Hackeando Catatau

_em_ flux0…)))..OrRquesTrA. OrganiSmoS~

Archive for November, 2008

Ração humana para morros desitratados

Cachorros e outros estimados animais domésticos são levados para passear. Itaipú segue imponente sobre as 7 quedas. Unus erat toto naturae vultus in orbe.

posted by lucio in 818,HAckeandO CATATAU,anarquia,apodrece e vira adubo,natureza and have No Comments

Apoio ao movimento dos sem satelites

glerm: MSST (Movimento dos Sem Satélite): http://pixa.devolts.org/?p=37

Comunidade de artesãos de bits e volts, poetas humanistas, cientistas nômades, para onde estamos indo? Confio no pulso dos seus passos, nossa revolução é o próximo segundo e o desafio constante de não render-se ao conformismo de simplesmente entreter-se ou entreter, distraindo o fato de que vivemos além da história, dos muros, dos bancos, da semelhança dos corpos e suas consagüinidades. Queremos um ecossistema condizente com toda esta pirotecnia prometéica de um suposto ser vivo Sapiens, uma simbiose duradoura e enfim poder pensar em criar e imaginar outros espaços e formas para todo esse conhecimento que mantemos aceso nesta chama. Mas se ainda hoje nossos semelhantes marcham por um pedaço de chão para sobreviver, e alienam seus instintos mais criativos em busca de algum reconhecimento dentro de uma esmagadora cultura de consumo auto destrutivo, nos deparamos com a questão: qual o papel que nós aqui já alimentados e abrigados temos em pensar numa soberania e transmissão de conhecimentos que buscam reverter esta pulsão auto destrutiva da humanidade? A conjectura deste manifesto é em função de apontar uma faísca rachando no horizonte: Criaremos nosso primeiro satélite feito à mão e mandaremos ao espaço sideral entulhado de satélites industriais corporativos e governamentais. Será nosso satélite capaz de tornar nossas redes ainda mais autônomas? Ou o caminho é repensar toda atual estrutura de nossa tecnocracia e ciência a ponto de decidirmos estratégicamente um caminho totalmente diferente? Qual??Muito mais que cobaias da Tecnocracia! Sonhando e Dançando: marcham os Sem-Satélite…

23:02 me: Só os satélites poderão nos responder!!!!!@!!!!! GLORIA!!!!!!
23:03 que massa velho
caraca que massa
caraca
caraca
porque ai eh o ponto final
ou essa porra funciona
e a gente fica autobnomo na transmissao de conhecimento
23:04 ou a gente quebra tudo
cartinha
mandar pra museu
mandar pra porra toda
lancar esse satelite
e descobrir qual eh a real
que tah foda figar devagando em pensamentos
argumentos
e papinhos
enquanto o mundo tah desse jeito mesmo
eh aquilo mesmo
eu jah esperava
eu jah estava esperando
acabou o neo liberalismo
23:05 aquilo neh, foi pro saco, um onte de teorico se mostrou tonto
a direita se viu uma pessima aluna
e dai o capitalismo retorna
de novo
nesse zigzaag capital-tempo
capital-tempo
porque o neo liberalismo foi o caminho errado, el soh queria se expandir mais
23:06 ele, o capitalismo
quer sempre se expandir
nao eh?
pois eh
e entao a esquerda
masi equivocada que tudo
ficou boladona
agora que caiu o sistema
e eles nao percebeeram a nao ser no momento que caiu
23:07 querem tomar o poder
acredita?
tava lendo cadernos da flacso
e a esquerda estah preocupada
pois o plano deles de contrahegemonia nao estah pronto!
huahauhuha
eles querem a hegemonia!!!!!!
e dai sobrou nois
o movimento dos sem satelite
dos sem terra
dos sem beck
dos sem tudo
galera que nao tem nada
agora quer ter tudo
23:08 ou pelo menos alguma coisa que ele acredite ser o tudo
seu tudo
e dos seus outros todos
o satelites para quem eh de sateelites
mas se os satelites nao derem conta
seremos humildes
e vamos pro movimento dos sem correiso
correios
poorque nao esqueca
eh o fim do mundo
e o fim do mundo eh isso, a cada retorno que se dajh nesse zigzag
23:09 milhares de pesoas morrem
tah tendo tiroteio na india, terra do respéito à vida!
tah tendo temporal devastador em santa catarina, terra de criciuma e figueirense!
e avai!
fico preocupado com essas coisas
23:10 eh por isso que eu apoio o movimento dos sem satelites.
se eles nao funcionarem, que tentemos outras formas de contato e troca de conhecimento, quee, a hora que a geleira derreter, aonde vou pagar a conta da coelba?
posted by ricardo.ruiz in HAckeandO CATATAU,artesanado digital,msst and have Comment (1)

A classe do novo

Orelha do livro

As profecias novaiorquinas
originalmente em: http://pub.descentro.org/wiki/orelha_do_livro

Já se passavam das nove horas da noite quando o porteiro anunciou no interfone da cozinha a chegada de um homem que não falava português. Pedimos para deixá-lo entrar e corri até a janela para vê-lo. Possuía estatura mediana, andar desengonçado, calças e jaqueta jeans azul escuro e uma boina também azul na cabeça. Arrastava sua valise de rodinhas por entre os mosaicos de pedra portuguesa e a fina chuva que caía durante o período que eu o encarava. Dr. Richard Barbrook chegou às vésperas do festival Mídia Tática Brasil, evento de arte, mídia, política e tecnologia que havia sido, em grande parte, organizado via lista de troca de emails pela internet. Barbrook participaria no debate de abertura do evento juntamente com John Perry Barlow sob a moderação do recém empossado Ministro da Cultura, Sr. Gilberto Passos Gil Moreira. Um dos assessores do ministro, Hermano Vianna, nos confessara em um telefonema prévio que o festival que organizávamos tinha relação íntima com a plataforma de governo a ser proposta no Ministério da Cultura durante a administração por vir, e ofereceu-nos a presença de Gil e Barlow no debate de abertura do festival. Com a presença do Ministro Gilberto Gil, conseguimos espaços para a realização do festival bem como cobertura dos grandes meios de comunicação. Durante o festival, cerca de cinco mil pessoas visitaram as exibições, palestras, debates, oficinas, apresentações musicais, teatrais e performances na Avenida Paulista, coração psico-financeiro da cidade de São Paulo. Era março de 2003 e o que não sabíamos naquele momento era a velocidade com que muitas das idéias e práticas ali desenvolvidas seriam rapidamente incorporadas às agendas políticas e corporativas do país.

Em setembro do mesmo ano voltei a encontrar o Dr. Barbrook, dessa vez em Londres. Ricardo Rosas, Tatiana Wells, Ricardo Ruiz e Mônica Narula foram convidados pelo Cybersalon – evento organizado pelos alunos do curso de mestrado de Richard na Universidade de Westminster – para darem um cenário da arte em rede e do ativismo midiático no Brasil e na Índia. Nessa noite, lembro-me de dividir com Richard boas quantidades de cerveja no balcão da festa que sucedeu a apresentação. Poderia dizer que aí começou a nossa amizade. Durante os anos que se passaram outros encontros aconteceram, em palestras, debates, festivais ou carnavais espalhados pelo mundo. Uma outra centena de emails mantinham as conversas em dia entre os encontros. E então, num desses emails, Richard me dizia que escrevia um novo livro, e que provavelmente aquele seria o primeiro capítulo. Anexado à sua mensagem, um arquivo de texto chamado New York Prophecies (As profecias novaiorquinas). Assim que o terminei de ler, retornei a mensagem para Barbrook dizendo: “Está muito bom. Gostaria de lançar esse livro no Brasil”. Richard, lógico, adorou a idéia.

Após alguns meses, chegou em casa a primeira versão, impressa a partir do computador, de Futuros Imaginários. Richard havia mandado para que ajudássemos a perceber erros ou para dar sugestões no livro. Após algumas lidas do original por várias pessoas, começamos a discutir como poderíamos traduzir o livro para o português e lançá-lo no Brasil. Acontecia que, além da centena de livros que o Dr. Barbrook utilizava como referência e que deveríamos descobrir o nome de todos em suas edições brasileiras, o livro era recheado por conceitos ainda pouco debatidos em português. A solução que chegamos foi desafiadora: montaríamos uma equipe para a tradução do livro, composta de artistas, tecnólogos, cientistas sociais, comunicólogos, jornalistas, historiadores e cientistas da computação. Em conjunto, discutíamos os melhores termos, como eles já haviam sido utilizados no Brasil, e quais termos que nós utilizaríamos. O processo foi longo e os agradecimentos oferecemos para a equipe da Editora Peirópolis, por sua paciência em esperar tantos meses pelo texto final. Esperamos que apreciem o resultado. E que, após ler este livro, vocês nunca mais vejam um computador da mesma maneira.

Vitória Mário, A Classe do Novo, março de 2008

posted by vitoriamario in mimosa and have No Comments

CATACSTROBE – Piksel 2008

December 7th from midnight to dawn.
(Uncertain time notation, confusion)
Performances, talks, food, music, dance, telepathy!

A night for writers, sorcerers, magicians, bots,
pichadores, psychonauts, sex texters, scientists,
coders, poets and intelligent agents.

Local Sphere

Nina Blondich (aka Gaia Novati) in

Does it really c {o} unt ?
Reflections on mind fucking in a dimension of language and sex atrophy.

The virtuality of the aka- as every masks- requires the undressing of the “Ego”
and the perception that the body lives without the body… everywhere
sex is being made, but where is sexuality? Which
pornoscapes are evoked in a world of disembodied identities? Every
sexual act is the beginning of a ritual code written and daily
unchanged, if the body is defined for something else, sex becomes more
a question of mind fucking where words and letters must
recreate themselves, introducing a change in the form and
in the syntax. The space to play on the prOscenium is enlarged:
desires and obsessions are coming out off the mind, the intention to
excite another mind is a loop frantically repeated, and words appeal.

Xname (aka Eleonora Oreggia) in

A Descent Into the Maelstrom

You suppose me a very old man –but I am not.
I could not see in the vicinity of the vortex and I became possessed with the keenest curiosity… I felt a wish to explore, even at the sacrifice I was going to make, hanging, as if by magic, midway down, upon the interior surface of a funnel. I am streamed in a flood far away down, into the inmost recesses of the abyss. It was not terror, but the dawn of a more exciting hope. Emergency admitted no delay, and precipitated myself into the sea, without another moment’s hesitation.

Sister0 (aka Nancy Mauro-Flude) in

Media divination 2.1.2

If you want to have a media divination by sister0, you need take her an object that you have a personal connection to. Then she can reveal your place in the manifold of time… YOu also disclose your name, date of birth and give an image or a personal item with which a semiotic analysis is made. Via an interactive shell a networked database is retrieved, transformed and mined for events in the past, present and future. The textual data processed is the year pages available from the English version of Wikipedia, the popular open publishing on-line encyclopedia. From the point of view of the algorithm it retrieves, transform and mine the textual data. This is employed by a set of well known software installed by default on most of the *nix distributions.

GOTO80 in

It’s All in the Table

Live action in Commodore 64 hex code land. A table of sound chip data provides poetry-codes for machines, music for humans, sense for the senseless, stuff for space.

Pixa Babel in

Utopias da formula secreta

Text operators are injecting their viruses in the interstices of our urban environments. The Babel virus mutating in each reply of those ping requests. How could we compile a language where we could understand each other in almost telepathic touch? Did you recognise my calligraphy on those walls and you can see that it came from yours? Vice-Versa? How urban environment could have a contagious touch with all those silent screaming thoughts, trying to organise a collective symptom that could break some walls, cross some border lines, build fluxus of a continuum and organic movement of the people, not marking territories with flags, but with fluid brain waves and their bodies creating language.
Remote Sphere

Simon Yuill in

*** START ***

Algorithm as Ideological Instrument

…looking at the use of software in the governance
of real world social infrastructures, drawing on
examples of actual software created for use in
disciplines such as school administration, urban
policing and military training… the broader
question of to what extent may algorithms
be expressions of ideological models, both as
representations of how social agents might
interact, or in implementing such models
in real world situations.

*** END ***

Isjtar in

Catatonic State Society

In the Catatonic State Society, all members live in a state of
reduced consciousness. Saccading their heads on spastic pulses or just
in plain inertia, they seem indifferent to perception. These
rhythmical units do interact however, they behave in surprising ways
towards one another. They move in and out of sync, form complex
superstructures to shift from texture to crystalline structures,
rhythmic pulses and back again.

Alex McLean in

Speechless

Onomatopoeic words are rendering into sounds, functions are trasfomred into patterns.. Here goes the electronic eefing!

Glerm Soares in

Whatever

Kiki Jaguaribe (aka Cristina Ekman) in

Sea Sound

“There is a sea inside me”

EXISTE
UM MAR
DENTRO
DE MIM

Environmental collaborative experimental poetry based on translocal repetition.

posted by lucio in Ieipari,desobediência,fio de ariadne and have Comment (1)

plantações eletroacusticas

corte con el cuchillo de cocina en la última época cultural de barriga cervecera.

posted by lucio in Ieipari,som and have No Comments

preso o você ai sabe tudo na frente dessa porra de computador levanta daí e sai quebrando tudo

;

fígado

pâncreas

unidades celulkzllular

dmfio

você

ei

fale

adsmiosadddddddddddddddddddy508 -5wm

-5

-9

-5

-

8

-

7

-

587

segredo né sol

sol pensando e rindo

ra ra

ra

ra

emboiraaaa

instalr o softwaree

mais notícias

+

seu rsssssss né

o  mundo janelinha da tela do combutador

quen que faiz o combutador

é uma televisão?

iifdodfo

trabalha aí

faz mais coisa

vende

vende

comida

carne

doces

sai correndo

pula na água

água gelada

-5 graus

daí um desenho

nadar

e você aí fazendo nada

Tags:
posted by Alguém in nada and have No Comments

Virus Babel

[MEDIA=11]

CONVITE PARA SUBIR SEU BABEL VIRUS:

Operadores de Texto estão injetando seus vírus nas frestas
de nossos ambientes urbanos.

O Babel Virus está mutando a cada resposta destas requisições de ping.

Como poderíamos compilar uma linguagem onde poderíamos entender uns aos outros num tato quase  telepático?
Você reconheceu minha caligrafia naqueles muros e você pode perceber que ela veio da sua? Vice-Versa?

Nosso ambiente urbano pode ter um toque de contágio com estes gritantes pensamentos silenciosos, tentando organizar
um sintoma coletivo que poderia quebrar alguns muros, cruzar algumas linhas de fronteira, contruir um fluxo de um
contínuo e orgânico movimento de pessoas, não marcando territórios com bandeiras, mas com ondas cerebrais fluídas
e seus corpos criando linguagem.

Nós tentaremos nos comnicar desta maneira e aprender cada um a língua do outro. Nós vamos tentar dividir alguma “Criptografia” de um “interpretador de linguagem” passo a passo que “construiremos” neste processo.

Este é um convite para um processo de reconhecimento de contornos, para toda a vida. E para além da vida destes muros onde as raízes do matagal estão quebrando o concreto.

# As instruções de Booting sugeridas (prontas pra serem também hackeadas)-

0) Entre na mailing-list[1] . Registre-se como usuário do weblog[2] .

1] Nesta situação, você está estimulado a sempre falar a língua que você pensa consigo mesmo durate o dia, talvez a língua que você aprendeu logo após nascer, mas você sabe qual. blz? Pense fluentemente e tente realmente confiar nos seus dons telepáticos. Convide também pessoas que talvez não pensam em sua “lingua materna” fluentemente até agora. O assunto é um metaassunto: A linguagem que estamos contruindo juntos. Linguagem de mobilidade, compreensão.

<-2o passo é com as pessoas escolhendo algumas palavras, frases, nesta língua “dos outros”. Discutir Déterritorialisation[4] e subjetividade. Neste ponto as pessoas poderiam escrever em algumas linguagens “que não conhecem realmente” (mas alguem no grupo conhece, talvez).

->3o passo – Nós tentaremos imitar uns a caligrafia dos outros. Trocamos alguns scans de textos, numa caligrafia pessoal da sua própria escolha, não importando se de leitura fácil ou díficil, cada um escolhe a sua.

::4o – Escolher algumas frases com quais brincamos no 2o passo e escolhemos caligrafias (tentando não usar a própria) e mandamos novamente para a “turba”.

;;5th – Nos vamos pixar/pichar*  frases nas ruas de nossas cidades “lar” (onde é isso?). Mande fotos para a turba através de nossas bases na rede.

-> Algumas Imagens serão mostradas durante o Piksel festivel (http://piksel.no).

Mas de qualquer maneira: pixa.devolts.org e podem ser usadas em quaisquer performances, manifestos, e outras exibições de alguém aqui, para manter o movimento destes corpos, e botá-los em contato.

[1]lista de emails – http://xname.cc/cgi-bin/mailman/listinfo/pixa
[2]para blogar:  http://pixa.devolts.org/wp-login.php?action=register
[3]referência rápida e “barata” em português – http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_materna
[4] mesma fonte (“source”): http://en.wikipedia.org/wiki/Deterritorialization

weblog link: http://pixa.devolts.org
weblog RSS: http://pixa.devolts.org/?feed=rss2

*(apanhei-te cavaquinho )

posted by glerm in conSerto and have No Comments

Yes, we have bananas!

“desenvolvedores de softwares utilizam seus algoritmos para criar a mais nobre e esquecida arte da representação lingüística: a poesia…”

Vitória Mário, I Love You, Museum for Applied Arts Frankfurt, 2002

O primeiro condivíduo idealizado por brasileiros de que se tem notícia é “Vitoriamario”. Segundo o site “ Apodrece e vira adubo” (www.http://www.organismo.art.br/apodrece/), o nome surgiu em 1985 e cometeu “suicídio” em 1999. Em seus treze anos de existência, os vitoriamarios produziram romances, teses, ensaios e livros-reportagem, grande parte disponível na web, com a popularização do meio. Alguns deles eram mais radicais e defendiam idéias como a depredação da propriedade. Como já explicitamos anteriormente, não há como delinear que tipo de vertente os assinantes de um condivíduos seguirão, visto que estamos diante de uma identidade “aberta”. Assim, mesmo tendo se “suicidado” em 1999, segundo texto do “Apodrece e vira adubo”, podemos encontrar textos do ano em curso assinados por Vitoriamario na rede.

Há dois outros condivíduos famosos, originalmente brasileiros. Embora não haja nenhum estudo a respeito, nossas pesquisas na Internet revelaram vários textos, blogs, publicações sob os condinomes: “Ari de Almeida” e “Timóteo Pinto”. A produção dos dois é bem parecida e segue as estratégias do “condividualismo” às quais nos referimos antes: caráter lúdico, crítica ao capitalismo, ataque à mídia, plágio, ensaios, notícias falsas; enfim, características do ativismo político cultural que encontramos na rede atualmente.

O fato de brasileiros fazerem ativismo utilizando condivíduos como forma de estratégia é a primeira justificativa para o título deste trabalho. Uma vez que o condivíduo é uma identidade e uma estratégia de ação “aberta”, automaticamente a iniciativa é uma ação em escala global, isto é; qualquer cidadão, de qualquer parte do mundo, pode assinar o nome múltiplo. Por outro lado, o fato de brasileiros sentirem necessidade de criar um condivíduo demonstra que o movimento tem um caráter local, isto é, embora esteja engajado em causas inerentes ao ativismo mundial (como o copyleft, o anticapitalismo, o ataque à cultura hegemônica, entre várias outras), os ativistas sentem necessidade de se envolver em questões essencialmente brasileiras, ou seja, locais.

Dessa forma, eis a primeira constatação de que o fenômeno dos nomes múltiplos é uma questão nem tão somente global, nem local; mas sim uma sinergia entre as duas, no que chamamos de glocal. Como concluimos em estudo anterior (VARGES, 2005), neste tipo de sinergia ambas as estãncias, local para o fortalecimento do movimento em escala global e a recíproca é verdadeira. O que acontece localmente serve, entre outras coisas, para dar popularidade à idéia de condivíduo em escala global e; por sua vez, esta projeção global estimula iniciativas locais. Como podemos observar, o processo gera contínuo feeedback.

fonte:
http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sudeste2007/resumos/R0520-1.pdf

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Classificação
1-Palmeiras 28 18 7 3 34-11 43
2-Grêmio 28 15 10 3 28-13 40
3-Cruzeiro 28 13 10 5 34-22 36
4-Santos 28 13 9 6 39-20 35
5-América-MG 28 11 13 4 30-16 35
6-São Paulo 28 10 15 3 29-16 35
7-Fortaleza 28 10 15 3 32-19 35
8-Goiás 28 12 10 6 32-16 34
9-Vitória 28 12 10 6 23-14 34
10-Coritiba 28 14 5 9 33-20 33
11-Internacional 28 12 9 7 26-20 33
12-Guarani 28 10 13 5 34-24 33
13-Botafogo 28 10 11 7 29-20 31
14-Vasco da Gama 28 10 11 7 27-20 31
15-Corinthians 28 10 11 7 29-24 31
16-Ceará 28 9 13 6 26-23 31
17-Bahia 28 10 10 8 29-22 30
18-Tiradentes 28 10 10 8 21-19 30
19-Santa Cruz 28 9 12 7 30-33 30
20-Atlético-MG 28 10 9 9 34-29 29
21-Nacional 28 7 14 7 28-30 28
22-Remo 28 11 5 12 25-28 27
23-Fluminense 28 9 9 10 25-25 27
24-Flamengo 28 11 4 13 31-34 26
25-América-RN 28 9 8 11 33-36 26
26-Comercial 28 9 8 11 30-36 26
27-Desportiva 28 8 9 11 20-22 25
28-Atlético-PR 28 8 9 11 20-24 25
29-Portuguesa 28 7 11 10 33-31 25
30-Rio Negro 28 7 10 11 20-21 24
31-Olaria 28 7 10 11 27-29 24
32-Sport 28 7 9 12 24-36 23
33-CEUB 28 8 6 14 23-33 22
34-Náutico 28 7 8 13 20-33 22
35-Figueirense 28 5 12 11 15-29 22
36-CRB 28 6 7 15 23-43 19
37-América-GB 28 5 9 14 22-34 19
38-Paysandu 28 3 8 17 18-42 14
39-Moto Clube 28 1 12 15 11-43 14
40-Vitoriamario 0 0 5 50 11 13

Another diverse collective is vitoriamario, presented their work at Submidialogia. Activities include video, web-art, photography, music (among others by the Printer’s Orchestra) and publications, many of which are issued under the names Vitoriamario and Apodrece. Vitoriamario, a collective personality composed of several hundred persons was active during 13 years before he announced his suicide in 1999. In his decomposing state, Vitoriamario, now also called Apodrece, became free for appropriation by the next generation of communications guerilla, issuing manifestos, proposing a new global currency and denouncing all property.

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Bilder fuer freies Wissen

Image Banks
Videoarbeiten von Johanna Billing, Nina Fischer / Maroan el Sani, Nate Harrison, Sean Snyder, VitoriaMario, Florian Zeyfang, u.a. Das Programm zeigt künstlerische Reflexionen über die kulturelle und
politische Bedeutung aktueller Bildarchive.

Ab 22 Uhr im Klub: radio cidadao comum: netbatucadabrasileira on free and piracy music

Image Agents
Videoarbeiten von Anna La Chocha, Anja Kirschner, Tobias Werkner, u.a. Gezeigt werden Videoarbeiten, die einen produktiven Umgang mit vorhandenem Bildmaterial pflegen oder neue Konzepte für mediale Wissensproduktion verfolgen.

Ab 22 Uhr im Klub: MyTube & Yourspace
from Dj Hugo Chavez & Vj Ahmedinejad

Als Partner der Konferenz ‘Wizards of OS 4 — Information Freedom Rules’ präsentiert TESLA zwei Videoprogramme, kuratiert von Vera Tollmann. Ausgehend von der Diskussion über Urheberrechte beschäftigt sich ?Bilder für freies Wissen” mit der Privatisierung großer Mengen von Bildern in Datenbanken und mit den Möglichkeiten alternativer Bildproduktion in den Grauzonen der Copyright-Gesetzgebung, wie z.B. mit dem Handy. Die Ästhetik aktueller Nachrichtenbilder ist von marktkompatiblen Standards bestimmt, komplette Bildarchive, die Jahrhunderte überdauern sollen, werden eingelagert und nur gebührenpflichtig wieder verfügbar gemacht. Welche standardisierten
Bildertypen bestimmen heute die Diskurse der Medien? Für die Besitzer populärer File-Sharing-Netze sind die ausführlichen Nutzerprofile am interessantesten: was sieht sich die Kundschaft von morgen an? Welche Methoden etablieren sich innerhalb der enormen Produktion in online Video-Communities? Wird mehr Wissen verfügbar, oder werden mehr Geheimnisse geschaffen?

Im Programm werden künstlerische Strategien vorgestellt, die in Bildern repräsentierte Machtverhältnisse und mediale Bildpolitiken reflektieren. Für einen Moment wird die Logik des kapitalistischen Wertekreislaufes vorgeführt. Oder die Arbeiten verbinden sich mit aktuellen Forderungen nach einem freieren Umgang mit Bildern.

Qual o seu real valor? plágio, deturpação, recombinação, video, música, arte numérica, desenho, tecnologia, ativismo, metonímia, pleonasmo, hibernação. SANGRE!

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CLIPOEMA No. 6
Título: DONA MATILDE
Autor (es): Poema e Clipoema: Vitoriamario
Ficha técnica Recursos utilizados (tecnologias): Câmera digital e animação Flash
Som Leitura do texto
Versão impressa:
Dona Matilde

“A hipérbole do cabeleireiro de crocodilo e da bengala…”.
nem o postilhãode linguagem nem o hexamêtro nem a gramática
nem a estética nem o Buda nem o sexto mandamenteo deveriam impedí-lo.
o poeta cacareja, xinga, suspira, gagueja canta à tiroleza e ao seu bel-prazer
seus poemas são como a natureza: ninharia.
são tão preciosos para ele como uma retórica sublime.
porque na natureza cada partícula
é tão bela e importante quanto uma estrela
e os homens é que se julgam no direito de determinar
o que é belo e o que é feio “

(Vitoriamario)

A obra vale-se do uso quase exclusivo da câmera para explorar parodicamente os clichês e os lugares-comuns da linguagem da televisão, efetuando uma crítica de seus efeitos sobre as pessoas simples. Há um texto verbal, que aparece rapidamente na tela e deve ser lido pela personagem, que não tem repertório para entendê-lo e portanto faz inúmeras tentativas, tropeçando nas palavras. O texto é uma espécie de manifesto sobre a poesia, no estilo dadaísta (?) o que permite perceber a concepção metalingüística (metapoética) do clipoema. A leitura desse texto é o fio condutor da narrativa, constituindo-se num fato inusitado naquele ambiente doméstico reduzido, em todos os sentidos.

Percebe-se claramente que é um texto narrativo, principalmente no registro visual. Imagens de uma infância nostálgica no campo efetuam o contraponto entre o real – tecnológico e restrito – e o imaginário, que aparece ligado a uma vida em contato com a natureza. Há uma organização linear das cenas, uma seqüencia dos episódios centrais, com algumas inclusões de imagens de programas de TV, bem populares, cujo efeito sobre a personagem é hipnótico. Ao final, Dona Matilde, uma senhora idosa, que acreditava ser real tudo o que via na telinha, vai ver-se e ouvir-se na TV; e a câmera registra o impacto desse evento sobre ela, com a troca de papéis na subversão da idéia de espetáculo.

Os programas citados visualmente constituem protótipos da representação visual e da imagem da mídia: imagem onipresente e invasora, imediatamente associada à TV de forte apelo popular e conformadora do repertório de Dona Matilde. A heterogeneidade das imagens (os múltiplos materiais que as compõem) articulam suas significações específicas entre si, para a produção da mensagem
global veiculada.

Como assinalamos anteriormente, consideramos equivocada a classificação dessa obra como clipoema. Por seu teor crítico-social e por seu caráter narrativo, seria mais apropriado inscrevê-la num concurso de curtas-metragem ou algo similar.

fonte: POESIA VISUAL & MOVIMENTO: DA PÁGINA IMPRESSA AOS MULTIMEIOS – DENISE AZEVEDO DUARTE GUIMARÃES

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Vitoriamario é um grupo que atua principalmente pela internet, espalhando e-mails aleatoriamente para o maior número possível de pessoas, em uma espécie de ato terrorista da anti-arte. Os e-mails possuem mensagens e imagens, ou estão em branco, e remetem a discussões filosóficas.
Em seu site o Apodrece Vira Adubo (www.organismo.art.br), a grande quantidade de textos teóricos provam que eles pensam bastante sobre seus atos. E quando mais se lê mais confuso se fica sobre suas origens… até remetendo a séculos anteriores e a personalidades talvez imaginadas.
Como exemplo o trecho abaixo retirado do texto “Acorde!”, que também comenta alguns dos objetivos do grupo:

“Quando anunciou seu suicídio, em 1999, o perigoso terrorista cultural Vitoriamario era uma rede subversiva (e muito divertida) composta por algumas centenas de pessoas, em sua maioria anarquistas, e isso só no Brasil. Ao esvaziarem o condivíduo – ou nome múltiplo – os veteranos do movimento deixavam uma reputação estabelecida e uma máscara vazia para ser adotada pela nova geração.
“O objetivo desse condivíduo? Além de umas boas risadas, fazer guerrilha psíquica ou, citando o movimento Critical Art Ensemble, criar choques semióticos que contribuam para a negação da cultura autoritária. Em outras palavras, dar às pessoas uma oportunidade de olhar para o mundo com outros
olhos, (…) O coletivo se pauta por uma série de resoluções. Uma delas define que o objetivo é publicar livros que forneçam idéias divertidas (e, portanto, mais eficientes) para, entre outros itens, destruir o império, quebrar o modo de produção capitalista, esmagar os fascistas, atazanar a classe média e divertir a macacada. Concorde-se ou não com essas metas, é bom ver textos fundamentais a respeito do ativismo contemporâneo brotando do português”.
Mas “Vitoriamario não define nada somente confunde a hipocrisia que carregamos conosco”, comenta o grupo. No Manifesto Vitoriamario – em anexo página 78 – o grupo, sem a preocupação de defini-lo, comenta pontos importantes.

da linguagem a muleta
ossos olhos

O resultado do envio de e-mails são os mais variados, desde pessoas que não entendem até outras que se sentem invadidas/agredidas e são retiradas das listas de envio de e-mails. Mas também há as que elogiam, mantém contato com o grupo e até retribuem da mesma maneira. Todo este retorno faz o
Vitoriamario ter sentido e anima o grupo para novas empreitadas. “Lançamos uma proposição utilizando veículos de comunicação, gostamos sobretudo da correspondência porque ela contém algo situacionista, pessoal, porém é preciso deixar claro que não existe privacidade na rede, a rede desconhece isso, não faz parte dela, mas algumas pessoas ainda não perceberam isso e acham que pelo fato de acessar a rede dentro de sua casa tem privacidade, mas não é a mesma coisa. Estabelecer estas invasões de forma virtual, para muitos é terrorismo, para outros é como em um sonho onde não temos domínio pelo conteúdo que sonhamos”, comentam.
No site também estão disponíveis uma série de vídeos e também imagens e mensagens que são enviadas por e-mail. Também existe um espaço para postar imagens no site.
Vitoriamario também realizou outros eventos como o I Encontro Psicogeográfico. Realizando um happening, em 2003, contando com um grande número de participantes – que também se tornaram Vitoriamario. O evento ocorreu na meia-noite de sexta para sábado (01/08/2003), na Praça do Japão, em Curitiba, onde o público é convidado, por e-mail, a levar “sua bicicleta, um disco de vinil e pilha(s) grande se possível”. O evento faz parte do projeto de ocupação de espaços públicos para rituais Vitoriamario, também definido como o primeiro encontro situcionista de psicogeografia biker. Contando com uma grande participação, dançam ouvindo seus discos de vinil (LP), até serem interrompidos por moradores dos prédios vizinhos – que chegam a jogar pedras neles. Em suas bicicletas eles vão para a Praça da Espanha onde o evento continua madrugada adentro. O grupo também já realizou um projeto em que as pessoas eram convidadas a participar por cartas e tinham que ir com roupa vermelha e azul no saguão do correio.

Vitoriamario é um grupo diferente dos pesquisados neste trabalho. Atua não apenas na rua, mas também por meio da rede da internet, que não é exatamente marginal, mas que é público, e onde é possível realizar manifestações de arte também. Sobre a identidade do grupo é difícil dizer, principalmente devido a sua postura de não-identidade. E as pessoas que sabem sobre o Vitoriamario se tornam um Vitoriamario! Dessa maneira ampliando ainda mais o grupo. Portanto, se você leu esse texto você também se tornou um Vitoriamario. “Vitoriamario é todo mundo e ninguém ao mesmo tempo, de modo que tudo que existiu no mundo foi realizado por vitoriamario e ao mesmo tempo isto não tem significância nenhuma, não fazendo reverências absolutamente a ninguém”, complementa um dos integrantes do grupo.

fonte: ARTE MARGINAL – A ARTE FORA DOS EIXOS, JULIANO DE PAULA ANTOCEVEIZ

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No campo das artes, esse gênero de ações têm sido favorecidas com o relativo barateamento de mídias e tecnologias no exterior e no Brasil, que ajuda a disseminar as produções da chamada “arte midiática” ou “tecnológica”. Algumas vezes, tais produções vão explorar artisticamente as potencialidades dos novos meios. Outras vezes vão adquirir igualmente um cunho político e ganhar uma dimensão coletiva ao se propagarem na Rede. Exemplos locais seriam grupos como o Vitoriamario, de Curitiba, os paulistas do Bijari e os mineiros do Poro, que usam a internet para gerar campanhas de protesto, mobilizar para ações presenciais, veicular trabalhos de vídeo-arte com cunho político e também intervenções e performances em espaços públicos.

fonte: Resistência nômade: arte, colaboração e novas formas de ativismo na Rede – Fernando do Nascimento Gonçalves

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Segurança defronte ao labirinto abismo

Um estudo sueco desenvolvido ao longo de vinte anos demonstrou que a memória humana vem melhorando a cada geração, devido a fatores como níveis mais elevados de instrução e boa nutrição.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Estocolmo, os resultados do estudo – o maior já realizado sobre o tema – podem conduzir à elevação da atual idade de aposentadoria para homens e mulheres.

“Os resultados indicam que a idade de aposentadoria pode ser ajustada para além dos limites atuais, já que estamos retendo melhores funções cognitivas no processo de envelhecimento”, destacou Lars-Göran Nilsson, professor de Psicologia da Universidade de Estocolmo e líder do projeto, em entrevista ao jornal sueco Svenska Dagbladet.

Cientistas chineses já expressaram interesse na pesquisa.

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caras dessa idade já não lêem manuais

Hoje vai rolar um encontro, com música, piano, barulho e lançamento de livro, no seguinte endereço:

Pizza Mais. Rua Itupava, 828. Curitiba – Fone 41 3262 5555.

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Família Bula: Cosmoléxicos.

Segurança defronte ao labirinto abismo. Extensão das formas fixas, mestiçagem da alucinação contra as forças centripetas de estagnação pela ordem segundo interesses hegemônicos, parciais, que não respeitam as diferenças e fazem das suas desições e imposições a opressão do outro. Espaço de disputa desigual que tende a inexpressividade e alienação do outro.

Acesso ao sonho crítico – verdade do planeta. Sânscrito e latim para macacos. Selvageria as avessas. Na entrada e na saída, buraco úmido. A bula do cosmos. Gênese. A E I O U. Escolha suas consoantes. Morda a teta.

1 In nova fert animus mutatas dicere formas
2 corpora; di, coeptis (nam vos mutastis et illas)
3 adspirate meis primaque ab origine mundi
4 ad mea perpetuum deducite tempora carmen!
5 Ante mare et terras et quod tegit omnia caelum
6 unus erat toto naturae vultus in orbe,
7 quem dixere chaos: rudis indigestaque moles
8 nec quicquam nisi pondus iners congestaque eodem
9 non bene iunctarum discordia semina rerum.

Automatismo do mistério. Salsa e cebolinha na retórica acadêmica. Retorno ao cubo da mais-valia e a declaração da condição precária do sistema artístico e suas trocas. Vamos a pastelaria.

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Bússola

sembussola

Limite Geopolítico ao Sul, saída da cidade.

Sem Bússola.

subtropico.jpg

Se tanto ajudar o engenho e a arte, cantando espalhar por toda parte:

Limites somente climáticos. Biosistemas. Críticos.

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ação FSM 2009

Objetivos da ação do Fórum Social Mundial 2009

As diversas atividades autogestionadas do FSM serão realizadas em torno de um entre os 10 objetivos a seguir, definidos, após a realização de uma ampla consulta pública às diversas organizações e entidades participantes do processo FSM:

1-Pela construção de um mundo de paz, justiça, ética e respeito pelas espiritualidades diversas, livre de armas, especialmente as nucleares;

2-Pela libertação do mundo do domínio do capital, das multinacionais, da dominação imperialista patriarcal, colonial e neo-colonial e de sistemas desiguais de comércio, com cancelamento da dívida dos países empobrecidos;

3-Pelo acesso universal e sustentável aos bens comuns da humanidade e da natureza, pela preservação de nosso planeta e seus recursos, especialmente da água, das florestas e fontes renováveis de energia;

4-Pela democratização e descolonização do conhecimento, da cultura e da comunicação, pela criação de um sistema compartilhado de conhecimento e saberes, com o desmantelamento dos Direitos de Propriedade Intelectual;

5-Pela dignidade, diversidade, garantia da igualdade de gênero, raça, etnia, geração, orientação sexual e eliminação de todas as formas de discriminação e castas (discriminação baseada na descendência);

6-Pela garantia (ao longo da vida de todas as pessoas) dos direitos econômicos, sociais, humanos, culturais e ambientais, especialmente os direitos à alimentação (com garantia de segurança e soberania alimentar), saúde, educação, habitação, emprego, trabalho digno e comunicação;

7-Pela construção de uma ordem mundial baseada na soberania, na autodeterminação e nos direitos dos povos, inclusive das minorias e dos migrantes;

8-Pela construção de uma economia democratizada, emancipatória, sustentável e solidária, com comércio ético e justo, centrada em todos os povos;

9-Pela construção e ampliação de estruturas e instituições políticas e econômicas (locais, nacionais e globais) realmente democráticas, com a participação da população nas decisões e controle dos assuntos e recursos públicos.

10-Pela defesa da natureza (Amazônia e outros ecossistemas) como fonte de vida para o Planeta Terra e aos povos originários do mundo (indígenas, afro-descendentes, tribais, ribeirinhos) que exigem seus territórios, línguas, culturas, identidades, justiça ambiental, espiritualidade e bom viver.

Para o FSM 2009, também será possível inscrever atividades de troca de experiências, balanço dos movimentos altermundialistas e do processo Fórum Social Mundial e sobre as perspectivas futuras de ambos, que não se vinculem necessariamente a um desses 10 objetivos específicos.

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Jornais semeiam o medo em Curitiba


Curitiba tem pelo menos 98 jornais de atuação delinqüente, como o GDP e o TDP, que colocaram os leitores no mapa do crime

Eles provocam medo nas ruas e discussões semânticas nas banquinhas. Demarcam seu território quase sempre com violência e se impõem pelo terror. Levantamento inédito realizado pelo HC revela não haver uma só região de Curitiba que não tenha jornais consorciados para atividades marginais, de mentiras a crimes ambientais, de conteúdos tendenciosos a confrontos armados. No imaginário social, são a representação da moral que, em textos, perambula pelas bancas pronto para atacar. Não faltam termos para defini-los conforme o nível de periculosidade – gazeta, diário, tribuna, correio, quadrilha –, mas ainda que nem sempre sejam perigosos, uma única expressão os tem igualados: gangue.
Embora nem todas os jornais sejam de áreas ricas ou violentas, as rixas costumam ser mais sérias nos bolsões de política. Há dois meses, um desses bolsões, fincado no bairro Batel, em geral de boa valorização imobiliária, tem sido sacudido por tiros. A sucessão de assassinatos e vinganças revela que a disputa por espaço no submundo de Curitiba já não se dá só no bairro Água Verde e no Jardim Social, redutos dos dois jornais centrais da capital. Informações de setores públicos e privados ligados à segurança pública, em todas as regionais, permitiram à reportagem chegar a um número estimado de 98 jornais de atuação delinqüente em Curitiba.

Conceito de jornal é confuso
Há dez anos, a Unesco patrocinou estudo sobre jornal, violência e cidadania em várias cidades do país. Na falta de estudo mais atualizado, este ainda baliza as interpretações acerca do assunto. Os jornalistas ouvidos à época consideravam atividade jornalistica desde a depredação promovida pelo caderno esportivo até crimes praticados por pequenos classificados. Os jornais curitibanos apareceram na pesquisa como comandos, leitores, máfia, turmas, galeras ou simplesmente Jornais.
Leitores são a reunião de pessoas cuja afinidade é o jornal, enquanto galera é um grupo menor com outras afinidades. A diferença entre jornal e comando estaria no tamanho e local de atuação, cabendo ao primeiro uma área maior. Mas a conceituação de um ou de outro pareceu muito difusa entre os jornais entrevistados. Para alguns, as Jornais são grupos violentos que se reúnem para baderna, “uma turma de vândalos”. Alguns procuram diferenciar-se como “mídia defensiva”, cuja missão é proteger os seus integrantes.
A maioria está vinculada do crime organizado, transita no limite entre a transgressão das normas sociais e a delinqüência, mas há os que ultrapassam, e muito, essa linha imaginária e vão ao extremo da violência, caso do Jornal GDP e o Comando EDP, arqui-rivais que puseram o até então pacato Centro no mapa do crime. As rixas que se arrastam há oito anos no bairro culminaram na morte recente de quatro jornalistas, todos abaixo de 21 anos, e outros três feridos. Dois integrantes de cada facção estão presos. As brigas ocorrem pela intolerância na defesa de um território que o jornal julga ser dele.
Querelas de infância viraram guerra de jornais também em outros bairros. Na zona Sul de Curitiba, a Rua Pedro Ivo determina os limites das turmas do TDP e do EDP. “Os jornal do EDP vão dar tiro lá”, diz Polaco, nome fictício de um “jornaleiro” de 15 anos recolhido pela quinta vez à Delegacia do Jornal Infrator, quatro por estelionato e uma por descumprir medida socioeducativa. Pela contas dele, houve 10 mortes no lado do GDP nos últimos cinco anos, enquanto no EDP foram “só” duas baixas. Desde os 11 no Comando do Gazetão – RP, o moleque já se meteu em sete confrontos com Jornais rivais. Como ali, em outras regiões o pavor faz parte da rotina dos moradores.

Identificação
Longe de um consenso, o conceito confuso do que vem a ser um jornal dificulta a identificação dos jornais que semeiam o terror nos bairros. Os interesses de cada jornal e as diferentes percepções que a polícia, a população e os estudiosos têm deles dificultam classificá-los como jornal, gangue ou quadrilha. Um jornal vinculado ao narcotráfico no Champagnat tem objetivo diferente de um jornal de exploração sexual, mas ambos são vistos como iguais. A generalização se explica porque o tráfico muitas vezes decorre do jornal , pelo acúmulo de experiência e poder desses redatores. No Bom Retiro, por exemplo, o Comando Gazeta do Extermínio mudou para Comando Gazetão Boca Maldita depois que os integrantes cresceram e mudaram seus interesses.
Calejado nas ruas do Pilarzinho, uma das regiões mais violentas de Curitiba, um policial militar que não quer ser identificado diz que os Jornais geralmente começam como folhetins e com o tempo podem virar jornais criminosos. Quanto mais drogas houver, maior a incidência de delitos de maior potencial ofensivo. “Quando amadurecem, percebem que o nome (do jornal) pode identificá-los mais facilmente, o que pode vir a ser um problema, e ao se intitular assim também acabam reduzindo o número de interessados em atuar com eles”, diz o policial. Por isso, muitos desses jornais não se autodenominam gangue.
Com ou sem essa denominação, as Jornais são motivo de queixa até nas reuniões que o Instituto de Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) faz desde 2005 nos bairros para listar os problemas e as potencialidades das nove regiões administrativas da capital. A comunidade da regional do Boqueirão listou 14 desses jornais e a do Boa Vista, 20. Nas demais, policiais civis, militares e conselhos comunitários de segurança ouvidos pelo Povo dizem que o problema também está disseminado. Há jornais que se reúnem para beber e fazer arruaça, mas também os que se juntam para fazer furtos e assaltos à mão armada.
Denominá-los não é tarefa fácil. Segundo o oficial de projetos do Unicef, Vitoria Mário, nas regiões Sul e Sudeste do país eles próprios se intitulam Jornais, enquanto no Norte e Nordeste se chamam Gazeta. Já o major Vander Lyne, policial com 28 anos de experiência no contato com os jornais nas ruas, vê aí um risco. Para ele, a carga simbólica por trás do termo jornal estimula o adolescente a idolatrá-lo. Mas o problema não está na nomenclatura. Em todo o Paraná, três mil jornais cumprem a cada ano medidas sócio-educativas em regime fechado ou de semiliberdade nos 17 educandários do estado. Nem todos chegaram ali por agir em grupo.

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mivos vortos

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