Hackeando Catatau

_em_ flux0…)))..OrRquesTrA. OrganiSmoS~

Archive for February, 2007

torço pra que o robô delete e/ou manchete sem foto, há cores.

simples se fosse só caospital
macaco puxando bugio lesado de volta pra espantar chuva
pra espantar vírus da gripe surtando que urro ou rabisco é penicilina
eloquencia da lesão do esforço repetitivo
banaliza eloquencia
dispensa a trema
aki. com ponto.

isso não é verso
e tua gramática que se molde no sono do ←

todas tuas subsâncias anestesicas

vetor

teu desespero servidão
se move se culpa por mascar o osso do morto
mente que viu o que pensa virar carne
liga a caixa dissimula o autismo

epifaniza o delírio da dicionária

multiplica os corpos
justifica os copos
cospe em silêncio os totens nomes-próprios a não-reler

acabou-se o fim do mundo

seios para um novo reino
genêros pra quem verte leite

tua culpa – tu que decidiu prover sentido

e do analfabeto ao rabisco, do rabisco ao gesto

do tropeço ao ↓

posted by glerm in HAckeandO CATATAU and have Comment (1)

I LOVE THIS COMPANY, YEAH!

surplus

Charuto Cubano: As sociedades de consumo
destruíram o meio ambiente.
Exterminaram milhões de espécies
de plantas e animais.
Envenenaram os mares,
os rios e os lagos.
Poluíram o ar.
Encheram a atmosfera com dióxido
de carbono e outros gases nocivos.
Destruíram a camada de ozônio.
Esgotaram nossas reservas
de petróleo, carvão e gás natural,
além das fontes de minério.
Exterminaram nossas florestas
e destruíram suas próprias.

E o que restou para nós?

Subdesenvolvimento. Pobreza.
Dependência. Atraso.
Dívidas. Incerteza.

Para as sociedades superdesenvolvidas,
o problema não é o crescimento,
mas a distribuição.
Não apenas entre eles mesmos,
mas entre todos.

O desenvolvimento sustentável
é impossível
sem uma distribuição mais justa
entre todas as nações.

Antes de tudo, a humanidade
é uma grande família
que compartilha o mesmo destino.

Dada a severa crise atual,
estamos diante de um futuro ainda pior,
que nunca nos permitirá
resolver a tragédica econômica, social
e ecológica de um mundo
cada vez mais fora de controle.

Alguma coisa precisa ser
feita para salvar a humanidade.

Um mundo melhor é possível!
Dano à propriedade,
destruição da propriedade.

Ferrari: Aqueles que vieram aqui,
para se manifestarem pacificamente,
não puderam fazê-lo
por causa de certos indivíduos
com uma quase profissional
dedicação à violência.

Coquetel Molotov: Dano à propriedade não é violência. Um edifício
ou uma janela não podem ser violentados.
É diferente para nós
da questão da violência.
Isso não é violência, a não ser que
se trate de ataque a indivíduos.
Coisa que não fazemos.

Pessoas: Polícia… Assassina!

Coquetel Molotov: A elite estava em pânico,
especialmente depois de Seattle.
Estavam como que
buscando as causas.
E o único nome ao
que poderiam associar era John Zerzan.

Se você está buscando
a mente por trás de movimento,
ela é definitivamente John Zerzan.
Ele escreveu um livro,
dizendo que para salvar o mundo
devemos voltar
à idade da pedra.
E o modo de chegar lá é
destruir a indústria e tudo mais.

Doador de Sangue: É meio curioso ou estranho
que eu tenha sido chamado
o arquiteto da tática de
destruição da propriedade
ou do ativismo Black Block.
Isso certamente não é verdade.

Coquetel Molotov: Zerzan tem uma vida modesta, e por
muito tempo sua única fonte de renda
vinha a partir da
doação de seu próprio sangue.

Doador de Sangue: Nós estamos tentando estimular
apenas o questionamento.
Por que as pessoas vão lá fora e tentam
protestar ou fazer alguma coisa?
Isso não é violência insensata.

A insensatez é sentar ali,
drogar-se, assistir à MTV.
E então você arranja um emprego e cai
na submissão. Para mim essa é a violência.

Há cada vez mais sinais
em todo lugar
de que a vida do consumismo
não é nada satisfatória.

Tio Sam: Não podemos deixar com que o
terrorismo atinja seu objetivo
de intimidar nossa nação
o ponto de que não possamos mais…
Onde as pessoas não possam mais comprar.
Onde as pessoas não possam mais comprar.

Doador de Sangue: A vontade de consumir te aterroriza.
Somos aterrorizados para
nos tornarmos consumidores.

Nós temos a liberdade de escolher
entre as marcas A e B.
É essa a liberdade que temos.

Tio Sam: Não podemos deixar com que o
terrorismo atinja seu objetivo
de intimidar nossa nação
ao ponto de que não possamos mais…
…não possamos mais
conduzir nossos negócios.
Onde as pessoas não possam mais comprar.

Doador de Sangue: Sim, eu acho que há coisas demais.
Trabalhar constantemente
e consumir constantemente. É loucura.

Está destruindo tudo,
vai tudo desaparecer.

Eu vejo muito pouco
do que vale a pena preservar.

Não é proveitoso ou saudável
manter esse sistema.

Conseguir todas essas coisas
é uma questão de compulsão.

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Pessoas são obrigadas a trabalhar
em minas e em linhas de produção.

Sem essas coisas, nós não temos
tudo isso. Um mundo de coisas
para as quais devemos lutar
na formação das nossas vidas.

Eu acho que ninguém leva isso a sério,
mas a inércia se encarrega de levar tudo adiante.

Isso precisa parar.
Isso precisa ser destruído.

Charuto Cubano: Eles andam pelas ruas, expostos
ao constante veneno da propaganda,
semeando a fantasia, a ilusão
e o desejo do
consumo impossível.

Nós teremos um novo mundo.
Onde as pessoas não compram.

Consciência: O desejo de consumo te aterroriza.

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Televisor: Acho que os jovens de hoje
não têm nenhum futuro.

Coquetel Molotov: Acho que todos no
mundo agora podem sentir…

…podem sentir a força dessas
grandes corporações multinacionais

que estão efetivamente
começando a dominar o mundo.

Essas grandes
corporações multinacionais
gastam 400 bilhões de dólares
por ano tentando nos vender
fast food e carros, então é claro
que isso provoca um grande impacto em nós.

O comercial de TV de 30
segundos é a mais poderosa
peça de comunicação que os
seres humanos já criaram.

Você…
…está sentado na sua poltrona,
passivo, sem nada a dizer.

Enquanto lá fora há pessoas espertas
fazendo programas de TV e comerciais fantásticos.
Eles são os poderosos produtores
da informação e do significado.

Você é o consumidor passivo
de todo esse significado.
E o significado não é nada bom.
É apenas propaganda para a cultura de consumo.

Você pensa que felicidade é comprar
cada vez mais, especialmente no Natal.
Vamos aos shopping centers
e comprar coisas pra caramba, sabe como é?

Vendedor: O cliente pode escolher o
tipo do corpo e o da cabeça.
Então ele escolhe
a cor da pele,
a maquiagem, incluindo
a cor da boca,
a quantidade de sombra nos olhos,
delineador. Eles escolhem a cor do olho,
a cor do cabelo, o tipo de cabelo,
as unhas, praticamente tudo.

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Eles podem escolher exatamente o que quiserem.
A diferença entre nossas bonecas e
a maioria das que você vê por aí é óbvia.
Nós usamos técnicas hollywoodianas
de efeitos especiais para fazê-las.

Se formos pra ali dentro,
eu posso te mostrar cinco delas.

Esse é o tipo de cabeça n° 3.
Ela se adapta a certos corpos.
As cabeças e corpos são combináveis.
Esse é o tipo de cabeça n° 2.
Esse é o tipo de cabeça n° 6.
Está sem cabelo por enquanto.
Essa é outra cabeça, n° 7…
Essa é a cabeça 4… e cabeça 8.

Estamos lançando agora o boneco masculino.
Aqui está um dos corpos masculinos.
Ele está sem a
“coisa” ainda, mas…
Se você olhar ali
naquele canto, há um.
Esse na verdade é careca.

Esse é o corpo tipo 5.
Pequeno com seios bem grandes.
Este é um dos corpos mais recentes.
Esse é o corpo tipo 2, que também
é pequeno, mas com seios um pouco menores.
Mas são ainda de um bom tamanho.
Esse é o corpo tipo 4, que é pequeno
com seios também bem pequenos.
E aqui está outro n° 2…
Esse é o numero 1,
bem mais alto que os outros.
Esse é um corpo do tipo top-model,
bem magro e alto,
pra quem gosta desse biotipo.

Elas não são baratas. Cada uma dá
bastante trabalho, usamos materiais caros.
então elas custam algo
entre 6 e 7 mil dólares,
dependendo do corpo
e se é feminino ou masculino.

Veja, os seios são macios,
preenchidos com silicone mais macio.
Então eles são mais macios
que o resto do corpo.
É uma das características de venda
que mais atraem os consumidores.

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Mentirosos: …o PIB, PIB, PIB…

…um por cento.
…um por cento.
…um por cento.

Doador de Sangue: Dizem que o futuro
tecnológico dá poder às pessoas,
torna-as mais próximas,
dá a elas acesso à
variedade…

Disseram-nos que a
tecnologia libertaria as pessoas
e elas não teriam
que trabalhar tanto.

Viajo por todo lugar e só escuto
as pessoas dizendo:

“Tenho meu bipe, meu
celular, meu…”

Não posso nunca me afastar do trabalho.
As pessoas estão em uma coleira eletrônica
com todos esses novos aparelhos.
Elas estão cada vez menos
separadas do trabalho e da tecnologia.

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Vírus: Como usamos Bluetooth,
Como usamos 3G…
Será possível
ficar em casa e trabalhar
apenas realizando uma vídeo-conferência
com seus colegas de trabalho.

O computador será a melhor
ferramenta de socialização.
É realmente uma ferramenta
que pode aproximar as pessoas
mais do que isolá-las.

Doador de Sangue: A moderna tecnologia favorece
mais o distanciamento do que a proximidade,
a eficiência sobre a diversão.

Variedade…

Eu gostaria de ver
um projeto gigantesco de demolição.
Para nos livrar de todas essas coisas.
Para arrancar as estradas e as ruas.

Livrar-nos de tudo isso que se baseia
na destruição da natureza
e que nos separa dela,
que mantém as pessoas nessa monotonia
de trabalhar constantemente
e consumir constantemente. É loucura.

Isso está destruindo tudo,
vai tudo desaparecer.

Consciência: Um norte-americano comum consome
5 vezes mais que um mexicano.
10 vezes mais que um chinês.
E 30 vezes mais que um indiano.

Dez…

Trojan Macedo: Empreendedores, empreendedores, empreendedores…

Nove…

Coquetel Molotov: Acho que todos no
mundo agora podem sentir…

Oito…

…podem sentir a força dessas
grandes corporações multinacionais.
Muitas dessas empresas são mais
poderosas até do que governos.

Sete…

O primeiro mundo…

Seis…

…nós somos 20 por cento
da população mundial.
Mas consumimos 80 por cento
dos recursos do planeta.
Esse nível de consumo
é simplesmente insustentável.

Se continuarmos a
consumir nesse nível,
certamente iremos bater
contra a parede.

Cinco…

Se formos idiotas ao
continuar não escutando

Quatro…

os primeiros sinais de aviso
que o planeta está nos mandando,

Três…

teremos uma era terrível e talvez
levaremos séculos para a cura do planeta.

Dois…

Haverá um colapso
econômico mundial.

Um…

Haverá um colapso
econômico mundial.

Zero

Ignição

Decolar!

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Charuto Cubano: Quanta porcaria!
É repugnante o comportamento de muitos
líderes ao assistirem, como a um castelo
de cartas desmoronando, ao colapso
de seus modelos econômicos.
Cuba não promove o consumismo!
Viva o socialismo!
Pátria ou morte!
Venceremos!

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ECONOMIZE: CONSUMA APENAS O NECESSÁRIO

Dona da Bodega: Você tem um cartão com todas as
coisas que você pode pegar do armazém.
Isso é arroz, isso é feijão,
isso é óleo, de cozinhar, é claro,
açúcar, sabão e ali
vai estar a pasta de dentes.

Você pode ter tudo.
Isso é carne, isso é pão…
Você pode notar que temos cotas
diárias de pão. Todo dia, todo mês.
Janeiro, fevereiro, março…
Bom, é isso.

Você tem esse cartão,
vai até o armazém
e todo mês eles te dão uma cota
de acordo com o sistema de consumo.
Acho que é um sistema muito bom
para que cada um tenha
pelo menos suas necessidades
básicas cobertas.

Animador de Festa: E agora nosso líder supremo:
Comandante-chefe Fidel Castro Ruz!

Pessoas: Fidel, com certeza,
pros ianques não dá moleza!
Fidel, com certeza,
pros ianques não dá moleza!
Fidel, com certeza,
pros ianques não dá moleza!

Charuto Cubano: Distintos convidados.
Queridos compatriotas…

Risonha: Arroz.
Feijão.
Arroz e feijão.
Arroz, feijão.

Para um cubano, viajar é
um grande acontecimento.
Eu fui à Europa com uma
carta-convite de um amigo.
Na primeira vez em que fui a um
supermercado, meu queixo caiu.
Tudo foi um grande choque.
Existe tanta coisa de tudo.
Maçãs, pêras, bons perfumes,
xampus bons, tênis.
E foi assim.
Fui muito bom, muito mesmo!

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Dona da Bodega: Nós a chamamos de pasta de dientes.
Sua marca é Perla. Todo mundo conhece.
Nem precisam mais colocar a marca no produto.

Charuto Cubano: Cuba não promove o consumismo.
Cuba não se utiliza da propaganda.
Cuba, nosso país, é de longe
o mais democrático
país do planeta.

Risonha:
Na Inglaterra eu não comi feijão.
Não queria comer feijão.
Eu disse: “Eu não quero feijão,
quero alguma coisa diferente.”

A primeira coisa que fiz
foi ir ao McDonald’s.
Eu queria ver o McDonald’s.
Eu queria… Meu Deus!
Um Big Mac, um grande, grande Big Mac!

E eu via a TV,
trocava os canais, comia…
Eu cheguei em casa,
81 quilos, 81 quilos!

Tanta comida!
Comendo, de novo e de novo!
Eu sempre estava com fome,
meu corpo pedia por mais!
Comia e assistia TV.
Música. Programas musicais…
McDonald’s, Burger King…

Charuto Cubano: Quanta porcaria!
A economia global de hoje
é um cassino gigante!

Consciência: O Natal parece ter chegado
mais cedo em Wall Street neste ano.
As cada vez mais absurdas ações
de internet aumentaram de novo ontem.
Spray tem 50 empregados
da geração Nintendo,
que sabem tudo sobre internet
e trabalham por puro prazer.

Svante é um típico jovem
da sociedade da informação.
Com apenas 19 anos, já milionário, vai
freqüentemente a trabalho para San Francisco.

Volvo:
Cerca de 1 ou 2 milhões.
- 3 milhões e meio.
- 5 milhões.
- Quase 10 milhões.
- 14 milhões.
18 milhões…

Lá no fundo eu odeio dinheiro, e
não quero pensar mais sobre isso.

É engraçado, metade do meu tempo se destina
a achar maneiras de gastar meu dinheiro.

É tudo tão fácil.
Tenho tudo quando eu quiser,
todo o dinheiro que quero.
Não tenho nenhum problema.

Às vezes eu realmente sinto
falta da vida dura de antes, mesmo.
Pensar que seria difícil
gastar dinheiro. Posso viajar…
Há tantas maneiras simples
de gastar dinheiro.

É como: “Não tem problema,
vem comigo, meu bem…”
Mas sei bem que não é fácil,
toda minha energia está centrada nisso.

É isso o que me leva cada vez mais
pra dentro de mim mesmo, eu me sento e…
Estou tão vazio.
Quero encontrar um propósito pra isso tudo.
Preencher meu espírito com alguma coisa.
É engraçado, metade do meu tempo se destina
a achar maneiras de gastar meu dinheiro.

Minha mãe me disse ontem:
“Quem dera se você não tivesse esse dinheiro”.
“O que você está falando?” – “Quem
dera se você não tivesse esse dinheiro!”

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1 milhão.

2 milhão.

3 milhões e meio.

5 milhões.

Cerca de 10 milhões.

14 milhões.

18 milhões…

Era um excesso constante,
e você se acostuma a ele.
Um carrossel de dinheiro
que saiu de controle,
e em retrospectiva tudo
me parece tão idiota.

Quem vai querer isso, realmente? Ninguém.

Posso comprar um bom apartamento,
e me sentar ali, numa boa.
E então eu posso conhecer uma garota,
impressioná-la com meu apartamento.
Eu poderia dizer: “Minha querida,
vamos nos casar e comprar uma casa.”
E quando tivéssemos filhos,
então – opa, tudo acabou.

Opa, tudo acabou.

Às vezes eu realmente sinto
falta da vida dura de antes, mesmo.

18 milhões.

14 milhões.

10 milhões.

5 milhões.

3 milhões e meio.

2 milhões.

1 milhão.

1 milhão.

1…

Doador de Sangue: Uma existência confortável,
uma carreira, todas as promessas
de bem-estar material
são um tanto vazias.
Algumas pessoas certamente
compreendem esse vazio,
bem como os sérios limites
da realização e da liberdade.

De outra forma elas não
o fariam. Elas diriam:
“Vou apenas conseguir um emprego
e ser feliz.” Bem, quem é feliz?

Animador de Festa: Senhoras e senhores: Steve Ballmer!

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Trojan Macedo: Vamos lá! Levantem! Vamos!

Eu tenho quatro palavras pra vocês:

Eu…

Amo…

Esta…

Empresa!

YEAH!!!!

Consciência: Mais uma vez…

Tio Sam: Estou clamando por uma nova ética.
Os países desenvolvidos têm o dever
de não apenas dividir nossa riqueza,
mas também o de promover fontes
de produção dessa riqueza.

Doador de Sangue: Por que as pessoas vão lá
fora e tentam protestar
ou fazer alguma coisa?

Isso não é violência insensata.
A insensatez é sentar ali,
drogar-se, assistir à MTV.
E então você arranja um emprego e cai
na submissão. Para mim essa é a violência.

Danos limitados à propriedade
ou destruição da propriedade são necessários.
Isso quebra os limites
da “política comum”.

O que você conquista segurando uma
placa em um desses “protestos comuns”?
Por décadas eu vi isso.

Não adianta nada.

As pessoas não dão atenção. Por que
elas dariam? Não vale a pena.
Mas quando as pessoas lutam,
isso é alguma coisa.

Isso atrai e realmente deveria
atrair, porque é real.
Não é apenas um jogo simbólico de “Eu me
sinto bem. Eu tenho minha placa de protesto.”

Bem, eu não dou importância a isso.
Se isso fosse válido,
se fosse eficiente…
Eu preferiria uma manifestação pacífica.
Ninguém correria riscos.
Ninguém se machucaria ou seria preso.
Ninguém seria atingido na cabeça por um policial.
Nem mesmo uma janela seria quebrada. Perfeito.

Mas a coisa não funciona dessa forma.

Dano à propriedade…

Destruição da propriedade…

Tio Sam: Estou clamando por uma nova ética.

Doador de Sangue: As propriedades corporativas são os alvos
legitimamente mais óbvios para mim.
Bancos, lojas caras e franquias
como a Starbucks e outras.

As pessoas as percebem como parte
de um sistema global, parte desta forma
abusiva, regulatória
e destrutiva,
que está acabando com todas as
diferenças, toda a liberdade.

As pessoas de 2 milhões de anos
atrás não destruíam a natureza.
Elas não faziam guerras.
Tinham tempo livre e tudo mais.

É o que se entende por
primitivismo, de certa forma.

E para mim isso é muito inspirador.

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Coquetel Molotov: Neste novo mundo…
Neste novo mundo…
Neste novo mundo, as pessoas
recuperariam sua própria cultura.
Teríamos um novo conjunto de
valores. Uma mudança de paradigma.

Uma grande mudança mental global,
em que as pessoas rapidamente diriam:

“Eu não quero um carro da moda.”

Em que as pessoas rapidamente diriam:

“Eu não quero outro Big Mac.”

Em que as pessoas rapidamente diriam:

“Eu não quero vestir

um jeans da Diesel.”

Em que as pessoas rapidamente diriam:

“Eu quero ter uma vida

simples e prazerosa.”

Em que as pessoas rapidamente diriam:

“Eu quero ter uma vida

simples e prazerosa.”

Risonha: Eu quero alguma coisa diferente.

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Tio Sam: …uma vida simples e prazerosa.

**Legenda do filme Surplus (2003) de Erik Gandini

posted by lucio in HAckeandO CATATAU and have Comment (1)

Move 36. Now it´s your turn.

Brain and Body

Knowledge and will
As discussed in sections knowledge and will, we understand knowledge as a model, or recursive generator of predictions; while will is that agency which selects, or resolves uncertainty, in systemic processes. Knowledge and will are intimately related in the actions of all neural systems: the availability of knowledge acts as an a priori constraint on the range of possible actions; while the will selects a final action from that set.

In our thought and language we distinguish two different classes of elements which we say exist: our beliefs, expressing what we think we know; and our desires or intentions, expressing what we are striving for and intend to do. We can describe the elements of the first class collectively as knowledge, and the elements of the second class as will. They are not isolated from each other. Our goals and even our wishes depend on what we know about our environment. Yet they are not determined by it in a unique way. We clearly distinguish between the range of options we have and the actual act of choosing between them. As an American philosopher noticed, no matter how carefully you examine the schedule of trains, you will not find there an indication as to where you want to go. We think about knowledge as a representation of the world in our mind.

Another way to describe the relation between knowledge and will is as a dichotomy between not-I and I, or between object and subject. The border between them is defined by the phrase “I can”. Indeed, the content of our knowledge is independent of our will in the sense that we cannot change it by simply changing our intentions or preferences. On the contrary, we can change our intentions without any externally observable actions. We call it our will. It is the essence of our “I”.

Source: Principia Cybernetica

Brain in Action


ON SLEEP AND SLEEPLESSNESS
Aristotle (350 BC)

WITH regard to sleep and waking, we must consider what they are:
whether they are peculiar to soul or to body, or common to both; and
if common, to what part of soul or body they appertain: further,
from what cause it arises that they are attributes of animals, and
whether all animals share in them both, or some partake of the one
only, others of the other only, or some partake of neither and some of
both.
Further, in addition to these questions, we must also inquire what
the dream is, and from what cause sleepers sometimes dream, and
sometimes do not; or whether the truth is that sleepers always dream
but do not always remember (their dream); and if this occurs, what its
explanation is.
Again, [we must inquire] whether it is possible or not to foresee
the future (in dreams), and if it be possible, in what manner;
further, whether, supposing it possible, it extends only to things
to be accomplished by the agency of Man, or to those also of which the
cause lies in supra-human agency, and which result from the workings
of Nature, or of Spontaneity.

Measure of the Head


Cuidados com seu pitbull

Uma boa caminhada é um exercício bem gostoso para o cão, deixar ele cheirar e fazer xixí faz parte do processo, o passeio deve ser agradável ao cãozinho, importante estar em ordem com a vacina, particularmente aconselho reservar o filhote até completar a carteira de vacinas e só depois apresentar o passeio na rua, pois o fato de cheirar as fezes de animais adultos e/ou doentes pode conter encubadas viroses e até desenvolver no animalzinho com saúde ainda vulnerável.

Que tipo de exercícios devo fazer com meu pit bull?
Todos! Corrida e natação são muito interessantes. Outra coisa que eles adoram é o bungle jump, um objeto qualquer no qual eles possam se pendurar pela boca. Isto nada tem a ver com treinamento para rinhas ou aumento da agressividade do cão. Ao contrário. O pit bull é um cão de alto prey drive e o bungle jump é uma boa válvula de descarga.

Mental Curves

What Is the Soul?
Bertrand Russell, 1928.
One of the most painful circumstances of recent advances in science is that each one makes us know less than we thought we did. When I was young we all knew, or thought we knew, that a man consists of a soul and a body; that the body is in time and space, but the soul is in time only. Whether the soul survives death was a matter as to which opinions might differ, but that there is a soul was thought to be indubitable. As for the body, the plain man of course considered its existence self-evident, and so did the man of science, but the philosopher was apt to analyse it away after one fashion or another, reducing it usually to ideas in the mind of the man who had the body and anybody else who happened to notice him. The philosopher, however, was not taken seriously, and science remained comfortably materialistic, even in the hands of quite orthodox scientists.
Nowadays these fine old simplicities are lost: physicists assure us that there is no such thing as matter, and psychologists assure us that there is no such thing as mind. This is an unprecedented occurrence. Who ever heard of a cobbler saying that there was no such thing as boots, or a tailor maintaining that all men are really naked? Yet that would have been no odder than what physicists and certain psychologists have been doing. To begin with the latter, some of them attempt to reduce everything that seems to be mental activity to an activity of the body. There are, however, various difficulties in the way of reducing mental activity to physical activity. I do not think we can yet say with any assurance whether these difficulties are or are not insuperable. What we can say, on the basis of physics itself, is that what we have hitherto called our body is really an elaborate scientific construction not corresponding to any physical reality. The modern would-be materialist thus finds himself in a curious position, for, while he may with a certain degree of success reduce the activities of the mind to those of the body, he cannot explain away the fact that the body itself is merely a convenient concept invented by the mind. We find ourselves thus going round and round in a circle: mind is an emanation of body, and body is an invention of mind. Evidently this cannot be quite right, and we have to look for something that is neither mind nor body, out which both can spring.
Let us begin with the body. The plain man thinks that material objects must certainly exist, since they are evident to the senses. Whatever else may be doubted, it is certain that anything you can bump into must be real; this is the plain man’s metaphysic. This is all very well, but the physicist comes along and shows that you never bump into anything: even when you run your hand along a stone wall, you do not really touch it. When you think you touch a thing, there are certain electrons and protons, forming part of your body, which are attracted and repelled by certain electrons and protons in the thing you think you are touching, but there is no actual contact. The electrons and protons in your body, becoming agitated by nearness to the other electrons and protons are disturbed, and transmit a disturbance along your nerves to the brain; the effect in the brain is what is necessary to your sensation of contact, and by suitable experiments this sensation can be made quite deceptive. The electrons and protons themselves, however, are only crude first approximations, a way of collecting into a bundle either trains of waves or the statistical probabilities of various different kinds of events. Thus matter has become altogether too ghostly to be used as an adequate stick with which to beat the mind. Matter in motion, which used to seem so unquestionable, turns out to be a concept quite inadequate for the needs of physics.
Nevertheless modern science gives no indication whatever of the existence of the soul or mind as an entity; indeed the reasons for disbelieving in it are very much of the same kind as the reasons for disbelieving in matter. Mind and matter were something like the lion and the unicorn fighting for the crown; the end of the battle is not the victory of one or the other, but the discovery that both are only heraldic inventions. The world consists of events, not of things that endure for a long time and have changing properties. Events can be collected into groups by their causal relations. If the causal relations are of one sort, the resulting group of events may be called a physical object, and if the causal relations are of another sort, the resulting group may be called a mind. Any event that occurs inside a man’s head will belong to groups of both kinds;
Well, maybe not any event; to take drastic example, being shot in the head.
considered as belonging to a group of one kind, it is a constituent of his brain, and considered as belonging to a group of the other kind, it is a constituent of his mind.
Thus both mind and matter are merely convenient ways of organizing events. There can be no reason for supposing that either a piece of mind or a piece of matter is immortal. The sun is supposed to be losing matter at the rate of millions of tons a minute. The most essential characteristic of mind is memory, and there is no reason whatever to suppose that the memory associated with a given person survives that person’s death. Indeed there is every reason to think the opposite, for memory is clearly connected with a certain kind of brain structure, and since this structure decays at death, there is every reason to suppose that memory also must cease. Although metaphysical materialism cannot be considered true, yet emotionally the world is pretty much the same as it would be if the materialists were in the right. I think the opponents of materialism have always been actuated by two main desires: the first to prove that the mind is immortal, and the second to prove that the ultimate power in the universe is mental rather than physical. In both these respects, I think the materialists were in the right. Our desires, it is true, have considerable power on the earth’s surface; the greater part of the land on this planet has a quite different aspect from that which it would have if men had not utilized it to extract food and wealth. But our power is very strictly limited. We cannot at present do anything whatever to the sun or moon or even to the interior of the earth, and there is not the faintest reason to suppose that what happens in regions to which our power does not extend has any mental causes. That is to say, to put the matter in a nutshell, there is no reason to think that except on the earth’s surface anything happens because somebody wishes it to happen. And since our power on the earth’s surface is entirely dependent upon the sun, we could hardly realize any of our wishes if the sun grew could. It is of course rash to dogmatize as to what science may achieve in the future. We may learn to prolong human existence longer than now seems possible, but if there is any truth in modern physics, more particularly in the second law of thermodynamics, we cannot hope that the human race will continue for ever. Some people may find this conclusion gloomy, but if we are honest with ourselves, we shall have to admit that what is going to happen many millions of years hence has no very great emotional interest for us here and now. And science, while it diminishes our cosmic pretensions, enormously increases our terrestrial comfort. That is why, in spite of the horror of the theologians, science has on the whole been tolerated.

Phases of History

The universe is a labyrinth made of labyrinths. Each leads to another.
And wherever we cannot go ourselves, we reach with mathematics.
Stanislaw Lem, Fiasco

The Tree of Life

“Ce que c’est que penser.
Par le mot de penser, j’entends tout ce qui se fait en nous de telle sorte que nous l’apercevons immédiatement par nous-mêmes ; c’est pourquoi non seulement entendre, vouloir, imaginer, mais aussi sentir est la même chose ici que penser.” Article 9 des Principes de la philosophie.

“ Par le nom de pensée, je comprends tout ce qui est tellement en nous que nous en sommes immédiatement connaissants ” Réponses aux secondes objections.

“ Il n’y a aucune pensée de laquelle, dans le moment qu’elle est en nous, nous n’ayons une actuelle connaissance. ” Réponses aux sixièmes objections.
René Descartes

Wheel of the Law

“Trente rayons convergent au moyeu
Mais c’est le vide médian qui fait marcher le char”
Lao Tsé – Tao to king

Solar Man Polar Contrasts Unistate The TransitionPictorial

I want to block some common misunderstandings about “understanding”: In many of these discussions one finds a lot of fancy footwork about the word “understanding.
(…)
I will argue that in the literal sense the programmed computer understands what the car and the adding machine understand, namely, exactly nothing.
(…)
In many cases it is a matter for decision and not a simple matter of fact whether x understands y; and so on.
(…)
My car and my adding machine understand nothing: they are not in that line of business.
(…)
Newell and Simon (1963) write that the kind of cognition they claim for computers is exactly the same as for human beings. I like the straightforwardness of this claim, and it is the sort of claim I will be considering.
(…)
Our tools are extensions of our purposes, and so we find it natural to make metaphorical attributions of intentionality to them; but I take it no philosophical ice is cut by such examples.
(…)
The sense in which an automatic door “understands instructions” from its photoelectric cell is not at all the sense in which I understand English.
(…)
There are clear cases in which “understanding” literally applies and clear cases in which it does not apply; and these two sorts of cases are all I need for this argument.
(…)
To all of these points I want to say: of course, of course. But they have nothing to do with the points at issue.
(…)
We often attribute “understanding” and other cognitive predicates by metaphor and analogy to cars, adding machines, and other artifacts, but nothing is proved by such attributions.
John Searle

The Book of Life

I am the Walrus
(Lennon/McCartney)

I am he as you are he as you are me
and we are all together
See how they run like pigs from a gun
see how they fly
I’m crying
Sitting on a cornflake
Waiting for the van to come
Corporation T-shirt, stupid bloody Tuesday
Man you’ve been a naughty boy
you let your face grow long

I am the eggman
they are the eggmen
I am the walrus
Goo goo g’ joob

Mr. city policeman sitting
pretty little policemen in a row
See how they fly like Lucy in the sky
See how they run
I’m crying
I’m crying, I’m crying
Yellow matter custard
Dripping from a dead dog’s eye
Crabalocker fishwife
Pornographic priestess
Boy, you’ve been a naughty girl
you let your knickers down

I am the eggman
They are the eggmen
I am the walrus
Goo goo g’ joob

Sitting in an English garden
waiting for the sun
If the sun don’t come you get a tan
from standing in the English rain

I am the eggman
They are the eggmen
I am the walrus
Goo goo g’ joob

Expert, texpert choking smokers
don’t you think the joker laughs at you
See how they smile like pigs in a sty
See how they snide
I’m crying
Semolina pilchard
climbing up the Eiffel tower
Elementary penguin singing Hare Krishna
Man, you should have seen them kicking
Edgar Allan Poe

I am the eggman
They are the eggmen
I am the walrus
Goo goo g’ joob
Goo goo g’ joob
Goo goo g’ goo
goo goo g’ joob goo
juba juba juba
juba juba juba
juba juba juba juba
juba juba

The Cross Section

Education is what survives when what has been learned has been forgotten.
(…)
I did not direct my life. I didn’t design it. I never made decisions. Things always came up and made them for me. That’s what life is.
(…)
Society attacks early, when the individual is helpless.
(…)
The real problem is not whether machines think but whether men do.
(…)
We shouldn’t teach great books; we should teach a love of reading.

B. F. Skinner

Plan of the Brain

George Orwell, 1984, Chapter 6
(…)
A shrill trumpet-call had pierced the air. It was the bulletin! Victory! It always meant victory when a trumpet-call preceded the news. A sort of electric drill ran through the cafe. Even the waiters had started and pricked up their ears.

The trumpet-call had let loose an enormous volume of noise. Already an excited voice was gabbling from the telescreen, but even as it started it was almost drowned by a roar of cheering from outside. The news had run round the streets like magic. He could hear just enough of what was issuing from the telescreen to realize that it had all happened, as he had foreseen; a vast seaborne armada had secretly assembled a sudden blow in the enemy’s rear, the white arrow tearing across the tail of the black. Fragments of triumphant phrases pushed themselves through the din: ‘Vast strategic manoeuvre — perfect co-ordination — utter rout — half a million prisoners — complete demoralization — control of the whole of Africa — bring the war within measurable distance of its end victory — greatest victory in human history — victory, victory, victory!’

Under the table Winston’s feet made convulsive movements. He had not stirred from his seat, but in his mind he was running, swiftly running, he was with the crowds outside, cheering himself deaf. He looked up again at the portrait of Big Brother. The colossus that bestrode the world! The rock against which the hordes of Asia dashed themselves in vain! He thought how ten minutes ago — yes, only ten minutes — there had still been equivocation in his heart as he wondered whether the news from the front would be of victory or defeat. Ah, it was more than a Eurasian army that had perished! Much had changed in him since that first day in the Ministry of Love, but the final, indispensable, healing change had never happened, until this moment.

The voice from the telescreen was still pouring forth its tale of prisoners and booty and slaughter, but the shouting outside had died down a little. The waiters were turning back to their work. One of them approached with the gin bottle. Winston, sitting in a blissful dream, paid no attention as his glass was filled up. He was not running or cheering any longer. He was back in the Ministry of Love, with everything forgiven, his soul white as snow. He was in the public dock, confessing everything, implicating everybody. He was walking down the white-tiled corridor, with the feeling of walking in sunlight, and an armed guard at his back. The longhoped-for bullet was entering his brain.

He gazed up at the enormous face. Forty years it had taken him to learn what kind of smile was hidden beneath the dark moustache. O cruel, needless misunderstanding! O stubborn, self-willed exile from the loving breast! Two gin-scented tears trickled down the sides of his nose.

But it was all right, everything was all right, the struggle was finished.

He had won the victory over himself.

He loved Big Brother.

(All images above by Dr. Alesha Sivartha, The Book of Life)

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O ultimo capítulo da novela está para sair assim que se resolva o dilema instaurado na cabeça do poeta Thadeu Wojciechowski. Este pede ajuda á moscas volantes, para-brisas incandescentes e radio voadores sem pilha na solução do enigma proposto pela pitonisa

Quem souber que diga…

O DIA QUE MATEI O WILSON MARTINS

Capítulo 9

O Mulher na vida do Wilson.

- O cara diz que é poeta, Dr. Oliveira,
Mas nem parece homem com aqueles cabelos.
- Me traz esse meliante que lhe arranco os pêlos,
Depois vai ser noivinha até virar caveira.
Nesta delegacia, mando eu e mais ninguém!
Disseram que ele leva a alcunha de O Mulher.
- Certíssimo, doutor! Quando o senhor quiser
Começar o interrogatório, tem também
Material apreendido que pode ajudá-lo.
- Então, me traga tudo aqui já, ô, cavalo!

O agente sai e volta derrubando livros
E desabando sobre a mesa onde está o chefe.
- Puta que pariu! Merda! Tira mequetrefe!
Suma, antes que te ponha entre os inativos!
- Desculpe-me, doutor! Sou um desajeitado.
Mas aqui estão as provas apreendidas ontem.
- Livros!? Eu quero a arma. Vão lá e desmontem
A casa do filho da puta efeminado!
- Mas, doutor Oliveira, os livros são as provas
Que temos no momento. Não existem novas.

- Não diga, pangaré! Então, qual é a jogada?
- Os livros pertenciam ao mestre assassinado
E estavam em poder do rapaz acusado,
Quando fui atender no Largo uma chamada.
O caso era uma briga entre duas gostosonas,
E põe gostosa nisso! Quase pulo em cima!
Mas não interferi, porque não havia clima.
Pedi um martini doce e algumas azeitonas.
Comecei a papá-las e, bebericando,
Assisti à melhor cena que já vi neste ano.

- Vai dar uma de Dalton Trevisan agora?
Poupe-me, mini-pônei. Direto ao assunto!
- Quando as duas se acalmaram, eu me acalmei junto.
Foi então que o acusado fez um bota-fora
De livros muito bons. Um deles caiu-me aos pés.
Ao abri-lo, que surpresa! Trazia em seu bojo,
Do mestre, a assinatura que, em letras de estofo,
Reclama a propriedade. Meu olhar, de viés,
Insuspeito, mirou o alvo e, num salto esperto,
Dominei-o, em segundos, pelo flanco aberto.

A ruiva que há pouco gania que nem cadela,
Voa no meu pescocinho e leva um pescoção.
Algemo o tal Mulher e chamo o camburão,
Enquanto defenestro o namorado dela.
Pensei que ia ser linchado, mas chegou a tropa
E foi enfileirando os bebuns, no cacete.
Um senhor, bem vestido, rouba o capacete
De um guarda e, ao tentar sair de fino, topa
Com o Marreta, aquele negrão do terceiro
DPM, que lhe dá um pontapé no traseiro.

- Ui!, esse deve ter doído para caralho.
- O chute pegou saco, cu. Foi bem no meio
Das pernas. Levantou o cara do chão. Sei o
Quanto isso dói. Pro cara sentar, deu trabalho.
Mas prendemos a turma toda no quartel
E colocamos, um a um, sob investigação.
Vão ver o sol quadrado lá na detenção.
Nem a diarista gorda, que fez um escarcéu
Daqueles, escapou das garras do Marreta,
Que atordoou a velha com uma chapoleta.

Foi pipoqueiro, guardador-de-carro, não
Sobrou um pra contar a história lá no Largo.
- Belo trabalho, meu alazão! Café amargo
E uns dias na cela dão juízo e correção.
Agora, meu jumento preferido, diga
O que eu quero ouvir. Provas novas não há, certo?
O que temos de oásis em meio ao deserto
De idéias que esse departamento cultiva?
Desembucha, meu baio, não tenho o dia todo.
Solta a galope o rol de culpas desse povo.

- Encontramos, na bolsa da ruiva, maconha,
Um revólver com três cápsulas deflagradas,
E chaves. Como as portas não estão arrombadas,
Podem ter sido usadas pela sem-vergonha
Ou pelo assassino. Testes de baliza já
Estão em andamento, bem como os das chaves.
Burocracia e incompetência são entraves
Enormes. Agora só nos resta esperar.
Na casa do senhor de aspecto grave e sério,
Foi que demos de cara c’um grande mistério.

- Ah, foi lá que vocês encontraram a grana?
- Só verdinhas de cem. O pastor tem bom gosto.
- O quê, o cara é pastor? Na Universal tem posto?
- É um peixão pelo jeito. Mora em rua bacana,
Puta mansão, carrões, coleções de boa bebidas:
Vinhos, uísques, tequilas, runs, vodkas, absintos
E cachaças das boas, já bem envelhecidas
Nos barris de carvalho, em vários recintos.
A caixa de Blue Label está guardadinha
Para o senhor beber, na próxima festinha!

- Meu puríssimo-sangue da Arábia merece
Promoção! Que tal ser o meu braço direito?
- O esquerdo é que lhe falta. Não fosse o defeito,
O doutor já teria chegado à Marrakesch
A nado. Superintendente da polícia é pouco,
Pra quem tem um Q.I. elevado como o seu.
- Ainda bem que tem quem reconheça que meu
Enorme potencial aqui é tratado a soco,
Pontapé e safanão. Relinche, que eu faço gosto,
De ouvir estas verdades assim: rosto a rosto.

- Ah! Chefinho, o senhor já entregou a bufunfa
À corregedoria? Cem mil dólares, Deus!,
O que eu não daria pra tê-los entre os dedos meus.
- Isso não lhe compete, comigo só triunfa
Quem não se mete à besta e fica bem calado.
E pra você saber, as notas eram xerox,
Só cópias vagabundas. Tirei-as dos potes
E enviei ao Secretário, Dr. Paulo Furtado.
- Falsas? Aquelas notas? Eu não acredito!
- Pois pode acreditar. Se quiser, eu repito.

Mas chega desse assunto. O que mais conseguiu?
- Bem…tem algumas coisas, mas muito intrigantes.
Muito mesmo. A diarista já trabalhou antes
Com o Wilson e foi demitida em abril.
E foi bem problemática a demissão
Por justa causa. Temos que investigar fundo.
Parece que tem culpa no cartório, pois, junto
Com ela estava uma corrente de ouro, tão
Valiosa, que há queixa de roubo. E quem fez?
- O Wilson Martins, certo, meu bom bolonhês? (1)

- Muito bem, perspicácia é arma da polícia.
Mais comprometedor é que ela tinha cópias
De chaves em sua bolsa que parecem próprias
De uma mansão e não de um mocó de caliça.
Aí tem, viu, doutor!? A velha tem varizes
Até nos braços, pode um troço desses? Putz!
As rugas são tão fundas que não sei se há cútis
Sobre aquelas pelancas em forma de raízes.
O pipoqueiro é trinta e cinco anos mais moço,
Mas da fruta da velha chupa até o caroço!

- O que quer insinuar? Que esses dois são amantes?
- Não só são bons amantes, como também andam
Vendendo otras cositas que não são pipocas.
- Não vai querer dizer que os dois são traficantes?
- Sim. E de cocaína pura. O carrinho
De pipoca era só fachada para o tráfico.
Tudo muito bem feito. Tipo jogo rápido.
O pó era mocado dentro de um pacotinho
De sal. Os clientes tinham senha pra comprar
E pediam um salzinho extra pra levar.

- Mas como descobriu a ligação dos dois?
- A bela garçonete entregou a jogada.
O dono do bar era sócio da parada.
Disse que o pó corria solto logo depois
Que baixavam as portas e que só dá uns pegas,
não é viciada. Vou te contar, viu, doutor!?
O troço está de um jeito que eu não vejo por
Onde começar. Mas pode deixar c’o degas
Aqui, que vai dar tudo certo no final.
Se a gostosa cagar pra trás, vai levar pau.

Já transcrevi seu depoimento, se ela assina
Ou não é outro negócio. Tenho minhas dúvidas,
Pois choveu advogado a cântaros e as únicas
Testemunhas foram instruídas na surdina.
Ô raça fia da mãe! Parecem urubus
Vindo atrás de carniça, porra! Nunca vi
Coisa igual, me dá nojo. Tomem nos seu cus,
Filhos da puta! Pusilâmines! Daqui
Não sai ninguém até que me contem tudinho.
Tim-tim por tim-tim, muito bem explicadinho!

- Certíssimo, meu Apaloosa. Teu tropel (2)
Escreverá em ouro meu nome na história.
Até já posso ver as manchetes, a glória
Da capa na Tribuna, meu limite é o céu! (3)
Entrevistas, sessões de foto, imagine só:
Delegado Oliveira, o nosso Sherlok Holmes!,
Tomando toda a capa, sem ter outros nomes
Para ofuscar meu brilho. Cocoricocó!
Do espalhafato da galinha nasce a fama
Do ovo, e uma medalha meu peito reclama!

- Amado chefe, já o vejo lá nas alturas
E todos a seus pés, implorando atenção,
A chuva de convites, comemoração,
O carro aberto escoltado por cem viaturas!
Mas pra que isso se torne real, vamos à luta.
O guardador de carros era o segurança
Do point, está sacando? Então a coisa avança.
Onde estão os bacanas? Quem será o batuta
Que comanda esses pés-de-chinelo da porra?
Café de primeira não se faz com a borra!

Sabe, doutor, de toda essa canalha aí,
Se salva pouca coisa, mas vamos em frente.
- Chame O Mulher agora mesmo, tenho em mente
Que esse é o nosso homem. Vai, suma daqui!
Enquanto eu interrogo; você, meu Bretão, (4 )
Cavalgue em direção às provas que preciso.
Esprema todos eles. Leve-os lá pro piso
Inferior. Faça suco de ossos e um sopão
Com os miúdos. A imprensa quer sempre notícia
Fresca, então, prepare a bomba mais propícia.

O que se segue todos sabem: o pau come
Solto pelo porão, corredores e salas
Da delegacia, onde arquivos, papéis, malas
E homens tentam chegar finalmente a um nome.
Depoimentos são lidos, relidos, refeitos,
Analisados, comparados, comentados,
Interpretados, investigados, jogados
Pra lá e pra cá, ficando ainda sujeitos
A novas aventuras nesse labirinto
De idéias e teses, que enlouquecem o recinto.

O governador quer resultados pra já;
O superitendente da polícia, pra ontem.
A imprensa? Bem, fabrica histórias de monte.
Maracujá ou comer cu de marajá
Tanto faz, quanto mais fictício o estropício
Melhor. Quem afinal quer saber da verdade?
A ficção é que vale, não a realidade.
Quem se importa se colocam no hospício
O Mulher, aleijado por uma seção
De tortura total num pau-de-arara, ou não?

Quem se importa se fazem de mulher um homem
E lhe quebram as pernas para que confesse
O que fez e o que não? Quem rezaria uma prece
A quem chora de dor porque dez o comem?
Quem se incomodaria de sair de seu lar
E cobrar real justiça a um louco cabeludo,
Que atende pela alcunha de O Mulher, no mundo?
Quem cobraria a conta? Quem? Quem pagaria,
Conveniência e correção na mesma via?

Quem releria o capítulo sete de novo
Pra sentir o que é um Manicômio Judiciário?
Quem sentenciaria tudo que julgou inválido
E começaria de novo a contar com o ovo
No cu da galinha agora? Qual de nós, poetas,
Enforcaria seu canto pra dar dar vez e voz
A um zumbi entorpecido, vigiado por nós
Na camisa de força e mil gritos de alerta?
Quem, vendo-o babar, de olhos vazios no horizonte,
O chamaria de irmão com prazer de Anacreonte? (5 )

Mas deixemos, leitores, de lado o capítulo
Com suas cento e quarenta linhas mal rimadas,
Mil seiscentos e oitenta sílabas contadas,
E um Wilson reluzindo bem no meio do título.
Digamos que foi apenas mero desabafo
De alguém que foi lançado aos porões de um inferno
Em vida e quer fugir desse castigo eterno,
Com a poesia que tem debaixo do seu braço.
Afinal, um O Mulher a mais, um O Mulher
A menos, só faz diferença pra quem quer.

Você quer? Não? Então deixe c’o beque aqui.
Que eu vou fundo na história e, doa a quem doer,
Resolvo esse mistério, libertando, de uma vez
Por todas, inocentes e réus em poder
Dessa justiça cega, surda, muda e podre.
Estou bêbado? Louco? Claro. É bem óbvio.
Mas não assinei meu atestado de óbito
E quando ouço a palavra cultura, ao coldre,
Não levo a mão e, sim, ao coração, meu músculo
Maior, motor do espírito, juiz sempre justo!

(1, 2, 4) – Raças de cavalo
(3) – Jornal mais popular de Curitiba, focado em crimes e futebol.
(5) – Poeta, máximo representante da lírica jônica. Cantou os prazeres do convívio, do vinho e do amor.

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“And there you have it, ladies and gentlemen, the human brain.”

reanimator
“I’LL SHOW YOU! 17 seconds! Re-animation at 17 seconds! Dr. Halsey, you once did me a favor by letting me in to your medical school. Doctor, welcome back to life!”
- Herbert West

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sistema arreverso

matema

“(…) Conjuga um sistema arreverso, cultiva tudo que lhe tanja, convida tudo que fôr angênico, miasma, escória, diferença, rebotalho, carência insubsistente, os gnomos de Prestesjoão a cair sôbre os pigmeus, petranhas edificantes. O revérbero toma a forma que o torna um dilema equilátero. O revérbero: sístole do ser, diástole já produta de si própria pelo outro. Manter as últimas consequências dentro dos justos limites | Imparódias em falsete: o limite aonde tende o hiato deixado pelas elipses cuja razão de ser sua função já cumpriu a contentamento. Atrás da orelha: o pulgatório entresai. Salto mortal em curva de segundo grau, extremo onde se resolve voltar a ser normal, rentremos. Cabeça etérea, tronco fluido e membro sólido, da pedra ao vapor, o upa não passa por nenhum oásis, e também acho: que soslaiavanço representeia um encontrovelo, vim perguntando a um por nome, a cada outro através de diversos recursos. Trato-os de um jeito, de um jeito de molde a que se diga levantando meu nível: fui primeiro a descobrir a propulsão dos projéteis a vazio contínuo, moléstia que pôs fora de foco muitos dos melhores; a indeterminação de certos limites e com licença da exatidão a santidade de solos até então classificados como meros flatos de voz. A margem de chances de ocorrência a uma certeza, sem ponto de referendum com as áreas precedentes, de cem a uma cai nula. Quem vive a favor da realidade?

Se eu, bazar provendo quermesse, não os tivesse tirado do esquecimento a que os votavam lendas e lendas, seu centro estava ausente, seu janeiro além do contrôle, a salvo de incêndios, de todo destino isento. Quis al. Num raio de dois olhares, nenhum lençol de fantasma para serenar meu gôsto por êsse tipo de espetáculo.

Onde tudo é bruma, o navio perdeu a ursa, aonde rumo? Aquendiospártia | Um encontrito dissipa oblíqua queda, a luz na fresta em baixo da porta, ruínas maquinam malefícios, abismam planícies, trocam o dia dos palermas por uma noite de alarmes | Falta fé nas trajetórias, febo nas camélias, fogo na canjica, mão de macaco na velha cumbuca | Nova cai a luva uma ova na boa cova guardalupa – a bola obra, empecilho ante o espêlho, bácuo para a vastidão, o óbice cai como um óbolo no glóbulo das clemências suábias, não minimiza, não subestima, antepenáltima | Profeta anacrônico, sicofanta do devir, diga agora o que vai ser, o descortino dos novíssimos não te predispôs a adulterar utopíadas? O velho poço, Tales filosofa e catrapum | (…)”

occam 1975

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domingo no parque


chernobyl – centro cívico – carrinho de choque

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