Hackeando Catatau

_em_ flux0…)))..OrRquesTrA. OrganiSmoS~

Archive for October, 2006

Submidialogia em Olinda-PE

data: 12, 13, 14 e 15 de Outubro de 2006.
locais:
- Mercado da Ribeira – Centro Luiz Freire – Casa do Turista / Olinda – Pernambuco

http://submidialogia.descentro.org/submidialogia.html

a idéia

mimoSa

+trazer diferentes experiências – teóricas e práticas – para contatarem-se;
+jogar, de um novo ponto de vista, articulações entre teoria e prática nos meios tecnológicos;
+incentivar teoria sobre as prá¡ticas para que estas não anulem-se tornando-se utilitarismo;
+incentivar práticas sobre teoria, aplicando experiências em prol de uma (sub) concepção do aparato tecnológico midiático;
+criar um espaço tempo de subversão das prá¡ticas e teorias sobre tecnologia.

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Els Hommes passen con El Vent: eu e o meu gosto musical

domingo, 20 de agosto de 2006
o olho direito não focaliza
mas trepidaste
duque e mina os cachorros entediados
viraram o barco a esquina o lixo
visto deste eixo parece menos cálido
reitoria
tratado da

tripudiaste
me

assinado a azul

a vocês os mosquitinhos
odeio
o playmobil
de abajour
a andróide carcerária
com cara de pato
que entende tudo errado
tudo errado
e te rotula
- – - – - – - – -
de forma provisória
- – - – - – - – -
escrevo procuração
ah odiada
ah odiosa
manhã do vegetariano
acordar ganhando
uma espada de voz de pelúcia
lembro de ter me retirado
e ela havia se retirado mas foi
trapaça sobre a malha de hesitação que caracteriza-descaracteriza
sua minhoca de colégio
sua minhoca do senhor
três mangos pelo seu co-lapso
ou quem sabe eu
a gente vai precisar especular a percepção
constantemente informando os miolos através dos quais
o meu escopo a minha jurisdição o meu miosótis não comporta qualquer desvio misericórdia

eu tripudiavas

segue a lista
santa faltando
pé na nuvem
mila e o dinamismo
sem fim
japeri
araguaia
variável auditiva
duque&mina

loucos, funcionários e bobos -
riam amazonas

fazenda de tartarugas proibidas
libido e bílis e juntas
pedras preciosas
nervos macios e moídos
muito
fluidos
tecidos e miolos

enviado por lucida – lucida sans às 23:02:14.

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Iliada na Casa do Saber / Cantos III e XXII / Lori Santos e Patricia Reis Braga / 06 de outubro de 2006 às 20h00

Texto reproduzido da página da Casa do Saber
http://www.casadosaber.com.br

A Casa do Saber anuncia mais um sarau homérico. Depois de encenar os cantos 1 e 16 da Ilíada, obra fundadora da mentalidade e da sensibilidade ocidental, a Companhia Iliadahomero de Teatro apresenta os Cantos 3 e 22 de modo integral.
No canto 3, Páris, príncipe de Tróia, desafia Menelau para um duelo, na tentativa de decidir o destino da guerra entre gregos e troianos. Menelau vence, mas Páris sobrevive, salvo por Afrodite. No canto 22 , Aquiles duela com o troiano Heitor para vingar a morte de seu amigo Pátroclo. Aquiles o mata e desonra seu cadáver, arrastando-o ao acampamento grego.
Nas apresentações dessas pequenas rapsódias dos dois cantos, o espectador entra em contato com toda a riqueza da Ilíada, de Homero, na tradução de Odorico Mendes (1799-1864). Os atores narram dramaticamente a história e representam os heróis. Após o espetáculo, haverá bate-papo com o diretor Octavio Camargo.

Atores: Lori Santos e Patrícia Reis Braga
Direção: Octavio Camargo

A Casa do Saber fica na Rua Dr. Mário Ferraz, 414. no Jardim Paulistano – SP

A imagem acima é de Menelau, em detalhe de uma cópia da pintura de Thimantes, pintor grego do século IV a.c., reproduzida num mural de pompéia. No Canto III da Ilíada, Menelau se dispõe a resolver a disputa em um duelo singular contra Páris. Este, porém, é salvo por Vênus no último momento.

Fragmento da fala de Agamenon no Canto III (trad. Odorico Mendes)

“Do Ida augusto senhor, máximo padre,
Sol que vês e ouves tudo, rios, Terra,
Vós que no inferno castigais perjuros,
Desta aliança fiadores sede.
Se Páris vence a Menelau, conserve
Toda a riqueza e a dama, e nós voguemos;
Se o vence o louro Atrida, aqui nos rendam
Helena e o seu tesouro, e por memória
Multa condigna paguem: morto Páris,
Se Príamo e seus filhos ma refusam,
Té que os force ao dever, não largo as armas.”

Neste quadro de David, Andromaca e Astianax são representados ao lado do corpo de Heitor. A morte de Heitor é narrada no canto XXII da Iliada. o corpo do herói só é recuperado após as súplicas de Priamo (Pai de Heitor) à Aquiles, no Canto XIV.

Fragmento da fala de Andrômaca no Canto XXII (trad. Odorico Mendes)

“Heitor, ai! Triste,
Com fado igual nascemos, tu nos paços
Do rei Príamo em Tróia, eu na Tebana
Hipóplaco selvosa, onde criou-me
De menina Eetion para infortúnios,
E antes me não gerasse! Ora ao subtérreo
Orco desces profundo, e em luto e nojo
No viúvo aposento me abandonas;
Nem do nosso filhinho és mais o arrimo,
Nem ele o teu será. Da crua guerra
A escapar, não se escapa à desventura;
Mudado o marco, o esbulharão do prédio.
O pupilo no dia da orfandade
Perde os jovens amigos: baixo o rosto,
Água nos olhos, se o do pai segura,
Um pela túnica, outro pela capa,
Indigente é repulso; o mais piedoso
Bebida num copinho lhe escanceia,
Que os beiços banha e o paladar não molha.
O que possui os genitores ambos,
Fero da mesa o expulsa, espanca e enxota:
-Sai, conosco teu pai já não convive. -
Tal há-de vir choroso à mãe viúva
O infante meu, que aos paternais joelhos
Com tutanos de ovelha se nutria,
E lasso de brincar, entregue ao sono,
Da nutriz afagado ao brando colo,
Contente em mole berço adormecia.
Órfão, misérias sofrerá meu filho,
Que Astianax os nossos denominam,
Porque eras, nobre Heitor, único apoio
Destas muralhas. Ante as naus rostradas,
Longe dos pais, hão-de roer-te vermes,
Depois que nu te comam cães raivosos,
A ti, que hás finas e elegantes vestes,
Por tuas servas e por mim tecidas.
Já que para a mortalha nem te servem,
Em honra tua ao fogo vou queimá-las,
Dos Teucros em presença e das Troianas.”

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