broquéis abolam;<br />
Da boléia esquecido, o herói se estira<br />
De pó num turbilhão por grande espaço.<br />
Enquanto o Sol montava, a tiros morrem<br />
De parte a parte; mas no seu declive<br />
Era imensa dos Gregos a vantagem,<br />
Que a Cebrion arrancam do tumulto<br />
E do acervo das armas e o despojam.<br />
      Patroclo a Marte igual, medonho urrando,<br />
Três vezes rui, três vezes mata a nove;<br />
Mas ah! da quarta, ó campeão divino,<br />
Luziu teu fim! Terrível sai Apolo;<br />
Oculto em nevoeiro, a mão pesada<br />
Lhe carrega no dorso e largos ombros;<br />
Vidra-lhe os olhos súbita vertigem;<br />
Desenlaçado o esguio capacete,<br />
Rola aos pés dos ungüíssonos tinindo;<br />
Sangue e pó suja as crinas e a cimeira,<br />
Nunca dantes manchadas, quando ornavam<br />
Do divo Aquiles a venusta fronte:<br />
Na cabeça de Heitor, para seu dano,<br />
Pôs Jove esse elmo. Reforçado e rijo<br />
De Patroclo nas mãos rebenta o pique;<br />
Dos loros o pavês se lhe desliga;<br />
Mesmo Febo a couraça lhe desprende.<br />
Quedo e estúpido, os membros entorpece:<br />
Traspassa-o pelas costas o Pantóides<br />
Jovem Euforbo, auriga e hasteiro insigne,<br />
Celérrimo e adestrado, que dos carros<br />
Novel já despenhou vinte inimigos,<br />
E a ti, Menécio, te feriu primeiro,<br />
Sem derribar-te; e, assim que extrai a lança,<br />
Mete-se no tropel; pois não se atreve<br />
Encarar com Patroclo, bem que inerme.<br />
      Este, opresso de um nume e vulnerado,<br />
Aos seus retrocedendo, ia salvar-se;<br />
Mas Heitor, ao magnânimo ferido<br />
E em retirada, vem por entre as alas,<br />
No vazio lhe ensopa o aêneo gume:<br />
Tomba o herói com fracasso, e os Gregos gemem.<br />
Qual se um leão com javali forçudo,<br />
Beber ambos querendo em fonte exígua,<br />
Luta cruel empenha em árduo cume,<br />
Té que o cerdo açodado enfim sucumbe;<br />
Tal ao Menécio, a tantos pernicioso,<br />
Desalma Heitor. Sobre ele ovante o insulta:<br />
&#8220;Creste assolar, demente, a pátria nossa,<br />
E à tua, subtraído o livre dia,<br />
As Teucras embarcar: por defendê-las<br />
Desse dia servil, é que os sonípedes<br />
Corredores de Heitor à pugna o levam;<br />
Por guardar seu decoro, é que na lança<br />
Os Troianos supero belicosos.<br />
Hão de comer-te, mísero, os abutres!<br />
Nem vale o forte Aquiles, que ao ficar-se<br />
Recomendou-te certo: &#8211; Às naus bojudas<br />
Não me revertas, cavaleiro amigo,<br />
Sem que de Heitor ferino aos peitos rasgues<br />
A cruenta loriga. &#8211; Essas palavras<br />
Seduziram-te, louco, e te perderam.&#8221;<br />
      E lânguido o Menécio: &#8220;Ora blasonas!<br />
Domado eu fui por Júpiter e Apolo,<br />
Que o próprio arnês dos ombros me arrancaram.<br />
Sem eles, como tu vinte guerreiros<br />
Pelo meu dardo acabariam todos;<br />
Mas fatal sorte e o filho de Latona,<br />
E entre os mortais Euforbo, me renderam:<br />
És terceiro e despojas um finado.<br />
Escuta, e fixo o tenhas: longo tempo<br />
Não viverás; a Parca já te espera<br />
Sob a lança do Eácida invencível.&#8221;<br />
Disse, e expira: dos membros desatada,<br />
A alma voa aos infernos lamentando<br />
O seu viril esforço e mocidade.</p>
<p><a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/456937"><img src="http://u1.ipernity.com/u/2/26/76/423462.5bc446a91.l.jpg" width="373" height="560" alt="" border="0"/></a></p>
<p>      Ao morto fala Heitor: &#8220;Por que me agouras<br />
Destino tal? Quem sabe se inda ao nado<br />
Da pulcrícoma Tétis hei-de a vida<br />
Extinguir?&#8221; Nisto, o calca, e o êneo pique<br />
Da ferida sacando, o ressupino<br />
Corpo com ele afasta; o enresta ansioso<br />
Trás o pajem deiforme do Pelides,<br />
Automedon, que os imortais ginetes,<br />
A Peleu dom celeste, arrebataram.<br />
<strong><br />
Photos: <a href="http://www.mathieu.ipernity.com">Mathieu Bertrand Struck</a></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>ui don nid nou edukeixion vitoriamario ooioo</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jul 2007 16:30:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[a meu deux do xéu vai falar serio assim lá no inferno Não levo ninguém a sério o bastante para odiá-lo. Paulo Francis outra: Marx escrevendo sobre dinheiro é como padre falando sobre sexo. post idem achei num site de frases prontas do paulo freire]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cqhLw0Eau30"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/cqhLw0Eau30" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p>a meu deux do xéu vai falar serio assim lá no inferno</p>
<p>Não levo ninguém a sério o bastante para odiá-lo.<br />
<em>Paulo Francis</em><br />
outra:<br />
Marx escrevendo sobre dinheiro é como padre falando sobre sexo.<br />
<em>post idem</em><br />
achei num site de frases prontas do paulo freire </p>
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		<title>Canto XVI da Ilíada de Homero (tradução de Odorico Mendes) &#8211; 26/07/2007 &#8211; Curitiba/Brasil &#8211; com Richard Rebelo</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jul 2007 04:34:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mathieu Struck</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Canto XVI da Ilíada, na tradução de Odorico Mendes com Richard Rebelo Direção: Octávio Camargo 26/07/2007 (quinta-feira) 20h Local: ACT – Ateliê de Criação Teatral R. Paulo Graeser Sobrinho, 305 São Francisco &#8211; Cep: 80510-170 Curitiba – Paraná – Brasil Fones: 41.3338 0450 / 3338 6189 E-mail: act.atelie@uol.com.br Ensaio realizado em 22/07/2007 Fotos: Mathieu Bertrand [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/424455"><img src="http://u1.ipernity.com/u/2/53/02/393811.8e9f84151.l.jpg" width="560" height="364" alt="IMG 9770" border="0"/></a><br />
<strong>Canto XVI da Ilíada</strong>, na tradução de Odorico Mendes<br />
com Richard Rebelo<br />
Direção: Octávio Camargo<br />
<strong>26/07/2007 (quinta-feira) 20h<br />
</strong><a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/424452"><img src="http://u1.ipernity.com/u/2/50/02/393808.0d363cee1.l.jpg" width="560" height="373" alt="IMG 9344f" border="0"/></a><br />
<strong>Local: <a href="http://www.act.art.br/institucional/quemsomos.php">ACT – Ateliê de Criação Teatral</a><br />
</strong>R. Paulo Graeser Sobrinho, 305<br />
São Francisco &#8211; Cep: 80510-170<br />
Curitiba – Paraná – Brasil<br />
Fones: 41.3338 0450 / 3338 6189<br />
E-mail: <a href="mailto:act.atelie@uol.com.br">act.atelie@uol.com.br</a><br />
<a href="http://www.ipernity.com/doc/mathieu/424453"><img src="http://u1.ipernity.com/u/2/51/02/393809.e810b7e21.l.jpg" width="560" height="526" alt="ric31" border="0"/></a><br />
<strong>Ensaio realizado em 22/07/2007</strong><br />
<strong>Fotos: <a href="http://www.ipernity.com/home/mathieu">Mathieu Bertrand Struck</a><br />
</strong>Licensed under <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/">CC-BY-SA</a></p>
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		<pubDate>Sun, 22 Jul 2007 14:45:51 +0000</pubDate>
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<p align="center"> <a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/5.jpg" title="Relationships"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/5.jpg" alt="Relationships" /></a></p>
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		<pubDate>Fri, 20 Jul 2007 01:33:37 +0000</pubDate>
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		<title>imagem intern0: matema upgrade</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2242</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2242#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Jul 2007 06:27:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[Matema]]></category>
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		<description><![CDATA[desenho feito por Matheus Rufino dos Santos que me mandou em email para ser publicado com o &#8220;álbum&#8221; do Matema. Taí o primeiro upgrade&#8230; Vamos juntando os traços&#8230;As músicas tão aí pra mutar, estruturas que sempre existiram e sempre estiveram no nosos fluxo&#8230;o que é, ja é, sempre foi&#8230; segue o tal álbum em podcast:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>desenho feito por Matheus Rufino dos Santos que me mandou em email para ser publicado com o &#8220;álbum&#8221; do Matema. Taí o primeiro upgrade&#8230; Vamos juntando os traços&#8230;As músicas tão aí pra mutar, estruturas que sempre existiram e sempre estiveram no nosos fluxo&#8230;o que é, ja é, sempre foi&#8230;</em></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/interno.png' alt='interno.png' /></p>
<p><em>segue o tal álbum em podcast:</em><br />
<embed src="http://odeo.com/flash/odeo_podcast_player.swf" quality="high" bgcolor="#ffffff" width="178" height="400" name="podcast_player_fullsize" align="middle" allowScriptAccess="always" wmode="transparent" flashvars="type=channel&#038;player_id=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&#038;id=102033&#038;play_first=recent&#038;auto_play=false&#038;color1=16724889&#038;color2=7796080&#038;color3=13421772&#038;color4=16777215&#038;color5=0&#038;color6=0" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"></embed></p>
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		<title>Relationships</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jul 2007 02:56:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>humpty-dumpty</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/1.jpg" title="relationships"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/1.jpg" alt="relationships" /></a><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-admin/upload.php?style=inline&amp;tab=browse&amp;post_id=-1184810456&amp;action=view&amp;ID=2232" title="Relationships"> </a></p>
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		<title>o vento sopra o contraponto,e,ou,porém.</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jul 2007 18:20:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Contraponto do Cabessa de Vento Assumido: Modo E/Ou (Estudos Para uma Sinfonia sobre o Cartesiano em Tilt):]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Contraponto do Cabessa de Vento Assumido:</em><br />
<object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf" id="audioplayer1" height="24" width="290"><param name="movie" value="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf"></param><param name="FlashVars" value="playerID=1&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http://189.4.63.133:8000/audios/cabessadevento.mp3"></param><param name="quality" value="high"></param><param name="menu" value="false"></param><param name="wmode" value="transparent"></param></object></p>
<p><em>Modo E/Ou (Estudos Para uma Sinfonia sobre o Cartesiano em Tilt):</em><br />
<object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf" id="audioplayer1" height="24" width="290"><param name="movie" value="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf"></param><param name="FlashVars" value="playerID=1&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http://189.4.63.133:8000/audios/modo_eou.mp3"></param><param name="quality" value="high"></param><param name="menu" value="false"></param><param name="wmode" value="transparent"></param></object></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/tornado.jpg' alt='tornado.jpg' /></p>
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		<title>blog E+OU,post num.2,3 &#8211;&gt;   fiminício revisitado e/ou ritimo i linguagem</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2229</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2229#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Jul 2007 23:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Octavio, Troy, Bárbara &#8211; finnagain wake. Bygmester Finnegan, of the Stuttering Hand, freemen&#8217;s mau- rer, lived in the broadest way immarginable in his rushlit toofar- back for messuages before joshuan judges had given us numbers or Helviticus committed deuteronomy (one yeastyday he sternely struxk his tete in a tub for to watsch the future of [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Octavio, Troy, Bárbara &#8211; finnagain wake.</em><br />
<object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf" id="audioplayer1" height="24" width="290"><param name="movie" value="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf"></param><param name="FlashVars" value="playerID=1&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http://www.organismo.art.br/octavio/finn.mp3"></param><param name="quality" value="high"></param><param name="menu" value="false"></param><param name="wmode" value="transparent"></param></object></p>
<blockquote><p>Bygmester Finnegan, of the Stuttering Hand, freemen&#8217;s mau-<br />
rer, lived in the broadest way immarginable in his rushlit toofar-<br />
back for messuages before joshuan judges had given us numbers<br />
or Helviticus committed deuteronomy (one yeastyday he sternely<br />
struxk his tete in a tub for to watsch the future of his fates but ere<br />
he swiftly stook it out again, by the might of moses, the very wat-<br />
er was eviparated and all the guenneses had met their exodus so 	</p>
<p>that ought to show you what a pentschanjeuchy chap he was!).</p>
<p> And for mighty odd years this man of hod&#8230;</p>
<p>Hohohoho, Mister<br />
Finn, you&#8217;re going to be Mister Finnagain! Comeday morm and, 	</p>
<p>O, you&#8217;re vine! </p></blockquote>
<p><object width="450" height="500"><param name="allowScriptAccess" value="SameDomain" /><param name="movie" value="http://static.scribd.com/FlashPaperS3.swf?guid=h4cn2n1pa70e0&#038;document_id=16415" /><embed width="450" height="500" src="http://static.scribd.com/FlashPaperS3.swf?guid=h4cn2n1pa70e0&#038;document_id=16415" type="application/x-shockwave-flash"></embed></object></p>
<p><em>damião experiença &#8211; ritimo i linguagem do praneta lamma</em></p>
<p><object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf" id="audioplayer1" height="24" width="290"><param name="movie" value="http://www.artesonoro.org/wp-content/plugins/audio-player/player.swf"></param><param name="FlashVars" value="playerID=1&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http://www.damiaoexperienca.net/1%20-%20Ritimo%20Linguagem%20planeta%20lamma.mp3"></param><param name="quality" value="high"></param><param name="menu" value="false"></param><param name="wmode" value="transparent"></param></object></p>
<p><center><img src="http://www.damiaoexperienca.net/images/capalivro.jpg" alt="damiao" /></center></p>
<blockquote><p>Meu nome é <a href="http://www.damiaoexperienca.net/livro.htm">Damião Experiência</a>, experiência da vida, experiência do mundo.</p>
<p>Nasci no Portão, uma cidadezinha no interior no Estado da Bahia, onde eu vivia trabalhando com os familiares na lavoura. Com a idade de dez anos eu me joguei ao mundo. Motivo: meu pai e minha mãe me batiam muito, e apesar de eu ser muito fraquinho trabalhando na roça, primeiro antes de sair de casa brigava muito dentro de casa e eu sai do Sitio do meu pai da Fazenda que ele tinha e fui para outra Fazenda vizinha e fiz uma casa para mim; aí meu pai descobriu e foi lá e fez tudo para me tirar do local. Eu, com muito medo dele, bastante medo que eu tinha, pois ele gostava de me bater com cipó de cabo.Eu apavorado fui para Salvador. Cheguei em Salvador e não deu certo, não me adaptei porque eu não tinha conhecimento de nada, eu apavorado, pequeno, tive que voltar para Portão. Quando cheguei em Portão, aquela confusão toda não sei o que! Então meu pai deu ordem ao dono do caminhão para eu não viajar mais no caminhão. Aí eu fui plantar quiabo, aipim, tudo isso. ..Então eu pequei a trabalhar por minha conta própria, tudo aquilo que ia dando eu ia colhendo e ia vendendo na feira, mas meu pai me proibiu do dono do caminhão me levar. Muito alto da Madrugada, bem antes do caminhão vir para o ponto, eu entrava no caminhão escondido por debaixo das cargas, então eu ia pra feira de Água de Menino, um dia ele me viu na referida feira e me espantou de lá, tive que ir para a feira de Sete Portas e meu pai mais uma vez me espantou. Eu me vi embaraçado que tive que voltar novamente para Portão; Fiquei na roça escondido, morando sozinho, comecei a fazer carvão pra vender pros vizinhos mais próximos pra passar roupa naqueles ferros antigos de carvão, mesmo assim meu pai continuava a me perseguir. e dai me via apavorado de novo. E foi assim que peguei o caminhão novamente e me escondi, mas o dono do caminhão me descobriu e quiz me pegar para levar pra casa, então, eu apavorado pedi para que ele não fizesse aquilo comigo, pois não ia dar certo, meu pai certamente ia me bater muito, prejudicando a minha vida, eu chorando o cara não deixou, fui até as Sete Portas eles ai me prenderam, então eles se descuidaram e sai correndo sem destino, sem nada, e eles não conseguiram me pegar. Dai fiquei na Bahia, fui trabalhar no botequim de um espanhol, ele me tratava muito bem, com bastante carinho, mas eu não sabia ler direito, me atrapalhava com as coisas, eu pegava fazer faxina, despachava no balcão, passava o troco a mais ou menos, às vezes nas contas eu me atrapalhava; ou a favor do freguês ou contra, fui aos poucos aprendendo. Um dia sai do botequim porque disseram ao meu pai e tive que sair, com medo fugi. Fui parar nas Docas de Salvador. Tinha um navio que antigamente vinha assim à vontade terceira classe, o nome do navio era Capela Loid Brasileiro. Este navio fazia o Norte, Salvador , Rio de Janeiro. Então puxa pra lá puxa pra cá, entrei para pedir comida, o homem disse não, então tinha um senhor de idade na cozinha, era o cozinheiro chefe, seu João. Entrei e ele me tratou bem, e eu contei meu problema a ele. Ele me disse isto: É muita responsabilidade, eu te dou o prato de comida e depois disso você vai embora, eu não posso fazer nada, Ave Maria, eu não quero ir preso! responsável por menor é um caso muito sério. ..&#8221; Ele perguntou por que eu não voltava para minha casa. Então eu lhe expliquei melhor. Aí ele disse: Eu não posso, não vou perder meu emprego por um problema que não é meu. Depois tudo vai cair sobre mim.</p>
<p>Não sei como foi peguei a ficar no navio. Conheci um, conheci outro mas no navio eu sofria muito, pois era daqueles navios movidos a caldeira, carvão-motor gericão- e por isso demorava muito a chegar no Rio. Aquele sacrifício danado, o navio faltava cinco dias para ir para o Rio. Eu não podia ficar de jeito nenhum. Eu fiquei enganando daqui pra lá, comendo, fiz ambiente. E o velho disse assim: Pelo amor de Deus, não estou afim de me prejudicar não. fiquei sabendo que o navio estava com a partida marcada para as nove da noite. Quando era cinco horas cheguei no navio, era hora do rancho, comi, fiquei com a barriga cheia, pedi alguns pedaços de galinhas e outras coisas mais e pus tudo dentro da bolsa e desci pro porão de carga, eu pensei que eles não iam fechar o porão mas fecharam. Fiquei apavorado lá dentro, sabendo que a viagem de Salvador ao Rio levava cinco dias, mas no porão tinha muita coisa prá comer. Fiquei lá embaixo numa situação tão difícil que estava vendo a hora de morrer. No outro dia, não sei há quantos dias estava viajando. Quando derrepente já estavam abrindo o porão prá descarregar. Eu escondido escutava aquelas conversas e tanta gente a falar, eu apavorado, com um medo danado. Não passei muita fome porque eu furava os sacos e comia as coisas que estavam lá, coco de nicoré, cacau; e os homens desarrumam dalí, remexem de lá. Daí estou vendo os homens descendo pro porão, e eu cada vez mais apavorado, eu quieto, todo sujo, estava receioso, temendo que alguém me visse. Começaram a descarregar algumas mercadorias e depois foram lanchar, e nesta oportunidade fugi do navio. Sai quieto como não querendo nada e quando vou saindo vi o cozinheiro chefe e ele disse: Menino você está maluco! Pelo amor de Deus, some daqui, toma está comida e leve, mas some daqui! &#8230;todo mundo do navio está te reconhecendo, você está querendo me complicar, some daqui pelo amor de Deus. Aí eu saí. E fiquei pela Praça Mauá. Naquele tempo ali perto tinha um bar grande. Fiquei por alí, pra cima, prá baixo, rodando atoa. Perguntei onde era a Zona e fui até lá no Estácio &#8230; Eu andando pela Zona de casa em casa&#8230; E os Travestis me deram amparo, casa, comida, foi aí que fui tomando clima. Foi dai&#8217;que comecei a dormir na hospedaria porém não tinha dinheiro&#8230; Passei a trabalhar numa pensão, lavando prato, para dai pagar a hospedaria. Mas dormir na hospedaria era arriscado por que você está bem dormindo e derrepente a policia chega dando batida. Vai pegando todo mundo, quem está com documento, sem documento com quem ela cisma. Um dia me pegaram, pelo Amor de Deus! Eu tentei explicar minha situação e o Policial disse: não tem situação nenhuma, você vai, meu Senhor não faça isso! &#8211; Não adianta insistir, você vai! Peguei a chorar, me lastimar, mas não adiantou, conclusão com tudo isto: não entendi aquilo, nem sabia onde eu fui parar. Era uma delegacia estranha, eu não sabia nem onde era. Era uma delegacia em frente ao Campo de Santana. Aí eu fiquei preso tres dias, apavorado chorando, a maior confusão uma coisa bárbara, absurda, a maior loucura, o maior desgosto da vida. E a policia, principalmente a policia brasileira, e a policia mundial também. A pessoa que vai ser policial não pode ter compaixão por ninguém, ele não querem saber se é preto, branco, amarelo, vermelho etc&#8230; se eles puderem prejudicar o máximo eles prejudicam. Eles acham que o ser humano, seja homem ou mulher não pode ficar desempregado; eles acham que todo mundo tem que ter emprego, mas nem todos conseguem; você as vezez sai de casa sem documento, mas eles não querem ver isso, eles tem que ver que as vezes agente se esquece, tem que ver que as vezes agente trabalha mas não tem a carteira assinada, mas a policia não tenta compreender e nem entende a vida do ser humano; Conclusão: Eu digo a vocês que eu vejo eles falarem por aí, na televisão, que são isso, que são aquilo, sempre superiores aos trabalhadores, mas é um absurdo, apoiados por quem? pelos grandes. Se os grandes não dessem esse apoio a ele, tão absurdo como os grandes são iguais a eles, desumanos.</p>
<p>Eu não me tornei um vagabundo, nem um pederasto, nem um travesti, nem um ladrão, nem um assassino, porque Deus não quiz; Deus me ajudou muito, senão eu poderia ser um marginal, como muitos estão ai dentro da cadeia as vezes pagando por um crime que nunca cometeram, outros se revoltam, eles batem, como eu apanhei, eles não reconhecem, vão tratando você você como um vagabundo sem você o ser. Eu digo a vocês sinceramente que hoje em dia eu boto minhas mãos para o céu porque encontrei muita gente boa que foram muito boas para mim, me ajudaram, me deram muita oportunidade, só a Deus mesmo é que eu posso agradecer e a Cosme, Damião, Doum e meu anjo de guarda que é Santo Antônio de Pádua. Eu vou dizer a vocês sinceramente que eu estou com uma idade de 45 anos, e eu digo a vocês que meu nome é Damião Experiência, com muita experiência, porque o mundo é bem feito, bem construido, mas o ser humano não é bem construido, se contam nos dedos os seres humanos que são bem construídos, aqueles que tem uma noção de como compreender a um ou outro, porque o mundo é cheio de vaidades, cheio de ambição e o ser humano não vê outro ser humano que precisa de alguém. Eu digo sim, o mundo é bem feito, todos nós temos que sofrer na pele para dar valor aquilo que nós possuimos até hoje, com o suor, com a coragem, com a luta, eu digo a vocês sim, eu sou pobre, e existem muitos pobres, existem também muitos ricos que lutaram e suaram; nem eles todos, por serem ricos e terem poder, podem abrir mão para dar pros outros pequenos; se eles forem abrir mão que sejam todos eles, não um ou outro, porque se não, eles voltarão a ser pequenos, porque no Planeta Lamma não tem rico nem pobre,todos são iguais.</p>
<p>Voltando ao assunto anterior vou explicar a minha situação. Então eu fiquei preso e depois eu saí, então fiquei perambulando por um lado e por outro e com medo, mas muitas pessoas me ajudaram, mas eu continuei com medo de andar pela cidade, devido a ter sido preso sem documentos e desempregado, mas eu fiquei apavorado, com medo, louco para voltar para casa, mas quando me lembrar de casa, tinha medo de voltar prá lá porque meu pai me batia, tinha medo de meu pai e de minha mãe, uma coisa por demais. E ai eu fiquei confuso e então disse: &#8220;Eu não vou voltar para casa não, eu tenho que dar um jeito em minha vida&#8221;. Foi aí que eu conheci um marinheiro taifeiro, taifeiro arrumador, e eu conversando com ele, ele disse: &#8220;Garoto você aqui no Rio, isso aqui é um lugar muito perigoso, é muita ilusão&#8221;. Agente via aqueles filmes brasileiros naquele tempo, aqueles filmes lindos que passavam no Sertão da Bahia, e eu achava aquilo tão bonito e ficava louquinho prá vir pro Rio. E ele disse: &#8220;Menino, volte prá sua mãe, eu lhe lhe dou o dinheiro para voltar&#8221;. Aí eu disse: Mas eu não quero voltar, se eu voltar vai ser pior. E ele disse: Não faça isso senão você vai se acabar. Então eu contei pra ele que tinha sido preso e que ficava por ali pela Central. E ele disse assim: Garoto, eu tenho um amigo que tem um bar, você não quer trabalhar lá, você trabalha lá na cozinha, lavando prato, e lá tem comida, tem o seu dinheiro para a sua hospedaria, você fica lá. E eu digo: É uma boa, eu vou mesmo, ta legal, muito obrigado. E então ele me levou lá no bar, o rapaz me atendeu bem e disse que esse menino é de menor, mas o marinheiro disse que não tinha problema, porque ele se responsabilizava por mim. Aí eu fiquei trabalhando no bar, na cozinha, lavando prato e achava legal, tinha comida à vontade; era um bar de estrangeiro, eu comia bem, ficava à vontade, era aquela alegria; parece que eu ganhava um tostão não sei quanto por semana. Todo dia ele me dava meu dinheirinho pra pagar a minha hospedaria, ia pra hospedaria, dormia voltava no outro dia, então o marinheiro me deu uma calça, uma calça da marinha, me deu umas camisetas e tudo isso foi quebrando meu galho. Aí foi que eu perguntei a ele se não dava pé para eu ir lá pra marinha, para estudar lá. Ele disse: ah! é mesmo, vou lhe arrumar pra você ir para o C.I.A.W. (Centro de Intrução Almirante Wandecock) lá é um lugar bom. Eu disse: Pelo amor de Deus, me arruma mesmo, eu tou louco pra ir pra marinha, tenho a maior vontade de ser marinheiro. Ele disse: Garoto, pode deixar, vou lhe trazer a resposta aqui. Aí passou umas duas ou tres semanas e ele chegou lá e disse: Damião, eu arrumei prá você ir pra marinha, para você ser agregado lá, você quer ir ? lá você tem comida, você tem tudo, você estuda. Eu disse: Tá bem, eu vou. Aí eu fui para a marinha, lá no CIAW, lá na ilha das cobras. Aí eu peguei o aviso no ministério da marinha; o aviso é um naviozinho que faz transporte da ilha para o cais do Ministério da Marinha, então eu fui prá lá e achei um lugar maravilhoso, lá é o mesmo que você estar em sua casa, talvez na casa da gente não tivesse tanto conforto como tem lá, tanta liberdade. De manhã agente comia um bifão com farofa, uma canecona de café com leite, aqueles canecos do tempo da guerra, de louça, achei um lugar maravilhoso, a gente estudava, trabalhava na limpeza, em varrer rua, outros trabalhavam na cozinha. Eu trabalhava na cozinha, porque eu sempre gostei de trabalhar na cozinha, as vezes tinha horas em que todo mundo tinha que trabalhar na rua; cada um tinha a sua incumbência, a minha incumbência foi para a cozinha, eu ficava tão entusiasmado, agente tinha a maior liberdade, a maior boa vontade, a gente podia fazer tudo; depois que acabava, pegava o rancho e ia pra aula e depois ia dormir. No outro dia acordava cedo e começava tudo de novo. Achei maravilhoso, a marinha foi meu pai e minha mãe, me instrui-u e me deu tudo, hoje em dia eu agradeço à marinha, muito mesmo. Depois disso eu fiquei lá mais ou menos uns quatro anos estudando para entrar como um militar da marinha. Aí chegou a hora de fazer o exame para aprendiz de marinheiro, então eu fiz e levei pau e então eu fiquei apavorado, porque lá só pode ficar até a idade de ir para o Exercito, Marinha ou Aeronáutica. Passados uns dois meses chegou um menino que tava lá e disse: Damião, porque você não faz exame para conserito; eu disse que não sabia o que era aquilo. E ele disse que era como ir para o exército, só servia um ano, mas eu disse que tinha vontade de ficar na marinha porque eu não tinha ninguém, assim, como aprendiz de marinheiro eu ficava seis anos. Aí ele disse: Larga de ser bobo, assim que você passar no exame vai para a escola e faz seleção lá, você vai estudar um ano, e no fim do ano, se você tiver uma nota boa, você continua lá. Então eu disse: Se é assim eu vou. Aí eu fiz exame para conscrito ponto sete e passei, Graças a Deus, então eu fiz exame psicotécnico e passei, aí teve outro exame, de saude, e passei, e depois esperei mais um tempo para ingressar. E então aguardei, doido para ingressar, para vestir uma roupa de marinheiro, aquela coisa linda que eu achava, alo primeiro dia que eu vesti, sai todo de branco. O primeiro lugar que eu fui foi para a Central do Brasil, tem um monte de mulher, que te pegam, te abraçam, etc. , mas eu digo a você, lá na Central acabou a vida de muito marinheiro, que as vezes eles não voltaram para os navios, as vezes ele era fraco e a mulher ficava, ah meu amor, não vá, amor pra lá, amor prá cá. Conclusão: as vezes eles desertavam. depois a marinha vinha e pegava e era considerado desertor. Depois passei a frequentar o mangue e arrumei várias mulheres lá e elas queriam que eu ficasse por lá mas eu não quiz porque eu tinha medo, porque eu tinha visto os meus colegas se prejudicarem mas eles tinham seus familiares com boa situação financeira, e eu não, não tinha ninguém, eu disse: eu não vou entrar nessa. Mas uma vez eu fiz uma loucura; passei sete dias fora da marinha por causa de uma mulher, me apaixonei por uma mulher da Zona. Nessa época eu servia no navio Almirante Saldanha, e quando cheguei lá o sargento encarregado da minha divisão já tinha comunicado minha falta ao comandante, mas o comandante era gente muito boa e eu era conceituado lá porque eu era trabalhador e nunca tinha tido uma falta, e esse caso foi a primeira falta; aí eu fui parar no comandante e meu nome já estava no livro de ocorrências, mas o comandante era gente muito humana, muito humana mesmo, hoje em dia ele é Almirante. Aí o comandante disse: Vem cá menino, porque você fez isso? você não pensa em sua vida não, você tem família aqui? E eu disse: Não tenho não Comandante, eu fiz um erro muito grave, me apaixonei por uma prostituta, ela estava me dando de tudo e ela disse que eu não ia mais para a marinha, que eu ganhava muito pouco e que ela arranjava um emprego melhor para mim; mas depois de sete dias eu não acreditei mais nela, e então eu vim correndo e estou falando ao senhor a verdade, mas se o senhor quiser me punir o senhor me puni, a verdade foi essa, eu não vou mentir ao senhor, falando que eu estava doente, porque eu não estava, eu estou falando a verdade. Ele disse: Está bem. E então ele me deu trinta dias de cadeia rigorosa. Mas com trinta dias de cadeia na marinha é considerado excluído, expulso da marinha como desertor. Ele aí me mandou para o Presídio Naval, Já na ilha das cobras. E então fiquei no Presídio Naval, na solitária, durante trinta dias. Quando sai da solitária, ainda fiquei no presídio misturado com os outros, trabalhando lá dentro durante seis meses. Depois o comantante mandou uma escolta ma buscar, e não mandou a minha falta para a D.P. (Departamento de Pessoal) por causa do meu comportamento. Disso para cá foi a maior experiência da minha vida, e eu gostei muito que ele fizesse isso, porque eu aprendi muito. Se ele, por exemplo me chama atenção porque eu faltei trinta dias, mais tarde eu ia faltar mais trinta dias e ia ser pior. Quer dizer; ele agiu rigorosamente, mas ele agiu certo, me botou na prisão, eu conheci o que é uma solitária durante trinta dias, e ainda fiquei mais seis meses preso, vestindo aquela roupa azul com aquela touca na cabeça escrito Presídio Naval da Marinha Brasileira. Aquilo foi uma lição para mim, alí você aprende de tudo, eu alí aprendi até a ser músico, e hoje em dia eu sou músico e agradeço aquilo tudo; o tempo era tão grande e corria tanta coisa na sua cabeça, que ali eu aprendi a pintar, aprendi a escrever música, aprendi a fazer muitas coisas. Hoje em dia eu digo que se ele não me mandasse para lá, eu ia acostumar, mas eu vi lá que a coisa é preta, muito rigor, você tem que andar direito lá no presídio, porque senão, se você não andar direito, a coisa fica pior, em vez de você pegar seis meses, você pega dez e aí é que vai mesmo excluido. Depois que a escolta me buscou, o comandante disse: Aí garoto, você não vai para a rua não, você vai continuar com a gente, aqui. Eu disse: Meu comandante, muito obrigado. Foi aí que os meus documentos não ficaram sujos. Disso prá cá, um sargento lá pegou a me perseguir, vivia me perseguindo, ele dizia faz isso, faz aquilo, e eu fazia para evitar mais problema. Mas um dia ele disse: Ô Marujo, vem cá, Ô Grumete vem cá. Eu disse: Vem cá o senhor sargento, o que é que o senhor quer? Aí a coisa ficou preta, ele me levou ao oficial de serviço e ele me botou no livro de castigo. Quando foi no outro dia, quando foi dez horas da manhã, eu fui a audiência com o comandante, e o comandante me deu dez dias de rigorosa. E lá fui eu novamente para o presídio, fiquei mais dez dias. Quando cheguei no meu navio, meu desembarque estava pronto, aí eu desembarquei e fui para o quartel de marinheiros. Aí chegou minha data de fazer seleção para ser classificado para a especialidade, aí fiz seleção e fui classificado para O. R. (Operador de Radar) que é minha profissão.</p>
<p>Depois eu desembarquei para D.H.N. (Ilha Fiscal). Então eu fui servir no navio Oceanográfico. Aí peguei a viajar. Um dia eu fui consertar o motor da Antena de Radar, no mastro do navio e caí, me machuquei, e fiquei doente.</p>
<p>Um dia o médico que tinha lá disse: Damião, você vai ser aposentado: Mas não era nada disso, ele estava me enganando, me iludindo. Mas outro médico, que tinha o meu laudo do acidente disse que eu tinha direito a me aposentar, e me aposentou. Hoje eu agradeço à Marinha Brasileira. Se não fosse a marinha, o que seria de mim aqui fora. Devido a eu estar aposentado, não iria ficar parado inutilmente. Foi aí que eu comecei a pintar, não como um trabalho, mas sim como ma arte. E foi assim que eu entrei no campo da arte. Passei a pintar quadros no estilo meu. Então eu achei dentro da visão da minha pintura o enredo de uma coisa que eu tinha vontade de fazer, era uma linguagem que eu falava que vinha de dentro de mim. Então eu fiz um quadro bonito, lindo e eu dei o nome de Planeta lamma. Porquê Planeta lamma? Porque todos nós iremos para a lama. Porque depois que nós morrermos, a gente vai para o chão, se a gente é queimado, depois as cinzas, a gente põe no chão e elas viram lama; Então eu digo: Planeta Lamma. É o planeta mais certo que existe no universo. Porque todos alí são iguais, um não pode falar do outro porque todos vão para alí, para serem eles mesmos, podem ser brancos, amarelos, pode ser encardido. pode estar lindo, pode estar bem pintado, pode ter a maior mansão, tudo de confortável, derrepente bateu o coração, e vamos todos nós para o Planeta Lamma.</p>
<p>É por isso que eu digo que a medicina não é perfeita, mas existe um equilíbrio, como um carro, quase tudo tem conserto, mas tem coisas que não podem ser substituidas, como a vida de um ser humano. E eu digo que a terra é um ser vivente, porque ela nos constroi, e depois nos destroi. É por isso que esse livro meu você se chama Planeta Lamma, o planeta da verdade, da realidade, é a coisa mais certa que existe, não adianta,o ser humano, como homem e mulher, são todos iguais.</p>
<p>2o PARTE</p>
<p>-Autor- Damião Ferreira da Cruz, o criador do Planeta Lamma.</p>
<p>Como eu estava falando, a mulher é igual ao homem, os direitos são iguais, mas ela se vê inferior ao homem, os pensamentos são iguais; Porque os homens tomaram o poder? Porque os homens são mais espertos, apesar dos direitos serem iguais.</p>
<p>Mas ela se acomodou: demais, ficou esperando o homem trazer para casa o dinheiro, a comida, ficar entregando, o corpo dela por um prato de comida, por dinheiro, pela vaidade, mas nem todas as mulheres. Tem mulhere que vem com o instinto do homem dentro dela, ser independente, ela diz &#8220;não&#8221;, você trabalha, eu trabalho, eu quero ter o meu dinheiro, não o seu, o seu é seu, o meu é meu. Existem aquelas outras que se acomodaram, a querer só ter neném, e dizer &#8220;ah, o meu marido é que tem dinheiro, o meu marido vai trabalhar e traz, você é uma boba. Boba, boba é aquela que fica sob o domínio do marido, que aquilo ela tá pagando, porque uma mulher que pari, tem dois ou tres filhos e fica subordinada ao homem é uma sofredora, ela é uma mulher que não tem nada; realmente ela trabalha, dentro de casa, não vamos negar a verdade, de jeito nenhum, mas da maneira que ela trabalha, é um trabalho inútil, porque você pode dizer que sua mãe pode criar os filhos, mas isso é bobagem porque na selva,os animais, desde eles nascem, os filhos já estão procurando se desenvolver por eles mesmos; Então porque nós, humanos não podemos, botamos uma pessoa para criar o filho, e damos uma pensão aquelas pessoas que criam nossos filhos, e vamos procurar desenvolver a nossa mente num trabalho superior, que dê para pagar aquela pessoa que criam nossos filhos, e sejamos independentes também; tanto aquela que diz que é a babá&#8221;, que é a criadora do filho, como eu que sou a mãe do filho, o que acontece com elas, elas ficam o tempo todo dentro de casa, todas calejadas, toda deformada, fica uma mulher sem fazer nada, sem desenvolver o corpo dela. Conclusão: Os homens, maridos delas, passa dentro de casa a não olhar mais elas como olhava antes quando ela era novinha. É um problema de falta de desenvolvimento de sua própria mente. 0 homem vê a mulher dele, buchuda, com aquele barrigão, sem estar grávida nem nada, o homem fica dentro de casa contra a vontade dele, e as vezes ele tem relações com ela por obrigação, não por desejo, não porque ele tem mais aquele amor.</p>
<p>Agora sim. vamos dar a Cesar o que é de Cesar, realmente,quando agente ama uma pessoa, a gente ama para valer, mas com a continuidade do que vai acontecendo, agente passa a considerar aquela pessoa como uma irmã, ou uma mãe, uma pessoa bem íntima da gente, que a gente tem o maior ciúme, todos aqueles homens sem excessão, tem uns que não demonstram mas tem outros que são mais perigosos, tem um ciúme absurdo. Eu acho o ciúme um absurdo, porque tanto o homem quanto a mulher, não devem ter ciúme, porque ciúme não quer dizer que gosta, porque eu posso morar com uma mulher e amar ela demais, mas se eu tiver muito ciúme, vai se tornar uma coisa absurda, e pode até estragar tudo. Conclusão; Aí ela fica dizendo: Ah ! não sei o que, fulana trabalha, e depois que vê a situação dentro de casa complicada, e diz assim: Meu Deus do céu, se eu pudesse eu podia ter trabalhado, minha mãe trabalha, vive toda independente, meu marido não liga para mim. Porque ele não liga para ela? Porque tem umas que tem condições financeiras, mas nem todas tem condições financeiras para fazerem o que querem, porque como eu vejo por aí, pelo mundo afora, é apenas uma minoria de mulher que tem umas regalias, que fazem ginástica, porque tem uns recursos melhores, mas são contados nos dedos, não podem ser comparadas com a maioria de mulheres queexistem no mundo. Conclusão: Aí a mulher brasileira até se relaxa e o marido rejeita ela dentro de casa e tem elacomo se fosse uma irmã, elas as vezes querem e ele não quer, diz que está cansado e que tá isso ou aquilo. Sabe o que é isso, não tá cansado não, é porque lá fora pinta mulheres de montão, se ele realmente trabalha num escritório e tiver situação financeira boa, ainda é melhor, cada dia ele pega uma mulher mais linda, aí quando ele chega em casa e vê a mulher dele, nas condições em que está, com tres ou quatro filhos já completamente estragada, vai querer o que dela, um carinho, porque o que é que ele diz, diz que está cansado, que fez isso, fez aquilo. Mas não foi não, ele já esteve com ela, já amou aquela menina que ele ama, não é uma só, porque todas as mulheres,sem exceção, tem os mesmos direitos dos homens, mas não tem a mesma liberdade que eles tem. Mas se ela soubesse as forças que elas tem, para ter a mesma liberdade que ele tem, ela não estava tão assim, abaixo de tudo, e não estavam brigando, como elas andam brigando por aí, porque os direitos são iguais, mas não podem ser direitos iguais, de jeito nenhum, não podem mais ser direitos iguais, vocês se acomodaram de mais, agora vocês tem que assumir, porque o desenvolvimento do mundo vai ser o que está acontecendo aí, aí umas ficam desesperadas, largam o marido, e isso é que é pior, vocês largarem o seus maridos, porque mal ou bem, ele ainda quebra o galho de vocês, e se elas largarem os maridos, vão ficar na sargeta, vão ficar encostadas nas suas mães, nos seus pais, num conhecido, e isso aí ainda é pior, então é preferível elas ficarem com eles, isso deve ser pensado antes de casar, mas elas estão acomodadas com papai e mamãe, naõ pensam no dia de amanhã, em seu futuro, na verdade das suas vidas, e depois ficam se lastimando. Tem muita gente falando aí no mundo, mas existe uma minoria de mulheres que estão numa situação boa, porque? Porque elas já tem descendência de Pai e Mãe, porque o pai é que trabalha e a mãe também, e aí eles colocam as suas filhas numa situação boa, bom emprego, trabalha em bons lugares e isto é uma situação universal, e elas estão certas, elas não vão abrir mão. Conclusão: Aí elas ficam reclamando que fulana tem isso, tem aquilo. Não, porque o homem brasileiro, é o homem mais bobo que existe no mundo, é um homem muito bobo para as mulheres; digo por mim, o homem quando tem uma paixão pela mulher dele, faz tudo, tem muitos homens aí que não tem mais condições de sustentar uma mulher,do jeito que estão levando a vida, ganham muito pouco, salário baixo, e as vezes se desgostam, uns até se matam, se metem na cachaça, nos tóxicos, e depois fica um monte de gente falando que são os tóxicos, é a cachaça, é isso, é aquilo,porque eles estão numa situação financeira boa, vivendo com regalias, tendo cinco ou seis mulheres na rua, e seu mundo maravilhoso que é a sua casa, que muitos não tem, eles só olham o rabo deles, não olham o rabo dos outros. Eles só sabem falar e enganar, mas não ajudam a quem realmente precisa, e isso não resolve nada, porque o que resolve é a união, união universal, um mundo só.</p>
<p>É a nossa geração, porque as mulheres hoje em dia não querem ter filhos? É medo, medo de ter que fazer um aborto, outras se metem a ser o que? Uma mulher gosta da outra, para que? Não é porque ela gosta da outra, é porque ela tem medo de ter um filho e de fazer um aborto, aborto está matando, e a mulher que faz um aborto não tem pena de seu próprio corpo. Isso tem que ser visto antes, se vê que não tem condições de casar, não casa, procure viver uma vida equilibrada, só para você, o homem não faz falta para a mulher, nem a mulher faz falta para o homem, se faz, porque o sexo é uma fraqueza, na hora que a gente tem vontade, aquilo é uma coisa maravilhosa, mas depois é que vem os problemas sérios que é a responsabilidade, aí você pega a se lastimar, porque fez isso. Aí muitas dessas que estão por aí, e muitos desses que estão por aí, não pensaram antes, vendo que no espelho, os outros, a briga de um vizinho, de um familiar, as queixas, o programa de televisão nacional, sem cultura vão entortando, vão botando muita coisa na cabeça das pessoas; Conclusaõ: As pessoas aprendem. Então as mulheres dizem que não vão fazer um aborto, que tem medo de morrer, que vão matar um ser humano, e aí passam a amar outra mulher. Eu acho certo, porque a mulher pode fazer sexo sem se prejudicar, mas na hora, o apavoramento é tão grande que ela não se sastifaz da maneira comum, normal. A mulher gostar de outra eu acho comum, mas um homem gostar de outro, eu acho um absurdo. Homem é homem, o homem não pode ser um travesti. Porque a mulher gosta de outra?por que ela tem medo de problemas, porque tem muitos homens que não valem nada, iludem muito as mulheres. E porque eu não me casei? Tenho 45 anos e não me casei, porque eu não tenho condições. Então vocês pensem isso antes, não casem sem vocês terem condições. O mundo é uma máfia, e não tem quem faça por ele nada. Você tem que saber que agora eu vou entrar no mundo, nos partidos. Você tem que saber que o mundo é um só. Deus botou no mundo o Preto, o Branco, o Amarelo e o Vermelho. O Branco, mais esperto, passou a perna nos outros. O Branco, sim, está certo, eu concordo. Eu não me conformo é que esses pretos agora estão apelando, negros como eu, apelando, dizendo que o Branco é isso, é aquilo; Mas se o Branco realmente abrir mão, ele vai se tornar a ser escravo do preto, eles, espertos que são, não abrem mão, se ele correu o mundo primeiro, eles é que tem direito a dominar o mundo. Então, porque os pretos não fizeram a mesma coisa, correram o mundo e criaram a linguagem. Eles agora estão se queixando, só pensam em carnaval, em tribo, eles tem que se conformarem, os índios também só pensam em tribos, nem de lá eles sairam, eles tem que ficar muito bem, conformados, mas o branco é um desgraçado, porque até os índios, coitados, que estavam lá na selva, não tem nada a ver, estão tomando; Porque eles lá estão muito bem, vivem a vida deles, mas os brancos tomaram o mundo deles, quiz fazer uma civilização para eles, um absurdo, porque apesar de eles serem seres humanos, já estão adaptados naquela vida da mata, da selva, alí ele vive bem, maravilhosamente, tem a instrução deles, tem o meio deles, a sociedade deles, eles vivem com uma educação maravilhosa, um respeita o outro, a coisa mais linda que existe no mundo, que o branco não tem, o ser humano gente, como a gente, tem um pensamento muito alto, muita visão, e isso foi dado por Deus; Agora, eu acho um absurdo, eles tirarem os índios da selva deles, eles podiam deixar os índios aonde eles estão, aí os negros ficam dizendo isso, aquilo; mas os brancos estão certos, eles não podem abrir mão, se ele abrir mão ele perde o poder, e vai ser dominado pelo preto, tá certo, o preto agora tem que se conformar, tem que estudar, progredir, e trabalhar por igual com o branco, para se igualarem, porque não tem mais jeito para eles, tem que se igualarem, ser um cara compreensivo, trabalhar. Aqueles negros que tem uma situação financeira melhor, procura criar uma fábrica, uma indústria, procura criar uma coisa superior, porque eles ficam se lastimando, tem muitos pretos no mundo que tem boa situação financeira, como aparte negra africana. Os negros não deviam vir para o Brasil, apesar deles virem como escravos, vieram como escravos porque eles quizeram, porque os próprios pretos venderam os pretos para os brancos e os negros tem que se conformarem com isso. Os Brancos foram lá e pegaram o preto à unha, mas porque os pretos não construiram armas, canhões; foi por falta de instrução? Mas os brancos também não tinham instrução. Porque vocês se queixam agora? Tem que assumir, como eu estou assumindo, isso é a natureza do mundo. Deus botou no mundo o branco, o preto, o amarelo e o vermelho, quem foi mais esperto saiu e correu atrás. Se ele correu atrás, conseguiu, então os outros tem que se conformarem, já que a indústria, as coisas já existem, já evoluiram, então vamos evoluir também. Eles não inventaram o avião, o navio, não inventaram a linguagem, foram os brancos, então vamos respeitar a inteligência do branco, não vamos nos lastimar, dizer que eles escravizam a gente , eles tem que nos escravizar, porque senão eles vão se escravizar a eles próprios, não vão abrir mão para os negros e os outros tomarem tudo, que se conformem, seja conformado, como eu sou. É isso mesmo, está certo, porque vocês não procuram construir, como eles construiram. Não tem muitos negros por aí que tem poder, então porque não constroem suas próprias cidades, vendam terras. E vai ser sempre assim, e não vai ter para os negros. Não tem à Africa tão grande então porque não vão todos para a África, é porque dizem que nasceu no Brasil, que é Brasileiro, mas quem é negro é negro, é de origem africana, nasceu no Brasil mas não é Brasileiro, é apenas Africano. Vocês sabem que no Brasil não existem negros autênticos, porque a origem do Brasil é indígena, então vamos respeitar a origem indígena, porque vocês estão aqui num pais desenvolvido, e os Estados Unidos, então porque vocês não desenvolveram nada, só ficam fazendo letras de música de lamentação, porque não criam algo demais confortável. Eu acho o mundo perfeito, e bem feito. Deus soube fazer o mundo, mas salve-se quem puder. Agora sim, eu sou de acordo que essas pessoas que existem em situação financeira precária, sem condições tem que ser amparadas, temos que dar um apoio, humildemente, vamos respeitar os direitos humanos,que a policia do universo não respeita, acha que é a dona da natureza, se acha dona da natureza. Agora sim, essas pessoas no mundo, com agente vê, em Uganda, por exemplo, por aí, na Índia, é um absurdo, e porquê eles deixam, o povo é maioria, porque eles deixam uma minoria dominar tudo e deixar o povo morrer de fome, porque eles são burros, eles não devem fazer isso, devem ser mais humanos, devem compreender mais a humanidade. Um pais como este mundo todo, não deve deixar isto acontecer, deve dar um amparo, existe muito dinheiro, o próprio governo tem obrigação de pegar uma quantia e fazer um tipo de albergue, eu não digo um albergue, mas um tipo de casarão, um tipo de casa índia, e abrigar várias pessoas, como se fosse um exército, e amparar aquelas pessoas, fazer com que essas pessoas criem alguma coisa de uteis, temos que ampará-las. Eu estou de acordo; Agora, tirar o que eles tem, o apogeu, a altura que eles tem não é justo. Um Governador é um Governador , um Presidente é um Presidente; Vamos respeitar a hierarquia, um Militar é um Militar, todos dizem que o Militar é que está mandando, mas não tá mandando não, mas o Militar que eu quero dizer são as forças armadas, Exército, Marinha e Aeronáutica, forças armadas do universo, são seres humanos, mas nem todos que estão alí dentro, mas a excessão são um ou outro, mas a maioria é gente fabulosa, são seres humanos.Mas agora eu digo que se nós construirmos um tipo de quartel dessas pessoas humildes, mais precárias, e botarmos para criar , para produzir alguma coisa útil, o mundo será mais maravilhoso, e muito mais bem feito, é isso aí que eu tenho a dizer.</p>
<p>3º PARTE Agora eu vou entrar, sim. Nêgo fala partido de lá, partido de cá, polícia de cá. O mundo foi criado, mas o branco foi andando, foi descobrindo, foi fabricando, foi habituando. Aí cada um disse que quer o seu pai&#8217;s independente, eu quero ser independente, como os meus discos que eu estou fazendo aqui são independentes. Porque independente? Porque eu não tive apoio de ninguém, aí eu tive que fazer independente, lutei, suei, suei, suei e tive que tocar sozinho, independente. Partido, no Universo é um. Se você éDeputado e eu Senador, já é um partido. Não tem partido Comunista, nem Socialista, nem Democrático, não existe nada disso. Todos os partidos são iguais. Porque são iguais? Porque todos os partidos lutam para o seu bem estar, e o bem estar, e o bem estar da Pátria. Sim, de querer criar coisas superiores as outras Pátrias que existem no universo. Como querer criar um avião mais moderno, um exército mais moderno, como a União Soviética, que tem um exército poderoso . Eles veem os Estados Unidos bonito, eles veem a China bonita, eles veem Moscou bonito. Aí dizem que em Moscou existe o material mais bonito do mundo, e dizem que vão criar um material mais bonito do que aquele. Aí pegam a combater, a criar a ambição de um pais para o outro de brigar sobre o país de criatividade, de fazer um avião mais moderno, fazer uma Usina mais moderna , fazer uma coisa maior, mais superior; e aí começam a brigar , e aí é que vem a guerra, mas a guerra não é a favor do povo não, são aqueles homens intelectuais, poderosos, que pegam a brigar com o mundo. Eles viajam, vão num país, e veem uma construção mais moderna, mais bonita, e aí dizem que é a construção mais bonita que já viram, e então querem fazer igual ou melhor, mas o dinheiro não dá para fazer uma construção maior de que aquela e então dizem: &#8220;Puxa, os Estados Unidos têm mais poder, então vou fazer o quê? &#8221; Vou brigar com paízes mais pequenos do que aqui, como por exemplo uma Guiana Inglesa, ou Francesa, ou aqui o Paraguai. Então o Brasil passa a ser superior ao Paraguai, já que não pode brigar com a Alemanhã, não pode brigar com a Rússia, com a China, ou com os Estados Unidos; Aí pega a brigar com os países menos desenvolvidos, e então esses países menos desenvolvidos pegam a brigar com países menor desenvolvidos ainda, como por exemplo a Etiópia, aí vem o problema da briga, todo mundo dizendo que o seu país é o melhor pais do mundo, mas na minha opinião todos os países são iguais para aqueles que tem poder financeiro para manter as suas regalias de liberdade, mas aquela maioria que é mais necessitada vive na miséria eternamente.</p>
<p>Agora eu digo sim, se o mundo fosse só um partido, aí é que ia ser uma barra, ou piorava de uma vez, ou ia ser a coisa mais linda do mundo,como o povo fala, talvez o céu a gente não sabe de nada, só Deus. É a natureza, é o infinito, é o que nos guia. Mas nego fica dizendo que alí é melhor, que aqui é melhor; Mas não é nada, o mundo é igual. Se você vai daqui e vai para a China, tem o metrô, se vai para a Rússia, tem o metrô. Conclusão: Eles ficam competindo com as coisas. Porque? O povo tem que viver; Aí vão o que? Criar,plantar, abrir mercados. Porque ele são ricos e a gente é pobre, eles lutaram, mas nem todos podem fazer isso, eu reconheço isto, dou sua razão, mas é uma herança, logo que o mundo começou, vocês viram que era Rei, era Rainha, era Príncipe, era isso, era aquilo. Conclusão: Aquele monte de gente para ser dominada por uma pessoa. Aí aquela gente matava as pessoas, botavam para os leões comerem.</p>
<p>Quero dizer que é uma coisa que já faz parte da natureza do mundo, é o universo, não adianta ser contra. É o cotidiano do mundo. No mundo tem que ter travestis, tem que ter prostituta, tem que ter gente boa, tem que ter gente ruim. Não pode só ter gente boa, nem gente ruim. É. o mesmo que a comida que a gente come, tem lugares que você come uma comida maravilhosa, mas tem outra que você come uma comida que não presta. É o cotidiano do mundo. Conclusão: Então fica reporter, fica programador falando isso e aquilo; É o enredo de uma coisa, vocês tem que entender isso, perto daqueles mais humildes, para dizer que estão ajudando, mas não adianta nada, porque quem quer ajudar não vai para a televisão fazer propaganda. Tem que ver a verdade, aquilo é média, telefonando para dar um carrinho, isso é média, isso é para enganar o bobo, pessoa que não tem visão, cega. Porquê o que agente vê nas favelas, vê no Norte, vê no mundo todinho, todo mundo na rua,na sarjeta, e fica uns dois ou tres palhaços fazendo palhaçada na televisão, para que? Eles só estão se enriquecendo nas nossas costas, porque eles não levam uma pessoa que tem uma arte, um trabalho para mostrar como cultura. É porque eles tem medo de perder o lugar. E então eles pegam a criticar outro, para dar publicidade, para os jornais. Mas isso não é só no Brasil, é no mundo todo. Aquilo é um meio de vida. Mas eles dizem aquilo é uma arte, mas ele não tem capacidade de criar uma cultura intelectual para o bem estar do povo, do universo, eles ficam agitando o povo com misérias. Mas isso tudo é média, porque na realidade eles saem depois dali&#8217;com seus melhores carros, sua boa mansão; Tudo conseguido nas costas desse povo sem visão que existe nesse mundo, e você sai dalrcom seu carrinho de criança, usado; que aquela mulher deu se apresentou no telefone para aparecer na televisão, para ser conhecida, como uma mulher caridosa, bondosa. Mas isso é ilusão, é isso que o povo tem que ver, porque eles estão vendo, mas são cegos, o que o cara faz na televisão, se vê no Brasil todo, vendo e falando que aquilo é a maior riqueza, é um Deus; Deus é a Natureza. Eu não digo que ele está errado, ele está certo, porque ele da ibope, ele dá rendimentos para ele, porque tem otário e bobo para olhar. Se não fosse os bobos e os otários, como é que ia viver o esperto, como é que ia viver. O povo continua a viver como vivia antigamente, sendo massacrado pelos olhos verdes dos homens brancos, esses que estão ar, que eles estão certos, senão existisse trouxa, ele não podia estar mandando, então está certo, o mundo está perfeito, vamos admitir o que é o mundo, agora dizer que na América, na Rússia é que é o melhor Pais do mundo, o partido é um sozinho,Comunismo é Comunismo, Democracia é Democracia, isso é conversa fiada, quem está lá em cima, e é no mundo, é que tá mandando, os pequenos tem que se cuidar. Agora eu digo a vocês, que tem país aí que realmente, alguns Governos, alguns Contador de dedo, olham mais para aquele povo mais humilde, realmente olha, dá mais amparo, um albergue mais confortável, tipo um quartel, para a pessoa sobreviver, mas o mundo todinho tinha que ser assim; Ajudar aqueles mais carente, fazer um tipo de quartel e colocar aquelas pessoas dentro, para criar para o país, desenvolver tudo, construção, obra, e isso tudo o Governo pagando , aí ia ser a coisa mais linda do mundo, aí o mundo ia para a frente. Ia ser um mundo só, se fosse um mundo só a gente não sabia como é que ia ser, ou ia ser ou ia ser bom demais, ou aí só Deus é que pode explicar, ou ia ser todo mundo escravizado por uma minoria mandando, eu não posso dizer. Mas eu digo a você, o mundo é perfeito, Deus soube fazer o mundo, nós não somos nada, agora temos orgulho, temos um orgulho muito grande que é a vaidade, ninguém vai voltar, morreu,morreu, acabou, acabou. Nos somos o mesmo que a carne de boi, a gente come o boi, se a gente for para o mato, o bicho come gente, porque é que agente vai voltar, esse negócio de dizer que que existe epírito, que nada cada um tem a sua maneira de ganhar uma grana. Um diz que é macumbeiro, faz aquela ginástica todinha realmente para ganhar a sua sobrevivência, o ladrão tem a sua maneira de sobrevivência, o travesti tem a sua maneira, o roceiro a sua, o banqueiro também, cada um tem que ter a sua maneira de sobreviver, tudo isso é um enredo, como o enredo do Planeta Lamma , que é o enredo da minha linguagem, do meu dialeto, das minhas músicas desse meu livro. Agora dizer que um mundo é melhor do que o outro, isso não existe, todo mundo é igual. Ai tem um porém, a Igreja do passado é uma Igreja muito rígida, muito respeitosa, não existia política, todo mundo só pensava em orar, só pensava em Deus, mas agora não, agora um padre sai da Igreja, quer casar, vem para a televisão falar coisas que não podiam ver aceitar pela Igreja; Eu não me conformo com essa Igreja. O protestante vai para a televisão fazer programa para ganhar dinheiro, dizendo que está fazendo isso e aquilo. Sim concordo com a religião, com a Igreja, de antigamente, mas assim mesmo, com tudo isso ainda fica uma Igreja conforme está, tá como eu não gosto, porque eu acho que padre é padre, não pode casar. Se ele disse: Vou servir a Deus; É o mesmo que Militar, vou servir a minha Pátria, vou morrer pela minha Pátria , então ele tem que respeitar a Hierarquia, não pode dizer que vai casar, se é ler respeito é respeito, então vamos respeitar os antepassados na nossa geração , aqueles grandes Papas, aqueles grandes Cardeais, não o Papa chegar agora e querer revolucionar a Igreja, não, eu não sou de acordo, sou contra, vamos manter o respeito, vamos acabar com esse negócio de bandalheira, de querer aparecer de querer ser sucesso no mundo, que ele não está fazendo nada pelo mundo , por ninguém, ele está passeando, está querendo gozar das regalias que outros não gozaram, isso ou não, isso aí está errado, e muito errado, Igreja é de Deus, para isso é que tem Deus com os braços abertos, vamos respeitar, não o Padre se meter em política, não o Padre querer fazer revolução, não o Padre dizer que quer casar, e isso e aquilo, e ir para a televisão, como é que a T.V. Educativa deixa, aceita isso, não pode aceitar. E por isso que eu digo que a televisão ,educativa do Brasil está fazendo programas que não deve, a T .V. Educativa é para mostrar Programas Culturais, não fazer o que está fazendo. T .V. Educativa é do Governo, então bota gente que faça educação para o povo, e não querer competir com as outras televisões-indústria, a T. V. Educativa absolutamente não pode ser indústria. Conclusão: Eu gosto e adoro a Igreja, mas antigamente era uma coisa pura, você morria por Deus, respeitando Deus, a Freira é a coisa mais linda que existe, a Freira tem pena de você. Vamos conservar a Igreja minha gente, como era antigamente. Nada desse negócio de Papa ficar viajando pelo mundo, beijando o chão, eu também beijo.Não está fazendo nada pelo o povo, vamos abrir a mão porque? Está todo mundo morrendo de fome. O Papa chega em cada pais, gasta bilhões, trilhões, para que? Esse dinheiro que é gasto com ele, sendo de Deus, deve ser dado para o povo, vamos amparar os necessitados, vamos trabalhar pelo povo, a Igreja é de Deus. Porque não trabalhar pelo povo. Ele vem no Brasil e gasta um absurdo, vai para uma favela e eles a colocam toda bonita, de tem que como é que estava, tem que ver os mendigos, tem que ver os doentes mentais, tem que ver tudo, tem que andar à pé; A maior riqueza? Deus não pediu isso. A Igreja está errada, no meu ponto ,de ver está errada; Padre dando entrevista a toda hora na televisão, falando isso e aquilo, não. Agora eu digo sim, a Igreja de antigamente eu amei, como eu continuo amando, mas que eu não estou gostando. Agora eu digo sim,atualmente, os Padres do Universo estão querendo aparecer, estão querendo ser políticos e ser sucesso de revista. Conclusão: A inteligência que teve a Igreja de construir uma Igreja com o maior carinho, abençoada por Deus, ela está se transformando, querendo ser um mito, igual a um artista, um cantor, igual a um partido universal, não pode de jeito nenhum. Igreja é para orar pelo povo, pedir aos grandes, aos poderosos, para ajudarem, para fazerem isso pelo povo, como é que ela está querendo ser política ao mesmo tempo, entrando em outras coisas, não! porque isso? Antigamente os Papas não viajavam tanto, não passeavam tanto era respeito, rezando dia e noite, assim, do jeito que está indo a Igreja, o mundo vai se acabar em guerra, porque chega um tempo que o Papa já não tem mais autoridade para nada. Antigamente o Papa falava lá e todo mundo tinha o maior respeito, puxa, de chegar da maneira que chega, não pode, acabou a hierarquia da Igreja, o enredo da coisa; A gente não vê a coisa,se pegar a ver demais, se torna uma coisa comercial, como o Papa está se tornando uma coisa popular, e nada ele fez pelo povo, o que que ele fez pelo povo, o que ele fez pelo povo Brasileiro, só conheceu o Brasil todo, esse dinheiro todo que foi gasto, porque ele não foi humildemente. Esse povo que ia aplaudir humildemente, com o maior carinho, e no fim volta à lama novamente e o Papa viajando pelo mundo, e tanta gente precisando de alimento. É por isso que eu digo, prá mim, dentro da Igreja se salva assim, Nossa Senhora, as Freiras mas até hoje algumas também se rebelaram, mas quem vai para a Igreja tem de saber que jurou por Deus, vai depender o povo, vai dar educação ao povo, vai ser pelo povo, vai ser um Santo, e não famoso no mundo, vai ser um santo, e como eu disse antes, a Igreja foi muito inteligente, no passado, porque ela educou esse mundo de uma maneira linda, educação educativa, eu considerava a Igreja antigamente, educativa, todo dia você ia para a sua Igreja com a Bíblia debaixo do braço, com o maior respeito, o maior carinho. Hoje em dia a juventude não pensa mais nisso. Conclusão: Todos dizem isso e aquilo, mas não é nada disso. No fim de tudo isso, sabe o que vai acontecer, a Igreja vai ser uma Indústria normal, onde não vai mais ser respeitada como estão respeitando, Nego agora já tem Deus dentro de si, mas o Papa da maneira que estáfazendo não pode. A Igreja para mim foi a do passado, e hoje, dentro da Igreja, ainda tenho muito amor por Deus, e as Freiras, ainda são mulheres santas, nem todas, mas a maioria, adoro sim. O Padre pode ser maravilhoso, mas é um homem que não guarda segredo, se você der uma declaração confidencialmente,ele declara, quer dizer, ele para mim, não tenho nenhuma confiança, tinha sim, nos Padres de 200 anos atrás, eu acho a Igreja uma coisa linda do mundo, muito inteligente, e ela devia ser conservada da maneira que era antigamente, eu acho um absurdo a maneira como a Igreja está se comportando, no mundo. Não existe Igreja moderna minha gente, a Igreja é de Deus, quem vai para alí é para orar, e não ir para a televisão dizer que casou ou deixou de casar, vai depender, dizendo que é filho de Deus; Se não quer ser Padre, não seja. Pense antes. É o mesmo que você não querer ser Militar, então não vá ser Militar, seja Civil, apesar de você ser obrigado a servir nas forças armadas, que é exército, marinha e aeronáutica, Mas eu acho o mundo perfeitíssimo, Os brancos são uns homens de muita inteligência, e eles tem muito medo de deixar muita gente se aproximar das coisas, e tomar as coisas deles, talvez os negros queiram tomar, mas os negros não vão tomar nunca, e os brancos nunca vão dar essa oportunidade a eles, de tomarem o poder deles, e com toda razão, eles não construiram? então que cada um procure construir também, isso é a verdade do mundo, e eles não vão dar a roupa deles para ficar nú, e depois ficar sendo escravizado por eles, então negro, igual a mim, se conforme, vamos lutar, vamos trabalhar, vamos mostrar a eles que um dia poderemos ser independentes, criando uma coisa própria, nossa, uma indústria nossa, na nossa África, vamos nos unir mais , vamos acabar a guerra, nada disso resolve, guerra, Briga, nada disso resolve; vamos ser unidos vamos procurar ser unidos um ao outro, é o que Deus disse, senão o mundo vai ser arrazado, nós do mundo, vamos ser arrazados, pela guerra universal. Porque a guerra? Ambição do poder, O homem nunca está conformado; digo por mim, você pode ser o maior Marechal, mas se existisse outro para chegar nesse cargo, quer dizer que é a ambição do homem e da mulher, É o mesmo que ser artista. É uma coisa que todos os artistas, todos os músicos , pintores, todos aqueles homens que criam, que criam a eletrônica, criam o avião, criam o navio, todos aqueles homens, são os homens componentes do Planeta Lamma, são uns homens conscientes, são uns homens que pensam, todos esses homens são componen-tes do Planeta Lamma porque eles constroem com sua mente, A coisa mais forte do mundo é a nossa mente, mas muitos dizem que é o dinheiro quem manda; O dinheiro manda, quem manda é a mente, que a mente constroi e faz você ganhar dinheiro, com a mente você faz coisas superiores para ganhar montões de dinheiro, quer dizer que a mente é a coisa mais perfeita que existe no mundo, coma mente você faz tanta coisa incrível , que você fica poderoso, conclusão: E o homem, ser humano, perfeito, o mundo é perfeito, Tem que existir pobre, preto, amarelo e tudo isso, e tinha que existir escravo, o mais pobre, o poderoso, o velho, porque não pode ser todo mundo tem que assumir, assumir que isso é mundo, então procurem mais se unir, se tiver mais união, há o mundo, e se na pobreza tiver mais união, ela domina o mundo, porque o mundo vai se transformar em um só, que vai ser a Guerra Total, aí vai ter uma geração que ninguém vai saber, mas dizer que vai voltar, ninguém volta não, é conversa fiada, nós naõ voltamos mesmo,entende. E é aqui que termina as minhas histórias e meus versos, as minhas músicas. É o mundo, é o Planeta Lamma.</p>
<p><strong>AUTOR: <a href="http://www.damiaoexperienca.net/livro.htm">DAMIÃO FERREIRA DA CRUZ</a></strong></p></blockquote>
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		<item>
		<title>BLOG e*0u n.1 = vincos na testa da anti-heroína, lágrimas d&#8217; um anti-herói.(e/ou CTL &#8211; centro de tradições libertárias)</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2228</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 15:19:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[e/ou]]></category>
		<category><![CDATA[nbp]]></category>
		<category><![CDATA[desafiatlux]]></category>
		<category><![CDATA[inacessível]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>
		<category><![CDATA[jogo]]></category>
		<category><![CDATA[noite]]></category>
		<category><![CDATA[sintoma]]></category>
		<category><![CDATA[zero]]></category>

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		<description><![CDATA[Fulaninho De Tal fez um Anticristo no drama mexicano &#8220;Êle&#8221;. O drama foi considerado um Fracasso em Cannes. nenhuma letra vale essa lista: -o momento rasurado -vincos, vermelhidão, -vaso que liga ilha a terra a -o plano &#8211; dos autômatos do barro -é pesado escapar e não rugir -não tenho -a testa dos bem lembrados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Fulaninho De Tal fez um Anticristo no drama mexicano &#8220;Êle&#8221;. O drama foi considerado um <strong>Fracasso</strong> em Cannes.</em><br />
<img src='http://organismo.art.br/blog/wp-images/arturocordoba.JPG' alt='' /></p>
<blockquote><p>
nenhuma letra vale essa lista:<br />
-o momento rasurado<br />
-vincos, vermelhidão,<br />
-vaso que liga ilha a terra a<br />
-o plano &#8211; dos autômatos do barro<br />
-é pesado escapar e não rugir<br />
-não tenho<br />
-a testa dos bem lembrados<br />
-cujo talo vem do balão<br />
-e o olhar<br />
-estamecatalogado a miar de guarda-pó<br />
-eu falo dessa colina de nervos de argila de onde vejo</p>
<p>-nenhuma letra ruge<br />
-vincos<br />
-vincos no gênio<br />
-do olho para dentro em furia<br />
-urgem.</p>
<p>c o r r o m p e r p l e x a l t a s a n t i d a d a s a s c i r c un s t a n c i a s:</p>
<p>já mencionei o gesto perdido eu que nunca portanto<br />
nem com todos os alinhaves<br />
lhor<br />
lhor lhor<br />
NADA<br />
é grandioso,<br />
repitam,<br />
nada<br />
vai dar nome a isso<br />
dado que<br />
não há substrato</p>
<p>viemos para ficar</p>
<p>princípio dos meus nervos dos pés<br />
príncipe des mees nerves des pés<br />
digamos já dissemos que eu produzisse oh sim toda aquela cerâmica</p>
<p>digamos agora a uma só voz<br />
eu. eu. tudo eu.<br />
só eu concedo a forma.<br />
só eu a senhora.<br />
sonhei que surfava uma onda altíssima e macia.</p>
<p>mais tarde fechei a porta<br />
depois que o mar entrou.<br />
licita me. não tenho o que desenhar.</p>
<p>lembro de ter telefonado emprestado<br />
vazia<br />
discado e discado.</p>
<p><strong>lucida.sans</strong></p></blockquote>
<p>eu.eu.tudo.eu<br />
<strong>não vou entregar seu layout ontem</strong><br />
e a capa do album<br />
a capa do superhome atada entre a besta e o penhasco<br />
o alambique<br />
o enxofre em frasco<br />
a rima fácil do bardo, o quepe e o capacete do mendigo</p>
<p>distribuição exclusiva<br />
do centro de tradições libertárias<br />
a conta da virgem<br />
sarou meu pão<br />
ele<br />
&#8220;O anticristo&#8221;<br />
exuaxélux Réu<br />
- condenado em pílulas</p>
<p>eu.tudo.<strong>eu</strong></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-images/13.jpg' alt='' /></p>
<h1><strong>O MENDIGO A LIBÉLULA E @ REAL</strong></h1>
<p><strong>Cena 1 ext noturna</strong></p>
<p>O mendigo chega perto de um rapaz que anda sozinho pelas ruas do largo da ordem.<br />
O rapaz esta embebido em pensamentos, a música é densa e dissonante:<br />
Os pensamentos enchem a tela em forma de legendas e são como sombras sonoras da música ( a narrativa segue o legenda mascarada por efeitos em contraponto à música).</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-images/matto.jpg' alt='' /></p>
<p>Pensa:<br />
Porque essa redundância toda os pais e a prole o capital e a prole a virtude a técnica o lucro a sobra a sombra o bronze o ouro a medalha essa redundância toda a busca a dúvida a palavra essa redundância toda o filme o espectador essa redundância toda a moral da historia e essa redundância toda a música o tom e essa redun&#8230;</p>
<p>Chega o mendigo em close e diz:</p>
<p>-	Eu só toco em sol!!!</p>
<p>O rapaz:<br />
E se eu quiser tocar em dó???<br />
 legenda: Essa redundância toda.</p>
<p>O mendigo olha pra ele com um olhar megalomaníaco e insano e diz;</p>
<p>Aí&#8230; hehhehe.. Aí o problema é seeeeeeeeu!!</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-images/sol.jpg' alt='' /></p>
<p>E tem mais o tanguá &#8230; o rio tangua &#8230;  o parque tangua&#8230;<br />
O TANGUÁ É MEU!!!!!!!!!!!!<br />
MEU!!!!!</p>
<p>Vira as costas e sai andando e falando</p>
<p>EU SÓ TOCO EM SOL!!!<br />
&#8230;EM SOL!!!!</p>
<p><em><br />
Entra a legenda de novo:</em></p>
<p>Porque essa redundância toda os pais e a prole o capital e a prole a virtude a técnica o lucro a sobra a sombra </p>
<p><strong>Cena 2 int. no meio de uma festa:</strong></p>
<p>Uma garota olha para o rapaz que esta em visão subjetiva</p>
<p>A legenda continua:</p>
<p>a sombra o Amor a medalha essa redundância toda a busca a dúvida a palavra essa redundância toda o filme o espectador essa redundância toda a moral da historia e essa redundância toda a música o tom e essa redun&#8230;</p>
<p>Chega pra menina e diz:</p>
<p>eu quero uma bala </p>
<p>A menina quebra a bala na boca. (som de bala quebrando)</p>
<p>Menina: Meia.</p>
<p><strong>Cena 3 ext. noturna frente da festa.</strong></p>
<p>Os dois caminhando tímidos quase sem se olhar.</p>
<p>Legenda:</p>
<p>Tem fogo? Água apaga? Tira o meu ar? Onde é o chão?<br />
Empresta uma espada?</p>
<p>Rapaz: Tem caneta?</p>
<p>Menina: Vermelha?</p>
<p>Legenda: Empresta tua pele. O lado de fora. Risco.</p>
<p>Começa a desenhar na mão da garota.</p>
<p>Desenha um sol &#8211;  legenda: A sol<br />
Estrela &#8211;  legenda O estrela</p>
<p>Segue:<br />
O lua<br />
A fogo<br />
O água<br />
O Terra</p>
<p>Por ultimo faz uma espiral</p>
<p>Legenda: redundância</p>
<p>Rapaz: Me dá um beijo.</p>
<p>A caneta preta pinta a boca da menina.</p>
<p>A boca da menina diz:</p>
<p>Mate a palavra.</p>
<p>Legenda: Beijo</p>
<p>Som de helicóptero. A voz do mendigo:</p>
<p>-Eu só toco em sol!!!!!</p>
<p>Cena Ext. parque tanguá </p>
<p>O rapaz e a menina dançam no parque tanguá ao som de uma vitrola.</p>
<p>O menino brinca imitando o mendigo:</p>
<p>-O TANGUÁ É MEU!!!!</p>
<p>A menina diz dançando: Eu trouxe meu livro de cálculo.</p>
<p>Legenda: brincar</p>
<p>Você estuda?</p>
<p>Legenda : redundância</p>
<p>A menina diz:</p>
<p>{ quando limite tende ao infinito L = 0}</p>
<p>legenda: Mate a palavra</p>
<p><strong>Cena Int e Externa Helicóptero:</strong></p>
<p>Mendigo dentro do helicóptero com um manto real grita pra fora;</p>
<p>-	O TANGUÁ É MEU!!!!!!!!!!!  </p>
<p>O helicóptero nos céus.</p>
<p>Legenda:<br />
Libélula significa&#8230;(semiótica e cálculo)</p>
<p><strong>Cena ext. Tangua. dia</strong></p>
<p>A menina desenha equações.<br />
Eles dançam com olhos nos olhos.<br />
{Equações relacionadas.}</p>
<p>O rapaz tira a camisa.</p>
<p>Legenda; O corpo a soma a química essa redundância toda a palavra<br />
Avante da palavra tentando fugir da redundância e essa redundância<br />
Em espiral O Dna da dúvida sobre o que está sobre esta rrrrrrrrrrrrrr</p>
<p>O rrr vira o som do helicóptero pousando.</p>
<p>O MENDIGO POUSA. E GRITA:</p>
<p>O TANGUÁ É MEEEEEEEEEEEEEU!!!!!!!!!!!!</p>
<p>O Mendigo olha pra garota com uma cara sexy.</p>
<p>Legenda: genêro versus gênero.</p>
<p>Menina faz cara de quem não viu</p>
<p>O mendigo olha pro rapaz com cara amigável.</p>
<p>Legenda: Plural versus singular</p>
<p>O rapaz faz cara de descaso,</p>
<p>O mendigo faz cara de fúria olha pro chão e vê a caneta vermelha sobre o livro de cálculo.</p>
<p>Mostra a caneta pra câmera, e diz:</p>
<p>Fala:  DE QUEM É A ESPADA???????</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-images/lg154999.jpg' alt='' /></p>
<p>O câmera man  oferece a câmera para o mendigo, a camera troca de mãos e passamos a ter a visão subjetiva do mendigo.</p>
<p>O mendigo filma o câmera man e os dois com cara de assustados e grita;</p>
<p>EU SÓ TOCO EM SOOOOOOOOLLL!!!!!!</p>
<p>Vira a câmera pro sol o filme queima.</p>
<h1><strong>Fim</strong></h1>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-images/vitoriaaa.jpg' alt='' /></p>
<p><font color="red"><em>Créditos: by VITORIAMARIO + Villa Cachorrros + Orquestra Organismo + Matema </em></font></p>
<p><em>Subliminar do mendigo indo embora com um cachorro pintado de amarelo. (3 cenas de 10 frames; diferentes planos). Legenda: subsistemas</em>.</p>
<p><a href='http://www.catb.org/hacker-emblem/'><br />
<img src='http://www.catb.org/hacker-emblem/glider.png' alt='hacker emblem' /></a></p>
<h1>Em Curitiba</h1>
<p><a href="http://organismo.art.br/blog/?p=228#comments"><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-images/hviegasweb1_01.jpg' alt='' /></a></p>
<blockquote><p>
- Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não, Deus esteja. Alvejei mira em árvores no quintal, no baixo do córrego. Por meu acerto. Todo dia isso faço, gosto; desde mal em minha mocidade. Daí, vieram me chamar. Causa dum bezerro: um bezerro branco, erroso, os olhos de nem ser &#8211; se viu -; e com máscara de cachorro. Me disseram; eu não quis avistar. Mesmo que, por defeito como nasceu, arrebitado de beiços, esse figurava rindo feito pessoa. Cara de gente, cara de cão; determinaram &#8211; era o demo. Povo prascóvio. Mataram. Dono dele nem sei quem for. Vieram emprestar minhas armas, cedi. Não tenho abusões. O senhor ri certas risadas&#8230; Olhe: quando é tiro de verdade, primeiro a cachorrada pega a latir, instantaneamente &#8211; depois, então, se vai ver se deu mortos. O senhor tolere, isto é o sertão. Uns querem que não seja: que situado sertão é por os campos-gerais a fora a dentro, eles dizem, fim de rumo, terras altas, demais do Urucuia. Toleima. Para os de Corinto e do Curvelo, então, o aqui não é dito sertão? Ah, que tem maior! Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem de fechos; onde um pode torar dez, quinze léguas, sem topar com casa de morador; e onde criminoso vive seu cristo-jesus, arredado do arrocho de autoridade. O Urucuia vem dos montões oestes. Mas, hoje, que na beira dele, tudo dá &#8211; fazendões de fazendas, almargem de vargens de bom render, as vazantes; culturas que vão de mata em mata, madeiras de grossura, até ainda virgens dessas lá há. O gerais corre em volta. Esses gerais são sem tamanho. Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães&#8230; <a href="http://organismo.art.br/blog/?p=726">O sertão está em toda a parte.</a></p>
</blockquote>
<p>Blog d&#8217; E*ou = <a href="http://www.organismo.art.br/inverno/thesame07por.html">É o malabares de sinaleiro ficando cada vez mais complexo&#8230;</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>BLOG E*OU, post número zero: este &#8220;inacessível do Inconsciente&#8221;</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2226</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2226#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 02:04:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[e/ou]]></category>
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		<category><![CDATA[sangue]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Humano: Mas isto não é ser benevolente, como poderei vencer a mim mesmo, isto não é justo. Meu Deus não&#8230; Ácaro: Vai perder, Vai perder, e sua cabeça vai rolar&#8230; Humano: Como chegarei a vitória? Meu Deus porque não aparece, sempre nas horas de apuros some. Apareça! Filha da Puta. Ácaro: Alguém vai ter pena [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/acaro.jpg' alt='acaro.jpg' /></center></p>
<blockquote><p>
&#8220;Humano: Mas isto não é ser benevolente, como poderei vencer a mim mesmo, isto não é justo. Meu Deus não&#8230;</p>
<p>Ácaro: Vai perder, Vai perder, e sua cabeça vai rolar&#8230;</p>
<p>Humano: Como chegarei a vitória? Meu Deus porque não aparece, sempre nas horas de apuros some. Apareça! Filha da Puta.</p>
<p>Ácaro: Alguém vai ter pena de você nem que seja você mesmo.&#8221; (&#8230;)</p>
<p>Humano: Quer dizer então que me concede uma chance de rever meu Deus?</p>
<p>Ácaro: O destino da humanidade mais uma vez será decidido pela forma mais convencional desde os mais remotos tempos: o jogo.</p>
<p>Ácaro: JOGO! Roleta Russa, Bingo, Business, Compra, Venda, Namoro, Casamento. Como todo bom jogo, estou sedento, já estou prevendo, o sangue derramado, se faz justo? O que importa é só um jogo.</p>
<p>Ácaro: Desde os primórdios, por toda infância aos humanos é ensinado a jogar. Jogar, competir, ganhar. E se fez da vida um reles jogo, em que só há vencedores se houverem perdedores, um princípio simples, uma revelação.</p>
<p>Ácaro: E como sempre o jogador será somente um: O humano! Conseguirá este a vitória?</p>
<p>Ácaro: Um jogo sem regras e com todas as cartas na mesa, inclusive a mais temida, a mais negada pelo ser humano: A consciência! </p>
<p>(&#8230;)</p>
</blockquote>
<p><strong>DESAFIATLUX</strong></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-images/DeS00697.jpg' alt='' /></p>
<p>	<em>“Eu não estou ouvindo música, é outra coisa que está acontecendo. Signos evidentes por si 	mesmos, por incrível que cresça e apareça, multiplicai-vos! Creio em um sinal. Ei-lo. Não 	me lembro bem. Distraio-me. Perco os sentidos, ganho os dados. Deus não morreu. Perdeu 	os sentidos. Sempre que possível, o contemporâneo já passou. Perdeu-se no fim. (&#8230;) um 	segredo óbvio. Eu, contemporâneo do meu fantasma, olho-me no espelho e vejo nada. 	Submeto-me a isso. A percepção. (&#8230;) Atenção. Quero a liberdade de minha linguagem. 	Vire-se. Independência ou silêncio. As núpcias da Essência e da existência. Vir a ser é 	assim.” Paulo Leminski &#8211; Catatau.</em></p>
<p>Não deveríamos ter expectativa alguma do que fazemos, o que fazemos não é bom nem ruim, o que fazemos é nada. Os acontecimentos somente fazem parte de um coeficiente infinito: 0=0, pura redundância. <a href="http://organismo.art.br/blog/?p=73">Cúmplices de uma farsa, nossa lógica não é limpa, somos exorcizados a golpes inautênticos gerados pela cultura econômica dos excessos.</a> Toda nova informação é formulada por uma expectativa frustrada, absoluta e que aponta para um único sentido/abismo.<br />
Desvio ou catástrofe? <em>Delirium tremens</em>. Ser o tormento dos próprios pensamentos, perturbação da nossa própria ordem. O desafio como ruído. </p>
<p><img src="http://www.lamaquinadeltiempo.com/Artaud/images/artaud08.jpg" alt="artaud" /></p>
<blockquote><p>- O sintoma é uma &#8220;pista&#8221; da história do sujeito (seminário 1). Como o indica Freud, é &#8220;o signo e o substituto de uma satisfação pulsional que não teve lugar&#8230; o resultado da moção pulsional tocada pelo recalcamento&#8221;. (Inibição, sintoma e angústia). &#8211; Lacan precisa também que recalcamento e retorno do recalcado são &#8220;uma só e mesma coisa, o direito e o avesso de um só e mesmo processo&#8221; (Lacan, Jacques &#8211; Seminário 3 &#8211; 14/12/55).</p></blockquote>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>olhos de corvo</p>
<p>Em qualquer tempoépoca o seu contemporanêo se desespera.<br />
A desesperança gera artimanhas e as artimanhas o fazem desesperar novamente.</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-images/zarathustracolor_updsddown.gif' alt='' /></p>
<p>mesmo lá do outro lado da noite,<br />
onde parece que não mais amanhecerá,<br />
posta-se firme um sujeitinho<br />
chamado amanhã.</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-images/graphdesire.jpg' alt='' /></p>
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		<title>fogueira na geada &#8211; imagens Fabs</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 14:30:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/rech2_geada.jpg' title='rech2_geada.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/rech2_geada.thumbnail.jpg' alt='rech2_geada.jpg' /></a><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/rech_geada1.jpg' title='rech_geada1.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/rech_geada1.thumbnail.jpg' alt='rech_geada1.jpg' /></a><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/recomponente2_geada.jpg' title='recomponente2_geada.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/recomponente2_geada.thumbnail.jpg' alt='recomponente2_geada.jpg' /></a><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/reglerm2_geada.jpg' title='reglerm2_geada.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/reglerm2_geada.thumbnail.jpg' alt='reglerm2_geada.jpg' /></a><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/reglerm_geada.jpg' title='reglerm_geada.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/reglerm_geada.thumbnail.jpg' alt='reglerm_geada.jpg' /></a><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/replaca_geada.jpg' title='replaca_geada.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/replaca_geada.thumbnail.jpg' alt='replaca_geada.jpg' /></a><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/reproto2_geada.jpg' title='reproto2_geada.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/reproto2_geada.thumbnail.jpg' alt='reproto2_geada.jpg' /></a><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/reproto_geada.jpg' title='reproto_geada.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/reproto_geada.thumbnail.jpg' alt='reproto_geada.jpg' /></a><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/resimone2_geada.jpg' title='resimone2_geada.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/resimone2_geada.thumbnail.jpg' alt='resimone2_geada.jpg' /></a><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/resimone_geada.jpg' title='resimone_geada.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/resimone_geada.thumbnail.jpg' alt='resimone_geada.jpg' /></a></p>
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		<title>IlÍada e o softwarelivre</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 02:49:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[na dúvida socorro!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/mitsuibot.jpg' alt='rodo' /></p>
<p>na dúvida socorro!</p>
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		<title>imprimindo circuitos e/ou Circuitos.</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jul 2007 03:28:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Placas de circuito impresso feitas artesanalmente hoje no E/ou: (placas que serão usadas para otimizar o uso de displays para instrumentos musicais com multiplexadores diminuindo a necessidade de saídas digitais para os displays)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Placas de circuito impresso feitas artesanalmente hoje no E/ou:</p>
<p><em>(placas que serão usadas para otimizar o uso de displays para instrumentos musicais com multiplexadores diminuindo a necessidade de saídas digitais para os displays)</em></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/placas.png' alt='placas.png' /></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/mexendo.png' alt='mexendo.png' /></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/placa_01.png' alt='placa_01.png' /></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/placa_02.png' alt='placa_02.png' /></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/placa_03.png' alt='placa_03.png' /></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/placa_04.png' alt='placa_04.png' /></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/placa_05.png' alt='placa_05.png' /></p>
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		<title>marinalva connection</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 01:39:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[entre a visita do zé ao diabo &#8211; um passeio no bar da marinalva couro de bode na ladeira da conceição &#8211; estava calor em salvador http://estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=4325 só mesmo é fazendo um computambor]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/mother.jpg' alt='mother' /><br />
entre a visita do zé ao diabo &#8211; um passeio no bar da marinalva</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/07/bar_marinalva.jpg' alt='marinalva' /><br />
couro de bode na ladeira da conceição &#8211; estava calor em salvador</p>
<p><a href="http://estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=4325">http://estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=4325</a><br />
só mesmo é fazendo um computambor</p>
]]></content:encoded>
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		<title>17:01 computambores sedex &#8211; tuda veiz mesma coiza</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jun 2007 20:39:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Momento em que conseguimos enviar o projeto &#8220;computambores&#8221; para apreciação do mecenato da fundação cultural de curitiba. Com direito a tudo dar errado 10 minutos antes e depois dar certo com a porta fechando, no último minuto, ao estilo hollywoodiano. Esperando agora que a seqüência dê numa daquelas triologias épicas&#8230; DESCREVA OBJETIVAMENTE O QUE PRETENDE [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Momento em que conseguimos enviar o projeto &#8220;computambores&#8221; para apreciação do mecenato da fundação cultural de curitiba. Com direito a tudo dar errado 10 minutos antes e depois dar certo com a porta fechando, no último minuto, ao estilo hollywoodiano. Esperando agora que a seqüência dê numa daquelas triologias épicas&#8230;</em></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/correio_001.png' alt='correio_001.png' /></p>
<p>DESCREVA OBJETIVAMENTE O QUE PRETENDE REALIZAR E JUSTIFIQUE:</p>
<p>O projeto Computambor almeja pesquisar formas de construção de instrumentos musicais que mesclam procedimentos artesanais, tais como marcenaria e luthiaria, aos da ciência da computação e da eletrônica.</p>
<p>Os “computambores” serão instrumentos musicais que usam a tecnologia de softwares e hardwares livres para resgatar o aspecto táctil e não condicionado a uma produção industrial. Trazem para o mundo das artes o material tecnológico e seus procedimentos criativos, que apesar de estarem discriminados ao campo “técnico”, são matérias primas tão poéticas quanto a escultura, a pintura e a música.</p>
<p>Os objetivos deste projeto são:</p>
<p>1) Criar instrumentos que possibilitem novas sonoridades e rituais, fazendo com que o desenvolvimento plástico, visual, tecnológico e lúdico andem juntos; e, ao mesmo tempo, trazendo para o campo do som espontâneo e popular a possibilidade de pensar as máquinas, que tanto nos cercam hoje, como ferramentas criadas por nós mesmos que podem nos ajudar a formatar e a aperfeiçoar nossa linguagem e nossas relações sociais.</p>
<p>2) Estimular entre os artistas o uso de tecnologias livres, posto que softwares e hardwares livres são hoje no mundo todo maneiras de compartilhar conhecimentos relevantes que até então eram vistos como &#8220;segredos industriais&#8221;. Desta maneira, conseguimos trazer para o inevitável contato do ser humano com essas máquinas, a possibilidade do jogo, da brincadeira do artístico, do musical, do poético.</p>
<p>SINOPSE E RESUMO DO PROJETO:<br />
Isto deve ser bem resumido</p>
<p>Computambores serão instrumentos musicais que estimulam o uso artesanal de procedimentos eletrônicos. Não se resumem a instrumentos de percussão: poderão ser também instrumentos melódicos e harmônicos. A grande característica é trazer para o campo do artesanato e da ritualização da música, instrumentos que usam procedimentos computacionais para sua composição e que podem estimular o uso em rede de suas interfaces, acessando a Internet e nela recombinando sons e possibilitando novos circuitos de divulgação das artes.</p>
<p>Com os Computambores será possível criar todo um novo gestual para novos timbres; possível, ainda, gravar voz e outros sons para serem usados como samples (amostras) ao vivo. Estes instrumentos poderão também acessar a internet, ou redes locais, para possibilitar jams de pessoas em locais diferentes, compartilhando ao vivo, em tempo real, suas gravações.</p>
<p>Com isso tornamos possíveis novos rituais e celebrações, onde a tecnologia é percebida na dimensão humana e onde potencializamos a recombinação de idéias poéticas, tirando estas idéias dos HDs (discos de memória do computador) para na prática fomentar novas redes.</p>
<p>Amplitude e Abrangência do projeto (cidades e estados onde o projeto será distribuido ou divulgado)</p>
<p>Quanto à abrangência, este projeto traz o fomento de um circuito sem fronteiras da divulgação da música local. Desde que começamos o envolvimento com essa rede de produtores e usuários de softwares e hardwares livres, nos inserimos num contexto internacional alimentado pela Internet, numa comunidade de pessoas com a mesma busca contemporanêa. O potencial do uso destes instrumentos em rede, nos trás possibilidades, por exemplo, de dois concertos acontecerem simultaneamênte em cidades distantes. Tudo isso é um potencial de identificação enorme, que certamente fomenta um circuito importantíssimo e sempre aberto para novos artistas. O artista local só tem a ganhar com isso.</p>
<p>Presencialmente, estaremos divulgando, documentando e produzindo este trabalho na cidade de Curitiba, mas pela sua característica de produção em rede, atingirá diversas cidades do planeta. Dentre as cidades com as quais ja mantemos forte contato pela web estão: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Tibau do Sul-RN, Salvador, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte. Fora do Brasil, já se desenvolvem parcerias na Croácia (Krizevci), Espanha (Barcelona), Dinamarca (Copenhagen), Alemanha (Berlin) e Grécia (Atenas e Farkadona).</p>
<p>Estratégia de ação</p>
<p>02 &#8211; ENUMERE AS ATIVIDADES NECESSÁRIAS PARA ATINGIR O(S) OBJETIVO(S) DESEJADO(S), EXPLIQUE COMO PRETENDE DESENVOLVÊ-LAS E QUAL O TEMPO ESTIMADO (DIAS).</p>
<p>1. Pré Produção e Pesquisa. Duração de XXX meses.<br />
A primeira etapa do projeto prevê a realização de uma pesquisa aprofundada sobre a contrução de instrumentos. Este estudo terá como foco a identificação de luthiers que, além de processos artesanais, estejam trabalhando com plásticas sonoras mais inovadoras. As atividades dessa fase inicial incluem a descrição de procedimentos de construção de instrumentos e hipotéticas entrevistas com alguns desses produtores. É também a partir desse processo, nesta primeira etapa, que serão elaborados planos mais precisos de divisão do trabalho. </p>
<p>2. Produção de Design e Acústica. Duração de XXX meses.<br />
Em seguida, passamos para um segunda fase que é a de construção dos instrumentos na sua forma acústica já conhecida.  Pode-se, neste caso, trabalhar, desde tambores de maracatu e rabecas de fandango, entre outros instrumentos pesquisados, até instrumentos totalmente originais. A desconstrução de designs será também o foco desta etapa do projeto. Como exemplo, é possível citar o uso de um joystick simples do tipo padrão no mercado. Estes controles de videogame de protocolo USB podem ter seu design desconstruído, serem imbutidos no instrumento e mapeandos via software livre, com um software chamado Puredata &#8211;  linguagem de programação gráfica voltada para multimídia (http://www.puredata.info).</p>
<p>3. Produção de Eletrônica e Software. Duração de XXX meses.<br />
Numa terceira fase, passamos a construir hardwares baseados em microprocessadores de projeto livre, como o Arduino &#8211; hardware livre para trabalhos de conversão de voltagem em liguagem binária (http://www.arduino.cc). Nesta etapa que terão início as tentativas de tornar o instrumento independente do computador: salvando arquivos numa memória local do instrumento, ou fazendo com que o instrumento se comunique via sinal de antena com um servidor próximo. </p>
<p>4. Documentação. Duração de XXX meses.<br />
Todas as fases do processo serão amplamente documentadas, sobretudo em vídeo, uma vez que é também objetivo do projeto disponibilizarmos uma metodologia simples para o uso destas técnicas, tonando-as acessíveis para qualquer artista interessado em reproduzir tais idéias.<br />
Ao final, contudo, nos últimos 2 meses, será finalizada essa documentação, pois iremos divulgar os resultados via web, chamando as pessoas para &#8220;jams&#8221; online via interface web. Aqui propomos também uma contrapartida de receber pessoas em um dia e horário marcados na ocasião para explicarmos o processo de forma didática e/ou tocar conosco no estúdio-oficina montados para o projeto.</p>
<p>5. Coordenação. Duração de XXX meses.<br />
As ações de coordenação do projeto estão inseridas durante todo o processo, seja através de articulação, prestação de contas, organização das demandas e definição de planos de trabalho.</p>
<p>Descrição Técnica</p>
<p>02 &#8211; DIMENSIONE E QUANTIFIQUE O RESULTADO PRETENDIDO DO PROJETO</p>
<p>Pretendemos com este projeto tornar visível a possibilidade de trabalhar com eletrônica de maneira artesanal e poética. Especificamente dentro do campo da música, pretendemos trazer questões interdisciplinares, como o interesse pelo design, pelas artes plásticas e pela tecnologia.</p>
<p>Outro resultado interessante será fomentar um circuito de artistas ligados a este tipo de troca de conhecimento e também possibilitar um canal bastante pró-ativo de divulgação de trabalhos, por identificação com os novos timbres, novos instrumentos e pela possibilidade de recombinação de poéticas.</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/correio_011.png' alt='correio_011.png' /></p>
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		<title>Bons Augúrios para o Bom Retiro</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jun 2007 02:32:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mathieu Struck</dc:creator>
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		<description><![CDATA[l&#8217;ile à hélice pattern recognition bom retiro Fotos tiradas no Bom Retiro, licença CC-BY-NC-ND 2.0]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/88603584@N00/352215233/" title="l'ile à hélice (by Mathieu Struck)"><img src="http://static.flickr.com/129/352215233_67b9053394.jpg" title="l'ile à hélice (by Mathieu Struck)" alt="l'ile à hélice (by Mathieu Struck)" width="333" height="500" /></a><strong><br />
l&#8217;ile à hélice</strong></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/88603584@N00/348351120/" title="pattern recognition (by Mathieu Struck)"><img src="http://static.flickr.com/164/348351120_0e3f29e561.jpg" title="pattern recognition (by Mathieu Struck)" alt="pattern recognition (by Mathieu Struck)" width="500" height="360" /></a></p>
<p><strong>pattern recognition</strong><br />
<a href="http://www.flickr.com/photo.gne?id=337942464" title="bom retiro"><img src="http://static.flickr.com/165/337942464_26f229f602.jpg" title="bom retiro" alt="bom retiro" width="333" height="500" /></a><strong><br />
bom retiro</strong></p>
<p>Fotos tiradas no Bom Retiro, licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/">CC-BY-NC-ND 2.0</a></p>
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		<title>computambor</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2190</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Jun 2007 14:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[congela dedo esquenta dedo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/manhademaio.jpg' alt='geada' /></p>
<p>congela dedo </p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/00047.jpg' alt='tambor' /></p>
<p>esquenta dedo</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pessoas</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jun 2007 13:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>BarbarelaK</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[Polavra]]></category>
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		<description><![CDATA[Falhei em Tudo. Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada. A aprendizagem que me deram, Desci dela pela janela das traseiras da casa&#8230; Tabacaria, A.Campos. Capa do primeiro número de &#8220;Orpheu&#8221;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Falhei em Tudo.<br />
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.<br />
A aprendizagem que me deram,<br />
Desci dela pela janela das traseiras da casa&#8230;</p>
<p>Tabacaria, A.Campos.</p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/pessoa2.jpg' title='pessoa2.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/pessoa2.jpg' alt='pessoa2.jpg' /></a></p>
<p>Capa do primeiro número de &#8220;Orpheu&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Eu, tu &amp; x</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jun 2007 11:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ieipari]]></category>
		<category><![CDATA[e/ou]]></category>
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		<category><![CDATA[ariadne]]></category>
		<category><![CDATA[corpo sem órgãos]]></category>
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		<description><![CDATA[Onde o eu estava entre o ano II e/ou III do milênio? fio de ariadne e/ou ventre do minotauro&#8230; &#8221; Por ti &#8211; quem mais? Vai ver: quem faz. Sentir? a paz. /* Ninguém &#8211; Jamais */ Ja viu quem é mordaz? Amém. Quem diz ser pura fé, NÃO TEM COMO APRENDER! O anil do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Onde o eu estava entre o ano <em>II</em> <strong>e/ou</strong> <em>III</em> do milênio? fio de ariadne <strong>e/ou</strong> ventre do minotauro&#8230;</p>
<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UnZx58kE3dA"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/UnZx58kE3dA" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<blockquote><p>&#8221; Por ti &#8211; quem mais?<br />
Vai ver: quem faz.<br />
Sentir? a paz.<br />
<em>/* Ninguém &#8211; Jamais  */</em><br />
Ja viu quem é mordaz?<br />
Amém.<br />
<strong>Quem diz ser pura fé,<br />
NÃO TEM COMO APRENDER!</strong></p>
<p>O anil do céu,<br />
esconde o cinza e tinge o fel&#8230;<br />
Teus olhos VÃO DIZER!</p>
<p><em>- Ninguém me viu&#8230; Ninguém ouviu&#8230;</em></p>
<p>Eu sei de cor onde é que dói:<br />
a crença avança e nos destrói.</p>
<p>Teus olhos VÃO DIZER!</p>
<p>- Cheguei ao fim. Voltei só pra te ver&#8230;</p>
<p>E não diga que vai sem dar &#8220;Adeus&#8221;&#8230;</p>
<p>        &#8230;confessa&#8230;</p>
<p>&#8220;</p></blockquote>
<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ujJK8fiUVG0"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ujJK8fiUVG0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<blockquote><p>&#8221; Quem sou?<br />
De onde venho?<br />
Eu sou o x<br />
E basta dizê-lo,<br />
Como sei dizê-lo,<br />
Imediatamente<br />
Vereis o meu corpo atuar<br />
Voar em estilhaços<br />
E em dois mil aspectos notórios<br />
Refazer<br />
Um novo corpo<br />
Onde nunca mais<br />
Podereis<br />
Esquecer-me(&#8230;)</p>
<p>Eis então o que seria necessário fazer: instalar-se sobre um estrato, experimentar as oportunidades que ele nos oferece, buscar aí um lugar favorável, eventuais movimentos de desterritorialização, linhas de fuga possíveis, vivenciá-las, assegurar aqui e ali conjunções de fluxos, experimentar segmento por segmento dos contínuos de intensidades, ter sempre um pequeno pedaço de uma nova terra.<br />
(&#8230;)</p>
<p>Estamos numa formação social; ver primeiramente como ela é estratificada para nós, em nós, no lugar onde estamos; ir dos estratos ao agenciamento mais profundo em que estamos envolvidos; fazer com que o agenciamento oscile delicadamente, fazê-lo passar do lado do plano de consistência. É somente aí que o <strong>Corpo sem órgãos</strong> se revela pelo que ele é, conexão de desejos, conjunção de fluxos, continuum de intensidades.<br />
(&#8230;)
</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Iliada Canto 1 / Claudete Pereira Jorge / Roman Agora / 1st Art Biennale of Thessaloniki / 01-06-2007</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jun 2007 14:40:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[clubeClaudete]]></category>
		<category><![CDATA[ilíada]]></category>
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		<category><![CDATA[grécia]]></category>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/claudete3.jpg' title='claudete3.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/claudete3.jpg' alt='claudete3.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/claudete5.jpg' title='claudete5.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/claudete5.jpg' alt='claudete5.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/claudete2.jpg' title='claudete2.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/claudete2.jpg' alt='claudete2.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau6.jpg' title='clau6.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau6.jpg' alt='clau6.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau10.jpg' title='clau10.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau10.jpg' alt='clau10.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau11.jpg' title='clau11.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau11.jpg' alt='clau11.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau13.jpg' title='clau13.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau13.jpg' alt='clau13.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau71.jpg' title='clau71.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau71.jpg' alt='clau71.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/tasoseclaudete.jpg' title='tasoseclaudete.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/tasoseclaudete.jpg' alt='tasoseclaudete.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/agoratasos4.jpg' title='agoratasos4.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/agoratasos4.jpg' alt='agoratasos4.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau5.jpg' title='clau5.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau5.jpg' alt='clau5.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau1.jpg' title='clau1.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau1.jpg' alt='clau1.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau3.jpg' title='clau3.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau3.jpg' alt='clau3.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau4.jpg' title='clau4.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau4.jpg' alt='clau4.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau7.jpg' title='clau7.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau7.jpg' alt='clau7.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau8.jpg' title='clau8.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clau8.jpg' alt='clau8.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clauetasos1.jpg' title='clauetasos1.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/clauetasos1.jpg' alt='clauetasos1.jpg' /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Another Point of View</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2160</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Jun 2007 12:04:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tenuipalpus</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[outra mesma coisa]]></category>
		<category><![CDATA[tanto faz.]]></category>
		<category><![CDATA[acredite em suas ações]]></category>
		<category><![CDATA[ponto de vista]]></category>
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		<description><![CDATA[A man and a group of men. Who know what to do. Who said the rules. Believe that they say or try to listen your own think. &#8212;&#8211; just another Vitoriamario apparition on a student short work based on a Daniel Galera tell. an07h3R$ p01n7 o§ vi€w: ANOTHER POINT OF VIEW]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A man and a group of men.<br />
Who know what to do.<br />
Who said the rules.<br />
Believe that they say or try to listen your own think. </p>
<p>&#8212;&#8211; just another Vitoriamario apparition on a student short work based on a Daniel Galera tell.</p>
<p><font color="orange">an07h3R$ p01n7 o§ vi€w:</font><br />
<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kaK2yCLlKA8"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/kaK2yCLlKA8" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=kaK2yCLlKA8"><br />
ANOTHER POINT OF VIEW</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Upgrade_Berlin / Iliadahomero / Studiobühne / 08-06-2007</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2157</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Jun 2007 17:01:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
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		<description><![CDATA[As apresentações de Claudete Pereira Jorge do Canto 1 da Ilíada, na tradução de Odorico Mendes, nas cidades de Skopje, Atenas e Berlin, foram agendadas através da colaboração entre o Upgrade Berlin, a Orquestra Organismo e o Grupo Reconstruction. Em Berlin, a performance aconteceu no Studiobühne, no bairro de Kreuzberg. Esta convergencia foi possível atraves [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As apresentações de <a href="http://organismo.art.br/blog/?p=1992">Claudete Pereira Jorge</a> do Canto 1 da Ilíada, na tradução de Odorico Mendes, nas cidades de Skopje, Atenas e Berlin, foram agendadas através da colaboração entre o <a href="http://www.upgrade-berlin.net/">Upgrade Berlin</a>, a <a href="http://organismo.art.br/blog/">Orquestra Organismo</a> e o <a href="http://www.reconstruction.gr/">Grupo Reconstruction</a>. Em Berlin, a performance aconteceu no <a href="http://www.studiobuehne-ritterstrasse.de/">Studiobühne</a>, no bairro de Kreuzberg.</p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/berlin1.jpg' title='berlin1.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/berlin1.jpg' alt='berlin1.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/berlin2.jpg' title='berlin2.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/berlin2.jpg' alt='berlin2.jpg' /></a></p>
<p>Esta convergencia foi possível atraves do trabalho de rede de pesquisadores de tecnologias livres no Brasil e do Upgrade Internacional, na busca de formas autonomas de gestão de intercambios culturais, possibilitando o surgimento de novas amizades. Segue o documento inicial deste <em>network</em></p>
<blockquote><p> Hi everyone,</p>
<p>    This is quite a long email, It intends to be a documentation and a first route of ideas generated by the conversations with Ela Kagel and Horst Konietsny, here in Berlin. The idea is to create interfaces and links around the collective works of Upgrade (http://www.theupgrade.net/), Orquestra Organismo (www.organismo.art.br/blog) desCentro (www.pub.descentro.org) and Surface Tension (www.errantbodies.org)</p>
<p>    As a first step to the idea of residences, both in Brazil and in Europe, we could start connecting  some artistic rituals through digital technology in the web. This would bring a closer interaction straight away among the Upgrades, with the use of structures that are already at hand. It may also be a way of finding ressonances among people, putting them in contact, and identfying the specific fields of collaboration. </p>
<p>    I see a similarity between the project of mobile-studios (http://mobile-studios.org/), by Ela kagel, the MimoSa (http://turbulence.org/Works/mimoSa/), by Ricardo Ruiz, and Jose Balbino&#8217;s idea of Building a house for residences in Arembepe, Bahia (http://midiatatica.org/upgrade/mar2629.html ).</p>
<p>    I can also see relations of these moving structures for art in the recent piece by Brandon Labelle &#8220;Dirty Ear Recordings&#8221; in ST_Copenhagen (http://errantbodies.org/st_cphlabelle.html<br />
    and http://organismo.art.br/blog/?p=1865) and in the research that took place in Curitiba (http://organismo.art.br/blog/?p=1474 and http://organismo.art.br/blog/?p=1458) of the waste cycle for paper collectors (http://errantbodies.org/activecirculation.html and http://organismo.art.br/blog/?p=426), no place like home, and eiXos (http://organismo.art.br/blog/index.php?s=axis } These actions meet in the idea of recycling of technology through creative production<br />
    The relation between &#8220;mobile and fixed stations for art&#8221; meet in the specific aspect of colaborative development. A very curious historical link towards this attitude is the work of the polish artist Bruno Lechowski and his passage through curitiba in 1925 with his Cineton (a moving structure for art exhibitions that traveled around Brazil in the 20s) &#8211; : http://organismo.art.br/blog/?p=602</p>
<p>    &#8220;cooking with pure data&#8221;, (http://errantbodies.org/st_cooking_pure_data.html)is a web interactive action that was first performed in a Surface Tension event in Curitiba, 2006, by orquestra organismo, (http://errantbodies.org/st_insertions_curitiba_vh.html) and then in Barcelona, in the same year (http://www.hangar.org/ and</p>
<p>http://www.estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=1764).</p>
<p>    (People are invited to come for a meal in someone&#8217;s home or in a galery. The<br />
    lights in the space,blenders,and other eletrical equipments are online to be turned on and off from the web, creating an interactive cooking jam.  In the action &#8220;garden of volts&#8221;, lemons are linked by cobber wires to produce electricity, which is transformed in sound waves through pd. (this creates a musical instrument out of squashing lemons, demistifying the means of producion of eletrical energy)</p>
<p>http://www.estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=1764</p>
<p>    There are also plataforms for immediate exchange of collective work. The blog of orquestra organismo &#8220;Hackeando Catatau&#8221; has a wordpress template which is completely open for collaboration. Anyone can register and it has inputs from many different parts of the world.<br />
    desCentro&#8217;s web site (http://pub.descentro.org/) is also an important meeting point for open source actions in Brazil and abroad.<br />
    The Orquestra Organismo has just made an event in Curitiba in April, 2007.<br />
    The documentation can be found at the web site of the event<br />
    (http://conserto.organismo.art.br)  The exhibition had a close relation with Upgrade Salvador and the ongoing Croat research of free open source in brazil { http://www.uke.hr/brazil/}</p>
<p>    Another possibility for immediate collaboration and a larger connection of upgrade is the Iliadahomero project &#8211; sharing the code of the matrixes of the occidental languages to a larger public -<br />
    It is thoroughly documented at ( http://organismo.art.br/blog/?p=1863)<br />
    The Iliadahomero Theatre Company was invited to present the performance of the book 1 of the iliad (a 50 minutes performance with Claudete Pereira Jorge) at the oppening of the participation of the PPC_T/Farkadona at the 1st Art Biennele of Thessaloniki. The invitation came from the Coordenator of PPC_T/Farkadonna, Hariklia Hari. This could also generate a series of performances in the cities that are linked to Upgrade in our way back to Brazil (first week of June 2007).</p>
<p>    Well, I think it is already quite a lot! Hope this effort can bring good perpectives for everybody to meet new friends.</p>
<p>    best for all<br />
    Yours,</p>
<p>    Octavio </p></blockquote>
<p>Na perforrmance no Studiobühne, a presença dos amigos reidentes em Berlin: Os compositores Chico Mello e Laura Mello, e a atriz Fernanda Farah</p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/berlinchcio.jpg' title='berlinchcio.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/berlinchcio.jpg' alt='berlinchcio.jpg' /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>PPC_T/Farkadona &#8211; 1st Art Biennale of Thessalonik &#8211; Orquestra Organismo &#8211; Iliadahomero</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2152</link>
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		<pubDate>Sat, 09 Jun 2007 14:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[fotos: Thiago Novaes fonte: http://picasaweb.google.co.uk/tnovaes Estas imagens foram feitas durante a participação dos pesquisadores brasileiros em tercnologias livres na 1a Bienal de Arte de Thessaloniki. Thiago Novaes, Carlos Paulino e Otavio Savietto, estabeleceram parceria de colaboração com o grupo PPC_T/Farkadona no uso de tecnologias digitais em código aberto. O trabalho tem se desenvolvido de forma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>fotos: Thiago Novaes<br />
fonte:<a href="http://picasaweb.google.co.uk/tnovaes"> http://picasaweb.google.co.uk/tnovaes</a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/tess1.jpg' title='tess1.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/tess1.jpg' alt='tess1.jpg' /></a></p>
<p>Estas imagens foram feitas durante a participação dos pesquisadores brasileiros em tercnologias livres na 1a Bienal de Arte de Thessaloniki. Thiago Novaes, Carlos Paulino e Otavio Savietto, estabeleceram parceria de colaboração com o grupo PPC_T/Farkadona no uso de tecnologias digitais em código aberto. O trabalho tem se desenvolvido de forma autogerida e independente.<br />
O PPC_T realiza projetos voltados a comunidade de repatriados gregos residentes em Farkadona. Informações atualizadas sobre a atividade deste grupo podem ser encontradas na pagina:<a href="http://ppc-t.blogspot.com/">http://ppc-t.blogspot.com</a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/tess2.jpg' title='tess2.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/tess2.jpg' alt='tess2.jpg' <a/></p>
<blockquote><p>PPC_T/Farkadona is an interdisciplinary, self-administrated collaborative project. It consists of a series of cultural activities, workshops, devices of interaction with territory and public events. Moreover, it focuses primarily on Emergency Case Situations as seen at the settlement of the repatriated community of Greek-Pontians from the former Soviet Union in Farkadona, in the district of Trikala, Thessaly-Greece.</p></blockquote>
<p><object width="450" height="500"><param name="allowScriptAccess" value="SameDomain" /><param name="movie" value=" http://static.scribd.com/FlashPaperS3.swf?guid=icz64a73na46o&#038;document_id=100304" /><embed width="450" height="500" src=" http://static.scribd.com/FlashPaperS3.swf?guid=icz64a73na46o&#038;document_id=100304" type="application/x-shockwave-flash"></embed></object> </p>
<p></a><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/tess3.jpg' title='tess3.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/tess3.jpg' alt='tess3.jpg' /></a></p>
<p>A cidade de Thessaloniki, porto dos portos no meditarrâneo desde o seculo III a.c, com seus predios baixos de 5 a 6 andares, é um mar de antenas. A presença da Cia iliadahomero na cidade é decorrente da colaboração entre a orquestra organismo e os pesquisadores brasileiros que prestam consultoria ao PPC_T.<br />
O evento conSerto, marco deste intercâmbio, aconteceu em Curitiba em abril de 2007.<br />
<a href="http://conserto.organismo.art.br">http://conserto.organismo.art.br</a></p>
<p>Informações sobre projetos culturais através do uso de tecnologias livres no âmbito internacional podem ser encontradas na pagina do desCentro em:<br />
<a href="http://pub.descentro.org">http://pub.descentro.org</a><br />
O desCentro também oferece um mapeamento detalhado destes projetos no Brasil, com atualização diária.</p>
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		<title>electrio</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 14:58:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[This is the THE THEREMIN ELECTRO-ENSEMBLE later called THE ELECTRIO circa 1932. The thereminist on the left is Leon Theremin&#8217;s assistant, Julius Goldberg, playing his RCA theremin with the customized &#8220;lightning bolt&#8221; art deco, brass nickel chrome antennas. The musician seated in the center of the photo playing the &#8220;theremin cello&#8221; is the late Leonid [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/electrio.jpg' alt='electrio.jpg' widght='300'/><br />
This is the THE THEREMIN ELECTRO-ENSEMBLE later called THE<br />
ELECTRIO circa 1932. The thereminist on the left is Leon Theremin&#8217;s assistant, Julius Goldberg, playing his RCA theremin with the customized &#8220;lightning bolt&#8221; art deco, brass nickel chrome antennas. The musician seated in the center of the photo playing the &#8220;theremin cello&#8221; is the late Leonid Bolotine with whom I studied in New York City in the mid 1960&#8242;s. Pianist Gleb Yellin is on the right playing a theremin keyboard. In 1932, the ensemble could be heard on the radio every Monday afternoon at 2:15 over the Columbia Network, KMBC. The picture was taken in the broadcast studio and is from the collection of thereminist David McCornack.</p>
<p><img src="http://www.peterpringle.com/goldiepix/gold2.jpg" alt="theremin" /></p>
<p>Here is the Goldberg theremin as it is today, after restoration. It has a new set of hardwood legs, a mahogany finish and a new, nickel plated brass &#8220;lightning bolt&#8221; pitch antenna made by a master metal worker to match the original. Julius Goldberg was quite a showman and while the distinctive antennas may look striking on stage, the pitch antenna is not practical for precision playing because the configuration of the electromagnetic field emanating from it is as irregular and jagged as the antenna itself. When I record with the instrument, I replace the &#8220;lightning bolt&#8221; with the standard RCA rod that came with the theremin. The Julius Goldberg RCA theremin can be heard on two cuts from my theremin recording, MANY VOICES.</p>
<p><img src="http://www.peterpringle.com/goldiepix/gold3.jpg" alt="" widght='505' /></p>
<p>A close-up of the front of the theremin shows the brass PITCH and VOLUME escutcheons that were part of the 1929 RCA theremin design.</p>
<p><img src="http://www.peterpringle.com/goldiepix/gold4.jpg" alt="" /></p>
<p>The open cabinet doors reveal the replacement power transformer (the black box in the lower right section of the cabinet). The original RCA transformer blew up on the day of one of John Snyder&#8217;s concerts. John was lucky to find an expert who managed to replace it just in time for the performance. Other than the transformer, and one or two small additions made by Julius Goldberg himself, the theremin is entirely original.</p>
<p><img src="http://www.peterpringle.com/goldiepix/gold6.jpg" alt="" widght='505'/></p>
<p>As vintage theremins age, their capacitance degenerates as the plates on the old fashioned &#8220;trimming condensers&#8221; (the three white cards just below the vacuum tubes) begin to wear. This degeneration causes the theremin to lose its high notes. It can be easily corrected by the addition of a few pico farads of capacitance across the circuit. Exactly how much to add must be determined by trial and error. In the photo above, you can see the &#8220;alligator clips&#8221; that I have added to the trimming condensers to facilitate experimentation.</p>
<p><img src="http://www.peterpringle.com/goldiepix/oldgoldb.jpg" alt="" /></p>
<p>This is the back of the Julius Goldberg RCA theremin before restoration, legless, and sitting on a low table. People sometimes ask why so many vintage theremins had their legs cut off. If you want to know the answer to this question, just try and get one into the back seat of your car. At some point in the Goldberg theremin&#8217;s history, probably in the &#8220;Hippy Era&#8221; of the late 1960&#8242;s, it had been painted a sickly green colour in order to contemporize it. When I acquired the theremin, its previous owner, John Snyder, had stripped off the green paint but had never refinished the cabinet.</p>
<p><img src="http://www.peterpringle.com/goldiepix/gold7.jpg" alt="" /></p>
<p>Julius Goldberg &#8220;kid proofed&#8221; his theremin, perhaps following the birth of his children. He added a lock and key to the cabinet doors in order to keep little hands from getting big electric shocks while poking around inside the cabinet. When I restored this instrument, I asked a number of fellow thereminists if they thought I should replace the victorian ormolu fixtures with original vintage RCA doorknobs and everyone felt I should leave them, since they are a part of the instrument&#8217;s history.</p>
<p>Although the RCA theremin was originally a mass produced, factory made instrument, they do not all sound the same. Over time, the slow degrading of parts, the addition of different elements, replacements, etc., have contributed to the distinctive voices of these electronic treasures. In a way, this process could be compared to the changes that take place in acoustic instruments as wood, glue and varnish begin to undergo certain natural transformations and repairs and restorations are made sometimes over several centuries.</p>
<p>I affectionately call this theremin &#8220;Goldie&#8221;. Her voice is exceptionally bright and clear which, to my ears, makes her sound particularly appropriate for certain types of music. If you would like to hear a sample of this sound, click on the link below. This is &#8220;Goldie&#8221; singing the opening section of Orpheus&#8217; lament, CHE FARO SENZ&#8217; EURIDICE from ORFEO by the Austrian composer, C. W. Gluck (1714 &#8211; 1787). This is a short excerpt from the entire piece which can be heard on MANY VOICES.</p>
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		<title>Macedonia &#8211; Canto 1</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 10:20:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amasing landscapes of the mountains in the way to Skopje. The drawings of Dimitri, a new friend we made during the performance, shows three important aspects of the culture: The will for expression, through art and writting; the sea and navigation, which is out of reach; and the Victory, acompanied by the sun, the national [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amasing landscapes of the mountains in the way to Skopje. The drawings of Dimitri, a new friend we made during the performance, shows three important aspects of the culture: The will for expression, through art and writting; the sea and navigation, which is out of reach; and the Victory, acompanied by the sun, the national symbol of Macedonia</p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/desenho.jpg' title='desenho.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/desenho.jpg' alt='desenho.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/macedonia1.jpg' title='macedonia1.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/macedonia1.jpg' alt='macedonia1.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/des3.jpg' title='des3.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/des3.jpg' alt='des3.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/mac2.jpg' title='mac2.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/mac2.jpg' alt='mac2.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/des4.jpg' title='des4.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/des4.jpg' alt='des4.jpg' /></a></p>
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		<title>Upgrade Skopje_Iliadahomero / 04-06-2007</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 10:09:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/plakat_iliadahomerow1.jpg' title='plakat_iliadahomerow1.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/plakat_iliadahomerow1.jpg' alt='plakat_iliadahomerow1.jpg' /></a></p>
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		<title>Christos Aleveras / iliadahomero / PPC_T/Farkadona / 1st art Biennale of Thessalonki / Roman Agora / 01-06-2007</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 07:36:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[These drawings by Christos were made during the performance at the Roman Agora on the 1st of June. In the begining, Tasos Karapanagiotidis, made a short description of the contents of Book 1 of the Iliad for the greek audience. A couple songs followed this introduction, and then Claudete presented the performance of the rapsody. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>These drawings by Christos were made during the performance at the Roman Agora on the 1st of June. In the begining, Tasos Karapanagiotidis, made a short description of the contents of Book 1 of the Iliad for the greek audience. A couple songs followed this introduction, and then Claudete presented the performance of the rapsody. Some of the drawings also describe the place and the public.</p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a1w.jpg' title='a1w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a1w.jpg' alt='a1w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a2w.jpg' title='a2w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a2w.jpg' alt='a2w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a3w.jpg' title='a3w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a3w.jpg' alt='a3w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a4w.jpg' title='a4w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a4w.jpg' alt='a4w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a5w.jpg' title='a5w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a5w.jpg' alt='a5w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a6w.jpg' title='a6w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a6w.jpg' alt='a6w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a7w.jpg' title='a7w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a7w.jpg' alt='a7w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a8w.jpg' title='a8w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a8w.jpg' alt='a8w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a9w.jpg' title='a9w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a9w.jpg' alt='a9w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a10w.jpg' title='a10w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a10w.jpg' alt='a10w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a11w.jpg' title='a11w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a11w.jpg' alt='a11w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a12w.jpg' title='a12w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a12w.jpg' alt='a12w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a13w.jpg' title='a13w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a13w.jpg' alt='a13w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a14w.jpg' title='a14w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a14w.jpg' alt='a14w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a15w.jpg' title='a15w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a15w.jpg' alt='a15w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a16w.jpg' title='a16w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a16w.jpg' alt='a16w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a17w.jpg' title='a17w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a17w.jpg' alt='a17w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a18w.jpg' title='a18w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a18w.jpg' alt='a18w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a19w.jpg' title='a19w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a19w.jpg' alt='a19w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a20w.jpg' title='a20w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a20w.jpg' alt='a20w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a21w.jpg' title='a21w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a21w.jpg' alt='a21w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a22w.jpg' title='a22w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a22w.jpg' alt='a22w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a23w.jpg' title='a23w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a23w.jpg' alt='a23w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a24w.jpg' title='a24w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a24w.jpg' alt='a24w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a25w.jpg' title='a25w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a25w.jpg' alt='a25w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a26w.jpg' title='a26w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a26w.jpg' alt='a26w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a27w.jpg' title='a27w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a27w.jpg' alt='a27w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a28w.jpg' title='a28w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a28w.jpg' alt='a28w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a29w.jpg' title='a29w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a29w.jpg' alt='a29w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a30w.jpg' title='a30w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a30w.jpg' alt='a30w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a31w.jpg' title='a31w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a31w.jpg' alt='a31w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a32w.jpg' title='a32w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a32w.jpg' alt='a32w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a33w.jpg' title='a33w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a33w.jpg' alt='a33w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a34w.jpg' title='a34w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a34w.jpg' alt='a34w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a35w.jpg' title='a35w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a35w.jpg' alt='a35w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a36w.jpg' title='a36w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a36w.jpg' alt='a36w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a37w.jpg' title='a37w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a37w.jpg' alt='a37w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a38w.jpg' title='a38w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a38w.jpg' alt='a38w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a39w.jpg' title='a39w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a39w.jpg' alt='a39w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a40w.jpg' title='a40w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a40w.jpg' alt='a40w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a41w.jpg' title='a41w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a41w.jpg' alt='a41w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a42w.jpg' title='a42w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a42w.jpg' alt='a42w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a43w.jpg' title='a43w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a43w.jpg' alt='a43w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a44w.jpg' title='a44w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a44w.jpg' alt='a44w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a45w.jpg' title='a45w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a45w.jpg' alt='a45w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a46w.jpg' title='a46w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/a46w.jpg' alt='a46w.jpg' /></a></p>
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		<title>BIOS 4. ARTE BIOTECNOLÓGICO Y AMBIENTAL</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 20:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardo.ruiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fecha: Del 3 de Mayo al 2 de Septiembre de 2007 Lugar: Centro Andaluz de Arte Contemporáneo El comienzo del Proyecto Genoma Humano en 1990 -con la identificación de los 20.000-25.000 genes del ADN humanoque hubiera sido difícil de realizar en 13 años sin el poder y rapidez de cálculo de los ordenadores digitales, coincide [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.caac.es/img/expos/bios4_04.jpg" alt="null" /><br />
   Fecha: Del 3 de Mayo al 2 de Septiembre de 2007<br />
 Lugar: Centro Andaluz de Arte Contemporáneo</p>
<p> El comienzo del Proyecto Genoma Humano en 1990 -con la identificación de los 20.000-25.000 genes del ADN humanoque hubiera sido difícil de realizar en 13 años sin el poder y rapidez de cálculo de los ordenadores digitales, coincide con el desarrollo del arte biotecnológico y el arte medioambiental. Bios 4 es una exposición y una plataforma de información con ejemplos seleccionados de estos dos importantes segmentos del arte en los inicios del siglo XXI.<br />
El uso de ordenadores, lenguajes de programación, procedimientos computacionales, técnicas de laboratorio, aplicaciones metodológicas de trabajo en la naturaleza, conocimientos científicos y técnicas sofisticadas de robótica o de manipulación de materias vivas y genéticas caracterizan claramente la consolidación mundial de un arte de base tecnológica y científica. La colaboración estrecha y sistemática entre artistas, tecnólogos y científicos en nuevos proyectos creativos es la marca distintiva de la más reciente tendencia al acercamiento entre arte y conocimiento o arte cognitivo, como lo designa Antonio Cerveira Pinto, comisario de esta muestra.<br />
En el arte biotecnológico o bioarte, cuyos antecedentes se encuentran en el Body Art de los años 1960-70 -en el que el artista ofrecía su cuerpo al ideal operativo de la expresión artística-, la materia prima de la expresión artística es la vida o sus materiales originarios: genes, tejidos fragmentarios, órganos u organismos desarrollados, o bien la materia viva virtual, simulacros digitales del ADN, de las proteínas, o incluso el resultado del cruce entre estas dos realidades.<br />
El interés por este nuevo potencial de manipulación de lo vivo ha propiciado recientemente un debate filosófico y ético. El bioarte no es indiferente a esta discusión y sus obras reflejan con frecuencia un ejercicio metafórico irónico o claramente crítico. En el arte de la naturaleza, medioambiental, ecológico o de la sostenibilidad, cuyos antecedentes los podemos encontrar en el Land Art de los años setenta -recuperando el paisaje y la idea de naturaleza para el arte contemporáneo-, la materia prima de la creación artística es el espacio natural en toda su extensión y complejidad. La idea de conectividad estrecha entre todos los seres que vienen construyendo desde hace miles de millones de años la vida terrestre &#8211; Tierra Madre o Gaia- inspira la definición dinámica de este nuevo campo artístico. Los problemas agudos de la contaminación, de quiebra de las fuentes de energía fósil y del calentamiento global se están transformando rápidamente en las nuevas áreas de interés específico de los artistas medioambientales en este principio de siglo.</p>
<p><a href="http://www.caac.es/programa/bios04/frame.htm">leia mais</a></p>
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		<title>Upgrade! Skopje_Iliadahomero</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jun 2007 17:40:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hyperactivelazygirl</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
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		<description><![CDATA[Iliadahomero [ перфоманс ] Хомер, Илијада, книга прва преведена од Odorico Mendes (Бразил, 1799-1864) режија: Octavio Camargo во изведба на: Claudete Pereira Jorge време на изведба: 50 минути Понеделник, 04 јуни 2007, почеток: 21:00 Културен центар ТОЧКА, Скопје влез слободен www.lineinitiativeandmovement.tk http://users.mur.at/toni/upgrade/ www.theupgrade.net www.kontrapunkt-mk.org Line I+M има чест да ви го претстави перформасот Iliadahomero дел [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"> <font color="#b80047"></font><font face="Arial, sans-serif"></font><font size="4"><strong>Iliadahomero</strong></font></p>
<blockquote><p> <font color="#b80047"></font><font face="Verdana, sans-serif"></font><font size="2"><strong>[ перфоманс ]</strong></font></p></blockquote>
<blockquote><p> <font color="#b80047"></font><font face="Verdana, sans-serif"></font><font size="2"><strong>Хомер, Илијада, книга прва<br />
преведена од Odorico Mendes (Бразил, 1799-1864)<br />
</strong></font><!-- D(["mb","\u003cfont color\u003d\"#b80047\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;\u003cfont size\u003d\"2\"\&gt;\u003cb\&gt;режија:\nOctavio Camargo\u003c/b\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/blockquote\&gt;\n\n\n\n\n\n\n\u003cblockquote style\u003d\"margin-left:0cm;margin-right:0.05cm;margin-bottom:0cm\" lang\u003d\"el-GR\"\&gt;\n\u003cfont color\u003d\"#b80047\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;\u003cfont size\u003d\"2\"\&gt;\u003cb\&gt;во\nизведба на: Claudete Pereira Jorge\u003cbr\&gt;време\nна изведба: 50 минути\u003cbr\&gt;\u003cbr\&gt;Понеделник,\n04 јуни 2007,\u003cbr\&gt;почеток:\n21:00\u003cbr\&gt;Културен\nцентар ТОЧКА, Скопје\u003c/b\&gt;\u003ci\&gt;\u003cb\&gt;\u003cbr\&gt;влез\nслободен\u003c/b\&gt;\u003c/i\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/blockquote\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin-right:5cm;margin-bottom:0cm\"\&gt;\n\u003cfont color\u003d\"#000080\"\&gt;\u003cu\&gt;\u003ca href\u003d\"http://users.mur.at/toni/upgrade/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt;\u003cfont style\u003d\"font-size:9pt\" size\u003d\"2\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Arial, sans-serif\"\&gt;\n\u003cfont color\u003d\"#355e00\"\&gt;www.lineinitiativeandmovement\u003cWBR\&gt;.tk\n\u003cbr\&gt;http://users.mur.at/toni\u003cWBR\&gt;/upgrade/\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/u\&gt;\u003c/font\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt;\u003cfont style\u003d\"font-size:9pt\" size\u003d\"2\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Arial, sans-serif\"\&gt;\u003cfont color\u003d\"#355e00\"\&gt;\u003cbr\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/span\&gt;\n\n\u003cfont color\u003d\"#000080\"\&gt;\u003cu\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.kontrapunkt-mk.org/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt;\u003cfont style\u003d\"font-size:9pt\" size\u003d\"2\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Arial, sans-serif\"\&gt;\n\u003cfont color\u003d\"#355e00\"\&gt;www.theupgrade.net\u003cbr\&gt;www.kontrapunkt-mk.org\n\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/u\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/p\&gt;\n\n\u003cp style\u003d\"margin-right:5cm;margin-bottom:0cm\"\&gt;\n\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Arial, sans-serif\"\&gt;\u003cfont color\u003d\"#000000\"\&gt;\u003cfont size\u003d\"2\"\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"el-GR\"\&gt;\u003cfont size\u003d\"2\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;\u003cfont color\u003d\"#000000\"\&gt;\u003cspan\&gt;Line\nI+M има чест да ви го претстави перформасот\n\u003c/span\&gt;\u003cb\&gt;Iliadahomero\u003c/b\&gt;\u003cspan\&gt; дел\nод европската турнеја на \u003ci\&gt;Iliadahomero Theatre\nCompany\u003c/i\&gt; којашто е во тек од мај до јуни\n2007 година. \u003c/span\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cstrong style\u003d\"font-weight:normal\"\&gt;\u003cspan\&gt;\u003cfont size\u003d\"2\"\&gt;\u003cfont color\u003d\"#000000\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;\u003cspan lang\u003d\"el-GR\"\&gt;Овој\nперформанс е поставен од бразилскиот\nтеатарски режисер Octavio Camargo, а изведбата\nе на",1] );  //--><font color="#b80047"></font><font face="Verdana, sans-serif"></font><font size="2"><strong>режија: Octavio Camargo</strong></font></p></blockquote>
<blockquote><p> <font color="#b80047"></font><font face="Verdana, sans-serif"></font><font size="2"><strong>во изведба на: Claudete Pereira Jorge<br />
време на изведба: 50 минути</p>
<p>Понеделник, 04 јуни 2007,<br />
почеток: 21:00<br />
Културен центар ТОЧКА, Скопје</strong><em><strong><br />
влез слободен</strong></em></font></p></blockquote>
<p> <font color="#000080"><u><a href="http://users.mur.at/toni/upgrade/"><font size="2"></font><font face="Arial, sans-serif"> </font><font color="#355e00">www.lineinitiativeandmovement.tk<br />
http://users.mur.at/toni/upgrade/</font></a></u></font><font size="2"></font><font face="Arial, sans-serif"></font><font color="#355e00"><br />
</font>  <font color="#000080"><u><a href="http://www.kontrapunkt-mk.org/"><font size="2"></font><font face="Arial, sans-serif"> </font><font color="#355e00">www.theupgrade.net<br />
www.kontrapunkt-mk.org </font></a></u></font>
</p>
<p> <font size="2"></font><font face="Verdana, sans-serif"></font><font color="#000000">Line I+M има чест да ви го претстави перформасот <strong>Iliadahomero</strong> дел од европската турнеја на <em>Iliadahomero Theatre Company</em> којашто е во тек од мај до јуни 2007 година. </font><strong><font size="2"></font><font color="#000000"></font><font face="Verdana, sans-serif">Овој перформанс е поставен од бразилскиот театарски режисер Octavio Camargo, а изведбата е на<!-- D(["mb","\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt; \u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"el-GR\"\&gt;Claudete\nPereira Jorge. Перфомансот ќе се изведува на\nпортугалски јазик и на овој начин Хомер\nќе биде претставен како медиум, алатка\nза интеракција во различни јазични\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt;\n\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"el-GR\"\&gt;платформи кои проектираат\nразлични преводи на разли\u003c/span\&gt;\u003c/font\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;ч\u003c/font\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"el-GR\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;ни\nидиоми, но делат ист код (доколку на\nјазикот се гледа како на код)\u003c/font\&gt;\u003cfont face\u003d\"MAC C Swiss, sans-serif\"\&gt;\n\u003c/font\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;на литерарните\nматрици на западната мисла, претставувајќи\nантички формулации на се \u003c/font\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;по\u003c/font\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"el-GR\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;современата\nтранспозиција. Оваа брази\u003c/font\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"MAC C Swiss, sans-serif\"\&gt;л\u003c/font\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;\u003cspan lang\u003d\"el-GR\"\&gt;ска\nгрупа ја започнува\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt; \u003c/span\&gt;\u003c/font\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;својата\n\u003c/font\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"el-GR\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;турнеја\n\u003c/font\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"MAC C Swiss, sans-serif\"\&gt;vo\u003c/font\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;\u003cspan lang\u003d\"el-GR\"\&gt;\nСолун (каде настапува во рамките на\nпрвото Солунско биенале)\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt;,\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"el-GR\"\&gt;\n\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt;a\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"el-GR\"\&gt; потоа\nпродолжува во Скопје, Истамбул, Софија,\nМинхен, Лисабон, Порто, Берлин... Овој\nнастан е остварен во соработка со\nUpgrade! International мрежата на уметници и\nкуратори кои работат во полето на нови\nмедии и\u003c/span\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/strong\&gt;\u003cspan\&gt;\u003cstrong style\u003d\"font-weight:normal\"\&gt;\u003cspan\&gt;\u003cfont size\u003d\"2\"\&gt;\u003cfont color\u003d\"#000000\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;\u003cspan lang\u003d\"el-GR\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"font-weight:bold\"\&gt;\n \u003c/span\&gt;технологија.\u003c/span\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/strong\&gt;\u003c/span\&gt;\n\u003c/p\&gt;\u003cblockquote style\u003d\"margin-left:0cm;margin-right:0.05cm;margin-bottom:0cm\" lang\u003d\"el-GR\"\&gt;",1] );  //--> Claudete Pereira Jorge. Перфомансот ќе се изведува на португалски јазик и на овој начин Хомер ќе биде претставен како медиум, алатка за интеракција во различни јазични платформи кои проектираат различни преводи на разли</font><font face="Verdana, sans-serif">ч</font><font face="Verdana, sans-serif">ни идиоми, но делат ист код (доколку на јазикот се гледа како на код)</font><font face="MAC C Swiss, sans-serif"> </font><font face="Verdana, sans-serif">на литерарните матрици на западната мисла, претставувајќи антички формулации на се </font><font face="Verdana, sans-serif">по</font><font face="Verdana, sans-serif">современата транспозиција. Оваа брази</font><font face="MAC C Swiss, sans-serif">л</font><font face="Verdana, sans-serif">ска група ја започнува </font><font face="Verdana, sans-serif">својата </font><font face="Verdana, sans-serif">турнеја </font><font face="MAC C Swiss, sans-serif">vo</font><font face="Verdana, sans-serif"> Солун (каде настапува во рамките на првото Солунско биенале), a потоа продолжува во Скопје, Истамбул, Софија, Минхен, Лисабон, Порто, Берлин&#8230; Овој настан е остварен во соработка со Upgrade! International мрежата на уметници и куратори кои работат во полето на нови медии и</font></strong><strong><font size="2"></font><font color="#000000"></font><font face="Verdana, sans-serif">  технологија.</font></strong></p>
<blockquote><p><!-- D(["mb","\n\u003cfont color\u003d\"#b80047\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;\u003cfont size\u003d\"2\"\&gt;\u003cb\&gt;Интервју\nсо актерката, како и дел од изведбата\nможете да погледнете на:\u003c/b\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/blockquote\&gt;\n\u003cblockquote style\u003d\"margin-left:0cm;margin-right:0.05cm;margin-bottom:0cm\" lang\u003d\"el-GR\"\&gt;\n\u003cfont color\u003d\"#000000\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;\u003cfont size\u003d\"2\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://video.google.com/videoplay?docid\u003d-8648892101673233597&amp;q\u003dclaudete+pereira+jorge&amp;hl\u003den\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;http://video.google.com\u003cWBR\&gt;/videoplay?docid\u003d-8648892101673\u003cWBR\&gt;233597&amp;q\u003dclaudete+pereira\u003cWBR\&gt;+jorge&amp;hl\u003den\n\u003c/a\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/blockquote\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin-right:5cm;margin-bottom:0cm\"\&gt;\u003cstrong style\u003d\"font-weight:normal\"\&gt;\u003cspan\&gt;\u003cfont size\u003d\"2\"\&gt;\u003cfont color\u003d\"#000000\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Verdana, sans-serif\"\&gt;\u003cspan lang\u003d\"el-GR\"\&gt;\u003cbr\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/font\&gt;\n\u003c/span\&gt;\u003c/strong\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin-right:5cm;margin-bottom:0cm\"\&gt;\u003cfont face\u003d\"Arial, sans-serif\"\&gt;\u003cfont style\u003d\"font-size:9pt\" size\u003d\"2\"\&gt;\u003cfont color\u003d\"#000000\"\&gt;\u003cb\&gt;\u003c/b\&gt;+\n+ +\u003cbr\&gt;\u003cb\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-GB\"\&gt;Upgrade!\nSkopje\u003c/span\&gt;\u003c/b\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt; \u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-GB\"\&gt;se\nmesecni sobiri na new media\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt; \u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-GB\"\&gt;artisti,\nkuratori, predavaci... i site ucesnici na nashite nastani.\u003c/span\&gt;\u003cbr\&gt;\u003cb\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-GB\"\&gt;Upgrade!\nSkopje\u003c/span\&gt;\u003c/b\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt; k\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-GB\"\&gt;e\norganizira prezentacii, izlozbi, rabotilnici, diskusii, sound\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt;\n\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-GB\"\&gt;performansi, dj\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt;\n\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-GB\"\&gt;i/ili vj\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt; \u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-GB\"\&gt;nastapi,\nvideo prezentacii... najraznovidni nastani koishto ja promoviraat i\nrazvivaat media art praksata niz razlicni vidovi na pretstavuvanje.\nSostanocite ke se odrzuvaat na najrazlicni mesta, vo zavisnost od\nsodrzinata: klubovi, galerii, kafea ili studija.\u003c/span\&gt;\u003cbr\&gt;\u003cb\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-GB\"\&gt;Upgrade!\nSkopje\u003c/span\&gt;\u003c/b\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt; \u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-GB\"\&gt;e\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"en-US\"\&gt;\n\u003c/span\&gt;",1] );  //--> <font color="#b80047"></font><font face="Verdana, sans-serif"></font><font size="2"><strong>Интервју со актерката, како и дел од изведбата можете да погледнете на:</strong></font></p></blockquote>
<blockquote><p> <font color="#000000"></font><font face="Verdana, sans-serif"></font><font size="2"><a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-8648892101673233597&amp;q=claudete+pereira+jorge&amp;hl=en">http://video.google.com/videoplay?docid=-8648892101673233597&amp;q=claudete+pereira+jorge&amp;hl=en </a></font></p></blockquote>
<p><strong><font size="2"></font><font color="#000000"></font><font face="Verdana, sans-serif"><br />
</font> </strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dados Cru(do)s a Coze(i)r :::::: TUMBALALÁ ::::::: (ou a aldeia que nunca foi aldeia e que é muito mais que aldeia) ::::::: DESAFIATLux  TUMBALALÁ</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2089</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2089#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Jun 2007 14:30:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardo.ruiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O reconhecimento oficial ocorreu após uma mobilização iniciada em meados de 1998 e direcionada para a adoção de projetos de articulação coletiva que gravitavam em torno de uma história, destino e origem comuns para as pessoas que formam hoje uma comunidade com fronteiras sociais em processo e ainda sem território demarcado. Habitando o sertão de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O reconhecimento oficial ocorreu após uma mobilização iniciada em meados de 1998 e direcionada para a adoção de projetos de articulação coletiva que gravitavam em torno de uma história, destino e origem comuns para as pessoas que formam hoje uma comunidade com fronteiras sociais em processo e ainda sem território demarcado. Habitando o sertão de Pambú, uma área na margem baiana do sub-médio São Francisco ocupada no passado por várias missões indígenas e alvo de criação extensiva de gado bovino durante os séculos XVII, XVIII e XIX, os Tumbalalá <strong>estão historicamente ligados a uma extensa rede indígena de comunicação interétnica, sendo, assim, parte e produto de relações regionais de trocas rituais e políticas que sustentam sua etnogênese no plano das identidades indígenas emergentes e os colocam no domínio etnográfico dos índios do Nordeste brasileiro.</strong><br />
<img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/dsc05208sized.jpg" alt="AAAAHAAHHHHALALÁ" /></p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00189_G.sized.jpg" alt="NO RIO O IRON" /></p>
<p>Os Tumbalalá ocupam uma antiga área de missões indígenas e colonização portuguesa ao norte do estado da Bahia, entre os municípios de Curaçá e Abaré, na divisa com Pernambuco e às margens do rio São Francisco. Tem-se por referência o pequeno e antigo povoado de Pambú<br />
<h2>(<a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;q=S+08+33%E2%80%99+W+039+21%E2%80%99&amp;ie=UTF8&amp;ll=-8.546562,-39.350023&amp;spn=0.045834,0.06094&amp;t=k&amp;z=14&amp;iwloc=addr&amp;om=1">S 08o 33’ W 039o 21’</a>)</h2>
<p>, a ilha da Assunção (TI Truká) e a cidade de Cabrobó (PE). </p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00344_G.sized.jpg" alt="MISSAO" /></p>
<p>A história da colonização do sertão de Pambú remete ao século XVII e foi incrementada pela criação extensiva de gado bovino e pela formação de missões indígenas nas ilhas do sub-médio São Francisco. Essas duas agências coloniais, somadas a outros fatores tanto políticos quanto naturais, responderam por fluxos de deslocamentos e convergência de pessoas e famílias que fizeram desta parte do sertão uma referência regional no século XVIII.<br />
<h1>Formando um importante núcleo de atração e povoamento interior, o sertão de Pambú foi ocupado até este período por ajuntamentos portugueses, vilas e aldeias de índios cariri, fazendas de gado, grupos de índios nômades não reduzidos, mas contatados, e outros ainda sem comunicação com os colonizadores. Dessa babilônia étnica que colocou lado a lado, em um complexo e tenso campo intersocial, pessoas e instituições com interesses e estilos culturais mais diversos derivam os Tumbalalá e as demais comunidades indígenas do sertão do sub-médio São Francisco.</h1>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00414_G.sized.jpg" alt="velho velho velho chico" /></p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00423_G.sized.jpg" alt="LUCY IN THE SKY; DIAMONDS DIAMONDS DIAMONDS!" /></p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00424_G.sized.jpg" alt="querem TRANSPOR?" /></p>
<h1> TRANSPOSIÇ+ÃO<br />
TRANSPOS<br />
TRANSPOSIÇÃO<br />
           TRANS</p>
<p>                                    POSIÇÃO</p>
<p>T                             R</p>
<p>                            A                            N<br />
S                                     P                                           O</p>
<p>                 S                   </p>
<p>                                                       I</p>
<p>                                                                              Ç</p>
<p>                        Ã                        </p>
<p>                                                                O</p>
</h1>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/DSC05105.sized.jpg" alt="pode tirar seu burro da chuva" /></p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/DSC05151.sized.jpg" alt="e entre você" /></p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00030_G.sized.jpg" alt="ruindow$" /><br />
<strong><br />
A estimativa do número de famílias que hoje compõem o grupo tumbalalá é bastante imprecisa</strong>, haja vista que o processo de auto-identificação está em curso e os critérios de pertença estão sendo internamente formulados. Durante o processo de identificação étnica realizado em 2001 foram confirmadas cerca de 180 famílias, mas, baseado em dados propostos por lideranças, o limite máximo potencial da população tumbalalá chega perto de <em>400 famílias, só devendo haver maior clareza quanto esse número após o término do processo de regularização fundiária do território.</em></p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00054_G.sized.jpg" alt="pato" /><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00055_G.sized.jpg" alt="pato" /><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00056_G.sized.jpg" alt="pato!" /></p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00077_G.sized.jpg" alt="olhos" /><br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00089_G.sized.jpg" alt="ohos" /></p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00090_G.sized.jpg" alt="olhos" /><br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00105_G.sized.jpg" alt="aviao" /><br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00037_G.jpg" alt="mulheres" /></p>
<p>&#8220;Alô, base, respondam! Toda poesia vive no <strong>rádio</strong>, na pepita de <strong>urânio</strong>&#8221;<br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00397_G.sized.jpg" alt="qu�ica" /><br />
<a href="http://estudiolivre.org/el-download.php?arquivo=3968&amp;action=download">RÁDIO</a><br />
<a href="http://estudiolivre.org/el-download.php?arquivo=3967&amp;action=download">RÁDIO</a><br />
<a href="http://estudiolivre.org/el-download.php?arquivo=3966&amp;action=download">RÁDIO</a><br />
<a href="http://estudiolivre.org/el-download.php?arquivo=3965&amp;action=download">RÁDIO</a><br />
<a href="http://estudiolivre.org/el-download.php?arquivo=3964&amp;action=download">RÁDIO</a><br />
<a href="http://estudiolivre.org/el-download.php?arquivo=3963&amp;action=download">RÁDIO</a><br />
<a href="http://estudiolivre.org/el-download.php?arquivo=3962&amp;action=download">RÁDIO</a><br />
<a href="http://estudiolivre.org/el-download.php?arquivo=3961&amp;action=download">RÁDIO</a></p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00353_G.sized.jpg" alt="microfone" /><br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00021_G.jpg" alt="chefia" /><br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00400_G.sized.jpg" alt="manoel" /></p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00403_G.sized.jpg" alt="toré" /><br />
 diminuição de áreas antes freqüentadas e habitadas por animais silvestres de porte maior, como veado e tamanduá, fez da caça uma atividade restrita a animais de pequeno porte que habitam a caatinga ou a vegetação que nasce ao longo do curso intermitente dos riachos. São codorna, preá, cutia, camaleão e, mais raramente, tatu. </p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00426_G.sized.jpg" alt="novena" /><br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00428_G.sized.jpg" alt="9?" /><br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00433_G.sized.jpg" alt="ou 90?" /></p>
<p>  evido às várias intervenções ao longo do curso do rio São Francisco que acabaram por diminuir o seu potencial piscoso e navegabilidade, a pesca já não participa significativamente da economia doméstica local, apesar de o rio ainda oferecer uma boa variedade de peixes aproveitados na alimentação, além de ser habitat de jacarés, capivaras e tartarugas pouco consumidos em função da escassez e dificuldade de serem pegos.</p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/P1010283.sized.jpg" alt="mulheres" /><br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/S5035475.sized.jpg" alt="mulheres" /><br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/S5035478.sized.jpg" alt="celular na rádio!" /></p>
<p> etnogênese tumbalalá – assim como dos outros grupos da região do sub-médio São Francisco – é, portanto, um processo descontínuo e de longa duração. <strong>Em sua fase contemporânea o principal registro é a criação do terreiro de toré na fazenda São Miguel, propriedade da família Fatum, após a revelação feita a um membro desta família pelo encanto (sobre encanto, ver o item “ritual e cosmologia”) Manoel Ramos sobre a existência da aldeia Tumbalalá e seus limites. Isso na década de 50, quando algumas famílias locais trocavam regularmente experiências rituais e políticas com famílias da ilha da Assunção e de outras localidades</strong>, outrora missões indígenas. O ingrediente político que faltava para que os Tumbalalá seguissem o exemplo de seus vizinhos que obtiveram do Governo Federal a tutela, como os Tuxá, Atikum e Truká, veio após o encontro com a ANAI (Associação Nacional de Ação Indigenista) e o CIMI (Conselho Indigenista Missionário) no ano de 1998, configurando-se a seguir o início de um movimento organizado visando o diálogo com a Funai.</p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00037_G.jpg" alt="mulheres" /><br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00041_G.jpg" alt="gooool!" /><br />
(no final, é tudo futebol)</p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00047_G.jpg" alt="jesuismodejesuita" /><br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00057_G.jpg" alt="FALA!" /><br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00017_G_001.jpg" alt="amem" /><br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00017_G_001.jpg" alt="amem" /><br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00017_G_001.jpg" alt="amem" /></p>
<p> O sistema ritual dos Tumbalalá está baseado no culto aos encantos e no uso de um tipo de jurema (Pithecolobium diversifolium; <strong><br />
<h1>Mimosa/</h1>
<h1></h1>
<p></strong> <strong>artemisiana</strong>) do qual se faz o &#8220;vinho&#8221; ingerido durante o toré. Esta planta, um arbusto de porte médio a grande típico do sertão do Nordeste, é central para a religiosidade indígena regional e apresenta algumas variedades que fazem parte do universo religioso de cultos afro-brasileiros, notadamente o catimbó ou candomblé de caboclo.<br />
s encantos, ou encantados – e ainda, mestres ou guias – tumbalalá são entidades sobrenaturais originadas do processo voluntário de &#8220;encantamento&#8221; de alguns índios ritual ou politicamente importantes, ao deixarem a existência humana, distinguindo-se dos espíritos produzidos pela inexorabilidade da morte. Neste caso eles são seres ontologicamente híbridos que transitam bem entre os homens e o sobrenatural porque não morreram – o que quer dizer que não assumiram completamente uma não-humanidade – e gozam de predicados inacessíveis a um humano.</p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/tumbalala/00447_G" alt="toré" /><br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00132_G.sized.jpg" alt="public" /></p>
<p><strong><br />
SOU SÓ O EU + A MATÉRIA<br />
</strong><br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/P1010194.sized.jpg" alt="MATEMA" /><br />
<strong>SOU SÓ O EU + A MATEMA</strong><br />
<img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/p1010205sized.jpg" alt="null" /></p>
<p><img src="http://farm1.static.flickr.com/220/524827706_581807609d.jpg?v=0" alt="pesca" /></p>
<p><img src="http://farm1.static.flickr.com/197/524926087_eba41fa5d2.jpg?v=0" alt="liambra" />Liambra</p>
<p><img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00449_G.sized.jpg" alt="parentes" /><br />
parentes<br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00230_G.sized.jpg" alt="parentes" /><br />
parentes<br />
<img src="http://galeria.idbrasil.org.br/albums/tumbalala/00042_G_001.jpg" alt="riquezas sao diferentes" /><br />
riquezas sao diferentes</p>
<p><img src="http://farm1.static.flickr.com/211/525014597_b5147bcf84.jpg?v=0" alt="." /></p>
<p>Oi pessoas&#8230;<br />
quem quiser ver um pouquinho do que rolou em tumbalalá, pode conferir nas<br />
fotos e nos áudios das oficinas.</p>
<p><a href="http://galeria.idbrasil.org.br/tumbalala">http://galeria.idbrasil.org.br/tumbalala</a><br />
<a href="http://estudiolivre.org/el-user.php?view_user=avessa">http://estudiolivre.org/el-user.php?view_user=avessa</a><br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/avesso/">http://www.flickr.com/photos/avesso/</a></p>
<p><em>textos e mais info:</em> <a href="http://www.mananciais.org.br/pib/epi/tumbalala/tumbalala.shtm">enciclopedia indigena</a>:</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Christos Alaveras / Iliadahomero / Aristotelian University / Deipnosofistai / 30-05-2007 / 1st art Biennale of Thessaloniki</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2068</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2068#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Jun 2007 00:21:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[Instant drawings of Christos Alaveras during the performance of Mrs Claudete Pereira Jorge at the Aristotlelian University of Thessaloniki. The performance of Book 1 of the Iliad, in the brasilian transaltion of Odorico Mendes, was followed by a lecture of Professor Charalampos-Demetres Gounelas on the writtings of Nikos kazanzakis. The drawings refer to the three [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Instant drawings of Christos Alaveras during the performance of Mrs Claudete Pereira Jorge at the Aristotlelian University of Thessaloniki. The performance of Book 1 of the Iliad, in the brasilian transaltion of Odorico Mendes, was followed by a lecture of Professor Charalampos-Demetres Gounelas on the writtings of Nikos kazanzakis. The drawings refer to the three parts of the event. </p>
<p>1 &#8211; The initial songs on the guitar (a fragment of book 16)</p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/cr1.jpg' title='cr1.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/cr1.jpg' alt='cr1.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/cr5w.jpg' title='cr5w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/cr5w.jpg' alt='cr5w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/3w.jpg' title='3w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/3w.jpg' alt='3w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/4w.jpg' title='4w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/4w.jpg' alt='4w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/9w.jpg' title='9w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/9w.jpg' alt='9w.jpg' /></a></p>
<p>2 &#8211; The book one of the Iliad with Mrs Claudete</p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/6w.jpg' title='6w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/6w.jpg' alt='6w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/7w.jpg' title='7w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/7w.jpg' alt='7w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/14w.jpg' title='14w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/14w.jpg' alt='14w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/15w.jpg' title='15w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/15w.jpg' alt='15w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/16w.jpg' title='16w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/16w.jpg' alt='16w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/17w.jpg' title='17w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/17w.jpg' alt='17w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/18w.jpg' title='18w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/18w.jpg' alt='18w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/19w.jpg' title='19w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/19w.jpg' alt='19w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/21w.jpg' title='21w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/21w.jpg' alt='21w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/22w.jpg' title='22w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/22w.jpg' alt='22w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/10w1.jpg' title='10w1.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/10w1.jpg' alt='10w1.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/20w.jpg' title='20w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/20w.jpg' alt='20w.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/12w.jpg' title='12w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/12w.jpg' alt='12w.jpg' /></a></p>
<p>3 &#8211; The lecture of Mr Gounelas</p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/11w2.jpg' title='11w2.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/11w2.jpg' alt='11w2.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/8w.jpg' title='8w.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/8w.jpg' alt='8w.jpg' /></a></p>
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		<title>(e/ou):{  Religare  /  Deseljgare  }</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2051</link>
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		<pubDate>Sat, 02 Jun 2007 02:17:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[debates semióticos]]></category>
		<category><![CDATA[desafiatlux]]></category>
		<category><![CDATA[e/ou]]></category>
		<category><![CDATA[mimosa]]></category>

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		<description><![CDATA[boitatá ta entrada das moedas? vai acabar a çituação? vai acabar os megapixels? ainda da pra por moeda? (é moeda de cera?) cera de moeda? tira uma foto? é tudo a mesma coisa mesmo. religare? desafiatlux? cook-upa ¡ Hallo, Mietzsche! cooking puros dados cozinhando puros dados cocinare dati puri]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/ligare_redux.jpg' alt='ligare_redux.jpg' /></center></p>
<blockquote><p>
boitatá ta entrada das moedas?<br />
vai acabar a çituação?<br />
vai acabar os megapixels?<br />
ainda da pra por moeda?<br />
(é moeda de cera?)<br />
cera de moeda?<br />
tira uma foto? é tudo a mesma coisa mesmo.<br />
religare? desafiatlux?</p></blockquote>
<p><embed src="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=202637" quality="best" scale="exactfit" width="400" height="300" type="application/x-shockwave-flash"></embed></p>
<p></p>
<p><center><br />
<h1>cook-upa</h1>
<p></center></p>
<p><center><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/mimosassan.jpg' alt='mimosassan.jpg' /></p>
<p><strong><font color=orange>¡ Hallo, Mietzsche!</font></strong></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/mietzche.jpg' alt='mietzche.jpg' /></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/violadedo.jpg' alt='violadedo.jpg' /></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/relativomietzsche.jpg' alt='relativomietzsche.jpg' /></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/cook.jpg' title='cook.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/cook.jpg' alt='cook.jpg' /></a></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/anomalua_cooc.gif' alt='anomalua_cooc.gif' /><br />
<em>cooking puros dados<br />
cozinhando puros dados<br />
cocinare dati puri</em><br />
</center></p>
]]></content:encoded>
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		<title>ιστορ da Ilíadahomero</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2047</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2047#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Jun 2007 15:07:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>BarbarelaK</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/100x200_filosophiki_out.jpg' title='100×200_filosophiki_out.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/100x200_filosophiki_out.jpg' alt='100×200_filosophiki_out.jpg' /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Quem a paca cara compra
Pagará a paca cara!</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2046</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2046#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 May 2007 21:48:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[Peleja do Cego Aderaldo com Zé Pretinho dos Tucuns Apreciem, meus leitores, Uma forte discussão, Que tive com Zé Pretinho, Um cantador do sertão, O qual, no tanger do verso, Vencia qualquer questão. Um dia, determinei A sair do Quixadá — Uma das belas cidades Do estado do Ceará. Fui até o Piauí, Ver os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.releituras.com/biofotos/aderaldo.jpg" alt="cego" /></p>
<p><strong>Peleja do Cego Aderaldo com Zé Pretinho dos Tucuns</strong></p>
<p>Apreciem, meus leitores,<br />
Uma forte discussão,<br />
Que tive com Zé Pretinho,<br />
Um cantador do sertão,<br />
O qual, no tanger do verso,<br />
Vencia qualquer questão.</p>
<p>Um dia, determinei<br />
A sair do Quixadá —<br />
Uma das belas cidades<br />
Do estado do Ceará.<br />
Fui até o Piauí,<br />
Ver os cantores de lá.</p>
<p>Me hospedei na Pimenteira<br />
Depois em Alagoinha;<br />
Cantei no Campo Maior,<br />
No Angico e na Baixinha.<br />
De lá eu tive um convite<br />
Para cantar na Varzinha.</p>
<p>Quando cheguei na Varzinha,<br />
Foi de manhã, bem cedinho;<br />
Então, o dono da casa<br />
Me perguntou sem carinho:<br />
— Cego, você não tem medo<br />
Da fama do Zé Pretinho?</p>
<p>Eu lhe disse: — Não, senhor,<br />
Mas da verdade eu não zombo!<br />
Mande chamar esse preto,<br />
Que eu quero dar-lhe um tombo —<br />
Ele chegando, um de nós<br />
Hoje há de arder o lombo!</p>
<p>O dono da casa disse:<br />
— Zé Preto, pelo comum,<br />
Dá em dez ou vinte cegos —<br />
Quanto mais sendo só um!<br />
Mando já ao Tucumanzeiro<br />
Chamar o Zé do Tucum.</p>
<p>Chamando um dos filhos, disse<br />
Meu filho, você vá já<br />
Dizer ao José Pretinho<br />
Que desculpe eu não ir lá —<br />
E que ele, como sem falta,<br />
Hoje à noite venha cá.</p>
<p>Em casa do tal Pretinho,<br />
Foi chegando o portador<br />
E dizendo: — Lá em casa<br />
Tem um cego cantador<br />
E meu pai mandou dizer-lhe<br />
Que vá tirar-lhe o calor!</p>
<p>Zé Pretinho respondeu:<br />
— Bom amigo é quem avisa!<br />
Menino, dizei ao cego<br />
Que vá tirando a camisa,<br />
Mande benzer logo o lombo,<br />
Porque vou dar-lhe uma pisa!</p>
<p>Tudo zombava de mim<br />
E eu ainda não sabia<br />
Se o tal do Zé Pretinho<br />
Vinha para a cantoria.<br />
As cinco horas da tarde,<br />
Chegou a cavalaria.</p>
<p>O preto vinha na frente,<br />
Todo vestido de branco,<br />
Seu cavalo encapotado,<br />
Com o passo muito franco.<br />
Riscaram duma só vez,<br />
Todos no primeiro arranco</p>
<p>Saudaram o dono da casa<br />
Todos com muita alegria,<br />
E o velhote, satisfeito,<br />
Folgava alegre e sorria.<br />
Vou dar o nome do povo<br />
Que veio pra cantoria:</p>
<p>Vieram o capitão Duda<br />
Tonheiro, Pedro Galvão,<br />
Augusto Antônio Feitosa<br />
Francisco, Manoel Simão<br />
Senhor José Campineiro<br />
Tadeu e Pedro Aragão.</p>
<p>O José das Cabaceiras<br />
E o senhor Manoel Casado,<br />
Chico Lopes, Pedro Rosa<br />
E o Manoel Bronzeado,<br />
Antônio Lopes de Aquino<br />
E um tal de Pé-Furado.</p>
<p>Amadeu, Fábio Fernandes,<br />
Samuel e Jeremias,<br />
O senhor Manoel Tomás,<br />
Gonçalo, João Ananias<br />
E veio o vigário velho,<br />
Cura de Três Freguesias.</p>
<p>Foi dona Merandolina,<br />
Do grêmio das professoras,<br />
Levando suas duas filhas,<br />
Bonitas, encantadoras —<br />
Essas duas eram da igreja<br />
As mais exímias cantoras.</p>
<p>Foi também Pedro Martins,<br />
Alfredo e José Segundo,<br />
Senhor Francisco Palmeira,<br />
João Sampaio e Facundo<br />
E um grupo de rapazes<br />
Do batalhão vagabundo.</p>
<p>Levaram o negro pra sala<br />
E depois para a cozinha;<br />
Lhe ofereceram um jantar<br />
De doce, queijo e galinha —<br />
Para mim, veio um café<br />
E uma magra bolachinha.</p>
<p>Depois, trouxeram o negro,<br />
Colocaram no salão,<br />
Assentado num sofá,<br />
Com a viola na mão,<br />
Junto duma escarradeira,<br />
Para não cuspir no chão.</p>
<p>Ele tirou a viola<br />
De um saco novo de chita,<br />
E cuja viola estava<br />
Toda enfeitada de fita.<br />
Ouvi as moças dizendo:<br />
— Oh, que viola bonita!</p>
<p>Então, para eu me sentar,<br />
Botaram um pobre caixão,<br />
Já velho, desmantelado,<br />
Desses que vêm com sabão.<br />
Eu sentei-me, ele vergou<br />
E me deu um beliscão.</p>
<p>Eu tirei a rabequinha<br />
De um pobre saco de meia,<br />
Um pouco desconfiado<br />
Por estar em terra alheia.<br />
Aí umas moças disseram:<br />
— Meu Deus, que rabeca feia!</p>
<p>Uma disse a Zé Pretinho:<br />
— A roupa do cego é suja!<br />
Botem três guardas na porta,<br />
Para que ele não fuja<br />
Cego feio, assim de óculos,<br />
Só parece uma coruja!</p>
<p>E disse o capitão Duda,<br />
Como homem muito sensato:<br />
— Vamos fazer uma bolsa!<br />
Botem dinheiro no prato —<br />
Que é o mesmo que botar<br />
Manteiga em venta de gato!</p>
<p>Disse mais: — Eu quero ver<br />
Pretinho espalhar os pés!<br />
E para os dois contendores<br />
Tirei setenta mil réis,<br />
Mas vou completar oitenta —<br />
Da minha parte, dou dez!</p>
<p>Me disse o capitão Duda:<br />
— Cego você não estranha!<br />
Este dinheiro do prato,<br />
Eu vou lhe dizer quem ganha:<br />
Só pertence ao vencedor —<br />
Nada leva quem apanha!</p>
<p>E nisto as moças disseram:<br />
— Já tem oitenta mil réis,<br />
Porque o bom capitão Duda,<br />
Da Parte dele, deu dez. . .<br />
Se acostaram a Zé Pretinho,<br />
Botaram mais três anéis.</p>
<p>Então disse Zé Pretinho:<br />
— De perder não tenho medo!<br />
Esse cego apanha logo —<br />
Falo sem pedir segredo!<br />
Como tenho isto por certo,<br />
Vou pondo os anéis no dedo &#8230;</p>
<p>Afinemos o instrumento,<br />
Entremos na discussão!<br />
O meu guia disse pra mim:<br />
— O negro parece o Cão!<br />
Tenha cuidado com ele,<br />
Quando entrarem na questão!</p>
<p>Então eu disse: — Seu Zé,<br />
Sei que o senhor tem ciência —<br />
Me parece que é dotado<br />
Da Divina Providência!<br />
Vamos saudar este povo,<br />
Com sua justa excelência!</p>
<p>PRETINHO — Sai daí, cego amarelo,<br />
Cor de couro de toucinho!<br />
Um cego da tua forma<br />
Chama-se abusa-vizinho —<br />
Aonde eu botar os pés,<br />
Cego não bota o focinho!</p>
<p>CEGO &#8211;  Já vi que seu Zé Pretinho<br />
É um homem sem ação —<br />
Como se maltrata o outro<br />
Sem haver alteração?!&#8230;<br />
Eu pensava que o senhor<br />
Tinha outra educação!</p>
<p>P. — Esse cego bruto, hoje,<br />
Apanha, que fica roxo!<br />
Cara de pão de cruzado,<br />
Testa de carneiro mocho —<br />
Cego, tu és o bichinho,<br />
Que comendo vira o cocho!</p>
<p>C. — Seu José, o seu cantar<br />
Merece ricos fulgores;<br />
Merece ganhar na saia<br />
Rosas e trovas de amores —<br />
Mais tarde, as moças lhe dão<br />
Bonitas palmas de flores!</p>
<p>P. — Cego, eu creio que tu és<br />
Da raça do sapo sunga!<br />
Cego não adora a Deus —<br />
O deus do cego é calunga!<br />
Aonde os homens conversam,<br />
O cego chega e resmunga!</p>
<p>C. — Zé Preto, não me aborreço<br />
Com teu cantar tão ruim!<br />
Um homem que canta sério<br />
Não trabalha verso assim —<br />
Tirando as faltas que tem,<br />
Botando em cima de mim!</p>
<p>P. — Cala-te, cego ruim!<br />
Cego aqui não faz figura!<br />
Cego, quando abre a boca,<br />
É uma mentira,pura —<br />
O cego, quanto mais mente,<br />
Ainda mais sustenta e jura!</p>
<p>C. — Esse negro foi escravo,<br />
Por isso é tão positivo!<br />
Quer ser, na sala de branco,<br />
Exagerado e altivo —<br />
Negro da canela seca<br />
Todo ele foi cativo!</p>
<p>P. — Eu te dou uma surra<br />
De cipó de urtiga,<br />
Te furo a barriga,<br />
Mais tarde tu urra!<br />
Hoje, o cego esturra,<br />
Pedindo socorro —<br />
Sai dizendo: — Eu morro!<br />
Meu Deus, que fadiga!<br />
Por uma intriga,<br />
Eu de medo corro!</p>
<p>C. — Se eu der um tapa<br />
No negro de fama,<br />
Ele come lama,<br />
Dizendo que é papa!<br />
Eu rompo-lhe o mapa,<br />
Lhe rompo de espora;<br />
O negro hoje chora,<br />
Com febre e com íngua —<br />
Eu deixo-lhe a língua<br />
Com um palmo de fora!</p>
<p>P. —No sertão, peguei<br />
Cego malcriado —<br />
Danei-lhe o machado,<br />
Caiu, eu sangrei!<br />
O couro eu tirei<br />
Em regra de escala:<br />
Espichei na sala,<br />
Puxei para um beco<br />
E, depois de seco,<br />
Fiz mais de uma mala!</p>
<p>C. —Negro, és monturo,<br />
Molambo rasgado,<br />
Cachimbo apagado,<br />
Recanto de muro!<br />
Negro sem futuro,<br />
Perna de tição,<br />
Boca de porão,<br />
Beiço de gamela,<br />
Venta de moela,<br />
Moleque ladrão!</p>
<p>P. — Vejo a coisa ruim —<br />
O cego está danado!<br />
Cante moderado,<br />
Que não quero assim!<br />
Olhe para mim,<br />
Que sou verdadeiro,<br />
Sou bom companheiro —<br />
Canto sem maldade<br />
E quero a metade,<br />
Cego, do dinheiro!</p>
<p>C. — Nem que o negro seque<br />
A engolideira,<br />
Peça a noite inteira<br />
Que eu não lhe abeque —<br />
Mas esse moleque<br />
Hoje dá pinote!<br />
Boca de bispote,<br />
Vento de boeiro,<br />
Tu queres dinheiro?<br />
Eu te dou chicote!</p>
<p>P. — Cante mais moderno,<br />
Perfeito e bonito,<br />
Como tenho escrito<br />
Cá no meu caderno!<br />
Sou seu subalterno,<br />
Embora estranho —<br />
Creio que apanho<br />
E não dou um caldo&#8230;<br />
Lhe peço, Aderaldo,<br />
Que reparta o ganho!</p>
<p>C. — Negro é raiz<br />
Que apodreceu,<br />
Casco de judeu!<br />
Moleque infeliz,<br />
Vai pra teu país,<br />
Se não eu te surro,<br />
Te dou até de murro,<br />
Te tiro o regalo —<br />
Cara de cavalo,<br />
Cabeça de burro!<br />
P. — Fale de outro jeito,<br />
Com melhor agrado —<br />
Seja delicado,<br />
Cante mais perfeito!<br />
Olhe, eu não aceito<br />
Tanto desespero!<br />
Cantemos maneiro,<br />
Com verso capaz —<br />
Façamos a paz<br />
E parto o dinheiro!</p>
<p>C. — Negro careteiro,<br />
Eu te rasgo a giba,<br />
Cara de gariba,<br />
Pajé feiticeiro!<br />
Queres o dinheiro,<br />
Barriga de angu,<br />
Barba de guandu,<br />
Camisa de saia,<br />
Te deixo na praia,<br />
Escovando urubu!</p>
<p>P. &#8211; Eu vou mudar de toada,<br />
Pra uma que mete medo —<br />
Nunca encontrei cantador<br />
Que desmanchasse este enredo:<br />
É um dedo, é um dado, é um dia,<br />
É um dia, é um dado, é um dedo!</p>
<p>C.— Zé Preto, esse teu enredo<br />
Te serve de zombaria!<br />
Tu hoje cegas de raiva<br />
E o Diabo será teu guia —<br />
É um dia, é um dedo, é um dado,<br />
É um dado, é um dedo, é um dia!</p>
<p>P.  — Cego, respondeste bem,<br />
Como quem fosse estudado!<br />
Eu também, da minha parte,<br />
Canto versos aprumado —<br />
É um dado, é um dia, é um dedo,<br />
É um dedo, é um dia, é um dado!</p>
<p>C.  — Vamos lá, seu Zé Pretinho,<br />
Porque eu já perdi o medo:<br />
Sou bravo como um leão,<br />
Sou forte como um penedo<br />
É um dedo, é um dado, é um dia,<br />
É um dia, é um dado, é um dedo!</p>
<p>P. — Cego, agora puxa uma<br />
Das tuas belas toadas,<br />
Para ver se essas moças<br />
Dão algumas gargalhadas —<br />
Quase todo o povo ri,<br />
Só as moças &#8216;tão caladas!</p>
<p>C.— Amigo José Pretinho,<br />
Eu nem sei o que será<br />
De você depois da luta —<br />
Você vencido já está!<br />
Quem a paca cara compra<br />
Paca cara pagará!</p>
<p>P. — Cego, eu estou apertado,<br />
Que só um pinto no ovo!<br />
Estás cantando aprumado<br />
E satisfazendo o povo —<br />
Mas esse tema da paca,<br />
Por favor, diga de novo!</p>
<p>C. — Disse uma vez, digo dez —<br />
No cantar não tenho pompa!<br />
Presentemente, não acho<br />
Quem o meu mapa me rompa —<br />
Paca cara pagará,<br />
Quem a paca cara compra!</p>
<p>P. — Cego, teu peito é de aço —<br />
Foi bom ferreiro que fez —<br />
Pensei que cego não tinha<br />
No verso tal rapidez!<br />
Cego, se não é maçada,<br />
Repete a paca outra vez!</p>
<p>C. — Arre!  Que tanta pergunta<br />
Desse preto capivara!<br />
Não há quem cuspa pra cima,<br />
Que não lhe caia na cara —<br />
Quem a paca cara compra<br />
Pagará a paca cara!</p>
<p>P. — Agora, cego, me ouça:<br />
Cantarei a paca já —<br />
Tema assim é um borrego<br />
No bico de um carcará!<br />
Quem a caca cara compra,<br />
Caca caca cacará!</p>
<p>Houve um trovão de risadas,<br />
Pelo verso do Pretinho.<br />
Capitão Duda lhe disse<br />
— Arreda pra lá, negrinho!<br />
Vai descansar o juizo,<br />
Que o cego canta sozinho!</p>
<p>Ficou vaiado o pretinho<br />
E eu lhe disse: — Me ouça,<br />
José: quem canta comigo<br />
Pega devagar na louça!<br />
Agora, o amigo entregue<br />
O anel de cada moça!</p>
<p>Me desculpe, Zé Pretinho,<br />
Se não cantei a teu gosto!<br />
Negro não tem pé, tem gancho;<br />
Tem cara, mas não tem rosto —<br />
Negro na sala dos brancos<br />
Só serve pra dar desgosto!</p>
<p>Quando eu fiz estes versos,<br />
Com a minha rabequinha,<br />
Busquei o negro na sala,<br />
Mas já estava na cozinha —<br />
De volta, queria entrar<br />
Na porta da camarinha!</p>
<p>*************************************</p>
<p><strong>AI! SE SÊSSE!&#8230;</strong> (Por Cordel do Fogo Encantado)<br />
Se um dia nós se gostasse;<br />
Se um dia nós se queresse;<br />
Se nós dos se impariásse,<br />
Se juntinho nós dois vivesse!<br />
Se juntinho nós dois morasse<br />
Se juntinho nós dois drumisse;<br />
Se juntinho nós dois morresse!<br />
Se pro céu nós assubisse?<br />
Mas porém, se acontecesse<br />
qui São Pêdo não abrisse<br />
as portas do céu e fosse,<br />
te dizê quarqué toulíce?<br />
E se eu me arriminasse<br />
e se tu insistisse,<br />
prá qui eu me arrezorvesse<br />
e a minha faca puxasse,<br />
e o buxo do céu furasse?&#8230;<br />
Tarvez qui nós dois ficasse<br />
tarvez qui nós dois caísse<br />
e o céu furado arriasse<br />
e as virge tôdas fugisse!!!</p>
<p><strong>Zé da Luz </strong></p>
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		<title>kantdoomblad, juízo y peyotoil recordz</title>
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		<pubDate>Wed, 30 May 2007 04:50:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[CANTODEUMBLAD KANTODEUMBLAD ¿CANTHOUBLAD?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.urbandictionary.com/define.php?term=blad"><br />
CANTODEUMBLAD</a></p>
<p><embed src="http://odeo.com/flash/odeo_podcast_player.swf" quality="high" bgcolor="#ffffff" width="178" height="400" name="podcast_player_fullsize" align="middle" allowScriptAccess="always" wmode="transparent" flashvars="type=channel&#038;player_id=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&#038;id=102033&#038;play_first=recent&#038;auto_play=false&#038;color1=16724889&#038;color2=7796080&#038;color3=13421772&#038;color4=16777215&#038;color5=0&#038;color6=0" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"></embed><a href="http://www.urbandictionary.com/define.php?term=blad"><br />
KANTODEUMBLAD</a></p>
<p><object width="450" height="500"><param name="allowScriptAccess" value="SameDomain" /><param name="movie" value="http://static.scribd.com/FlashPaperS3.swf?guid=5u3l9sycvj4sy&#038;document_id=22378" /><embed width="450" height="500" src="http://static.scribd.com/FlashPaperS3.swf?guid=5u3l9sycvj4sy&#038;document_id=22378" type="application/x-shockwave-flash"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.urbandictionary.com/define.php?term=blad"><br />
¿CANTHOUBLAD?</a></p>
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		<title>(&#8230;)conSerto  mimoSaconSertomimoSa(&#8230;)</title>
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		<pubDate>Mon, 28 May 2007 23:14:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;A existência de duas palavras com a mesma sonoridade mas com grafia distinta, Concerto como performance de orquestra e Conserto como reparo (onde se faz o uso frequente de ferramentas), inspira ao questionamento conceitual cerne da discussão tecnológica, que na ação ConSerto é sugerido através de uma série de ações culturais manifestadas em performances, jams, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/03/kernel_room.jpg" alt="conSerto_1" /></p>
<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/03/conserto26mar20071.jpg" alt="conSerto_2" /></p>
<p>&#8220;A existência de duas palavras com a mesma sonoridade mas com grafia distinta, Concerto como performance de orquestra e Conserto como reparo (onde se faz o uso frequente de ferramentas), inspira ao questionamento conceitual cerne da discussão tecnológica, que na ação ConSerto é sugerido através de uma série de ações culturais manifestadas em performances, jams, construção de instrumentos musicais, videos e composições. Tem a intenção de fomentar, em uma metodologia colaborativa e em constante remixagem, o significado de código aberto como poesia e conceito estético. &#8221;</p>
<blockquote><p>
    “A cultura está desequilibrada porque reconhece certos objetos, como o objeto estético, e atribui o direto citá-los no mundo dos significados, enquanto repele outros objetos, e em especial os objetos técnicos, ao mundo sem estrutura dos que não possuem significados, mas apenas um uso, uma função útil.” <em>Extrato da obra Gilbert SIMONDON “do modo de existência dos objetos técnicos”.</em> </p>
<p>‘La culture est déséquilibrée parce qu’elle reconnaît certains objets, comme l’objet esthétique, et leur accorde droit de cité dans le monde des significations, tandis qu’elle refoule d’autres objets, et en particulier les objets techniques, dans le monde sans structure de ce qui ne possède pas de significations, mais seulement un usage, une fonction utile.<em>’ Extrait de l’ouvrage de Gilbert SIMONDON ‘Du<br />
mode d’existence des objets techniques’.</em></p></blockquote>
<p><center><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/el_rascunho_l_redux.png" alt="mimoSa" /></center></p>
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		<title>Close Encounters:Cousins from Farkadona</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2039</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2039#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 May 2007 21:46:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Farkadona Community</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[Photo: Mount of Olives; Monte Pascoal, Mount Sinai, Mount Yosemite, Mount Olympus, Monte Roraima, Mount Everest, Mount Spielberg, Mount Erebus, Mount Fuji, Cerro de Potosí, Colina do Pilarzinho, K2, Orodruin, Aconcagua, Mount Moriah, Lycaeus, Kylimandajo, Cerro do Inhacurutum, Olympus Mons. We want to make contact. We are from Brazil. We came here to meet you [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/close-encounters1.gif" alt="close_encounters" /><br />
<strong>Photo: Mount of Olives; Monte Pascoal, Mount Sinai, Mount Yosemite, Mount Olympus, Monte Roraima, Mount Everest, Mount Spielberg, Mount Erebus, Mount Fuji, Cerro de Potosí, Colina do Pilarzinho, K2, Orodruin, Aconcagua, Mount Moriah, Lycaeus, Kylimandajo, Cerro do Inhacurutum, Olympus Mons.</strong></p>
<p>We want to make contact. </p>
<p>We are from Brazil. We came here to meet you</p>
<p>We are in Thessaloniki. In the <a href="http://www.thessalonikibiennale.gr/biennale.php?lang=2">Thessaloniki Biennale of Contemporary Art</a>. At the <strong>PPC_T/Farkadona show room</strong>.</p>
<p>But you are not here.</p>
<p>We want to go to Farkadona</p>
<p>And say Hello.</p>
<p>Sorry if we´re writing you in English. We don&#8217;t know Greek. Nor the other languages that you may also speak.</p>
<p>But we can still make contact in other ways.</p>
<p>We can understand each other<br />
We were not born in Greece<br />
Neither our parents were born in Greece<br />
But we have the same feeling that you have<br />
Of being home here<br />
We want to read and tell Homer to you<br />
In our language<br />
To make clear that Culture<br />
Is for all languages<br />
And nationalities<br />
As people are for all languages<br />
And nationalities<br />
But we are Greeks<br />
As you are Greeks<br />
Everybody is Greek<br />
Everybody is Brazilian<br />
Everybody is from everywhere<br />
Anywhere they might be<br />
The same, united through the heart</p>
<p>You can make your <a href="http://organismo.art.br/blog/wp-login.php?action=register">register</a><br />
And post directly in this blog.<br />
So we can meet more often.</p>
<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/509727970_ad06decca7.jpg" title="509727970_ad06decca7.jpg"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/509727970_ad06decca7.jpg" alt="509727970_ad06decca7.jpg" /></a></p>
<p>We are here with Hariklia<br />
She showed us some of your way of life<br />
<a href="http://ppc-t.blogspot.com/">http://ppc-t.blogspot.com/</a><br />
And Thiago, and Carlos and Fotis, and Tasos, and many others<br />
But we are also many that are not here<br />
So we reproduce in this post<br />
things that we found in the internet<br />
at a first research</p>
<p>www.dublinpact.ie/word/CASE2.doc</p>
<p><object width="450" height="500"><param name="allowScriptAccess" value="SameDomain" /><param name="movie" value="http://static.scribd.com/FlashPaperS3.swf?guid=hrioirzgqnlp&#038;document_id=87600" /><embed width="450" height="500" src="http://static.scribd.com/FlashPaperS3.swf?guid=hrioirzgqnlp&#038;document_id=87600" type="application/x-shockwave-flash"></embed></object></p>
<p>TRIKALA</p>
<p>A. CITY PROFILE</p>
<p>1. General information. Trikala (population 49,000 in 1991, estimated<br />
80,000 now) is the centre of Trikala prefecture (population 140,000)<br />
in Thessaly region. It is a rather isolated area due to its geography<br />
(mountainous area, far from major cities) and transport<br />
infrastructure. The prefecture&#8217;s economy is based on agriculture (main<br />
export cotton), forestry and tourism.</p>
<p>2. Social exclusion profile. After the 1960s&#8217; major emigrations, the<br />
population has steadily grown. Unemployment (11% in 2000) is higher in<br />
women. The long term and the middle aged (above 45) unemployed form 5%<br />
of the population. The special categories that need attention are<br />
identified as disadvantaged people (1%), gypsies (0.8 %), immigrants<br />
(0.6%), repatriated Greeks (1.4%, mainly from former USSR), single<br />
parent families (0.7%), the elderly (15%), the young (16-25 year olds,<br />
13%), those isolated in mountains (7%), and the illiterate (12%).<br />
Despite their smaller size, gypsies and repatriated Greeks (who live<br />
in known spatial concentrations), and single parent families seem to<br />
have attracted more attention.</p>
<p>3. Actors and organizations. Following EU guidelines, Trikala<br />
Municipal Enterprise for Social Development (DEKA) has been<br />
established, which as carried out a number of initiatives since the<br />
early 1990s with support from national and EU funds. Its aims are<br />
undertaking productive initiatives, distribution and improvement of<br />
services, and development of human resources. DEKA is the main part of<br />
the municipality to deal with social policy.</p>
<p>4. Responses to social exclusion. DEKA&#8217;s main areas of work have been<br />
development of human resources (continuing vocational training,<br />
education, social and professional integration of people with special<br />
needs, new opportunities for employment), agriculture, SMEs,<br />
environment, and tourism.</p>
<p>Repatriated Greeks (mainly from Georgia, Armenia and Uzbekistan) are<br />
settled in the town of Farkadona, in a settlement built in 1993. Their<br />
problems include language, knowledge of structures, employment,<br />
equivalence of degrees, and housing. The gypsies, who appear to have<br />
been moved to Kipaki to upgraded residences, remain a cause for<br />
concern due to problems of education, crime, employment, health,<br />
household organization and participation in town life.</p>
<p><object width="450" height="500"><param name="allowScriptAccess" value="SameDomain" /><param name="movie" value="http://static.scribd.com/FlashPaperS3.swf?guid=eod2rsp23pe5h&#038;document_id=87601" /><embed width="450" height="500" src="http://static.scribd.com/FlashPaperS3.swf?guid=eod2rsp23pe5h&#038;document_id=87601" type="application/x-shockwave-flash"></embed></object></p>
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		<title>pela harmonia na floreSta</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2037</link>
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		<pubDate>Sun, 27 May 2007 23:29:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/06Qm-Z5OsHw"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/06Qm-Z5OsHw" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
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		<title>root@μάθημα:~#./raizes</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2036</link>
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		<pubDate>Sun, 27 May 2007 16:38:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[EMBAP Lab]]></category>
		<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[Hackerismo e Código Aberto]]></category>
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		<guid isPermaLink="false">http://organismo.art.br/blog/?p=2036</guid>
		<description><![CDATA[μάθημα Square root &#160; Roooooooooots square roots &#8230; 00000001010101010101010100100101011001001010100101010101010 eu sou o número que multiplicado por mim mesmo me compõe 00000001010101010101010100100101011001001010100101010101010 &#160; enquanto na matriz um novo mapa de primos se elege &#160;&#160;&#160; &#160;&#160;&#160; &#160;&#160;&#160; .o vértice&#160;&#160;&#160; &#160;&#160;&#160; .aqui &#160;&#160;&#160; &#160;&#160;&#160; .eu &#160;&#160;&#160; &#160;&#160;&#160; &#160;&#160;&#160; &#160;&#160;&#160; &#160;&#160;&#160; &#160;&#160;&#160; .você &#160; operando &#160;operando&#160;operando &#160;operando&#160;operando &#160;operando&#160;operando &#160;&#160;operando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://www.organismo.art.br/matema/album.zip">μάθημα</a></p></blockquote>
<p><img src="http://www.organismo.art.br/matema/eleaz12.gif" alt="" /></p>
<h1>Square root </h1>
<p>&nbsp;<br />
Roooooooooots<br />
square roots &#8230;</p>
<p><small></small><small style="font-weight: bold;">00000001010101010101010100100101011001001010100101010101010</small></p>
<p>eu sou o número <br />
que multiplicado por mim mesmo me compõe <br />
<small></small><small style="font-weight: bold;">00000001010101010101010100100101011001001010100101010101010</small><br />
&nbsp;<br />
enquanto na matriz um novo mapa de primos se elege <br />
<big></big><big></big><big></big><big>&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp; .</big>o <a href="http://www.organismo.art.br/matema/poemes.html">vértice</a><big></big><big></big><big></big><big>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp; <small>.</small></big>aqui </p>
<p><big></big><big></big><big>&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; .</big>eu<big></big><big></big><big><br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; </big><big>.</big>você<br />
<br />
&nbsp;<br />
<big style="background-color: rgb(255, 255, 102);"></big><big><small></small><small></small><small></small><small>operando</p>
<p>&nbsp;</small></big><big style="background-color: rgb(255, 255, 102);"></big><big><small></small><small></small><small></small><small>operando&nbsp;</small></big><big style="background-color: rgb(255, 255, 102);"></big><big><small></small><small></small><small></small><small>operando<br />
&nbsp;</small></big><big style="background-color: rgb(255, 255, 102);"></big><big><small></small><small></small><small></small><small>operando</small></big>&nbsp;<big style="background-color: rgb(255, 255, 102);"></big><big><small></small><small></small><small></small><small>operando</small></big><br />
&nbsp;<big style="background-color: rgb(255, 255, 102);"></big><big><small></small><small></small><small></small><small>operando</small></big>&nbsp;<big style="background-color: rgb(255, 255, 102);"></big><big><small></small><small></small><small></small><small>operando</small></big><br />
&nbsp;&nbsp;<big style="background-color: rgb(255, 255, 102);"></big><big><small></small><small></small><small></small><small>operando<br />
</small></big>&nbsp;<big style="background-color: rgb(255, 255, 102);"></big><big><small></small><small></small><small></small><small>operando</small></big><br />
&nbsp; &nbsp;<big style="background-color: rgb(255, 255, 102);"></big><big><small></small><small></small><small></small><small>operando<br />
&nbsp;&nbsp;</small></big><big style="background-color: rgb(255, 255, 102);"></big><big><small></small><small></small><small></small><small>operando</small></big><br />
&nbsp;&nbsp;<big style="background-color: rgb(255, 255, 102);"></big><big><small></small><small></small><small></small><small>operando</small></big><big style="background-color: rgb(255, 255, 102);"></big><big> </big></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: center;"><big></big><big><span style="font-weight: bold;">one</span><br />
<span style="font-weight: bold;"></span>&nbsp;by <br />
<span style="font-weight: bold;">one</span> <br />
_________<br />
carry one</p>
<p></big></p>
<p><a href="http://moses.last.fm/download/19551539/Coroa%2Bdo%2BPassaro%2BSagrado.mp3"><img src="http://www.organismo.art.br/matema/carimbo2.jpg" alt="" /></a></p>
<p><img src="http://www.organismo.art.br/matema/eleaz11.gif" alt="" /></p>
<p><a href="http://moses.last.fm/download/19551488/Square%2BRoot.mp3">for non readers<br />
para não-leitores<br />
μάθημα<br />
</a></div>
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		<title>Η BIENNALE ΣΥΓΧΡΟΝΗΣ ΤΕΧΝΗΣ ΘΕΣΣΑΛΟΝΙΚΗΣ</title>
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		<pubDate>Sun, 27 May 2007 11:33:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[Η τελευταία συνάντηση των Δειπνοσοφιστών για την φετινή ακαδημαϊκή χρονιά 2006-2007 προγραμματίστηκε για την ερχόμενη Τετάρτη 30-05-2007. Το αρχικό θέμα συζήτησης ήταν ο Νίκος Καζαντζάκης και η έννοια της ελευθερίας< . Όμως επειδή οι Δειπνοσοφισταί δεν μπορούν να αφήνουν ευκαιρίες διαμάντια να ξεφεύγουν από τα χέρια τους, σας ετοίμασαν και μία πολύ ευχάριστη έκπληξη!!! Το [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Η τελευταία συνάντηση των Δειπνοσοφιστών για την φετινή ακαδημαϊκή χρονιά 2006-2007 προγραμματίστηκε για την ερχόμενη Τετάρτη 30-05-2007. Το αρχικό θέμα συζήτησης ήταν ο Νίκος Καζαντζάκης και η έννοια της ελευθερίας< . Όμως επειδή οι Δειπνοσοφισταί δεν μπορούν να αφήνουν ευκαιρίες διαμάντια να ξεφεύγουν από τα χέρια τους, σας ετοίμασαν και μία πολύ ευχάριστη έκπληξη!!!<br />
Το πρόγραμμα της συνάντησης θα είναι διμερές. Στο δεύτερο μέρος ο αναπληρωτής καθηγητής της νέας ελληνικής φιλολογίας κ. Δ.Χ. Γουνελάς θα συζητήσει με το κοινό τα περί Νίκου Καζαντζάκη.<br />
Στο πρώτο όμως μέρος για πρώτη φορά στην Ελλάδα και σε συνεργασία με το University of Music and Fine Arts Of PARANA (EMBAP) της Βραζιλίας, θα παρουσιάσουμε την Α' ραψωδία της Ιλιάδας του Ομήρου. Η παράσταση θα γίνει υπό την επίβλεψη του πανεπιστημιακού καθηγητή μουσικολογίας και σύνθεσης κ. Octavio Camargo, με πρωταγωνίστρια την κυρία Claudete Pereira Jorge, μία από τις τρεις διακεκριμένες ηθοποιούς στην Βραζιλία. Η μονόπρακτη θεατρική παράσταση θα γίνει στα Πορτογαλικά. Η πρόσκληση είναι ανοικτή σε όλους! Η συνάντηση θα αρχίσει στις 19:15 στο αμφιθέατρο νέας πτέρυγας της Φιλοσοφικής Σχολής.<br />
Είναι κάτι που κανείς δεν πρέπει να χάσει...!</p>
<p><a href="http://deipnosofistai.blogspot.com/">Αναρτήθηκε από &#8220;ΔΕΙΠΝΟΣΟΦΙΣΤΑΙ&#8221; στις 6:20 πμ   </p>
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		<title>fósforo aceso na madrugada uma carta de adeus queimada calada mais de uma vez por dia flores perdendo o tempo de serem dadas envelhecendo nas cinzas que a tarde fez da vida pétala a pétala conto todas as pétalas arrancadas da rosa que eu guardei no armário uma lembrança do mar de espinhos que a chuva tempestuosa da primavera detém num raio o apartamento que abandonei toda a mobília que não usei como sumir do porta-retrato que você guarda na sua mesa mas o dia amanheceu o dia manheceu amanhecer o dia me faz muito bem</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2034</link>
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		<pubDate>Sun, 27 May 2007 01:31:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[for non readers]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="450" height="500"><param name="allowScriptAccess" value="SameDomain" /><param name="movie" value=" http://static.scribd.com/FlashPaperS3.swf?guid=3xkbsa4liqoid&#038;document_id=85882" /><embed width="450" height="500" src=" http://static.scribd.com/FlashPaperS3.swf?guid=3xkbsa4liqoid&#038;document_id=85882" type="application/x-shockwave-flash"></embed></object> </p>
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		<title>O Arquivo</title>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2007 18:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitoriamario</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[mimosa]]></category>
		<category><![CDATA[upgrade]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8212;&#8212;&#8212;- Forwarded message &#8212;&#8212;&#8212;- From: giulianodjahjahbonorandi Date: 24/05/2007 14:16 Subject: [conselho DesCentro] O arquivo To: conselho@listas.descentro.org, ipe@lists.riseup.net O arquivo Victor Giudice No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos. joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/ipe.jpg' alt='ipe.jpg' /></p>
<blockquote>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;- Forwarded message &#8212;&#8212;&#8212;-<br />
From: giulianodjahjahbonorandi <boreste @gmail.com><br />
Date: 24/05/2007 14:16<br />
Subject: [conselho DesCentro] O arquivo<br />
To: conselho@listas.descentro.org, ipe@lists.riseup.net</p>
<p><strong>O arquivo</strong></p>
<p>Victor Giudice</p>
<p>No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em<br />
seus vencimentos.</p>
<p>joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso,<br />
embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não<br />
tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.</p>
<p>No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade.<br />
Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.</p>
<p>Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava<br />
satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.</p>
<p>Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.</p>
<p>O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.</p>
<p>Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um<br />
pouco maior: dezessete por cento.</p>
<p>Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.</p>
<p>Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em<br />
compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos<br />
rosada. O contentamento aumentou.</p>
<p>Prosseguiu a luta.</p>
<p>Porém, nos quatro anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu.</p>
<p>joão preocupava-se. Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas<br />
invejosos. Odiava-os. Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não<br />
desistia. Passou a trabalhar mais duas horas diárias.</p>
<p>Uma tarde, quase ao fim do expediente, foi chamado ao escritório principal.</p>
<p>Respirou descompassado.</p>
<p>— Seu joão. Nossa firma tem uma grande dívida com o senhor.</p>
<p>joão baixou a cabeça em sinal de modéstia.</p>
<p>— Sabemos de todos os seus esforços. É nosso desejo dar-lhe uma prova<br />
substancial de nosso reconhecimento.</p>
<p>O coração parava.</p>
<p>— Além de uma redução de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na<br />
reunião de ontem, rebaixá-lo de posto.</p>
<p>A revelação deslumbrou-o. Todos sorriam.</p>
<p>— De hoje em diante, o senhor passará a auxiliar de contabilidade, com menos<br />
cinco dias de férias. Contente?</p>
<p>Radiante, joão gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a<br />
diretoria, voltou ao trabalho.</p>
<p>Nesta noite, joão não pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do<br />
subúrbio.</p>
<p>Mais uma vez, mudou-se. Finalmente, deixara de jantar. O almoço reduzira-se<br />
a um sanduíche. Emagrecia, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia<br />
necessidade de muita roupa. Eliminara certas despesas inúteis, lavadeira,<br />
pensão.</p>
<p>Chegava em casa às onze da noite, levantava-se às três da madrugada.<br />
Esfarelava-se num trem e dois ônibus para garantir meia hora de<br />
antecedência. A vida foi passando, com novos prêmios.</p>
<p>Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O<br />
organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das<br />
estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia<br />
ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com<br />
os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.</p>
<p>O corpo era um monte de rugas sorridentes.</p>
<p>Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando<br />
completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia:</p>
<p>— Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais<br />
férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos<br />
sanitários.</p>
<p>O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A<br />
boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os<br />
objetivos. Tentou sorrir:</p>
<p>— Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha<br />
aposentadoria.</p>
<p>O chefe não compreendeu:</p>
<p>— Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro<br />
de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso<br />
quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está<br />
forte. Que acha?</p>
<p>A emoção impediu qualquer resposta.</p>
<p>joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A<br />
estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se,<br />
planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.</p>
<p>João transformou-se num arquivo de metal. </boreste></p></blockquote>
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		<title>rotunda</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2030</link>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2007 01:25:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tasos</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[This is one of the few buildings in round shape of the roman arquitecture. Built in Thessaloniki, a capital city of the roman empire for that period. Dated of the beginings of the 4th century after Christ. it has been used initially as a roman mausoleum, then as a christian ortodox church, after as a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/tessaloniki_rotunda_michalweb.jpg" title="tessaloniki_rotunda_michalweb.jpg"><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/tessaloniki_rotunda_michalweb.jpg" alt="tessaloniki_rotunda_michalweb.jpg" /></a></p>
<p>This is one of the few buildings in round shape of the roman arquitecture. Built in Thessaloniki, a capital city of the roman empire for that period. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Arch_and_Tomb_of_Galerius">Dated of the beginings of the 4th century after Christ.</a> it has been used initially as a roman mausoleum, then as a christian ortodox church, after as a muslin mosquee and then again an ortodox church, in 1912, and recently, after 1978, as a museum.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>cíclópe Trimegisto</title>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2007 16:05:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[Matema]]></category>
		<category><![CDATA[eixos]]></category>
		<category><![CDATA[mimosa]]></category>

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		<description><![CDATA[astronaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaauta profissssiocósmico espiral caleidoscópio PORTA ESTANDARTE PORTA ESTANDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAÀARTE Abacateeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiro sagrado no quintal da minha caaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaAASA você tambem podE tER 1 ¡ GOIABEIRA SAGRADA ! No Quintal da Viziiiinha Quintal da Goiaba, meu bem. Aqui não há nenhum girassoL mas eLE esta la mesmo assim bananeiraseportaestandarte]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DtafDyBZi00"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/DtafDyBZi00" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p><a href="http://youtube.com/watch?v=DtafDyBZi00">astronaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaauta profissssiocósmico</a><br />
espiral<br />
caleidoscópio<br />
PORTA ESTANDARTE<br />
PORTA<br />
ESTANDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAÀARTE</p>
<p>Abacateeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiro sagrado<br />
no quintal da minha caaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaAASA<br />
você tambem podE tER 1</p>
<p>¡ GOIABEIRA SAGRADA !</p>
<p>No Quintal da Viziiiinha<br />
Quintal da Goiaba, meu bem.</p>
<p>Aqui não há nenhum girassoL</p>
<p>mas eLE esta la mesmo assim</p>
<p>bananeiraseportaestandarte</p>
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		<title>Cozinhando [Canto I] + [entrevista com Claudete Pereira Jorge]+[exlibris]</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2026</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2026#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 May 2007 01:27:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[Você pode baixar o video &#8220;Claudete Pereira Jorge&#8221; &#8211; filmado no conSerto por Vass e editado em villacachorros por Lucida Sans. Participações de chgp, luc1, octavio, glerm. No link abaixo, os videos em alta definição : Claudete&#124;CantoI Claudete&#124;CantoI(english subtitles) também em hi-fi, o brutametragem &#8220;exlibris&#8221;: exlibris exlibris(english subtitles) tags: Brutametragens &#8211; versoes iniciais, recorte e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/exlibris_pb_zero_redux.png' alt='exlibris_pb_zero_redux.png' /></p>
<p>Você pode baixar o video &#8220;Claudete Pereira Jorge&#8221; &#8211; filmado no conSerto por Vass e editado em villacachorros por Lucida Sans. Participações de chgp, luc1, octavio, glerm. </p>
<p>No link abaixo, os videos em alta definição :</p>
<p><a href="http://189.4.13.247:8000/videos/eixos-claudete/claudetefinal.avi">Claudete|CantoI</a><br />
<a href="http://189.4.13.247:8000/videos/eixos-claudete/claudetefinal-en.avi">Claudete|CantoI(english subtitles)</a></p>
<p>também em hi-fi, o brutametragem &#8220;exlibris&#8221;:</p>
<p><a href="http://189.4.13.247:8000/videos/eixos-claudete/exlibris-pt.avi">exlibris</a><br />
<a href="http://189.4.13.247:8000/videos/eixos-claudete/exlibris.avi">exlibris(english subtitles)</a></p>
<p>tags: Brutametragens &#8211; versoes iniciais, recorte e cole, remixe.</p>
<p>Distribuídos sobre licença &#8220;Copyleft&#8221; a sua escolha, sem fins lucrativos e em beneficio do conhecimento e boa vontade.</p>
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		<title>ThessalonikiDesterro</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2024</link>
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		<pubDate>Wed, 23 May 2007 20:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hacktor</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[Roman Emperor Theodosius I(the Great) circa 390 Massaker von Thessaloniki Das Massaker von Thessaloniki war eine Vergeltungsaktion, die der römische Kaiser Theodosius I. im Jahre 390 an aufständischen Bewohnern der griechischen Stadt Thessaloniki durchführen ließ. Anlass der Aufstandsbewegung war die vom Heermeister des Kaisers, Butherich, angeordnete Verhaftung eines beliebten Wagenlenkers, der einen Diener oder sogar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www2.uol.com.br/historiaviva/conteudo/materia/materia_23.html"><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/floriano.jpg' alt='floriano' /></a><br />
Roman Emperor <strong>Theodosius I</strong>(the Great) <em>circa </em>390</p>
<p><strong>Massaker von Thessaloniki<br />
</strong><br />
Das Massaker von Thessaloniki war eine Vergeltungsaktion, die der römische Kaiser Theodosius I. im Jahre 390 an aufständischen Bewohnern der griechischen Stadt Thessaloniki durchführen ließ.</p>
<p>Anlass der Aufstandsbewegung war die vom Heermeister des Kaisers, Butherich, angeordnete Verhaftung eines beliebten Wagenlenkers, der einen Diener oder sogar den Heermeister selber versucht hatte sexuell zu verführen. Der Wagenlenker wurde in ein Gefängnis gesperrt, doch die Bürger von Thessaloniki verlangten die Freilassung des Wagenlenkers. Butherich, ein Gote, wurde im Verlauf des folgenden Aufruhrs ermordet, woraufhin Kaiser Theodosius einschritt und Hinrichtungen befahl, den Befehl aber kurz darauf (und zu spät) wieder zurücknahm. Im Hippodrom von Thessaloniki wurden jedoch von aufgebrachten gotischen Truppen angeblich 7.000 Menschen niedergemetzelt; die Zahl dürfte übertrieben sein, weist aber auf die Größenordnung des Massakers hin. Dieser Vorfall erregte den Zorn des Bischofs von Mailand, Ambrosius, der vom Kaiser Kirchenbuße forderte. Theodosius erklärte sich hierzu bereit, um wieder an der Messe teilnehmen zu können.</p>
<p>Zwar wurde die kaiserliche Autorität bei diesem Vorgang nicht in Frage gestellt, es wurde aber immerhin die gestiegene moralische Bedeutung der Kirchenvertreter deutlich, über deren Ansichten sich auch der Kaiser nicht mehr ohne weiteres hinwegsetzen konnte.</p>
<p><a href="http://travel.nytimes.com/travel/guides/europe/greece/thessaloniki/attraction-detail.html?vid=1154654618919"><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/h0205f.jpg' alt='flori-desterro' /></a><br />
Portrait of Roman Emperor <strong>Theodosius I</strong> (the Great), <em>circa </em>390 and a visual representation of the <a href="http://links.jstor.org/sici?sici=0075-4358(1972)62%3C25%3ATHAT%3E2.0.CO%3B2-J">Thessaloniki Hippodrome</a>.</p>
<p>When the Roman Empire was divided into eastern and western segments ruled from Byzantium/Constantinople and Rome respectively, Thessaloníki came under the control of the Eastern Roman Empire (Byzantine Empire). Its importance was second only to Constantinople itself. In 390 it was the location of a revolt against the emperor Theodosius I and his Gothic mercenaries. Botheric, their general, together with several of his high officials, were killed in an uprising triggered by the imprisoning of a favorite local charioteer for pederasty with one of Botheric&#8217;s slave boys.[4] 7,000 &#8211; 15,000 of the citizens were massacred in the city&#8217;s hippodrome in revenge – an act which earned Theodosius a temporary excommunication.<br />
<a href="http://debates.hipernet.ufsc.br/foruns/vozes/debates/mensagem.srv?o=d&amp;n=77&amp;m=526"><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/forte.jpg' alt='forte' /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>ExlibriS (v.0.41)</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2015</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2015#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 May 2007 17:25:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/z88bQy16XAM"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/z88bQy16XAM" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-f8PyF2nfsg"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/-f8PyF2nfsg" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/c7nhugolklE"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/c7nhugolklE" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
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		</item>
		<item>
		<title>[Where The Sabiá Sings] x [(Méthode S + n)/Oulipo]</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=2012</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=2012#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 May 2007 02:26:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hacktor</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[debates semióticos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://organismo.art.br/blog/?p=2012</guid>
		<description><![CDATA[Câncer do Existente Minha tese tem panfletos, Onde canta o Sabido; As avelãs que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso cevador tem mais estrema, Nossas vascularidades têm mais florenças, Nossos bostas-de-cabra têm mais videira, Nossa videira mais amorfos. Em cismar, sozinho, à nojeira, Mais preá-da-índia encontro eu lá; Minha tese tem panfletos, Onde canta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/towerofbabel.gif" alt="babel" /></p>
<p><strong><a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9thode_S_plus_n">Câncer do Existente</a></strong><br />
<em><br />
Minha tese tem panfletos,<br />
Onde canta o Sabido;<br />
As avelãs que aqui gorjeiam,<br />
Não gorjeiam como lá.</em></p>
<p><em>Nosso cevador tem mais estrema,<br />
Nossas vascularidades têm mais florenças,<br />
Nossos bostas-de-cabra têm mais videira,<br />
Nossa videira mais amorfos.</em></p>
<p><em>Em cismar, sozinho, à nojeira,<br />
Mais preá-da-índia encontro eu lá;<br />
Minha tese tem panfletos,<br />
Onde canta o Sabido.</em></p>
<p><em>Minha tese tem primulinas,<br />
Que tais não encontro eu cá;<br />
Em cismar — sozinho, à nojeira —<br />
Mais preá-da-índia encontro eu lá;<br />
Minha tese tem panfletos,<br />
Onde canta o Sabido.</em></p>
<p><em>Não permita deutério que eu morra,<br />
Sem que eu volte para lá;<br />
Sem que desfrute as primulinas<br />
Que não encontro por cá;<br />
Sem qu’inda aviste os panfletos,<br />
Onde canta o Sabido.</em></p>
<p><strong>(após <a href="http://www.stirlinglaw.com/ea/exilio.htm">Gonçalves Dias</a> + <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Oulipo">Oulipo</a>)</strong></p>
<p><strong>*n=11</strong></p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/lang-pt.gif' alt='lang-portugues' /></p>
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		</item>
		<item>
		<title>PPC_T Space at the 1 Biennale of Art</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=1996</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=1996#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 May 2007 22:58:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>BarbarelaK</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[Ilíadahomero planta seus tentáculos em Tessaloniki.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://picasaweb.google.co.uk/tnovaes/PPC_TSpaceAtThe1BiennaleOfArt"></p>
<p></a><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/dsc01223.jpg' title='dsc01223.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/dsc01223.jpg' alt='dsc01223.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/dsc01713.jpg' title='dsc01713.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/dsc01713.jpg' alt='dsc01713.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/dsc01479.jpg' title='dsc01479.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/dsc01479.jpg' alt='dsc01479.jpg' /></a></p>
<p><strong>Ilíadahomero planta seus tentáculos em Tessaloniki.</strong></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/dsc01495.jpg' title='dsc01495.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/dsc01495.jpg' alt='dsc01495.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/dsc01453.jpg' title='dsc01453.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/dsc01453.jpg' alt='dsc01453.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/dsc01576.jpg' title='dsc01576.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/dsc01576.jpg' alt='dsc01576.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/d.jpg' title='d.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/d.jpg' alt='d.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/dsc01722.jpg' title='dsc01722.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/dsc01722.jpg' alt='dsc01722.jpg' /></a></p>
<p><a href='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/dsc01237.jpg' title='dsc01237.jpg'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/dsc01237.jpg' alt='dsc01237.jpg' /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>o Aleph et le Alfa &amp; @ ou a</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=1995</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=1995#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 May 2007 21:41:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[clubeClaudete]]></category>
		<category><![CDATA[conSerto]]></category>
		<category><![CDATA[debates semióticos]]></category>
		<category><![CDATA[mimosa]]></category>
		<category><![CDATA[tabernaThadeu]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><embed style="width:400px; height:326px;" id="VideoPlayback" type="application/x-shockwave-flash" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docId=-9009902138061209670&#038;hl=en" flashvars=""></embed><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8zrgFX3Yhqk"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/8zrgFX3Yhqk" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iL1gNTsCTqw"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/iL1gNTsCTqw" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
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		<title>L´Épique aux Tropiques</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=1992</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=1992#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 May 2007 00:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mathieu Struck</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[clubeClaudete]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://organismo.art.br/blog/?p=1992</guid>
		<description><![CDATA[LA GLOIRE D´AGAMEMNON Statue du Baron du Rio Branco, Place Generoso Marques, Curitiba, Brésil, 2006. L´Iliade d´Homère, Chant I. Traduction d´Odorico Mendes (Brésil, 1799-1864). Tournée européenne de la compagnie de théatre Iliadahomero, en mai-juin 2007. Avec Claudete Pereira JORGE et direction d´Octavio CAMARGO. Au départ: Thessaloniki (pendant la Thessaloniki Biennale of Contemporary Art), Skopje, Istambul, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/curitiba_barao_mathieustruck_small.jpg' alt='curitiba_barao_mathieustruck_small' /><br />
<strong>LA GLOIRE D´AGAMEMNON</strong><br />
Statue du Baron du Rio Branco, Place Generoso Marques, Curitiba, Brésil, 2006.</p>
<blockquote><p>
<strong>L´Iliade d´Homère, Chant I.<br />
</strong>Traduction d´Odorico Mendes (Brésil, 1799-1864).</p>
<p>Tournée européenne de la compagnie de théatre <em>Iliadahomero</em>, en mai-juin 2007. Avec Claudete Pereira JORGE et direction d´Octavio CAMARGO.</p>
<p><strong>Au départ: Thessaloniki </strong>(pendant la <a href="http://www.thessalonikibiennale.gr/biennale.php?lang=2">Thessaloniki Biennale of Contemporary Art</a>), <strong>Skopje, Istambul, Sofia, München, Lisbonne, Porto&#8230; </strong></p>
<p>D´autres villes d´Europe peuvent contacter la compagnie (pour le séjour de mai 2007 ou de futures tournées), pour vérifier la possibilité d´une présentation. Pour cela, écrire au directeur Mr. <a href="mailto:octaviocamargo@gmail.com">Octávio CAMARGO</a> ou <a href="mailto:iliadahomero@yahoo.com.br">directement à la compagnie</a>.</p></blockquote>
<p>Le fichier pdf qui suit au dessous est un court essai a propos du travail et de la tournée de la compagnie <em>Iliadahomero </em>(illustré avec les photos de la dernière présentation de Me. JORGE à Curitiba avant le départ de la compagnie). Ces images sont en <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Domaine_public_en_droit_de_la_propri%C3%A9t%C3%A9_intellectuelle_fran%C3%A7ais">domaine public</a> et <strong>disponibles pour impression 20cm x 30cm</strong> <a href="http://www.tabblo.com/studio/photos/mathieustruck/">ici</a>.</p>
<p>Le fichier pdf contient aussi un court éssai photographique  de la ville de <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Curitiba">Curitiba</a> (qui héberge <em>Iliadahomero</em> depuis 1999) inspiré dans la thématique d´Homére. Les photos de cet essai sont sous licence <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/br/">Creative Commons CC-BY-SA 2.0</a>, ainsi que le texte de l´éssai proprement dit. Veuillez consulter <a href="mailto:mathieu.struck@gmail.com">l´auteur</a> pour d´autres usages.</p>
<p><object width="450" height="500"><param name="allowScriptAccess" value="SameDomain" /><param name="movie" value="http://static.scribd.com/FlashPaperS3.swf?guid=2n8sdf1g8f1kv&#038;document_id=69608" /><embed width="450" height="500" src="http://static.scribd.com/FlashPaperS3.swf?guid=2n8sdf1g8f1kv&#038;document_id=69608" type="application/x-shockwave-flash"></embed></object></p>
<blockquote><p><a href="http://www.scribd.com/word/download/69608?extension=mp3"><strong>Dave Bowman</strong>: What&#8217;s the problem?<br />
<strong>HAL</strong>: I think you know what the problem is just as well as I do. </a>
</p></blockquote>
<p>Download this pdf directly <a href="http://www.scribd.com/word/download/69608?extension=pdf">here</a>.</p>
<p><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/img_4463_small.jpg' alt='homemnu_mathieustruck_small' /><br />
<strong>L´ABANDON D´ACHILLE</strong><br />
Statue de l´Homme Nu, 2007<br />
Erbo STENZEL (Centénaire de l´État du Paraná, 1853-1953)</p>
]]></content:encoded>
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<enclosure url="http://www.scribd.com/word/download/69608?extension=mp3" length="8149056" type="audio/mpeg" />
		</item>
		<item>
		<title>ideograma zero: mimoSaondeoolhomira</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=1989</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=1989#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 May 2007 04:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[conSerto]]></category>
		<category><![CDATA[debates semióticos]]></category>
		<category><![CDATA[eixos]]></category>
		<category><![CDATA[mimosa]]></category>
		<category><![CDATA[upgrade]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/el_rascunho_l_redux.png' alt='el_rascunho_l_redux.png' /></center></p>
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		<item>
		<title>¡ la primabera empieza en santa fe !</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=1988</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=1988#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 May 2007 19:59:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;last rehearsal of the masterpiece &#8220;la primavera empieza en santa fé&#8221; by the itiberê orquestra familia workshop in sept 21, 2006, santa fé, argentina&#8221;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hvy57TwcZYQ"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/hvy57TwcZYQ" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p>&#8220;last rehearsal of the masterpiece <a href="http://www.youtube.com/watch?v=hvy57TwcZYQ">&#8220;la primavera empieza en santa fé&#8221;</a> by the itiberê orquestra familia workshop in sept 21, 2006, santa fé, argentina&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Canta-me, ó deuza(;;;)</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=1987</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=1987#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 May 2007 15:06:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pi</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://organismo.art.br/blog/?p=1987</guid>
		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://www.youtube.com/results?search=related&#038;search_query=ooioo%20Yoshimi%20p-we%20boredoms%20avant%20pop%20open%20your%20eyes%20you%20can%20fly&#038;v=Ma08IvICqAM'><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/vantagens.jpg' alt='vantagens.jpg' /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>UMA&#124;UMO&#124;Galáctica</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=1985</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=1985#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 May 2007 22:57:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://organismo.art.br/blog/?p=1985</guid>
		<description><![CDATA[UMA UMO Galáctica]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>UMA<br />
<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AyUjYJ5qdcU"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/AyUjYJ5qdcU" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p>UMO<br />
<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0suTT8BjJ84"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/0suTT8BjJ84" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p>Galáctica<br />
<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BdpS0zlGKbY"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/BdpS0zlGKbY" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>DIVERSIDADE DIGITAL E CULTURA, versão beta</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=1983</link>
		<comments>http://organismo.art.br/blog/?p=1983#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 May 2007 20:25:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://organismo.art.br/blog/?p=1983</guid>
		<description><![CDATA[Por Sérgio Amadeu da Silveira Este é um texto, versão beta, para ser levado ao &#8220;Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural: práticas e perspectivas&#8221;, organizado pelo Ministério da Cultura em parceria com a Organização dos Estados Americanos, que ocorrerá no final de junho, em Brasília. Este seminário tratará de discutir e indicar proposições para implementar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://lh6.google.co.uk/image/biancasantana/Rj8U-_kvDZI/AAAAAAAAAB0/Rf-Qc83gF4Y/s288/logo%20minc.JPG" alt="hacker ministro" /></p>
<p><em>Por Sérgio Amadeu da Silveira</em></p>
<p>Este é um texto, versão beta, para ser levado ao &#8220;Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural: práticas e perspectivas&#8221;, organizado pelo Ministério da Cultura em parceria com a Organização dos Estados Americanos, que ocorrerá no final de junho, em Brasília. Este seminário tratará de discutir e indicar proposições para implementar a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, da UNESCO, aprovada em 20 de outubro de 2005.</p>
<p>A convenção da Unesco reconheceu a necessidade de adotar medidas para proteger a diversidade das expressões culturais e enfatizou também a relação estratégica entre cultura e desenvolvimento sustentável. As manifestações e as expressões livres e libertadoras da cultura digital constituem recursos indispensáveis e essenciais para assegurar a diversidade geral das expressões culturais de nossas sociedades.</p>
<p>Reunindo ciência e cultura, antes separadas pela dinâmica das sociedades industriais, centrada na digitalização crescente de toda a produção simbólica da humanidade, forjada na relação ambivalente entre o espaço e o ciberespaço, na alta velocidade das redes informacionais, no ideal de interatividade e de liberdade recombinante, nas práticas de simulação, na obra inacabada e em inteligências coletivas, a cultura digital é uma realidade de uma mudança de era. Como toda mudança, seu sentido está em disputa, sua aparência caótica não pode esconder seu sistema, mas seus processos, cada vez mais auto-organizados e emergentes, horizontalizados, formados como descontinuídades articuladas, podem ser assumidos pelas comunidades locais, em seu caminho de virtualização, para ampliar sua fala, seus costumes e seus interesses.</p>
<p>A cultura digital é a cultura da contemporaneidade. Como bem lembrou o Ministro-hacker Gilberto Gil, em 2004, em uma aula magna na USP, &#8220;cultura digital é um conceito novo. Parte da idéia de que a revolução das tecnologias digitais é, em essência, cultural. O que está implicado aqui é que o uso de tecnologia digital muda os comportamentos. O uso pleno da Internet e do software livre cria fantásticas possibilidades de democratizar os acessos à informação e ao conhecimento, maximizar os potenciais dos bens e serviços culturais, amplificar os valores que formam o nosso repertório comum e, portanto, a nossa cultura, e potencializar também a produção cultural, criando inclusive novas formas de arte.&#8221;</p>
<p><img src="http://lh6.google.co.uk/image/biancasantana/Rj8U-_kvDZI/AAAAAAAAAB0/Rf-Qc83gF4Y/s288/logo%20minc.JPG" alt="hacker ministro" /></p>
<p>CULTURA DIGITAL, CIBERCULTURA E CULTURA DAS REDES</p>
<p>A maior construção da cultura digital é a Internet que &#8220;nasceu da improvável intersecção da big science, da pesquisa militar e da cultura libertária.&#8221; (CASTELLS) Deixando evidente que desde o início, &#8220;o remix é a verdadeira natureza do digital&#8221; (GIBSON). O digital é a meta-linguagem da cultura pós-industrial que avança no interior das redes informacionais e para fora delas, do ciberespaço para a atualização em novas sociabilidades. Por isso, a cultura digital é também a cibercultura e representa o novo estágio da cultura de rede.</p>
<p>A cibercultura então pode ser compreendida como &#8220;a forma sociocultural que emerge da relação simbiótica entre a sociedade, a cultura e as novas tecnologias de base micro-eletrônica que surgiram com a convergência das telecomunicações com a informática na década de 70.&#8221; (LEMOS) Ela também é &#8220;o movimento histórico, a conexão dialética, entre sujeito humano e suas expressões tecnológicas, através da qual transformamos o mundo e, assim, o nosso próprio modo de ser interior e material em dada direção (cibernética)&#8221;. (RÜDIGER).</p>
<p>A Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais (Convenção da Diversidade) definiu que &#8220;expressões culturais são aquelas que resultam da criatividade de indivíduos, grupos e sociedades e que possuem conteúdo cultural&#8221;. Assim, pensaremos neste texto as expressões culturais da cibercultura e sua relação com a diversidade em geral.</p>
<p>Todos os nove objetivos da Convenção da Diversidade, relatados a seguir, têm relação direta com o desenvolvimento atual da cultura digital. São objetivos definidos pela Convenção:</p>
<p>a) proteger e promover a diversidade das expressões culturais;</p>
<p>b) criar condições para que as culturas floresçam e interajam livremente em benefício mútuo;</p>
<p>c) encorajar o diálogo entre culturas a fim de assegurar intercâmbios culturais mais amplos e equilibrados no mundo em favor do respeito intercultural e de uma cultura da paz;</p>
<p>d) fomentar a interculturalidade de forma a desenvolver a interação cultural, no espírito de construir pontes entre os povos;</p>
<p>e) promover o respeito pela diversidade das expressões culturais e a conscientização de seu valor nos planos local, nacional e internacional;</p>
<p>f) reafirmar a importância do vínculo entre cultura e desenvolvimento para todos os países, especialmente para países em desenvolvimento, e encorajar as ações empreendidas no plano nacional e internacional para que se reconheça o autêntico valor desse vínculo;</p>
<p>g) reconhecer a natureza específica das atividades, bens e serviços culturais enquanto portadores de identidades, valores e significados;</p>
<p>h) reafirmar o direito soberano dos Estados de conservar, adotar e implementar as políticas e medidas que considerem apropriadas para a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais em seu território;</p>
<p>i) fortalecer a cooperação e a solidariedade internacionais em um espírito de parceria visando, especialmente, o aprimoramento das capacidades dos países em desenvolvimento de protegerem e de promoverem a diversidade das expressões culturais.</p>
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<p>A DIVERSIDADE É A ESSSÊNCIA DA CIBERCULTURA</p>
<p>Uma das principais hipóteses de Pierre Lévy é que a cibercultura expressa o surgimento de um novo universal, diferente das formas culturais que vieram antes dele, já que ele se constrói sobre a indeterminação de um sentido global qualquer. Ou seja, a cibercultura abriga pequenas totalidades, &#8220;mas sem nenhuma pretenção ao universal&#8221;. Podemos dizer que seu fundamento é a própria diversidade. Uma diversidade em contínua construção.</p>
<p>Entre as maiores expressões do ativismo cibercultural está o movimento conhecido como Metareciclagem. Avesso a qualquer totalização, o Metareciclagem constrói vínculos entre tecnologia e arte sem modelos predeterminados, de modo distribuído, sem imposições. Outro exemplo é o Estúdio Livre que trabalha um conceito de ambiente colaborativo, em constante desenvolvimento, que busca formar espaços reais e virtuais que estimulem e permitam a produção, a distribuição e o desenvolvimento de mídias livres. Todas as ferramentas deste ambiente são baseadas nos conceitos de software livre, conhecimento livre e apropriação tecnológica pelas comunidades de usuários.</p>
<p>Segundo a Convenção da Unesco, &#8220;diversidade cultural refere-se à multiplicidade de formas pelas quais as culturas dos grupos e sociedades encontram sua expressão. Tais expressões são transmitidas entre e dentro dos grupos e sociedades. A diversidade cultural se manifesta não apenas nas variadas formas pelas quais se expressa, se enriquece e se transmite o patrimônio cultural da humanidade mediante a variedade das expressões culturais, mas também através dos diversos modos de criação, produção, difusão, distribuição e fruição das expressões culturais, quaisquer que sejam os meios e tecnologias empregados.&#8221;</p>
<p>A expansão da cultura digital confunde-se com a expansão da Internet.</p>
<p>Mas a Internet foi construída sob forte influência da cultura hacker e, por isso, guarda seus traços, nos quais devemos destacar a liberdade de criação e a idéia de compartilhamento. Este espírito aberto permitiu construir o maior repositório de informações que a humanidade jamais viu. A cultura hacker gerou uma rede das redes e não uma rede única, uma rede absoluta. A diversidade dentro da colaboração foi e é um enorme feito dos arquitetos da Internet. Mas a Internet ganhou importância econômica e política e agora está sob constante ataque. Grupos e corporações gigantescas do mundo industrial querem conter a expansão da rede como um espaço de liberdade para o conhecimento e para a criação e recombinação digital da cultura. As tecnologias da informação são ambíguas. Servem ao controle e à liberdade, ao aberto e ao opaco. A cibercultura se realiza dentro deste terreno em disputa. De um lado, as operadoras de telecom querendo controlar a voz sobre IP, de outro o movimento Save the Internet, articulando a defesa da neutralidade dos protocolos da rede. As indústrias do entretenimento querendo impor o DRM e organizações como a Eletronic Frontier Foundation lutando pela liberdade de expressão e pelos inalienáveis direitos humanos na rede. Defender a diversidade cultural na rede passa pela defesa de uma cidadania digital, transnacional, e baseada na garantia dos direitos humanos e das liberdades fundamentais.</p>
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<p>DIVERSIDADE É RECOMBINANTE</p>
<p>O coletivo de mídia tática Critical Art Ensemble tem trabalhado desde o final do século XX com sua crítica profunda aos limites à criatividade impostos pelo sistema. Se Vannevar Bush havia nos alertado de que as nossas mentes pensam por associação, não seria estranho supor que nossa cultura realiza-se também por conexão, por constantes recombinações. De modo suficientemente claro, no texto Distúrbio Eletrônico, o Critical Art Emsemble conclama: &#8220;Deixemos que as noções românticas de originalidade, genialidade e autoria permaneçam, mas como elementos para a produção cultural sem nenhum privilégio especial acima dos outros elementos igualmente úteis. Está na hora de usarmos a metodologia da recombinação para melhor enfrentarmos a tecnologia do nosso tempo.&#8221;</p>
<p>A diversidade depende da liberdade dos fluxos e a criatividade precisa estar desimpedida para adotar todo o potencial da interatividade que é o devir da hipertextualidade e está presente em toda a expansão da web. Uma web que caminha cada vez mais para constituir-se de múltiplas práticas colaborativas. Alex Primo, ao analisar o aspecto relacional das interações na Web 2.0, esclareceu que &#8220;a interação social é caracterizada não apenas pelas mensagens trocadas (o conteúdo) e pelos interagentes que se encontram em um dado contexto (geográfico, social, político,temporal), mas também pelo relacionamento que existe entre eles. Portanto, para estudar um processo de comunicação em uma interação social não basta olhar para um lado (eu) e para o outro (tu, por exemplo). É preciso atentar para o &#8220;entre&#8221;: o relacionamento. Trata-se de uma construção coletiva, inventada pelos interagentes durante o processo, não podendo ser manipulado unilateralmente nem previsto ou determinado&#8221;.</p>
<p>O relacionamento recombinante é conflituoso e seu sentido é imprevisível, pois a linkagem aberta ou a co-linkagem garante a liberdade e a infinita disputa de caminhos e trilhas. Mas isso é vital para a diversidade. O princípio da Convenção da Unesco de igual dignidade e respeito por todas as culturas precisa incorporar o mesmo tratamento para as culturas recombinantes, para as ciberculturas. Nunca é demais lembrar das idéias de George P. Landow, um dos grandes estudiosos do hipertexto: &#8220;Las concepciones de autoría guardam uma estrecha relación com la forma de tecnología de la información que prevalece em un momento dado, y, cuando esta cambia o comparte su dominio com otra, también se modifican, para bien y para mal, las interpretaciones culturales de autoria.&#8221;</p>
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<p>A DEFESA DO ACESSO PARA ASSEGURAR AS POSSIBILIDADES DE DIGITALIZAÇÃO DAS EXPRESSÕES CULTURAIS</p>
<p>Alejandro Piscitelli argumenta que a &#8220;Internet fue el primer medio masivo de la historia que permitió uma horizontalización de las comunicaciones, uma simetria casi perfecta entre producción y recepción, alterando em forma indeleble la ecologia de los medios.&#8221; Este enorme feito democratizante não conseguiu ainda reverter as tendências concentradoras que se ampliam com as assimetrias sócio-econômicas. Javier Bustamante Donas, ao discutir a relação entre a cibercultura e a ecologia da comunicação, afirmou que &#8220;el acceso a Internet y su uso como vehículo de transmisión de ideas y de comunicación personal va sin duda a establecer nuevos criterios de diferenciación social entre los ciudadanos de la nueva cibercultura. Individuos, empresas, colectivos sociales que no tengan acceso por razones económicas, técnicas o de rechazo psicológico, se encontrarán en una posición precaria a la hora de definir su presente y su futuro.&#8221;</p>
<p>Não podemos privar as comunidades locais, tradicionais ou não, bem como os artistas e produtores culturais da possibilidade de migração de sua produção simbólica para o interior da redes, para o ciberespaço. Para assegurar que a expressão das idéias e manifestações artísticas possam ganhar formatos digitais e, também, para garantir que os grupos e indivíduos possam criar, inovar e re-criar peças e obras a partir do próprio ciberespaço, são necessárias ações públicas de garantia de acesso universal à rede mundial de computadores. Sem inclusão digital de todos os segmentos da sociedade, a cibercultura não estará contemplando plenamente a diversidade de visões, de expressões, de comportamentos e perspectivas.</p>
<p>Bem alertou-nos Javier Bustamante que &#8220;sin una pluralidad de fuentes no se puede hablar de libertad de pensamiento, conciencia o religión. Sin acceso a medios de alcance internacional no tiene sentido hablar de libertad de opinión y de difusión de las mismas sin limitación de fronteras&#8221;. Por isso, a cultura da diversidade digital é ampliada pelas práticas de compartilhamento de conhecimento, de tecnologias abertas, de expansão de telecentros, de oficinas de metareciclagem, de pontos de cultura. Essas iniciativas precisam ser amplificadas, uma vez que executam o princípio do acesso eqüitativo presente na Declaração da Unesco: &#8220;O acesso eqüitativo a uma rica e diversificada gama de expressões culturais provenientes de todo o mundo e o acesso das culturas aos meios de expressão e de difusão constituem importantes elementos para a valorização da diversidade cultural e o incentivo ao entendimento mútuo&#8221;.</p>
<p>Quanto maior a inclusão digital da sociedade, maiores serão as possibilidades da diversidade cultural. Quanto maior a liberdade para as práticas colaborativas na rede, wikis, softwares livres, ações P2P, blogs, espectro aberto, mais extensa será sua inteligência coletiva criativa.</p>
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<p>REALIDADES ALTERNATIVAS, SIMULAÇÕES E MÚLTIPLAS IDENTIDADES</p>
<p>A cultura digital envolve a simulação, as realidades virtuais e as realidades alternativas. Ciborgues não são somente metáforas, como nos ensinou Donna Haraway. A crise das identidades que ocorria já nas sociedades industriais evoluiu para um cotidiano pendular entre identidades ausentes e anonimato, de um lado, e múltiplas identidades, de outro.</p>
<p>Jogos em rede envolvem milhões de pessoas, avatares se enfrentam e se articulam em um cenário virtual onde também estão inseridas as diversas comunidades virtuais de relacionamento, e que criam caminhos de mão dupla virtual-atual e presencial-ciberespacial.</p>
<p>Nesse cenário, de ausentes e múltiplos, de choque de sociabilidades, é que também devemos enfatizar o papel das identidades únicas e das identidades étnicas. A riqueza da diversidade dependerá do fortalecimento de diversos elementos constitutivos das identidades coletivas que compõem uma cultura. A Convenção da Unesco recordou &#8220;que a diversidade lingüística constitui elemento fundamental da diversidade cultural&#8221;. Então, a diversidade digital exige a produção de conteúdo em diversas línguas e dialetos em sites, portais, na blogosfera, na videosfera e nos ambientes de realidade alternativa.</p>
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<p>ASSEGURAR A LIBERDADE DOS FLUXOS, DO CONHECIMENTO E DA CRIAÇÃO</p>
<p>Eugenio Trivinho nos alertou que &#8220;ao mesmo tempo que a miniaturização das tecnologias comunicacionais permite o maior poder de movimentação nas cidades reais, materiais, gera também um maior efeito de ilusão de liberdade. Para evitar confusão: um contexto histórico que confere mobilidade corporal assistida pela potência da comunicação à distância nem por isso concede maior liberdade aos indivíduos, ou uma liberdade genuína, isenta de constrangimentos, coações e controles&#8221;. (112-113) No cenário da cibercultura, a liberdade exige arquiteturas abertas aos fluxos de conhecimento. Nunca foi tão possível compartilhar conhecimento quanto na era das redes informacionais.</p>
<p>Nunca foi tão rápido, barato e fácil trocar informações. Os economistas da informação sabem que o principal insumo da informação é a própria informação. A matéria-prima do conhecimento é a própria informação codificada ou conhecimento. A informação não possuí as restrições limitadoras dos bens materiais. Informações, desconhecem a escassez e o desgaste no uso. Podem ser usadasde modo ilimitado e reproduzidas a custo zero.</p>
<p>Exatamente estas características inerentes aos bens informacionais, ou seja, as informações é que são combatidas pelos gigantes da era industrial. Buscam realizar uma cruzada pelo enrijecimento das leis de propriedade das idéias, por criminalizar o compartilhamento de idéias, de algoritmos e de criações artísticas. Invadem centros acadêmicos à procura de cópias xerox de livros e retrocedem na interpretação do uso justo do conhecimento.</p>
<p>Esses guerreiros da propriedade privada das idéias, esquecem que, ao contrário dos bens materiais, o conhecimento cresce quando é compartilhado. Provavelmente desconsideram a brilhante explicação de George Bernard Shaw, dramaturgo e crítico literário irlandês: &#8220;Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã e trocarmos estas maçãs, então eu e você teremos ainda apenas uma maçã. Mas se eu tenho uma idéia e você tem uma idéia, e trocarmos nossas idéias, então cada um de nós terá duas idéias&#8221;.</p>
<p>A cibercultura para avançar precisa derrubar as barreiras da liberdade de conhecimento. As redes não podem ser malhas de uma &#8220;informática da dominação&#8221;, termo bem cunhado por Donna Haraway. A biotecnologia não deveria construir seu caminho baseando-se na modelo de negócios dos alimentos transgênicos, que buscam controlar, por meio de patentes, o conhecimento sobre as formas de reprodução da vida. A opacidade dos códigos (softwares, protocolos e padrões) é grave. Como bem alertou-nos o jurista Lawrence Lessig, &#8220;no ciberespaço o código é a lei&#8221;.</p>
<p>Lessig ao analisar como a grande mídia usa a tecnologia e a lei para bloquear a cultura e controlar a criatividade, escreveu que a &#8220;oportunidade para criar e transformar está enfraquecida em um mundo no qual a criação depende de permissão judicial, e a criatividade precisa sempre consultar um advogado.&#8221; (183) Para evitar uma anemia cultural generalizada promovida pelas tentativas de controlar privadamente o conhecimento e a cultura é que crescem mobilizações como o Creative Commons, um movimento de licenciamento que busca reequilibrar o cenário de propriedade intelectual, dando maior espaço às características básicas da cultura digital, entre elas a recombinação, o sampling, a liberdade de cópia.</p>
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<p>A ECONOMIA DA CIBERCULTURA É BASEADA NO RELACIONAMENTO E NÃO NA PROPRIEDADE</p>
<p>John Perry Barlow, letrista, músico, ciberativista, autor do Manifesto de Independência do Ciberespaço, fundador da Eletronic Frontier Foundation, escreveu os princípios da economia de uma cultura digital, de uma cibercultura. Barlow captou a tendência de a economia se basear cada vez mais em serviços. Nela, o valor da propriedade perde força diante dos valores do relacionamento.</p>
<p>Ele escreveu que &#8220;a maioria de nós vive hoje graças à inteligência, produzindo &#8216;verbos&#8217;, isto é, idéias, em vez de &#8216;substantivos&#8217;, como automóveis e torradeiras.(&#8230;) Médicos, arquitetos, executivos, consultores, advogados: todos sobrevivem economicamente sem serem &#8216;proprietários&#8217; de seu conhecimento [...] É um consolo saber que a espécie humana conseguiu produzir um trabalho criativo decente durante os 5.000 anos que precederam 1710, quando o Estatuto de Anne, a primeira lei moderna de direitos autorais, foi aprovada pelo Parlamento Britânico. Sófocles, Dante, da Vinci, Botticelli, Michelangelo, Shakespeare, Newton, Cervantes, Bach – todos encontraram motivos para sair da cama pela manhã, sem esperar pela propriedade das obras que criaram&#8221;.</p>
<p>Sua conclusão é empiricamente consistente: &#8220;Mesmo durante o auge do direito autoral, conseguimos algo bastante útil de Benoit Mandelbrot, Vint Cerf, Tim Benners-Lee, Marc Andreessen e Linus Torvalds. Nenhum deles fez seu trabalho pensando nos royalties. E há ainda aqueles grandes músicos dos últimos cinqüenta anos que continuaram fazendo música mesmo depois de descobrir que as empresas fonográficas ficavam com todo o dinheiro [...] relacionamento, junto com serviço, é o centro daquilo que suporta todo tipo de &#8220;trabalhador moderno do conhecimento&#8221;.</p>
<p>Na economia digital colaborar é mais eficiente que simplesmente competir. Um número crescente de empresas está percebendo as enormes vantagens das práticas colaborativas para a inovação e a manutenção de seus negócios. As redes informacionais viabilizam novas práticas sociais e de geração de riquezas que eram difíceis e até impossíveis de se implementar na chamada era industrial.</p>
<p>O professor de direito da Universidade de Yale, Yochai Benkler, no livro The Wealth of Network, disponível na web, demonstrou que uma série de mudanças nas tecnologias, na organização econômica e na produção social estão criando novas oportunidades e possibilidades de produzir informação, conhecimento e cultura. Essas mudanças, segundo Benkler, estão ampliando o papel da produção não-proprietária e colaborativa, realizada por indivíduos isolados e por esforços cooperativos de milhares de pessoas. É o caso, por exemplo, do desenvolvimento de software livre, uma típica criação da cultura digital.</p>
<p>O modelo de desenvolvimento e uso de software livre se baseia na colaboração. Programas de computador extremamente complexos são criados e mantidos por comunidades de interessados. Um dos seus maiores exemplos, o GNU/Linux, é um sistema operacional livre, mantido por aproximadamente 150 mil pessoas espalhadas pelo planeta. Como todo e qualquer software, o GNU/Linux precisa ser atualizado constantemente para acompanhar a evolução dos computadores e demais softwares. Antes que uma nova versão do GNU/Linux seja considerada estável, ela é testada e corrigida por uma comunidade gigantesca de apoiadores. As chances de ter suas falhas mais rapidamente encontradas e superadas é bem maior do que no modelo proprietário e fechado. A qualidade das versões está diretamente vinculada à quantidade da inteligência coletiva agregada na rede mundial de computadores. Sem dúvida, a coordenação do processo é o elemento mais sensível e complexo das práticas colaborativas em rede.</p>
<p>O que cada colaborador doa, em tempo de trabalho, para o desenvolvimento do GNU/Linux é bem menor do que obtém de retorno. Essa lógica levou ao antigo Big Blue, a IBM, e outras grandes corporações a apostarem no desenvolvimento colaborativo. Apache é um dos maiores sucessos mundiais do software livre. Ele serve para hospedar páginas da web e está presente em mais de dois terços dos servidores web do planeta. Imbatível. Obteve esta posição sem gastar um centavo em propaganda. Nunca precisou, ele é desenvolvido colaborativamente e sua estabilidade é incomparavelmente superior ao do concorrente proprietário.</p>
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<p>CULTURA DIGITAL E CIBERESPAÇO: AS FRONTEIRAS COM OS ESTADOS-NAÇÃO</p>
<p>A Internet carrega e conecta os fluxos da cultura digital, transitando pelas diversas infra-estruturas dos países controlados por Estados nacionais. Todavia, a rede é transnacional. Construída sob forte influência da cultura hacker para ser livre, conectada por protocolos de comunicação que buscam manter liberadas as vias de compartilhamento de dados e interação de informações. A internet é o corpo do ciberespaço.</p>
<p>Mas os tempos de globalização, de auge das tentativas de desmonte geral do que é público, de prevalência do privado, de expansão do consumismo totalitário, do desrespeito ao local e às culturas tradicionais, gerou fortes reações, algumas de reprodução em larga escala da intolerância. Reforçou-se o cenário de ambivalências. Estados Nacionais poderosos e megacorporações tentam criar condições para controlar os fluxos das redes, a Internet. Totalitários de plantão reúnem argumentos para interferir nos protocolos, na independência de cada uma das camadas que compõem a rede, para vigiar os pacotes de informação, para manter ditaduras ou níveis de lucratividade. Tanto faz!</p>
<p>O ciberespaço precisa ser livre. O acesso precisa ser livre. A navegação precisa ser livre. A governança da Internet é também a governança do ciberespaço. Ela não pode representar um retrocesso nas liberdades conquistadas, do contrário, teremos ataques à criatividade, ao compartilhamento de informações, à diversidade de manifestações e expressões da cultura digital. A defesa da diversidade digital passa pela defesa de um modelo de governança da rede que seja multistakeholder, que garanta o peso devido às organizações da sociedade civil mundial de interesse público, que assegure uma cidadania digital global, que mantenha as liberdades fundamentais do homem.</p>
<p>O importante princípio da soberania nacional inserido na Convenção da Unesco não pode ser usado para anular o princípio da abertura e do equilíbrio, segundo o qual &#8220;ao adotarem medidas para favorecer a diversidade das expressões culturais, os Estados buscarão promover, de modo apropriado, a abertura a outras culturas do mundo e garantir que tais medidas estejam em conformidade com os objetivos perseguidos pela presente Convenção&#8221;.¨</p>
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<p>COMO APOIAR A CULTURA DIGITAL NA PERSPECTIVA DA DIVERSIDADE. QUAIS OS PARAMETROS PARA POLÍTICAS PÚBLICAS ADEQUADAS?</p>
<p>É necessário estruturar políticas públicas que incentivem a cultura digital.</p>
<p>Os fundos de tecnologia e telecomunicação devem assegurar linhas especiais de pesquisa e de produção de tecno-arte, de tecnologias abertas e livres. Devem estudar formas jurídicas adequadas para o financiamento de projetos de coletivos tecnológicos, tais como para as comunidades de software livre, de meta-reciclagem, de midia-ativismo e cibercultura, bem como, os coletivos de conexão cooperativa.</p>
<p>É preciso assegurar que as comunidades tenham recursos para portar seus conteúdos para a rede informacional. Daí a importância decisiva dos estúdios livres de cibercultura.</p>
<p>É fundamental construir uma política de convergência digital para o que é comum, para a sociedade civil, para digitalizar as rádios e TVs comunitárias, para garantir experimentos comunitários de conexão aberta.</p>
<p>É importante incentivar a expansão das cidades digitais.</p>
<p>É vital garantir que sejam expandidas as faixas de frequência do espectro radioelétrico para uso comum. A sociedade precisa discutir o destino das faixas de freqüência que estão sendo utilizadas atualmente pelas emissoras de TV para transmissão analógica. Quando a implantação da TV digital estiver completa, estas faixas poderão ser transformadas em espectro aberto, em via de uso comum, com o uso de rádios transmissores, receptores inteligentes e outras tecnologias digitais.</p>
<p>É preciso incentivar a produção de conteúdos digitais para a mobilidade, para o cenário de realidades alternativas, jogos em rede e digitalização crescente do broadcasting, bem como, para a expansão das webTVs distribuídas.É preciso incentivar o crescimento do domínio público, bem como, garantir a liberdade para o conhecimento e a cultura.</p>
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<p>COMO GARANTIR A EXPANSÃO DA PESQUISA DA CIBERCULTURA?</p>
<p>O Ministro da Cultura Gilberto Gil, na aula inaugural que realizou na USP, no dia 10 de agosto de 2004, afirmou que &#8220;é hora de a pesquisa científica acerca da cultura conquistar novos vôos, ganhar maior consistência, rigor e autonomia.</p>
<p>É preciso pensar a universidade também como um &#8216;locus&#8217; da cultura, seja das expressões artísticas, seja da difusão, ou reflexão, ou da preservação.&#8221; Nesse sentido, é preciso pensar propostas que garantam a ampliação da pesquisa da cultura digital.</p>
<p>É preciso articular mais pesquisas básicas e experimentais, multidisciplinares, que ampliem a compreensão das tecnologias de informação e comunicação em um contexto de redes e da cultura digital.</p>
<p>É preciso criar nós e articulações mais freqüentes entre os vários atores e pesquisadores de cibercultura.É preciso incentivar redes de pesquisa da cultura digital.</p>
<p>É preciso criar encontros, desconferências, festivais, prêmios e incentivos à pesquisa da cibercultura e sua relação múltipla com diversos contextos.</p>
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<p>POR UM PACTO PELA LIBERDADE PARA O CONHECIMENTO E A CRIAÇÃO</p>
<p>A cultura digital é a cultura que trabalha com a plena criatividade. Não está limitada ao ideal romântico de originalidade exclusiva, espalha-se pela idéia de recombinação, de remixagem, de fusão, de derivação, de destruição de todos os entraves à criação, de obra contínua, ilimitada, fundamentalmente aberta. Trata da novidade e da reconfiguração. Cultiva a colaboração e o compartilhamento tal como o antigo ideal científico. A ciência pouco avançaria se não fosse ela própria cumulativa e recombinante. A cultura digital é a aproximação da ciência e da cultura, mediada pelas tecnologias informacionais.</p>
<p>A liberdade para o conhecimento, a transparência para os códigos que intermedeiam a comunicação humana, a criação sem entraves, a superação da mercantilização totalitária da cultura, as possibilidades simuladoras e emancipadoras do ciberespaço são fundamentos que devemos defender se quisermos um mundo de riqueza da diversidade.</p>
<p>Cultura digital, anti-totalitária, depende da liberdade para o conhecimento e para a criação.</p>
<p>postado em:<a href="http://diversidadedigital.blogspot.com/"> http://diversidadedigital.blogspot.com/<br />
</a></p>
<p><a href="http://http://www.youtube.com/watch?v=8__GrqXKMdA"><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/screenshot-5.png' alt='linha direta' /></a></p>
<p><strong>[conselho DesCentro] UTILIDADE PÚBLICA:[desejados] AGENDA minc   Caixa de entrada</strong></p>
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<em>	eiabel lelex 	</em> para conselho</p>
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 17 Mai (23 horas atrás)<br />
utilidade pública para quem ainda não tem o anexo&#8230;acesso&#8230;</p>
<p>outra dica é que a debora que me encaminhou a msg é uma cara super envolvida na questão audivisual ediversidade cultural, convenção da unesco enfim&#8230;</p>
<p>acho que Des).(Centro poderia se interessar pelo assunto, pois não temos legislação orgânica para defender a área audiovisual no País, o que escancara as cancelas do mercado &#8220;livre&#8221; em que atuam as oligomonopolizantes distribuidoras hollywoodianas nos circuitos exibidores das telas, telões e telinhas; não nos preparamos para entrar na Nova Comunicação (&#8220;new media&#8221;), que, por satélites, geração e transmissões, se embrecha pelas ondas hertzianas da radiofonia nos universos virtuais (a Internet II já está pronta para aumentar a confusão e o domínio da Hiperpotência unilateral-audiovisual, asseclas e prepostas); as TVs por satélite que operam no Brasil pertencem, há algum tempo já, ao indefectível Grupo australiano-estadunidense de Rupert Murdoch (News Corp), que acaba de trocar com o John Malone, velho amigo e agora rival, a Liberty Media, trocando-a pela DirecTV. Malone, que contava com 19% da News Corp, ameaçava o império familiar do dono das SkyTVs.<br />
Esse universo precisa de seguimento acurado, pois evolui com extrema velocidade quotidiana. Seus negócios, avanços tecnológicos, manobras junto a governos e implicações decorrentes têm de ser perseguidos sem quartel pelos membros da Coalizão brasileira(pessoas, grupos envolvidos nas questões audivisual). Sobre o Afeganistão e o Iraque, por exemplo, os EUA lançaram emissoras transrregionais, a Rádio Sáua (Sawa) e a TV Al-Hurra, superpondo-as aos vetores transnacionais da CNN, ABC, NBC, CBS e Fox News (Murdoch), BBC World, TV5 e outras. Enquanto se debate, com a modéstia de objetivos de sempre, o destino das TVs públicas no Brasil, na mente da maioria confundidas com TVs estatais &#8211; deve ser mania de Estado Novo (1937-45) &#8211; ninguém pensa na fusão das TVE e TV Cultura.<br />
Injetando-lhes somas maciças de investimentos, treinando pessoal em similares no exterior, i.e., em países que contam com TVs públicas exemplares e competitivas (cf a ABC e a SBS australianas), descambamos nas conceitualizações.<br />
Pois o Brasil precisa urgentíssimo, para ontem, de uma grande TV pública que instrua e divirta o público, produzindo e importando programas, passando telenovelas, shows de auditório, filmes de valor artístico e comédias musicais, noticiários independentes munidos de visão crítica e comentaristas de fala clara e compreensível, mediante correspondentes próprios no exterior, programação em espanhol para a América do Sul, seções amazônicas, sul-americana, andinas, publicidade comercial (não mais que quatro minutos/hora), funcionamento dia e noite (55% com programação brasileira). A língua espanhola precisa, aos poucos, apresentar-se diante dos espectadores, tornar-se natural, ajudando a sul-americanizarmo-nos e perdemos manias alienantes de que pertencemos ao Centro do Ocidente. Ciclos retropectivos do Neo-Realismo italiano, do Cinema Estadunidense dos anos-20/50, da Nouvelle Vague, do Cinema Polaco, Húngaro, Tcheco, Alemão, Iraniano, Sueco, Chinês, Japonês, Dinamarquês, Japonês, dos cinemas Argentino, Mexicano, Cubano, Chileno, Peruano, Colombiano, centro-americanos, caribenhos. Seria o veículo de nossa integração aos povos vizinhos para quem viramos as costas. Algo está mudando, do México à Patagônia, logo mudemos juntos, pelo veículo de uma poderosa e agradável TV Brasil.<br />
Diversidade Cultural não pode ser expressão vazia, muito menos seguir os modelos estrangeiros, sobretudo franceses. Temos de saber o que é a África, o Oriente Médio, a Índia, a China, a Ásia Central, cooperando com suas TVs públicas. Concretudes e substâncias, retóricas postas de lado &#8211; eis a fórmula que nos convém para praticarmos o &#8220;nosso&#8221; conceito de diversidade. As TVs árabes Al-Jazeera e Al-Arabia são exemplares no processo de transrregionalização, agora de transnacionalização a primeira.<br />
Diversidade Cultural não é nacionalismo, muito menos internacionalismo demagógico. É alavanca de freio às mundividências unilaterais do Império (sentido negriano do termo). Se não praticada naturalmente, ligada mais às multidões do que &#8220;para&#8221; ela, segundo os donos do poder forjam o que elas não são. Multidões são as que interrompem Seattle, quase o conseguem em Gênova, criam problemas aos organizadores dos encontros de titica em toda a parte e não mais são atendidas pelas instituições (governos, parlamentos, cortes de Justiça). A Diversidade Cultural é delas, não das &#8220;autoridades&#8221; e dos grupelhos de intectuais e (de)&#8221;formadores&#8221; de opinião. Ser público é ser comunitário, nunca &#8220;estatal&#8221; ou &#8220;privado&#8221;. Vamos torcer nesse sentido? acho que todos se beneficiarão.<br />
acho que deu efeit-colateral&#8230; desculpe se extrapolei&#8230;</p>
<p>abs&#038;besos<br />
lelexnicanauseajacobinad&#8217;arc</p>
]]></content:encoded>
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		<title>(x)(sch)emelizar</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=1982</link>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2007 17:25:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glerm</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu xemelizo Tu xemelizas Ele xemeliza Nós xemelizamos (ou nós xemelizam) Vós xemelizais Eles xemelizam Entendendo a Plataforma Agregadora (coleção de textos organizados por DanielPadua) xemelizando cada vez mais: RSS, identidade digital e a evolução da web colaborativa demandas locais: agregação do sistema minc &#124; mapsys conversê estudiolivre a agregação XML via bot: solução local [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Eu xemelizo<br />
Tu xemelizas<br />
Ele xemeliza<br />
Nós xemelizamos (ou nós xemelizam)<br />
Vós xemelizais<br />
Eles xemelizam</p></blockquote>
<h1>Entendendo a Plataforma Agregadora</h1>
<p>(coleção de textos organizados por <a href="http://xemele.cultura.gov.br/documentador/wikka.php?wakka=DanielPadua" title="">DanielPadua</a>)</p>
<ul>
<li> xemelizando cada vez mais: RSS, identidade digital e a evolução da web colaborativa
</li>
<li> demandas locais: agregação do sistema minc | mapsys   conversê   estudiolivre
</li>
<li> a agregação XML via bot: solução local   movimento global</li>
</ul>
<p></p>
<h2><strong><a name="historico"><i>Xemeliza isso aí&#8230;</i>: conhecendo a história do termo xemelê</a></strong></h2>
<p><em><a class="ext" href="http://xango.metareciclagem.org/xemele/xemele_como_conceito">original</a><span class="exttail">∞</span> por <a class="ext" href="http://fff.hipercortex.com">Felipe Fonseca</a><span class="exttail">∞</span></em></p>
<p><em><br />
Há cerca de dois anos, no meio da efervescência do projetometafora, um problema se repetia, como é comum em listas de discussão compostas de pessoas com repertórios diversos: a tendência ao jargão. Pessoas com know-how em uma ou outra área tendem a adotar um palavreado indecifrável aos &#8220;leigos&#8221;. Não chega a atrapalhar em comunidades de prática, ambientes que têm por objetivo alcançar uma espiral de especialização de conhecimento. Mas nossos objetivos com o projetometafora eram outros. Na verdade, não sei exatamente quais eram nossos objetivos, mas estávamos procurando uma maneira de pôr pessoas pra conversar. E garantir que um jornalista, um designer, um pedagogo e um desenvolvedor de software conversem e planejem ações em comum é extremamente complicado com a tendência ao jargão. Queríamos que todos pudessem opinar sobre um projeto ou ação específicos.</p>
<p>Um belo dia, um engenheiro que cursava o mestrado na Unicamp enviou uma mensagemsobre agentes distribuídos. Eu não entendi quase nada. Respondi: &#8220;xemeleia aí que eu não entendi nada&#8221;. Foi o necessário. Sem querer, transformei &#8220;XML&#8221; em verbo. XML é uma linguagem simples em texto que permite que diferentes sistemas troquem informações entre si.</p>
<p>Depois transformaríamos em substantivo novamente, mas já devidamente tropicalizado: &#8220;xemelê&#8221; como uma espécie de denominador comum das conversas, um esforço para manter uma linguagem simples, livre de jargões, compreensível pelo maior número possível de pessoas. Um MMC (ou MDC?) da comunicação.</p>
<p>Quando a lista no yahoogroups começou a lotar, criamos nossa lista no mailman do vilago (que bravamente hospeda o projetometafora até hoje) e a chamamos xemelê. Mas o tempo passou, a conversa esvaziou, o projetometafora foi abandonado por todos e perdemos os arquivos da lista xemelê. A maior parte das pessoas que colaboravam com o projetometafora migraram para o metareciclagem. E passamos um bom tempo criando alternativas de apropriação tecnológica.</p>
<p>Acontece que o que nos atraía para o projetometafora não acontecia mais. Criar coletivamente, debater diversos assuntos, dedicar-se à masturb4ção mental, eram malvistos no ambiente metareciclagem, por essência muito mais objetivo e pragmático.<br />
No meio do ano passado, cheguei a planejar com o sapo a retomada das conversações do projetometafora. Nenhum dos dois tinha tempo, e o domínio ficou vago, ocasionalmente abrigando experimentações para outros projetos.</p>
<p>No fim do ano passado, fui à Índia apresentar um overview do metareciclagem para a plataforma Waag/Sarai, e voltei um pouco frustrado. <br />
Pareceu que nós éramos meros recicladores de computadores, o que estava longe da verdade. Mas também é fato que as conversas que balizaram tantos projetos já não tinham mais um ambiente online para transcorrer.</p>
<p>Certa tarde, voltando com o Hernani de Santo André, na estação de trem, pensamos em retomar aquelas conversações. Ressuscitaríamos o projetometafora. Tentamos. As pessoas estavam secas pela conversa. Mas a maioria via projetometafora como uma TAZ. E debatemos por algum tempo uma nova taxonomia para isso tudo. Aconteceu que colab virou (está virando) a matriz conceitual. <a class="ext" href="http://www.metareciclagem.org">Metareciclagem</a><span class="exttail">∞</span> persiste como solução tecnológica e estrutural. <a class="missingpage" href="http://xemele.cultura.gov.br/documentador/wikka.php?wakka=MeMeLab/edit" title="Create this page">MeMeLab</a> está voltando como núcleo de pesquisa e experimentação de mídia e linguagem.</p>
<p>E xemelê? Xemelê é um nome que continua buscando a facilitação das conversações. Nessa nova encarnação, concentrando a pesquisa sobre colaboração online, aprendizado distribuído, sistemas de conversações e assuntos correlatos.</p>
<p>Essa definição é duradoura? Espero que não. O que vem a seguir, só esperar.<br />
</em></p>
<blockquote><p>
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Il%C3%ADada">Resumo&#8221;Vikipediano&#8221;</a> de um dos mapas da matriz radical-prefixo-sufixo surgida no Mediterrâneo:</p>
<p>Resumo dos Cantos</p>
<p>    * Canto I: É o décimo ano da guerra de Tróia. Aquiles e Agamémnom se desentendem devido a disputa sobre uma jovem cativa</p>
<p>    * Canto II: Odisseu impede uma revolta e os gregos se preparam para um ataque a Tróia.</p>
<p>    * Canto III: Páris desafia Menelau para um duelo, propondo decidir o destino da guerra. Menelau vence, mas Páris sobrevive, salvo por Afrodite.</p>
<p>    * Canto IV: O pacto é quebrado pelos troianos e a guerra recomeça.</p>
<p>    * Canto V: Diomedes, ajudado por Palas Atena, realiza grandes prodígios, ferindo Afrodite e Ares.</p>
<p>    * Canto VI: Heitor retorna a Tróia para pedir que se tente apaziguar Palas Atena. Encontra-se com esposa e filho e retorna à batalha junto de seu irmão Páris.</p>
<p>    * Canto VII: Heitor duela com Ajax. A luta empata, interrompida pela noite.</p>
<p>    * Canto VIII: Os deuses se retiram da batalha.</p>
<p>    * Canto IX: Agamémnom tenta se reconciliar com Aquiles, mas este recusa.</p>
<p>    * Canto X: Diomedes e Odisseu saem em missão de espionagem e atacam o acampamento troiano.</p>
<p>    * Canto XI: Páris fere Diomedes, e Pátroclo fica sabendo da desastrosa situação grega.</p>
<p>    * Canto XII: Retirada grega até as naus.</p>
<p>    * Canto XIII: Poséidon se apieda dos gregos e os motiva.</p>
<p>    * Canto XIV: Hera adormece a Zeus, permitindo a reação grega.</p>
<p>    * Canto XV: Zeus acorda e impede que Poséidon continue interferindo. Os troianos retomam a vantagem no combate.</p>
<p>    * Canto XVI: Pátroclo pede a armadura a Aquiles e permissão para entrar na luta. Aquiles concede, porém Pátroclo é morto por Heitor.</p>
<p>    * Canto XVII: Há uma disputa pelo corpo e armadura de Pátroclo. Heitor fica com a armadura e Ajax com o corpo.</p>
<p>    * Canto XVIII: Aquiles fica sabendo da morte de Pátroclo, e sua mãe lhe providencia uma nova armadura.</p>
<p>    * Canto XIX: Aquiles, de armadura nova e reconciliado com Agamémnom, se junta à guerra.</p>
<p>    * Canto XX: Batalha furiosa, da qual participam livremente os deuses.</p>
<p>    * Canto XXI: Aquiles chega aos portões de Tróia</p>
<p>    * Canto XXII: Aquiles duela com Heitor e o mata. A seguir, desonra seu cadáver, arrastando-o ao acampamento grego.</p>
<p>    * Canto XXIII: Pátroclo é velado adequadamente.</p>
<p>    * Canto XXIV: Príamo pede o cadáver do filho a Aquiles que, comovido, cede. Heitor é devidamente velado em Tróia.</p>
<p><em>(essa definição segue a edição do dia 18/05/2007 da wikipedia. Se você acha imprecisa, logue-se na wikipedia e modifique a definição. Se a definição for modificada, favor informar nos comentários.)</em></p>
</blockquote>
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		<title>mapa da Grécia / as naus e os cabos / constelações</title>
		<link>http://organismo.art.br/blog/?p=1981</link>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2007 13:30:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>octavio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>
		<category><![CDATA[eixos]]></category>

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		<description><![CDATA[Canto II da Iliada na tradução de Odorico Mendes Sítio arqueológico da Grécia, local de escavação Os nomes das cidades envolvidas na guerrra de Tróia O número de navios e seus respectivos líderes Cabala máxima da língua grega e fragmento mais obscuro da íliada talvez o mais antigo&#8230; talvez as 44 constelações descritas por Hiparco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Canto II da Iliada na tradução de Odorico Mendes<br />
Sítio arqueológico da Grécia, local de escavação<br />
Os nomes das cidades envolvidas na guerrra de Tróia<br />
O número de navios e seus respectivos líderes<br />
Cabala máxima da língua grega e fragmento mais obscuro da íliada<br />
talvez o mais antigo&#8230;<br />
talvez as 44 constelações descritas por Hiparco estajam relacionadas aí<br />
sedimento de formulas geométricas e observação da rota dos planetas</p>
<p>Ajax Oilíades &#8211; 4<br />
Ajax Telamônio &#8211; 7<br />
Ulisses &#8211; 15<br />
Aquiles &#8211; 21<br />
Agamenon &#8211; 9<br />
Peneleu &#8211; 2</p>
<p>Dica:(Peneleu, apesar de aparecer primeiro na lista, comanda a segunda frota de navios, sendo a primeira liderada por Epístrofo e Esquédio)<br />
no mais, virem-se</p></blockquote>
<p>Os Beócios governa Peneleu,<br />
Protenor, Clônio, Leuto e Arcesilau:<br />
De Aulide pétrea, Esqueno, Téspia, Escolo,<br />
Da Serrana Eteone íncolas eram,<br />
De Híria, Graia e espaçosa Micalesso;<br />
Ou de Hile, Harma, Elíola, Hésio, Eritas,<br />
Péteon, Ocaleia, Eutresis, Copas,<br />
Da columbosa Tisbe e torreada<br />
Medeona; ou de Glissa e Coroneia,<br />
Da virente Haliarto e de Plateias,<br />
Ou de Hipotebas de edifícios nobres;<br />
Mais do aprazível Netunino luco,<br />
Ou de Mideia e de Arne pampinosa,<br />
Da augusta Nissa, Antédona postrema.<br />
Cada Beócia nau, de umas cinqüenta,<br />
Guerreiros tripulavam cento e vinte.<br />
      Os da Minieia Orcómeno e de Asplédon<br />
São com Iálmeno e Ascálafo, que a Marte<br />
Pariu de Actor Azida em casa Astíoque:<br />
À interna alcova da pudica virgem<br />
O deus subiu furtivo e entrou com ela.<br />
Naus destes filhos abordaram trinta.<br />
      Sob Epístrofo e Esquédio, nado insigne<br />
De Ífito Naubolides, os Focenses,<br />
Quer de Píton fragosa e augusta Crissa,<br />
Daulida, Ciparisso e Panopeia,<br />
De arredores de Hiâmpole e Anemória,<br />
Quer do ilustre Cefisso, ou de Lilaia<br />
Dele matriz, em galeões quarenta,<br />
<strong>Dos Beócios à esquerda os colocaram. </strong><br />
Não como o Telamônio alto e membrudo,<br />
Pequeno em corpo e o seu jubão de linho,<br />
Mas no dardo excedendo Aqueus e Helenos,<br />
O lesto Ajax de Oileu movia os Lócrios,<br />
De Cino, Escarfe, Opóente e Calíaro,<br />
De Bessa a Angeia amena habitadores,<br />
De Tarfe e Trônio, às abas do Boágrio:<br />
Dos que d&#8217;além da sacra Eubéia moram,<br />
Seguem-lhe a voz quarenta escuros vasos.<br />
      Eubéia expede Abantes alentados:<br />
São de Estira e Caristo, Erétria e Cálcis,<br />
De Histieia racimosa, Dio alpestre<br />
E litoral Cerinto. O Calcodôncio<br />
Príncipe Elefenor, de Márcia estirpe,<br />
Em quarenta galés os petrechara;<br />
Ágeis, forçosos, de comada nuca,<br />
Destros na hasta fraxínea e aos tresdobrados<br />
Peitos hostis em desfazer couraças.<br />
      Os da orgulhosa Atenas (corte egrégia<br />
De Erecteu magno, da alma Télus parto,<br />
A quem Palas Dial, que o educara,<br />
Deu sede em ricas aras, onde o povo<br />
De lustro em lustro imola e de ano em ano<br />
Cordeirinhos e bois que a deusa abrandem)<br />
Capitaneia-os Menesteu Petides.<br />
Homem nenhum como ele ordenar soube<br />
Jungidos carros e adargadas hostes,<br />
Salvo o experto Nestor por mais longevo.<br />
Cinqüenta embarcações lhe obedeciam.<br />
      De Salamina as doze, reuniu-as<br />
O Telamônio às Áticas falanges.<br />
      De Tirinto munida, Argos, Trezene,<br />
Lá do golfo de Hermíone e de Asine,<br />
De Eiona e da vitífera Epidauro,<br />
E de Egina e Masete a flor guerreira,<br />
Tidides fero, Estênelo do exímio<br />
Capaneu filho amado, os reprimiam;<br />
Mais o divino Euríalo, do régio<br />
Talaionides Mecisteu progênie:<br />
Diomedes belicoso o máximo era.<br />
Bojos negros oitenta os encerravam.<br />
      Os de Órnias, da magnífica Micenas,<br />
Da altaneira Cleona, áurea Corinto,<br />
Sicíone em que reinou primeiro Adrasto;<br />
Os da fresca Aretírea, os que Hiperésia,<br />
Agros de Hélice extensa e a costa habitam,<br />
E Gonoessa altiva, Égion, Pelena:<br />
Todos em cascos cem trouxe Agamêmnon.<br />
Tropa extremada e imensa o rei mantinha;<br />
Em bronze reluzindo, galhardeia<br />
De ser entre os Aqueus o assinalado,<br />
Em forças o maior e o mais possante.<br />
      Os do vale da grã Lacedemônia,<br />
Fáris e Esparta, Messa altriz de pombas,<br />
De Amiclas, Lãa, Brísea e leda Augia;<br />
De Helos marinha, de Étilo e contornos:<br />
O estrênuo Menelau, segundo Atrida,<br />
A parte armou-os em galés sessenta.<br />
Afouto os acorçoa, ardido anela<br />
Desagravar o rapto e ais da esposa.<br />
      Nestor o velho de Gerena, em cavos<br />
Baixéis noventa, presidia os Pílios,<br />
Os de Épi encastelada e Arena aprica,<br />
De Trio vau do Alfeu, Ciparessenta,<br />
Ptéleon e Anfigênia, de Helos, Dórion,<br />
Onde ufanoso, ao vir de Eurito e Ecália,<br />
A cantar provocou Tamires Trácio<br />
As do Egíaco filhas doutas Musas,<br />
Que o tino e a vista irosas lhe apagaram:<br />
Da alma a poesia lhe fugiu celeste,<br />
Nem na cítara mais dedilhar soube.<br />
      Os de perto pugnazes, das da Arcádia<br />
Cilênias faldas, junto à Epítia campa,<br />
De Feneu, Ripe e Orcômeno armentosa,<br />
Tégea, Estrátia e risonha Mantineia,<br />
Ventosa Enispe, Estínfalo e Parrásia,<br />
Práticos na milícia, os acaudilha<br />
Em naus sessenta, cada qual mais cheia,<br />
O Anceides Agapénor. Para o ponto<br />
Cérulo transfretano atravessarem,<br />
Pois que eles da marinha careciam,<br />
Deu-lhas aparelhadas Agamêmnon.<br />
      Os de Hirmine e Buprásio, Elide santa,<br />
Mírcino extrema, Alísio, Olénia sáxea,<br />
Em dez quadripartida ocupam frota<br />
Que Epeus esquipam. De Cteato filho,<br />
Os manda Anfímaco; após ele Tálpio,<br />
Do Actoriônio Eurito; o Amarineides<br />
Belaz Diores é terceiro; é quarto<br />
O divinal formoso Polixino,<br />
Do Augeiada Agastenes procriado.<br />
      Os Dulíquios e os mais das ilhas sacras<br />
Equínades, ao mar de Elide sitas,<br />
Em quarenta baixéis com Márcio arrojo<br />
Meges dirige: a vida a Fileu deve,<br />
Équite a Jove grato, que em Dulíquio<br />
Emigrando esquivou paternas iras.<br />
      Os Cefalenses e Ítacos briosos,<br />
Os da áspera Egilipe e de Crocílio,<br />
Zacinto, Samos, Nérito sombria,<br />
E os do Epiro e fronteiro continente,<br />
Ao divo prudentíssimo Laércio<br />
Em doze rubros galeões seguiam.<br />
      Em quarenta os Etólios velejaram,<br />
De Olenos, de Pleurona e de Pilene,<br />
Cálcis marinha e Cálidon fragosa,<br />
Sob o Andremônio Toas, que imperava;<br />
Eneu já sendo e a boa prole extintos,<br />
Pois nem restava o louro Meleagro.<br />
      Fuscos oitenta cascos, das famosas<br />
Licto, Mileto, Rício, Festo e Cnosso,<br />
Da murada Gortina, alva Licasto,<br />
Na hecatômpola Creta abastecidos,<br />
Anima Idomeneu de invicta lança,<br />
E o de Belona Merion querido.<br />
      Nove outros forneceu dos Ródios feros,<br />
Entre Jalisso, Linde e a branquejante<br />
Camiro tripartidos, grande e forte<br />
O hábil hasteiro Tlepolemo, estirpe<br />
De Astioqueia e de Hércules, que a trouxe<br />
De Efírio e do Seleis, cidades várias<br />
Tendo a alunos de Jove derruído.<br />
Crescendo em casa, ele matou Licinos,<br />
Idoso de seu pai materno tio,<br />
Renovo do Gradivo. Esquadra a furto<br />
Forma e guarnece, e escapa-se dos netos<br />
E outros filhos de Alcides à vingança.<br />
Flutua e a Rodes, pesaroso, arriba:<br />
Em tribos três seu povo ali segrega,<br />
Povo benquisto ao nume soberano,<br />
Que largueou-lhe pródigas riquezas.<br />
      Nireu três naus irmãs de Sine ostende,<br />
Nireu do rei Caropo e Aglaia prole,<br />
O Grego mais gentil que veio a Tróia,<br />
Depois do em tudo sem senão Pelides;<br />
Mas, pusilânime, arrebanha poucos.<br />
      Fidipo e Antifos trinta bucos enchem<br />
(Tessalo Heráclida é seu pai) de quantos<br />
Cultivam Cason, Crápato e Nisiro,<br />
E Cós ilha de Eurípilo e as Calidnas.<br />
      De Álope, Argos Pelasga, Álon, Trequina,<br />
De Ftia e de Hélade em beldades fértil,<br />
Os Mírmidões e Aqueus e Helenos ditos,<br />
Aquiles em cinqüenta os refreava.<br />
De horríssonas contendas se deslembram,<br />
Falta-lhes capitão; que, ausente a jovem<br />
Crinipulcra Briseida, o herói a bordo<br />
Irado jaz. Tomou-a de Lirnesso,<br />
Que ele a bem custo soverteu com Tebas,<br />
Mortos Mínete e Epístrofo belazes,<br />
De Eveno Selepíada nascidos.<br />
Mas do ócio ainda surgirá terrível.<br />
      Os de Fílace e Itone mãe de ovelhas,<br />
Do Pirrásio de Ceres flóreo parque,<br />
De Ptélon pascigosa e Ântron costeira,<br />
Denodado os juntara em naus quarenta<br />
Protesilau, que a terra já cobria:<br />
Primeiro no saltar, um Teucro o mata;<br />
No inacabado alvergue as faces rasga<br />
Em Fílace a mulher. Saudosos dele,<br />
Do em rebanhos ali possante Ificlo<br />
Nado menor, Podarces ordenava-os;<br />
Tão prestante não era e apessoado,<br />
Mas dignamente pelo irmão supria.<br />
      Dos de Glafire e altíssima Iaolcos,<br />
Beba e Feres ao pé do lago Bébis,<br />
Tem galés onze Eumelo, prenda cara<br />
De Admeto e Alceste, exemplo de matronas,<br />
Das que Pélias gerara a mais formosa.<br />
      Das sete em que os Metónios e os Taumácios,<br />
Os da tosca Olizona e Melibeia,<br />
Continha o magno archeiro Filoctetes,<br />
Remavam sagitíferos cinqüenta<br />
Cada bélica popa. Em Lemnos sacra<br />
Dos seus desamparado, ele agras dores<br />
Da úlcera de tetra e feroz hidra<br />
Mestíssimo curtia. Os próprios Gregos<br />
Se hão-de amiúde lembrar de Filoctetes;<br />
Mas, bem que tarde por seu rei suspirem,<br />
Submetem-se a Medon, que em Rena espúrio<br />
Houve o urbífrago Oileu. &#8211; Tem Podalírio<br />
E Macaon, herdeiros de Esculápio,<br />
Trinta vasos de Trica e bronca Itone,<br />
Também de Ecália capital de Eurito.<br />
      De Evemon garfo ilustre, manda Eurípilo,<br />
Da alva serra Titane, Hipéria fonte,<br />
Ormênio e Astério, embarcações quarenta.<br />
      Noutras tantas os de Orte, Elon, Gírtone,<br />
Da branca Oloossona e Argissa, o firme<br />
Campeador Polipetes sujeitava-os.<br />
Do rebentão de Jove Pirítoo<br />
Bela Hipodame o concebeu, do Pélion<br />
Nesse dia em que às Étices montanhas<br />
Ultriz lançara os híspidos Centauros.<br />
Leonteu se lhe agregou de Márcio esforço,<br />
Digna vergôntea de Coron Cenides.<br />
      Em vinte duas traz Guneu de Cifo<br />
Aguerridos Perebus e Enienes,<br />
Os da fria Dodona, os que residem<br />
Nas lavras do suave Titarésio,<br />
Que sem mesclar-se no Peneu deságua<br />
De vórtices de argento e pulcra a veia<br />
Como óleo sobrenada; pois da Estige,<br />
Grave para jurar-se, ele dimana.<br />
     Em quarenta os Magnetes, do frondoso<br />
Pélion e margens de Peneu, vogaram<br />
Sob o veloz Protôo Tentredônio.<br />
    Tais são da Grécia os cabos. Lembra, ó Musa,<br />
Qual o mais forte assecla dos Atridas,<br />
Quais dos ginetes os melhores eram.<br />
      De um livel, pêlo e dorso, equevas ambas,<br />
Éguas de Feres que maneja Eumelo,<br />
Alípedes que Apolo arco-de-prata<br />
Na Piéria nutrira, muito excelem,<br />
Fêmeas de ímpeto e fogo e as mais tremendas.<br />
O Telamônio Ajax vencia a todos,<br />
Enquanto Aquiles, que sem par sofreia<br />
Os mais guapos frisões, raivoso estava<br />
Nos bicudos baixéis contra Agamêmnon.<br />
Nas tendas a coberto, junto aos carros,<br />
Aipo os corcéis palustre e loto pascem.<br />
Pela praia os soldados se divertem<br />
Ao disco, ao dardo e seta; ou, desgostosos<br />
Da inação, na peleja o herói ver querem,<br />
Nos arraiais aqui e ali vagueiam.<br />
      Os demais Graios fervem, qual se a flama<br />
Vorasse a terra; e a terra do estrupido<br />
Muge e calcada geme, como quando<br />
Em cólera o Tonante o chão verbera<br />
De Arima, em que Tifeu se diz repousa.<br />
Eles transpunham rápido a campina.<br />
      Mais que o vento ligeira, aos Teucros Íris<br />
Do Egífero desceu com triste anúncio:<br />
Mistos velhos e moços discutiam<br />
Aos pórticos reais; com rosto e fala<br />
Do Priâmeo Polites, sentinela<br />
De Esiete no túmulo vetusto,<br />
Que, em pés fiado, a ponto vigiava<br />
Se do recinto os Gregos se buliam,<br />
Acomete a celeste mensageira:<br />
      &#8220;Como em dias de paz, senhor, debates,<br />
E a guerra hoje rebenta inelutável.<br />
Afeito a pugnas, tropas tais e tantas<br />
Nunca vi: da cidade assaltadores<br />
Iguais às folhas e às areias marcham.<br />
Heitor, ouve-me agora. Auxiliares<br />
De vária casta e língua em Tróia abundam.<br />
Cada príncipe os seus, tu firma os nossos;<br />
Mas a suma ordenança a ti pertença.&#8221;<br />
      Heitor, apenas reconhece a deusa,<br />
Despede o parlamento; o al&#8217;arma soa.<br />
Abertas, precipitam-se das portas<br />
Em burburinho equestres e pedestres.<br />
Ante Ílio na planície avulta um cole,<br />
De caminhos cercado, que os humanos<br />
Batícia, imortais sepulcro chamam<br />
De Mirina agilíssima: distintos<br />
Aí perfilam Teucros e aliados.<br />
      Dos Troianos à testa, o Priamides<br />
Cristado exímio Heitor em cópia armara<br />
Seletos belacíssimos hastatos.<br />
      Os Dardânios alenta o grande Eneias:<br />
A deusa Vênus do mortal Anquises<br />
Teve-o no cume Ideu. Com ele Acamas<br />
E Arquíloco Antenóridas comandam,<br />
Em omnígeno prélio examinados.<br />
      Aos que às raízes do Ida em Zélia bebem<br />
Água do fundo Esepo, venturosos,<br />
De Licaon precede o claro filho<br />
Pândaro, a quem doou seu arco Apolo.<br />
      Nos de Pitieia, Adéstria, Apeso e Téries,<br />
Alto monte, imperava Adrasto e Ânfio<br />
De couraça de linho; irmãos que o padre<br />
Percóssio Méropo, adivinho e cauto,<br />
Vedou que entrassem na homicida guerra:<br />
Surdos a nera Parca os atraía.<br />
      Os varões de Percote, Sesto e Abido,<br />
Prátio e Arisba divina, desta o Hirtácio<br />
Príncipe Ásio os viera estimulando;<br />
Ásio que doma férvidos cavalos,<br />
Das ribas do Seleis famosas crias.<br />
      Das Larisseias glebas os Pelasgos<br />
Lanceiros com Pileu manda de Hipotoo,<br />
Do Teutamides Lito márcios filhos.<br />
      Do estuoso Helesponto rege Acamas<br />
E herói Piroo os Traces. &#8211; Rege Eufemo<br />
Sagitários Cicones, de Trezênio<br />
Ceades geração, dileta a Jove.<br />
      Tem Pirecme os Peônios de arco e amentos,<br />
Lá de Amídone, do Áxio largo à margem,<br />
Do Áxio que inunda límpido a campanha.<br />
      Pilemeneu veloso os Paflagônios<br />
De Enete move, altriz de agrestes mulas,<br />
Os que o Citoro e Sésamo possuem,<br />
As lindas várzeas do Partênio rio,<br />
Comna e Egíalo e os celsos Eritinos.<br />
      Da longe Aliba vêm de argênteas minas,<br />
Sob Epistrofo e Hódio, os Halisones.<br />
      Os Mísios Crómis guia, e o vate Enono,<br />
A quem da morte agouros não livraram:<br />
Furente o Eácida o prostou no rio,<br />
Que rubro intumesceu de humano sangue.<br />
      Acesos Fórcis e o deiforme Ascânio<br />
Da Ascânia os Frígios à batalha impelem.<br />
      Das Tmólias faldas os Meônios seguem<br />
A Antifo e Mestles, Pilemênios ambos,<br />
Da Gigeia lagoa produzidos.<br />
      Os Cares de Mileto e Ftiro umbroso,<br />
Do Meandro e Micale de árduos picos,<br />
De linguagem barbárica, os sopeiam<br />
Os filhos dois de Nómion preclaro,<br />
Nastes e Anfímaco. Este, qual donzela<br />
De ouro enfeitado, insano floreava:<br />
O enfeite o não salvou; que às mãos de Aquiles<br />
Tem de haurir no Escamandro o gole amaro,<br />
Será do vencedor esse ouro presa.<br />
      Os Lícios lá do Xanto vorticoso<br />
Conduz Sarpédon, e o sem mancha Glauco </p>
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		<title>hacker manifesta</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2007 13:03:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[HAckeandO CATATAU]]></category>

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		<description><![CDATA[A HACKER MANIFESTO [version 4.0] McKenzie Wark Manifestation 01. There is a double spooking the world, the double of abstraction. The fortunes of states and armies, companies and communities depend on it. All contending classes &#8211; the landlords and farmers, the workers and capitalists &#8211; revere yet fear the relentless abstraction of the world on [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://anticromo.tripod.com/id1.html"><img src='http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/05/hacker1wanted.jpg' alt='hacker1wanted.jpg' /></a></p>
<p>A HACKER MANIFESTO [version 4.0]</p>
<p><a href="http://subsol.c3.hu/subsol_2/contributors0/warkbio.html">McKenzie Wark</a></p>
<p>Manifestation</p>
<p>01. There is a double spooking the world, the double of abstraction. The fortunes of states and armies, companies and communities depend on it. All contending classes &#8211; the landlords and farmers, the workers and capitalists &#8211; revere yet fear the relentless abstraction of the world on which their fortunes yet depend. All the classes but one. The hacker class.</p>
<p>02. Whatever code we hack, be it programming language, poetic language, math or music, curves or colourings, we create the possibility of new things entering the world. Not always great things, or even good things, but new things. In art, in science, in philosophy and culture, in any production of knowledge where data can be gathered, where information can be extracted from it, and where in that information new possibilities for the world are produced, there are hackers hacking the new out of the old. While hackers create these new worlds, we do not possess them. That which we create is mortgaged to others, and to the interests of others, to states and corporations who control the means for making worlds we alone discover. We do not own what we produce &#8211; it owns us.</p>
<p>03. And yet we don&#8217;t quite know who we are. While we recognise our distinctive existence as a group, as programmers, as artists or writers or scientists or musicians, we rarely see these ways of representing ourselves as mere fragments of a class experience that is still struggling to express itself as itself, as expressions of the process of producing abstraction in the world. Geeks and freaks become what they are negatively, through their exclusion by others. Hackers are a class, but an abstract class, a class as yet to hack itself into manifest existence as itself.</p>
<p>Abstraction</p>
<p>04. Abstraction may be discovered or produced, may be material or immaterial, but abstraction is what every hack produces and affirms. To abstract is to construct a plane upon which otherwise different and unrelated matters may be brought into many possible relations. It is through the abstract that the virtual is identified, produced and released. The virtual is not just the potential latent in matters, it is the potential of potential. To hack is to produce or apply the abstract to information and express the possibility of new worlds.</p>
<p>05. All abstractions are abstractions of nature. To abstract is to express the virtuality of nature, to make known some instance of its manifold possibilities, to actualise a relation out of infinite relationality. Abstractions release the potential of physical matter. And yet abstraction relies on something that has an independent existence to physical matter &#8212; information. Information is no less real than physical matter, and is dependent on it for its existence. Since information cannot exist in a pure, immaterial form, neither can the hacker class. Of necessity it must deal with a ruling class that owns the material means of extracting or distributing information, or with a producing class that extracts and distributes. The class interest of hackers lies in freeing information from its material constraints.</p>
<p>06. As the abstraction of private property was extended to information, it produced the hacker class as a class. Hackers must sell their capacity for abstraction to a class that owns the means of production, the vectoralist class &#8211; the emergent ruling class of our time. The vectorialist class is waging an intensive struggle to dispossess hackers of their intellectual property. Patents and copyrights all end up in the hands, not of their creators, but of the vectoralist class that owns the means of realising the value of these abstractions. The vectoralist class struggles to monopolise abstraction. Hackers find themselves dispossessed both individually, and as a class. Hackers come piecemeal to struggle against the particular forms in which abstraction is commodified and made into the private property of the vectoralist class. Hackers come to struggle collectively against the usurious charges the vectoralists extort for access to the information that hackers collectively produce, but that vectoralists collectively come to own. Hackers come as a class to recognise their class interest is best expressed through the struggle to free the production of abstraction not just from the particular fetters of this or that form of property, but to abstract the form of property itself.</p>
<p>07. What makes our times different is that what now appears on the horizon is the possibility of a society finally set free from necessity, both real and imagined, by an explosion in abstract innovations. Abstraction with the potential once and for all to break the shackles holding hacking fast to outdated and regressive class interests. The time is past due when hackers must come together with all of the producing classes of the world &#8211; to liberate productive and inventive resources from the myth of scarcity. &#8220;The world already possesses the dream of a time whose consciousness it must now possess in order to actually live it.&#8221;</p>
<p>Production</p>
<p>08. Production produces all things, and all producers of things. Production produces not only the object of the production process, but also the producer as subject. Hacking is the production of production. The hack produces a production of a new kind, which has as its result a singular and unique product, and a singular and unique producer. Every hacker is at one and the same time producer and product of the hack, and emerges in its singularity as the memory of the hack as process.</p>
<p>09. Production takes place on the basis of a prior hack which gives to production its formal, social, repeatable and reproducible form. Every production is a hack formalised and repeated on the basis of its representation. To produce is to repeat; to hack, to differentiate.</p>
<p>10. The hack produces both a useful and a useless surplus, although the usefulness of any surplus is socially and historically determined. The useful surplus goes into expanding the realm of freedom wrested from necessity. The useless surplus is the surplus of freedom itself, the margin of free production unconstrained by production for necessity.</p>
<p>11. The production of a surplus creates the possibility of the expansion of freedom from necessity. But in class society, the production of a surplus also creates new necessities. Class domination takes the form of the capture of the productive potential of society and its harnessing to the production, not of liberty, but of class domination itself. The ruling class subordinates the hack to the production of forms of production that may be harnessed to the enhancement of class power, and the suppression or marginalisation of other forms of hacking. What the producing classes &#8211; farmers, workers and hackers &#8211; have in common is an interest in freeing production from its subordination to ruling classes who turn production into the production of new necessities, who wrest slavery from surplus. The elements of a free productivity exist already in an atomised form, in the productive classes. What remains is the release of its virtuality.</p>
<p>Class</p>
<p>12. The class struggle, in its endless setbacks, reversals and compromises returns again and again to the unanswered question &#8211; property &#8211; and the contending classes return again and again with new answers. The working class questioned the necessity of private property, and the communist party arose, claiming to answer the desires of the working class. The answer, expressed in the Communist Manifesto was to &#8220;centralise all instruments of production in the hands of the state.&#8221; But making the state the monopolist of property has only produced a new ruling class, and a new and more brutal class struggle. But perhaps this was not the final answer, and the course of the class struggle is not yet over. Perhaps there is another class that can pose the property question in a new way &#8211; and offer new answers to breaking the monopoly of the ruling classes on property.</p>
<p>13. There is a class dynamic driving each stage of the development of the vectoral world in which we now find ourselves. The pastoralist class disperse the great mass of peasants who traditionally worked the land under the thumb of feudal landlords. The pastoralists supplant the feudal landlords, releasing the productivity of the land which they claim as their private property. As new forms of abstraction make it possible to produce a surplus from the land with fewer and fewer farmers, pastoralists turn them off their land, depriving them of their living. Dispossessed farmers seek work and a new home in cities. Here farmers become workers, as capital puts them to work in its factories. Capital as property gives rise to a class of capitalists who own the means of production, and a class of workers, dispossessed of it &#8211; and by it. Dispossessed farmers become workers, only to be dispossessed again. Having lost their land, they lose in turn their culture. Capital produces in its factories not just the necessities of existence, but a way of life it expects its workers to consume. Commodified life dispossess the worker of the information traditionally passed on outside the realm of private property as culture, as the gift of one generation to the next, and replaces it with information in commodified form.</p>
<p>14. Information, like land or capital, becomes a form of property monopolised by a class of vectoralists, so named because they control the vectors along which information is abstracted, just as capitalists control the material means with which goods are produced, and pastoralists the land with which food is produced. Information circulated within working class culture as a social property belonging to all. But when information in turn becomes a form of private property, workers are dispossessed of it, and must buy their own culture back from its owners, the vectoralist class. The whole of time, time itself, becomes a commodified experience.</p>
<p>15. Vectoralists try to break capital&#8217;s monopoly on the production process, and subordinate the production of goods to the circulation of information. The leading corporations divest themselves of their productive capacity, as this is no longer a source of power. Their power lies in monopolising intellectual property &#8211; patents and brands &#8211; and the means of reproducing their value &#8211; the vectors of communication. The privatisation of information becomes the dominant, rather than a subsidiary, aspect of commodified life. As private property advances from land to capital to information, property itself becomes more abstract. As capital frees land from its spatial fixity, information as property frees capital from its fixity in a particular object.</p>
<p>16. The hacker class, producer of new abstractions, becomes more important to each successive ruling class, as each depends more and more on information as a resource. The hacker class arises out of the transformation of information into property, in the form of intellectual property, including patents, trademarks, copyright and the moral right of authors. The hacker class is the class with the capacity to create not only new kinds of object and subject in the world, not only new kinds of property form in which they may be represented, but new kinds of relation beyond the property form. The formation of the hacker class as a class comes at just this moment when freedom from necessity and from class domination appears on the horizon as a possibility.</p>
<p>Property</p>
<p>17. Property constitutes an abstract plane upon which all things may be things with one quality in common, the quality of property. Land is the primary form of property. Pastoralists acquire land as private property through the forced dispossession of peasants who once shared a portion of it in a form of public ownership. Capital is the secondary form of property, the privatisation of productive assets in the form of tools, machines and working materials. Capital, unlike land, is not in fixed supply or disposition. It can be made and remade, moved, aggregated and dispersed. An infinitely greater degree of potential can be released from the world as a productive resource once the abstract plane of property includes both land and capital &#8211; such is capital&#8217;s &#8216;advance&#8217;.</p>
<p>18. The capitalist class recognises the value of the hack in the abstract, whereas the pastoralists were slow to appreciate the productivity that can flow from the application of abstraction to the production process. Under the influence of capital, the state sanctions forms of intellectual property, such as patents and copyrights, that secure an independent existence for hackers as a class, and a flow of innovations in culture as well as science from which development issues. Information, once it becomes a form of property, develops beyond a mere support for capital &#8211; it becomes the basis of a form of accumulation in its own right.</p>
<p>19. Hackers must calculate their interests not as owners, but as producers, for this is what distinguishes them from the vectoralist class. Hackers do not merely own, and profit by owning information. They produce new information, and as producers need access to it free from the absolute domination of the commodity form. Hacking as a pure, free experimental activity must be free from any constraint that is not self imposed. Only out of its liberty will it produce the means of producing a surplus of liberty and liberty as a surplus.</p>
<p>20. Private property arose in opposition not only to feudal property, but also to traditional forms of the gift economy, which were a fetter to the increased productivity of the commodity economy. Qualitative, gift exchange was superseded by quantified, monetised exchange. Money is the medium through which land, capital, information and labour all confront each other as abstract entities, reduced to an abstract plane of measurement. The gift becomes a marginal form of property, everywhere invaded by the commodity, and turned towards mere consumption. The gift is marginal, but nevertheless plays a vital role in cementing reciprocal and communal relations among people who otherwise can only confront each other as buyer and sellers of commodities. As vectoral production develops, the means appear for the renewal of the gift economy. Everywhere that the vector reaches, it brings into the orbit of the commodity. But everywhere the vector reaches, it also brings with it the possibility of the gift relation.</p>
<p>21. The hacker class has a close affinity with the gift economy. The hacker struggles to produce a subjectivity that is qualitative and singular, in part through the act of the hack itself. The gift, as a qualitative exchange between singular parties allows each party to be recognised as a singular producer, as a subject of production, rather than as a commodified and quantified object. The gift expresses in a social and collective way the subjectivity of the production of production, whereas commodified property represents the producer as an object, a quantifiable commodity like any other, of relative value only. The gift of information need not give rise to conflict over information as property, for information need not suffer the artifice of scarcity once freed from commodification.</p>
<p>22. The vectoralist class contributed, unwittingly, to the development of the vectoral space within which the gift as property could return, but quickly recognised its error. As the vectoral economy develops, less and less of it takes the form of a social space of open and free gift exchange, and more and more of it takes the form of commodified production for private sale. The vectoralist class can grudgingly accommodate some margin of socialised information, as the price it pays in a democracy for the furtherance of its main interests. But the vectoralist class quite rightly sees in the gift a challenge not just to its profits but to its very existence. The gift economy is the virtual proof for the parasitic and superfluous nature of vectoralists as a class.</p>
<p>Vector</p>
<p>23. In epidemiology, a vector is the particular means by which a given pathogen travels from one population to another. Water is a vector for cholera, bodily fluids for HIV. By extension, a vector may be any means by which information moves. Telegraph, telephone, television, telecommunications: these terms name not just particular vectors, but a general abstract capacity that they bring into the world and expand. All are forms of telesthesia, or perception at a distance. A given media vector has certain fixed properties of speed, bandwidth, scope and scale, but may be deployed anywhere, at least in principle. The uneven development of the vector is political and economic, not technical.</p>
<p>24. With the commodification of information comes its vectoralisation. Extracting a surplus from information requires technologies capable of transporting information through space, but also through time. The archive is a vector through time just as communication is a vector that crosses space. The vectoral class comes into its own once it is in possession of powerful technologies for vectoralising information. The vectoral class may commodify information stocks, flows, or vectors themselves. A stock of information is an archive, a body of information maintained through time that has enduring value. A flow of information is the capacity to extract information of temporary value out of events and to distribute it widely and quickly. A vector is the means of achieving either the temporal distribution of a stock, or the spatial distribution of a flow of information. Vectoral power is generally sought through the ownership of all three aspects.</p>
<p>25. The vectoral class ascend to the illusion of an instantaneous and global plane of calculation and control. But it is not the vectoralist class that comes to hold subjective power over the objective world. The vector itself usurps the subjective role, becoming the sole repository of will toward a world that can be apprehended only in its commodified form. The reign of the vector is one in which any and every thing can be apprehended as a thing. The vector is a power over all of the world, but a power that is not evenly distributed. Nothing in the technology of the vector determines its possible use. All that is determined by the technology is the form in which information is objectified.</p>
<p>26. The vectoral class struggles at every turn to maintain its subjective power over the vector, but as it continues to profit by the proliferation of the vector, some capacity over it always escapes control. In order to market and profit by the information it peddles over the vector, it must in some degree address the vast majority of the producing classes as subjects, rather than as objects of commodification. The hacker class seeks the liberation of the vector from the reign of the commodity, but not to set it indiscriminately free. Rather, to subject it to collective and democratic development. The hacker class can release the virtuality of the vector only in principle. It is up to an alliance of all the productive classes to turn that potential to actuality, to organise themselves subjectively, and use the available vectors for a collective and subjective becoming.</p>
<p>Education</p>
<p>27. Education is slavery, it enchains the mind and makes it a resource for class power. When the ruling class preaches the necessity of an education it invariably means an education in necessity. Education is not the same as knowledge. Nor is it the necessary means to acquire knowledge. Education is the organisation of knowledge within the constraints of scarcity. Education &#8216;disciplines&#8217; knowledge, segregating it into homogenous &#8216;fields&#8217;, presided over by suitably &#8216;qualified&#8217; guardians charged with policing the representation of the field. One may acquire an education, as if it were a thing, but one becomes knowledgeable, through a process of transformation. Knowledge, as such, is only ever partially captured by education, its practice always eludes and exceeds it.</p>
<p>28. The pastoralist class has resisted education, other than as indoctrination in obedience. When capital required &#8216;hands&#8217; to do its dirty work, the bulk of education was devoted to training useful hands to tend the machines, and docile bodies who would accept as natural the social order in which they found themselves. When capital required brains, both to run its increasingly complex operations and to apply themselves to the work of consuming its products, more time spent in the prison house of education was required for admission to the ranks of the paid working class.</p>
<p>29. The so-called middle class achieve their privileged access to consumption and security through education, in which they are obliged to invest a substantial part of their income. But most remain workers, even though they work with information rather than cotton or metal. They work in factories, but are trained to think of them as offices. They take home wages, but are trained to think of it as a salary. They wear a uniform, but are trained to think of it as a suit. The only difference is that education has taught them to give different names to the instruments of exploitation, and to despise those their own class who name them differently.</p>
<p>30. Where the capitalist class sees education as a means to an end, the vectoralist class sees it as an end in itself. It sees opportunities to make education a profitable industry in its own right, based on the securing of intellectual property as a form of private property. To the vectoralists, education, like culture, is just &#8216;content&#8217; for commodification.</p>
<p>31. The hacker class have an ambivalent relationship to education. The hacker class desires knowledge, not education. The hacker comes into being though the pure liberty of knowledge in and of itself. The hack expresses knowledge in its virtuality, by producing new abstractions that do not necessarily fit the disciplinary regime of managing and commodifying education. . Hacker knowledge implies, in its practice, a politics of free information, free learning, the gift of the result to a network of peers. Hacker knowledge also implies an ethics of knowledge subject to the claims of public interest and free from subordination to commodity production. This puts the hacker into an antagonistic relationship to the struggle of the capitalist class to make education an induction into wage slavery.</p>
<p>32. Only one intellectual conflict has any real bearing on the class issue for hackers: Whose property is knowledge? Is it the role of knowledge to authorise subjects through education that are recognised only by their function in an economy by manipulating its authorised representations as objects? Or is it the function of knowledge to produce the ever different phenomena of the hack, in which subjects become other than themselves, and discover the objective world to contain potentials other than it appears?</p>
<p>Hacking</p>
<p>33. The virtual is the true domain of the hacker. It is from the virtual that the hacker produces ever-new expressions of the actual. To the hacker, what is represented as being real is always partial, limited, perhaps even false. To the hacker there is always a surplus of possibility expressed in what is actual, the surplus of the virtual. This is the inexhaustible domain of what is real without being actual, what is not but which may be. To hack is to release the virtual into the actual, to express the difference of the real.</p>
<p>34. Through the application of abstraction, the hacker class produces the possibility of production, the possibility of making something of and with the world &#8211; and of living off the surplus produced by the application of abstraction to nature &#8211; to any nature. Through the production of new forms of abstraction, the hacker class produces the possibility of the future &#8211; not just &#8216;the&#8217; future, but an infinite possible array of futures, the future itself as virtuality.</p>
<p>35. Under the sanction of law, the hack becomes a finite property, and the hacker class emerges, as all classes emerge, out of a relation to a property form. Like all forms of property, intellectual property enforces a relation of scarcity. It assigns a right to a property to an owner at the expense of non-owners, to a class of possessors at the expense of the dispossessed.</p>
<p>36. By its very nature, the act of hacking overcomes the limits property imposes on it. New hacks supersede old hacks, and devalues them as property. The hack as new information is produced out of already existing information. This gives the hacker class an interest in its free availability more than in an exclusive right. The immaterial nature of information means that the possession by one of information need not deprive another of it.</p>
<p>37. To the extent that the hack embodies itself in the form of property, it gives the hacker class interests quite different from other classes, be they exploiting or exploited classes. The interest of the hacker class lies first and foremost in a free circulation of information, this being the necessary condition for the renewed statement of the hack. But the hacker class as class also has an interest in the representation of the hack as property, as something from which a source of income may be derived that gives the hacker some independence from the ruling classes.</p>
<p>38. The very nature of the hack gives the hacker a crisis of identity. The hacker searches for a representation of what it is to be a hacker in the identities of other classes. Some see themselves as vectoralists, trading on the scarcity of their property. Some see themselves as workers, but as privileged ones in a hierarchy of wage earners. The hacker class has produces itself as itself, but not for itself. It does not (yet) possess a consciousness of its consciousness. It is not aware of its own virtuality. It has to distinguish between its competitive interest in the hack, and its collective interest in discovering a relation among hackers that expresses an open and ongoing future.</p>
<p>Information</p>
<p>39. Information wants to be free but is everywhere in chains. Information is the potential of potential. When unfettered it releases the latent capacities of all things and people, objects and subjects. Information is indeed the very potential for there to be objects and subjects. It is the medium in which objects and subjects actually come into existence, and is the medium in which their virtuality resides. When information is not free, then the class that owns or controls it turns its capacity toward its own interest and away from its own inherent virtuality.</p>
<p>40. Information has nothing to do with communication, or with media. &#8220;We do not lack communication. On the contrary, we have too much of it. We lack creation. We lack resistance to the present.&#8221; Information is precisely this resistance, this friction. At the urgings of the vectoralist class, the state recognises as property any communication, any media product with some minimal degree of difference recognisable in commodity exchange. Where communication merely requires the repetition of this commodified difference, information is the production of the difference of difference.</p>
<p>41. The arrest of the free flow of information means the enslavement of the world to the interests of those who profit from information&#8217;s scarcity, the vectoral class. The enslavement of information means the enslavement of its producers to the interests of its owners. It is the hacker class that taps the virtuality of information, but it is the vectoralist class that owns and controls the means of production of information on an industrial scale. Privatising culture, education and communication as commodified content, distorts and deforms its free development, and prevents the very concept of its freedom from its own free development. While information remains subordinated to ownership, it is not possible for its producers to freely calculate their interests, or to discover what the true freedom of information might potentially produce in the world.</p>
<p>42. Free information must be free in all its aspects &#8211; as a stock, as a flow, and as a vector. The stock of information is the raw material out of which history is abstracted. The flow of information is the raw material out of which the present is abstracted, a present that forms the horizon the abstract line of an historical knowledge crosses, indicating a future in its sights. Neither stocks nor flows of information exist without vectors along which they may be actualised. The spatial and temporal axes of free information must do more offer a representation of things, as a thing apart. They must become the means of coordination of the statement of a movement, at once objective and subjective, capable of connecting the objective representation of things to the presentation of a subjective action.</p>
<p>43. It is not just information that must be free, but the knowledge of how to use it. Information in itself is a mere thing. It requires an active, subjective capacity to become productive. Information is free not for the purpose of representing the world perfectly, but for expressing its difference from what is, and for expressing the cooperative force that transforms what is into what may be. The test of a free society is not the liberty to consume information, nor to produce it, nor even to implement its potential in private world of one&#8217;s choosing. The test of a free society is the liberty for the collective transformation of the world through abstractions freely chosen and freely actualised.</p>
<p>Representation</p>
<p>44. All representation is false. A likeness differs of necessity from what it represents. If it did not, it would be what it represents, and thus not a representation. The only truly false representation is the belief in the possibility of true representation. Critique is not a solution, but the problem itself. Critique is a police action in representation, of service only to the maintenance of the value of property through the establishment of its value.</p>
<p>45. The politics of representation is always the politics of the state. The state is nothing but the policing of representation&#8217;s adequacy to the body of what it represents. Even in its most radical form, the politics of representation always presupposes an abstract or ideal state that would act as guarantor of its chosen representations. It yearns for a state that would recognise this oppressed ethnicity, or sexuality, but which is nevertheless still a desire for a state, and a state that, in the process, is not challenged as an statement of class interest, but is accepted as the judge of representation.</p>
<p>46. And always, what is excluded even from this enlightened, imaginary state, would be those who refuse representation, namely, the hacker class as a class. To hack is to refuse representation, to make matters express themselves otherwise. To hack is always to produce a difference, if only a minute difference, in the production of information. To hack is to trouble the object or the subject, by transforming in some way the very process of production by which objects and subjects come into being and recognise each other by their representations.</p>
<p>47. The politics of information, of knowledge, advances not through a critical negation of false representations but a positive politics of the virtuality of statement. The inexhaustible surplus of statement is that aspect of information upon which the class interest of hackers depends. Hacking brings into existence the inexhaustible multiplicity of all codes, be they natural or social, programmed or poetic. But as it is the act of hacking that composes, at one and the same time, the hacker and the hack, hacking recognises no artificial scarcity, no official licence, no credentialing police force other than that composed by the gift economy among hackers themselves.</p>
<p>48. A politics that embraces its existence as statement, as affirmative difference, not as negation can escape the politics of the state. To ignore or plagiarise representation, to refuse to give it what it claims as its due, is to begin a politics of statelessness. A politics which refuses the state&#8217;s authority to authorise what is a valued statement and what isn&#8217;t. A politics which is always temporary, always becoming something other than itself. Even useless hacks may come, perversely enough, to be valued for the purity of their uselessness. There is nothing that can&#8217;t be valued as a representation. The hack always has to move on.</p>
<p>49. Everywhere dissatisfaction with representations is spreading. Sometimes its a matter of breaking a few shop windows, sometimes of breaking a few heads. So-called &#8216;violence&#8217; against the state, which rarely amounts to more than throwing rocks at its police, is merely the desire for the state expressed in its masochistic form. Where some call for a state that recognises their representation, others call for a state that beats them to a pulp. Neither is a politics that escapes the desire cultivated within the subject by the educational apparatus.</p>
<p>50. Sometimes direct democracy is posited as the alternative. But this merely changes the moment of representation &#8211; it puts politics in the hands of claimants to an activist representation, in place of an electoral one.. Sometimes what is demanded of the politics of representation is that it recognise a new subject. Minorities of race, gender, preference demand the right to representation. But soon enough they discover the cost. They must now police the meaning of this representation, and police the adherence of its members to it. Even at its best, in its most abstract form, on its best behaviour, the colour blind, gender neutral, multicultural state just hands the value of representation over to the commodity form. While this is progress, particularly for those formerly oppressed by the state&#8217;s failure to recognise their identity as legitimate, it stops short at the recognition of expressions of subjectivity that seeks to become something other than a representation that the state can recognise and the market can value.</p>
<p>51. But there is something else hovering on the horizon of the representable. There is a politics of the unrepresentable, a politics of the presentation of the non-negotiable demand. This is politics as the refusal of representation itself, not the politics of refusing this or that representation. A politics which, while abstract, is not utopian. In its infinite and limitless demand, it may even be the best way of extracting concessions precisely through its refusal to put a name &#8211; or a price &#8211; on what revolt desires.</p>
<p>Revolt</p>
<p>52. The revolts of 1989 are the signal events of our time. What the revolts of 1989 achieved was the overthrow of regimes so impervious to the recognition of the value of the hack that they had starved not only their hackers but also their workers and farmers of any increase in the surplus. With their cronyism and kleptocracy, their bureaucracy and ideology, their police and spies, they starved even their pastoralists and capitalists of innovative transformation and growth.</p>
<p>53. The revolts of 1989 overthrew boredom and necessity. At least for a time. They put back on the world historical agenda the limitless demand for free statement. At least for a time. They revealed the latent destiny of world history to express the pure virtuality of becoming. At least for a time, before new states cobbled themselves together and claimed legitimacy as representations of what revolt desired. The revolts of 1989 opened the portal to the virtual, but the states that regrouped around this opening soon closed it. What the revolts really achieved was the making of the world safe for vectoral power.</p>
<p>54. The so-called anti-globalisation protests of the 90s are a ripple caused by the wake of these signal events, but a ripple that did not know the current to which it truly belonged. This movement of revolt in the overdeveloped world identifies the rising vectoral power as a class enemy, but all too often it allowed itself to be captured by the partial and temporary interests of local capitalist and pastoralist classes. It was a revolt is in its infancy that has yet to discover the connection between its engine of limitless desire and free statement, and the art of making tactical demands.</p>
<p>55. The class struggle within nations and the imperial struggle between nations has taken shape as two forms of politics. One kind of politics is regressive. It seeks to return to an imagined past. It seeks to use national borders as a new wall, a neon screen behind which unlikely alliances might protect their existing interests in the name of a glorious past. The other form is the progressive politics of movement. The politics of movement seeks to accelerate toward an unknown future. It seeks to use international flows of information, trade or activism as the eclectic means for struggling for new sources of wealth or liberty that overcomes the limitations imposed by national coalitions.</p>
<p>56. Neither of these politics corresponds to the old notion of a left or right, which the revolutions of 1989 have definitively overcome. Regressive politics brings together luddite impulses from the left with racist and reactionary impulses from the right in an unholy alliance against new sources of power. Progressive politics rarely takes the form of an alliance, but constitutes two parallel processes locked in a dialogue of mutual suspicion, in which the liberalising forces of the right and the social justice and human rights forces of the left both seek non-national and transnational solutions to unblocking the system of power which still accumulates at the national level.</p>
<p>57. There is a third politics, which stands outside the alliances and compromises of the post-89 world. Where both progressive and regressive politics are representative politics, which deal with aggregate party alliances and interests, this third politics is a stateless politics, which seeks escape from politics as such. A politics of the hack, inventing relations outside of representation.</p>
<p>58. Expressive politics is a struggle against commodity property itself. Expressive politics is not the struggle to collectivise property, for that is still a form of property. Expressive politics is the struggle to free what can be free from both versions of the commodity form &#8211; its totalising market form, and its bureaucratic state form. What may be free from the commodity form altogether is not land, not capital, but information. All other forms of property are exclusive. The ownership by one excludes, by definition, the ownership by another. But information as property may be shared without diminishing anything but its scarcity. Information is that which can escape the commodity form.</p>
<p>59. Politics can become expressive only when it is a politics of freeing the virtuality of information. In liberating information from its objectification as a commodity, it liberates also the subjective force of statement. Subject and object meet each other outside of their 