Hackeando Catatau

_em_ flux0…)))..OrRquesTrA. OrganiSmoS~

Archive for May, 2007

Quem a paca cara compra Pagará a paca cara!

cego

Peleja do Cego Aderaldo com Zé Pretinho dos Tucuns

Apreciem, meus leitores,
Uma forte discussão,
Que tive com Zé Pretinho,
Um cantador do sertão,
O qual, no tanger do verso,
Vencia qualquer questão.

Um dia, determinei
A sair do Quixadá —
Uma das belas cidades
Do estado do Ceará.
Fui até o Piauí,
Ver os cantores de lá.

Me hospedei na Pimenteira
Depois em Alagoinha;
Cantei no Campo Maior,
No Angico e na Baixinha.
De lá eu tive um convite
Para cantar na Varzinha.

Quando cheguei na Varzinha,
Foi de manhã, bem cedinho;
Então, o dono da casa
Me perguntou sem carinho:
— Cego, você não tem medo
Da fama do Zé Pretinho?

Eu lhe disse: — Não, senhor,
Mas da verdade eu não zombo!
Mande chamar esse preto,
Que eu quero dar-lhe um tombo —
Ele chegando, um de nós
Hoje há de arder o lombo!

O dono da casa disse:
— Zé Preto, pelo comum,
Dá em dez ou vinte cegos —
Quanto mais sendo só um!
Mando já ao Tucumanzeiro
Chamar o Zé do Tucum.

Chamando um dos filhos, disse
Meu filho, você vá já
Dizer ao José Pretinho
Que desculpe eu não ir lá —
E que ele, como sem falta,
Hoje à noite venha cá.

Em casa do tal Pretinho,
Foi chegando o portador
E dizendo: — Lá em casa
Tem um cego cantador
E meu pai mandou dizer-lhe
Que vá tirar-lhe o calor!

Zé Pretinho respondeu:
— Bom amigo é quem avisa!
Menino, dizei ao cego
Que vá tirando a camisa,
Mande benzer logo o lombo,
Porque vou dar-lhe uma pisa!

Tudo zombava de mim
E eu ainda não sabia
Se o tal do Zé Pretinho
Vinha para a cantoria.
As cinco horas da tarde,
Chegou a cavalaria.

O preto vinha na frente,
Todo vestido de branco,
Seu cavalo encapotado,
Com o passo muito franco.
Riscaram duma só vez,
Todos no primeiro arranco

Saudaram o dono da casa
Todos com muita alegria,
E o velhote, satisfeito,
Folgava alegre e sorria.
Vou dar o nome do povo
Que veio pra cantoria:

Vieram o capitão Duda
Tonheiro, Pedro Galvão,
Augusto Antônio Feitosa
Francisco, Manoel Simão
Senhor José Campineiro
Tadeu e Pedro Aragão.

O José das Cabaceiras
E o senhor Manoel Casado,
Chico Lopes, Pedro Rosa
E o Manoel Bronzeado,
Antônio Lopes de Aquino
E um tal de Pé-Furado.

Amadeu, Fábio Fernandes,
Samuel e Jeremias,
O senhor Manoel Tomás,
Gonçalo, João Ananias
E veio o vigário velho,
Cura de Três Freguesias.

Foi dona Merandolina,
Do grêmio das professoras,
Levando suas duas filhas,
Bonitas, encantadoras —
Essas duas eram da igreja
As mais exímias cantoras.

Foi também Pedro Martins,
Alfredo e José Segundo,
Senhor Francisco Palmeira,
João Sampaio e Facundo
E um grupo de rapazes
Do batalhão vagabundo.

Levaram o negro pra sala
E depois para a cozinha;
Lhe ofereceram um jantar
De doce, queijo e galinha —
Para mim, veio um café
E uma magra bolachinha.

Depois, trouxeram o negro,
Colocaram no salão,
Assentado num sofá,
Com a viola na mão,
Junto duma escarradeira,
Para não cuspir no chão.

Ele tirou a viola
De um saco novo de chita,
E cuja viola estava
Toda enfeitada de fita.
Ouvi as moças dizendo:
— Oh, que viola bonita!

Então, para eu me sentar,
Botaram um pobre caixão,
Já velho, desmantelado,
Desses que vêm com sabão.
Eu sentei-me, ele vergou
E me deu um beliscão.

Eu tirei a rabequinha
De um pobre saco de meia,
Um pouco desconfiado
Por estar em terra alheia.
Aí umas moças disseram:
— Meu Deus, que rabeca feia!

Uma disse a Zé Pretinho:
— A roupa do cego é suja!
Botem três guardas na porta,
Para que ele não fuja
Cego feio, assim de óculos,
Só parece uma coruja!

E disse o capitão Duda,
Como homem muito sensato:
— Vamos fazer uma bolsa!
Botem dinheiro no prato —
Que é o mesmo que botar
Manteiga em venta de gato!

Disse mais: — Eu quero ver
Pretinho espalhar os pés!
E para os dois contendores
Tirei setenta mil réis,
Mas vou completar oitenta —
Da minha parte, dou dez!

Me disse o capitão Duda:
— Cego você não estranha!
Este dinheiro do prato,
Eu vou lhe dizer quem ganha:
Só pertence ao vencedor —
Nada leva quem apanha!

E nisto as moças disseram:
— Já tem oitenta mil réis,
Porque o bom capitão Duda,
Da Parte dele, deu dez. . .
Se acostaram a Zé Pretinho,
Botaram mais três anéis.

Então disse Zé Pretinho:
— De perder não tenho medo!
Esse cego apanha logo —
Falo sem pedir segredo!
Como tenho isto por certo,
Vou pondo os anéis no dedo …

Afinemos o instrumento,
Entremos na discussão!
O meu guia disse pra mim:
— O negro parece o Cão!
Tenha cuidado com ele,
Quando entrarem na questão!

Então eu disse: — Seu Zé,
Sei que o senhor tem ciência —
Me parece que é dotado
Da Divina Providência!
Vamos saudar este povo,
Com sua justa excelência!

PRETINHO — Sai daí, cego amarelo,
Cor de couro de toucinho!
Um cego da tua forma
Chama-se abusa-vizinho —
Aonde eu botar os pés,
Cego não bota o focinho!

CEGO – Já vi que seu Zé Pretinho
É um homem sem ação —
Como se maltrata o outro
Sem haver alteração?!…
Eu pensava que o senhor
Tinha outra educação!

P. — Esse cego bruto, hoje,
Apanha, que fica roxo!
Cara de pão de cruzado,
Testa de carneiro mocho —
Cego, tu és o bichinho,
Que comendo vira o cocho!

C. — Seu José, o seu cantar
Merece ricos fulgores;
Merece ganhar na saia
Rosas e trovas de amores —
Mais tarde, as moças lhe dão
Bonitas palmas de flores!

P. — Cego, eu creio que tu és
Da raça do sapo sunga!
Cego não adora a Deus —
O deus do cego é calunga!
Aonde os homens conversam,
O cego chega e resmunga!

C. — Zé Preto, não me aborreço
Com teu cantar tão ruim!
Um homem que canta sério
Não trabalha verso assim —
Tirando as faltas que tem,
Botando em cima de mim!

P. — Cala-te, cego ruim!
Cego aqui não faz figura!
Cego, quando abre a boca,
É uma mentira,pura —
O cego, quanto mais mente,
Ainda mais sustenta e jura!

C. — Esse negro foi escravo,
Por isso é tão positivo!
Quer ser, na sala de branco,
Exagerado e altivo —
Negro da canela seca
Todo ele foi cativo!

P. — Eu te dou uma surra
De cipó de urtiga,
Te furo a barriga,
Mais tarde tu urra!
Hoje, o cego esturra,
Pedindo socorro —
Sai dizendo: — Eu morro!
Meu Deus, que fadiga!
Por uma intriga,
Eu de medo corro!

C. — Se eu der um tapa
No negro de fama,
Ele come lama,
Dizendo que é papa!
Eu rompo-lhe o mapa,
Lhe rompo de espora;
O negro hoje chora,
Com febre e com íngua —
Eu deixo-lhe a língua
Com um palmo de fora!

P. —No sertão, peguei
Cego malcriado —
Danei-lhe o machado,
Caiu, eu sangrei!
O couro eu tirei
Em regra de escala:
Espichei na sala,
Puxei para um beco
E, depois de seco,
Fiz mais de uma mala!

C. —Negro, és monturo,
Molambo rasgado,
Cachimbo apagado,
Recanto de muro!
Negro sem futuro,
Perna de tição,
Boca de porão,
Beiço de gamela,
Venta de moela,
Moleque ladrão!

P. — Vejo a coisa ruim —
O cego está danado!
Cante moderado,
Que não quero assim!
Olhe para mim,
Que sou verdadeiro,
Sou bom companheiro —
Canto sem maldade
E quero a metade,
Cego, do dinheiro!

C. — Nem que o negro seque
A engolideira,
Peça a noite inteira
Que eu não lhe abeque —
Mas esse moleque
Hoje dá pinote!
Boca de bispote,
Vento de boeiro,
Tu queres dinheiro?
Eu te dou chicote!

P. — Cante mais moderno,
Perfeito e bonito,
Como tenho escrito
Cá no meu caderno!
Sou seu subalterno,
Embora estranho —
Creio que apanho
E não dou um caldo…
Lhe peço, Aderaldo,
Que reparta o ganho!

C. — Negro é raiz
Que apodreceu,
Casco de judeu!
Moleque infeliz,
Vai pra teu país,
Se não eu te surro,
Te dou até de murro,
Te tiro o regalo —
Cara de cavalo,
Cabeça de burro!
P. — Fale de outro jeito,
Com melhor agrado —
Seja delicado,
Cante mais perfeito!
Olhe, eu não aceito
Tanto desespero!
Cantemos maneiro,
Com verso capaz —
Façamos a paz
E parto o dinheiro!

C. — Negro careteiro,
Eu te rasgo a giba,
Cara de gariba,
Pajé feiticeiro!
Queres o dinheiro,
Barriga de angu,
Barba de guandu,
Camisa de saia,
Te deixo na praia,
Escovando urubu!

P. – Eu vou mudar de toada,
Pra uma que mete medo —
Nunca encontrei cantador
Que desmanchasse este enredo:
É um dedo, é um dado, é um dia,
É um dia, é um dado, é um dedo!

C.— Zé Preto, esse teu enredo
Te serve de zombaria!
Tu hoje cegas de raiva
E o Diabo será teu guia —
É um dia, é um dedo, é um dado,
É um dado, é um dedo, é um dia!

P. — Cego, respondeste bem,
Como quem fosse estudado!
Eu também, da minha parte,
Canto versos aprumado —
É um dado, é um dia, é um dedo,
É um dedo, é um dia, é um dado!

C. — Vamos lá, seu Zé Pretinho,
Porque eu já perdi o medo:
Sou bravo como um leão,
Sou forte como um penedo
É um dedo, é um dado, é um dia,
É um dia, é um dado, é um dedo!

P. — Cego, agora puxa uma
Das tuas belas toadas,
Para ver se essas moças
Dão algumas gargalhadas —
Quase todo o povo ri,
Só as moças ‘tão caladas!

C.— Amigo José Pretinho,
Eu nem sei o que será
De você depois da luta —
Você vencido já está!
Quem a paca cara compra
Paca cara pagará!

P. — Cego, eu estou apertado,
Que só um pinto no ovo!
Estás cantando aprumado
E satisfazendo o povo —
Mas esse tema da paca,
Por favor, diga de novo!

C. — Disse uma vez, digo dez —
No cantar não tenho pompa!
Presentemente, não acho
Quem o meu mapa me rompa —
Paca cara pagará,
Quem a paca cara compra!

P. — Cego, teu peito é de aço —
Foi bom ferreiro que fez —
Pensei que cego não tinha
No verso tal rapidez!
Cego, se não é maçada,
Repete a paca outra vez!

C. — Arre! Que tanta pergunta
Desse preto capivara!
Não há quem cuspa pra cima,
Que não lhe caia na cara —
Quem a paca cara compra
Pagará a paca cara!

P. — Agora, cego, me ouça:
Cantarei a paca já —
Tema assim é um borrego
No bico de um carcará!
Quem a caca cara compra,
Caca caca cacará!

Houve um trovão de risadas,
Pelo verso do Pretinho.
Capitão Duda lhe disse
— Arreda pra lá, negrinho!
Vai descansar o juizo,
Que o cego canta sozinho!

Ficou vaiado o pretinho
E eu lhe disse: — Me ouça,
José: quem canta comigo
Pega devagar na louça!
Agora, o amigo entregue
O anel de cada moça!

Me desculpe, Zé Pretinho,
Se não cantei a teu gosto!
Negro não tem pé, tem gancho;
Tem cara, mas não tem rosto —
Negro na sala dos brancos
Só serve pra dar desgosto!

Quando eu fiz estes versos,
Com a minha rabequinha,
Busquei o negro na sala,
Mas já estava na cozinha —
De volta, queria entrar
Na porta da camarinha!

*************************************

AI! SE SÊSSE!… (Por Cordel do Fogo Encantado)
Se um dia nós se gostasse;
Se um dia nós se queresse;
Se nós dos se impariásse,
Se juntinho nós dois vivesse!
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nós assubisse?
Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué toulíce?
E se eu me arriminasse
e se tu insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse?…
Tarvez qui nós dois ficasse
tarvez qui nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôdas fugisse!!!

Zé da Luz

posted by lucio in HAckeandO CATATAU and have Comment (1)

kantdoomblad, juízo y peyotoil recordz


CANTODEUMBLAD


KANTODEUMBLAD


¿CANTHOUBLAD?

posted by glerm in HAckeandO CATATAU and have Comments (3)

(…)conSerto <-> mimoSa<->conSerto<->mimoSa(…)

conSerto_1

conSerto_2

“A existência de duas palavras com a mesma sonoridade mas com grafia distinta, Concerto como performance de orquestra e Conserto como reparo (onde se faz o uso frequente de ferramentas), inspira ao questionamento conceitual cerne da discussão tecnológica, que na ação ConSerto é sugerido através de uma série de ações culturais manifestadas em performances, jams, construção de instrumentos musicais, videos e composições. Tem a intenção de fomentar, em uma metodologia colaborativa e em constante remixagem, o significado de código aberto como poesia e conceito estético. ”

“A cultura está desequilibrada porque reconhece certos objetos, como o objeto estético, e atribui o direto citá-los no mundo dos significados, enquanto repele outros objetos, e em especial os objetos técnicos, ao mundo sem estrutura dos que não possuem significados, mas apenas um uso, uma função útil.” Extrato da obra Gilbert SIMONDON “do modo de existência dos objetos técnicos”.

‘La culture est déséquilibrée parce qu’elle reconnaît certains objets, comme l’objet esthétique, et leur accorde droit de cité dans le monde des significations, tandis qu’elle refoule d’autres objets, et en particulier les objets techniques, dans le monde sans structure de ce qui ne possède pas de significations, mais seulement un usage, une fonction utile.’ Extrait de l’ouvrage de Gilbert SIMONDON ‘Du
mode d’existence des objets techniques’.

mimoSa

posted by glerm in HAckeandO CATATAU and have Comment (1)

Close Encounters:Cousins from Farkadona

close_encounters
Photo: Mount of Olives; Monte Pascoal, Mount Sinai, Mount Yosemite, Mount Olympus, Monte Roraima, Mount Everest, Mount Spielberg, Mount Erebus, Mount Fuji, Cerro de Potosí, Colina do Pilarzinho, K2, Orodruin, Aconcagua, Mount Moriah, Lycaeus, Kylimandajo, Cerro do Inhacurutum, Olympus Mons.

We want to make contact.

We are from Brazil. We came here to meet you

We are in Thessaloniki. In the Thessaloniki Biennale of Contemporary Art. At the PPC_T/Farkadona show room.

But you are not here.

We want to go to Farkadona

And say Hello.

Sorry if we´re writing you in English. We don’t know Greek. Nor the other languages that you may also speak.

But we can still make contact in other ways.

We can understand each other
We were not born in Greece
Neither our parents were born in Greece
But we have the same feeling that you have
Of being home here
We want to read and tell Homer to you
In our language
To make clear that Culture
Is for all languages
And nationalities
As people are for all languages
And nationalities
But we are Greeks
As you are Greeks
Everybody is Greek
Everybody is Brazilian
Everybody is from everywhere
Anywhere they might be
The same, united through the heart

You can make your register
And post directly in this blog.
So we can meet more often.

509727970_ad06decca7.jpg

We are here with Hariklia
She showed us some of your way of life
http://ppc-t.blogspot.com/
And Thiago, and Carlos and Fotis, and Tasos, and many others
But we are also many that are not here
So we reproduce in this post
things that we found in the internet
at a first research

www.dublinpact.ie/word/CASE2.doc

TRIKALA

A. CITY PROFILE

1. General information. Trikala (population 49,000 in 1991, estimated
80,000 now) is the centre of Trikala prefecture (population 140,000)
in Thessaly region. It is a rather isolated area due to its geography
(mountainous area, far from major cities) and transport
infrastructure. The prefecture’s economy is based on agriculture (main
export cotton), forestry and tourism.

2. Social exclusion profile. After the 1960s’ major emigrations, the
population has steadily grown. Unemployment (11% in 2000) is higher in
women. The long term and the middle aged (above 45) unemployed form 5%
of the population. The special categories that need attention are
identified as disadvantaged people (1%), gypsies (0.8 %), immigrants
(0.6%), repatriated Greeks (1.4%, mainly from former USSR), single
parent families (0.7%), the elderly (15%), the young (16-25 year olds,
13%), those isolated in mountains (7%), and the illiterate (12%).
Despite their smaller size, gypsies and repatriated Greeks (who live
in known spatial concentrations), and single parent families seem to
have attracted more attention.

3. Actors and organizations. Following EU guidelines, Trikala
Municipal Enterprise for Social Development (DEKA) has been
established, which as carried out a number of initiatives since the
early 1990s with support from national and EU funds. Its aims are
undertaking productive initiatives, distribution and improvement of
services, and development of human resources. DEKA is the main part of
the municipality to deal with social policy.

4. Responses to social exclusion. DEKA’s main areas of work have been
development of human resources (continuing vocational training,
education, social and professional integration of people with special
needs, new opportunities for employment), agriculture, SMEs,
environment, and tourism.

Repatriated Greeks (mainly from Georgia, Armenia and Uzbekistan) are
settled in the town of Farkadona, in a settlement built in 1993. Their
problems include language, knowledge of structures, employment,
equivalence of degrees, and housing. The gypsies, who appear to have
been moved to Kipaki to upgraded residences, remain a cause for
concern due to problems of education, crime, employment, health,
household organization and participation in town life.

posted by Farkadona Community in HAckeandO CATATAU and have Comment (1)

pela harmonia na floreSta

posted by glerm in HAckeandO CATATAU and have Comment (1)

root@μάθημα:~#./raizes

μάθημα

Square root

 
Roooooooooots
square roots …

00000001010101010101010100100101011001001010100101010101010

eu sou o número
que multiplicado por mim mesmo me compõe
00000001010101010101010100100101011001001010100101010101010
 
enquanto na matriz um novo mapa de primos se elege
       
    .
o vértice   
    .
aqui

        .eu
   
           
       
.você

 
operando

 operando operando
 
operando operando
 operando operando
  operando
 operando
   operando
  
operando
  operando

 

one
 by
one
_________
carry one

for non readers
para não-leitores
μάθημα

posted by glerm in EMBAP Lab,HAckeandO CATATAU,Hackerismo e Código Aberto,Ieipari,Matema,Polavra,Vosso Blog é Nosso!,clubeClaudete,conSerto,debates semióticos,descentro,eixos,entrevistas,estilingue,metareciclagem,mimosa,surface tension,tabernaThadeu,tanto faz.,upgrade,vila de 25º25'04 S 49º14'30 and have No Comments

Η BIENNALE ΣΥΓΧΡΟΝΗΣ ΤΕΧΝΗΣ ΘΕΣΣΑΛΟΝΙΚΗΣ

Η τελευταία συνάντηση των Δειπνοσοφιστών για την φετινή ακαδημαϊκή χρονιά 2006-2007 προγραμματίστηκε για την ερχόμενη Τετάρτη 30-05-2007. Το αρχικό θέμα συζήτησης ήταν ο Νίκος Καζαντζάκης και η έννοια της ελευθερίας< . Όμως επειδή οι Δειπνοσοφισταί δεν μπορούν να αφήνουν ευκαιρίες διαμάντια να ξεφεύγουν από τα χέρια τους, σας ετοίμασαν και μία πολύ ευχάριστη έκπληξη!!!
Το πρόγραμμα της συνάντησης θα είναι διμερές. Στο δεύτερο μέρος ο αναπληρωτής καθηγητής της νέας ελληνικής φιλολογίας κ. Δ.Χ. Γουνελάς θα συζητήσει με το κοινό τα περί Νίκου Καζαντζάκη.
Στο πρώτο όμως μέρος για πρώτη φορά στην Ελλάδα και σε συνεργασία με το University of Music and Fine Arts Of PARANA (EMBAP) της Βραζιλίας, θα παρουσιάσουμε την Α' ραψωδία της Ιλιάδας του Ομήρου. Η παράσταση θα γίνει υπό την επίβλεψη του πανεπιστημιακού καθηγητή μουσικολογίας και σύνθεσης κ. Octavio Camargo, με πρωταγωνίστρια την κυρία Claudete Pereira Jorge, μία από τις τρεις διακεκριμένες ηθοποιούς στην Βραζιλία. Η μονόπρακτη θεατρική παράσταση θα γίνει στα Πορτογαλικά. Η πρόσκληση είναι ανοικτή σε όλους! Η συνάντηση θα αρχίσει στις 19:15 στο αμφιθέατρο νέας πτέρυγας της Φιλοσοφικής Σχολής.
Είναι κάτι που κανείς δεν πρέπει να χάσει...!

Αναρτήθηκε από “ΔΕΙΠΝΟΣΟΦΙΣΤΑΙ” στις 6:20 πμ

posted by octavio in HAckeandO CATATAU and have No Comments

fósforo aceso na madrugada uma carta de adeus queimada calada mais de uma vez por dia flores perdendo o tempo de serem dadas envelhecendo nas cinzas que a tarde fez da vida pétala a pétala conto todas as pétalas arrancadas da rosa que eu guardei no armário uma lembrança do mar de espinhos que a chuva tempestuosa da primavera detém num raio o apartamento que abandonei toda a mobília que não usei como sumir do porta-retrato que você guarda na sua mesa mas o dia amanheceu o dia manheceu amanhecer o dia me faz muito bem

for non readers

posted by octavio in HAckeandO CATATAU and have No Comments

O Arquivo

ipe.jpg

———- Forwarded message ———-
From: giulianodjahjahbonorandi
Date: 24/05/2007 14:16
Subject: [conselho DesCentro] O arquivo
To: conselho@listas.descentro.org, ipe@lists.riseup.net

O arquivo

Victor Giudice

No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em
seus vencimentos.

joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso,
embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não
tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.

No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade.
Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.

Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava
satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.

Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.

O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.

Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um
pouco maior: dezessete por cento.

Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.

Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em
compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos
rosada. O contentamento aumentou.

Prosseguiu a luta.

Porém, nos quatro anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu.

joão preocupava-se. Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas
invejosos. Odiava-os. Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não
desistia. Passou a trabalhar mais duas horas diárias.

Uma tarde, quase ao fim do expediente, foi chamado ao escritório principal.

Respirou descompassado.

— Seu joão. Nossa firma tem uma grande dívida com o senhor.

joão baixou a cabeça em sinal de modéstia.

— Sabemos de todos os seus esforços. É nosso desejo dar-lhe uma prova
substancial de nosso reconhecimento.

O coração parava.

— Além de uma redução de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na
reunião de ontem, rebaixá-lo de posto.

A revelação deslumbrou-o. Todos sorriam.

— De hoje em diante, o senhor passará a auxiliar de contabilidade, com menos
cinco dias de férias. Contente?

Radiante, joão gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a
diretoria, voltou ao trabalho.

Nesta noite, joão não pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do
subúrbio.

Mais uma vez, mudou-se. Finalmente, deixara de jantar. O almoço reduzira-se
a um sanduíche. Emagrecia, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia
necessidade de muita roupa. Eliminara certas despesas inúteis, lavadeira,
pensão.

Chegava em casa às onze da noite, levantava-se às três da madrugada.
Esfarelava-se num trem e dois ônibus para garantir meia hora de
antecedência. A vida foi passando, com novos prêmios.

Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O
organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das
estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia
ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com
os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.

O corpo era um monte de rugas sorridentes.

Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando
completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia:

— Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais
férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos
sanitários.

O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A
boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os
objetivos. Tentou sorrir:

— Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha
aposentadoria.

O chefe não compreendeu:

— Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro
de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso
quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está
forte. Que acha?

A emoção impediu qualquer resposta.

joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A
estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se,
planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.

João transformou-se num arquivo de metal.

posted by vitoriamario in HAckeandO CATATAU,mimosa,upgrade and have No Comments

rotunda

tessaloniki_rotunda_michalweb.jpg

This is one of the few buildings in round shape of the roman arquitecture. Built in Thessaloniki, a capital city of the roman empire for that period. Dated of the beginings of the 4th century after Christ. it has been used initially as a roman mausoleum, then as a christian ortodox church, after as a muslin mosquee and then again an ortodox church, in 1912, and recently, after 1978, as a museum.

posted by Tasos in HAckeandO CATATAU and have Comment (1)

cíclópe Trimegisto

astronaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaauta profissssiocósmico
espiral
caleidoscópio
PORTA ESTANDARTE
PORTA
ESTANDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAÀARTE

Abacateeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiro sagrado
no quintal da minha caaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaAASA
você tambem podE tER 1

¡ GOIABEIRA SAGRADA !

No Quintal da Viziiiinha
Quintal da Goiaba, meu bem.

Aqui não há nenhum girassoL

mas eLE esta la mesmo assim

bananeiraseportaestandarte

posted by glerm in HAckeandO CATATAU,Matema,eixos,mimosa and have Comments (2)

Cozinhando [Canto I] + [entrevista com Claudete Pereira Jorge]+[exlibris]

exlibris_pb_zero_redux.png

Você pode baixar o video “Claudete Pereira Jorge” – filmado no conSerto por Vass e editado em villacachorros por Lucida Sans. Participações de chgp, luc1, octavio, glerm.

No link abaixo, os videos em alta definição :

Claudete|CantoI
Claudete|CantoI(english subtitles)

também em hi-fi, o brutametragem “exlibris”:

exlibris
exlibris(english subtitles)

tags: Brutametragens – versoes iniciais, recorte e cole, remixe.

Distribuídos sobre licença “Copyleft” a sua escolha, sem fins lucrativos e em beneficio do conhecimento e boa vontade.

posted by glerm in HAckeandO CATATAU and have Comments (4)

ThessalonikiDesterro

floriano
Roman Emperor Theodosius I(the Great) circa 390

Massaker von Thessaloniki

Das Massaker von Thessaloniki war eine Vergeltungsaktion, die der römische Kaiser Theodosius I. im Jahre 390 an aufständischen Bewohnern der griechischen Stadt Thessaloniki durchführen ließ.

Anlass der Aufstandsbewegung war die vom Heermeister des Kaisers, Butherich, angeordnete Verhaftung eines beliebten Wagenlenkers, der einen Diener oder sogar den Heermeister selber versucht hatte sexuell zu verführen. Der Wagenlenker wurde in ein Gefängnis gesperrt, doch die Bürger von Thessaloniki verlangten die Freilassung des Wagenlenkers. Butherich, ein Gote, wurde im Verlauf des folgenden Aufruhrs ermordet, woraufhin Kaiser Theodosius einschritt und Hinrichtungen befahl, den Befehl aber kurz darauf (und zu spät) wieder zurücknahm. Im Hippodrom von Thessaloniki wurden jedoch von aufgebrachten gotischen Truppen angeblich 7.000 Menschen niedergemetzelt; die Zahl dürfte übertrieben sein, weist aber auf die Größenordnung des Massakers hin. Dieser Vorfall erregte den Zorn des Bischofs von Mailand, Ambrosius, der vom Kaiser Kirchenbuße forderte. Theodosius erklärte sich hierzu bereit, um wieder an der Messe teilnehmen zu können.

Zwar wurde die kaiserliche Autorität bei diesem Vorgang nicht in Frage gestellt, es wurde aber immerhin die gestiegene moralische Bedeutung der Kirchenvertreter deutlich, über deren Ansichten sich auch der Kaiser nicht mehr ohne weiteres hinwegsetzen konnte.

flori-desterro
Portrait of Roman Emperor Theodosius I (the Great), circa 390 and a visual representation of the Thessaloniki Hippodrome.

When the Roman Empire was divided into eastern and western segments ruled from Byzantium/Constantinople and Rome respectively, Thessaloníki came under the control of the Eastern Roman Empire (Byzantine Empire). Its importance was second only to Constantinople itself. In 390 it was the location of a revolt against the emperor Theodosius I and his Gothic mercenaries. Botheric, their general, together with several of his high officials, were killed in an uprising triggered by the imprisoning of a favorite local charioteer for pederasty with one of Botheric’s slave boys.[4] 7,000 – 15,000 of the citizens were massacred in the city’s hippodrome in revenge – an act which earned Theodosius a temporary excommunication.
forte

posted by hacktor in HAckeandO CATATAU and have Comments (2)

ExlibriS (v.0.41)

posted by glerm in HAckeandO CATATAU and have Comment (1)

[Where The Sabiá Sings] x [(Méthode S + n)/Oulipo]

babel

Câncer do Existente

Minha tese tem panfletos,
Onde canta o Sabido;
As avelãs que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso cevador tem mais estrema,
Nossas vascularidades têm mais florenças,
Nossos bostas-de-cabra têm mais videira,
Nossa videira mais amorfos.

Em cismar, sozinho, à nojeira,
Mais preá-da-índia encontro eu lá;
Minha tese tem panfletos,
Onde canta o Sabido.

Minha tese tem primulinas,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à nojeira —
Mais preá-da-índia encontro eu lá;
Minha tese tem panfletos,
Onde canta o Sabido.

Não permita deutério que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute as primulinas
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste os panfletos,
Onde canta o Sabido.

(após Gonçalves Dias + Oulipo)

*n=11

lang-portugues

posted by hacktor in HAckeandO CATATAU,debates semióticos and have Comments (4)