Texto reproduzido da página da Casa do Saber
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A Casa do Saber anuncia mais um sarau homérico. Depois de encenar os cantos 1 e 16 da Ilíada, obra fundadora da mentalidade e da sensibilidade ocidental, a Companhia Iliadahomero de Teatro apresenta os Cantos 3 e 22 de modo integral.
No canto 3, Páris, príncipe de Tróia, desafia Menelau para um duelo, na tentativa de decidir o destino da guerra entre gregos e troianos. Menelau vence, mas Páris sobrevive, salvo por Afrodite. No canto 22 , Aquiles duela com o troiano Heitor para vingar a morte de seu amigo Pátroclo. Aquiles o mata e desonra seu cadáver, arrastando-o ao acampamento grego.
Nas apresentações dessas pequenas rapsódias dos dois cantos, o espectador entra em contato com toda a riqueza da Ilíada, de Homero, na tradução de Odorico Mendes (1799-1864). Os atores narram dramaticamente a história e representam os heróis. Após o espetáculo, haverá bate-papo com o diretor Octavio Camargo.
Atores: Lori Santos e Patrícia Reis Braga
Direção: Octavio Camargo
A Casa do Saber fica na Rua Dr. Mário Ferraz, 414. no Jardim Paulistano – SP
A imagem acima é de Menelau, em detalhe de uma cópia da pintura de Thimantes, pintor grego do século IV a.c., reproduzida num mural de pompéia. No Canto III da Ilíada, Menelau se dispõe a resolver a disputa em um duelo singular contra Páris. Este, porém, é salvo por Vênus no último momento.
Fragmento da fala de Agamenon no Canto III (trad. Odorico Mendes)
“Do Ida augusto senhor, máximo padre,
Sol que vês e ouves tudo, rios, Terra,
Vós que no inferno castigais perjuros,
Desta aliança fiadores sede.
Se Páris vence a Menelau, conserve
Toda a riqueza e a dama, e nós voguemos;
Se o vence o louro Atrida, aqui nos rendam
Helena e o seu tesouro, e por memória
Multa condigna paguem: morto Páris,
Se Príamo e seus filhos ma refusam,
Té que os force ao dever, não largo as armas.”
Neste quadro de David, Andromaca e Astianax são representados ao lado do corpo de Heitor. A morte de Heitor é narrada no canto XXII da Iliada. o corpo do herói só é recuperado após as súplicas de Priamo (Pai de Heitor) à Aquiles, no Canto XIV.
Fragmento da fala de Andrômaca no Canto XXII (trad. Odorico Mendes)
Duas coisas que têm “Patrono” no Brasil: a república e o concretismo. Ambos fundados por corjas que queriam apenas garantir o seu lugar na história. Coitado do Odorico Mendes, merecia mais que isso.
Gostaria de te convidar para a apresentação. Assim você poderá fazer uma crítica com alguma consistência. Tenho certeza de que você não conhece este trabalho.
grato
Luk Iskarólquer teoricamente até teria razão, mas sua acusação certamente não se aplica ao valoroso e quixotesco trabalho da Cia. Ilíadahomero.
Luk falou bobagem e, tal como Rolando, merecia levar uma surra dos Mouros em Roncevaux.
aliás, onde fica a Casa do Saber? I´m hungry for logos.
E quem disse que eu estou criticando êsse trabalho, que aliás não vi e pode ser ótimo? Estou criticando, como sempre, os Irmãos Campos!
O “isso” que Odorico Mendes não merecia é o título de Patrono da Transcriação! Agora comentário de blog virou sinônimo de crítica teatral? Pra longe de mim, umbigos!!
A Casa do Saber fica na Rua Dr. Mário Ferraz, 414. no Jardim Paulistano – SP
CEP 01453-011. tem um mapa com indicações neste link.
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