Hackeando Catatau

_em_ flux0…)))..OrRquesTrA. OrganiSmoS~

Archive for August, 2005

Laura de Borba Moosburger no Polavra

Laura L\'aura
Polavra tem confirmada a presença de Laura de Borba Moosburger. Graduada em filosofia pela UFPR onde é atualmete mestranda, Laura tem vários artigos publicados na área.

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Mario Domingues no Polavra

O professor de Latim e de Literatura Latina da UFPR Mario Domingues está confirmado para o evento Polavra. Mario Domingues obteve o Prêmio Menção Honrosa no Concurso Cruz e Sousa de Literatura, na categoria Poesia Nacional e o 1º Concurso Nacional de Clipoemas, promovido pela Fundação Cultural de Curitiba. É autor de Paisagem Transitória (Editora Ciência do Acidente, São Paulo/SP) além de muitas outras publicações autorais e de tradução direta do Latim.

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Octavius von Dusseldorf fala Thimpor no Polavra

Textos inauditos do Chargista e Cartunista Solda no Evento Polavra
no Sesc da Esquina, dia 02/09 em Desafiatlux

Livre-se!
(Informações de cocheira sobre a nossa ração cultural diária
)

O HOMEM DE TÚNICA, de Josias Crátilo de Souza; Editora Críton; 239 páginas que dão a impressão de 600; 10 cruzeiros.

Na Universidade de Mexelin, onde morreu de febre amarela
(bonita cor) em 1956, ele costumava dar longos passeios trajando uma túnica amarrotada com a inscrição: “A Arte proporciona à Ciência o meio para se conhecer uma rã no escuro” bordada no peito.
E não passou disso. A existência marcada pela fatalidade possibilitou à Josias Crátilo uma narrativa coerente e desigual, raramente encontrada em escritores canhotos, solteiros ou macrobióticos.
Em seu primeiro livro, “Desdiálogos”, ele achava Platão horrível, a começar pelas espáduas.
E afirmava categoricamente: “A idéia de uma república nova, governada por filósofos, em Siracusa, não partiu de Platão, e sim de um escravo subnutrido que queria trabalhar na cozinha, com o intuito de poder matar aquilo que o estava matando, ou seja, a fome”.
Em “O Homem de Túnica”, novas investidas contra o filósofo: “Sabemos perfeitamente que Platão nasceu de uma família nobre e ilustre. Ora, com todo esse empoamento social, como poderiam ter-lhe dado, quando garoto, o apelido de Platinha”? “Platinha”, sinceramente, senhores!”
Este livro nada acrescenta à curta carreira de Josias, muito mais seguro e maledicente em “Duro de Cintura”, onde narra a tragédia que envolve os camarões com mau hálito nas ilhas do Pacífico. No fim da vida, como se pode notar, Josias nutria pela literatura um amor simplesmente platônico.

A MÁQUINA DESCALÇA, de J. Forbes; Editora Ptolomeu; 226 páginas frente e verso; 226 cruzeiros (1 por página); capa grátis.

Uma holandesa é raptada por seres extraterrestres e levada ao planeta 662 – ramal 23, onde permanece 132 anos como prisioneira das potentes máquinas pensantes que habitam o misterioso corpo celeste, do tamanho de uma laranja sem sementes.
Como prisioneira dos estranhos seres, a holandesa não diz uma só palavra e, até que as máquinas cheguem à uma conclusão, permanece sentada sobre um exemplar da revista “GutGut”, distribuída nos banheiros públicos de Londres.
Quando finalmente resolve abrir a boca e dizer algo, uma das máquinas, semelhante à uma lavadora automática cheia de roupas sujas, lhe desfere um pontapé no traseiro, ato imediatamente revidado pela holandesa, que fica com o pé inchado durante o resto de sua permanência naquele planeta.
Devolvida à Terra, ela é encontrada por um povo extremamente desenvolvido, recebendo sessões diárias de acupuntura até que, lendo o jornal de domingo, encontra um emprego de peneira e foge de tudo.
A narrativa forte de J. Forbes evoca Isac Asimov da fase azul, com exceção da parte em que a holandesa sobe as escadas em direção ao WC da Diretoria. Para os leitores da moderna ficção científica com problemas no trato urogenital, um livro perfeito.

CICUTA SEM GELO, de José Parmênides de Eléia; Editora Priori; oitocentas e tantas páginas, uma mais enfadonha que a outra.

O autor não é, seguramente, pela Ética Tomista. Esta, baseada na finalidade metafísica, supõe que todos os seres têm um fim prefixado.
Neste livro, José Parmênides contraria toda uma filosofia iniciada em “Raios Catódicos”, polêmico e fundamental para a carreira do volúvel mineiro, que, aos 97 anos, é considerado um dos baluartes do “orelhismo”, movimento banido da Semana de 22 por não ter pé nem cabeça.
Na página 346, Parmênides nega tudo o que disse antes ao propor que “para se chegar a um determinado fim, é preciso passar pela metade, assim, um outro fim foi atingido, não o fim final, mas o fim começo” ou “o cume da escolástica é muito mais alto do que se imagina”.
Se os orelhistas atuais não estivessem tão euforicamente encurralados, teriam em Parmênides um colaborador de grande vulto, principalmente depois que, encarado pela intelectualidade pós-guerra, ele virou o rosto e escreveu “Moldando Baquelite”, oferecido às duas irmãs numa dedicatória simples e fulminante: “À Dulcinéia e à Rutinéia, sem as quais eu não continuaria na boléia”.
Permênides sempre teve na baderna uma arma contra a imensa seriedade peculiar de seus contemporâneos.
Olhar os lírios da estante, para ele, sempre foi uma discussão linguística, mas “Cicuta Sem Gelo” dificilmente será aquilo que todos esperam de um livro de Parmênides, contraditório do começo ao fim, em todas as páginas.
A mais cara das contradições, que deve custar ao autor o esquecimento por muito tempo, está na tonalidade discursiva, demonstrando talento e habilidade ao folhear o palavreado, mas deixando para trás o motivo inicial do livro, isto é, a finalidade dialética pura de encontrar a verdade.
E ela estava debaixo do tapete

VIDA, de Carmem Nunes Taciano; Editora Bodelér; 123 páginas; 100 cruzeiros, com direito a devolução.

A poesia morreu?
Não, segundo Carmem Nunes Taciano, que estréia com este “Vida” cheio de lirismo, contrastando com uma realidade dura e melancólica, embora um pouco trôpego e com erros de revisão.
A autora inspira confiança nas idéias, desde o poema “Linotipista Míope”, que abre o livro e nos entrega às meditações, até “Ode ao Transístor”, de uma agressividade ímpar, devolvendo ao leitor a raiva comovente da tragédia de Romeu e Julieta, os amantes de Verona, separados e ao mesmo tempo eternamente unidos pela rivalidade das famílias.
Os tropeços de “Vida” são insignificantes perante a habilidade da autora ao abordar temas perigosos, como a patética, porém romântica, aventura da moçoila que perde a virgindade num pife demorado.
Carmem Nunes Taciano garantiu com este “Vida” seu lugar na estante poética brasileira.
Os pecados da revisão, como por exemplo, na página 45, onde se lê: “Sede, gengibirra, lobo!”(Vêde, como gira o globo!) refletem o amadorismo da editora, prejudicando tão brilhante autora em seu livro inicial, mostrando as preocupações de uma jovem com os problemas do tio aposentado.

OS PIGMEUS, OS PIGTEUS, de Rolando Siqueira; Editora Ananás; 146 páginas de rolar de rir; vinte e tantos cruzeiros.

Em Borboréia, onde reside, ele é chamado carinhosamente pela população de “Dez Merréis”, apelido adquirido quando ainda era proprietário do único boteco da cidade, o saudoso “Arrebentou a Mi”, ponto de encontro de boêmios e seresteiros da cidade. E foi com essa vivência musical que Rolando Siqueira aprendeu a contar piadas, fazer trocadilhos e nunca mais tocar no assunto, conforme o prefácio de Igor Cabeça de Vodka, “Lo Borracho”. A leitura de “Os Pigmeus, os Pigteus” nos mostra um humorista maduro, caindo pelas tabelas, soltando foguetes pelo fim da censura prévia, apesar dos trocadilhos infames e exagerados.
Os dramas de um dono de boteco, nariz vermelho, em eterna discussão com uma esposa cheirando a bolinho-da-graxa, que lhe exige fidelidade até no truco, narrados com esperteza e linguagem inovadora, fazem deste volume um livro indispensável a todos os paus d’água que tomam mais de quatro ‘saideiras”.
Ou, como no trocadilho de Rolando Siqueira: “o mundo inteiro não vale o meu bar”.

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Thimpor

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Agosto

2005/dia 27 – Sábado de manhã

E por aí se escoa como em chuva o mês de agosto, outro como tantos outros que assim são nomeados só pra testemunhar evoluções solaris e perfazendo ao todo um nada, quase. Que pedra sobre pedra ou ao seu lado rola, e tudo queima e tudo seca, um dia. Somos terminações nervosas nessa superfície/pele do universo e somos micro-olhos, inda. Ser acometida pela lírica em laivos brancos como as folhas de algumas plantas venenosas. Por aí ficar o agosto em como as plantas ficam, torpor da decomposição. Toda fabulação é insana. Todo mito é paranóide. Toda literatura é sonambulismo ou sonho. Como a grande nave da igreja ao lado, adormecida no escuro que se estende em dentro e fora a si, guardiã de cânticos e orações, pios de corujas de muitas gerações em sua torre, arrulhar de pombas de outras tantas nos beirais, tamborilar febril das chuvas no telhado, passos talvez em dentro abaixo de seus pisos, interior profundo abaixo dos porões, murmúrio de reza nas paredes, nos tetos confissão de culpa e pedidos de perdão. Por cima a ela um avião que passa longamente ao longe e mais distante ainda as nuvens, a lua, o sol e as estrelas que às vezes são audíveis.

2005/dia 26 – sexta-feira

Musgos nos muros
Grandes manchas como fractais sobre os telhados
Sombras das árvores.
(só os ipês amarelam)
No primeiro planalto em agosto
A vida embolora e funga.

E lá vêm os sabiás de novo
Com sua velha ladainha
Como se já fosse primavera.
Fazem desajeitado dueto com os bem-te-vis solidários
Que no todo inverno
Cantaram sem graça para nós.

À noite, mesmo dia.

A brotar dos vórtices e
A escorrer em verticalidades
Engenhosamente recolhida em calhas e
Borbulhando por sarjetas, dutos e canais
Lá se foi a chuva quase toda.
Um pouco restou para o banho dos pardais.

2005/dia 28 domingo- manhã

Em resplender de sóis pela janela vejo a nave intacta,
Passada está a noite em tormentoso memorar,
Afastados todos os fantasmas do passado agora
Nova igreja para um novo rito e nova seita
Em fundo ao céu azul da quase primavera
Que na voz dos passarocos faz-se anunciar
Para bem logo. Aos poucos e delicadamente
Seca-se ao sol ao seu calor.
E sob o signo da virgem fica nova
E fica novo o mundo em flor.

Fim de agosto, 2005-08-28.

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Letícia Magalhães no Polavra

Mais palavras novas no Polavra, a poeta Letícia Magalhães também confirmou presença na Sexta.

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Ivan Justen Santana no Polavra

Ivan Justen Santana acaba de confirmar presença no evento Polavra, Ivan é curitibano, mestre em literatura, tradutor e blogueiro contumaz. O Polavra se dará na Sexta, 02 de setembro, dentro do DesafiatLux às 20:00

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Glerm Soares confirma a presença em Polavra

Glerm Soares fará leitura inédita de trechos de seu primeiro, único e último romance, que nunca será terminado: “A incrível Máquina de Fazer Moedas”, no dia 02 de setembro, no evento DesafiatLux – SESC da Esquina.

(…)Você me diz que isso não tem graça.

Eu digo que a graça esta nos pequenos momentos. Desta história e de todas as histórias que fazem parte da sua vida. Viva esta história. Construa sua história. Participe dela. Aqui e agora. E isso é tudo.

Mas e a arte? Você me pergunta? Como fica a arte???

A arte está morta, 7. Vou buscar a pá.

Enterramos aquela ninfa numa vala funda.
Ela ainda sorri e eu sei que respira.
Da sua tumba florescem pés de copos de leite que vertem sangue. Ligo a teve e todos os eletrodomésticos. Abro o jornal. Consulto meu saldo bancário.
Devo morrer agora.

Ela me beija. Eu estou morto. Mas sonho.
Sonho que morri. Mas sonho.

Começo.

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Glerm Soares confirma a presença em Polavra


Glerm Soares fará leitura inédita de trechos de seu catatau que nunca será terminado: ” A íncrivel Máquina de Fazer Moedas” em Desafiatlux, neste dia 02 no SESC.
(…)
Você me diz que isso não tem graça.

Eu digo que a graça esta nos pequenos momentos. Desta história e de todas as histórias que fazem parte da sua vida. Viva esta história. Construa sua história. Participe dela. Aqui e agora. E isso é tudo.

Mas e a arte? Você me pergunta? Como fica a arte???

A arte está morta, 7. Vou buscar a pá.

Enterramos aquela ninfa numa vala funda.
Ela ainda sorri e eu sei que respira.
Da sua tumba florescem pés de copos de leite que vertem sangue. Ligo a teve e todos os eletrodomésticos. Abro o jornal. Consulto meu saldo bancário.
Devo morrer agora.

Ela me beija. Eu estou morto. Mas sonho.
Sonho que morri. Mas sonho.

Começo.

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Mario Domingues no Polavra

O professor de Latim e de Literatura Latina da UFPR Mario Domingues está confirmado para o evento Polavra. Mario Domingues obteve o Prêmio Menção Honrosa no Concurso Cruz e Sousa de Literatura, na categoria Poesia Nacional e o 1º Concurso Nacional de Clipoemas, promovido pela Fundação Cultural de Curitiba. É autor de Paisagem Transitória (Editora Ciência do Acidente, São Paulo/SP) além de muitas outras publicações autorais e de tradução direta do Latim.

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1984 / What is Epic?

George Orwell, Hellow!

Link para o Museum of Media History
vejam o video!

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1984

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Agosto

2005/dia 24 quarta feira – manhã

Amanheceu assim: o céu ao sul em sombras
(enquanto o sol de sua casa vinha)
E logo em chuva espessa se transforma.
Vertido em águas
Sobre os tetos e caminhos
Vem aos homens, o céu,
Que nunca o alcançam.

2005/dia 24 . quarta-feira – noite

Levada
Em enxurrada,
Pela serra abaixo vou
Até o mar
E fico.

Ficar olhando o mar,
Sorrir pras suas ondas que sorriem,
Dentes alvos.
Boca/mar
Com o seu canto/espuma
Chamando-me
À sua vastidão salgada,
A outras Áfricas além.
Perder-se-me quero.

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Agosto, manhã de quarta, dia 24 em 2005.

Amanheceu assim: o céu ao sul em sombras
(enquanto o sol de sua casa vinha)
E logo em chuva espessa se transforma.
Vertido em águas
Sobre os tetos e caminhos
Vem aos homens, o céu,
Que nunca o alcançam.

Noite de quarta-feira, dia 24 em 2005.

Levada
Em enxurrada,
Pela serra abaixo vou
Até o mar
E fico.

Ficar olhando o mar,
Sorrir pras suas ondas que sorriem,
Dentes alvos.
Boca/mar
Com o seu canto/espuma
Chamando-me
À sua vastidão salgada,
A outras Áfricas além.
Perder-se-me quero

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prêmio para o humor paranaense

O cartunista Bennet, da Gazeta do Povo, foi premiado, no sábado passado, pelo 32.º Salão Internacional de Humor de Piracicaba – o evento mais tradicional do gênero no Brasil. Dividido nas categorias cartum, charge, caricatura e tiras – esta última vencida por Bennet –, o Salão recebeu 1.800 desenhos vindos de 27 países, dentre os quais foram escolhidos 245 finalistas, selecionados por um júri composto por figuras como Angeli, Ziraldo e Chico Caruso.

foto: Orlando Pedroso

posted by gilson camargo in HAckeandO CATATAU and have Comments (3)